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quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

As câmaras de gás de Auschwitz parecem ser fisicamente inconcebíveis - Por Robert Faurisson


Robert Faurisson

            O Zyklon B é um ácido cianídrico que é desprendido por evaporação.

            É usado para desinfecção de navios, silos e residências, bem como para a destruição de pestes.

            Ele é ainda manufaturado hoje em Frankfurt-sobre-o-Meno. Ele é vendido na Europa ocidental e na Europa oriental, Nos Estados Unidos e aproximadamente em todos os lugares no mundo.

            Gás cianídrico é altamente venenoso e muito perigoso. Um miligrama por quilograma do peso do corpo é suficiente para matar um homem. Em um lugar fechado ele irá envenenar um homem em vários segundos e irá matar ele em vários minutos. Um homem pode perder a consciência e morrer por absorver o gás através da pele.

            Este gás adere à superfícies. Ele adere não somente à pele e às membranas mucosas ao ponto de penetrar nelas, mas também adere à madeira, ao gesso, à tinta, e ao cimento, e penetra neles. Em um lugar ordinário onde estes materiais são encontrados, o gás não pode ser ventilado depois do uso, é necessário ser absorvido nas paredes com processo de aeração natural, a qual dura aproximadamente 24 horas.

            Somente pessoal especializado, tendo passado por um período de instrução e tendo sido premiado com um diploma, pode usar este produto ou gás. Eles devem usar máscaras de gás com cartuchos filtrantes especiais para ácido cianídrico.

            As preparações necessárias para o gaseamento de um lugar, por exemplo, um local de habitação, são longas e meticulosas, especialmente a fim de obter uma boa estanqueidade.

            Os granulados de Zyklon a partir do qual o ácido cianídrico é liberado não são jogados aleatoriamente, não são jogados ao acaso. Isto seria muito perigoso posteriormente. É necessário assegurar uma distribuição calculada. Os granulados são colocados em guardanapos dispostos.

            Quando o gás é suposto ter terminado seu trabalho destrutivo, é necessário que o pessoal especializado entre no local a fim de abrir todas as coisas que iriam permitir a natural saída por aeração. Este é o momento mais crítico. A ventilação de remoção apresenta o maior dos perigos para os participantes assim como para os não participantes. É, portanto, necessário, proceder com ela com prudência especial e sempre usando as máscaras de gás. Como uma regra é necessário retirar o ar do local de uma maneira que seja possível alcançar o ar livre tão breve quanto possível e de tal maneira que o gás será evacuado de um lado onde todo o risco para não participantes está excluído.

               A ventilação de remoção dura no mínimo vinte horas.

            Ao fim de vinte horas, o pessoal especializado volta para dentro do local, e ainda usando suas máscaras. Se é possível, eles aumentam a temperatura do local para 15 graus centigrados. Eles saem, retornando ao fim de uma hora, ainda com as máscaras deles, a fim de ir para um teste para desaparecimento do gás. Se o teste é favorável, o lugar é declarado acessível sem usar uma máscara de gás. Mas, se é uma questão de um lugar de habitação, as pessoas não irão estar aptas a dormir no local pela primeira noite e as janelas ainda devem permanecer abertas durante esta primeira noite. Colchões, edredons e almofadas devem ser batidos ou sacudidos por pelo menos uma hora por causa que eles estão impregnados com gás.

            Este gás é inflamável e explosivo; não deve haver qualquer chama nua nas imediações e, além do mais, definitivamente, é necessário não fumar.

            Em uma maneira mais geral, a fim de entrar em um lugar onde existe um pouco de gás cianídrico, é necessário sempre usar uma máscara de gás com um cartucho de filtro particularmente forte; dois casos, em seguida, apresentam-se – ou o homem mascarado irá ser exposto a concentrações mais baixas que um por cento em volume de gás cianídrico – ou ele irá ser exposto a concentrações iguais ou superiores que 1 por cento.

            No primeiro caso, ele irá estar apto para se dedicar a algum trabalho leve; por exemplo, ele irá ser apto a abrir janelas que são fáceis de abrir, mas sob a condição que depois de cada passo ele irá para fora a fim de remover sua máscara lá e respirar o ar livre por no mínimo dez minutos. No segundo caso, a exposição do homem àquelas concentrações deve ser tolerada somente em caso de necessidade por um período de tempo que não exceda um minuto.

            Este gás pode ser usado em câmaras de fumigação pressurizadas. Ele é usado no Estados Unidos para execução de uma pessoa condenada à morte em câmara de gás. É preciso ver uma destas câmaras e estar familiarizado com o processo do uso dela a fim de perceber até que ponto é difícil e perigoso usar ácido cianídrico para matar um único homem.

            Durante a Primeira Guerra Mundial, os gases de combate tinham sido usados, mas com muitas decepções e com aproximadamente tanto perigo para as próprias tropas como para o inimigo, tão verdadeiro é isto que o gás é a menos controlável de todas as armas. Muitos envenenamentos suicidas ou acidentais estão lá para provar isso. Mas desde o fim da guerra alguns americanos  que desejavam para um método mais humano de colocar os prisioneiros condenados a morte, acreditaram que nada seria ao mesmo tempo mais humano e mais fácil que usar um poderoso gás para pôr o homem a dormir até a morte como resultado. Foi quando eles quiseram colocar a ideia em prática que eles perceberam as dificuldades. A primeira execução de um homem condenado por gás cianídrico ocorreu na penitenciária em Carson City em 1924, faltou muito pouco para ela se transformar em uma catástrofe para a comitiva. Foi necessário esperar até 1936/1938 a fim de obter câmaras de gás mais confiáveis. Mas mesmo hoje, este método de execução permanece crítico para os executores e para a comitiva.

