quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Mensagem de Fim de Ano em 2025 do World Traditional Front - O grande valor do interior humano - por Mykel Alexander

 

Mykel Alexander


            Neste 31 de dezembro de 2025 ao assistir uma live no youtube, o dono do canal realçou e reiterou a importância de nós estarmos com nossos queridos. O tema da live era de geopolítica, o que desde sempre, envolve países e suas populações, com questões envolvendo sempre números enormes, sejam milhões e bilhões de pessoas ou milhares de toneladas de recursos naturais ou milhões, bilhões ou mesmo trilhões de alguma moeda, milhões com fome, milhões doentes etc... . São números que expressam generalizações da humanidade, com foco geralmente em grandes blocos, tais como países, continentes, hemisférios ou mesmo o mundo.

            Conforme se adentra nestes números, nos encontramos com a diversidade de povos da humanidade, com seus costumes e sua cultura. Pois bem, vivemos no denominado Ocidente, ao qual situa o Brasil, país que possui sua identidade em grande parte no estilo americano de ser, isto é, no american way of life dos EUA no século XX.

            Nesse estilo de vida americano, um estilo que habita com soberania o imaginário médio da população brasileira, contudo não há todos constituintes originais dos povos que formavam os EUA no século XX, tais como os contingentes descendentes do Reino Unido, da Alemanha e da Escandinávia principalmente, cujos costumes eram baseados em segmentos cristãos da Europa e os quais tinham em alta estima o trabalho, a família, a austeridade, a continência e o valor da palavra. Havia um campo aberto social no início do século XX nos EUA em que tanto vigorava essa mentalidade cristã de austeridade, bem como havia uma tendência baseada na herança ariana em que a religiosidade não deve se contrapor a racionalidade. Certamente esse modo de ser não predomina no Brasil atual, e nem nos EUA atual ao que se pode perceber mais e mais.

            Eis que na atualidade o american way of life dos EUA nesse século XXI difunde um conteúdo que pouco tem da visão de mundo do início do século XX nos EUA acima referido: o trabalho, a família, a austeridade e continência e o valor da palavra, bem como a herança ariana em que a religiosidade não deve se contrapor a racionalidade, tudo isso foi gradualmente substituído pelo repúdio ao trabalho e anseio de ganho fácil e indiferente de ser honesto ou desonesto; pela dissolução da família em que cada indivíduo não só ignora a sociedade como ignora a própria família em que nasceu; a austeridade foi substituída pela extravagância e a continência pela busca desenfreada pelo prazer, quase sempre prazer muito momentâneo, sexo que rebaixa sem limites o ser humano e drogas que esgotam a vitalidade do indivíduo; e o valor da palavra é substituído pela trapaça que é eficiente e mais rápida para conseguir ganhos e vantagens mais rapidamente. A arte que antes buscava expressar o melhoramento da espiritualidade, hoje serve ao lucro sem preocupações morais e, em última instância, promove a corrupção da espiritual e mesmo debocha da própria concepção de humanidade. A educação e formação, a história mesmo, são transmitidas sutilmente de forma falsificada e corrompida por Hollywood e streams. Tudo isto sem contar a crescente censura sobre o debate científico e a criminalização da crítica. A sociedade brasileira, especialmente urbana, encontra-se mergulhada neste contexto.

            Que mudança!!! E essa mudança afeta grande parte do Ocidente, do Brasil! Daqui dou um salto direto ao ponto! Toda essa transformação faz o ser humano esquecer quem ele é como espécie, e isso integralmente falando, do biológico, passando para o psicológico (seus sentimentos e pensamentos) e para a parte mais elevada psicológica que corresponde ao constituinte espiritual (capacidade volitiva e conhecimento intuitivo e direto) do ser humano, e também, faz o ser humano esquecer quem ele é como indivíduo. Cada dia é vivido mais momentaneamente, arrastado por angústia, medo, dor, instinto, ressentimento e por um descomunal anseio por felicidade, mas que não consegue superar a condição de alívio momentâneo quando obtida. As pessoas colocam na busca por esta felicidade toda sua força, todo seu tempo, toda sua energia, mas ainda assim dificilmente superam o alívio momentâneo. Assim, na maior parte do tempo a vida é dor e esquecimento, que são contrapostos com ininterrupta busca por alegria momentânea e por busca de felicidade interminável, mas dificilmente se ultrapassa o alívio momentâneo

            Nós do World Traditional Front somos vinculados às tradições universais humanas, podendo variar a preferência por alguma tradição conforme o indivíduo e sua respectiva afinidade ou vínculo por determinada tradição. Mas, por tratarmos de Ocidente, não podemos negar o valor da tradição grega como fundamento da alta cultura que o Ocidente atingiu. O que a tradição grega legou ao Ocidente adquiriu várias expressões, mas suas origens devem ser sempre reafirmadas. A tradição pitagórica-socrática-platônica pode ser admitida como a medula da alta cultura e do modo humano em alto nível almejado, e vivido em certos momentos no Ocidente. Não se pode ainda desconsiderar outras duas culturas centrais para a alta cultura ocidental: a latino/romana e a germânica.

