sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

{Tributo a James Watson (1928-2025)} - Doze Livros Desconhecidos e Suas Verdades Raciais Suprimidas - parte 10 {Richard Lynn e Tatu Vanhanen} - por Ron Keeva Unz

 {Tributo a James Watson (1928-2025)} - Doze Livros Desconhecidos e Suas Verdades Raciais Suprimidas - parte 9 {Charles Murray} - por Ron Keeva Unz

Ron Keeva Unz


Richard Lynn, Tatu Vanhanen, e IQ and the Wealth of Nations

A feroz reação negativa após o lançamento de The Bell Curve conseguiu suprimir com sucesso qualquer debate público na mídia sobre questões envolvendo raça e QI, mas esses mesmos tópicos continuaram a ser de enorme interesse e amplamente discutidos em outros círculos, como expliquei a seguir.44

Embora Saletan tenha manejado como sobreviver, outras figuras da mídia naturalmente se tornaram muito discretas sobre o tema da raça e do QI, proferindo clichês ou evitando o assunto completamente, com medo de serem linchadas e terem suas carreiras arruinadas. Os próprios cientistas também reconheceram que, se uma figura da estatura imponente de Watson podia ser destruída tão facilmente, precisavam ter muito cuidado com as palavras se quisessem reter suas posições. Enquanto isso, pesquisadores de QI e elementos racialistas acompanhavam o tema com mais afinco do que nunca, mas permaneciam à margem ideológica, com poucos de seus livros ou artigos ganhando qualquer ampla exposição. E essa severa bifurcação entre os dois campos — um enormemente grande, porém silencioso e temeroso, e o outro pequeno e ferozmente comprometido com a doutrina do QI — teve sérias consequências negativas.

Em 2002, Richard Lynn e um coautor publicaram IQ and the Wealth of Nations {QI e a Riqueza das Nações}, obra que foi completamente ignorada pela grande mídia, mas a qual causou sensação nos círculos de estudiosos de QI e de cunho racialista. Alguns de seus achados contundentes começaram a circular amplamente na internet, juntamente com aquelas apresentadas em diversos volumes subsequentes, como The Global Bell Curve.

Por décadas, Lynn foi uma figura de destaque na pesquisa internacional sobre QI, com muitos de seus resultados importantes citados no livro de Herrnstein/Murray, e seu novo trabalho propôs uma abrangente hipótese global. Baseado em sua coleção de centenas de amostras internacionais de QI, ele demonstrou uma forte correlação entre os QIs nacionais e a renda per capita, alegando que isso provava que o QI de uma nação era um fator central para determinar seu sucesso econômico, com implicações óbvias para as políticas governamentais de ajuda externa e imigração. Além disso, os QIs extremamente baixos em tantos países africanos, frequentemente 30 pontos ou mais abaixo da média dos americanos brancos, explicavam, obviamente, os fracassos econômicos sombrios e deprimentes da África.

A despeito da falta de cobertura da grande mídia, Lynn logo se tornou uma figura quase cultuada dentro da comunidade racialista, e as estatísticas em seu livro, objeto de veneração. Ademais, tais informações explosivas podem ter sido amplamente discutidas em conversas privadas, vazando gradualmente para os círculos oficiais e talvez até mesmo desempenhando um papel na motivação das declarações públicas controversas de Watson. Eu suspeito que muitos acadêmicos e jornalistas renomados até consideravam os dados internacionais de QI como uma espécie de pornografia intelectual,45 tornando-se o “conhecimento proibido” que frequentemente atrai grande interesse.

 

{Ricardo Lynn (1930-2023) foi um acadêmico inglês, com formação em psicologia e filosofia, que lidou com Q.I. e diferenças raciais. Teve suas credencias acadêmicas retirados ao final da vida por coerção anticientífica}.

Na época, eu estava totalmente imerso no meu próprio trabalho com software, mas cerca de uma década depois, eu finalmente examinei o material de Lynn e cheguei a conclusões radicalmente diferentes. Concentrando-me principalmente nas dezenas de amostras de QI de europeus brancos que ele havia apresentado, notei uma variação extremamente impressionante nesses resultados em períodos relativamente curtos e entre grupos geneticamente indistinguíveis, o que levantou fortes dúvidas sobre a explicação hereditária estrita de Lynn.

Assim como Lynn afirmava, a riqueza nacional estava intimamente ligada ao QI, mas suas próprias evidências sugeriam que a causalidade apontava na direção oposta à sua hipótese, com os QIs parecendo aumentar muito rapidamente à medida que a riqueza nacional aumentava. Por exemplo, Lynn demonstrou que os alemães orientais tinham QI até 17 pontos inferior ao de seus vizinhos da Alemanha Ocidental, enquanto no início da década de 1970 os irlandeses apresentavam QI cerca de 13 pontos inferior ao de seus primos irlandeses-americanos, mas ambas as grandes disparidades diminuíram rapidamente à medida que as sociedades mais pobres se tornaram menos pobres. Um grande número dessas anomalias extremas parecia refutar a “Hipótese do QI Forte”, há muito defendida por Lynn, pela maioria de seus colegas pesquisadores de QI e por seus numerosos admiradores racialistas.

