sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Karl Marx: o patriarca da esquerda judia? - Por Ferdinand Bardamu {academic auctor pseudonym}

 

 Ferdinand Bardamu
 {academic auctor pseudonym}


O livro de Kevin MacDonald intitulado The Culture of Critique (CofC) deveria ser revisado para focalizar Karl Marx, o fundador do primeiro movimento intelectual e político dos judeus de âmbito mundial? Sendo o criador judeu do socialismo “científico”, ele deu início à crítica radical da sociedade europeia que se estende ao século XXI. Embora o CofC {The Culture of Critique} aborde especificamente os movimentos intelectuais e políticos judaicos do século XX, ele certamente poderia ter ampliada sua compreensão da esquerda judaica, se Marx pudesse ser incluído no seu quadro teórico como o fundador dos movimentos intelectuais e políticos que tanto orientaram a esquerda judia no século XX.

{O livro de Kevin MacDonald intitulado The Culture of Critique foi 
banido da Amazon, mesmo sendo altamente contundente e convicente em seus
argumentos. Quais interesses os argumentos de tal livro desafiam? Veja mais em:
Amazon bane Culture of Critique e Separation and Its Discontents - Por Kevin MacDonald}.

            A primeira questão a ser levantada é se Marx se reconhecia como dirigente judeu de um movimento intelectual e político de judeus. O CofC {The Culture of Critique} de Kevin MacDonald indica os passos a seguir para a solução do problema. Examinemos detidamente as indicações de Kevin MacDonald.

A metodologia de Kevin MacDonald é bastante objetiva. O primeiro passo consiste em “identificar movimentos influentes sob direção judaica, quaisquer sejam, não importando se todos ou a maioria dos judeus participassem deles”. O segundo passo consiste em “determinar se os participantes judeus se assumiam como judeus E se, por tal participação, buscassem atender a interesses judeus”.[1] Depois, então, discutiremos a influência e o impacto desses movimentos na Europa e nos Estados Unidos.

Em vista desses critérios de Kevin MacDonald, acreditamos em que o socialismo científico de Marx atenda aos dois quesitos.

Em primeiro lugar, Marx teve participação direta na criação das principais organizações de esquerda no século XIX. A maioria das primeiras organizações socialistas sofreram influência direta de Marx, quais sejam: a Liga Comunista, cofundada por Marx e Engels em 1847; o Partido Social-Democrático da Alemanha, fundado em 1863; o Partido Socialista Trabalhista da América, fundado em 1876; o Partido dos Trabalhadores Franceses, cofundado pelo genro de Marx, Paul Lafargue, em 1880; e a Federação Social-Democrática Britânica, fundada em 1881. A maioria dessas organizações moldaria a vida política da Europa e dos Estados Unidos no século XX.

Aquele que foi o sabatigói [N.T.: no original: Shabbos Goy] de Marx por longo tempo, Engels, reconheceu a preponderância dos judeus nos movimentos esquerdistas do século XIX:

“Ademais, temos para com os judeus uma dívida de gratidão. Sem falar de Heine e Böme, Marx era de pura origem judia; Lassalle era judeu. Muitos entre os melhores da nossa gente são judeus. Meu amigo Victor Adler, que agora está cumprindo pena numa prisão em Viena por sua devoção à causa do proletariado; Eduard Bernstein, o editor da publicação londrina Sozialdemokrat, Paul Singer, um dos melhores homens no Reichstag —essas pessoas deixam-me orgulhoso por sua amizade, e todos eles são judeus! Eu mesmo fui considerado judeu pelo [semanário conservador] Gartenlaube. Na verdade, se eu tivesse de escolher, preferiria ser um judeu a ser um ‘Herr von’!” [2]

Em 1911, o sociólogo Robert Michels chamou atenção para a “abundância de judeus na direção dos partidos socialistas e revolucionários”:

