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sábado, 18 de julho de 2026

A Mão Judaica nas Guerras Mundiais - Parte 2.4 - Todos os judeus do presidente Frank Delano Roosevelt - por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton)

 Continuação de A Mão Judaica nas Guerras Mundiais - Parte 2.3 - Frank Delano Roosevelt era um judeu? - por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton)  

David Skrbina 


“Todos os judeus do presidente”

O caso para uma possível mão judaica na Segunda Guerra Mundial poderia ser feito, se nós pudéssemos mostrar o seguinte:

1 uma extensa e influente presença judaica na administração de Franklin D. Roosevelt,

2 que o público dos EUA não queria guerra,

3 que influentes judeus americanos queriam a guerra,

4 que Franklin D. Roosevelt agiu sub-repticiamente em nome da guerra,

5 que a mídia americana dirigida por judeus apoiava a guerra, e

6 que os EUA entraram na guerra sob falsos pretextos.

Eu fornecerei dados específicos sobre os dois primeiros pontos e então abordarei os demais de forma conjunta.

Anteriormente, eu mostrei a dependência de Roosevelt de apoiadores judeus durante seu mandato governamental. Quando chegou o tempo de montar uma campanha presidencial, seus velhos amigões estavam lá para ajudar. Conforme Scholnick*21: página 193) explica: “Vários amigos judeus ricos contribuíram para o fundo da campanha pré-nomeação de Roosevelt: Henry Morgenthau Jr., tenente-governador Lehman, Jesse Straus [e] Laurence Steinhardt”. Uma vez que as primárias estavam fora do caminho, “a campanha de Roosevelt foi pesadamente subscrita por Bernard Baruch”.

{O judeu Bernard Mannes Baruch (1870 -1965), conselheiro do presidente dos EUA na Primeira Guerra Mundial, membro do judaísmo internacional, e reconheceu perante a autoridade do Senado dos EUA no context da Primeira Guerra Mundial, afirmando  “Eu provavelmente tinha mais poder do que qualquer outro homem na guerra; sem dúvida isso é verdadeiro.” Sua influência no governo de F. D. Roosevelt foi similar, e ainda N. M. Baruch fazia a conexão entre F. D. Roosevelt e W. Churchill, representando claramente o conceito de judaísmo internacional}. Fonte da imagem: http://hdl.loc.gov/loc.pnp/pp.hec 

            A primeira regra na política é recompensar aqueles que financiam seu caminho para o sucesso. Consequentemente, não é surpreendente que “a administração [de Franklin D. Roosevelt] continha uma proporção maior de judeus do que qualquer outra”*22. Nas palavras de Herzstein*23, “os judeus eram de fato mais proeminentes do que nunca na história americana”. Então, quem eram essas figuras importantes que foram tão dominantes durante os anos de Roosevelt? No topo da lista estavam os Big 5, os “judeus do presidente”, conforme diz Shogan, que tiveram a maior participação em eventos influentes dentro da presidência: Louis Brandeis, Felix Frankfurter, Henry Morgenthau Jr., Sam Rosenman e Ben Cohen.

{O judeu Louis Dembitz Brandeis (1856-1941), retrato de 1915. Um dos líderes dos esforços sionistas nos EUA, e um dos grandes articuladores dos interesses sionistas na política americana desde o início do século XX, destacadamente na política externa dos EUA tanto na Primeira Guerra Mundial com na Segunda Guerra Mundial até  sua morte.}  

É claro que Brandeis era um juiz da Suprema Corte em exercício muito antes de Roosevelt concorrer para o cargo, tendo sido colocado lá por seu amigo Woodrow Wilson em 1916. Mesmo antes de sua eleição inicial em 1932, Franklin D. Roosevelt marcou uma reunião com Brandeis para discutir políticas. Segundo Shogan, o juiz logo enviou a Roosevelt “um amplo projeto para o New Deal”*24. Alguns anos depois, em 1938, “Brandeis fez sua primeira visita a Franklin D. Roosevelt em nome dos judeus”*25. Tal envolvimento na administração do governo por um juiz da Suprema Corte é não usual, para dizer o mínimo. Outros diriam que isso é flagrantemente antiético. Os juízes supostamente devem decidir sobre questões constitucionais, não fazer políticas. Ele obviamente sabia disso e, portanto, geralmente trabalhava por meio de intermediários judeus, como Frankfurter e Cohen, para levar sua mensagem ao presidente.

Na base do dia-a-dia, Frankfurter era particularmente importante. Mesmo em 1933, ele havia se tornado “provavelmente o conselheiro mais influente de Franklin D. Roosevelt*26. Furioso com a extensão de seu poder, o general americano Hugh Johnson*27 o chamou de “o indivíduo mais influente nos Estados Unidos”.17 Frankfurter, disse ele, “havia insinuado seus rapazes em posições obscuras, mas importantes, em todos os departamentos vitais” relacionados ao New Deal. Mais tarde, quando a Europa estava à beira da guerra, Frankfurter aparentemente foi fundamental para iniciar uma série de correspondências secretas entre Franklin D. Roosevelt e Churchill em um momento muito delicado – presidentes neutros são supostos não estarem conduzindo negociações secretas com líderes de nações beligerantes. 18Frankfurter, como nós sabemos, seria bem recompensado por Roosevelt por seus esforços, com a nomeação para a Suprema Corte em janeiro de 1939.

