sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Karl Marx: o patriarca da esquerda judia? - Por Ferdinand Bardamu {academic auctor pseudonym}

 

 Ferdinand Bardamu
 {academic auctor pseudonym}


O livro de Kevin MacDonald intitulado The Culture of Critique (CofC) deveria ser revisado para focalizar Karl Marx, o fundador do primeiro movimento intelectual e político dos judeus de âmbito mundial? Sendo o criador judeu do socialismo “científico”, ele deu início à crítica radical da sociedade europeia que se estende ao século XXI. Embora o CofC {The Culture of Critique} aborde especificamente os movimentos intelectuais e políticos judaicos do século XX, ele certamente poderia ter ampliada sua compreensão da esquerda judaica, se Marx pudesse ser incluído no seu quadro teórico como o fundador dos movimentos intelectuais e políticos que tanto orientaram a esquerda judia no século XX.

{O livro de Kevin MacDonald intitulado The Culture of Critique foi 
banido da Amazon, mesmo sendo altamente contundente e convicente em seus
argumentos. Quais interesses os argumentos de tal livro desafiam? Veja mais em:
Amazon bane Culture of Critique e Separation and Its Discontents - Por Kevin MacDonald}.

            A primeira questão a ser levantada é se Marx se reconhecia como dirigente judeu de um movimento intelectual e político de judeus. O CofC {The Culture of Critique} de Kevin MacDonald indica os passos a seguir para a solução do problema. Examinemos detidamente as indicações de Kevin MacDonald.

A metodologia de Kevin MacDonald é bastante objetiva. O primeiro passo consiste em “identificar movimentos influentes sob direção judaica, quaisquer sejam, não importando se todos ou a maioria dos judeus participassem deles”. O segundo passo consiste em “determinar se os participantes judeus se assumiam como judeus E se, por tal participação, buscassem atender a interesses judeus”.[1] Depois, então, discutiremos a influência e o impacto desses movimentos na Europa e nos Estados Unidos.

Em vista desses critérios de Kevin MacDonald, acreditamos em que o socialismo científico de Marx atenda aos dois quesitos.

Em primeiro lugar, Marx teve participação direta na criação das principais organizações de esquerda no século XIX. A maioria das primeiras organizações socialistas sofreram influência direta de Marx, quais sejam: a Liga Comunista, cofundada por Marx e Engels em 1847; o Partido Social-Democrático da Alemanha, fundado em 1863; o Partido Socialista Trabalhista da América, fundado em 1876; o Partido dos Trabalhadores Franceses, cofundado pelo genro de Marx, Paul Lafargue, em 1880; e a Federação Social-Democrática Britânica, fundada em 1881. A maioria dessas organizações moldaria a vida política da Europa e dos Estados Unidos no século XX.

Aquele que foi o sabatigói [N.T.: no original: Shabbos Goy] de Marx por longo tempo, Engels, reconheceu a preponderância dos judeus nos movimentos esquerdistas do século XIX:

“Ademais, temos para com os judeus uma dívida de gratidão. Sem falar de Heine e Böme, Marx era de pura origem judia; Lassalle era judeu. Muitos entre os melhores da nossa gente são judeus. Meu amigo Victor Adler, que agora está cumprindo pena numa prisão em Viena por sua devoção à causa do proletariado; Eduard Bernstein, o editor da publicação londrina Sozialdemokrat, Paul Singer, um dos melhores homens no Reichstag —essas pessoas deixam-me orgulhoso por sua amizade, e todos eles são judeus! Eu mesmo fui considerado judeu pelo [semanário conservador] Gartenlaube. Na verdade, se eu tivesse de escolher, preferiria ser um judeu a ser um ‘Herr von’!” [2]

Em 1911, o sociólogo Robert Michels chamou atenção para a “abundância de judeus na direção dos partidos socialistas e revolucionários”:

“Sobretudo na Alemanha, a influência dos judeus tem sido evidente no movimento dos trabalhadores. Os dois primeiros grandes capitães, Ferdinand Lassalle e Karl Marx, eram judeus, bem assim como o contemporâneo deles Moses Hess. O primeiro eminente político da velha escola a abraçar o socialismo, Johann Jacoby, era judeu. Também Karl Höchberg, um idealista, seu pai era rico comerciante de Francoforte, fundador da primeira revista socialista publicada em língua alemã. Paul Singer, que quase sempre presidia os congressos socialistas alemães, era judeu. Entre os 81 deputados socialistas mandados ao Reichstag na penúltima eleição geral, havia nove judeus. Este número é extremamente alto, comparado com a percentagem de judeus na população da Alemanha, com o total de trabalhadores judeus e com o número de judeus no Partido Socialista.” [3]

Em segundo lugar, longe de ser um etnomasoquista antissemita, Karl Marx identificava-se fortemente como judeu e estava muito envolvido com a comunidade judaica:

“Com os judeus e a judaicidade, Marx sempre manteve laços positivos. Entre seus amigos mais próximos estavam os judeus Heinrich Heine e Ludwig Kugelmann; por certo tempo privou com Moses Hess e ajudou o ex-comunista de Colônia Abraham Jacoby a emigrar para os Estados Unidos (onde ele se tornou um médico influente).” [4]

Fato indicando forte identificação judaica é que, quando Jacoby militava pela revolução na Europa, sua agenda era a “emancipação” judaica, — a naturalização e eleitoralização dos judeus. Como no caso de Marx, seus associados mais próximos também tinham forte senso de identidade grupal judaica. Eles compartilhavam objetivos, crenças e compromissos em pró da emancipação dos judeus.

{Ao redor do judeu Karl Marx (1818-1883) estavam os campeões judeus da subversão de esquerda que era simultânea direta ou indiretamente ao empenho dos interesses do judaísmo.

Da esquerda para direita na parte superior: Ferdinand Lassalle (1825-1864) militante e vanguardista da esquerda moderada e progressista; Moses Hess (1812-1875) vanguardista do nacionalismo para os judeus e socialismo de esquerda para os demais povos; Johann Jacoby  (1805-1877) militante, político e teórico para inserir os judeus na sociedade alemã valendo-se do avanço da esquerda.

Da esquerda para direita na parte inferior: Karl Höchberg (1853-1885) revigorou a esquerda na Alemanha; Paul Singer (1844-1911), foi uma liderança de primeiro escalão no marxismo político alemão; Heinrich Heine (1797-1856), poeta de renome e influenciador de primeira grandeza da identidade judaica contra a tradição germânica.

Crédito das fotos: Ferdinand Lassalle (Wikipedia em português), Moses Hess (Wikipedia em inglês), Johann Jacoby (Wikipedia em inglês), Karl Höchberg (Wikipedia em inglês), Paul Singer (Look amd Learn), Heinrich Heine (Wikipedia em inglês)}.


A persistente crítica de Marx contra as sociedades europeias resultava dos sentimentos de sua marginalização. Ele era etnicamente judeu, fora criado numa família liberal judia conforme os valores do Iluminismo. Seu pai abraçou o universalismo iluminista por causa da marginalidade dos judeus na sociedade europeia. Em consequência de sua marginalidade social, Marx tornou-se hostil à cultura e aos valores europeus. Reagindo a isso, ele construiu uma identidade social judia positiva, retratando o comportamento judeu balizado pelo ganho financeiro como motivo de orgulho étnico, não como conduta a ser demonizada. Conforme Marx, a emancipação dos judeus não implicaria a dissolução de sua identidade étnica, antes seria resultado da futura condição proletário-comunista ou, mais precisamente, secular, das sociedades europeias, com plena aceitação dos judeus. Ele chegou a acreditar que o judaísmo secular cumpriria papel positivo nas sociedades cristãs europeias. O triunfo mundial do comunismo corresponderia à vitória mundial do judaísmo secular, deixando livres os judeus para a defesa de seus interesses coletivos em sociedades formalmente europeias ainda, mas judaizadas. Nesse particular, Marx não era diferente dos profetas hebreus — que pregavam o domínio israelita do mundo sob a realeza messiânica, a não ser pelo fato de que Marx disfarçava seu particularismo étnico judeu sob a roupagem universalista do Iluminismo liberal.