            Nossas raízes ocidentais, nossas origens mais verdadeiras como seres humanos, seja de modo individual, familiar, social ou como povo, é grande, boa, forte, justa, amorosa e bela, na medida que o que temos de melhor se impõe sobre o que temos de pior. Essa é uma lei humana, talvez uma lei universal. É uma guerra interior que nunca terá fim, mas se desistirmos dela, terminamos numa situação como agora, um relação de quase todos contra todos, onde o terror do mundo vislumbrado faz o desejo do alívio momentâneo e do esquecimento do resto ser o que sobra e, em última instância, uma sensação de que o ser humano não vale nada e não é confiável. Assim se chega a baixa estima do ser humano.

            A memória apazigua dores, mas também reafirma nossa luz, força própria e quem realmente somos. Pode parecer assustador, mas há os que fomentam a destruição da memória da humanidade, e do que a humanidade pode ser em alto nível. Esse é um tema realmente tenebroso. Esquecemos o que a humanidade pode ser de melhor e ainda por cima estamos testemunhando o que ela pode fazer de corrompido e ruim. Há um esforço, uma estratégia sobre a humanidade, que no Ocidente está prevalecendo, de prender o ser humano no esquecimento de quem ele é, com suas qualidade e defeitos. É o tal tema tenebroso. Quem quer corromper a humanidade?

            A luta ou guerra interior é o único modo do ser humano se realizar. Ninguém pode substituir essa luta em cada indivíduo, ninguém pode fazer por nós esta luta, somente o indivíduo pode vencer a si mesmo, isto é, fazer o seu lado melhor e luminoso superar o seu lado pior e tenebroso.

           Essa tradição, de batalha interior na Grécia, conforme a história adentra em tempos imemoráveis, era regida pelo Templo de Delfos, sob o domínio do deus Apolo ou Apolo Pito. Vejamos ela nas palavras de Platão.


            Sócrates perguntou a Alcibíades, um de seus seguidores (Platão, Alcibíades,128e-129b., tradução de Carlos Alberto Nunes):

Poderíamos conhecer a arte que nos deixa melhores, se não soubéssemos quem somos?

            E Alcibíades responde: “Impossível”.

            E Sócrates continua, referindo-se a máxima de Delfos do “conhece-te a ti mesmo”:

Será porventura fácil conhecer-se a si mesmo – devendo ser considerado como de poucos cabedais o autor daquela sentença do templo de Pito {“conhece-te a ti mesmo”} – ou, pelo contrário, tarefa por demais difícil, que só está ao alcance de pouca gente?

            Alcibíades responde sobre a dificuldade de viver o “conhece-te a ti mesmo”:

Por vezes, Sócrates, quer parecer-me que está ao alcance de qualquer pessoa; de outras vezes afigura-se me por demais difícil.

            Sócrates replica:

Quer seja coisa fácil, quer difícil, Alcibíades, o que é certo é que, conhecendo-nos, ficaremos em condições de saber como cuidar de nós mesmos, o que não podemos saber se nos desconhecermos.

            Assim, a aventura humana nunca pode ser real sem manter viva em seu ser as três perguntas que é da própria tradição universal “Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos?” e que no “conhece-te a ti mesmo” grego foi lançada ao Ocidente! Eu sei que isso é difícil! Talvez o mais difícil, eu sei mesmo! Mas é o único caminho verdadeiramente humano.  Essa luta interior quando travada o mundo melhora, e quando renunciada o mundo piora. A luta, a guerra interior, por mais difícil que seja, é a única que todos ganham! Saudações 2026!


Oráculo de Delfos em sítio arqueológico na Fócida, Grécia.

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domingo, 28 de dezembro de 2025

{Tributo a James Watson (1928-2025)} - Doze Livros Desconhecidos e Suas Verdades Raciais Suprimidas - parte 8 {John R. Baker, Arthur R. Jensen, Hans Eysenck e Richard Herrnstein} - por Ron Keeva Unz

 Continuação de {Tributo a James Watson (1928-2025)} - Doze Livros Desconhecidos e Suas Verdades Raciais Suprimidas - parte 7 {Ashley Montagu, Pat Shipman e Vincent Sarich} - por Ron Keeva Unz

Ron Keeva Unz


John R. Baker e Race

Doze anos após o lançamento do livro de Coon, a Oxford University Press publicou um volume igualmente magistral de 300.000 palavras, escrito por um de seus próprios eminentes cientistas biológicos.

Race {Raça}, de John R. Baker, buscava apresentar toda a história intelectual e o conjunto de informações científicas sobre o assunto, abrangendo desde a antropologia física até a psicometria. Sir Peter Medawar, um dos principais cientistas da Grã-Bretanha, declarou que nenhum outro livro “tenta abarcar tudo o que é relevante para a ideia de raça com tanta abrangência, seriedade e honestidade”. Ao longo dos anos, muitos destacaram o volume de Baker como a obra científica definitiva sobre o tema.

Diferentemente de Coon, Baker procurou manter-se afastado de quaisquer controvérsias políticas em curso e simplesmente relatou os fatos científicos conforme os entendia. Mas, em 1974, as linhas de batalha ideológicas sobre todas as questões raciais haviam se cristalizado, e as informações factuais fornecidas pelo professor de Oxford foram consideradas politicamente prejudiciais demais para receberem qualquer visibilidade, de modo que seu livro foi totalmente ignorado por quase todas as publicações tradicionais.

