quinta-feira, 5 de novembro de 2026

{Decadência do Ocidente e questão racial na ordem do pós-Segunda Guerra Mundial} A visão alternativa de Carlos Hasenbalg - por Chauke Stephan

 

 Chauke Stephan


Dia desses, perguntei: por onde andará Carlos Hasenbalg? Com esse nome como expressão de busca, fui atrás da resposta a essa pergunta na rede-múndi.

O sociólogo Hasenbalg dedicara-se ao desagradável e perigoso estudo das relações raciais. O perigo mora mais perto de uns que de outros, a depender da posição política do estudioso. No caso de Carlos, ele não corria nenhum perigo. Era uma espécie de judeu e dizia-se amigo de figuras destacadas da militância negra. Pelo menos era isso que se podia inferir dos textos dele e sobre ele. Carlos vestia o figurino do intelectual progressista. Mostrava-se amigo dos oprimidos do mundo pelas "qualidades adscritivas" (cor, raça, origem religião …) das populações subordinadas.

Sobre o assunto, deparei interessante artigo intitulado "O legado de Carlos Hasenbalg". Escreveu esse texto destacado pesquisador e autor de meia dúzia de livros sobre o problema do negro. Gostei bastante do texto, mas não vou citá-lo. O cara não merece ter o nome na minha boca. Como outros esquerdistas, esse é mais um teórico da censura, alguém que poderia preparar as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que são de dar medo. A leitura elucidou em certa medida os textos e contextos do sociólogo argentino Carlos Hasenbalg, intelectual politicamente judaizado pelos circuncisos de Berkeley de quem foi aluno. Fiquei sabendo que Carlos não existia mais, que morrera em outubro de 2014, aos 72 anos, em Buenos Aires. Ceifou-lhe a vida a doença de Parkinson.  

Dizia o inominado que o buenairense se largara de seu campo de pesquisa no fim dos anos noventas. Fiquei intrigado com as incertas razões que o teriam levado a deixar os estudos raciais. Também fiquei querendo saber se ele, afinal, escreveu um certo documento de apoio às cotas raciais que lhe demandava a turma do cartório vermelho, de forma que me pareceu algo inquisitorial. Terá relutado? Por quê?

Na verdade, pelo que li, Hasenbalg encerrou suas pesquisas sobre o racismo só no Brasil, porque na Argentina ele quis estudar a herança africana e a explosiva questão dos índios mapuches. Intelectuais de cabecinha feita pela judiaria como Hasenbalg sempre favorecem as minorias em suas teorias. Parece que o só grupo oprimido que não desperta o interesse deles é aquele dos martirizados palestinos. Coisa curiosa, mas não surpreendente: os mais "prestigiados" centros de formação intelectual nos Estados Unidos podem ser comparados a sinagogas universitárias. Um gói neles matriculados torna-se converso do judaísmo político e pode nem se dar conta disso. O viés judaico dessa influência é ainda mais sensível na área das relações raciais, campo em que Hasenbalg atuou. 

Carlos Alfredo Hasenbalg (1942-2014) foi um acadêmico argentino, em sociologia em 1965, pela Universidade de Buenos Aires (UBA) e com bolsa da Fundação Ford, obteve o doutorado em sociologia pela Universidade da Califórnia em Berkeley. Ele impulsionou os estudos sociológicos sobre racismo, desigualdades raciais e política racial no Brasil moderno. É autor de Discriminação e Desigualdades Raciais no Brasil, 1979 (fonte wikipedia).


Recém-formado em Sociologia e Política na PUC/Rio, tive com ele breve contato no Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), talvez em 1992. Então, ele apresentou para mim o catálogo de publicações sobre relações raciais no Brasil. Era bibliografia recém-editada, um dos produtos do trabalho dele e de sua equipe. Comprei na hora. Isso foi há quase 35 anos, mas eu ainda me lembro da primeira coisa em que reparei, depois do próprio Hasenbalg, quando entrei na sala dele. Vi um livro sobre a mesa, volumoso, importado, porque o título estava em inglês e era este: Karl Marx’s theory of history. Havia não muito tempo saído da adolescência, eu fiquei impressionado. Também o biotipo dele causava boa impressão: um homem alto, magro, claro, cabelo escorrido, cor de mel: um belo janízaro judeu.

Na ocasião, passei-lhe um exemplar da minha monografia. Ele leu e dias depois comunicou que havia nela "alguns lampejos". Propus que ele me orientasse num curso de mestrado. Não quis. Talvez tenha sido melhor assim. Naquele tempo, apesar de vocacionado e interessado em relação à sociologia do racismo, eu era muito imaturo, ingênuo, ainda mais do que hoje. Na realidade, eu também era mais um janízaro formado na academia aparelhada conforme a conhecida estratégia gramsciana do marxismo cultural.   

Mais de 15 anos depois, já em Cuiabá, de onde sou, escrevi como estudante de Letras (português e literatura) na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) outro trabalho de final de curso sobre a mesma temática. O orientador elogiou muito essa minha nova monografia, dizendo que eu havia escrito "tese de mestrado". A "tese", segundo ele, havia-lhe prendido a atenção do primeiro ao último parágrafo. A nota máxima recebida serviu de desagravo. Com observações tão positivas, tive a consolação de saber que a luz de meus "lampejos" não era tão fraca. Outra consolação me deu certa pessoa cujo nome nem às paredes confesso. Mostrei-lhe a carta em que Hasenbalg "declinava" de me orientar. O parecer dele: "Esse cara é um babaca!". Só 20 anos depois, mais experiente, percebi que o meu consolador também era um babaca. Por quê? Porque é ideólogo da toga totalitária de maranha com a esquerda, que acaba de mandar Flávio Bolsonaro para o exílio, mantendo tantos outros na cadeia ou no exílio. Como bom socialista, esse outro babaca tem muita gana de gozar os prazeres mundanos e goza: viagens internacionais, casa de veraneio em condomínio fechado, restaurantes finos, escola caríssima em Nova Iorque para os filhos, carros de luxo … Isso tudo, porém, não bastaria para um velho broxa. Faltando-lhe o tesão natural, ele o busca artificialmente. Então, o sátiro toma injeções de testosterona para continuar fornicando adoidado. O cara defende a imigração, segundo a linha justa do etnomasoquismo, claro, mas não passa férias no Haiti. Eis aí um petista ligado ao esquema judicial dominante no Brasil muito bem caracterizado.   

O problema do negro segue como justificado motivo das maiores preocupações. Hoje, muito mais do que nos primeiros tempos de Hasenbalg, o conflito étnico ganha evidência, já que se expõe aos olhos do mundo sem os filtros ideológicos antes associados à polarização geopolítica e ideológica da Guerra Fria. Naquele momento histórico de predomínio do classismo, a "raça" era só coisa de "nazista". Entretanto, emergia o identitarismo minoritário do marxismo pós-moderno, filtro de porosidade finíssima. Por ironia da história, o conceito de raça seria reabilitado como categoria analítica pelos epígonos daqueles para quem "as raças não existem, mas são todas iguais". Hoje temos os tribunais raciais de cujo julgamento depende o direito às cotas de acesso a universidades e cargos públicos. Daí a “reabilitação” de tão feio conceito, só aceitável em se tratando de cachorros, gatos e outros animais. Pelo menos assim rezam as cartilhas de Ciências Sociais das academias por aqui. Os censores têm alguma razão: por que tratar desse tão triste problema de ainda mais triste solução? Contornando a questão para não colocar em risco a reputação de homem bem-pensante da esquerda, o inominado diz, em suma, que as raças não existem, mas têm efeitos reais. A raça seria "conceito nativo" (doxológico), contraposto a outro tipo de conceito de raça, o "conceito analítico", ou seja, teórico (epistemológico). Acredite quem quiser. O bom é que o crente não se desespera. "A ignorância é uma das fontes da felicidade", escreveu Amir Klink, e com muita razão. 

