sábado, 9 de maio de 2026

{Limpeza étnica dos alemães no leste europeu após a Segunda Guerra Mundial} O Legado Feio e Esquecido de Potsdam - por Bradley Brewer

 

Bradley Brewer

            Para os americanos, a Segunda Guerra Mundial é tudo o que há de grandioso na América. Ela representa a bravura, o sacrifício, a fortaleza e a compaixão americanas. Afinal, foi uma guerra que valeu a pena lutar e que não podia ser evitada no Pacífico e na Europa. Nenhuma nação, por mais virtuosa que seja, emerge da guerra e do processo de paz ilesa, física ou ideologicamente, incluindo os Estados Unidos.

Em 2 de agosto de 1945, a Conferência de Potsdam veio a sua conclusão. Realizada em Potsdam, Alemanha, pelos Estados Unidos, Grã-Bretanha e União Soviética, a conferência teve como objetivo discutir planos para a ocupação da Alemanha e a distribuição de reparações. Questões territoriais, como a localização da fronteira ocidental da Polônia, foram brevemente debatidas, mas as discussões foram adiadas até que uma conferência de paz definitiva pudesse ser agendada. As negociações sobre questões territoriais podem ter sido adiadas, mas o destino de milhões de alemães foi decidido com a inclusão do Artigo XIII na versão final do Acordo de Potsdam. O Artigo XIII determinava que as populações minoritárias alemãs da Checoslováquia, Polônia e Hungria (este artigo trata apenas da Checoslováquia e da Polônia) fossem transferidas para a Alemanha de forma ordenada e humana, sob a direção do Conselho de Controle Aliado, composto por representantes dos Três Grandes Aliados.

O Artigo XIII foi criado por uma razão. A retirada do exército alemão na primavera de 1945 deixou a maior parte da Checoslováquia e toda a Polônia ocidental ocupadas pelas forças armadas da União Soviética. E dentro desse território recém-conquistado viviam milhões de alemães, muitos dos quais residiam nos Sudetos da Checoslováquia e nos territórios poloneses recém-adquiridos ao longo da linha Oder-Neisse (Brandemburgo, Danzig, Silésia, Pomerânia e Prússia Oriental) desde o século XIV. Ao longo dos anos, as relações entre alemães, checos e poloneses tornaram-se bastante tensas e, uma vez terminada a guerra, cidadãos e funcionários governamentais de ambas as nações aproveitaram a oportunidade para se livrarem, de forma espontânea e brutal, do que consideravam uma minoria alemã problemática dentro de suas respectivas fronteiras. Ao fazer isso, os governos checoslovaco e polonês buscaram expulsar o máximo possível de alemães e apresentar aos Aliados um fait accompli {fato consumado} em uma futura conferência de paz. As expulsões descontroladas que duraram de maio a junho de 1945 viram organizações governamentais, independentes e militares expulsarem 750.000 alemães dos Sudetos da Checoslováquia e entre 200.000 e 1.300.000 alemães da Polônia. No entanto, esses números são estimativas e os totais variam dependendo do estudo.

            A implementação do Artigo XIII tinha era suposto trazer as expulsões selvagemente desenfreadas sob controle. O Secretário de Estado dos Estados Unidos, James F. Byrnes, desejava implementar medidas que desacelerassem a transferência de alemães, tornando-a em sua natureza menos aleatória e violenta. Byrnes também era pragmático e compreendia que a expulsão de alemães jamais seria completamente interrompida, mas poderia ao menos ser monitorada pelos Aliados, de modo que o foco dos checos e poloneses se concentrasse na expulsão dos alemães, e não na busca por vingança pelas atrocidades de guerra cometidas pelos nazistas. Após a implementação de detalhes logísticos para tornar as expulsões o mais ordenadas e humanas possível, elas começaram em 25 de janeiro de 1946. Tanto na Checoslováquia quanto na Polônia, as expulsões pós-Potsdam pouco diferiram das expulsões brutais de 1945, visto que os alemães expulsos eram conduzidos a centros de concentração onde eram roubados, sofriam abusos físicos e, em seguida, amontoados em vagões de trem e enviados para a Alemanha, onde chegavam em estado de “privação física e espiritual”, segundo o historiador alemão Theodor Schieder. No entanto, as condições melhoraram no verão de 1946, após regulamentos do Conselho de Controle Aliado terem sido plenamente implementados. Quando as expulsões cessaram no final de 1947, cerca de 1.415.135 alemães dos Sudetos, originários da Checoslováquia, haviam sido expulsos para a Zona de Ocupação dos Estados Unidos, juntamente com 750.000 para a zona russa e 1.500.000 para a zona britânica.

Para os Estados Unidos (e a Grã-Bretanha), o Artigo XIII era pretendido estabelecer alguma ordem no processo de expulsão, o que era uma solução mais atraente para o problema da minoria alemã do que as alternativas mais prováveis: o caos incontrolável ou uma provável guerra contra a União Soviética e a Polônia, algo que os Aliados não desejavam, visto que haviam lutado contra um inimigo comum com os soviéticos. Na prática, o Artigo XIII legitimou as expulsões que, antes de Potsdam, eram realizadas sem qualquer base legal ou consideração sobre como tais expulsões impactariam o cenário demográfico e político europeu. A legitimidade conferida ao Artigo XIII pelos Aliados ocidentais deu respeitabilidade legal ao ato de transferência populacional por expulsão forçada, o que, na realidade, era limpeza étnica. Assim, os Estados Unidos foram cúmplices na legalização do maior episódio de limpeza étnica ocorrido no século XX, quando entre 12.000.000 e 16.000.000 de alemães foram expulsos de suas pátrias históricas na Europa centro-oriental, da primavera de 1945 ao final de 1947.