{Felix Frankfurter (1882-1965) foi um jurista judeu que atuou como ministro da Suprema Corte dos Estados Unidos de 1939 a 1962, e no governo de F. D. Roosevelt também conduzia as intermediações entre F. D. Roosevelt e W. Churchill transgredindo as normas de neutralidade dos EUA na Segunda Guerra Mundial até então. Na política interna exercia influência de primeira grandeza nos EUA.} 

Movendo-se abaixo na lista: Roosevelt “era tão próximo de Henry Morgenthau... quanto de qualquer homem”*28. Tão perto, de fato, que Franklin faria dele o segundo judeu a ingressar em um gabinete presidencial; ele foi nomeado secretário do Tesouro no início de 1934, servindo até o final da guerra.19  Mais tarde, Henry seria o autor do notório “Plano Morgenthau” — uma política para a virtual destruição da Alemanha do pós-guerra. Isto, novamente, foi um esforço ultrajante fora de linha de um secretário do Tesouro, que formalmente não tem a responsabilidade de conduzir a política externa. Mas isso evidentemente não o impediu de tentar.

{O político judeu Henry Morgenthau Jr (1891-1967), homem central da política dos EUA no século XX e da política e economia mundial. Autor de fraudulento documento da política externa Americana sobre a questão judaica. Ainda, foi autor do notório “Plano Morgenthau” — uma política para a virtual destruição da Alemanha do pós-guerra, o que além de ser uma medida genocida, ainda extrapolava suas atribuições em cargos de economia os quais exercia, evidenciando uma mobilidade de influência muito maior do que a representada nos cargos formais, também representando claramente o conceito de judaísmo internacional.}

Os dois membros mais jovens dos 5 grandes foram Rosenman e Cohen. Apesar de servir como juiz do estado de Nova York, Rosenman também atuou como “chefe redator de discursos de Franklin D. Roosevelt e um conselheiro geral de proeminência”.*29 Ward nota que ele foi “um assessor próximo de 1928 em diante”*30 — isto é, mesmo antes do governo de Franklin D. Roosevelt. O advogado Benjamin Cohen tornou-se um dos principais redatores da vital legislação do New Deal de Roosevelt, que foi seu duradouro legado econômico. Ele claramente tinha a atenção do presidente; Nasaw o chama de “emissário não oficial do juiz Brandeis e Felix Frankfurter.”*31

{Samuel Irving Rosenman (1896-1973) foi um advogado judeu, juiz, ativista do Partido Democrata e redator de discursos presidenciais. Ele cunhou o termo "New Deal" e ajudou a articular políticas liberais durante o auge da coalizão do New Deal. Foi a primeira pessoa a ocupar o cargo de Consultor Jurídico da Casa Branca. Informações gerais a partir da Wikipedia.}

Mas, mais importantemente, Cohen foi o principal arquiteto e executor do infame plano de ‘bases para contratorpedeiros’ de meados ao final de 1940. Naquela época, a Grã-Bretanha estava em plena guerra e precisava desesperadamente da assistência militar dos Estados Unidos. Mas como nação neutra e por lei, os EUA eram inábeis para ajudar. Cohen então elaborou um plano pelo qual os Estados Unidos iriam “emprestar” 50 navios de guerra ao Reino Unido em troca do uso de certas bases globais que eles possuíam. “Empregando tecnicismos minuciosos e asserções improváveis ​​sobre a defesa nacional, o memorando [de Cohen] estendeu a lei, criando uma brecha ampla o suficiente para cinquenta navios de guerra passarem a caminho de ingressar na Marinha Real,” diz Shogan.*32 Buscando aprovação legal para esta ação flagrantemente ilegal, Roosevelt recorreu ao... juiz Frankfurter. E para surpresa de ninguém, o juiz conferiu sua benção. Os britânicos, é claro, ficaram eufóricos. Para os alemães, este foi um verdadeiro ato de guerra dos nominalmente neutros americanos. Mais fatalmente, parece ter sido decisivo para a causa de Hitler a assinar um pacto de defesa mútua com o Japão em outubro de 1940; foi esse acordo que desencadearia a declaração de guerra da Alemanha aos Estados Unidos após o ataque a Pearl Harbor.

{Benjamin Victor Cohen (1894-1983) foi um advogado judeu e que atuou como advogado do Movimento Sionista Americano de 1919 a 1921, período em que também atuou como advogado sionista na Conferência de Paz de Paris de 1919. Posteriormente foi membro das administrações de Franklin D. Roosevelt e Harry S. Truman, cuja carreira no serviço público abrangeu desde o início do New Deal até o período posterior à Guerra do Vietnã.}

Além dos grande 5, vários outros judeus desempenharam papéis influentes. Bernard Baruch, outro remanescente wilsoniano, era consultor financeiro em meio período e “confidente proeminente” tanto de Franklin D. Roosevelt quanto de Churchill.20  Jerome Frank foi um assessor próximo, assim como David Niles. James Warburg, filho de Paul, foi um dos primeiros consultores financeiros. Em maio de 1934, Eugene Black foi nomeado presidente do Fed {Banco Central dos EUA} e Jesse Straus foi nomeado embaixador na França – mesmo quando seu sobrinho, Nathan Straus Jr., passou a chefiar a Autoridade de Habitação dos Estados Unidos. William Bullitt, um quarto de {ancestralidade} judaica, recebeu dois cargos importantes de embaixador: primeiro na União Soviética e depois, durante a guerra, na França.21 Laurence Steinhardt, que tanto ajudou com o financiamento da campanha, foi premiado com uma série de cargos de embaixador durante o mandato de Franklin D. Roosevelt. O velho amigo de Franklin, Herbert Lehman, foi nomeado chefe do novo Office of Foreign Relief and Rehabilitation {Escritório de Assistência Estrangeira e Reabilitação} em 1943. Herbert Feis foi um influente consultor econômico do Departamento de Estado. Abe Fortas serviu como Subsecretário do Interior. Charles Wyzanski era procurador-geral do Departamento do Trabalho. Mordecai Ezekiel foi assessor econômico do secretário de Agricultura. David Lilienthal tornou-se presidente da TVA {Tennessee Valley Authority}. Outros judeus, como Sidney Hillman e Rose Schneiderman, surgiram como importantes conselheiros em questões trabalhistas.