Brancos assumidamente brancos como sou, embora "não precisamente branco", como diria o mexicano José Vasconcelos, não reúnem os predicados ideais exigidos para a integração nos aparatos estatais de cultura sequestrados pela esquerda. A negativa de Hasenbalg quanto a me aceitar como orientando talvez tenha decorrido do fato de me faltar o que seria anos depois chamado de "lugar de fala", uma bobagem do vigilismo (wokismo). O mesmo é dizer que, não sendo nem preto nem judeu, nem transexual, nem índio, nem leproso, eu não podia falar. Decerto no proceder da recusa Hasenbalg apenas aplicasse as lições assimiladas na Universidade da Califórnia. Sua consciência antibranca pode ter sido muito provavelmente o resultado da inculcação sofrida em Berkeley. O argentino, descendente de alemães, sentia-se culpado por ser branco, "culpa" que a própria Alemanha carrega ainda hoje. Assim se manifesta, individual e coletivamente, o efeito da dominação judaica sobre os meios de influência psicossocial. Ele dizia ser um privilegiado, certamente considerando os desprivilegiados negros. "Privilégios", aliás, é título de texto em que fala de sua formação. Hasenbalg nunca admitiria que certos "privilégios" podem ter mais raízes na natureza do que na sociedade. Terá sido essa a postura dele por ingenuidade ou falsidade?  Alienação ou interesse? Um pouco de tudo, talvez? Idiossincrasia? "Cada cabeça, uma sentença", diz o ditado. A questão é que algumas sentenças na cabeça de alguns podem custar a cabeça de outros. 

Passados alguns anos, eu toparia com o mesmo tipo de "comissário" da correção política na minha passagem pelo mestrado na UFMT. Fiz todos os créditos, mas a orientadora esquerdista não me deu nota, por julgar que este seu (des)orientando representava uma "ameaça às liberdades democráticas". Eu ainda apelei a ela, roguei que não deixasse de me dar as notas, disse que, do contrário, estaria perdido o meu mestrado. Nada consegui. Diante de mim estava a frieza e a antipatia encarnadas. A progressista gelada, doutora em psicologia social (!), formada na Bélgica, discípula de Moscovici e estudiosa das "representações sociais", parecia o boi sem coração que matou o menino da porteira na canção caipira. De sua pétrea alma socialista escutei então a frase que encerrou a questão. Com a voz cavernosa, fumando e baforando na minha cara, ela pronunciou esta pérola: "O meu compromisso não é com a sua sobrevivência". Pois é … O gramscismo serve para selecionar os eleitos destinados a ocupar os "lugares de fala" e também, pelo visto, os lugares de sobrevivência.

Naquela ocasião, nenhuma autoridade, nenhum professor da UFMT disse nada, ninguém levantou um dedo nem deu um pio contra a discriminação "do bem" dirigida à dissidência do pensamento único. O leitor deve pensar que exagero, e é verdade. Isso não chegou a ser um drama, porque a tal doutora não tentou me matar, mesmo que não estivesse preocupada com a minha sobrevivência. Decerto, porém, a minha morte pudesse deixá-la feliz: a democracia da censura, da tornozeleira, do exílio, da tortura e da prisão teria um inimigo a menos. O "Estado democrático de direito" autoriza a cassação e a caça aos "fascistas", "racistas", "transfóbicos"… a todos que manifestem opinião política "errada", fazendo-o em nome dos "direitos humanos" — seria um paradoxo, se não fosse só hipocrisia. Entrementes, os "operadores do direito" aninhados nos níveis mais altos do aparato judiciário, aqueles porcos que dão cobertura institucional e ideológica à repressão, chafurdam na lama de grossa corrupção. Ao contrário de qualquer sacerdote católico, esses pecadores não se têm em conta de pecadores e não perdoam os pecados de ninguém. Sua religião jus-humanista é muito rigorosa. Só os muito ricos e poderosos podem comprar as suas indulgências no Supremo Tribunal Federal (STF). Outros pontos de venda abundam no Judiciário, vendendo sentenças a preço mais em conta.

A propósito, cito ainda outro episódio revelador da falta de empatia deles, de sua sanha e gozo na aplicação de castigos injustos, como também de sua ignorância e desfaçatez. Dessa vez foi engraçado, o leitor vai gostar. Aconteceu assim: quando recomeçou a tráfico negreiro com a emigração do Haiti para o Brasil, mandei mensagem de correio eletrônico a um famoso geneticista, dando saber da minha reação ante essa operação de engenharia social de George Soros. Falei da minha inquietação com esse massivo movimento imigratório que traria 5 mil haitianos para Cuiabá. A súbita mudança demográfica da minha cidade no sentido da africanização havia perturbado a minha paz. Parecera muito inesperado que pudéssemos sofrer ataque tão insidioso contra o nosso território e a nossa identidade. Eu disse: "Professor, considere isto que lhe escrevo como um pedido de socorro!". A resposta não correspondeu ao meu estado de espírito. Talvez já não tão lúcido, o consagrado, o antigo docente e pesquisador escreveu isto para mim: "O racismo é crime 'imprescindível' [sic]". O mestre queria dizer "imprescritível".        

Dia desses — seja sempre lembrado, coisa mais grave aconteceu no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da UFRJ. Lá, uma molecada de partidos de esquerda e militantes de catervas negras tentaram linchar um colega no dia 25AGO2026. A vítima, Diego Costa da Silva Araújo, recebeu "voz de prisão" de um negrilho insolente, Deivid (sic) Lima. Diego acabou sendo espancado por Deivid (sic) porque a sua vítima usava uma camisa que não agradou ao agressor. O traje trazia a estampa de símbolo que revelava o interesse de Diego pela história da Alemanha nacional-socialista. O jovem torturador "antirracista" contou com o apoio de professores e técnicos da UFRJ. Esses intelectuais e demais servidores consideraram o espancamento um ato de "autodefesa". Disseram que a culpa foi da vítima, por causa da violência simbólica expressa na camisa indecorosa que vestia. O torturador negro teria reagido a um atentado contra a sua segurança emocional. Então, diante da violência simbólica do racista, correspondeu a justa punição pela violência propriamente dita (física). Como no velho caso da UFMT, fica patente que a esquerda não tem compromisso com a sobrevivência de opositores. Por que lhes importaria a vida de "racistas brancos"? Declarar ódio a brancos indica acerto político da linha justa progressivo-identitária. Só é preciso tomar o cuidado de não manifestar sentimento tão extremo em período eleitoral — que o diga a deputada federal, a jovem de ébano pernóstica que por 24 horas foi coordenadora de comunicação da campanha de Lula em outubro de 2026. Obviamente, para os "racistas brancos" a vida deles importa, mas a sua defesa constitui crime, é proibido, seria "racismo". Só pode haver indivíduos, não pode haver tribos, com exceção da tribo do poder, que faz as próprias leis para dissolver todas as outras tribos sem direito a existir. No tempo de Hasenbalg, os racistas negros expunham-se como vítimas em postura aparentemente defensiva. 

Mesmo na falta de "lugares de fala", não se pode aceitar o silenciamento. O único lugar sem fala, na verdade, deveria ser o lugar sem mídia. Os "lugares de fala", felizmente, estão disseminados no ciberespaço. Nele, quebrou-se o estanco discursivo e informacional que detinham a academia e os editores dos velhos jornalões e revistas. Graças ao advento das redes telemáticas, a opinião pública ganhou o espaço antes exclusivo da opinião publicada. A nova tecnologia de comunicação convida à publicação de traduções de textos que jamais seriam publicados no Brasil por serem politicamente incorretos. A rede-múndi cria articulistas, escritores, poetas … Aceitando o convite, como tantos outros, publiquei artigos próprios aqui e ali, de vez em quando. Criticava a política judaica no Oriente Médio e a política imigratória adotada no Brasil. Já se pode dispor, tecnicamente, de lugares de fala. Esses lugares, porém, seriam interditados. Os censores costumam ser silenciosos e, quando falam, não dizem nada, mas eles ouvem tudo. Como a camisa de Diego Araújo, a minha fala não agradou.

