Patrick Buchanan |
No domingo, o 80º
aniversário da invasão nazista da Polônia, o vice-presidente Mike Pence falou
em Varsóvia na praça Pilsudski das “cinco décadas de indizíveis sofrimentos e
morte que seguiram” à invasão. Cinco décadas!
O que Pence estava
dizendo era que, para a Polônia, a Segunda Guerra Mundial não terminou em
vitória, mas derrota e ocupação por um império do mal governado por um dos
maiores assassinos de massa do século XX, Josef Stalin.
A “Liberação da Europa,” no 75º aniversário do qual nós
celebramos a praia de Omaha em 6 de junho, foi uma liberação que se estendeu
apenas até o Rio Elba no coração da Alemanha.
Além do Elba, os nazis foram aniquilados, mas a vitória
pertenceu a uma igualmente ideologia maligna[1], pois os “libertadores” de
Auschwitz tinham por décadas administrados um arquipélago de campos de
concentração tão grande quanto o de Himmler.
Então, quem realmente venceu, e quem perdeu, a guerra?
Winston Churchill queria lutar pela Tchecoslováquia em
Munique em 1938, e a Grã-Bretanha foi para a guerra pela Polônia em 1939. Ainda
se ambas nações terminaram sob o governo bolchevique por metade dum século,
ganhou a Grã-Bretanha a liberdade para eles? E se isto foi o resultado predizível
de uma guerra em uma parte da Europa onde os nazis confrontaram os bolcheviques
porque a Grã-Bretanha foi à guerra?
Por que a Grã-Bretanha declarou guerra por uma causa e
país que não poderia defender? Por que a Grã-Bretanha transformou uma guerra
germano-polaca numa guerra mundial que certamente iria levar a bancarrota e
trazer abaixo seu império, enquanto ela não poderia alcançar seu objetivo
declarado para guerra – uma Polônia independente e liberada?
Que interesse vital britânico foi posto em perigo pela
recuperação de uma cidade portuária por Hitler, Danzig, que tinha sido separada
da Alemanha contra a vontade de seus 300,000 habitantes e entregue para a
Polônia em Versalhes em 1919?
Os
habitantes de Danzig nunca quiseram deixar a Alemanha, e 90% queria retornar.
Mesmo o gabinete britânico achou que a Alemanha tinha um caso e Danzig deveria
ser devolvido.
Por
que então a Grã-Bretanha declarou guerra?
Por que o
primeiro-ministro Neville Chamberlain tinha insanamente dado aos poloneses um
cheque em branco, uma garantia de guerra em 31 de março, 1939: Se a Alemanha
usar a força para recuperar Danzig, e você resistir, nós iremos lutar ao seu
lado.
A garantia de guerra da Grã-Bretanha garantiu a guerra.
Dada a causa pela qual o país deles foi para a guerra, as
ações britânicas durante a guerra parecem inexplicáveis.
Quando o exército de Stalin invadiu a Polônia, em 17 de
setembro, de 1939, duas semanas depois de Hitler, a Grã-Bretanha não declarou
guerra à União Soviética.
O corpo de oficiais poloneses foi executado sob ordens de
Moscou em 1940. Quando os corpos foram desenterrados em Katyn em 1943,
Churchill, agora um aliado de Stalin, respondeu ao pedido dos poloneses livres
para investigar a atrocidade: Não há utilidade alguma perambular ao redor de
velhas tumbas de três anos de idade em Smolensk.”
Em vez de atacar Hitler depois que ele invadiu a Polônia,
a Grã-Bretanha e França permaneceram atrás da Linha Maginot e esperaram os exércitos
de Hitler fulminassem o oeste em 10 de maio de 1940, o dia que Churchill
assumiu o poder.
Em três semanas, o exército britânico tinha sido
derrotado e jogado fora do continente. Em seis semanas, a França tinha se
rendido.
Depois de Dunquerque e a Batalha da Grã-Bretanha em 1940,
a Grã-Bretanha recusou todas ofertas de Hitler para terminar a guerra,
mantendo-a até junho de 1941, quando Hitler virou sobre seu parceiro Stalin e
invadiu a União Soviética.