            A pequena cabine denominada câmara de gás é feita totalmente de vidro e aço afim de evitar que o gás fique muito aderido à superfície ou penetre elas. O vidro e o aço são muito densos por várias razões técnicas e especialmente a fim de que um vácuo possa ser criado na cabine em vista de assegurar nela uma boa estanqueidade de ar; mas um vácuo assim criado traz alguns riscos de implosão. A construção é assim muito forte.

            Uma vez que a pessoa condenada é morta pela emissão de gás as dificuldades reais começam. É, em efeito, necessário entrar em um lugar o qual, no momento, está cheio de gás mortal e é necessário lá pegar um cadáver impregnado com este gás.

            O gás não é evacuado em direção a uma chaminé dirigida ao ar exterior; isso seria muito perigoso. Na verdade, ele é dirigido de volta em direção de um misturador onde ele é neutralizado por uma base química (amônia). O ácido assim dá lugar a um sal o qual irá ser lavado com grande quantidade de água. No entanto, o lugar ainda permanece perigoso por um longo tempo, assim como o cadáver. Para o médico e seus auxiliares que irão ter de entrar no lugar e arrastar fora o corpo, algumas precauções permanecem necessárias. Eles irão esperar até que um produto indicador (fenolftaleína) sinaliza a eles que o gás mortal tem sido neutralizado, ou no mínimo a maior parte. Eles irão vestir máscaras com cartuchos filtrantes especiais. Eles irão vestir luvas e aventais de borracha. Eles irão lavar o cadáver muito cuidadosamente com um jato, particularmente na boca e em todas as dobras do corpo.

            Antes, a simples preparação da câmara de gás para uma execução teria requerido dois dias de trabalho para dois homens especializados. O maquinário é relativamente importante.

            Usar gás cianídrico para matar somente um homem é, consequentemente, mais complicado e perigoso do que geralmente se imaginaria.

            Não se deve confundir as complicadas câmaras de gás as quais o uso de seu perigoso gás demanda, com as construções rudimentares que todos os exércitos no mundo usam para treinar recrutas no uso de máscaras de gás com ordinários cartuchos de filtro. Estes locais são também chamados de câmaras de gás. O gás usado é relativamente não tão venenoso e é ventilado facilmente; a estanqueidade de ar de tais construções é bastante relativa.

            Quando se sabe tudo isto, fica bastante surpreso ao ler os testemunhos ou confissões sobre o uso que os alemães supostamente tinham feito do Zyklon B para executar não um homem por vez, mas centenas ou milhares de seres humanos de uma vez. O mais completo destes testemunhos ou confissões é o do primeiro dos três sucessivos comandantes de Auschwitz: Rudolf Höss (cujo nome não deve ser confundido com o de Rudolf Hess, o prisioneiro de Spandau). Rudolf Höss é suposto ter elaborado aos seus carcereiros e para seus juízes comunistas uma confissão cujo texto é suposto ter sido reproduzido em 1958, ou onze anos depois, em sua linguagem original pelo Dr. Martin Broszat, um membro do Instituto de História Contemporânea em Munique. Esta confissão é conhecida para o público geral sob o título de Commandant of Auschwitz. Primeiro na página 166, então na página 126 da edição alemã do livro se aprende isto:
... Uma meia hora depois de ter liberado o gás (isto é, Zyklon B), eles abririam a porta (da câmara de gás onde haviam várias milhares de vítimas) e ligariam o aparato para ventilá-lo para fora. Eles começariam imediatamente a tirar os corpos.
Ele segue a dizer que este tremendo trabalho de retirar milhares de corpos, dos quais eles removiam os dentes de ouro e cortavam os cabelos, foi realizado por resignadas e indiferentes pessoas que durante todo o tempo não cessavam de fumar e comer.

Esta descrição é surpreendente. Se aquelas pessoas fumavam e comiam, eles nem mesmo vestiam máscaras de gás? Como poderia tudo disto ser feito próximo das portas dos fornos crematórios nos quais eles estavam queimando milhares de corpos? Como poderiam eles entrar em uma câmara de gás ainda cheio de gás para manipular aqueles corpos que estavam cheios de gás, e isto imediatamente após a abertura da porta? Como poderiam eles devotar eles mesmos para tal gigante trabalho por algumas horas quando especialistas, equipados com máscaras, podem somente permanecer em tal atmosfera por vários minutos e sob condições que eles somente devotam eles mesmos a esforços que não vão além do esforço requerido para abrir janelas que são fáceis de abrir? Como poderiam eles, com as mãos nuas, extraírem dentes e cortar cabelos quando se sabe que, na câmara de gás americana, a primeira preocupação do médico que entra na cabine com a máscara direciona-se a envolver todos os cabelos do cadáver com as mãos vestidas em luvas a fim de expelir as moléculas de gás cianídrico que têm permanecido no cabelo desse cadáver apesar de todas as precauções tomadas? Quem são esses seres dotados de poderes sobrenaturais? De que mundo estas tremendas criaturas vêm? Eles pertencem ao nosso mundo o qual é governado por inflexíveis leis, conhecidas pelo físico, médico, químico e toxicologista? Ou eles pertencem ao mundo da imaginação onde todas estas leis, mesmo a lei da gravidade, são superadas pela magia ou desaparecem por encantamento?

Se Rudolf Höss ainda vivesse, nós iriamos ser capazes de colocar estas questões para ele. Infelizmente, após sua confissão aos comunistas ele foi enforcado. Resta a nós, portanto, colocar estas questões para outras pessoas que se fizeram testemunhas perante os tribunais e que dizem que elas têm visto estas “câmaras de gás” funcionando. Nenhum tribunal tem ainda colocado questões deste tipo, por exemplo, para Dov Paisikovic[1] ou para Filip Müller[2]. Felizmente, o que juízes não têm feito, um instituto de história americana fez em 3 de setembro de 1979 em Los Angeles. O Institute for Historical Review (PO Box 1306, Torrance, Califórnia, 90505) tem até prometido a recompensa de $50,000.00. Mas, por aproximadamente um ano, nenhum candidato se fez ele mesmo conhecido, nem mesmo Filip Müller, que vive na Alemanha Ocidental (68 Mannheim, Hochofenstrasse 31). Seu livro, recentemente publicado em alemão, em inglês e em americano e francês não traz qualquer elemento de resposta às questões colocadas. Na verdade, além disso, ele acumula ainda mais mistérios e o caso torna-se inextrincável.



