| William B. Lindsey |
A
prática bastante eficaz das Nações Unidas de apresentar declarações
juramentadas em vez de testemunhas que
pudessem ser interrogadas foi novamente utilizada no caso da segunda
“testemunha” do Tribunal Militar Britânico em Lüneburg, a Dra. Ada Bimko. Sendo
indisposta devido a uma “angina aguda”, ela não pôde comparecer perante o
Tribunal Curiohaus como fizera em Lüneburg, mas seu testemunho foi apresentado
na forma das duas declarações juramentadas que ela já havia apresentado em
Lüneburg. Uma dessas declarações juramentadas afirmava que o gás Zyklon B,
proveniente de um cilindro, era conduzido por canos para dentro e para fora dos
chuveiros para matar as vítimas desavisadas, que estavam esperando tomar um
banho.50 A Dra. Bimko estava bastante convicta
de sua afirmação, desde que ela não observara ralos no chão dos chuveiros, o
que os caracterizava, sem dúvida, como “câmaras de gás”. Ela jurou que os
registros do campo, mantidos secretamente pelos próprios prisioneiros e que ela
havia examinado, mostravam que cerca de 4.000.000 de pessoas haviam sido
cremadas. Ela também jurou que um Unterscharführer da SS, cujo nome ela havia
esquecido, mas que era membro da equipe médica do campo, havia lhe mostrado a
“câmara de gás crematória”. Ela também referiu cinco crematórios em Birkenau.
A
Dra. Ada Bimko era uma médica judia de Sosnowitz, Polônia, que tinha estado em
Auschwitz. Seus depoimentos são povilhados de expressões como “foi dito” e “eles
disseram”. No sexto dia do Tribunal de Lüneburg, ela admitiu que, antes de ser
transferida para o campo de trânsito de Bergen-Belsen, ela tinha estado como
responsável no comando pelo hospital para detentos de Birkenau, na Seção B-3 (“Mexiko”),
um cargo de considerável responsabilidade. Muito provavelmente, ela se
encontrava na mesma posição precária que o Dr. Bendel — tentando cumprir
penitência suficiente com os serviços prestados para aplacar a ira de seus
correligionários — e ela prosseguiu, obedientemente, acrescentando adendos em
seus depoimentos. Há quatro adendos em um único depoimento! Essa manobra
penitencial funcionou em muitos, talvez até na maioria dos casos. Assim, foi
ainda mais notável quando, ocasionalmente, falhou, como no caso do Dr. Rezsoe
(Rudolf) Kastner, do Comitê de Auxílio Sionista de Budapeste.
Na
pressa e no desejo de satisfazer seus interrogadores, a Dra. Bimko, impensadamente,
prestou um serviço aos revisionistas históricos posteriores. Ela descreveu, na
verdade, não os crematórios I e II de Birkenau, que sem dúvida eram
crematórios, mas os edifícios que os alemães descreviam como “Badeanstalt für
Sonderaktion”, comumente referidos pelos historiadores do Holocausto como
crematórios III e IV de Birkenau. A descrição dada pela Dra. Bimko soa, para
quem a viu, muito semelhante à descrição da instalação de chuveiros em Dachau51 — um teto de concreto com fileiras de
jatos de água, ou seja, uma banheiro com chuveiro!
O
depoimento de Alfred Zaun, o chefe de contabilidade da Tesch und Stabenow,
estabeleceu as quantidades de Zyklon B encomendadas por eles para diversos
usuários (Tabelas I-III). Os dados disponíveis referem-se a 1942 e 1943, desde
que, como tem sido notado, após 1943 todos os usuários do governo alemão
passaram a receber o Zyklon B do Hauptsanitaetspark {Parque Sanitário Principal}
da Wehrmacht em Berlim. Esse novo acordo de fornecimento, portanto, teve início
cerca de dois meses antes da chegada do Dr. Bendel a Birkenau!