Eu apresentei essa análise em meu principal artigo de 2012, “Raça, QI e Riqueza”46, o qual provocou amplamente difundida discussão, e em uma série de colunas subsequentes,47 eu expandi essas ideias e respondi48 à tentativa de refutação de Lynn.49 Eu penso que minhas conclusões foram, por fim, aceitas pela maioria dos elementos menos dogmáticos tanto na comunidade de estudiosos do QI quanto nas comunidade racialistas.50

Desde que meus próprios achados eram bastante banais e tão obviamente implícitos nos dados de Lynn, eu sugeri que a maior surpresa era que elas não tivessem sido notadas anteriormente durante os anos de acirradas batalhas sobre o QI:

Agora nos deparamos com um mistério possivelmente maior do que o próprio QI. Diante da poderosa munição que Lynn e Vanhanen forneceram àqueles que se opõem à sua própria “Hipótese do QI Forte”, nós devemos nos perguntar por que isso nunca atraiu a atenção de nenhum dos lados em conflito na interminável e amarga disputa sobre o QI, apesar de sua suposta familiaridade com o trabalho desses dois proeminentes estudiosos. Na prática, eu diria que a aclamada obra de 300 páginas de Lynn e Vanhanen constituiu um gol contra decisivo para o lado determinista do QI, mas que nenhuma das equipes ideológicas rivais jamais percebeu.

Este pareceu ser um exemplo perfeito de por que os esforços para suprimir a discussão pública de um tópico contencioso podem, em última análise, ser contraproducentes, impedindo que os lados em conflito analisem objetivamente as evidências subjacentes e cheguem a conclusões realistas.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Continua...

Notas:

45 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: Race/IQ: The Jason Richwine Affair - Amid the fury over the ex-Heritage staffer's work the question to ask is: was he right?, por Ron Keeva Unz , 13 de maio de 2023,

https://www.unz.com/runz/raceiq-the-jason-richwine-affair/

46 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: IQ, and Wealth - What the facts tell us about a taboo subject, Ron Keeva Unz, 18 de julho de 2012, The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/runz/race-iq-and-wealth/

48 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: Race/IQ: Response to Lynn and Nyborg, Ron Keeva Unz, 04 de agosto de 2012, The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/runz/unz-on-raceiq-response-to-lynn-and-nyborg/

50 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: IQ, and Wealth - What the facts tell us about a taboo subject, por Ron Keeva Unz, 18 de julho de 2012, The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/runz/race-iq-and-wealth/

Fonte: American Pravda: Twelve Unknown Books and Their Suppressed Racial Truths, por Ron Keeva Unz, 17 de novembro de 2025, The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/runz/american-pravda-twelve-unknown-books-and-their-suppressed-racial-truths/

Sobre o autor: Ron Keeva Unz (1961 -), de nacionalidade americana, oriundo de família judaica da Ucrânia, é um escritor e ativista político. Possui graduação de Bachelor of Arts (graduação superior de 4 anos nos EUA) em Física e também em História, pós-graduação em Física Teórica na Universidade de Cambridge e na Universidade de Stanford, e já foi o vencedor do primeiro lugar na Intel / Westinghouse Science Talent Search. Seus escritos sobre questões de imigração, raça, etnia e política social apareceram no The New York Times, no Wall Street Journal, no Commentary, no Nation e em várias outras publicações.

 ___________________________________________________________________________________

Relacionado, leia também:

A Sabedoria dos Antigos: Cidades-Estado Gregas como Estados-étnicos - Por Guillaume Durocher {academic auctor pseudonym}

Biopolítica, racialismo, e nacionalismo na Grécia Antiga: Uma visão sumária - Por Guillaume Durocher {academic auctor pseudonym}

A noção de diversidade racial na academia alemã e na legislação nacionalsocialista - parte 2 - Por Tomislav Sunić

A noção de diversidade racial na academia alemã e na legislação nacionalsocialista -  parte 1 - Por Tomislav Sunić

A cultura ocidental tem morrido uma morte politicamente correta - Paul Craig Roberts

Raça e Crime na América - Por Ron Keeva Unz

Judeus, comunistas e o ódio genocida nos "Estudos sobre a branquitude” - Por Andrew Joyce, Ph.D., {academic auctor pseudonym}

Harvard odeia a raça branca? – Por Paul Craig Roberts

Migrantes: intervenções “humanitárias” geralmente fazem as coisas piores – Entrevista com Alain de Benoist

Monoteísmo x Politeísmo – por Tomislav Sunić

Politeísmo e Monoteísmo - Por Mykel Alexander

Oswald Spengler: crítica e homenagem - por Revilo Oliver

Noções de cultura e civilização em Oswald Spengler - Por Mario Góngora

Oswald Spengler: Uma introdução para sua Vida e Idéias - por Keith Stimely

Para quem há história? - por Mykel Alexander

O peso da tradição: por que o judaísmo não é como outras religiões, por Mark Weber

Deus, os judeus e nós – Um Contrato Civilizacional Enganoso - por Laurent Guyénot

Sionismo, Cripto-Judaísmo e a farsa bíblica - parte 1 - por Laurent Guyénot

O truque do diabo: desmascarando o Deus de Israel - Por Laurent Guyénot - parte 1

O Gancho Sagrado - O Cavalo de Tróia de Jeová na Cidade dos Gentios {os não-judeus} - por Laurent Guyénot - parte 1


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os comentários serão publicados apenas quando se referirem ESPECIFICAMENTE AO CONTEÚDO do artigo.

Comentários anônimos podem não ser publicados ou não serem respondidos.