{O judeu Karl Marx (1818-1883) iniciou movimentos sócio-políticos que fez
 os maiores danos nos inimigos dos judeus ao longo dos séculos XIX e XX.
Fonte da imagem: domínio público Wikipedia em português}


Em A questão judaica, ele não apenas clamou pela emancipação judaica, como também desafiou o “antissemitismo”. Ele faria a mesma coisa novamente em A sagrada família, publicado em 1844. Esses ensaios foram escritos para refutar Bruno Bauer, para quem a raça judia era “horrorosa” e não teria contribuído com nada para a “construção da modernidade”.[5] Marx acreditava que o preconceito antissemita europeu poderia ser eliminado pela transformação da Europa nas utopias proletário-comunistas, por cuja tolerância poderia o judaísmo continuar a existir. Aparentemente Marx não se iludia ao combater pela emancipação dos judeus, pois ele tinha plena consciência de ser judeu e queria proteger os judeus da perseguição branca por meio do universalismo, em detrimento das maiorias europeias na própria Europa.

Os mais importantes discípulos de Marx ou eram judeus ou eram descendentes de judeus, a exemplo de Adler, Bauer, Bernstein, Luxemburgo, Lenin, Trotsky e os membros da Escola de Francforte. Apesar disso, os marxistas judeus aparentemente não ligavam importância à identidade judia de seus membros, pretendendo apresentar a luta pela emancipação judaica como parte da luta contra a sociedade burguesa. Como observou Kevin MacDonald no CofC {The Culture of Critique}, os ativistas étnicos judeus escamoteavam sua etnicidade judaica, recrutando não-judeus para servir de manequins, que vestiam de linda roupagem para disfarçar o que na realidade era um movimento judeu. Dissimulando sua judaicidade, os dirigentes marxistas puderam promover os interesses judaicos quase sem nenhuma oposição, o que lhes permitiu recrutar mais inocentes úteis entre os góis {isto é, entre os não-judeus}. Embora o socialismo moderno deva suas origens a um judeu e tenha sido dominado pelos judeus, o movimento atraiu muitos góis {os não-judeus}, alguns deles se destacaram, como Bebel e Liebknecht. Aliás, quando foi da morte de Marx em 1883, seu maior porta-voz era Engels, um sabatigói.

Marx dizia-se amigo do proletariado, mas suas relações com a comunidade judaica eram estreitas. Como todos os ativistas étnicos judeus, Marx tinha a obsessão de combater o antissemitismo onde quer que se lhe deparasse, mas para não alarmar os góis {os não-judeus}, esse combate apresentava-se de mistura com a luta contra a sociedade burguesa. O artifício prestava-se a propósito vital, já que assim Marx acobertava sua atitude adversa à sociedade europeia e ainda atraía os não-judeus para a nova fé secular judaica — não-judeus que também iriam ajudá-lo na luta contra o antissemitismo, como se apenas militassem pela revolução proletária mundial. Enquanto ínfima minoria nas sociedades europeias, os judeus sempre se serviram de não-judeus para a consecução de seus objetivos, assim fizeram os marxistas que se valeram do proletariado, assim fazem os neoconservadores que se valem dos conservadores do estabilismo {do meio sócio-político estabilizado atualmente} para favorecer Israel.

A análise e a apologética marxistas sempre tiveram por base o “cepticismo e esoterismo científicos”.[6] Como indica Kevin MacDonald no seu CofC {The Culture of Critique}, os ativistas étnicos judeus do século XX comumente lançavam mão dessas táticas mistificatórias. O capitalismo deve atender a requisitos de alto padrão para ser considerado um sistema econômico viável, apesar de sua longa história de sucesso na geração de crescimento econômico, enquanto o comunismo é sempre considerado profícuo, apesar de seus embaraçosos precedentes de estado policial autoritário, pauperização massiva, totalitarismo extremo e catástrofes ambientais. Temos aí dois pesos e duas medidas quanto ao ônus da prova que servem para apresentar o marxismo como um sistema de crenças viável. De igual modo, os apoiantes judeus de Marx argumentam, maliciosamente, que “O socialismo não fracassou, o que fracassou foi o estalinismo, isto é, a ditadura burocrática do partido”. [7]

A análise econômica de Marx era tão hegelianizante que seus críticos e adeptos não lhe puderam compreender a exata significação. Livros dele como A ideologia alemã e O capital geram ainda controvertidas interpretações. Ele vazava seu discurso em linguagem científica para cobrir suas profecias como o verniz da credibilidade. Por exemplo, o socialismo de Marx era chamado de socialismo “científico”, para que se distinguisse de suas variantes “utópicas”. O fato de apresentar sua versão do socialismo como “científica” indica que o esoterismo da linguagem de Marx era proposital, no que foi imitado pelos epígonos. Na realidade, o socialismo marxiano consistia numa espécie de culto secular da religião judia, cujos princípios dogmáticos não permitiam revisão, mesmo quando confrontados com irrefutáveis evidências em contrário. Até os nossos dias, nenhuma das leis marxistas do desenvolvimento capitalista tornou possível experiências empíricas de falsificação, nem qualquer de suas profecias foi confirmada.

É interessante notar que Franz Boas não foi o primeiro intelectual judeu a submeter a aplicação social do darwinismo a virulenta crítica intelectual; essa honraria cabe a Marx e a seu sabatigói pessoal, Engels. A princípio, eles eram adeptos entusiastas da obra de Darwin A origem das espécies. Acreditavam que a seleção natural corroborava a análise dialético-materialista do desenvolvimento histórico. Entretanto, Marx e Engels chegaram à conclusão de que a teoria de Darwin era “metafisicamente inaceitável”:

“Dado que Darwin via a luta na natureza, em grande parte, como luta entre indivíduos, sua teoria pareceu-lhes solapar a própria possibilidade da solidariedade de classe e a eliminação final do conflito humano. […] Na opinião de Marx, a deficiência mais grave da teoria de Darwin residia na ênfase posta sobre o caráter indeterminado e aleatório das mutações, implicando que no mundo para além do reino animal o progresso fosse ‘puramente acidental e não necessário’, ao contrário do que desejava Marx e exigia a sua teoria (Marx apud Feuer, 1975, página 121). O Darwinismo ameaçou a fé de Marx e Engels num processo histórico mais propício.” [8]

Em virtude de a biologia darwiniana haver limitado o poder explanatório de sua dialética histórica, Marx e Engels recorreram a causalidades ambientais e subjetivísticas:

“Em razão de que outras teorias da evolução, como as de Trémaux e Lamarck, tivessem enfatizado como causas das mutações adaptativas nas espécies ou nas raças a ação direta do meio ambiente ou a resposta automática às necessidades do organismo, tais teorias pareceram mais atraentes para Marx e Engels (como também para Stálin e Lysenko), por darem sanção ‘científica’ para a mundivisão deles.” [9]

A exemplo dos ativistas étnicos judeus que Kevin MacDonald citou no CofC {The Culture of Critique}— Boas, Lewontin, Gould etc. — Marx e Engels combateram a aplicação social do darwinismo, porque comprometia sua capacidade de impor a perspectiva ambientalista às sociedades europeias, a partir da qual projetavam a construção de nova raça humana pela manipulação do ambiente conforme as ideias marxistas. Na consecução desse objetivo, os comunistas mataram milhões de dissidentes, sem nenhum escrúpulo, abrindo caminho para o novo homem que fosse criado pelo sistema educacional comunista.

