terça-feira, 9 de junho de 2026

{Alegadas câmaras de gás homicidas da Alemanha Nacional-Socialista} Zyklon B, Auschwitz e Bruno Tesch - parte 3 - testemunho de Perry Broad - por William B. Lindsey

 Continuação de {Alegadas câmaras de gás homicidas da Alemanha Nacional-Socialista} Zyklon B, Auschwitz e Bruno Tesch - parte 2 - testemunho de Emil Sehm - por William B. Lindsey 

William B. Lindsey

O testemunho do Rottenfuehrer (Cabo) Perry (Pery) Broad no julgamento do Dr. Tesch constitui um dos apoios mais citados e utilizados para as acusações de assassinato em massa de judeus pelos alemães em Auschwitz-Zasole e Auschwitz-Birkenau. Juntamente com seu “Relatório”33 e seu testemunho, ele é responsável pelo estabelecimento de vários conceitos essenciais para a vivificação e o vigor contínuo das narrativas do “Holocausto”. Broad testemunhou que já em 1942 ouvira rumores de que o gaseamento estava sendo realizado “em maior escala” em Auschwitz-Zasole. Ele afirmou ter observado um gaseamento real a partir do Truppenrevier (quartel das tropas), a uma distância de 40 a 45 metros. Isso foi em julho de 1942. Várias pessoas com máscaras de gás estavam no telhado do antigo crematório. Elas abriram latas (presumivelmente de Zyklon B) e despejaram o conteúdo em seis buracos, cada um com dez centímetros (quatro polegadas) de diâmetro34, que aparentemente levavam através do telhado até uma câmara subterrânea. Broad alegou que havia de 300 a 500 pessoas no “Antigo Crematório”. Após 2 a 3 minutos, os gritos cessaram. Ele assumiu que pessoas eram mortas dessa maneira uma ou duas vezes por mês, mas afirmou ter testemunhado apenas um gaseamento tão de perto. Ele testemunhou que, no outono de 1944, ele tinha observado o “gaseamento” em Auschwitz-Birkenau, mas a uma distância muito maior. Em Birkenau, ele testemunhou, havia quatro crematórios35 e, em março e abril de 1944, 19.000 pessoas por dia eram mortas com Zyklon B a partir das latas. Ele disse ter certeza de que latas eram usadas porque as viu em um carro dirigido por um desinfestador que lhe tinha dado uma carona. Mas ele não conseguiu identificar os rótulos das latas como sendo de material encomendado por meio da Tesch und Stabenow.

Broad estimou que um total de 2½  a 3 milhões de judeus da Bélgica, Holanda, França, norte da Itália, Checoslováquia e Polônia, bem como ciganos e deportados alemães, foram mortos em Auschwitz-Birkenau. Essas vítimas incluíam bebês e idosos. O depoimento de Broad corroborou a noção de que a “seleção” significava morte instantânea em uma câmara de gás após a chegada ao campo sem registro.36 A cremação alegadamente seguia.

{Perry Broad, (1921-1993) Foi um oficial não comissionado alemão nascido no Brasil, membro da Schutzstaffel (SS), ativo no campo de concentração de Auschwitz de abril de 1942 a 1945. Ele alcançou a patente de SS-Unterscharführer enquanto trabalhava como tradutor e estenógrafo no quartel-general do campo. Texto e foto wikipedia.}

As capacidades dos crematórios/câmaras de gás, de acordo com Broad, que admitiu nunca ter estado em um, eram como segue: Crematórios I e II de Birkenau — 3.000 a 4.000 pessoas cada, em salas subterrâneas. Crematórios III e IV de Birkenau — 2.000 pessoas cada, no nível do solo. O crematório V de Birkenau tinha capacidade, ele disse, para 800 a 1.200 pessoas, mas continha apenas um fogão a gás. Ele asseverou que suas informações detalhadas vieram de guardas e do fato que ele tinha testemunhado fumigações em casernas e assumiu que o procedimento era o mesmo usado para matar. (Ver o depoimento de Bendel, abaixo.) Broad continuou que o assassinato era, na verdade, realizado pelos fumigadores ou desinfetadores que fumigavam as roupas. Ele testemunhou que, em 1942 e 1943, os corpos, na medida do possível, eram cremados em crematórios.37 Posteriormente, eles eram queimados em piras ao ar livre, porque os crematórios não tinham capacidade suficiente. Broad declarou que as roupas das vítimas eram enviadas para a Volksdeutschemittlestelle. O assassinato era alegadamente realizado usando duas das latas maiores (de 1 quilograma).38 Broad testemunhou que, em março e abril de 1944, trens estavam enfileirados em Birkenau, aguardando para transportar humanos para as câmaras de gás. Três horas eram alegadas necessárias para processar uma carga de vítimas através das câmaras de gás e crematórios.

