quarta-feira, 17 de junho de 2026

{Alegadas câmaras de gás homicidas da Alemanha Nacional-Socialista} Zyklon B, Auschwitz e Bruno Tesch - parte 4 - testemunho do Dr. Charles Sigismund Bendel - por William B. Lindsey

 Continuação de {Alegadas câmaras de gás homicidas da Alemanha Nacional-Socialista} Zyklon B, Auschwitz e Bruno Tesch - parte 3 - testemunho de Perry Broad - por William B. Lindsey 

William B. Lindsey

Da cacofonia acusatória ouvida no Tribunal Britânico de Lüneburg, somente duas testemunhas, após reflexão da acusação, foram escolhidas para depor no julgamento do Dr. Tesch e de Herr Weinbarcher. A primeira delas foi o Dr. Charles Sigismund Bendel. Em geral, ele corroborou as graves alegações feitas por Broad, embora tendesse a divergir em pontos específicos. Declarando-se uma autoridade em Birkenau, ele pareceu insinuar que, como médico, obteve suas informações por ter feito parte do “Sonderkommando,” um grupo de 900 homens que alegadamente operava os crematórios, ou por ter estado no comando desse grupo. A partir de seu testemunho, parece que o termo alemão para essa unidade de comando pode ter sido “Hilflinger,” ou “ajudantes.” Ele afirmou que, durante os quase doze meses em que esteve em Birkenau, os alemães mataram um milhão de pessoas com Zyklon B e que ele realizou autópsias em algumas dessas vítimas. Maio, junho e julho de 1944, asseverou ele, foram os meses de maior atividade assassina. No pico, em junho, 25.000 pessoas foram mortas a cada dia. Entre maio e junho de 1944, declarou ele, 400.000 foram mortas, e outras 80.000 entre 15 de julho e 1º de setembro de 1944. O Dr. Bendel alegou ter testemunhado o próprio processo de extermínio, que, segundo ele, foi realizado por voluntários da SS. Transportes com 300 pessoas ou menos eram fuzilados; grupos maiores eram “gaseados” nos crematórios ou no “Bunker”. Em contraste com Broad, o Dr. Bendel estimou a capacidade das câmaras de gás dos crematórios I e II de Birkenau em 2.000 cada. Os crematórios III e IV de Birkenau42 supostamente mantinham 1.000 cada, enquanto um “Bunker” — não o “crematório V” de Broad — mantinha 1.000.

Bendel testemunhou que ambas as câmaras subterrâneas dos crematórios I e II eram usadas para gaseamento e afirmou que o gás era adicionado “pelo teto e descia em linha reta até tocar o chão”. As 2.000 vítimas foram amontoadas nuas nessas duas câmaras de 10 metros por 4 metros por 1,72 metros, tendo suas roupas sido previamente retiradas para fumigação em Auschwitz-Zasole, em uma instalação conhecida por ele. Após o assassinato, Bendel alegou que o cabelo das vítimas era cortado e o ouro era retirado de suas próteses dentárias. Ele testemunhou que a produção de ouro durante a existência do campo foi de 17 toneladas (17.000 kg) provenientes de quatro milhões de vítimas.

Posteriormente, o Dr. Bendel afirmou que, durante os dois anos inteiros de seu aprisionamento pelos alemães, ele observou somente uma43 fumigação de uma caserna com Zyklon B. “Lisoform” (aparentemente um derivado de cresol semelhante ao “Lysol”) era o material usado pelos alemães para desinfecção, disse ele. O Zyklon B era usado exclusivamente para matar pessoas, e duas latas de 1 quilograma eram usadas em cada uma das câmaras subterrâneas. Ele afirmou que uma lata de 1 quilograma de Zyklon B era capaz de matar 500 pessoas,44 portanto, a uma taxa de 25.000 mortes por dia, cinquenta latas de 1 quilograma do material eram requeridas por dia. Os corpos das vítimas eram jogados em fossas de cremação onde, após uma hora, se transformavam em cinzas e desapareciam.45 Por fim, o Dr. Bendel testemunhou que o Zyklon B foi trazido para o campo em uma van da Cruz Vermelha, mas não foi entregue pela própria Cruz Vermelha.

O Dr. Bendel era um médico judeu-romeno que tinha sido preso em Paris em 4 de novembro de 1943 e enviado para Drancy. Em 10 de dezembro de 1943, por não possuir cidadania francesa e por suas atividades antigermânicas, foi deportado para Auschwitz, no leste, por ser considerado um perigo para o esforço de guerra alemão. Ele foi prisioneiro em Auschwitz-Zasole, Auschwitz-Buna (Monowitz) e Auschwitz-Birkenau antes de ser evacuado para Mauthausen. Permaneceu em Birkenau de 27 de fevereiro de 1943 a janeiro de 1944. Como médico em Birkenau e membro — talvez até mesmo líder — do “Sonderkommando” ou “Hilflinger” do crematório, ele mantinha uma posição invejada pelos outros prisioneiros, pois tinha privilégios especiais (alojamento especial, alimentação especial, etc.) e era sempre suspeito de colaborar com os alemães. Essa colaboração parece de fato provável, pois ele admitiu em Lüneburg que ele tinha obtido sua posição em Birkenau graças aos esforços do Dr. Mengele. É bem possível que, com todas as doenças no campo e a eterna escassez de médicos — e considerando que ele alegava ter realizado autópsias —, ele tenha sido um dos ajudantes ou “Hilflinger” do Dr. Mengele.