Marx era conhecido por suas tendências ditatoriais, característica que ele compartia com os ativistas étnicos judeus do CofC {The Culture of Critique}. No seu pugnaz empenho para conquistar o poder, os judeus foram acusados de autoritarismo pelos seus oponentes. Em 1850, Eduard Müller-Tellering publicou Vorgeschmack in die kuenftige deutsche Diktatur von Marx und Engels, ou A foretaste of the future German dictatorship of Marx and Engels [A pré-estreia da futura ditadura alemã de Marx e Engels], atacando Marx por sua mania de dominação. Os dois tiveram um bate-boca, que Müller-Tellering atribuiu à sede de vingança do “futuro ditador alemão” Karl Marx, motivada pelo fato de ele, Müller-Tellering, haver publicado artigo contra os judeus no próprio jornal de Marx, o Neue Rheinische Zeitung [Nova Gazeta Renana]. Segundo Müller-Tellering, o implacável e vingativo comportamento de Marx resultava da natureza dos judeus, da perversidade deles.  

A personalidade autoritária de Marx alienou dele o anarquista Mikhail Bakunin (1814-1876), que escreveu o seguinte:

“Todo esse mundo judeu constitui uma só seita exploradora, um tipo de povo-vampiro, um parasito coletivo, voraz, auto-organizado não apenas por sobre as fronteiras dos Estados, mas também por sobre as diferenças de opinião política — esse mundo está, pelo menos em grande parte, à disposição de Marx e dos Rothschilds. Eu sei que os Rothschilds, reacionários como são e continuarão sendo, admiram profundamente os predicados do comunista Marx; e por sua vez o comunista Marx sente-se atraído, por interesse instintivo e respeitosa admiração, pelo gênio financeiro dos Rothschilds. A solidariedade judaica, aquela poderosa solidariedade que se manteve ao longo dos séculos, ligou Marx aos Rothschilds.” [10]

Percebe-se aí que Bakunin tinha consciência do grande número de seguidores judeus de Marx — ele sabia que o mundo judaico repartia-se entre Marx e Rothschild. Bakunin rejeitou a ditadura do proletariado de Marx, porque implicava a centralização do poder do Estado, o que levaria ao seu controle por pequena elite. Marx e Bakunin andavam sempre às turras. Bakunin lutava por uma “confederação descentralizada de comunas autônomas”, sendo atacado por Marx, para quem o melhor seria a ditadura do proletariado. Depois do embate entre os comunistas de Marx e os anarquistas de Bakunin, no Congresso de Haia de 1872 {O Congresso de Haia da Associação Internacional dos Trabalhadores, dirigido por Karl Marx e Frederik Engels*a}, Bakunin acabou sendo expulso da Primeira Internacional, por determinação pessoal de Marx.

Assim como os ativistas judeus citados no CofC {The Culture of Critique}, Marx combatia na guerra étnica contra as sociedades europeias. O seu socialismo científico ameaçava solapar a moral e as fundações intelectuais da Europa, de sorte que se transformasse numa sociedade secular para suportar indefinidamente a continuação da existência do judaísmo. Por exemplo, em O capital, a sua obra magna, Marx tentou desvelar o funcionamento dos mecanismos internos do modo de produção capitalista na Europa Ocidental, explicando por que ele entraria em colapso sob o peso de suas próprias contradições, preparando o caminho para a revolução proletária. A ditadura do proletariado era visionada como ferramenta de forte dominação, centralizada e autoritária. Quando ela foi imposta aos russos pela elite hostil {nominalmente uma elite judaica*b} que assumiu o poder a partir de 1917, teria como consequência a morte de muitos milhões e a opressão política de todos, sendo plausível supor que Marx teria ficado muito feliz se houvesse sido capaz de impor semelhante regime sobre todos os europeus. Embora a defesa que fazem os judeus do universalismo nas sociedades brancas signifique a autodestruição cultural e racial dos próprios brancos, ela enseja as condições ideais para a prosperidade judaica, ao maximizar o controle judaico sobre a população europeia inclusiva e ao minimizar o temor judaico da perseguição antissemítica.

Foi Marx quem assentou as bases ideológicas da principal corrente do ativismo étnico judeu no século XX. No quadro teórico do CofC {The Culture of Critique}, a importância de Marx é depreendida de sua condição de fundador judeu de um movimento intelectual e político judeu em meado do século XIX, cuja influência estende-se até o presente. Por exemplo, o mais influente movimento intelectual judeu contemporâneo, a Escola de Francforte, era seita marxista ortodoxa a princípio, mas revisou o marxismo, desviando-o da luta de classes para uma teoria enfatizando o etnocentrismo branco como o problema fundamental e inaugurando o que agora é frequentemente denominado de marxismo cultural.

A conclusão é que o engajamento judeu na esquerda remonta a meado do século XIX e continua exercendo influência no mundo contemporâneo, mostrando-se diante dos europeus como força opositora.

Tradução por Chauke Stephan Filho

Palavras entre chaves por Mykel Alexander


Notas

[1] Nota de Ferdinand Bardamu: Kevin Macdonald, Culture of critique, páginas 11-2. 

[2] Nota de Ferdinand Bardamu: Frederick Engels, “On anti-semitism”. Arbeiter-Zeitung, nº 19, 9 de maio de 1890. Disponível em: https://www.marxists.org/archive/marx/works/1890/04/19.htm  

[3] Nota de Ferdinand Bardamu: Robert Michels, Political Parties. página 246.  

[4] Nota de Ferdinand Bardamu: Jerrold Seigel, Marx’s Fate. Página 114.  

[5] Nota de Ferdinand Bardamu: Karl Marx e Frederick Engels, The Holy Family. Marxists.org, 2019. Disponível em: www.marxists.org/archive/marx/works/1845/holy-family/ch04.htm.

[6] Nota de Ferdinand Bardamu: Kevin Macdonald, Culture of critique, páginas 122.  

[7] Nota de Ferdinand Bardamu: , Ernest Mandel, The Roots of the Present Crisis in the Soviet Economy (1991). Disponível em: https://www.marxists.org/archive/mandel/1991/xx/sovecon.html   

[8] Nota de Ferdinand Bardamu: Howard Kaye, Social Meaning of Modern Biology, página 25. 

[9] Nota de Ferdinand Bardamu: Howard Kaye, Social Meaning of Modern Biology, página 25. 

[10] Nota de Ferdinand Bardamu: Hal Draper, Karl Marx’s Theory of Revolution, volume 4, página 596. 

*b Nota de Mykel Alexander: Sobre a elite judaica articulando e protagonizando a tomada de poder na Rússia em 1917:

- A liderança judaica na Revolução Bolchevique e o início do Regime soviético - Avaliando o gravemente lúgubre legado do comunismo soviético - por Mark Weber, 14 de novembro de 2020, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2020/11/a-lideranca-judaica-na-revolucao.html

- Líderes do bolchevismo {comunismo marxista} - Por Rolf Kosiek, 19 de setembro de 2021, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2021/09/lideres-do-bolchevismo-por-rolf-kosiek.html

- Wall Street & a Revolução Russa de março de 1917 – por Kerry Bolton, 23 de setembro de 2018, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2018/09/wall-street-revolucao-russa-de-marco-de.html

- Wall Street e a Revolução Bolchevique de Novembro de 1917 – por Kerry Bolton, 14 de outubro de 2018, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2018/10/wall-street-e-revolucao-bolchevique-de.html

- Mentindo sobre o judaico-bolchevismo {comunismo-marxista} - Por Andrew Joyce, Ph.D. {academic auctor pseudonym}, 26 de setembro de 2021, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2021/09/mentindo-sobre-o-judaico-bolchevismo.html

 


Bibliografia:

BLUMENBERG, Werner. Eduard Von Müller-Tellering: Verfasser Des Ersten Antisemitischen Pamphlets Gegen Marx. Bulletin of the International Institute of Social History, v. 6, n. 3, 1951, p. 178-197. Disponível em: www.jstor.org/stable/44629595 .

