Continuação de O Problema das Horas de Funcionamento do Crematório e do Tempo de Incineração - Parte II.5 - por Reinhard K. Buchner
| Reinhard K. Buchner |
6. Cremação em fossas
Há
várias alegações na teoria do Holocausto de que uma desproporcionalmente enorme
quantidade de cadáveres foi cremada sem fornos crematórios, em piras e valas
comuns. Esclarecer esse problema criado pela teoria do Holocausto seria uma
tarefa completamente diferente.
Contudo,
alguns comentários gerais são possíveis. G. Reitlinger relata que:
“Aparentemente, as fornalhas foram completamente substituídas após agosto de
1944 porque, em comparação com as valas comuns, eram consideradas antieconômicas”
(página 160). R. Höss19 declara
que: “Durante o verão de 1942, os corpos ainda eram colocados nas valas comuns.
No final do verão, porém, começamos a queimá-los; primeiro em piras de madeira
com cerca de 2.000 cadáveres e, posteriormente, em valas comuns junto com
corpos previamente enterrados” (página 177). Em outras palavras, a suposta
eficiência da cremação em valas comuns era supostamente bem conhecida antes da
construção dos novos crematórios em Auschwitz II. Apesar disso, foram
construídos — e com grandes dificuldades devido às condições de guerra — apenas
para descobrir que a queima em fossas abertas era mais eficiente, o que alegadamente
tinha sido antes sabido.
Em
fogueiras em espaço aberto, quantidades maiores de cadáveres, especialmente os
parcialmente decompostos de sepulturas anteriores, podem ser cremadas. As
autoridades das cidades alemãs tiveram que recorrer a esse processo durante a
Segunda Guerra Mundial, após os bombardeios incendiários dos Aliados. Existem
fotografias, por exemplo, de cremações em piras funerárias em Dresden.23 Infelizmente, os relatos são muito
escassos e não suficientemente detalhados para que se possam tirar conclusões
técnicas. De qualquer forma, nesse tipo de operação, a cremação é incompleta e
grandes quantidades de ossos e materiais orgânicos não totalmente cremados
teriam permanecido. Não tenho conhecimento de nenhuma investigação completa,
incluindo uma análise numérica, realizada em ou perto de campos de extermínio da
Segunda Guerra Mundial. E, pessoalmente, eu não acredito — desde que haja
evidências fatuais de resíduos de cremações em larga escala em fossas — que,
atualmente, seja possível obter resultados numéricos. Qualquer avaliação, no
mínimo, teria que envolver a movimentação e peneiramento de milhares de
toneladas (ou até mais) de solo, sob pena de o resultado de tal investigação
ser questionado antes mesmo de ser obtido. A imparcialidade daqueles que
conduzem a escavação representaria hoje um problema quase insolúvel. Quanto aos
relatórios existentes, o ônus da prova recai sobre aqueles que os relatam. Uma
breve análise de um desses relatórios demonstrará a natureza das alegações. F.
Müller,9 por exemplo, refere-se frequentemente à
queima em fossas. Mesmo descartando alegações absurdas como a de que “gordura
humana” era acumulada no fundo das fossas, o restante do relatório também não deve
ser dado crédito.
Na
página 130, o autor relata que: “As fossas tinham de 40 a 50 metros de
comprimento, cerca de 8 metros de largura e 2 metros de profundidade.” Na
página 137, o procedimento para realizar uma cremação nessas valas é descrito:
“Então, os carregadores colocaram cerca de 100 cadáveres de bruços em quatro
longas fileiras sobre o combustível.” Se concede-se 0,5 metros (19,7 polegadas)
de largura para cada cadáver, o procedimento descrito (100 cadáveres em uma
fileira) preencheria completamente a vala longitudinalmente, sem deixar espaço
nas extremidades. Considerando 70 polegadas (1,78 m) como a altura média de um
ser humano, obtém-se uma largura de 7,1 metros para as quatro fileiras, o que
deixaria menos de 0,5 metros de cada lado da vala. Levando em conta ainda que
madeira era colocada entre as três camadas, cada uma com 400 cadáveres, essas
valas estariam completamente cheias, tornando a cremação inconcebível. F.
Müller tenta explicar que essa dificuldade foi superada derramando óleo e
álcool metílico (além de “gordura humana” novamente) sobre os cadáveres (página
136). No entanto, esses combustíveis líquidos teriam evaporado imediatamente na
cova quente e queimado na superfície, ou seja, sobre os cadáveres, já que em
nenhum outro lugar o oxigênio tinha acesso aos vapores de combustível. Mas F. Müller
segue a relatar: “O processo de incineração levava de cinco a seis horas”
(página 138). A cremação em fossas — e não em piras funerárias — só poderia ter
um propósito: facilitar o sepultamento dos restos mortais, preenchendo a cova
com terra após a cremação. F. Müller,9
contudo, insiste que os restos mortais eram removidos a cada vez e as covas
reutilizadas (página 139). Tudo o que se pode dizer sobre esse tipo de relato é
que isso não pode ter acontecido dessa maneira.
