terça-feira, 26 de maio de 2026

{Alegadas câmaras de gás homicidas da Alemanha Nacional-Socialista} Zyklon B, Auschwitz e Bruno Tesch - parte 1 - por William B. Lindsey

 

William B. Lindsey

Nós ainda temos aqui o julgamento, de que apenas ensinamos instruções sangrentas, as quais sendo ensinadas, retornam para atormentar o inventor. Esta justiça de mão equilibrada recomenda o ingrediente do nosso cálice envenenado para nossos próprios lábios.

— Shakespeare, Macbeth

 

O Prelúdio da “Justiça”

No final da Segunda Guerra Mundial, os representantes legais designados das Nações Unidas[1], reunidos em Londres com Lord Wright, Presidente da Comissão de Crimes de Guerra das Nações Unidas, estabeleceram os Acordos de Londres para implementar acordos anteriores das Nações Unidas em Yalta e outras conferências de guerra, e para finalmente concretizar inúmeras ameaças e advertências feitas pelas Nações Unidas às nações do Eixo durante o curso da guerra. Sua intenção era acusar, processar e punir os alemães e japoneses derrotados por crimes recentemente definidos e delineados pelos próprios vencedores, e fazer isso com tribunais criados por eles para esse único propósito.

O crime mais atroz do qual os alemães foram acusados ​​pelos vencedores foi o de eles tinham planejado matar todos os judeus da Europa; dos seis milhões que alegadamente conseguiram matar, quatro milhões teriam sido mortos em câmaras de gás construídas para esse propósito em Auschwitz-Birkenau.

Para colocar esses tribunais das Nações Unidas em sua perspectiva apropriada, é necessário apreciar a atitude e o temperamento dos aliados das Nações Unidas em relação à Alemanha antes e durante esses julgamentos. Pelo menos desde 1940, os inimigos da Alemanha — que mais tarde, em 2 de janeiro de 1942, tomariam o nome coletivo de “Nações Unidas” — submeteram seus cidadãos a um bombardeio incessante de previsões terríveis e alegações assustadoras das mais horríveis atrocidades alegadamente cometidas ou prestes a serem cometidas pela Alemanha. Mas algumas das muitas fontes distintas dessas alegações foram: o Dr. Nahum Goldman, o governo polonês no exílio, o rabino Stephen S. Wise, o rabino J. H. Herz, o subsecretário de Estado americano Sumner Welles, o ex-ministro das Relações Exteriores soviético Maxim Litvinoff, a British Broadcasting Corporation (BBC), o Sr. H. Wickham Steed (um jornalista britânico que atuou na propaganda anti-alemã durante a Primeira Guerra Mundial e antes da Segunda Guerra Mundial) e o Conselho de Refugiados de Guerra dos EUA, organizado e totalmente apoiado pelo presidente Franklin D. Roosevelt. Embora não apresentassem provas concretas e não identificassem “testemunhas oculares” (alegadamente por razões de segurança em tempos de guerra), essas acusações foram, assim como acusações semelhantes na Primeira Guerra Mundial, geralmente aceitas como válidas pelos inimigos da Alemanha — com a promessa, em grande parte implícita, de que a prova definitiva dessas alegações seria apresentada ao final da guerra.

Com o fim da guerra se aproximando, quase todos os comunicados de imprensa pareciam corroborar essas acusações iniciais. Com as descobertas, feitas perto do fim da guerra pelos exércitos das Nações Unidas, de pilhas de cadáveres em Bergen-Belsen, Dachau, Buchenwald, Nordhausen, etc. — cadáveres, aliás, predominantemente de gentios[2] e causados ​​por doenças, fome, etc. — a indignação hipócrita dos conquistadores da Alemanha montou em fúria. O próprio governo alemão, agora chefiado pelo Grande Almirante Dönitz, ficou igualmente horrorizado e jurou fazer justiça. O regime de Dönitz em Flensburg estava consternado com o fato de que, após o fiasco das acusações aliadas contra a Alemanha na Primeira Guerra Mundial e a necessidade de sua subsequente refutação e retirada sob fogo após a guerra, acusações semelhantes seriam novamente levadas a sério e novamente acreditadas pelos mesmos inimigos apenas trinta anos depois, desta vez como antes, sem uma investigação prévia completa.

Contudo, vendo-se desde o início da guerra como anjos vingadores e cruzados ungidos, expurgando e exterminando assassinos e blasfemos, os conquistadores das Nações Unidas, então, reconsagraram-se, como já haviam jurado, a jejuar e punir impiedosamente qualquer um que considerassem mesmo remotamente associado a esses aparentes crimes. Muitos protagonistas das Nações Unidas, os mais velhos talvez ainda ressentidos com a rejeição e o desprezo resultantes das falsas acusações da Primeira Guerra Mundial, estavam certos de que, desta vez, a Alemanha era obviamente culpada de todas as alegações — certos sem sequer se preocuparem em esperar pelas prometidas provas dessas alegações. Em sua pressa, as únicas questões que os preocupavam eram quando e até que ponto os vencedores deveriam ir na aplicação da “nova” justiça. Os Acordos de Londres, obviamente, não haviam resolvido todos os problemas. Stalin sugeria, como já vinha fazendo há algum tempo, o assassinato sumário de 50.000 “criminosos de guerra” alemães, e os americanos descobririam mais tarde que Roosevelt tinha, na Conferência de Teerã de 1943, falhado em tomar como ofensa qualquer forma dessa proposta. O representante do Missouri, Marion T. Bennett, que estava na Europa com outros congressistas americanos a convite especial do General Eisenhower, provavelmente expressou o sentimento geral, embora não unânime, ao dizer: “Saí de Buchenwald convencido de que todo alemão deve ser morto”. Joseph Pulitzer, do St. Louis Post-Dispatch, defendeu o assassinato de 1.500.000 “nazistas”. Igualmente sinistro para os alemães que restaram vivos (de uma nação originalmente composta por 80 milhões) foi o anúncio de que entre quatro e seis milhões deles seriam julgados pelas Nações Unidas como “criminosos de guerra” — presumivelmente sob os decretos ex post facto recém-impostos pelos Acordos de Londres das Nações Unidas.

