domingo, 19 de janeiro de 2020

O “problema das câmaras de gás” - Por Robert Faurisson


Robert Faurisson

O Tribunal não se considera vinculado por regras técnicas de prova [...]

Artigo 19 do Estatuto do Tribunal Militar Internacional (na realidade: Tribunal Inter-aliado Militar) em Nuremberg

O Tribunal não exigirá prova dos fatos de conhecimento comum, mas tomará conhecimento judicial dos mesmos [...]”

[Artigo 21 dos Estatutos]



            Ninguém, nem mesmo aqueles indivíduos que consideram o Terceiro Reich com nostalgia negam a existência dos campos de concentração de Hitler. Todos reconhecem que certos campos eram equipados com fornos crematórios: ao invés de serem enterrados, os cadáveres eram reduzidos a cinzas. A repetida ocorrência de epidemias fez a cremação necessária, especialmente para aqueles que tinham morrido de tifo (ver as fotos das covas coletivas em Belsen et cetera); O que é contestado por numerosos autores franceses, britânicos, americanos e alemães é a existência de “campos de extermínios”. Esta expressão é usada por historiadores para se referirem àqueles campos que eram supostos terem sido equipados com “câmaras de gás”. Alegadamente estas “câmaras de gás” eram diferentes das câmaras de gás americanas porque elas eram usadas para matar centenas de homens, mulheres e crianças de uma vez. Porque as vítimas eram escolhidas pela raça ou religião delas, isto é referido como “genocídio”. O veneno empregado neste “genocídio” é dito ter sido Zyklon B (um pesticida baseado ácido prússico ou cianídrico).

            Aqueles que contestam a alegação de “genocídio” e a existência das “câmaras de gás” são chamados Revisionistas. O argumento deles se desenvolve aproximadamente como segue:
É suficiente para ambos destes problemas (“genocídio” e “câmaras de gás”) aplicar os métodos habituais de crítica histórica, para ver que se é confrontado aqui por dois mitos inseparáveis. As intenções criminais que são atribuídas à Hitler nunca têm sido provadas. Indo adiante até agora, a arma para este crime em causa, ninguém tem, na verdade, visto ela. Aqui se é confrontado por uma extraordinariamente bem-sucedida campanha de propaganda de ódio e de guerra. A história é cheia de fraudes deste tipo, começando com as fábulas religiosas de feitiçaria e bruxaria. O que distingue nossos tempos das épocas anteriores é o assustador poder da mídia e a propaganda ad nauseam a qual é feito para o que deve ser chamado “a farsa do século XX.” Deixe consciente quem, depois de 30 anos, tenha a ideia de expor esta fraude. Ele irá aprender dependendo da situação através da prisão, multas, agressões e insultos. Sua carreira pode ser estilhaçada ou colocada em perigo. Ele será denunciado como um nazista. Sua tese ou irá ser ignorada, ou então irá ser distorcida. Nenhum país irá ser mais impiedosamente cruel frente a ele que a Alemanha[1].
            Hoje, contudo, o silêncio está prestes a ser quebrado sobre aquele homem que tem ousado escrever responsavelmente que as “câmaras de gás” de Hitler (incluindo aquelas de Auschwitz e Majdanek) são somente uma mentira histórica. Isto é um grande avanço.

            Mas a que insultos e distorções um historiador exterminacionista {como é chamado o que afirma o genocídio alegado ser imposto aos judeus e outros grupos confinados nos campos de concentração} tal como Georges Wellers permitiu-se quando, mais que dez anos depois da morte de Paul Rassinier, ele decidiu expor a minúscula parte dos argumentos deste ex-prisioneiro de um campo de concentração que tinha tido a coragem de revelar a mentira das “câmaras de gás” em seus escritos!

            O melhor caminho no qual um historiador pode informar-se em relação as reais alegações dos discípulos de Paul Rassinier é referir ao trabalho do professor americano o Dr. Arthur R. Butz intitulado The Hoax of the Twentieth Century[2].

            Pela minha parte, eu tomo a liberdade de fazer apenas umas poucas observações especialmente para sérios historiadores de pesquisa orientada.

            Eu chamo a atenção para um paradoxo. Embora as “câmaras de gás” são, na visão dos historiadores oficiais, absolutamente centrais para um quadro do sistema de campo de concentração nazista (e, além disso, como prova para o totalmente perverso e diabólico caráter dos campos de concentração alemães em comparação para todos os anteriores e mais recentes campos de concentração, deveria ser meticulosamente mostrado como os nazistas procederam para inventar, construir, e operar estes temíveis matadouros humanos), deve-se estar completamente surpreendido que na impressionante bibliografia da literatura dos campos de concentração não existe um único livro, nem uma única brochura, nem um único artigo, sobre as próprias “câmaras de gás”. Não se deve ser enganado por alguns títulos muito promissores; em vez disso deve-se verificar o próprio conteúdo destes escritos por si mesmo. Eu considero como “escrita histórica oficial” aquelas publicações as quais escrevem sobre os campos de concentração através de instituições ou fundações que são parcialmente ou inteiramente financiadas por fundos públicos, tais como, por exemplo, na França, o Comité d’Histoire de la Deuxième Guerre Mondiale (Comitê para História da Segunda Guerra Mundial) e o Centre de Documentation Juive Contemporaire (Jewish Contemporary Documentation Center), e na Alemanha (Munique), o Institut für Zeitgeschichte (Instituto de História Contemporânea).

            É preciso esperar até a página 541 da tese de Olga Wormser-Migot sobre o sistema dos campos de concentração nazistas, antes de se encontrar uma passagem sobre “câmaras de gás.” Contudo, para o leitor existe ainda três outras surpresas:

1 – A passagem em questão cobre somente três páginas.