            Mesmo alguns membros não judeus da equipe de Franklin D. Roosevelt tinham conexões semíticas. A esposa do antigo secretário de Estado Cordell Hull, Frances Witz, era judia. O mesmo aconteceu com a esposa do arquiteto do New Deal e confidente próximo Harry Hopkins (Ethel Gross). Nós podemos ter certeza de que simpatizavam com a causa judaica. Em suma, pode-se entender muito bem a motivação dos críticos de Roosevelt, que desprezaram e escarneceram seu governo como o “Acordo Judeu”.22

Sobre o segundo ponto, é incontroverso que os americanos esmagadoramente queriam evitar a guerra. Em um discurso de rádio de 23 de abril de 1941, o principal advogado antiguerra, Charles Lindbergh, condenou o curso de ação “ao qual mais de 80% de nossos cidadãos se opõem”. Em um discurso no mês anterior, o congressista Hamilton Fish afirmou que “algo entre 83 e 90 por cento das pessoas, de acordo com as várias pesquisas do Gallop, são opostas à nossa entrada na guerra, a menos que sejamos atacados”23. Os dados apoiaram tais afirmações. De acordo com pesquisas conduzidas em junho e julho de 1940, entre 81 e 86% dos entrevistados preferiam “ficar de fora” de uma guerra, caso ela viesse ao voto.24 Outra pesquisa em julho de 1941 registrou um número de 79%.25 O maior número registrado veio um pouco anteriormente, em um relatório publicado em meados de 1938; quando questionados “Se outra guerra como a [I] Guerra Mundial se desenvolver na Europa, os Estados Unidos deveriam tomar part novamente?”, 95% dos entrevistados responderam “Não”.26 Tais números geralmente se mantiveram direto até o ataque a Pearl Harbor.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Continua em A Mão Judaica nas Guerras Mundiais - Parte 2.5 - O trajeto para a guerra - por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton)

Notas:

*21 Fonte utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Scholnick, M., The New Deal and Anti-Semitism in America, Taylor and Francis, 1990, p. 193.

*22 Fonte utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Michael, R., A Concise History of American Anti-Semitism, Rowman & Littlefield, 2005, p. 178.

*23 Fonte utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Herzstein, R., Roosevelt and Hitler, J. Wiley, 1989, p. 40.

*24 Fonte utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): R. Shogan, Prelude to Catastrophe, Ivan Dee, 2010, p. 72.

*25 Fonte utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): R. Shogan, Prelude to Catastrophe, Ivan Dee, 2010, p. 83.

*26 Fonte utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): R. Shogan, Prelude to Catastrophe, Ivan Dee, 2010, p. 105.

*27 Fonte utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): R. Shogan, Prelude to Catastrophe, Ivan Dee, 2010, p. 86.

17 Nota de David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Isso remete à caracterização semelhante de Baruch durante a Primeira Guerra Mundial.

18 Nota de David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Veja Leutze, J., “The secret of the Churchill-Roosevelt correspondence.” Journal of Contemporary History, 10(3), 1975, pp 469-470.

*28 Fonte utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): R. Shogan, Prelude to Catastrophe, Ivan Dee, 2010, p. 32.

19 Nota de David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): O primeiro membro judeu do gabinete, como nos lembramos, foi Oscar Straus, escolhido pelo primo de Franklin, Theodore, lá em 1906.

*29 Fonte utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): R. Shogan, Prelude to Catastrophe, Ivan Dee, 2010, p. 9.

*30 Fonte utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Ward, G., A First-Class Temperament, Harper & Row, 1989, p. 254.

*31 Fonte utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Nasaw, D., The Patriarch, Penguin, 2012, p. 358.

*32 Fonte utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): R. Shogan, Prelude to Catastrophe, Ivan Dee, 2010, p. 152.

20 Nota de David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Veja Makovsky, M., Churchill’s Promised Land, Yale University Press, 2007, p. 216.

21 Nota de David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): A ascendência de Bullitt é um tanto enigmática. Sua mãe, Louisa Horowitz, era aparentemente, pelo menos em parte, de origem judaica. O pai dela, Orville Horowitz, descendia da família Salomon, que era inequivocamente judaica. A mãe dela, Maria Gross, provavelmente tinha uma ascendência judaica mista. No entanto, não há dúvida sobre onde residiam as suas simpatias: “Bullitt [é] nosso amigo”, escreveu Weizmann em 1938 (citado em Nasaw, D., The Patriarch, Penguin, 2012, p. 358).

22 Nota de David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Embora tenha causado escândalo na época, tal nível de influência judaica é lugar comum hoje em dia — com três dos nove juízes da Suprema Corte sendo judeus (Kagan, Breyer, Ginsburg), inúmeras nomeações para cargos de nível ministerial e incontáveis ​​cargos subordinados. Apenas nas três últimas administrações presidenciais, os ocupantes de cargos de nível ministerial judeus ou de ascendência judaica incluem, no mínimo, os seguintes nomes: M. Albright, L. Aspin, C. Barshefsky, S. Bodman, J. Bolten, A. Card, M. Chertoff, W. Cohen, R. Emanuel, M. Froman, J. Furman, T. Geithner, D. Glickman, M. Kantor, J. Kerry, A. Krueger, J. Lew, M. Markowitz, M. Mukasey, P. Orszag, P. Pritzker, R. Portman, R. Reich, R. Rubin, S. Schwab, M. Spellings, J. Stiglitz, L. Summers, J. Yellen e R. Zoellick. Esta lista não inclui outros, como Samantha Power, que têm cônjuge judeu (Cass Sunstein). Também não inclui os presidentes do Federal Reserve — um cargo de grande poder, ocupado por Ben Bernanke e Alan Greenspan ao longo dos últimos anos e, atualmente, por Janet Yellen.