A consequência não tardou, mais uma vez eu teria problema com a censura do bem, com o regime da esquerda ortopolítica, com a lei liberticida, com o tribunal disposto contra a tribuna, com veredictos que atentam contra verdades. Denunciado, investigado, interrogado, indiciado e processado, fui condenado a dez anos de prisão, à perda de cargo público no ano da minha aposentadoria e, como a cereja do bolo, deliciosa para os procuradores e censores do Ministério Público, ao pagamento de multa! Com quantos outros não terá o mesmo se passado? O estagiário do Psol a serviço do juiz deve ter ficado muito feliz. Que sentimento de empoderecimento não terá sentido o tiranete togado! As acusações são as de sempre que "justificam" a cassação da liberdade de expressão no Brasil e alhures pelo aparato judiciário da "governança global": racismo, apologia do nazismo, ameaça às instituições democráticas, discurso de ódio … No interrogatório por que passei nas dependências da Polícia Federal, a primeira pergunta que me dirigiu o delegado foi esta: "O senhor sente desapreço pelo povo judeu?". Tinha chegado ao paroxismo a dominação judaica sobre os góis: o Estado judeu podia perpetrar os maiores crimes na Palestina ocupada, impunemente, mas o “povo” que o sustenta não podia sofrer "desapreço". Isto seria um crime.

A nova censura apresenta-se como medida de proteção ao "Estado democrático de direito", segundo o discurso da Junta Judiciária no poder e outros "operadores do direito" a ela obedientes. Sucedeu que o Estado, para recuperar o controle da informação social que a sua mídia amiga tinha e perdera, transformou os magistrados de sua mais alta corte em "editores sociais". Os servidores togados do Estado passaram a se servir do Estado por seus interesses escusos. Para os bandidos da toga, a defesa de democracia significa, na realidade, a defesa dos próprios privilégios, do próprio poder, da própria impunidade que os fazem milionários em tenebrosas transações.

Na democracia dos juízes, o povo é réu. Os réus são réus porque nessa "democracia" está  abolida a liberdade de expressão. A censura "justifica-se" por roupagem que a faz parecer bonita aos olhos dos ingênuos e das minorias: o combate ao racismo. Ocorre que o racismo significava uma coisa no tempo de Hasenbalg e hoje significa outra bem diferente. A significação atual do racismo é dada por seu suposto contrário: o antirracismo. Na verdade, o antirracismo é hoje um racismo antibranco. Por isso, a visão "oficial" de Hasenbalg não é verdadeira, já perdeu atualidade. Antes de Hasenbalg morrer, enquanto ainda moribundo, a sua sociologia da raça já estava morta, embora ainda entronizada na academia, como a rainha póstuma de D. Pedro, Inês de Castro. Aqui, a visão alternativa de Hasenbalg mostra a pequenez e leveza de seu falso ideário étnico, que o vento da história levou.    

Antigamente, o âmbito intelectual (de fato, anti-intelectual) limitava-se ao que se podia deparar nas bancas, livrarias, academias e na televisão. A "cultura" aí era só a que se tornou permitida desde 1945. Desde então, a visão do mundo estreitava-se pelos antolhos impostos conforme a vontade do judaísmo internacional saído vitorioso da Segunda Guerra. O judeu, o negro e o comunista ocuparam os lugares de fala e os lugares de censura. Todos esses tipos sociais revestiram-se da aura de uma santidade laica. E os "santos" combatiam os demônios racistas para que ninguém fosse julgado pela cor de sua pele, conforme o sonho (lindo!) do pastor negro que adorava uma suruba nos hotéis em que se hospedava — mas só se as putas fossem loiras. O exorcismo tinha o conhecimento de seus princípios e práticas distribuído nas bancas, livrarias, academias e pela televisão. O racista era levado ao pecado pela doença da "personalidade autoritária" ou da simples maldade. Eu mesmo, aliás, cheguei a buscar a "cura" para a minha personalidade no consultório de um psicanalista. Na realidade, o “mal” tinha origem na dissolução étnica do branco, isolado pelo atomismo social numa falsa e imposta indiferença ante a diferença étnica. O racista falava do que não existia (a raça). O culto ao "Holocausto Judeu" deveio como que religião também dos góis, e sua negação, blasfêmia. Como se sabe, Deus pode ser negado, mas não o "Holocausto". O jus-humanismo tinha o seu "santo ofício", que tal qual o seu precedente, pareceu provido de sacralidade. Só os sacrílegos mais corajosos arriscavam-se à contestação da cultura e política institucionais do sistema erigido sobre os escombros da Alemanha derrotada. Lacaia devotada a servir os senhores sionistas que a dominaram, a Alemanha desserviu o que restava de seu próprio povo. No Japão a coisa parece ser ainda pior. Lá são prestadas cerimônias de homenagem ao piloto ianque do avião de que foi lançada a bomba atômica. Será esse um efeito da radiação sobre os cérebros dos japoneses?

Em tal contexto histórico de criminalização do racialismo, fazer uma "revolução" era fácil: bastava falar de raça. Nesse sentido, Hasenbalg foi um "revolucionário". Os amigos dele disseram que o argentino foi responsável pela criação do que chamaram "paradigma de Hasenbalg". Um exagero! Coisa da panelinha em volta de Hasenbalg. Esse tipo de exageração parece que só serve para enaltecer as pessoas de dentro da panela e a causa “antirracista” supostamente defendida. Perguntei a um grande intelectual argentino, um dos maiores filósofos do mundo, se ele conhecia Hasenbalg. O sábio respondeu que nunca tinha ouvido falar dele antes da minha pergunta. O teórico argentino tão tietado da militância negra do Rio de Janeiro foi ilustre desconhecido na sua Buenos Aires.

Se Hasenbalg teve alguma importância, foi num sentido negativo. Isto se depreende do artigo "Antirracismo contra leis raciais", publicado na revista Interesse Nacional em 2008. Escreveu-o Yvonne Maggie, quando ainda abalada pela introdução das cotas raciais que, na sua ingenuidade e presunção, não esperava. Essa autora atribui a Hasenbalg parte da culpa pela polarização racial no Brasil. Ela diz que o sociólogo dos judeus no Iuperj, ao reunir os não brancos (à exceção dos indígenas) na categoria censitária "Negros", deu a sua "contribuição" para a racialização da sociedade. Para o próprio Hasenbalg, entretanto, o seu proceder deveu-se a razões puramente "técnicas". Na manipulação dos números da composição racial fica patente que por razões "técnicas" o pesquisador estava disposto a nigriciar o Brasil. Como a guerra não pode ser deixada aos generais, a sociologia não pode ser deixada aos sociólogos, principalmente sociólogos a serviço dos anseios supremacistas messiânicos do judaísmo internacional.      

Hasenbalg falou de racismo sem desconsiderar a raça. Nisso consistiu a sua "revolução". Ele disse que o racismo tem a ver com raça. Nada mais óbvio, nada mais lógico e, no entanto, nada mais escandaloso em 1985, quando o esquerdismo corporativo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Confederação Nacional do Bispos do Brasil (CNBB), da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) tangia a raia do messianismo. Segundo o sociólogo portenho, o racismo não se reduzia a epifenômeno do classismo, tampouco à herança maldita da escravidão. Fica claro que isso não pode ser chamado de "quebra de paradigma". Foi, porém, uma quebra do monopólio discursivo que negava a raça como variável independente. A negação da existência do racismo como fato social para os adultos equivalia à afirmação da existência do Papai Noel para as crianças. Quanto ao conflito étnico, com efeito, para a imprensa acadêmica e jornalística, bem assim para a mídia televisiva, todos eram crianças. Nesse meio infantilizado, o sociólogo portenho simplesmente pareceu mais adulto, pois que se dotara da maliciosa consciência racial judaica de seus tutores em Berkeley: Leo Lowenthal, Erving Goffman, Nathan Glazer, Robert Blauner … 

Atualmente, tudo está diferente, outra é a situação e, outra, a consciência dela. A ascensão de Trump representou duro golpe contra o oba-oba globalista e a estratégia kalergiana da pan-mixia no mundo. Os liberal-progressistas, primeiramente, pensaram que Trump fosse apenas uma onda. Depois, com a reeleição dele, foram levados a perceber que se tratava de uma maré na qual seriam afogados. O poder mostrou-se sem tanto formalismo, sem tanta hipocrisia. O novo sentido das coisas permitiu a reação branca, até armada, desencadeada por mais uma das cíclicas explosões da violência negra. No surto de 2020, tendo por agente o Black Lives Matter (BLM), a como que santificação de um delinquente negro (George Floyd) morto durante a operação policial de sua prisão expôs a vitimização negra como farsa e pretexto para o que não passa de descarga de ódio e ressentimento antibrancos do negro pelo fato de ser negro numa condição de negro em sociedade de brancos. A culpa é da polícia? Culpar a polícia pelo conflito racial faz parecer simplificado o problema e a solução, mas não o resolve, O objetivo aí não é resolver um problema sem solução, mas apenas o de o fazer parecer resolvido, acalmar os ânimos, pacificar ilusoriamente … até a explosão seguinte. O sonho fugaz do pastor negro, porém, é agora permanente pesadelo. No sonho mau, o branco não é a só cor do mal. O mal é alvinegro. Ele não está na atitude do branco para com o negro, tampouco na "estrutura" da sociedade branca, o mal está na correlação, na interação não só política e econômica, senão que humana e pessoal entre gentes de ambas as raças.