De acordo com relatos posteriores, a intensa pressão política chegou a forçar a Oxford University Press a suprimir o livro, minimizando sua distribuição e visibilidade fora dos estreitos limites da academia. Como consequência, o impacto público dessa obra monumental ficou quase inteiramente restrito à comunidade racialista, onde foi fortemente endossada pela revista Mankind Quarterly,28 embora aparentemente tenha recebido alguma cobertura em uma edição da The Libertarian Review.29

{John R. Baker (1900-1984) foi um biólogo inglês de máxima estatura no século XX cujos trabalhos lidaram com a realidade racial}

Assim como o volume de Coon, as centenas de páginas de Baker pareciam exaustivamente detalhadas, com as informações fornecidas extraídas das quase 1.200 obras publicadas que ele incluiu em sua bibliografia. Seu texto consistia exatamente no tipo de apresentação cuidadosa e imparcial do material que representava o ápice da ciência séria, tão diferente da verborragia ideologicamente motivada de charlatães populares promovidos pela mídia, como Montagu. Mas foram as opiniões deste último sobre o mesmo tema que dominaram completamente o debate público e prevaleceram, tanto na época quanto nas décadas a seguir.

 

Hans Eysenck e Race, Intelligence and Education

Embora a questão das diferenças raciais no QI tenha sido levantada no final da década de 1950 como parte das consequências legais da decisão Brown, o livro publicado pelo Prof. Shuey sobre o assunto recebeu muito pouca atenção do público. No entanto, essa mesma controvérsia se tornaria um elemento muito mais central e extremamente visível do debate sobre raça durante a década de 1960 e nas décadas seguintes. E fui à discussão dessa importante história.30

O segundo livro de Putnam tinha aparecido em 1967, relatando o fracasso de suas tentativas de reverter a decisão do caso Brown, assim, restabelecer a base legal para a segregação escolar. Nessa época, a resistência popular no Sul havia praticamente desaparecido, resultando em uma fuga maciça de alunos brancos das escolas públicas locais. Enquanto isso, cidades do Norte, como Boston, eram abaladas por controvérsias semelhantes sobre a integração, e a aprovação da Lei dos Direitos Civis de 1964 havia ampliado consideravelmente o campo de batalha político para as questões raciais. Embora a elite liberal tivesse previsto que tal legislação reformista diminuiria significativamente o conflito racial nos Estados Unidos, o país, em vez disso, testemunhou a pior onda de agitação urbana desde pelo menos a Guerra Civil, com violentos tumultos cometidos por negros em Detroit, Watts e diversas outras cidades.

Uma base importante para a decisão do caso Brown foi o argumento de que a dessegregação reduziria substancialmente a grande disparidade no desempenho educacional entre alunos negros e brancos, o que também era um objetivo central de muitos dos novos programas da Grande Sociedade de Lyndon Johnson, como o Head Start. Mas, em fevereiro de 1969, a prestigiada Harvard Educational Review dedicou toda a sua edição a um extenso artigo de 123 páginas31 do Prof. Arthur Jensen, de Berkeley, um dos principais psicometristas, com o título provocativo “How Much Can We Boost IQ and Scholastic Achievement?” {O quanto podemos nós aumentar o QI e o desempenho escolar?}. Jensen argumentava que havia evidências científicas esmagadoras de que os resultados de QI e outras medidas de capacidade escolar eram determinados pela natureza {nature}, e não pela criação {nurture}, e que a grande disparidade de desempenho entre negros e brancos era, em grande parte, de origem biológica. As afirmações científicas de Jensen provocaram uma tempestade de controvérsia nacional, sujeitando-o a uma enorme difamação, incluindo agressões físicas e ameaças gravíssimas contra a vida dele e de sua família.

{Arthur Robert Jensen (1923-2012) foi um psicólogo judeu que fez trabalhos relacionando a diferença de inteligência dos povos com a herança genética.}
 

A despeito desses ataques ferozes, Jensen jamais vacilou em suas posições científicas durante as décadas seguintes e, em 1998, publicou sua obra-prima, The g Factor: The Science of Mental Ability {O Fator g: A Ciência da Habilidade Mental}, reiterando suas descobertas. Em 2005, ele era amplamente considerado o grande mestre da psicometria e publicou um artigo resumindo os trinta anos anteriores de pesquisa sobre diferenças raciais na inteligência, tendo como coautor o Prof. J. Philippe Rushton, um teórico evolucionista que defendia explicitamente crenças nacionalistas brancas.

Jensen parece ter sido em grande parte apolítico e, embora seu artigo original tenha acendido a controvérsia, ele dificilmente desejava os holofotes da mídia resultantes, que logo se dissiparam, permitindo-lhe dedicar as quatro décadas seguintes à sua pesquisa acadêmica antes de sua morte em 2012, aos 89 anos. Em vez disso, um alvo muito mais ávido surgiu na pessoa do físico William Shockley, que anos antes havia ganhado o Prêmio Nobel pela invenção do transistor. Shockley parecia apreciar a atenção pública, que logo atraiu ao endossar integralmente as ideias de Jensen e, em seguida, passar anos promovendo-as na mídia e em diversos fóruns públicos, juntamente com outras propostas políticas carregadas de conotações raciais, como a esterilização paga pelo governo para indivíduos com baixo QI e medidas eugênicas semelhantes. O físico logo se tornou um nome conhecido, atraindo enorme vilificação pública até sua morte em 1989 e mesmo muito tempo depois.

