| Reinhard K. Buchner |
4. Tempo de Incineração
Em
1946, o tempo de incineração em crematórios a carvão era de cerca de 4 a 6
horas.6 A variação é causada pelos diferentes
tamanhos físicos dos cadáveres, mas também pela condição dos tecidos. Tecidos
mais resistentes ou firmes exigem um tempo de incineração maior. Por esse
motivo, o coração e os pulmões, por exemplo, decompõem-se mais lentamente
durante a cremação. Os crematórios a carvão em 1946 eram tecnologicamente
comparáveis aos de Dachau. Portanto, deve-se concluir que os crematórios nos
campos da Segunda Guerra Mundial não poderiam ter produzido um tempo de
incineração menor, exceto por uma grande diferença: nos campos, os cadáveres
eram cremados sem caixões (portanto, as muflas eram muito menores). Os agentes
funerários afirmam que um caixão retarda a cremação do cadáver, embora a
madeira queime intensamente no início e eleve consideravelmente a temperatura
da mufla. Mas o caixão (e posteriormente suas cinzas) também protege o cadáver,
durante esse período, da radiação das paredes. Levando isso em consideração,
pode-se esperar um tempo de incineração mais curto nos campos da Segunda Guerra
Mundial. Agentes funerários sugeriram-me que fatores de até 1/2 poderiam
resultar. Isso poderia reduzir os tempos de incineração de 1946 para cerca de 2
a 3 horas para os crematórios dos campos, que foram especialmente projetados
para cremações sem caixões.
Poderíamos
escrever um livro inteiro com afirmações diretas ou indiretas sobre os tempos
de incineração a partir de apresentações da teoria do Holocausto. Uns poucos exemplos,
contudo, bastarão aqui. F. Müller9 afirma
que em Auschwitz I os crematórios eram carregados com 3 cadáveres
simultaneamente e que o tempo total de incineração era de 20 minutos (página
17). Em 1979, em Dachau, exatamente o mesmo conjunto de números foi relatado a
mim por um dos atuais funcionários do campo que, no entanto, não havia estado
no campo durante a Segunda Guerra Mundial.15
De fato, a combinação de “20 minutos e três cadáveres” é bastante comum na
teoria do Holocausto. Em comparação, W. Stäglich11
cita o relatório do WRB (War Refugee Board) sobre cerca de 1,5 horas (página
234). Isso parece estranhamente próximo de tempos de incineração mais
realistas. O Los Angeles Times17, ao relatar uma visita a Auschwitz II
por “Membros da Comissão Presidencial dos EUA sobre o Holocausto”, declara:
“Eles também visitaram os crematórios, que podiam incinerar e incineravam até
60.000 corpos por dia”. Como o relatório do Los
Angeles Times menciona especificamente “crematórios”, pode-se calcular o
tempo de incineração por cadáver. A equação (1), resolvida para o tempo de
incineração, torna-se:
I = C x T
N
Como
cada dia tem 24 horas, obtém-se:
I = 46 x 24
60.000
ou
I =
0,0184 horas = 1,1 minutos (!)
Este
seria o tempo de incineração para uma única carga. Com carga tripla – de acordo
com a teoria do Holocausto – haveria 3,3 minutos disponíveis para a cremação de
três cadáveres.
| {De acordo com a narrativa do denominado holocausto, um cadáver seria cremado completamente em 1,1 minuto, embora os crematórios nos anos após 1946 até o início da década de 1980 precisassem em média de 2 horas para cremar completamente um cadáver. Absurdos similares da narrativa do denominado holocausto sobre tempos de cremação impossíveis foram afirmados em grandes mídias como Los Angeles Times sem que houvesse questionamentos, o que evidencia a predominância da narrativa no imaginário ocidental ao invés de critério minimamente racional e crítico. (Foto dos fornos crematórios retiradas de Auschwitz Birkenau Memorial).} |
Nada
reflete melhor o estado das questões relativas ao Holocausto do que o fato de
um importante jornal poder divulgar tais números ao público sem ser contradito.
Uma
olhada nos tempos de incineração atuais revela um conjunto de dados
surpreendentemente diferente. Em 1974, em Dortmund, uma cremação levava 2,5
horas em um forno crematório a gás (H. Roth18
página 106). Uma funerária em Los Angeles me informou por telefone, em 1978,
que levava “duas horas ou um pouco menos”. O forno crematório deles funcionava
a gás. Por meio de uma carta pessoal, eu aprendi que, em 1951, em Indianápolis,
uma cremação levava 2,5 horas. O forno crematório também era a gás. W. Stäglich11, citando três fontes (incluindo H.
Roth acima), conclui que tempos de incineração realistas hoje em dia variam de
1,5 a 2 horas. Em janeiro de 1981, a CBS apresentou uma discussão durante o
programa “60 Minutes” sobre a cremação nos dias atuais. Nesses casos, foi
indicado um tempo de incineração de 2,5 horas para os crematórios modernos. A
partir daí, constatou-se uma média de aproximadamente 2 horas para o tempo de
incineração em crematórios a gás.
