quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Imigração: o racismo antibranco - por François Bousquet

 

François Bousquet


As coisas na Europa ainda não chegaram ao ponto em que se encontram na África do Sul, onde ruralistas brancos são espoliados e assassinados aos milhares. Aqui não, por enquanto … Porém as vexações, os insultos e as agressões que sofrem os brancos pelo simples fato de serem brancos, isso já chegou à Europa, isso já é parte do cotidiano ― pelo menos na França, na Inglaterra, na Alemanha, na Itália … Nesses países não há o freio relativo da imigração hispano-americana que há na Espanha, a qual não deixa de ser em boa parte de cultura branca.

Sobre tão candente e aterrorizante questão, François Bousquet realizou na França ampla pesquisa de campo. Ele fala disso nesta entrevista, como também no seu último livro ― Le racisme anti-blanc (Editions de La Nouvelle Librairie). 

 

Vossia decidiu começar sua investigação sobre o racismo contra os brancos citando sondagem do portal de videojogos "jeuxvideos.com", que frequentei muito, aliás. Qual é a razão dessa escolha?

 

François Bousquet: esses foros de debate no ciberespaço são a trilha sonora de uma geração: a de uma juventude branca, masculina, não necessariamente marginal, mas sem espaço legítimo de expressão. Deve-se entender esses cibercentros como caixas de ressonância para tudo o que a mídia do estabilismo não repercute: a voz de uma França, uma juventude que vive em contato direto com o racismo antibranco nos pátios das escolas, nos estádios, nos pontos de ônibus escolares, nas ruas que as elites metropolitanas nunca pisam. Trata-se de foros que lançam debates sobre temas proibidos, embora presentes no dia-a-dia dos adolescentes brancos. Estão repletos de testemunhos. Também nessas plataformas é que esses jovens, amiúde isolados, descobrem que não são os únicos a sofrer com uma imigração extraeuropeia que impõe sua própria lei sobre os nativos. A mídia dominante, controlada pelos "bolchechiques" [N. do T.: no original: "pihoprogres"] e a velharada de 68 [N. do T: no original: "boomers"], censura veladamente tudo quanto não pertença ao seu círculo, ao passo que os telegrupos oferecem lócus de reconhecimento, com seus códigos e seu léxico americêntrico: a mofa, o sarcasmo, a ausência de filtros … Temos aí o nosso "Trump’s Troll Army". O resultado: há mais possibilidades de tomar o pulso de uma geração aí do que na Radio France ou na France Télévisions, mídias que há muito abafam qualquer voz discordante do discurso principalista. 

 

Os relatos que vossia colheu são de uma violência quase bárbara e revelam que o racismo antibranco não é fenômeno recente. Os testemunhos de sua pesquisa abarcam quase meio século, e uma das declarações mais duras de seu livro é também uma das mais antigas. Penso em Sébastien, nascido em 1976, que cresceu nos bairros conflituosos de Evry. "Eu só tinha 7 ou 8 anos, mas já sabia que me perseguiam porque sou branco", ele diz. Esse depoimento, de meado dos anos oitentas, já anunciava o destino que esperava as populações brancas nos grandes condomínios submetidos à transfusão racial. Naquela época, que forças contribuíam para que esse fenômeno fosse escamoteado?

 

François Bousquet: tais forças não apenas silenciaram isso que se passava como também tornaram possível sua ocorrência, ao modular o discurso público durante cinco décadas, abstraindo dele o problema. Seria preciso remontar a muitos anos para reconstruir a história disso, mas os anos setentas marcam uma etapa decisiva. Qual é a condição prévia para a construção de um homem novo? Ora, é a desconstrução do homem antigo. Isso é exatamente o que ocorreu naquele tempo, tanto na cultura popular quanto na erudita: minou-se metodicamente a autoestima dos franceses, reduzindo-os a uma caricatura de gabachos infames e congenitamente racistas. Tomemos como exemplo disso as seguintes porcarias: Dupont Lajoie (1975), filme infamatório antifrancês; La vie devant soi, de Émile Ajar/Romain Gary, história piegas premiada com o Goncourt de 1975 em que uma sobrevivente do "Holocausto" cria com amor o pequeno e agradecido Mohammad ― compare-se isto com o que se passou com Mireille Knoll, também sobrevivente do "Holocausto", assassinada en 2018 em Paris por seu vizinho Yacine Mihoub, que gritava "Alá akbar!"; Lily (1977), canção de propaganda por muito tempo ensinada nas escolas, que de forma sentimentaloide ― no estilo de Pierre Perret ― inculcava nos franceses a ideia de que os próprios franceses não passavam de ser malandros e racistas; ou, no âmbito universitário, um livro tão questionável como La France de Vichy (1972), do historiador ameringlês Robert Paxton, que demoniza retrospectivamente nosso país. Os exemplos poderiam ser multiplicados. Todo esse tipo de lixo foi o que formou e envenenou a mentalidade predominante na cultura em que vivemos.