Em 14 de maio de 1945, o último governo legítimo alemão foi completamente desmantelado pelos novos senhores da Alemanha, e seus membros foram presos, aguardando julgamento e execução ou prisão. A última fonte possível de protesto, ainda que mínimo, contra qualquer abuso cometido contra os alemães foi, assim, habilmente silenciada para sempre. Os Aliados haviam sido enganados em relação à Alemanha derrotada e pendurada em 1918, mas agora, como as “Nações Unidas”, eles estavam determinados a não serem enganados nem frustrados. Assim, o cenário foi astutamente preparado na Alemanha para uma série de julgamentos por tribunais militares únicos ou tribunais “internacionais”, engenhosamente concebidos, arquitetados e convocados pelos vencedores com o único propósito de julgar e punir apenas os alemães vencidos, a seu bel-prazer, por “Crimes contra a Humanidade” e outros “crimes” recentemente enunciados ou a serem posteriormente enunciados unilateralmente pelos apologistas racionalizadores e legalistas das vitoriosas Nações Unidas.

O Dr. Bruno Tesch e seu gerente de negócios e procurador (“Prokurist”) Karl Weinbacher, que nunca haviam sido membros do governo alemão ou das forças armadas alemãs, foram dois dos primeiros alemães a se verem envolvidos nessa teia recém-tecida da “nova justiça internacional” das Nações Unidas.[3] Coube a eles serem acusados ​​pelas autoridades de ocupação das Nações Unidas de terem recomendado o uso e fornecido conscientemente o venenoso Zyklon B com o propósito de matar os 4 a 4,5 milhões de judeus alegadamente gaseados em Auschwitz-Birkenau. Este artigo discutirá a transcrição oficial do Tribunal Militar Britânico que os julgou e os condenou à morte por enforcamento.

{Dr. Bruno Tesch (1890-1946) químico alemão, funcionário contratado do governo de Adolf Hitler para implementar controle de desparasitação nos campos de concentração alemães. Fonte da foto: wikipedia.}

Dos numerosos tribunais estabelecidos pelas Nações Unidas por seus múltiplos motivos, o primeiro Tribunal de Nuremberg — o International Military Tribunal {Tribunal Militar Internacional} ou IMT (também conhecido como Trial of Major War Criminals {Julgamento de Grandes Criminosos de Guerra} ou TMWC), que foi constituído para julgar os famosos nacional-socialistas da “primeira linha” — ocupou o centro das atenções, como previsto, muitas vezes eclipsando os eventos de outros tribunais que funcionavam ao mesmo tempo. Como um resultado disso, muitas vezes falha-se em imaginar que esses tribunais “paralelos” menos divulgados geralmente forneciam aos Tribunais de Nuremberg (tanto o Tribunal Militar Internacional quanto a série de Nuremberg Military Tribunals {Tribunais Militares de Nuremberg}, ou NMT, administrados pelos americanos) grande parte do material básico usado para formular os conceitos e apoiar os argumentos apresentados por Robert H. Jackson, Telford Taylor e outros procuradores das Nações Unidas em suas missões em Nuremberg. Com o tempo, esses conceitos e argumentos, com algumas modificações já necessárias em função das primeiras pesquisas revisionistas, se cristalizaram no que se tornou o conjunto monolítico do evangelho do “Holocausto”.

Preeminente dentre esses tribunais paralelos foi o Tribunal Britânico de Lüneburg, que julgou os oficiais da SS de Birkenau, capturados pelo Exército Britânico no campo de trânsito judeu de Bergen-Belsen. (Ver nota 2.) Este tribunal funcionou de 17 de setembro de 1945 a 17 de novembro de 1945 e, por vezes, suas manchetes sensacionalistas colocaram em risco a presença do IMT {Tribunal Militar Internacional} de Nuremberg nas primeiras páginas dos jornais do mundo. Foi neste Tribunal Militar Britânico que muito do dogma do “Holocausto” e dos relatos de guerra sobre a bestialidade alemã foram esculpidos na “Rocha Behistan” das Nações Unidas para justificar para sempre as ações da ONU vis-a-vis à Alemanha. Isso foi feito apresentando ao Tribunal um coro indistinto de vozes iídiche, cada membro do coro buscando obter para si, por razões variadas, o prestigioso papel de uma Judite ou Ester dos dias recentes, um Sansão ou Mordecai, e cada um tentando superar seu antecessor no banco das testemunhas com um relato de horror sobre abuso e privação — naturalmente, tudo sem provas. Foi aqui que o primeiro procurador das Nações Unidas buscou estabelecer credibilidade e respeitabilidade legal para os rumores anteriores de bestialidade alemã e, particularmente, para as alegações infundadas de que 4.000.000 de judeus haviam sido mortos em Auschwitz-Birkenau. Foi aqui que os médicos Ada Bimko e Charles Bendel fizeram suas estreias nas manchetes dos jornais do mundo antes de figurarem no tribunal que julgou o Dr. Tesch e Herr Weinbacher — e depois desaparecerem, mas deixando para trás um legado de falsidades e confusão que se tornou, no entanto, parte da ladainha inquestionada e incontestável do credo do “Holocausto”.

