domingo, 18 de outubro de 2026

{URSS e o terrorismo judaico-bolchevique} Três comunistas judeus selvagens - parte 1 - introdução e Mikhail Vikhman, por Karl Nemmersdorf

 

 Karl Nemmersdorf

Introdução

Em meu artigo anterior (“Bolcheviques Judeus e Assassinatos em Massa: Rozalia Zemliachka e os Judeus Responsáveis ​​pelo Banho de Sangue na Crimeia, 1920”)*1, eu descrevi um grupo de judeus comunistas e o massacre que perpetraram nos primeiros anos do domínio bolchevique na Rússia. Sobre os trinta e cinco anos que compreenderam os governos de Lenin e Stalin, ocorreram centenas de massacres semelhantes, realizados por várias equipes de oficiais da Cheka-OGPU-NKVD (com significativa representação judaica ou até mesmo liderança direta), atuando em todas as regiões da URSS. Esses massacres clamam por mais atenção, e eu espero escrever sobre outros deles. Entretanto, por ora, eu descreverei três executores judeus depravados, cada um deles merecedor de infâmia e execração: Mikhail Vikhman, Revekka Plastinina-Maizel e Isai Berg. Vikhman foi um comissário de destaque da Cheka em Odessa e na Crimeia entre 1919 e 1921, onde ele executou pessoalmente, a tiros, centenas de vítimas, incluindo algumas de altíssima patente. (Sua carreira posterior reserva uma ironia notável.) Plastinina-Maizel foi uma funcionária do Partido que assassinou barbaramente milhares de pessoas no Extremo Norte da Rússia, juntamente com seu companheiro, um oficial desequilibrado da Cheka. Mais tarde, ela desfrutou de uma carreira no mais alto escalão do judiciário soviético — um fato que ilustra bem as perversidades da sociedade soviética. Berg, um oficial de destaque da NKVD em Moscou e executor durante o Grande Terror, já goza de certa notoriedade entre anticomunistas por ter sido o pioneiro no uso de caminhões de gás para fins homicidas, concebidos para auxiliá-lo em sua tarefa habitual: organizar a execução de quase vinte mil pessoas no local de extermínio de Butovo, entre 1937 e 1938. Esses três judeus, sozinhos, são responsáveis ​​pela morte de mais de vinte mil pessoas; seus nomes deveriam ser tão conhecidos quanto os de Eichmann ou Mengele — e por melhores razões.

 

Mikhail Vikhman

Mikhail Vikhman nasceu em 1888, em Astracã ou nas proximidades, às margens do Mar Cáspio. Seu pai, Moisey, era comerciante de peixes. Mikhail formou-se na Realschule*2 de Astracã em 1907 e trabalhou como eletricista até ser convocado para o serviço militar em 1912. Serviu em um batalhão de sapadores,1 lutou na Primeira Guerra Mundial e foi condecorado com a Cruz de São Jorge (4ª classe). Com a chegada da Revolução, ascendeu rapidamente a cargos de poder, atuando inicialmente como chefe de polícia em Tsaritsyn (Stalingrado).2 Em 1918, já havia aderido aos bolcheviques, tornado-se um chekista; participou da repressão a uma revolta cossaca e, como comandante do 1º Regimento de Partidários Vermelhos, combateu na Ucrânia contra diversas forças antibolcheviques. Na primavera de 1919, ele tornou-se o líder da Cheka em Odessa, a terceira maior cidade na Ucrânia. Aquele que antes fora um cabo sapador detinha agora o poder de vida e morte sobre quase meio milhão de pessoas. (A cidade tinha uma grande população judaica, assim como também a sua Cheka.) Ali, ele ganhou fama não como um administrador sábio ou promotor do bem comum, mas como um assassino em massa sanguinário. Sergei Melgunov, em The Red Terror in Russia, relata que Vikhman empregava seis executores, mas “entrava nas celas e massacrava prisioneiros para seu próprio prazer.”3 No verão de 1919, quarenta ou cinquenta prisioneiros eram fuzilados todas as noites, e ex-oficiais do Exército Branco eram mortos ao serem “acorrentados a pranchas e empurrados muito lentamente para dentro de fornalhas...”4 Uma fonte afirma que Vikhman fuzilou mais de 200 pessoas durante sua permanência em Odessa, incluindo o ex-chefe de polícia Barão Sergei Vasilyevich van der Hoeven (1865–1919) e o reitor da Universidade de Novorossiysk, Sergei Levashov.5 Melgunov apresenta outro relato, tristemente típico daquela era:

