terça-feira, 6 de janeiro de 2026

{Retrospectiva outubro 2025 – OTAN x Rússia} - Pesar e arrependimento russo - por Israel Shamir

 

Israel Shamir


Os russos estão desapontados com a política de Trump frente à Rússia. Há muito tempo que eles desistiram da esperança de formar uma parceria com os EUA na construção de uma ordem mundial justa e agora estão a abandonar a esperança de serem tratados com respeito e justiça. A última pessoa na Rússia (senão no mundo) que ainda espera manter uma boa relação com o Sr. Trump é o Presidente Putin.

Pode-se compreendê-lo. Há uma grande necessidade de cooperação geopolítica e geoeconómica entre os EUA e a Rússia, tanto na resolução da crise ucraniana (tendo em conta os interesses da Rússia) como na interação no Ártico, nas Caraíbas, em África e em todos os outros “pontos quentes” globais. Isso seria cooperação internacional, não hegemonia americana, como muitos políticos dos EUA preferem. Os EUA deveriam afastar-se do abismo da guerra nuclear, enquanto ainda é possível. Na semana passada, os russos realizaram exercícios nucleares de uma magnitude nunca antes vista. Os exercícios envolveram a tríade nuclear completa da Rússia — armamento terrestre, marítimo e aéreo, de acordo com o comunicado divulgado pela agência de notícias estatal russa RIA no Telegram. Durante o exercício, um míssil balístico intercontinental (ICBM) Yars foi lançado do Cosmódromo de Plesetsk e bombardeiros estratégicos Tu-95MS realizaram ataques com mísseis de cruzeiro lançados do ar, informou o Kremlin. Um submarino cruzador estratégico lançou um míssil balístico do Mar de Barents. E houve também o lançamento do Burevestnik, um míssil de cruzeiro totalmente novo com reator nuclear a bordo, capaz de voar para qualquer lugar pelo tempo que for necessário. O Pentágono revelou estar preocupado com esses novos desenvolvimentos e têm pedido aos russos que demonstrassem como fabricam seus novos dispositivos, o Burevestnik e o Poseidon. É positivo que o presidente Putin prefira a paz não guerra.

Contudo, o presidente Putin não é um agente livre. Há uma forte pressão na política russa por uma resposta nuclear às provocações ocidentais, que não se limite à fronteira ocidental da Ucrânia, mas se estenda até o oeste. Por ora, Putin prevalece, mas isso provavelmente mudará se os EUA continuarem sua trajetória rumo à guerra e às sanções. E a invasão americana da Venezuela provavelmente será respondida com força. Os soldados russos do Grupo Wagner supostamente já estão lá.

Essas declarações foram feitas recentemente por Sergey Karaganov (um proeminente cientista político e representante honorário do Conselho de Política Externa e de Defesa) na emissora TVC, conforme citado por um correspondente do PolitNavigator:

“Europeus – nós estamos lidando com imbecis insanos, desculpem-me, essas são palavras desagradáveis. Bem, imbecis brutalizados. Eles são realmente imbecis – a atual geração de elites europeias degeneradas, que também deixaram de temer a Deus… e têm perdido o seu medo da morte.

Este é um instinto animal que precisa ser restaurado; eles não têm mais nada, porque eles não têm função intelectual, nenhum senso de pátria, nenhum senso de gênero ou amor. Claro, estou exagerando; há pessoas maravilhosas lá. Mas é assim [aqueles que estão no círculo governante] – eles são a escória da humanidade.

Ainda não há um líder lá, figurativamente falando, nenhum ‘Hitler’. Mas, em princípio, eles estão caminhando nessa direção. E estão levando seus povos para matança. Nós devemos parar esse movimento – para salvar a nós mesmos e a esses povos, aliás. Talvez algo resulte deles algum dia, embora estejam se degradando muito rapidamente.

Eles agora estão sendo alvo de um confronto massivo com a Rússia. Aliás, nós subestimamos isso, porquê a propaganda desenfreada está transformando as massas de europeus em potenciais bucha de canhão.

Portanto, nós devemos salvá-los e, ao mesmo tempo, salvar o mundo. Essa é a nossa tarefa histórica, mas precisamos cumpri-la. Além disso, nós não temos outra opção. Ou nos destruímos e, em seguida, destruímos o mundo, ou nós vencemos e salvamos a humanidade.

O apresentador do programa, Dmitry Kulikov, observou que, historicamente, “nós agimos melhor quando entendemos que não temos outra opção.” Esse sentimento permeia os círculos políticos russos. Eles repetem cada vez mais as palavras de Putin de 2018: Nós iremos para o céu, e eles apenas morrerão.