{“Bruno Tesch (à esquerda) sentado ao lado de Karl Weinbacher (ao centro) e Joachim Drosihn (à direita) em seu julgamento em março de 1946.” Fonte da legenda e da foto: wikipedia.}

Um oficial britânico a serviço da Defesa em Lüneburg descreveu essas numerosas testemunhas como a escória dos guetos da Europa Oriental; por isso, foi obrigado pelo Tribunal a pedir desculpas. O Tribunal Britânico em Lüneburg foi descrito pelo Dr. Eberhard Kolb[4] em seu livro Bergen-Belsen como tendo realizado seu trabalho com (Fairness) “justiça” “vorbildicher” (típica ou exemplar) — uma opinião típica de um alemão “novo” ou “reconstruído”, aceitável para os conquistadores das Nações Unidas. O que realmente preocupava o Tribunal Britânico e quase todos os outros na época não era “o correto”, nem os fatos, nem a justiça, mas sim: “Como vocês vão matar Kremer?”[5] Os reais julgamentos já tinham sido concluídos há muito tempo nos jornais, nos escritórios de notícias e nas inúmeras conferências das Nações Unidas.

Entre as Nações Unidas, havia o desejo quase universal de ver o maior número possível de alemães condenados a uma morte ignominiosa, e esses tribunais das Nações Unidas pareciam ser veículos úteis para alcançar esse extermínio. Outros defendiam abertamente a execução sumária de um grande número de alemães sem qualquer julgamento.

O Tribunal de Bergen-Belsen em Lueneburg e o julgamento do Dr. Tesch e Herr Weinbacher são, em certa medida, únicos, pois representam algumas das primeiras e últimas tentativas vãs dos acusados ​​de dizer a verdade e, assim, esclarecer a infinidade de acusações absurdas disseminadas pelas Nações Unidas em tempos de guerra, com objetivos óbvios de propaganda. Após o início dos julgamentos, contudo, logo ficou evidente que dizer a verdade era um erro estratégico fatal para os acusados. Negar que judeus haviam sido mortos em massa pela Alemanha em um tribunal cuja própria existência se baseava na intenção de estabelecer, sem sombra de dúvida, que judeus tinham sido mortos, era tão fatal para o réu em 1946 quanto teria sido para um herege medieval acusado que, perante seus inquisidores, garantisse sua condenação, qualquer que fosse a acusação, acrescentando, por puro capricho, uma negação da existência da Trindade e da divindade de Jesus.

Do ponto de vista da sobrevivência, era necessário para uma testemunha testemunhar que judeus certamente foram gaseados, enquanto tentava se salvar protestando que sua presença naquele local ou naquela posição não implicava nenhuma responsabilidade e apenas conhecimento incidental ou acidental dos assassinatos que, se presenciados, ele era impotente para impedir.[6]

Tais eram as deploráveis ​​circunstâncias em 1º de março de 1946, quando o Dr. Tesch e o Sr. Weinbacher foram indiciados e levados perante o Tribunal Militar Britânico em Curiohaus, Hamburgo.

 

Tesch und Stabenow

A associação do Dr. Tesch com o Zyklon B, o produto cuja venda resultaria na sua execução e na do Sr. Weinbacher, começou muito antes da guerra. Como um dotado graduado em química, física e matemática pela Universidade de Berlim, ele tinha obtido o cargo de assistente no mundialmente venerado Instituto Kaiser Wilhelm. Lá, interessou-se pelo cianeto de hidrogênio como um agente fumigante. Ele era efetivo, mas bastante perigoso de usar, desde que ele era um líquido e quimicamente instável. Em adição, ele era um veneno mortal para humanos. Mas foi justamente essa letalidade para todos os animais que o tornou um fumigante quase ideal. Ele matava rapidamente não apenas os vermes de sangue quente, mas também quaisquer ovos, larvas, pupas ou insetos adultos que pudessem estar nos vermes ou na área sendo fumigada.[7]

Com o apoio da I.G. Farbenindustrie, o Dr. Tesch, em conjunto com o Dr. Gerhard Peters, iniciou uma pesquisa que, em grande medida, contornou os problemas que anteriormente impediam o uso generalizado do cianeto de hidrogênio como agente fumigante.

Esses problemas foram resolvidos como segue: um gás lacrimogêneo irritante foi misturado ao cianeto de hidrogênio líquido para “alertar” qualquer pessoa da presença do veneno.[8] Após a adição de um estabilizador químico, uma parte desse líquido foi absorvida por duas partes de um material poroso e altamente absorvente, de modo que a mistura resultante não fosse um líquido, mas grânulos sólidos e fluidos. Esse produto foi denominado “Zyklon B”[9] e os vapores mortais que evaporavam lentamente dos grânulos foram chamados de “gás Zyklon B”. Quimicamente, esse gás fumigante era cianeto de hidrogênio quase puro diluído com ar.

