terça-feira, 12 de maio de 2026

O Problema das Horas de Funcionamento do Crematório e do Tempo de Incineração - Parte II.4 - por Reinhard K. Buchner

Continuação de O Problema das Horas de Funcionamento do Crematório e do Tempo de Incineração - Parte II.2-3 - por Reinhard K. Buchner

Reinhard K. Buchner

4. Tempo de Incineração

Em 1946, o tempo de incineração em crematórios a carvão era de cerca de 4 a 6 horas.6 A variação é causada pelos diferentes tamanhos físicos dos cadáveres, mas também pela condição dos tecidos. Tecidos mais resistentes ou firmes exigem um tempo de incineração maior. Por esse motivo, o coração e os pulmões, por exemplo, decompõem-se mais lentamente durante a cremação. Os crematórios a carvão em 1946 eram tecnologicamente comparáveis ​​aos de Dachau. Portanto, deve-se concluir que os crematórios nos campos da Segunda Guerra Mundial não poderiam ter produzido um tempo de incineração menor, exceto por uma grande diferença: nos campos, os cadáveres eram cremados sem caixões (portanto, as muflas eram muito menores). Os agentes funerários afirmam que um caixão retarda a cremação do cadáver, embora a madeira queime intensamente no início e eleve consideravelmente a temperatura da mufla. Mas o caixão (e posteriormente suas cinzas) também protege o cadáver, durante esse período, da radiação das paredes. Levando isso em consideração, pode-se esperar um tempo de incineração mais curto nos campos da Segunda Guerra Mundial. Agentes funerários sugeriram-me que fatores de até 1/2 poderiam resultar. Isso poderia reduzir os tempos de incineração de 1946 para cerca de 2 a 3 horas para os crematórios dos campos, que foram especialmente projetados para cremações sem caixões.

Poderíamos escrever um livro inteiro com afirmações diretas ou indiretas sobre os tempos de incineração a partir de apresentações da teoria do Holocausto. Uns poucos exemplos, contudo, bastarão aqui. F. Müller9 afirma que em Auschwitz I os crematórios eram carregados com 3 cadáveres simultaneamente e que o tempo total de incineração era de 20 minutos (página 17). Em 1979, em Dachau, exatamente o mesmo conjunto de números foi relatado a mim por um dos atuais funcionários do campo que, no entanto, não havia estado no campo durante a Segunda Guerra Mundial.15 De fato, a combinação de “20 minutos e três cadáveres” é bastante comum na teoria do Holocausto. Em comparação, W. Stäglich11 cita o relatório do WRB (War Refugee Board) sobre cerca de 1,5 horas (página 234). Isso parece estranhamente próximo de tempos de incineração mais realistas. O Los Angeles Times17, ao relatar uma visita a Auschwitz II por “Membros da Comissão Presidencial dos EUA sobre o Holocausto”, declara: “Eles também visitaram os crematórios, que podiam incinerar e incineravam até 60.000 corpos por dia”. Como o relatório do Los Angeles Times menciona especificamente “crematórios”, pode-se calcular o tempo de incineração por cadáver. A equação (1), resolvida para o tempo de incineração, torna-se:

                                                       I = C x T

                                                             3

                                                              N

Como cada dia tem 24 horas, obtém-se:

                                                       I = 46 x 24

                                                           60.000

ou

                                          I = 0,0184 horas = 1,1 minutos (!)

Este seria o tempo de incineração para uma única carga. Com carga tripla – de acordo com a teoria do Holocausto – haveria 3,3 minutos disponíveis para a cremação de três cadáveres.

 {De acordo com a narrativa do denominado holocausto, um cadáver seria cremado completamente em 1,1 minuto, embora os crematórios nos anos após 1946 até o início da década de 1980 precisassem em média de 2 horas para cremar completamente um cadáver. Absurdos similares da narrativa do denominado holocausto sobre tempos de cremação impossíveis foram afirmados em grandes mídias como Los Angeles Times sem que houvesse questionamentos, o que evidencia a predominância da narrativa no imaginário ocidental ao invés de critério minimamente racional e crítico. (Foto dos fornos crematórios retiradas de Auschwitz Birkenau Memorial).}


Nada reflete melhor o estado das questões relativas ao Holocausto do que o fato de um importante jornal poder divulgar tais números ao público sem ser contradito.

