domingo, 19 de setembro de 2021

Líderes do bolchevismo {comunismo marxista} - Por Rolf Kosiek


Rolf Kosiek
 

            Durante décadas ao avanço de 1945 os crimes em massa dos soviéticos, porque estes eram os co-vencedores de 1945, permaneceram não mencionados na opinião pública internacional. Eles foram também reprimidos bem como o crucial papel de seus principais atores. Apenas o Livro Negro do Comunismo[1] de Stéphane Courtois (1988) e a subsequente documentação fizeram esses eventos novamente conhecidos em círculos mais amplos.

            Mas também a história alemã do século XX sem a Revolução bolchevique de 1917 e suas consequências não pode ser compreendida. O desenvolvimento do Nacional-Socialismo e o antissemitismo no Reich é não menos uma reação da Alemanha de 1919 até 1933 à ameaça do perigo da Rússia em seus anos de comunismo horrivelmente irado, como apontado, por exemplo, pelo historiador de Berlim Ernst Nolte em seu artigo[2] que desencadeou a disputa dos historiadores de 1986.

Para a época muitos esboços conectando o bolchevismo e o judaísmo deram muitas indicações. Em 1994, o Der Spiegel publicou uma entrevista com o especialista em fascismo Ernst Nolte sob o título “Um direito histórico de Hitler?”[3]. Este aí afirmou que na convicção de Hitler o bolchevismo tinha tido seus originadores pessoais humanos os judeus. O historiador adicionou além: “e no contexto dessa convicção estava ele certo.” Um ano antes Nolte escrevera: “A convicção de que ‘os judeus’ eram os autores do bolchevismo não estava apenas em Hitler e Himmler, em Goebbels e Heydrich muito sinceramente, mas também em grandes partes da Wehrmacht {Exército}, das camadas de liderança e do povo {Volkes}. A vontade de aniquilação resultou do medo de aniquilação. “Descascar o antissemitismo dos nacional-socialistas do antibolchevismo deles é tolice.[4]” E ele cita neste contexto geral “a impressionante formulação de um rabino ‘The TROTZKIS make revolutions, and the BRONSTEINS pay the bills.’” (Os Trostskys fazem a revolução e os BRONSTEINS pagam a conta.[5])

Já as primeiras declarações apontam para esta conexão. Assim, em janeiro de 1917 Lenin declarou: “Os judeus representam uma porcentagem especialmente alta (em relação ao número total da população russa) de líderes do movimento revolucionário. Mesmo agora, deve casualmente ser notado, têm os judeus o mérito de uma visivelmente maior porcentagem de representantes no fluxo internacionalista do que outras nações[6].” Em um escrito enfaticamente filojudaico de 1921, Alfred Nossig e J. F. Roditschew, nascidos em 1864 em famílias judaicas em Lamberg afirmaram: “Qualquer um que estivesse no tempo do pleno desenvolvimento do regime bolchevique na Rússia, irá confirmar, que as pessoas de antepassado judaico não estavam somente no Comitê de líderes do bolchevismo, mas também são encontrados em todos escritórios e até mesmo na Cheka, a organização de carrascos do Estado, em números enormemente abusivos.”[7] Deve ser citato aí também, que o episcopado polonês em 1920, durante o avanço dos exércitos russos depois da batida em retirada do exército polonês agressor sob Pilsudski, pediram ajuda aos bispos de todo o mundo contra o “o avanço da raça judaica na conquista do mundo.[8]” Publicações mais recentes, como da judia russa Sonja Margolina[9], confirmam a alta proporção de pessoas judias no domínio senhoril do regime bolchevique nos primeiros anos. Eles justificam esta circunstância com o fato da repressão desta seção da população na Rússia czarista com numerosos pogroms: “Os judeus eram o tempero na sopa da cultura europeia. “Na Rússia eles a salgaram.[10]

{Vladimir Lenin, que possuía linhagem judaica, fazendo um discurso em cima do palanque em São Petersburgo em 21 de outubro de 1917. O judeu, e liderança soviética de primeiro escalão, Leo Davidovich Bronstein, mais conhecido como  Leon Trotsky, está de pé à direita do palanque.  Crédito da fotoMansell / Time Life Pictures}.


