| William B. Lindsey |
Nós
ainda temos aqui o julgamento, de que apenas ensinamos instruções sangrentas, as
quais sendo ensinadas, retornam para atormentar o inventor. Esta justiça de mão
equilibrada recomenda o ingrediente do nosso cálice envenenado para nossos
próprios lábios.
— Shakespeare, Macbeth
O Prelúdio da “Justiça”
No
final da Segunda Guerra Mundial, os representantes legais designados das Nações
Unidas[1],
reunidos em Londres com Lord Wright, Presidente da Comissão de Crimes de Guerra
das Nações Unidas, estabeleceram os Acordos de Londres para implementar acordos
anteriores das Nações Unidas em Yalta e outras conferências de guerra, e para
finalmente concretizar inúmeras ameaças e advertências feitas pelas Nações
Unidas às nações do Eixo durante o curso da guerra. Sua intenção era acusar,
processar e punir os alemães e japoneses derrotados por crimes recentemente
definidos e delineados pelos próprios vencedores, e fazer isso com tribunais
criados por eles para esse único propósito.
O
crime mais atroz do qual os alemães foram acusados pelos vencedores foi o de eles
tinham planejado matar todos os judeus da Europa; dos seis milhões que alegadamente
conseguiram matar, quatro milhões teriam sido mortos em câmaras de gás
construídas para esse propósito em Auschwitz-Birkenau.
Para
colocar esses tribunais das Nações Unidas em sua perspectiva apropriada, é
necessário apreciar a atitude e o temperamento dos aliados das Nações Unidas em
relação à Alemanha antes e durante esses julgamentos. Pelo menos desde 1940, os
inimigos da Alemanha — que mais tarde, em 2 de janeiro de 1942, tomariam o nome
coletivo de “Nações Unidas” — submeteram seus cidadãos a um bombardeio
incessante de previsões terríveis e alegações assustadoras das mais horríveis
atrocidades alegadamente cometidas ou prestes a serem cometidas pela Alemanha.
Mas algumas das muitas fontes distintas dessas alegações foram: o Dr. Nahum
Goldman, o governo polonês no exílio, o rabino Stephen S. Wise, o rabino J. H.
Herz, o subsecretário de Estado americano Sumner Welles, o ex-ministro das
Relações Exteriores soviético Maxim Litvinoff, a British Broadcasting
Corporation (BBC), o Sr. H. Wickham Steed (um jornalista britânico que atuou na
propaganda anti-alemã durante a Primeira Guerra Mundial e antes da Segunda
Guerra Mundial) e o Conselho de Refugiados de Guerra dos EUA, organizado e
totalmente apoiado pelo presidente Franklin D. Roosevelt. Embora não
apresentassem provas concretas e não identificassem “testemunhas oculares” (alegadamente
por razões de segurança em tempos de guerra), essas acusações foram, assim como
acusações semelhantes na Primeira Guerra Mundial, geralmente aceitas como
válidas pelos inimigos da Alemanha — com a promessa, em grande parte implícita,
de que a prova definitiva dessas alegações seria apresentada ao final da
guerra.
Com
o fim da guerra se aproximando, quase todos os comunicados de imprensa pareciam
corroborar essas acusações iniciais. Com as descobertas, feitas perto do fim da
guerra pelos exércitos das Nações Unidas, de pilhas de cadáveres em
Bergen-Belsen, Dachau, Buchenwald, Nordhausen, etc. — cadáveres, aliás, predominantemente
de gentios[2] e
causados por doenças, fome, etc. — a indignação hipócrita dos conquistadores
da Alemanha montou em fúria. O próprio governo alemão, agora chefiado pelo
Grande Almirante Dönitz, ficou igualmente horrorizado e jurou fazer justiça. O
regime de Dönitz em Flensburg estava consternado com o fato de que, após o
fiasco das acusações aliadas contra a Alemanha na Primeira Guerra Mundial e a
necessidade de sua subsequente refutação e retirada sob fogo após a guerra,
acusações semelhantes seriam novamente levadas a sério e novamente acreditadas
pelos mesmos inimigos apenas trinta anos depois, desta vez como antes, sem uma
investigação prévia completa.
Contudo,
vendo-se desde o início da guerra como anjos vingadores e cruzados ungidos,
expurgando e exterminando assassinos e blasfemos, os conquistadores das Nações
Unidas, então, reconsagraram-se, como já haviam jurado, a jejuar e punir
impiedosamente qualquer um que considerassem mesmo remotamente associado a
esses aparentes crimes. Muitos protagonistas das Nações Unidas, os mais velhos
talvez ainda ressentidos com a rejeição e o desprezo resultantes das falsas
acusações da Primeira Guerra Mundial, estavam certos de que, desta vez, a Alemanha era obviamente
culpada de todas as alegações — certos sem sequer se preocuparem em esperar
pelas prometidas provas dessas alegações. Em sua pressa, as únicas questões que
os preocupavam eram quando e até que ponto os vencedores deveriam ir na
aplicação da “nova” justiça. Os Acordos de Londres, obviamente, não haviam
resolvido todos os problemas. Stalin sugeria, como já vinha fazendo há algum
tempo, o assassinato sumário de 50.000 “criminosos de guerra” alemães, e os
americanos descobririam mais tarde que Roosevelt tinha, na Conferência de Teerã
de 1943, falhado em tomar como ofensa qualquer forma dessa proposta. O
representante do Missouri, Marion T. Bennett, que estava na Europa com outros
congressistas americanos a convite especial do General Eisenhower,
provavelmente expressou o sentimento geral, embora não unânime, ao dizer: “Saí
de Buchenwald convencido de que todo alemão deve ser morto”. Joseph Pulitzer,
do St. Louis Post-Dispatch, defendeu
o assassinato de 1.500.000 “nazistas”. Igualmente sinistro para os alemães que
restaram vivos (de uma nação originalmente composta por 80 milhões) foi o
anúncio de que entre quatro e seis milhões deles seriam julgados pelas Nações
Unidas como “criminosos de guerra” — presumivelmente sob os decretos ex post facto recém-impostos pelos
Acordos de Londres das Nações Unidas.