Uma olhada nos tempos de incineração atuais revela um conjunto de dados surpreendentemente diferente. Em 1974, em Dortmund, uma cremação levava 2,5 horas em um forno crematório a gás (H. Roth18 página 106). Uma funerária em Los Angeles me informou por telefone, em 1978, que levava “duas horas ou um pouco menos”. O forno crematório deles funcionava a gás. Por meio de uma carta pessoal, eu aprendi que, em 1951, em Indianápolis, uma cremação levava 2,5 horas. O forno crematório também era a gás. W. Stäglich11, citando três fontes (incluindo H. Roth acima), conclui que tempos de incineração realistas hoje em dia variam de 1,5 a 2 horas. Em janeiro de 1981, a CBS apresentou uma discussão durante o programa “60 Minutes” sobre a cremação nos dias atuais. Nesses casos, foi indicado um tempo de incineração de 2,5 horas para os crematórios modernos. A partir daí, constatou-se uma média de aproximadamente 2 horas para o tempo de incineração em crematórios a gás.

Em 1979, me foi permitido observar duas cremações em Darmstadt, Alemanha Ocidental. O crematório era a gás e utilizava vários compressores elétricos para alimentação de ar forçado (como praticamente todos os crematórios a gás atuais operam). Era o mesmo crematório que eu havia visitado em 1946. Naquela época, ninguém sabia ao certo quanto tempo durava uma cremação, mas as 4 a 6 horas para crematórios a carvão pareciam aceitáveis ​​para as equipes atuais. O moderno crematório era plenamente automatizado (temperatura, tempo, acionamento dos queimadores direcionais, etc.) e pré-programado para uma hora na primeira etapa de incineração. Após esse período, a equipe ajustava um temporizador para adicionar tempo de incineração, se necessário. Quando os restos mortais tinham caído no fundo da mufla, eles eram transferidos mecanicamente para uma segunda mufla — abaixo da principal — para serem expostos ao calor por mais duas horas, enquanto as duas cremações seguintes, uma após a outra, ocorriam na mufla principal. Após três horas, os últimos resíduos da primeira cremação — cinzas e fragmentos ósseos — eram removidos da parte inferior do forno crematório e processados ​​em um moinho de ossos para que ficassem adequados para a urna. Quando um elevador hidráulico (semelhante a uma empilhadeira) posicionava o caixão no forno crematório em Darmstadt, todos os queimadores eram desligados, e mesmo assim, bastavam apenas cerca de 10 segundos para que o caixão fosse envolvido por uma fúria de chamas. Uma cobertura de aço com um exaustor elétrico acima da porta de aço era necessária para proteger o operador do elevador de ferimentos causados ​​pelas chamas que saíam do forno crematório. Foi uma demonstração vívida do papel que a radiação desempenha durante a cremação. Quando o elevador foi retirado sobre os trilhos e as grandes portas de aço foram fechadas, a temperatura subiu por cerca de 10 minutos devido à queima do caixão, atingindo cerca de uma vez e meia a temperatura operacional. Após esse período, a câmara de combustão principal esfriou e o controle automático de temperatura assumiu o controle.

Foram usadas duas horas nos cálculos porque todas as conversas com agentes funerários estabeleceram que esse valor, considerando as condições dos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial, deve ter sido um tempo médio de incineração. Uma hora, com base em informações tecnológicas, é certamente um período muito curto, e parece até impossível que os crematórios de Dachau pudessem de fato reduzir um cadáver ao grau necessário em duas horas. Seu gerador simples, do tipo câmara de combustão, não seria capaz de transferir a quantidade de calor necessária durante esse período.