... há registro de um caso em que, quando a tampa de um caixão se abriu lentamente e dele surgiu o grito Meus camaradas, eu ainda estou vivo!”, enviou-se uma mensagem telefônica à Cheka, em que se extraiu a réplica: “Resolvam isso com um tijolo”; um apelo posterior ao próprio chefe da Cheka [Vikhman] provocou a piada: “Suponho que devamos requisitar o melhor cirurgião de Odessa?”; e, finalmente, um funcionário da Cheka teve de ser enviado ao local para disparar contra a vítima uma segunda vez com um revólver.6

Vikhman parece ter trabalhado em Odessa durante parte do ano de 1920, mas, na primavera de 1921, ele tornou-se o chefe da Cheka regional da Crimeia.7 O Exército Vermelho havia conquistado a Crimeia recentemente, e forças bolcheviques, sob a liderança de dois judeus repugnantes — Bela Kun e Rozalia Zemliachka —, haviam submetido a península a uma devastação aterradora. Agora, Vikhman, outro judeu sem remorso, comandava todas as forças da Cheka na península, e as matanças prosseguiam. Remanescentes das forças Brancas haviam buscado refúgio nas colinas para travar uma guerra de guerrilha (tanto para sobreviver quanto para resistir ao domínio comunista), e Vikhman organizou tropas para eliminá-los; os capturados eram liquidados. Os comunistas consideraram que muitos outros mereciam a morte, e Vikhman emprestou sua mão e sua pistola Mauser à tarefa. Entre outros, ele executou a tiros os ex-ministros ucranianos Alexander Ragoza e Komorny. Anos mais tarde, declarou que, na Crimeia, havia executado pessoalmente “muitas centenas” de “inimigos do poder soviético... cujo número exato está gravado na minha Mauser e na minha carabina de combate.”8

{O judeu-bolchevique Mikhail Vikhman (1888-1963) nas mãos de interrogadores judeus-bolcheviques}

Mas houve problemas: o Comitê do Partido Bolchevique da Crimeia colocou-se de pé com a postura arrogante de Vikhman. Eles acusaram-no de prender membros do Partido e de desafiar as autoridades partidárias. Ele foi afastado do cargo e enviado para o Cáucaso, onde trabalhou na Cheka da província de Stavropol. No entanto, no final de 1921, o Partido o expulsou de suas fileiras e o desligou da Cheka.9 Foi o fim da primeira fase de sua carreira.

Vikhman retornou a Odessa e trabalhou na administração da rede de bondes da cidade, uma queda e tanto para o ameaçador e todo-poderoso executor da Cheka. Pouco tempo depois, porém, ele ganhou readmissão no Partido e até mesmo na Cheka. Depois de 1928, ele ocupou diversos cargos de nível intermediário na OGPU (organização sucessora da Cheka), em Kharkov (Ucrânia) e no Cáucaso. Ele participou da repressão a revoltas camponesas, chefiou o departamento da OGPU na cidade de Chernigov e recebeu a condecoração de “Trabalhador Honorário da Cheka-OGPU” (1932). Em 1938, ele estava trabalhando em Vinnytsia como vice-chefe da milícia do NKVD. Então, bateram à sua porta. Era 8 de julho de 1938, o auge do Grande Terror — o pico absoluto de décadas de repressão, e Stalin começava a liquidar os próprios liquidadores. Genrikh Yagoda, o chefe judeu do NKVD, havia sido fuzilado em março, e milhares de outros agentes da polícia secreta pereceriam nos anos seguintes. Agora era a vez de Vikhman: a polícia secreta revistou sua casa, apreendeu um arsenal e o levou para a prisão de Lukyanivska, em Kiev.

O Partido estava realizando um grande expurgo no NKVD ucraniano: o antigo chefe de Vikhman, o judeu Izrail Leplevsky, chefe do NKVD na Ucrânia, tinha sido substituído em janeiro, preso em abril e fuzilado em julho. O novo chefe, o russo Alexander Uspensky, tinha ordens para eliminar os homens de Leplevsky, “entre os quais se incluía um grande número de agentes judeus do NKVD”.10 Centenas foram presos, mas não todos: Leplevsky havia sido torturado durante seu interrogatório pelos agentes judeus do NKVD Lulov e Vizel,11 e Vikhman agora enfrentava uma experiência semelhante: foi torturado pelos judeus Kogan (forma russa de Cohen) e Ratner.12 Esses homens o espancaram impiedosamente e o obrigaram a permanecer de pé, ininterruptamente, por até quatro dias. (A quantas pessoas Vikhman havia feito o mesmo?) Em 17 de julho, ele cedeu e admitiu a culpa. Ele ficou gravemente lesionado, chegando a ficar incapacitado por este tratamento.