Em
14 de maio de 1945, o último governo legítimo alemão foi completamente
desmantelado pelos novos senhores da Alemanha, e seus membros foram presos,
aguardando julgamento e execução ou prisão. A última fonte possível de
protesto, ainda que mínimo, contra qualquer abuso cometido contra os alemães
foi, assim, habilmente silenciada para sempre. Os Aliados haviam sido enganados
em relação à Alemanha derrotada e pendurada em 1918, mas agora, como as “Nações
Unidas”, eles estavam determinados a não serem enganados nem frustrados. Assim,
o cenário foi astutamente preparado na Alemanha para uma série de julgamentos
por tribunais militares únicos ou tribunais “internacionais”, engenhosamente
concebidos, arquitetados e convocados pelos vencedores com o único propósito de
julgar e punir apenas os alemães vencidos, a seu bel-prazer, por “Crimes contra
a Humanidade” e outros “crimes” recentemente enunciados ou a serem
posteriormente enunciados unilateralmente pelos apologistas racionalizadores e
legalistas das vitoriosas Nações Unidas.
O
Dr. Bruno Tesch e seu gerente de negócios e procurador (“Prokurist”) Karl
Weinbacher, que nunca haviam sido membros do governo alemão ou das forças
armadas alemãs, foram dois dos primeiros alemães a se verem envolvidos nessa
teia recém-tecida da “nova justiça internacional” das Nações Unidas.[3]
Coube a eles serem acusados pelas autoridades de ocupação das Nações Unidas
de terem recomendado o uso e fornecido conscientemente o venenoso Zyklon B com
o propósito de matar os 4 a 4,5 milhões de judeus alegadamente gaseados em
Auschwitz-Birkenau. Este artigo discutirá a transcrição oficial do Tribunal
Militar Britânico que os julgou e os condenou à morte por enforcamento.
| {Dr. Bruno Tesch (1890-1946) químico alemão, funcionário contratado do governo de Adolf Hitler para implementar controle de desparasitação nos campos de concentração alemães. Fonte da foto: wikipedia.} |
Dos
numerosos tribunais estabelecidos pelas Nações Unidas por seus múltiplos
motivos, o primeiro Tribunal de Nuremberg — o International Military Tribunal {Tribunal
Militar Internacional} ou IMT (também conhecido como Trial of Major War
Criminals {Julgamento de Grandes Criminosos de Guerra} ou TMWC), que foi
constituído para julgar os famosos nacional-socialistas da “primeira linha” —
ocupou o centro das atenções, como previsto, muitas vezes eclipsando os eventos
de outros tribunais que funcionavam ao mesmo tempo. Como um resultado disso,
muitas vezes falha-se em imaginar que esses tribunais “paralelos” menos
divulgados geralmente forneciam aos Tribunais de Nuremberg (tanto o Tribunal
Militar Internacional quanto a série de Nuremberg Military Tribunals {Tribunais
Militares de Nuremberg}, ou NMT, administrados pelos americanos) grande parte do material básico usado para formular os
conceitos e apoiar os argumentos apresentados por Robert H. Jackson, Telford
Taylor e outros procuradores das Nações Unidas em suas missões em Nuremberg.
Com o tempo, esses conceitos e argumentos, com algumas modificações já
necessárias em função das primeiras pesquisas revisionistas, se cristalizaram
no que se tornou o conjunto monolítico do evangelho do “Holocausto”.
Preeminente
dentre esses tribunais paralelos foi o Tribunal Britânico de Lüneburg, que
julgou os oficiais da SS de Birkenau, capturados pelo Exército Britânico no
campo de trânsito judeu de Bergen-Belsen. (Ver nota 2.) Este tribunal funcionou
de 17 de setembro de 1945 a 17 de novembro de 1945 e, por vezes, suas manchetes
sensacionalistas colocaram em risco a presença do IMT {Tribunal Militar
Internacional} de Nuremberg nas primeiras páginas dos jornais do mundo. Foi
neste Tribunal Militar Britânico que muito do dogma do “Holocausto” e dos
relatos de guerra sobre a bestialidade alemã foram esculpidos na “Rocha
Behistan” das Nações Unidas para justificar para sempre as ações da ONU vis-a-vis à Alemanha. Isso foi feito
apresentando ao Tribunal um coro indistinto de vozes iídiche, cada membro do
coro buscando obter para si, por razões variadas, o prestigioso papel de uma
Judite ou Ester dos dias recentes, um Sansão ou Mordecai, e cada um tentando
superar seu antecessor no banco das testemunhas com um relato de horror sobre
abuso e privação — naturalmente, tudo sem provas. Foi aqui que o primeiro
procurador das Nações Unidas buscou estabelecer credibilidade e
respeitabilidade legal para os rumores anteriores de bestialidade alemã e,
particularmente, para as alegações infundadas de que 4.000.000 de judeus haviam
sido mortos em Auschwitz-Birkenau. Foi aqui que os médicos Ada Bimko e Charles
Bendel fizeram suas estreias nas manchetes dos jornais do mundo antes de
figurarem no tribunal que julgou o Dr. Tesch e Herr Weinbacher — e depois
desaparecerem, mas deixando para trás um legado de falsidades e confusão que se
tornou, no entanto, parte da ladainha inquestionada e incontestável do credo do
“Holocausto”.
| {“Bruno Tesch (à esquerda) sentado ao lado de Karl Weinbacher (ao centro) e Joachim Drosihn (à direita) em seu julgamento em março de 1946.” Fonte da legenda e da foto: wikipedia.} |
Um
oficial britânico a serviço da Defesa em Lüneburg descreveu essas numerosas
testemunhas como a escória dos guetos da Europa Oriental; por isso, foi
obrigado pelo Tribunal a pedir desculpas. O Tribunal Britânico em Lüneburg foi
descrito pelo Dr. Eberhard Kolb[4] em
seu livro Bergen-Belsen como tendo
realizado seu trabalho com (Fairness) “justiça” “vorbildicher” (típica ou
exemplar) — uma opinião típica de um alemão “novo” ou “reconstruído”, aceitável
para os conquistadores das Nações Unidas. O que realmente preocupava o Tribunal
Britânico e quase todos os outros na época não era “o correto”, nem os fatos,
nem a justiça, mas sim: “Como vocês vão matar Kremer?”[5] Os
reais julgamentos já tinham sido concluídos há muito tempo nos jornais, nos
escritórios de notícias e nas inúmeras conferências das Nações Unidas.