Os tempos de incineração alegados na teoria do Holocausto são, portanto, contraditos pelos tempos reais de incineração em crematórios modernos, em uma extensão considerável. Isso tem sido relatado. Em adição, praticamente todas as informações atuais se referem a crematórios a gás, que, por razões técnicas, atingem tempos de incineração mais curtos do que as unidades a carvão.

Dentro da estrutura do contexto de uma investigação tecnológica, os tempos de incineração dos crematórios da Segunda Guerra Mundial, inferiores aos que podem ser alcançados hoje, devem ser absolutamente rejeitados.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Continua...

Notas

6 Nota de Reinhard K. Buchner: Durante o primeiro semestre de 1946, o autor visitou pessoalmente o crematório de Darmstadt e manteve diversas conversas prolongadas com membros da equipe que operavam os crematórios em Darmstadt e Mainz (ambas cidades na Alemanha Ocidental).

9 Nota de Reinhard K. Buchner: Filip Müller, Eyewitness Auschwitz, Stein and Day, 1979.

15 Nota de Reinhard K. Buchner: Durante o verão de 1979, o autor visitou Dachau com especial interesse nos crematórios. (Como resultado secundário, constatou-se que não parece haver dutos ligando os quatro crematórios do novo crematório à chaminé.) Também, não foram instalados compressores em Dachau durante a Segunda Guerra Mundial. O combustível era coque.

11 Nota de Reinhard K. Buchner: Wilhelm Stäglich, Der Auschwitz Mythos, Grabert-Verlag, Tübingen (West Germany) 1979.

17 Nota de Reinhard K. Buchner: Los Angeles Times, Thursday 2 August 1979, Part I, página 11.

3 Nota de Reinhard K. Buchner: R obert Faurisson, “The Mechanics of Gassing,” The Journal of Historical Review, Volume One, Number One, Spring, 1980.

{A Mecânica do gaseamento, por Robert Faurisson, 22 de outubro de 2018, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2018/10/a-mecanica-do-gaseamento-por-robert.html }

18 Nota de Reinhard K. Buchner: Heinz Roth, Öder makaberste Betrug aller Zeiten, Druck + Verlag 581, Witten (West Germany) 1974.

11 Nota de Reinhard K. Buchner: Wilhelm Stäglich, Der Auschwitz Mythos, Grabert-Verlag, Tübingen (West Germany) 1979.

The Problem of Cremator Hours and Incineration Time, por Reinhard K. Buchner, The Journal for Historical Review, volume 2, nº 3, outono de 1981, pp.

https://ihr.org/journal/v02p219_buchner

Sobre o autor: Reinhard K. Buchner (1925-) nasceu em Darmstadt, Alemanha Ocidental. Descende de uma longa linhagem de acadêmicos ilustres, incluindo Eduward Buchner, ganhador do Prêmio Nobel por sua pesquisa de 1907 sobre enzimas de levedura; Fritz Buchner, cujo livro, Força e Matéria, influenciou Einstein; e Karl Buchner, um famoso músico de câmara. Após a guerra, retomou seus estudos, obtendo o bacharelado em física pela Universidade de Mainz em 1953 e o mestrado (em física) e o doutorado (em engenharia) pela Universidade de Aachen alguns anos depois. Desde 1963, o Dr. Buchner é professor do departamento de física e astronomia da Universidade Estadual da Califórnia em Long Beach, onde se tornou professor titular em 1972.

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sábado, 9 de maio de 2026

{Limpeza étnica dos alemães no leste europeu após a Segunda Guerra Mundial} O Legado Feio e Esquecido de Potsdam - por Bradley Brewer

 

Bradley Brewer

            Para os americanos, a Segunda Guerra Mundial é tudo o que há de grandioso na América. Ela representa a bravura, o sacrifício, a fortaleza e a compaixão americanas. Afinal, foi uma guerra que valeu a pena lutar e que não podia ser evitada no Pacífico e na Europa. Nenhuma nação, por mais virtuosa que seja, emerge da guerra e do processo de paz ilesa, física ou ideologicamente, incluindo os Estados Unidos.

