sábado, 28 de março de 2026

A América já tem perdido a guerra com o Irã - por Greg Johnson

 

Greg Johnson


A América perdeu a Guerra do Irã no primeiro dia.

Pirro do Epiro foi um dos maiores generais do mundo antigo. Em 279 a.C., Pirro derrotou os romanos na Batalha de Ásculo, no sul da Itália. Mas a batalha foi tão custosa para Pirro que ele comentou que mais uma “vitória” como aquela o arruinaria. Essa é a origem do termo “vitória de Pirro”, que significa uma vitória que, na verdade, é uma derrota.

A lição aqui é que o verdadeiro vencedor não é aquele que prevalece no campo de batalha, mas sim aquele que ganha poder com a luta. Por esse critério, algumas batalhas não têm vencedores. Por esse padrão, os Estados Unidos perderam a Guerra do Irã no primeiro dia.

A maior parte do poder militar é blefe, ou seja, o poder de intimidar os outros para obter obediência sem desembainhar a espada.

Por mais de meio século, os Estados Unidos construíram um arquipélago de bases militares no Oriente Médio, oferecendo proteção às monarquias do Golfo. Em troca de quê? Os EUA não importam petróleo ou gás do Golfo, embora, como todos estamos aprendendo, as exportações do Golfo ainda afetem os preços nos Estados Unidos. O quid pro quo {contrapartida} para a proteção americana é o “petrodólar.”

Mesmo que os EUA não comprem petróleo no Golfo, as compras ainda são pagas em dólares americanos. Assim, importadores como o Japão precisam primeiro comprar dólares americanos, que os estados do Golfo usam para comprar títulos do Tesouro americano e outros ativos denominados em dólares, financiando efetivamente os empréstimos dos EUA a taxas de juros mais baixas.

O sistema do petrodólar permite que os EUA mantenham déficits orçamentários e comerciais enormes e criem crédito, garantindo uma demanda global constante por dólares. Sem o fluxo constante de petrodólares retornando aos EUA, o Tesouro teria que pagar taxas de juros mais altas para honrar a imensa dívida nacional americana. Basicamente, o sistema do petrodólar mantém o governo americano solvente.

Mas a proteção que os Estados Unidos ofereceram aos países do Golfo era pura farsa. E o Irã a tem chamado agora.

Nós tivemos amplos avisos de que uma guerra contra o Irã poderia ser desastrosa para o império americano e, em particular, para o petrodólar:

O Irã alertou os Estados Unidos de que um ataque israelense-americano desencadearia retaliação contra os países do Golfo.

O Irã também nos avisou que fecharia o Estreito de Ormuz, interrompendo as exportações de petróleo, gás e outros produtos do Golfo.

Nós sabíamos que o Irã estava comprometido com estratégias de guerra assimétrica para contrabalançar o poderio militar americano, muito maior e mais caro. Nós tivemos quatro anos para aprender sobre a guerra com drones na Ucrânia. No ano passado, vimos o Irã e seus aliados exaurirem as defesas israelenses com barragens de mísseis.

Aqueles avisos foram ignorados.

O Irã agora tem destruído bases militares e instalações de radar americanas nos países do Golfo. Os Estados Unidos também enviaram armamentos para interceptar mísseis e drones dos países do Golfo em direção a Israel, por causa que Israel Primeiro.

Além disso, o Irã tem provado aos países do Golfo que pode destruir completamente suas economias e — ao atacar suas usinas de dessalinização — torná-las inabitáveis. Em resumo, o Irã pode fazer os xeiques voltarem à era dos camelos — e os Estados Unidos não os protegerão.

Desde que a guerra começou, contudo, o Irã tem aumentado suas exportações de petróleo em mais de 25%, e o preço do petróleo mais que dobrou. Petroleiros carregados com petróleo iraniano transitam com segurança pelo Estreito de Ormuz. Em suma, os Estados Unidos deram bilhões ao Irã ao iniciarem esta guerra. Além disso, os EUA não podem se dar ao luxo de interromper as exportações iranianas, porque isso elevaria ainda mais os preços globais. De fato, os EUA suspenderam as sanções ao petróleo iraniano para reduzir os preços. Os EUA podem até estar comprando petróleo iraniano, ou seja, financiando mais drones e mísseis que têm matado soldados americanos.

