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Mykel Alexander
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Indo direto ao ponto: o sionismo e judaísmo internacional
querem evitar o rigor da história em relação aos conflitos em Gaza, e desta vez
o porta voz de tais interesses é Mike Pompeo, ex-secretário de Estado dos EUA,
que não quer ampla e profunda apuração dos fatos.
A questão judaica é milenar, e na conjuntura atual é
centrada no sionismo como movimento organizado em suas estruturas a partir do
século XIX, como uma expressão dos interesses de segmentos do judaísmo
internacional.
Uma das principais frentes de ações do sionismo é a
guerra midiática, e como parte destas ações está o empenho em silenciar tanto
as críticas, como a exposição dos fatos, tanto referentes aos interesses
diretos e indiretos do judaísmo internacional como ao sionismo/Israel.
O ex-secretário de Estado Mike Pompeo (1962-), da linha
republicana nos EUA, está incomodado com a apuração dos fatos e com a escrita
histórica. Pompeo tem precedentes de defender interesses do judaísmo
internacional e do sionismo, no
que ele alega ser combate ao antissemitismo.
Em 13 de janeiro de 2026 ele voltou a se destacar:
Former U.S. Secretary
of State Mike Pompeo received applause at a pro-Israel conference on Tuesday
after declaring that “we need to make sure” that history books “don’t write
about the victims of Gaza.”
O ex-secretário de
Estado dos EUA, Mike Pompeo, foi aplaudido em uma conferência pró-Israel na
terça-feira, após declarar que “precisamos garantir” que os livros de história
“não escrevam sobre as vítimas de Gaza”.
“The next generation of
young people won’t remember October 7th in the same way. That’s true in Israel
and in America and broadly in the world, and we need to make sure two things,”
said Pompeo during an appearance at the MirYam Institute Israel Security
Briefing.
A próxima geração de
jovens não se lembrará do dia 7 de outubro da mesma forma. Isso é verdade em
Israel, nos Estados Unidos e, de modo geral, no mundo todo, e precisamos
garantir duas coisas”, disse Pompeo durante sua participação no MirYam
Institute Israel Security Briefing.
He said, “One, it’s not
that we don’t forget – we need to make sure that the story is told properly so
that when the history books write this, they don’t write about the victims of
Gaza, right?”
Ele afirmou: “Primeiro,
não se trata de nós esquecermos – nós precisamos garantir que a história seja
contada corretamente para que, quando os livros de história escreverem sobre
isso, não escrevam sobre as vítimas de Gaza, certo?”
Continua:
The former Secretary of
State concluded, “That requires each of us every day to talk about it in real
time with our children, with our grandchildren about it in a way that is
serious and thoughtful and complete and moral.”
O ex-secretário de
Estado concluiu: “Isso exige que cada um de nós converse sobre isso todos os
dias, em tempo real, com nossos filhos e netos, de uma maneira séria,
ponderada, completa e moral”.
In November 2023, a
month after the Oct. 7 attacks against Israel, Pompeo called for “the complete
annihilation of Hamas” in Gaza, claiming, “They’re just about killing. They’re
just about destruction. They’re just about wanton rape… They don’t value human
life in the way we do.”
Em novembro de 2023, um
mês após os ataques de 7 de outubro contra Israel, Pompeo pediu “a completa
aniquilação do Hamas” em Gaza, afirmando: “Eles só querem matar. Só querem
destruir. Só querem estuprar desenfreadamente… Eles não valorizam a vida humana
como nós”.
More than 70,000
Palestinians have been killed in Israel’s war against Gaza since October 2023,
with a further 170,000 injured, according to the Gaza Ministry of Health.
Mais de 70.000 palestinos
foram mortos na guerra de Israel contra Gaza desde outubro de 2023, e outros
170.000 ficaram feridos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.
At least 382 United
Nations Relief and Works Agency personnel and hundreds of journalists have also
been killed.
Pelo menos 382
funcionários da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da
Palestina (UNRWA) e centenas de jornalistas também foram mortos.
