Continuação de A Mão Judaica nas Guerras Mundiais - Parte 2.3 - Frank Delano Roosevelt era um judeu? - por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton)
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| David Skrbina |
“Todos os judeus do presidente”
O
caso para uma possível mão judaica na Segunda Guerra Mundial poderia ser feito,
se nós pudéssemos mostrar o seguinte:
1 uma extensa e
influente presença judaica na administração de Franklin D. Roosevelt,
2 que o público dos EUA
não queria guerra,
3 que influentes judeus
americanos queriam a guerra,
4 que Franklin D.
Roosevelt agiu sub-repticiamente em nome da guerra,
5 que a mídia americana
dirigida por judeus apoiava a guerra, e
6 que os EUA entraram
na guerra sob falsos pretextos.
Eu
fornecerei dados específicos sobre os dois primeiros pontos e então abordarei
os demais de forma conjunta.
Anteriormente,
eu mostrei a dependência de Roosevelt de apoiadores judeus durante seu mandato
governamental. Quando chegou o tempo de montar uma campanha presidencial, seus
velhos amigões estavam lá para ajudar. Conforme Scholnick*21:
página 193) explica: “Vários amigos judeus ricos contribuíram para o fundo da
campanha pré-nomeação de Roosevelt: Henry Morgenthau Jr., tenente-governador
Lehman, Jesse Straus [e] Laurence Steinhardt”. Uma vez que as primárias estavam
fora do caminho, “a campanha de Roosevelt foi pesadamente subscrita por Bernard
Baruch”.
A primeira regra na política é recompensar aqueles que
financiam seu caminho para o sucesso. Consequentemente, não é surpreendente que
“a administração [de Franklin D. Roosevelt]
continha uma proporção maior de judeus do que qualquer outra”*22. Nas palavras de Herzstein*23, “os judeus eram de fato mais
proeminentes do que nunca na história americana”. Então, quem eram essas
figuras importantes que foram tão dominantes durante os anos de Roosevelt? No
topo da lista estavam os Big 5, os “judeus do presidente”, conforme diz Shogan,
que tiveram a maior participação em eventos influentes dentro da presidência:
Louis Brandeis, Felix Frankfurter, Henry Morgenthau Jr., Sam Rosenman e Ben
Cohen.
É
claro que Brandeis era um juiz da Suprema Corte em exercício muito antes de
Roosevelt concorrer para o cargo, tendo sido colocado lá por seu amigo Woodrow
Wilson em 1916. Mesmo antes de sua eleição inicial em 1932, Franklin D.
Roosevelt marcou uma reunião com Brandeis para discutir políticas. Segundo
Shogan, o juiz logo enviou a Roosevelt “um amplo projeto para o New Deal”*24. Alguns anos depois, em 1938,
“Brandeis fez sua primeira visita a Franklin D.
Roosevelt em nome dos judeus”*25. Tal
envolvimento na administração do governo por um juiz da Suprema Corte é não
usual, para dizer o mínimo. Outros diriam que isso é flagrantemente antiético.
Os juízes supostamente devem decidir sobre questões constitucionais, não fazer
políticas. Ele obviamente sabia disso e, portanto, geralmente trabalhava por
meio de intermediários judeus, como Frankfurter e Cohen, para levar sua
mensagem ao presidente.
Na
base do dia-a-dia, Frankfurter era particularmente importante. Mesmo em 1933,
ele havia se tornado “provavelmente o conselheiro mais influente de Franklin D. Roosevelt”*26.
Furioso com a extensão de seu poder, o general americano Hugh Johnson*27 o chamou de “o indivíduo mais
influente nos Estados Unidos”.17 Frankfurter,
disse ele, “havia insinuado seus rapazes em posições obscuras, mas importantes,
em todos os departamentos vitais” relacionados ao New Deal. Mais tarde, quando
a Europa estava à beira da guerra, Frankfurter aparentemente foi fundamental
para iniciar uma série de correspondências secretas entre Franklin D. Roosevelt
e Churchill em um momento muito delicado – presidentes neutros são supostos não
estarem conduzindo negociações secretas com líderes de nações beligerantes. 18Frankfurter, como nós sabemos, seria
bem recompensado por Roosevelt por seus esforços, com a nomeação para a Suprema
Corte em janeiro de 1939.