Outro dos pilares da (des)ordem estabelecida em 1945, o judaísmo internacional também viria a ser abalado. Os judeus tiveram a sua aura de quase santidade alterada em sua cor: seu níveo halo passou a ter a cor vermelha do sangue infantil palestino e se desfez na infâmia da mentira e da brutalidade satânicas. Deu-se que a livre comunicação redial fez prosperar o revisionismo do "Holocausto". Com isso, rompeu-se a barreira da censura e a narrativa das tais "câmaras de gás" foi revelada como o que de fato era: a maior fraude historiográfica já criada para enganar a humanidade. Escrevia em papel no século passado o grande brasiliano Dr. Siegfried Castan que "o gás acabou". Saibam os mais jovens que o STF fechou a editora dele. Hoje temos consciência da grande autoridade moral que tem o "excelso pretório", como todo o Judiciário, para se bater por causas "nobres" como a do "combate ao racismo". O infame e sádico juiz Alexandre de Moraes aí está para esclarecer quaisquer dúvidas quanto à idoneidade dos togados na luta pela democracia, pela liberdade, pelos direitos humanos, que os "fascistas" tanto ameaçam.

Finalmente, a estratégia da desterritorialização dos brancos por meio da imigração, da abolição das fronteiras nacionais, da soberania transnacional-corporativa e da "cidadania residencial" entrou em crise. Os problemas e conflitos interétnicos causados sob essas condições levaram à denúncia e ao rechaço do multiculturalismo até na África do Sul, onde imigrantes foram caçados e queimados vivos nas ruas. Em certo momento, a imigração sem restrição quantitativa e qualitativa parecera virtuosa, uma manifestação de almas bondosas, providência humanitária que só os maus poderiam contestar. A torrente humana alógena, além disso, deveria resolver o "problema de mão de obra", como se a mão valesse por todo o corpo e o espírito dos homens. Sabemos hoje que a imigração é arma da guerra híbrida, colonização e subversão contraculturais. Em virtude desses desenvolvimentos, a política demográfica no mundo vai deixando de ser questão exclusivamente afeta aos senhores George e Alex Soros. Os governos, as instituições, as organizações, as máfias e indivíduos promotores da imigração indesejável passaram a ser vistos como o que são de fato: ferramentas sujas na mão e no bolso daquela dupla de bandidos de proeminência na liderança do judaísmo internacional e seus sequazes (afinal, junto de George e Alex Soros, nominalmente da esquerda, estão a exploração do vício em Las Vegas pela sionista família Adelson nominalmente da direita, a intromissão da AIPAC nos EUA e dos Congressos Judaico Europeu e Mundial com seus bilionários fincados com lobby contra o interesse das próprias nações, arrastam o segmento judaico mundial conscientemente ou à revelia aos interesses de seus líderes, tais como o falecido e celebrado rabino de maior relevância em Israel, Ovadia Yosef, que declarou que os não judeus só possuem razão de existir se for para servirem os judeus). A invasão de Ceuta nos últimos dias de julho de 2026 lançou luz sobre os escuros desígnios das migrações como manobra de dominação geopolítica. O refolho de sua legitimação como parte da luta "antirracista" já não engana tanto e tantos. Nessa altura, já se via a catástrofe da imigração com meridiana clareza. Ainda assim, em outubro desse mesmo ano, quis a história, mais uma vez, expor o absurdo do processo geopolítico de africanização da Europa. A França pegou fogo: esquerdistas de maranha com islamitas tocaram o terror nas cidades: o pandemônio envolveu desordem, saque, violência, depredação em massa. Um neologismo foi criado para exprimir o significado das "manifestações" islamoesquerdistas do 17 de Outubro de 2026 na França: "Antifada", uma mistura de "Antifa" com "Intifada".      

Outrossim, as próprias relações internacionais, nesta altura marcadas pelo que alguns já chamam de III Guerra Mundial, leva ao descrédito e ao ridículo o piegas bonismo antirracista. Com efeito, a repressão politicamente correta sofre desmoralização. Assim, por meio do Ministério Público, o Estado brasilino cassa a liberdade de expressão de seus próprios cidadãos a título de coibir o "discurso de ódio". Ora, o discurso e a prática do ódio não são estranhos à guerra. Estranho — e ridículo, é que os censores dos "discursos de ódio" sejam os mesmos que praticam o ódio e permaneçam por tanto tempo como os ditadores da virtude. Os sacripantas abundam na mídia, são pessoas respeitadas internacionalmente, falam de harmonia, de diversidade, assim como Mark Levin, Ben Shapiro e tantos outros judeus — os israelistas (Vito Mancuso dixit), os Israel firsters (Megyn Kelly dixit). Entrementes, os desapiedados ocupantes da Palestina bombardeiam Gaza, despejando sobre a população civil enorme quantidade de ódio. E não são punidos! Os seus críticos, estes sim, recebem punição pelo crime de "antissemitismo" (racismo), de "desapreço" pelos eleitos do deus genocida. Para a vergonhosa função de silenciamento da crítica serve o Ministério Público. Outra função que esse órgão de fariseus desempenha com muita competência é a de proteger os corruptos de toga, bandidos comuns movidos pelo afã de riqueza, mas empoderecidos pelos atributos de seus cargos.               

Como tudo passa … e passa rápido. No tempo de Hasenbalg, falava-se do "negro revoltado". O tempo agora é do branco revoltado. Isso, sim, foi uma quebra de paradigma. Terá o sociólogo platino notado as mudanças que traziam as águas do rio heraclíteo? Passado o momento do "protesto negro", teria ele lobrigado que no horizonte da história assomava o protesto branco? Por tal razão, quiçá, não se tenha mostrado tão entusiasmado com as cotas negras das "ações afirmativas"? Na possível nova orientação dele, a que nos referimos, hipoteticamente, terá pesado seu rompimento com aqueles militantes negros de quem mais se aproximara? E qual pode ter sido, nesse sentido, a influência do covarde assassinato de Maria Beatriz Nascimento? Os mitificadores negros atribuíram o feminicídio a "racismo", versão negada pela própria família da militante negra. Mais prosaicamente, Maria Beatriz pode ter sido morta por se envolver com uma mulher casada. Na realidade, toda a questão racial vem se tornando mais prosaica. Narrativas de heroísmo, vitimização, demonização, revolução … vão sendo reduzidas a uma trama muito mais humana em que os papéis de heróis e bandidos não são tão diferentes.

Apesar de os perseguidores antibrancos seguirem atuantes, fazem-no por inércia, má influência e … burrice mesmo. Eles se atrevem a silenciar vozes de que discordam porque nisso contam com o respaldo dos aparelhos ideológicos e repressivos do Estado, colocados sob controle dos tiranetes togados e agentes da ditadura diversitária que sequestraram a justiça. Eu suma, o próprio Hasenbalg haverá renunciado à condição de herói da revolução pelas supostas vítimas da raça branca demonizada. Deu-se assim o que se passou com ele? Só aqueles que privaram com Hasenbalg poderiam responder. A julgar, porém, por tantas máscaras e mascarados, fantasias e fantasistas envolvidos na questão, será improvável que venhamos a saber.