O depoimento de Perry Broad, ex-membro da SS, conseguiu dar músculo e vitalidade às declarações fracas e anêmicas de Sehm e ao que antes eram apenas alegações suspeitas, irresponsáveis ​​e desconexas por parte dos propagandistas das Nações Unidas. Uma argumentação suportável, embora reconhecidamente inverossímil, de operação de extermínio, foi descrita, na qual milhões de pessoas sem nome, sem rosto e não identificáveis ​​foram conduzidas em massa, sem serem reconhecidas, contadas ou registradas, de inúmeros trens diretamente para câmaras de gás, onde foram mortas com Zyklon B e cremadas — passando de uma existência ilusória e alegadamente incontestada para o esquecimento empoeirado da imortalidade do “Holocausto” em apenas três horas. Esse testemunho deve ter dissipado qualquer hesitação remanescente nas mentes “investigativas” do Tribunal Militar Britânico, que se esforçava para corroborar as alegações da propaganda de guerra e de cujo veredicto as vidas do Dr. Tesch e de Herr Weinbacher, infortunadamente, dependiam. O Tribunal deve ter se sentido absolutamente seguro ao declarar que “monstros alemães” haviam “gaseado” seis milhões de judeus indefesos. Broad tinha fornecido a eles uma posição a qual, embora admitidamente controversa, era argumentativamente suportável, visto que provavelmente não poderia ser refutada de forma inequívoca naqueles ávidos por acreditar nela e, portanto, todos os outros fatos poderiam e seriam, de alguma forma, encaixados nesse quadro geral, por mais distorcido que pudesse estar em alguns particulares.

O próprio Rottenführer Perry Broad estava em perigo por pelo menos dois motivos. Como um cidadão brasileiro servindo como voluntário da SS, ele poderia ter sido executado por traição em tempo de guerra. Como membro do destacamento da SS em Auschwitz, tendo já escapado milagrosamente da morte ao ser capturado, ele era um forte candidato a, pelo menos, um campo de trabalhos forçados soviético por um número indeterminado de anos — se ele fosse rendido ao controle soviético. A menos que ele apaziguasse seus captores, uma viagem de trem para Viena, passando pelo campo de concentração americano de Eppensee39 e finalmente para a Rússia, uma viagem que muitos outros na SS haviam tomado, era bastante provável. Broad fez o que considerou necessário para sua sobrevivência.

Um estudo mais profundo de seu depoimento e de seu “Relatório” revela muitas falácias e contradições, muitas das quais devem ter sido evidentes para o Tribunal Britânico. A suspeita daquele pequeno vestígio de sua evidência foi justificada pelo fato de que, no “Julgamento de Auschwitz” em Frankfurt, em 1964-1965, ele fez exatamente o que inúmeras outras testemunhas fizeram, que tiveram seus testemunhos arrancados à força por meio de ameaças, coerção ou promessas. (Aqueles, isto é, que depois foram concedidos viver.) Mais tarde, não sentindo mais o perigo de morte iminente, prisão ou deportação nas mãos de captores enfurecidos e descontrolados, ele denunciou grandes partes de seu depoimento anterior, que lhe salvou a vida, como sendo baseadas no que ele tinha ouvido e não no que ele tinha testemunhado. Essa mudança repentina levou Hannah Arendt e outros na época do “Julgamento de Auschwitz”40 a descrever Broad em termos muito menos elogiosos do que os usados ​​pelo Major Draper nos procedimentos de Curiohaus.41

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Continua...

Notas

33 Nota de William B. Lindsey: Bernd Naumann, Auschwitz (New York: Praeger, 1966), pp. 162-82.

34 Nota de William B. Lindsey: O crematório existente em Auschwitz-Zasole possui três ventiladores (aberturas de ventilação) no topo — um dos quais teria sido usado na operação de extermínio. Todos os ventiladores são quadrados, com cerca de 20 cm de lado. Este crematório é resultado da adição de um segundo forno contendo duas muflas (dois locais de cremação) ao "Crematório Antigo", dando um total de quatro locais de cremação (quatro muflas) neste local.

35 Nota de William B. Lindsey: O sistema de numeração dos crematórios no complexo de Auschwitz pode causar confusão. Na nomenclatura alemã, o crematório I ficava em Auschwitz-Zasole. Os crematórios II e III ficavam em Auschwitz-Birkenau, assim como os edifícios mencionados na literatura sobre o Holocausto como crematórios IV e V, mas pelos alemães como “Badeanstalt(en) für Sonderaktion”. Este artigo se refere aos crematórios II e III (na nomenclatura alemã de Birkenau) como nº I e nº II, respectivamente.