M. Pompeo, por exemplo, talvez não gostasse de ser
questionado se a situação seguinte seria uma boa sinalização de tendência para
buscar pela imparcialidade histórica, a saber, que relevante parte do dinheiro
que possui M. Pompeo provém do lobby israelense nos EUA. O
fato é que M. Pompeo, conforme sua declaração de 13 de janeiro de 2026 acima
referida, afirma que Israel é o melhor aliado dos EUA, porém tudo isso ao mesmo
tempo que os EUA entram em guerras e desgastes por interesses de Israel e não
por interesses dos EUA. Pompeo frequenta o maior lobby israelense e judaico dos EUA, o AIPAC, e
é coerente raciocinar que se um interesse não é apenas bom para o país, mas uma
prioridade (pois Israel é a prioridade dos políticos dos EUA) ele não
precisaria de lobby.
Numa conferência nesse mesmo lobby,
M. Pompeu, após relatar seu empenho pró-Israel, fez questão de realçar:
That recognition ties
in with my own personal connection to Israel, and more importantly, to
America’s connection with Israel.
Esse reconhecimento
está ligado à minha própria conexão pessoal com Israel e, mais importante
ainda, à conexão dos Estados Unidos com Israel.
Um pouco depois ele coloca:
And how – and how can
we also not be proud here in America, proud to know that their relentless
defense of Israel – of Zion – was aided by the United States of America?
E como não nos
orgulhar, aqui na América, de saber que a sua defesa incansável de Israel – de
Sião – foi auxiliada pelos Estados Unidos da América?
E também:
But I want to talk to
you tonight about something that I am very worried about. Indeed, I am deeply
worried about an old threat that is re-emerging to Israel and Jews all around
the world: the threat of anti-Semitism.
Mas eu quero falar com
vocês esta noite sobre algo que eu estou muito preocupado. De fato, eu estou
profundamente preocupado com uma antiga ameaça que está ressurgindo para Israel
e para os judeus em todo o mundo: a ameaça do antissemitismo.
Ainda:
Every – every – decent
human being has the responsibility to fight anti-Semitism. It’s an affront to
religious liberty. It denies the rights of Jews to worship their God. It
attacks what it means to be Jewish, ethnically and religiously.
Todo ser humano decente
tem a responsabilidade de combater o antissemitismo. É uma afronta à liberdade
religiosa. Nega o direito dos judeus de adorarem seu Deus. Ataca o próprio
significado de ser judeu, étnica e religiosamente.
Finalmente:
And as Secretary of
State and as a Christian, I’m proud to lead American diplomacy to support
Israel’s right to defend itself. And I am proud to stand with the Jewish people
and to champion the cause of religious liberty in Israel and in America.
E como Secretário de
Estado e como cristão, tenho orgulho de liderar a diplomacia americana em apoio
ao direito de Israel de se defender. E tenho orgulho de estar ao lado do povo
judeu e de defender a causa da liberdade religiosa em Israel e nos Estados
Unidos.
O sr. Mike Pompeo não escondeu a alta estima e total
prioridade que assume para defender e, consequentemente, promover interesses
israelenses.
Pois bem, vejamos algumas considerações.
M.
Pompeo fala em que “precisamos garantir” que os livros de história “não
escrevam sobre as vítimas de Gaza”. Mas quando é para escrever sobre o
confinamento dos judeus nos campos de concentração trata-se de uma obrigação,
conforme o lobby a que responde M.
Pompeo! E se for fazer uma apuração crítica sobre o como atuaram os captores
dos judeus na Segunda Guerra Mundial, isto é, os alemães?