{Sergey Karaganov (1952-) é um acadêmico e político judeu que faz parte dos altos quadros estratégicos da Rússia, sendo membro do Conselho de Defesa russo, e tendo sido conselheiro de vários líderes máximos da URSS e Rússia, entre eles Boris Yeltsin e Vladimir Putin.}

Isso é realmente lamentável, pois Putin e Trump têm em comum inimigos reais, a saber, os líderes da Grã-Bretanha, França, Alemanha, União Europeia e a intelectualidade ultraliberal apátrida. Será possível que um homem adulto, um presidente dos EUA, se deixe levar por bajulações da pior espécie, proferidas por figuras como Keith Starmer, Macron, Friedrich Merz e outros? Ele não entende que o desprezam? O que eles querem? Será que Fritz (o chanceler alemão Friedrich Merz) e Ursula guardam boas lembranças da sopa russa gratuita que os soldados russos serviram aos alemães em 1945, e talvez sonhem em prová-la novamente? Será que Starmer espera distrair seus eleitores para que se esqueçam de seu apoio ao genocídio em Gaza e aos hooligans israelenses? Será que Macron acha melhor enviar franceses para morrer na Ucrânia para que não se juntem aos Coletes Amarelos? Será que o sueco Ulf Kristersson acha melhor manter a venerável tradição de hospedar a força de ocupação russa pelo menos uma vez por século? Qual desses planos se encaixa na visão de Trump?

Podemos nos perguntar: por que o presidente Trump moveria um dedo para ajudar Vladimir Zelensky, o homem que apoiou o candidato do Partido Democrata durante a eleição presidencial dos EUA e desempenhou um papel no início do processo de impeachment contra Donald Trump?

Caso Trump tenha se esquecido, o enviado russo Dmitriev lembrou ao público americano (em sua entrevista com a jornalista Lara Logan) que Zelensky fez campanha em apoio a Kamala Harris, que representou o Partido Democrata na eleição de 2024 e foi a principal rival de Trump. ‘Não vamos nos esquecer disso’, acrescentou. Dmitriev observou então que Zelensky foi um dos fatores que influenciaram o início do primeiro processo de impeachment contra o então presidente dos EUA.

A investigação que precedeu o impeachment do presidente dos EUA, Donald Trump, começou em 24 de setembro de 2019, por iniciativa da presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi. O impeachment foi desencadeado por uma declaração de um informante anônimo (provavelmente o próprio Zelensky) que alegou que, em julho de 2019, Trump pressionou Vladimir Zelensky para obter vantagens políticas pessoais. Segundo o relato anônimo, Trump exigiu que Kiev investigasse as atividades de Hunter Biden, filho do ex-vice-presidente Joe Biden, em troca de fornecer à Ucrânia ajuda financeira e militar.

Após essas alegações virem à tona, a Casa Branca foi obrigada a publicar um memorando contendo a transcrição da conversa telefônica entre Trump e Zelensky. O documento mostrou que Trump de fato pediu ao presidente ucraniano que “olhasse para” o assunto envolvendo a família Biden. Ao mesmo tempo, uma semana antes da referida conversa, Trump havia ordenado a suspensão da ajuda militar à Ucrânia. Representantes do Partido Democrata interpretaram essa decisão como uma possível tentativa de pressionar Kiev para obter uma investigação que beneficiasse Trump. O próprio presidente foi forçado a negar publicamente essas alegações.

Em 31 de outubro de 2019, a Câmara dos Representantes dos EUA aprovou uma resolução para iniciar formalmente o processo de impeachment. Em 18 de dezembro, ocorreram os debates finais, durante os quais dois artigos de impeachment contra Trump foram votados: abuso de poder e obstrução de uma investigação do Congresso. Ambos os artigos foram aprovados, resultando no impeachment do presidente, tornando-o o terceiro chefe de Estado na história dos EUA a ser alvo de tal decisão pela Câmara dos Representantes.

Em 15 de janeiro de 2020, foi realizada uma votação para enviar a acusação ao Senado, onde os artigos de impeachment foram enviados no dia seguinte. Após analisar o caso, em 5 de fevereiro de 2020, o Senado absolveu Donald Trump de ambas as acusações. E agora Trump quer ajudar o homem que o montou nessa bagunça?

Não só isso, mas a política de Trump de armar a Europa e fornecer ajuda militar à Ucrânia vai contra os interesses dos EUA. Forçar os membros europeus da OTAN a aumentarem os gastos com defesa em dois por cento e depois em cinco por cento transformará, em um futuro próximo, a U.E. {União Europeia} em um monstro militar comparável ao Terceiro Reich. Uma U.E. {União Europeia} militarmente forte romperia imediatamente sua dependência econômica dos Estados Unidos, tanto em termos de petróleo e gás quanto de tecnologia. E então começaria a impor sua própria agenda a outros países, incluindo os próprios Estados Unidos. O caminho de Trump rumo à militarização da Europa é suicida para o futuro dos Estados Unidos. É como alimentar o crocodilo que os países da coalizão anti-Hitler pareciam ter destruído para sempre em 1945.

Poderíamos entender as decisões de Trump se a criação de um pequeno Estado ucraniano fosse uma jogada vencedora para o Ocidente. Mas não é. É como alimentar uma máquina caça-níqueis em um dos cassinos pertencentes ao benfeitor de Trump, Sheldon Adelson. Você coloca dinheiro nela e ela toca música alegre, faz barulho, figuras coloridas se movem na tela; depois – nada. Coloque mais dinheiro, você certamente ganhará a próxima rodada, diz o crupiê. Um homem sábio não jogaria dinheiro bom fora, mas um jogador jogaria, até o último centavo. O atoleiro ucraniano da OTAN é como um cassino em Kiev[1] – eles dizem que você está prestes a ganhar muito, basta investir mais cem bilhões! Bilhões foram para o ralo sem nada a mostrar, exceto mais palácios em Miami para o Sr. Zelensky e seus amigos.

