sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

{Tributo a James Watson (1928-2025)} - Doze Livros Desconhecidos e Suas Verdades Raciais Suprimidas - parte 12 {Gregory Cochran, Henry Harpending e Nicholas Wade} - por Ron Keeva Unz

 Continuação de {Tributo a James Watson (1928-2025)} - Doze Livros Desconhecidos e Suas Verdades Raciais Suprimidas - parte 11 {J. Philippe Rushton} - por Ron Keeva Unz

Ron Keeva Unz


Gregory Cochran, Henry Harpending, e The 10,000 Year Explosion

A massiva vilificação que Rushton sofreu por publicar um livro científico sobre questões raciais controversas foi dificilmente único, e eu descrevi como ataques similares foram lançados contra outros pesquisadores e jornalistas que tinham feito o mesmo.

Se ou não o tratamento ruim sobre Rushton o tinha empurrado para o campo racista branco, ele deu poucos indícios de profundo arrependimento por essa posição, que só surgiu após cerca de vinte anos de crescente vilificação e assédio, tanto em sua universidade quanto pela mídia. Uma demonização pública muito mais lamentável, embora em escala bem menor, ocorreu no caso de Henry Harpending, um eminente antropólogo com quem eu havia desenvolvido certa amizade no início dos anos 2000.

Como indica seu artigo na Wikipédia, ele passou quase toda a sua carreira como uma figura acadêmica absolutamente convencional. Depois de obter seu doutorado em Harvard em 1972, realizou importantes pesquisas originais tanto em genética populacional quanto em trabalho de campo antropológico na África, publicando mais de 120 artigos em respeitadas revistas científicas. Ele acabou sendo eleito para a prestigiosa Academia Nacional de Ciências e passou seus últimos vinte anos como professor titular na Universidade de Utah.

Ao redor de 2007, ele iniciou uma série de colaborações com o físico Gregory Cochran e, juntos, publicaram diversos artigos importantes e de grande repercussão. Entre eles, uma teoria de que a introgressão de genes neandertais pode ter impulsionado o desenvolvimento dos primeiros Homo sapiens, a apresentação de evidências genéticas para a evolução de uma inteligência aprimorada entre os judeus asquenazes e, mais importante, a hipótese de que a evolução humana acelerou rapidamente nos últimos 10.000 anos, impulsionada pelo aumento do surgimento de mutações favoráveis ​​devido a populações muito maiores. Todos esses artigos foram publicados em periódicos acadêmicos de renome, com um par deles sendo suficientemente importantes53 que receberam cobertura favorável54 nas páginas de ciência do New York Times. Em 2007, ele e Cochran foram coautores de The 10,000 Year Explosion, publicado pela Basic Books, o qual apresentou essas várias ideias evolucionistas, bem como a sugestão de que a evolução da tolerância à lactose pode ter sido um fator importante por trás da expansão inicial dos indo-europeus. As numerosas resenhas em periódicos acadêmicos foram, em geral, bastante favoráveis.

Contudo, a sugestão de que a evolução humana tinha rapidamente acelerado nos últimos milhares de anos carregava possíveis implicações raciais que não passaram despercebidas entre os racistas brancos,55 e a obra tornou-se bastante popular nesses círculos. Além disso, os dois autores lançaram o West Hunter,56 um blog conjunto focado em questões raciais e evolutivas, e embora Harpending parecesse ter um envolvimento mínimo, muitos dos numerosos comentaristas expressaram sentimentos fortemente racialistas sobre uma ampla variedade de assuntos. A despeito de parecer bastante apolítico, ele aceitou convites para palestras em 2009 e 2011 em pequenos encontros de direita na Costa Leste, talvez chamando assim a atenção dos investigadores do SPLC {Southern Poverty Law Center}.

Em 2014, Nicholas Wade, repórter e editor de longa data da área de ciência no New York Times, publicou um livro importante57 sobre raça e evolução. A Troublesome Inheritance {UMA HERANÇA INCÔMODA no Brasil} rapidamente atraiu uma campanha organizada de difamação, incluindo uma carta pública assinada por 134 geneticistas proeminentes, cujas acusações absurdas provaram conclusivamente que nenhum deles havia lido o livro que atacavam.58 Um dos capítulos de Wade abordava a teoria da evolução da inteligência aprimorada dos judeus asquenazes, da qual Harpending era coautor, o que provavelmente colocou este último na mira de muitos ataques.