Shockley era natural de Palo Alto e, em 1956, após inventar o transistor, fundou a Shockley Semiconductor na vizinha Mountain View para comercializar seu dispositivo, optando por retornar da Costa Leste para ficar mais perto de sua mãe idosa e doente. Sua personalidade difícil e suas habilidades de gestão deficientes acabaram levando à debandada de seus primeiros funcionários, que posteriormente fundaram muitas das empresas de tecnologia mais importantes da região, tornando Shockley, indiscutivelmente, o pai do Vale do Silício, que de outra forma talvez nunca tivesse existido. Mas, embora ele seja provavelmente o cidadão mais importante de Palo Alto na história, suas controversas visões racistas impediram qualquer reconhecimento apropriado. Por anos, eu tenho passado de carro em frente à sua simples casa de madeira na Avenida Waverley, que não possui nenhuma placa ou designação histórica, e seu nome nunca foi incluído em nenhum prédio, monumento ou prêmio.

Carecendo de quaisquer de tais homenagens públicas e com seu nome agora praticamente esquecido, Shockley não representou um alvo para o recente movimento de protesto Black Lives Matter e foi simplesmente ignorado. Em contraste, uma campanha semelhante, ocorrida há alguns anos, obrigou o nosso distrito escolar local a renomear a Escola de Ensino Fundamental Terman,32 que homenageava o renomado professor de Engenharia Elétrica de Stanford, Frederick Terman. Na década de 1930, Terman incentivou seus alunos William Hewlett e David Packard a fundarem a empresa que leva seu nome, a qual também desempenhou um papel fundamental na criação da poderosa indústria tecnológica americana. O nome de Terman foi retirado da escola porque era o mesmo de seu pai, o professor de Psicologia de Stanford, Lewis Terman, pioneiro nos testes de QI nos Estados Unidos há um século, e hoje considerado uma figura controversa, apesar de quase não ter tido quase nenhum foco sobre raça.

Jensen tinha feito seu próprio doutorado no University College London sob a orientação de Hans Eysenck, um renomado professor de psicologia e especialista em psicometria. Alguns anos após a publicação do controverso artigo de Jensen sobre a base hereditária do QI, Eysenck publicou Race, Intelligence, and Education {Raça, Inteligência e Educação}, um livro curto assumindo muito da mesma posição. Uma vez mais, uma enorme onda de controvérsia e difamação midiática irrompeu, com Eysenck sendo agredido fisicamente e tendo sua vida ameaçada. Embora ele nunca se retratou de suas opiniões, a partir de então ele se concentrou quase que exclusivamente em outros tópicos e, à época de sua morte em 1997, era uma figura de enorme eminência no campo da psicologia, ocupando o primeiro lugar no mundo em número de citações acadêmicas revisadas por pares. Apesar de tais conquistas acadêmicas, ele nunca foi admitido como membro da Sociedade Britânica de Psicologia, aparentemente devido à natureza controversa de seus escritos sobre raça e QI três décadas antes.

No mesmo ano em que Eysenck lançou seu livro controverso, as visões paralelas de um professor de psicologia de Harvard muito mais jovem, chamado Richard Herrnstein, atraíram atenção semelhante em nosso próprio país. Fundada em 1857, a revista The Atlantic Monthly era, há mais de um século, uma das publicações nacionais mais prestigiosas dos Estados Unidos, e o artigo de 20.000 palavras de Herrnstein, publicado em 1971, sobre QI,33 foi um dos mais longos já veiculados pela revista, oferecendo um relato abrangente sobre as origens e a precisão dos testes de QI como medida da inteligência humana, juntamente com as enormes implicações para o futuro de nossa sociedade. Herrnstein endossou fortemente os argumentos de Jensen e outros de que o QI era determinado principalmente por fatores inatos, mas foi bastante cauteloso ao abordar as evidências correlatas de uma grande diferença de inteligência entre grupos raciais.

{Hans Eysenck (1916-1997) foi um psicólogo judeu que fez trabalhos relacionando a diferença de inteligência dos povos com a herança genética.}
 

Dado o contexto em que foi publicado, o extenso artigo de Herrnstein alcançou um grande público nacional, incluindo muitas das elites intelectuais americanas, e logo provocou a onda usual de ataques e críticas hostis, embora sua cautela em relação às questões raciais provavelmente o tenha protegido do nível de virulência que Jensen e Eysenck enfrentaram. Em vez de ser expulso dos respeitáveis ​​círculos da mídia, Herrnstein continuou a publicar importantes artigos sobre questões relacionadas ao QI nas duas décadas seguintes em publicações como The Public Interest, National Review, Commentary e até mesmo na revista socialista Dissent.

