segunda-feira, 17 de abril de 2023

O truque do diabo: desmascarando o Deus de Israel - Por Laurent Guyénot - parte 2

 Continuação de O truque do diabo: desmascarando o Deus de Israel - Por Laurent Guyénot - parte 1

Laurent Guyénot


Inversão acusatória

“A crença em um deus cruel torna o homem cruel”, escreveu Thomas Paine (The Age of Reason, 1794). Incontáveis histórias bíblicas demonstram que Jeová é o espírito do assassinato e do roubo. Lemos na lenda de Sansão em Juízes 14:19, que quando “o espírito de Jeová caiu sobre ele”, ele foi a matar e roubar trinta homens, “depois, enfurecido voltou para a casa de seu pai”.

Jeová é o mais cruel dos deuses, mas ele quer que acreditemos que todos os outros deuses são abominações. A história bíblica retrata todas as nações, exceto Israel, como idólatras repulsivos. Mas eles não eram. Os egípcios construíram a primeira grande civilização; sua deusa Ísis os havia ensinado a cultivar trigo e assar pão, e os gregos aprenderam com eles – como tudo mais, de acordo com Heródoto. Eles eram um povo espiritual e pacífico. Os assírios eram conquistadores, e seu deus Assur não era um anjo, mas até a Bíblia reconhece que eles não massacraram os israelitas derrotados, mas os deportaram e os reassentaram. Os babilônios lidaram com os judeus da mesma maneira, permitindo-lhes até mesmo manter sua tradição e sua coesão, e prosperar nas margens do rio Eufrates.

A acusação invertida de intenção genocida é típica de Israel, um país com ogivas nucleares apontadas para o Irã, cujos líderes sempre negaram ter qualquer arsenal nuclear, mas que exorta histericamente o mundo a parar o suposto programa militar nuclear do Irã e a determinação de apagar Israel do os mapas. Isso seria ridículo se Israel fosse apenas paranoico. Mas Israel é o psicopata entre as nações, e isso significa uma tremenda capacidade de manipular, intimidar, corromper moralmente e conseguir o que eles querem.

O psicopata projeta sua própria crueldade e cobiça de poder nos outros. E então ele pensa que aqueles que resistem à sua dominação estão atrás dele. Portanto, ele deve destruí-los primeiro. Do ponto de vista bíblico, as nações devem reconhecer a soberania de Israel e seus reis “prostar-se-ão diante de ti [Israel] com o rosto em terra” (Isaías 49:23), ou serem destruídos. Jeová disse a Israel que identificou “sete nações mais poderosas e numerosas do que tu”, que “tu as derrotarás e as sacrificarás como anátema {equivalente a autorização para aniquilação total}” e não “e não as trataras com piedade”. Quanto aos seus reis, “apagarás o seu nome de sob o céu” (Deuteronômio 7:1-2, 24). E nós lembramos que, de acordo com o falso delator Wesley Clark,*6 filho de Benjamin Jacob Kanne, os neoconservadores tinham planos para destruir precisamente sete nações – outra prova de que eles estão possuídos por Jeová.

{Para o leigo, a política externa dos EUA é dirigida e efetuada, em seu modo decisivo, por americanos, vale dizer a grosso modo, por descendentes sanguíneos de europeus. No entanto, os postos decisivos estavam ocupados quase exclusivamente por judeus: Duas dezenas de neoconservadores judeus haviam sido introduzidos por Dick Cheney (vice-presidente dos EUA de 2001 a 2009) em posições-chave, incluindo (na foto acima da esquerda para direita) Richard Perle, Paul Wolfowitz e Douglas Feith no Pentágono, David Wurmser no Departamento de Estado, e Philip Zelikow e Elliott Abrams no Conselho de Segurança Nacional. Todos judeus.} 

{Comenta Laurent Guyénot: “Do ponto de vista bíblico, as nações devem reconhecer a soberania de Israel e seus reis ‘prostar-se-ão diante de ti [Israel] com o rosto em terra’ (Isaías 49:23), ou serem destruídos. Jeová disse a Israel que identificou ‘sete nações mais poderosas e numerosas do que tu’, que ‘tu as derrotarás e as sacrificarás como anátema {equivalente a autorização para aniquilação total}’ e não ‘e não as trataras com piedade’. Quanto aos seus reis, ‘apagarás o seu nome de sob o céu’ (Deuteronômio 7:1-2, 24). E nós lembramos que, de acordo com o falso delator Wesley Clark {ver nota *6} filho de Benjamin Jacob Kanne, os neoconservadores tinham planos para destruir precisamente sete nações – outra prova de que eles estão possuídos por Jeová.”}


Jeová oferece somente dois caminhos possíveis para Israel: dominação, se Israel mantiver a Aliança de Jeová de separatividade {de Israel em relação aos outros povos}, ou aniquilação, se Israel quebrar a aliança:

“Se você fizer amizade com o restante dessas nações que ainda vivem ao seu lado, se você se casar com elas, se você se misturar com elas e elas com você, então saiba com certeza que Jeová, seu deus, deixará de desapropriar essas nações ante você, e para você elas serão uma armadilha, uma armadilha de poço, espinhos em seus lados e abrolhos em seus olhos, até que você desapareça deste belo país que Jeová seu deus lhe deu. (Josué 23:12-14).

Desapropriar os outros ou ser desapropriado, dominar ou ser exterminado: Israel não pode pensar além dessa alternativa. Uma boa ilustração é o pensamento paradoxal de David Ben-Gurion no início dos anos 1960. Discutindo a determinação de Kennedy em deter Dimona, Avner Cohen escreve em Israel and the Bomb (1998): “Imbuído de lições do Holocausto, Ben-Gurion foi consumido por temores de segurança. […] A ansiedade sobre o Holocausto foi além de Ben-Gurion para infundir o pensamento militar de Israel.”11 Ainda no mesmo período, Ben-Gurion considerou seriamente que, dentro de 25 anos, Israel dominará o mundo, e Jerusalém “será a sede da Suprema Corte da Humanidade, para dirimir todas as controvérsias entre os continentes federados, conforme profetizado por Isaías.”12

 

A proibição da consciência moral

A inversão acusatória é o processo de nascimento do jeovismo {ou javismo}, que apresenta um demônio assassino como o Deus supremo enquanto demoniza o Deus supremo adorado por outros povos. Isso pode ser visto claramente na história do Jardim do Éden em Gênesis, com uma análise crítica histórica muito simples.

Na alegoria do Jardim do Éden, Jeová proíbe o acesso do homem à “árvore do conhecimento do bem e do mal” (Gênesis 2:17). A palavra hebraica para “conhecimento”, daat, é traduzida em grego como gnosis, significando consciência interior ou percepção interior em vez de conhecimento intelectual, de modo que “conhecimento do bem e do mal” pode ser traduzido com precisão como “consciência moral”, a qual é a capacidade do homem de distinguir o bem do mal, o certo do errado, em qualquer situação particular. De modo que a proibição do conhecimento do bem e do mal significa simplesmente a inibição da consciência moral.