A aprovação dos Estados Unidos à expulsão de alemães é, ao mesmo tempo, explicável e inexplicável. Era explicável porque a expulsão dos alemães provavelmente aconteceria independentemente da participação dos Estados Unidos, e, ao participarem do processo, os oficiais de ocupação americanos tinham algum controle sobre quando, onde e como as expulsões tomariam lugar, mas não o controle total da situação. Por outro lado, a aprovação das expulsões pelos Estados Unidos era inexplicável, e parecia que a remoção de grandes contingentes de alemães de suas pátrias históricas contrariava a base ideológica de moralidade e justiça sobre a qual os Estados Unidos foram fundados e contrariava nossos objetivos de guerra declarados. Em guerras, onde a realidade e a ideologia geralmente colidem, a conquista da paz é mais complexa do que o estabelecer do conflito.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 


Fonte: The Ugly and Forgotten Legacy of Potsdam, por Bradley Brewer, 09 de agosto de 2015, HISTORY NEWS NETWORK.

https://www.historynewsnetwork.org/article/the-ugly-and-forgotten-legacy-of-potsdam

Sobre o autor: Bradley Brewer (1967-2020) recebeu seu doutorado pela Universidade Estadual do Mississippi em História, com especialização em História Moderna Europeia, concluído em 2015 e tornou-se professor na mesma universidade.

___________________________________________________________________________________ 

Relacionado, leia também:

História alemã a partir de uma nova perspectiva - Revisado por Charles E. Weber

As origens da Segunda Guerra Mundial - Por Georg Franz-Willing

Hitler queria Guerra? - Por Patrick Joseph Buchanan

Desnacionalização da Economia {Por que a economia no Nacional-Socialismo Alemão (nazismo) foi odiada pelos Aliados?} - Por Salvador Borrego

A declaração judaica de guerra contra a Alemanha nazista - O boicote econômico de 1933 - por Matthew Raphael Johnson

Por que os EUA preferiram se aliar com a URSS contra a Alemanha e não com a Alemanha contra a URSS? – por Salvador Borrego

Quem ganhou? Quem perdeu? Segunda Guerra Mundial - por Patrick Buchanan

As mentiras sobre a Segunda Guerra Mundial - Paul Craig Roberts


terça-feira, 5 de maio de 2026

A Falácia Mecanicista {e fanatismo bíblico-sionista} — Por que o Ocidente falha tantas vezes na geopolítica - por Alastair Crooke

 

Alastair Crooke


Washington não conseguirá pensar com clareza sobre o Irã e optará por táticas equivocadas.

Há cerca de quinze anos atrás, eu escrevi[1] que a dependência ocidental em sua lente de racionalidade secular já não era adequada para compreender o conflito israelo-palestino. Estava se tornando óbvio — mesmo naquela época — que o futuro da região seria marcado por guerras cada vez mais definidas por símbolos religiosos: por exemplo, Al-Aqsa versus o Terceiro Templo.

Desde então, as coisas mudaram: em Israel, as eleições nacionais de novembro de 2022 trouxeram uma nova liderança comprometida com a fundação de Israel na “Terra de (Grande) Israel,” com o deslocamento da população não judaica e a implementação da lei haláchica.

A plataforma do novo governo era uma expressão de um propósito escatológico e messiânico,[2] com uma teleologia de buscar um caminho rumo à Redenção messiânica. Não era secular, nem se apoiava em tons iluministas.

Meu ponto argumentado, então — e ainda é —, é que as formas de pensar seculares e mecanicistas do Ocidente não compreenderão essas mudanças fundamentais. O Ocidente insiste em aplicar seus preceitos conceituais ocidentalizados a algo — o messianismo e a busca pela Redenção — que está fora do escopo da consciência ocidental pós-moderna contemporânea. Nós entendemos bem a política de poder, mas a escatologia é, em grande parte, um livro fechado para a maioria dos seculares ocidentais.

O fundo desta linha é que não há propósito algum em tentar convencer aqueles absorvidos por uma visão messiânica de que sua solução consiste em uma estrutura política de dois Estados na Palestina histórica. Os primeiros, na verdade, acolhem o Armagedom e a derrota que ele prenunciaria para os não judeus.

Isso também não pode ser visto como uma fase passageira ou um capricho. O messianismo tem sido um impulso proeminente, embora oscilante, no judaísmo desde Sabbatai Zevi (década de 1660) e Jacob Franks (século XVIII). (Parte de seu pensamento também influenciou as noções europeias durante o período do Iluminismo).

O historiador e acadêmico judeu Gershom Scholem previu corretamente[3] que o sionismo religioso — que nas últimas décadas se alinhou ao Likud e ao movimento de colonização — opera como um movimento messiânico “militante”, “apocalíptico” e “radical” que tenta “forçar o fim” exigindo que o Estado se envolva, por exemplo, em um controle territorial massivo — ou seja, exigem a conquista territorial por razões do fim dos tempos.

{Bezalel Yoel Smotrich (1980-), Itamar Ben-Gvir (1976) e Benjamin Netanyahu (1949) são três políticos israelenses que externam o movimento extremista messiânico sionista, cujas origens são imemoráveis dentro da tradição judaica, conforme a sucessão de lideranças judaico-messiânicas através da história. A questão dessa vertente que lidera o judaísmo internacional foi tratada amplamente por Douglas Reed (1895-1976),   jornalista e correspondente de guerra britânico na Segunda Guerra Mundial, em sua obra The Controversy of Zion, que embora tenha sido completada em 1956, foi publicada apenas após sua morte em 1978 por pedido do próprio Douglas Reed por receio de retaliação, uma vez tendo em conta a suspeita morte do também jornalista britânico Robert Archibald Wilton (1868-1925) que cobria a subversão bolchevique na Rússia e documentou a participação proeminentemente judaica nos quadros bolcheviques mais importantes. Crédito da imagem: The Australian, Sanctions on far-right ministers are deserved for a stronger Israel, 11 de junho de 2025}

Talvez não seja surpreendente, contudo, que a racionalidade mecanicista ocidental tenha se mostrado tão perdida em sua compreensão das motivações do Irã quanto em sua compreensão do Israel contemporâneo. A abordagem literal simplesmente amputa qualquer percepção da resistência mais profunda e do ânimo revolucionária do Irã.

Em vez disso, nós escolhemos por projetar no Irã nossa imagem do Estado-nação do século XIX — o conceito de um Estado governado por um governo centralizado e autoritário como o veículo dominante, por vezes autocrático, de poder sobre o qual as entidades políticas mais amplas eram governadas por outros princípios de legitimidade.