Fontes:

Sobre o Zyklon, ver os documentos de Nuremberg NI-9098 e, especialmente, NI-9912.

Sobre a necessária máscara de gás, ver um trabalho do Exército francês traduzido de um manual do Exército americano: The Gas Mask, Technical Manual N°. 3-205, traduzido do americano TM 3-205 (1-2), War Department, Washington, 22 de setembro de 1943, um manual redigido sob a direção do Chefe do Chemical Warfare Service, U.S. Government Printing Office, 1943, 154 páginas. Ver em particular a página 55.

Sobre o testemunho atribuído a Rudolf Höss, ver Kommandant in Auschwitz, Autobiographische Aufzeichnungen, eigenleitet und Kommentiert von Martin Broszat, 1958, Stuttgart, Deutsche Verlagsantalt.

Sobre Filip Müller, ver: Sonderbehandlung, Drei Jahre in den Krematorien und Gaskammern von Auschwitz, Deutsche Bearbeitung von Helmut Freitag, München, Verlag Steinhausen, 1979, 287 páginas. Traduzido ao americano: Eyewitness Auschwitz, Three Years in the Gas Chambers. Colaboração literária de Helmut Freitag, préfacio de Yehuda Bauer Stein, 1979, 180 págunas. Traduzido ao francês: Trois ans dons une chambre á gaz d’Auschwitz: Le Témoignage de l’um des seuls rescapés des comandos spéciaux, Pygmalion/ Gérard Watelet, 1980, 252 páginas, com prefácio de Claude Lanzman.



Adicional

Mantenho à disposição de todas as testemunhas ou de todo tribunal um estudo o qual termina com a seguinte questão: “Que prova existe demonstrando a existência de ‘gaseamento’ em Auschwitz a qual não já demonstrou a existência do ‘gaseamento’ em Dachau?”

            Nós sabemos hoje que nunca existiu qualquer ‘gaseamento’ em Daschau, mas por muitos anos eles apresentaram uma tropa de provas e testemunhos graças aos quais eles alegaram demonstrar a realidade daqueles “gaseamentos”. Pareceu para mim ser uma boa ideia referir-me às provas e testemunhos provando que tinham havido alguns “gaseamentos” em Ravenbrück onde nós igualmente sabemos que não existiu nenhum. Minha conclusão é a seguinte: entre, por um lado, os documentos sobre Dachau (ou sobre Ravensbrüvk) e, por outro lado, os documentos sobre Auschwitz, existe nenhuma diferença em qualidade, mas somente em quantidade. Nessas primeiras “câmaras de gás” ou nos primeiros “gaseamentos,” eles têm inventado histórias durante uns 15 anos, enquanto e, outros eles têm inventado histórias por 35 anos. Em um caso como em outro, nós não estamos carecendo nem de documentos oficiais ou de detalhes num mínimo centímetro.

Tradução por Mykel Alexander


Notas


[1] Nota do tradutor: Dov Paisikovic foi um judeu que afirmou testemunhar as execuções de pessoas nas alegadas câmaras de gás.

[2] Nota do tradutor: Filip Müller foi um judeu eslovaco que afirmou testemunhar as execuções de pessoas nas alegadas câmaras de gás. Publicou uma obra (ver no complemento adicional de Robert Faurisson) considerada um dos mais importantes testemunhos oculares do alegado extermínio de judeus.





Fonte: The gas chambers at Auschwitz appear to be physically inconceivable, por Robert Faurisson, The Journal for Historical Review, Inverno 1981, Volume 2 número 4, Página 312.


Sobre o autor: Robert Faurisson (1929-2018), tem por anos sido o líder revisionista sobre o tema do alegado Holocausto.

            Formou-se em Sorbonne, Paris, em Letras Clássicas (Latim e Grego) obtendo o seu doutorado em 1972, e serviu como professor associado na Universidade de Lyon na França de 1974 até 1990. Ele é reconhecido como especialista de análise de textos e documentos. Depois de anos de pesquisa privada e estudo, o Dr. Faurisson fez pública suas visões céticas sobre a história de exterminação no Holocausto em artigos publicados em 1978 no diário francês Le Monde. Seus escritos sobre a questão do Holocausto têm aparecido em vários livros e numerosos artigos acadêmicos e foi um frequente contribuidor do The Journal of Historical Review. Por suas pesquisas sofreu muitas perseguições pela patrulha judaico-sionista ou pelas patrulhas àquelas vinculadas, além de um atentado contra sua vida no qual lhe deixou hospitalizado, porém manteve sempre em primeiro lugar seu compromisso para com a busca pela verdade durante toda sua vida, mantendo-se em plena atividade investigativa até a data de seu falecimento.

Mémoire en défense (contre ceux qui m'accusent de falsifier l'Histoire : la question des chambres à gaz), Editora  La vieille taupe , 1980.

Réponse à Pierre Vidal-Naquet. Paris: La Vieille Taupe, 1982.

Réponse à Jean Claude Pressac Sur Le Problème Des Chambres à Gaz, Editora R.H.R., 1994.