36 Nota de William B. Lindsey: Este conceito é um dos vários os quais devem ser verdadeiros sem questionamento para que a intenção do “Holocausto” dos alemães e os números de 4 a 4,5 milhões de judeus supostamente mortos em Auschwitz-Birkenau sejam aceitos como credíveis. Após o que se presume ter sido uma pesquisa detalhada, o Museu de Auschwitz revelou (conferir Danuta Czech, Hefte Aus Auschwitz) que entre 1959 e 1964 apenas 202.499 números de prisioneiros foram atribuídos em Auschwitz. O número 202.499 foi atribuído a um criminoso alemão habitual de Mauthausen somente dez dias antes da captura do campo pelos russos. A Cruz Vermelha Internacional, em dados publicados que, com base em alegações das Nações Unidas, admite serem grosseiramente incompletos devido à falta de dados de numerosos campos satélites, lista 50.923 pessoas mortas em Auschwitz-Zasole, Auschwitz-Birkenau e Auschwitz-Buna (Monowitz). Os dois primeiros campos são supostos que tenham sido os “campos de extermínio”. Os dados são baseados no “Totenbuch”, livro de registros mantido pelos próprios alemães em cada campo. Esses dados “incompletos” representam os registros mantidos pelos alemães sobre os prisioneiros que morreram por todas as causas nos três principais campos de Auschwitz. (A. de Cocatrix [Diretor do Serviço Internacional de Busca, Arolsen, Alemanha], “The Number of Victims of the National Socialist Persecution” [ver bibliografia].)

37 Nota de William B. Lindsey: Reitlinger diz (p. 150) que o primeiro crematório construído em Auschwitz-Birkenau (nº I) entrou em operação em 13 de março de 1943 e, até 13 de junho de 1943, ainda era o único em funcionamento. Até então, o crematório de Auschwitz-Zasole era utilizado. Eu não encontrei nenhum documento alemão que indique que o crematório II em Birkenau tenha chegado a funcionar. Por outro lado, existem muitos documentos que tratam da construção e operação do crematório I em Birkenau. As supostas datas de funcionamento acima são “estimadas” por historiadores do Holocausto.

38 Nota de William B. Lindsey: Prova 2 no julgamento (imagem ausente).

39 Nota de William B. Lindsey: Um campo de concentração que fazia parte do sistema de Mauthausen.

40 Nota de William B. Lindsey: Bernd Naumann, Auschwitz (New York: Praeger, 1966), pp. xi-xxx.

41 Nota de William B. Lindsey: Alguns podem dizer que Perry Broad não jogou com honra, mas é preciso reconhecer que ele avaliou corretamente a natureza do jogo mortal sendo jogado com ele e os outros, e, por meio de sua habilidade — ainda que ardilosa — em lidar com seus algozes, ele ganhou a vida enquanto muitos outros, sendo honestos, tinham perdido a sua. Em 1945, na Alemanha conquistada e ocupada, isso era tudo o que ainda importava para a mente de muitas pessoas!

Zyklon B, Auschwitz, and Bruno Tesch, por William B. Lindsey, The Journal of Historical Review, Fall 1983 (Vol. 4, nº 3), páginas 261-303.

https://ihr.org/journal/v04p261_Lindsey.html

Sobre o autor: William B. Lindsey (19??-1993) obteve seu diploma de bacharel em ciências pela Universidade do Texas e seu doutorado em Química pela Universidade de Indiana. Trabalhou como químico pesquisador profissional em uma grande corporação por 31 anos. Como químico profissional tinha grande interesse na história da Segunda Guerra Mundial, ele tinha particular curiosidade pelas alegações de assassinatos em massa de judeus em “câmaras de gás” em Auschwitz-Birkenau, utilizando gás cianeto de hidrogênio do Zyklon B, um inseticida e pesticida comercial. Consequentemente, realizou diversas visitas de inspeção aos locais na Polônia onde supostamente ocorreram os “campos de extermínio” da guerra, incluindo Auschwitz, Auschwitz-Birkenau e Majdanek. Foi membro da comissão editorial do The Journal of Historical Review desde 1983. Em fevereiro de 1985, ele testemunhou no julgamento do Holocausto em Toronto, conduzido pelo editor germano-canadense Ernst Zündel. Lindsey foi reconhecido pelo tribunal como perito em cianeto de hidrogênio. Sua atuação baseou-se em um exame minucioso das câmaras de gás em Auschwitz, Birkenau e Majdanek, e em seus anos de experiência.