Em uma entrevista concedida a Richard Falk em 1979, o Aiatolá Khomeini afirmou[4] categoricamente que a Revolução foi um triunfo civilizacional, e não nacional. Ele enfatizou que, em sua opinião, a comunidade fundamental para todos os povos do mundo islâmico era civilizacional e religiosa – e não nacional e territorial. Khomeini explicou que os estados soberanos territoriais, construídos em torno da identidade nacional, não formavam uma comunidade natural no Oriente Médio da mesma forma que eles eram na Europa.

Seu tema insistente era expressar a visão de que um governo consistente com os valores islâmicos não poderia ser estabelecido de forma confiável com base em princípios democráticos sem estar sujeito à guia religiosa não eleita de clérigos islâmicos de topo, que seriam a fonte da mais alta autoridade política.

A repressão do Islã (secularização forçada) e a destruição do Califado, promovidas por Mustafa Kamal no início do século XX, levaram Seyyed Qutub a pregar o vanguardismo revolucionário até sua execução em 1966. Os escritos de Qutub, mas particularmente sua obra Justiça Social no Islã — que coincidiu com os protestos em massa em todo o mundo muçulmano contra a partição da Palestina em 1947 — lançaram as bases principais para o pensamento revolucionário que emergiria no Irã.

Para os iranianos, isso representou um chamado ao retorno a um modo de ser anterior, com uma linhagem histórica que remonta a tempos antigos — um modo que reflete uma transformação mais espiritual e interior do ser humano: um mundo de modos hierárquicos de consciência e uma disposição para lutar contra a opressão e cuidar dos despossuídos.

Consequentemente, ver o Irã pela ótica do Estado-nação é interpretá-lo erroneamente. As limitações do pensamento mecanicista tornam impossível para os estrangeiros compreenderem ou preverem o futuro do Irã. Hoje, os jovens iranianos estão retornando entusiasticamente[5] ao espírito da Revolução de 1979. Há uma nova energia evidente no Irã — e ela é radical. E suas reverberações estão se espalhando bem e além das fronteiras do Irã.

Se nós, no Ocidente, quisermos ouvir e compreender, seria sensato primeiro nos olharmos no espelho. Será que nós somos realmente tão seculares e racionalmente estratégicos quanto nós acreditamos?

O historiador militar americano Michael Vlahos, em um longo ensaio intitulado “A América é uma Religião,” destaca que os próprios Estados Unidos estão longe de serem imunes às correntes do idealismo messiânico, do milenarismo e do maniqueísmo: “Este é um tema duradouro cuja profunda atualidade permeia o cristianismo”:

“Desde a sua fundação, os Estados Unidos têm buscado, com fervor religioso ardente, uma vocação superior: redimir a humanidade, punir os ímpios e inaugurar um milênio de ouro na Terra. A América tem se mantido firme em sua visão singular de missão divina como o ‘Novo Israel de Deus’.”[6]

É claro que a ‘religião civil’ americana está inextricavelmente ligada à Reforma Protestante, ao cristianismo calvinista e ao protestantismo. “Embora sua leitura das escrituras tenha se secularizado na Era Progressista, a religião americana permaneceu atrelada às suas raízes formativas,” argumenta Vlahos.

“Daí, a América não é apenas ‘messiânica’ em seu caráter — no sentido de ‘possuída por paixão e zelo’ — mas manifesta uma visão implicitamente bíblica, proclamando sua fé na natureza predestinada de sua passagem. Uma ‘nação escolhida’ divinamente eleita para agir em nome da Providência como Redentora do mundo”.

Contudo, como Vlahos relata — assim como aconteceu com os sionistas em Israel, na última eleição — os EUA tiveram seu momento de metamorfose: desencadeado por 60 anos (1963-2023) de repetidos e inconclusivos desastres em campos de batalha:

“Cada episódio [que foi] travado para cumprir a profecia de um milênio democrático global — e a cada vez, esse sonho deslizava afora”.

Consequentemente, escreve Vlahos, o messianismo americano deslizou para “uma caricatura maniqueísta de si mesmo — na qual as ‘boas novas’ americanas foram substituídas pelo espectro sempre presente do Mal e pela ameaça da força. As palavras sagradas, Liberdade e Democracia, embora ainda entoadas, tornaram-se um mantra oco”.

“O ‘evangelho’ americano não prega mais sobre redenção e expiação: agora se preocupa com imposição e punição.

“A reviravolta aconteceu num instante, no 11 de setembro — e com Guantánamo.”

“Quase da noite para o dia, os Estados Unidos abandonaram as ‘regras internacionais’ e as ‘normas civilizadas’ — e, em vez disso, construíram um arquipélago de tortura e encarceramento arbitrário, sem supervisão ou apelação”.

Hoje, os EUA está experimentando uma profunda polarização em casa, enquanto ainda continuam a travar conflitos no exterior cujos objetivos os líderes americanos tentam conectar às narrativas redentoras cunhadas para servir à luta interna (ou seja, validando o meme da ‘Paz pela Força’) via guerra contra o Irã. O poder estabelecido americano, portanto, associa a ‘vitória’ em uma guerra estrangeira como meio de restaurar sua posição política interna e internacionalmente. Michael Vlahos chama essa dualidade de “uma dinâmica mutuamente destrutiva.”

Isso virtualmente assegura que Washington não conseguirá pensar com clareza sobre o Irã e optará por táticas erradas.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Notas:


[1] Fonte utilizada por Alastair Crooke: The flawed premises: two decades of failed state-making, por Alastair Crooke, 28 de abril de 2011, Foreign Policy.

https://foreignpolicy.com/2011/04/28/the-flawed-premises-two-decades-of-failed-state-making/

[2] Fonte utilizada por Alastair Crooke: The Kingdom of Judea vs. The State of Israel

A geo-political reading of Israel’s incipient civil war, por Alastair Crooke, 13 de março de 2025, Alastair Crooke Substack.

https://conflictsforum.substack.com/p/the-kingdom-of-judea-vs-the-state

[3] Fonte utilizada por Alastair Crooke: “O fato de o antinomianismo ter emergido no movimento sabateano, rompendo com a tradição normativa por meio da combinação de messianismo e misticismo, não deve ser visto como uma aberração, mas sim como uma inevitabilidade trágica. Essa heresia sabateana, argumentou Scholem, não terminou com o fracasso do movimento, mas influenciou e até mesmo estabeleceu as condições para a modernidade judaica. Suas especulações sobre possíveis influências entre o judaísmo sabateano e o judaísmo reformista na Hungria foram devidamente criticadas por Jacob Katz pela falta de evidências históricas.” Em Stanford Encyclopedia of Philosophy Archive, Fall 2022 Edition, entrada Gershom Scholem, 10 de abril de 2008, revisado 30 de outubro de 2013.

