quinta-feira, 5 de novembro de 2026

{Decadência do Ocidente e questão racial na ordem do pós-Segunda Guerra Mundial} A visão alternativa de Carlos Hasenbalg - por Chauke Stephan

 

 Chauke Stephan


Dia desses, perguntei: por onde andará Carlos Hasenbalg? Com esse nome como expressão de busca, fui atrás da resposta a essa pergunta na rede-múndi.

O sociólogo Hasenbalg dedicara-se ao desagradável e perigoso estudo das relações raciais. O perigo mora mais perto de uns que de outros, a depender da posição política do estudioso. No caso de Carlos, ele não corria nenhum perigo. Era uma espécie de judeu e dizia-se amigo de figuras destacadas da militância negra. Pelo menos era isso que se podia inferir dos textos dele e sobre ele. Carlos vestia o figurino do intelectual progressista. Mostrava-se amigo dos oprimidos do mundo pelas "qualidades adscritivas" (cor, raça, origem religião …) das populações subordinadas.

Sobre o assunto, deparei interessante artigo intitulado "O legado de Carlos Hasenbalg". Escreveu esse texto destacado pesquisador e autor de meia dúzia de livros sobre o problema do negro. Gostei bastante do texto, mas não vou citá-lo. O cara não merece ter o nome na minha boca. Como outros esquerdistas, esse é mais um teórico da censura, alguém que poderia preparar as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que são de dar medo. A leitura elucidou em certa medida os textos e contextos do sociólogo argentino Carlos Hasenbalg, intelectual politicamente judaizado pelos circuncisos de Berkeley de quem foi aluno. Fiquei sabendo que Carlos não existia mais, que morrera em outubro de 2014, aos 72 anos, em Buenos Aires. Ceifou-lhe a vida a doença de Parkinson.  

Dizia o inominado que o buenairense se largara de seu campo de pesquisa no fim dos anos noventas. Fiquei intrigado com as incertas razões que o teriam levado a deixar os estudos raciais. Também fiquei querendo saber se ele, afinal, escreveu um certo documento de apoio às cotas raciais que lhe demandava a turma do cartório vermelho, de forma que me pareceu algo inquisitorial. Terá relutado? Por quê?

Na verdade, pelo que li, Hasenbalg encerrou suas pesquisas sobre o racismo só no Brasil, porque na Argentina ele quis estudar a herança africana e a explosiva questão dos índios mapuches. Intelectuais de cabecinha feita pela judiaria como Hasenbalg sempre favorecem as minorias em suas teorias. Parece que o só grupo oprimido que não desperta o interesse deles é aquele dos martirizados palestinos. Coisa curiosa, mas não surpreendente: os mais "prestigiados" centros de formação intelectual nos Estados Unidos podem ser comparados a sinagogas universitárias. Um gói neles matriculados torna-se converso do judaísmo político e pode nem se dar conta disso. O viés judaico dessa influência é ainda mais sensível na área das relações raciais, campo em que Hasenbalg atuou. 

Carlos Alfredo Hasenbalg (1942-2014) foi um acadêmico argentino, em sociologia em 1965, pela Universidade de Buenos Aires (UBA) e com bolsa da Fundação Ford, obteve o doutorado em sociologia pela Universidade da Califórnia em Berkeley. Ele impulsionou os estudos sociológicos sobre racismo, desigualdades raciais e política racial no Brasil moderno. É autor de Discriminação e Desigualdades Raciais no Brasil, 1979 (fonte wikipedia).


Recém-formado em Sociologia e Política na PUC/Rio, tive com ele breve contato no Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), talvez em 1992. Então, ele apresentou para mim o catálogo de publicações sobre relações raciais no Brasil. Era bibliografia recém-editada, um dos produtos do trabalho dele e de sua equipe. Comprei na hora. Isso foi há quase 35 anos, mas eu ainda me lembro da primeira coisa em que reparei, depois do próprio Hasenbalg, quando entrei na sala dele. Vi um livro sobre a mesa, volumoso, importado, porque o título estava em inglês e era este: Karl Marx’s theory of history. Havia não muito tempo saído da adolescência, eu fiquei impressionado. Também o biotipo dele causava boa impressão: um homem alto, magro, claro, cabelo escorrido, cor de mel: um belo janízaro judeu.