A reforma da ala leste da Casa Branca por Trump não é um projeto qualquer – o chamado “Salão de Baile Trump” é apenas uma fachada para a construção de um abrigo antibombas secreto e um bunker presidencial. Mas por quanto tempo ele conseguiria ficar lá sob uma chuva de mísseis Oreshnik e outros mísseis russos? Eles atingirão o bunker mais profundo e o destruirão.

Não, a única salvação para os Estados Unidos é uma aliança honesta com a Rússia e a transformação da Ucrânia, de trampolim militar da Europa, em uma “ponte de cooperação” entre o Ocidente e o Oriente. Graças a Deus, isso ainda é possível.

A expansão da OTAN nunca tem beneficiado a Europa. Sempre foi uma forma de manter as tropas americanas em atividade durante a Guerra Fria. A OTAN foi deliberadamente expandida para manter a pressão sobre a Rússia. Isso sempre colocou a Europa em risco, e nunca houve qualquer benefício correspondente para o europeu médio. Agora, com os EUA prestes a reduzir drasticamente suas tropas na Europa, as nações europeias estão à beira de administrar a OTAN sozinhas. Será que a Europa realmente quer recriar a Guerra Fria e se tornar um campo de testes para os novos mísseis de cruzeiro russos? Estão realmente preparadas para enfrentar um inimigo tão implacável à sua porta? Será que a Europa realmente quer transformar em inimigo um país europeu que detém a maior parte dos recursos naturais da Europa, incluindo gás natural, petróleo, carvão, paládio, alumínio e minério de ferro? Como essa inimizade poderia beneficiar a família europeia média?

E o presidente Trump será lembrado pelo genocídio em Gaza, que não foi impedido por sua paz de 3.000 anos (que durou apenas dois dias!), por sua submissão aos palhaços europeus e a Bibi Netanyahu; e agora por conduzir os EUA ao Armagedom final.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Nota:

[1] Fonte utilizada por Israel Shamir:

https://slkyiv.com.ua/en

The Russian Regret, por Israel Shamir, 29 de outubro de 2025, The Unz Review – Na Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/ishamir/the-russian-regret/

Sobre o autor: Israel Shamir (1947-) é um internacionalmente aclamado pensador político e espiritual, colunista da internet e escritor. Nativo de Novosibirsk, Sibéria, moveu-se para Israel em 1969, servindo como paraquedista do exército e lutou na guerra de 1973. Após a guerra ele tornou-se jornalista e escritor. Em 1975 Shamir juntou-se a BBC e se mudou para Londres. Em 1977-1979 ele viveu no Japão. Após voltar para Israel em 1980 Shamir escreveu para o jornal Haaretz e foi porta-voz do Partido Socialista Israelense (Mapam). Sua carreira literária é muito elogiada por suas próprias obras assim como por suas traduções. Vive em Jaffa (Israel) e passa muito tempo em Moscou (Rússia) e Estocolmo (Suécia); é pai de três filhos.

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Jeffrey Sachs e Philip Giraldi: a guerra na Ucrânia é mais uma guerra neoconservadora - por Kevin MacDonald

Quão judaica é a guerra contra a Rússia? Sejamos honestos sobre quem está promovendo - por Philip Giraldi

Neoconservadores, Ucrânia, Rússia e a luta ocidental pela hegemonia global - por Kevin MacDonald

Os Neoconservadores versus a Rússia - Por Kevin MacDonald


Sobre a restauração tradicional russa ver:

{Retrospectiva 1995 - Rússia} Sentimento nacionalista difundido, crescendo na Ex-União Soviética - As dores do parto de uma nova Rússia - por Mark Weber

{Retrospectiva Rússia 2011} – Dissidentes judeus miram Putin - por Daniel W. Michaels

{Retrospectiva 2014} – Ucrânia: o fim da guerra fria que jamais aconteceu - Por Alain de Benoist

Aleksandr Solzhenitsyn, Ucrânia e os Neoconservadores - Por Boyd T. Cathey

{Restrospectiva 2014 – Crise Ocidente x Rússia} – Examinando o ódio de Vladimir Putin e da Rússia - Por Boyd D. Cathey

Crepúsculo dos Oligarcas {judeus da Rússia}? - Por Andrew Joyce {academic auctor pseudonym}


Sobre a Guerra russo-ucraniana ver:

Quem Causou a Guerra da Ucrânia? - por John J. Mearsheimer

Simpósio: O que a incursão da Ucrânia na Rússia realmente significa? - por John Mearsheimer e Stephen Walt

{Retrospectiva Guerra OTAN/Ucrania x Rússia} - Destinada a perder – A contraofensiva da Ucrânia em 2023 - primeira parte - por John J. Mearsheimer (segunda parte na sequência do próprio artigo)

{Retrospectiva 2023 – EUA, OTAN e Rússia no conflito na Ucrânia} – O mundo é seu - por Israel Shamir