 

Na década seguinte, tudo isso redundou na criação do SOS Racisme e da sua religião dos "amigos" ("Touche pas à mon pote!") ["Não mexa com o meu amigo!"]. Entrementes, os últimos brancos dos subúrbios eram trucidados (literalmente). Eis aí o teor do que conta Sébastien, que em meado dos anos oitentas estava perdido no Parc aux Lièvres [Parque das Lebres] de Évry, onde resistia à assimilação reversa como um dos últimos brancos. E quando ligava o televisor, topava com o meloso concerto dos amigos na Place de la Concorde ou com os tremolos humanitários de [Daniel] Balavoine cantando "Aziza", enquanto na vida real levava muita porrada na cabeça com monopatins e era perseguido como uma lebre por ser branco. Essa é a grande mentira de Estado do antirracismo: de toda a perseguição que se passava com os brancos nas ruas, nada era passado na televisão. 

 

Um de seus capítulos intitula-se "A teoria do grã-branco e a construção social do pequeno branco". Como o grande branco permite que se exerça o racismo contra o pequeno branco?

 

François Bousquet: o que ocorre é o seguinte: no imaginário progressista, há dois tipos de brancos: os "grandes" e os "pequenos". Os primeiros são a elite globalizada, repleta de títulos, que vive nos centros urbanos e nas zonas gentrificadas. Os segundos são caricaturados, menosprezados, invisibilizados. O primeiro tipo demoniza o segundo, atribuindo-se o papel de antirracista, quando na realidade é ele o mais eficiente agente do racismo contra os brancos. Por quê? Porque ao construir a figura repulsiva do "pequeno branco" — como campônio chovinista e grosseiro — legitima socialmente as agressões e o desprezo a que está sujeito. O grande branco lava mais branco. Esse branco dá parte de postura virtuosa denunciando suposto "privilégio branco" que na verdade só tem a ver com ele mesmo, enquanto faz que o "pequeno branco" tenha sobre si todo o peso do pecado ocidental. Ao sacrificar a maioria branca no altar das minorias santificadas, ele cria uma assimetria de que se beneficia: reforça seu capital cultural denegrindo aqueles já sem capital simbólico. Esse menoscapo social é que permite a prática do racismo antibranco, sempre e quando dirigido contra o único branco mau: o pequeno, nunca o grande. Destarte, travestido de figurino virtuoso, o grande branco alimenta o ódio contra os "pequenos pequenos". 

 

"A maioria dos jovens com quem conversei nunca havia questionado sua identidade até que passou a sofrer o racismo antibranco", vossia escreveu. Para explicar tal mecanismo, vossia retomou a interpretação de Gilles-William Goldnadel [advogado e censor judeu]. Ele sustenta que o superego inculpador deles não lhes permitia pensar em si mesmos como brancos (vergonha do "holocausto", do colonialismo, da escravidão …). Então, dada a culpa inculcada nos europeus, eles só poderão ganhar consciência étnica se sofrerem a violência racista?