Para contextualizar essa história do Gênesis, devemos lembrar que as religiões egípcia e persa ensinavam que a imortalidade é a recompensa pela vida sem culpa. Como a imortalidade era sinônimo de divindade, ser imortal poderia ser expresso como “estar entre os deuses” ou “ser como os deuses”. Mas na Bíblia hebraica é a serpente, mentirosa e enganadora, que tenta Adão e Eva a comer da árvore do conhecimento do bem e do mal com a garantia de que “no dia em que dela comeres, não morrerás”. mas “no dia em que dele comerdes, vossos olhos se abrirão e vós sereis como deuses, versados no bem e no mal” (Gênesis 3:5). A serpente fala como a sabedoria religiosa das grandes religiões. Os escribas hebreus podem apresentá-lo como um mentiroso porque, para eles, a imortalidade (“não morrer”) só faz sentido fisicamente: Jeová, eles afirmam, pretendia que Adão e Eva fossem fisicamente imortais na terra e não forneceu nenhum outro mundo para sua vida após a morte deles.  A partir desse ponto de vista materialista, os escribas denunciam a promessa de imortalidade por meio do conhecimento do bem e do mal como enganosa e retratam implicitamente os deuses babilônicos, persas e egípcios como mentirosos.

Nós temos sido educados por tantas gerações por esta história, e estamos tão acostumados a assumir que a serpente do Gênesis é o enganador satânico, que é difícil ver a mensagem da Torá pelo que realmente era: um ataque direto contra as religiões superiores e seu ensino moral de que o conhecimento e a prática do bem e do mal é o caminho para a vida após a morte abençoada. Mas, eu pergunto, se tentar tornar-se como deuses é um impulso luciferiano, por que os Padres gregos da Igreja Cristã enfatizaram o potencial do homem para a deificação (theosis) sob a lógica de que “Deus se tornou homem de modo que o homem pudesse se tornar Deus”?13

Lúcifer, aliás, é a tradução latina do grego Phosphoros (portador da luz), tradicionalmente aplicada à Estrela da Manhã, o planeta Vênus. Em Isaías 14:12-17, o profeta culpa o rei da Babilônia Nabucodonosor II (605-562) por ter tentado “rivalizar com o Altíssimo” e pergunta com sarcasmo: “Como caíste do céu, ó Estrela d’alva, filho da aurora [Lúcifer na Vulgata Latina]?” Descartando a referência ao rei da Babilônia, os exegetas cristãos confundiram “Lúcifer” com a serpente do Gênesis e o declararam o chefe dos anjos caídos, expulso do céu por causa de seu orgulho rebelde. No entanto, se olharmos para o jeovismo {ou javismo} da perspectiva revisionista que estou defendendo, Jeová, o deus tribal que usurpou a majestade do Deus Supremo, se encaixa no arquétipo luciferiano. Jeová é o demônio infernal que quis ser Deus no lugar de Deus.

 

Jeová Moloc

Para entender o jeovismo {ou javismo} – e, portanto, o judaísmo e o sionismo – é importante conhecer o pano de fundo de sua infância, que nada tem a ver com o nascimento do monoteísmo universal. Há uma crescente suposição acadêmica de que Jeová era originalmente o deus do vulcão de um povo tribal especializado em metalurgia (leia aqui).14  Daí seu caráter vulcânico. Qualquer retrato de Jeová teria que se basear em Salmos 18:8: “De suas narinas subiu uma fumaça, de sua boca um fogo que devorava”. De acordo com a “hipótese quenita”, o culto se originou com os quenitas, que acreditavam que, como resultado de uma maldição sobre seu ancestral fratricida Caim, eles deveriam viver como andarilhos inquietos, mas inspirar medo às pessoas entre as quais habitam por sua lei de vingança sete vezes dada por Jeová — revisada em setenta e sete vezes pelo descendente de Caim, Lameque (Gênesis 4:15-24).

            Frequentemente nos é dito que Jeová é o deus que aboliu o sacrifício humano, quando depois de ordenar a Abraão que amarrasse seu filho Isaque, ele segurou sua mão e se contentou com um carneiro (Gênesis 22). No entanto, muito depois de Abraão, alguns líderes israelitas pareciam não saber desse grande progresso e sacrificaram seus próprios filhos como holocausto a Jeová: Jefté em Juízes 11:29-40, Hiel em 1 Reis 16:34, Rei Azaz em 2 Reis 16:3, e o rei Manassés em 2 Reis 21:6. Sem mencionar as 32 virgens midianitas holocaustadas em Números 31 (leia meu artigo “A Holocaust of Biblical Proportions”).*7

Por sua alegada abolição do sacrifício humano, Jeová foi comparado favoravelmente com o deus cananeu Moloc ou Moloch, a quem os primogênitos eram ritualmente sacrificados. Mas estudiosos bíblicos como Thomas Römer especulam que Moloc era de fato ninguém menos que o próprio Jeová. Um de seus argumentos é que o substantivo mlk, vocalizado como Molek no texto massorético (o Tanakh do século IX que introduziu as vogais na escrita hebraica), mas Melek na Septuaginta grega, é idêntico à palavra hebraica para “rei”, melek ou melech (malik em árabe), aplicado mais de cinquenta vezes a Jeová. A expressão Yahweh Melech, “Jeová é rei”, é encontrada no Salmo 10 e ainda é usada em canções religiosas judaicas.

            O segundo argumento para a identidade antiga de Moloc com Jeová vem da proibição Levítica de sacrifícios infantis: a proibição prova a prática e, neste caso, prova que os sacrifícios foram feitos em nome de Jeová e no santuário de Jeová: “Não entregarás os teus filhos para consagrá-los a Moloc, para não profanares o nome de teu Deus.” (18:21); “Todo filho de Israel, ou estrangeiro que habita em Israel, que der um de seus filhos a Moloc, será morto, [porque] contaminou o meu santuário e profanou meu santo nome.” (20:2-5). Jeremias 7:30-31 confirma que “os filhos de Judá” continuaram “a queimar os seus filhos e suas filhas [...] no Templo no qual o meu nome é invocado, para profaná-lo”. Embora Jeová declare que é “o que eu nunca tinha ordenado e nem sequer pensado”, o próprio fato de um escriba ter escrito isso indica que as pessoas que sacrificaram seus filhos afirmaram que isso foi requirido por Jeová. Na verdade, Jeová é pego mentindo, já que admite a Ezequiel, por volta do mesmo período:

“Dei-lhes então estatutos que não eram bons e normas pelas quais não alcançariam a vida. Contaminei-os com suas oferendas, levando-os a sacrificarem todo primogênito, a fim de confundi-los, de modo que ficasse sabendo que eu sou Jeová.” (Ezequiel 20:25-26).

“Dei-lhes então estatutos que não eram bons e normas pelas quais não alcançariam a vida. Contaminei-os com suas oferendas, levando-os a sacrificarem todo primogênito, a fim de confundi-los, de modo que ficasse sabendo que eu sou Jeová.” (Ezequiel 20:25-26).

Em Êxodo, aprendemos que todo primogênito do sexo masculino, humano ou animal, era originalmente sacrificado no oitavo dia após o nascimento:

“O primogênito de teus filhos, tu mo darás. Farás o mesmo com os teus bois e com as tuas ovelhas; durante sete dias ficará com a mãe e no oitavo dia mo darás.” (Êxodo 22:28-29).

Desde que os animais eram oferecidos a Jeová como holocaustos desde tempos imemoriais, a implicação é que o filho primogênito de cada família judia já tinha sido sacrificado como um holocausto também.