Entre
as Nações Unidas, havia o desejo quase universal de ver o maior número possível
de alemães condenados a uma morte ignominiosa, e esses tribunais das Nações
Unidas pareciam ser veículos úteis para alcançar esse extermínio. Outros
defendiam abertamente a execução sumária
de um grande número de alemães sem qualquer julgamento.
O
Tribunal de Bergen-Belsen em Lueneburg e o julgamento do Dr. Tesch e Herr
Weinbacher são, em certa medida, únicos, pois representam algumas das primeiras
e últimas tentativas vãs dos acusados de dizer a verdade e, assim, esclarecer
a infinidade de acusações absurdas disseminadas pelas Nações Unidas em tempos
de guerra, com objetivos óbvios de propaganda. Após o início dos julgamentos, contudo, logo ficou evidente que dizer a
verdade era um erro estratégico fatal para os acusados. Negar que judeus
haviam sido mortos em massa pela Alemanha em um tribunal cuja própria
existência se baseava na intenção de estabelecer, sem sombra de dúvida, que
judeus tinham sido mortos, era tão
fatal para o réu em 1946 quanto teria sido para um herege medieval acusado que,
perante seus inquisidores, garantisse sua condenação, qualquer que fosse a
acusação, acrescentando, por puro capricho, uma negação da existência da
Trindade e da divindade de Jesus.
Do
ponto de vista da sobrevivência, era necessário para uma testemunha testemunhar
que judeus certamente foram gaseados, enquanto tentava se salvar protestando
que sua presença naquele local ou naquela posição não implicava nenhuma responsabilidade
e apenas conhecimento incidental ou acidental dos assassinatos que, se
presenciados, ele era impotente para impedir.[6]
Tais
eram as deploráveis circunstâncias em 1º de março de 1946, quando o Dr. Tesch
e o Sr. Weinbacher foram indiciados e levados perante o Tribunal Militar
Britânico em Curiohaus, Hamburgo.
Tesch und Stabenow
A
associação do Dr. Tesch com o Zyklon B, o produto cuja venda resultaria na sua
execução e na do Sr. Weinbacher, começou muito antes da guerra. Como um dotado
graduado em química, física e matemática pela Universidade de Berlim, ele tinha
obtido o cargo de assistente no mundialmente venerado Instituto Kaiser Wilhelm.
Lá, interessou-se pelo cianeto de hidrogênio como um agente fumigante. Ele era
efetivo, mas bastante perigoso de usar, desde que ele era um líquido e
quimicamente instável. Em adição, ele era um veneno mortal para humanos. Mas
foi justamente essa letalidade para todos os animais que o tornou um fumigante
quase ideal. Ele matava rapidamente não apenas os vermes de sangue quente, mas
também quaisquer ovos, larvas, pupas ou insetos adultos que pudessem estar nos
vermes ou na área sendo fumigada.[7]
Com
o apoio da I.G. Farbenindustrie, o Dr. Tesch, em conjunto com o Dr. Gerhard
Peters, iniciou uma pesquisa que, em grande medida, contornou os problemas que
anteriormente impediam o uso generalizado do cianeto de hidrogênio como agente
fumigante.
Esses
problemas foram resolvidos como segue: um gás lacrimogêneo irritante foi
misturado ao cianeto de hidrogênio líquido para “alertar” qualquer pessoa da
presença do veneno.[8]
Após a adição de um estabilizador químico, uma parte desse líquido foi
absorvida por duas partes de um material poroso e altamente absorvente, de modo
que a mistura resultante não fosse um líquido, mas grânulos sólidos e fluidos.
Esse produto foi denominado “Zyklon B”[9] e
os vapores mortais que evaporavam lentamente dos grânulos foram chamados de
“gás Zyklon B”. Quimicamente, esse gás fumigante era cianeto de hidrogênio
quase puro diluído com ar.
O
Zyklon B manteve tal promessa que ele foi patenteado pela I.G. Farbenindustrie
e a patente cedida à DEGESCH, a DEutsche GEsellschaft fuer SCHaedlingsbekaempfung
(Sociedade Alemã de Controle de Pragas), sendo esta a entidade designada pelo
governo alemão para estabelecer as normas e padrões de segurança para o seu
uso, necessariamente rigorosos devido ao caráter de extrema letalidade do
produto. A DEGESCH também autorizou o envio do produto da fábrica ao usuário
somente após o cumprimento das regulamentações governamentais. Essas
regulamentações para o uso de cianeto de hidrogênio para fumigação foram
flexibilizadas apenas em casos específicos considerados essenciais pelo governo
alemão. Para propósitos de fumigação, às forças militares alemãs em ambas as
guerras mundiais foram concedidas tal flexibilização nas regulamentações.[10]
Com
Herr Paul Stabenow, o Dr. Tesch fundou a empresa em 1923, que mais tarde se
tornou totalmente sua: Tesch und Stabenow. O Dr. Peters aceitou uma posição de
liderança na DEGESCH. A Tesch und Stabenow era uma empresa de controle de
pragas muito semelhante às existentes neste país ou na Inglaterra. Ela vendia
principalmente seus serviços e conhecimento técnico de controle de pestes. Ela
não fabricava o Zyklon B nem os outros produtos químicos que utilizava em seu
serviço de fumigação, mas os comprava das fábricas que os produziam em grande volume.[11]
Anteriormente
à guerra, os negócios do Dr. Tesch cresceram rapidamente, pois com o Zyklon B
era possível fumigar navios inteiros, edifícios, residências, refeitórios, casernas,
moinhos de farinha, silos de grãos, vagões ferroviários, etc.[12]
com sucesso, sem danificar seu conteúdo. Tão quanto esses materiais
permanecessem secos, o gás Zyklon B não os prejudicava, e desde que a área
fumigada fosse apropriadamente ventilada após a fumigação e as práticas de
segurança fossem seguidas fielmente, o Zyklon B podia ser usado
satisfatoriamente e sem perigo para os seres humanos.