Eis a resposta, as coisas são
interligadas entre Primeira Guerra Mundial, Segunda Guerra Mundial e Gaza: E a história quem
busca silenciar a o rigor e a crítica história são muito mais interesses do
judaísmo internacional e do sionismo. A relação entre Primeira Guerra Mundial e
Declaração de Balfour para retirar a Palestina do Império Turco e promovê-la
como lar d os judeus é um tema que abre toda a questão judaica, e que na mesma
época já se falava que os judeus estavam sofrendo ou em vias de sofrer um
holocausto de seis milhões de vítimas na Rússia ou na própria Primeira Guerra
Mundial, sem contar a propaganda de guerra de que os alemães faziam sabão de
vítimas de guerra (que seria posteriormente repetida durante a Segunda Guerra
Mundial e o rescaldo subsequente), e então se atesta a obstrução da exposição e
aprofundamento do assunto alegando-se que tratar-se-ia tais apurações de preconceitos
contra os judeus. O
mesmo vale para os fatos sobre a Segunda Guerra Mundial,
bem como a distorção do confinamento dos judeus em campos de concentração como
se fossem campos de extermínio, cujo empenho do judaísmo internacional e do
sionismo precisou afastar a apuração técnica e documental para evitar que o
sofrimento judeu havia sido mesmo menor que de outros povos no terror da
guerra. A
própria situação dos judeus espalhados pelo mundo foi considerada pelo regime
de Adolf Hitler como necessária de ser sanada com a obtenção de um Estado para
os judeus, o que na época envolviam alguns territórios como opção, na África e
na Palestina,
mas que não tinha nenhuma relação com o objetivo imperialista da Grande Israel
que hoje se evidencia. A
tortura foi o principal meio de coletar confissões dos alemães,
gerando uma montanha de contradições que hoje mais e mais mostram como o
julgamento dos alemães era algo visando forjar supostas provas que hoje após a
apuração dos fatos só evidencia os julgamentos dos alemães como propaganda de
guerra e não apuração dos fatos. São
todos fatos que ampliam e esclarecem o contexto mundial, mas que os interesses
do judaísmo internacional e do sionismo evitam de serem divulgados, e isso
obviamente é por interesses próprios acima da exposição dos fatos, o que é a
mesma coisa que Mike Pompeo propõe. É evidente que nessa questão de querer uma
história conveniente e não uma exposição dos fatos buscando a verdade, os
interesses de Mike Pompeo e do lobby
sionistas são a mesma coisa.
Precisamos em a alguma medida de M. Pompeu para fomentar
o ensino da história?
Em primeiro lugar, tratando-se de história, o básico dos
fundamentos desta área do saber já havia sido delineado entre os primeiros
historiadores gregos, vejamos. Sobre Heródoto comenta T. J. Luce:
O grande arcabouço da
informação teve, portanto, de ser recolhido através de inquirição em primeira
mão: através de autópsia e ouvindo o que as pessoas tinham a dizer sobre si
mesmas, a sua cultura e a sua história. Esta conquista foi por si só muito surpreendente,
abrangendo um período de tempo que começou algumas centenas de anos antes e
terminou quando Heródoto era uma criança, e abrangeu uma transbordante e enorme
área que dezenas de países modernos ocupam agora. Que Heródoto era capaz de
reunir a maior parte de suas informações por meio de investigação pessoal e ver
como elas se encaixavam em um grande esquema histórico é uma das grandes realizações
de sua época ou de qualquer outra. Sua invenção da história não foi, portanto,
um caso de tentativa experimental e cega, mas de alcance e complexidade muito surpreendentes.
Ainda:
No quinto século historía
denotava inquérito intelectual de todos os tipos, embora então e mais tarde ela
se tornou especialmente associada com o sistemático inquérito no mundo
fenomenal, particularmente assuntos científicos (compare a “história dos
Animais” de Aristóteles ou um Museu de História Natural moderno).
T.
J. Luce explica que a palavra
“inquérito” que Heródoto usa é historía (dialeto jônico historîê),
e que o pronome e seu verbo (historeô) denota inquérito do que alguém
imediata e pessoalmente vê e ouve.
Mas as maiores aberrações nos julgamentos dos alemães após a Segunda Guerra
Mundial foram feitas sem inquérito
minimamente satisfatórios. O
mesmo vale para as tais decapitações de bebês que alegaram ter sido feitas pelo
Hamas no 07 de outubro de 2023.