Na ocasião, passei-lhe um exemplar da minha monografia. Ele leu e dias depois comunicou que havia nela "alguns lampejos". Propus que ele me orientasse num curso de mestrado. Não quis. Talvez tenha sido melhor assim. Naquele tempo, apesar de vocacionado e interessado em relação à sociologia do racismo, eu era muito imaturo, ingênuo, ainda mais do que hoje. Na realidade, eu também era mais um janízaro formado na academia aparelhada conforme a conhecida estratégia gramsciana do marxismo cultural.   

Mais de 15 anos depois, já em Cuiabá, de onde sou, escrevi como estudante de Letras (português e literatura) na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) outro trabalho de final de curso sobre a mesma temática. O orientador elogiou muito essa minha nova monografia, dizendo que eu havia escrito "tese de mestrado". A "tese", segundo ele, havia-lhe prendido a atenção do primeiro ao último parágrafo. A nota máxima recebida serviu de desagravo. Com observações tão positivas, tive a consolação de saber que a luz de meus "lampejos" não era tão fraca. Outra consolação me deu certa pessoa cujo nome nem às paredes confesso. Mostrei-lhe a carta em que Hasenbalg "declinava" de me orientar. O parecer dele: "Esse cara é um babaca!". Só 20 anos depois, mais experiente, percebi que o meu consolador também era um babaca. Por quê? Porque é ideólogo da toga totalitária de maranha com a esquerda, que acaba de mandar Flávio Bolsonaro para o exílio, mantendo tantos outros na cadeia ou no exílio. Como bom socialista, esse outro babaca tem muita gana de gozar os prazeres mundanos e goza: viagens internacionais, casa de veraneio em condomínio fechado, restaurantes finos, escola caríssima em Nova Iorque para os filhos, carros de luxo … Isso tudo, porém, não bastaria para um velho broxa. Faltando-lhe o tesão natural, ele o busca artificialmente. Então, o sátiro toma injeções de testosterona para continuar fornicando adoidado. O cara defende a imigração, segundo a linha justa do etnomasoquismo, claro, mas não passa férias no Haiti. Eis aí um petista ligado ao esquema judicial dominante no Brasil muito bem caracterizado.   

O problema do negro segue como justificado motivo das maiores preocupações. Hoje, muito mais do que nos primeiros tempos de Hasenbalg, o conflito étnico ganha evidência, já que se expõe aos olhos do mundo sem os filtros ideológicos antes associados à polarização geopolítica e ideológica da Guerra Fria. Naquele momento histórico de predomínio do classismo, a "raça" era só coisa de "nazista". Entretanto, emergia o identitarismo minoritário do marxismo pós-moderno, filtro de porosidade finíssima. Por ironia da história, o conceito de raça seria reabilitado como categoria analítica pelos epígonos daqueles para quem "as raças não existem, mas são todas iguais". Hoje temos os tribunais raciais de cujo julgamento depende o direito às cotas de acesso a universidades e cargos públicos. Daí a “reabilitação” de tão feio conceito, só aceitável em se tratando de cachorros, gatos e outros animais. Pelo menos assim rezam as cartilhas de Ciências Sociais das academias por aqui. Os censores têm alguma razão: por que tratar desse tão triste problema de ainda mais triste solução? Contornando a questão para não colocar em risco a reputação de homem bem-pensante da esquerda, o inominado diz, em suma, que as raças não existem, mas têm efeitos reais. A raça seria "conceito nativo" (doxológico), contraposto a outro tipo de conceito de raça, o "conceito analítico", ou seja, teórico (epistemológico). Acredite quem quiser. O bom é que o crente não se desespera. "A ignorância é uma das fontes da felicidade", escreveu Amir Klink, e com muita razão. 

