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| Mark Weber |
Eu
ouvi falar pela primeira vez sobre a sua Conferência Revisionista em um relato
bastante breve, de duas páginas, na edição 3/79 da Bauernschaft (outubro de 1979), publicada pelo meu amigo Thies
Christophersen (D 2341 Mohrkirch). Eu vi um relato mais completo no South African Observer (Caixa Postal
2401, Pretória, África do Sul; novembro de 1979, pp. 11-15), publicação a qual
eu recebo por via aérea.
Eu
tenho conhecido vários dos participantes do seu encontro há alguns anos —
alguns deles pessoalmente. Acima de tudo, eu troquei correspondência, nas
décadas de 1950 e início da de 1960, com o ilustre Harry Elmer Barnes. Ele
incentivou David L. Hoggan, autor de Der
Erzwungene Krieg — livro que foi imediatamente condenado na Alemanha.
Barnes também providenciou a tradução da obra para o alemão. Nós, alemães,
devemos, acima de tudo, gratidão e respeito ao Prof. Barnes, pois, há mais de
50 anos, ele deu uma contribuição muito importante para refutar a mentira sobre a culpa da primeira guerra
imputada ao Reich e ao povo alemães.
Eu
possuo uma tradução em alemão de sua obra, Die
Entstehung des Weltkrieges (The Origin of the World War), publicada em 1928
pela Deutsche Verlagsanstalt (Stuttgart, Berlim e Leipzig). Eu ainda estava na
escola quando as potências vitoriosas impuseram a assinatura da paz ditada de
Versalhes, mantendo o bloqueio de fome contra a Alemanha — que vitimou 100.000
crianças alemãs mesmo após o
armistício de 11 de novembro de 1918 — e extorquindo da Alemanha o
reconhecimento de culpa (Artigo 231) pela (Primeira) Guerra Mundial.
Naturalmente, o governo do Reich e toda a opinião pública alemã já haviam
empreendido uma campanha moral em escala mundial contra essa mentira da culpa
pela guerra.
De
volta aquele então, todas as facções do nosso povo estavam unidas na necessidade
urgente de resistir ou refutar a mentira da culpa pela guerra contida no Artigo
231 do “tratado” de Versalhes. Sob a liderança ativa dos governos do Reich,
independentemente de partido político, essa resistência foi conduzida sobre os
fundamentos da ciência histórica. Historiadores alemães e estrangeiros
trabalharam em conjunto; entre estes últimos, Harry Elmer Barnes foi o maior e
mais importante. O governo do Reich, à época, prestou-lhe grandes honras e —
fato significativo — ficou comprovada a inocência em relação à mentira da culpa
pela guerra propagada pelas potências vitoriosas do Kaiser Guilherme II, uma
personalidade de ideologia muito distinta da do governo republicano (“Weimar”).
Em 18 de setembro de 1927, o presidente do Reich, Paul von Hindenburg — homem
que, como Marechal de Campo, havia libertado a Prússia Oriental da ocupação
russa na Batalha de Tannenberg, no início da Primeira Guerra Mundial —,
denunciou solenemente, perante o mundo inteiro, a mentira de Versalhes sobre a
culpa pela guerra. Barnes havia sido o arauto dessa causa!
Desde
então, essa denúncia tem sido provada inúmeras vezes condizente com a verdade
histórica e obteve reconhecimento internacional.
Nós,
alemães, temos, portanto, uma “experiência” (bem-sucedida!) no combate a
mentiras! Mas quão diferente é a
situação hoje. Antes de tudo, ainda não foi celebrado um “tratado de paz” com a
Alemanha. Em vez disso, perdura um estado de armistício. Pois, durante e após a
Primeira Guerra Mundial, a “opinião pública” mundial tornou-se cem vezes mais
“refinada” e assumiu a sua forma mais virulenta. Os tratados com as potências
ocidentais levaram à criação da República Federal da Alemanha e levaram o Prof.
Theodor Eschenburg, da Universidade de Tübingen (já aposentado), a declarar que
“a tese da culpa exclusiva da Alemanha pela Segunda Guerra Mundial é o
fundamento de toda a política de Bonn”. Assim, Bonn coloca uma ideologia
baseada na tese da “libertação” do Nacional-Socialismo acima da verdade histórica. Que contraste em relação a “Weimar”!
“Uma
costura dupla segura melhor”, dizemos nós. A essa mentira somou-se a mentira
sobre os seis milhões de judeus mortos, que parece ser o tema principal da sua
conferência.