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domingo, 7 de junho de 2026

Estupro e humilhação: relatório acusa Israel de tortura “sistemática” de prisioneiros palestinos - por Tamara Turki

 

Tamara Turki


O Centro Palestino para os Direitos Humanos reuniu relatos de detidos recém-libertados em Gaza, que descreveram estupro, desnudamento forçado e humilhação psicológica.

Israel[1] está operando “uma prática organizada e sistemática de tortura sexual” contra prisioneiros palestinos[2] da Faixa de Gaza sob sua custódia, de acordo com um novo relatório de uma importante organização de direitos humanos.

Pesquisadores e advogados do Palestinian Centre for Human Rights[3] {Centro Palestino para os Direitos Humanos} (PCHR) entrevistaram[4] homens e mulheres da Faixa de Gaza que foram libertados da detenção israelense. Os detidos relataram estupro, nudez forçada, filmagens de abusos, agressão sexual com objetos e cães, além de humilhação psicológica.

“Eu desejava a morte a cada instante”, disse uma mãe de 42 anos que foi detida ao cruzar um posto de controle israelense no norte de Gaza em novembro de 2024.

Ela contou ao PCHR {Centro Palestino para os Direitos Humanos} que sofreu estupros repetidos e abusos físicos que duraram dias.

A ex-prisioneira descreveu ter sido despida, eletrocutada, espancada e filmada nua.

“Eles me colocaram em uma mesa de metal, pressionaram meu peito e minha cabeça contra ela, algemaram minhas mãos na cabeceira da cama e abriram minhas pernas à força”, disse ela.

“Senti um pênis penetrando meu ânus e um homem me estuprando. Comecei a gritar e eles me bateram nas costas e na cabeça enquanto eu estava vendada.”

Ela adicionou: “Eu conseguia ouvir uma câmera, então acredito que estavam me filmando.”

Outro homem, um pai de 35 anos preso no Hospital Al Shifa em março de 2024, contou ao PCHR {Centro Palestino para os Direitos Humanos} que foi estuprado por um cachorro dentro do campo militar de Sde Teiman após semanas de humilhação, nudez forçada e ameaças.

Ele disse que soldados levaram os detidos para uma área longe das câmeras e soltaram os cães contra eles.

“O cachorro fez isso deliberadamente, sabendo exatamente o que estava fazendo, e inseriu seu pênis no meu ânus, enquanto os soldados continuavam nos batendo, torturando e borrifando spray de pimenta em nossas faces.”

A agressão o deixou com um ferimento na cabeça que exigiu sete pontos, além de hematomas, fraturas nos membros e uma costela fraturada.

“Eu sofri um severo colapso psicológico e uma profunda humilhação. Perdi o controle porque jamais imaginei vivenciar algo assim”, disse ele.

O centro de detenção militar de Sde Teiman tornou-se notório por tortura após o vazamento de um vídeo[5] em agosto de 2024, que mostrava soldados israelenses agredindo violentamente um detento palestino de Gaza, incluindo estupro anal.

De acordo com a acusação, o homem foi levado ao hospital com costelas quebradas, um pulmão perfurado e graves ferimentos retais.

Cinco soldados foram acusados de abuso agravado e lesão corporal grave, mas nenhum deles está sob custódia ou sujeito a restrições legais, reportou a mídia israelense.

“O Canal 12 israelense divulgou um vídeo mostrando soldados alegadamente abusando sexualmente de um prisioneiro palestino na prisão de Sde Teiman em 7 de agosto de 2024 (Reuters).” Ver nota 6.

Enquanto isso, Yifat Tomer Yerushalmi, o procurador-geral militar que vazou as imagens, tinha sido desde então preso[6] sob acusações que incluem fraude, quebra de confiança, abuso de poder, obstrução da justiça e divulgação ilegal de informações oficiais.

 

‘Pura angústia’

Outro ex-detento, um homem de 41 anos mantido em cárcere privado no Hospital Kamal Adwan no final de 2023, relatou 22 meses de tortura sexual, incluindo ameaças de agressão à sua esposa.

Ele contou ao PCHR {Centro Palestino para os Direitos Humanos} que um soldado o estuprou com um pedaço de madeira enquanto ele estava amarrado e vendado.

O detido disse que a dor e o terror foram tão intensos que “de tanta angústia, perdi a consciência por alguns minutos, até que uma policial chegou e os obrigou a parar de me bater”.

O PCHR {Centro Palestino para os Direitos Humanos} também entrevistou um jovem de 18 anos que já havia sido detido e foi preso novamente perto de um centro de distribuição de ajuda humanitária este ano.

Ele descreveu soldados o obrigando, juntamente com outros, a se ajoelhar enquanto os agrediam com uma garrafa.

O homem acrescentou que isso aconteceu repetidamente, inclusive em agressões coletivas.