O Zyklon B manteve tal promessa que ele foi patenteado pela I.G. Farbenindustrie e a patente cedida à DEGESCH, a DEutsche GEsellschaft fuer SCHaedlingsbekaempfung (Sociedade Alemã de Controle de Pragas), sendo esta a entidade designada pelo governo alemão para estabelecer as normas e padrões de segurança para o seu uso, necessariamente rigorosos devido ao caráter de extrema letalidade do produto. A DEGESCH também autorizou o envio do produto da fábrica ao usuário somente após o cumprimento das regulamentações governamentais. Essas regulamentações para o uso de cianeto de hidrogênio para fumigação foram flexibilizadas apenas em casos específicos considerados essenciais pelo governo alemão. Para propósitos de fumigação, às forças militares alemãs em ambas as guerras mundiais foram concedidas tal flexibilização nas regulamentações.[10]

Com Herr Paul Stabenow, o Dr. Tesch fundou a empresa em 1923, que mais tarde se tornou totalmente sua: Tesch und Stabenow. O Dr. Peters aceitou uma posição de liderança na DEGESCH. A Tesch und Stabenow era uma empresa de controle de pragas muito semelhante às existentes neste país ou na Inglaterra. Ela vendia principalmente seus serviços e conhecimento técnico de controle de pestes. Ela não fabricava o Zyklon B nem os outros produtos químicos que utilizava em seu serviço de fumigação, mas os comprava das fábricas que os produziam em grande volume.[11]

Anteriormente à guerra, os negócios do Dr. Tesch cresceram rapidamente, pois com o Zyklon B era possível fumigar navios inteiros, edifícios, residências, refeitórios, casernas, moinhos de farinha, silos de grãos, vagões ferroviários, etc.[12] com sucesso, sem danificar seu conteúdo. Tão quanto esses materiais permanecessem secos, o gás Zyklon B não os prejudicava, e desde que a área fumigada fosse apropriadamente ventilada após a fumigação e as práticas de segurança fossem seguidas fielmente, o Zyklon B podia ser usado satisfatoriamente e sem perigo para os seres humanos.

Ao mesmo tempo, operações similares estavam sendo realizadas nos Estados Unidos por empresas nacionais.[13] À medida que a Tesch und Stabenow prosperava, pelo menos outras seis empresas semelhantes surgiram na Alemanha. De todas as empresas de controle de pragas, a Tesch und Stabenow era uma líder internacional, senão a líder internacional. Isso era resultado do cuidadoso treinamento pessoal que o Dr. Tesch dava aos seus funcionários em técnicas de fumigação e de sua recusa intransigente em relaxar as regulações de segurança.

Na guerra, a fumigação era mesmo mais importante para a Alemanha do que em paz. Além das muitas necessidades urgentes da Wehrmacht, da Luftwaffe e da Marinha, havia também as necessidades civis. Qualquer residência ou edifício desocupado, por qualquer motivo, poderia necessitar de fumigação antes de ser ocupado por novos inquilinos. Além disso, os campos estabelecidos para o desproporcionalmente grande número de trabalhadores estrangeiros e alemães repatriados do leste — todos sob os cuidados da SS — exigiam fumigação frequente. A importância dessas operações de fumigação pode ser ainda mais avaliada pelo fato de que os homens empregados como fumigadores eram isentos do serviço militar obrigatório. Dos cerca de 50 funcionários da Tesch und Stabenow no início da guerra, 35 estavam envolvidos com operações de fumigação. O próprio Sr. Weinbacher havia começado a trabalhar na empresa como fumigador e, por meio de muito trabalho, tornou-se assistente do Dr. Tesch.

Embora o negócio de fumigação/controle de pragas fosse lucrativo, em tempos de guerra não era isento de problemas. Além da escassez de pessoal, materiais, equipamentos, etc., devido à grave falta de mão de obra na Alemanha, a Tesch und Stabenow recebeu a tarefa adicional de auxiliar a DEGESCH no processamento de pedidos daqueles buscando utilizar o Zyklon B. O governo alemão fez essa atribuição arbitrária porque a Tesch und Stabenow já fazia pedidos regulares e volumosos de Zyklon B através da DEGESCH, o que simplificava o papel do governo na fiscalização do cumprimento das normas vigentes e reduzia a carga de trabalho da DEGESCH. Como condição para manter sua licença de fumigação, o Dr. Tesch era legalmente obrigado a receber e processar todos os pedidos de Zyklon B de usuários a leste do rio Elba. Essa tarefa adicional indesejada representava uma divisão do trabalho burocrático associado aos pedidos, em vez da fabricação ou do fornecimento. Em um arranjo semelhante, os pedidos das áreas a oeste do rio Elba eram inicialmente processados ​​pela Hirt und Linkler antes de serem submetidos à DEGESCH.

Após verificar se os potenciais compradores eram usuários autorizados do Zyklon B, os pedidos eram encaminhados pela Tesch und Stabenow para a DEGESCH14, onde a autorização governamental do comprador e a conformidade com os regulamentos eram verificadas novamente. Então, era-lhes atribuída a percentagem da encomenda que o Dr. Peters15 e a sua comissão de alocação na DEGESCH decidissem, e a encomenda era finalmente feita à fábrica. A alocação era necessária porque o Zyklon B, como todos os outros produtos químicos, estava sempre em falta.16 As encomendas militares tinham sempre prioridade sobre as encomendas civis, e estas eram atendidas com os recursos disponíveis na época — a leste ou a oeste do rio Elba.

Ao performar esta função de processamento de encomendas, o Dr. Tesch era obrigado a pagar em dinheiro imediatamente quando uma encomenda por ele processada era feita à fábrica, e recebia o seu dinheiro de volta, acrescido de uma pequena comissão, três a quatro meses depois, quando o Zyklon B era entregue.