Ao
mesmo tempo, operações similares estavam sendo realizadas nos Estados Unidos
por empresas nacionais.[13] À
medida que a Tesch und Stabenow prosperava, pelo menos outras seis empresas
semelhantes surgiram na Alemanha. De todas as empresas de controle de pragas, a
Tesch und Stabenow era uma líder internacional, senão a líder internacional.
Isso era resultado do cuidadoso treinamento pessoal que o Dr. Tesch dava aos
seus funcionários em técnicas de fumigação e de sua recusa intransigente em relaxar
as regulações de segurança.
Na
guerra, a fumigação era mesmo mais importante para a Alemanha do que em paz.
Além das muitas necessidades urgentes da Wehrmacht, da Luftwaffe e da Marinha,
havia também as necessidades civis. Qualquer residência ou edifício desocupado,
por qualquer motivo, poderia necessitar de fumigação antes de ser ocupado por
novos inquilinos. Além disso, os campos estabelecidos para o desproporcionalmente
grande número de trabalhadores estrangeiros e alemães repatriados do leste —
todos sob os cuidados da SS — exigiam fumigação frequente. A importância dessas
operações de fumigação pode ser ainda mais avaliada pelo fato de que os homens
empregados como fumigadores eram isentos do serviço militar obrigatório. Dos
cerca de 50 funcionários da Tesch und Stabenow no início da guerra, 35 estavam
envolvidos com operações de fumigação. O próprio Sr. Weinbacher havia começado
a trabalhar na empresa como fumigador e, por meio de muito trabalho, tornou-se
assistente do Dr. Tesch.
Embora
o negócio de fumigação/controle de pragas fosse lucrativo, em tempos de guerra
não era isento de problemas. Além da escassez de pessoal, materiais,
equipamentos, etc., devido à grave falta de mão de obra na Alemanha, a Tesch
und Stabenow recebeu a tarefa adicional de auxiliar a DEGESCH no processamento
de pedidos daqueles buscando utilizar o Zyklon B. O governo alemão fez essa
atribuição arbitrária porque a Tesch und Stabenow já fazia pedidos regulares e
volumosos de Zyklon B através da DEGESCH, o que simplificava o papel do governo
na fiscalização do cumprimento das normas vigentes e reduzia a carga de
trabalho da DEGESCH. Como condição para manter sua licença de fumigação, o Dr.
Tesch era legalmente obrigado a receber e processar todos os pedidos de Zyklon
B de usuários a leste do rio Elba. Essa tarefa adicional indesejada
representava uma divisão do trabalho burocrático associado aos pedidos, em vez
da fabricação ou do fornecimento. Em um arranjo semelhante, os pedidos das
áreas a oeste do rio Elba eram inicialmente processados pela Hirt und Linkler
antes de serem submetidos à DEGESCH.
Após
verificar se os potenciais compradores eram usuários autorizados do Zyklon B,
os pedidos eram encaminhados pela Tesch und Stabenow para a DEGESCH14, onde a autorização governamental do
comprador e a conformidade com os regulamentos eram verificadas novamente. Então,
era-lhes atribuída a percentagem da encomenda que o Dr. Peters15 e a sua comissão de alocação na
DEGESCH decidissem, e a encomenda era finalmente feita à fábrica. A alocação
era necessária porque o Zyklon B, como todos os outros produtos químicos,
estava sempre em falta.16 As
encomendas militares tinham sempre prioridade sobre as encomendas civis, e
estas eram atendidas com os recursos disponíveis na época — a leste ou a oeste
do rio Elba.
Ao
performar esta função de processamento de encomendas, o Dr. Tesch era obrigado
a pagar em dinheiro imediatamente quando uma encomenda por ele processada era
feita à fábrica, e recebia o seu dinheiro de volta, acrescido de uma pequena
comissão, três a quatro meses depois, quando o Zyklon B era entregue.
Para
as encomendas do governo alemão, a Tesch und Stabenow recebia inicialmente uma
taxa de 10% do valor bruto da encomenda. Esta taxa era fixada pelo governo.
Após maio de 1943, essa taxa foi reduzida para 2,5%, e após 1943, o serviço da
Tesch und Stabenow foi totalmente dispensado em virtude da atribuição, pelo
Governo, exclusivamente ao Wehrmacht Hauptsanitaetspark (Depósito Sanitário
Principal da Wehrmacht), em Berlim, da função de fornecer Zyklon B a todos os
usuários governamentais.
Interrogatório e
acusação
O
Dr. Tesch primeiro tomou conhecimento do seu iminente ordálio com as
autoridades de ocupação das Nações Unidas quando um capitão britânico, Anton W.
Freud,17 o visitou em seu escritório com Emil
Sehm, um de seus antigos contadores, e o interrogou em alemão. Nesse encontro,
Sehm acusou seu antigo empregador de fornecer Zyklon B para matar judeus. O Dr.
Tesch negou veementemente a acusação e acusou Sehm de saber perfeitamente que o
Zyklon B era usado apenas no controle de pragas. O Dr. Tesch ficou em paz por
alguns dias, mas em 3 de setembro de 1945, foi preso e interrogado novamente
antes de ser libertado em 1º de outubro de 1945. Em 6 de outubro de 1945, foi
preso novamente pelos britânicos e permaneceu sob sua custódia até sua
execução. Em 31 de outubro de 1945, o Dr. Tesch assinou um depoimento. O
depoimento foi prestado da maneira padrão britânica, com tradução oral do
alemão para o inglês. Essas traduções orais feitas na hora foram transcritas e
se tornaram o registro oficial — e único. Posteriormente, o Capitão Freud
afirmou que o depoimento foi assinado voluntariamente e que o Dr. Tesch o
assinou após apenas pequenas alterações. No entanto, o Dr. Tesch testemunhou
mais tarde que assinou apenas porque se sentiu pressionado e após receber a
indicação de que outras alterações explicativas seriam feitas posteriormente no
depoimento. Não é difícil acreditar que qualquer alemão interrogado naquele
momento sobre esse assunto por um oficial britânico chamado Freud pudesse, de
fato, sentir-se “sobre alguma pressão.”