Brancos assumidamente brancos como sou, embora "não precisamente branco", como diria o mexicano José Vasconcelos, não reúnem os predicados ideais exigidos para a integração nos aparatos estatais de cultura sequestrados pela esquerda. A negativa de Hasenbalg quanto a me aceitar como orientando talvez tenha decorrido do fato de me faltar o que seria anos depois chamado de "lugar de fala", uma bobagem do vigilismo (wokismo). O mesmo é dizer que, não sendo nem preto nem judeu, nem transexual, nem índio, nem leproso, eu não podia falar. Decerto no proceder da recusa Hasenbalg apenas aplicasse as lições assimiladas na Universidade da Califórnia. Sua consciência antibranca pode ter sido muito provavelmente o resultado da inculcação sofrida em Berkeley. O argentino, descendente de alemães, sentia-se culpado por ser branco, "culpa" que a própria Alemanha carrega ainda hoje. Assim se manifesta, individual e coletivamente, o efeito da dominação judaica sobre os meios de influência psicossocial. Ele dizia ser um privilegiado, certamente considerando os desprivilegiados negros. "Privilégios", aliás, é título de texto em que fala de sua formação. Hasenbalg nunca admitiria que certos "privilégios" podem ter mais raízes na natureza do que na sociedade. Terá sido essa a postura dele por ingenuidade ou falsidade?  Alienação ou interesse? Um pouco de tudo, talvez? Idiossincrasia? "Cada cabeça, uma sentença", diz o ditado. A questão é que algumas sentenças na cabeça de alguns podem custar a cabeça de outros. 

Passados alguns anos, eu toparia com o mesmo tipo de "comissário" da correção política na minha passagem pelo mestrado na UFMT. Fiz todos os créditos, mas a orientadora esquerdista não me deu nota, por julgar que este seu (des)orientando representava uma "ameaça às liberdades democráticas". Eu ainda apelei a ela, roguei que não deixasse de me dar as notas, disse que, do contrário, estaria perdido o meu mestrado. Nada consegui. Diante de mim estava a frieza e a antipatia encarnadas. A progressista gelada, doutora em psicologia social (!), formada na Bélgica, discípula de Moscovici e estudiosa das "representações sociais", parecia o boi sem coração que matou o menino da porteira na canção caipira. De sua pétrea alma socialista escutei então a frase que encerrou a questão. Com a voz cavernosa, fumando e baforando na minha cara, ela pronunciou esta pérola: "O meu compromisso não é com a sua sobrevivência". Pois é … O gramscismo serve para selecionar os eleitos destinados a ocupar os "lugares de fala" e também, pelo visto, os lugares de sobrevivência.

Naquela ocasião, nenhuma autoridade, nenhum professor da UFMT disse nada, ninguém levantou um dedo nem deu um pio contra a discriminação "do bem" dirigida à dissidência do pensamento único. O leitor deve pensar que exagero, e é verdade. Isso não chegou a ser um drama, porque a tal doutora não tentou me matar, mesmo que não estivesse preocupada com a minha sobrevivência. Decerto, porém, a minha morte pudesse deixá-la feliz: a democracia da censura, da tornozeleira, do exílio, da tortura e da prisão teria um inimigo a menos. O "Estado democrático de direito" autoriza a cassação e a caça aos "fascistas", "racistas", "transfóbicos"… a todos que manifestem opinião política "errada", fazendo-o em nome dos "direitos humanos" — seria um paradoxo, se não fosse só hipocrisia. Entrementes, os "operadores do direito" aninhados nos níveis mais altos do aparato judiciário, aqueles porcos que dão cobertura institucional e ideológica à repressão, chafurdam na lama de grossa corrupção. Ao contrário de qualquer sacerdote católico, esses pecadores não se têm em conta de pecadores e não perdoam os pecados de ninguém. Sua religião jus-humanista é muito rigorosa. Só os muito ricos e poderosos podem comprar as suas indulgências no Supremo Tribunal Federal (STF). Outros pontos de venda abundam no Judiciário, vendendo sentenças a preço mais em conta.

A propósito, cito ainda outro episódio revelador da falta de empatia deles, de sua sanha e gozo na aplicação de castigos injustos, como também de sua ignorância e desfaçatez. Dessa vez foi engraçado, o leitor vai gostar. Aconteceu assim: quando recomeçou a tráfico negreiro com a emigração do Haiti para o Brasil, mandei mensagem de correio eletrônico a um famoso geneticista, dando saber da minha reação ante essa operação de engenharia social de George Soros. Falei da minha inquietação com esse massivo movimento imigratório que traria 5 mil haitianos para Cuiabá. A súbita mudança demográfica da minha cidade no sentido da africanização havia perturbado a minha paz. Parecera muito inesperado que pudéssemos sofrer ataque tão insidioso contra o nosso território e a nossa identidade. Eu disse: "Professor, considere isto que lhe escrevo como um pedido de socorro!". A resposta não correspondeu ao meu estado de espírito. Talvez já não tão lúcido, o consagrado, o antigo docente e pesquisador escreveu isto para mim: "O racismo é crime 'imprescindível' [sic]". O mestre queria dizer "imprescritível".        