{Nicholas Wade (1942-) é um acadêmico inglês especialista em ciências biológicas e comentarista em jornais e revistas. Suas obras ao evidenciarem a realidade racial e exporem a corrupção acadêmica e publicista a partir do pós-Segunda Guerra Mundial, atraiu o ódio de todas frentes ressentidas, corrompidas ou corruptoras da ciência e do discernimento.}
 

Assim, no ano seguinte, o boletim informativo HateWatch do SPLC {Southern Poverty Law Center} denunciou de forma ultrajante59 o acadêmico de temperamento ameno como um “nacionalista branco”. Essa acusação era baseada em uma série ridícula de alegações, várias das quais se resumiam a descrever suas descobertas de pesquisa científica ou a aplicar culpa por associação. Além disso, observaram que ele ocasionalmente fazia declarações públicas alinhadas às teorias promovidas por Herrnstein e Murray e que certa vez havia defendido a deportação em massa de imigrantes ilegais. Por seus escritos sobre questões judaicas controversas, Kevin MacDonald havia se tornado um inimigo declarado dos pesquisadores do SPLC {Southern Poverty Law Center}, e eles demonstraram sua total incompetência ao afirmar que as teorias de Harpending eram baseadas nas de MacDonald, embora não houvesse qualquer ligação entre eles e o nome deste último sequer constasse no índice ou na bibliografia do livro do primeiro.

Acadêmicos discretos que se tornam alvo de acusações virulentas por parte de organizações nacionais influentes têm poucos recursos, e ser repentinamente rotulado de “nacionalista branco” e “racista” deve ter sido uma experiência muito dolorosa para Harpending, possivelmente contribuindo para sua morte por dois AVCs no início do ano seguinte, aos 72 anos. Apesar de seus vinte anos como um estimado professor de Utah, nenhum obituário foi publicado em seu jornal local, enquanto o site de sua universidade atualmente contém uma página que se dissocia60 de uma de suas antigas estrelas acadêmicas.

O motivo por trás de tal calúnia do SPLC {Southern Poverty Law Center} pode ter sido parcialmente o de enviar um aviso severo a outros pesquisadores científicos, semelhante à destruição da reputação imponente de James Watson. Mas eu acho que um fator ainda maior foi o desejo de anatematizar o acadêmico a tal ponto que, no futuro, ninguém ousaria citar sua pesquisa na mídia, e esse resultado parece ter sido alcançado. Em 2019, um colunista judeu bastante chauvinista do New York Times mencionou casualmente61 algumas das descobertas que haviam sido discutidas favoravelmente62 em seu próprio jornal doze anos antes, para depois recuar desesperadamente e remover a referência após alguém descobrir que ele havia se baseado em um pesquisador “racista.”

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Continua... 

Notas:

53 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: Researchers Say Intelligence and Diseases May Be Linked in Ashkenazic Genes, por Nicholas Wade, 03 de junho de 2005, The New York Times.

https://www.nytimes.com/2005/06/03/science/researchers-say-intelligence-and-diseases-may-be-linked-in.html

54 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: Selection spurred recent evolution, researchers say, por Nicholas Wade, 11 de novembro de 2007, The New York Times.

https://www.nytimes.com/2007/12/11/health/11iht-11gene.8686061.html

55 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: Science Refutes Orthodoxy — Again, Thomas Jackson, American Renaissance, May 2009.

https://www.amren.com/news/2018/05/civilization-and-evolution-gregory-cochran-henry-harpending/

56 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz:

https://westhunt.wordpress.com/

57 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: Does Race Exist? Do Hills Exist?, por Ron Keeva Unz, 22 de maio de 2014, The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/runz/does-race-exist-do-hills-exist/

58 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: Race/IQ: Should Scientists Bother Reading the Books They Denounce?, por Ron Keeva Unz ,11 de agosto de 2014, The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/runz/raceiq-should-scientists-bother-reading-the-books-they-denounce/

60 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: University statement on former professor Henry Harpending

Henry Harpending was a professor of anthropology from 1997 until his death in 2016. 03 de janeiro de 2020.

https://attheu.utah.edu/university-statements/university-statement-on-former-professor-henry-harpending/

61 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: The Secrets of Jewish Genius - It’s about thinking diferente, por Bret Stephens, 27 de dezembro de 2019, The New York Times.

https://www.nytimes.com/2019/12/27/opinion/jewish-culture-genius-iq.html

62 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: Researchers Say Intelligence and Diseases May Be Linked in Ashkenazic Genes, por Nicholas Wade, 03 de junho de 2005, The New York Times.