“Eles violaram nossa dignidade e destruíram nosso espírito e nossa esperança de vida. Eu queria continuar meus estudos; agora eu estou perdido depois do que aconteceu comigo”, disse ele.

O PCHR {Centro Palestino para os Direitos Humanos}, cujos investigadores documentaram extensa violência sexual contra mulheres e homens palestinos detidos em Gaza nos últimos dois anos, afirmou que os relatos “não refletem incidentes isolados, mas constituem uma política sistemática” perpetrada no genocídio israelense.

Sob o cessar-fogo acordado em outubro, Israel libertou 1.700[7] palestinos detidos em Gaza que tinham sido mantidos presos indefinidamente sem acusação ou julgamento.

Ainda, a escala das detenções israelenses permanece enorme. Mesmo após a libertação em massa, pelo menos 1.000 palestinos de Gaza ainda estão detidos nas mesmas condições, e muitos outros estão em prisões e campos militares isolados de observadores internacionais, incluindo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

Uma investigação recente do Guardian[8] descobriu que Israel mantém dezenas de detidos da Faixa de Gaza em isolamento total dentro de uma prisão subterrânea, onde eles nunca veem a luz do dia, sobrevivem com alimentação inadequada e são completamente isolados de informações de suas famílias.

Líderes israelenses e figuras da extrema direita têm alertado que os relatos de tortura sexual em prisões israelenses prejudicaram gravemente a imagem do país no mundo.

“O incidente em Sde Teiman causou imenso dano à imagem do Estado de Israel e das IDF [Forças de Defesa de Israel]”, disse o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em novembro.

“Este é talvez o ataque de relações públicas mais grave que o Estado de Israel já sofreu desde a sua fundação.”

Tradução por Dignus {academic auctor pseudonym - studeo liber ad collegium}

Revisão e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Notas:

[1] Fonte utilizada por Tamara Turki:

https://www.middleeasteye.net/countries/israel

[2] Fonte utilizada por Tamara Turki:

https://www.middleeasteye.net/countries/palestine

[3] Fonte utilizada por Tamara Turki:

https://pchrgaza.org/

[4] Fonte utilizada por Tamara Turki: PCHR Documents Testimonies of Systematic Rape and Sexual Torture in Israeli Detention against Released Palestinian Detainees, 10 de novembro de 2025, Palestinian Centre for Human Rights.

https://pchrgaza.org/pchr-documents-testimonies-of-systematic-rape-and-sexual-torture-in-israeli-detention-against-released-palestinian-detainees/

[5] Fonte utilizada por Tamara Turki: Israeli media publishes video of soldiers allegedly raping Palestinian detainee, por Alex MacDonald, 07 de agosto de 2024, MIDDLE EAST EYE.

https://www.middleeasteye.net/news/israel-media-publishes-video-soldiers-allegedly-raping-palestinian

[6] Fonte utilizada por Tamara Turki: Israel to appoint new army lawyer after Palestinian prisoner rape scandal, editorial, 02 de novembro de 2025, MIDDLE EAST EYE.

https://www.middleeasteye.net/news/israel-appoint-new-army-lawyer-after-palestinian-detainee-rape-video-scandal

[7] Fonte utilizada por Tamara Turki: Hamas and Israel swap prisoners as Trump declares war's end, por Lubna Masarwa e Mohammed Nazzal e Huthifa Fayyad, 13 de outubro de 2025, MIDDLE EAST EYE.

https://www.middleeasteye.net/news/hamas-begins-releasing-israeli-captives-part-gaza-ceasefire-deal

[8] Fonte utilizada por Tamara Turki: Israel’s underground jail, where Palestinians are held without charge and never see daylight, por Emma Graham-Harrison, 08 de novembro de 2025, The Guardian.

https://www.theguardian.com/world/2025/nov/08/israel-underground-jail-rakefet-palestinians-gaza-detainees


Fonte: Rape and humiliation: Report accuses Israel of 'systematic' torture of Palestinian prisoners, por Tamara Turki, 11 de novembro de 2025, MIDDLE EAST EYE.

https://www.middleeasteye.net/news/systematic-practice-sexual-torture-israeli-prisons-rights-group-says

Sobre a autora: Tamara Turki é uma jornalista palestina-austríaca radicada em Nova York. Ela é formada em Direito pelo King's College London e atualmente frequenta a Escola de Jornalismo da Universidade Columbia.

