quarta-feira, 26 de agosto de 2026

{Investigação e metodologia histórica cada vez mais necessárias sobre o alegado holocausto} Carta de Berlim - por Otto Kanold e Mark Weber

 

Mark Weber


Eu ouvi falar pela primeira vez sobre a sua Conferência Revisionista em um relato bastante breve, de duas páginas, na edição 3/79 da Bauernschaft (outubro de 1979), publicada pelo meu amigo Thies Christophersen (D 2341 Mohrkirch). Eu vi um relato mais completo no South African Observer (Caixa Postal 2401, Pretória, África do Sul; novembro de 1979, pp. 11-15), publicação a qual eu recebo por via aérea.

Eu tenho conhecido vários dos participantes do seu encontro há alguns anos — alguns deles pessoalmente. Acima de tudo, eu troquei correspondência, nas décadas de 1950 e início da de 1960, com o ilustre Harry Elmer Barnes. Ele incentivou David L. Hoggan, autor de Der Erzwungene Krieg — livro que foi imediatamente condenado na Alemanha. Barnes também providenciou a tradução da obra para o alemão. Nós, alemães, devemos, acima de tudo, gratidão e respeito ao Prof. Barnes, pois, há mais de 50 anos, ele deu uma contribuição muito importante para refutar a mentira sobre a culpa da primeira guerra imputada ao Reich e ao povo alemães.

Eu possuo uma tradução em alemão de sua obra, Die Entstehung des Weltkrieges (The Origin of the World War), publicada em 1928 pela Deutsche Verlagsanstalt (Stuttgart, Berlim e Leipzig). Eu ainda estava na escola quando as potências vitoriosas impuseram a assinatura da paz ditada de Versalhes, mantendo o bloqueio de fome contra a Alemanha — que vitimou 100.000 crianças alemãs mesmo após o armistício de 11 de novembro de 1918 — e extorquindo da Alemanha o reconhecimento de culpa (Artigo 231) pela (Primeira) Guerra Mundial. Naturalmente, o governo do Reich e toda a opinião pública alemã já haviam empreendido uma campanha moral em escala mundial contra essa mentira da culpa pela guerra.

De volta aquele então, todas as facções do nosso povo estavam unidas na necessidade urgente de resistir ou refutar a mentira da culpa pela guerra contida no Artigo 231 do “tratado” de Versalhes. Sob a liderança ativa dos governos do Reich, independentemente de partido político, essa resistência foi conduzida sobre os fundamentos da ciência histórica. Historiadores alemães e estrangeiros trabalharam em conjunto; entre estes últimos, Harry Elmer Barnes foi o maior e mais importante. O governo do Reich, à época, prestou-lhe grandes honras e — fato significativo — ficou comprovada a inocência em relação à mentira da culpa pela guerra propagada pelas potências vitoriosas do Kaiser Guilherme II, uma personalidade de ideologia muito distinta da do governo republicano (“Weimar”). Em 18 de setembro de 1927, o presidente do Reich, Paul von Hindenburg — homem que, como Marechal de Campo, havia libertado a Prússia Oriental da ocupação russa na Batalha de Tannenberg, no início da Primeira Guerra Mundial —, denunciou solenemente, perante o mundo inteiro, a mentira de Versalhes sobre a culpa pela guerra. Barnes havia sido o arauto dessa causa!

Desde então, essa denúncia tem sido provada inúmeras vezes condizente com a verdade histórica e obteve reconhecimento internacional.

Nós, alemães, temos, portanto, uma “experiência” (bem-sucedida!) no combate a mentiras! Mas quão diferente é a situação hoje. Antes de tudo, ainda não foi celebrado um “tratado de paz” com a Alemanha. Em vez disso, perdura um estado de armistício. Pois, durante e após a Primeira Guerra Mundial, a “opinião pública” mundial tornou-se cem vezes mais “refinada” e assumiu a sua forma mais virulenta. Os tratados com as potências ocidentais levaram à criação da República Federal da Alemanha e levaram o Prof. Theodor Eschenburg, da Universidade de Tübingen (já aposentado), a declarar que “a tese da culpa exclusiva da Alemanha pela Segunda Guerra Mundial é o fundamento de toda a política de Bonn”. Assim, Bonn coloca uma ideologia baseada na tese da “libertação” do Nacional-Socialismo acima da verdade histórica. Que contraste em relação a “Weimar”!