https://www.nytimes.com/2005/06/03/science/researchers-say-intelligence-and-diseases-may-be-linked-in.html

Fonte: American Pravda: Twelve Unknown Books and Their Suppressed Racial Truths, por Ron Keeva Unz, 17 de novembro de 2025, The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/runz/american-pravda-twelve-unknown-books-and-their-suppressed-racial-truths/

Sobre o autor: Ron Keeva Unz (1961 -), de nacionalidade americana, oriundo de família judaica da Ucrânia, é um escritor e ativista político. Possui graduação de Bachelor of Arts (graduação superior de 4 anos nos EUA) em Física e também em História, pós-graduação em Física Teórica na Universidade de Cambridge e na Universidade de Stanford, e já foi o vencedor do primeiro lugar na Intel / Westinghouse Science Talent Search. Seus escritos sobre questões de imigração, raça, etnia e política social apareceram no The New York Times, no Wall Street Journal, no Commentary, no Nation e em várias outras publicações.

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domingo, 1 de fevereiro de 2026

{Tributo a James Watson (1928-2025)} - Doze Livros Desconhecidos e Suas Verdades Raciais Suprimidas - parte 11 {J. Philippe Rushton} - por Ron Keeva Unz

 Continuação de {Tributo a James Watson (1928-2025)} - Doze Livros Desconhecidos e Suas Verdades Raciais Suprimidas - parte 10 {Richard Lynn e Tatu Vanhanen} - por Ron Keeva Unz

Ron Keeva Unz


J. Philippe Rushton e Race, Evolution, and Behavior

Passei a explicar51 então que a enorme polêmica sobre raça e QI, na verdade, desviou a atenção de uma análise racial muito mais abrangente e revolucionária, desenvolvida por um pesquisador diferente.

Eu tinha sempre estado interessado em questões raciais, e o enorme frenesi midiático de 1994 em torno de The Bell Curve naturalmente me levou a comprar um exemplar, mas achei-o pouco interessante e perdi o fôlego antes de ler as cem páginas do enorme volume de 845 páginas. Afinal, Herrnstein vinha escrevendo praticamente a mesma coisa há mais de duas décadas, começando com seu famoso artigo de 1971 na revista Atlantic Monthly, e embora ele agora tivesse compilado uma grande quantidade de evidências adicionais para corroborar seus argumentos, eles já haviam me convencido muitos anos antes.

Em contraste, outro livro que coincidentemente foi lançado quase na mesma época se enquadra em uma categoria muito diferente. Embora ele tenha recebido apenas uma fração da cobertura midiática dada ao livro de Herrnstein/Murray, eu achei Race, Evolution, and Behavior “Raça, Evolução e Comportamento”, do acadêmico canadense J. Philippe Rushton, absolutamente fascinante e o considerei um avanço seminal na teoria da evolução humana.

{John Philippe Rushton (1943-2012) foi um professor de psicologia na Universidade de Western Ontario. Suas áreas de pesquisa incluíram o altruísmo, inteligência e diferenças raciais.}
 

Após resumir os fatos científicos conhecidos sobre as principais raças da humanidade e suas diferentes características, Rushton analisou esses dados no contexto da teoria r/K, uma estrutura de adaptação biológica originalmente desenvolvida pelo pioneiro da sociobiologia E. O. Wilson, que analisa os organismos como sendo otimizados para condições ambientais específicas. Em circunstâncias de abundância de recursos, as espécies r-selecionadas enfatizam a reprodução rápida, enquanto que, se os recursos são escassos e a competição é o fator crucial, as espécies K-selecionadas focam em alto investimento parental.

Todos os humanos estão situados no extremo K do espectro, mas algumas raças mais do que outras. Ao restringir sua atenção às três mega-raças clássicas em escala continental — africanos, europeus e asiáticos orientais — Rushton analisou suas características sob essa estrutura teórica. Em cerca de sessenta traços físicos e comportamentais diferentes, os africanos invariavelmente se encontravam em uma extremidade do espectro e os asiáticos na outra, com os europeus no meio, porém muito mais próximos dos asiáticos. E, em cada caso, essas características biológicas seguiam o mesmo padrão r/K. Uma vasta quantidade de dados empíricos corroborou a conclusão de que cada raça havia desenvolvido um conjunto distinto de características influenciadas pelo ambiente.