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quarta-feira, 3 de junho de 2026

{Alegadas câmaras de gás homicidas da Alemanha Nacional-Socialista} Zyklon B, Auschwitz e Bruno Tesch - parte 2 - testemunho de Emil Sehm - por William B. Lindsey

 Continuação de Continuação de {Alegadas câmaras de gás homicidas da Alemanha Nacional-Socialista} Zyklon B, Auschwitz e Bruno Tesch - parte 1 - por William B. Lindsey

William B. Lindsey

Testemunhos

Das testemunhas convocadas pela acusação britânica, Emil Sehm apresentou o depoimento mais prejudicial ao Dr. Tesch e ao Sr. Weinbacher. Sehm tinha sido contador na Tesch und Stabenow. Pode realmente ter sido ele que tenha inicialmente contatado os britânicos e denunciou o Dr. Tesch. Tais ações eram abertamente incentivadas pelas Nações Unidas. Sehm testemunhou que, no outono de 1942, enquanto procurava algo completamente diferente nos arquivos da empresa, encontrou uma cópia rosa ou vermelha de um relatório de viagem que implicava o Dr. Tesch e o Sr. Weinbacher, como representante de Tesch, em assassinatos em massa. Ao depor sobre o suposto relatório datilografado, Sehm jurou:

O Dr. Tesch fala sobre uma entrevista que ele tinha tido com figuras importantes da Wehrmacht alemã. Eu lembro-me de uma frase que dizia que “Herr…” — não me recordo do nome — “me disse que o fuzilamento de judeus está se tornando cada vez mais frequente e que o enterro do grande número deles está se mostrando cada vez mais não-higiênico. Para mudar isso, propõe-se que o extermínio dos judeus seja feito agora através do uso de ácido prússico.” O Dr. Tesch, ao ser solicitado a apresentar algumas propostas sobre essa ideia, respondeu: “Eu, Dr. Tesch, propus usar o ácido prússico da mesma forma que é usado para a eliminação de vermes, para o propósito mencionado acima.”

Então, é explicado que aqueles a serem exterminados deveriam ser colocados em casernas previamente preparadas, da mesma forma que para o extermínio de vermes. Durante a noite, algum especialista nesse método de gás ácido prússico prepara as casernas, que são então fechadas para impedir a intrusão de ar. Na manhã seguinte, aqueles que foram exterminados por meio desse gás podem ser descartados. Eu devo adicionar que, no início do relatório, foi mencionado que os judeus não precisavam ser enterrados, mas eles seriam queimados. O Dr. Tesch recebeu ordens para treinar o pessoal da SS nesses assuntos relacionados ao gás ácido prússico.

Muito do testemunho de Sehm pode ser questionado quanto à precisão e consistência. Ele descreve apenas vagamente o procedimento básico de extermínio aceito e pregado pelo sumo sacerdócio do “Holocausto,” e alguns deles mesmo contradizem ou refutam as versões aceitas por eles. Todavia, ele contém as sementes férteis necessárias para a gestação das narrativas do “Holocausto.” Entre elas:

- A identificação do Dr. Tesch como a pessoa que recomendou, já em 1942, o uso de Zyklon B em câmaras de gás como um meio mais eficaz de matar em comparação com o fuzilamento (ou em comparação com o uso de monóxido de carbono, a la testemunho do comandante de Auschwitz, Rudolf Höss).

- A equiparação de judeus com vermes, com a implicação de que ambos deveriam ser exterminados como pragas por meio de procedimentos de controle de pragas.

- A identificação da SS como a agência responsável pelo assassinato de judeus (embora ele também pareça tentar implicar a Wehrmacht!).

- O descarte de cadáveres judeus por cremação (“mais higiênico”).

Os critérios para avaliar a aceitabilidade do testemunho de Sehm devem ser o de julgar sua confiabilidade e honestidade pessoal, verificar a confirmação inquestionável por testemunhas confiáveis ​​e, finalmente, julgar sua credibilidade e coerência.

A cópia rosa do suposto relatório de viagem, supostamente escrito no outono de 1942 e alegadamente visto por Sehm, foi, segundo ele, queimada propositalmente junto com um original branco e uma segunda cópia rosa — ambas nunca vistas por ninguém — quando os arquivos da empresa foram destruídos em um bombardeio em 20 de março de 1945. Antes do bombardeio, esses arquivos eram acessíveis a todos no escritório e eram trancados apenas à noite. Se quisesse, Sehm poderia ter removido uma cópia inteira com ainda mais facilidade do que alega ter feito anotações a partir da cópia que ele jurou ter visto. Ninguém teria sido mais sábio.