            Números estatísticos sustentam estes achados. Entre os anos de 1901 até 1903 eram judeus 29,1 por cento dos líderes revolucionários russos presos pelo Estado, em 1905 já 34 por cento, muito mais que a parcela da população judaica de cerca 1,8 por cento da população da União Soviética. Na conferência do partido dos Bolcheviques em agosto de 1917, sentaram-se entre os onze membros da presidência seis judeus. Na liderança de sete membros do Politburo {Escritório Político}*a usada na Revolução de Outubro, encontramos quatro judeus.   

            Das dez pessoas mais importantes para a Revolução de Outubro de 1917, os membros do Politburo soviético, eram seis judeus integralmente (nomes de nascença entre parênteses: Leo Davidovich Trotsky (Bronstein), Grigory Sokolnikov (Brillant), Grigory Zinoviev (Apfelbaum), Leo Borissovich Kamenev (Rosenfeld), Jacob Sverdlov (Auerbach) e Moses Uritzki. Sob a liderança de Lenin (1918-1922), a parte judaica no Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética era em média de 26 porcento, no Politburo no ano de 1922 foi à 43 por cento. Depois da revolução {após 1917}, antes do expurgo de Stalin {repressão política feita por Stalin entre 1936-1938}, havia entre 22 membros do Conselho dos Comissários do povo 17 judeus, no Comissariado de Relações Exteriores eram 13 de 16, no Comissariado de Guerra 33 de 43, no Escritório de Finanças 30 de 34, no Judiciário 20 de 21, Escritório de Cultura 41 de 52, Gabinete de Prestação de Serviços Sociais 6 de 6, no Ministério do Trabalho 7 de 8, na Imprensa Oficial 41 de 41. Num grupo de 22 agentes bolcheviques, enviados de Moscou para Viena em janeiro de 1919 eram 21 judeus representantes.

Na União Soviética depois de 1917 os principais judeus, além dos acima mencionados, incluíam Maxim M. Litivnov (Finkelstein), Karl Radek (Sobelsohn), Lagesky (Krachmann), Bogdanov (Silberstein), Voladarski (Cohen), Piatnitsky (Levin), Zveditch (Fonstein), Maclakowski (Rosenbaum), Lopinski (Löwenstein), Vobrov (Nathanson), M. I. Jarolavski (Gubelmann), Martov (Zederbaum), Tschernov (Liebermann), Stecklov (Nechamkes), Gorev (Goldman), Suchanov (Gimmer), Kamkov (Katz), Lazar Kaganovich. Os chefes e líderes pessoais da polícia secreta russa (Cheka, GPU, NKVD, MWD) eram até o tempo de Gorbachev a maioria com antepassados judeus: Trotsky, Uritiski, Sverdlov, Menzhinski, Yagoda, Kruglov, Schelepin, Andropov. Durante as negociações da Paz de Brest-Litovsk assinadas em 03/03/1918, no lado soviético os judeus Leo Trotsky, Joffe, Leo Borissovitch Kamenev, Grigori Sokolnikov e Karl Radek deram o tom ao lado de uns poucos russos.

            Condições semelhantes foram aplicadas na Hungria em 1919, sob o domínio senhoril comunista do judeu Bela Kun: entre os 26 comissários do povo, vieram 18 de casa de pais judeus; com uma participação judaica na população de 7 porcento, essa minoria étnica tinha ocupado 70 porcento dos cargos no governo.