2 – Ela tem o título: “O problema das câmaras de gás.”

3 – O “problema” consiste em tentar determinar se as “câmaras de gás” em Ravensbrück (Alemanha) e Mauthausen (Áustria) realmente existiram; a  autora chega à conclusão que elas não existiam; contudo ela não examina aqui o “problema” das “câmaras de gás” de Auschwitz ou qualquer outro dos campos, provavelmente porque na mente delas eles não representam um “problema.” [Na página 157 de seu livro ela diz que Auschwitz tinha nenhuma câmara de gás.]

            Neste ponto, o leitor provavelmente quer saber por que uma análise que conclui que “câmaras de gás” não existiram em certos campos é subitamente descontinuada logo que, por exemplo, Auschwitz é discutido. Por que, por um lado, é o espírito crítico despertado, e então, por outro lado, é ele permitido colapsar em letargia? Depois de tudo, tanto quanto a “câmara de gás” de Ravensbrück está em causa, nós temos muitos pontos de “evidência” e “inegáveis relatos de testemunhas oculares,” começando com os repetidos e extensivos relatos de testemunhas oculares feito por Marie-Claude Vaillant-Couturier ou Germaine Tillion.

            Isso fica ainda melhor. Vários anos depois da guerra, perante os tribunais britânicos e francês, os oficiais do campo de Ravensbrück (Suhren, Schwarzhuber e Treite) repetidamente confessaram à existência de uma “câmara de gás” no campo deles. Eles mesmo vagamente descreveram sua operação. Eventualmente, aqueles que não cometeram suicídio foram executados por causa de suas alegadas “câmara de gás.”  As mesmas “confissões” foram dadas antes de suas mortes por Ziereis em relação à Mauthausen (Áustria) e por Kramer à Struthof-Natzweiler (Alsácia).

            Hoje, pode-se ver a alegada “câmara de gás” de Struthof-Natzweiler e no mesmo lugar pode-se também ler a inacreditável “confissão” de Kramer. Esta “câmara de gás”, a qual é designada como um “monumento histórico,” é uma completa fraude. A mais leve quantidade de espírito crítico irá ser suficiente para convencer-se que um gaseamento nesta pequena sala, sem qualquer vedação que seja, teria sido uma catástrofe para o carrasco assim como para as pessoas na vizinhança. Afim de fazer esta “câmara de gás” (a qual é garantida estar “em sua condição original”) crível, alguém tem chegado ao ponto de desajeitadamente fazer com uma batida de cinzel um buraco na fina parede, e assim quebrar quatro telhas. O buraco foi concebido de modo que Josef Kramer teria jogado através dele misteriosos “sais” (sobre os quais ele pode dar não mais detalhes e os quais, quando misturado com um pouco de água, resultar em morte em um minuto!). Como poderiam sais e água fazer tal gás? Como poderia ter Kramer prevenido o gás de vir a sair através do buraco? Como poderia ele ver suas vítimas de um buraco o qual teria deixado ele ver não mais do que metade do quarto? Como ventilou ele a sala antes de abrir a rudimentar porta, feita de madeira áspera serrada? Talvez se deva perguntar a firma de engenharia civil em Saint-Michel sur-Meuthe (Vosges), a qual depois da guerra alterou o lugar o qual hoje é apresentado aos visitantes em “sua condição orginal”?

            Mesmo muito tempo depois da guerra, prelados, professores universitários, e alguns cidadãos ordinários deram descrições em relação a terrível realidade das “câmaras de gás” de Buchenwald e Dachau. Com relação a Buchenwald, a “câmara de gás” gradualmente desapareceu da mente das pessoas que tinham previamente mantido que existia neste campo uma.


Dachau

            Com relação à Dachau, a situação é diferente. Depois tem sido firmemente estabelecido pelo exemplo de Sua Eminência o Bispo Piguet, o bispo de Clermont-Ferrnad, que a “câmara de gás” tem sido especialmente útil em gasear padres poloneses[3], eventualmente a seguinte explicação oficial veio à tona:
Esta câmara de gás, cuja construção tinha começado em 1942, não estava ainda completada em 1945 quando o campo foi liberado. Ninguém podeira ter sido gaseado nele.
            A pequena sala, a qual é dita aos visitantes ser uma “câmara de gás”, é na realidade, completamente inofensiva e, enquanto todos tipos de planos de construção estão disponíveis para “Baracke X” (o crematório e arredores), não se pode determinar sobre que base ou explicação técnica alguém pode alegar que esta estrutura é uma “câmara de gás não terminada.”


Broszat

            Nenhum instituto histórico tem feito mais que o Institut für Zeitgeschichte em Munique para fazer o mito das “câmaras de gás” crível. Desde 1972 seu diretor tem sido o Dr. Martin Broszat. Como um membro deste instituto desde 1955, o Dr. Broszat tornou-se famoso conforme um resultado de sua (parcial!) publicação em 1958 das confissões de Rudolf Höss (ex-comandante de Auschwitz) que é suposta ter sido escrito em uma prisão comunista antes que ele foi enforcado. Contudo, em 19 de agosto de 1960, este historiador teve de dizer aos seus assombrados compatriotas que nunca tinha havido gaseamentos em massa no inteiro velho Reich (fronteiras alemãs de 1937), mas sim, somente em um pequeno número de lugares seletos, especialmente na Polônia ocupada, incluindo Auschwitz e Birkenau mas não Majdanek. Esta surpreendente notícia foi dada em uma simples carta ao editor o qual foi publicada na revista semanal Die Zeit (19 de agosto de 1960, na página 16). O título foi muito enganador e restritivo: Keine Vergasung in Dachau (nenhum gaseamento em Dachau) ao invés de Keine Massenvergasung im Altreich (nenhum gaseamento no Velho Reich)[4]. Afim de apoiar esta afirmação, o Dr. Broszat forneceu nem a mais leve peça de prova. Hoje [1978], dezoito anos depois de sua carta, nem ele nem qualquer de seus colegas tem fornecido a mais leve explicação para esta afirmação. Seria altamente interessante saber:

Como o Dr. Broszat sabe que “as câmaras de gás” no antigo Reich eram fraudes?

