quinta-feira, 22 de outubro de 2026

{Multiculturalismo artificial e falta de soberania nacional} Por que a França está queimando? Por David Skrbina

 

David Skrbina 


Dificilmente é novidade observar que muitas nações europeias enfrentam dificuldades no momento. Inflação, desemprego, crises orçamentárias e custos elevados de energia estão cobrando seu preço. Muitos governos estão também sofrendo uma crise de credibilidade, ao adotarem medidas extremas e antidemocráticas para tomar ações para protegerem-se contra a “extrema-direita” — e, ao fazê-lo, acabam paralisados, tanto por divisões internas quanto por uma liderança fraca. Além disso, as nações europeias tomaram, coletivamente, decisões desastrosas em sua política externa: apostaram tudo no apoio e na defesa da Ucrânia, não fizeram nada para se opor aos crimes contra a humanidade cometidos por Israel na Palestina, e nada fizeram para contestar a guerra ilegal e antiética travada pelos EUA e por Israel contra o Irã; elas estão perdendo em todas essas três frentes, de uma vez.

Dentre todas as nações que atravessam uma crise no momento, nenhuma está em situação pior do que a França. Distúrbios por todo a nação são notícia diariamente, e o governo, até agora, tem se mostrado totalmente incapaz de oferecer uma resposta adequada. A cobertura jornalística e as análises são abomináveis; ninguém apresentou nada além de avaliações superficiais sobre a situação (“salas de aula superlotadas”, “programas sociais com financiamento insuficiente”, “alto custo de vida”, etc.).

Uma abordagem óbvia para entender por que a França se encontra, de forma singular, em uma situação única tão ruim é examinar os dados demográficos sociais subjacentes. Mesmo a mais breve inquirição nessa linha é esclarecedora.

Eu proponho a hipótese de que a estabilidade ou a instabilidade social de uma nação ocidental está relacionada à presença de fatores demográficos não ocidentais — ou, em termos simples, ao número de pessoas de origem étnica não ocidental. As nações com o menor número de indivíduos não ocidentais desfrutarão de maior estabilidade e harmonia, enquanto aquelas com um contingente maior sofrerão com mais descontentamento e instabilidade. É o que assim defendo.

Ao longo de, pelo menos, o último século, três grupos demográficos não ocidentais estiveram, historicamente, no centro da desordem social na Europa: judeus, negros e muçulmanos. Portanto, como uma avaliação inicial e rápida da situação, pode-se simplesmente analisar o número de representantes de cada um desses três grupos étnicos nas nações europeias e, em seguida, buscar correlações com a instabilidade social.

Se nós fizermos uma análise, mesmo que superficial, dessas três etnias, constatamos que três nações possuem as maiores populações: Alemanha, Reino Unido e França. (Excluo desta análise os microestados europeus, como Mônaco e Andorra, bem como a Rússia, a Ucrânia e a Turquia — países que, segundo alguns critérios, são considerados “europeus”.) Por um lado, isso não surpreende, visto que essas são as três nações mais populosas; portanto, seria de nós esperarmos que eles abrigassem um número elevado de integrantes de todos os grupos minoritários. Ainda, um grande número gera um “efeito de massa”, especialmente quando concentrado dentro de uma mesma nação. Esse é um conceito bem estabelecido, conhecido por diversas denominações — como “teoria da massa crítica” ou “teoria da aglomeração” — e presente em vários campos da filosofia social. Como exemplo, a Hungria possui uma proporção maior de judeus do que a Alemanha; no entanto, os judeus húngaros não dispõem do capital social ou da energia coletiva que o grupo, numericamente maior, de judeus alemães possui. Da mesma forma, a Suécia apresenta uma porcentagem de muçulmanos (8%) superior à da Alemanha ou do Reino Unido, mas, devido ao seu número reduzido efeito é menor em geral.

Minhas estimativas para cada grupo étnico são as seguintes; nos casos em que encontrei uma faixa de valores, utilizei os números mais altos, partindo do pressuposto de que os dados “oficiais” são, quase certamente, subestimados:

Judeus:

Alemanha          170.000

Reino Unido       310.000

França              600.000

Negros:

Alemanha          1.000.000

Reino Unido       3.000.000

França              5.500.000

Muçulmanos:

Reino Unido       4.100.000

Alemanha          5.600.000

França              6.600.000

 

 


 

  

Um fato que salta aos olhos é que a França, de longe, possui a maior quantidade de cada um desses três grupos étnicos que geram tensões — De fato, tem o maior número entre todas as nações europeias. Vale ressaltar que isso não é algo evidente, especialmente se considerarmos que a França possui a menor população dentre as três nações aqui mencionadas.