De acordo com o registro bíblico, foi o rei Josias (640-609 a.C.) quem aboliu os sacrifícios de crianças, “para que ninguém mais pudesse passar pelo fogo seu filho ou sua filha em honra de Moloc.” (2 Reis 23:10). Mas, segundo Römer, é apenas na era persa que os sacrifícios humanos se tornaram tabu.15 Eles foram substituídos por oferendas de animais, como aprendemos no Êxodo e no Levítico:

“Todo o que sair primeiro do seio materno é meu: todo macho, todo primogênito das tuas ovelhas e do teu gado. O jumento, porém, que sair por primeiro do sei materno, tu o resgatarás com um cordeiro; se não o resgatares, quebrar-lhe-ás a nuca. Resgatarás todos os primogênitos dos teus filhos. Não comparecerás diante de mim de mãos vazias.” (Êxodo 34:19-20; reproduzido quase literalmente em 13:11-13 e em Levítico 27:26).16

Como em um palimpsesto {um pergaminho ou papiro cujo texto foi eliminado para permitir a reutilização}, lemos aqui duas coisas: no antigo jeovismo {ou javismo}, o primogênito masculino de humanos e animais era sacrificado a Jeová, enquanto no judaísmo reformado elaborado durante o Exílio, o primogênito masculino de humanos era “redimido” por uma oferta animal.

 

O Senhor dos prepúcios

Foi também na Babilônia que os levitas introduziram a aliança abraâmica da circuncisão:

“Quando completarem oito dias, todos os vossos machos serão circuncidados, de geração em geração.” (Gênesis 17:12).

Nas reformas religiosas, as inovações são apresentadas como a restauração de práticas antigas e perdidas. E assim os levitas introduziram seu novo rito como um mandamento pré-mosaico. Para isso usaram ou inventaram Abraão: como figura nascida na Mesopotâmia e herdada da Terra Prometida, é a personificação do programa da casta sacerdotal exilada na Babilônia.

No jeovismo {ou javismo} pré-exílico, todo primogênito do sexo masculino deveria ser oferecido a Jeová no oitavo dia de sua vida (Êxodo 22:28-29), e no judaísmo pós-exílico, todo recém-nascido do sexo masculino deveria ser circuncidado no oitavo dia de vida. dia. Esse paralelo é um forte indício de que a circuncisão foi introduzida como outro substituto para o sacrifício.

A circuncisão não era uma novidade. Era desconhecida na Mesopotâmia, mas era praticada no antigo Egito em meninos de quatorze anos. A circuncisão de homens pré-adolescentes ou adolescentes também era praticada na Síria, mas não de maneira uniforme: os filisteus, um povo indo-europeu do mundo egeu (eles deram seu nome à Palestina), são chamados de “incircuncisos {isto é, não passar pelo processo de circuncisão equivalia nos costumes a não adorar Jeová, já que os indo-europeus não adoravam Jeová}” na Bíblia: Davi ofereceu duzentos prepúcios de filisteus massacrados para Saul como pedido de noiva para sua filha (1 Samuel 18).

Os ritos de circuncisão praticados na antiga Judéia antes do exílio babilônico provavelmente eram consistentes com as práticas dos povos vizinhos, o que explicaria por que nem sequer é mencionado na aliança mosaica. De acordo com o Livro de Josué, foi somente quando os hebreus se estabeleceram na Terra Prometida de Canaã que “Josué fez facas de pedras e circuncidou os israelitas na Colina dos Prepúcios” (5:3).

O elenco sacerdotal jeovista {ou javista} que legislava sobre a comunidade judaica na Mesopotâmia pode ter valorizado a circuncisão como um marcador de identidade étnica, em uma terra onde ninguém mais a praticava. Mas por que eles introduziriam a novidade radical da circuncisão em bebês recém-nascidos? A continuidade com o antigo rito de sacrificar o primogênito no oitavo dia é uma explicação. Mas eu sugiro uma mais sinistra: pela circuncisão do oitavo dia, a aliança de Jeová não é apenas “marcada na vossa carne [de cada judeu] como uma aliança perpétua” (Gênesis 17:13), ela é impressa nas camadas mais profundas e inalcançáveis da subconsciente, através da castração simbólica e da dor traumática. Diferentemente da criança ou do adolescente, o bebê recém-nascido é incapaz de elaborar qualquer significado positivo para a violência que lhe é praticada e de integrá-la conscientemente como parte de sua identidade. Oito dias depois de sair do ventre de sua mãe – um trauma em si, mas natural –, o que ele precisa é construir uma confiança inabalável na benevolência daqueles que o acolheram neste mundo. O trauma da circuncisão altera sua relação com o mundo de forma profunda e permanente.

Por causa de que os bebês não podem falar, os rabinos que defendem a tradição falam em no lugar deles para minimizar a dor física deles. Mas, de acordo com o professor Ronald Goldman, autor de Circumcision, the Hidden Trauma, estudos científicos comprovam o impacto neurológico da circuncisão infantil, para a qual não é usada anestesia. Alterações comportamentais observadas após a operação, incluindo distúrbios do sono e inibição do vínculo mãe-filho, são sinais de uma síndrome de estresse pós-traumático.17 Durante a cerimônia do brit milá, a mãe é normalmente mantida afastada da cena, e os gritos de agonia do bebê são parcialmente abafados pelos aplausos dos homens – uma mensagem em si. Mas quando as mães as ouvem, elas próprias sofrem traumas duradouros, como pode ser lido na página da web do Circumcision Resource Center “Mothers Who Observed Circumcision”*8: “Os gritos do meu bebê permanecem gravados em meus ossos e assombram minha mente”, diz Miriam Pollack. “Seu choro soou como se ele estivesse sendo destrinchado. Perdi meu leite”. Nancy Wainer Cohen: “Irei para o túmulo ouvindo aquele lamento horrível e me sentindo um tanto responsável.”

É razoável assumir, pelo menos como trabalhando hipótese, que o trauma da circuncisão aos oito dias de idade deixa uma profunda cicatriz psicológica. O abuso por parte de adultos, é sabido, desencadeia na mente de crianças muito pequenas um mecanismo conhecido como dissociação. A dor, o terror, a raiva e a lembrança da experiência serão empurrados para fora da consciência ordinária e formarão, por assim dizer, uma personalidade separada, com vida própria e uma tendência a se infiltrar lentamente na personalidade normal. A ideia da malevolência e perversidade das figuras parentais é tão devastadora que a raiva reprimida será desviada para longe delas – neste caso, para longe da comunidade judaica como um pai coletivo. É exagero supor uma ligação causal entre o trauma da circuncisão do oitavo dia e o fato de que os judeus tendem a ser incapazes de ver o abuso perpetrado contra eles por sua própria comunidade e, em vez disso, veem o resto do mundo como uma ameaça constante? {A questão das lideranças judaicas e suas ações através dos séculos sobre sua própria comunidade é uma questão sinistra e central na própria questão judaica}.

Poderia ser que o trauma da circuncisão do oitavo dia criou uma predisposição especial, uma paranoia pré-programada que prejudica a capacidade dos judeus de se relacionar e reagir racionalmente a determinadas situações? O brit milá (“aliança pela circuncisão”) foi inventado há cerca de vinte e três séculos, como uma espécie de trauma ritual projetado para escravizar mentalmente milhões de pessoas, uma “aliança” inquebrável esculpida em seus corações na forma de um terror subconsciente incurável que pode a qualquer momento ser acionado por palavras-código como “Holocausto” ou “antissemitismo”?

Tem sido sugerido que os traumas podem ser transmitidos “epigeneticamente”. De acordo com um estudo conduzido sob a direção de Rachel Yehuda no Mount Sinai Hospital em Nova York, “o trauma do Holocausto é transmitido geneticamente” por “hereditariedade epigenética”;18 posso eu sugerir a professora Yehuda que ela agora conduza um estudo sobre a epigenética da circuncisão do oitavo dia?