Eu me lembro discutindo casualmente os dois livros contrastantes com um amigo acadêmico de posicionamento político moderado na época, e ambos concordamos que, embora as ideias do tão badalado Bell Curve não fossem particularmente novas nem provocativas, a pesquisa de Rushton era absolutamente fascinante e provavelmente merecedora de um Prêmio Nobel. Eu brinquei também que poderia levar pelo menos trinta anos para que um material tão controverso fosse suficientemente aceito para que ele pudesse reivindicar essa honra. Como esses prêmios não são concedidos postumamente, quando Rushton morreu de câncer em 2012, com a idade relativamente jovem de 68 anos, eu mencionei a um dos acadêmicos mais proeminentes de Harvard que minha previsão não poderia mais ser testada.

Adespeito dos aspectos chocantes da análise racial de Rushton, cujas conclusões controversas superavam em muito as afirmações bastante brandas e bem estabelecidas de Herrnstein e Murray, seu livro inicialmente recebeu um tratamento justo e até mesmo favorável, com as duas obras frequentemente mencionadas juntas em resenhas. A discussão extremamente longa na seção de resenhas de livros do New York Times de domingo abordou ambos os assuntos e, embora tenha mencionado a “tese incendiária” de Rushton, suas ideias foram tratadas de modo com pleno respeito.

Contudo, para a maioria dos leitores modernos, a discussão bastante direta de Rushton sobre as diferenças raciais no tamanho do cérebro, nos órgãos genitais e nas taxas de maturação física pode desencadear uma reação quase alérgica, parecendo representar os aspectos mais horríveis do incessantemente vilipendiado “racismo científico” das primeiras décadas do século XX. Não me surpreendeu notar que a entrada de Rushton na Wikipédia tentava, de forma tênue, ligá-lo ao Partido Nazista em seu segundo parágrafo, e muitos jornalistas seguiram uma linha de ataque muito semelhante em 1994. De fato, como seu próprio livro havia feito uso significativo da pesquisa de Rushton, Murray sentiu-se compelido a adicionar um posfácio que defendia Rushton como um “acadêmico sério”, mas muitos dos ataques mais severos a The Bell Curve ainda exploraram amplamente essa associação com Rushton.

O livro marcante de Rushton não está mais em impressão e só pode ser encontrado na Amazon a preços exorbitantes, mas, felizmente, cópias em PDF podem ser encontradas na internet, assim como edições abreviadas, que condensam seu volume de 350 páginas no equivalente a um longo artigo.

Por anos, a pesquisa e os escritos de Rushton atraíram forte hostilidade, com esquerdistas organizados tentando, sem sucesso, fazer com que sua universidade canadense o demitisse de sua cátedra, e políticos proeminentes chegando a sugerir que ele fosse investigado e processado por violações das abrangentes leis canadenses contra crimes de ódio. Incessantemente perseguido ou ignorado pela corrente política estabelecida, enquanto saudado por sua genialidade pela comunidade racialista,52 as próprias visões ideológicas de Rushton podem ter se alterado gradualmente como consequência. Logo no início de seu livro de 1995, ele argumentou que o uso de sua pesquisa científica por nacionalistas étnicos era “problemático”, mas em 2002 ele assumiu a presidência do Pioneer Fund e alguns anos depois tornou-se um palestrante frequente em conferências racialistas de direita, momento em que passei a considerá-lo um nacionalista branco declarado.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Continua em {Tributo a James Watson (1928-2025)} - Doze Livros Desconhecidos e Suas Verdades Raciais Suprimidas - parte 12 {Gregory Cochran, Henry Harpending e Nicholas Wade} - por Ron Keeva Unz

 Notas:


51 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: White Racialism in America, Then and Now, por Ron Keeva Unz, 05 de outubro de 2020, The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/runz/white-racialism-in-america-then-and-now/#philippe-rushton-r-k-theory-and-accelerated-evolution

Fonte: American Pravda: Twelve Unknown Books and Their Suppressed Racial Truths, por Ron Keeva Unz, 17 de novembro de 2025, The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/runz/american-pravda-twelve-unknown-books-and-their-suppressed-racial-truths/

Sobre o autor: Ron Keeva Unz (1961 -), de nacionalidade americana, oriundo de família judaica da Ucrânia, é um escritor e ativista político. Possui graduação de Bachelor of Arts (graduação superior de 4 anos nos EUA) em Física e também em História, pós-graduação em Física Teórica na Universidade de Cambridge e na Universidade de Stanford, e já foi o vencedor do primeiro lugar na Intel / Westinghouse Science Talent Search. Seus escritos sobre questões de imigração, raça, etnia e política social apareceram no The New York Times, no Wall Street Journal, no Commentary, no Nation e em várias outras publicações.

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