Como ele sabe que as “câmaras de gás” na Polônia são genuínas?

Por que as “provas,” as “certezas,” e as “testemunhas oculares” referentes aos campos de concentração no oeste subitamente têm nenhum valor, enquanto as “provas,” “certezas,” e “testemunhas oculares” referentes aos campos no território da Polônia comunista ainda permanecem verdadeiro?

            Como se por algum acordo tácito, nem um único reconhecido historiador tem levantado estas questões. Quão frequentemente na “história da História” tem alguém se apoiado nas alegações de um único historiador?[5]


Campos alemães na Polônia ocupada

            Vamos agora examinar as “câmaras de gás” na Polônia;

            Por prova que as “câmaras de gás” em Belzec ou Treblinka realmente existiram, pode-se pedir para contar com a declaração de Kurt Gerstein. Este documento de um membro da SS que supostamente cometeu suicídio em 1945 na prisão de Cherche-Midi em Paris, está repleto de tantos absurdos que nos olhos dos historiadores ele tem por um longo tempo já sido completamente desacreditado[6]. Além do mais, esta afirmação nunca sido feita pública, nem mesmo nos documentos do Tribunal de Nuremberg, exceto em uma forma inutilizável (com truncagens, falsificações e reescritas). O documento real nunca teve estado disponível com seu apêndice absurdo (“rascunho” francês ou os “suplementos” em alemão).

            Em relação a Majdanek, uma visita ao local real é absolutamente necessária. É ainda mais convincente que uma visita a Struthof-Natzweiler, se isso é possível. Sobre esta questão eu irei publicar uma informação adicional.

            Com relação a Auschwitz e Birkenau, pode-se confiar essencialmente nas “memórias[7]” de Rudolf Höss, as quais foram preparadas sob a supervisão de seus captores poloneses. No lugar real, pode-se somente encontrar uma “reconstruída” sala (Auschwitz I) e ruínas (Auschwitz II ou Birkenau).

            Uma execução com gás não tem nada a ver com uma asfixia suicida ou ocidental. No caso de uma execução, o verdugo e seu time não devem ser expostos ao mais leve perigo. Para suas execuções, os americanos empregam ácido cianídrico em uma forma sofisticada, e isto somente em uma pequena, hermeticamente selada câmara. Em seguida, o gás é evacuado da câmara e neutralizado.

            Por esta razão, deve-se perguntar como, por exemplo no caso de Auschwitz II ou Birkenau, pode-se trazer 2.000 pessoas dentro de uma sala medindo 210 metros quadrados de área, e então, nesta situação de altíssima lotação, largadas no muito forte pesticida Zyklon B, e então imediatamente depois à morte das vítimas deixa-se uma equipe de trabalho, sem qualquer máscara de gás, entrar na sala para retirar os corpos os quais tinham sido completamente saturados com cianeto.

            Dois documentos[8] dos arquivos industriais alemães, os quais foram registrados pelos americanos em Nuremberg, diz-nos que o Zyklon B tinha uma forte tendência a aderir nas superfícies e não poderia ser removido de uma ordinária sala com um forte ventilador, mas somente por aeração natural por quase 24 horas. Documentos adicionais podem ser encontrados somente no local nos arquivos do Museu de Auschwitz, os quais nunca foram descritos em outros lugares, mas os quais mostram que esta sala de 210 metros quadrados, a qual está hoje em uma condição dilapidada, era somente um muito simples necrotério, o qual (afim de proteger ele contra o calor) tinha estado localizado no subsolo, e a qual recebia fornecimentos através de somente uma única porta a qual servia tanto como entrada quanto como saída[9].

            No que respeita ao crematório de Auschwitz, existe tanto como existe para o inteiro campo uma superabundância de documentos e faturas até o último centavo. Contudo, em relação as “câmaras de gás” existe nada, nenhum contrato para construção, nem mesmo um estudo, nem um pedido para materiais, nem um plano, nem uma fatura, nem uma fotografia. Em uma centena de julgamentos de crime de guerras, nada deste tipo foi jamais produzido.


Christophersen
“Eu estava em Auschwitz e eu posso assegurar a você que existe nenhuma ‘câmara de gás’ lá.” Somente raramente se ouve uma testemunha de defesa com suficiente coragem para pronunciar esta declaração. Eles são perseguidos nas cortes[10]. Ainda hoje, todos na Alemanha assumem o risco que, se eles dão um relato de testemunha ocular em favor de Thies Christophersen (que escreveu The Auschwitz Lie {em original, alemão, Die Auschwitz-Lüge}), eles irão ser punidos por “difamar a memória dos falecidos.[11]
            Imediatamente após a guerra, os alemães, a Cruz Vermelha Internacional e o Vaticano (o qual era de outra maneira tão especialista a qualquer coisa que acontecia na Polônia), assim como muitos outros, declararam em um tom embaraçado: “Sobre as ‘câmaras de gás’ não conhecemos nada sobre elas!” Sim mas colocariam a questão deste jeito: “Pode alguém conhecer alguma coisa a qual nem mesmo aconteceu?”