“Uma costura dupla segura melhor”, dizemos nós. A essa mentira somou-se a mentira sobre os seis milhões de judeus mortos, que parece ser o tema principal da sua conferência.

A mentira dos seis milhões foi planejada muito antes do que imaginam muitos dos mais entusiastas daqueles que a combatem. O mesmo ocorreu com a máquina de propaganda mundial que, hoje — particularmente na Alemanha —, consolida a mentira cada vez mais. Veja a fotocópia anexa de Gefesselte Justiz/Die Krankheit Unserer Zeit (Chained justice — the Sickness of our Times) {Justiça Acorrentada — A Doença de Nosso Tempo}, do Prof. Dr. Friedrich Grimm. Ele relata uma conversa com um propagandista inimigo (que provavelmente era Sefton Delmer). Todos devem levar isso de coração e levar em consideração se quiserem que haja alguma defesa bem-sucedida contra a mentira da culpa pela Segunda Guerra Mundial e a mentira dos seis milhões.

Os poderes quem mentem têm aprendido a lidar com a derrota sofrida em sua tentativa de falsificar a história após a Primeira Guerra Mundial. Portanto, em resposta aos seus métodos imensamente mais sofisticados, devem ser encontrados e aplicados métodos igualmente novos e eficazes em defesa da verdade.

Eu devo mencionar que os “palcos” onde se desenrolam os esforços de resistência contra a mentira dos “seis milhões” incluem a repressão, a perseguição e outras medidas semelhantes contra indivíduos que lutam pela verdade. A fotocópia anexa, extraída do jornal Die Welt de 31 de outubro de 1979, relata o que talvez seja a mais recente dessas iniciativas: “Em uma decisão fundamental, a Suprema Corte Federal definiu o ato que constitui difamação: Qualquer que determine o genocídio como fictício...”

Deve haver também uma maneira de enfrentar judicialmente a alegação (a qual é aparentemente não explicada em detalhe na decisão) de que a documentação relativa ao extermínio de milhões de judeus é “avassaladora”. É verdade que, como um homem simples do povo e — conforme mencionado antes — alguém que não pertence ao meio acadêmico, eu não posso aconselhar sobre a melhor forma de proceder a esse respeito.

Em qualquer caso, nós, alemães, teremos de contar ainda mais com os esforços de combatentes não alemães pela verdade do que ocorreu após 1918-19. Especialmente por não estarem sujeitos às restrições impostas aos historiadores alemães, as verdades que eles apresentam não devem apenas ser publicadas, mas também disponibilizadas aos mais amplos círculos possíveis na Alemanha, utilizando-se os métodos e técnicas mais adequados a esse povo (o que implica atentar para detalhes como o formato do livro, as melhores traduções possíveis para o alemão, etc.).

Um método realmente de movimento insidioso, atualmente em uso, é a prática bem conhecida de colocar no “Índice de escritos perigosos para a juventude” livros — de outra forma irrefutáveis ​​— que contrapõem a verdade histórica às alegações de Bonn (e, naturalmente, também de Berlim Oriental). Eles sabem muito bem quais são as consequências disso para as editoras. Além disso, em Bonn, acredita-se que essa inclusão de livros em listas restritivas esteja em harmonia com o Artigo 5º da nossa Lei Fundamental (Constituição) no que diz respeito à liberdade de expressão!! (Como indivíduo, eu não sei como lidar com essa situação.) Não obstante, por favor considere as seguintes reflexões e a possibilidade de colocá-las em efeito:

Há mais de 450 anos, a Igreja Católica incluiu a obra Sobre as Revoluções das Esferas Celestes — escrita pelo astrônomo (alemão) Nicolau Copérnico — no Index de livros proibidos. (Ele só permitiu a publicação pouco antes de sua morte, mas a obra há muito se tornara patrimônio comum de todas as pessoas cultas!) Essa proibição foi mantida por 300 anos. E mesmo quando Kepler reconfirmou a tese copernicana, um século mais tarde, a Igreja continuou a negá-la por séculos! Pode-se perguntar hoje: era realmente tão importante para a Igreja suprimir as descobertas de Copérnico? Afinal, tratava-se apenas de um erro (reconhecidamente explicável) mantido por séculos!! Hoje, no entanto, mentiras conhecidas são mantidas por meio de um Index — especificamente aquelas sobre milhões de judeus gaseados!