23 Nota de David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Ambas as citações são de John C. Chalberg (ed.), Isolationism, Greenhaven, 1995, páginas 192-193.

24 Nota de David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Public Opinion Quarterly, 4(4), December 1940: 714.

25 Nota de David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Public Opinion Quarterly, 5(4), Winter 1941: 680.

26 Nota de David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Public Opinion Quarterly, 2(3), July 1938: 388.

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Sobre o autor: David Skrbina, pseudônimo Thomas Dalton, (1960-) é professor sênior de filosofia na Universidade de Michigan em Dearborn. Suas áreas de pesquisa incluem filosofia da mente, filosofia da tecnologia e ética ambiental. Ele é autor de Panpsychism in the West (MIT Press—2ª edição, 2017) e editor de Mind That Abides: Panpsychism in the New Millennium (2009; John Benjamins). Também é autor do livro recente The Metaphysics of Technology (2015; Routledge) e editou uma série de quatro livros didáticos para cursos de graduação em filosofia. O Dr. Skrbina foi professor visitante de filosofia na Michigan State University, na Eastern Michigan University e na Universidade de Gent, na Bélgica. Também tem escrito ou editado vários livros e artigos sobre política, história e religião, com foco especial no nacional-socialismo na Alemanha. Seus trabalhos incluem uma nova série de traduções de Mein Kampf e os livros Eternal Strangers (2020), The Jewish Hand in the World Wars (2019) e Debating the Holocaust (4ª edição 2020). Mais recentemente, ele editou uma nova edição da obra clássica de Rosenberg, Mito do Século XX, um novo livro de charges políticas, Pan-Judah!, e a crítica definitiva Unmasking Anne Frank. Todas essas obras estão disponíveis em www.clemensandblair.com. Visite Holocaust Handbooks & Documentaries https://holocausthandbooks.com/ 

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sábado, 20 de junho de 2026

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David Skrbina 


Na Parte 1 deste artigo,*1 eu forneci um relato do papel judaico nos eventos que levaram à Primeira Guerra Mundial, com uma ênfase em sua influência no Reino Unido e nos Estados Unidos. Woodrow Wilson foi mostrado como o primeiro presidente americano eleito com o apoio total do lobby judaico, e ele respondeu colocando vários judeus em papéis de liderança em sua administração. Eles também foram vistos como tendo influência decisiva no momento da declaração de guerra de Wilson em abril de 1917. Do lado britânico, o primeiro-ministro David Lloyd George era um sionista cristão e compatriota ideológico dos judeus, e igualmente ansioso para apoiar os objetivos deles. A Grã-Bretanha alavancou o apoio judaico através da Declaração Balfour de novembro de 1917, que prometia aos sionistas uma pátria na Palestina; foi a sua recompensa por terem trazido os EUA para o conflito cerca de sete meses antes.

{Antes de ser colocado como primeiro ministro britânico,  David Lloyd George (1963-1935) foi consultor jurídico do movimento sionista. Foto de domínio público - Wikipedia.}

Tais ações mostraram-se parte de uma tendência histórica de longa data: uma de ativistas e agitadores judeus incitando tumultos e mesmo guerras sempre que se beneficiavam. As guerras, é claro, não são somente eventos de grande morte e destruição; elas fornecem uma tremenda oportunidade de lucro financeiro e mudanças rápida e abruptamente dramáticas nas estruturas de poder global. Para aqueles que estão na posição certa, a guerra pode gerar ganhos significativos em riqueza e influência.

Especificamente, os eventos em torno da Primeira Guerra Mundial trouxeram ganhos substanciais para os judeus em todo o mundo – de várias maneiras. Primeiro, com indivíduos de alto escalão nas administrações de Taft e Wilson, os Estados Unidos eram muito receptivos à imigração judaica; na verdade, seus números aumentaram dramaticamente, de 1,5 milhão para mais de 3 milhões entre 1905 e 1920 – a caminho de 4 milhões em meados da década de 1920. A segunda foi a Declaração de Balfour, a qual lhes prometia a Palestina. Deve ser concedido que nada foi imediatamente entregue como Palestina, mas, mesmo assim, foi uma grande concessão de uma potência mundial. Em terceiro lugar, a ordem mundial mudou a seu favor: o odiado e “antissemita” regime czarista na Rússia foi substituído pelo movimento bolchevique liderado pelos judeus, o do odiado e “antissemita” Kaiser Wilhelm II da Alemanha foi substituído pelo regime de Weimar, amigo dos judeus, e os governos influenciados pelos judeus dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha restabeleceram seu domínio global.

{O sionismo exigiu que a Grã-Bretanha garantisse a entrega da Palestina aos judeus para criar o Estado Sionista, em troca de trazer os EUA para a luta contra a Alemanha na Primeira Guerra Mundial. Na imagem o relato da entrega da Palestina aos judeus, Times of London, 09/11/1917.}

Finalmente, e como sempre, havia dinheiro a ser feito. Dirigindo o Conselho das Indústrias de Guerra para Wilson, o financista judeu Bernard Baruch tinha poder extraordinário para direcionar gastos militares; podemos ter certeza de que seus clientes preferenciais se beneficiaram.[1] Mas talvez o senador de Nebraska, George Norris, tenha dito melhor. Falando em oposição ao apelo de Wilson por uma declaração de guerra, Norris exclamou que os americanos estavam sendo enganados “pela exigência quase unânime da grande combinação de riqueza que tem interesse financeiro direto em nossa participação na guerra”. Além do mais, “um grande número de grandes jornais e agências de notícias do país foram controlados e alistados na maior propaganda que o mundo já conheceu, para manufaturar sentimentos em favor da guerra”. Resumindo seu caso, Norris disse o seguinte: “Estamos entrando em guerra pelo comando do ouro”.[2] Finanças, mídia, ‘ouro’ – os interesses judaicos prosperaram em muitas frentes.

