terça-feira, 12 de maio de 2026

O Problema das Horas de Funcionamento do Crematório e do Tempo de Incineração - Parte II.4 - por Reinhard K. Buchner

Continuação de O Problema das Horas de Funcionamento do Crematório e do Tempo de Incineração - Parte II.2-3 - por Reinhard K. Buchner

Reinhard K. Buchner

4. Tempo de Incineração

Em 1946, o tempo de incineração em crematórios a carvão era de cerca de 4 a 6 horas.6 A variação é causada pelos diferentes tamanhos físicos dos cadáveres, mas também pela condição dos tecidos. Tecidos mais resistentes ou firmes exigem um tempo de incineração maior. Por esse motivo, o coração e os pulmões, por exemplo, decompõem-se mais lentamente durante a cremação. Os crematórios a carvão em 1946 eram tecnologicamente comparáveis ​​aos de Dachau. Portanto, deve-se concluir que os crematórios nos campos da Segunda Guerra Mundial não poderiam ter produzido um tempo de incineração menor, exceto por uma grande diferença: nos campos, os cadáveres eram cremados sem caixões (portanto, as muflas eram muito menores). Os agentes funerários afirmam que um caixão retarda a cremação do cadáver, embora a madeira queime intensamente no início e eleve consideravelmente a temperatura da mufla. Mas o caixão (e posteriormente suas cinzas) também protege o cadáver, durante esse período, da radiação das paredes. Levando isso em consideração, pode-se esperar um tempo de incineração mais curto nos campos da Segunda Guerra Mundial. Agentes funerários sugeriram-me que fatores de até 1/2 poderiam resultar. Isso poderia reduzir os tempos de incineração de 1946 para cerca de 2 a 3 horas para os crematórios dos campos, que foram especialmente projetados para cremações sem caixões.

Poderíamos escrever um livro inteiro com afirmações diretas ou indiretas sobre os tempos de incineração a partir de apresentações da teoria do Holocausto. Uns poucos exemplos, contudo, bastarão aqui. F. Müller9 afirma que em Auschwitz I os crematórios eram carregados com 3 cadáveres simultaneamente e que o tempo total de incineração era de 20 minutos (página 17). Em 1979, em Dachau, exatamente o mesmo conjunto de números foi relatado a mim por um dos atuais funcionários do campo que, no entanto, não havia estado no campo durante a Segunda Guerra Mundial.15 De fato, a combinação de “20 minutos e três cadáveres” é bastante comum na teoria do Holocausto. Em comparação, W. Stäglich11 cita o relatório do WRB (War Refugee Board) sobre cerca de 1,5 horas (página 234). Isso parece estranhamente próximo de tempos de incineração mais realistas. O Los Angeles Times17, ao relatar uma visita a Auschwitz II por “Membros da Comissão Presidencial dos EUA sobre o Holocausto”, declara: “Eles também visitaram os crematórios, que podiam incinerar e incineravam até 60.000 corpos por dia”. Como o relatório do Los Angeles Times menciona especificamente “crematórios”, pode-se calcular o tempo de incineração por cadáver. A equação (1), resolvida para o tempo de incineração, torna-se:

                                                       I = C x T

                                                             3

                                                              N

Como cada dia tem 24 horas, obtém-se:

                                                       I = 46 x 24

                                                           60.000

ou

                                          I = 0,0184 horas = 1,1 minutos (!)

Este seria o tempo de incineração para uma única carga. Com carga tripla – de acordo com a teoria do Holocausto – haveria 3,3 minutos disponíveis para a cremação de três cadáveres.

 {De acordo com a narrativa do denominado holocausto, um cadáver seria cremado completamente em 1,1 minuto, embora os crematórios nos anos após 1946 até o início da década de 1980 precisassem em média de 2 horas para cremar completamente um cadáver. Absurdos similares da narrativa do denominado holocausto sobre tempos de cremação impossíveis foram afirmados em grandes mídias como Los Angeles Times sem que houvesse questionamentos, o que evidencia a predominância da narrativa no imaginário ocidental ao invés de critério minimamente racional e crítico. (Foto dos fornos crematórios retiradas de Auschwitz Birkenau Memorial).}


Nada reflete melhor o estado das questões relativas ao Holocausto do que o fato de um importante jornal poder divulgar tais números ao público sem ser contradito.

Uma olhada nos tempos de incineração atuais revela um conjunto de dados surpreendentemente diferente. Em 1974, em Dortmund, uma cremação levava 2,5 horas em um forno crematório a gás (H. Roth18 página 106). Uma funerária em Los Angeles me informou por telefone, em 1978, que levava “duas horas ou um pouco menos”. O forno crematório deles funcionava a gás. Por meio de uma carta pessoal, eu aprendi que, em 1951, em Indianápolis, uma cremação levava 2,5 horas. O forno crematório também era a gás. W. Stäglich11, citando três fontes (incluindo H. Roth acima), conclui que tempos de incineração realistas hoje em dia variam de 1,5 a 2 horas. Em janeiro de 1981, a CBS apresentou uma discussão durante o programa “60 Minutes” sobre a cremação nos dias atuais. Nesses casos, foi indicado um tempo de incineração de 2,5 horas para os crematórios modernos. A partir daí, constatou-se uma média de aproximadamente 2 horas para o tempo de incineração em crematórios a gás.