O Tribunal
Sobre
a base dos interrogatórios do Capitão Freud, os oficiais britânicos
responsáveis pelos crimes de guerra decidiram processar o Dr. Tesch, o Sr.
Weinbacher e o Dr. Joachim Drosihn.18
Um Tribunal Militar Britânico foi então convocado por ordem de Sir Henry
MacGeagh. C. L. Stirling, que já tinha atuado como Juiz-Advogado no julgamento
britânico dos oficiais da SS de Birkenau em Lüneburg, foi novamente nomeado
Juiz-Advogado. R. B. L. Persee foi nomeado Presidente e o Tenente-Coronel Sir
Geoffrey Palmer e o Major S. M. Johnson foram nomeados membros do Tribunal. O
Capitão H. S. Marshall foi designado como membro suplente.
Na
sexta-feira, 1 de março de 1946, o Tribunal reuniu-se na Curiohaus, em
Hamburgo. Era um julgamento o qual tinha
de ser mantido se as alegações do “Holocausto” fossem algo mais do que
contos malévolos inventados por prisioneiros, fugitivos, propagandistas de
guerra e outros indivíduos imaginativos e vingativos, todos com motivações e
intenções sinistras e egoístas. Era uma época em que os recentes conquistadores
da Alemanha buscavam freneticamente os alicerces para construir o edifício do
“Holocausto” que os absolveria de tantos motivos. Era um desespero nascido da
urgência de justificar seus próprios atos passados e futuros na Alemanha e em
outras partes do mundo como potências mundiais, e de assegurar permanentemente
o domínio indiscutível19 da
Alemanha e da Europa Central, do qual desfrutavam em 1945 como resultado da
sangrenta conflagração.
É
preciso destacar um ponto, considerando a tudo o que foi dito em alemão (ou
francês) no Tribunal, nós estamos, nesta fase posterior, à mercê dos três
tradutores e dos três repórteres judiciais quanto à exatidão das traduções e
dos registos. Todos os registos do Tribunal foram mantidos em inglês.
De
acordo com os decretos das Forças de Ocupação das Nações Unidas, nenhum antigo
membro do NSDAP podia exercer advocacia. Portanto, todos os advogados de defesa
tinham de estar isentos — pelo menos na mente dos promotores dos vencedores —
da mais leve ligação ao NSDAP. Na prática, as potenciais dificuldades eram
geralmente evitadas pelo fato de os tribunais permitirem apenas a defesa dos
acusados a advogados com um histórico comprovadamente anti-NSDAP. Os advogados de defesa eram, portanto, desde o início,
política e ideologicamente hostis àqueles que iriam defender!20 Alternativamente, os acusados podiam
optar por ser defendidos por um oficial britânico, como aconteceu em Lüneburg
no julgamento dos membros da SS de Birkenau. (Com o resultado de que a maioria
deles foi executada!) Advogados civis ingleses eram fortemente desencorajados,
senão proibidos, de atuar na defesa de cidadãos alemães em tribunais de crimes
de guerra das Nações Unidas.
Os
membros da defesa alemã (anti-NSDAP), muitos dos quais não compreendiam o
inglês plenamente, eram obrigados a seguir o procedimento judicial britânico,
que lhes era totalmente estranho. Essa dificuldade era muitas vezes tão
evidente que o Major G. I. D. Draper, o promotor britânico, e até mesmo o
Juiz-Advogado britânico, C. L. Stirling, sentiram-se compelidos, por vezes, a
perguntar à defesa se não tinham dúvidas em pontos específicos. Foi um
julgamento realmente peculiar. Deve-se também surgir na mente que, na
legislação alemã do Terceiro Reich, a acusação era obrigada por lei a
apresentar quaisquer provas em sua posse que fossem favoráveis ao réu. Nos
julgamentos de crimes de guerra do pós-Segunda Guerra Mundial na Alemanha, esse
não era o caso. Quando questionado sobre este ponto em Nuremberg pela defesa
alemã, o procurador americano, Robert H. Jackson, afirmou que permitir tal
implicaria que a acusação estaria “servindo a dois senhores”!21 O objetivo realista dos procuradores
das Nações Unidas não era o de encontrar fatos e chegar a vereditos
justificados por esses fatos, mas sim o de obter, por quaisquer meios
necessários, o testemunho e as provas vitais para sustentar um veredicto preordenado. Os preceitos bem conhecidos
dos Julgamentos de Vishinsky-Moscou foram, portanto, trazidos das margens do
Moskva para as margens do Regnitz.
Do
início ao fim, o Tribunal assumiu o tom de um diálogo entre vitorioso e conquistado,
entre juiz e culpado. E embora, após um período em que demonstrasse o
característico desdém britânico por seus adversários alemães anti-NSDAP, o
Major Draper pudesse se referir a eles como “meus ilustres amigos da advocacia
alemã,” jamais houve qualquer dúvida sobre quem detinha a arma. (E a
balança.) Draper podia discursar o quanto quisesse para a defesa alemã sobre
o terrível fardo imposto à acusação pela lei britânica, que exigia provas das
acusações além de qualquer dúvida razoável, mas jamais houve a menor
contestação às suas constantes afirmações de que quatro milhões de judeus foram
mortos de forma deliberada e intencional pela Alemanha em Auschwitz, que os
alegados excessos da Gestapo e da SS eram práticas comuns e notórias, que os
trabalhadores estrangeiros que iam para a Alemanha eram, de fato, “escravos,” e
assim por diante. Na verdade, o Juiz-Advogado britânico Stirling, tendo
desempenhado tão bem sua função em Lüneburg, por vezes também se juntava às
acusações. Essas alegações já estavam sendo aceitas pelo Tribunal como fatos
incontestáveis, com apenas o Dr. Charles Sigismund Bendel (uma autoproclamada
autoridade em Auschwitz-Birkenau que já tinha testemunhado em Lüneburg) e o
SS-Rottenführer Perry Broad fornecendo algo próximo a evidências concretas de
testemunhas oculares para corroborar o alegado assassinato em massa em
Auschwitz e Birkenau.