Baruch Spinoza disse que “somente a circuncisão preservará a nação judaica para sempre”.19 Isso explica a feroz resistência das autoridades judaicas contra todas as tentativas de bani-lo, desde o imperador romano Adriano (117-138) até o recente projeto de lei islandês,*9 condenado por organizações judaicas europeias como “antissemita”. Deve ser dito que a oposição contra a circuncisão infantil muitas vezes vem de judeus esclarecidos. Abraham Geiger (1810-1874), um dos fundadores do judaísmo reformado na Alemanha, defendeu o abandono desse “rito bárbaro e sangrento”. Mas, nesta questão como em todas as outras, são sempre “os elementos mais etnocêntricos – pode-se chamá-los de radicais – que determinaram a direção da comunidade judaica e finalmente ganharam o dia” (Kevin MacDonald).20 Para proteger seu rito sangrento de críticas, ativistas judeus conseguiram normalizá-lo na Inglaterra e na América do Norte de 1840 a 1960, sob razões médicas fraudulentas*10 – uma demonstração incrível de seu poder sobre a civilização cristã.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 

Notas

*6 Fonte utilizada por Laurent Guyénot: Retired General of USA: AMERICA TAKING OUT 7 COUNTRIES IN 5 YEARS. STARTING WITH IRAQ:..

https://www.youtube.com/watch?v=iY96Z5Mqn40 

11 Nota de Laurent Guyénot: Seymour Hersh, The Samson Option: Israel’s Nuclear Arsenal and American Foreign Policy, Random House, 1991, página 141, citado em Michael Collins Piper, Final Judgment: The Missing Link in the JFK Assassination Conspiracy, American Free Press, 6ª edição - ebook 2005, página [56] 117. 

12 Nota de Laurent Guyénot: David Ben-Gurion e Amram Duchovny, David Ben-Gurion, In His Own Words, Fleet Press Corp., 1969, página 116. 

13 Nota de Laurent Guyénot: John Meyendorff, Byzantine Theology: Historical Trends and Doctrinal Themes, Fordham University Press, 1974. 

14 Nota de Laurent Guyénot: Ariel David, “Jewish God Yahweh Originated in Canaanite Vulcan, Says New Theory,” Haaretz, 11 de abril de 2018, em haaretz.com.

https://www.haaretz.com/archaeology/.premium.MAGAZINE-jewish-god-yahweh-originated-in-canaanite-vulcan-says-new-theory-1.5992072 

*7 Fonte utilizada por Laurent Guyénot: A Holocaust of Biblical Proportions, por Laurent Guyénot, 11 de novembro de 2019, The Unz Review – An alternative media selection.

https://www.unz.com/article/a-holocaust-of-biblical-proportions/ 

15 Nota de Laurent Guyénot: Thomas Römer, The Invention of God, Harvard UP, 2015, páginas 137-138. 

16 Nota de Laurent Guyénot: Números 18: 15-17 declara resgatável o “primogênito de um animal impuro” (impróprio para consumo), mas proíbe resgatar “o primogênito de vaca, ovelha e cabra”, que são destinados ao consumo dos levitas . 

17  Nota de Laurent Guyénot: Ronald Goldman, Circumcision, the Hidden Trauma: How an American Cultural Practice Affects Infants and Ultimately Us All, Vanguard, 1997. 

*8 Fonte utilizada por Laurent Guyénot: http://www.circumcision.org/mothers.htm 

18 Nota de Laurent Guyénot: Tori Rodrigues, “Descendants of Holocaust Survivors Have Altered Stress Hormones,” Scientific American, 1º de março de 2015, em www.scientificamerican.com . 

19 Nota de Laurent Guyénot: Benedict de Spinoza, Theological-political treatise, capítulo 3, §12, Cambridge UP, 2007, página 55. 

*9 Fonte utilizada por Laurent Guyénot: celand drops proposed circumcision ban, por David Rosenberg, 30 de abril de 2018, Israel National News.

http://www.israelnationalnews.com/news/245193 

20 Nota de Laurent Guyénot:  Kevin MacDonald, Cultural Insurrections: Essays on Western Civilizations, Jewish Influence, and Anti-Semitism, The Occidental Press, 2007, páginas 90-91. 

The Devil's Trick: Unmasking the God of Israel, por Laurent Guyénot, 17 de maio de 2020, The Unz Review – An alternative media selection.

https://www.unz.com/article/the-devils-trick-unmasking-the-god-of-israel/

Sobre o autor: Laurent Guyénot (1960-) possuí mestrado em Estudos Bíblicos e trabalho em antropologia e história das religiões, tendo ainda o título de medievalista (PhD em Estudos Medievais em Paris IV-Sorbonne, 2009) e de engenheiro (Escola Nacional de Tecnologia Avançada, 1982).

Entre seus livros estão:

LE ROI SANS PROPHETE. L'enquête historique sur la relation entre Jésus et Jean-Baptiste, Exergue, 1996.

Jésus et Jean Baptiste : Enquête historique sur une rencontre légendaire, Imago Exergue, 1998.

Le livre noir de l'industrie rose – de la pornographie à la criminalité sexuelle, IMAGO, 2000.

Les avatars de la réincarnation: une histoire de la transmigration, des croyances primitives au paradigme moderne, Exergue, 2000.

Lumieres nouvelles sur la reincarnation, Exergue, 2003.

La Lance qui saigne: Métatextes et hypertextes du Conte du Graal de Chrétien de Troyes, Honoré Champion, 2010.

La mort féerique: Anthropologie du merveilleux (XIIᵉ-XVᵉ siècle), Gallimard, 2011.

JFK 11 Septembre: 50 ans de manipulations, Blanche, 2014.

Du Yahvisme au sionisme. Dieu jaloux, peuple élu, terre promise: 2500 ans de manipulations, Kontre Kulture, Kontre Kulture, 2016. Tem edição em inglês: From Yahweh to Zion: Jealous God, Chosen People, Promised Land...Clash of Civilizations, Sifting and Winnowing Books, 2018.

Petit livre de - 150 idées pour se débarrasser des cons, Le petit livre, 2019.

“Our God is Your God Too, But He Has Chosen Us”: Essays on Jewish Power, AFNIL, 2020.

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Relacionado: sobre a questão judaica, sionismo e seus interesses globais ver:

Êxodo recorrente: Identidade judaica e Formação da História - Por Andrew Joyce, Ph.D., {academic auctor pseudonym}

Sionismo, Cripto-Judaísmo e a farsa bíblica - parte 1 - por Laurent Guyénot (parte 2 na sequência do próprio artigo)

Conversa direta sobre o sionismo - o que o nacionalismo judaico significa - Por Mark Weber

Judeus: Uma comunidade religiosa, um povo ou uma raça? por Mark Weber

Controvérsia de Sião - por Knud Bjeld Eriksen

Sionismo e judeus americanos - por Alfred M. Lilienthal

Por trás da Declaração de Balfour A penhora britânica da Grande Guerra ao Lord Rothschild - parte 1 - Por Robert John {as demais 5 partes seguem na sequência}

Raízes do Conflito Mundial Atual – Estratégias sionistas e a duplicidade Ocidental durante a Primeira Guerra Mundial – por Kerry Bolton

Ex-rabino-chefe de Israel diz que todos nós, não judeus, somos burros, criados para servir judeus - como a aprovação dele prova o supremacismo judaico - por David Duke

Grande rabino diz que não-judeus são burros {de carga}, criados para servir judeus - por Khalid Amayreh

Por que querem destruir a Síria? - por Dr. Ghassan Nseir

Congresso Mundial Judaico: Bilionários, Oligarcas, e influenciadores - Por Alison Weir

Um olhar direto sobre o lobby judaico - por Mark Weber


domingo, 9 de abril de 2023

O truque do diabo: desmascarando o Deus de Israel - Por Laurent Guyénot - parte 1

 

Laurent Guyénot

 

            “O mais fino truque do diabo é persuadir você de que ele não existe”, escreveu Charles Baudelaire (Paris Spleen). Ele estava errado: o mais fino truque do diabo é persuadir você de que ele é Deus.