“Sobretudo na Alemanha, a influência dos judeus tem sido evidente no movimento dos trabalhadores. Os dois primeiros grandes capitães, Ferdinand Lassalle e Karl Marx, eram judeus, bem assim como o contemporâneo deles Moses Hess. O primeiro eminente político da velha escola a abraçar o socialismo, Johann Jacoby, era judeu. Também Karl Höchberg, um idealista, seu pai era rico comerciante de Francoforte, fundador da primeira revista socialista publicada em língua alemã. Paul Singer, que quase sempre presidia os congressos socialistas alemães, era judeu. Entre os 81 deputados socialistas mandados ao Reichstag na penúltima eleição geral, havia nove judeus. Este número é extremamente alto, comparado com a percentagem de judeus na população da Alemanha, com o total de trabalhadores judeus e com o número de judeus no Partido Socialista.” [3]

Em segundo lugar, longe de ser um etnomasoquista antissemita, Karl Marx identificava-se fortemente como judeu e estava muito envolvido com a comunidade judaica:

“Com os judeus e a judaicidade, Marx sempre manteve laços positivos. Entre seus amigos mais próximos estavam os judeus Heinrich Heine e Ludwig Kugelmann; por certo tempo privou com Moses Hess e ajudou o ex-comunista de Colônia Abraham Jacoby a emigrar para os Estados Unidos (onde ele se tornou um médico influente).” [4]

Fato indicando forte identificação judaica é que, quando Jacoby militava pela revolução na Europa, sua agenda era a “emancipação” judaica, — a naturalização e eleitoralização dos judeus. Como no caso de Marx, seus associados mais próximos também tinham forte senso de identidade grupal judaica. Eles compartilhavam objetivos, crenças e compromissos em pró da emancipação dos judeus.

{Ao redor do judeu Karl Marx (1818-1883) estavam os campeões judeus da subversão de esquerda que era simultânea direta ou indiretamente ao empenho dos interesses do judaísmo.

Da esquerda para direita na parte superior: Ferdinand Lassalle (1825-1864) militante e vanguardista da esquerda moderada e progressista; Moses Hess (1812-1875) vanguardista do nacionalismo para os judeus e socialismo de esquerda para os demais povos; Johann Jacoby  (1805-1877) militante, político e teórico para inserir os judeus na sociedade alemã valendo-se do avanço da esquerda.

Da esquerda para direita na parte inferior: Karl Höchberg (1853-1885) revigorou a esquerda na Alemanha; Paul Singer (1844-1911), foi uma liderança de primeiro escalão no marxismo político alemão; Heinrich Heine (1797-1856), poeta de renome e influenciador de primeira grandeza da identidade judaica contra a tradição germânica.

Crédito das fotos: Ferdinand Lassalle (Wikipedia em português), Moses Hess (Wikipedia em inglês), Johann Jacoby (Wikipedia em inglês), Karl Höchberg (Wikipedia em inglês), Paul Singer (Look amd Learn), Heinrich Heine (Wikipedia em inglês)}.


A persistente crítica de Marx contra as sociedades europeias resultava dos sentimentos de sua marginalização. Ele era etnicamente judeu, fora criado numa família liberal judia conforme os valores do Iluminismo. Seu pai abraçou o universalismo iluminista por causa da marginalidade dos judeus na sociedade europeia. Em consequência de sua marginalidade social, Marx tornou-se hostil à cultura e aos valores europeus. Reagindo a isso, ele construiu uma identidade social judia positiva, retratando o comportamento judeu balizado pelo ganho financeiro como motivo de orgulho étnico, não como conduta a ser demonizada. Conforme Marx, a emancipação dos judeus não implicaria a dissolução de sua identidade étnica, antes seria resultado da futura condição proletário-comunista ou, mais precisamente, secular, das sociedades europeias, com plena aceitação dos judeus. Ele chegou a acreditar que o judaísmo secular cumpriria papel positivo nas sociedades cristãs europeias. O triunfo mundial do comunismo corresponderia à vitória mundial do judaísmo secular, deixando livres os judeus para a defesa de seus interesses coletivos em sociedades formalmente europeias ainda, mas judaizadas. Nesse particular, Marx não era diferente dos profetas hebreus — que pregavam o domínio israelita do mundo sob a realeza messiânica, a não ser pelo fato de que Marx disfarçava seu particularismo étnico judeu sob a roupagem universalista do Iluminismo liberal.