Movendo-se
abaixo na lista: Roosevelt “era tão próximo de Henry Morgenthau... quanto de
qualquer homem”*28. Tão perto, de fato,
que Franklin faria dele o segundo judeu a ingressar em um gabinete
presidencial; ele foi nomeado secretário do Tesouro no início de 1934, servindo
até o final da guerra.19 Mais tarde, Henry seria o autor do notório
“Plano Morgenthau” — uma política para a virtual destruição da Alemanha do
pós-guerra. Isto, novamente, foi um esforço ultrajante fora de linha de um
secretário do Tesouro, que formalmente não tem a responsabilidade de conduzir a
política externa. Mas isso evidentemente não o impediu de tentar.
Os
dois membros mais jovens dos 5 grandes foram Rosenman e Cohen. Apesar de servir
como juiz do estado de Nova York, Rosenman também atuou como “chefe redator de
discursos de Franklin D. Roosevelt e um conselheiro geral de proeminência”.*29 Ward nota que ele foi “um assessor
próximo de 1928 em diante”*30 —
isto é, mesmo antes do governo de Franklin D. Roosevelt. O advogado Benjamin
Cohen tornou-se um dos principais redatores da vital legislação do New Deal de
Roosevelt, que foi seu duradouro legado econômico. Ele claramente tinha a
atenção do presidente; Nasaw o chama de “emissário não oficial do juiz Brandeis
e Felix Frankfurter.”*31
Mas,
mais importantemente, Cohen foi o principal arquiteto e executor do infame
plano de ‘bases para contratorpedeiros’ de meados ao final de 1940. Naquela
época, a Grã-Bretanha estava em plena guerra e precisava desesperadamente da
assistência militar dos Estados Unidos. Mas como nação neutra e por lei, os EUA
eram inábeis para ajudar. Cohen então elaborou um plano pelo qual os Estados
Unidos iriam “emprestar” 50 navios de guerra ao Reino Unido em troca do uso de
certas bases globais que eles possuíam. “Empregando tecnicismos minuciosos e asserções
improváveis sobre a defesa nacional, o memorando [de Cohen] estendeu a lei,
criando uma brecha ampla o suficiente para cinquenta navios de guerra passarem
a caminho de ingressar na Marinha Real,” diz Shogan.*32 Buscando aprovação legal para esta
ação flagrantemente ilegal, Roosevelt recorreu ao... juiz Frankfurter. E para
surpresa de ninguém, o juiz conferiu sua benção. Os britânicos, é claro,
ficaram eufóricos. Para os alemães, este foi um verdadeiro ato de guerra dos
nominalmente neutros americanos. Mais fatalmente, parece ter sido decisivo para
a causa de Hitler a assinar um pacto de defesa mútua com o Japão em outubro de
1940; foi esse acordo que desencadearia a declaração de guerra da Alemanha aos
Estados Unidos após o ataque a Pearl Harbor.
Além
dos grande 5, vários outros judeus desempenharam papéis influentes. Bernard
Baruch, outro remanescente wilsoniano, era consultor financeiro em meio período
e “confidente proeminente” tanto de Franklin D. Roosevelt quanto de Churchill.20
Jerome Frank foi um assessor próximo, assim como David Niles. James
Warburg, filho de Paul, foi um dos primeiros consultores financeiros. Em maio
de 1934, Eugene Black foi nomeado presidente do Fed {Banco Central dos EUA} e
Jesse Straus foi nomeado embaixador na França – mesmo quando seu sobrinho,
Nathan Straus Jr., passou a chefiar a Autoridade de Habitação dos Estados
Unidos. William Bullitt, um quarto de {ancestralidade} judaica, recebeu dois
cargos importantes de embaixador: primeiro na União Soviética e depois, durante
a guerra, na França.21 Laurence
Steinhardt, que tanto ajudou com o financiamento da campanha, foi premiado com
uma série de cargos de embaixador durante o mandato de Franklin D. Roosevelt. O
velho amigo de Franklin, Herbert Lehman, foi nomeado chefe do novo Office of
Foreign Relief and Rehabilitation {Escritório de Assistência Estrangeira e
Reabilitação} em 1943. Herbert Feis foi um influente consultor econômico do
Departamento de Estado. Abe Fortas serviu como Subsecretário do Interior.