Eu acredito na existência do diabo? Depende da definição. Acredito que os humanos estão sob a influência das ideias que engendraram coletivamente ao longo dos tempos, pois as ideias são forças espirituais. E desse ponto de vista, considero a personificação de Jeová do Divino Criador como o engano mais devastador já jogado na raça humana, um crime contra a divindade {inclusive misturando o perfil de Deus do Antigo Testamento com o perfil de Deus do Novo Testamento}#1

Eu sou um gnóstico? Não no sentido estrito. Se só estamos a acreditar em seus detratores, os primeiros gnósticos ensinavam que o Deus do Antigo Testamento era o demiurgo maligno que criou o mundo do qual Cristo veio para nos libertar. Eu não levo Jeová tão seriamente. Pelo contrário, lamento que ele tenha sido levado a sério por bilhões de pessoas, judeus, cristãos e muçulmanos. Jeová é um personagem de ficção, mas que tem exercido grande influência sobre uma grande parcela da humanidade, direta ou indiretamente.

O eu que desejo demonstrar aqui é que Jeová tem o caráter do diabo como a maioria das pessoas o imagina. Isso ajuda muito a explicar a qualidade satânica do poder judaico que está se tornando cada vez mais aparente a cada dia – uma qualidade que Alain Soral está expondo em seus vídeos mais recentes (agora disponíveis com legendas em inglês no novo canal da ERTV International no YouTube)*1. Se eu fosse cristão, citaria João 8:44. Mas não estou argumentando do ponto de vista cristão, pois embora aceite o princípio de que a história do Evangelho foi concebida como uma cura para a escravidão mental dos judeus pela Torá, também considero que, a menos que vomitasse o Antigo Testamento, o cristianismo permanecerá para sempre infectado pelo vírus que pretendia combater.

 

A aliança mosaica como pacto faustiano

O núcleo da Bíblia hebraica é a aliança mosaica. O acordo é simples: em troca de adoração exclusiva e obediência às suas leis, enfatizando a estrita separação de outros povos, Jeová fará com que os israelitas governem sobre a humanidade: “e que tu andarias em seus caminhos, observando seus estatutos, seus mandamentos e suas normas, e obedecendo à sua voz”, e Jeová “te faria superior em honra, fama e glória a todas as nações que ele fez”; “e emprestarás a muitas nações, porém nada tomará emprestado.” (Deuteronômio 26:17-19 e 28:12).

Os cristãos nunca vieram a imaginar que a aliança mosaica nada mais é do que um programa da nação judaica para dominar o mundo. Isso porque está escrito bem debaixo do nariz deles, em um livro cuja malícia eles não conseguem reconhecer porque lhes foi dito que é a Palavra de Deus. É preciso um livre-pensador como H. G. Wells para ver a ideia bíblica do Povo Escolhido pelo que ela é: “uma conspiração contra o resto do mundo”. Nos livros da Bíblia, “você tem a conspiração plana e clara, [...] uma conspiração agressiva e vingativa. […] Não é tolerância, mas estupidez fechar os olhos à qualidade dela.”[1]

Os cristãos têm sempre falhado em ver o total desprezo do deus bíblico por suas próprias nações, embora seja repetido várias vezes: “Todas as nações são como nada diante dele, não passam de coisa vã e nada” (Isaías 40:17).   “Portanto, devorará todos os povos que Jeová teu Deus te entregar. Que teu olho não tenha piedade deles” (Deuteronômio 7:16). A vulnerabilidade das nações cristãs à sociopatia coletiva de Israel está diretamente relacionada à cegueira autoinfligida. Para seu próprio infortúnio, os cristãos adoram uma divindade que os odeia (conforme um comentarista de um artigo anterior colocou).

            Os exegetas cristãos parecem nunca ter notado também que a aliança de Jeová – dominação sobre as nações em troca de adoração exclusiva – é basicamente idêntica ao pacto para o qual o diabo tentou atrair Jesus:

“Tomou o diabo a leva-lo, agora para um monte muito alto e mostrou-lhe todos os reinos do mundo com o seu esplendor e disse-lhe: ‘tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares.’ Aí Jesus lhe disse: ‘Vai-te, Satanás!’” (Mateus 4: 8-10).

Como matéria de fato, Satanás dificilmente é distinguido de Jeová no Tanakh. Ele é chamado de “anjo de Jeová” em Números 22 e 32. Em 2 Samuel 24, Jeová incita Davi a fazer o mal, enquanto o papel é dado a Satanás no mesmo episódio contado em 1 Crônicas 21, onde Jeová, “o anjo de Jeová” e Satanás são usados de modo intercambiável. Também não há vestígios no Tanakh de uma luta cósmica entre o Bem e o Mal, como no monoteísmo persa. Felicidade e infortúnio, paz e guerra, saúde e doença, abundância e fome, fertilidade e infertilidade, todos têm sua fonte única e direta na caprichosa vontade de Jeová. Em suas próprias palavras: “Eu formo a luz e crio as trevas, asseguro o bem-estar e crio a desgraça, sim eu, Jeová, faço tudo isso.” (Isaías 45:7).

O ensinamento de Cristo de “acumular tesouros no céu” (Mateus 6:20) é estranho a Jeová. Ele é o Ganancioso, que quer “os tesouros de todas as nações” acumulados em sua residência em Jerusalém: “Minha é a prata, meu é o ouro!” (Ageu 2:8). “A riqueza de todas as nações vizinhas será amontoada junta: ouro, prata, roupas, em vasta quantidade” (Zacarias 14:14). Interessantemente, de acordo com 1 Reis 10:14, a quantidade de ouro acumulada a cada ano no templo de Salomão era de “666 talentos de ouro” – o “número da Besta” em Apocalipse 13:18! Faça dele o que você quiser. Ou peça a Jared Kushner para explicar.

A aliança mosaica funciona como um pacto clássico com o diabo: Israel obterá riqueza e poder em troca de se tornar a “posse pessoal” de Jeová (Êxodo 19:5). A noção de um pacto com o diabo é especialmente relevante, pois Jeová nega a seus adoradores uma alma individual imortal, o que equivale a reivindicar suas almas para ele próprio. Conforme Voltaire certa vez observou, Jeová proibiu os judeus de trepar com suas cabras (Êxodo 22:18), instruiu-os sobre como defecar em um buraco (Deuteronômio 23:14), mas não lhes deu “aquele credo mais útil em uma vida futura.”2 Isso ocorre porque a Torá é essencialmente uma ferramenta de programação mental destinada a prender os judeus em uma alma coletiva estanque (veja meu artigo “Israel as One Man”)*2.