            Não houve nem uma única “câmara de gás” em sequer um dos campos de concentração alemão; esta é a verdade. A não existência de “câmaras de gás” deveria ser vista como uma boa notícia; esconder esta notícia no futuro seria uma injustiça. Apenas como não existe um ataque sobre uma religião se alguém retrata “Fátima” como uma fraude, o anúncio que as “câmaras de gás” são uma mentira histórica não é nenhum ataque sobre sobreviventes dos campos de concentração. Se está meramente fazendo o dever de ser verdadeiro.


Conclusões

            Depois de 30 anos de pesquisas, os autores revisionistas têm alcançado as seguintes conclusões:

1 – As “câmaras de gás” de Hitler nunca existiram.

2 – O “genocídio” (ou “tentativa de genocídio”) dos judeus nunca aconteceu. Em outras palavras: Hitler nunca deu uma ordem nem permissão que alguém devesse ser morto por causa de sua raça ou religião.

3 – As alegadas “câmaras de gás” e o alegado “genocídio” são uma e a mesma mentira.

4 – Esta mentira, a qual é em grande parte de origem sionista, tem feito um enorme fraude política e financeira possível, cujo principal beneficiário é o estado de Israel.

5 – As principais vítimas desta fraude é o povo alemão (mas nãos os governantes alemães) e o inteiro povo palestino.

6 – O enorme poder dos serviços de informação oficial tem até agora, tido o efeito de assegurar o sucesso da mentira e a censura da liberdade de expressão daqueles que têm denunciado a mentira.

7 – Os participantes nesta mentira sabem que seus dias estão contados. Eles distorcem o propósito e a natureza da pesquisa revisionista. Eles rotulam como “ressurgimento do nazismo” ou “falsificação da história” o que é somente um pensamento e justificada preocupação da verdade histórica.


Suplemento

            Duas publicações e uma intervenção pelo autor:

            Uma carta para Historama, Paris, Novembro de 1975, página 10, sobre a expressão “N.N.”. Originalmente sobre estas iniciais eu nunca quis dizer Nacht und Nebel (Noite e névoa), mas Nomen nescio (anônimo). Na prática significava que certos presos não são autorizados a receber ou enviar carta.

            Segmentos de uma carta para Historia, Paris, agosto de 1977, págima 132: “The Imposture of Genocide” {A impostura do genocídio}.

            Em 29 de janeiro de 1978 no Colloque National de Lyon sur Eglises et Chréstiens de France dans la Deuxième Guerre Mondiale (Convenção Nacional em Lion em igrejas e cristãos da França durante a Segunda Guerra Mundial) uma intervenção em relação a impostura das “câmaras de gás” (Ver Rivarol, Paris, 16 de fevereiro de 1978, página 5).

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Notas


[1] Nota do autor: Em relação ao grande número de viciosos e insultuosos artigos, existe um estudo de Hermann Langbein o qual apareceu no Le Monde Juif (O Mundo Judaico), abril/junho de 1975. O título é “Coup d’oeil sur a littérature néo-nazie,” (“um vislumbre na literatura neonazista”), páginas 8-20. Hermann Langbein foi um prisioneiro em Auschwitz. Ele testemunhou inúmeros ensaios. Ele tem uma posição importante nos círculos dos ex-prisioneiros dos campos de concentração. Um de seus mais recentes trabalhos é intitulado: Hommes et Femmes à Auschwitz (Homem e Mulher de Auschwitz), Paris, Fayard, 1975, VIII – 529 páginas. (Traduzido de Menschen in Auschwitz), Viena, 1974.) Nem um dos 30 capítulos, nem uma das 268 seções deste livro é devotada para as “câmaras de gás”! Em vez disso, constantemente se vê constantemente expressões tais como “seleção para as câmaras de gás” etc. Existe também um estudo por Georges Wellers o qual apareceu em Le Monde Juif (op. Cit.) abril/junho de 1977. O Título é “La ‘Solution finale’, de la question juive et la mythomanie néo-nazie” (“A ‘Solução Final’ e a mitomania neonazista,”), páginas 41 – 84. Existe também um estudo por Ino Arndt e Wolfgang Scheffer em Vierteksjahresshefte f6ur Zeitgeschichte (Revisão Trimestral de História Contemporânea), a qual é uma publicação do instituto de História Contemporânea em Munique. O diretor do instituto atualmente é o Dr. Martin Broszat. Este estudo foi publicado no fascículo de abril de 1976. O título é: “Organiesierter Massenmord na Juden in NS-Vernichtungslagern” (Assassinato em massa de judeus nos campos de extermínio nazistas), páginas 105 – 135.

[2] Nota do autor: The Hoax of the Twentieth Century, Newport Beach, CA: Institute for Historical Review, 1979.

[3] Nota do autor: Prison et Déportation (Prison and Deportation). Paris: Spes: 1847: página 77.

[4] Nota do autor: A carta de Broszat está reproduzida em fac-símile (com sua tradução em inglês) no The Journal of historical Review, Maio/Junho de 1993, página 12.

[5] Nota do autor: O famoso Simon Wiesenthal tem também admitido que “não houve nenhum campo de extermínio no solo alemão” em uma carta ao editor da Books and Bookmen, página 5, abril de 1975. Embora ele posteriormente escreveu em uma carta datada em 12 de maio de 1986 ao professor John George da Central State University em Edmond, Oklahoma, que “ele nunca teria dito tal coisa,” Wiesenthal reconfirmou sua afirmação anterior em uma carta ao editor publicada na página 14 do editor europeu de Stars and Stripes datada de 24 de janeiro de 1993. Esta carta é reproduzida em fac-símile no The Journal for Historical Review, maio/junho de 1993, página 10.