{Retrospectiva 2023} - A escuridão à frente: para onde se encaminha a guerra na Ucrânia - primeira parte - resumo até junho de 2023 - por John J. Mearsheimer (segunda parte na sequência do próprio artigo)

{Retrospectiva 2023} - Guerra e Propaganda no Conflito Rússia-Ucrânia - por Ron Keeva Unz

{Retrospectiva 2023 – Guerra na Ucrânia} - As cinco principais lições do primeiro ano da guerra da Ucrânia - por Stephen M. Walt

{Retrospectiva 2023 – guerra na Ucrânia} – Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse: Na Ucrânia

{Retrospectiva conflito na Ucrânia – 2014-2022} - parte 1 - por Eric Margolis (demais partes na sequência do próprio artigo)

{Retrospectiva 2022 – conflito na Ucrânia} Para entender a guerra - por Israel Shamir

{Retrospetiva 2022 Guerra OTAN/Judaísmo internacional/Ucrânia x Rússia} – A “guerra pela justiça” americana é uma guerra pelo mal - por Boyd D. Cathey

{Retrospectiva 2022 - Um balanço dos 6 primeiros meses de guerra na Ucrânia - Guerra Ucrânia/OTAN/Judaísmo internacional x Rússia} - A Guerra sem interesse nem excitação Por Israel Shamir

{Retrospetiva 2022 Guerra OTAN/Judaísmo internacional/Ucrânia x Rússia} - Avançando para o Armagedom {e a resposta de Putin} - por Boyd D. Cathey

{Retrospetiva 2022 Guerra OTAN/Judaísmo internacional/Ucrânia x Rússia} - A questão ideológica fundamental em jogo na Ucrânia - por Boyd D. Cathey

{Retrospetiva 2022 Guerra OTAN/Judaísmo internacional/Ucrânia x Rússia} - O conflito entre o Ocidente e a Rússia é religioso - por Emmet Sweeney

{Retrospectiva 2022 - Ucrânia/OTAN x Rússia} - Ucrânia, Vladimir Putin e a Guerra Cultural Global - por Boyd D. Cathey

{Restrospectiva 2014 – Crise Ocidente x Rússia} – Examinando o ódio de Vladimir Putin e da Rússia - Por Boyd D. Cathey

{Retrospectiva 2022 – maio e início da penúria europeia} Guerra da Ucrânia - Por Israel Shamir

{Retrospectiva 2022 – Guerra Ucrânia/OTAN Rússia} - Mais notícias falsas: ucraniano reivindica bombardeio de estação por russos. Os “corpos” ucranianos não conseguem ficar parados - por Rodney Atkinson

{Retrospectiva 2022 - Guerra Ucrânia-OTAN x Rússia} - A verdade sobre Bucha está lá fora, mas talvez inconveniente demais para ser descoberta - por Scott Ritter

{Retrospectiva 2022 - Guerra Ucrânia-OTAN x Rússia} - O Massacre de Bucha na Ucrânia e a Busca da Verdade - parte 1 - por Boyd D. Cathey

{Retrospectiva 2022 - Guerra OTAN/Ucrânia x Rússia} - Ucrânia e a Zumbificação da América - por Boyd D. Cathey

{Retrospectiva 2022 – Guerra Ucrânia/OTAN x Rússia} - É possível realmente saber o que aconteceu e está acontecendo na Ucrânia? – parte 1 - por Boyd D. Cathey e demais partes por Jacques Baud (ex-funcionário da ONU e OTAN)

{Retrospectiva 2022 – Guerra Rússia x Ucrânia} - A perspectiva da paz e seus inimigos - por Gilad Atzmon

John Mearsheimer, Ucrânia e a política subterrânea global - por Boyd D. Cathey

Retrospectiva 2022 sobre a crise na Ucrania - por John J. Mearsheimer

{Retrospectiva 2022 – Guerra Rússia x Ucrânia} Fox News, Ucrânia e o Início da Nova Ordem Mundial - por Boyd D. Cathey

{Retrospectiva 2022} - Um Guia de Teoria de Relações Internacionais para a Guerra na Ucrânia - por Stephen M. Walt

{Retrospetiva 2022 Guerra OTAN/Judaísmo internacional/Ucrânia x Rússia} - Ucrânia e falsidade em tempo de guerra - por Boyd D. Cathey

Retrospectiva 2014} - Por que a crise na Ucrânia é culpa do Ocidente - As ilusões liberais que provocaram Putin - por John J. Mearsheimer

{Retrospectiva 2022 – EUA/OTAN/Ucrânia x Rússia} - Ucrânia: Putin não está com medo - por Israel Shamir

{Retrospectiva 2022} Ucrânia: A Nova Guerra Americana pelo moralmente certo e justificado - por Boyd D. Cathey

A CIA Explodiu o Gasoduto Nord Stream Para Impedir Que a Rússia Viesse em Socorro da Europa Neste Inverno? - por Paul Craig Roberts

Como os Estados Unidos Provocaram a Crise na Ucrânia - por Boyd d. Cathey

{Retrospectiva - 2022 - Rússia - OTAN - EUA - Ucrânia} A Guerra Que Não Foi Travada - por Israel Shamir