O materialismo metafísico é o aspecto mais fundamental da antropologia bíblica e, embora ele tenha sido superficialmente corrigido em desenvolvimentos judaicos posteriores, sua seiva corre profundamente no judaísmo. De acordo com a Jewish Virtual Library {Biblioteca Virtual Judaica}*3, a vida após a morte “raramente é discutida na vida judaica, seja entre judeus reformistas, conservadores ou ortodoxos, [...] em contraste marcante com as tradições religiosas das pessoas entre as quais os têm vivido. […] A Torá, o texto judaico mais importante, não tem, afinal, nenhuma referência clara à vida após a morte.”

O relacionamento entre Jeová e seu povo não é moral, mas estritamente contratual e legalista. De acordo com o estudioso judeu Yeshayahu Leibowitz, “A Torá não reconhece os imperativos morais decorrentes do conhecimento da realidade natural ou da consciência do dever do homem para com o próximo. Tudo o que ele reconhece são Mitzvot, imperativos divinos.”3 As centenas de mitzvot (“mandamentos”) são fins em si mesmas, não caminhos para uma consciência moral superior. Tal legalismo judaico sufoca a consciência moral, como apontou Gilad Atzmon.*4

Naturalmente, existem preceitos morais aqui e ali na Bíblia. Mas, no geral, é um mal-entendido acreditar que Jeová espera de seu povo uma superioridade moral. O único critério de aprovação de Jeová é a obediência às suas leis arbitrárias e aos seus comandos antissociais ou genocidas. Matar traiçoeiramente centenas de profetas de Baal é bom, porque é a vontade de Jeová (1 Reis 18). Mostrar misericórdia ao rei dos amalequitas é ruim, porque quando Jeová diz: “mate todos”, ele quer dizer “todos” (1 Samuel 15). Como nós podemos esperar de um povo cuja mentalidade tem sido moldada por essas narrativas e suas camadas de comentários talmúdicos, que eles compartilhem o senso de bem e mal que a maioria dos outros povos considera inerente à humanidade? É totalmente consistente que um futuro primeiro-ministro israelense como Yitzhak Shamir (1986-1992) declare (em 1943):

“Nem a ética judaica nem a tradição judaica podem desqualificar o terrorismo como meio de combate. Nós estamos muito longe de ter qualquer sensação de enjoo moral no que diz respeito à nossa guerra nacional. Nós temos diante de nós o mandamento da Torá, cuja moralidade supera a de qualquer outro corpo de leis no mundo: ‘Vocês os apagarão até o último homem.’”4

 

{Yitzhak Shamir (1915-2012) primeiro ministro de Israel entre 1986-1992, declarou: “Nem a ética judaica nem a tradição judaica podem desqualificar o terrorismo como meio de combate. Nós estamos muito longe de ter qualquer sensação de enjoo moral no que diz respeito à nossa guerra nacional. Nós temos diante de nós o mandamento da Torá, cuja moralidade supera a de qualquer outro corpo de leis no mundo: ‘Vocês os apagarão até o último homem.’”. (ver nota 4) Foto de 1985. (Crédito da foto: Moshe Shai/Flash90)}.

O deus ciumento e assassino

Jeová é “o Zeloso” (Êxodo 34:14). Embora ele é suposto ser o pai de todos os deuses nacionais (Deuteronômio 32:8-9), ele sente por eles um ódio assassino, manifestado neste comando:

“Devereis destruir todos os lugares em que as nações que conquistar tinham servido aos seus deuses, sobre os altos montes, sobre as colinas e sob toda árvore verdejante. Demolireis seus altares, despedaçareis suas estelas, queimareis seus postes sagrados e esmagareis os ídolos dos seus deuses, fazendo com que o nome deles desapareça de tal lugar.” (Deuteronômio 12:2-3).

O ciúme de Jeová alcançou proporções patológicas durante sua luta com Assur, o deus nacional da Assíria. Nos estratos mais antigos do livro de Isaías, composto logo após a destruição de Israel pela Assíria, Jeová parece incapaz de lidar com a frustração e a humilhação, consumido pelo desejo de vingança:

“Jeová dos Exércitos jurou:

‘Desmantelarei a Assíria na minha terra,

Pisá-la-ei nos meus montes.

Seu jugo será removido do meu povo,

Seu fardo será removido dos seus ombros.

Este é o projeto que ele decidiu contra a terra inteira,

 e esta é a mão estendida contra todas as nações.

Com efeito, Jeová dos Exércitos tomou uma decisão, quem a anulará?

Sua mão está estendida, quem a fará recuar?’” (Isaías 14:24-27)

{Promessas da entidade maligna conhecida na Bíblia como Jeová (numa representação artística bem didática acima) para que os judeus o adorem, conforme o livro de Isaías:
 “As riquezas do mar afluirão a ti, a ti virão os tesouros das nações” (60:5); “Com efeito, a nação e o reino que não te servirem perecerão, sim, essas nações serão reduzidas à ruína” (60:12); “Sugarás o leite das nações, amamentar-te-ás das riquezas dos reis” (60:16); “alimentar-vos-eis das riquezas das nações; e as sucedereis em sua glória” (61:5-6).}


Ouça Jeová fumegante após sua derrota, e você ouvirá um perigoso narcisista megalomaníaco:

“Eu juro por mim mesmo, o que sai da minha boca é a verdade, uma palavra que não voltará atrás: Com efeito, diante de mim se dobrará todo o joelho, toda a língua jurará por mim,” (Isaías 45:23).

A luta de Jeová com Baal é ainda mais reveladora. Na antiga Síria, Baal (termo que significa simplesmente “Senhor”, como o hebraico Adonai), também conhecido como Baal Shamem (“o Senhor do Céu”), era entendido como o Deus Supremo, abrangendo todas as manifestações do divino.5 E assim é irônico que Jeová, um deus tribal, deva competir com o grande Baal pelo status de Deus Supremo. O culto de Baal recebeu apoio real no poderoso reino de Israel sob a dinastia Omri (século IX a.C.). Aprendemos no Ciclo de Elias (de 1 Reis 17 a 2 Reis 13) que o profeta javista Elias desafiou 450 profetas de Baal a conjurar raios sobre um touro sacrificial: “Invocareis depois o nome de vosso deus, e eu invocarei o nome de Jeová; o deus que responder enviando fogo, é ele o Deus”— uma situação implausível, já que Baal, sendo o Deus de uma sociedade agrária, nunca requiriu holocaustos. Elias vence o concurso, e as pessoas caem de cara no chão e gritam “É Jeová que é Deus! É Jeová que é Deus!” Então eles capturam todos os profetas de Baal, e Elias os abate (1 Reis 18). Mais tarde, após um golpe contra os omridas, o general judeu Jeú convocou todos os sacerdotes de Baal para “uma assembleia santa para Baal”, que acabou sendo o próprio abate deles. “Assim Jeú fez Ball desaparecer de Israel” (2 Reis 10:18-28). Esta é a ilustração perfeita de como Jeová se tornou o Deus em vez de Baal: pela eliminação física dos sacerdotes de Baal. O processo reflete a maneira como Jeú se tornou rei de Israel, exterminando a família do rei legítimo, bem como “todos os notáveis, os parentes e os sacerdotes; não deixou escapar nenhum” (2 Reis 10:11).