Tem mais, o Irã está permitindo que outros petroleiros deixem o Golfo, desde que paguem um pedágio ao Irã e que suas cargas não sejam compradas em dólares. Assim que esta guerra terminar e suas próprias indústrias de exportação voltarem a funcionar, os estados do Golfo se perguntarão por que estão aceitando petrodólares novamente se não estão recebendo nada em troca. Mas sem o petrodólar, os Estados Unidos darão passos gigantescos rumo à insolvência total.

Então, vamos fazer um balanço. Mesmo que os Estados Unidos destruam completamente o Irã no campo de batalha e Trump declare vitória, os Estados Unidos estarão mais fortes e mais seguros?

A economia global está quebrada e afundada.

Haverá fome no Terceiro Mundo.

Mais migrantes e refugiados se dirigirão para a Europa.

A Pax Americana pode estar em ruínas. Eu detesto o império americano e, a longo prazo, ele precisa ser desmantelado. Mas, a curto prazo, nós começaremos a sentir sua falta quando conflitos começarem a surgir em lugares dos quais você nunca ouviu falar. Além disso, há outras coisas que eu quero fazer primeiro, e prefiro me desvincular do império de forma cuidadosa e deliberada, em vez de vê-lo simplesmente colapsar.

O petrodólar pode estar em ruínas. É um sistema fundamentalmente injusto que precisa ser substituído, mas, enquanto isso, haverá muito sofrimento. Novamente, os Estados Unidos têm problemas mais urgentes, e eu prefiro desmantelar o petrodólar de forma deliberada, em vez de vê-lo simplesmente colapsar.

O pior de tudo é que a esquerda quase certamente retornará ao poder nos Estados Unidos, o que significa que o que restou das conquistas positivas de Trump — fechamento de fronteiras, deportações, revogação de iniciativas anti-brancos — será revertido.

Então não, a América não ficará mais forte e segura por causa desta guerra. Nós perdemos. Nós perdemos no primeiro dia. Porque a única maneira de vencer esta guerra era não tê-la começado. Além disso, este resultado era totalmente previsível. Havia pessoas no Pentágono, até mesmo na Casa Branca, que sabiam disso. Então, por que a guerra aconteceu?

A resposta simples é que esta guerra nunca teve como objetivo beneficiar os Estados Unidos. Ela nunca teria acontecido se tivéssemos priorizado os interesses dos Estados Unidos. Tudo se resumia a beneficiar Israel, às custas dos Estados Unidos e do resto do mundo. Isso é tão óbvio que até o New York Times está noticiando.

De acordo com pesquisas da Liga Antidifamação, os judeus sabem que seu poder nos Estados Unidos está diminuindo. Seus apoiadores são, em sua maioria, da geração Baby Boomer, que está chegando aos 80 anos e começando a falecer. Assim, Netanyahu e sua equipe estavam com pressa de espremer uma última guerra dos Estados Unidos, antes de descartarem o que restava da casca seca.

Então, quem são os vencedores da Guerra do Irã?

Israel está sendo devastado pela retaliação iraniana, mas conta com a reconstrução de tudo às custas dos EUA, e também tem um limiar bastante baixo para vencer esta guerra. Para que os EUA se sentissem bem com esta guerra, precisariam ver o Irã transformado em uma democracia liberal. Israel simplesmente quer ver o Irã destruído, como aconteceu com o Iraque e a Síria. Isso é fácil de alcançar. Se Israel estiver apenas menos devastado que o Irã, será relativamente mais poderoso e seguro.

A Rússia está vencendo porque os preços do petróleo e do gás estão subindo, as sanções à exportação estão sendo suspensas e o material que poderia estar ajudando a Ucrânia está sendo desviado para a Guerra do Irã.