Em
1979, me foi permitido observar duas cremações em Darmstadt, Alemanha
Ocidental. O crematório era a gás e utilizava vários compressores elétricos
para alimentação de ar forçado (como praticamente todos os crematórios a gás
atuais operam). Era o mesmo crematório que eu havia visitado em 1946. Naquela
época, ninguém sabia ao certo quanto tempo durava uma cremação, mas as 4 a 6
horas para crematórios a carvão pareciam aceitáveis para as equipes atuais. O
moderno crematório era plenamente automatizado (temperatura, tempo, acionamento
dos queimadores direcionais, etc.) e pré-programado para uma hora na primeira
etapa de incineração. Após esse período, a equipe ajustava um temporizador para
adicionar tempo de incineração, se necessário. Quando os restos mortais tinham
caído no fundo da mufla, eles eram transferidos mecanicamente para uma segunda
mufla — abaixo da principal — para serem expostos ao calor por mais duas horas,
enquanto as duas cremações seguintes, uma após a outra, ocorriam na mufla
principal. Após três horas, os últimos resíduos da primeira cremação — cinzas e
fragmentos ósseos — eram removidos da parte inferior do forno crematório e
processados em um moinho de ossos para que ficassem adequados para a urna.
Quando um elevador hidráulico (semelhante a uma empilhadeira) posicionava o
caixão no forno crematório em Darmstadt, todos os queimadores eram desligados,
e mesmo assim, bastavam apenas cerca de 10 segundos para que o caixão fosse
envolvido por uma fúria de chamas. Uma cobertura de aço com um exaustor
elétrico acima da porta de aço era necessária para proteger o operador do
elevador de ferimentos causados pelas chamas que saíam do forno crematório.
Foi uma demonstração vívida do papel que a radiação desempenha durante a cremação.
Quando o elevador foi retirado sobre os trilhos e as grandes portas de aço
foram fechadas, a temperatura subiu por cerca de 10 minutos devido à queima do
caixão, atingindo cerca de uma vez e meia a temperatura operacional. Após esse
período, a câmara de combustão principal esfriou e o controle automático de
temperatura assumiu o controle.
Foram
usadas duas horas nos cálculos porque todas as conversas com agentes funerários
estabeleceram que esse valor, considerando as condições dos campos de concentração
durante a Segunda Guerra Mundial, deve ter sido um tempo médio de incineração.
Uma hora, com base em informações tecnológicas, é certamente um período muito
curto, e parece até impossível que os crematórios de Dachau pudessem de fato
reduzir um cadáver ao grau necessário em duas horas. Seu gerador simples, do
tipo câmara de combustão, não seria capaz de transferir a quantidade de calor
necessária durante esse período.
Os
tempos de incineração alegados na teoria do Holocausto são, portanto, contraditos
pelos tempos reais de incineração em crematórios modernos, em uma extensão
considerável. Isso tem sido relatado. Em adição, praticamente todas as
informações atuais se referem a crematórios a gás, que, por razões técnicas,
atingem tempos de incineração mais curtos do que as unidades a carvão.
Dentro
da estrutura do contexto de uma investigação tecnológica, os tempos de
incineração dos crematórios da Segunda Guerra Mundial, inferiores aos que podem
ser alcançados hoje, devem ser absolutamente rejeitados.
Tradução
e palavras entre chaves por Mykel Alexander
Continua...
6 Nota de Reinhard K. Buchner: Durante
o primeiro semestre de 1946, o autor visitou pessoalmente o crematório de
Darmstadt e manteve diversas conversas prolongadas com membros da equipe que
operavam os crematórios em Darmstadt e Mainz (ambas cidades na Alemanha
Ocidental).
9 Nota de Reinhard K. Buchner:
Filip Müller, Eyewitness Auschwitz,
Stein and Day, 1979.
15 Nota de Reinhard K. Buchner:
Durante o verão de 1979, o autor visitou Dachau com especial interesse nos
crematórios. (Como resultado secundário, constatou-se que não parece haver dutos
ligando os quatro crematórios do novo crematório à chaminé.) Também, não foram
instalados compressores em Dachau durante a Segunda Guerra Mundial. O
combustível era coque.
11 Nota de Reinhard K. Buchner:
Wilhelm Stäglich, Der Auschwitz Mythos,
Grabert-Verlag, Tübingen (West Germany) 1979.
17 Nota de Reinhard K. Buchner: Los Angeles Times, Thursday 2 August
1979, Part I, página 11.
3 Nota de Reinhard K. Buchner: R obert
Faurisson, “The Mechanics of Gassing,” The
Journal of Historical Review, Volume One, Number One, Spring, 1980.
{A Mecânica do gaseamento, por Robert Faurisson, 22
de outubro de 2018, World Traditional Front.
https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2018/10/a-mecanica-do-gaseamento-por-robert.html
}
18 Nota de Reinhard K. Buchner: Heinz
Roth, Öder makaberste Betrug aller Zeiten,
Druck + Verlag 581, Witten (West Germany) 1974.