Para os egípcios, escreveu o egiptólogo alemão Jan Assmann, “os deuses são seres sociais, vivendo e agindo em ‘constelações’”.6 A cooperação pacífica dos deuses garante o funcionamento harmonioso do universo. Isso porque os deuses formam o corpo orgânico do mundo. Tal concepção, que Assmann chama de “cosmoteísmo”, fomenta uma forma de monoteísmo inclusivo ou convergente: todos os deuses são um, assim como o cosmos é um. Em contraste, o monoteísmo exclusivo da Bíblia é a expressão da sociopatia narcísica de Jeová. É por isso que alguns egípcios, segundo Plutarco (Ísis e Osíris, 31), acreditavam que o deus dos judeus era Seth, o deus cabeça de burro do deserto, da fome, da desordem e da guerra, expulso do conselho dos deuses por ter assassinado seu irmão mais velho, Osíris, por ciúme. Identificar o deus judeu com Seth era sua maneira de explicar a exclusividade agressiva da religião judaica.

Desde que os politeísmos de todas as grandes civilizações eram cosmoteísmos, eles eram traduzíveis uns nos outros. Isso era de importância prática porque, escreve Assmann, “os contratos com outros estados tinham de ser selados por juramento, e os deuses a quem esse juramento era feito tinham de ser compatíveis. Tabelas de equivalências divinas foram assim elaboradas que eventualmente correlacionaram até seis panteões diferentes.” E assim, a partir do terceiro milênio a.C., a traduzibilidade de vários panteões foi crucial para a diplomacia internacional, bem como para o comércio. Mas Jeová não pode ser igualado a nenhum outro deus; o jeovismo {ou javismo} “bloqueou a traduzibilidade intercultural”.7 E quando Jeová instruiu seu povo: “Não farás aliança nenhuma com eles, nem com seus deuses.” (Êxodo 23:32), ou “não fareis memória do nome dos seus deuses, não os invocareis nos vossos juramentos, não os servireis e não vos prosternareis diante deles.” (Josué 23:7), ele estava de fato impedindo qualquer relação de confiança com os povos vizinhos. Os judeus devem depositar toda a sua confiança em Jeová somente. As leis dietéticas destinam-se a impedir qualquer socialização fora da tribo: “Eu vos separarei de todos os povos, para serdes meus.” (Levítico 20:26).

O que aos israelitas é pedido, na verdade, é que reproduzam em relação a outras nações a sociopatia assassina de Jeová em relação a outros deuses. O código de guerra de Deuteronômio 20 ordena o extermínio de “qualquer coisa viva” nas cidades conquistadas de Canaã. Na prática, a regra se estende a todas as pessoas que resistem aos israelitas em sua conquista. Foi aplicado por Moisés aos midianitas, exceto suas 32.000 jovens virgens, das quais 32 foram queimadas como holocaustos a Jeová (Números 31). Foi aplicado por Josué à cidade cananeia de Jericó, onde os israelitas “Então consagraram como anátema {equivalente a autorização para aniquilação total} tudo que havia na cidade: homens e mulheres, crianças e velhos, assim como os bois, ovelhas e jumentos, passando-os ao fio da espada.” (Josué 6:21). Na cidade de Hai, os habitantes foram todos massacrados, doze mil deles, “de modo tal que não restou nenhum sobrevivente nem fugitivo. [...] Depois que Israel acabou de matar todos os habitantes de Hai, no campo e no deserto, onde os havia perseguido, e que todos, até ao último caíram ao fio da espada, todo Israel voltou a Hai e passou a população ao fio da espada”. As mulheres não foram poupadas. “E Israel tomou por presa senão o gado e os despojos daquela cidade,” (Josué 8:22-27). Então vieram as cidades de Makkedah, Libnah, Lachish, Eglon, Hebron, Debir e Hazor. Em toda a terra, Josué “não deixou nenhum sobrevivente e voltou todo ser vivo ao anátema {equivalente a autorização para aniquilação total}, conforme havia ordenado Jeová, o Deus de Israel.” (10:40). Um fim mais cruel foi reservado pelo rei Davi para os amonitas, que foram colocados sob a “serra, às picaretas e os machados de ferro” e “{nos fornos} de tijolos” (2 Samuel 12:31 e 1 Crônicas 20:3).8

O código de guerra genocida de Jeová foi aplicado pelo rei Saul aos amalequitas. Jeová ordenou que Saul os matasse todos, “homem e mulher, bebê e criança de peito, boi e ovelha, camelo e burro”, e Saul foi punido por poupar seu rei Agague, a quem Samuel ele próprio teve que massacrar (1 Samuel 15). Na mente judaica, essas estórias não são apenas contos meio esquecidos do passado. A história bíblica contém as chaves para o presente e para o futuro. Os exegetas rabínicos têm constantemente se referido aos percebidos inimigos de Israel em termos bíblicos. Amalec, em particular, passou a ser associado a Roma e, a partir do século IV, aos cristãos, ou aos armênios em particular. Amalec também está associado ao Irã, porque o vilão do livro de Ester, Haman, é dito ser descendente do rei amalequita Agag. O enforcamento de Haman e seus dez filhos e o massacre de 75.000 persas são frequentemente confundidos na tradição judaica com o extermínio dos amalequitas e a execução brutal de seu rei. A leitura da Torá na manhã de Purim é retirada do relato da batalha contra os amalequitas, que termina com a conclusão de que “Jeová estará em guerra com Amalec  de geração em geração” (Êxodo 17:16).9 “A tradição afirma que os amalequitas são inimigos eternos dos judeus”, explica Jeffrey Goldberg em um artigo do New York Times chamado “Israel's Fears, Amalec's Arsenal”*5, acrescentando: “Recentemente, pedi a um de seus conselheiros para avaliar para mim a profundidade da ansiedade do Sr. Netanyahu sobre o Irã. Sua resposta: ‘Pense em Amalec.’”10

Esta é apenas mais uma ilustração da mentalidade emoldurada bíblica da liderança israelense. O Israel moderno é filho de Jeová e atua no cenário internacional de maneira bíblica, isto é, com a mesma indiferença e crueldade para com as nações não-judaicas conforme Jeová exigia de seu povo na Bíblia.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Continua em O truque do diabo: desmascarando o Deus de Israel - Por Laurent Guyénot - parte 2


Notas

#1 Nota de Mykel Alexander: Uma das principais manipulações bíblicas do projeto de domínio do judaísmo internacional é através da narrativa de que a divindade adorada pelos judeus, Jeová, é o Deus universal, supremo, portanto, não só o deus dos judeus, mas também de todos os povos. Esse artifício do judaísmo internacional é abordado por Laurent Guyénot no presente artigo e em outros trabalhos dele. As vertentes cristãs, especialmente dissidentes do catolicismo, tais como a sucessão de igrejas anglicanas, protestantes e pentecostais promovem ou se valem de traduções em que a divindade judaica denominada de Jeová, comumente escrita em linguagens ocidentais como Jehovah ou Yahweh ou YHWH seja traduzida como Senhor. Todavia, mesmo sendo o cristianismo uma derivação do judaísmo, na tradição cristã as características da divindade descritas pelos apóstolos cristãos, isto é, as que constam no Novo Testamento, escrito sob a influência dos ensinamentos atribuídos a Jesus, diferem das características da divindade descritas no Antigo Testamento, antecedem os ensinamentos atribuídos a Jesus. Dado tal contexto, houve na tradição cristã em seus primeiros séculos o cuidado de discernir na Bíblia o termo para se referir a divindade do Antigo Testamento como Jehovah ou Yahweh ou YHWH, e para se referir a divindade do Novo Testamento o termo Senhor. Os judeus, na época do surgimento do cristianismo, possuíam uma visão de divindade com muitas divergências da visão de divindade que os apóstolos cristãos possuíam, e outras vertentes ligadas ao judaísmo e ao cristianismo possuíam ainda mais divergências de como compreendiam a divindade, inclusive algumas vertentes conhecidas como gnósticas viam a divindade judaica do Antigo Testamento justamente como o mal. Desta maneira para as passagens bíblicas deste artigo será usada a versão traduzida publicada como Bíblia de Jerusalém (1ª edição, 2002, 12ª reimpressão, 2017, Paulus, São Paulo), da École biblique de Jérusalem (Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém), a qual é vertida diretamente do hebraico, do aramaico e do grego para o português, de modo que nos textos do Antigo Testamento a divindade judaica é traduzida como Yahweh, mas, por fins didáticos, usarei a forma simplificada de Jeová. É preciso registrar que, ao menos a edição em português, a tradução da Bíblia de Jerusalém atenua muito através da escrita o impacto da violência, crueldade e agressividade o teor das passagens bíblicas, especialmente as do Antigo Testamento. 