A China é a maior vencedora. Como a China é a principal rival global dos EUA, ela se torna mais forte e mais segura simplesmente por não fazer nada, enquanto os EUA desperdiçam sua riqueza e poder no Golfo. Quando tudo isso terminar, a China parecerá uma aliada e parceira comercial muito mais confiável.

Francamente, Trump parece ter enlouquecido. Ainda assim, ele tem bom senso suficiente para perceber a enrascada em que se meteu. Mas não vê nenhuma saída. Israel continuará a intensificar a guerra até que alguém em Washington tenha a coragem de dizer “não”, o que provavelmente exigirá a remoção de Netanyahu do poder.

Na ausência disso, Trump deve simplesmente esperar e rezar, daí suas mentiras frenéticas e improvisações.

{O presidente dos D. Trump se perde cada dia mais em mentiras e improvisações}

Com o que ele está contando? Ele não pode ir à bancarrota para sair desse problema.

Trump tem 79 anos. Como qualquer outro gastador de sua geração, ele provavelmente se consola com a ideia de que estará morto antes que os Estados Unidos enfrentem as consequências totais de sua insensatez.

Enquanto isso, ele está postando sobre negociações imaginárias para manipular os mercados de ações e commodities, enquanto seus amigos judeus lucram bilhões com a volatilidade.

Basicamente, ele se juntou à pilhagem.

Eu desisti de ter esperança de que nós sejamos governados por pessoas que se importam com o futuro da América. Mas se existe alguém na Casa Branca que ao menos se importa com o próprio futuro, Trump precisa ser destituído do poder.

E é melhor que isso aconteça logo. De preferência antes que Trump transforme as tropas terrestres americanas em bucha de canhão para drones iranianos. Como manter uma autoimagem positiva é o objetivo primordial de todo narcisista, Trump começará a culpar as pessoas ao seu redor conforme a situação piorar. Em um certo ponto, as coisas virão abaixo num “Trump ou nós.”

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 


Fonte: America Has Already Lost the Iran War, por Greg Johnson, 27 de março de 2027, Counter Currents.

https://counter-currents.com/2026/03/america-has-already-lost-the-iran-war/

Sobre o autor: Greg Johnson é americano, tem Ph.D. em Filosofia da Catholic University of America, e é editor do site Counter Currents Publishing.

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segunda-feira, 23 de março de 2026

As Forças de Defesa de Israel ameaçam com a ‘eliminação’ líderes russos que ‘desejam mal a Israel’ - por Wyatt Reed (editorial Grayzone)

 

Wyatt Reed
 

A ameaça velada de Israel a Moscou surgiu logo após a mídia russa alertar que as câmeras de trânsito em Moscou eram vulneráveis ​​às mesmas técnicas que Israel supostamente usou para monitorar a residência do aiatolá Khamenei antes de assassiná-lo.

A porta-voz militar israelense, Anna Ukolova, provocou indignação em Moscou depois de ameaçar que autoridades russas que “desejam mal a Israel” poderiam estar sujeitas a “eliminação”, enquanto sugeria ainda que Israel poderia invadir câmeras de circuito fechado de televisão russas para identificar e rastrear alvos.

Questionada por um jornalista da emissora de rádio russa RBC sobre se Israel tinha acesso às câmeras de trânsito russas, Ukolova declinou-se a responder[1] diretamente, mas advertiu que “a eliminação de Khamenei demonstra que nossas capacidades são sérias” e que “ninguém que nos deseje mal ficará deixado de lado”.

Ela adicionou, ominosamente: “Eu espero que Moscou não deseje mal a Israel neste momento – eu gostaria de acreditar nisso”.

Em resposta a uma postagem[2] do filósofo russo Alexander Dugin, que escreveu que a porta-voz das Forças de Defesa de Israel ameaçou que “autoridades russas [serão] mortas se assumirem uma posição anti-Israel”, Ukolova afirmou[3] que Dugin estava espalhando “notícias falsas”. Mas recusou-se a esclarecer como suas declarações foram interpretadas incorretamente. 

A porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), Anna Ukolova, ameaçou, em entrevista à rádio russa RBC, que autoridades russas seriam mortas caso adotassem uma posição anti-Israel na guerra. Ela afirmou que Israel controla todas as câmeras de segurança na Rússia e poderia facilmente atingir quem quisesse, inclusive Putin.