https://plato.stanford.edu/archives/fall2022/entries/scholem/

[4] Fonte utilizada por Alastair Crooke: Meeting Ayatollah Khomeini 41 Years Ago, por Richard Falk, 15 de fevereiro de 2020, Just World EDUCATIONAL.

https://justworldeducational.org/2020/02/meeting-grand-ayatollah-41-years-ago/

[5] Fonte utilizada por Alastair Crooke:

https://twitter.com/SinaToossi/status/2041331634524319930

[6] Fonte utilizada por Alastair Crooke:

God's New Israel: Religious Interpretations of American Destiny. Edited by Conrad Cherry. Rev. and updated ed. Chapel Hill:University of North Carolina Press, 1998.

Fonte: The Mechanistic Fallacy — Why the West So Often Fails at Geo-politics, por Alastair Warren Crooke, 27 de abril de 2026, The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/acrooke/the-mechanistic-fallacy-why-the-west-so-often-fails-at-geo-politics/

Sobre o autor: Alastair Warren Crooke CMG (1949-) é um ex-diplomata irlandês, com mais de trinta anos de carreira (com cargos diplomáticos na Irlanda do Norte, África do Sul, Camboja, Colômbia, Paquistão e Oriente Médio, incluindo contextos da questão palestina-israelense) e fundador e diretor do Conflicts Forum, com sede em Beirute, uma organização que defende o diálogo entre o Islã político e o Ocidente. Anteriormente, ele ocupou um cargo de destaque tanto na inteligência britânica (MI6) quanto na diplomacia da União Europeia. Ele estudou no Aiglon College na Suíça e na Universidade de St. Andrews (1968–1972) na Escócia, onde obteve um mestrado em filosofia moral e economia política. Ele é autor de Resistance: The Essence of the Islamist Revolution, de 2009.

___________________________________________________________________________________

Relacionado, leia também.

Fanatismo judaico-sionista, Grande Israel, EUA e Irã:

IRÃ – a última vítima de todas da mentalidade judaica de raça superior - por Povl H. Riis-Knudsen

Por Favor, Alguma Conversa Direta do Movimento pela Paz - Grupos sionistas condenam “extremistas” a menos que sejam judeus - por Philip Giraldi

A América já tem perdido a guerra com o Irã - por Greg Johnson

“Grande Israel”: O Plano Sionista para o Oriente Médio O infame "Plano Oded Yinon". - Por Israel Shahak - parte 1 - apresentação por Michel Chossudovsky (demais partes na sequência do próprio artigo)

Resenha de THE DECADENCE OF JUDAISM IN OUR TIME {A DECADÊNCIA DO JUDAÍSMO EM NOSSO TEMPO}, de Moshe Menuhin, por David McCalden (escrito sob o pseudônimo Lewis Brandon)

Um grego e um persa: A influência de Platão sobre o aiatolá Khomeini - Por Alina Utrata

O Grande Israel e o Messias Conquistador - por Alexander Dugin

O ódio ao Irã inventado pelo Ocidente serve ao sonho sionista de uma Grande Israel dominando o Oriente Médio - por Stuart Littlewood

 

Sionismo nos EUA:

Libertando a América de Israel - por Paul Findley

Sionismo e judeus americanos - por Alfred M. Lilienthal

A Crítica de Acusação de Antissemitismo: A legitimidade moral e política de criticar a Judiaria - por Paul Grubach

Resenha de: A Legacy of Hate: Anti-Semitism in America {Um legado de ódio: antissemitismo na América}, de Ernest Volkman - por Louis Andrew Rollins

Táticas do Lobby Judaico na Supressão da Liberdade de Expressão - por Tony Martin

Um olhar direto sobre o lobby judaico - por Mark Weber

{A intensificação da judaização do cristianismo efetuada por movimentos judaicos} Os Conversos Protestantes São Importantes no Movimento Protestante Evangélico e Permanecem Fortemente Pró-Israel - por Jose Alberto Nino

{Conexão Rothschild – Jeffrey Epstein – Israel} Teste decisivo de Epstein: Tucker Carlson, Alex Jones e Cenk Uygur falham - Tucker Carlson: “Epstein não trabalhava para Israel” - parte 1 - por Geurt Marco de Wit (segunda parte na sequência do próprio artigo)

A guerra {sionista} do Fundo Tikvah contra Tucker Carlson {direita americana} - por José Alberto Niño

{Israel, lobby sionista e fanatismo} Abolição da Primeira Emenda - por Christopher Hedges

{Israel, lobby sionista, fanatismo cristão e censura no meio acadêmico} - O fim da liberdade acadêmica - por Christopher Hedges e Maura Finkelstein

Sionismo e judaísmo internacional querem evitar o rigor da apuração histórica em relação aos conflitos em Gaza – Mike Pompeo não quer ampla e profunda apuração dos fatos - por Mykel Alexander

 

Questão judaica:

Controvérsia de Sião - por Knud Bjeld Eriksen

O peso da tradição: por que o judaísmo não é como outras religiões - por Mark Weber

Estranhezas da Religião Judaica - Os elementos surpreendentes do judaísmo talmúdico - parte 1 - Por Ron Keeva Unz (Parte 2 na sequência do próprio artigo)

Antissemitismo: Por que ele existe? E por que ele persiste? - Por Mark Weber

Judeus: Uma comunidade religiosa, um povo ou uma raça? por Mark Weber

Sionismo, Cripto-Judaísmo e a farsa bíblica - parte 1 - por Laurent Guyénot (as demais partes na sequência do próprio artigo)

O truque do diabo: desmascarando o Deus de Israel - Por Laurent Guyénot - parte 1 (Parte 2 na sequência do próprio artigo)

Ex-rabino-chefe de Israel diz que todos nós, não judeus, somos burros, criados para servir judeus - como a aprovação dele prova o supremacismo judaico - por David Duke