Dia desses — seja sempre lembrado, coisa mais grave aconteceu no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da UFRJ. Lá, uma molecada de partidos de esquerda e militantes de catervas negras tentaram linchar um colega no dia 25AGO2026. A vítima, Diego Costa da Silva Araújo, recebeu "voz de prisão" de um negrilho insolente, Deivid (sic) Lima. Diego acabou sendo espancado por Deivid (sic) porque a sua vítima usava uma camisa que não agradou ao agressor. O traje trazia a estampa de símbolo que revelava o interesse de Diego pela história da Alemanha nacional-socialista. O jovem torturador "antirracista" contou com o apoio de professores e técnicos da UFRJ. Esses intelectuais e demais servidores consideraram o espancamento um ato de "autodefesa". Disseram que a culpa foi da vítima, por causa da violência simbólica expressa na camisa indecorosa que vestia. O torturador negro teria reagido a um atentado contra a sua segurança emocional. Então, diante da violência simbólica do racista, correspondeu a justa punição pela violência propriamente dita (física). Como no velho caso da UFMT, fica patente que a esquerda não tem compromisso com a sobrevivência de opositores. Por que lhes importaria a vida de "racistas brancos"? Declarar ódio a brancos indica acerto político da linha justa progressivo-identitária. Só é preciso tomar o cuidado de não manifestar sentimento tão extremo em período eleitoral — que o diga a deputada federal, a jovem de ébano pernóstica que por 24 horas foi coordenadora de comunicação da campanha de Lula em outubro de 2026. Obviamente, para os "racistas brancos" a vida deles importa, mas a sua defesa constitui crime, é proibido, seria "racismo". Só pode haver indivíduos, não pode haver tribos, com exceção da tribo do poder, que faz as próprias leis para dissolver todas as outras tribos sem direito a existir. No tempo de Hasenbalg, os racistas negros expunham-se como vítimas em postura aparentemente defensiva. 

Mesmo na falta de "lugares de fala", não se pode aceitar o silenciamento. O único lugar sem fala, na verdade, deveria ser o lugar sem mídia. Os "lugares de fala", felizmente, estão disseminados no ciberespaço. Nele, quebrou-se o estanco discursivo e informacional que detinham a academia e os editores dos velhos jornalões e revistas. Graças ao advento das redes telemáticas, a opinião pública ganhou o espaço antes exclusivo da opinião publicada. A nova tecnologia de comunicação convida à publicação de traduções de textos que jamais seriam publicados no Brasil por serem politicamente incorretos. A rede-múndi cria articulistas, escritores, poetas … Aceitando o convite, como tantos outros, publiquei artigos próprios aqui e ali, de vez em quando. Criticava a política judaica no Oriente Médio e a política imigratória adotada no Brasil. Já se pode dispor, tecnicamente, de lugares de fala. Esses lugares, porém, seriam interditados. Os censores costumam ser silenciosos e, quando falam, não dizem nada, mas eles ouvem tudo. Como a camisa de Diego Araújo, a minha fala não agradou.

A consequência não tardou, mais uma vez eu teria problema com a censura do bem, com o regime da esquerda ortopolítica, com a lei liberticida, com o tribunal disposto contra a tribuna, com veredictos que atentam contra verdades. Denunciado, investigado, interrogado, indiciado e processado, fui condenado a dez anos de prisão, à perda de cargo público no ano da minha aposentadoria e, como a cereja do bolo, deliciosa para os procuradores e censores do Ministério Público, ao pagamento de multa! Com quantos outros não terá o mesmo se passado? O estagiário do Psol a serviço do juiz deve ter ficado muito feliz. Que sentimento de empoderecimento não terá sentido o tiranete togado! As acusações são as de sempre que "justificam" a cassação da liberdade de expressão no Brasil e alhures pelo aparato judiciário da "governança global": racismo, apologia do nazismo, ameaça às instituições democráticas, discurso de ódio … No interrogatório por que passei nas dependências da Polícia Federal, a primeira pergunta que me dirigiu o delegado foi esta: "O senhor sente desapreço pelo povo judeu?". Tinha chegado ao paroxismo a dominação judaica sobre os góis: o Estado judeu podia perpetrar os maiores crimes na Palestina ocupada, impunemente, mas o “povo” que o sustenta não podia sofrer "desapreço". Isto seria um crime.