Para as encomendas do governo alemão, a Tesch und Stabenow recebia inicialmente uma taxa de 10% do valor bruto da encomenda. Esta taxa era fixada pelo governo. Após maio de 1943, essa taxa foi reduzida para 2,5%, e após 1943, o serviço da Tesch und Stabenow foi totalmente dispensado em virtude da atribuição, pelo Governo, exclusivamente ao Wehrmacht Hauptsanitaetspark (Depósito Sanitário Principal da Wehrmacht), em Berlim, da função de fornecer Zyklon B a todos os usuários governamentais.

 

Interrogatório e acusação

O Dr. Tesch primeiro tomou conhecimento do seu iminente ordálio com as autoridades de ocupação das Nações Unidas quando um capitão britânico, Anton W. Freud,17 o visitou em seu escritório com Emil Sehm, um de seus antigos contadores, e o interrogou em alemão. Nesse encontro, Sehm acusou seu antigo empregador de fornecer Zyklon B para matar judeus. O Dr. Tesch negou veementemente a acusação e acusou Sehm de saber perfeitamente que o Zyklon B era usado apenas no controle de pragas. O Dr. Tesch ficou em paz por alguns dias, mas em 3 de setembro de 1945, foi preso e interrogado novamente antes de ser libertado em 1º de outubro de 1945. Em 6 de outubro de 1945, foi preso novamente pelos britânicos e permaneceu sob sua custódia até sua execução. Em 31 de outubro de 1945, o Dr. Tesch assinou um depoimento. O depoimento foi prestado da maneira padrão britânica, com tradução oral do alemão para o inglês. Essas traduções orais feitas na hora foram transcritas e se tornaram o registro oficial — e único. Posteriormente, o Capitão Freud afirmou que o depoimento foi assinado voluntariamente e que o Dr. Tesch o assinou após apenas pequenas alterações. No entanto, o Dr. Tesch testemunhou mais tarde que assinou apenas porque se sentiu pressionado e após receber a indicação de que outras alterações explicativas seriam feitas posteriormente no depoimento. Não é difícil acreditar que qualquer alemão interrogado naquele momento sobre esse assunto por um oficial britânico chamado Freud pudesse, de fato, sentir-se “sobre alguma pressão.”

 

O Tribunal

Sobre a base dos interrogatórios do Capitão Freud, os oficiais britânicos responsáveis ​​pelos crimes de guerra decidiram processar o Dr. Tesch, o Sr. Weinbacher e o Dr. Joachim Drosihn.18 Um Tribunal Militar Britânico foi então convocado por ordem de Sir Henry MacGeagh. C. L. Stirling, que já tinha atuado como Juiz-Advogado no julgamento britânico dos oficiais da SS de Birkenau em Lüneburg, foi novamente nomeado Juiz-Advogado. R. B. L. Persee foi nomeado Presidente e o Tenente-Coronel Sir Geoffrey Palmer e o Major S. M. Johnson foram nomeados membros do Tribunal. O Capitão H. S. Marshall foi designado como membro suplente.

Na sexta-feira, 1 de março de 1946, o Tribunal reuniu-se na Curiohaus, em Hamburgo. Era um julgamento o qual tinha de ser mantido se as alegações do “Holocausto” fossem algo mais do que contos malévolos inventados por prisioneiros, fugitivos, propagandistas de guerra e outros indivíduos imaginativos e vingativos, todos com motivações e intenções sinistras e egoístas. Era uma época em que os recentes conquistadores da Alemanha buscavam freneticamente os alicerces para construir o edifício do “Holocausto” que os absolveria de tantos motivos. Era um desespero nascido da urgência de justificar seus próprios atos passados ​​e futuros na Alemanha e em outras partes do mundo como potências mundiais, e de assegurar permanentemente o domínio indiscutível19 da Alemanha e da Europa Central, do qual desfrutavam em 1945 como resultado da sangrenta conflagração.

É preciso destacar um ponto, considerando a tudo o que foi dito em alemão (ou francês) no Tribunal, nós estamos, nesta fase posterior, à mercê dos três tradutores e dos três repórteres judiciais quanto à exatidão das traduções e dos registos. Todos os registos do Tribunal foram mantidos em inglês.

De acordo com os decretos das Forças de Ocupação das Nações Unidas, nenhum antigo membro do NSDAP podia exercer advocacia. Portanto, todos os advogados de defesa tinham de estar isentos — pelo menos na mente dos promotores dos vencedores — da mais leve ligação ao NSDAP. Na prática, as potenciais dificuldades eram geralmente evitadas pelo fato de os tribunais permitirem apenas a defesa dos acusados ​​a advogados com um histórico comprovadamente anti-NSDAP. Os advogados de defesa eram, portanto, desde o início, política e ideologicamente hostis àqueles que iriam defender!20 Alternativamente, os acusados ​​podiam optar por ser defendidos por um oficial britânico, como aconteceu em Lüneburg no julgamento dos membros da SS de Birkenau. (Com o resultado de que a maioria deles foi executada!) Advogados civis ingleses eram fortemente desencorajados, senão proibidos, de atuar na defesa de cidadãos alemães em tribunais de crimes de guerra das Nações Unidas.