 

François Bousquet: esse é o grande paradoxo da França e da Europa: todos os povos da terra têm conciência de sua identidade, a não ser nós mesmos. Ou melhor: somos proibidos de tê-la. Os outros são estimulados a se proclamar árabes, africanos, muçulmanos, transexuais, "quires" ou seja lá o que for … Mas os europeus não podem ser … europeus! Se intentam assumir sua condição de brancos, são denunciados como autores de uma lista de crimes "imprescritíveis". Esse tipo de repressão impede-os de alcançar a consciência de si mesmos. O resultado: só descobrem quem são tomando porrada no meio da cara. Obtive essa informação da maioria dos meus entrevistados na investigação que fiz. Nenhum deles era militante, ninguém se atribuía nenhuma identidade. Nem sequer tinham pensado nisso. Num belo dia, porém, isso caiu em cima deles na forma de agressão. Foi a violência sofrida o que lhes obrigou ao autorreconhecimento e à reação, mas ainda com certo sentimento de culpa. Assim se passa porque a única consciência identitária permitida é a consciência infeliz, culpável, etnomasoquista. Trata-se de suicídio étnico, pois bem se sabe que o povo privado do direito de amar a si mesmo está fadado a desaparecer.

 

No capítulo "A farsa da mescla", vossia escreve que "o separatismo não é tendência, é mecânica". Os homens não se mesclam. Quando podem, fogem dos bairros tomados de imigrantes. Até as áreas ditas "multiculturais" têm o espaço público segregado: "cinquenta metros de um lado, a progressia chique; cinquenta metros do outro, o Paristão". Como vossia explica que os mais progressistas são os que menos convivem com a diversidade?

 

François Bousquet: a mescla é a grande farsa da nossa época. Celebram-na nos estúdios de televisão, ensinam-na nas escolas, invocam-na como esconjuro moral. Na vida cotidiana, porém, ninguém acredita nela, principalmente aqueles que fizeram da diversidade um dogma. Os apóstolos mais fervorosos da convivência são os defensores de um distanciamento social que não ousa dizer sem nome. Os alteristas afagam a diversidade com a mão esquerda, mas na hora de escolher a escola de seus filhos ou assinar um contrato para dar de aluguel a sua casa, eles a apedrejam com a mão direita. A distribuição de vagas escolares converte-se numa estratégia de evasão reservada aos iniciados. E quem conhece melhor o sistema ― e os jeitinhos de levar vantagem nele — do que os progressistas? No terreno, a mescla não resiste à realidade. O multiculturalismo pode ser vivido, no máximo, como experiência musical, gastronômica ou turística, mas nunca como vida cotidiana compartida. Nas redes sociais, as pessoas trocam receitas orientais, mostram suas fotos em espetáculos de rap, exaltam a alogenização, mas em outros âmbitos vivem entre a gente de sua igualha. A fronteira está em toda parte: na rua, numa estação do metrô, no preço dos imóveis. De um lado, a progressia festiva; de outro, o Paristão; a distância física entre ambos não chega a cinquenta ou cem metros, mas a distância social é enorme. A segregação parece não existir, mas predomina nas decisões tocantes aos aspectos mais importantes da vida: a habitação, o trabalho, a escola dos filhos. O universalismo republicano nunca funcionou, a não ser quando se tratava de assimilar os próximos: italianos, espanhóis, portugueses. 

 

No momento da agressão, muitas vítimas ignoravam o caráter racista da violência sofrida. Era como se o racismo antibranco fosse alguma coisa impossível, inconcebível. Que consequências psicológicas sofrem as vítimas do racismo antibranco diante do seu não reconhecimento?

 