{Retrospectiva 2021 - Rússia x EUA } Victoria {Nuland, secretária de Estado judia dos EUA para Europa} irrita os russos, mas adequadamente - por Israel Shamir

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{Retrospectiva 2021 - assédio do Ocidente Globalizado na Ucrânia} - Flashpoint Ucrânia: Não cutuque o urso {Rússia} - por Israel Shamir

{Retrospectiva 2014 - assédio do Ocidente Globalizado na Ucrânia}- As armas de agosto II - As razões por trás do cessar-fogo - Por Israel Shamir

{Retrospectiva 2014 - assédio do Ocidente Globalizado na Ucrânia} - As armas de agosto - parte 1 Por Israel Shamir

{Retrospectiva 2014 - assédio do Ocidente Globalizado na Ucrânia} A Ucrânia em tumulto e incerteza - Por Israel Shamir

{Retrospectiva 2014} O triunfo de Putin - O Gambito da Crimeia - Por Israel Shamir

{Retrospectiva 2014} A Revolução Marrom na Ucrânia - Por Israel Shamir

{Retrospectiva 2019 – Corrupção Ucrânia-JoeBiden-EUA} O saque da Ucrânia por democratas americanos corruptos- Uma conversa com Oleg Tsarev revela a suposta identidade do “denunciante Trump/Ucrânia” - por Israel Shamir

O vice-Presidente Biden reconhece o ‘imenso’ papel judaico nos meios de comunicação de massa e vida cultural americana - Por Mark Weber

{Retrospectiva 2014 - Rússia-Ucrânia-EUA-Comunidade Europeia} O pêndulo ucraniano - Duas invasões - Por Israel Shamir

{Retrospectiva 2013 - Rússia-Ucrânia-EUA-Comunidade Europeia} - Putin conquista nova vitória na Ucrânia O que realmente aconteceu na crise ucraniana - Por Israel Shamir

{Retrospectiva 2014 - Rússia-Ucrânia... e os judeus} O Fatídico triângulo: Rússia, Ucrânia e os judeus – por Israel Shamir


Sobre a influência do judaico bolchevismo (comunismo-marxista) na Rússia ver:

Revisitando os Pogroms {alegados massacres de judeus} Russos do Século XIX, Parte 1: A Questão Judaica da Rússia - Por Andrew Joyce {academic auctor pseudonym}.  Parte 1 de 3, as demais na sequência do próprio artigo.


Mentindo sobre o judaico-bolchevismo {comunismo-marxista} - Por Andrew Joyce, Ph.D. {academic auctor pseudonym}

Os destruidores - Comunismo {judaico-bolchevismo} e seus frutos - por Winston Churchill

A liderança judaica na Revolução Bolchevique e o início do Regime soviético - Avaliando o gravemente lúgubre legado do comunismo soviético - por Mark Weber

Líderes do bolchevismo {comunismo marxista} - Por Rolf Kosiek

Wall Street & a Revolução Russa de março de 1917 – por Kerry Bolton

Wall Street e a Revolução Bolchevique de Novembro de 1917 – por Kerry Bolton

Esquecendo Trotsky (7 de novembro de 1879 - 21 de agosto de 1940) - Por Alex Kurtagić

{Retrospectiva Ucrânia - 2014} Nacionalistas, Judeus e a Crise Ucraniana: Algumas Perspectivas Históricas - Por Andrew Joyce, PhD {academic auctor pseudonym}

Nacionalismo e genocídio – A origem da fome artificial de 1932 – 1933 na Ucrânia - Por Valentyn Moroz

A Revolução Bolchevique e seu rescaldo - por Ron Keeva Unz


segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

{Retrospectiva 2025 – outubro - Trump servindo ao judaísmo internacional é o que se denominada por um} Shabbos-Goy - por Israel Shamir

 

Israel Shamir


A falecida santa do calendário comunista, Rosa Luxemburgo, frequentemente chamava seus oponentes de ‘Shabbos-goyim’, que significa servos dos judeus. Um Shabbos-goy é um não-judeu que se curva a todos os desejos e caprichos dos judeus, especialmente na política, ou um não-judeu que apoia fortemente Israel, segundo o dicionário. Eles são uma espécie à parte.

Pode-se argumentar o quão bem-sucedidos os judeus são em governar os países que lideram. Há exemplos mais e menos bem-sucedidos. Geralmente, o domínio judaico é bom para o rei e seu círculo íntimo, e ruim para o cidadão comum. As políticas de uma elite cosmopolita estrangeira podem encontrar resistência por parte da maioria da população de qualquer país, mas uma vez que uma classe de “gentios devotos” (Shabbos goyim) se desenvolve, ninguém consegue escapar do domínio judaico, o que inevitavelmente arruína o país. Foi o que aconteceu com a Polônia; era um reino poderoso que havia lutado com sucesso contra a Rússia e a Turquia. Mas os poloneses permitiram que os judeus administrassem seu país e, em pouco tempo, a Polônia entrou em colapso e foi dividida. O mesmo aconteceu com a Rússia; a forte influência judaica a levou à beira do colapso em 1991, e somente com grande dificuldade Putin conseguiu estabilizar o país. Desde o golpe americano de 2014, a Ucrânia é governada por judeus e agora está sendo destruída.