Em
1942, a Tesch und Stabenow encomendou um total de 79.069,9 kg de Zyklon B; em
1943, 119.458,4 kg. Esse montante incluiu um total de 9.131,6 kg destinados a
todos os campos em 1942 e 18.302,9 kg em 1943. O complexo de Auschwitz recebeu
7.500 kg em 1942 e 12.000 kg em 1943. Simultaneamente, o Wehrmacht
Hauptsanitaetspark {Parque Sanitário Principal} em Berlim52
— que, a partir de 1943, passou a abastecer todos os órgãos governamentais
usuários — recebeu 11.232,0 kg em 1942 e 19.982,0 kg em 1943; quantidades que,
em ambos os anos, superaram o total combinado destinado aos campos de
concentração. Essas encomendas do governo alemão tiveram prioridade sobre
outros pedidos: 5.794 kg em 1942 e 12.004 kg em 1943 provenientes da Noruega,
bem como 7.052,5 kg em 1942 e 10.000,5 kg solicitados pelo Exército finlandês em
1943.
Por
mais enormes que essas quantidades sejam na luz de sua capacidade inquestionável
de matar seres humanos53, elas
eram insuficientemente pequenas quando consideradas à luz da imensa tarefa de
fumigação54 e desinfestação necessária apenas para
manter epidemias contidas. Como o Zyklon B podia ser sempre muito bem
aproveitado, encomendava-se habitualmente uma quantidade do produto muito
superior à que poderia ser possível entregar. Era simplesmente impossível obter
mais do produto na Alemanha em tempo de guerra, assolada pela escassez,
independentemente da necessidade. Pode-se ter uma ideia da dimensão dessa
escassez a partir de uma encomenda feita pelo Exército finlandês em 1942: eles
solicitaram 15.000 kg e receberam apenas 7.052,5 kg. À medida que a guerra
avançava, a escassez se tornava cada vez mais aguda.
O
lucro obtido pela Tesch und Stabenow com a venda de Zyklon B para o complexo de
Auschwitz foi de 4.500 RM em 1942 e 5.000 RM em 1943 (Tabela III). Esse valor
correspondia a cerca de um-dezoito-avos da quantia que, segundo o testemunho de
Wilhelm Pook, Sehm lhe dissera que o Dr. Tesch e o Sr. Weinbacher estavam
auferindo com tais vendas. Em 1942, a Tesch und Stabenow obteve um lucro
líquido total de 113.000 RM e, no ano seguinte, de 143.000 RM. Os lucros brutos
provenientes das vendas de Zyklon B adquiridas para os campos de Auschwitz
representavam menos de 4% dos lucros líquidos anuais da empresa. Em dólares
americanos da época, esses lucros brutos equivaliam a cerca de 1.000 dólares em
1942 e 1.250 dólares em 1943. As vendas de Zyklon B para Auschwitz, portanto,
não foram um fator relevante no enriquecimento do Dr. Tesch e do Sr.
Weinbacher. A acusação, agindo como verdadeiros combatentes da “luta de classes,”55 alegou que o Dr. Tesch e o Sr.
Weinbacher eram tão gananciosos que fariam qualquer coisa por mais alguns
Reichsmarks.
Tradução
e palavras entre chaves por Mykel Alexander
50 Nota de William B. Lindsey: A
partir de 30 de agosto de 1944, quando W. H. Lawrence descreveu no New York Times (págs. 1 e 9) a
instalação de matança de “River Rouge” no campo de Majdanek, em Lublin
(Polônia) — descrita como “quase idêntica àquelas retratadas em filmes
americanos” —, a linha de propaganda preferida dos Aliados quanto ao método de
assassinato era a de que o gás cianeto de hidrogênio era introduzido a partir
de cilindros, através de tubulações, em câmaras disfarçadas de chuveiros. A
Dra. Bimko tentou corroborar essa alegação e obteve êxito no Tribunal Britânico
de Lüneburg. No julgamento do Dr. Tesch, tornou-se evidente que tal alegação
precisava ser abandonada, uma vez que o Zyklon B era um sólido e não fluiria
por tubulações! Além disso, ele era armazenado em latas relativamente pequenas,
e não em cilindros de gás. O cianeto de hidrogênio é um líquido à temperatura
ambiente e vaporiza-se lentamente, a menos que seja aquecido. (Veja a nota 30.)