Em 2 de agosto de 1945, a Conferência de Potsdam veio a sua conclusão. Realizada em Potsdam, Alemanha, pelos Estados Unidos, Grã-Bretanha e União Soviética, a conferência teve como objetivo discutir planos para a ocupação da Alemanha e a distribuição de reparações. Questões territoriais, como a localização da fronteira ocidental da Polônia, foram brevemente debatidas, mas as discussões foram adiadas até que uma conferência de paz definitiva pudesse ser agendada. As negociações sobre questões territoriais podem ter sido adiadas, mas o destino de milhões de alemães foi decidido com a inclusão do Artigo XIII na versão final do Acordo de Potsdam. O Artigo XIII determinava que as populações minoritárias alemãs da Checoslováquia, Polônia e Hungria (este artigo trata apenas da Checoslováquia e da Polônia) fossem transferidas para a Alemanha de forma ordenada e humana, sob a direção do Conselho de Controle Aliado, composto por representantes dos Três Grandes Aliados.

O Artigo XIII foi criado por uma razão. A retirada do exército alemão na primavera de 1945 deixou a maior parte da Checoslováquia e toda a Polônia ocidental ocupadas pelas forças armadas da União Soviética. E dentro desse território recém-conquistado viviam milhões de alemães, muitos dos quais residiam nos Sudetos da Checoslováquia e nos territórios poloneses recém-adquiridos ao longo da linha Oder-Neisse (Brandemburgo, Danzig, Silésia, Pomerânia e Prússia Oriental) desde o século XIV. Ao longo dos anos, as relações entre alemães, checos e poloneses tornaram-se bastante tensas e, uma vez terminada a guerra, cidadãos e funcionários governamentais de ambas as nações aproveitaram a oportunidade para se livrarem, de forma espontânea e brutal, do que consideravam uma minoria alemã problemática dentro de suas respectivas fronteiras. Ao fazer isso, os governos checoslovaco e polonês buscaram expulsar o máximo possível de alemães e apresentar aos Aliados um fait accompli {fato consumado} em uma futura conferência de paz. As expulsões descontroladas que duraram de maio a junho de 1945 viram organizações governamentais, independentes e militares expulsarem 750.000 alemães dos Sudetos da Checoslováquia e entre 200.000 e 1.300.000 alemães da Polônia. No entanto, esses números são estimativas e os totais variam dependendo do estudo.

            A implementação do Artigo XIII tinha era suposto trazer as expulsões selvagemente desenfreadas sob controle. O Secretário de Estado dos Estados Unidos, James F. Byrnes, desejava implementar medidas que desacelerassem a transferência de alemães, tornando-a em sua natureza menos aleatória e violenta. Byrnes também era pragmático e compreendia que a expulsão de alemães jamais seria completamente interrompida, mas poderia ao menos ser monitorada pelos Aliados, de modo que o foco dos checos e poloneses se concentrasse na expulsão dos alemães, e não na busca por vingança pelas atrocidades de guerra cometidas pelos nazistas. Após a implementação de detalhes logísticos para tornar as expulsões o mais ordenadas e humanas possível, elas começaram em 25 de janeiro de 1946. Tanto na Checoslováquia quanto na Polônia, as expulsões pós-Potsdam pouco diferiram das expulsões brutais de 1945, visto que os alemães expulsos eram conduzidos a centros de concentração onde eram roubados, sofriam abusos físicos e, em seguida, amontoados em vagões de trem e enviados para a Alemanha, onde chegavam em estado de “privação física e espiritual”, segundo o historiador alemão Theodor Schieder. No entanto, as condições melhoraram no verão de 1946, após regulamentos do Conselho de Controle Aliado terem sido plenamente implementados. Quando as expulsões cessaram no final de 1947, cerca de 1.415.135 alemães dos Sudetos, originários da Checoslováquia, haviam sido expulsos para a Zona de Ocupação dos Estados Unidos, juntamente com 750.000 para a zona russa e 1.500.000 para a zona britânica.