Grande rabino diz que não-judeus são burros {de carga}, criados para servir judeus - por Khalid Amayreh

Deus, os judeus e nós – Um Contrato Civilizacional Enganoso - por Laurent Guyénot

O Evangelho de Gaza - O que devemos aprender com as lições bíblicas de Netanyahu - por Laurent Guyénot

A Psicopatia Bíblica de Israel - por Laurent Guyénot

Israel como Um Homem: Uma Teoria do Poder Judaico - parte 1 - por Laurent Guyénot (Demais partes na sequência do próprio artigo)

Conversa direta sobre o sionismo - o que o nacionalismo judaico significa - Por Mark Weber

Congresso Mundial Judaico: Bilionários, Oligarcas, e influenciadores - Por Alison Weir



Judaísmo internacional, sionismo e Oriente Médio:

Por trás da Declaração de Balfour A penhora britânica da Grande Guerra ao Lord Rothschild - parte 1 - Por Robert John {as demais 5 partes seguem na sequência}

Raízes do Conflito Mundial Atual – Estratégias sionistas e a duplicidade Ocidental durante a Primeira Guerra Mundial – por Kerry Bolton

O Legado violento do sionismo - por Donald Neff

{18 verdades diretas sobre Israel} - Quiz Rápido sobre o Oriente Médio Por Charley Reese

Petróleo ou 'o Lobby' {judaico-sionista} um debate sobre a Guerra do Iraque

Iraque: Uma guerra para Israel - Por Mark Weber

Por que querem destruir a Síria? - por Dr. Ghassan Nseir

{Massacres sobre os alauítas após a queda da Síria de Bashar Hafez al-Assad} - por Raphael Machado

Mudança de Regime na Síria: mais um passo em direção ao “Grande Israel” - por Alan Ned Sabrosky

Guerra de agressão não declarada dos EUA-OTAN-Israel contra a Síria: “Terrorismo da al-Qaeda” para dar um golpe de Estado contra um governo secular eleito - por Michael Chossudovsky

A Supressão do Cristianismo em Seu Berço - Israel não é amigo de Jesus - por Philip Giraldi

 

Judaísmo internacional, sionismo, Palestina e Israel:

Quem são os Palestinos? - por Sami Hadawi

Palestina: Liberdade e Justiça - por Samuel Edward Konkin III

Memorando para o presidente {Ronald Reagan, tratando da questão Palestina-Israel} - quem são os palestinos? - por Issah Nakheleh

Historiadores israelenses expõem o mito do nascimento de Israel - por Rachelle Marshall

Resenha de The Fateful Triangle: The United States, Israel & The Palestinians {O Triângulo Fatídico: Os Estados Unidos, Israel e os Palestinos} de Noam Chomsky por Louis Andrew Rollins

Resenha de GENOCIDE IN THE HOLY LAND {GENOCÍDIO NA TERRA SANTA}, Rabbi Moshe Schonfeld, Neturei Karta dos EUA - por Bezalel Chaim

Residentes da faixa de Gaza fogem do maior campo de concentração do mundo - A não-violência não funcionou, então eles tiveram que atirar para escapar - por Kevin Barrett

Retrospectiva 2024 – Palestina x Israel/EUA/OTAN} - Gaza: o hiperetnocentrismo e a frialdade dos genocidas judeus - por Kevin MacDonald

A cultura do engano de Israel - por Christopher Hedges

Genocídio em Gaza - por John J. Mearsheimer

{Retrospectiva 2023 - Genocídio em Gaza} - Morte e destruição em Gaza - por John J. Mearsheimer

{Retrospectiva 1946 – terrorismo judaico-sionista} - O Ataque ao Hotel Rei David em Jerusalém - por W. R. Silberstein

Crimes de Guerra e Atrocidades-embustes no Conflito Israel/Gaza - por Ron Keeva Unz

Desde há dois anos {da incursão do Hamas sobre Israel em 07 de outubro} - por Israel Shamir

Sionismo e judaísmo internacional querem evitar o rigor da apuração histórica em relação aos conflitos em Gaza – Mike Pompeo não quer ampla e profunda apuração dos fatos - por Mykel Alexander


quarta-feira, 29 de abril de 2026

O Problema das Horas de Funcionamento do Crematório e do Tempo de Incineração - Parte II.2-3 - por Reinhard K. Buchner

 Continuação de O Problema das Horas de Funcionamento do Crematório e do Tempo de Incineração - Parte II.1 - por Reinhard K. Buchner

Reinhard K. Buchner

2. A Tecnologia da Cremação

Reduzir um cadáver por cremação significa decompor tecidos e ossos pelo calor. Ao contrário da crença popular, um cadáver não “queima” porque não há matéria combustível suficiente envolvido. Embora o tecido irá carbonizar e queimar, produzindo algum calor, a maior parte do calor — para a decomposição térmica (e química) dos cadáveres — deve ser fornecida por fontes externas de energia. Os crematórios são geralmente projetados e construídos para processar um único cadáver. Não há evidências de que os crematórios usados ​​nos campos da Segunda Guerra Mundial tenham sido projetados de forma diferente. O combustível durante a Segunda Guerra Mundial era principalmente carvão ou coque, mas ocasionalmente madeira pode ter sido usada. Como a combustão do combustível requer ar (oxigênio), alguma provisão para tiragem natural (convecção) ou alimentação de ar forçado (compressores) deve ser incluída no projeto do crematório. Todas as 6 unidades em Dachau15, por exemplo, possuem provisões para tiragem convectiva. Os quatro crematórios vistos hoje em Auschwitz I são aparentemente de um projeto muito semelhante. Contudo, eles foram construídos após a Segunda Guerra Mundial (D. Felderer11, W. Stäglich16, página 137). Em Auschwitz II, é dito que foram instalados compressores. Por exemplo, F. Müller9 diz “ventiladores” (página 94 e outros locais). Independentemente do método de fornecimento de ar, todos os crematórios têm certas similaridades básicas.