{Alguns dos articuladores sionistas em trazer os EUA para a Primeira Guerra Mundial contra a Alemanha e para obter a Palestina para o sionismo. Na imagem: Richard Gottheil, Jacob de Haas, Louis D. Brandeis, Felix Frankfurter, Stephen Wise. De Nova York esses judeus, os últimos três destacadamente influentes, especulavam o lado mais conveniente da Grande Guerra Mundial para o sionismo.}

Mas Wilson evidentemente não era afetado por tais assuntos, ou por sua promessa a seus compatriotas de “nos manter fora da guerra”. Sua equipe de apoiadores e conselheiros judeus – Baruch, mas também Henry Morgenthau Sr., Jacob Schiff, Samuel Untermyer, Paul Warburg, Stephen Wise e Louis Brandeis – queria guerra, e guerra eles tiveram. O fato de que custaria à América US$ 250 bilhões (o equivalente atual) e cerca de 116.000 mortos na guerra não parecia figurar em seus cálculos.

O tema principal do presente ensaio é a Segunda Guerra Mundial, mas suas raízes estão no resultado da Primeira Guerra Mundial. Portanto, eu continuo a história daquela época.

 

Algum contexto

Antes de proceder, nós devemos ter alguma coisa em mente. Os esforço dos judeus por maior influência e poder político pode ser encontrada em ambos os lados da Primeira Guerra Mundial. Os líderes imperiais russos há muito suspeitavam dos judeus e os baniram em grande parte para a chamada Zona de Assentamento {Pale of Settlement} que foi estabelecida no oeste da Rússia na década de 1790. Começando a década de 1880, a mídia ocidental emitiu relatos exagerados de matanças, pogroms e diversos massacres entre os judeus russos de lá, cujo número agregado de vítimas foi quase sempre registrado – espantosamente– como “6 milhões”.[3]

{O banqueiro judeu Alexander Israel Parvus (esquerda) com o bolchevique judeu Leon Bronstein Trotsky (centro) e o menchevique judeu Leo Deutsch (direita) eram respectivamente a liderança da direita liberal, da extrema esquerda e da social democracia contra a Rússia. Os três foram presos pelo regime czarista. Foto de domínio público - Wikipedia.}

Isso naturalmente gerou profunda hostilidade em relação à Casa dos Romanov, e muitos judeus buscaram seu fim. Uma animosidade especial foi reservada ao czar Nicolau II, que assumiu o poder em 1894. Na Parte 1, eu expliquei o esforço incrivelmente bem-sucedido do lobby judeu americano para revogar o antigo tratado EUA-Rússia em 1911; este foi um pequeno castigo dirigido ao czar. O objetivo derradeiro, porém, era sua derrubada e, portanto, podemos imaginar a alegria da comunidade judaica global em sua queda em março de 1917. Como lembramos, o czar e sua família foram assassinados por bolcheviques judeus em julho do ano seguinte.

{Foto da esquerda: Judeus dos EUA que distribuíram doze milhões de dólares do dinheiro de socorro levantado pelos judeus americanos desde o início da Primeira Guerra Mundial. Jacob Schiff, banqueiro internacional e um dos fundadores da American Jewish Historical Society, aparece no canto inferior direito. Sentados da esquerda para a direita estão, reproduzindo a legenda disponibilizada na Wikipedia: Felix M. Warburg, da Kuhn Loeb & Co., Presidente do Comitê; Rabino Aaron Teitelbaum, Secretário Correspondente do Comitê Conjunto de Distribuição; Albert Lucas; Sra. F. Friedman, estenógrafa oficial; Dr. Boris D. Bogen, organizador da seção do Comitê na Holanda e diretor da Conferência Nacional de Caridade; Leon Sanders, presidente da Ordem Independente de Brith Abraham; Harry Fishcel, Tesoureiro do Comitê Central de Ajuda; Sholem Asch, notável escritor iídiche e vice-presidente do Comitê de Ajuda ao Povo; Alexander Kahn, presidente do Comitê de Ajuda do Povo; Jacob Milk; Srta. Harriet Lowenstein, advogada e Controladora do Comitê de Distribuição Conjunta; Coronel Moses Schonenberg; Rabbi M.Z. Margolies, Presidente da Agudas Habonim; Israel Friedlander, Seminário Teológico Judaico de NY; Paul Baerwald, Tesoureiro Associado do Comitê; Julius Levy; Peter Wiernik, presidente do Comitê Central de Ajuda e editor do Jewish Morning Journal; Meyer Gillis, editor assistente do Forward; Coronel Harry Cutler, Presidente do Conselho de Bem-Estar Judaico; Cyrus Adler, presidente do Dropsey College e do Jewish Theological Seminary; Arthur Lehman, tesoureiro do Comitê e membro do Lehman Bros. Em pé, da esquerda para a direita: Abraham Zucker, Comitê de Ajuda do Povo; Isadore Hershfield, que estabeleceu a comunicação entre famílias judias na Europa e na América; Rabino Meyer Berlin, vice-presidente do Comitê Central de Ajuda; Stanley Bero, Comitê Central de Ajuda; Louis Topkis; Morris Engelman, secretário financeiro do Comitê Central de Ajuda e criador do plano de ajuda americana para os judeus que sofrem de guerra. Data: 16 de agosto de 2018. Repositório: American Jewish Historical Society, 15 West 16th Street, New York, NY 10011. Fonte domínio público via Wikipedia. Foto da direita: Jacob Schiff (1847-1920) em 1903, crédito de Aimé Dupont via Wikipedia. Jacob Schiff, como banqueiro internacional e de amplas conexões internacionais, foi um ponto de união de esforços do judaísmo internacional e eventos decisivos das convulsões na Rússia durante a Primeira Guerra Mundial e antes ainda na Guerra Russo-Japonesa de 1904-1905.}