 

{Postagem de Alexander Dugin no X: "A porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), Anna Ukolova, ameaçou, em entrevista à rádio russa RBC, que autoridades russas seriam mortas caso adotassem uma posição anti-Israel na guerra. Ela afirmou que Israel controla todas as câmeras de segurança na Rússia e poderia facilmente atingir quem quisesse, inclusive Putin."}

As declarações de Ukolova vieram poucos dias depois da revelação de que um grande número de câmeras de segurança russas possivelmente utilizava o BriefCam – um software israelense de análise de vídeo que corresponde à descrição de um programa que o regime de Netanyahu teria usado[4] para rastrear os movimentos de iranianos nos arredores da residência do Líder Supremo do Irã antes de assassiná-lo durante o ataque surpresa de 28 de fevereiro.

Em 12 de março, o veículo de comunicação russo Mash[5] revelou que o software israelense BriefCam “tem sido usado na Rússia por provedores privados desde a década de 2010”. Fundado na Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel, em 2007, o BriefCam usa inteligência artificial para permitir que os usuários “revisem horas de vídeo em minutos” e “tornem seus vídeos pesquisáveis, acionáveis ​​e quantificáveis”. Em 2024, o BriefCam foi absorvido por uma subsidiária holandesa do Grupo Canon, chamada Milestone Systems, que se compromete publicamente[6] a “ampliar o que organizações de qualquer porte podem ver, fazer e alcançar com vídeo”.

“Nossa tecnologia patenteada VIDEO SYNOPSIS® condensa horas de vigilância em um breve resumo, sobrepondo múltiplos eventos — cada um marcado com seu carimbo de data/hora original — em um único quadro, permitindo filtrá-los por tipo de objeto e atributos”, anuncia a página da BriefCam.[7] Uma análise[8] da Al Jazeera revelou que esses atributos incluem “gênero, faixa etária, vestimenta, padrões de movimento e tempo gasto em dado local”.

Originalmente implantado[9] pelo Ministério da Habitação e Construção de Israel para proteger assentamentos ilegais em Jerusalém Oriental ocupada, o BriefCam tem sido usado por governos em todo o mundo, incluindo[10] os do Reino Unido, Nova Zelândia, Paquistão, Israel, México, Emirados Árabes Unidos, Canadá, Indonésia, Singapura, Tailândia, Brasil, Alemanha, África do Sul, Holanda, Austrália, Japão, Índia, Espanha e Taiwan. Também foi implantado nos EUA, com a polícia de Hartford, Connecticut, adotando[11] o software em 2022. Em 2025, um tribunal francês considerou ilegal o uso do BriefCam pelo governo, citando múltiplas violações[12] das leis de privacidade francesas e europeias.

Até o momento desta publicação, o BriefCam parece estar incorporado em dezenas de sistemas de monitoramento por vídeo, incluindo o próprio sistema de vigilância VMS XProtect da Milestone.

Um vídeo promocional mostra os inúmeros sistemas de vigilância nos quais a BriefCam opera.

Segundo o portal russo Mash, diversas empresas, instituições e edifícios importantes de Moscou utilizam o sistema de vigilância VMS XProtect, incluindo o Instituto de Biofísica Teórica e Experimental da Academia Russa de Ciências, um arranha-céu de 72 andares chamado "Eurásia" e um enorme centro de exposições conhecido como Centro Zotov. Embora a Milestone tenha encerrado oficialmente suas operações na Rússia em 2022, em meio à guerra na Ucrânia, o Mash relata que alguns distribuidores de software na Rússia “ainda oferecem a instalação do software hackeado e ocultam isso na documentação.”