A nova censura apresenta-se como medida de proteção ao "Estado democrático de direito", segundo o discurso da Junta Judiciária no poder e outros "operadores do direito" a ela obedientes. Sucedeu que o Estado, para recuperar o controle da informação social que a sua mídia amiga tinha e perdera, transformou os magistrados de sua mais alta corte em "editores sociais". Os servidores togados do Estado passaram a se servir do Estado por seus interesses escusos. Para os bandidos da toga, a defesa de democracia significa, na realidade, a defesa dos próprios privilégios, do próprio poder, da própria impunidade que os fazem milionários em tenebrosas transações.

Na democracia dos juízes, o povo é réu. Os réus são réus porque nessa "democracia" está  abolida a liberdade de expressão. A censura "justifica-se" por roupagem que a faz parecer bonita aos olhos dos ingênuos e das minorias: o combate ao racismo. Ocorre que o racismo significava uma coisa no tempo de Hasenbalg e hoje significa outra bem diferente. A significação atual do racismo é dada por seu suposto contrário: o antirracismo. Na verdade, o antirracismo é hoje um racismo antibranco. Por isso, a visão "oficial" de Hasenbalg não é verdadeira, já perdeu atualidade. Antes de Hasenbalg morrer, enquanto ainda moribundo, a sua sociologia da raça já estava morta, embora ainda entronizada na academia, como a rainha póstuma de D. Pedro, Inês de Castro. Aqui, a visão alternativa de Hasenbalg mostra a pequenez e leveza de seu falso ideário étnico, que o vento da história levou.    

Antigamente, o âmbito intelectual (de fato, anti-intelectual) limitava-se ao que se podia deparar nas bancas, livrarias, academias e na televisão. A "cultura" aí era só a que se tornou permitida desde 1945. Desde então, a visão do mundo estreitava-se pelos antolhos impostos conforme a vontade do judaísmo internacional saído vitorioso da Segunda Guerra. O judeu, o negro e o comunista ocuparam os lugares de fala e os lugares de censura. Todos esses tipos sociais revestiram-se da aura de uma santidade laica. E os "santos" combatiam os demônios racistas para que ninguém fosse julgado pela cor de sua pele, conforme o sonho (lindo!) do pastor negro que adorava uma suruba nos hotéis em que se hospedava — mas só se as putas fossem loiras. O exorcismo tinha o conhecimento de seus princípios e práticas distribuído nas bancas, livrarias, academias e pela televisão. O racista era levado ao pecado pela doença da "personalidade autoritária" ou da simples maldade. Eu mesmo, aliás, cheguei a buscar a "cura" para a minha personalidade no consultório de um psicanalista. Na realidade, o “mal” tinha origem na dissolução étnica do branco, isolado pelo atomismo social numa falsa e imposta indiferença ante a diferença étnica. O racista falava do que não existia (a raça). O culto ao "Holocausto Judeu" deveio como que religião também dos góis, e sua negação, blasfêmia. Como se sabe, Deus pode ser negado, mas não o "Holocausto". O jus-humanismo tinha o seu "santo ofício", que tal qual o seu precedente, pareceu provido de sacralidade. Só os sacrílegos mais corajosos arriscavam-se à contestação da cultura e política institucionais do sistema erigido sobre os escombros da Alemanha derrotada. Lacaia devotada a servir os senhores sionistas que a dominaram, a Alemanha desserviu o que restava de seu próprio povo. No Japão a coisa parece ser ainda pior. Lá são prestadas cerimônias de homenagem ao piloto ianque do avião de que foi lançada a bomba atômica. Será esse um efeito da radiação sobre os cérebros dos japoneses?