Foi uma história um tanto similar com o governante alemão Wilhelm II, que ascendeu ao trono em 1888. Lá, no entanto, os judeus eram prósperos e desfrutavam de um grau relativamente alto de liberdade – apesar do evidente desgosto pessoal do Kaiser por eles.[4] Previamente, eu citei algumas estatísticas impressionantes de Sarah Gordon sobre seus números em direito, mídia, negócios e academia, tudo antes da Primeira Guerra Mundial. No setor bancário, eles floresceram totalmente; proeminentes famílias de banqueiros judeus-alemães incluíam os conhecidos Rothschilds e Warburgs, mas também os Mendelssohns, Bleichroeders, Speyers, Oppenheims, Bambergers, Gutmanns, Goldschmidts e Wassermanns. Mas, apesar de sua riqueza e sucesso, os judeus não tinham acesso ao poder político, devido à monarquia hereditária. Isso, para eles, era inaceitável. Assim, eles tiveram que introduzir a “democracia” – com todos os devidos valores de mentes elevadas, é claro. Somente através de um sistema democrático eles poderiam exercer influência direta sobre a liderança política.

{O judeu capitalista Jacob Schiff (1847-1920) foi um grande financiador do marxismo e da esquerda para implementar o regime comunista na Rússia. É um predecessor do também judeu George Soros (1930-) em reunir a ação da direita liberal capitalista com a luta de classes da esquerda e fomento ao comunismo. Direita e esquerda juntas contra o nacionalismo!}

Consequentemente, assim que o czar caiu na Rússia, surgiram apelos para repetir o sucesso na Alemanha. Em 19 de março de 1917, quatro dias após a queda do czar, o New York Times noticiou que Louis Marshall elogiou o evento e acrescentou que “a revolta contra a autocracia deve se espalhar para a Alemanha.” Dois dias depois, oradores judeus no Madison Square Garden “previram uma revolta na Alemanha”. Como explica o artigo, “[alguns] previram que a revolução das classes trabalhadoras da Rússia seria a precursora de revoluções semelhantes sobre todo o mundo. Que a próxima revolução seria na Alemanha foi previsto por vários oradores” (21 de março). Em 24 de março, Jacob Schiff assumiu o crédito por ajudar a financiar a revolução russa. Ao mesmo tempo, o rabino Stephen Wise colocou a culpa pela iminente entrada americana na Primeira Guerra Mundial no “militarismo alemão”, acrescentando “Eu gostaria de Deus que fosse possível para nós lutarmos lado a lado com o povo alemão pela derrubada de Hohenzollernismo [ou seja, Kaiser Wilhelm].”

Estranhamente, Wise conseguiu seu desejo. Dentro de duas semanas, a América estava na guerra. E cerca de 18 meses depois, Wilhelm sucumbiria a revoltas nas fileiras de suas forças e seria compelido a abdicar.

{Fotos da esquerda e centro com a notícia do New York Times (24 de março de 1917) quando o principal rabino nos EUA durante o século XX elogia a participação dos judeus na chamada "Revolução" Russa de março e que culminaria na Revolução Bolchevique de novembro de 1917 e a implementação do regime soviético em parte da Rússia, e depois na totalidade da Rússia a partir de 1921. Na foto a direita Wise discursa contra os alegados, pela mídia judaica ou filo judaica, maus tratos do governo de menos de 2 meses de Hitler aos judeus já em 1933. Por outro lado, não parece haver tido o mesmo empenho do rabino Wise até então ou depois sobre a tirania soviética, e sua vasta liderança judaica, contra dezenas de etnias em todos os territórios que a URSS ocupou ou influiu. Crédito das fotos: United States Holocaust Memorial Museum.}

 

A Conferência de Paz de Paris

Tendo vencido a guerra, o time judaico de Wilson estava ansioso para ditar a paz. “No final das contas”, observa Robert Shogan,*2 “a guerra traria benefícios para a causa sionista, em parte por causa do papel de Brandeis como um conselheiro de confiança [de Wilson]”. As nações vitoriosas se reuniram em Paris em janeiro de 1919, e o Congresso Judaico Americano estava lá como sua própria delegação. Shogan acrescenta que “[Stephen] Wise estava em Paris, a pedido do presidente Wilson para chefiar a delegação sionista nas negociações de paz”. (Alguém poderia perguntar com razão: por que os sionistas conseguem sua própria delegação?) Louis Marshall também era proeminente lá entre os judeus americanos.