Uma mudança de técnica para pior: as mentiras sobre a culpa da guerra de 1918-19 contrastadas com aquelas de 1945, e a busca pela verdade de 450 anos atrás em contraste com a de hoje!

Mas isso também é evidência para a importância de utilizar novos métodos para enfrentar as mentiras! Durante os 30 anos passados, deveria ter sido possível fortalecer continuamente a resistência contra as mentiras; isso mostra, porém, que isso não deve tomar mais 300 anos até que os mentirosos capitulem!

Atenciosamente

Otto Kanold

 

Resumo do Anexo # 1

(Fotocópia das pp. 146-48 da obra Politische Justiz, do Prof. Dr. Friedrich Grimm, publicada pela primeira vez em 1953.)

O Prof. Grimm relata uma conversa ocorrida em 1945 com “um importante representante do outro lado (Aliado)” que “se apresentou como professor universitário de seu país.” Ambos discutiram a propaganda aliada sobre atrocidades cometidas pela Alemanha — propaganda que o professor aliado admitiu não era fatual. O professor aliado afirmou que a verdadeira campanha de propaganda sobre atrocidades começaria agora que a guerra havia terminado e seria progressivamente intensificada “até que ninguém jamais aceitasse uma palavra positiva sobre os alemães, até que qualquer vestígio de simpatia existente em outros países fosse completamente destruído e até que os próprios alemães ficassem tão confusos a ponto de não saberem mais o que estavam fazendo”.

 

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Resumo do Anexo # 2

(O artigo do jornal Die Welt, de 31 de outubro de 1979, contém trechos da decisão da Suprema Corte Federal (Bundesgerichtshof) concernindo a negação do “Holocausto.”)

O tribunal decidiu que “quem nega o assassinato de judeus no Terceiro Reich difama cada um deles. Tais declarações atingem, em primeiro lugar, as pessoas nascidas após 1945 que, sendo judias (integralmente ou em parte), teriam sido perseguidas no Terceiro Reich.” O tribunal também decidiu que declarações que negam o “Holocausto” não estão protegidas pelas garantias constitucionais de liberdade de expressão, pois tais declarações são falsas. “A documentação sobre o extermínio de milhões de judeus é avassaladora.”

O acusado neste caso afixou em uma parede um panfleto que classificava o “Holocausto” como uma “fraude sionista”. O acusado concedeu que alguns milhões de judeus poderiam ter sido mortos, mas alegou que as afirmações sobre seis milhões de judeus assassinados eram infundadas. O tribunal declarou que a ação do acusado foi difamatória, independentemente de quantos judeus tenham morrido, pois “atacou a imagem do ser humano como personalidade,” de maneira muito semelhante àquela praticada no “Terceiro Reich.” O tribunal decidiu ainda que, devido às Leis de Nuremberg (de preservação racial), que “privaram os seres humanos de sua individualidade... criou-se uma relação especial entre os judeus que vivem na República Federal (da Alemanha) e seus concidadãos. Nesse contexto, a ação (sob revisão) é relevante hoje.”

O tribunal decidiu também que deve ser considerado um “um fato concedido” que “existe uma responsabilidade moral especial de todos os outros” frente aos judeus. Essa responsabilidade é parte da dignidade de todo judeu, afirmou o tribunal. “Para a pessoa assim afetada, isso significa a continuidade da discriminação contra o grupo de seres humanos ao qual ele/ela pertence e, consequentemente, diretamente contra seu/sua própria pessoa...”

“A tentativa de justificar, atenuar ou negar esses eventos (o ‘Holocausto’) também significa desrespeito para com essa pessoa (afetada).”

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Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Letter From Berlin, por Otto Kanold & Mark Weber, The Journal for Historical Review, Volume 1, nº 2, Summer 1980.

https://ihr.org/journal/v01p141_kanold

Sobre os autores: Otto Kanold dirigia uma agência de publicidade para indústria de transporte e navegação na Berlim Ocidental.