 

{Richard Herrnstein (1930-1994) foi um psicólogo judeu que fez trabalhos relacionando a diferença de inteligência dos povos com a herança genética.}

Em 1982, The Atlantic Monthly publicou mais um de seus longos artigos34 descrevendo o consenso esmagador entre pesquisadores acadêmicos sobre questões de QI e as graves distorções dos fatos científicos regularmente promovidas por importantes veículos da grande mídia, como o The New York Times e a CBS News. Assim, embora as posições de Herrnstein e seus aliados fossem amplamente excluídas dos veículos de maior audiência nacional, elas continuavam a alcançar círculos menores, porém mais intelectualmente elitistas. Em 1985, ele foi coautor de Crime and Human Nature com o eminente cientista político James Q. Wilson, um texto influente e bem recebido que argumentava em favor de um forte componente inato no comportamento criminoso, incluindo uma discussão sobre as grandes diferenças nas taxas de criminalidade entre grupos raciais e étnicos. 

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Continua...

Notas:

28 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz:

https://www.unz.com/print/AmRenaissance-1993nov-00005/

30 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: White Racialism in America, Then and Now, por Ron Keeva Unz, 05 de outubro de 2020, The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/runz/white-racialism-in-america-then-and-now/#iq-researchers-and-racial-differences

32 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: Jordan, Terman middle schools to be renamed Palo Alto school district trustees unanimously support finding new names, por Elena Kadvany, 17 de março de 2017, Palo Alto online.

https://www.paloaltoonline.com/news/2017/03/17/jordan-terman-middle-schools-to-be-renamed

Fonte: American Pravda: Twelve Unknown Books and Their Suppressed Racial Truths, por Ron Keeva Unz, 17 de novembro de 2025, The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/runz/american-pravda-twelve-unknown-books-and-their-suppressed-racial-truths/

Sobre o autor: Ron Keeva Unz (1961 -), de nacionalidade americana, oriundo de família judaica da Ucrânia, é um escritor e ativista político. Possui graduação de Bachelor of Arts (graduação superior de 4 anos nos EUA) em Física e também em História, pós-graduação em Física Teórica na Universidade de Cambridge e na Universidade de Stanford, e já foi o vencedor do primeiro lugar na Intel / Westinghouse Science Talent Search. Seus escritos sobre questões de imigração, raça, etnia e política social apareceram no The New York Times, no Wall Street Journal, no Commentary, no Nation e em várias outras publicações.

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quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

{O verdadeiro e original Natal} Feliz Dia do Sol Invencível! - por Laurent Guyénot

 

Laurent Guyénot


Em The Final Pagan Generation {A Última Geração Pagã}, Edward J. Watts examina a vida religiosa dos romanos na véspera da cristianização.

O Império Romano estava repleto de deuses em 310. Seus templos, estátuas e imagens preenchiam cidades, vilas, fazendas e regiões selvagens. Querendo ou não, os habitantes do império experimentavam regularmente a visão, o som, o cheiro e o sabor das celebrações divinas. As divindades tradicionais também dominavam o espaço espiritual do império como figuras cuja presença não podia ser sentida, mas cujas ações muitos acreditavam poder discernir.[1]

O império das primeiras décadas do século IV abrigava milhões de estruturas religiosas, artefatos e materiais que cidades e indivíduos haviam produzido ao longo dos milênios para homenagear os deuses tradicionais. Festivais em honra aos deuses lotavam o calendário, e aromas perfumados, associados ao seu culto, preenchiam o ar das cidades.[2]

Um calendário ilustrado que lista os feriados e festivais celebrados em Roma no ano de 354… classifica 177 dias do ano como feriados ou festivais. … No geral, o calendário registra as celebrações públicas dos cultos de trinta e três deuses e deusas diferentes — e isso não inclui as diversas comemorações de aniversários imperiais e imperadores divinizados.[3]

Imagine o estado de constante angústia dos cristãos que viviam nas cidades romanas daquela época. Os deuses — todos eles demônios do inferno — vagavam por todos os lados, à espreita em cada esquina. Watts explica como Tertuliano de Cartago ajudou seus companheiros cristãos a sobreviverem nesse mundo infestado de demônios:

Em sua obra Sobre a Idolatria (De idolatria), Tertuliano procurou mostrar aos cristãos como reconhecer os elementos religiosos tradicionais na vida cotidiana e separá-los das atividades sociais, comerciais e familiares normais. A idolatria, afirma ele, é “um crime tão disseminado [...] que subverte os servos de Deus”. Enquanto a maioria das pessoas simplesmente “considera a idolatria como algo interpretado apenas pelos sentidos, como, por exemplo, queimar incenso”, Tertuliano adverte que os cristãos devem estar “prevenidos contra a abundância da idolatria”, e não apenas contra suas manifestações óbvias. Ele então conduz os leitores por todos os lugares despercebidos onde a idolatria existe. Aponta para aqueles que fabricam e vendem ídolos, os astrólogos e mestres que praticam na presença de ídolos e os outros ofícios que contaminam os cristãos ao colocá-los em contato com ídolos. Tertuliano, então, considera os vários aspectos da vida cotidiana que devem ser evitados para não serem contaminados pela “idolatria”. Esta lista abrangente inclui festivais e feriados, serviço militar, juramentos, aceitação de bênçãos em nome dos deuses e até mesmo certos tipos de vestimenta. … O texto de Tertuliano mostra o quão assustadora era a perspectiva de tentar separar as atividades diárias dos deuses e de sua presença. Ele escreveu para apontar todos os lugares onde os deuses se escondiam, porque a maioria das pessoas, tanto pagãs quanto cristãs, provavelmente não os percebia. Nem iriam seus filhos e netos.[4]