Desde que a incineração não é um processo de produção de energia, mas principalmente de absorção, a energia térmica é produzida em um “gerador”. Este pode ser — como em Dachau — uma simples “fornalha” com portas para carregamento de carvão e aberturas com válvulas simples para controlar a tiragem de ar por convecção. Em instalações mais sofisticadas com compressores, podem ser utilizados geradores para gaseificação do combustível primário. A. R. Butz4 destacou isso em relação à terminologia do Holocausto (“Gasoven” etc., ver páginas 120 e 121). Do gerador, o gás de exaustão quente é então conduzido ao longo do cadáver em uma mufla oblonga com paredes e fundo planos, mas com teto semicilíndrico. O cadáver repousa sobre pontes transversais na mufla, espaçadas de 30 a 45 centímetros. Cinzas e resíduos caem na parte inferior da mufla e são removidos periodicamente. Usualmente, o gerador de queima de carvão e a câmara de incineração propriamente dita — a mufla — são separados. Apenas os gases quentes resultantes da combustão do combustível aquecem a mufla e o cadáver. O cadáver, contudo, não é consumido (pelo menos em sua maior parte) pelas chamas ou pelos gases quentes diretamente, mas pela radiação proveniente das paredes da mufla.

Este é um fator tecnológico importante o qual precisa ser compreendido. O mecanismo físico é como segue: o gás quente do gerador passa através da mufla e transfere seu calor para todas as superfícies absorventes. Essa transferência de calor não é estritamente um processo termodinâmico. Ou seja, a quantidade de calor transferida não depende apenas da diferença de temperatura entre o gás e a parede, mas também da turbulência gasodinâmica na camada limite entre o gás e a parede. Resumindo: em crematórios, a rugosidade do revestimento de tijolos refratários aumenta a transferência de calor para as paredes, desde que a velocidade do gás não se torne muito baixa. Como a área da superfície da parede da mufla é muito maior que a área da superfície do cadáver, grande parte do calor é transferida para as paredes, e não para o cadáver. Além disso, o tempo desempenha um papel importante no processo de transferência. Pode parecer convincente, à primeira vista, mesmo para um especialista em tecnologia, que se possa aumentar a temperatura de entrada do gás proveniente do gerador para transportar mais calor por unidade de tempo para dentro da mufla e, assim, obter tempos de incineração mais curtos. Contudo, a temperatura de saída do gás ao sair da mufla deve ser suficientemente baixa para não danificar os dutos e a chaminé. Em resumo: a velocidade de passagem do gás quente dentro da mufla deve ser lenta para permitir tempo suficiente para que a transferência de calor se complete a tal ponto que a temperatura de saída do gás caia para um valor suficientemente baixo. O parâmetro prático disponível para o projetista é a seção transversal da mufla. Quanto maior for essa seção transversal, menor será a velocidade do gás e mais tempo haverá disponível para a transferência de calor. Mas se a seção transversal da mufla for muito grande, surge outro problema. Para transferir o máximo de calor, todo o gás deve permanecer em contato com as paredes por tempo suficiente. Isso só pode ser alcançado pela mistura contínua do gás dentro da mufla. Mas isso, novamente, exige uma velocidade de passagem mínima. O projetista, portanto, deve estabelecer uma série de condições simultaneamente: para uma dada temperatura de entrada do gás, ele precisa de uma mufla de determinado tamanho, com área de parede suficiente para absorver o calor, e um volume de mufla que produza uma velocidade de fluxo suficientemente baixa, mas que ainda gere turbulência suficiente para facilitar a transferência de calor e a mistura do gás. Essas últimas condições limitam o volume da mufla, que deve levar em conta o espaço ocupado pelo cadáver — ou pelos vários cadáveres (!). E, finalmente, o projetista ainda deve alcançar uma temperatura de saída suficientemente baixa. Esses parâmetros ditam — para uma dada temperatura — a velocidade de entrada do gás e, portanto, a transferência total de calor por unidade de tempo do gerador até a mufla. Isso determina o tempo de incineração. O pequeno tamanho da mufla, observado nos crematórios instalados em campos da Segunda Guerra Mundial, indica que as muflas foram otimizadas para cremação de carga única, sem caixão.

Até agora, trem sido demonstrado como o calor é transportado do gerador para a mufla e transferido principalmente para as paredes da mufla. Se esse processo continuasse, as paredes da mufla ficariam cada vez mais quentes e o crematório se extinguiria. No entanto, o resfriamento ocorre automaticamente por radiação. A energia térmica absorvida pelas paredes é irradiada de volta em uma ampla gama de comprimentos de onda, incluindo a luz visível. Contudo, os principais comprimentos de onda se encontram na faixa espectral do infravermelho e do calor radiativo. Exatamente da mesma forma que a luz visível se propaga em linha reta, o calor e a radiação infravermelha também o fazem. Tanto a luz quanto o calor são radiações eletromagnéticas. A radiação da parede da mufla pode atingir o cadáver e ser absorvida. Também pode atingir outra seção da parede e ser absorvida ou refletida. Esse “rebote” da radiação continua até que ela seja finalmente absorvida pelo cadáver. Nesse processo, a diferença de temperatura entre a parede e o cadáver desempenha um papel importante. Embora materiais densos e opacos — como a parede e o cadáver, no presente caso — absorvam a radiação facilmente, o gás, em comparação, não o faz (ou apenas em menor grau). O gás quente transfere e irradia mais calor para as paredes do que ele consegue reabsorver. Esta é uma das razões pelas quais o gás pode entrar na mufla a uma temperatura elevada e sair a uma temperatura mais baixa. O teto curvo da mufla, mencionado anteriormente, funciona como um espelho cilíndrico, concentrando a radiação no cadáver.

Finalmente, há uma última etapa no fluxo total de energia térmica para o cadáver a qual ainda deve ser compreendida. A radiação absorvida pelo cadáver é, em sua maior parte, utilizada em reações químicas e em processos de evaporação durante a decomposição. Em resumo, o cadáver representa um dissipador de calor, e não uma fonte de calor. Essa é a principal razão pela qual o gás inicialmente quente pode sair da mufla a uma temperatura mais baixa. Se o cadáver “queimasse”, produziria calor adicional e elevaria a temperatura do gás acima da temperatura de entrada. Afirmações como: “Os cadáveres queimavam tão intensamente que foram consumidos pelo próprio calor” (F. Müller9 página 138) originam-se de equívocos técnicos.