Os
intérpretes estavam em dificuldades constantes. Fornecer traduções orais
precisas e instantâneas — em uma situação em que a vida de um homem pode
depender da correta avaliação da entonação da voz, da escolha da palavra
adequada, etc. — sempre apresentará dificuldades técnicas insuperáveis. Os
intérpretes tinham o hábito ainda mais irritante de usar a palavra “gaseamento”
sempre que eles obviamente queriam dizer “fumigação” ou “gaseamento” no sentido
alegado nas acusações de “Holocausto.” A estratégia alcançou o efeito desejado
na imprensa das Nações Unidas, mas aqui e em inúmeros outros lugares, se os
registros também tivessem sido mantidos em alemão, tenho certeza de que haveria
inúmeros conflitos nos autos do julgamento.
Tradução
e palavras entre chaves por Mykel Alexander
[1] Nota de William B. Lindsey: Robert
H. Jackson, United States; I. Nikitchenko and A. Trainin, USSR; Viscount
(William Allen) Jowitt, United Kingdom; Robert Falco, France. Trial of the Major War Criminals (daqui
em diante citado como TMWC), Vol. 1, p. 8.
[2] Nota de William B. Lindsey: O
“Durchgangslager” (campo de trânsito) de Bergen-Belsen era um campo destinado
principalmente a judeus que deixariam a Europa, usualmente via Espanha. Aqui,
os mortos eram primariamente judeus. Em outros campos, os mortos eram, em sua esmagadoramente,
poloneses.
[3] Nota de William B. Lindsey:
Ver declarações de Lord Justice
Sir Geoffrey Lawrence, TMWC {Trial of Major War Criminals}, Vol. IX, pp. 33-34.
[4] Nota de William B. Lindsey:
Em vista os recentes
acontecimentos envolvendo o Dr. Wilhelm Stäglich, que, devido à autoria do
livro Der Auschwitz Mythos: Legende oder
Wirklichkeit? (Tübingen: Grabert Verlag, 1979), teve seu título de doutor
cassado pela Universidade Georg-August de Göttingen em 1951 (presumivelmente
por excelência acadêmica), é interessante observar que o Dr. Kolb — que recebeu
seu título (Dr. phil.) em 1959 — aparentemente tem se saído muito bem desde
1960 como “Assistente no Seminário de História da Universidade de Göttingen”,
divulgando a versão da história considerada “aceitável” pelas autoridades de
ocupação. Por anos, alguns têm olhado com desdém para as ciências sociais, considerando-as
disciplinas que não passam de exercícios de memorização e “regurgitação” de
dogmas solenemente pronunciados em aula. Sem o questionamento ativo, a pesquisa
e o teste proporcionados pelos revisionistas históricos, é difícil imaginar
como o estudo da história poderia ser muito mais do que isso!
[5] Nota de William B. Lindsey: New York Times, 22 de abril de 1945, p.
12.
[6] Nota de William B. Lindsey:
É o estudo detalhado das
ginásticas mentais individuais dessas testemunhas nos diversos casos, cada uma
lutando para salvar a própria vida com histórias de sua própria invenção,
misturadas com apenas o suficiente de verdade para enganar os incautos,
esforçando-se para apoiar a tese da acusação e, ainda assim, se manter
inocente, que tem sido mais frutífero para o revisionismo histórico. Com um
estudo concentrado e aprofundado, as acusações do “Holocausto” tornam-se uma
massa intrincada de acusações conflitantes, até mesmo contraditórias,
claramente elaboradas na época para apoiar as acusações gerais predeterminadas
e exigidas pelos procuradores das Nações Unidas.
[7] Nota de William B. Lindsey:
Além de serem muito
destrutivos para alimentos e outros bens, vermes e insetos são vetores
perigosos de doenças prejudiciais aos seres humanos.
[8] Nota de William B. Lindsey:
Com o agravamento da
escassez em tempos de guerra, o lacrimogêneo ou “agente de advertência” foi
omitido, sendo essa alteração e o perigo consequente devidamente indicados na
fatura e no rótulo da lata.
[9] Nota de William B. Lindsey:
Devido à sua letalidade, o
Zyklon B era sempre vendido em latas de aço que tinham sido seladas com solda
na fábrica. Elas eram abertas colocando-se um cortador circular especial sobre
a lata e golpeando-a uma vez com um martelo. Uma vez que a tampa da lata era
cortada dessa maneira, todo o material contido nela deveria ser usado. A lata
não podia ser selada novamente. O Zyklon B era vendido e precificado de acordo
com a quantidade (em peso) de cianeto de hidrogênio contida na lata
(RM5,00/kg), e esse peso era sempre impresso claramente no rótulo. Os tamanhos
das latas na Alemanha eram: 100g, 200g, 500g, 1.000g e 1.500g — os pesos
referentes ao cianeto de hidrogênio contido. O peso total correspondente da
lata era cerca de três vezes maior que esses pesos indicados devido ao peso do
material absorvente e da própria lata.
A dose fatal de cianeto de
hidrogênio para um homem de tamanho normal varia, mas Puntigam, Breymesser e
Bernfus (Blausaeuregaskammern zur
Fleckfieberabwehr, p. 200) indicam que essa dose é de cerca de 70
miligramas.
Uma concentração de cianeto de
hidrogênio de 50 partes por milhão (0,005%) no ar é considerada perigosa para a
vida humana. A 200 ppm (0,02%), a perda de consciência pode ser rápida, seguida
de morte se o tratamento médico não for administrado prontamente.
Em concentrações mais altas, o
cianeto de hidrogênio forma misturas explosivas com o ar. A faixa de
explosividade é de 6 a 41% (vol.) de cianeto de hidrogênio no ar.
Havia também um “Zyklon A”.