O Império Romano era uma coleção de nacionalidades, mas, mais importante, era uma rede de cidades, cada uma com suas próprias tradições religiosas e festivais. A cidade de Roma tinha quatro colégios de sacerdotes, chefiados por um pontifex maximus {pontífice máximo}. De 17 a 23 de dezembro, os romanos celebravam a Saturnália, centrada no Templo de Saturno, no Fórum Romano. Os cultos cívicos de Roma obviamente detinham um prestígio especial além da Itália, mas não eram “a religião do Império”. O Império, na verdade, não tinha uma religio universalis até que os imperadores pensassem em lhe dar uma. No século II, os imperadores da dinastia Antonina decidiram reviver o helenismo, e Adriano patrocinou o culto de Antínous como um novo Osíris, com um sucesso atestado pelo grande número de estátuas encontradas por todo o império. Mais tarde, os imperadores Severos (193-235), que tinham laços familiares sírios, promoveram um culto oriental ao Sol; Um deles, Heliogábalo (218-222), havia sido sacerdote desse culto em Emesa (atual Homs, na Síria). Por fim, Aureliano (270-75) promoveu uma forma mais greco-romana de culto ao Sol: Sol Invictus (o Sol Invicto). Não se tratava de uma invenção nova, visto que Sol Invictus já possuía dois templos em Roma e aparecia em moedas desde a época de Antonino Pio (138-161). Mas Aureliano o dotou de um templo maior e de um colégio sacerdotal, e inaugurou o festival de Dies Natalis Solis Invicti (“nascimento do Sol Invencível”) em 25 de dezembro, o dia do solstício de inverno no calendário romano, com jogos pan-romanos a serem realizados a cada quatro anos.

Sempre houve uma abordagem sincrética na política religiosa do Império. A divindade solar era comumente identificada com Apolo, às vezes chamado de Apolo Hélio. Os adeptos de Mitra também reconheciam seu próprio deus no Sol Invictus. Ele também era Hórus, filho de Ísis, cujo culto se espalhou do Egito para todas as províncias do Império. Conhecido pelos gregos como Harpócrates (do egípcio Har pa khrad, “Hórus, a criança”), Hórus era identificado no Egito com o deus solar Rá e celebrado em seu aniversário, 25 de dezembro. De fato, muito antes do surgimento do heliocentrismo na astronomia, é apropriado falar de uma tentativa imperial de criar um sistema religioso heliocêntrico, no qual todos os deuses giravam, a distâncias variáveis, em torno do Sol, entendido como o Theos Hypsistos, “o Deus Supremo”, e o companheiro divino do imperador.


Em janeiro de 250, o recém-aclamado imperador Décio promulgou um decreto obrigando todos no império a oferecer sacrifícios ao imperador. O caráter obrigatório do culto imperial foi posteriormente reforçado por Diocleciano (284-305). Tratava-se de um meio de fomentar a coesão política e social, após um período de instabilidade crônica que se seguiu à queda da dinastia Severa. Muitos imperadores já haviam sido deificados postumamente, mas a divindade do imperador vivo era uma novidade relativa. A divindade era dirigida ao gênio do imperador, e não à sua pessoa, numa época em que a teoria neoplatônica dos genii {gênios} (o equivalente latino dos daimones) era amplamente aceita. Os genii {gênios} podiam ser entendidos tanto como ideias platônicas quanto como deuses menores. O imperador possuía seu próprio genius, o “povo romano” possuía o seu genius, assim como a cidade de Roma e o Império, todos esses genii {gênios} interligados. O novo culto imperial não suplantou, mas foi adicionado ao culto de Sol Invictus, sendo o imperador venerado como uma espécie de filho do deus Sol. Devemos resistir à tentação de julgar esse sistema religioso com base em nossos próprios conceitos cristãos de religião (que implicam um cânone de escrituras sagradas, um conjunto de crenças, uma promessa de salvação e um contrato de exclusividade). Esses conceitos simplesmente não existiam naquela época, e muitas questões que hoje consideramos “religiosas” eram vistas como “filosóficas”. Realizar os gestos simbólicos simples do culto imperial ou participar da festa de Sol Invictus eram atividades sociais e políticas que não implicavam qualquer tipo de “fé” religiosa, além da compreensão geral de que os deuses existiam e que seu poder benevolente era tanto manifestado quanto ampliado pela atividade cultual humana.