A
mentira dos seis milhões foi planejada muito antes do que imaginam muitos dos
mais entusiastas daqueles que a combatem. O mesmo ocorreu com a máquina de
propaganda mundial que, hoje — particularmente na Alemanha —, consolida a
mentira cada vez mais. Veja a fotocópia anexa de Gefesselte Justiz/Die Krankheit Unserer Zeit (Chained justice — the Sickness of our Times) {Justiça Acorrentada —
A Doença de Nosso Tempo}, do Prof. Dr. Friedrich Grimm. Ele relata uma conversa
com um propagandista inimigo (que provavelmente era Sefton Delmer). Todos devem
levar isso de coração e levar em
consideração se quiserem que haja alguma defesa bem-sucedida contra a mentira
da culpa pela Segunda Guerra Mundial e a mentira dos seis milhões.
Os
poderes quem mentem têm aprendido a lidar com a derrota sofrida em sua
tentativa de falsificar a história após a Primeira Guerra Mundial. Portanto, em
resposta aos seus métodos imensamente mais sofisticados, devem ser encontrados
e aplicados métodos igualmente novos e eficazes em defesa da verdade.
Eu
devo mencionar que os “palcos” onde se desenrolam os esforços de resistência
contra a mentira dos “seis milhões” incluem a repressão, a perseguição e outras
medidas semelhantes contra indivíduos que lutam pela verdade. A fotocópia
anexa, extraída do jornal Die Welt de
31 de outubro de 1979, relata o que talvez seja a mais recente dessas
iniciativas: “Em uma decisão fundamental, a Suprema Corte Federal definiu o ato
que constitui difamação: Qualquer que determine o genocídio como fictício...”
Deve
haver também uma maneira de enfrentar judicialmente a alegação (a qual é aparentemente
não explicada em detalhe na decisão) de que a documentação relativa ao
extermínio de milhões de judeus é “avassaladora”. É verdade que, como um homem
simples do povo e — conforme mencionado antes — alguém que não pertence ao meio
acadêmico, eu não posso aconselhar sobre a melhor forma de proceder a esse
respeito.
Em
qualquer caso, nós, alemães, teremos de contar ainda mais com os esforços de
combatentes não alemães pela verdade do que ocorreu após 1918-19. Especialmente
por não estarem sujeitos às restrições impostas aos historiadores alemães, as
verdades que eles apresentam não devem apenas ser publicadas, mas também
disponibilizadas aos mais amplos círculos possíveis na Alemanha, utilizando-se
os métodos e técnicas mais adequados a esse povo (o que implica atentar para
detalhes como o formato do livro, as melhores traduções possíveis para o
alemão, etc.).
Um
método realmente de movimento insidioso, atualmente em uso, é a prática bem
conhecida de colocar no “Índice de escritos perigosos para a juventude” livros
— de outra forma irrefutáveis — que contrapõem a verdade histórica às
alegações de Bonn (e, naturalmente, também de Berlim Oriental). Eles sabem
muito bem quais são as consequências disso para as editoras. Além disso, em
Bonn, acredita-se que essa inclusão de livros em listas restritivas esteja em
harmonia com o Artigo 5º da nossa Lei Fundamental (Constituição) no que diz
respeito à liberdade de expressão!! (Como indivíduo, eu não sei como lidar com
essa situação.) Não obstante, por favor considere as seguintes reflexões e a
possibilidade de colocá-las em efeito:
Há
mais de 450 anos, a Igreja Católica incluiu a obra Sobre as Revoluções das Esferas Celestes — escrita pelo astrônomo
(alemão) Nicolau Copérnico — no Index
de livros proibidos. (Ele só permitiu a publicação pouco antes de sua morte,
mas a obra há muito se tornara patrimônio comum de todas as pessoas cultas!)
Essa proibição foi mantida por 300 anos. E mesmo quando Kepler reconfirmou a
tese copernicana, um século mais tarde, a Igreja continuou a negá-la por
séculos! Pode-se perguntar hoje: era
realmente tão importante para a
Igreja suprimir as descobertas de Copérnico? Afinal, tratava-se apenas de um erro (reconhecidamente explicável)
mantido por séculos!! Hoje, no
entanto, mentiras conhecidas são
mantidas por meio de um Index —
especificamente aquelas sobre milhões de judeus gaseados!
Uma mudança de técnica para pior:
as mentiras sobre a culpa da guerra de 1918-19 contrastadas com aquelas de
1945, e a busca pela verdade de 450 anos atrás em contraste com a de hoje!