{O judeu Karl Marx (1818-1883) iniciou movimentos sócio-políticos que fez
 os maiores danos nos inimigos dos judeus ao longo dos séculos XIX e XX.
Fonte da imagem: domínio público Wikipedia em português}


Em A questão judaica, ele não apenas clamou pela emancipação judaica, como também desafiou o “antissemitismo”. Ele faria a mesma coisa novamente em A sagrada família, publicado em 1844. Esses ensaios foram escritos para refutar Bruno Bauer, para quem a raça judia era “horrorosa” e não teria contribuído com nada para a “construção da modernidade”.[5] Marx acreditava que o preconceito antissemita europeu poderia ser eliminado pela transformação da Europa nas utopias proletário-comunistas, por cuja tolerância poderia o judaísmo continuar a existir. Aparentemente Marx não se iludia ao combater pela emancipação dos judeus, pois ele tinha plena consciência de ser judeu e queria proteger os judeus da perseguição branca por meio do universalismo, em detrimento das maiorias europeias na própria Europa.

Os mais importantes discípulos de Marx ou eram judeus ou eram descendentes de judeus, a exemplo de Adler, Bauer, Bernstein, Luxemburgo, Lenin, Trotsky e os membros da Escola de Francforte. Apesar disso, os marxistas judeus aparentemente não ligavam importância à identidade judia de seus membros, pretendendo apresentar a luta pela emancipação judaica como parte da luta contra a sociedade burguesa. Como observou Kevin MacDonald no CofC {The Culture of Critique}, os ativistas étnicos judeus escamoteavam sua etnicidade judaica, recrutando não-judeus para servir de manequins, que vestiam de linda roupagem para disfarçar o que na realidade era um movimento judeu. Dissimulando sua judaicidade, os dirigentes marxistas puderam promover os interesses judaicos quase sem nenhuma oposição, o que lhes permitiu recrutar mais inocentes úteis entre os góis {isto é, entre os não-judeus}. Embora o socialismo moderno deva suas origens a um judeu e tenha sido dominado pelos judeus, o movimento atraiu muitos góis {os não-judeus}, alguns deles se destacaram, como Bebel e Liebknecht. Aliás, quando foi da morte de Marx em 1883, seu maior porta-voz era Engels, um sabatigói.

Marx dizia-se amigo do proletariado, mas suas relações com a comunidade judaica eram estreitas. Como todos os ativistas étnicos judeus, Marx tinha a obsessão de combater o antissemitismo onde quer que se lhe deparasse, mas para não alarmar os góis {os não-judeus}, esse combate apresentava-se de mistura com a luta contra a sociedade burguesa. O artifício prestava-se a propósito vital, já que assim Marx acobertava sua atitude adversa à sociedade europeia e ainda atraía os não-judeus para a nova fé secular judaica — não-judeus que também iriam ajudá-lo na luta contra o antissemitismo, como se apenas militassem pela revolução proletária mundial. Enquanto ínfima minoria nas sociedades europeias, os judeus sempre se serviram de não-judeus para a consecução de seus objetivos, assim fizeram os marxistas que se valeram do proletariado, assim fazem os neoconservadores que se valem dos conservadores do estabilismo {do meio sócio-político estabilizado atualmente} para favorecer Israel.