Entre os líderes do KPD, Partido Comunista da Alemanha {em alemão Kommunistische Partei Deutschlands – KPD}, e os líderes das revoltas marxistas no Reich, havia um número muito notável de judeus em 1918: Rosa Luxemburgo, Oskar Cohn, Karl Kautsky como teórico, Otto Landsberg e Hugo Haase como “representantes do povo” em Berlim, Kurt Eisner com Levine, Ernst Toller, Erich Mühsam durante o governo do Conselho {soviético} de Munique em 1919, Eppstein, Rubem, Hammer, Ochel, e Wolf-Stein durante o levante vermelho no Ruhr em 1920. Após a revolução de 1918, Paul Hirsch se tornou o primeiro-ministro da Prússia e Grandnauer da Saxônia. Nos primeiros dias da república, mais de 80 por cento dos cargos de liderança no KPD {Partido Comunista de Alemanha, em alemão: Kommunistische Partei Deutschlands – KPD} liderado por Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht eram ocupados com pessoas de ascendência judaica, enquanto a proporção dessa minoria no Reich alemão era de cerca de um por cento. Willi Münzenberg foi até 1933 o rei do jornal em Berlim, e muitos jornais socialistas {em rigor do socialismo marxista} tinham redatores principalmente ou predominantemente judeus. A grande mulher do KPD {Partido Comunista de Alemanha, em alemão: Kommunistische Partei Deutschlands – KPD}, Klara Zetkin, de família judia, abriu o Reichstag em 30 de agosto de 1932, quando era a presidente sênior, expressando a esperança de ainda experimentar uma “Alemanha soviética.”

Antes disso, os alemães, que foram informados sobre essas condições através da literatura e da informação política[11], ficaram assustados em 1933 e, mesmo sem serem antissemitas, se voltaram contra o bolchevismo.

No ensaio “Winston Churchill e bolchevismo judeu”[12], Dankwart Kluge traz o texto de um artigo de quatro colunas de Winston Churchill, que o então ministro da Guerra de 46 anos publicou em 8 de fevereiro de 1920 no jornal Illustrated Sunday Herald. Nele, Churchill trata, entre outras coisas, do trabalho de desenvolvimento dos judeus na Rússia

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander


Notas

[1] Nota de Rolf Kosiek:  Stéphane Courtouis (Editor), Das Schwarzbuch des Kommunismus. Unterdrückung, Verbrechen und Terror, vol. 1, Piper, München 1998; Bd. 2004. {No Brasil saiu como O Livro Negro do Comunismo – crimes, terror e repressão, Biblioteca do Exército, Rio de Janeiro, 2000, tradução do original em francês por Caio Meira.} 

[2] Nota de Rolf Kosiek: Ernst Nolte, “Vergangenheit, die nicht vergehen will”, em: Frankfurter Allgemeine Zeitung, 6. 6. 1986. 

[3] Nota de Rolf Kosiek: Der Spiegel, nº 40, 1994. 

[4] Nota de Rolf Kosiek: Ernst Nolte, Streitpunkte, Propyläen, Berlin-Frankfurt 1993, página 394. 

[5] Nota de Rolf Kosiek: Ebenda {Ernst Nolte, Streitpunkte, Propyläen, Berlin-Frankfurt 1993}, página 475. 

[6] Nota de Rolf Kosiek: Em uma palestra em 22 de janeiro de 1917 em Zurique. Vladmir I. Lenin, Sämtlich Werke, vol. XIX, página 452. 

[7] Nota de Rolf Kosiek: J. F. Roditschew e Alfred Nossig, Bolschewismus und Judentum, Berlin 1921, página 21. 

[8] Nota de Rolf Kosiek: Ebenda {J. F. Roditschew e Alfred Nossig, Bolschewismus und Judentum, Berlin 1921}, página 31. 

[9] Nota de Rolf Kosiek: Sonja Margolina, Das Ende der Lügen. Kußland und die Juden im 20. Jahrhundert, Siedler, Berlim 1992. 

[10] Nota de Rolf Kosiek: Ebenda {Sonja Margolina, Das Ende der Lügen. Kußland und die Juden im 20. Jahrhundert, Siedler, Berlim 1992}, página 112. 