Charles Wyzanski era procurador-geral do Departamento do Trabalho. Mordecai
Ezekiel foi assessor econômico do secretário de Agricultura. David Lilienthal
tornou-se presidente da TVA {Tennessee Valley Authority}. Outros judeus, como
Sidney Hillman e Rose Schneiderman, surgiram como importantes conselheiros em
questões trabalhistas.
Mesmo alguns membros não judeus da equipe de Franklin D.
Roosevelt tinham conexões semíticas. A esposa do antigo secretário de Estado
Cordell Hull, Frances Witz, era judia. O mesmo aconteceu com a esposa do
arquiteto do New Deal e confidente próximo Harry Hopkins (Ethel Gross). Nós podemos
ter certeza de que simpatizavam com a causa judaica. Em suma, pode-se entender
muito bem a motivação dos críticos de Roosevelt, que desprezaram e escarneceram
seu governo como o “Acordo Judeu”.22
Sobre
o segundo ponto, é incontroverso que os americanos esmagadoramente queriam
evitar a guerra. Em um discurso de rádio de 23 de abril de 1941, o principal advogado
antiguerra, Charles Lindbergh, condenou o curso de ação “ao qual mais de 80% de
nossos cidadãos se opõem”. Em um discurso no mês anterior, o congressista
Hamilton Fish afirmou que “algo entre 83 e 90 por cento das pessoas, de acordo
com as várias pesquisas do Gallop, são opostas à nossa entrada na guerra, a
menos que sejamos atacados”23. Os
dados apoiaram tais afirmações. De acordo com pesquisas conduzidas em junho e
julho de 1940, entre 81 e 86% dos entrevistados preferiam “ficar de fora” de
uma guerra, caso ela viesse ao voto.24
Outra pesquisa em julho de 1941 registrou um número de 79%.25 O maior número registrado veio um
pouco anteriormente, em um relatório publicado em meados de 1938; quando
questionados “Se outra guerra como a [I] Guerra Mundial se desenvolver na
Europa, os Estados Unidos deveriam tomar part novamente?”, 95% dos
entrevistados responderam “Não”.26 Tais
números geralmente se mantiveram direto até o ataque a Pearl Harbor.
Tradução
e palavras entre chaves por Mykel Alexander
Continua...
*21 Fonte
utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Scholnick,
M., The New Deal and Anti-Semitism in
America, Taylor and Francis, 1990,
p. 193.
*22 Fonte
utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Michael,
R., A Concise History of American
Anti-Semitism, Rowman & Littlefield, 2005, p. 178.
*23 Fonte
utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Herzstein,
R., Roosevelt and Hitler, J. Wiley, 1989, p. 40.
*24 Fonte
utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): R. Shogan, Prelude to Catastrophe, Ivan Dee, 2010, p. 72.
*25 Fonte utilizada
por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): R. Shogan, Prelude to Catastrophe, Ivan Dee, 2010, p. 83.
*26 Fonte
utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): R. Shogan, Prelude to Catastrophe, Ivan Dee, 2010, p. 105.
*27 Fonte
utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): R. Shogan, Prelude to Catastrophe, Ivan Dee, 2010, p. 86.
17 Nota de David
Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Isso remete à caracterização semelhante de Baruch
durante a Primeira Guerra Mundial.
18 Nota de David
Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Veja Leutze, J., “The secret of the
Churchill-Roosevelt correspondence.” Journal
of Contemporary History, 10(3), 1975, pp 469-470.
*28 Fonte
utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): R. Shogan, Prelude to Catastrophe, Ivan Dee, 2010, p. 32.
19 Nota de David
Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): O primeiro membro judeu do gabinete, como nos
lembramos, foi Oscar Straus, escolhido pelo primo de Franklin, Theodore, lá em
1906.
*29 Fonte
utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): R. Shogan, Prelude to Catastrophe, Ivan Dee, 2010, p. 9.
*30 Fonte
utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Ward, G.,
A First-Class Temperament, Harper
& Row, 1989, p.