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Notas


[4] Fonte utilizada por Wyatt Reed:

https://archive.is/yobMx

[5] Fonte utilizada por Wyatt Reed:

https://t.me/mash/72597

[8] Fonte utilizada por Wyatt Reed: Blood tech: UK’s use of Israeli spyware that helps underpin a genocide

Despite its public objections to Israel’s actions, the UK is buying spyware developed and tested on Palestinians, por Simon Speakman Cordall, 26 de fevereiro de 2026, Aljazeera.

https://www.aljazeera.com/news/2026/2/26/blood-tech-the-uk-and-the-israeli-spyware-that-helps-underpin-genocide

IDF Threatens 'Elimination' for Russian Leaders Who 'Wish Israel Ill', por Wyatt Reed,19 de março de 2026, The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/article/idf-threatens-elimination-for-russian-leaders-who-wish-israel-ill/

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quinta-feira, 19 de março de 2026

A guerra {sionista} do Fundo Tikvah contra Tucker Carlson {direita americana} - por José Alberto Niño

 

José Alberto Niño


A batalha pela alma da direita americana não é mais travada em sussurros. Ela entrou em erupção em uma guerra aberta, com uma organização judaica financiada pelos contribuintes exigindo que Tucker Carlson seja expurgado da mídia conservadora e banido completamente da coalizão do presidente Donald Trump.

Dias após os Estados Unidos e Israel lançarem operações militares contra o Irã no início de março de 2026, o Tikvah Fund lançou um episódio de podcast[1] que expôs a fúria do quadro neoconservador estabelecido contra a oposição populista à guerra. O ex-diretor da CIA e secretário de Estado, Mike Pompeo, declarou que os conservadores devem rejeitar “com todas as forças” Tucker Carlson e Candace Owens por suas “maluquices” e “antissemitismo”. Pompeo insistiu que a ala “isolacionista” do MAGA não representa “o Trump para quem eu trabalhei”.

Michael Doran, pesquisador sênior do Hudson Institute, foi além. “Eu quero ver Tucker Carlson destronado”, disse Doran a Jonathan Silver, do Tikvah. “Eu gostaria de vê-lo se tornar uma vergonha para J.D. Vance. Eu gostaria de ver Donald Trump atacá-lo. Não apenas chamá-lo de excêntrico de vez em quando, mas realmente torná-lo intocável para todos na administração.”

{“US Jewish conservatives are still waiting for JD Vance to condemn the antisemitic right” (Os judeus conservadores dos EUA ainda aguardam que JD Vance condene a direita antissemita) afirma a mídia israelense (The Times of Israel, 21 de novembro de 2025, por Joseph Strauss) O publicista da direita americana, Tucker Carlson (lado direito da foto) é alvo do judaísmo internacional e o do sionismo.}

Chris Menahan, do Information Liberation, chamou a atenção[2] para o podcast e como o Fundo Tikvah é subsidiado por contribuintes não judeus: “Lembrem-se, enquanto assistem, que esta é a cultura do cancelamento financiada pela administração Trump e pelos contribuintes americanos.”

A organização por trás desta campanha subsidiada pelos contribuintes para marginalizar Carlson tem raízes profundas na política neoconservadora e na defesa de Israel. O Fundo Tikvah se descreve[3] como uma “instituição de ideias” que é “politicamente sionista, economicamente orientada para o livre mercado, culturalmente tradicional e teologicamente de mente aberta”. A organização foi fundada em 1992 por Zalman C. Bernstein,[4] um empresário de Wall Street que criou a empresa de investimentos Sanford C. Bernstein & Company em 1967. Bernstein dedicou a maior parte de sua fortuna a fundações filantrópicas judaicas antes de sua morte em 1999. Todas as suas doações políticas de 1989 a 1998 foram exclusivamente para candidatos republicanos.[5]

Elliott Abrams, um proeminente neoconservador que atuou nos governos Reagan, George W. Bush e Trump, agora preside[6] a organização. Abrams se declarou culpado em 1991 de duas contravenções por ocultar informações[7] do Congresso durante o escândalo Irã-Contras e tem um longo histórico de apoio à política externa intervencionista dos EUA. Roger Hertog, sócio de longa data de Bernstein, atuou como presidente do conselho por aproximadamente 20 anos e permanece como presidente emérito.[8] Eric Cohen é o CEO e Jonathan Silver é o Diretor de Programação e apresentador do podcast Tikvah.