Em tal contexto histórico de criminalização do racialismo, fazer uma "revolução" era fácil: bastava falar de raça. Nesse sentido, Hasenbalg foi um "revolucionário". Os amigos dele disseram que o argentino foi responsável pela criação do que chamaram "paradigma de Hasenbalg". Um exagero! Coisa da panelinha em volta de Hasenbalg. Esse tipo de exageração parece que só serve para enaltecer as pessoas de dentro da panela e a causa “antirracista” supostamente defendida. Perguntei a um grande intelectual argentino, um dos maiores filósofos do mundo, se ele conhecia Hasenbalg. O sábio respondeu que nunca tinha ouvido falar dele antes da minha pergunta. O teórico argentino tão tietado da militância negra do Rio de Janeiro foi ilustre desconhecido na sua Buenos Aires.

Se Hasenbalg teve alguma importância, foi num sentido negativo. Isto se depreende do artigo "Antirracismo contra leis raciais", publicado na revista Interesse Nacional em 2008. Escreveu-o Yvonne Maggie, quando ainda abalada pela introdução das cotas raciais que, na sua ingenuidade e presunção, não esperava. Essa autora atribui a Hasenbalg parte da culpa pela polarização racial no Brasil. Ela diz que o sociólogo dos judeus no Iuperj, ao reunir os não brancos (à exceção dos indígenas) na categoria censitária "Negros", deu a sua "contribuição" para a racialização da sociedade. Para o próprio Hasenbalg, entretanto, o seu proceder deveu-se a razões puramente "técnicas". Na manipulação dos números da composição racial fica patente que por razões "técnicas" o pesquisador estava disposto a nigriciar o Brasil. Como a guerra não pode ser deixada aos generais, a sociologia não pode ser deixada aos sociólogos, principalmente sociólogos a serviço da judiaria supremacista.    

Hasenbalg falou de racismo sem desconsiderar a raça. Nisso consistiu a sua "revolução". Ele disse que o racismo tem a ver com raça. Nada mais óbvio, nada mais lógico e, no entanto, nada mais escandaloso em 1985, quando o esquerdismo corporativo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Confederação Nacional do Bispos do Brasil (CNBB), da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) tangia a raia do messianismo. Segundo o sociólogo portenho, o racismo não se reduzia a epifenômeno do classismo, tampouco à herança maldita da escravidão. Fica claro que isso não pode ser chamado de "quebra de paradigma". Foi, porém, uma quebra do monopólio discursivo que negava a raça como variável independente. A negação da existência do racismo como fato social para os adultos equivalia à afirmação da existência do Papai Noel para as crianças. Quanto ao conflito étnico, com efeito, para a imprensa acadêmica e jornalística, bem assim para a mídia televisiva, todos eram crianças. Nesse meio infantilizado, o sociólogo portenho simplesmente pareceu mais adulto, pois que se dotara da maliciosa consciência racial judaica de seus tutores em Berkeley: Leo Lowenthal, Erving Goffman, Nathan Glazer, Robert Blauner … 

Atualmente, tudo está diferente, outra é a situação e, outra, a consciência dela. A ascensão de Trump representou duro golpe contra o oba-oba globalista e a estratégia kalergiana da pan-mixia no mundo. Os liberal-progressistas, primeiramente, pensaram que Trump fosse apenas uma onda. Depois, com a reeleição dele, foram levados a perceber que se tratava de uma maré na qual seriam afogados. O poder mostrou-se sem tanto formalismo, sem tanta hipocrisia. O novo sentido das coisas permitiu a reação branca, até armada, desencadeada por mais uma das cíclicas explosões da violência negra. No surto de 2020, tendo por agente o Black Lives Matter (BLM), a como que santificação de um delinquente negro (George Floyd) morto durante a operação policial de sua prisão expôs a vitimização negra como farsa e pretexto para o que não passa de descarga de ódio e ressentimento antibrancos do negro pelo fato de ser negro numa condição de negro em sociedade de brancos. A culpa é da polícia? Culpar a polícia pelo conflito racial faz parecer simplificado o problema e a solução, mas não o resolve, O objetivo aí não é resolver um problema sem solução, mas apenas o de o fazer parecer resolvido, acalmar os ânimos, pacificar ilusoriamente … até a explosão seguinte. O sonho fugaz do pastor negro, porém, é agora permanente pesadelo. No sonho mau, o branco não é a só cor do mal. O mal é alvinegro. Ele não está na atitude do branco para com o negro, tampouco na "estrutura" da sociedade branca, o mal está na correlação, na interação não só política e econômica, senão que humana e pessoal entre gentes de ambas as raças.