A análise e a apologética marxistas sempre tiveram por base o “cepticismo e esoterismo científicos”.[6] Como indica Kevin MacDonald no seu CofC {The Culture of Critique}, os ativistas étnicos judeus do século XX comumente lançavam mão dessas táticas mistificatórias. O capitalismo deve atender a requisitos de alto padrão para ser considerado um sistema econômico viável, apesar de sua longa história de sucesso na geração de crescimento econômico, enquanto o comunismo é sempre considerado profícuo, apesar de seus embaraçosos precedentes de estado policial autoritário, pauperização massiva, totalitarismo extremo e catástrofes ambientais. Temos aí dois pesos e duas medidas quanto ao ônus da prova que servem para apresentar o marxismo como um sistema de crenças viável. De igual modo, os apoiantes judeus de Marx argumentam, maliciosamente, que “O socialismo não fracassou, o que fracassou foi o estalinismo, isto é, a ditadura burocrática do partido”. [7]

A análise econômica de Marx era tão hegelianizante que seus críticos e adeptos não lhe puderam compreender a exata significação. Livros dele como A ideologia alemã e O capital geram ainda controvertidas interpretações. Ele vazava seu discurso em linguagem científica para cobrir suas profecias como o verniz da credibilidade. Por exemplo, o socialismo de Marx era chamado de socialismo “científico”, para que se distinguisse de suas variantes “utópicas”. O fato de apresentar sua versão do socialismo como “científica” indica que o esoterismo da linguagem de Marx era proposital, no que foi imitado pelos epígonos. Na realidade, o socialismo marxiano consistia numa espécie de culto secular da religião judia, cujos princípios dogmáticos não permitiam revisão, mesmo quando confrontados com irrefutáveis evidências em contrário. Até os nossos dias, nenhuma das leis marxistas do desenvolvimento capitalista tornou possível experiências empíricas de falsificação, nem qualquer de suas profecias foi confirmada.

É interessante notar que Franz Boas não foi o primeiro intelectual judeu a submeter a aplicação social do darwinismo a virulenta crítica intelectual; essa honraria cabe a Marx e a seu sabatigói pessoal, Engels. A princípio, eles eram adeptos entusiastas da obra de Darwin A origem das espécies. Acreditavam que a seleção natural corroborava a análise dialético-materialista do desenvolvimento histórico. Entretanto, Marx e Engels chegaram à conclusão de que a teoria de Darwin era “metafisicamente inaceitável”:

“Dado que Darwin via a luta na natureza, em grande parte, como luta entre indivíduos, sua teoria pareceu-lhes solapar a própria possibilidade da solidariedade de classe e a eliminação final do conflito humano. […] Na opinião de Marx, a deficiência mais grave da teoria de Darwin residia na ênfase posta sobre o caráter indeterminado e aleatório das mutações, implicando que no mundo para além do reino animal o progresso fosse ‘puramente acidental e não necessário’, ao contrário do que desejava Marx e exigia a sua teoria (Marx apud Feuer, 1975, página 121). O Darwinismo ameaçou a fé de Marx e Engels num processo histórico mais propício.” [8]

Em virtude de a biologia darwiniana haver limitado o poder explanatório de sua dialética histórica, Marx e Engels recorreram a causalidades ambientais e subjetivísticas:

“Em razão de que outras teorias da evolução, como as de Trémaux e Lamarck, tivessem enfatizado como causas das mutações adaptativas nas espécies ou nas raças a ação direta do meio ambiente ou a resposta automática às necessidades do organismo, tais teorias pareceram mais atraentes para Marx e Engels (como também para Stálin e Lysenko), por darem sanção ‘científica’ para a mundivisão deles.” [9]

A exemplo dos ativistas étnicos judeus que Kevin MacDonald citou no CofC {The Culture of Critique}— Boas, Lewontin, Gould etc. — Marx e Engels combateram a aplicação social do darwinismo, porque comprometia sua capacidade de impor a perspectiva ambientalista às sociedades europeias, a partir da qual projetavam a construção de nova raça humana pela manipulação do ambiente conforme as ideias marxistas. Na consecução desse objetivo, os comunistas mataram milhões de dissidentes, sem nenhum escrúpulo, abrindo caminho para o novo homem que fosse criado pelo sistema educacional comunista.