Críticos têm descrito a Tikvah como o centro de uma “câmara de eco neoconservadora”,[9] observando que a organização financia publicações como Mosaic, The Jewish Review of Books e Mida, e depois promove artigos desses veículos por meio de sua rede de think tanks e jornalistas afiliados em grandes meios de comunicação. Zachary Braiterman, professor de religião na Universidade de Syracuse, caracterizou[10] a Tikvah como exercendo controle sobre “uma gama estreita e limitada de conteúdo intelectual e ideológico”, mantendo ao mesmo tempo “falta de transparência em suas declarações de missão públicas e estratégias operacionais”.

O conselho e a rede de palestrantes da organização são como uma lista telefônica de figuras neoconservadoras e pró-Israel americanas. Entre os membros do conselho, estiveram William Kristol e Jay Lefkowitz. O corpo docente e os palestrantes incluíram John Bolton, Max Boot, Douglas Feith, Robert Kagan, Lewis “Scooter” Libby, Paul Wolfowitz, Norman Podhoretz, Bret Stephens e Charles Krauthammer. Os vencedores do Prêmio Herzl[11] de 2025 foram Ben Shapiro, Bari Weiss e Dan Senor.

O podcast de março de 2026 não foi um incidente isolado. Na Conferência de Liderança Judaica da Tikvah, em novembro de 2025,[12] Chris Menahan notou[13] que o tema principal discutido foi “a importância de repudiar Tucker Carlson, Nick Fuentes e Candace Owens”. Menahan também destacou que Ben Shapiro “dedicou um programa inteiro a explicar por que Tucker Carlson é… o mais virulento disseminador de ideias vis nos Estados Unidos”, sob aplausos estrondosos. Na conferência, Bari Weiss reclamou que J.D. Vance “ainda não se distanciou de Tucker Carlson”, chamando isso de “desconcertante”. O tema da conferência era “Os judeus podem salvar o Ocidente?”.

{Dan Senor, Bari Weiss e Bem Shapiro falam na conferência Tikvah Fund em 16 de novembro de 2025 (crédito da foto por Joseph Strauss, The Times of Israel, 21 de novembro de 2025, por Joseph Strauss).}

O podcast Tikvah,[14] que já conta com mais de 445 episódios, tem se concentrado cada vez mais no que define como antissemitismo na direita americana. Um episódio de fevereiro de 2026 com Rod Dreher foi explicitamente intitulado[15] “O Problema do Antissemitismo na Direita Americana,” centrando-se na entrevista de Tucker Carlson com Nick Fuentes em outubro de 2025.

O que torna essa campanha particularmente notável é que agora ela é parcialmente financiada pelo contribuinte americano. Em setembro de 2025, a Fundação Nacional para as Humanidades (NEH) concedeu ao Tikvah[16] US$ 10,4 milhões para o seu “Projeto de Civilização Judaica,” a maior verba nos 60 anos de história da agência. A verba não foi concedida por meio de um processo seletivo. O Tikvah foi convidado[17] a se candidatar por um funcionário da NEH, e o conselho consultivo acadêmico da agência, agora extinto, teria votado contra,[18] alegando preocupações de que a candidatura fosse vaga e pendesse para o ativismo em vez da pesquisa acadêmica. A administração Trump já havia cancelado mais de 1.000 bolsas[19] da NEH aprovadas durante a administração Biden, demitido mais da metade da equipe da agência e exonerado o conselho acadêmico responsável pela análise das bolsas. Uma ação judicial[20] movida em março de 2026 pelo Conselho Americano de Sociedades Científicas, pela Associação Histórica Americana e pela Associação de Línguas Modernas revelou que o Departamento de Educação Superior (DOGE) utilizou um processo falho no ChatGPT para sinalizar bolsas como “DEI” (Diversidade, Equidade e Inclusão) para cancelamento, e que o presidente interino da NEH, Michael McDonald, orientou um funcionário a solicitar a candidatura da Tikvah como uma bolsa de fonte única.