Mas
isso também é evidência para a importância de utilizar novos métodos para enfrentar as mentiras! Durante os 30 anos
passados, deveria ter sido possível fortalecer continuamente a resistência
contra as mentiras; isso mostra, porém, que isso não deve tomar mais 300 anos
até que os mentirosos capitulem!
Atenciosamente
Otto Kanold
Resumo
do Anexo # 1
(Fotocópia das pp.
146-48 da obra Politische Justiz, do
Prof. Dr. Friedrich Grimm, publicada pela primeira vez em 1953.)
O
Prof. Grimm relata uma conversa ocorrida em 1945 com “um importante
representante do outro lado (Aliado)” que “se apresentou como professor
universitário de seu país.” Ambos discutiram a propaganda aliada sobre
atrocidades cometidas pela Alemanha — propaganda que o professor aliado admitiu
não era fatual. O professor aliado afirmou que a verdadeira campanha de
propaganda sobre atrocidades começaria agora que a guerra havia terminado e
seria progressivamente intensificada “até que ninguém jamais aceitasse uma
palavra positiva sobre os alemães, até que qualquer vestígio de simpatia
existente em outros países fosse completamente destruído e até que os próprios
alemães ficassem tão confusos a ponto de não saberem mais o que estavam fazendo”.
*********
Resumo
do Anexo # 2
(O artigo do jornal Die Welt, de 31 de outubro de 1979,
contém trechos da decisão da Suprema Corte Federal (Bundesgerichtshof)
concernindo a negação do “Holocausto.”)
O
tribunal decidiu que “quem nega o assassinato de judeus no Terceiro Reich
difama cada um deles. Tais declarações atingem, em primeiro lugar, as pessoas
nascidas após 1945 que, sendo judias (integralmente ou em parte), teriam sido
perseguidas no Terceiro Reich.” O tribunal também decidiu que declarações que
negam o “Holocausto” não estão protegidas pelas garantias constitucionais de
liberdade de expressão, pois tais declarações são falsas. “A documentação sobre
o extermínio de milhões de judeus é avassaladora.”
O
acusado neste caso afixou em uma parede um panfleto que classificava o “Holocausto”
como uma “fraude sionista”. O acusado concedeu que alguns milhões de judeus
poderiam ter sido mortos, mas alegou que as afirmações sobre seis milhões de
judeus assassinados eram infundadas. O tribunal declarou que a ação do acusado
foi difamatória, independentemente de quantos judeus tenham morrido, pois “atacou
a imagem do ser humano como personalidade,” de maneira muito semelhante àquela
praticada no “Terceiro Reich.” O tribunal decidiu ainda que, devido às Leis de
Nuremberg (de preservação racial), que “privaram os seres humanos de sua
individualidade... criou-se uma relação especial entre os judeus que vivem na
República Federal (da Alemanha) e seus concidadãos. Nesse contexto, a ação (sob
revisão) é relevante hoje.”
O
tribunal decidiu também que deve ser considerado um “um fato concedido” que
“existe uma responsabilidade moral especial de todos os outros” frente aos
judeus. Essa responsabilidade é parte da dignidade de todo judeu, afirmou o
tribunal. “Para a pessoa assim afetada, isso significa a continuidade da
discriminação contra o grupo de seres humanos ao qual ele/ela pertence e, consequentemente,
diretamente contra seu/sua própria pessoa...”
“A
tentativa de justificar, atenuar ou negar esses eventos (o ‘Holocausto’) também
significa desrespeito para com essa pessoa (afetada).”
*********
Tradução
e palavras entre chaves por Mykel Alexander
Letter From Berlin, por
Otto Kanold & Mark Weber, The Journal
for Historical Review, Volume 1, nº 2, Summer 1980.
https://ihr.org/journal/v01p141_kanold
Sobre os autores: Otto
Kanold dirigia uma agência de publicidade para indústria de transporte e
navegação na Berlim Ocidental.
Sobre o autor: Mark
weber é um historiador americano, escritor, palestrante e analista de questões
atuais. Ele estudou história na Universidade de Illinois (Chicago), na
Universidade de Munique (Alemanha), e na Portland State University. Ele possui
um mestrado em História Europeia da Universidade de Indiana. Desde 1995 ele tem
sido diretor do Institute for Historical Review, um centro independente de
publicações, educação e pesquisas de interesse público, no sul da Califórnia,
que trabalha para promover a paz, compreensão e justiça através de uma maior
consciência pública para com o passado. Foi por anos editor do The
Journal for Historical Review. Em março de 1988, ele testemunhou por cinco
dias no Tribunal Distrital de Toronto como uma testemunha especialista
reconhecida na política judaica da Alemanha durante a guerra e na questão do
Holocausto.
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