Todas as estenotipistas da Tesch und Stabenow foram questionadas. Se tal relatório de viagem tivesse existido, um deles teria que tê-lo transcrito em ditado e digitado em triplicado. Todas, contudo, testemunharam que nunca viram nem digitaram tal relatório. Uma datilógrafa, a Sra. Anna Uenzelmann, testemunhou que certa vez entendeu que o Dr. Tesch havia dito, após uma sessão de ditado, que ouvira em Berlim que pessoas foram mortas pelo Zyklon B, mas não houve qualquer explicação da parte dele sobre se isso fora acidental ou não. O Dr. Tesch sequer se lembrava do incidente. Outra datilógrafa, a Sra. Eliza Biagini, testemunhou que ela tinha uma vez lido em um relatório de viagem sobre seres humanos que haviam sido mortos pelo Zyklon B em Sachsenhausen-Oranienburg. Ela se lembrava vagamente desse evento e pode ter sido, na verdade, uma pergunta feita ao Dr. Tesch durante uma de suas aulas nesse campo. Esse testemunho também pode ter sido resultado de uma tentativa de Sehm de intimidar a testemunha durante seu interrogatório pré-julgamento pelos britânicos. Nesse interrogatório, Sehm, obviamente desempenhando um papel de liderança, alegou falsamente que ele tinha o documento de viagem incriminador desaparecido do Dr. Tesch em seu bolso.

A importância do testemunho dessas duas datilógrafas, contudo, reside no fato de que nenhum deles corrobora o depoimento de Sehm. Aliás, eles sequer se apoiam mutuamente. Os três depoimentos envolvem claramente locais e eventos completamente distintos e diferentes, sem qualquer corroboração por outros testemunhos!

A “substanciação” do testemunho de Sehm baseou-se inteiramente no depoimento de três de seus amigos próximos e antigos: Wilhelm e Kate Pook e Bernhard Frahm. Sehm alegou que ele mostrou aos Pooks as anotações que fez a partir da cópia vermelha ou rosa do arquivo em Tesch und Stabenow. Ele visitava ambos regularmente para discutir religião, política, nacional-socialismo e outros assuntos, e eles testemunharam que se lembravam de “ter visto” as anotações. Sob juramento, a Sra. Pook testemunhou inicialmente que vira o próprio relatório de viagem. Mas, quando questionada mais a fundo, ela só pôde afirmar com certeza que vira um “documento,” desculpando-se de seu erro com a passagem de quatro anos, o que causou sua incerteza. Alegadamente, por conselho de Wilhelm Pook, Sehm queimou suas anotações em um cinzeiro sobre a mesa de Pook.

Wilhelm Pook testemunhou que Sehm lhe havia dito que o Dr. Tesch estava lucrando entre RM20.000 e RM25.000 por trimestre apenas com as vendas de Zyklon B.22

Mesmo mais notável e pertinente à confiabilidade do testemunho de Sehm foi o fato de que ambos os Pooks, quando interrogados pela primeira vez pelos britânicos, tinham se esquecido completamente de mencionar as importantíssimas “notas” ou “relatório de viagem” incriminatórios. Posteriormente, após o primeiro comparecimento de Sehm perante o tribunal militar, os Pooks tinham discutido com ele seu depoimento antes de comparecerem perante o Tribunal. Quando questionada detalhadamente, a Sra. Pook admitiu que não se lembrava de quem tinha lembrado quem (ela a Sehm, ou Sehm a ela) de que o “documento” tinha sido queimado em um cinzeiro sobre sua mesa. Após um conjunto tão desacreditador de confissões por parte de testemunhas convocadas pelo promotor militar britânico para dar credibilidade ao testemunho de Sehm, tudo o que o Major Draper pôde fazer foi perguntar a Wilhelm Pook se ele tinha dito a verdade, ao que ele respondeu “Sim”. Ambos os Pooks foram então retirados às pressas do Tribunal.

Draper procurou posteriormente estabelecer a credibilidade do depoimento de Sehm convocando outro amigo próximo deste, Bernhard Frahm.23 Sehm alegou que, vários meses depois de queimar suas anotações na casa dos Pook, contou a Frahm o que havia encontrado nos arquivos de Tesch und Stabenow. O Sr. Frahm afirmou se lembrar da ocasião, mas admitiu que ele próprio não tinha visto as anotações incriminatórias escritas por Sehm. Ele adicionou, porém — certamente para a satisfação do Tribunal — que os nazistas consideravam qualquer um que se opusesse a eles como “vermes”24 ou “Schaedlinger”. Ele disse que Sehm lhe havia contado que Tesch und Stabenow estava fornecendo gás e “fogões”25 para matar humanos.