| {Afirma-se na narrativa do denominado holocausto que: “Em 1944, quando os quatro crematórios de Birkenau já não conseguiam acompanhar o ritmo da destruição, cerca de 20.000 corpos por dia eram queimados nesta e em outras valas comuns.” (Fonte do texto e foto: https://remember.org/jacobs/longpit). Por outro lado, Reinhard K. Buchner, comenta o exemplo da narrativa do denominado holocausto, procedendo do judeu Philip Müller (1922-2013) no contexto de uma vala que conteria aproximadamente 1200 cadáveres, empilhados em três camadas de aproximadamente 400 cadáveres, conclui que “essas valas estariam completamente cheias, tornando a cremação inconcebível. F. Müller tenta explicar que essa dificuldade foi superada derramando óleo e álcool metílico (além de “gordura humana” novamente) sobre os cadáveres. No entanto, esses combustíveis líquidos teriam evaporado imediatamente na cova quente e queimado na superfície, ou seja, sobre os cadáveres, já que em nenhum outro lugar o oxigênio tinha acesso aos vapores de combustível.”} |
Em
Katyn, durante 1943, os corpos de cerca de 4143 oficiais poloneses foram
exumados.24 As valas comuns que R. Höss19 supostamente relatou continham 107.000
cadáveres (página 177). Isso equivale a quase 26 Katyns — sem nenhuma prova,
exceto pelo questionável documento de Höss, escrito, pelo menos em parte, a
lápis enquanto estava preso pelos comunistas. E o original (como no “caso Anne
Frank”) é praticamente inacessível mesmo hoje, presumindo-se que um “original”
de fato tenha existido e desde que o que é mantido em segredo no museu de
Auschwitz hoje não seja uma falsificação22
(página 27).
Na
Parte I deste estudo, tem sido demonstrado que — dos alegados 6 milhões — pelo
menos cerca de 5,5 milhões teriam que ter sido cremados em valas comuns. Mesmo
descartando qualquer tempo realista de incineração em valas comuns, é preciso
ressaltar novamente que grandes quantidades de ossos devem ter resultado de tal
empreendimento. Considerando os 5.5 milhões distribuídos uniformemente pelos
seis “Centros de Matança” de R. Hilberg, teria de alguém encontrar restos
mortais de mais de 916.000 cadáveres em cada campo (o equivalente numérico a
221 Katyns para cada campo). Mesmo R. Hilberg5
alega tal número apenas para Auschwitz (página 572). Mas, embora existam
alegações, a comprovação tácita na forma de escavações e avaliações numéricas
está ausente, mesmo para 10% das alegações — 36 anos após a Segunda Guerra
Mundial. Hoje, essa parte mais fantasiosa da teoria do Holocausto deve ser
totalmente rejeitada por falta de provas ou deve ser fanaticamente aceita, o
que não requer provas.
Tradução
e palavras entre chaves por Mykel Alexander
19 Nota de Reinhard K. Buchner: Rudolf
Höss (?), Commandant of Auschwitz,
Popular Library, 1960.
23 Nota de Reinhard K. Buchner: David
Irving, The Destruction of Dresden,
Ballantine Books, 1968. Ver seção de fotos entre as páginas 160 e 161.
9 Nota de Reinhard K. Buchner: Filip
Müller, Eyewitness Auschwitz, Stein
and Day, 1979.
9 Nota de Reinhard K. Buchner: Filip
Müller, Eyewitness Auschwitz, Stein
and Day, 1979.
24 Nota de Reinhard K. Buchner: Louis
Fitz Gibbon, Katyn, (ver aoêndice 6)
The Noontide Press, 1979.
19 Nota de Reinhard K. Buchner: Rudolf
Höss (?), Commandant of Auschwitz,
Popular Library, 1960.
22 Nota de Reinhard K. Buchner: Paul
Rassinier, Debunking the Genocide Myth,
Institute for Historical Review, 1978.
5 Nota de Reinhard K. Buchner: Raul
Hilberg, The Destruction of the European
Jews, Harper Colophon Books, 1979.
The Problem of Cremator Hours and Incineration Time, por Reinhard K. Buchner, The Journal for Historical Review, volume 2, nº 3, outono de 1981, pp.
https://ihr.org/journal/v02p219_buchner
Sobre o autor: Reinhard K. Buchner (1925-) nasceu em Darmstadt, Alemanha Ocidental. Descende de uma longa linhagem de acadêmicos ilustres, incluindo Eduward Buchner, ganhador do Prêmio Nobel por sua pesquisa de 1907 sobre enzimas de levedura; Fritz Buchner, cujo livro, Força e Matéria, influenciou Einstein; e Karl Buchner, um famoso músico de câmara. Após a guerra, retomou seus estudos, obtendo o bacharelado em física pela Universidade de Mainz em 1953 e o mestrado (em física) e o doutorado (em engenharia) pela Universidade de Aachen alguns anos depois. Desde 1963, o Dr. Buchner é professor do departamento de física e astronomia da Universidade Estadual da Califórnia em Long Beach, onde se tornou professor titular em 1972.
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