*a Nota de Mykel Alexander: O Politiburo era o Escritório Político do Comitê Central do Partido Comunista da URSS criado em março de 1919 e era admitido pelas lideranças soviéticas, particularmente por Josef Stalin, como o principal núcleo do poder soviético. Ver Alberto Falcionelli, El Licenciado, el Seminarista, y el Plomero – breve glosario del comunismo em accion, Editorial La Mandragora, Buenos Aires, 1961. Vocábulo Politiburo. 

[11] Nota de Rolf Kosiek: Axel von Freytag-Loringhoven, Geschichte der russischen Revolution, München 1919; Sergej P. Melgunow, Der rote Terror in Rußland 1918-1923, Berlin 1924; F. Platten, Die Reise Lenins durch Deutschland im plombierten Wagen, Berlin 1924; Theodor Fritsch, Handbuch der Judenfrage, Hammer, Leipzig 1933. 

[12] Nota de Rolf Kosiek: Dankwart Kluge, “Winston Churchill und der jüdische Bolschewismus”, em: Deutschland in Geschichte und Gegenwart, 4/2003, página 33 e seguintes.

 


Fonte: Rolf Kosiek, artigo nº 53, Führungskräfte des Bolschewismus, em Der Grosse Wendig – Richtigstellungen zur Zeitgeschichte, Edtora Grabert, Tübingen, 2ª edição, 2006. Editado por Rolf Kosiek e Olaf Rose. Páginas 251-254

Sobre o autor: Rolf Kosiek (1934-), é físico, cientista e escritor alemão. De 1991 a abril de 2005 foi presidente da Gesellschaft für freie Publizistik.

Em sua juventude, Rolf Kosiek foi membro do Bündische Jugend (grupo de jovens). Em 1955 presta a Reifeprüfung em Herford. Em seguida, de 1955 a 1957, estudou Física, Química e História em Göttingen. Continuou os estudos de História de 1957 a 1960, em Heidelberg e diplomou-se em 1960. Outrossim doutorou-se em física nuclear (Dr. rer. nat.) no ano de 1963 em Heidelberg.

De 1963 a 1968, Rolf Kosiek trabalhou como assistente científico no 1º. Instituto de Física da Universidade de Heidelberg (Physikalischen Institut der Universität Heidelberg). De 1968 a 1972 atuou no setor de ciências da Editora Duden (Duden-Verlag), e de 1972 a 1980 foi docente nas áreas de Matemática, Física, e Estatística na Escola Técnica Superior de Nürtingen (Fachhochschule Nürtingen). A partir de 1981 atuou no setor de ciências da Editora Graber (Graber-Verlag).

Nos anos posteriores dedicou-se, em conjunto com Olaf Rose, à elaboração da enciclopédia Der Große Wendig, (co-editor). O objetivo da obra, de 5 volumes, é de corrigir interpretações históricas errôneas e falsificações da História, principalmente o esclarecimento dos mitos antialemães criados na História recente. Constitui assim documentário básico do revisionismo da História alemã. Outrossim é colaborador das publicações Deutschland in Geschichte e Euro-Kurier.

De 1968 a 1972 Rolf Kosiek foi membro do Parlamento (Landtag) em Stuttgart, e em 1968 a 1969 na Câmara Municipal em Heidelberg.

Entre suas principais obras estão:

Die Machtübernahme der 68er. Die Frankfurter Schule und ihre zersetzenden Auswirkungen. Editora: Hohenrain-Verlag, 7ª, edição revisada 2009.

Der Große Wendig (autor em conjunto com Olaf Rose), 5 volumes., Editora: Grabert Verlag, Tübingen.

Deutsche Geschichte im 20. Jahrhundert. Das Ringen eines Volkes um Einheit und Bestand. Editora: Grabert Verlag, Tübingen, 2005.

Völker statt “One World”. Das Volk im Spiegel der Wissenschaft. Editora: Grabert-Verlag, Tübingen, 1999.

Waldemar Schütz (Editor). Revisão Rolf Kosiek: Lexikon - Deutsche Geschichte im 20. Jahrhundert. Deutsche Verlagsgesellschaft, 1990.

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