Marx era conhecido por suas tendências ditatoriais, característica que ele compartia com os ativistas étnicos judeus do CofC {The Culture of Critique}. No seu pugnaz empenho para conquistar o poder, os judeus foram acusados de autoritarismo pelos seus oponentes. Em 1850, Eduard Müller-Tellering publicou Vorgeschmack in die kuenftige deutsche Diktatur von Marx und Engels, ou A foretaste of the future German dictatorship of Marx and Engels [A pré-estreia da futura ditadura alemã de Marx e Engels], atacando Marx por sua mania de dominação. Os dois tiveram um bate-boca, que Müller-Tellering atribuiu à sede de vingança do “futuro ditador alemão” Karl Marx, motivada pelo fato de ele, Müller-Tellering, haver publicado artigo contra os judeus no próprio jornal de Marx, o Neue Rheinische Zeitung [Nova Gazeta Renana]. Segundo Müller-Tellering, o implacável e vingativo comportamento de Marx resultava da natureza dos judeus, da perversidade deles.  

A personalidade autoritária de Marx alienou dele o anarquista Mikhail Bakunin (1814-1876), que escreveu o seguinte:

“Todo esse mundo judeu constitui uma só seita exploradora, um tipo de povo-vampiro, um parasito coletivo, voraz, auto-organizado não apenas por sobre as fronteiras dos Estados, mas também por sobre as diferenças de opinião política — esse mundo está, pelo menos em grande parte, à disposição de Marx e dos Rothschilds. Eu sei que os Rothschilds, reacionários como são e continuarão sendo, admiram profundamente os predicados do comunista Marx; e por sua vez o comunista Marx sente-se atraído, por interesse instintivo e respeitosa admiração, pelo gênio financeiro dos Rothschilds. A solidariedade judaica, aquela poderosa solidariedade que se manteve ao longo dos séculos, ligou Marx aos Rothschilds.” [10]

Percebe-se aí que Bakunin tinha consciência do grande número de seguidores judeus de Marx — ele sabia que o mundo judaico repartia-se entre Marx e Rothschild. Bakunin rejeitou a ditadura do proletariado de Marx, porque implicava a centralização do poder do Estado, o que levaria ao seu controle por pequena elite. Marx e Bakunin andavam sempre às turras. Bakunin lutava por uma “confederação descentralizada de comunas autônomas”, sendo atacado por Marx, para quem o melhor seria a ditadura do proletariado. Depois do embate entre os comunistas de Marx e os anarquistas de Bakunin, no Congresso de Haia de 1872 {O Congresso de Haia da Associação Internacional dos Trabalhadores, dirigido por Karl Marx e Frederik Engels*a}, Bakunin acabou sendo expulso da Primeira Internacional, por determinação pessoal de Marx.

Assim como os ativistas judeus citados no CofC {The Culture of Critique}, Marx combatia na guerra étnica contra as sociedades europeias. O seu socialismo científico ameaçava solapar a moral e as fundações intelectuais da Europa, de sorte que se transformasse numa sociedade secular para suportar indefinidamente a continuação da existência do judaísmo. Por exemplo, em O capital, a sua obra magna, Marx tentou desvelar o funcionamento dos mecanismos internos do modo de produção capitalista na Europa Ocidental, explicando por que ele entraria em colapso sob o peso de suas próprias contradições, preparando o caminho para a revolução proletária. A ditadura do proletariado era visionada como ferramenta de forte dominação, centralizada e autoritária. Quando ela foi imposta aos russos pela elite hostil {nominalmente uma elite judaica*b} que assumiu o poder a partir de 1917, teria como consequência a morte de muitos milhões e a opressão política de todos, sendo plausível supor que Marx teria ficado muito feliz se houvesse sido capaz de impor semelhante regime sobre todos os europeus. Embora a defesa que fazem os judeus do universalismo nas sociedades brancas signifique a autodestruição cultural e racial dos próprios brancos, ela enseja as condições ideais para a prosperidade judaica, ao maximizar o controle judaico sobre a população europeia inclusiva e ao minimizar o temor judaico da perseguição antissemítica.

