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| David Skrbina |
Dificilmente
é novidade observar que muitas nações europeias enfrentam dificuldades no
momento. Inflação, desemprego, crises orçamentárias e custos elevados de
energia estão cobrando seu preço. Muitos governos estão também sofrendo uma
crise de credibilidade, ao adotarem medidas extremas e antidemocráticas para tomar
ações para protegerem-se contra a “extrema-direita” — e, ao fazê-lo, acabam
paralisados, tanto por divisões internas quanto por uma liderança fraca. Além
disso, as nações europeias tomaram, coletivamente, decisões desastrosas em sua
política externa: apostaram tudo no apoio e na defesa da Ucrânia, não fizeram
nada para se opor aos crimes contra a humanidade cometidos por Israel na
Palestina, e nada fizeram para contestar a guerra ilegal e antiética travada
pelos EUA e por Israel contra o Irã; elas estão perdendo em todas essas três
frentes, de uma vez.
Dentre
todas as nações que atravessam uma crise no momento, nenhuma está em situação
pior do que a França. Distúrbios por todo a nação são notícia diariamente, e o
governo, até agora, tem se mostrado totalmente incapaz de oferecer uma resposta
adequada. A cobertura jornalística e as análises são abomináveis; ninguém
apresentou nada além de avaliações superficiais sobre a situação (“salas de
aula superlotadas”, “programas sociais com financiamento insuficiente”, “alto
custo de vida”, etc.).
Uma
abordagem óbvia para entender por que a França se encontra, de forma singular,
em uma situação única tão ruim é examinar os dados demográficos sociais
subjacentes. Mesmo a mais breve inquirição nessa linha é esclarecedora.
Eu
proponho a hipótese de que a estabilidade ou a instabilidade social de uma
nação ocidental está relacionada à presença de fatores demográficos não
ocidentais — ou, em termos simples, ao número de pessoas de origem étnica não
ocidental. As nações com o menor número de indivíduos não ocidentais desfrutarão
de maior estabilidade e harmonia, enquanto aquelas com um contingente maior
sofrerão com mais descontentamento e instabilidade. É o que assim defendo.
Ao
longo de, pelo menos, o último século, três grupos demográficos não ocidentais
estiveram, historicamente, no centro da desordem social na Europa: judeus,
negros e muçulmanos. Portanto, como uma avaliação inicial e rápida da situação,
pode-se simplesmente analisar o número de representantes de cada um desses três
grupos étnicos nas nações europeias e, em seguida, buscar correlações com a
instabilidade social.
Se
nós fizermos uma análise, mesmo que superficial, dessas três etnias,
constatamos que três nações possuem as maiores populações: Alemanha, Reino
Unido e França. (Excluo desta análise os microestados europeus, como Mônaco e
Andorra, bem como a Rússia, a Ucrânia e a Turquia — países que, segundo alguns
critérios, são considerados “europeus”.) Por um lado, isso não surpreende,
visto que essas são as três nações mais populosas; portanto, seria de nós
esperarmos que eles abrigassem um número elevado de integrantes de todos os
grupos minoritários. Ainda, um grande número gera um “efeito de massa”,
especialmente quando concentrado dentro de uma mesma nação. Esse é um conceito
bem estabelecido, conhecido por diversas denominações — como “teoria da massa
crítica” ou “teoria da aglomeração” — e presente em vários campos da filosofia
social. Como exemplo, a Hungria possui uma proporção maior de judeus do que a
Alemanha; no entanto, os judeus húngaros não dispõem do capital social ou da
energia coletiva que o grupo, numericamente maior, de judeus alemães possui. Da
mesma forma, a Suécia apresenta uma porcentagem de muçulmanos (8%) superior à
da Alemanha ou do Reino Unido, mas, devido ao seu número reduzido efeito é
menor em geral.
Minhas
estimativas para cada grupo étnico são as seguintes; nos casos em que encontrei
uma faixa de valores, utilizei os números mais altos, partindo do pressuposto
de que os dados “oficiais” são, quase certamente, subestimados:
Judeus:
Alemanha 170.000
Reino
Unido 310.000
França 600.000
Negros:
Alemanha 1.000.000
Reino
Unido 3.000.000
França 5.500.000
Muçulmanos:
Reino
Unido 4.100.000
Alemanha 5.600.000
França 6.600.000
Um
fato que salta aos olhos é que a França, de longe, possui a maior quantidade de
cada um desses três grupos étnicos que geram tensões — De fato, tem o maior
número entre todas as nações europeias. Vale ressaltar que isso não é algo
evidente, especialmente se considerarmos que a França possui a menor população
dentre as três nações aqui mencionadas.