Esses dados estão apresentados nos gráficos abaixo: primeiro, para negros e muçulmanos; em seguida, para judeus.

De acordo com a minha tese de que estes grupos étnicos específicos têm sido, tradicionalmente, os mais problemáticos na Europa, seria de esperar — dados estes números — que a França sofresse com o maior nível de discórdia e agitação social; e, de fato, parece ser esse o caso atualmente. Não se trata de um fenômeno recente; os problemas vêm se preparando por lá há bem mais de um século. A colonização intensiva, tanto do norte da África quanto da África subsaariana, teve início para a França na década de 1830 e estendeu-se por boa parte do século XX; historicamente, sabe-se que as colônias constituem o fator impulsionador inicial da imigração não ocidental. Quanto aos judeus, eles começaram a chegar ao país em grande número por volta de 1700, com o contingente atingindo quase 100 mil pessoas no final do século XIX. Foi nessa época que críticos como Eduard Drumont escreveram sua obra de referência, La France juive, (1886), argumentando que, já naquela data, a sociedade francesa sofria de uma corrupção em larga escala. Drumont alegou, inclusive, que os judeus detinham pouco mais da metade de toda a riqueza da França, apesar de representarem uma minoria de apenas 0,2% — uma situação surpreendente.

Em qualquer caso, essas condições claramente cobraram seu preço. Pela minha análise, a França encontra-se hoje em um estado quase terminal. Já é bastante grave ter, entre essas três minorias, a maior representatividade de qualquer uma delas; mas, para uma única nação, abrigar a maior parcela das três é algo catastrófico a longo prazo. Pela minha tese, a França não tem esperança de estabilidade social; um declínio contínuo é inevitável, a menos que o país reduza drasticamente o número de integrantes desses três grupos.

Sob as condições atuais, com uma eleição presidencial prevista para daqui a seis meses, parece provável que Marine Le Pen se torne presidente. Se eu fosse seu conselheiro, sugeriria uma linha de ação radical: elaborar um plano para reduzir esses três grupos em 90% no prazo de quatro anos. Tal medida certamente levaria a um ressurgimento milagroso da França, e a própria Le Pen seria aclamada como uma verdadeira heroína nacional — uma espécie de Charles Martel e Joana d'Arc em uma só pessoa. Veremos como ela se sairá nessa frente.

Finalmente, eu observo, sem fazer comentários — que os Estados Unidos possuem grandes contingentes de cada uma dessas três minorias: 6 milhões de muçulmanos, 7 milhões de judeus e 53 milhões de negros. Deixo ao leitor a tarefa de comparar esses números com os da França e avaliar as perspectivas futuras da América.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 

Fonte: Why France is Burning, por David Skrbina, 20 de outubro de 2026, The Occidental Observer.

https://www.theoccidentalobserver.net/2026/10/20/why-france-is-burning/

Sobre o autor: David Skrbina, pseudônimo Thomas Dalton, (1960-) é professor sênior de filosofia na Universidade de Michigan em Dearborn. Suas áreas de pesquisa incluem filosofia da mente, filosofia da tecnologia e ética ambiental. Ele é autor de Panpsychism in the West (MIT Press—2ª edição, 2017) e editor de Mind That Abides: Panpsychism in the New Millennium (2009; John Benjamins). Também é autor do livro recente The Metaphysics of Technology (2015; Routledge) e editou uma série de quatro livros didáticos para cursos de graduação em filosofia. O Dr. Skrbina foi professor visitante de filosofia na Michigan State University, na Eastern Michigan University e na Universidade de Gent, na Bélgica. Também tem escrito ou editado vários livros e artigos sobre política, história e religião, com foco especial no nacional-socialismo na Alemanha. Seus trabalhos incluem uma nova série de traduções de Mein Kampf e os livros Eternal Strangers (2020), The Jewish Hand in the World Wars (2019) e Debating the Holocaust (4ª edição 2020). Mais recentemente, ele editou uma nova edição da obra clássica de Rosenberg, Mito do Século XX, um novo livro de charges políticas, Pan-Judah!, e a crítica definitiva Unmasking Anne Frank. Todas essas obras estão disponíveis em www.clemensandblair.com. Visite Holocaust Handbooks & Documentaries https://holocausthandbooks.com/ 

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