Sobre o autor: Mark weber é um historiador americano, escritor, palestrante e analista de questões atuais. Ele estudou história na Universidade de Illinois (Chicago), na Universidade de Munique (Alemanha), e na Portland State University. Ele possui um mestrado em História Europeia da Universidade de Indiana. Desde 1995 ele tem sido diretor do Institute for Historical Review, um centro independente de publicações, educação e pesquisas de interesse público, no sul da Califórnia, que trabalha para promover a paz, compreensão e justiça através de uma maior consciência pública para com o passado. Foi por anos editor do The Journal for Historical Review. Em março de 1988, ele testemunhou por cinco dias no Tribunal Distrital de Toronto como uma testemunha especialista reconhecida na política judaica da Alemanha durante a guerra e na questão do Holocausto.

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Relacionado, leia também:

Sobre os Usos da História - por Willis A. Carto

Os Homens que “passaram o pano” para Hitler {com análise crítica revisionista} - Por Gitta Sereny

Bloco de notas sobre Auschwitz (Parte 1) Certas impossibilidades da ‘Declaração de Gerstein’ - Por Ditlieb Felderer

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Cartas {questionando a veracidade do alegado Holocausto} ao ‘New Statesman’ (que nunca foram publicadas) - parte 1 - por Dr. Arthur R. Butz

O Caso Faurisson {polêmicas levantadas por refutarem a narrativa do alegado Holocausto} - por Arthur R. Butz

Revisionismo e Promoção da Paz - parte 1 - por Harry Elmer Barnes

Revisionismo e Promoção da Paz - parte 2 - por Harry Elmer Barnes

Carta para o ‘The Nation’ {sobre o alegado Holocausto} - por Paul Rassinier

Sobre a importância do revisionismo para nosso tempo - por Murray N. Rothbard

A vigilante marcação pública no revisionismo - parte 1 - por Harry Elmer Barnes

A vigilante marcação pública no revisionismo - parte 2 - por Harry Elmer Barnes

O “Holocausto” colocado em perspectiva - por Austin Joseph App

O Relatório Leuchter: O Como e o Porquê - por Fred A. Leuchter

O que é ‘Negação do Holocausto’? - Por Barbara Kulaszka


Sobre as questões periciais, forenses e técnicas referentes ao alegado holocausto ver:

Como os britânicos obtiveram as Confissões de Rudolf Höss - parte 1 - por Robert Faurisson (demais partes na sequência do próprio artigo)

Os Julgamentos de Zündel (1985 e 1988) - {parte 1 - julgamentos de 1985} - Robert Faurisson

Prefácio de Dissecando o Holocausto - Edição 2019 - Por Germar Rudolf

Campos de Concentração Nacional-Socialistas {nazistas}: lenda e realidade - parte 1 - precedentes e funções dos campos - por Jürgen Graf (demais partes na sequência do próprio artigo)

A técnica e a química das ‘câmaras de gás’ de Auschwitz - por Germar Rudolf - Parte 1 - Introdução (demais partes na sequência do próprio artigo)

O Problema das Horas de Funcionamento do Crematório e do Tempo de Incineração - Parte I - por Reinhard K. Buchner (demais partes na sequência do próprio artigo)

As fornalhas de cremação de Auschwitz - parte 1 - por Carlo Mattogno e Franco Deana (demais partes na sequência do próprio artigo)

O valor do testemunho e das confissões no holocausto - parte 1 - Por Germar Rudolf (primeira de três partes, as quais são dispostas na sequência).

Vítimas do Holocausto: uma análise estatística W. Benz e W. N. Sanning – Uma Comparação - {parte 1 - introdução e método de pesquisa} - por German Rudolf (demais partes na sequência do próprio artigo)

O Holocausto em Perspectiva - Uma Carta de Paul Rassinier - por Paul Rassinier e Theodore O'Keefe

O Primeiro Holocausto - por Germar Rudolf

O Primeiro Holocausto – e a Crucificação dos judeus deve parar - parte 1 - Por Olaf Rose (Parte 2 na sequência do próprio artigo)

As câmaras de gás: verdade ou mentira? - parte 1 - por Robert Faurisson (primeira de seis partes, as quais são dispostas na sequência).

A Mecânica do gaseamento - Por Robert Faurisson

O “problema das câmaras de gás” - Por Robert Faurisson

As câmaras de gás de Auschwitz parecem ser fisicamente inconcebíveis - Por Robert Faurisson

Confissões de homens da SS que estiveram em Auschwitz - por Robert Faurisson - parte 1 (primeira de seis partes, as quais são dispostas na sequência).

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Os Julgamentos de Nuremberg - Os julgamentos dos “crimes de guerra” provam extermínio? - Por Mark Weber


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