Para os Estados Unidos (e a Grã-Bretanha), o Artigo XIII era pretendido estabelecer alguma ordem no processo de expulsão, o que era uma solução mais atraente para o problema da minoria alemã do que as alternativas mais prováveis: o caos incontrolável ou uma provável guerra contra a União Soviética e a Polônia, algo que os Aliados não desejavam, visto que haviam lutado contra um inimigo comum com os soviéticos. Na prática, o Artigo XIII legitimou as expulsões que, antes de Potsdam, eram realizadas sem qualquer base legal ou consideração sobre como tais expulsões impactariam o cenário demográfico e político europeu. A legitimidade conferida ao Artigo XIII pelos Aliados ocidentais deu respeitabilidade legal ao ato de transferência populacional por expulsão forçada, o que, na realidade, era limpeza étnica. Assim, os Estados Unidos foram cúmplices na legalização do maior episódio de limpeza étnica ocorrido no século XX, quando entre 12.000.000 e 16.000.000 de alemães foram expulsos de suas pátrias históricas na Europa centro-oriental, da primavera de 1945 ao final de 1947.


A aprovação dos Estados Unidos à expulsão de alemães é, ao mesmo tempo, explicável e inexplicável. Era explicável porque a expulsão dos alemães provavelmente aconteceria independentemente da participação dos Estados Unidos, e, ao participarem do processo, os oficiais de ocupação americanos tinham algum controle sobre quando, onde e como as expulsões tomariam lugar, mas não o controle total da situação. Por outro lado, a aprovação das expulsões pelos Estados Unidos era inexplicável, e parecia que a remoção de grandes contingentes de alemães de suas pátrias históricas contrariava a base ideológica de moralidade e justiça sobre a qual os Estados Unidos foram fundados e contrariava nossos objetivos de guerra declarados. Em guerras, onde a realidade e a ideologia geralmente colidem, a conquista da paz é mais complexa do que o estabelecer do conflito.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 


Fonte: The Ugly and Forgotten Legacy of Potsdam, por Bradley Brewer, 09 de agosto de 2015, HISTORY NEWS NETWORK.

https://www.historynewsnetwork.org/article/the-ugly-and-forgotten-legacy-of-potsdam

Sobre o autor: Bradley Brewer (1967-2020) recebeu seu doutorado pela Universidade Estadual do Mississippi em História, com especialização em História Moderna Europeia, concluído em 2015 e tornou-se professor na mesma universidade.

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terça-feira, 5 de maio de 2026

A Falácia Mecanicista {e fanatismo bíblico-sionista} — Por que o Ocidente falha tantas vezes na geopolítica - por Alastair Crooke

 

Alastair Crooke


Washington não conseguirá pensar com clareza sobre o Irã e optará por táticas equivocadas.

Há cerca de quinze anos atrás, eu escrevi[1] que a dependência ocidental em sua lente de racionalidade secular já não era adequada para compreender o conflito israelo-palestino. Estava se tornando óbvio — mesmo naquela época — que o futuro da região seria marcado por guerras cada vez mais definidas por símbolos religiosos: por exemplo, Al-Aqsa versus o Terceiro Templo.

Desde então, as coisas mudaram: em Israel, as eleições nacionais de novembro de 2022 trouxeram uma nova liderança comprometida com a fundação de Israel na “Terra de (Grande) Israel,” com o deslocamento da população não judaica e a implementação da lei haláchica.

A plataforma do novo governo era uma expressão de um propósito escatológico e messiânico,[2] com uma teleologia de buscar um caminho rumo à Redenção messiânica. Não era secular, nem se apoiava em tons iluministas.