Quem escreveu o diário de Anne Frank (em português impresso pela Editora Revisão).
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Relacionado, leia também:

A Mecânica do gaseamento - Por Robert Faurisson

O “problema das câmaras de gás” - Por Robert Faurisson

O Relatório Leuchter: O Como e o Porquê - por Fred A. Leuchter

O Primeiro Holocausto - por Germar Rudolf

A crucificação dos judeus deve parar! - Por Mark Weber

A mentira a serviço de “um bem maior” - Por Antônio Caleari

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

A Mecânica do gaseamento - Por Robert Faurisson

Em memória ao seu espírito de luta e compromisso para com a verdade.
Robert Faurisson (25/01/1929 - 21/10/2018)

Robert Faurisson

            Entre todas aquelas que fazem declarações, discursos ou usam sentenças nas quais a expressão “câmara de gás” aparece, quantas destas pessoas realmente sabem o que elas estão falando? Não me levou muito tempo para imaginar que muitas pessoas cometem um dos mais gritantes erros. Estas pessoas imaginam uma “câmara de gás” como sendo similar a um mero quarto sob a porta da qual um gás doméstico é liberado. As pessoas esquecem que a execução por gás é por definição profundamente diferente daquela de uma simples asfixia acidental ou suicida. No caso de uma execução, deve-se cuidadosamente evitar todo risco de doenças, envenenamento ou morte ao executor e sua equipe. Tal risco é para ser evitado, antes, durante e depois da execução. As dificuldades técnicas implicadas aqui são consideráveis. Eu estava muito ansioso para saber como martas domésticas foram gaseadas, como raposas foram gaseadas em suas tocas, e como nos EUA uma pessoa que foi sentenciada a morte foi executada por gaseamento. Eu tenho descoberto que, na vasta maioria dos casos, ácido cianídrico foi usado para tais propósitos. Este foi precisamente o mesmo gás o qual os alemães usaram para fumigar seus quarteis. Foi também com este gás que eles alegadamente mataram grupos de indivíduos assim como também grandes massas de pessoas. Eu tenho, portanto, estudado este gás. Eu queria conhecer seu uso na Alemanha e na França. Eu tenho revisto documentos ministeriais que regulam o uso deste produto altamente tóxico. Eu tive a boa sorte de descobrir alguns documentos sobre Zyklon B e ácido cianídrico os quais têm sido reunidos pelos aliados nos arquivos industriais alemães em Nuremberg.

            Então, com um maior escrutínio, eu reexaminei certas declarações e confissões as quais têm sido feitas na Alemanha e cortes Aliadas referentes ao uso do Zyklon B para levar os prisioneiros à morte, e fiquei chocado. E agora, por sua vez, você também irá ficar chocado. Eu irei primeiro ler a você a declaração ou confissão de Rudolf Höss. Então, eu irei dizer a você os resultados de minha pesquisa, puramente física, sobre ácido cianídrico e Zyklon B. (Por favor tenha em mente que R. Höss foi um dos três sucessivos comandantes oficiais em Auschwitz; todos três os quais foram detidos e interrogados pelos Aliados. Somente Höss deixou uma confissão, para a qual nós estamos em dívida para com seus carcereiros poloneses.)

            Nesta confissão, a descrição do real gaseamento é extraordinariamente curta e vaga. Contudo, é essencial imaginar que todos aqueles outros que alegam ter estado presente neste tipo de operação são também vagos e breves e que suas declarações são cheias de contradições sobre certos pontos. Rudolf Höss escreve, “Meia hora depois de ter liberado o gás, nós iriamos abrir a porta e ligar o ventilador. Nós iriamos imediatamente começar remover os corpos.[1]” Eu chamo atenção para a palavra “imediatamente”; em alemão a palavra é “sofort”. Höss então adiciona que a equipe responsável pela manipulação e remoção de 2,000 corpos da “câmara de gás” e de transportar eles para os fornos crematórios faziam enquanto “comiam ou fumavam”; portanto, se eu compreendi corretamente, estas tarefas eram todas realizadas sem máscaras de gás. Tal descrição corre contra todo o senso comum. Ela implica que é possível entrar em uma área saturada com ácido cianídrico sem tomar qualquer medida de precaução no manuseamento de mãos nuas de 2,000 cadáveres expostos ao ácido cianídrico os quais estavam provavelmente ainda contaminados com o gás fatal. O cabelo (o qual foi supostamente cortado depois da operação) estava indubitavelmente impregnado com gás. As membranas mucosas teriam sido impregnadas também. Bolsas de ar entre os corpos os quais supostamente foram amontoados um sobre o outro teriam sido preenchidos com gás. Que tipo de superpoderoso ventilador é capaz de instantaneamente dispersar tanto gás à deriva através do ar e nas bolhas de ar? Mesmo se um tal ventilador tivesse existido, seria necessária a realização de um teste para detecção de qualquer vestígio de ácido cianídrico e para desenvolver um procedimento para informar à equipe que o ventilador tinha realizado plenamente sua função e que a sala estava segura. Agora, é abundantemente claro da descrição de Höss que o ventilador em questão deve ter sido de poderes mágicos a fim de ser capaz de dispersar todo ao gás com tal performance impecável de modo que não havia causa para preocupação ou necessidade para verificação da ausência de gás!