[6] Nota do autor: Ver a opinião expressada pelo patologista forense conforme ela é relatada pelo exterminacionista Pierre Joffroy em seu livro sobre Kurt Gerstein: L’Espion de Dieu/La Passion de Kurt Gerstein (O Espião de Deus/A Paixão de Kurt Gerstein). Paris. Grasset, 1969, página 262.

[7] Nota do autor: Kommandant in Auschwitz/Autobiographische Auszeichnungen (Comandante de Auschwitz/Memórias autobiográficas) por Rudolf Höss, Stuttgart, Deutsche Verlags-Anstalt, 1958, página 184; introdução e comentário pelo Dr. Martin Broszat. Em relação ao “gaseamento,” ver páginas 126 e 166. A entrada a equipe de trabalho na “câmara de gás” é suposta acontecer “sofort” (“imediatamente”) conforme escrito na página 166.

[8] Nota do autor: Estes dois extensos documentos os quais são de grande importância aparentemente não foram usados nos julgamentos de Gerhard Peters, ex-diretor de Degesch. Eles foram registrados como documentos NI-9098 e NI-9912. Eles irrevogavelmente reduzem a nada o “testemunho ocular” de Höss em relação as “câmaras de gás.”

[9] Nota do autor: Negativos das fotografias 6228 e sequência.

[10] Nota do autor: O caso de Wilhelm Stäglich, por exemplo. Ver Stäglich no índice de nomes no livro de Butz (obra citada);

[11] Nota do autor: Die Auschwitz-Lüge (A mentira de Auschwitz), # 23 de Kritik (2341 Kälberhagen, Post Mohrkirch, Alemanha Ocidental)m 1974. Este livreto foi seguido por Der Auschwitz-Betrug/Das Echo auf die Auschwitz-Lüge (A fraude de Auschwitz/O eco da mentira de Auschwitz).





Autor:
Faurisson, Robert
Título:
The "Problem of the Gas Chambers"
Fonte:
The Journal for Historical Review (http://www.ihr.org)
Data:
Verão de 1980
Fascículo:
Volume 1 número 2
Location:
Página 103
ISSN:
0195-6752


Sobre o autor: Robert Faurisson (1929-2018), tem por anos sido o líder revisionista sobre o tema do alegado Holocausto.

            Formou-se em Sorbonne, Paris, em Letras Clássicas (Latim e Grego) obtendo o seu doutorado em 1972, e serviu como professor associado na Universidade de Lyon na França de 1974 até 1990. Ele é reconhecido como especialista de análise de textos e documentos. Depois de anos de pesquisa privada e estudo, o Dr. Faurisson fez pública suas visões céticas sobre a história de exterminação no Holocausto em artigos publicados em 1978 no diário francês Le Monde. Seus escritos sobre a questão do Holocausto têm aparecido em vários livros e numerosos artigos acadêmicos e foi um frequente contribuidor do The Journal of Historical Review. Por suas pesquisas sofreu muitas perseguições pela patrulha judaico-sionista ou pelas patrulhas àquelas vinculadas, além de um atentado contra sua vida no qual lhe deixou hospitalizado, porém manteve sempre em primeiro lugar seu compromisso para com a busca pela verdade durante toda sua vida, mantendo-se em plena atividade investigativa até a data de seu falecimento.

Mémoire en défense (contre ceux qui m'accusent de falsifier l'Histoire : la question des chambres à gaz), Editora  La vieille taupe , 1980.

Réponse à Pierre Vidal-Naquet. Paris: La Vieille Taupe, 1982.

Réponse à Jean Claude Pressac Sur Le Problème Des Chambres à Gaz, Editora R.H.R., 1994.

Quem escreveu o diário de Anne Frank (em português impresso pela Editora Revisão).

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sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

O Lugar de Goebbels na História - Por Mark Weber


Mark Weber

Nenhum outro nome é tão firmemente associado com o termo propaganda, conjurando mentiras e enganos, que o de Joseph Goebbels. Mas a imagem popular deste homem, particularmente nos Estados Unidos, é uma caricatura bruta.

            Após seu nascimento em 1897 em Rheydt, uma cidade de médio porte na Renânia alemã, Paul Joseph Goebbels cresceu numa sólida família de classe média, tradicionalmente católica romana. Embora fisicamente inexpressivo e deficiente (uma perna era mais curta que a outra), ele era dotado de inteligência, uma língua rápida e uma voz melodiosa. Ele se destacou em seus estudos. Depois de uma educação “humanista” rigorosa no Gymnasium, ele estudou em várias universidades alemãs, recebendo um doutorado na Universidade de Heidelberg em 1921.

            Depois de uma tentativa frustrada de encontrar emprego como escritor nos grandes jornais do país, e de uma temporada de nove meses trabalhando num banco em Colônia, ele tornou-se um ativista do nascente Partido Nacional Socialista, e serviu como editor de dois periódicos do partido, o semanário Völkische Freiheit (“Liberdade Nacional”) e, posteriormente, o NS-Briefe (“Cartas NS”). Com pronunciada simpatia para as classes trabalhadoras, e mesmo alguns sentimentos pró-comunistas, durante este período ele era conhecido como um membro do partido de “esquerda.”

            Em 1926, Hitler nomeou ele Gauleiter (líder distrital) para Berlim. Ele não perdeu tempo tendo firme controle da pequena organização do partido de lá, então envolvida em rixas internas, e infundiu na organização um novo dinamismo. Goebbels lançou-se ele próprio em sua tarefa, rapidamente provando ser ele mesmo um mestre organizador e orador público. Como parte de seus incessantes esforços na mais importante cidade da Alemanha, em julho de 1927 ele inaugurou seu próprio jornal, Der Angriff (“O Ataque”). Goebbels enfrentou uma batalha difícil, porque ele visava, acima de tudo, conquistar o apoio da classe operária da população da cidade – os quais apoiavam maciçamente os partidos marxistas Social Democrata e Comunista – enquanto ao mesmo tempo não se alienando dos votos dos eleitores da classe média.