Meu ponto argumentado, então — e ainda é —, é que as formas de pensar seculares e mecanicistas do Ocidente não compreenderão essas mudanças fundamentais. O Ocidente insiste em aplicar seus preceitos conceituais ocidentalizados a algo — o messianismo e a busca pela Redenção — que está fora do escopo da consciência ocidental pós-moderna contemporânea. Nós entendemos bem a política de poder, mas a escatologia é, em grande parte, um livro fechado para a maioria dos seculares ocidentais.

O fundo desta linha é que não há propósito algum em tentar convencer aqueles absorvidos por uma visão messiânica de que sua solução consiste em uma estrutura política de dois Estados na Palestina histórica. Os primeiros, na verdade, acolhem o Armagedom e a derrota que ele prenunciaria para os não judeus.

Isso também não pode ser visto como uma fase passageira ou um capricho. O messianismo tem sido um impulso proeminente, embora oscilante, no judaísmo desde Sabbatai Zevi (década de 1660) e Jacob Franks (século XVIII). (Parte de seu pensamento também influenciou as noções europeias durante o período do Iluminismo).

O historiador e acadêmico judeu Gershom Scholem previu corretamente[3] que o sionismo religioso — que nas últimas décadas se alinhou ao Likud e ao movimento de colonização — opera como um movimento messiânico “militante”, “apocalíptico” e “radical” que tenta “forçar o fim” exigindo que o Estado se envolva, por exemplo, em um controle territorial massivo — ou seja, exigem a conquista territorial por razões do fim dos tempos.

{Bezalel Yoel Smotrich (1980-), Itamar Ben-Gvir (1976) e Benjamin Netanyahu (1949) são três políticos israelenses que externam o movimento extremista messiânico sionista, cujas origens são imemoráveis dentro da tradição judaica, conforme a sucessão de lideranças judaico-messiânicas através da história. A questão dessa vertente que lidera o judaísmo internacional foi tratada amplamente por Douglas Reed (1895-1976),   jornalista e correspondente de guerra britânico na Segunda Guerra Mundial, em sua obra The Controversy of Zion, que embora tenha sido completada em 1956, foi publicada apenas após sua morte em 1978 por pedido do próprio Douglas Reed por receio de retaliação, uma vez tendo em conta a suspeita morte do também jornalista britânico Robert Archibald Wilton (1868-1925) que cobria a subversão bolchevique na Rússia e documentou a participação proeminentemente judaica nos quadros bolcheviques mais importantes. Crédito da imagem: The Australian, Sanctions on far-right ministers are deserved for a stronger Israel, 11 de junho de 2025}

Talvez não seja surpreendente, contudo, que a racionalidade mecanicista ocidental tenha se mostrado tão perdida em sua compreensão das motivações do Irã quanto em sua compreensão do Israel contemporâneo. A abordagem literal simplesmente amputa qualquer percepção da resistência mais profunda e do ânimo revolucionária do Irã.

Em vez disso, nós escolhemos por projetar no Irã nossa imagem do Estado-nação do século XIX — o conceito de um Estado governado por um governo centralizado e autoritário como o veículo dominante, por vezes autocrático, de poder sobre o qual as entidades políticas mais amplas eram governadas por outros princípios de legitimidade.

Em uma entrevista concedida a Richard Falk em 1979, o Aiatolá Khomeini afirmou[4] categoricamente que a Revolução foi um triunfo civilizacional, e não nacional. Ele enfatizou que, em sua opinião, a comunidade fundamental para todos os povos do mundo islâmico era civilizacional e religiosa – e não nacional e territorial. Khomeini explicou que os estados soberanos territoriais, construídos em torno da identidade nacional, não formavam uma comunidade natural no Oriente Médio da mesma forma que eles eram na Europa.

Seu tema insistente era expressar a visão de que um governo consistente com os valores islâmicos não poderia ser estabelecido de forma confiável com base em princípios democráticos sem estar sujeito à guia religiosa não eleita de clérigos islâmicos de topo, que seriam a fonte da mais alta autoridade política.