A conclusão de todas essas indicações, tendências, inferências, sentimentos, pensamentos percepções e até fatos está escrita na mensagem que se depreende de tudo isso pelo que talvez possamos chamar de semiótica. Trata-se de interpretação geral do quadro histórico etnopolítico, mas podemos dar exemplo particular disso, uma ilustração didática, o fecho deste já longo texto. Assim, vejamos como pode ser lido a essa nova luz o episódio suso referido do linchamento na Universidade Federal do Rio de Janeiro de que foi vítima Diego Araújo. Esse estudante foi esmurrado e chutado como um vilão. Não só não tinha defesa, como era também indefensável aos olhos dos agressores e de seus cúmplices, os professores daquela instituição de "ensino". Ora, a mudança de sentido na visão da violência consiste em dotar a vítima de meios de defesa e, se preciso for, de meios de ataque.

Conforme o parecer a que nos conduzem as considerações tecidas até aqui, o vitimismo negro não deve fazer mais vítimas brancas. Aquele estudante foi isso: uma vítima da militância negra e seus janízaros brancos, dirigidos pelo estabilismo politicamente correto. O que vitimou Diego foi o racismo antibranco, a praga cultural que grassa no mundo, principalmente nas academias e na mídia, desde o triste fim da II Guerra Mundial. Quando os brancos (beges ou morenos) tiverem a sua própria militância, a sua própria organização, quando tiverem os mesmos direitos dos negros e judeus à livre manifestação, ganharão consciência do que são e das ameaças à sua identidade. Aí, então, Diego Araújo não será linchado por vestir camisa com estampa inapropriada ao gosto de antifas. Diego Araújo estará livre para vestir, falar ou escrever o que bem quiser, mesmo na sala do Iuperj onde Carlos Hasenbalg dava aulas, onde ensinava as "lições" dos seus mentores da carral.

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Sobre o autor: Chauke Stephan Filho, formado em Sociologia, Letras e Educação, é servidor da Prefeitura Municipal de Cuiabá, onde trabalha como sociólogo e revisor.

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sexta-feira, 30 de outubro de 2026

{URSS e o terrorismo judaico-bolchevique} Três comunistas judeus selvagens - parte 3 - Isai Berg e conclusões, por Karl Nemmersdorf

 Continuação de {URSS e o terrorismo judaico-bolchevique} Três comunistas judeus selvagens - parte 2 - Revekka Plastinina-Maizel, por Karl Nemmersdorf  

 Karl Nemmersdorf

Isai Berg

Isai Davidovich Berg nasceu em Moscou, em 1905.36 No início da década de 1920, ele serviu no Exército Vermelho. Por volta de 1926, ele ingressou na polícia política e concluiu o curso na Escola da OGPU, passando depois a integrar as tropas de guarda de fronteira da OGPU. Em 1930, ele juntou-se ao Partido Comunista e, posteriormente, trabalhou infiltrado em diversas fábricas na região de Moscou, monitorando as atitudes e as falas dos trabalhadores para seus superiores na OGPU. Entre 1932 e 1935, ele chefiou o Departamento do Distrito de Shchyolkovo da OGPU, logo a nordeste de Moscou. De 1935 a 1936, ele trabalhou no Departamento do Distrito de Kuntsevo do NKVD.37 Kuntsevo também ficava próximo de Moscou; e lá Berg tornou-se membro do “clã” do NKVD liderado por Alexander Radzivilovski, um oficial de alto escalão e vice-chefe do NKVD na província de Moscou. Esses clãs, onipresentes no NKVD, estruturavam-se com base em relações de patronagem — um modelo de patrono e cliente — e serviam para proteger seus integrantes diante dos perigos do Estado stalinista. Vale lembrar que Radzivilovski iniciou sua carreira na Crimeia, em 1920, sob o comando de Zemliachka e Kun. Ele era judeu, assim como seu braço direito, Grigory Yakubovich. O clã de Radzivilovski incluía muitos oficiais do NKVD — tanto russos quanto judeus — em Kuntsevo, o qual servia como base de recrutamento para cargos de maior relevância em Moscou.38

O militante judeu
Grigory Yakubovich (1880-1926)

Berg trabalhou em Kuntsevo até meados de 1936. Radzivilovski e seus subordinados vinham frequentemente para Kuntsevo para descansar em uma dacha nas redondezas. Berg era responsável de providenciar as amenidades, e os oficiais envolvidos admitiram mais tarde, durante interrogatórios, a prática de “imoralidade e degeneração”.39 Independentemente do que isso envolvesse, Berg desempenhou um papel central; em seu posto seguinte, como chefe do NKVD do distrito de Vereya, ele foi flagrado tentando estuprar uma prisioneira (1937). Foi condenado a 20 dias de confinamento solitário e, então, promovido.40 Ele tornou-se secretário-assistente do chefe do NKVD de Moscou, Stanislav Redens (que era casado com a irmã da esposa de Stalin). Naquele verão, Radzivilovski recomendou Berg para chefiar o Departamento Administrativo e Econômico do NKVD da província de Moscou, e Redens aprovou a nomeação. “Berg, que acumulava um longo histórico de repreensões oficiais, passou instantaneamente de uma figura de menor expressão — secretário-assistente do chefe do NKVD da província — a alguém com autoridade considerável.”41 Sua patente era a de Tenente da Segurança do Estado, equivalente à de major no exército.

O judeu bolchevique
Isai Davidovich Berg (1905-1939)

Berg assumiu suas novas funções em agosto de 1937, exatamente no momento em que Stalin lançava um novo expurgo em larga escala — mais tarde denominado “Grande Terror”42 —, o qual durou até novembro de 1938 e resultou em mais de 700.000 execuções ao longo de cerca de dezesseis meses. O Politburo*3 — por instigação de Stalin — soou o alarme no início de julho sobre a existência de “elementos antissoviéticos” que estariam praticando sabotagem e crimes, e pediu pela realização de prisões e execuções em massa de caráter preventivo.43 Cada jurisdição do NKVD foi orientada a estabelecer cotas para prisões e execuções.44 Esses números foram consolidados e finalizados por Ezhov, chefe do NKVD; a ordem formal resultante, denominada “Ordem Operacional nº 00447”,*4 estipulava 270.000 prisões e 75.000 execuções. “Dezoito meses depois, essas metas haviam sido superadas em nove vezes,”45 à medida que o expurgo ganhava um ímpeto aterrorizante, com os oficiais do NKVD temendo serem vistos como pouco vigilantes. Matar e enterrar pessoas nessa escala constituía um projeto de escala massiva,46 e Redens encarregou Berg dessa tarefa em Moscou (onde a cota fora fixada em 5.000). Ele era responsável por encontrar locais adequados para as execuções, transportar os prisioneiros da prisão até esses locais, gerenciar as execuções e enterrar os corpos. O hoje notório campo de tiro de Butovo, situado a cerca de 24 quilômetros ao sul do Kremlin, tornou-se o principal local de execuções e sepultamentos na região de Moscou, e Berg coordenou a maior parte do massacre ocorrido ali.47

Ao receber a Ordem Operacional nº 00447, o NKVD entrou em ação. Em cada distrito do vasto país, agentes começaram a prender pessoas, baseando-se em dossiês acumulados ao longo do tempo, na posição social ou em outras informações. Eles então forçavam os prisioneiros a confessar um crime fictício. Os agentes obtinham as confissões por meio de diversas táticas, quase sempre recorrendo a tortura e espancamentos... durante o [Grande Terror], o NKVD realizou a falsificação [de confissões] em escala industrial. Os agentes precisavam produzir um número imenso de documentos a cada dia...48