Após assegurar a verba, a Tikvah hospedou debates focados explicitamente na supressão do que define como discurso “anti-Israel” e “antissemita”. Em um episódio de dezembro de 2025,[21] gravado dias após o tiroteio na praia de Bondi, Jonathan Silver perguntou ao rabino Benjamin Elton, ministro-chefe da Grande Sinagoga de Sydney,[22] o que ele esperava que o governo fizesse. Elton respondeu:[23] “eu acho que deve haver uma tentativa de desarmar o movimento anti-Israel e antissionista de seu antissemitismo. As pessoas não deveriam ter permissão para dizer certas coisas, exibir certos cartazes ou marchar em certas áreas”. Os judeus definitivamente não acreditam na liberdade de expressão se essa expressão for vista como conflitante com seus interesses.

Como um apêndice da configuração de poder pró-Israel mais ampla, a Tikvah também forneceu[24] financiamento para programas educacionais localizados em assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada, incluindo El Haprat em Kfar Adumim,[25] com US$ 446.833, e a Academia de Liderança Ein Prat, com US$ 216.661. Três dos quatro programas de liderança da Tikvah em Israel estão localizados em assentamentos[26] nos territórios ocupados, de acordo com Maya Haber, Diretora de Desenvolvimento e Programação da Partners for Progressive Israel.

A campanha do Tikvah Fund contra Tucker Carlson reflete[27] uma cisão mais profunda dentro do conservadorismo americano. De um lado, estão os neoconservadores intervencionistas pró-Israel, agrupados em torno de instituições como o Tikvah, o Hudson Institute e o American Enterprise Institute. Do outro lado, está uma ala nacionalista populista associada a figuras[28] como Carlson e Candace Owens.

A campanha frenética para expurgar figuras como Tucker Carlson da direita americana revela a fragilidade inerente da influência judaica. Ao tentar usar o poder coercitivo do Estado para suprimir a crescente dissidência populista, o poder judaico organizado acelera inadvertidamente a própria instabilidade que teme. Essa escalada para a censura patrocinada pelo Estado é uma tentativa desesperada de manter o controle, mas serve apenas para aprofundar a ruptura com a população não judaica. À medida que a ideologia politicamente estabelecida atual começa a se voltar contra seus próprios arquitetos judeus, esse conflito atual representa apenas o capítulo mais recente de uma inevitável e previsível luta civilizatória entre não judeus e judeus pela primazia civilizacional.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 

Notas:

[1] Fonte utilizada por José Alberto Niño:

https://www.youtube.com/watch?v=UJSH0JIFRlk

[2] Fonte utilizada por José Alberto Niño:

https://twitter.com/infolibnews/status/2031530960311742790

[3] Fonte utilizada por José Alberto Niño:

https://tikvah.org/about/founder/

[4] Fonte utilizada por José Alberto Niño:

https://militarist-monitor.org/profile/tikvah-fund/

[5] Fonte utilizada por José Alberto Niño:

https://militarist-monitor.org/profile/tikvah-fund/

[8] Fonte utilizada por José Alberto Niño:

https://militarist-monitor.org/what-is-the-tikvah-fund/

[13] Fonte utilizada por José Alberto Niño:

https://x.com/infolibnews/status/1990498643716288684

[16] Fonte utilizada por José Alberto Niño:

https://www.neh.gov/news/neh-announces-Tikvah-grant

[23] Fonte utilizada por José Alberto Niño:

https://israelpalestinenews.org/tikyah-fund/

[24] Fonte utilizada por José Alberto Niño:

https://militarist-monitor.org/what-is-the-tikvah-fund/

[26] Fonte utilizada por José Alberto Niño:

https://militarist-monitor.org/profile/tikvah-fund/

Fonte: The Tikvah Fund’s War on Tucker Carlson, por José Alberto Niño, The Occidental Observer.

https://www.theoccidentalobserver.net/2026/03/16/the-tikvah-funds-war-on-tucker-carlson/

Sobre o autor: José Alberto Niño tem formação acadêmica com Bacharelado em Ciência Política e Governo pela University of Texas em Austin (2009-2013), Mestrado em Estratégia Internacional e Política Comercial, Universidade do Chile (2014-2016).


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