{Joseph Goebbels discursa no jardim de Lustgarten, Berlim, 1932
Fonte: Wikipedia português/ Bundesarchiv, Bild 119-2406-01 / CC-BY-SA 3.0}

            Esta estratégia foi talvez mais severamente testada durante a greve dos trabalhadores de transportes de Berlim em 1932, a qual paralisou os sistemas de transporte de ônibus, de ferrovia e de metrô. Somente os nacional-socialistas e comunistas apoiaram os trabalhadores na greve contra o governo da cidade, o qual era controlado pelo Partido Social Democrata. O resultado foi uma estranha aliança temporária “nazi-comunista” que alarmou a classe média alemã.

            Goebbels não perdeu nenhuma oportunidade para o humor, sarcasmo ou zombaria. Quando o governo Social Democrata baniu o uso dos uniformes pelos stormtroopers de camisa parda – sua milícia paramilitar de cidadãos – Goebbels zombou do banimento por ter a marcha pública de seus homens fantasiados com cartolas, chapéus de papel, e demais itens semelhantes. Outro golpe que ele dirigiu foi um “debate” com o Chanceler Heinrich Brüning. Por causa que Brüning recusou-se a participar, Goebbels “debateu” com uma cadeira vazia, respondendo – ao estilo Rush Limbaug – à uma gravação fonográfica de um discurso então proferido pelo Chanceler. Com astúcia e sarcasmo, Goebbels ironizou categoricamente seu oponente invisível – para gargalhadas do público em massa. Os Berlinenses amaram tais espetáculos audaciosos, e mostraram seu apreço nas urnas. Em maio de 1928 Goebbels foi eleito deputado para o parlamento alemão (Reichstag), e seus meses depois foi eleito para o conselho da cidade.

            Em 1929 Hitler nomeou ele como diretor de propaganda para todo o Partido Nacional Socialista. Um exigente cargo de considerável responsabilidade. A despeito da formidável e algumas vezes violenta oposição – os oradores do partido eram rotineiramente banidos, por exemplo, e a voz de Hitler não era permitida nas rádios germânicas – o movimento Nacional Socialista cresceu rapidamente durante este período. Em 1932 o partido de Hitler tinha se tornado o mais importante da Alemanha, com uma facção de longe a maior do Reichstag.

            A vasta propaganda do partido e o império editorial – supervisionado por Goebbels – incluía 120 jornais diários ou semanais regularmente lidos por cerca de um milhão de pessoas através do país. Com uma distintamente jovial liderança, o movimento Nacional Socialista era especialmente popular entre os jovens alemães. Por exemplo, no momento em que Hitler tornou-se Chanceler, os nacional-socialistas já tinham conquistado completamente o conselho de eleições dos estudantes nas universidades alemãs.

            Em 30 janeiro de 1933, o Presidente Paul von Hindenburg nomeou Hitler como Chanceler, confiando no veterano da Primeira Guerra Mundial de 43 anos de idade para governar uma nação devastada economicamente e a beira de guerra civil. Seis semanas após a “tomada de poder” nacional-socialista, Goebbels, com então 35 anos de idade, foi nomeado “Ministro de Propaganda e Esclarecimento Popular do Reich.” Nesta posição, e como presidente da “Câmara de Cultura do Reich” (Reichskulturkammer), ele exerceu vasto controle sobre as rádios, filmes, jornais, imprensa periódica e publicação de livros germânicos, bem como da vida cultural da nação.

{Famosa foto de Goebbels, durante discurso em 1934 em Berlim
Fonte Wikipedia em espanhol / Bundesarchiv, Bild 102-17049 / Georg Pahl / CC-BY-SA 3.0}

            Durante os primeiros anos da Segunda Guerra Mundial, 1939 a 1942, o trabalho de Goebbels como Ministro de Propaganda era relativamente fácil. Com uma sequência quase ininterrupta de vitórias militares germânicas e do Eixo, manter a moral do público não era difícil. Seu maior desafio veio durante os dois anos finais da Guerra, com os exércitos alemães sofrendo cada vez mais terríveis reveses militares, suas grandes cidades desmoronando em ruínas sobre a crescente tempestade de bombas inglesas e americanas, e com a derrota total iminente. Foi durante este período que Goebbels mais dramaticamente provou suas habilidades como um mestre modelador da opinião pública. Apesar da situação que piorava drasticamente – tanto na frente de batalha quanto no próprio território – em grande parte ele foi bem-sucedido em manter a moral pública, a confiança na liderança de Hitler, e mesmo a esperança.

            Embora o historiador alemão Helmut Heiber pinte um retrato altamente crítico e geralmente com omissões importantes na biografia que escreveu, Goebbels (New York, Hawthorn, 1972), ao mesmo tempo, ele reconhece os talentos e pontos fortes de Goebbels.

            Ele observa: 
[Goebbels] foi capaz, até o último minuto, de encorajar e explorar uma confiança cega em Hitler e seu gênio. Na verdade, um dos fenômenos do Terceiro Reich que mesmo em sua agonia a massa do povo germânico permaneceu dócil e fiel a bandeira de Hitler... Apesar de tudo o que tinham experimentado, eles mantiveram a fé. [p. 133].
            Após a grande derrota em Stalingrado no início de fevereiro de 1943, Goebbels foi o primeiro oficial a reconhecer abertamente a seriedade do perigo que encarou a nação e a Europa, e francamente, admitiu que a Alemanha poderia perder a guerra.

