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| Eric Margolis |
{As considerações do
autor do artigo, contudo, baseiam-se em narrativas de campos de extermínio
alemães ao invés de campos de concentração alemães}
Crimes
do passado continuam a invadir a política atual. A Alemanha acaba de inaugurar
um novo memorial para as vítimas judaicas da perseguição nazista. Os armênios
exigem que a Turquia admita que os massacres da era otomana foram um genocídio.
O Japão está sendo fustigado em fogo novamente por seus vizinhos asiáticos por
negar as atrocidades cometidas durante a guerra. No entanto, o maior crime da
história moderna — e o genocídio mais sangrento — tem praticamente desaparecido
da nossa memória coletiva. Esta semana [em 2007] marca o 70º aniversário do
Grande Terror na União Soviética, período em que dezenas de milhões de pessoas
foram assassinadas ou aprisionadas.
O
presidente da Rússia, Vladimir Putin, ao menos reconheceu pela primeira vez o
que deu o termo de crimes soviéticos “colossais”, ao comparecer a uma cerimônia
em um local de execuções perto de Moscou, onde a polícia secreta soviética
fuzilou 20.000 “inimigos do povo.” Foi interessante observar Putin — ex-chefe
do serviço de segurança FSB — denunciando crimes de seus predecessores diretos,
a KGB e a NKVD. Tratava-se do mesmo Putin que, recentemente, classificou o
colapso da União Soviética como uma “tragédia.” Ainda assim, nós aplaudimos seu
reconhecimento — tardio — dos crimes da era comunista.
O
terror soviético teve início na década de 1920, quando Lênin ordenou o
extermínio de cossacos e opositores dos bolcheviques. Em seguida, vieram os
católicos da Rússia Branca e aqueles que resistiam ao comunismo nos Estados
Bálticos e na Moldávia. Stalin então ordenou a liquidação de dois milhões de
pequenos agricultores, conhecidos como “kulaks.”
Entre
1932 e 1933, Stalin desencadeou um genocídio contra os agricultores ucranianos
que defendiam sua independência. De seis a sete milhões de ucranianos foram
fuzilados ou morreram de fome em uma crise de inanição provocada pela NKVD. O
homem que comandou esse genocídio — Lazar Kaganovich, a versão soviética do
principal executor nazista Adolf Eichmann — foi condecorado como Herói da União
Soviética e morreu pacificamente em Moscou, em 1991. Nem ele nem quaisquer
outros oficiais sobreviventes que tenham cometido assassinatos em massa e
tortura jamais foram processados por seus crimes.
| {O judeu Lazar Moiseyevich Kaganovich (1893-1991) deu continuidade ao ódio do messianismo judaico ao povo russo, em sua posição de genocida, com alto cargo soviético no governo de J. Stalin} |
Quando
os burocratas do Partido Comunista demoravam a obedecer às ordens de Stalin
para transformar a União Soviética de uma sociedade rural atrasada em uma
potência industrial moderna, “Koba” — como ele era chamado — ordenava ao NKVD
que fuzilasse 700.000 membros do partido. A partir de então, suas ordens eram
prontamente cumpridas. Quase toda a hierarquia do partido e das forças armadas
foi executada durante os Grandes Expurgos de 1937-1938, que culminaram nos
notórios Processos de Moscou. Somente entre 1934 e 1941, cerca de sete milhões
de vítimas foram enviadas para o sistema de campos de concentração conhecido
como “Gulag,” incluindo quase um milhão de poloneses, centenas de milhares de
lituanos, letões e estonianos, e metade da inteira população chechena e
inguche. Seguiram-se os alemães do Volga, os tártaros da Crimeia, os bashkires
e os calmucos. O Gulag de Stalin não precisava de câmaras de gás: o frio, as
doenças e a exaustão pelo trabalho matavam 30% dos prisioneiros a cada ano.
| {L. Kaganovich e J. Stalin} |
Até
hoje, historiadores russos e estrangeiros não têm certeza sobre o número de
vítimas de Lênin e Stalin. As estimativas variam de 20 a 40 milhões de mortes
entre 1922 e 1953 — não incluindo as mortes da guerra.
Stalin
cometeu seus piores crimes muito antes de as grandes atrocidades de Hitler começarem
a avançar. A Alemanha não iniciou a Segunda Guerra Mundial sozinha, como a
maioria acredita. A Alemanha e a URSS o fizeram em conjunto ao invadir a
Polônia em 1939; em seguida, Stalin invadiu a Finlândia. Dois anos depois, a
Grã-Bretanha e a URSS invadiram o Irã, que era neutro. A história, de fato,
continua sendo a propaganda dos vitoriosos.