François Bousquet: as consequências são as de uma dupla negação, se me permite a expressão. Em primeiro lugar, ocorre a negação oficial, imposta pelo discurso dominante "explicando" que não há nem pode haver nenhum racismo contra os brancos. Em segundo lugar, ocorre a negação da parte das próprias vítimas, mais insidiosa, que funciona como mecanismo de defesa imunodeficiente. Explico melhor: para muitos, o primeiro impacto do racismo antibranco vem de não compreenderem o que estão vivendo. A violência sofrida é de natureza racial, mas esta é uma palavra que as vítimas estão proibidas de pronunciar. Foi-lhes ensinado que nenhum branco pode ser vítima do racismo. Assim, as vítimas brancas do racismo ficam sem palavras para verbalizar o que se passa com elas, ficam sem ferramentas conceituais para entender o fenômeno. A negação impede que o discurso seja confrontado com a realidade, e com isso o sentimento é recalcado no mais profundo do inconsciente. Assim se passou com Nicolas, cujo testemunho eu recolhi. Estudou num instituto em Crépy-en-Valois, a uma hora de trem de Paris. Durante um ano, suportou humilhações, golpes e insultos por ser branco. Mas o mais terrível não é isso. Ainda pior foi que acabou abraçando a causa de seus verdugos, chegando ao ponto de se integrar no mundo deles e adotar seus códigos, sua linguagem, sua cultura. Isso eu ouvi dele. Renegou completamente tudo o que ele mesmo era pela paz social, ou seja, por uma forma de tranquilidade interior que não podia questionar. Essa é a síndrome de Estocolmo em sua versão multicultural, que chamo de síndrome de Estocolmistão. Para esses adolescentes, a sobrevivência passa pelas leis da imitação. Adotam as normas culturais impostas pelo ocupante. Sabem que resistir implica se expor. O processo é tremendamente perverso: produz reféns que, para não sofrerem mais, passam ao autoconvencimento de que eles mesmos escolheram a sua condição. Isso dura até que um acontecimento ― no caso de Nicolas foram os atentados de 2015 ― rompe o véu da mentira. Mas a que preço? Dez anos, vinte anos perdidos, às vezes mais. Nicolas conseguiu se libertar de sua prisão psicossocial, mas quantos serão os que não conseguem? 

 

O transporte escolar, o trajeto para o trabalho ou colégio, a universidade, os centros de acolhimento, os vestiários, os centros de formação … o racismo antibranco evidencia-se em todo espaço de convivência … Burlar o processo formal de atribuição de vagas escolares não parece suficiente para escapar às agressões. Até Aurore Bergé, titular do ministério de Luta contra a Discriminação, conta que "cuspiram" nela e a xingaram de "francesa suja". Que branco pode escapar hoje em dia ao racismo contra os brancos?

 

François Bousquet: quem pode escapar ao racismo contra os brancos? Ninguém, a julgar pelo que se passou com Aurore Bergé, ministra "vitalícia" do macronismo. Não obstante, ela mesma se nega a ver nisso uma forma de racismo antibranco ― ao contrário de Sophie Primas (porta-voz do Governo). Aurore Bergé não é nenhuma exceção. Quantos "bolchechiques", agredidos ou humilhados, preferem buscar desculpas para os seus agressores? Os esquerdistas festivos sempre recitam os mantras politicamente corretos do besteirol miserabilista: a guetização, a pobreza, a discriminação, como se os imigrantes tivessem direito a uma espécie de imunidade moral e gozassem de permissão para agredir com total impunidade.

 

O racismo antibranco não caiu do céu. Ele é subproduto do desequilíbrio demográfico sem precedentes, suscitado pela imigração massiva e contínua, que transforma as maiorias em minorias no seu próprio território, bairro após bairro, escola após escola. Enquanto durar a recusa de barrar a imigração torrencial, o racismo contra os brancos seguirá prosperando. Não se trata de acidente, senão do sintoma de uma sociedade fragmentada, fraturada, abandonada a uma guerra de todos contra todos, estando a maioria de ontem convertida nos párias de hoje. Que é o multiculturalismo? uma sociedade sem coerência, sem projeto comum, sem futuro, ou seja, o multiculturalismo é a própria ausência de sociedade. O mesmo é dizer que vivemos num paiol de pólvora. Enquanto continuarmos sem atacar o problema da imigração, o tabu seguirá existindo. Romper com a censura exige abrir a caixa-preta da imigração massiva, uma política demográfica antinacional que as elites sacralizaram nos últimos quarenta anos. 

 

Os seus entrevistados falaram de situações de violência extrema, de racismo quase instintivo da parte de grupos ou até indivíduos que agridem franceses pacíficos, isolados, inocentes. Para além das interpretações "revanchistas" versando a escravidão, a colonização, quais os móbiles do racismo antibranco?