            Provavelmente o mais bem conhecido discurso de seus tempos de guerra, foi o brilhantemente elaborado discurso “Total War” de 18 de fevereiro de 1943. Magistralmente entregue para um grande público no salão Sportpalast em Berlim, ele foi transmitido pela rádio nacional e seus trechos foram mostrado no semanário “Deutsche Wochenschau”. Falando do pós-batalha da catástrofe de Stalingrado, Goebbels salientou a dura verdade que uma catastrófica derrota era uma real possibilidade, e concluiu com um apelo vibrante para a mobilização nacional. (A economia nacional da Alemanha estava ainda operando em grande parte em bases de tempos de paz, com fábricas produzindo uma grande gama de bens não essenciais). Uma enorme faixa proclamou o slogan do comício “Guerra total, a mais curta das guerras.”

            A franqueza de Goebbels e mesmo a coragem lhe renderam uma medida de admiração popular. Escreve Heiber:
Ele compreendeu o valor de admitir os revezes e mesmo, de vez em quando, erros; sua disponibilidade para ser assim “cândido” foi um tipo de sinal infalível em sua audiência - “Olhe, eu levo você a sério. Vamos ser francos um com o outro” - e lhe permitiu enredá-los ainda mais. O resultado foi que posteriormente, depois de 1943, depois que ele pegou emprestado o tema de Churchill “sangue, suor e lágrimas”, as pessoas estavam prontas para acreditar no raio de esperança o qual ele astutamente deixou brilhar através da coloração sombria de seus discursos; [p. 134]
“Conforme outros influentes nazis começaram a rastejarem para suas conchas,” comenta Heiber, “Goebbels ousaria aparecer perante uma multidão e não somente ganhar a atenção, mas mesmo levantar a fé e a esperança...” [p. 134]
            Conforme a guerra se arrastava, os artigos editoriais da primeira página nos periódicos semanais com Das Reich desempenhavam cada vez mais um importante papel em sustentar a moral pública. Eles foram amplamente reproduzidos e rotineiramente lidos nas rádios. “Seus artigos no Das Reich,” reconhece Heiber, “eram de fato excelentes, brilhantemente escritos, e cheio de ideias brilhantes...” [p. 235]

            Heiber também observa:
Os artigos de Goebbels eram cuidadosamente elaborados mais de uma semana antes de aparecerem, escritos em excelente, polido alemão, estilisticamente agradável de bom gosto em seu conteúdo; frequentemente eles pareciam iluminados pela elevada sabedoria de um grande pensador. Muitos dos títulos de seus artigos eram reminiscentes de tratados filosóficos: “Sobre o Significado da Guerra”, “A Natureza Essencial das Crises”, “Sobre o Trabalho do Espírito”, “Sobre Falar e sobre Ser Silencioso”, “A Indispensabilidade da Liberdade”, “Sobre o Dever Nacional na Guerra”. … Eles eram todos muito bem ponderados e muito sólidos. Estes artigos causaram impressão, e Goebbels sabia disso. [p. 252]
            Infelizmente, pouco do que Goebbels escreveu e disse durante os últimos anos de guerra – quando ele estava no auge de seus poderes – tem sido traduzido para o inglês.

 Joseph Goebbels - Foto AKV -

            Uma das maiores realizações de Goebbels nos tempos de guerra foi sua exploração da história do massacre de Katyn. Em abril de 1943, os alemães descobriram em Katyn, próximo de Smolensk na parte ocupada da Rússia, uma cova coletiva de milhares oficiais poloneses que tinham sido feito prisioneiros dos soviéticos em 1939, e baleados pela polícia secreta soviética em abril de 1940. Sob as ordens de Goebbels, os jornais alemães e revistas devotaram grande atenção na história, dando a elas semanas de cobertura detalhada, frequentemente na primeira página dos jornais e revistas. Seu tratamento astuto da história contribuiu significantemente para uma maior derrota política dos Aliados – o rompimento nas relações entre o governo soviéticos e o governo polonês no exílio. (Enquanto isso, os jornais oficiais americanos e britânicos apoiaram a mentira soviética que os alemães eram os responsáveis pela atrocidade.)
  
            Em adição a este trabalho como chefe propagandista da nação, durante a guerra Goebbels assumiu ainda maiores responsabilidades organizacionais e de decisões políticas, desempenhando um cada vez maior importante papel em manter o maquinário social e industrial da nação funcionando. Em fevereiro de 1942 Hitler confiou-lhe com especial autoridade para supervisionar a assistência para as pessoas assoladas pelos ataques aéreos aliados – um posto imbuído com uma importância como nunca antes, conforme os bombardeamentos aéreos sobre a Alemanha intensificavam-se regularmente.