COFNAS, Nathan. Judaism as a Group Evolutionary Strategy. Human Nature, v. 29, n. 2, 10 MAR 2018, p. 134-156, 10.1007/s12110-018-9310-x. Acesso em: 13 DEZ 2019.

DRAPER, Hal. State and Bureaucracy. New York; London: Monthly Review Press, 1977. (Karl Marx’s theory of revolution, v. 1).

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FINE, Robert, PHILIP, Spencer. Antisemitism and the Left : On the Return of the Jewish Question. Manchester, UK, Manchester University Press, 2018. Disponível em: www.manchesteropenhive.com/view/9781526104960/9781526104960.00007.xml. Acesso em: 13 DEZ 2019.

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MARX, Karl. On The Jewish Question by Karl Marx. Marxists.org, 2019. Disponível em: www.marxists.org/archive/marx/works/1844/jewish-question/ . Acesso em: 13 DEZ 2019.

________ The Holy Family by Marx and Engels. Marxists.org, 2019. Disponível em: www.marxists.org/archive/marx/works/1845/holy-family/ch04.htm . Acesso em: 13 DEZ 2019.

________. Early Texts. Translated and Edited by David McLellan. Oxford: Basil Blackwell, 1971.

MARX, Karl, ENGELS, Friedrich. Marx and Engels, 1860-64. New York: International Publishers, 1985. (Collected works, v. 41).

MICHEL, Robert. Political Parties: a sociological study of the oligarchical tendencies of modern democracy. New York, Free Press ; London, 1962.

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WARTENBERG, Thomas E. “Species-Being” and “Human Nature” in Marx. Human Studies, v. 5, n. 1, Dec. 1982, p. 77-95, 10.1007/bf02127669. Acesso em: 26 NOV 2019.

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Fonte em português:

Karl Marx: o patriarca da esquerda judia?, 22 de março de 2020, O Sentinela – Mídia Crítica Independente.

https://www.osentinela.org/karl-marx-o-patriarca-da-esquerda-judia/ 

Fonte em inglês:

Karl Marx: Founding Father of the Jewish Left?, por Ferdinand Bardamu, 04 de Janeiro de 2020, The Occidental Observer.

https://www.theoccidentalobserver.net/2020/01/04/karl-marx-founding-father-of-the-jewish-left/

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domingo, 26 de setembro de 2021

Mentindo sobre o judaico-bolchevismo {comunismo-marxista} - Por Andrew Joyce, Ph.D. {academic auctor pseudonym}

 

Andrew Joyce, Ph.D.,
 {academic auctor pseudonym}


Os escritos e discussões da historiografia judaica na academia contemporânea convencional requerem uma coreografia sublime. É basicamente uma série de evasões assemelhando-se a danças, em que os fatos são mostrados e defendidos, e narrativas extravagantes são avançadas, as quais todos sabem ser falsas, mas que emergem de forma repetitiva e desavergonhada. Minha atenção foi tirada pela primeira vez de “A Specter Haunting Europe: The Myth of Judeo-Bolshevism” de Paul Hanebrink, pela recente revisão brilhante de Christopher Browning,*a intitulado “O falso perigo do comunismo judaico” {originalmente em inglês como “The Fake Threat of Jewish Communism”} no New York Review of Books. Browning é um historiador do establishment com registro de legalmente ajudar judeus – pelo preço certo. Bem como receber mais de $30,000 de Deborah Lipstadt para testemunhar contra David Irving, Browning testemunhou contra um número significante de ex-soldados europeus em tribunais de crimes de guerra. Embora seu mais notável trabalho, “Ordinary Men: Reserve Police Batallion 101 and the Final Solution in Poland” (1992), contenha menos que a notável tese de que a guerra transforma homens ordinários em matadores, a dedicação de Browning a narrativa judaica o levou a tornar-se um verdadeiro guru da vitimologia judaica. Tendo recebido prêmios e fundos de organizações incluindo Yad Vashem e USC Shoah Foundation Center e a promoção abundante na mídia e academia convencionais, o certificado de elogio de Browning no campo é potencialmente “construtor de carreira”. Evidentemente, ele escolheu conceder seu toque magico em Paul Hanebrink. Neste ensaio eu quero explorar a aproximação de ambos na revisão de Browning e do texto de Hanebrink como exercícios na manufatura de histórias duplicadas.



Eu tive de olhar duas vezes para o título de Browning. Meu primeiro pensamento foi: “Sério? Você realmente quer levar este assunto à frente? Você realmente acha que pode ‘desmascarar’ a faticidade do comunismo judaico?” Tal esforço inquestionavelmente iria requerer abundante chutzpah {audácia judaica em mentir em dado contexto}, mas fica claro desde o próprio princípio da revisão que será um esforço de evasão ao invés de debate direto e aberto. Como Browning afirma no parágrafo de abertura, “a aproximação de Hanebrink não é repetir o que ele considera um erro do período entreguerras – a tentativa fútil de refutar um mito na base de fatos históricos e dados estatísticos.” Embora sua evasão seja previsível, é bastante notável ver uma mais ou menos admissão aberta de dois alegadamente magistrais historiadores que eles não possuem fatos suficientes para dissipar o próprio “mito” que estabeleceram para desafiar. Descrever qualquer tal apresentação de fatos como uma “tentativa fútil” parece intelectualmente fraco; uma concessão da fraqueza do caso.

Mas o que é realmente apresentado aqui, claro, é a estrutura padrão da historiografia judaica: evitar os fatos, minimizá-los se a concessão for absolutamente necessária e mover a discussão em abstrações e sofisma. Tomando uma página da cartilha da ADL {Liga Anti-Difamação, em inglês Anti-Defamation League, que é uma organização não governamental judaica internacional}, Browning choraminga timidamente que “um pequeno núcleo de verdade sustentou o estereótipo do bolchevique judeu”, mas insiste, a respeito do comunismo, que “o judeu como a face da revolução” foi uma percepção “culturalmente construída”. Nós, assim sendo, chegamos na posição familiar onde fatos não importam e tudo que os judeus não gostam é triunfantemente declarado uma mera construção.

{O historiador Christopher Browning: virulento filojudeu}


A revisão de Browning é bagunçada em clichês, que por sua vez trai uma interpretação do antissemitismo fortemente influenciado por um útil companheiro filossemita, o falecido Gavin Langmuir. Eu perfilei a pesquisa de Langmuir em comprimento quatro anos atrás,*b durante o qual eu escrevi:

O trabalho de Langmuir imitou as produções judaicas por essencialmente absolver as populações judaicas medievais de qualquer responsabilidade em provocar reações negativas de suas populações hospedeiras cristãs, e por atribuir a sociedade cristã/ocidental um tiro defeituoso psicologicamente arraigado através da fantasia, repressão e sadismo. Apesar de sua experiência muito limitada sobre a história legal medieval, Langmuir se viu apto a rapidamente fazer grandes pronunciamentos sobre a natureza e as origens do sentimento antissemita pela Europa e ao longo dos séculos. Seus trabalhos, frequentemente com evidência lamentável rala de leitura mais ampla, retratado antissemitismo como “um fenômeno primariamente ocidental”.[1] Ele arrogantemente reivindicou ter sido capaz de “definir o Cristianismo e categorizar suas manifestações, incluindo o Catolicismo, objetivamente.”[2] Ele abruptamente confessou em seus livros que “não discutirei atitudes pagãs para os judeus na antiguidade.”[3] Ele desdenhosamente descreveu tentativas de chegar a teorias racionais, baseadas em interesses de conflitos intergrupais entre judeus e não-judeus como “esforços pseudocientíficos mal orientados de teóricos raciais”, e mesmo argumentou que tentativas de chegar a explicações de “senso comum” do antissemitismo se provaria “desastroso”.[4] Antissemitismo foi, em vez disso, “tanto em suas origens e em suas mais horríveis manifestações recentes…a hostilidade desperta pelo pensamento irracional sobre os judeus.”[5]