            O que o mero senso comum sugeriu é agora confirmado pelos documentos técnicos referentes ao Zyklon B e seu uso[2]. Afim de fumigar uma barraca, os alemães foram constrangidos por numerosas medidas de precaução: times especialmente treinados os quais foram licenciados somente após um estágio em uma fábrica de Zyklon B; materiais especiais incluindo os filtros “J” os quais usados em máscaras de gás foram capazes de proteger um indivíduo sobre as mais rigorosas condições tóxicas; evacuação de todas as casernas adjacentes; avisos postados em várias línguas e trazendo um crânio e ossos cruzados; um meticuloso exame do local a ser fumigado afim de localizar e selar fissuras ou aberturas; a vedação de qualquer chaminé ou tubulação de ar e a remoção das chaves das portas. As latas de Zyklon B eram abertas no próprio lugar. Depois que o gás tinha aparentemente matado todos os vermes, a mais crítica operação iria começar; esta era a ventilação do local. Os sentinelas eram para estar estacionados a uma certa distância das portas e janelas, as costas deles para o vento, afim de prevenir a aproximação de todas as pessoas. E equipe especialmente treinada e equipada com máscaras de gás então iria entrar no edifício e desobstruir as chaminés e rachaduras, e abrir as janelas. Esta operação completada, eles tinham que ir para o exterior novamente, remover suas máscaras e respirar livremente por dez minutos. Eles tinham de colocar suas máscaras novamente e entrar novamente na construção e executar o próximo passo. Uma vez que todo este trabalho fosse completado, era ainda necessário esperar VINTE horas. Na verdade, por causa que o Zyklon B era “difícil de ventilar desde que ele adere fortemente as superfícies,” a dispersão do gás requeria uma longa ventilação natural. Isto era especialmente importante quando grandes volumes de gás eram empregados como no caso de uma caserna contendo mais que um andar. (Quando o Zyklon B era usado numa autoclave com um volume total de somente 1 metro cúbico, ventilação (forçada ou artificialmente) era ainda necessária.) Depois que vinte horas tinham se passado, a equipe iria retornar usando suas máscaras. Eles iriam então verificar por meios de um papel teste (o papel iria ficar azul na presença de ácido cianídrico) quanto a possibilidade do local estar ou não apto para a habitação humana. E então nós vemos que um local o qual tinha sido gaseado não era acessível até um mínimo de 21 horas ter decorrido. Desde quando a legislação francesa lida com isto, o mínimo fixado é 24 horas[3].

            Torna-se, portanto, evidente que na ausência de um ventilador mágico capaz de expelir instantaneamente um gás que é “difícil de ventilar, uma vez que ele adere fortemente à superfícies,” o “matadouro humano” chamado de “câmara de gás” teria ficado inacessível por aproximadamente um dia inteiro. Suas paredes, pisos, teto teriam retido porções de um gás o qual era altamente venenoso para o homem. E o que acontece aos corpos? Estes cadáveres poderiam ter sido nada menos que saturados com o gás, assim como as almofadas, colchões e cobertores discutidos no mesmo documento técnico sobre o uso do Zyklon B teriam sido saturados também. Estes colchões, etc., tinham de ser levados para fora das portas para serem arejados e batidos por uma hora sob condições atmosféricas secas e por duas horas quando o clima estivesse úmido. Quando isto era realizado, estes itens eram então amontoados juntos e batidos novamente se o teste de papel revelasse qualquer outra presença do ácido cianídrico.

            Ácido cianídrico é tanto inflamável como explosivo. Como poderia ele ter sido usado em grande proximidade da entrada dos fornos crematórios? Como poderia alguém ter entrado na “câmara de gás” enquanto fumando?

            Eu não tenho ainda nem mesmo tocado no assunto da superabundância de impossibilidades técnicas e físicas as quais tornam-se evidentes sobre um real exame do local e das dimensões das supostas “câmaras de gás” em Auschwitz-Birkenau. Ainda mais, apenas como um inquisitivo curioso do museu polonês pode descobrir, estas câmaras eram na realidade nada mais que “câmaras frigoríficas” (necrotérios) e eram típicos em tais salas tanto a conformação como o tamanho. A suposta “câmara de gás” de Krema II em Birkenau, da qual permanece somente uma ruína, era, na verdade, um necrotério, localizado abaixo do solo a fim de proteger ele do calor e medindo 30 metros de comprimento e 7 metros de largura (dois metros em cada lado por cadáver e metros abaixo do centro para permitir o movimento de vagões). A porta, os corredores, o elevador de carga (que mede apenas 2,10 metros por 1,35 metros) os quais levam à câmara de crematório eram todos de dimensões liliputianas em comparação às insinuações do relato de Höss[4]. De acordo a Höss, a câmara de gás poderia facilmente acomodar 2.000 vítimas de pé, mas tinha uma capacidade de 3.000. Consegue você imaginar isso? Três mil pessoas apertadas num espaço de 210 metros quadrados. Em outras palavras, para fazer uma comparação, 286 pessoas de pé em uma sala medindo 5 metros por 4 metros! Não se deixe enganar que antes da retirada os alemães explodiram as “câmaras de gás” e fornos crematórios para esconder qualquer traço dos alegados crimes deles. Se alguém consegue obliterar todos traços de uma instalação a qual seria intrinsecamente tão sofisticada, deve ser escrupulosamente desmantelada de cima para baixo de modo que permaneça nem um retalho de evidência incriminatória. Destruição por meios de demolição teria sido ingênua. Se explosivos tivessem sido empregados, a mera remoção dos blocos de concreto iria ainda ter deixado este ou aquele sinal revelador. Como uma questão de fato, os poloneses dos presentes dias no museu de Auschwitz têm reconstruído os restos de alguns “Kremas” (significando, na realidade, reconstruções do crematório e supostas “câmaras de gás”). Contudo, todos os artefatos mostrados aos turistas atestam a existência de fornos crematórios em vez de qualquer coisa mais[5].

            Nos EUA a primeira execução por gaseamento ocorreu em 08 e fevereiro de 1924 na prisão de Carson City, Nevada, Duas horas depois da execução, traços do veneno ainda eram encontrados no pátio da prisão. Sr. Dickerson, governador da prisão, declarou que, referente ao homem condenado, o método de execução foi certamente o mais humano até agora empregado. Mas ele acrescentou que ele iria rejeitar aquele método no futuro por causa do perigo para as testemunhas[6].