Além de sua mensagem política, o culto de Sol Invictus tinha a vantagem de ser aceitável para aqueles com inclinação filosófica que desaprovavam o antropomorfismo dos deuses na poesia e nas artes visuais. No paradigma platônico, o sol era o melhor símbolo possível do Deus Único, ou Logos Cósmico. Na verdade, é difícil encontrar um símbolo mais natural e universal do divino. Portanto, Michael Grant pôde escrever em The Climax of Rome {O Clímax de Roma}: “A adoração ao Sol, naquele momento, era o culto de Estado do mundo romano, e o deus era aceito por milhões de seus habitantes. Se o culto solar não tivesse sucumbido ao cristianismo alguns anos depois, poderia muito bem ter se tornado a religião permanente da área do Mediterrâneo.”[5]


O próprio Constantino foi um forte defensor do culto solar até a última década de sua vida, como mencionei em “A Cruz Sobreposta ao Sol”.*1 Em 321, ele decretou o dies solis (domingo) como dia de descanso e, em 330, dedicou uma coluna de 30 metros de altura em Constantinopla, encimada por uma estátua de si mesmo como Apolo com uma coroa solar. Michael Grant presume que “o culto solar serviu de ponte para a conversão de muitas pessoas ao cristianismo”[6], mas essa ponte só existiu quando as autoridades cristãs construíram a base apropriada em seu lado do rio, atribuindo a Cristo atributos solares. A chave, obviamente, foi declarar que Jesus nasceu em 25 de dezembro, o que foi feito no final da década de 330. Quase na mesma época, o “dia do Sol” foi declarado o “dia do Senhor”. São Jerônimo, que nasceu 26 anos depois de Constantino ter instituído o domingo como dia de descanso, disse: “Se os pagãos chamam o Dia do Senhor de ‘dia do sol’, nós concordamos de bom grado, pois hoje a luz do mundo se eleva, hoje se revela o sol da justiça com cura em seus raios”.

Pensar que o culto ao Sol foi uma transição do politeísmo para o cristianismo é pensar teleologicamente, algo que os historiadores não devem fazer. É mais apropriado dizer que o cristianismo absorveu ou se apropriou do culto ao Sol.

O Natal é o caso mais claro — e provavelmente o mais antigo — de uma festa “pagã” cristianizada. É a exceção à regra que prevaleceu de cerca de 350 a 450: a destruição de templos e a proibição de festas. Estratégias conciliatórias de assimilação tornaram-se mais comuns posteriormente, quando os bispos se viram diante da dificuldade de erradicar tradições rituais ligadas não a templos, mas a locais naturais. Um bom exemplo é contado por Gregório de Tours sobre um bispo que, por volta do ano 500, na Gália central, quis impedir os rústicos de oferecerem libações a um deus em um lago: “com a inspiração da Divindade, este bispo de Deus construiu uma igreja em honra do bem-aventurado Hilário de Poitiers, a certa distância das margens do lago”. Sua pregação fez o resto, supostamente: “Os homens foram tocados em seus corações e se converteram. Deixaram o lago e trouxeram tudo o que costumavam jogar nele para a santa igreja”.[7] A transformação do Dies Natalis Solis Invicti na celebração do nascimento de Jesus seguiu o mesmo princípio.

Tudo isso importa? Somente se você estiver interessado na questão “Por que nós somos cristãos?”*2. “Por que nós celebramos o Natal?” é parte dessa questão. Na minha opinião, é importante estudar a cristianização do Império Romano porque estamos vivenciando o estágio final da descristianização da nossa civilização. A descristianização nos deixa espiritualmente nus e famintos, e isso porque a cristianização significou a completa despaganização. Antes de Constantino, os cristãos defendiam a tolerância: “é uma característica da lei humana — e, de fato, é uma expressão de nossa capacidade inata de determinar o que queremos — que cada um de nós adore como bem entender”, escreveu Tertuliano.[8] Depois de Constantino, os cristãos mudaram de opinião: tolerância para mim, não para ti. O cristianismo, portanto, criou um deserto espiritual ao seu redor, e agora que o cristianismo se tornou insignificante, resta apenas o deserto.

A descristianização é, em si, o resultado final inevitável da cristianização. Por quê? Porque o cristianismo é inerentemente irracional, exigindo a crença (o “credo”) em coisas impossíveis (mentiras, na verdade). Adultos racionalmente maduros não podem ser verdadeiros crentes. Portanto, a descristianização é irreversível. O que precisamos, na verdade, é reverter a cristianização.

Vamos tornar a civilização romana grande novamente!

Mas não diga aos seus filhos que Jesus não nasceu no Natal. Em vez disso, ensine-os que o Menino Jesus é o Deus Sol.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Notas


[1] Nota de Laurent Guyénot: Edward J. Watts, The Final Pagan Generation, University of California Press, 2015, p. 17.

[2] Nota de Laurent Guyénot: Edward J. Watts, The Final Pagan Generation, University of California Press, 2015, p. 12.

[3] Nota de Laurent Guyénot: Edward J. Watts, The Final Pagan Generation, University of California Press, 2015, p. 24.

[4] Nota de Laurent Guyénot: Edward J. Watts, The Final Pagan Generation, University of California Press, 2015, p. 36.

[5] Nota de Laurent Guyénot: Michael Grant, The Climax of Rome. The Final Achievements of the Ancient World AD 161-337, London, 1968, p. 224.