Foi Marx quem assentou as bases ideológicas da principal corrente do ativismo étnico judeu no século XX. No quadro teórico do CofC {The Culture of Critique}, a importância de Marx é depreendida de sua condição de fundador judeu de um movimento intelectual e político judeu em meado do século XIX, cuja influência estende-se até o presente. Por exemplo, o mais influente movimento intelectual judeu contemporâneo, a Escola de Francforte, era seita marxista ortodoxa a princípio, mas revisou o marxismo, desviando-o da luta de classes para uma teoria enfatizando o etnocentrismo branco como o problema fundamental e inaugurando o que agora é frequentemente denominado de marxismo cultural.

A conclusão é que o engajamento judeu na esquerda remonta a meado do século XIX e continua exercendo influência no mundo contemporâneo, mostrando-se diante dos europeus como força opositora.

Tradução por Chauke Stephan Filho

Palavras entre chaves por Mykel Alexander


Notas

[1] Nota de Ferdinand Bardamu: Kevin Macdonald, Culture of critique, páginas 11-2. 

[2] Nota de Ferdinand Bardamu: Frederick Engels, “On anti-semitism”. Arbeiter-Zeitung, nº 19, 9 de maio de 1890. Disponível em: https://www.marxists.org/archive/marx/works/1890/04/19.htm  

[3] Nota de Ferdinand Bardamu: Robert Michels, Political Parties. página 246.  

[4] Nota de Ferdinand Bardamu: Jerrold Seigel, Marx’s Fate. Página 114.  

[5] Nota de Ferdinand Bardamu: Karl Marx e Frederick Engels, The Holy Family. Marxists.org, 2019. Disponível em: www.marxists.org/archive/marx/works/1845/holy-family/ch04.htm.

[6] Nota de Ferdinand Bardamu: Kevin Macdonald, Culture of critique, páginas 122.  

[7] Nota de Ferdinand Bardamu: , Ernest Mandel, The Roots of the Present Crisis in the Soviet Economy (1991). Disponível em: https://www.marxists.org/archive/mandel/1991/xx/sovecon.html   

[8] Nota de Ferdinand Bardamu: Howard Kaye, Social Meaning of Modern Biology, página 25. 

[9] Nota de Ferdinand Bardamu: Howard Kaye, Social Meaning of Modern Biology, página 25. 

[10] Nota de Ferdinand Bardamu: Hal Draper, Karl Marx’s Theory of Revolution, volume 4, página 596. 

*b Nota de Mykel Alexander: Sobre a elite judaica articulando e protagonizando a tomada de poder na Rússia em 1917:

- A liderança judaica na Revolução Bolchevique e o início do Regime soviético - Avaliando o gravemente lúgubre legado do comunismo soviético - por Mark Weber, 14 de novembro de 2020, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2020/11/a-lideranca-judaica-na-revolucao.html

- Líderes do bolchevismo {comunismo marxista} - Por Rolf Kosiek, 19 de setembro de 2021, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2021/09/lideres-do-bolchevismo-por-rolf-kosiek.html

- Wall Street & a Revolução Russa de março de 1917 – por Kerry Bolton, 23 de setembro de 2018, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2018/09/wall-street-revolucao-russa-de-marco-de.html

- Wall Street e a Revolução Bolchevique de Novembro de 1917 – por Kerry Bolton, 14 de outubro de 2018, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2018/10/wall-street-e-revolucao-bolchevique-de.html

- Mentindo sobre o judaico-bolchevismo {comunismo-marxista} - Por Andrew Joyce, Ph.D. {academic auctor pseudonym}, 26 de setembro de 2021, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2021/09/mentindo-sobre-o-judaico-bolchevismo.html

 


Bibliografia:

BLUMENBERG, Werner. Eduard Von Müller-Tellering: Verfasser Des Ersten Antisemitischen Pamphlets Gegen Marx. Bulletin of the International Institute of Social History, v. 6, n. 3, 1951, p. 178-197. Disponível em: www.jstor.org/stable/44629595 .