Churchill é o “homem do século” por persuadir a Grã-Bretanha
para ficar sozinha contra a Alemanha nazista em 1940, a “melhor hora {finest hour}” da Grã-Bretanha.
Mas no final da guerra, qual era o balanço de Churchill?
A Polônia pela qual a Grã-Bretanha foi para a guerra foi
perdida para o stalinismo e iria permanecer assim pela Guerra Fria inteira.
Churchill seria forçado a assentir a anexação ode Stalin de metade da Polônia e
sua incorporação no Bloco Soviético. Para apaziguar Stalin, Churchill declarou
guerra à Finlândia.
A Grã-Bretanha terminaria a guerra bombardeada, sangrada
e falida, com seu império na Ásia, Índia, no Oriente Médio e África
desintegrado. Em duas décadas tudo teria acabado.
A França iria terminar a guerra após viver sob a ocupação
nazista e o governo Vichy por cinco anos, perdeu seu império africano e
asiático, e então sustentar derrotas e humilhação na Indochina em 1954 e
Argélia em 1962.
Quem
realmente venceu a guerra?
Certamente, os Soviéticos que, após derrotas em milhões
da invasão nazista, terminaran por ocupar Berlim, tendo anexado os estados
bálticos e transformado a Europa Oriental num campo de base soviético, embora
se diga que Stalin tinha mencionado de um czar do século XIX, “Sim, mas
Alexander eu fiz isso à Paris!”
Os americanos, que ficaram mais tempo fora, terminaram a
guerra com as menores perdas entre as grandes potências. Ainda, a América é uma
parte do Ocidente, e o Ocidente foi o perdedor das guerras mundiais do último
século.
De fato, as duas guerras entre 1914 e 1945 podem ser
vistas como a Grande Guerra Civil do Ocidente, a Guerra dos Trinta Anos da
Civilização Ocidental que culminou na perda de todos impérios ocidentais e na
conquista definitiva do Ocidente pelos povos libertados de suas ex-colônias.
Tradução
e palavras entre chaves por Mykel Alexander
Nota
[1] Nota do tradutor: Na verdade essa
comparação de Patrick Buchanan apenas seria certa se a comparação com o império
da destruição que foi URSS for feito com a Alemanha de Hitler segundo a
narrativa Aliada, pois se a comparação for feita colocando frente a frente as
ideologias da Alemanha de Hitler e a URSS as diferenças são totais. O governo
de Hitler resgatou a tradição ancestral alemã, o governo soviético combateu a tradição
ancestral russa; o governo de Hitler defendeu o próprio povo, o governo
soviético perseguiu aos milhões o próprio povo; o governo de Hitler permitiu a
liberdade religiosa, e o governo soviético combateu a liberdade religiosa; o
governo de Hitler impediu a articulação das frentes do judaísmo internacional
dentro da Alemanha, tanto liberais quanto marxistas; o governo soviético foi
iniciado pelo judaísmo internacional e negociou com os liberais capitalistas do
judaísmo internacional.
Fonte: CNSNEWS –
The right News – the right now, 03/09/2019.
Sobre o autor: Patrick
Joseph Buchanan (1938 – ) foi um conselheiro sênior de três presidentes
americanos, diretor de comunicações da Casa Branca (1985/1987) no governo
Reagan, concorreu duas vezes para a nomeação presidencial americana, 1992 e
1996; foi o candidato do Partido Reformista em 2000. Autor de vários livros, entre os quais Right
from the Beginning; A Republic, Not an Empire; The
Death of the West; State of Emergency; e Day of
Reckoning. Buchanan é fundador membro de três dos
principais programas de assuntos públicos dos EUA, na NBC o The McLaughlin
Group, na CNN o The Capital Gang e Crossfire. Cofundador da revista The
American Conservative, foi comentarista até 2012 da rede à cabo MSNBC e
atualmente aparece na Fox News. Possui Bacharel em Estudos
Americanos (Georgetown University) e mestrado em Jornalismo (Columbia
Univesity). Patrick Buchanan é um dos mais francos publicistas americanos,
tocando nas questões delicadas que a mídia globalista omite ou distorce.
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