            As reais câmaras de gás, tais como aquelas criadas pelos americanos em 1924 e posteriormente desenvolvidas por eles em 1936 – 1938, oferecem alguma ideia da inerente complexidade de tal método de execução. Os americanos, para uma coisa, somente gaseiam um prisioneiro por vez, normalmente (existem algumas câmaras de gás, contudo, equipada com dois assentos para a execução de dois irmãos, por exemplo). O prisioneiro é totalmente imobilizado. Ele é envenenado pelo ácido cianídrico (na verdade, por meio de pelotas de cianeto de sódio despejadas num recipiente contendo ácido sulfúrico e água destilada, resultando na liberação de ácido cianídrico). Dentro de aproximadamente 40 segundos, o prisioneiro cochila, e em uns poucos minutos ele morre. Aparentemente, o gás não causa desconforto. Como no caso do Zyklon B, é a dispersão do gás que causa problemas. A ventilação natural por 24 horas não é possível neste caso: obviamente, a localização do local de execução se opõe a tal ventilação conforme iria implicar em sérios perigos para os guardas e internos. O que, então, é o melhor curso de ação com um gás que apresenta tais dificuldades de ventilação? A solução é transformar os vapores ácidos em um sólido, um sal, o qual pode ser retirado com água. Para este fim o vapor de amônia, uma base, é colocado para reagir com os vapores ácidos, formando esta reação química o desejado sal. Quando o ácido cianídrico tem, depois de tudo, desaparecido, um certo sinal irá alertar o médico assistente e seus assessores que estão do lado oposto da barreira de vidro. Este sinal é fenolftaleína. Ela está disposta em contentores em vários locais na câmara: ela muda do rosa para o púrpura na ausência do ácido cianídrico. Uma vez que a ausência do veneno está indicada e uma vez que o arranjo de ventiladores dissipa os vapores de amônia através de um exaustor de escape, os médicos e seus assistentes entram na câmara vestindo máscaras de gás. Eles também vestem luvas de borracha para proteção. O médico desarranja o cabelo do condenado morto de modo a poder escovar qualquer resíduo de ácido cianídrico. Somente depois de uma hora completa ter passado pode o guarda entrar na câmara. O corpo é então lavado muito cuidadosamente e a sala é regada. O gás de amônia tem a esta altura sido expelido através de uma alta e longa chaminé acima da prisão. Por causa do perigo dos guardas normalmente estacionados nas torres de observação, em algumas prisões estes homens eram obrigados a deixar os postos deles durante uma execução. Eu irei apenas mencionar os outros requisitos para uma câmara de gás completamente estanque, tais como a necessidade de trancas seladas, barreiras de vidro Herculite® de considerável espessura (para resistir a implosão devido a vácuo parcial no interior da câmara), um sistema de vácuo, válvulas de mercúrio, etc.

            Um gaseamento não é uma improvisação. Se os alemães tinham decidido gasear milhões de pessoas, uma revisão de alguns muito formidáveis maquinários teria sido absolutamente essencial. A ordem geral, instruções, estudos, comandos e planos seriam certamente necessários também. Tais itens nunca têm sido encontrados. Reuniões de especialistas teriam sido necessárias: de arquitetos, químicos, médicos, e especialistas em um vasto alcance de campos técnicos. Desembolsos e alocações de fundos teriam sido necessários. Tivesse isso ocorrido num estado tal como o Terceiro Reich, uma riqueza de evidências iria ter certamente sobrevivido. Nós conhecemos, por exemplo, até o pfennig, o custo do canil em Auschwitz e dos loureiros os quais foram encomendados para os berçários. Os pedidos para os projetos iriam ter sido emitidos. Trabalhadores e engenheiros civis não teriam sido permitidos se misturar com os internos. Os passes não teriam sido concedidos para os alemães no campo, e seus membros da família não teriam tido direitos de visitas. Acima de tudo, os prisioneiros que tinham servido suas sentenças não iriam ter sido liberados e permitidos retornarem para seus respectivos países: este bem guardado segredo entre os historiadores nos foi revelado vários anos atrás em um artigo por Louis De Jong, diretor do Instituto de História da Segunda Guerra Mundial de Amsterdã. Ainda mais, nos Estados Unidos a recente publicação de fotografias aéreas de Auschwitz é um golpe de morte na fábula de extermínio: mesmo no verão de 1944 no auge do influxo de judeus húngaros, existia nenhuma indicação de qualquer pira ou multidão de prisioneiros próximos ao crematório (mas um portão aberto e uma área de jardim é claramente visível) e existe nenhuma fumaça suspeita (embora alegadamente as chamas e os montes de fumaça do crematório eram continuamente vomitados e que eram visíveis de uma distância de vários quilômetros de dia e de noite). 

            Eu irei concluir com um comentário sobre o que eu considero como critério de falso testemunho em relação as câmeras de gás. Tenho noticiado que todas estas afirmações, vagas e inconsistentes como elas são, concordam no mínimo em um ponto: a equipe responsável por remover os corpos das “câmaras de gás” entraram no local ou “imediatamente” ou em “poucos momentos” depois das mortes das vítimas. Eu afirmo que este ponto por si só constitui a pedra angular de falso testemunho, porque isto é uma impossibilidade física. Se você encontrar uma pessoa que acredita na existência das “câmaras de gás,” pergunte a ela como, na opinião dela, os milhares de cadáveres foram removidos para deixar a sala pronta para o próxima carga.