Browning subscreve plenamente a linha de pensamento de Langmuir, comentando no texto de Hanebrink:

O judeu da Idade Média, um infiel, passou a ser o judeu do século vinte um subversivo político. Com os judeus emancipados sendo os beneficiários mais visíveis da economia comercial e industrial modernas pelo final do século dezenove, o epíteto medieval da usura judaica já tinha sido substituído com aquela do rapace capitalismo judaico, e após 1914 a imagem do judeu como uma ameaça econômica foi apenas intensificado por acusações de especulação e mercado negro judaico. O judeu, como um clã forasteiro, na Cristandade medieval foi facilmente transformado no judeu como uma minoria inassimilável e um perigo interno alienígena.

Os fatores em comum em Langmuir e Browning são a necessidade total para que haja uma conexão psicológica e cultural entre as atitudes antijudaicas na Idade Média e o presente. Isso é explicado nas asserções de ambos historiadores como essencialmente religioso/irracional em origem, e estas asserções são por sua vez apoiadas por uma dispersão frequente de palavras-chave persuasivas que agem como encantamentos que cativam o leitor em certas maneiras de ver. Note a insistência de Browning sobre a posição do judeu como um infiel espiritual, e a evasão clara dos vários fenômenos reais da usura judaica, que são reduzidos nas estimativas de Browning a um mero “epíteto”. A competição econômica judaica no período moderno é caricaturada como uma “imagem” irracional, e a especulação de guerra do judeu é simplesmente uma “acusação”. Epítetos, imagens, acusações e o passivo e inocente judeu. Em termos sociológicos-psicológicos é o clássico Freud e a Escola de Frankfurt, e na historiografia é o clássico Langmuir.

Como com o sofisma de Langmuir, tais afirmações requerem uma quantidade significativa de qualquer duplicidade ou dissonância cognitiva, ou talvez ambos. O número de textos cobrindo apenas a atividade histórica do mercado negro judaico é surpreendente. Sabemos de uma história publicada de Stanford, por exemplo, que na França em 1941, 90% dos comerciantes do mercado negro em uma província eram judeus.[6] Similarmente, na publicação de Oxford de Mark Roodhouse, Black Market Britain: 1939-1955, é comentado que os judeus foram massivamente super-representados nos processos judiciais por atividade de mercado negro em Londres durante os anos 1940.[7] O maior especulador de guerra no comercio de comida ilícita na Grã-Bretanha em tempo de guerra foi o judeu Sidney Seymour, nascido Skylinsky, que recebeu a mais pesada sentença do período por um delito de mercado negro após se evadir dos regulamentos de alimentos e estocar alimentos do mercado negro em sua sinagoga.[8] Estes são apenas dois pequenos exemplos colhidos aleatoriamente das histórias disponíveis, mas o ponto aqui é que, para Browning como com Langmuir, é a “acusação” supostamente irracional e não os fatos “fúteis” que importam.

Browning continua com a previsível explicação para o domínio muito real do judeu na esquerda:

Mesmo após a crise de 1918-1919, a qual combinou as experiencias da derrota e revolução para vários europeus, os judeus foram invariável e desproporcionalmente representados nos partidos liberais e socialistas porque eles não eram bem-vindos para participar nos partidos políticos católico e conservador. A tendência de estigmatizar tudo à esquerda de conservadora como judaica já foi evidente em 1912, quando a vitória eleitoral na Alemanha dos democratas liberais, social democratas e católicos – que também decidiu a “Coalizão Weimar” de 1919, que foi grandemente responsável por elaborar a Constituição Weimar, tão desprezada pelos conservadores alemães – foi apelidada a “eleição judaica”. [ênfase adicionada]

Nós estamos novamente em um território muito familiar: quando você sente que não pode evitar um fato (“Judeus foram invariável e desproporcionalmente representados”), e não pode minimiza-lo, então explique-o por preconceito (“eles não eram bem-vindos”). O problema com retratos da história como esse, como eu expliquei muitas vezes antes, é que eu vim denominar uma “explicação da linha do tempo recortada” – algo que é extremamente comum em toda historiografia judaica e filossemita a respeito do antissemitismo. Quando confrontados com um fato desconfortável e inevitável envolvendo o comportamento judeu (esquerdismo, usura, crime financeiro, pornografia, etc.) começa-se com suposições de preconceito antijudeu e trabalha de lá. Judeus estão na esquerda? Deve ser porque foram excluídos da direita. Problemas começam a aparecer quando as perguntas são feitas por que os judeus foram excluídos ou vistos como social e culturalmente opostos em primeiro lugar. Aqui, “preconceito irracional” é o último recurso, mas além disso, quando confrontados com mais interrogação dessa ideia e do contexto histórico ainda mais profundo, nada está lá. Confronta-se com olhos em branco, retóricos becos-sem-saída e terrenos baldios factuais.

Por enquanto eu já estava pegando o sentido que Browning estava afogando em sua própria revisão, sob o peso puro de suas próprias evasões e contorções. As perguntas, para qualquer leitor, certamente estavam se multiplicando. Os judeus foram super-representados no comunismo ou não? Se sim, como é a ideia do esquerdismo judeu um mito? Se o ‘mito’ não pode ser desmascarado com fatos, como pode ser desmascarado com um trabalho de um sofista acadêmico que o rotula de construção cultural? As contorções só pioram. Browning continua:

Do começo da Primeira Guerra Mundial, a Rússia czarista tratou seus assuntos judeus como incertos e potencialmente desleais. Seus militares forçosamente deslocaram alguns 500,000 a um milhão de judeus de zonas de combate. A mesma abordagem do exército russo assim também instigou o voo de muitos outros judeus das regiões orientais do Império Austro-húngaro à presumida segurança das cidades como Viena e Budapeste. A revolução russa irrompeu entre os já existentes medos da lealdade judaica e inundações de judeus deslocados, e intensificaram aqueles medos. O “pânico” sobre o judaico-bolchevismo, argumenta Hanebrink, “floresceu em solo que foi preparado pela paranoia do tempo de guerra sobre a lealdade judaica.

Esse é outro excelente exemplo do emprego de explicações do cronograma recortado. Browning implica que as preocupações com o esquerdismo judeu foram fundamentas em uma “paranoia” sobre a lealdade judaica, mas não sente a necessidade de contextualizar essa “paranoia” com qualquer consideração histórica concernendo o período anterior a 1914. Qualquer um, mesmo remotamente familiar com a literatura, e honesto em suas conclusões, afirmaria que a judiaria russa foi uma bomba-relógio de radicalismo, amargamente hostil a Rússia, e aproveitando o apoio raivoso dos judeus pelo mundo. Marsha Rozenblit e Jonathan Karp notaram em World War I and the Jews (2017) que os judeus pela Europa consideraram a eclosão da guerra como “uma guerra sagrada contra um inimigo bárbaro, mal e rapace, o inimigo da liberdade e cultura, e o inimigo tradicional dos judeus, um Amaleque moderno que cometeu atrocidades contra os judeus ambos na Rússia e na ocupada Galícia.”[9] Rozenblit e Karp escrevem que “para os judeus em particular, a destruição deste inimigo foi de importância primária.”[10] Tudo isso encaixa extremamente bem com a explicação de Kevin MacDonald do esquerdismo judeu como enraizado no autoconceito judaico como vítima, a hostilidade extrema dos judeus às estruturas de poder não-judaicas, sua visão do esquerdismo como fornecendo os meios e poder para derrubar as elites tradicionais, e uma forma excelente de facilitar a consolidação de sua posição como uma elite hostil. Nenhuma dessas características no comentário de Browning, claro, porque, por sua estimativa, a elite russa foi meramente paranoica em pensar que os judeus foram potencialmente perigosos.