Os membros da defesa alemã (anti-NSDAP), muitos dos quais não compreendiam o inglês plenamente, eram obrigados a seguir o procedimento judicial britânico, que lhes era totalmente estranho. Essa dificuldade era muitas vezes tão evidente que o Major G. I. D. Draper, o promotor britânico, e até mesmo o Juiz-Advogado britânico, C. L. Stirling, sentiram-se compelidos, por vezes, a perguntar à defesa se não tinham dúvidas em pontos específicos. Foi um julgamento realmente peculiar. Deve-se também surgir na mente que, na legislação alemã do Terceiro Reich, a acusação era obrigada por lei a apresentar quaisquer provas em sua posse que fossem favoráveis ​​ao réu. Nos julgamentos de crimes de guerra do pós-Segunda Guerra Mundial na Alemanha, esse não era o caso. Quando questionado sobre este ponto em Nuremberg pela defesa alemã, o procurador americano, Robert H. Jackson, afirmou que permitir tal implicaria que a acusação estaria “servindo a dois senhores”!21 O objetivo realista dos procuradores das Nações Unidas não era o de encontrar fatos e chegar a vereditos justificados por esses fatos, mas sim o de obter, por quaisquer meios necessários, o testemunho e as provas vitais para sustentar um veredicto preordenado. Os preceitos bem conhecidos dos Julgamentos de Vishinsky-Moscou foram, portanto, trazidos das margens do Moskva para as margens do Regnitz.

Do início ao fim, o Tribunal assumiu o tom de um diálogo entre vitorioso e conquistado, entre juiz e culpado. E embora, após um período em que demonstrasse o característico desdém britânico por seus adversários alemães anti-NSDAP, o Major Draper pudesse se referir a eles como “meus ilustres amigos da advocacia alemã,” jamais houve qualquer dúvida sobre quem detinha a arma. (E a ​​balança.) Draper podia discursar o quanto quisesse para a defesa alemã sobre o terrível fardo imposto à acusação pela lei britânica, que exigia provas das acusações além de qualquer dúvida razoável, mas jamais houve a menor contestação às suas constantes afirmações de que quatro milhões de judeus foram mortos de forma deliberada e intencional pela Alemanha em Auschwitz, que os alegados excessos da Gestapo e da SS eram práticas comuns e notórias, que os trabalhadores estrangeiros que iam para a Alemanha eram, de fato, “escravos,” e assim por diante. Na verdade, o Juiz-Advogado britânico Stirling, tendo desempenhado tão bem sua função em Lüneburg, por vezes também se juntava às acusações. Essas alegações já estavam sendo aceitas pelo Tribunal como fatos incontestáveis, com apenas o Dr. Charles Sigismund Bendel (uma autoproclamada autoridade em Auschwitz-Birkenau que já tinha testemunhado em Lüneburg) e o SS-Rottenführer Perry Broad fornecendo algo próximo a evidências concretas de testemunhas oculares para corroborar o alegado assassinato em massa em Auschwitz e Birkenau.

Os intérpretes estavam em dificuldades constantes. Fornecer traduções orais precisas e instantâneas — em uma situação em que a vida de um homem pode depender da correta avaliação da entonação da voz, da escolha da palavra adequada, etc. — sempre apresentará dificuldades técnicas insuperáveis. Os intérpretes tinham o hábito ainda mais irritante de usar a palavra “gaseamento” sempre que eles obviamente queriam dizer “fumigação” ou “gaseamento” no sentido alegado nas acusações de “Holocausto.” A estratégia alcançou o efeito desejado na imprensa das Nações Unidas, mas aqui e em inúmeros outros lugares, se os registros também tivessem sido mantidos em alemão, tenho certeza de que haveria inúmeros conflitos nos autos do julgamento.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Continua em 

Notas:

[1] Nota de William B. Lindsey: Robert H. Jackson, United States; I. Nikitchenko and A. Trainin, USSR; Viscount (William Allen) Jowitt, United Kingdom; Robert Falco, France. Trial of the Major War Criminals (daqui em diante citado como TMWC), Vol. 1, p. 8.

[2] Nota de William B. Lindsey: O “Durchgangslager” (campo de trânsito) de Bergen-Belsen era um campo destinado principalmente a judeus que deixariam a Europa, usualmente via Espanha. Aqui, os mortos eram primariamente judeus. Em outros campos, os mortos eram, em sua esmagadoramente, poloneses.

[3] Nota de William B. Lindsey: Ver declarações de Lord Justice Sir Geoffrey Lawrence, TMWC {Trial of Major War Criminals}, Vol. IX, pp. 33-34.

[4] Nota de William B. Lindsey: Em vista os recentes acontecimentos envolvendo o Dr. Wilhelm Stäglich, que, devido à autoria do livro Der Auschwitz Mythos: Legende oder Wirklichkeit? (Tübingen: Grabert Verlag, 1979), teve seu título de doutor cassado pela Universidade Georg-August de Göttingen em 1951 (presumivelmente por excelência acadêmica), é interessante observar que o Dr. Kolb — que recebeu seu título (Dr. phil.) em 1959 — aparentemente tem se saído muito bem desde 1960 como “Assistente no Seminário de História da Universidade de Göttingen”, divulgando a versão da história considerada “aceitável” pelas autoridades de ocupação. Por anos, alguns têm olhado com desdém para as ciências sociais, considerando-as disciplinas que não passam de exercícios de memorização e “regurgitação” de dogmas solenemente pronunciados em aula. Sem o questionamento ativo, a pesquisa e o teste proporcionados pelos revisionistas históricos, é difícil imaginar como o estudo da história poderia ser muito mais do que isso!

[5] Nota de William B. Lindsey: New York Times, 22 de abril de 1945, p. 12.