            No verão de 1944, Hitler nomeou ele “Plenipotenciário do Reich para a Mobilização da Guerra Total.” Assim, durante os meses de catástrofe final da Guerra, Goebbels – junto com o Ministro de Armamentos Albert Speer – dirigiu os recursos humanos e materiais para a máxima produção de guerra, enquanto simultaneamente continuavam de alguma forma a operar a energia elétrica da nação e os recursos hidráulicos, sistemas de transportes e de telefone, abastecimento de alimentos e de combustível, escolas públicas, radiodifusão e publicação da imprensa diária. Esta façanha organizacional de manter os serviços essenciais sociais e da comunidade funcionando, enquanto ao mesmo tempo mantinham uma produção de armamentos num crescente ainda maior – apesar dos devastadores bombardeamentos aéreos e uma situação militar piorando cada vez mais – é um feito sem paralelo histórico.
“Nós temos nos tornado um povo na defensiva,” escreveu Goebbels no Das Reich de 11 de fevereiro de 1945 – onze semanas antes do fim. “Nós trabalhamos e nós lutamos, nós vagamos, nós deixamos nossos lares, nos sofremos e suportamos, e nós fizemos tudo isso com um silêncio digno o qual, no fim, irá levantar a admiração do mundo inteiro. A Europa pode muito bem-estar feliz que ela ainda possui um povo como tal. Hoje este povo é a salvação da Europa. Amanhã, portanto, ele irá ser o orgulho da Europa.”
            Seu discurso final, transmitido sobre o que restava de uma rede de comunicações esfarrapada foi emitido em 19 de abril de 1945. Conforme ele tinha feito em cada ano desde 1933, ele falou na véspera do aniversário de Hitler. Mesmo nesta ocasião, quando o terrível fim era reluzentemente óbvio para todos, Goebbels ainda falava com eloquência, paixão controlada, francamente reconhecendo a suprema gravidade da situação enquanto inspirava esperança. Ele não tinha perdido suas habilidades de despertar seus compatriotas com fervor bem como uma certa nobreza aparente. 

“Não se deixe você mesmo ficar desconcertado pelos clamores mundiais que irão agora começar,” ele encorajou em um carta escrita para seu enteado apenas alguns dias antes de sua morte. “Haverá um dia, quando todas as mentiras irão entrar em colapso sobre o próprio peso delas, e a verdade irá triunfar novamente.” Em seu testamento final escrito apenas algumas horas antes de  findar sua vida, Hitler nomeou Goebbels como seu sucessor como Chanceler – um tributo para a inalterável lealdade mesmo no amargo fim. Mas Goebbels manteve esta vazia posição por apenas algumas poucas horas. Depois ele e sua esposa tiveram seus seis filhos colocados à morte, e com as tropas soviéticas apenas a algumas centenas de metros de distância, no entardecer de 1° de maio de 1945, Joseph e Magda Goebbels colocaram um fim em suas vidas no pátio exterior do Füherbunker.

            Contrário à crença popular, Goebbels foi um bem sucedido propagandista não porque ele foi um mestre da “Grande Mentira,” mas mais como resultado de sua fidelidade para fatos e a verdade. Como observa o biógrafo Heiber:
“Goebbels estava certamente apto para celebrar sua política de informações como sendo não somente superior aos inimigos em seu caráter monolítico, mas também devido a uma ‘seriedade e credibilidade’ a qual ‘simplesmente não pode ser ultrapassada.’ A jactância pode ser feita com alguma justificação: Vendo com amplitude, Goebbels predicou, a melhor propaganda é aquela a qual serve nada mais que a verdade.” [p. 254]
“As reais mentiras de Goebbels, suas mentiras conscientes, sempre se referiam a meros detalhes...”, escreve Heiber. “As mentiras de Goebbels eram mais na natureza daqueles equívocos e evasões pelo qual os porta-vozes governamentais em todos os lugares buscam ‘proteger’ o 'interesse nacional'.” [ps. 134, 135]
            É também comum imaginar que, embora habilidoso, Goebbels era pouco mais que um astuto resmungão que conquistou o apoio de seus compatriotas por apelas para as bases sentimentais de inveja, vingança, vaidade e arrogante orgulho. Esta visão, a qual implicitamente humilha os alemães como uma nação de deficientes emocionais e mentais, é especialmente difundida nos Estados Unidos. Se ele pensa sobre tudo isso, o típico americano imagina que se ele vivesse na Alemanha do Terceiro Reich, ele não iria engolir as “óbvias” mentiras de Goebbels.

{Joseph Goebbels (29 de Outubro de 1897 – Berlim, 1 de Maio de 1945)
 Fonte Wikipedia em português / Bundesarchiv, Bild 183-1989-0821-502 / CC-BY-SA 3.0}

            Tal ponto de vista é baseado em ignorância. Em seu clássico estudo, Propaganda (New York: Alfred A. Knopf, 1968; Vintage, 1973 [p. 54]), o acadêmico Jacques Ellul apontou que a imagem pós-guerra de Goebbels é ela própria uma propaganda de distorção:
“Nela permanece o problema da reputação de Goebbels. Ele vestiu o título de Grande Mentiroso (concedido pela propaganda Anglo-Saxônica) e ainda ele nunca parou de lutar para a propaganda ser tão acurada quanto possível. Ele preferiu ser cínico e brutal do que ser pego em uma mentira. Ele costumava dizer: “Todos devem saber qual é a situação.” Ele era sempre o primeiro a anunciar os eventos desastrosos ou situações difíceis, sem esconder nada O resultado foi uma crença geral entre 1939 e 1942 que os comunicados alemães não somente eram mais concisos, claros e menos confusos, mas eram mais verdadeiros que os comunicados Aliados (opiniões americanas e neutras) – e, além disso, que os alemães publicavam todas as notícias dois ou três dias antes dos Aliados. Tudo isto é tão verdade que depositar o título de Grande Mentiroso em Goebbels pode ser considerado completamente um sucesso de propaganda.”

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander






Fonte: The Journal of Historical Review, Janeiro-Fevereiro de 1995 (Vol. 15, N° 1), páginas 19 – 21.


Sobre o autor: Mark weber é um historiador americano, escritor, palestrante e analista de questões atuais. Ele estudou história na Universidade de Illinois (Chicago), na Universidade de Munique (Alemanha), e na Portland State University. Ele possui um mestrado em História Europeia da Universidade de Indiana. Desde 1995 ele tem sido diretor do Institute for Historical Review, um centro independente de publicações, educação e pesquisas de interesse público, no sul da Califórnia, que trabalha para promover a paz, compreensão e justiça através de uma maior consciência pública para com o passado.

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