A repressão do Islã (secularização forçada) e a destruição do Califado, promovidas por Mustafa Kamal no início do século XX, levaram Seyyed Qutub a pregar o vanguardismo revolucionário até sua execução em 1966. Os escritos de Qutub, mas particularmente sua obra Justiça Social no Islã — que coincidiu com os protestos em massa em todo o mundo muçulmano contra a partição da Palestina em 1947 — lançaram as bases principais para o pensamento revolucionário que emergiria no Irã.

Para os iranianos, isso representou um chamado ao retorno a um modo de ser anterior, com uma linhagem histórica que remonta a tempos antigos — um modo que reflete uma transformação mais espiritual e interior do ser humano: um mundo de modos hierárquicos de consciência e uma disposição para lutar contra a opressão e cuidar dos despossuídos.

Consequentemente, ver o Irã pela ótica do Estado-nação é interpretá-lo erroneamente. As limitações do pensamento mecanicista tornam impossível para os estrangeiros compreenderem ou preverem o futuro do Irã. Hoje, os jovens iranianos estão retornando entusiasticamente[5] ao espírito da Revolução de 1979. Há uma nova energia evidente no Irã — e ela é radical. E suas reverberações estão se espalhando bem e além das fronteiras do Irã.

Se nós, no Ocidente, quisermos ouvir e compreender, seria sensato primeiro nos olharmos no espelho. Será que nós somos realmente tão seculares e racionalmente estratégicos quanto nós acreditamos?

O historiador militar americano Michael Vlahos, em um longo ensaio intitulado “A América é uma Religião,” destaca que os próprios Estados Unidos estão longe de serem imunes às correntes do idealismo messiânico, do milenarismo e do maniqueísmo: “Este é um tema duradouro cuja profunda atualidade permeia o cristianismo”:

“Desde a sua fundação, os Estados Unidos têm buscado, com fervor religioso ardente, uma vocação superior: redimir a humanidade, punir os ímpios e inaugurar um milênio de ouro na Terra. A América tem se mantido firme em sua visão singular de missão divina como o ‘Novo Israel de Deus’.”[6]

É claro que a ‘religião civil’ americana está inextricavelmente ligada à Reforma Protestante, ao cristianismo calvinista e ao protestantismo. “Embora sua leitura das escrituras tenha se secularizado na Era Progressista, a religião americana permaneceu atrelada às suas raízes formativas,” argumenta Vlahos.

“Daí, a América não é apenas ‘messiânica’ em seu caráter — no sentido de ‘possuída por paixão e zelo’ — mas manifesta uma visão implicitamente bíblica, proclamando sua fé na natureza predestinada de sua passagem. Uma ‘nação escolhida’ divinamente eleita para agir em nome da Providência como Redentora do mundo”.

Contudo, como Vlahos relata — assim como aconteceu com os sionistas em Israel, na última eleição — os EUA tiveram seu momento de metamorfose: desencadeado por 60 anos (1963-2023) de repetidos e inconclusivos desastres em campos de batalha:

“Cada episódio [que foi] travado para cumprir a profecia de um milênio democrático global — e a cada vez, esse sonho deslizava afora”.

Consequentemente, escreve Vlahos, o messianismo americano deslizou para “uma caricatura maniqueísta de si mesmo — na qual as ‘boas novas’ americanas foram substituídas pelo espectro sempre presente do Mal e pela ameaça da força. As palavras sagradas, Liberdade e Democracia, embora ainda entoadas, tornaram-se um mantra oco”.

“O ‘evangelho’ americano não prega mais sobre redenção e expiação: agora se preocupa com imposição e punição.

“A reviravolta aconteceu num instante, no 11 de setembro — e com Guantánamo.”

“Quase da noite para o dia, os Estados Unidos abandonaram as ‘regras internacionais’ e as ‘normas civilizadas’ — e, em vez disso, construíram um arquipélago de tortura e encarceramento arbitrário, sem supervisão ou apelação”.