Em ambos os interesses do lobby
israelense se incomodam com a inquirição sobre os fatos.
Heródoto recolhe as fontes das pessoas, mas ele atribui a
si o direito de análise crítica:
Em verdade, minha
obrigação é expor o que se diz, mas não sou obrigado a acreditar em tudo (essa
expressão deve aplicar-se a toda minha obra) {...}. (História, 7.152)
Possivelmente
os interesses do lobby israelense se
incomodariam com o parecer de Heródoto, especialmente se concernindo as testemunhas
do alegado Holocausto. Vejamos:
O testemunho ocular
deve sempre ser verificado. Há dois meios essenciais para verificar tal
testemunho em casos criminais: confrontar o relato com os elementos materiais
(em particular, com perícia quanto à arma do crime) e o interrogatório
detalhado da testemunha sobre o que ele/ela reivindica ter visto. Assim, nos
procedimentos do processo onde tinha sido uma questão as câmaras de gás
homicidas de Auschwitz, nenhum juiz ou advogado foi capaz de reivindicar qualquer
tipo de perícia a respeito da arma do crime; além disso, nenhum advogado jamais
interrogou as testemunhas pedindo-lhes que descrevessem com precisão mesmo um
desses matadouros químicos. Isto é, até 1985. Quando naquele ano as testemunhas
foram finalmente interrogadas sobre esses assuntos durante o primeiro
Julgamento de Zündel em Toronto, o destroço delas foi total. Por causa desse
revés retumbante e em razão de outras calamidades anteriores ou posteriores a
1985, os defensores da tese do extermínio judaico começaram a abandonar uma
história de Auschwitz fundada principalmente em testemunhos e estão se
obrigando, no presente tempo, a substituí-lo por uma base científica, ou, pelo
menos, uma a qual pareça científica, fundada em pesquisas e provas fatuais. A ‘história
testemunhal’ de Auschwitz na maneira de Elie Wiesel e Claude Lanzmann está
desacreditada. Seu tempo tem passado. Resta aos exterminacionistas tentarem
trabalhar, como os revisionistas, com base em fatos e evidências.
Ponto para Robert Faurisson em defesa de Heródoto! E fica
a salivar o lobby israelense!!!
O compromisso grego para com a verdade, uma propriedade
central para acolher o surgimento da filosofia, também reflete na formação da
disciplina de história como uma contribuição acentuada em Tucídides:
O leitor, portanto, está
continuamente sendo apresentado a discursos opostos e episódios narrativos
contrastantes. É um estilo desafiador e difícil, já que resolução e comentário
autoral raramente são apresentados. O leitor é deixado para perceber por si
mesmo o significado dos vários argumentos apresentados nos discursos e as
implicações das justaposições na narrativa.
Porém M. Pompeo segue não a pluralidade investigativa,
mas sim se submete ao que o lobby israelense
quer que seja a história oficial. Assim, sem apuração técnica e atendendo a
propaganda de guerra, a Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA
- The International Holocaust Remembrance Alliance) afirma
ser uma instituição que fornece uma produção que tanto aporta rigor histórico
como acolhe outras fontes sobre o critério de rigor histórico. Vejamos suas
definições e exemplos:
Acusar cidadãos judeus
de serem mais leais a Israel, ou às alegadas prioridades dos judeus a nível
mundial, do que aos interesses das suas próprias nações.
Negar ao povo judeu o
seu direito à autodeterminação, por exemplo afirmando que a existência do
Estado de Israel é um empreendimento racista.
Negar o facto, o
âmbito, os mecanismos (por exemplo, as câmaras de gás) ou o carácter
intencional do genocídio do povo judeu às mãos da Alemanha nacional-socialista
e seus apoiantes e cúmplices durante a II Guerra Mundial (o Holocausto).
Os atos antissemíticos
são crimes quando assim definidos por lei (por exemplo, a negação do Holocausto
ou a distribuição de material antissemítico em alguns países).