COFNAS, Nathan. Judaism as a Group Evolutionary Strategy. Human Nature, v. 29, n. 2, 10 MAR 2018, p. 134-156, 10.1007/s12110-018-9310-x. Acesso em: 13 DEZ 2019.

DRAPER, Hal. State and Bureaucracy. New York; London: Monthly Review Press, 1977. (Karl Marx’s theory of revolution, v. 1).

________. Critique of other socialisms. New York; London: Monthly Review Press, 1990. (Karl Marx’s theory of revolution, v. 4).

FINE, Robert, PHILIP, Spencer. Antisemitism and the Left : On the Return of the Jewish Question. Manchester, UK, Manchester University Press, 2018. Disponível em: www.manchesteropenhive.com/view/9781526104960/9781526104960.00007.xml. Acesso em: 13 DEZ 2019.

KAYE, Howard. Social meaning of modern biology: from social darwinism to sociobiology. Routledge, 2017.

MACDONALD, Kevin. The culture of critique: an evolutionary analysis of jewish involvement in twentieth-century intellectual and political movements. Westport: Praeger, 1998.

MARX, Karl. On The Jewish Question by Karl Marx. Marxists.org, 2019. Disponível em: www.marxists.org/archive/marx/works/1844/jewish-question/ . Acesso em: 13 DEZ 2019.

________ The Holy Family by Marx and Engels. Marxists.org, 2019. Disponível em: www.marxists.org/archive/marx/works/1845/holy-family/ch04.htm . Acesso em: 13 DEZ 2019.

________. Early Texts. Translated and Edited by David McLellan. Oxford: Basil Blackwell, 1971.

MARX, Karl, ENGELS, Friedrich. Marx and Engels, 1860-64. New York: International Publishers, 1985. (Collected works, v. 41).

MICHEL, Robert. Political Parties: a sociological study of the oligarchical tendencies of modern democracy. New York, Free Press ; London, 1962.

SEIGEL, Jerrold E. Marx’s fate : the shape of a life. University Park, Pa., Pennsylvania State University Press, 1993.

WARTENBERG, Thomas E. “Species-Being” and “Human Nature” in Marx. Human Studies, v. 5, n. 1, Dec. 1982, p. 77-95, 10.1007/bf02127669. Acesso em: 26 NOV 2019.

WISTRICH, Robert S. Karl Marx and the Jewish Question, Soviet Jewish Affairs, v. 4, n. 1, jan. 1974, p. 53-60, 10.1080/13501677408577180. Acesso em: 21 NOV 2019.

 


Fonte em português:

Karl Marx: o patriarca da esquerda judia?, 22 de março de 2020, O Sentinela – Mídia Crítica Independente.

https://www.osentinela.org/karl-marx-o-patriarca-da-esquerda-judia/ 

Fonte em inglês:

Karl Marx: Founding Father of the Jewish Left?, por Ferdinand Bardamu, 04 de Janeiro de 2020, The Occidental Observer.

https://www.theoccidentalobserver.net/2020/01/04/karl-marx-founding-father-of-the-jewish-left/

___________________________________________________________________________________

Relacionado, leia também:

Amazon bane Culture of Critique e Separation and Its Discontents - Por Kevin MacDonald

Mentindo sobre o judaico-bolchevismo {comunismo-marxista} - Por Andrew Joyce, Ph.D. {academic auctor pseudonym}

Os destruidores - Comunismo {judaico-bolchevismo} e seus frutos - por Winston Churchill

A liderança judaica na Revolução Bolchevique e o início do Regime soviético - Avaliando o gravemente lúgubre legado do comunismo soviético - por Mark Weber