Hoje, os EUA está experimentando uma profunda polarização em casa, enquanto ainda continuam a travar conflitos no exterior cujos objetivos os líderes americanos tentam conectar às narrativas redentoras cunhadas para servir à luta interna (ou seja, validando o meme da ‘Paz pela Força’) via guerra contra o Irã. O poder estabelecido americano, portanto, associa a ‘vitória’ em uma guerra estrangeira como meio de restaurar sua posição política interna e internacionalmente. Michael Vlahos chama essa dualidade de “uma dinâmica mutuamente destrutiva.”

Isso virtualmente assegura que Washington não conseguirá pensar com clareza sobre o Irã e optará por táticas erradas.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Notas:


[1] Fonte utilizada por Alastair Crooke: The flawed premises: two decades of failed state-making, por Alastair Crooke, 28 de abril de 2011, Foreign Policy.

https://foreignpolicy.com/2011/04/28/the-flawed-premises-two-decades-of-failed-state-making/

[2] Fonte utilizada por Alastair Crooke: The Kingdom of Judea vs. The State of Israel

A geo-political reading of Israel’s incipient civil war, por Alastair Crooke, 13 de março de 2025, Alastair Crooke Substack.

https://conflictsforum.substack.com/p/the-kingdom-of-judea-vs-the-state

[3] Fonte utilizada por Alastair Crooke: “O fato de o antinomianismo ter emergido no movimento sabateano, rompendo com a tradição normativa por meio da combinação de messianismo e misticismo, não deve ser visto como uma aberração, mas sim como uma inevitabilidade trágica. Essa heresia sabateana, argumentou Scholem, não terminou com o fracasso do movimento, mas influenciou e até mesmo estabeleceu as condições para a modernidade judaica. Suas especulações sobre possíveis influências entre o judaísmo sabateano e o judaísmo reformista na Hungria foram devidamente criticadas por Jacob Katz pela falta de evidências históricas.” Em Stanford Encyclopedia of Philosophy Archive, Fall 2022 Edition, entrada Gershom Scholem, 10 de abril de 2008, revisado 30 de outubro de 2013.

https://plato.stanford.edu/archives/fall2022/entries/scholem/

[4] Fonte utilizada por Alastair Crooke: Meeting Ayatollah Khomeini 41 Years Ago, por Richard Falk, 15 de fevereiro de 2020, Just World EDUCATIONAL.

https://justworldeducational.org/2020/02/meeting-grand-ayatollah-41-years-ago/

[5] Fonte utilizada por Alastair Crooke:

https://twitter.com/SinaToossi/status/2041331634524319930

[6] Fonte utilizada por Alastair Crooke:

God's New Israel: Religious Interpretations of American Destiny. Edited by Conrad Cherry. Rev. and updated ed. Chapel Hill:University of North Carolina Press, 1998.

Fonte: The Mechanistic Fallacy — Why the West So Often Fails at Geo-politics, por Alastair Warren Crooke, 27 de abril de 2026, The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/acrooke/the-mechanistic-fallacy-why-the-west-so-often-fails-at-geo-politics/

Sobre o autor: Alastair Warren Crooke CMG (1949-) é um ex-diplomata irlandês, com mais de trinta anos de carreira (com cargos diplomáticos na Irlanda do Norte, África do Sul, Camboja, Colômbia, Paquistão e Oriente Médio, incluindo contextos da questão palestina-israelense) e fundador e diretor do Conflicts Forum, com sede em Beirute, uma organização que defende o diálogo entre o Islã político e o Ocidente. Anteriormente, ele ocupou um cargo de destaque tanto na inteligência britânica (MI6) quanto na diplomacia da União Europeia. Ele estudou no Aiglon College na Suíça e na Universidade de St. Andrews (1968–1972) na Escócia, onde obteve um mestrado em filosofia moral e economia política. Ele é autor de Resistance: The Essence of the Islamist Revolution, de 2009.

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