O professor Karl Schwartz
testemunhou que, até onde ele sabia, o cianeto de hidrogênio líquido em
cilindros estava disponível apenas nos Estados Unidos. Naquela época, os
alemães ainda produziam todo o seu cianeto de hidrogênio — um intermediário
químico essencial — reagindo cianeto de sódio com ácido sulfúrico. (Veja a nota
16.) Esse processo era realizado no local e no momento em que o produto era
necessário. É inevitável questionar a nacionalidade dos interrogadores da Dra.
Bimko, bem como a história contada por Kurt Gerstein sobre os cilindros de
cianeto de hidrogênio que ele teria enterrado na Polônia, em vez de entregá-los
em Majdanek para alegados experimentos de extermínio.
Após o julgamento do Dr. Tesch e
do Sr. Weinbacher, a história de que o gás Zyklon B (cianeto de hidrogênio) era
administrado a partir de um cilindro de gás comprimido, passando por tubulações
até um chuveiro para matar pessoas, foi deixada de lado e morreu de negligência!
51 Nota de William B. Lindsey: Na
época do testemunho do Dr. Bimko, era firmemente mantido pelos acusadores da
Alemanha que o chuveiro em Dachau era uma "câmara de gás" usada para
matar milhares de judeus. Investigações posteriores dessa instalação — visível
até hoje — comprovaram, sem a menor sombra de dúvida, que ela era exatamente o
que os alemães haviam afirmado desde o início: um chuveiro! (Hoje em dia, nem
mesmo os historiadores do "Holocausto" alegam que pessoas tenham sido
gaseadas em Dachau.) O projeto desse chuveiro é semelhante ao dos tipos de
instalações recomendados por Puntigam e outros para operações de desinfestação.
Com tais achados, a reputação de Dachau — tanto durante a guerra quanto no
período imediatamente posterior — como o pior de todos os campos era não mais
viável para a propaganda das Nações Unidas; e seus olhares voltaram-se, por
necessidade, para o Leste.
52 Nota de William B. Lindsey: A
Wehrmacht manteve um verdadeiro “cordon sanitaire” na Polônia para proteger
suas tropas contra o tifo. O pessoal que cruzava essa linha de leste para oeste
era obrigado a tomar banho e passar por exames, enquanto suas roupas eram
fumigadas com gás Zyklon B, caso estivesse disponível. Esse procedimento de
descontaminação era essencialmente o mesmo utilizado com os prisioneiros dos
campos.
53 Nota de William B. Lindsey: 70
mg (0,07 g) de gás Zyklon B por ser humano de porte médio. (Ver nota 9)
54 Nota de William B. Lindsey: O
desenvolvimento da câmara de fumigação com Zyklon B estendeu-se pelas duas
Guerras Mundiais e dependeu quase inteiramente do perigo de epidemias de tifo
maculoso, transmitido por piolhos. Essas câmaras eram, portanto, conhecidas e
denominadas “câmaras de desinfestação com cianeto de hidrogênio” (“Blausaeure-Entlausungs-kammer”).
Diante da absoluta necessidade de tais câmaras e de um agente fumigante letal
(sempre escasso) em tempos de guerra, foi projetada a câmara de desinfestação
DEGESCH. Ela permitia a introdução segura da lata selada de Zyklon B, no
tamanho necessário para o volume da câmara de fumigação. A porta de entrada era
selada hermeticamente e a lata aberta por um parafuso operado externamente, que
perfurava a lata soldada dentro da câmara selada, permitindo que os grânulos de
Zyklon B caíssem sobre uma superfície aquecida (o “Vergasergeraet”
[“Gasificador”] ou “fogão”, no jargão dos discípulos do “Holocausto”),
garantindo a evaporação do cianeto de hidrogênio líquido dos grânulos. Um
ventilador de circulação fazia circular a mistura de ar/Zyklon B dentro da
câmara para misturar os gases. Isso impedia a estratificação do gás, já que o
gás Zyklon B é mais leve que o ar (e não mais pesado, como tantas vezes
erroneamente afirmado ou implicado pelos propagandistas do “Holocausto”), e fazia
certo que a mistura necessária de 20 g de Zyklon B por metro cúbico de ar
penetrasse através da inteira câmara de fumigação, incluindo as peças de roupa
a serem desinfetadas. Com o ventilador de circulação, a fumigação podia ser
concluída em uma hora. Sem um sistema como esse, todo o procedimento exigia
pelo menos 16 horas — de preferência 24 horas. Após a fumigação, o sistema de
circulação expelida a mistura tóxica por uma chaminé e arejava as roupas
fumigadas antes que as portas herméticas da câmara fossem abertas e as roupas
desinfestadas e fumigadas fossem removidas para serem recuperadas por seus
proprietários.