[6] Nota de William B. Lindsey: É o estudo detalhado das ginásticas mentais individuais dessas testemunhas nos diversos casos, cada uma lutando para salvar a própria vida com histórias de sua própria invenção, misturadas com apenas o suficiente de verdade para enganar os incautos, esforçando-se para apoiar a tese da acusação e, ainda assim, se manter inocente, que tem sido mais frutífero para o revisionismo histórico. Com um estudo concentrado e aprofundado, as acusações do “Holocausto” tornam-se uma massa intrincada de acusações conflitantes, até mesmo contraditórias, claramente elaboradas na época para apoiar as acusações gerais predeterminadas e exigidas pelos procuradores das Nações Unidas.

[7] Nota de William B. Lindsey: Além de serem muito destrutivos para alimentos e outros bens, vermes e insetos são vetores perigosos de doenças prejudiciais aos seres humanos.

[8] Nota de William B. Lindsey: Com o agravamento da escassez em tempos de guerra, o lacrimogêneo ou “agente de advertência” foi omitido, sendo essa alteração e o perigo consequente devidamente indicados na fatura e no rótulo da lata.

[9] Nota de William B. Lindsey: Devido à sua letalidade, o Zyklon B era sempre vendido em latas de aço que tinham sido seladas com solda na fábrica. Elas eram abertas colocando-se um cortador circular especial sobre a lata e golpeando-a uma vez com um martelo. Uma vez que a tampa da lata era cortada dessa maneira, todo o material contido nela deveria ser usado. A lata não podia ser selada novamente. O Zyklon B era vendido e precificado de acordo com a quantidade (em peso) de cianeto de hidrogênio contida na lata (RM5,00/kg), e esse peso era sempre impresso claramente no rótulo. Os tamanhos das latas na Alemanha eram: 100g, 200g, 500g, 1.000g e 1.500g — os pesos referentes ao cianeto de hidrogênio contido. O peso total correspondente da lata era cerca de três vezes maior que esses pesos indicados devido ao peso do material absorvente e da própria lata.

A dose fatal de cianeto de hidrogênio para um homem de tamanho normal varia, mas Puntigam, Breymesser e Bernfus (Blausaeuregaskammern zur Fleckfieberabwehr, p. 200) indicam que essa dose é de cerca de 70 miligramas.

Uma concentração de cianeto de hidrogênio de 50 partes por milhão (0,005%) no ar é considerada perigosa para a vida humana. A 200 ppm (0,02%), a perda de consciência pode ser rápida, seguida de morte se o tratamento médico não for administrado prontamente.

Em concentrações mais altas, o cianeto de hidrogênio forma misturas explosivas com o ar. A faixa de explosividade é de 6 a 41% (vol.) de cianeto de hidrogênio no ar.

Havia também um “Zyklon A”. Quimicamente, era cianoformato de metila. Ele também era altamente tóxico e um bom agente fumigante, mas, como era potencialmente útil como gás de guerra e como intermediário químico para gases de guerra, a Alemanha foi proibida pelo Tratado de Versalhes de fabricá-lo. Poderia tê-lo feito de qualquer maneira, mas não o fez.

[10] Nota de William B. Lindsey: O gás cianeto de hidrogênio foi usado pelo Exército Alemão na Primeira Guerra Mundial para fumigação antes do desenvolvimento do Zyklon B.

[11] Nota de William B. Lindsey: Outros gases fumigantes utilizados pela Tesch und Stabenow foram o “Tritox” (tricloroacetonitrila), o “T-Gas” (uma mistura de óxido de etileno e dióxido de carbono) e o “Original Gas” (uma mistura de metanol e éter).

[12] Nota de William B. Lindsey: Onde grandes quantidades de cianeto de hidrogênio (gás Zyklon B) eram regularmente necessárias, elas eram geralmente geradas no próprio local pela reação de ácido sulfúrico com cianeto de sódio. O cianeto de hidrogênio produzido dessa maneira era muito mais barato do que os RM5,00 por quilograma pagos pelo Zyklon B.

[13] Nota de William B. Lindsey: Nos Estados Unidos, um dos fornecedores de cianeto de hidrogênio para empresas de fumigação era a American Cyanamid and Chemical Corporation. Ver o Manual de Fumigação Militar deles, de 1944. Para outros usos do Zyklon B para fumigação nos EUA, ver U.S. Public Health Service, Public Health Reports, Vol. 46, nº 27 (3 de julho de 1931), pp. 1572-1578, e nº. 38 (10 de julho de 1931), pp. 1633-1636.

14 Nota de William B. Lindsey: Devido a uma disputa de patentes, as relações entre a DEGESCH e a Tesch und Stabenow não eram cordiais. Essa disputa resultou, entre outras coisas, na insistência da Tesch und Stabenow em utilizar seu próprio rótulo especial em todas as latas de Zyklon B encomendadas por meio dela após 1942.

15 Nota de William B. Lindsey: A decisão do Dr. Gerhard Peter foi definitiva. Após a guerra, ele foi preso sob acusações semelhantes às feitas contra o Dr. Tesch e o Sr. Weinbacher. Ele foi libertado da custódia das Nações Unidas após cumprir um total de cerca de cinco anos de prisão, incluindo o tempo de espera pelo julgamento. (Gerald Reitlinger, The Final Solution [Londres: Vallentine, Mitchell, 1968], p. 148.) Em 1983, a DEGESCH ainda estava em atividade na Alemanha e internacionalmente.