Líderes do bolchevismo {comunismo marxista} - Por Rolf Kosiek

Wall Street & a Revolução Russa de março de 1917 – por Kerry Bolton

Wall Street e a Revolução Bolchevique de Novembro de 1917 – por Kerry Bolton

Esquecendo Trotsky (7 de novembro de 1879 - 21 de agosto de 1940) - Por Alex Kurtagić

Odiar a Rússia é um emprego de tempo integral Neoconservadores ressuscitam memórias tribais para atiçar as chamas - Por Philip Girald


4 comentários:

  1. Karl Marx, o judeu que odiava seu povo
    -------------------------------------
    A culpa é dos judeus
    *
    No seu ensaio, "Sobre a Questão Judaica", de 1843, Marx diz literalmente que a ascensão do capitalismo na Europa é culpa dos judeus e sua cultura empreendedora. Ele argumenta que "o mundo moderno comercializado é o triunfo do judaísmo, uma religião odiosa cujo deus é o dinheiro". Segundo o historiador Hyam Maccoby, Marx ficava constrangido por suas origens judias e usava os judeus como encarnação do mal.
    *
    "O Deus dos judeus se secularizou e se tornou o Deus do mundo. A letra de câmbio é o deus real do judeu. Seu deus não passa de uma letra de câmbio
    ilusória. A visão que se obtém da natureza sob a dominação da propriedade privada e do dinheiro é o desprezo real, a degradação prática da natureza, que de
    fato se pode constatar na religião judaica, ainda que apenas em forma de ilusão."

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pois é Marco Antonio F!

      "Sobre a Questão Judaica" é de 1843, mas no decorrer do tempo a influencia dos militantes judeus Heinrich Heine (1797-1856) e Moses Hess (1812-1875), os quais cada qual ao seu modo defendiam o unidade judaica acima de tudo, foi o que se refletiu no trabalho de Karl Marx, fazendo deste, que antes era um crítico geral, em um subversivo dos valores europeus como os que seguem: imperialismo, nacionalismo, costumes de alta moral, idealismo, família, patriarcado, entre outros.

      Se me mostrares críticas de Karl Marx às casas bancárias judaicas na Europa que cresciam e cresciam (Rothschild, Montefiore, Seligman etc) e da imprensa pró-judaísmo, na verdade judaica, e agitação dele, Karl Marx, contra organizações judaicas como a Aliança Israelita Universal ou mesmo nas que não-judeus participavam, como a maçonaria, então temos um começo para ver se Marx realmente militou contra o judaísmo.

      Aguardo as fontes e citações, isto, se é que ele fez algo do tipo.

      Excluir
  2. Imaginar Marx como fundador do socialismo é de um amadorismo grosseiro e deliberado. Ele mesmo em seus escritos cita dezenas teóricos que o sucederam. Nenhum dos conceitos básicos de sua interpretação da História é criação sua.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Você quer dizer que Karl Marx cita "cita dezenas teóricos que o 'precederam' {e não sucederam}", certo?

      Certo! Karl Marx em suas obras ataca vários socialistas denominados hoje de "socialistas utópicos," os quais irritavam ou contrariavam Karl Marx por vários motivos. Um dos principais motivos eram que tais socialismos visavam unir as classes e não fomentar a luta de classes.

      O movimento resultante do empenho de Karl Marx dos que na retaguarda dele estavam foi minando a capacidade compreensão das massas de que as classes devem ser unidas e não desunidas, que existem líderes e liderados, que existem diferenças, mas a política deve harmonizar isso.

      Outra ação deletéria do marxismo e suas derivações foi a tendência de omitir ou distorcer as lições da história universal de que as grandes culturas e seus estágios de expansão, isto é, suas respectivas civilizações, quando iam bem era pela união e não pela luta de classes.

      Excluir

Os comentários serão publicados apenas quando se referirem ESPECIFICAMENTE AO CONTEÚDO do artigo.

Comentários anônimos podem não ser publicados ou não serem respondidos.