Neste ponto eu temporariamente abandonei Browning e procurei o texto de Hanebrink. Conteúdo de lado, para mim a mais óbvia desvantagem de qualquer tal projeto seria falta de originalidade, o monógrafo agindo essencialmente como um quase plágio do lamentável The Myth of Jewish Communism: A Historical Interpretation (2011) de André Gerrits da Universidade Leiden.[11] O pobre Gerrits nem sequer tem uma menção do astuto Hanebrink, que conseguiu que a sempre filossemítica Imprensa da Universidade de Harvard [com um quadro que é mais de 40% judeu] publicasse sua peça de trabalho bastante leve, talvez pelo menos parcialmente no campo de vendas que foi novela. Enlameando as águas ainda mais, revisões do trabalho de Gerrits prefiguram a revisão de Browning em suas multifacetadas contorções. Assim, somos tratados com uma revisão de Gerrits por Eliezer Ben-Rafael da Universidade de Tel-Aviv, que afirma que Gerrits se atira no “mito do comunismo judaico” por apresentar “as histórias fascinantes do comunismo judaico e dos judeus comunistas.” Se desmascarar as ideias com provas de sua veracidade não foi suficiente, é explicado em uma revelação banal que o mito combina “antissemitismo e anticomunismo”, e tem uma ligação para a realidade no fato que “em efeito, muitos judeus estavam proeminentemente envolvidos no comunismo não apenas na Rússia, mas também nas revoluções húngara e bávara em 1917 e, após a Segunda Guerra Mundial, na Checoslováquia, Romênia, Lituânia, Polônia e Bulgária.”[12] O comunismo judeu é, portanto, claramente um mito porque os judeus estavam proeminentemente envolvidos nas revoluções comunistas em diversos países por diversas décadas. Certo.

{O historiador Paul Hanebrink}

O texto de Paul Hanebrink é tanto ativismo político quanto historiografia corrupta. Em comum com muita história filossemítica, ele posa como “história com um aviso”. Assim sendo, o livro abre não com a Primeira Grande Guerra ou mesmo os judeus da Rússia czarista, mas com Charlottesville. Hanebrink está preocupado com o conceito do judaico-bolchevismo porque acredita que isso nunca morreu e que está passando por um ressurgimento não apenas na extrema-direita e em sua corrente principal. Hanebrink não está sozinho. O historiador judeu-britânico Mark Mazower felicitou o livro de Hanebrink em novembro de 2018, escrevendo*c no Financial Times: “O livro de Paul Hanebrink é um lembrete oportuno da tradição intelectual implantada por políticos republicanos nos EUA quando se juntaram a coalizão solta de teóricos da conspiração através do Atlântico alegremente demonizando George Soros.” Dias atrás, outra brilhante revisão apareceu no New York Times, de autoria do acadêmico judeu Samuel Moyn. Intitulado “O Meme Favorito da Direita Alternativa tem 100 Anos {no original em inglês, “The Alt-Right’s Favorite Meme is 100 Years Old”}”,*d a peça de Moyn argumentou que “O mais largo discurso ao redor do marxismo cultural hoje assemelha-se a nada mais do que uma versão do mito judaico-bolchevique atualizado para uma nova era.” Em 16 de fevereiro de 2019, Jacobin publicou uma breve e túrgida peça de uma dupla de esquerdistas suecos em “O Retorno do Judaico-Bolchevismo {no original em inglês, “The Return of Judeo-Bolshevism”}”.*e Além de ser recebido de braços abertos por acadêmicos judeus e webzines marxistas, o livro também tem sido felicitado com entusiasmo pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Britânicos, essencialmente o resto do velho Partido Comunista Britânico. Que o livro é claramente um alegre ganho para judeus e bolcheviques deveria presumivelmente não ter qualquer relação sobre nossa estimativa de sua abordagem objetiva ao conceito do judaico-bolchevismo. Mas em um campo cheio de ativismo político, ele certamente levanta bandeiras vermelhas.

O crescimento na atividade de propaganda apologética em relação ao judaico-bolchevismo não é acidente. Os judeus claramente têm sido perturbados pelo crescimento exponencial na discussão do marxismo cultural nos últimos dez anos. Embora o “marxismo cultural” seja um diferente rótulo do “judaico-bolchevismo”, o curioso não precisará investigar o primeiro por muito tempo antes de ser confrontado com a multiplicidade de fatos relativos ao último. Discussão e consciência do marxismo cultural estão crescendo, e quando o marxismo cultural é discutido por figuras como Tucker Carlson e (tanto quanto eu não goste dele) Jordan Peterson, milhões estão estabelecidos em um caminho que apresenta tais pontos de referência como a Escola de Frankfurt, os massacres de Béla Kun e o Holodomor. Nem todos alcançarão tais pontos de referência, mas muitos irão e é profundamente concernente àqueles procurando manter o controle da narrativa. E então, é completamente previsível que a máquina do establishment entraria em movimento, produzindo material planejado a distanciar os judeus do marxismo, e especialmente de qualquer ideia que houve fortes ligações históricas entre os dois.

Em sua introdução, Hanebrink castiga os nacionalistas nos Estados Unidos e Europa de acusar “judeus comunistas” de promover homossexualidade e multiculturalismo em suas terras, apesar de os judeus estarem demonstravelmente conduzindo a indústria dos migrantes refugiados*f e ter escrito abertamente o seu papel de liderança em promover homossexualidade.*g Mesmo muito recentemente, quando o líder do agrupamento marxista-antifascista de Washington DC foi desmascarado*h pelo Daily Caller, houve pouca surpresa ao fato que ele era um judeu de nome Joseph Alcoff. Alcoff, cuja mãe é a ativista acadêmica dos “estudos da branquitude” Linda Alcoff*i (que uma vez escreveu uma peça intitulada “A Questão da Branquitude” antes de deletá-la – está salvo aqui)*j. Claramente um fanático desequilibrado, Joseph Alcoff foi preso semanas atrás,*k após atacar um casal de fuzileiros navais hispânicos enquanto gritava histericamente que eles eram “nazis” e “supremacistas brancos”.

O fato de que as pessoas possam estar preocupadas com o comunismo judaico hoje porque os comunistas judeus como Alcoff ainda estão ativamente perseguindo sua agenda não figura na conta de Hanebrink. Ao invés, o comunismo judaico é apresentado como mais ou menos um delírio, ambos passado e presente. O problema com a tese de Hanebrink é que não foi provada em lugar algum, ou até mesmo tentada a ser provada, e ainda é disparada com reivindicações a vitória total sobre o “mito”. Na decima quinta pagina Hanebrink escreve:

De novo e de novo, acadêmicos, políticos liberais e membros da comunidade judaica têm desmascarado a afirmação de que “os judeus foram responsáveis pelo comunismo.” Eles convincente e autoritariamente expuseram o “mito do judaico-bolchevismo” como uma construção ideológica.

Mas Hanebrink não fornece uma nota de rodapé citando qualquer destes textos supostamente ubíquos, convincentes e de autoridade. Isso porque eles não existem. Aqui, o mito real é, portanto, “o mito que o comunismo judeu tem sido desmascarado”, e esse é o mito que Hanebrink baseia toda sua abordagem. Ele continua: “Dada esta história, o propósito de estudar o mito do judaico-bolchevismo não deve ser determinar quão verdadeiro é isso (página. 05)”. Sim, ele realmente escreveu isso! Eu realmente tive de ler esta sentença três vezes antes de tranquilizar-me de que esta foi de fato uma sentença publicada pelo que ainda é, por ora, uma das instituições acadêmicas de publicação mais respeitadas do planeta.