As vantagens de tais câmaras eram
óbvias e substanciais. No verão de 1943, 552 câmaras de fumigação ou
desinfestação com Zyklon B e sistemas de circulação haviam sido construídas em
226 locais diferentes. Outras cem mais tinham sido construídas sem sistemas de
circulação e estavam sendo usadas, a despeito do tempo de fumigação mais longo.
Quase metade dessas câmaras de desinfestação foram construídas entre janeiro de
1942 e abril de 1943. A indústria de munições tinha 249 dessas câmaras em
operação regular ou em construção, já que no verão de 1943 tornou-se
obrigatório inspecionar regularmente os trabalhadores estrangeiros durante a
guerra para garantir que eles estivessem e permanecessem livres de vermes.
(Emil Wuestinger, “Vermehrter Einsatz von Blausaeure-Entlausungskammern,”
[“Aumento do uso de câmaras de despiolhamento de cianeto de hidrogênio”], Gesundheits-Ingenieur, Jahrgang 67, Heft
7, pp. 179-80.)
55 Nota de William B. Lindsey: Neste
tribunal, assim como em Nuremberg, houve frequentes referências à voracidade
dos capitalistas alemães e ao mal decorrente de sua devoção à busca pelo lucro.
(A implicação parecia ser a de que até mesmo os capitalistas americanos eram
igualmente devotados a isso!) Fica-se com a impressão de que aqueles senhores
da acusação estavam tão convictos — em suas próprias mentes — de que o
incentivo ao lucro no capitalismo conduz inevitavelmente à exploração humana e
a atos como a venda de Zyklon B para matar judeus, quanto estavam de que o
Nacional-Socialismo conduzia inevitavelmente a campos de concentração e câmaras
de gás!
Zyklon B, Auschwitz, and Bruno Tesch, por William B. Lindsey, The Journal of Historical Review, Fall 1983 (Vol. 4, nº 3), páginas 261-303.
https://ihr.org/journal/v04p261_Lindsey.html
Sobre o autor: William B. Lindsey (19??-1993) obteve seu diploma de bacharel em ciências pela Universidade do Texas e seu doutorado em Química pela Universidade de Indiana. Trabalhou como químico pesquisador profissional em uma grande corporação por 31 anos. Como químico profissional tinha grande interesse na história da Segunda Guerra Mundial, ele tinha particular curiosidade pelas alegações de assassinatos em massa de judeus em “câmaras de gás” em Auschwitz-Birkenau, utilizando gás cianeto de hidrogênio do Zyklon B, um inseticida e pesticida comercial. Consequentemente, realizou diversas visitas de inspeção aos locais na Polônia onde supostamente ocorreram os “campos de extermínio” da guerra, incluindo Auschwitz, Auschwitz-Birkenau e Majdanek. Foi membro da comissão editorial do The Journal of Historical Review desde 1983. Em fevereiro de 1985, ele testemunhou no julgamento do Holocausto em Toronto, conduzido pelo editor germano-canadense Ernst Zündel. Lindsey foi reconhecido pelo tribunal como perito em cianeto de hidrogênio. Sua atuação baseou-se em um exame minucioso das câmaras de gás em Auschwitz, Birkenau e Majdanek, e em seus anos de experiência.
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