Um oficial declarou: “Durante o dia, nós... fabricávamos interrogatórios para os acusados ​​e, à noite, nós fazíamos com que assinassem sob compulsão.”49 Algumas pessoas foram forçadas a assinar folhas de papel em branco. Os agentes, então, enviavam essas confissões assinadas pela cadeia de comando, até chegarem à mesa da “troika” — um órgão especial criado para esse fim. Em cada província, a troika era composta pelo chefe do NKVD, pelo promotor e pelo secretário local do Partido Comunista. (Por causa de que Moscou era a capital, contava com três troikas, além de vários outros órgãos de sentença, todos de natureza extrajudicial.) As troikas processavam centenas de casos de uma só vez, proferindo sentenças (morte ou envio ao gulag) contra cada indivíduo, com pouquíssima deliberação. Quase todos esses casos envolviam o Artigo 58, referente a atividades contrarrevolucionárias. Grigory Yakubovich, aliado de Radzivilovski, presidia a segunda troika de Moscou; mais tarde, Berg relatou: “Semyonov competia com Yakubovich para ver quem era mais rápido... Semyonov ia sempre à sala de Yakubovich e gabava-se de ter despachado cinquenta casos a mais que ele... e ambos sentiam-se satisfeitos por terem conseguido proferir sentenças tão rapidamente, sem sequer dar uma olhada nos dossiês.”50

O militante judeu bolchevique
Vasili Karutsky (1900-1938)

Outros dois judeus integraram, por um período, uma das várias troikas de Moscou e também condenaram centenas ou milhares de pessoas à morte: Vasili Karutsky*6 e Vladimir Tsesarsky*7.51

O NKVD fotografava as infortunadas pessoas fadadas a morrer em Butovo — de frente e de perfil (como na foto de Vikhman, acima) — e incluía seus nomes em uma lista; Berg possuía uma cópia dessa lista e das fotografias. Ao redor da meia-noite, veículos prisionais ou caminhões, com capacidade para até cinquenta pessoas cada, partiam das prisões de Moscou rumo a Butovo. A área, arborizada e isolada, contava com refletores e uma longa construção de madeira. Uma vala profunda e extensa havia sido preparada previamente com o auxílio de equipamento de terraplenagem. Agentes do NKVD ou milicianos arrebanhavam as pessoas para dentro da construção, onde a identificação de cada uma era cuidadosamente checada, um processo longo. Então, os prisioneiros eram levados para fora, um por vez em direção à vala; ali, onde um executor disparava contra a nuca de cada um e lançava o corpo na cova. Os executores — um pequeno grupo especial composto por russos, tinham à disposição toda a vodca que desejassem. Após a rodada final documental, a tarefa era concluída, e os executores retornavam a Moscou.52 No dia seguinte, os corpos eram cobertos por uma camada de terra, e a operação recomeçava. Entre agosto de 1937 e julho de 1938,53 registrou-se uma média de 1.645 execuções por mês — cerca de 55 por dia, mas numas poucas esse número excedia 400, alcançando, em uma ocasião, a 562.54 O papel de Berg no ato de matar em si não é claro; um historiador afirma que ele “participou das execuções”, o que não significa, necessariamente, que ele tenha efetuado disparos contra as pessoas.55 Dado que ele era o responsável pela operação (trabalhando, na prática, sob o nariz de Stalin), ele provavelmente teria estado no lugar, supervisionando o bom andamento dos procedimentos e finalizando a documentação. É, ao menos, possível que ele tenha participado dos fuzilamentos, visto que havia um grande volume de execuções a realizar — quase 21.000 pessoas foram mortas em Butovo entre agosto de 1937 e outubro de 1938.56

 O militante judeu bolchevique
Vladimir Tsesarsky (1895-1940) 

Se Berg atirou ou não pessoalmente em pessoas em Butovo, ele estava interessado em fazer o processo o mais eficiente possível. Ele supervisionou a introdução de um veículo projetado para asfixiar os prisioneiros com gases durante o trajeto até Butovo.57 Berg sentia a pressão para acelerar o ritmo das execuções, a fim de dar conta da avalanche de nomes que chegava das troikas. Ele também desejava aliviar a sobrecarga dos executores — que, por vezes, precisavam fuzilar quarenta ou cinquenta pessoas por noite — e reduzir a possibilidade de resistência entre os prisioneiros. As fontes não indicam se a ideia partiu do próprio Berg, nem quantas dessas unidades foram utilizadas. (Os veículos eram descritos como caminhões disfarçados de furgões de entrega de pão.) Na União Soviética daquela época, existia uma verdadeira obsessão pela tecnologia, o que provavelmente impulsionou o desejo de encontrar um método de extermínio mais limpo e eficiente do que o uso de revólveres por executores embriagados.

Uma versão relata que agentes do NKVD retiravam os condenados das prisões, despiam-nos, amordaçavam-nos e amarravam-nos, para então lançá-los dentro do veículo antes de partir.58 Ao chegarem a Butovo, alguns ainda podiam estar vivos, embora não muito, e tinham de ser finalizados ou arremessados ainda vivos na vala. Investigações posteriores revelaram que algumas das vítimas foram enterradas ainda vivas; talvez se tratasse de pessoas provenientes do veículo adaptado para execuções por gás.59 Nós sabemos que houve, ao menos, um grupo de pessoas enterradas no local que não apresentava ferimentos por arma de fogo:

Nós sabemos, a partir de escavações arqueológicas limitadas realizadas em Butovo em 1997, que houve pelo menos uma carga de vítimas transportada em um furgão — visto que 55 corpos encontrados não apresentam o ferimento a bala característico na parte de trás da cabeça ou no pescoço, marca registrada das execuções perpetradas pelo NKVD deste período e consequentemente são quase certamente de vítimas dos furgões de gás de Berg.60

Um autor especula que Berg pode ter operado vários furgões de gás, sobre o espaço de meses, com um número de vítimas que chegaria a cinco ou até dez mil.61 Problemas logísticos, contudo, levam-me a crer que o uso desses veículos foi bastante limitado. Em primeiro lugar, se a polícia secreta amarrasse as pessoas e as jogasse dentro do furgão, cinquenta pessoas não caberiam no espaço sem que fosse necessário um esforço considerável para empilhá-los. Isso reduziria tanto o número de vítimas quanto a eficiência. O melhor método seria espremer as pessoas lá dentro, mantendo-as em pé. Depois, ao chegar ao local, eles teriam de laboriosamente descarregar os mortos e os moribundos manualmente lançá-los em uma vala, uma tarefa extremamente difícil, muito mais dura do que fazer com que as próprias vítimas caminhassem até a vala por força própria. Se eles descarregassem os corpos dessa maneira, eles poderiam fazer os prisioneiros a realizar isso, mas as fontes não fazem menção a isso, e a tarefa teria de ser supervisionada por agentes do NKVD.62

O cenário mais provável e de otimização seria espremer o maior número possível de pessoas na van, dirigir por cerca de 40 minutos até o local, posicionar o veículo de ré junto à vala e fazer com que os próprios prisioneiros realizassem o desembarque. Reunir, identificar e embarcar os prisioneiros nas prisões de Butyrka ou Lubianka, seguir até Butovo, efetuar o desembarque e retornar levaria, no mínimo, duas horas e meia. Na prática, isso significa que apenas duas viagens poderiam ser realizadas em uma única noite. Se, por exemplo, três caminhões estivessem em operação, seria possível eliminar 300 vítimas por noite; contudo, devido a quebras mecânicas e outros contratempos, esse número costumaria ser ainda menor. Por outro lado, em um período de cerca de seis horas, 500 prisioneiros poderiam ser transportados, examinados, executados a tiros e lançados em uma vala, sem a necessidade de auxílio de outros prisioneiros. As vans de gás simplesmente não eram tão eficientes quanto o fuzilamento — e a prova disso reside no que aconteceu depois. Não há evidências de que tais vans de gás tenham sido utilizadas novamente, nem em Katyn,*8 nem em Vinnitsia, nem em qualquer outro local onde o NKVD pretendesse eliminar um grande número de pessoas rapidamente. Em adição, se Berg tivesse colocado em operação quinze ou vinte caminhões e, com eles, matado muitas milhares de pessoas, isso teria representado um fenômeno maior, com muito alta probabilidade de estar marcado no registro documental, o qual, como ele é, o que se observa é em tudo marcos registrados de alguma coisa efêmera: referências vagas, poucos detalhes e mesmo pouquíssimas testemunhas lembrando disso. Em análise afinal, a van de gás de Berg não passou, possivelmente, de uma novidade de curta duração.