11 Nota de Reinhard K. Buchner:
Wilhelm Stäglich, Der Auschwitz Mythos,
Grabert-Verlag, Tübingen (West Germany) 1979.
The Problem of Cremator Hours and Incineration Time, por Reinhard K. Buchner, The Journal for Historical Review, volume 2, nº 3, outono de 1981, pp.
https://ihr.org/journal/v02p219_buchner
Sobre o autor: Reinhard K. Buchner (1925-) nasceu em Darmstadt, Alemanha Ocidental. Descende de uma longa linhagem de acadêmicos ilustres, incluindo Eduward Buchner, ganhador do Prêmio Nobel por sua pesquisa de 1907 sobre enzimas de levedura; Fritz Buchner, cujo livro, Força e Matéria, influenciou Einstein; e Karl Buchner, um famoso músico de câmara. Após a guerra, retomou seus estudos, obtendo o bacharelado em física pela Universidade de Mainz em 1953 e o mestrado (em física) e o doutorado (em engenharia) pela Universidade de Aachen alguns anos depois. Desde 1963, o Dr. Buchner é professor do departamento de física e astronomia da Universidade Estadual da Califórnia em Long Beach, onde se tornou professor titular em 1972.
__________________________________________________________________________________
Recomendado, leia também:
Os Julgamentos de Zündel (1985 e 1988) - {parte 1 - julgamentos de 1985} - Robert Faurisson
Prefácio de Dissecando o Holocausto - Edição 2019 - Por Germar Rudolf
Campos de Concentração Nacional-Socialistas {nazistas}: lenda e realidade - parte 1 - precedentes e funções dos campos - por Jürgen Graf (demais partes na sequência do próprio artigo)
A técnica e a química das ‘câmaras de gás’ de Auschwitz - por Germar Rudolf - Parte 1 - Introdução (demais partes na sequência do próprio artigo)
As fornalhas de cremação de Auschwitz - parte 1 - por Carlo Mattogno e Franco Deana (demais partes na sequência do próprio artigo)
O valor do testemunho e das confissões no holocausto - parte 1 - Por Germar Rudolf (primeira de três partes, as quais são dispostas na sequência).
Vítimas do Holocausto: uma análise estatística W. Benz e W. N. Sanning – Uma Comparação - {parte 1 - introdução e método de pesquisa} - por German Rudolf (demais partes na sequência do próprio artigo)
O Holocausto em Perspectiva - Uma Carta de Paul Rassinier - por Paul Rassinier e Theodore O'Keefe
O Primeiro Holocausto - por Germar Rudolf
O Primeiro Holocausto – e a Crucificação dos judeus deve parar - parte 1 - Por Olaf Rose (Parte 2 na sequência do próprio artigo)
A controvérsia internacional do “holocausto” - Arthur Robert Butz
Contexto e perspectiva na controvérsia do ‘Holocausto’ - parte 1 - por Arthur R. Butz
Contexto e perspectiva na controvérsia do ‘Holocausto’ - parte 2 - por Arthur R. Butz
Os Homens que “passaram o pano” para Hitler {com análise crítica revisionista} - Por Gitta Sereny
Bloco de notas sobre Auschwitz (Parte 3) - Tampos e aberturas - por Ditlieb Felderer
Bloco de notas sobre Auschwitz (Parte 4) – Portas e portinholas - por Ditlieb Felderer
Revisionismo e Promoção da Paz - parte 1 - por Harry Elmer Barnes
Revisionismo e Promoção da Paz - parte 2 - por Harry Elmer Barnes
Carta para o ‘The Nation’ {sobre o alegado Holocausto} - por Paul Rassinier
Sobre a importância do revisionismo para nosso tempo - por Murray N. Rothbard
A vigilante marcação pública no revisionismo - parte 1 - por Harry Elmer Barnes
A vigilante marcação pública no revisionismo - parte 2 - por Harry Elmer Barnes
O “Holocausto” colocado em perspectiva - por Austin Joseph App
O Relatório Leuchter: O Como e o Porquê - por Fred A. Leuchter
O que é ‘Negação do Holocausto’? - Por Barbara Kulaszka
As câmaras de gás: verdade ou mentira? - parte 1 - por Robert Faurisson (primeira de seis partes, as quais são dispostas na sequência).
A Mecânica do gaseamento - Por Robert Faurisson
O “problema das câmaras de gás” - Por Robert Faurisson
As câmaras de gás de Auschwitz parecem ser fisicamente inconcebíveis - Por Robert Faurisson
Confissões de homens da SS que estiveram em Auschwitz - por Robert Faurisson - parte 1 (primeira de seis partes, as quais são dispostas na sequência).
A mentira a serviço de “um bem maior” - Por Antônio Caleari

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Os comentários serão publicados apenas quando se referirem ESPECIFICAMENTE AO CONTEÚDO do artigo.
Comentários anônimos podem não ser publicados ou não serem respondidos.