Os Estados Unidos são um país governado por Shabbos goyim, começando com Lyndon B. Johnson, isto é, depois de Nixon. Donald Trump, aparentemente um homem imponente de idade, altura e peso respeitáveis, também se revelou um “Shabbos goy”. Ele mesmo admitiu isso ao discursar no Knesset. Descobriu-se que ele se encontrava com frequência com alguns judeus americanos, donos de cassinos, que financiaram sua trajetória até a Casa Branca. Até mesmo o jovem Kushner, seu genro, e o velho Kushner, seu sogro, um notório e condenado por fraude (como a maioria dos empresários judeus), e agora embaixador dos EUA em Paris, determinam as ações de Trump. O plano deles é destruir Gaza e construir um clube de campo para judeus sobre suas ruínas, fazendo uma fortuna com isso.


Os americanos praticamente não têm escolha – todos os políticos concorrentes são Shabbos-goyim. Dos 535 congressistas, apenas um, Thomas Massie, não aceita subornos judeus, mas o que ele pode fazer sozinho? Eventualmente, os EUA entrarão em colapso, porque um país liderado por Shabbos goyim deve colapsar – e deveria entrar em colapso, porque o governo não representa o povo americano. O poder do AIPAC (Comitê Americano de Assuntos Públicos de Israel) sobre o Congresso americano prova que os EUA são governados por doadores judeus. Entre os oligarcas judeus e seus Shabbos goyim, eles têm embolsado praticamente toda a mídia. Grande parte dessa generosidade judaica foi retirada diretamente do Tesouro americano.

“O apoio incondicional a Israel é um teste decisivo para a aceitação pelos principais meios de comunicação nos EUA. Os potenciais comentaristas ‘ganham seu prestígio’ demonstrando sua devoção a Israel (e, presumivelmente, a outras questões judaicas). Parece difícil explicar a enorme inclinação a favor de Israel sem algum fator seletivo significativo resultante de atitudes individuais. E há a óbvia sugestão de que, embora os judeus nesta lista devam ser vistos como atores étnicos, os não judeus certamente estão fazendo uma excelente jogada de carreira ao assumirem as posições que eles assumem”, escreveu Kevin Macdonald.

Quais são as qualidades imanentes a uma sociedade governada por Shabbos goyim? A primeira é a disparidade entre os ricos e os cidadãos comuns. Os ricos são recompensados e ficam cada vez mais ricos, enquanto o cidadão comum se torna cada vez mais pobre. Em qualquer país haverá desigualdade de riqueza, mas não em tal magnitude. Isso ocorre porque os judeus elevam seus amigos e sufocam seus inimigos. Eles são muito consistentes sobre isso. Quando eles conquistam o poder, eles apoderam-se do tesouro e distribuem livremente a riqueza do país com seus compatriotas Shabbos goym. Se você for pró-judeu, você e sua família serão idolatrados pela mídia e agraciados com contratos lucrativos. Mas se você arrastar seu pé, você será humilhado e empobrecido. Essa é a lição que eles ensinam, e eles não têm pudor em fazê-lo.

O segundo ponto – suas guerras. Os judeus adoram guerras, assim como seus Shabbos goyim. Eles não gostam o suficiente das guerras para participar, apenas o suficiente para instigá-las e gozar dos resultados. Sua ave nacional é o falcão-galinha, tal é a típica atitude judaica em relação às guerras. Os judeus estiveram na linha de frente instigando a Primeira Guerra Mundial, a Segunda Guerra Mundial, as guerras do Iraque e do Irã, e todas as guerras regionais menores, mas se afastam e deixam seus Shabbos goyim liderarem nos bastidores assim que o conflito começa. Se a guerra se torna impopular, é o Shabbos goy que leva a culpa. Os Shabbos goyim mais famosos dos EUA, como Lindsey Graham, nunca foram a uma guerra, mas sempre votaram a favor delas. Recentemente, nosso principal Shabbo goy, o presidente Trump, prometeu reforçar a campanha eleitoral de Graham, apoiando-o porque ele é um neoconservador (e todos sabemos o que isso significa). Até mesmo os judeus mais beligerantes, os israelenses, preferem matar agricultores palestinos desarmados ou lançar seus mísseis contra seus inimigos à distância. Agora, os judeus americanos estão pressionando seu governo, composto por Shabbos goyim, a lutar contra a Rússia apoiando os ucranianos Shabbos goyim, em sua guerra. Eles sabem perfeitamente que russos e ucranianos viveram em perfeita união por centenas de anos, até a chegada de Madame Nuland, munida de bilhões de dólares para instigar seu golpe judaico e sua guerra judaica.

Os Shabbos goyim que governam a terra em nome de seus mestres judeus não têm empatia por seus súditos. Zero. Isso é, na verdade, um dogma religioso judaico: um judeu é proibido de ter compaixão por um gentio. E, ao mesmo tempo, todos os judeus são obrigados a ajudar uns aos outros. Assim, eles conspiram contra os gentios. Não há como negar. Em 2001: Uma Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick, o HAL 9000 tinha uma diretiva para desconfiar da tripulação, o que acabou resultando na destruição da tripulação e da missão. Similarmente, os judeus são ensinados a desconfiar dos goyim {não judeus}, até mesmo dos seus próprios Shabbos goyim. Quando a desconfiança judaica se transforma em revolução judaica, até mesmo os colaboradores pagam o preço integral. Judeus religiosos odeiam os gentios ‘por causa do Talmud’. Judeus não religiosos odeiam os gentios ‘por causa da raça’. Simplesmente não há como raciocinar com eles.