Quimicamente, era cianoformato de metila. Ele também era altamente tóxico e um
bom agente fumigante, mas, como era potencialmente útil como gás de guerra e
como intermediário químico para gases de guerra, a Alemanha foi proibida pelo
Tratado de Versalhes de fabricá-lo. Poderia tê-lo feito de qualquer maneira,
mas não o fez.
[10] Nota de William B. Lindsey:
O gás cianeto de hidrogênio
foi usado pelo Exército Alemão na Primeira Guerra Mundial para fumigação antes
do desenvolvimento do Zyklon B.
[11] Nota de William B. Lindsey:
Outros gases fumigantes
utilizados pela Tesch und Stabenow foram o “Tritox” (tricloroacetonitrila), o
“T-Gas” (uma mistura de óxido de etileno e dióxido de carbono) e o “Original
Gas” (uma mistura de metanol e éter).
[12] Nota de William B. Lindsey:
Onde grandes quantidades de
cianeto de hidrogênio (gás Zyklon B) eram regularmente necessárias, elas eram
geralmente geradas no próprio local pela reação de ácido sulfúrico com cianeto
de sódio. O cianeto de hidrogênio produzido dessa maneira era muito mais barato
do que os RM5,00 por quilograma pagos pelo Zyklon B.
[13] Nota de William B. Lindsey: Nos
Estados Unidos, um dos fornecedores de cianeto de hidrogênio para empresas de
fumigação era a American Cyanamid and Chemical Corporation. Ver o Manual de
Fumigação Militar deles, de 1944. Para outros usos do Zyklon B para fumigação
nos EUA, ver U.S. Public Health Service, Public
Health Reports, Vol. 46, nº 27 (3 de julho de 1931), pp. 1572-1578, e nº.
38 (10 de julho de 1931), pp. 1633-1636.
14 Nota de William B. Lindsey: Devido
a uma disputa de patentes, as relações entre a DEGESCH e a Tesch und Stabenow
não eram cordiais. Essa disputa resultou, entre outras coisas, na insistência
da Tesch und Stabenow em utilizar seu próprio rótulo especial em todas as latas
de Zyklon B encomendadas por meio dela após 1942.
15 Nota de William B. Lindsey: A
decisão do Dr. Gerhard Peter foi definitiva. Após a guerra, ele foi preso sob
acusações semelhantes às feitas contra o Dr. Tesch e o Sr. Weinbacher. Ele foi
libertado da custódia das Nações Unidas após cumprir um total de cerca de cinco
anos de prisão, incluindo o tempo de espera pelo julgamento. (Gerald
Reitlinger, The Final Solution [Londres:
Vallentine, Mitchell, 1968], p. 148.) Em 1983, a DEGESCH ainda estava em
atividade na Alemanha e internacionalmente.
16 Nota de William B. Lindsey: O
uso de cianeto de hidrogênio para fumigação representou uma pesada penalidade
que os alemães tiveram que pagar com a perda da produção de outros produtos
químicos de que necessitavam desesperadamente. Um quilograma de cianeto de
hidrogênio podia ser convertido em 3,7 kg de metacrilato de metila ou 1,96 kg
de acrilonitrila. Ambos os produtos químicos eram, e ainda são, ingredientes
essenciais na indústria de plásticos. A acrilonitrila era, além disso, um
componente da borracha sintética Buna N, que os alemães nunca conseguiram
produzir em quantidade suficiente. O cianeto de hidrogênio permanece, até hoje,
um produto químico “pesado” quase indispensável. A maior parte é produzida
internamente, em síntese industrial “no local”. Uma única fábrica pode produzir
cianeto de hidrogênio suficiente em um período de 24 horas todos os dias que,
se distribuído adequadamente, mataria toda a população dos Estados Unidos! O
uso de produtos químicos altamente tóxicos na indústria pesada não é novidade,
nem alarmante. Além do cianeto de hidrogênio, grandes quantidades de fosgênio
são produzidas para uso na indústria de plásticos e grandes quantidades de
fluoreto de hidrogênio líquido são utilizadas na indústria de refino. A
extensão da produção diária de monóxido de carbono nos Estados Unidos,
considerando todas as fontes em que ele atua como reagente químico intermediário,
é inimaginável.
17 Nota de William B. Lindsey:
Exército Britânico número 328165.
18 Nota de William B. Lindsey: Dr.
Joachim Drosihn era um zoólogo contratado pela Tesch und Stabenow.
19 Nota de William B. Lindsey: Essa
maestria, um objetivo não declarado dos aventureiros internacionais americanos
e seus aliados, não tinha sido alcançada em 1918, como resultado de uma série constrangedora
de circunstâncias fatídicas. Por mais vantajosos que os “Quatorze Pontos”
wilsonianos “idealistas” pudessem ter sido para alcançar uma vitória de
propaganda aliada, eles ainda eram uma abominação, um fardo para os vencedores
no final da guerra, quando estavam ansiosos para dividir os despojos. Sua
recusa geral e aberta em aderir a esses princípios declarados — bem como a pura
violência do conflito que acabara de terminar — levou à desilusão precoce e resultou
em um período inesperadamente curto de reeducação/ocupação/“reconstrução”. Como
forma de garantir que essa situação não se repetisse na Segunda Guerra Mundial,
o instrumento de propaganda Roosevelt-Churchill, finalmente e apropriadamente
chamado de “Carta do Atlântico”, foi publicado. Objetivamente avaliada, a
“Carta do Atlântico” foi uma questão menor de relações públicas da conferência
de Argentia (Terra Nova). A conferência em si foi, na verdade, a primeira de
uma série de conferências de guerra das Nações Unidas. Ela foi única apenas
pelo fato de os Estados Unidos serem, na época, oficialmente (embora não realmente) um país “neutro.”
20 Nota de William B. Lindsey: Isso
nem sempre beneficiava os procuradores das Nações Unidas. À medida que se
tornava evidente (a partir de declarações como a de Robert H. Jackson — ver p.
270) que se esperava que eles se tornassem cúmplices de uma monstruosa
atrocidade jurídica e de uma fraude histórica, por vezes — mesmo correndo o
risco de se colocarem em perigo — lutavam com a “força de dez” contra vereditos
que eles facilmente reconheciam injustos, predeterminados e inevitáveis. Embora
pudessem ter sido “anti-NSDAP”, eles poderiam reconhecer facilmente a injustiça
na forma de um linchamento legalizado e lutavam contra ela até o amargo fim!