O fantástico depoimento de Bendel pode ser desafiado por muitas transgressões factuais. Ele professava saber muito sobre a operação de matança, mas limita seus detalhes ao funcionamento dos crematórios I e II de Birkenau e omite completamente qualquer detalhe das operações nos crematórios III e IV46 e do sempre elusivo “Bunker”. Ele nem mesmo permitiu a localização do “Bunker”. Suas alegações de que ambas as salas subterrâneas em cada um dos crematórios I e II eram câmaras de gás contradizem totalmente o processo descrito pelas autoridades do Museu de Auschwitz, que afirmam que apenas uma sala, com uma pequena porta de entrada, servia a esse propósito.47 É a versão do Museu de Auschwitz que é corroborada pelas fotos da OSS/CIA divulgadas em 1979, que mostram “câmaras de gás” individuais, cada uma com quatro “dutos de gás”, anexas aos crematórios I e II.

Inconsistências e impossibilidades, contudo, aparentemente não incomodaram o Dr. Bendel. Suas declarações adicionais, sob interrogatório, de que 1.000 corpos nus poderiam ser amontoados em cerca de 64 metros cúbicos “pela técnica alemã” e que “quatro milhões de pessoas que foram gaseadas em Auschwitz são as testemunhas”, intimidaram e amedrontaram completamente a defesa alemã. A defesa, precisamente nesses pontos e em muitos outros, deveria ter desmantelado seu testemunho imediatamente. Ao invés, em um ponto quando parecia que Bendel poderia ser recuado para o canto pela defesa alemã anti-NSDAP e forçado a dar uma resposta detalhada a uma pergunta sobre uma questão anterior, ele foi autorizado a fazer outra acusação horrenda e, portanto, evitou dar uma explicação detalhada de qualquer acusação. Conforme foi, suas declarações foram uma série de bônus gratificantes para o Tribunal Militar Britânico, com seu objetivo predeterminado, e a “chutzpah” triunfou novamente!48

{Sigismund Bendel (1914-?) foi um judeu nascido na Romênia e ainda jovem mudou-se para a França onde exerceu a medicina. Durante a Segunda Guerra Mundial foi capturado pelas forças alemãs e internado em campos de concentração, incluindo Auschwitz. Mesmo sendo um médico, seus testemunhos, mesmo contradizendo absurdamente as leis da natureza e as bases científicas, foram aceitos nos Julgamentos de Londres e contribuíram para a narrativa do denominado holocausto na mentalidade ocidental. Fonte da imagem: Le convoi 64: déportés et histoire.}

O Dr. Sigismund Bendel, que deu seu depoimento em francês, talvez na esperança de obter a cidadania francesa, apresentou um depoimento geralmente muito menos crível do que o de Broad. O uso de três línguas obviamente aumentou as dificuldades de tradução, mas tais dificuldades não poderiam resultar no erro grosseiro e nas fantásticas impossibilidades físicas descaradamente declaradas em seu testemunho.49

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Continua ...

Notas:

42 Nota de William B. Lindsey: O sistema de numeração dos crematórios no complexo de Auschwitz pode causar confusão. Na nomenclatura alemã, o crematório I ficava em Auschwitz-Zasole. Os crematórios II e III ficavam em Auschwitz-Birkenau, assim como os edifícios mencionados na literatura sobre o Holocausto como crematórios IV e V, mas pelos alemães como “Badeanstalt(en) für Sonderaktion”. Este artigo se refere aos crematórios II e III (na nomenclatura alemã de Birkenau) como nº I e nº II, respectivamente.

43 Nota de William B. Lindsey: O depoimento de Perry Broad (pp. 277-78) indica uma frequência muito maior de fumigação das casernas com Zyklon B.

44 Nota de William B. Lindsey: O valor da dose letal de 1.000 g para 500 pessoas (2 g por pessoa) estimado pelo Dr. Bendel diverge drasticamente do valor encontrado na literatura: 70 mg por pessoa, o que corresponde a 0,07 g por pessoa (ver nota 9). Qualquer procedimento razoável para matar poderia ter incluído uma “fator de segurança” de talvez cinco vezes a dose letal estimada — mas dificilmente uma fator 28 vezes maior do que o necessário!