*1 Fonte utilizada por Laurent Guyénot: Why are we Christians? Part 3, por Laurent Guyénot,30 de julho de 2025, Substack.

https://radbodslament.substack.com/p/why-we-are-christians-part-3

[6] Nota de Laurent Guyénot: Michael Grant, The Climax of Rome. The Final Achievements of the Ancient World AD 161-337, London, 1968, p. 234.

[7] Nota de Laurent Guyénot: Gregory of Tours, Glory of the Confessors II, quoted by Richard Fletcher, The Conversion of Europe: From Paganism to Christianity 371-1386 AD, HarperPress, 2012, p. 70.

*2 Fonte utilizada por Laurent Guyénot: Why Are We Christians? - Historical Revisionism of the Conversion of the Roman Empire, por Laurent Guyénot, 20 de julho de 2025, , The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/article/why-are-we-christians/

[8] Nota de Laurent Guyénot: Tertullian, To Scapula, citado em Douglas Boin, Coming Out Christian in the Roman World: How the Followers of Jesus Made a Place in Caesar’s Empire, Bloomsbury Press, 2015.

Fonte: Bring Out Your Dead ...Back on the Family Altar, por Laurent Guyénot, 22 de outubro de 2021, The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/article/bring-out-your-dead/

Sobre o autor: Laurent Guyénot (1960-) possuí mestrado em Estudos Bíblicos e trabalho em antropologia e história das religiões, tendo ainda o título de medievalista (PhD em Estudos Medievais em Paris IV-Sorbonne, 2009) e de engenheiro (Escola Nacional de Tecnologia Avançada, 1982).

Entre seus livros estão:

LE ROI SANS PROPHETE. L'enquête historique sur la relation entre Jésus et Jean-Baptiste, Exergue, 1996.

Jésus et Jean Baptiste: Enquête historique sur une rencontre légendaire, Imago Exergue, 1998.

Le livre noir de l'industrie rose – de la pornographie à la criminalité sexuelle, IMAGO, 2000.

Les avatars de la réincarnation: une histoire de la transmigration, des croyances primitives au paradigme moderne, Exergue, 2000.

Lumieres nouvelles sur la reincarnation, Exergue, 2003.

La Lance qui saigne: Métatextes et hypertextes du Conte du Graal de Chrétien de Troyes, Honoré Champion, 2010.

La mort féerique: Anthropologie du merveilleux (XIIᵉ-XVᵉ siècle), Gallimard, 2011.

JFK 11 Septembre: 50 ans de manipulations, Blanche, 2014.

Du Yahvisme au sionisme. Dieu jaloux, peuple élu, terre promise: 2500 ans de manipulations, Kontre Kulture, Kontre Kulture, 2016. Tem edição em inglês: From Yahweh to Zion: Jealous God, Chosen People, Promised Land...Clash of Civilizations, Sifting and Winnowing Books, 2018.

Petit livre de - 150 idées pour se débarrasser des cons, Le petit livre, 2019.

“Our God is Your God Too, But He Has Chosen Us”: Essays on Jewish Power, AFNIL, 2020.

Anno Domini: A Short History of the First Millennium AD, 2023.

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Relacionado, leia também sobre a questão judaica, cristianismo e a tradição europeia ver:

O Gancho Sagrado - O Cavalo de Tróia de Jeová na Cidade dos Gentios {os não-judeus} - por Laurent Guyénot - parte 1 (demais duas partes na sequência do próprio artigo)

O Solstício de Inverno: Símbolo da antiguidade da civilização europeia – por David Duke

Traga seus mortos ... De volta ao altar da família - por Laurent Guyénot

Êxodo recorrente: Identidade judaica e Formação da História - Por Andrew Joyce, Ph.D., {academic auctor pseudonym}

O truque do diabo: desmascarando o Deus de Israel - Por Laurent Guyénot - parte 1

Jesus o judeu - por Thomas Dalton Ph.D. {academic auctor pseudonym}

O Império Falido - A origem medieval da desunião europeia - parte 1 - por Laurent Guyénot (demais duas partes na sequência do próprio artigo)

Sangue diluído {pelo cristianismo em geral, e pelo papado medieval em especial} - por Laurent Guyénot

A Sabedoria dos Antigos: Cidades-Estado Gregas como Estados-étnicos - Por Guillaume Durocher {academic auctor pseudonym}

Biopolítica, racialismo, e nacionalismo na Grécia Antiga: Uma visão sumária - Por Guillaume Durocher {academic auctor pseudonym}

O mundo dos indo-europeus - Por Alain de Benoist

Monoteísmo x Politeísmo – por Tomislav Sunić

Politeísmo e Monoteísmo - Por Mykel Alexander

Israel vs. Direito Internacional: Quem vencerá? - por Laurent Guyénot

O Evangelho de Gaza - O que devemos aprender com as lições bíblicas de Netanyahu - por Laurent Guyénot

A Psicopatia Bíblica de Israel - por Laurent Guyénot

Israel como Um Homem: Uma Teoria do Poder Judaico - parte 1 - por Laurent Guyénot (Demais partes na sequência do próprio artigo)

 O peso da tradição: por que o judaísmo não é como outras religiões - por Mark Weber

Sionismo, Cripto-Judaísmo e a farsa bíblica - parte 1 - por Laurent Guyénot (as demais partes na sequência do próprio artigo)