Tradução por Mykel Alexander


Notas


[1] Nota do autor: Kommandant in Auschwitz / Autobiographische Aufzeichnungeh (Comandante de Auschwitz / Notas autobiográficas) por Rudolf Höss, introdução e comentários por Martin Broszat, 1958, Verlagsanstalt, Stuttgart. Está na página 166 deste livro, na parte da confissão que Höss tinha redigido em novembro de 1946, na que a seguinte passagem é encontrada: “Eine halbe Stunde nach den Einwurf des Gasses wurde die Tür geöffnet und die Entlüftungsanlage eingeschaltet. Es wurde sofort mit dem Herausziehen der Leichen begonnen.” (Meia hora depois do gás ter sido inserido, a porta foi aberta e o aparato de ventilação ligado. A remoção dos corpos foi iniciada imediatamente.”) E está na página 126, no fragmento datado de fevereiro de 1947, que é dito que a equipe encarregada de remoção dos cadáveres da “câmara de gás” fez este trabalho “mit einerstumpfer Gleichmütigkei” (“com uma indiferença sombria”) como se fosse uma tarefa diária (“als wenn es irgend etwas Alltäglisches wäre”). Höss é suposto ter acrescentado: “Beim Leichenschleppen assen sie oder rauchten,” isto é: “Enquanto retirando [os cadáveres] eles costumavam comer ou fumar.” Para Höss, além disso, eles não pararam de comer. Eles iriam comer quando retiravam os cadáveres das câmaras, quando extraiam os dentes de ouro deles, quando cortavam os cabelos deles, quando arrastavam eles para os fornos ou poços. Höss mesmo adiciona esta escandalosa observação: “Nos poços eles agiam para manter o fogo aceso. Eles iriam derramar gordura acumulada sobre os novos corpos, e iriam atiçar ao redor dos montes de corpos em chamas para criar um ducto.”

                Höss não revelou como a gordura conseguia não ser ela mesma queimada (cadáveres não são torrados como se fossem galinhas, mas são queimados em montes no chão ou em piras). Ele não diz como os homens poderiam se aproximar destas formidáveis piras para coletar os fluxos de gordura (!), nem nos diz como eles poderiam se aproximar o suficiente para atiçar os montes de corpos para efetuar a combustão. O absurdo deste “derramar gordura acumulada” (“das Übergiessen des angesammelten Fettes”) é, além do mais tão óbvia que o tradutor francês do livro apresentado por Martin Broszat muito discretamente omitiu traduzir aquelas cinco palavras alemãs (Rudolf Höss, Le Commandant d’Auschwitz parle (O Comandante de Auschwitz Fala), traduzido do alemão para o francês por Constantin de Grunwald, Paris, Julliard, 1959, tiragem de 15 de março de 1970, página 212. Filip Müller tem escrito Sonderbehandlung, traduzido como Eyewitness Auschwitz / Three Years in the Gas Chambers, New York, Stein & Day, 1979, XIV – 180 páginas. Da página 132 até a 142 ele acumula as mais surpreendentes histórias sobre ferver gordura humana como água, coletando panelas para gordura, gordura fervente esvaziadas com baldes sobre uma longa haste curvada e derramada toda sobre o poço, o guarda SS atirando bebes vivos dentro de gordura humana fervente, e assim por diante.

[2] Nota do autor: Para os vários julgamentos deles, chamados “Julgamentos de Nuremberg”, os americanos percorreram muitos documentos técnicos relativos ao Zyklon B. Se eles tivessem lido estes documentos cuidadosamente, e se eles tivessem – como eu mesmo tenho feito – continuado prosseguindo com a pesquisa em certos tomos técnicos na Livraria do Congresso em Washington, eles iriam ter se tornado conscientes do incrível número de impossibilidades técnicas contidos na evidência das “câmaras de gás” alemãs. Um dia irei devotar um estudo para quatro documentos específicos os quais, em minha opinião, destrói completamente a lenda das “câmaras de gás”. Aqueles quatro documentos são: primeiro, dois documentos gravados pelos americanos para o Julgamento de Nuremberg, e então, dois estudos técnicos assinados por Gerhard Peters, todos dos quais pode-se consultar na Livraria do Congresso. Eu irei relembrar ao leitor que Gerhard Peters foi, durante a guerra, diretor atuante da firma DEGESCH (Deutsch Gesellschaft fur Schädlingsbekämpfung: Companhia Alemã para Controle de Peste) o qual dirigia, em particular, a distribuição do Zyklon B. Depois da guerra Peters era para ser trazido perante os tribunais muitas vezes por seus próprios compatriotas. Ele afirmou que ele nunca tinha durante a guerra ouvido sobre qualquer uso homicida do Zyklon B.

                Documentos de Nuremberg (documentos com o prefixo NI, refere-se a “Nuremberg, Industriais”):

                1. NI-9098, registrado somente em 25 de julho de 1947: uma brochura intitulada Acht Vorträge aus dem Arbeitgebiet der DEGESH (Oito leituras sobre os aspectos das operações de campo do DEGESH) e impresso em 1942 para uso privado. No fim desta brochura, na página 47, aparece uma tabela descritiva sobre cada um dos oitos gases distribuídos pela firma. No ponto número 7 da descrição se lê para o Zyklon B: “Lüftbarkeit: wegen starken Haftvermögens des Gases na Oberflächen erschwert und langwierig.” (Propriedades de ventilação: complicada e demorada para ventilar desde que o gás adere fortemente em superfícies.”)

                2. NI-9912, Registrado somente em 21 de agosto de 1947: uma notícia pública intitulada Richtlinien fur die Anwendung von Blausäure (Zyklon) zur Ungerziefervertilgung (Entwesung) (Diretivas para o uso do ácido cianídrico (Zyklon) para a destruição de vermes (desinfestação)). Este documento é de capital importância. Melhor que qualquer outro ele mostra em que grau o manuseio do Zyklon B poderia ser feito somente por pessoal treinado. O tempo requerido para o produto destruir vermes alcança de 6 horas em clima quente à 32 horas em frio. A duração normal é 16 horas. Esta longa duração é explicada indubitavelmente pela composição do Zyklon. Zyklon é ácido prússico, ou ácido cianídrico, absorvido por uma substância acessória de diatomito. O gás é liberado lentamente por causa da substância acessória. Esta lentidão é tal que não se pode compreender como na terra os alemães poderiam ter escolhidos um gás tal como o Zyklon a fim de liquidar massas de seres humanos. Teria sido mais fácil para eles ter usado ácido cianídrico em sua forma líquida. Eles tinham a disposição deles significantes quantidades deste ácido nos laboratórios da planta da IG-Farben em Auschwitz, onde eles tentaram fazer borracha sintética. É do documento NI-9912 que eu redigi a informação relativa ao uso de Zyklon B para a fumigação de casernas, a duração de seu arejamento (no mínimo 21 horas), etc.