45 Nota de William B. Lindsey: Embora a carne possa ser rapidamente convertida pelo fogo em cinzas irreconhecíveis, o mesmo não se pode dizer dos ossos. Mesmo a alegada trituração desses ossos deixaria resíduos microscópicos reconhecíveis como ossos, senão ossos humanos. O pequeno moinho de bolas encomendado pelo SS Standartenführer Blobel à Schriever & Co. em 1942 (nº 4467) dificilmente teria dado conta da multidão de cadáveres que salegadamente foram incinerados nos crematórios, muito menos daqueles alegadamente cremados em valas comuns (que supostamente “desapareceriam” nas chamas). Se o lago em Birkenau tivesse sido usado como alegado (o local de descarte de cinzas humanas), seria hoje um monte contendo milhões de fragmentos de ossos calcinados ainda reconhecíveis como ossos humanos! Se o Vístula tivesse sido usado dessa forma, seu leito estaria repleto de fragmentos acusatórios de ossos queimados até Varsóvia, se não até Danzig!

46 Nota de William B. Lindsey: Todas as referências oficiais alemãs a esses edifícios os identificavam como “Badeanstalt(en) fuer Sonderaktion” — casa(s) de banho para ação especial (ou propósito especial).

47 Nota de William B. Lindsey: Os planos originais alemães descreviam essas salas, uma para cada crematório (I e II), como “Leichenkeller” — necrotérios para cadáveres aguardando cremação. O trabalho do Dr. Robert Faurisson apoia essa descrição completamente.

48 Nota de William B. Lindsey: Tanto Bendel quanto Broad alegaram que, no procedimento de extermínio, duas latas de um quilograma de Zyklon B eram usadas em cada canal. É interessante notar que os pedidos de compra de Zyklon B feitos pela DEGESCH para os campos de Oranienburg (Sachsenhausen) e Auschwitz, datados de fevereiro a abril de 1944 e supostamente entregues por Kurt Gerstein após sua captura pelas tropas das Nações Unidas, lidavam exclusivamente com latas de 500 g. Em caso de escassez, é claro, duas latas de 500 g substituiriam uma lata de 1 kg, mas parece que somente as latas de 500 g foram enviadas, indicando que a necessidade era da lata menor. A questão obviamente surge: qual era a utilidade de uma lata de 500 g de Zyklon B nas estações de desinfecção e descontaminação (“Entwesung und Entseuchung Station”) de Auschwitz e Sachsenhausen-Oranienburg? A câmara de fumigação padrão tinha um volume de 10 metros cúbicos e exigia apenas uma lata de 200 g de Zyklon B para obter a concentração requerida de 20 g de gás Zyklon B por metro cúbico de ar. Consequentemente, presume-se que ambos os locais e/ou seus subcampos possuíam câmaras de fumigação com cerca de 25 metros cúbicos de volume. Onde estavam localizadas? Uma boa hipótese seria a “Sauna” (atualmente fechada ao público) em Birkenau, destinada aos recém-chegados, e os edifícios designados pelos alemães como “Badeanstalt(en) für Sonderaktion” (agora completamente destruídos), também em Birkenau, que provavelmente funcionavam como estações de desinfestação recorrentes para o pessoal ali internado permanentemente.

49 Nota de William B. Lindsey: Ao examinar o depoimento inteiro prestado pelo Dr. Bendel, eu não pude deixar de notar a extrema semelhança de algumas partes com as alegadas experiências do lendário Dr. Miklós Nyszli. (Para uma discussão interessante sobre Nyszli, veja Paul Rassinier, Debunking the Genocide Myth [Torrance, Calif.: Noontide Press, 1978], pp. 244-50.)

Zyklon B, Auschwitz, and Bruno Tesch, por William B. Lindsey, The Journal of Historical Review, Fall 1983 (Vol. 4, nº 3), páginas 261-303.

https://ihr.org/journal/v04p261_Lindsey.html

Sobre o autor: William B. Lindsey (19??-1993) obteve seu diploma de bacharel em ciências pela Universidade do Texas e seu doutorado em Química pela Universidade de Indiana. Trabalhou como químico pesquisador profissional em uma grande corporação por 31 anos. Como químico profissional tinha grande interesse na história da Segunda Guerra Mundial, ele tinha particular curiosidade pelas alegações de assassinatos em massa de judeus em “câmaras de gás” em Auschwitz-Birkenau, utilizando gás cianeto de hidrogênio do Zyklon B, um inseticida e pesticida comercial. Consequentemente, realizou diversas visitas de inspeção aos locais na Polônia onde supostamente ocorreram os “campos de extermínio” da guerra, incluindo Auschwitz, Auschwitz-Birkenau e Majdanek. Foi membro da comissão editorial do The Journal of Historical Review desde 1983. Em fevereiro de 1985, ele testemunhou no julgamento do Holocausto em Toronto, conduzido pelo editor germano-canadense Ernst Zündel. Lindsey foi reconhecido pelo tribunal como perito em cianeto de hidrogênio. Sua atuação baseou-se em um exame minucioso das câmaras de gás em Auschwitz, Birkenau e Majdanek, e em seus anos de experiência.

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