254.
*31 Fonte
utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Nasaw, D., The
Patriarch, Penguin, 2012, p. 358.
*32 Fonte
utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): R. Shogan, Prelude to Catastrophe, Ivan Dee, 2010, p. 152.
20 Nota de David
Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Veja Makovsky, M., Churchill’s Promised Land, Yale
University Press, 2007, p. 216.
21 Nota de David
Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): A ascendência de Bullitt é um tanto enigmática. Sua
mãe, Louisa Horowitz, era aparentemente, pelo menos em parte, de origem
judaica. O pai dela, Orville Horowitz, descendia da família Salomon, que era
inequivocamente judaica. A mãe dela, Maria Gross, provavelmente tinha uma
ascendência judaica mista. No entanto, não há dúvida sobre onde residiam as
suas simpatias: “Bullitt [é] nosso amigo”, escreveu Weizmann em 1938 (citado em
Nasaw, D., The Patriarch, Penguin, 2012,
p. 358).
22 Nota de David
Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Embora tenha causado escândalo na época, tal nível de
influência judaica é lugar comum hoje em dia — com três dos nove juízes da
Suprema Corte sendo judeus (Kagan, Breyer, Ginsburg), inúmeras nomeações para
cargos de nível ministerial e incontáveis cargos subordinados. Apenas nas
três últimas administrações presidenciais, os ocupantes de cargos de nível
ministerial judeus ou de ascendência judaica incluem, no mínimo, os seguintes
nomes: M. Albright, L. Aspin, C. Barshefsky, S. Bodman, J. Bolten, A. Card, M.
Chertoff, W. Cohen, R. Emanuel, M. Froman, J. Furman, T. Geithner, D. Glickman,
M. Kantor, J. Kerry, A. Krueger, J. Lew, M. Markowitz, M. Mukasey, P. Orszag,
P. Pritzker, R. Portman, R. Reich, R. Rubin, S. Schwab, M. Spellings, J.
Stiglitz, L. Summers, J. Yellen e R. Zoellick. Esta lista não inclui outros,
como Samantha Power, que têm cônjuge judeu (Cass Sunstein). Também não inclui
os presidentes do Federal Reserve — um cargo de grande poder, ocupado por Ben
Bernanke e Alan Greenspan ao longo dos últimos anos e, atualmente, por Janet
Yellen.
23 Nota de David
Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Ambas as citações são de John C. Chalberg (ed.), Isolationism,
Greenhaven, 1995, páginas 192-193.
24 Nota de David
Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Public
Opinion Quarterly, 4(4), December 1940: 714.
25 Nota de David
Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Public
Opinion Quarterly, 5(4), Winter 1941: 680.
26 Nota de David
Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Public
Opinion Quarterly, 2(3), July 1938: 388.
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Sobre o autor: David Skrbina, pseudônimo Thomas Dalton, (1960-) é professor sênior de filosofia na Universidade de Michigan em Dearborn. Suas áreas de pesquisa incluem filosofia da mente, filosofia da tecnologia e ética ambiental. Ele é autor de Panpsychism in the West (MIT Press—2ª edição, 2017) e editor de Mind That Abides: Panpsychism in the New Millennium (2009; John Benjamins). Também é autor do livro recente The Metaphysics of Technology (2015; Routledge) e editou uma série de quatro livros didáticos para cursos de graduação em filosofia. O Dr. Skrbina foi professor visitante de filosofia na Michigan State University, na Eastern Michigan University e na Universidade de Gent, na Bélgica. Também tem escrito ou editado vários livros e artigos sobre política, história e religião, com foco especial no nacional-socialismo na Alemanha. Seus trabalhos incluem uma nova série de traduções de Mein Kampf e os livros Eternal Strangers (2020), The Jewish Hand in the World Wars (2019) e Debating the Holocaust (4ª edição 2020). Mais recentemente, ele editou uma nova edição da obra clássica de Rosenberg, Mito do Século XX, um novo livro de charges políticas, Pan-Judah!, e a crítica definitiva Unmasking Anne Frank. Todas essas obras estão disponíveis em www.clemensandblair.com. Visite Holocaust Handbooks & Documentaries https://holocausthandbooks.com/
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