Com isso — mas suficiente para o presente propósito — tem sido apresentado um modelo rudimentar do processo de incineração em crematórios a carvão ou coque. (A radiação do gás foi negligenciada. Mas, sem informações técnicas detalhadas, a transferência de calor e a radiação não podem ser comparadas.) Em contraste, a combustão do combustível em crematórios modernos a gás ocorre dentro da própria mufla. Como são projetados para acomodar um caixão, a área de suas paredes é bastante grande e o ar forçado dos compressores mistura o gás dentro da mufla de forma muito eficaz. Em adição, os queimadores geralmente são direcionados para o cadáver. Ademais, as cinzas do caixão são rapidamente afastadas do cadáver pelo fluxo de ar forçado. Os tempos de incineração assim obtidos são, portanto, muito mais curtos do que aquelas unidades a carvão comparáveis.

 

3. Carga Múltipla

Com o exposto acima em mente, também se pode compreender imediatamente por que a carga múltipla — 2 ou 3 cadáveres empilhados juntos, como alegado na teoria do Holocausto (ver, por exemplo, F. Müller9, página 17) — não produzirá tempos de incineração mais curtos. Primeiro, vários cadáveres compactados juntos oferecerão uma superfície consideravelmente menor por cadáver para a transferência de calor do gás ou absorção de radiação das paredes do que 3 cadáveres expostos separadamente à mesma área da parede da mufla. Isso resulta em menor absorção de calor por cadáver e por unidade de tempo. Além disso, o volume da mufla pelo qual o gás deve passar se tornará menor. Há menos tempo para o gás transferir calor para as paredes e os cadáveres. Se o crematório for operado com a mesma velocidade de fluxo, o gás simplesmente passará pela mufla mais rapidamente e sairá a uma temperatura mais alta, o que significa que haverá menos calor disponível por unidade de tempo para a incineração. Para proteger os dutos de fumaça e a chaminé, o fluxo total de gás quente teria que ser reduzido — diminuindo o transporte primário de calor por unidade de tempo para a mufla.

{Embora a análise técnica de Reinhard K. Buchner conclua que “o cadáver representa um dissipador de calor, e não uma fonte de calor. Essa é a principal razão pela qual o gás inicialmente quente pode sair da mufla a uma temperatura mais baixa. Se o cadáver ‘queimasse’, produziria calor adicional e elevaria a temperatura do gás acima da temperatura de entrada.” Observa Reinhard K. Buchner que afirmações como “Os cadáveres queimavam tão intensamente que foram consumidos pelo próprio calor” (F. Müller, Eyewitness Auschwitz, Stein and Day, 1979 página 138) difundiram de equívocos técnicos. Ainda mais, deve-se destacar, tais equívocos foram em usualmente aceitos nos livros de história, os quais geralmente se esquivavam de alertas sobre absurdos relatados como fatos nas narrativas das testemunhas do alegado holocausto. As produções de Hollywood difundiram tais narrativas através das representações cinematográficas ou de pretensos documentários. Assim, o judeu Filip Müller (1922-2013), foto abaixo, que ainda alegou a existência de um sistema de queima de cadáveres ao ar livre, foi uma das fontes de impactantes absurdos assimilados pelo imaginário coletivo ocidental, e que violam as leis naturais (Foto dos fornos crematórios retiradas de Auschwitz Birkenau Memorial; Foto de Filip Müller retirada da Wikipedia)}.  

 

Considerando o tamanho físico das muflas em Dachau, deve-se concluir que três cadáveres não poderiam ser colocados nelas, mesmo quando frias. W. Stäglich11 cita Kautsky (um ex-prisioneiro) afirmando que a abertura dos fornos (em Auschwitz I) permitia apenas um, ou no máximo dois, cadáveres (página 158). Em operação real, seria extremamente difícil carregar mesmo dois cadáveres nessas muflas. De qualquer forma, dois cadáveres cobririam uma parte considerável da parede, restringindo a transferência de calor do gás para essas partes e forçando uma redução na velocidade de fluxo. Isso equivale a um tempo de incineração mais longo.

Uma comparação cuidadosa do tamanho dos tijolos nas fotos revela que as câmaras de combustão nos crematórios II e III de Auschwitz II certamente não eram maiores do que as do novo crematório de Dachau (fotos podem ser encontradas, por exemplo, em A.R. Butz4, páginas 157 e 213).

Eu tenho observado apenas a incineração de cadáveres em caixões com carga única. Mas pouparei o leitor da minha bem fundamentada especulação (e descrição da mesma) sobre como vários cadáveres numa mesma câmara de combustão se “fundiriam,” prolongando ainda mais o tempo de incineração por essa razão.

Eu concluo esta parte afirmando: Tecnologicamente, é uma ilusão que carregar crematórios como os encontrados em campos da Segunda Guerra Mundial com mais do que a carga para a qual foram projetados (um cadáver) reduziria o tempo de incineração por cadáver. Tal modo de operação, pelo contrário, prolongaria o tempo total de incineração. Mesmo considerando cadáveres muito emaciados (por exemplo, durante epidemias de tifo), minha estimativa pessoal é que não haveria ganho no tempo de incineração. Mas outros fatores complexos, concernindo o estado dos tecidos (desidratação etc.), influenciam a estimativa. Por essas razões, os cálculos foram baseados na cremação com carga única.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Continua...

Notas

15 Nota de Reinhard K. Buchner: Durante o verão de 1979, o autor visitou Dachau com especial interesse nos crematórios. (Como resultado secundário, constatou-se que não parece haver dutos ligando os quatro crematórios do novo crematório à chaminé.) Também, não foram instalados compressores em Dachau durante a Segunda Guerra Mundial. O combustível era coque.

11 Nota de Reinhard K. Buchner: Wilhelm Stäglich, Der Auschwitz Mythos, Grabert-Verlag, Tübingen (West Germany) 1979.

16 Nota de Reinhard K. Buchner: Ditlieb Felderer relata em RH. 167 que Czech e Piper - ambos funcionários do campo de Auschwitz na época – afirmaram que os 4 fornos do crematório I (Auschwitz I) foram construídos em 1946 ou 1947.