Não obstante, Isai Berg, o judeu, posiciona-se culpado perante toda a humanidade por ter sido o pioneiro desta máquina de matar infernal.

Berg não supervisionaria as dez últimas semanas de execuções em Butovo, pois foi preso em 4 de agosto de 1938. O motivo alegado foi embriaguez e comportamento indecente, mas a razão real foi o desmantelamento de seu clã dentro do NKVD e a perda da proteção de que desfrutava. Radzivilovski e Yakubovich haviam sido transferidos para fora de Moscou, e os novos superiores começaram a notar a corrupção pervasiva no NKVD do distrito de Kuntsevo. O chefe daquele distrito foi preso, e Berg também acabou transportado devido às suas conexões com Kuntsevo. Berg foi interrogado — continuando com nosso tema — por um oficial judeu, Matvei Titelman, que exigia que ele confessasse apenas abuso de autoridade, e não a temida “atividade contrarrevolucionária”.63 Contudo, após Beria assumir o comando do NKVD em novembro de 1938, a postura da cúpula tornou-se mais rígida. (Stalin havia decretado o fim do Terror e precisava de bodes expiatórios para culpar pelo fato de o massacre ter saído tanto do controle.) Berg e muitos membros de seu clã foram, então, acusados ​​de orquestrar uma conspiração contrarrevolucionária no NKVD na região de Moscou, o que era sem sentido, assim como todas as outras feitas naquele ano. Titelman foi preso no final de novembro, e seu sucessor espancou Berg com um cassetete para forçar uma confissão.64 Em 7 de março de 1939, Berg foi condenado à morte pelo Colégio Militar da Suprema Corte Soviética e executado. Titelman fora fuzilado poucos dias antes; Yakubovich foi fuzilado no final de fevereiro; Radzivilovski, em janeiro de 1940. A era da predominância judaica no NKVD chegava a um fim abrupto, mas o estrago já estava feito.

 

Conclusão

As três pessoas descritas acima, por mais sanguinárias que fossem, tinham inúmeros contrapartes no Estado bolchevique. O número de judeus na alta cúpula da União Soviética tem sido objeto de muito debate; contudo, para os russos comuns, era muito mais relevante a presença de um grande contingente de judeus em posições de poder por todo o país, em cargos de nível intermediário, especialmente na polícia secreta, que detinha poder sobre a vida e a morte.65 Poucos desses judeus haviam rompido definitivamente seus laços com a nação judaica, embora tentassem esconder esse fato, atuando dentro e por meio da nação russa, sob a fachada do socialismo internacional.66 Ainda, eles não podiam se despojar de sua identidade e motivações judaicas, assim como um leopardo não pode mudar suas manchas. Eles estavam movidos pelo desejo de vingança, não apenas pelos males que acreditavam ter sofrido na Rússia, mas também por um ódio profundamente arraigado contra os não judeus que eles haviam desenvolvido e nutrido desde tempos antigos. Uma vez que ganhassem uma posição de poder na Rússia, não importa o quão baixa o tênue que fosse, eles começaram a matar, e continuaram a fazê-lo por três décadas ou mais, pois tal comportamento estava enraizado em sua própria natureza. Quando o Estado soviético passou a restringir o poder dos judeus e a abandonar o massacre como ferramenta de governo, eles perderam, subitamente, o entusiasmo pelo comunismo à moda russa.

No fim das contas, havia poucos comunistas judeus; somente judeus.

A União Soviética e o bolchevismo judaico têm ido embora, mas a nação judaica — carregada de suas memórias sombrias e expectativas — está mais forte do que nunca. Ela passou a adotar novos cenários e táticas, mas o ódio profundo continua a arder. Nós podemos vê-lo em ação em quase toda parte no mundo moderno, num tempo em que o Ocidente se encontra à beira da dissolução. Como será o próximo quarto de século? Se os judeus conquistarem o poder com o qual sonham, será como isso —

 

Pintura encomendada pelos Rothschild, de autoria de Cleon Peterson

Felizmente, o Ocidente está despertando rapidamente, em grande parte por causa dos próprios judeus que, com sua insolência característica, expuseram sua essência íntima para que todo o mundo a veja. Sua arrogância é chocante, sua malícia, de tirar o fôlego, e seu poder, descarado. Os acontecimentos estão, claramente, chegando a um ponto decisivo. Se Deus permitir que a justiça triunfe, os judeus sofrerão uma derrota definitiva na guerra que se avizinha. A alternativa é terrível demais para ser cogitada. “Se... o judeu conquistar as nações deste mundo, sua coroa tornar-se-á a coroa fúnebre da humanidade...”67

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Notas

36 Nota de Karl Nemmersdorf: Berg é um sobrenome comum tanto entre alemães quanto entre judeus; Tumshis e Zhukov o identificam como judeu. Outra observação: dois dos nossos três personagens nasceram fora da Zona de Assentamento, a vasta área na qual os judeus, segundo suas próprias queixas, viviam “aprisionados”. Muitos judeus na Rússia Imperial tinham o privilégio de viver fora dessa zona, e muitos outros o faziam de maneira ilegal.

37 Nota de Karl Nemmersdorf: Tumshis M. e V. Zolotaryov, ЕВРЕИ В НКВД СССР 1936-1938 (Judeus no NKVD da URSS, 1936-1938), p. 125. O NKVD era o Comissariado do Povo para Assuntos Internos, equivalente a um Ministério do Interior. Foi estabelecido em julho de 1934 e absorveu a OGPU (“Diretoria Política Estatal Unificada”) — a antiga Cheka —, que passou a ser a GUGB (“Diretoria Principal de Segurança do Estado”). Um judeu, Yakov Agranov, chefiava a GUGB, e outro judeu, Genrikh Yagoda, chefiava o NKVD. Tecnicamente, a OGPU/GUGB e o NKVD eram distintos, mas os termos são frequentemente usados ​​ intercambiavelmente.

38 Nota de Karl Nemmersdorf: Alexander Vatlin, Agents of Terror: Ordinary Men and Extraordinary Violence in Stalin’s Secret Police. (Edited & translated by Seth Bernstein. University of Wisconsin Press, 2016), pp. 12-13.

39 Nota de Karl Nemmersdorf: Alexander Vatlin, Agents of Terror: Ordinary Men and Extraordinary Violence in Stalin’s Secret Police, p. 14.

40 Nota de Karl Nemmersdorf: Tumshis M. e V. Zolotaryov, ЕВРЕИ В НКВД СССР 1936-1938 (Judeus no NKVD da URSS, 1936-1938), p. 125.

41 Nota de Karl Nemmersdorf: Alexander Vatlin, Agents of Terror: Ordinary Men and Extraordinary Violence in Stalin’s Secret Police, p. 15.

42 Nota de Karl Nemmersdorf: Segundo Robert Conquest, em sua obra magistral The Great Terror {O Grande Terror em edição em português}: essa fase do domínio stalinista, entre 1937 e 1938, ocorreu após uma sucessão exaustiva de massacres e convulsões comunistas — o Terror Vermelho sob Lênin, a destruição da Igreja e o assassinato do clero, a coletivização forçada dos agricultores, a industrialização acelerada e seus consequentes deslocamentos populacionais, a vasta expansão do sistema gulag — com seus prisioneiros sendo forçados a trabalhar em vastos projetos econômicos — e o Holodomor; isso para citar apenas os picos mais altos ​​no alcance da montanha de atrocidades soviéticas.

*3 Fonte utilizada por Nota de Karl Nemmersdorf: Politburo - Soviet political body, editores da Britannica, Britannica.

https://www.britannica.com/topic/Politburo#ref1

43 Nota de Karl Nemmersdorf: Para uma discussão sobre os motivos de Stalin para o expurgo, veja Alexander Vatlin, Agents of Terror: Ordinary Men and Extraordinary Violence in Stalin’s Secret Police, pp. xi-xii e xxvi. Stalin queria eliminar uma possível «quinta-coluna» no caso de uma guerra — considerada iminente —, substituir a antiga burocracia bolchevique por novos quadros stalinistas e submeter a população a um novo processo de domesticação por intimidação, visando incutir-lhe obediência.