Era uma cena espantosa: na Rússia do século XX, um homem chamado Cohen — descendente da antiga linhagem sacerdotal hebraica — interrogava e torturava outro judeu; ambos eram ateus convictos e membros implacáveis ​​da mesma polícia secreta, servindo um tirano georgiano que governava a Rússia em nome do socialismo marxista!13

Vikhman, compreensivelmente, estava ultrajado por ter sido submetido a tal tratamento e recorreu a autoridades superiores. Em uma carta a um deputado do Soviete Supremo, ele mencionou seu trabalho em prol da pátria socialista, vangloriou-se de ter fuzilado centenas de inimigos do regime soviético e apelou à “justiça” e à “verdade bolchevique stalinista”.14 Em meio à sua situação desesperadora, ele de repente encontrou verdades às quais se agarrar. No fim, ele escapou do tiro na nuca: ele foi sentenciado a cinco anos (novembro de 1939) e, alguns meses depois, o Estado ordenou sua libertação, provavelmente devido à sua deterioração física. Passou o ano seguinte em um hospital neurológico, mas acabou retomando o trabalho no setor de energia elétrica soviético e em um estaleiro em sua cidade natal, Astracã. Mais tarde, aposentou-se, mas teve de vender água mineral para complementar sua parca pensão. Obteve a reabilitação política em 1956. Tratava-se de um processo no qual o Estado declarava inocentes algumas das pessoas reprimidas sob o governo de Stalin e lhes restituía os direitos, inclusive o recebimento de pensões. Os tribunais analisavam as provas e proferiam uma decisão; Vikhman viu seu nome ser “limpo” antes de morrer.15

Pergunta-se o que ele pensava sobre tudo isso ao se aproximar do fim da vida: os sonhos de um paraíso socialista, o prestígio e o poder de que ele desfrutou, as lembranças do estampido ensurdecedor de sua Mauser nos porões da morte, a amargura de sua própria prisão e tortura. E, por fim, a penúria e a debilidade física. Ele não era um intelectual; talvez dedicasse pouco tempo à reflexão, atenuando suas mágoas ao se apegar à antiga visão do socialismo — a única coisa capaz de fazer tudo aquilo parecer valer a pena. Como outros velhos burocratas stalinistas (mesmo Kaganovich e Molotov)16, ele passou o resto da vida em um apartamento surrado, à espera do cheque mensal da aposentadoria, jogando damas e lendo o Pravda. Ele morreu em 1963.17

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Continua...

Notas

*1 Fonte utilizada por Karl Nemmersdorf: {URSS e o terrorismo judaico-bolchevique} Bolcheviques judeus e assassinatos em massa: Rozalia Zemlyachka e os judeus responsáveis pelo banho de sangue na Crimeia, 1920 - parte 1 – introdução, por Karl Nemmersdorf, 30 de agosto de 2026, World Traditional Front. (Demais 4 partes na própria sequência do artigo).

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2026/08/urss-e-o-terrorismo-judaico-bolchevique_0748173581.html

*2 Fonte utilizada por Karl Nemmersdorf: Realschule, Internet Encyclopedia of Ukraine.

https://www.encyclopediaofukraine.com/display.asp?linkpath=pages%5CR%5CE%5CRealschule.htm

1 Nota de Karl Nemmersdorf: Sapadores são engenheiros de combate que constroem estradas, pontes e fortificações, instalam e removem campos minados, realizam demolições, etc.