Outro dos pilares da (des)ordem estabelecida em 1945, o judaísmo internacional também viria a ser abalado. Os judeus tiveram a sua aura de quase santidade alterada em sua cor: seu níveo halo passou a ter a cor vermelha do sangue infantil palestino e se desfez na infâmia da mentira e da brutalidade satânicas. Deu-se que a livre comunicação redial fez prosperar o revisionismo do "Holocausto". Com isso, rompeu-se a barreira da censura e a narrativa das tais "câmaras de gás" foi revelada como o que de fato era: a maior fraude historiográfica já criada para enganar a humanidade. Escrevia em papel no século passado o grande brasiliano Dr. Siegfried Castan que "o gás acabou". Saibam os mais jovens que o STF fechou a editora dele. Hoje temos consciência da grande autoridade moral que tem o "excelso pretório", como todo o Judiciário, para se bater por causas "nobres" como a do "combate ao racismo". O infame e sádico juiz Alexandre de Moraes aí está para esclarecer quaisquer dúvidas quanto à idoneidade dos togados na luta pela democracia, pela liberdade, pelos direitos humanos, que os "fascistas" tanto ameaçam.

Finalmente, a estratégia da desterritorialização dos brancos por meio da imigração, da abolição das fronteiras nacionais, da soberania transnacional-corporativa e da "cidadania residencial" entrou em crise. Os problemas e conflitos interétnicos causados sob essas condições levaram à denúncia e ao rechaço do multiculturalismo até na África do Sul, onde imigrantes foram caçados e queimados vivos nas ruas. Em certo momento, a imigração sem restrição quantitativa e qualitativa parecera virtuosa, uma manifestação de almas bondosas, providência humanitária que só os maus poderiam contestar. A torrente humana alógena, além disso, deveria resolver o "problema de mão de obra", como se a mão valesse por todo o corpo e o espírito dos homens. Sabemos hoje que a imigração é arma da guerra híbrida, colonização e subversão contraculturais. Em virtude desses desenvolvimentos, a política demográfica no mundo vai deixando de ser questão exclusivamente afeta aos senhores George e Alex Soros. Os governos, as instituições, as organizações, as máfias e indivíduos promotores da imigração indesejável passaram a ser vistos como o que são de fato: ferramentas sujas na mão e no bolso daquela dupla de bandidos judeus e seus sequazes. A invasão de Ceuta nos últimos dias de julho de 2026 lançou luz sobre os escuros desígnios das migrações como manobra de dominação geopolítica. O refolho de sua legitimação como parte da luta "antirracista" já não engana tanto e tantos. Nessa altura, já se via a catástrofe da imigração com meridiana clareza. Ainda assim, em outubro desse mesmo ano, quis a história, mais uma vez, expor o absurdo do processo geopolítico de africanização da Europa. A França pegou fogou: esquerdistas de maranha com islamitas tocaram o terror nas cidades: o pandemônio envolveu desordem, saque, violência, depredação em massa. Um neologismo foi criado para exprimir o significado das "manifestações" islamoesquerdistas do 17 de Outubro de 2026 na França: "Antifada", uma mistura de "Antifa" com "Intifada".    

Outrossim, as próprias relações internacionais, nesta altura marcadas pelo que alguns já chamam de III Guerra Mundial, leva ao descrédito e ao ridículo o piegas bonismo antirracista. Com efeito, a repressão politicamente correta sofre desmoralização. Assim, por meio do Ministério Público, o Estado brasilino cassa a liberdade de expressão de seus próprios cidadãos a título de coibir o "discurso de ódio". Ora, o discurso e a prática do ódio não são estranhos à guerra. Estranho — e ridículo, é que os censores dos "discursos de ódio" sejam os mesmos que praticam o ódio e permaneçam por tanto tempo como os ditadores da virtude. Os sacripantas abundam na mídia, são pessoas respeitadas internacionalmente, falam de harmonia, de diversidade, assim como Mark Levin, Ben Shapiro e tantos outros judeus — os israelistas (Vito Mancuso dixit), os Israel firsters (Megyn Kelly dixit). Entrementes, os desapiedados ocupantes da Palestina bombardeiam Gaza, despejando sobre a população civil enorme quantidade de ódio. E não são punidos! Os seus críticos, estes sim, recebem punição pelo crime de "antissemitismo" (racismo), de "desapreço" pelos eleitos do deus genocida. Para a vergonhosa função de silenciamento da crítica serve o Ministério Público. Outra função que esse órgão de fariseus desempenha com muita competência é a de proteger os corruptos de toga, bandidos comuns movidos pelo afã de riqueza, mas empoderecidos pelos atributos de seus cargos.               