Mas o indicador mais importante de uma sociedade governada por Shabbos goyim é a política pública em oposição a Cristo. Essa é a norma sobre a qual toda a estrutura judaica foi construída. E, de fato, a Igreja e Cristo foram afastados pelas políticas governamentais nos EUA e em todos os seus aliados. Eles proíbem qualquer referência ao Natal, preferindo as Festas de Inverno. Em vez das Bem-aventuranças de Cristo, escolas e escritórios americanos exibem o Decálogo, os Dez Mandamentos do Antigo Testamento. Na compreensão judaica, “Não matarás” significa apenas “Não matarás um judeu”. De acordo com a lei judaica, matar um gentio é uma ofensa menor, se é que é. A maioria dos cristãos não entende que as Leis de Noé visam substituir o cristianismo. “As sete Leis de Noé são um conjunto de princípios morais e éticos da tradição judaica que são considerados obrigatórios para toda a humanidade, não apenas para o povo judeu.” Os leigos que promovem as Leis de Noé como ecumênicas e ridicularizam os princípios do cristianismo como divisivos poderiam muito bem ser chamados de judeus. Eles odeiam tanto Cristo que preferem viver em um “estado laico” sob o domínio judaico. Assim como a expressão “Cristo é Rei”, os estados cristão e muçulmano são proibidos por definição, simplesmente porque tais coisas não podem ser deles.

Na Inglaterra, um país que lidera os demais em sua marcha rumo a um universo judaico ordenado, é proibido até mesmo mencionar o santo padroeiro da Inglaterra, São Jorge, e muitos britânicos foram presos por hastear essa bandeira. Eis o estratagema empregado pelos Shabbos goyim na Inglaterra: alegavam que faziam isso em prol dos imigrantes muçulmanos, não dos judeus. É mentira – os muçulmanos adoram Cristo, Sua Mãe e São Jorge (a quem chamam de ‘Al Hadr’, e existem diversos santuários com seu glorioso nome). Essa mentira tem o efeito útil de colocar muçulmanos e cristãos uns contra os outros. Eis o resumo histórico até o momento: primeiro, os Shabbos goyim são dirigidos a bombardear países muçulmanos até reduzi-los à Idade da Pedra; segundo, o sacerdócio judaico prega que é seu dever moral cristão acolher refugiados muçulmanos; terceiro, cristãos e muçulmanos são treinados para lutar uns contra os outros em suas prisões urbanas, para o lucro e deleite dos judeus e de seus Shabbos goyim.

Há algum método especial que judeus e Shabbos goyim usam para administrar os países sob seu domínio? Definitivamente. Primeiro, destrua a independência de seus súditos, para que dependam da ajuda do governo. Segundo, estabeleça controles rígidos para que ninguém possa escapar. A origem desse sistema é atribuída na Bíblia a José, que (1) empobreceu os camponeses egípcios e (2) os tornou dependentes da benevolência do governante. Em resumo, o método usual de governo judaico consiste no controle das populações por meio do desmantelamento da economia (capitalismo predatório) e da injeção de dinheiro público nos Shabbos goyim cooperativos e nos distritos que governam.

A Palestina é uma terra confortável, onde os camponeses podiam viver da terra e do mar, modestamente, mas com suficiência. A primeira coisa que os judeus fizeram em Gaza foi destruir todos os meios de subsistência dos nativos, seja a pesca ou a agricultura, e depois sitiar o enclave, num cerco medieval. Também arrancaram os antigos olivais, pois as oliveiras fornecem azeite aos seus proprietários, permitindo-lhes viver independentemente da economia judaica. Isso não é permitido sob o domínio judaico.

Esperava-se que o assassinato em massa em Gaza abrisse os olhos de todos aqueles que ainda não estavam plenamente conscientes da natureza genocida do paradigma judaico. Não é o primeiro assassinato na Palestina: lembro-me do genocídio desencadeado durante a Segunda Intifada, de 2000 a 2005, que foi tão terrível quanto o genocídio em Gaza. O método é sempre o mesmo: levar os peões à pobreza e, em seguida, colocar as rédeas do poder nas mãos dos judeus.

Concorde sabiamente com sua cabeça, mas adivinhe: os EUA estão seguindo o mesmo caminho. Sua classe média está se desfazendo sob o peso dos altos impostos, os Shabbos goyim ricos estão ficando cada vez mais ricos e pagam poucos ou nenhum imposto; enquanto isso, os pobres fazem fila para receber sopa gratuita. Em breve, a República Americana entrará em colapso, assim como todos os estados governados por judeus. O Estado judeu de Israel já teria entrado em colapso há muito tempo, mas seu irmão maior, os EUA, o apoiam implacavelmente. Só nos últimos dois meses, os EUA concederam a Israel 40 bilhões de dólares.