Como Browning, Hanebrink teve um momento muito desconfortável lidando com as estatísticas. Além de demonstrar uma aparente necessidade de colocar a palavra ‘super-representado’ em citações assustadoras, mesmo quando mencionando super-representações reais (página 140), ele nervosamente menciona que entre 20 e 40 porcento do Partido Comunista Polonês foi judeu antes de declarar que é uma “estatística seca” (página 21) e rapidamente se movendo adiante. Infelizmente, ele se move para igualmente estranha instância de tentar combater a ideia do judaico-bolchevismo, argumentando pedantemente que em 1917 “os judeus decidiram 50 porcento da liderança dos Mencheviques (página 22)”; um fato que provavelmente trouxe pouco conforto ao Czar. A análise de Hanebrink é também lamentavelmente superficial. Por exemplo, ele escreve (página 25) que como os judeus “se viraram para o comunismo, todos romperam com o milieu judeu de seus avós.” Tal afirmação fica desconfortável ao lado de estatísticas que efetivamente argumentam pela criação e presença de um novo milieu judeu dentro do comunismo e a, como mostra MacDonald,*l identificação judaica continuando forte entre judeus comunistas e outros esquerdistas. Encarado com repetidas super-representações de judeus, Hanebrink defende-se esquivando assim (página 25): “Generalizações úteis são difíceis de encontrar.” Elas são?

A falta de qualquer discussão da etnicidade judaica, em qualquer parte do texto, é uma de suas falhas mais flagrantes, e ainda assim é uma, previsivelmente, que Hanebrink tenta apresentar como uma positiva. Logo no início do livro (página 05) ele afirma que uma consideração da etnicidade judaica entre comunistas “requer historiadores a impor rígidas categorias étnicas nos homens e mulheres cuja consciência de si mesmos foi sempre mais complexa e multifacetada.” Não, não requer. A maioria dos historiadores está ciente de uma disposição das maneiras de “ser judeu” que não requer categorias rígidas, mas requer uma avaliação da identificação étnica, associação étnica e comportamento. O que Hanebrink realmente está fazendo aqui é fornecer um tipo de desculpa multiculturalista por evitar o tópico explosivo da etnicidade judaica no comunismo – algo que deve certamente estar no coração de qualquer tese lidando com concepções do judaico-bolchevismo. “Eu não quero rotular estas pessoas” é nesta instância a admissão: “Se eu rotular estas pessoas minha tese está condenada”.

Um excelente exemplo de evasão ao longo destas linhas é a discussão de Hanebrink de Béla Kun. Hanebrink argumenta (página 25) que não havia “nada significativo em absoluto” sobre o fundo judeu de Kun enquanto em outro lugar (página 16) notando que dos 47 comissários do povo reunidos por Kun pelo regime húngaro soviético de 1919, 30 eram companheiros judeus. Claramente sentindo que seus próprios argumentos são não convincentes, Hanebrink dá seguimento a sua rendição inicial na questão dos fatos com (página 25): “Verdadeiramente entendendo as expectativas, medos e motivações de cada indivíduo revolucionário judeu em toda sua irredutível complexidade é em última instância uma tarefa melhor realizada por um biógrafo”. Isso é apenas mais uma outra rendição na questão de identidade étnica judaica – um assunto que Hanebrink está simplesmente despreparado e está indisposto a dissertar. Ele também transpõe sua relutância em áreas que beiram o ridículo. Pegue, por exemplo, o seguinte (página 25):

Estes homens e mulheres gravitaram pelo Bolchevismo pelos mesmos motivos que muitos outros judeus no Império Russo e através da Europa abraçaram o Sionismo ou nacionalismo assimilacionista: deslizar os laços das comunidades tradicionais, abraçar oportunidades culturais e sociais que a modernidade ofereceu, ou senti-los parte do arraste da história.

É simplesmente notável que um acadêmico aparentemente sério poderia discutir apoio paro o Sionismo sem mencionar identidade judaica, etnicidade ou percepções do interesse judeu. Os judeus abraçaram o Sionismo, na leitura singular de Hanebrink, para ser “parte do arraste da história”. Essa é uma característica da falha total do livro em abordar criticamente a questão da identidade judaica. 

Ligado a essa abordagem é a insistência de Hanebrink no mais estrito significado possível do judaico-bolchevismo. Como mencionado acima, ele apresenta o fato que os judeus decidiram 50 porcento da liderança dos Mencheviques como um argumento contra a ideia do judaico-bolchevismo – porque os Mencheviques e Bolcheviques foram rivais ferozes. Não é nada mais que pedantismo bruto, porque Hanebrink certamente deve estar ciente de que o termo judaico-bolchevismo é um termo genérico para o subversivo esquerdismo judaico, e especialmente o comunismo judaico como um todo, e ele ignora*m a massiva atração judaica ao Bolchevismo e seu crescimento ao status de uma elite (hostil) após do sucesso da Revolução Bolchevique. Estranhamente, ao longo do livro, Hanebrink se afasta sem explicação das interpretações rigorosas como essa para interpretações mais abrangentes. Por exemplo, ele amplamente descreve o judaico-bolchevismo em outro lugar (página 08) como “um fanático étnico-ideológico, um intento cruzador de fronteiras destrutivo em mobilizar judeus locais e outros grupos descontentes para derrubar a ordem moral e social.” Esta é realmente uma excelente definição de um judaico-bolchevique, mas deveria ser óbvio que os judeus mencheviques podem facilmente se encaixar nessas características, junto com os socialistas e liberais judeus. A realidade, claro, é que os judeus foram apoiadores confiáveis e partidários pelo comunismo durante a Segunda Grande Guerra, um período que testemunhou o pico da propaganda contra o judaico-bolchevismo. Ao invés de ser uma opinião controversa, esse é um dos achados do historiador judeu Dov Levin em seu Baltic Jews Under the Soviets, 1940-1946 (1994) e The Lesser of Two Evils: Eastern European Jewry Under Soviet Rule, 1939-1941 (1995), bem como uma hoste de histórias de outros acadêmicos. E após a Segunda Guerra Mundial, os judeus dominaram governos comunistas por toda Europa Oriental.

Talvez o único elemento remotamente valoroso do livro é o sexto capitulo, o qual concerne a mudança dos entendimentos do Ocidente do judaico-bolchevismo para a tropa Ocidental da civilização “judaico-cristã”. Hanebrink corretamente concebe a última como uma construção sociológica moderna projetada para colocar (principalmente) os judeus americanos no interior de uma “rubrica universalista” (página 224) e, depois, promover a imagem pro-Sionismo de uma “comunidade de valores transatlânticos” unidos contra o Islã (página 281). Isso é em si parte do mais amplo desenvolvimento do século vinte e um com a Questão da ‘Branquitude’, e mais recentemente a Questão Islâmica. Considero esse desenvolvimento como um dos mais cruciais do século vinte e um, e ainda exigindo explicação completa, documentação e análise. É evidente que Hanebrink não chega perto de oferecer nenhuma destas, mas sou muito oposto a terminologia de uma imaginada civilização judaico-cristã, e presumidos inteiros interesses judaico-cristãos compartilhados, e que qualquer coisa estourando esta bolha está vinculado a ganhar meu aceno de aprovação. Isto é, no entanto, em última análise, magra recompensa para um trabalho verdadeiramente terrível.