{O judeu Loyus Dembitz Brandeis (1856-1941), retrato de 1915. Na Corte Americana desemprenhou papel fundamental para o sionismo na gestão do então presidente dos EUA Woodrow Wilson. Foto de domínio público - Wikipedia.}

O objetivo direcionado apontado não era uma implementação justa da paz, nem um tratamento justo da Alemanha, mas sim maximizar o benefício para as várias comunidades judaicas da Europa e dos Estados Unidos. “No início de 1919”, diz Ben-Sasson,*3 “a atividade diplomática em Paris tornou-se o foco principal das várias tentativas de realizar as aspirações judaicas”. Fink concorda:*4 “Em março de 1919, delegações judias pró-sionistas e nacionalistas chegaram em Paris.” Quase todas as nações vitoriosas, ao que parece, tinham seus próprios representantes judeus. Alguns buscaram direitos judaicos formais e explícitos em suas próprias nações, e outros trabalharam pelo reconhecimento de um estado nacional judaico. Os judeus poloneses foram beneficiários notáveis; eles conseguiram obter menção explícita no Tratado Polonês para os Direitos das Minorias.

Escrevendo logo após o evento, o filósofo e jornalista irlandês Emile Dillon viu desta maneira:

De todas as coletividades cujos interesses foram promovidos na Conferência, os judeus tiveram talvez os expoentes mais plenos de recursos e certamente os mais influentes. Havia judeus da Palestina, da Polônia, Rússia, Ucrânia, Romênia, Grécia, Grã-Bretanha, Holanda e Bélgica; mas o maior e mais brilhante contingente foi enviado pelos Estados Unidos.*5

Descrevendo o lado americano, Fink explica que “o fervoroso sionista Julius Mack e o mais moderado Louis Marshall rapidamente ofuscaram os principais antinacionalistas americanos, Henry Morgenthau, Oscar Straus e Cyrus Adler”.

Embora ele estivesse predisposto a ser simpático com a situação judaica, Dillon, no entanto, observou que um viés “religioso” ou “racial” “estava na raiz da política do Sr. Wilson”.*6 É um fato, disse ele, “que um número considerável de delegados acreditava que as verdadeiras influências por trás dos povos anglo-saxões eram semitas”. Resumindo as perspectivas para o futuro, ele destacou sobre a conclusão geral de muitos em Paris:

“Doravante, o mundo será governado pelos povos anglo-saxões, que, por sua vez, são manejados ritmadamente por seus elementos judeus.”

Entre os americanos não-judeus havia um jovem Herbert Hoover, então secretário da Food Administration dos EUA e, claro, futuro presidente. Ele estava acompanhado por um assistente judeu, o financista Lewis Strauss, que comentou sobre a notável inclinação de seu chefe para “defender os direitos dos judeus”, especialmente na Polônia.[5] Strauss mais tarde se tornaria fundamental no financiamento do desenvolvimento inicial da bomba atômica.

O tratamento aos alemães na conferência, como é bem conhecido, foi brutalmente áspero e forte. Eles esperavam, e receberam a promessa, de que a conferência seria um acordo justo para as legítimas reivindicações de guerra de todos os beligerantes — especialmente devido à natureza complexa e complicada da eclosão das hostilidades. (Lembramos nós: o arquiduque foi assassinado por um sérvio em junho de 1914; o exército russo se mobilizou e se concentrou na fronteira alemã em julho; uma Alemanha ameaçada declarou guerra à Rússia em agosto; um pacto franco-russo exigia uma declaração simultânea contra a França; e a Grã-Bretanha declarou guerra à Alemanha assim que o exército alemão cruzou Bélgica adentro.) Na época da Conferência de Paz, Wilson e sua equipe haviam decidido que a Alemanha era a única responsável pela guerra e, portanto, deveria arcar com todo o ônus das reparações.[6] As condições impossíveis impostas a eles prepararam o cenário para a ascensão de Nacional Socialismo e a próxima grande guerra.

Tudo por tudo, o que emerge da primeira guerra e da subsequente conferência de paz é uma imagem da súplica britânica e americana aos interesses judaicos. De fato, os principais beneficiários da guerra foram os judeus, tanto na América quanto na Europa em geral. Para a Alemanha, foi obviamente um evento desastroso; ela sofreu cerca de 2 milhões de mortes militares junto com milhares de perdas civis indiretas, esmagando dívidas financeiras e testemunhou o fim do reinado de 900 anos da Casa de Hohenzollern. Esta foi uma tragédia para uma nação que, de acordo com Fay,*7 “não planejou uma guerra europeia, não a desejou e fez esforços genuínos para evitá-la”.

A América, a qual não tinha nenhum interesse legítimo nas batalhas na Europa, foi atraída pela obediência de Wilson às exigências judaicas. De sua parte, Wilson aparece como uma espécie de esquematizador político amoral. MacMillan*8 descreve seus relacionamentos próximos, “possivelmente românticos”, com várias outras mulheres durante seu primeiro casamento. Theodore Roosevelt via-o como “o oportunista insincero e de sangue frio conforme nós jamais tivemos na presidência”*9. Para Lloyd-George, ele era “sem tato, obstinado e vaidoso”. Concedido, todos nós temos nossas falhas; mas para a maioria de nós, eles não levam a uma catástrofe nacional.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Continua...

Notas

*1 Fonte utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): The Jewish Hand in the World Wars, Part 1, por Thomas Dalton {academic auctor pseudonym}, Inconvenient History, 2013, Vol. 05, nº 2.

https://www.inconvenienthistory.com/5/2/3209

Traduzido ao português como

- A Mão Judaica nas Guerras Mundiais – {Primeira Guerra Mundial} Parte 1.1, por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton), 29 de outubro de 2022, World Traditional Front.

 (As demais partes 1.2 e 1.3 na sequência do próprio artigo)

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2022/10/a-mao-judaica-nas-guerras-mundiais.html 

[1] Nota de David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Como Baruch declarou ao Congresso: “Eu provavelmente tinha mais poder do que qualquer outro homem na guerra; sem dúvida isso é verdade.” Veja a Parte 1 para seu testemunho completo.