Como tudo passa … e passa rápido. No tempo de Hasenbalg, falava-se do "negro revoltado". O tempo agora é do branco revoltado. Isso, sim, foi uma quebra de paradigma. Terá o sociólogo platino notado as mudanças que traziam as águas do rio heraclíteo? Passado o momento do "protesto negro", teria ele lobrigado que no horizonte da história assomava o protesto branco? Por tal razão, quiçá, não se tenha mostrado tão entusiasmado com as cotas negras das "ações afirmativas"? Na possível nova orientação dele, a que nos referimos, hipoteticamente, terá pesado seu rompimento com aqueles militantes negros de quem mais se aproximara? E qual pode ter sido, nesse sentido, a influência do covarde assassinato de Maria Beatriz Nascimento? Os mitificadores negros atribuíram o feminicídio a "racismo", versão negada pela própria família da militante negra. Mais prosaicamente, Maria Beatriz pode ter sido morta por se envolver com uma mulher casada. Na realidade, toda a questão racial vem se tornando mais prosaica. Narrativas de heroísmo, vitimização, demonização, revolução … vão sendo reduzidas a uma trama muito mais humana em que os papéis de heróis e bandidos não são tão diferentes.

Apesar de os perseguidores antibrancos seguirem atuantes, fazem-no por inércia, má influência e … burrice mesmo. Eles se atrevem a silenciar vozes de que discordam porque nisso contam com o respaldo dos aparelhos ideológicos e repressivos do Estado, colocados sob controle dos tiranetes togados e agentes da ditadura diversitária que sequestraram a justiça. Eu suma, o próprio Hasenbalg haverá renunciado à condição de herói da revolução pelas supostas vítimas da raça branca demonizada. Deu-se assim o que se passou com ele? Só aqueles que privaram com Hasenbalg poderiam responder. A julgar, porém, por tantas máscaras e mascarados, fantasias e fantasistas envolvidos na questão, será improvável que venhamos a saber.

A conclusão de todas essas indicações, tendências, inferências, sentimentos, pensamentos percepções e até fatos está escrita na mensagem que se depreende de tudo isso pelo que talvez possamos chamar de semiótica. Trata-se de interpretação geral do quadro histórico etnopolítico, mas podemos dar exemplo particular disso, uma ilustração didática, o fecho deste já longo texto. Assim, vejamos como pode ser lido a essa nova luz o episódio suso referido do linchamento na Universidade Federal do Rio de Janeiro de que foi vítima Diego Araújo. Esse estudante foi esmurrado e chutado como um vilão. Não só não tinha defesa, como era também indefensável aos olhos dos agressores e de seus cúmplices, os professores daquela instituição de "ensino". Ora, a mudança de sentido na visão da violência consiste em dotar a vítima de meios de defesa e, se preciso for, de meios de ataque.

Conforme o parecer a que nos conduzem as considerações tecidas até aqui, o vitimismo negro não deve fazer mais vítimas brancas. Aquele estudante foi isso: uma vítima da militância negra e seus janízaros brancos, dirigidos pelo estabilismo politicamente correto. O que vitimou Diego foi o racismo antibranco, a praga cultural que grassa no mundo, principalmente nas academias e na mídia, desde o triste fim da II Guerra Mundial. Quando os brancos (beges ou morenos) tiverem a sua própria militância, a sua própria organização, quando tiverem os mesmos direitos dos negros e judeus à livre manifestação, ganharão consciência do que são e das ameaças à sua identidade. Aí, então, Diego Araújo não será linchado por vestir camisa com estampa inapropriada ao gosto de antifas. Diego Araújo estará livre para vestir, falar ou escrever o que bem quiser, mesmo na sala do Iuperj onde Carlos Hasenbalg dava aulas, onde ensinava as "lições" dos seus mentores da carral.

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Sobre o autor: Chauke Stephan Filho, formado em Sociologia, Letras e Educação, é servidor da Prefeitura Municipal de Cuiabá, onde trabalha como sociólogo e revisor.

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