44 Nota de Karl Nemmersdorf: Seth Bernstein, Introdução, em Alexander Vatlin, Agents of Terror: Ordinary Men and Extraordinary Violence in Stalin’s Secret Police, p. xxiii. Para a tabela de cotas por região, veja Karl Schlögel, Moscow 1937 (Polity Press, 2013), pp. 495-96. Não se deve deixar de notar que um sistema de cotas para execuções representa o auge da barbárie.

*4 Fonte utilizada por Nota de Karl Nemmersdorf: Werth Nicolas, The NKVD Mass Secret Operation n°00447 (August 1937 - November 1938), Mass Violence & Résistance, [online], publicado em 24 de maio de 2010.

https://www.sciencespo.fr/mass-violence-war-massacre-resistance/en/news/the-nkvd-mass-secret-operation-n-00447-august-1937-november-1938/

45 Nota de Karl Nemmersdorf: Donald Rayfield, Stalin and His Hangmen: The Tyrant and Those Who Killed for Him (New York: Random House, 2004), p. 308.

46 Nota de Karl Nemmersdorf: Diferente de outros genocídios, uma grande parcela dos restos mortais das vítimas do Grande Terror foi encontrada e identificada. Para obter informações sobre locais de sepultamento, consulte o Map of Memory {Mapa da Memória} em https://en.mapofmemory.org/

47 Nota de Karl Nemmersdorf: Havia vários outros locais importantes de execução e sepultamento na região de Moscou: o Cemitério Donskoye contava com um crematório, onde milhares de prisioneiros executados foram cremados e enterrados em valas comuns. Kommunarka foi o local de mais de 6.000 execuções, envolvendo, em sua maioria, bolcheviques de alto escalão.

48 Nota de Karl Nemmersdorf: Alexander Vatlin, Agents of Terror: Ordinary Men and Extraordinary Violence in Stalin’s Secret Police, p. xiv.

49 Nota de Karl Nemmersdorf: Alexander Vatlin, Agents of Terror: Ordinary Men and Extraordinary Violence in Stalin’s Secret Police, p. 31.

50 Nota de Karl Nemmersdorf: Karl Schlögel, Moscow 1937, p. 482.

52 Nota de Karl Nemmersdorf: Karl Schlögel, Moscow 1937, pp. 482-484.

53 Nota de Karl Nemmersdorf: Após o início de agosto, Berg não esteve mais envolvido.

54 Nota de Karl Nemmersdorf: Karl Schlögel, Moscow 1937, pp. 472, 474.

55 Nota de Karl Nemmersdorf: Karl Schlögel, Moscow 1937, p. 482.

56 Nota de Karl Nemmersdorf: 973 pessoas foram fuziladas por serem cristãs ortodoxas, incluindo centenas de padres, bispos e abades. Quarenta e nove padres foram fuzilados em um único dia, 10 de dezembro de 1937. Para fins de comparação, dois rabinos foram mortos. Karl Schlögel, Moscow 1937, p. 487.

57 Nota de Karl Nemmersdorf: Ao menos cinco historiadores afirmaram que Berg utilizava caminhões de gás: Yevgenia Albats, em The State Within a State: The KGB and its Hold on Russia—Past, Present, and Future (1994); Timothy Colton, em Moscow: Governing the Socialist Metropolis (1998); Catherine Merridale, em Night of Stone: Death and Memory in Twentieth Century Russia (2002); Alexander Solzhenitsyn, em 200 Years Together (2002); e Robert Gellately, em Lenin, Stalin, and Hitler: The Age of Social Catastrophe (2007). Merridale indica Colton como sua fonte, mas Colton não cita nenhuma fonte. Albats, Gellately e Solzhenitsyn referenciam um artigo russo de 1990, de autoria de Evgeni Zhirnov, que teve acesso aos registros investigativos originais sobre Berg (da época em que este foi detido pelo NKVD) e forneceu detalhes a respeito. Um trecho relevante desse artigo aparece aqui, em uma publicação posterior de Zhirnov: https://www.kommersant.ru/doc/1265324

Em adição, pelo menos seis oficiais de alto escalão da polícia secreta soviética, abrangendo o período de Berg até a década de 1990, testemunharam sobre a existência do caminhão de gás de Berg. Karl Radl analisa os depoimentos de cinco deles no texto “Stalin’s Willing Executioners: The Jewish Origin of Stalin’s Gas Vans”, disponível em: https://karlradl14.substack.com/p/stalins-willing-executioners-the?utm_source=publication-search

58 Nota de Karl Nemmersdorf: Tumshis M. e V. Zolotaryov, ЕВРЕИ В НКВД СССР 1936-1938 (Judeus no NKVD da URSS, 1936-1938), p. 126, citando o depoimento de E. Zhirnov, que detalha o registro investigativo de Berg, bem como depoimentos de integrantes do NKVD daquela época.

59 Nota de Karl Nemmersdorf: Karl Schlögel, Moscow 1937, p. 476.

60 Nota de Karl Nemmersdorf: Karl Radl analisa os depoimentos de cinco deles no texto “Stalin’s Willing Executioners: The Jewish Origin of Stalin’s Gas Vans”, disponível em: https://karlradl14.substack.com/p/stalins-willing-executioners-the?utm_source=publication-search

61 Nota de Karl Nemmersdorf Karl Radl, “Stalin’s Willing Executioners: The Jewish Origin of Stalin’s Gas Vans”, disponível em: https://karlradl14.substack.com/p/stalins-willing-executioners-the?utm_source=publication-search

62 Nota de Karl Nemmersdorf: Uma ideia longe do provável: furgões com sistema de basculamento hidráulico semelhantes a caminhões caçamba, os quais poderiam dar marcha à ré e despejar os mortos na vala automaticamente. Não há qualquer indício da existência de um veículo desse tipo nas fontes, as quais mencionam, invariavelmente, um veículo disfarçado de furgão de entrega de pães. A construção de um veículo com sistema de basculamento apresentaria desafios técnicos muito maiores do que a dos furgões a gás descritos; além disso, caminhões caçamba não eram comuns na Rússia em 1937.

*8 Fonte utilizada por Karl Nemmersdorf: One of them killed 10,000 people by himself. Who were the killers from Katyn?, 07 de maio de 2019, Fragments of the article by Piotr Zychowicz, in superhistoria.pl,  Justice for polish victims OF THE SECONDO WORLD WAR.

https://justiceforpolishvictims.org/polish-experience/one-of-them-killed-10000-people-by-himself-who-were-the-killers-from-katyn/

63 Nota de Karl Nemmersdorf: Alexander Vatlin, Agents of Terror: Ordinary Men and Extraordinary Violence in Stalin’s Secret Police, pp. 157-58, nota 156.

64 Nota de Karl Nemmersdorf: Alexander Vatlin, Agents of Terror: Ordinary Men and Extraordinary Violence in Stalin’s Secret Police, pp. 67, 157-58, nota 156.

65 Nota de Karl Nemmersdorf: Por três décadas tenho coletado dados sobre comunistas judeus e posso atestar que o número de judeus que ocupavam cargos nos escalões intermediários do Estado soviético é imenso. Eram essas as pessoas que governavam o país no dia a dia. O número de judeus no meio acadêmico era igualmente grande.

66 Nota de Karl Nemmersdorf: Kevin MacDonald discute esse ponto forte e persuasivamente no terceiro capítulo de The Culture of Critique.

67 Nota de Karl Nemmersdorf: Adolf Hitler, Mein Kampf (Reynal and Hitchcock, 1941), p. 84.

Fonte: Three Savage Jewish Communists, por Karl Nemmersdorf, 30 de dezembro de 2025, The Occidental Observer.

https://www.theoccidentalobserver.net/2025/12/30/three-savage-jewish-communists/

Sobre o autor: Karl Nemmersdorf é um escritor que contribui com artigos no The Occidental Observer, sob pseudônimo em decorrência dos riscos de coerção por exposição de temas de alta polêmica.

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