Essa foi a frágil essência do testemunho de Emil Sehm contra o Dr. Tesch e o Sr. Weinbacher. Não mais substancial — aliás, ainda menos — foi o depoimento daqueles convocados para corroborá-lo. Dos quatro contabilistas da Tesch und Stabenow, Sehm era o menos importante. Era um funcionário temporário e estava bastante insatisfeito com o cargo. Por isso, pediu para ser dispensado para poder voltar a Königsberg, na Prússia Oriental, sua cidade natal, onde esperava abrir uma empresa de consultoria tributária. O Dr. Tesch, que estava com dificuldades para encontrar funcionários em tempos de guerra, recusou-se a dispensá-lo, incorrendo como resultado seu ódio e ira. Além de ser anti-NSDAP, assim como seus amigos, os Pooks e Frahm, Sehm já tinha motivos para detestar, senão odiar, o Dr. Tesch, que era membro do Partido. Embora ele não tenha professado qualquer ressentimento em relação ao Dr. Tesch por este ter recusado sua dispensa, ele descreveu seu antigo empregador como um “sádico intelectual”.

Das testemunhas que conheciam o Dr. Tesch, contudo, somente Sehm e o Dr. Drosihn — este último somente após alguma insistência do Major Draper — falaram mal dele. É difícil escapar da sensação de que este foi apenas mais um exemplo de como o fim da guerra, com sua confusão e seus sangrentos tribunais, foi aproveitado, como certamente foi por muitos, como uma oportunidade para acertar contas antigas e há muito duradouras naquelas partes da Europa invadidas pelas forças das Nações Unidas.

Parece bastante óbvio que as partes incriminatórias do depoimento de Sehm são invenções monstruosas. Percebendo o caráter totalmente irresponsável desse depoimento, o Dr. Zippel, que defendeu o Dr. Tesch, não perdeu tempo em denunciar Sehm como mentiroso e, após apresentar exemplos ao Tribunal em que ele certamente havia mentido sob juramento, passou a tratar dos outros depoimentos, acreditando que o de Sehm havia sido completamente desacreditado. No final, porém, foram as acusações incríveis de Sehm, nas mãos do promotor britânico Draper, que forneceram toda a substância que o Tribunal Militar precisava para ligar o Dr. Tesch e o Sr. Weinbacher à máquina gigante do “Holocausto.”

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Continua em {Alegadas câmaras de gás homicidas da Alemanha Nacional-Socialista} Zyklon B, Auschwitz e Bruno Tesch - parte 3 - testemunho de Perry Broad - por William B. Lindsey

Notas:

22 Nota de William B. Lindsey: O depoimento posterior de Alfred Zaun, o principal contador da Tesch und Stabenow, demonstrou que essa afirmação era completamente falsa. (Ver pp. 282-83 {na própria edição onde este artigo foi publicado em Zyklon B, Auschwitz, and Bruno Tesch, por William B. Lindsey, The Journal of Historical Review, Fall 1983 (Vol. 4, nº 3), páginas 261-303}).

23 Nota de William B. Lindsey: Nome completo: Bernhard Detlev Friedrich Carl Frahm.

24 Nota de William B. Lindsey: Vermin é devidamente traduzido para o alemão como das Ungeziefer (preferido), die Brut, das Gesindel ou das Geschmeiss.

25 Nota de William B. Lindsey: A Tesch und Stabenow forneceu elementos de aquecimento para vaporizar o gás Zyklon B e tubos para o sistema de circulação, ambos para uso em câmaras de fumigação padrão. (Ver nota 30.)

Zyklon B, Auschwitz, and Bruno Tesch, por William B. Lindsey, The Journal of Historical Review, Fall 1983 (Vol. 4, nº 3), páginas 261-303.

https://ihr.org/journal/v04p261_Lindsey.html

Sobre o autor: William B. Lindsey (19??-1993) obteve seu diploma de bacharel em ciências pela Universidade do Texas e seu doutorado em Química pela Universidade de Indiana. Trabalhou como químico pesquisador profissional em uma grande corporação por 31 anos. Como químico profissional tinha grande interesse na história da Segunda Guerra Mundial, ele tinha particular curiosidade pelas alegações de assassinatos em massa de judeus em “câmaras de gás” em Auschwitz-Birkenau, utilizando gás cianeto de hidrogênio do Zyklon B, um inseticida e pesticida comercial. Consequentemente, realizou diversas visitas de inspeção aos locais na Polônia onde supostamente ocorreram os “campos de extermínio” da guerra, incluindo Auschwitz, Auschwitz-Birkenau e Majdanek. Foi membro da comissão editorial do The Journal of Historical Review desde 1983. Em fevereiro de 1985, ele testemunhou no julgamento do Holocausto em Toronto, conduzido pelo editor germano-canadense Ernst Zündel. Lindsey foi reconhecido pelo tribunal como perito em cianeto de hidrogênio. Sua atuação baseou-se em um exame minucioso das câmaras de gás em Auschwitz, Birkenau e Majdanek, e em seus anos de experiência.

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