Se
nós continuamos demandando que a Alemanha e o Japão admitam a culpa pelos
eventos das décadas de 1930 e 1940, não seria hora de os Estados Unidos, a
Grã-Bretanha e o Canadá admitirem sua própria culpa por terem se aliado a
Stalin, um criminoso monstruoso que matou mais de quatro vezes o número de
vítimas de Hitler?
Há
mais que isso, os campos de concentração de Stalin já operavam uma década antes
dos da Alemanha. O assassinato de milhões de ucranianos e povos bálticos
ocorreu seis ou sete anos antes da Segunda Guerra Mundial. O ingênuo Franklin
Roosevelt, que chamava Stalin de “Tio Joe”, e o mais astuto Winston Churchill
sabiam que estavam aliados ao maior assassino em massa desde Genghis Khan. Eles
usaram um demônio maior para combater outro, menor e menos perigoso — e depois
pagaram o preço ao entregar metade da Europa ao Império Soviético. Deveríamos
nos lembrar disso quando os atuais belicistas neoconservadores se põem a
exaltar poeticamente as glórias da Segunda Guerra Mundial — e clamam por uma
Terceira Guerra Mundial contra o mundo muçulmano.
As
potências ocidentais deveriam praticar o que pregam com tanta moralidade à
Alemanha, ao Japão e, mais recentemente, à Turquia, ao menos pedindo desculpas
por sua sórdida colaboração com Stalin. Uma colaboração que foi tão imoral
quanto teria sido um acordo com Hitler — algo que Stalin temia há muito que
eles fizessem — para destruir a União Soviética.
Tradução
e palavras entre chaves por Mykel Alexander
Fonte: Dealing With the
Devil, por Eric Margolis, foi publicado pela primeira vez no Khaleej Times em 4 de novembro de 2007,
um jornal diário de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Republicado pelo
Institute for Historical Review.
https://ihr.org/other/MargolisDealing
Sobre o Autor: Eric S.
Margolis, (1943-) judeu de Nova York, é um jornalista e autor respeitado
internacionalmente. Durante 27 anos, até 2010, foi editor colaborador da rede
de jornais Toronto Sun, no Canadá,
onde assinava uma coluna regular. Também colaborou regularmente com o Huffington Post até 2017. Escreveu para
outros jornais, e seus textos foram publicados em veículos como The New York Times, The Times (Londres) e The
American Conservative. Participou diversas vezes como especialista em
assuntos internacionais de programas em emissoras de televisão e rádio como
CNN, Fox, CBC e NPR. Como correspondente de guerra, Margolis cobriu conflitos
ao redor do mundo, incluindo no Afeganistão, na Caxemira, no Paquistão, em El
Salvador e em Angola.
Ele
possui formação de Relações Internacionais pela School of Foreign Service da
Universidade de Georgetown e pela Universidade de Genebra (Suíça) e pelo
programa de MBA da Universidade de Nova York. É autor de dois livros: War at the Top of the World: The Struggle
for Afghanistan, Kashmir, and Tibet (1999) e American Raj: The West and the Muslim World (2008). Há décadas,
Margolis e sua esposa, Dana, atuam como defensores dos direitos dos animais.
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Relacionado, leia também:
Sobre a influência do judaico bolchevismo (comunismo-marxista) na Rússia ver:
Revisitando os Pogroms {alegados massacres de judeus} Russos do Século XIX, Parte 1: A Questão Judaica da Rússia - Por Andrew Joyce {academic auctor pseudonym}. Parte 1 de 3, as demais na sequência do próprio artigo.
Os destruidores - Comunismo {judaico-bolchevismo} e seus frutos - por Winston Churchill
Líderes do bolchevismo {comunismo marxista} - Por Rolf Kosiek
Wall Street & a Revolução Russa de março de 1917 – por Kerry Bolton
Wall Street e a Revolução Bolchevique de Novembro de 1917 – por Kerry Bolton
Os banksters financiaram a Revolução de Outubro {do judaico-bolchevismo-comunismo} - por Freeman
Esquecendo Trotsky (7 de novembro de 1879 - 21 de agosto de 1940) - Por Alex Kurtagić
{Retrospectiva Ucrânia - 2014} Nacionalistas, Judeus e a Crise Ucraniana: Algumas Perspectivas Históricas - Por Andrew Joyce, PhD {academic auctor pseudonym}
Nacionalismo e genocídio – A origem da fome artificial de 1932 – 1933 na Ucrânia - Por Valentyn Moroz


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