Contra as propostas acima da Aliança Internacional para a
Memória do Holocausto (IHRA - The International Holocaust Remembrance Alliance)
basta reiterar: O projeto grande Israel é ostentado por extremistas de Israel! O
lobby israelense nos demais países,
como EUA, coloca indivíduos ou grupos em interesses alheios ao país residente, mas atendendo aos interesses do lobby (reitera-se que é coerente
raciocinar que se um interesse não é apenas bom para o país, mas uma prioridade nacional, então ele não precisaria de lobby). O
sionismo promove um Estado supremacista e baseado no fanatismo.
Se evita a todo custo a exposição das inconsistências técnicas e documentais do
alegado Holocausto!
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| M. Pompeo e B. Netanyahu |
Voltemos
aos gregos, os verdadeiros pais do melhor que o Ocidente teve. Embora Tucídides
tenha sido alvo de críticas de não aportar rigor histórico, T. J. Luce observa
que somente Tucídides entre os historiadores da Antiguidade chegou receber a
distinção de “científico” (scientific)
pelos acadêmicos contemporâneos:
Para alguns, ele tem
sido o exemplo por excelência: seu rigor intelectual, a meticulosa implantação
do desdobramento de evidências e precisão pareceram a muitos um modelo do que a
história séria deveria aspirar ser em todas as épocas.
A
Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA - The International
Holocaust Remembrance Alliance) não quer ciência sobre suas reivindicações,
quer censura! Mike Pompeo quer profetas do Antigo Testamento dizendo o que foi
a história na Antiguidade e não Heródoto ou Tucídides!
A
Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA - The International
Holocaust Remembrance Alliance) é fomentada por M. Pompeo, e este afirma a
necessidade de ensinar história de modo adequado no Ocidente! Mas realmente
quer uma história séria Mike Pompeo? Diante da colocação de M. Pompeo de que se
“exige que cada um de nós converse sobre isso todos os dias, em tempo real, com
nossos filhos e netos, de uma maneira séria, ponderada, completa e moral” que
situação temos? Sobre qual base de história do Ocidente no Ocidente o povo ocidental
possui de modo a satisfazer a exortação de M. Pompeo?
Eis
a resposta! A massa dos povos do Ocidente tem sua concepção sobre o século XX,
sobre costumes, sobre a Segunda Guerra Mundial e sobre o alegado holocausto,
bem como sobre outras culturas apenas ficção, que despercebidamente via sendo
inserida na mentalidade coletiva ocidental o que os estúdios de cinema de
Hollywood, em quase totalidade em posse de judeus direta ou indiretamente,
mostram, e as pessoas ingenuamente e pouco a pouco formam o que pensam ser
história a mera ficção hollywoodiana.
Seria melhor M. Pompeu começar por corrigir isso, já explicando o aqui colocado,
que o público americano tem a visão de mundo que Hollywood oferece, o senhor
Joe Biden, ex-presidente dos EUA, já havia deixado isso escapar de certa
maneira, ao afirmar o papel decisivo para o judaísmo na mentalidade americana.
Em terceiro lugar, quando Mike Pompeo fala de agressão do
Hamas contra Israel e sobre o uso do termo terrorismo na mídia
ocidental-sionista para definir vários grupos, deve-se expor que as duas
questões são inter-relacionadas, mas contra a narrativa israelense, de modo
sequencial. M. Pompeu falou de que os membros do Hamas “{...} só querem matar.
Só querem destruir. Só querem estuprar desenfreadamente… Eles não valorizam a
vida humana como nós.” Os estupros não se sustentam como um fato rigorosa e
criticamente apurado, enquanto a violência ou terrorismo dentro da banalização
do uso do termo terrorismo explica pouco, e muitas vezes é a denominação para uma
resposta palestina à um ataque israelense não provocado. Vejamos: o terrorismo
foi levado para a palestina pelo judaísmo internacional e por grupos
extremistas do sionismo,
enquanto ao ataque do Hamas em 07 de outubro de 2023, não foi um ataque não provocado
por parte da organização palestina, mas sim uma reação contra a usurpação
israelense que vem desde o início do século XX, sendo apenas mais um episódio
em que o agressor israelense supera o agressor palestino em violência de modo
avassalador.