 

François Bousquet: não devemos aceitar o pensamento vitimista da escravidão, da colonização, que reduz o racismo antibranco a uma vingança histórica. Tal esquema interpretativo, difundido pelo discurso da descolonização, é um engano intelectual. Aqueles que entrevistei na minha pesquisa dão prova disso. O branco é molestado nas ruas, nas escolas, nos estádios, sem que a vítima tenha provocado nada. A agressão antibranca é gratuita, impulsiva, bestial. O verdadeiro motor desse ódio não está no passado, não é o passivo do passado, é o ressentimento. Nietzsche expôs o fulcro da questão. O ressentimento é a paixão das almas malnascidas. É um ódio macerado no fracasso e dirigido contra aqueles percebidos como superiores, não porque o sejam necessariamente, mas porque encarnam uma imagem invejada que não nos atrevemos a reconhecer. O ressentimento deseja o que odeia e odeia o que deseja. Nisso consiste a triste paixão das sociedades multiculturais. Nasce da comparação. Não se alimenta da colonização (isso já passou), mas se nutre do fracasso, do aqui e agora, a começar do fracasso na escola. Desse insucesso escolar nos primeiros anos surge a raiva que só se extravasa na violência racial gratuita. 

 

Em "Séance de lynchage; la tombe du collégien inconnu" [Sessão de linchamento: o túmulo do colegial desconhecido], vossia retira vários cadáveres do armário midiático. Aponta o artigo do Le Monde intitulado "O fantasma do racismo antibranco", que relata a violência inaudita de hordas suburbanas contra estudantes que protestavam contra a lei Fillon em 2005. No ano seguinte, os jovens franceses voltaram a apanhar dos "bandidos" alógenos quando protestavam contra o CPE [Contrato de Primeiro emprego]. Vossia cita Patrick Buisson, que acusou Nicolas Sarkozy, então ministro do Interior e rival de Villepin, de haver permitido que "bandos de negros e árabes agredissem os jovens brancos e ter, ao mesmo tempo, avisado fotógrafos da Paris Match que incidentes graves poderiam ocorrer". Assim, há vinte anos, o famoso diário e o futuro presidente da França tinham consciência da existência do racismo antibranco. Como explica essa tomada de consciência tão passageira quanto oportunista dessas elites francesas? [Com o longo preâmbulo dessa pergunta, o entrevistador parece sugerir que, quando foi conveniente como tática de luta política, as elites chegaram a reconhecer e manipular o racismo antibranco contra os seus rivais.]

 

François Bousquet: vossia tem razão: a lucidez midiática e política de 2005 e 2006 foi tão breve quanto oportunista: não passou de dois artigos em Le Monde e uma reportagem em Paris Match. Nada mais. Depois disso, o caso foi encerrado como o esquife de um cadáver. Desde então, silêncio sepulcral. O abafador é o "racismo estrutural", que falseia o estudo do conflito étnico, impedindo que se leve em conta o racismo antibranco. O tal "racismo sistêmico" é logro teórico (mais um!): supõe que todas as estruturas sociais ― escola, polícia, administração etc. ― estão atravessadas de racismo inconsciente, mas onipresente, sempre em benefício dos brancos. Não obstante, devemos considerar o que se passa na realidade do espaço público. Quem controla os bairros hoje? Quem controla as ruas? Quem impõe a lei nos vestiários, nos institutos, nos estádios, no transporte coletivo? Serão os "dominantes", os "opressores" brancos, assim como fantasia a turma da Faculdade de Ciências Políticas? NÃO! Se algo há de "estrutural" é o antirracismo alçado à condição de religião de Estado, antirracismo que classifica as vítimas segundo critérios étnicos, que fabrica hierarquias memoriais, que cancela os brancos das estatísticas para provar os seus preconceitos. Nesse sentido, pode-se dizer que o único racismo estrutural existente é o racismo contra os brancos.

 Tradução por Chauke Stephan Filho

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Fonte: El Manifiesto | Autor: François Bousquet | Título original (espanhol): La gran sustitución lleva al gran racismo antiblanco | Data de publicação: 1.o de junho de 2025 | Versão brasileira e tradução: Chauke Stephan Filho.

 

Sobre o autor: François Bousquet (1968-) é jornalista, ensaísta e editor francês formado em Letras. Foi editor-chefe da revista Éléments desde setembro de 2017. Foi jornalista de diversas revistas, incluindo Le Figaro Magazine, Valeurs actuelles e Le Spectacle du Monde. Entre julho de 2018 e maio de 2024, também dirigiu a livraria La Nouvelle Librairie em Paris, da qual é um dos principais cofundadores. Suas obras e ensaios concentram-se em tradicionalismo e crítica ao multiculturalismo.

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