16 Nota de William B. Lindsey: O uso de cianeto de hidrogênio para fumigação representou uma pesada penalidade que os alemães tiveram que pagar com a perda da produção de outros produtos químicos de que necessitavam desesperadamente. Um quilograma de cianeto de hidrogênio podia ser convertido em 3,7 kg de metacrilato de metila ou 1,96 kg de acrilonitrila. Ambos os produtos químicos eram, e ainda são, ingredientes essenciais na indústria de plásticos. A acrilonitrila era, além disso, um componente da borracha sintética Buna N, que os alemães nunca conseguiram produzir em quantidade suficiente. O cianeto de hidrogênio permanece, até hoje, um produto químico “pesado” quase indispensável. A maior parte é produzida internamente, em síntese industrial “no local”. Uma única fábrica pode produzir cianeto de hidrogênio suficiente em um período de 24 horas todos os dias que, se distribuído adequadamente, mataria toda a população dos Estados Unidos! O uso de produtos químicos altamente tóxicos na indústria pesada não é novidade, nem alarmante. Além do cianeto de hidrogênio, grandes quantidades de fosgênio são produzidas para uso na indústria de plásticos e grandes quantidades de fluoreto de hidrogênio líquido são utilizadas na indústria de refino. A extensão da produção diária de monóxido de carbono nos Estados Unidos, considerando todas as fontes em que ele atua como reagente químico intermediário, é inimaginável.

17 Nota de William B. Lindsey: Exército Britânico número 328165.

18 Nota de William B. Lindsey: Dr. Joachim Drosihn era um zoólogo contratado pela Tesch und Stabenow.

19 Nota de William B. Lindsey: Essa maestria, um objetivo não declarado dos aventureiros internacionais americanos e seus aliados, não tinha sido alcançada em 1918, como resultado de uma série constrangedora de circunstâncias fatídicas. Por mais vantajosos que os “Quatorze Pontos” wilsonianos “idealistas” pudessem ter sido para alcançar uma vitória de propaganda aliada, eles ainda eram uma abominação, um fardo para os vencedores no final da guerra, quando estavam ansiosos para dividir os despojos. Sua recusa geral e aberta em aderir a esses princípios declarados — bem como a pura violência do conflito que acabara de terminar — levou à desilusão precoce e resultou em um período inesperadamente curto de reeducação/ocupação/“reconstrução”. Como forma de garantir que essa situação não se repetisse na Segunda Guerra Mundial, o instrumento de propaganda Roosevelt-Churchill, finalmente e apropriadamente chamado de “Carta do Atlântico”, foi publicado. Objetivamente avaliada, a “Carta do Atlântico” foi uma questão menor de relações públicas da conferência de Argentia (Terra Nova). A conferência em si foi, na verdade, a primeira de uma série de conferências de guerra das Nações Unidas. Ela foi única apenas pelo fato de os Estados Unidos serem, na época, oficialmente (embora não realmente) um país “neutro.”

20 Nota de William B. Lindsey: Isso nem sempre beneficiava os procuradores das Nações Unidas. À medida que se tornava evidente (a partir de declarações como a de Robert H. Jackson — ver p. 270) que se esperava que eles se tornassem cúmplices de uma monstruosa atrocidade jurídica e de uma fraude histórica, por vezes — mesmo correndo o risco de se colocarem em perigo — lutavam com a “força de dez” contra vereditos que eles facilmente reconheciam injustos, predeterminados e inevitáveis. Embora pudessem ter sido “anti-NSDAP”, eles poderiam reconhecer facilmente a injustiça na forma de um linchamento legalizado e lutavam contra ela até o amargo fim! Não é de admirar que, em Berlim, em 1945-46, muitos que se opuseram a Hitler, mas que finalmente perceberam a forma que a “reconstrução” alemã pelas Nações Unidas tomaria, dissessem em privado: “Herr Gott schenk’ uns das Fwenfte Reich. Das Vierte ist dem Dritten Gleich!” (Senhor Deus, conceda-nos o Quinto Reich. O Quarto é semelhante ao Terceiro!)

21 Nota de William B. Lindsey: TMWC {Trial of Major War Criminals}, Vol. III, p. 551.

Zyklon B, Auschwitz, and Bruno Tesch, por William B. Lindsey, The Journal of Historical Review, Fall 1983 (Vol. 4, nº 3), páginas 261-303.

https://ihr.org/journal/v04p261_Lindsey.html

Sobre o autor: William B. Lindsey (19??-1993) obteve seu diploma de bacharel em ciências pela Universidade do Texas e seu doutorado em Química pela Universidade de Indiana. Trabalhou como químico pesquisador profissional em uma grande corporação por 31 anos. Como químico profissional tinha grande interesse na história da Segunda Guerra Mundial, ele tinha particular curiosidade pelas alegações de assassinatos em massa de judeus em “câmaras de gás” em Auschwitz-Birkenau, utilizando gás cianeto de hidrogênio do Zyklon B, um inseticida e pesticida comercial. Consequentemente, realizou diversas visitas de inspeção aos locais na Polônia onde supostamente ocorreram os “campos de extermínio” da guerra, incluindo Auschwitz, Auschwitz-Birkenau e Majdanek. Foi membro da comissão editorial do The Journal of Historical Review desde 1983. Em fevereiro de 1985, ele testemunhou no julgamento do Holocausto em Toronto, conduzido pelo editor germano-canadense Ernst Zündel. Lindsey foi reconhecido pelo tribunal como perito em cianeto de hidrogênio. Sua atuação baseou-se em um exame minucioso das câmaras de gás em Auschwitz, Birkenau e Majdanek, e em seus anos de experiência.

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