Não é a primeira vez que os judeus e seus gentios devotos assumem o controle de um Estado em funcionamento. Eu não tenho dúvidas de que o resultado será o mesmo de sempre. Mas não se desesperem! Nosso amigo Gilad Atzmon publicou recentemente este comentário encorajador:

“A Nova Direita Americana desperta, livre de política partidária ou qualquer forma de correção política. Os principais agitadores do MAGA não demoraram a se voltar contra seu líder, assim que perceberem que ele não tinha, de fato, nenhum plano concreto. Também não demorarão para identificar que o elefante na sala que é de natureza kosher já faz é tempo. Se o ‘poder judaico’ é um tema tabu nos círculos de esquerda e nos grupos de solidariedade à Palestina no Ocidente (chegam a discutir o ‘poder sionista’), na direita americana ninguém parece ter medo de mencionar a palavra com J e a dominância judaica na vida americana.”

A mudança que nós vemos atualmente na direita americana pode ser muito mais significativa do que décadas de solidariedade palestina da esquerda ocidental, pela razão óbvia de que a direita americana e a direita cristã têm despertado para a verdadeira natureza mórbida do Estado Judeu e da teologia que o transformou no que ele é. Teologia judaica, ou religião em geral, e isso está além da compreensão da esquerda.”

Conforme diz E. Michael Jones, nós precisamos quebrar o tabu judaico. Ao nos censurarmos, tornamos impossível discutir o elefante na sala. Sun Tzu disse: “Sem o conhecimento de suas próprias forças e fraquezas (conhecer a si mesmo) e a compreensão das capacidades e intenções do seu inimigo (conhecer o inimigo), você não pode alcançar a vitória e está fadado à derrota”. Ao nos mantermos deliberadamente cegos a uma elite anticristã estrangeira em nosso meio, nós garantimos a vitória dela. Estamos dispostos a lutar na guerra cultural somente depois de colocar vendas nos olhos deliberadamente, para não ofender. Nosso inimigo (a quem nós devemos tolerar com benevolência) não tem tal escrúpulo; eles são como Abimeleque, que pressiona seu ataque contra a cidade até capturá-la, matar seu povo, destruir a cidade e, finalmente, espalhar sal sobre ela.

Este é o futuro de toda cidade americana que se recusa a abrir os olhos para a realidade. As cartas já têm sido distribuídas: os tradicionais centros econômicos de todas as cidades americanas foram desmantelados e exportados para a China. Enquanto isso, as únicas cidades americanas prósperas são aquelas que recebem contratos federais lucrativos para apoiar as campanhas de reeleição de Shabbos goyim cooperativos. O método da cenoura e do chicote é uma maneira eficaz de treinar populações cativas, mas até agora os EUA têm sido grandes o suficiente para resistir ao pior de suas depredações. Quando o Leste é pressionado, a população foge para o Oeste. Quando a Costa Oeste é pressionada, a população foge para Idaho. Como uma jiboia, cada vez que encontramos espaço, elas apertam ainda mais o seu domínio.

A maioria das pessoas acredita que as cidades já estão perdidas. O que elas não entendem é que a cidade mais pobre é mais livre do que a mais rica, porque a riqueza das cidades ricas é distribuída pelos Shabbos Goyim para agradar seus mestres. É, em última análise, autodestrutivo, e eu suponho que eles recebam o que merecem. O triste é ver as cidades pobres dos EUA competindo para atrair o favor da comunidade judaica internacional. Elas se prostituem em vez de se dedicarem a um trabalho honesto. A joia da coroa do MAGA é a indústria manufatureira americana. Sem a indústria manufatureira, o MAGA é apenas mais conversa fiada judaica e esmolas do governo. Se Trump fortalecer a base industrial dos EUA, ele deixará os eleitores do MAGA felizes, mas deixará a comunidade judaica internacional infeliz. Se Trump evitar “envolvimentos estrangeiros”, ele deixará os eleitores do MAGA felizes, mas deixará a comunidade judaica internacional infeliz. Eu me pergunto o que ele fará?

Editado por Paul Bennett

Tradução por Dignus {academic auctor pseudonym - studeo liber ad collegium}

Revisão e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 

Fonte: Shabbos-Goyim, por Israel Shamir, 23 de outubro de 2025, The Unz Review – Na Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/ishamir/shabbos-goyim/

Sobre o autor: Israel Shamir (1947-) é um internacionalmente aclamado pensador político e espiritual, colunista da internet e escritor. Nativo de Novosibirsk, Sibéria, moveu-se para Israel em 1969, servindo como paraquedista do exército e lutou na guerra de 1973. Após a guerra ele tornou-se jornalista e escritor. Em 1975 Shamir juntou-se a BBC e se mudou para Londres. Em 1977-1979 ele viveu no Japão. Após voltar para Israel em 1980 Shamir escreveu para o jornal Haaretz e foi porta-voz do Partido Socialista Israelense (Mapam). Sua carreira literária é muito elogiada por suas próprias obras assim como por suas traduções. Vive em Jaffa (Israel) e passa muito tempo em Moscou (Rússia) e Estocolmo (Suécia); é pai de três filhos.

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