Esses
dados estão apresentados nos gráficos abaixo: primeiro, para negros e
muçulmanos; em seguida, para judeus.
De
acordo com a minha tese de que estes grupos étnicos específicos têm sido,
tradicionalmente, os mais problemáticos na Europa, seria de esperar — dados
estes números — que a França sofresse com o maior nível de discórdia e agitação
social; e, de fato, parece ser esse o caso atualmente. Não se trata de um
fenômeno recente; os problemas vêm se preparando por lá há bem mais de um
século. A colonização intensiva, tanto do norte da África quanto da África
subsaariana, teve início para a França na década de 1830 e estendeu-se por boa
parte do século XX; historicamente, sabe-se que as colônias constituem o fator
impulsionador inicial da imigração não ocidental. Quanto aos judeus, eles
começaram a chegar ao país em grande número por volta de 1700, com o
contingente atingindo quase 100 mil pessoas no final do século XIX. Foi nessa
época que críticos como Eduard Drumont escreveram sua obra de referência, La France juive, (1886), argumentando
que, já naquela data, a sociedade francesa sofria de uma corrupção em larga escala.
Drumont alegou, inclusive, que os judeus detinham pouco mais da metade de toda
a riqueza da França, apesar de representarem uma minoria de apenas 0,2% — uma
situação surpreendente.
Em
qualquer caso, essas condições claramente cobraram seu preço. Pela minha
análise, a França encontra-se hoje em um estado quase terminal. Já é bastante
grave ter, entre essas três minorias, a maior representatividade de qualquer
uma delas; mas, para uma única nação, abrigar a maior parcela das três é algo
catastrófico a longo prazo. Pela minha tese, a França não tem esperança de
estabilidade social; um declínio contínuo é inevitável, a menos que o país
reduza drasticamente o número de integrantes desses três grupos.
Sob
as condições atuais, com uma eleição presidencial prevista para daqui a seis
meses, parece provável que Marine Le Pen se torne presidente. Se eu fosse seu
conselheiro, sugeriria uma linha de ação radical: elaborar um plano para
reduzir esses três grupos em 90% no prazo de quatro anos. Tal medida certamente
levaria a um ressurgimento milagroso da França, e a própria Le Pen seria
aclamada como uma verdadeira heroína nacional — uma espécie de Charles Martel e
Joana d'Arc em uma só pessoa. Veremos como ela se sairá nessa frente.
Finalmente,
eu observo, sem fazer comentários — que os Estados Unidos possuem grandes
contingentes de cada uma dessas três minorias: 6 milhões de muçulmanos, 7
milhões de judeus e 53 milhões de negros. Deixo ao leitor a tarefa de comparar
esses números com os da França e avaliar as perspectivas futuras da América.
Tradução
e palavras entre chaves por Mykel Alexander
Fonte: Why France is
Burning, por David Skrbina, 20 de outubro de 2026, The Occidental Observer.
https://www.theoccidentalobserver.net/2026/10/20/why-france-is-burning/
Sobre o autor: David
Skrbina, pseudônimo Thomas Dalton, (1960-) é professor sênior de filosofia na
Universidade de Michigan em Dearborn. Suas áreas de pesquisa incluem filosofia
da mente, filosofia da tecnologia e ética ambiental. Ele é autor de Panpsychism
in the West (MIT Press—2ª edição, 2017) e editor de Mind That Abides:
Panpsychism in the New Millennium (2009; John Benjamins). Também é autor do
livro recente The Metaphysics of Technology (2015; Routledge) e editou
uma série de quatro livros didáticos para cursos de graduação em filosofia. O
Dr. Skrbina foi professor visitante de filosofia na Michigan State University,
na Eastern Michigan University e na Universidade de Gent, na Bélgica. Também
tem escrito ou editado vários livros e artigos sobre política, história e
religião, com foco especial no nacional-socialismo na Alemanha. Seus trabalhos
incluem uma nova série de traduções de Mein Kampf e os livros Eternal
Strangers (2020), The Jewish Hand in the World Wars (2019) e Debating
the Holocaust (4ª edição 2020). Mais recentemente, ele editou uma nova
edição da obra clássica de Rosenberg, Mito do Século XX, um novo livro
de charges políticas, Pan-Judah!, e a crítica definitiva Unmasking
Anne Frank. Todas essas obras estão disponíveis em www.clemensandblair.com.
Visite Holocaust Handbooks
& Documentaries https://holocausthandbooks.com/
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