2 Nota de Karl Nemmersdorf: As fontes sobre Vikhman são escassas e podem ser contraditórias. Eu tenho confiado no seguinte: 

a) Alexandra Polyak, Михаил Вихман — палач Одесской ЧК e жертва коммунистического режима (Mikhail Vikhman, Executor da Odessa Cheka e Vítima do Regime Comunista) Jan 2020. https://zaodessu.com.ua/articles/mihail-vihman-palach-odesskoj-chk-i-zhertva-kommunisticheskogo-rezhima/

b) D. Sokolov, Чекист Вихман в необычной для себя роли (Chekista Vikhman em um papel incomum) https://d-v-sokolov.livejournal.com/2189489.html?es=1

c) Tumshis M. e V. Zolotaryov, ЕВРЕИ В НКВД СССР 1936-1938 (Judeus no NKVD da URSS, 1936-1938), 2ª edição, revisada e ampliada. Moscou: Universidade Dmitry Pozharsky, 2017. Pp. 192-94.

d) Abramov, Vadim, Евреи в КГБ (Judeus na KGB). Moscou: Izdatel Bystrov, 2006. Pp. 142-43.

Abramov, Tumshis e Polyak identificam Vikhman como judeu.

3 Nota de Karl Nemmersdorf: The Red Terror in Russia (Westport, CT: Hyperion Press, 1976), 203. Melgunov foi um escritor e político russo que se opôs ao domínio bolchevique; foi preso e sentenciado à morte, mas teve a pena comutada, após o que partiu para o exterior. Ele reuniu informações de exilados russos (muitas vezes testemunhas desses eventos) —na volumosa imprensa de expatriados russos na Europa Ocidental — e o publicou em 1924.

4 Nota de Karl Nemmersdorf: George Leggett, The Cheka: Lenin’s Political Police (New York, 1981), pp. 200, 198.

5 Nota de Karl Nemmersdorf: Esta informação consta em Alexandra Polyak, Михаил Вихман — палач Одесской ЧК e жертва коммунистического режима (Mikhail Vikhman, Executor da Odessa Cheka e Vítima do Regime Comunista) Jan 2020.

6 Nota de Karl Nemmersdorf: S. Melgunov, Red Terror in Russia, p. 213.

7 Nota de Karl Nemmersdorf: Duas características do início do domínio comunista na Rússia foram a rápida ascensão de judeus medíocres a cargos de poder e a constante movimentação de pessoal para diferentes trabalhos e regiões.

8 Nota de Karl Nemmersdorf: Tumshis M. e V. Zolotaryov, ЕВРЕИ В НКВД СССР 1936-1938 (Judeus no NKVD da URSS, 1936-1938), p. 193.

9 Nota de Karl Nemmersdorf: As fontes não fornecem detalhes que possam ilustrar a estória por trás desses eventos.

10 Nota de Karl Nemmersdorf: Lynne Viola, Stalinist Perpetrators on Trial (New York: 2017), p. 27.

11 Nota de Karl Nemmersdorf: Shimon Briman, “Stalin’s terror: Jewish victims and executioners,” em Forum Daily, https://www.forumdaily.com/en/politicheskie-repressii-evrei-zhertvy-i-palachi/

12 Nota de Karl Nemmersdorf: D. Sokolov, Чекист Вихман в необычной для себя роли (Chekista Vikhman em um papel incomum).

13 Nota de Karl Nemmersdorf: É impressionante as permutações pelas quais o ideal messiânico judaico pode passar quando o seu único objeto verdadeiro é negligenciado.

14 Nota de Karl Nemmersdorf: D. Sokolov, Чекист Вихман в необычной для себя роли (Chekista Vikhman em um papel incomum).

15 Nota de Karl Nemmersdorf: Absolvido de acordo com as concepções soviéticas de justiça, é claro. Eu duvido que muitas de suas próprias vítimas tenham sido reabilitadas.

16 Nota de Karl Nemmersdorf: Kaganovich passou o restante de sua vida sozinho em um apartamento no sexto andar, no Cais Frunze, em Moscou. Assim como Molotov, ele recebia uma pensão irrisória de 120 rublos por mês. Seu apartamento era descrito como “pobre”, e ele não tinha carro nem dacha. Certamente, a situação de Vikhman não era melhor do que essa. Extraído de E. A. Rees, Iron Lazar: A Political Biography of Lazar Kaganovich, (Anthem Press, 2013), p. 268.

17 Nota de Karl Nemmersdorf: Eu não encontrei nenhum indício de que Vikhman tivesse esposa ou filhos.

Fonte: Three Savage Jewish Communists, por Karl Nemmersdorf, 30 de dezembro de 2025, The Occidental Observer.

https://www.theoccidentalobserver.net/2025/12/30/three-savage-jewish-communists/

Sobre o autor: Karl Nemmersdorf é um escritor que contribui com artigos no The Occidental Observer, sob pseudônimo em decorrência dos riscos de coerção por exposição de temas de alta polêmica.

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