*1 Fonte utilizada por Laurent Guyénot:

https://www.youtube.com/channel/UCakbBs0-YOo1zNnwmUDHfHA 

[1] Nota de Laurent Guyénot: Herbert George Wells, The Fate of Homo Sapiens (1939), página 128, em archive.org. 

2 Nota de Laurent Guyénot:  Leia em Félix Niesche, Voltaire antisémite, KontreKulture, 2019. 

*2 Fonte utilizada por Laurent Guyénot: Israel as One Man: A Theory of Jewish Power, por Laurent Guyénot, 10 de junho de 2019, The Unz Review – An alternative media selection.

https://www.unz.com/article/israel-as-one-man/ 

*3 Fonte utilizada por Laurent Guyénot: Jewish Virtual Library – a projct of aice. Vocábulo Afterlife in Judaism.

https://www.jewishvirtuallibrary.org/afterlife 

3 Nota de Laurent Guyénot: Yeshayahu Leibowitz, Judaism, Human Values and the Jewish State, Harvard University Press, 1995, página 18. 

*4 Fonte utilizada por Laurent Guyénot: On IDF's Failure And Jewish Ethics, por Gilad Atzmon, 06 de Agosto de 2014, Gilad.

https://gilad.online/writings/on-idfs-failure-and-jewish-ethics.html 

4 Nota de Laurent Guyénot: “Document: Shamir on Terrorism (1943),” Middle East Report 152 (May/June 1988), on https://merip.org/1988/05/shamir-on-terrorism-1943/ 

5 Nota de Laurent Guyénot: Norman Habel, Yahweh Versus Baal: A Conflict of Religious Cultures, Bookman Associates, 1964, página 41. 

6 Nota de Laurent Guyénot: Jan Assmann, Of God and Gods: Egypt, Israel, and the Rise of Monotheism, University of Wisconsin Press, 2008, página 47.

7 Nota de Laurent Guyénot: Jan Assmann, Moses the Egyptian: The Memory of Egypt in Western Monotheism, Harvard University Press, 1998, página 3. 

8 Nota de Laurent Guyénot: Eu tenho juntado os dois relatos quase idênticos do mesmo episódio em 2 Samuel 12:31 e 1 Crônicas 20:3. 

9 Nota de Laurent Guyénot: Elliott Horowitz, Reckless Rites: Purim and the Legacy of Jewish Violence, Princeton University Press, 2006, páginas 122–125, 4. 

*5 Fonte utilizada por Laurent Guyénot: Israel’s Fears, Amalec’s Arsenal, por Jeffrey Goldberg, 16 de maio de 2009, The New York Times.

https://www.nytimes.com/2009/05/17/opinion/17goldberg.html?_r=1&pagewanted=print 

10 Nota de Laurent Guyénot: Jeffrey Goldberg, “Israel’s Fears, Amalec’s Arsenal,” New York Times, 16 de maio de 2009.

  

 

The Devil's Trick: Unmasking the God of Israel, por Laurent Guyénot, 17 de maio de 2020, The Unz Review – An alternative media selection.

https://www.unz.com/article/the-devils-trick-unmasking-the-god-of-israel/

Sobre o autor: Laurent Guyénot (1960-) possuí mestrado em Estudos Bíblicos e trabalho em antropologia e história das religiões, tendo ainda o título de medievalista (PhD em Estudos Medievais em Paris IV-Sorbonne, 2009) e de engenheiro (Escola Nacional de Tecnologia Avançada, 1982).

Entre seus livros estão:

LE ROI SANS PROPHETE. L'enquête historique sur la relation entre Jésus et Jean-Baptiste, Exergue, 1996.

Jésus et Jean Baptiste : Enquête historique sur une rencontre légendaire, Imago Exergue, 1998.

Le livre noir de l'industrie rose – de la pornographie à la criminalité sexuelle, IMAGO, 2000.

Les avatars de la réincarnation: une histoire de la transmigration, des croyances primitives au paradigme moderne, Exergue, 2000.

Lumieres nouvelles sur la reincarnation, Exergue, 2003.

La Lance qui saigne: Métatextes et hypertextes du Conte du Graal de Chrétien de Troyes, Honoré Champion, 2010.

La mort féerique: Anthropologie du merveilleux (XIIᵉ-XVᵉ siècle), Gallimard, 2011.

JFK 11 Septembre: 50 ans de manipulations, Blanche, 2014.

Du Yahvisme au sionisme. Dieu jaloux, peuple élu, terre promise: 2500 ans de manipulations, Kontre Kulture, Kontre Kulture, 2016. Tem edição em inglês: From Yahweh to Zion: Jealous God, Chosen People, Promised Land...Clash of Civilizations, Sifting and Winnowing Books, 2018.

Petit livre de - 150 idées pour se débarrasser des cons, Le petit livre, 2019.

“Our God is Your God Too, But He Has Chosen Us”: Essays on Jewish Power, AFNIL, 2020.

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Relacionado: sobre a questão judaica, sionismo e seus interesses globais ver:

Êxodo recorrente: Identidade judaica e Formação da História - Por Andrew Joyce, Ph.D., {academic auctor pseudonym}

Sionismo, Cripto-Judaísmo e a farsa bíblica - parte 1 - por Laurent Guyénot (parte 2 na sequência do próprio artigo)

Conversa direta sobre o sionismo - o que o nacionalismo judaico significa - Por Mark Weber

Judeus: Uma comunidade religiosa, um povo ou uma raça? por Mark Weber

Controvérsia de Sião - por Knud Bjeld Eriksen

Sionismo e judeus americanos - por Alfred M. Lilienthal

Por trás da Declaração de Balfour A penhora britânica da Grande Guerra ao Lord Rothschild - parte 1 - Por Robert John {as demais 5 partes seguem na sequência}

Raízes do Conflito Mundial Atual – Estratégias sionistas e a duplicidade Ocidental durante a Primeira Guerra Mundial – por Kerry Bolton

Ex-rabino-chefe de Israel diz que todos nós, não judeus, somos burros, criados para servir judeus - como a aprovação dele prova o supremacismo judaico - por David Duke

Grande rabino diz que não-judeus são burros {de carga}, criados para servir judeus - por Khalid Amayreh

Por que querem destruir a Síria? - por Dr. Ghassan Nseir

Congresso Mundial Judaico: Bilionários, Oligarcas, e influenciadores - Por Alison Weir

Um olhar direto sobre o lobby judaico - por Mark Weber