M. Pompeo (e provavelmente sua família) até tem suas
recompensas financeiras servindo ao lobby
sionista, mas dificilmente ele tem uma real noção das implicâncias de
servir aos interesses sionistas, por mais que ele fale em um projeto que vem
desde os tempos remotos do Antigo Testamento, e
que de tal afirmação se pressuponha que ele saiba estimar o que em termos
históricos isso significa. Não é difícil admitir que ele saiba do genocídio em
Gaza e que subscreva o terrorismo israelense lá, mas no mínimo com o próprio
EUA ele se mostra cego, uma vez que os interesses americanos não são os mesmos
dos interesses israelenses, e não há dúvida de que Israel prejudica os EUA. O
Sr. Mike Pompeo é um deslumbrado e um egoísta possivelmente, deslumbrado porque
não percebe que o judaísmo internacional se vale de guerras que destroem países
em que eles mesmos estão residindo, e mesmo as custas de judeus, assim sendo,
muito mais tranquilos os líderes sionistas deixam morrer os outros povos. Os
judeus Rothschild se orgulhavam de ter colocado em dívida várias nações do
mundo no século XIX e ostentaram isso.
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| Os judeus Rothschild se orgulhavam de ter colocado em dívida várias nações do mundo no século XIX e ostentaram isso (Joseph Jacobs, Isidore Singer, Frederick T. Haneman, Jacques Kahn, Goodman Lipkind, J. de Haas, I. L. Bril, vocábulo ROTHSCHILD, Jewish Encyclopedia, vol. 10/12, pp. 490-504.). |
Também afirmou M. Pompeu que “Todo ser humano decente tem
a responsabilidade de combater o antissemitismo. É uma afronta à liberdade
religiosa. Nega o direito dos judeus de adorarem seu Deus.” Vejamos! Nos tempos
atuais, sumidades entre as lideranças israelenses, tal como o festejado
falecido rabino Ovadia Yosef, para quem os “não-judeus nasceram apenas para nos
servir. Sem isso, eles não têm lugar no mundo - apenas para servir ao povo de
Israel”.
Goste ou não, M. Pompeo pode até ser um filo-judeu (o denominado Shabbos goy),
mas ainda é um não-judeu... M. Pompeu não só é irresponsável com os palestinos,
mas também é irresponsável frente ao povo americano ao qual ele deveria priorizar
em servir.
Ele não tem noção real de que tipo de liderança ele está servindo ao servir o
sionismo, a qual entende as outras religiões como incorrigivelmente erradas, e
que nem lugar no mundo deveria ter, a não ser sob domínio destes líderes judeus,
e em última instância um atrito por um povo não aceitar essa visão é, em última
instância, o que M. Pompeo, seguindo o lobby
israelense, afirma ser antissemitismo. O
atrito é inevitável, é uma questão de quando e não de se irá ocorrer ou,
conforme ocorreu centenas de vezes na história!
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| “Com os gentios, será como qualquer pessoa: eles precisam morrer, mas Deus lhes dará longevidade. Por quê? Imagine que um burro morra, eles perderão seu dinheiro. Este é o servo dele. É por isso que ele tem uma vida longa, para trabalhar bem para esse judeu.” (Jewish Telegraph Agency, 18 de outubro de 2010) |
Voltando a Gaza, fica a pergunta:
a quem interessaria a conta de ao menos 382 funcionários da Agência das Nações
Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) e centenas de
jornalistas mortos cobrindo o genocídio em Gaza empreendido por Israel?
Certamente interessa ao objetivo israelense de esconder os fatos e corromper a
história, e não a quem sofre o que se pode denominar clara e objetivamente por genocídio!
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