“A Specter Haunting Europe”, de Paul Hanebrink, é, enfim, um livro extremamente estranho, mas muito típico da escrita contemporânea na história judaica. É cheio de promessas e magro em substância. É caracterizado por omissões ofuscantes e uma análise profundamente insincera acompanhada por um filossemitismo enjoado. Interessantemente, o texto não tem qualquer semelhança com confidência intelectual, e sente-se que Hanebrink, que não é presumidamente um judeu, está certamente alerta do que ele está criando: uma flagrante apologética pró-judaica. As razoes por que um acadêmico branco poderia querer produzir algo como isso não são difíceis de supor. Como com Christopher Browning, tais esforços são massivamente incentivados. Apesar de não ser original, escasso em fatos e pobre em análises, Hanebrink, professor de história associado em Rutgers,*n escreveu um livro publicado por uma prestigiada editora acadêmica (talvez a mais prestigiada) e foi prodigamente elogiado nos principais órgãos da mídia dominante. A mensagem de nossos comissários modernos é clara: “Venda tudo e nós faremos você uma estrela”.

Tradução de Diego Sant´Anna

Revisão da tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander


Notas

*a Fonte utilizada por Andrew Joyce: Christopher R. Browning, The Fake Threat of Jewish Communism, Paul Hanebrink’s ‘A Specter Haunting Europe’, 21 de fevereiro de 2019, The New York Review.

https://www.nybooks.com/articles/2019/02/21/fake-threat-of-jewish-communism/

 *b Fonte utilizada por Andrew Joyce: Andrew Joyce, Ph.D., On History, Religion, and Anti-Semitism: The Disgraceful Legacy of Gavin Langmuir,31 de março de 2015, The Occidental Observer:

[1] Nota de Andrew Joyce: G. Langmuir, History, Religion and Antisemitism (Los Angeles: University of California Press, 1990), página 15. 

[2] Nota de Andrew Joyce: Ibid. {G. Langmuir, History, Religion and Antisemitism (Los Angeles: University of California Press, 1990)}, página 13. 

[3] Nota de Andrew Joyce: Ibid. {G. Langmuir, History, Religion and Antisemitism (Los Angeles: University of California Press, 1990)}, página 275. 

[4] Nota de Andrew Joyce: Ibid. {G. Langmuir, History, Religion and Antisemitism (Los Angeles: University of California Press, 1990)}, páginas 19 & 67. 

[5] Nota de Andrew Joyce: Ibid. {G. Langmuir, History, Religion and Antisemitism (Los Angeles: University of California Press, 1990)}, página 265. 

[6] Nota de Andrew Joyce: Michael Murras, Vichy France and the Jews (Stanford: Stanford University Press, 1981), página 183. 

[7] Nota de Andrew Joyce: Mark Roodhouse, Black Market Britain, 1939-1955 (Oxford: Oxford University Press, 2013), página 159. 

[8] Nota de Andrew Joyce: Ibid. {Mark Roodhouse, Black Market Britain, 1939-1955 (Oxford: Oxford University Press, 2013)}, página 234. 

[9] Nota de Andrew Joyce: Marsha Rozenblit and Jonathan Karp, World War I and the Jews: Conflict and Transformation in Europe, the Middle East and America (New York: Berghahn), página 36. 

[10] Nota de Andrew Joyce: Ibid. {Marsha Rozenblit and Jonathan Karp, World War I and the Jews: Conflict and Transformation in Europe, the Middle East and America (New York: Berghahn)}, página 37. 

[11] Nota de Andrew Joyce: André Gerrits, The Myth of Jewish Communism: A Historical Interpretation (Brussels: PIE Peter Lang, 2009). 

[12] Nota de Andrew Joyce: Eliezer Ben-Rafael, “André Gerrits, The Myth of Jewish Communism: A Historical Interpretation,” International Sociology Review of Books, Volume: 26, fascículo: 2, páginas 260-263, p.260. 

*d Fonte utilizada por Andrew Joyce: Samuel Moyn, The Alt-Right’s Favorite Meme Is 100 Years Old - ‘Cultural Marxism’ might sound postmodern but it’s got a long, toxic history, 13 de novembro de 2018, The New York Times.

https://www.nytimes.com/2018/11/13/opinion/cultural-marxism-anti-semitism.html  

*e Fonte utilizada por Andrew Joyce: Ellen Engelstad, Mímir Kristjánsson, The Return of “Judeo-Bolshevism”, 16 de fevereiro de 2019, Jacobin.

https://jacobinmag.com/2019/02/antisemitism-judaism-bolsheviks-socialists-conspiracy-theories  

*f Fonte utilizada por Andrew Joyce: Andrew Joyce, Ph.D., Jewish Involvement in Contemporary Refugee and Migrant Organizations, 29 de dezembro de 2018, The Unz Review.

https://www.unz.com/article/jewish-involvement-in-contemporary-refugee-and-migrant-organizations/  

*g Fonte utilizada por Andrew Joyce: Amy Dean, How Jews Brought America to the Tipping Point on Marriage Equality: Lessons for the Next Social Justice Issues, 10 de março de 2014, Tikkun.

https://www.tikkun.org/newsite/how-jews-brought-america-to-the-tipping-point-on-marriage-equality-lessons-for-the-next-social-justice-issues  

*h Fonte utilizada por Andrew Joyce: Andrew Kerr, Revealed: Antifa Leader Relied On Anonymity To Push Radical, Violent Communist Agenda, 18 de dezembro de 2018, Daily Caller.

https://dailycaller.com/2018/12/18/antifa-leader-violent-communist/  

*i Fonte utilizada por Andrew Joyce: Entrada na Wikipedia em inglês: Linda Martín Alcoff {consulta 15 de julho de 2021}.

https://en.wikipedia.org/wiki/Linda_Mart%C3%ADn_Alcoff  

*k Fonte utilizada por Andrew Joyce: Victor Fiorillo, D.C. “Antifa Leader” Is Third Man Charged in Marine Attack in Philadelphia, 29 de Janeiro de 2019, Philadelphia.

https://www.phillymag.com/news/2019/01/29/joseph-alcoff-antifa-marines-philadelphia/  

*l Fonte utilizada por Andrew Joyce: Kevin Macdonald, Judaism as a Group Evolutionary Strategy, Chapter Jews and the Left.

https://www.researchgate.net/publication/320704620_Jews_and_the_Left

{Capítulo presente em Kevin MacDonald, The Culture of Critique, primeira edição 1998, segunda edição 2002}. 

*m Fonte utilizada por Andrew Joyce: Yuri Slezkine, Kevin MacDonald, STALIN’S WILLING EXECUTIONERS JEWS AS A HOSTILE ELITE IN THE USSR The Jewish Century.

https://www.researchgate.net/publication/237536578_STALIN'S_WILLING_EXECUTIONERS_JEWS_AS_A_HOSTILE_ELITE_IN_THE_USSR_The_Jewish_Century  

*n Fonte utilizada por Andrew Joyce: Department of History of Rutgers School of Arts and Sciences.

https://history.rutgers.edu/faculty-directory/160-hanebrink-paul

 


Fonte em português: O Sentinela – mídia crítica independente, 06 de Abril de 2019

https://www.osentinela.org/andrew-joyce-mentindo-sobre-o-judaico-bolchevismo/

Andrew Joyce Ph.D., Lying about Judeo-Bolshevism, 02 de março de 2019, The Occidental Observer.

https://www.theoccidentalobserver.net/2019/03/02/lying-about-judeo-bolshevism/

Sobre o autor: Andrew Joyce é o pseudônimo de um acadêmico PhD em História, especializado em filosofia, conflitos étnicos e religiosos, imigração, e questão judaica. Ele compõe o editorial do The Ocidental Quarterly e é contribuinte regular do The Occidental Observer, e assessor do British Renaissance Policy Institute.

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