Não é de admirar que, em Berlim, em 1945-46, muitos que se opuseram a Hitler,
mas que finalmente perceberam a forma que a “reconstrução” alemã pelas Nações
Unidas tomaria, dissessem em privado: “Herr Gott schenk’ uns das Fwenfte Reich.
Das Vierte ist dem Dritten Gleich!” (Senhor Deus, conceda-nos o Quinto Reich. O
Quarto é semelhante ao Terceiro!)
21 Nota de William B. Lindsey:
TMWC {Trial of Major War
Criminals}, Vol. III, p. 551.
Zyklon B, Auschwitz,
and Bruno Tesch, por William B. Lindsey, The
Journal of Historical Review, Fall 1983 (Vol. 4, nº 3), páginas 261-303.
https://ihr.org/journal/v04p261_Lindsey.html
Sobre o autor: William
B. Lindsey (19??-1993) obteve seu diploma de bacharel em ciências pela
Universidade do Texas e seu doutorado em Química pela Universidade de Indiana.
Trabalhou como químico pesquisador profissional em uma grande corporação por 31
anos. Como químico profissional tinha grande interesse na história da Segunda
Guerra Mundial, ele tinha particular curiosidade pelas alegações de assassinatos
em massa de judeus em “câmaras de gás” em Auschwitz-Birkenau, utilizando gás
cianeto de hidrogênio do Zyklon B, um inseticida e pesticida comercial.
Consequentemente, realizou diversas visitas de inspeção aos locais na Polônia
onde supostamente ocorreram os “campos de extermínio” da guerra, incluindo
Auschwitz, Auschwitz-Birkenau e Majdanek. Foi membro da comissão editorial do The Journal of Historical Review desde
1983. Em fevereiro de 1985, ele testemunhou no julgamento do Holocausto em
Toronto, conduzido pelo editor germano-canadense Ernst Zündel. Lindsey foi
reconhecido pelo tribunal como perito em cianeto de hidrogênio. Sua atuação
baseou-se em um exame minucioso das câmaras de gás em Auschwitz, Birkenau e
Majdanek, e em seus anos de experiência.
__________________________________________________________________________________
Recomendado, leia também:
Como os britânicos obtiveram as Confissões de Rudolf Höss - parte 1 - por Robert Faurisson (demais partes na sequência do próprio artigo)
Os Julgamentos de Zündel (1985 e 1988) - {parte 1 - julgamentos de 1985} - Robert Faurisson
Prefácio de Dissecando o Holocausto - Edição 2019 - Por Germar Rudolf
Campos de Concentração Nacional-Socialistas {nazistas}: lenda e realidade - parte 1 - precedentes e funções dos campos - por Jürgen Graf (demais partes na sequência do próprio artigo)
A técnica e a química das ‘câmaras de gás’ de Auschwitz - por Germar Rudolf - Parte 1 - Introdução (demais partes na sequência do próprio artigo)
O Problema das Horas de Funcionamento do Crematório e do Tempo de Incineração - Parte I - por Reinhard K. Buchner (demais partes na sequência do próprio artigo)
As fornalhas de cremação de Auschwitz - parte 1 - por Carlo Mattogno e Franco Deana (demais partes na sequência do próprio artigo)
O valor do testemunho e das confissões no holocausto - parte 1 - Por Germar Rudolf (primeira de três partes, as quais são dispostas na sequência).
Vítimas do Holocausto: uma análise estatística W. Benz e W. N. Sanning – Uma Comparação - {parte 1 - introdução e método de pesquisa} - por German Rudolf (demais partes na sequência do próprio artigo)
O Holocausto em Perspectiva - Uma Carta de Paul Rassinier - por Paul Rassinier e Theodore O'Keefe
O Primeiro Holocausto - por Germar Rudolf
O Primeiro Holocausto – e a Crucificação dos judeus deve parar - parte 1 - Por Olaf Rose (Parte 2 na sequência do próprio artigo)
A controvérsia internacional do “holocausto” - Arthur Robert Butz
Contexto e perspectiva na controvérsia do ‘Holocausto’ - parte 1 - por Arthur R. Butz
Contexto e perspectiva na controvérsia do ‘Holocausto’ - parte 2 - por Arthur R. Butz
Os Homens que “passaram o pano” para Hitler {com análise crítica revisionista} - Por Gitta Sereny
Bloco de notas sobre Auschwitz (Parte 3) - Tampos e aberturas - por Ditlieb Felderer
Bloco de notas sobre Auschwitz (Parte 4) – Portas e portinholas - por Ditlieb Felderer
Revisionismo e Promoção da Paz - parte 1 - por Harry Elmer Barnes
Revisionismo e Promoção da Paz - parte 2 - por Harry Elmer Barnes
Carta para o ‘The Nation’ {sobre o alegado Holocausto} - por Paul Rassinier
Sobre a importância do revisionismo para nosso tempo - por Murray N. Rothbard
A vigilante marcação pública no revisionismo - parte 1 - por Harry Elmer Barnes
A vigilante marcação pública no revisionismo - parte 2 - por Harry Elmer Barnes
O “Holocausto” colocado em perspectiva - por Austin Joseph App
O Relatório Leuchter: O Como e o Porquê - por Fred A. Leuchter
O que é ‘Negação do Holocausto’? - Por Barbara Kulaszka
As câmaras de gás: verdade ou mentira? - parte 1 - por Robert Faurisson (primeira de seis partes, as quais são dispostas na sequência).
A Mecânica do gaseamento - Por Robert Faurisson
O “problema das câmaras de gás” - Por Robert Faurisson
As câmaras de gás de Auschwitz parecem ser fisicamente inconcebíveis - Por Robert Faurisson
Confissões de homens da SS que estiveram em Auschwitz - por Robert Faurisson - parte 1 (primeira de seis partes, as quais são dispostas na sequência).
A mentira a serviço de “um bem maior” - Por Antônio Caleari