9 Nota de Reinhard K. Buchner: Filip Müller, Eyewitness Auschwitz, Stein and Day, 1979.

4 Nota de Reinhard K. Buchner: Arthur R. Butz, The Hoax of the Twentieth Century, Historical Review Press, 1976.

9 Nota de Reinhard K. Buchner: Filip Müller, Eyewitness Auschwitz, Stein and Day, 1979.

9 Nota de Reinhard K. Buchner: Filip Müller, Eyewitness Auschwitz, Stein and Day, 1979.

11 Nota de Reinhard K. Buchner: Wilhelm Stäglich, Der Auschwitz Mythos, Grabert-Verlag, Tübingen (West Germany) 1979.

4 Nota de Reinhard K. Buchner: Arthur R. Butz, The Hoax of the Twentieth Century, Historical Review Press, 1976.

The Problem of Cremator Hours and Incineration Time, por Reinhard K. Buchner, The Journal for Historical Review, volume 2, nº 3, outono de 1981, pp.

https://ihr.org/journal/v02p219_buchner

Sobre o autor: Reinhard K. Buchner (1925-) nasceu em Darmstadt, Alemanha Ocidental. Descende de uma longa linhagem de acadêmicos ilustres, incluindo Eduward Buchner, ganhador do Prêmio Nobel por sua pesquisa de 1907 sobre enzimas de levedura; Fritz Buchner, cujo livro, Força e Matéria, influenciou Einstein; e Karl Buchner, um famoso músico de câmara. Após a guerra, retomou seus estudos, obtendo o bacharelado em física pela Universidade de Mainz em 1953 e o mestrado (em física) e o doutorado (em engenharia) pela Universidade de Aachen alguns anos depois. Desde 1963, o Dr. Buchner é professor do departamento de física e astronomia da Universidade Estadual da Califórnia em Long Beach, onde se tornou professor titular em 1972.

 __________________________________________________________________________________

Recomendado, leia também:

Os Julgamentos de Zündel (1985 e 1988) - {parte 1 - julgamentos de 1985} - Robert Faurisson

Prefácio de Dissecando o Holocausto - Edição 2019 - Por Germar Rudolf

Campos de Concentração Nacional-Socialistas {nazistas}: lenda e realidade - parte 1 - precedentes e funções dos campos - por Jürgen Graf (demais partes na sequência do próprio artigo)

A técnica e a química das ‘câmaras de gás’ de Auschwitz - por Germar Rudolf - Parte 1 - Introdução (demais partes na sequência do próprio artigo)

As fornalhas de cremação de Auschwitz - parte 1 - por Carlo Mattogno e Franco Deana (demais partes na sequência do próprio artigo)

O valor do testemunho e das confissões no holocausto - parte 1 - Por Germar Rudolf (primeira de três partes, as quais são dispostas na sequência).

Vítimas do Holocausto: uma análise estatística W. Benz e W. N. Sanning – Uma Comparação - {parte 1 - introdução e método de pesquisa} - por German Rudolf (demais partes na sequência do próprio artigo)

O Holocausto em Perspectiva - Uma Carta de Paul Rassinier - por Paul Rassinier e Theodore O'Keefe

O Primeiro Holocausto - por Germar Rudolf

O Primeiro Holocausto – e a Crucificação dos judeus deve parar - parte 1 - Por Olaf Rose (Parte 2 na sequência do próprio artigo)

A controvérsia internacional do “holocausto” - Arthur Robert Butz

Contexto e perspectiva na controvérsia do ‘Holocausto’ - parte 1 - por Arthur R. Butz

Contexto e perspectiva na controvérsia do ‘Holocausto’ - parte 2 - por Arthur R. Butz

O Holocausto de Seis Milhões de Judeus — na Primeira Guerra Mundial - por Thomas Dalton, Ph.D. {academic auctor pseudonym}

Os Homens que “passaram o pano” para Hitler {com análise crítica revisionista} - Por Gitta Sereny

Bloco de notas sobre Auschwitz (Parte 1) Certas impossibilidades da ‘Declaração de Gerstein’ - Por Ditlieb Felderer

Bloco de notas sobre Auschwitz (Parte 2) Mais impossibilidades da ‘Declaração e Gerstein.’ - por Ditlieb Felderer

Bloco de notas sobre Auschwitz (Parte 3) - Tampos e aberturas - por Ditlieb Felderer

Bloco de notas sobre Auschwitz (Parte 4) – Portas e portinholas - por Ditlieb Felderer

Cartas {questionando a veracidade do alegado Holocausto} ao ‘New Statesman’ (que nunca foram publicadas) - parte 1 - por Dr. Arthur R. Butz

O Caso Faurisson {polêmicas levantadas por refutarem a narrativa do alegado Holocausto} - por Arthur R. Butz

Revisionismo e Promoção da Paz - parte 1 - por Harry Elmer Barnes

Revisionismo e Promoção da Paz - parte 2 - por Harry Elmer Barnes

Carta para o ‘The Nation’ {sobre o alegado Holocausto} - por Paul Rassinier

Sobre a importância do revisionismo para nosso tempo - por Murray N. Rothbard

A vigilante marcação pública no revisionismo - parte 1 - por Harry Elmer Barnes

A vigilante marcação pública no revisionismo - parte 2 - por Harry Elmer Barnes

O “Holocausto” colocado em perspectiva - por Austin Joseph App

O Relatório Leuchter: O Como e o Porquê - por Fred A. Leuchter

O que é ‘Negação do Holocausto’? - Por Barbara Kulaszka

As câmaras de gás: verdade ou mentira? - parte 1 - por Robert Faurisson (primeira de seis partes, as quais são dispostas na sequência).

A Mecânica do gaseamento - Por Robert Faurisson

O “problema das câmaras de gás” - Por Robert Faurisson

As câmaras de gás de Auschwitz parecem ser fisicamente inconcebíveis - Por Robert Faurisson

Confissões de homens da SS que estiveram em Auschwitz - por Robert Faurisson - parte 1 (primeira de seis partes, as quais são dispostas na sequência).

A mentira a serviço de “um bem maior” - Por Antônio Caleari

Os Julgamentos de Nuremberg - Os julgamentos dos “crimes de guerra” provam extermínio? - Por Mark Weber

Liberdade para a narrativa da História - por Antonio Caleari