Documentos na Livraria do Congresso. Estes referem-se a dois estudos escritos por Gehard Peters, ambos publicados em Sammlung Chemischer & Chemisch-technischer Vorträge, o primeiro em 1933 em Neue Folge, Heft 20, e o outro em Neue Folge, Heft 47a em1942, (resenha editada por Ferdinand Enke em Suttgart). Aqui estão os títulos, seguidos pela referência da Livraria do Congresso:

1. “Blausäure zur Schädlingsbekämfung” (QD1, S2, n.f., hft. 20, 1933), 75 páginas.

2. “Die Hochwirksamen Gase und Dämpfe in der Schädlingsbekämpfung” (QD1, S2, n.f., hft. 47a, 1942), 143 páginas. Deve ser dito de passagem que é admirável que esta resenha a qual foi publicada durante a guerra na Alemanha devia ter chegado seguramente também durante a guerra na Livraria do Congresso em Washington!. A edição de 1942 traz a data de registro em Washington de ... 1 de abril, 1944!

[3] Nota do autor: As regulamentações francesas relativas ao uso de ácido cianídrico são tão estritas como as alemãs. Ver decreto 50-1290 de 18 de outubro de 1950 do Ministério de Saúde Pública, Paris.

[4] Nota do autor: A planta que permite-nos dar estas dimensões o mais próximo de centímetros é encontrada nos arquivos do Museu Estadual de Oswiecim (Auschwitz). O número de referência da reprodução da planta é Neg. 519. As plantas de “Kremas” (crematória) IV e V são ainda mais interessantes que aquelas de Kremas II e III. Eles provam, em feito, que os três locais enganosamente descritos como “câmaras de gás” eram de fato inofensivas estruturas, completadas com portas e janelas ordinárias. O único meio para os homens da SS “arremessar o Zyklon” dentro destes locais “a partir do lado externo” teria sido como segue a cena: Eles iriam ter de perguntar para as vítimas deles – comprimidas por centenas ou milhares – para abrir as janelas e permitirem eles “arremessar Zyklon”, depois de tal ação as vítimas iriam cuidadosamente fechar as janelas, em seguida, abstiveram-se de esmagar as vidraças, até a morte se suceder. É perfeitamente fácil de compreender porquê as autoridades polonesas comunistas são tão relutantes em mostrar estas plantas; eles preferem contar com as “confissões” de Höss sem dados topográficos de apoio.

[5] Nota do autor: Estes interessantes restos dos crematórios podem ser vistos através de um grande painel de vidro na parte traseira da sala a qual, em exibição no bloco nº 4, é dedicada aos Kremas.

[6] Nota do autor: Estes detalhes da primeira execução por gás venenoso foram publicados no jornal belga Le Soir de 09 fevereiro de 1974, sobre o título de “II y a 50 ans” (50 anos atrás): uma reedição da edição do artigo de 09 de fevereiro de 1924.


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Informação Bibliográfica:

Autor
Robert Faurisson
Título
The Mechanics of Gassing
Fonte
The Journal for Historical Review (http://www.ihr.org)
Data
Primavera de 1980
Fascículo
Volume 1 número 1
Localização
Página 23
Link

O Institute for Historical Review na época da publicação deste artigo em 1980 no The Journal of Historical Review emitiu a nota que segue:
Devido a pressão do tempo, lamentamos que o artigo do Dr Faurisson é publicado aqui sem notas de rodapé ou referências. Isto foi porque o Dr. Faurisson deseja ambas as referências e sua tradução serem escrupulosamente precisas. As referências e notas irão ser publicadas em uma data posterior. Leitores que desejarem estudar “A folha de procedimentos da câmara de gás” das prisões dos EUA devem se dirigir ao The Spotlight newspaper (300 Independence Avenue, South-East, Washington D.C. 20003) de 24 de dezembro de 1979.
No entanto nesta tradução para o idioma português estas notas foram devidamente incluídas a partir do endereço abaixo:


Sobre o autor: Robert Faurisson (1929-2018), tem por anos sido o líder revisionista sobre o tema do alegado Holocausto.

            Formou-se em Sorbonne, Paris, em Letras Clássicas (Latim e Grego) obtendo o seu doutorado em 1972, e serviu como professor associado na Universidade de Lyon na França de 1974 até 1990. Ele é reconhecido como especialista de análise de textos e documentos. Depois de anos de pesquisa privada e estudo, o Dr. Faurisson fez pública suas visões céticas sobre a história de exterminação no Holocausto em artigos publicados em 1978 no diário francês Le Monde. Seus escritos sobre a questão do Holocausto têm aparecido em vários livros e numerosos artigos acadêmicos e foi um frequente contribuidor do The Journal of Historical Review. Por suas pesquisas sofreu muitas perseguições pela patrulha judaico-sionista ou pelas patrulhas àquelas vinculadas, além de um atentado contra sua vida no qual lhe deixou hospitalizado, porém manteve sempre em primeiro lugar seu compromisso para com a busca pela verdade durante toda sua vida, mantendo-se em plena atividade investigativa até a data de seu falecimento.

Mémoire en défense (contre ceux qui m'accusent de falsifier l'Histoire : la question des chambres à gaz), Editora  La vieille taupe , 1980.

Réponse à Pierre Vidal-Naquet. Paris: La Vieille Taupe, 1982.

Réponse à Jean Claude Pressac Sur Le Problème Des Chambres à Gaz, Editora R.H.R., 1994.

Quem escreveu o diário de Anne Frank (em português impresso pela Editora Revisão).

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