Em 1979, me foi permitido observar duas cremações em Darmstadt, Alemanha Ocidental. O crematório era a gás e utilizava vários compressores elétricos para alimentação de ar forçado (como praticamente todos os crematórios a gás atuais operam). Era o mesmo crematório que eu havia visitado em 1946. Naquela época, ninguém sabia ao certo quanto tempo durava uma cremação, mas as 4 a 6 horas para crematórios a carvão pareciam aceitáveis ​​para as equipes atuais. O moderno crematório era plenamente automatizado (temperatura, tempo, acionamento dos queimadores direcionais, etc.) e pré-programado para uma hora na primeira etapa de incineração. Após esse período, a equipe ajustava um temporizador para adicionar tempo de incineração, se necessário. Quando os restos mortais tinham caído no fundo da mufla, eles eram transferidos mecanicamente para uma segunda mufla — abaixo da principal — para serem expostos ao calor por mais duas horas, enquanto as duas cremações seguintes, uma após a outra, ocorriam na mufla principal. Após três horas, os últimos resíduos da primeira cremação — cinzas e fragmentos ósseos — eram removidos da parte inferior do forno crematório e processados ​​em um moinho de ossos para que ficassem adequados para a urna. Quando um elevador hidráulico (semelhante a uma empilhadeira) posicionava o caixão no forno crematório em Darmstadt, todos os queimadores eram desligados, e mesmo assim, bastavam apenas cerca de 10 segundos para que o caixão fosse envolvido por uma fúria de chamas. Uma cobertura de aço com um exaustor elétrico acima da porta de aço era necessária para proteger o operador do elevador de ferimentos causados ​​pelas chamas que saíam do forno crematório. Foi uma demonstração vívida do papel que a radiação desempenha durante a cremação. Quando o elevador foi retirado sobre os trilhos e as grandes portas de aço foram fechadas, a temperatura subiu por cerca de 10 minutos devido à queima do caixão, atingindo cerca de uma vez e meia a temperatura operacional. Após esse período, a câmara de combustão principal esfriou e o controle automático de temperatura assumiu o controle.

Foram usadas duas horas nos cálculos porque todas as conversas com agentes funerários estabeleceram que esse valor, considerando as condições dos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial, deve ter sido um tempo médio de incineração. Uma hora, com base em informações tecnológicas, é certamente um período muito curto, e parece até impossível que os crematórios de Dachau pudessem de fato reduzir um cadáver ao grau necessário em duas horas. Seu gerador simples, do tipo câmara de combustão, não seria capaz de transferir a quantidade de calor necessária durante esse período.

Os tempos de incineração alegados na teoria do Holocausto são, portanto, contraditos pelos tempos reais de incineração em crematórios modernos, em uma extensão considerável. Isso tem sido relatado. Em adição, praticamente todas as informações atuais se referem a crematórios a gás, que, por razões técnicas, atingem tempos de incineração mais curtos do que as unidades a carvão.

Dentro da estrutura do contexto de uma investigação tecnológica, os tempos de incineração dos crematórios da Segunda Guerra Mundial, inferiores aos que podem ser alcançados hoje, devem ser absolutamente rejeitados.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Continua...

Notas

6 Nota de Reinhard K. Buchner: Durante o primeiro semestre de 1946, o autor visitou pessoalmente o crematório de Darmstadt e manteve diversas conversas prolongadas com membros da equipe que operavam os crematórios em Darmstadt e Mainz (ambas cidades na Alemanha Ocidental).

9 Nota de Reinhard K. Buchner: Filip Müller, Eyewitness Auschwitz, Stein and Day, 1979.

15 Nota de Reinhard K. Buchner: Durante o verão de 1979, o autor visitou Dachau com especial interesse nos crematórios. (Como resultado secundário, constatou-se que não parece haver dutos ligando os quatro crematórios do novo crematório à chaminé.) Também, não foram instalados compressores em Dachau durante a Segunda Guerra Mundial. O combustível era coque.

11 Nota de Reinhard K. Buchner: Wilhelm Stäglich, Der Auschwitz Mythos, Grabert-Verlag, Tübingen (West Germany) 1979.

17 Nota de Reinhard K. Buchner: Los Angeles Times, Thursday 2 August 1979, Part I, página 11.

3 Nota de Reinhard K. Buchner: R obert Faurisson, “The Mechanics of Gassing,” The Journal of Historical Review, Volume One, Number One, Spring, 1980.

{A Mecânica do gaseamento, por Robert Faurisson, 22 de outubro de 2018, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2018/10/a-mecanica-do-gaseamento-por-robert.html }

18 Nota de Reinhard K. Buchner: Heinz Roth, Öder makaberste Betrug aller Zeiten, Druck + Verlag 581, Witten (West Germany) 1974.

11 Nota de Reinhard K. Buchner: Wilhelm Stäglich, Der Auschwitz Mythos, Grabert-Verlag, Tübingen (West Germany) 1979.

The Problem of Cremator Hours and Incineration Time, por Reinhard K. Buchner, The Journal for Historical Review, volume 2, nº 3, outono de 1981, pp.

https://ihr.org/journal/v02p219_buchner

Sobre o autor: Reinhard K. Buchner (1925-) nasceu em Darmstadt, Alemanha Ocidental. Descende de uma longa linhagem de acadêmicos ilustres, incluindo Eduward Buchner, ganhador do Prêmio Nobel por sua pesquisa de 1907 sobre enzimas de levedura; Fritz Buchner, cujo livro, Força e Matéria, influenciou Einstein; e Karl Buchner, um famoso músico de câmara. Após a guerra, retomou seus estudos, obtendo o bacharelado em física pela Universidade de Mainz em 1953 e o mestrado (em física) e o doutorado (em engenharia) pela Universidade de Aachen alguns anos depois. Desde 1963, o Dr. Buchner é professor do departamento de física e astronomia da Universidade Estadual da Califórnia em Long Beach, onde se tornou professor titular em 1972.

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