[2] Nota de David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton) Citado em John C. Chalberg (ed.), Isolationism, Greenhaven, 1995, páginas 71-73.

[3] Nota de David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): O New York Times publicou tais relatórios periódicos. Veja, por exemplo: 26 de janeiro de 1891 (“O rabino Gottheil diz uma palavra sobre a perseguição aos judeus… cerca de seis milhões de desafortunados miseráveis e perseguidos”), 21 de setembro de 1891 (“Uma acusação escrita da Rússia… um total de 6.000.000 está mais próximo do correto.”), 11 de junho de 1900 (“[Na Rússia e na Europa central] existem 6.000.000 de argumentos vivos, sangrando e sofrendo em favor do sionismo.”), 23 de março de 1905 (“Nós judeus na América [simpatizamos com] nossos 6.000.000 de irmãos em situação de servilismo na Rússia”),   25 de março de 1906 (“Relatórios surpreendentes sobre a condição e o futuro dos 6.000.000 de judeus da Rússia…”). A situação levou um ex-presidente da B'nai B'rith a uma exclamação profética: “Simon Wolf pergunta por quanto tempo o Holocausto russo vai continuar” (10 de novembro de 1905). A história, de fato, se repete. 

[4] Nota de David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Parece que ele tinha boas razões para essa inimizade. De acordo com Lamar Cecil, Wilhelm II (vol. 2), 1996, página 57), Guilherme “acreditava que os judeus eram perversamente responsáveis… por encorajar a oposição ao seu governo”. Em carta a um amigo, o Kaiser escreveu: “A raça hebraica é minha inimiga mais inveterada em casa e no exterior; ela permanece o que é e sempre foi: de falsificadores de mentiras e os mentores que governam a inquietação, a revolução, a revolta, espalhando a infâmia com a ajuda de seu espírito satírico, cáustico e envenenado” (em J. Rohl, The Kaiser and His Court, 1987/1994, página 210). S. Townley, Indiscretions of Lady Susan, 1922, página 45) relata este comentário dele: “Os judeus são a maldição do meu país. Eles mantêm meu povo pobre e em suas garras. Em cada pequena aldeia da Alemanha está sentado um judeu sujo, como uma aranha atraindo o povo para a teia da usura. Ele empresta dinheiro aos pequenos agricultores para garantir a segurança de suas terras e, assim, aos poucos, adquire o controle de tudo. Os judeus são os parasitas do meu Império.” Ele acrescenta que a questão judaica é um de seus “grandes problemas”, mas em que “nada pode ser feito para abobadar isso”. Em 1940, com Hitler movendo-se para limpar a Europa, ele disse o seguinte: “Os judeus estão sendo expulsos das posições nefastas em todos os países, a quem eles levaram à hostilidade por séculos” (em J. Rohl, The Kaiser and His Court, 1987/1994, página 211). 

*2 Fonte utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): R. Shogan, Prelude to Catastrophe, Ivan Dee, 2010, página 25.

*3 Fonte utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Haim Hillel Ben-Sasson, A History of the Jewish People, Harvard University Press, 1976, página 940.

*4 Fonte utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton):  Carole Fink, “The minorities question.”Em Boemeke et al (eds), The Treaty of Versailles, Cambridge University Press, 1998, página 259.

*5 Fonte utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Emile Joseph Dillon, The Inside Story of the Peace Conference, Harper and Brothers, 1920, página 12.

*6 Fonte utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Emile Joseph Dillon, The Inside Story of the Peace Conference, Harper and Brothers, 1920, página 496.

[5] Nota de David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): S. Wentling, Herbert Hoover and the Jews, Wyman Institute, 2012, p. 6.

[6] Nota de David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Uma boa e breve descrição é apresentada em M. MacMillan, Paris 1919, Random House, 2003, pp. 463-466.

*7 Nota de David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Sidney Bradshaw Fay, The Origins of the World War, Macmillan, 1928. página 552.

*8 Fonte utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): M. MacMillan, Paris 1919, Random House, 2003, p. 7.

*9 Fonte utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): M. MacMillan, Paris 1919, Random House, 2003, p. 6.


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Fonte: The Jewish Hand in the World Wars, Part 2, por Thomas Dalton, Inconvenient History, volume 06, nº2, 2014.

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Sobre o autor: David Skrbina, pseudônimo Thomas Dalton, (1960-) é professor sênior de filosofia na Universidade de Michigan em Dearborn. Suas áreas de pesquisa incluem filosofia da mente, filosofia da tecnologia e ética ambiental. Ele é autor de Panpsychism in the West (MIT Press—2ª edição, 2017) e editor de Mind That Abides: Panpsychism in the New Millennium (2009; John Benjamins). Também é autor do livro recente The Metaphysics of Technology (2015; Routledge) e editou uma série de quatro livros didáticos para cursos de graduação em filosofia. O Dr. Skrbina foi professor visitante de filosofia na Michigan State University, na Eastern Michigan University e na Universidade de Gent, na Bélgica. Também tem escrito ou editado vários livros e artigos sobre política, história e religião, com foco especial no nacional-socialismo na Alemanha. Seus trabalhos incluem uma nova série de traduções de Mein Kampf e os livros Eternal Strangers (2020), The Jewish Hand in the World Wars (2019) e Debating the Holocaust (4ª edição 2020). Mais recentemente, ele editou uma nova edição da obra clássica de Rosenberg, Mito do Século XX, um novo livro de charges políticas, Pan-Judah!, e a crítica definitiva Unmasking Anne Frank. Todas essas obras estão disponíveis em www.clemensandblair.com. Visite Holocaust Handbooks & Documentaries https://holocausthandbooks.com/ 

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