domingo, 30 de agosto de 2026

{URSS e o terrorismo judaico-bolchevique} Bolcheviques judeus e assassinatos em massa: Rozalia Zemlyachka e os judeus responsáveis pelo banho de sangue na Crimeia, 1920 - parte 1 - introdução - por Karl Nemmersdorf

 

 Karl Nemmersdorf


O fato de que esquadrões itinerantes de terroristas judeus — ateus, cheios de ódio e movidos por um espírito de vingança — liquidaram milhões de pessoas ao longo de um período três vezes maior do que a duração do Terceiro Reich coloca a história do século XX em uma perspectiva muito mais clara. … Em 15 de novembro, tropas vermelhas entraram em Sebastopol “lideradas por um carro blindado que ostentava o emblema da estrela vermelha e, em letras vermelhas garrafais, a palavra ‘Anticristo’ — um gesto muito característico dos comissários judeus nos primórdios do regime comunista”.

 

Introdução

É bem conhecido, em certos círculos, que judeus foram responsáveis ​​por uma longa lista de atrocidades na União Soviética. A magnitude pura e simples das atrocidades cometidas naquela época é estarrecedora. Entre 1917 e 1953, milhões de russos sofreram prisões, torturas e assassinatos; outros milhões pereceram no Gulag; e mais milhões ainda morreram em fomes provocadas pelo Estado. Entre os responsáveis ​​por esses horrores, havia muitos judeus.*1 Ainda, a conexão entre perpetradores específicos e crimes específicos é frequentemente vaga.1 Este artigo visa delinear a conexão entre um determinado grupo de judeus e um massacre particularmente notório: aquele ocorrido na Crimeia no final de 1920. Como antecedente, nós daremos uma olhada na carreira de uma das principais figuras dessa tragédia: uma bolchevique extremamente fanática chamada Rozalia Zemliachka. Essa mulher, uma comunista de linha dura e odiosa, teve uma longa carreira revolucionária. Ela ingressou no movimento ainda jovem, em 1896, juntou-se à facção bolchevique de Lenin, participou das revoluções de 1905 e 1917, atuou como comissária política de exércitos durante a Guerra Civil Russa e, mais tarde, prosperou sob o regime de Stalin, que se alinhava perfeitamente às suas próprias convicções. Ela recebeu as mais altas honrarias do Estado e morreu de causas naturais — um feito notável para a época — em 1947. Foi sepultada na Praça Vermelha, ao lado de outras figuras de destaque do regime. Ela executou o massacre que é objeto deste ensaio em 1920, ao final da Guerra Civil Russa, quando Lenin a enviou à Crimeia — acompanhada por um grupo de outros judeus de alto escalão — para liquidar elementos hostis ao poder comunista. Historiadores estimam que o número de mortos, em apenas alguns meses, ultrapassou 50.000 pessoas. Analisemos, então, esse grupo implacável de judeus comunistas e a grande tragédia que infligiram ao povo da Crimeia.

 

Rozalia Zemlichka

Primeiros anos. Rozalia Samoilovna Zalkind, que mais tarde adotou o pseudônimo clandestino Zemliachka (“compatriota”), nasceu em 1876 em uma família judaica.2 Seu pai, Samuil Markovich Zalkind, era um rico mercante radicado em Kiev. A família simpatizava com o crescente movimento revolucionário russo — que era, em grau notável, judaico3 — e todos os filhos e filhas aderiram a partidos revolucionários.4 Quando o czar Alexandre II foi vítima, em 1881, de uma conspiração na qual uma mulher judia desempenhou um papel fundamental5, a família Zalkind aprovou o assassinato e pode ter tido alguma conexão distante com os regicidas. “Mais tarde naquele ano, a polícia revistou a casa deles em busca de panfletos ilegais.”6 Ainda jovem, Rozalia testemunhou a prisão de dois de seus irmãos por atividade revolucionária.7

 Rozalia Zemlyachka (1876-1947) como uma jovem revolucionária, atraente e feminina.

Rozalia frequentou o ginásio em Kiev, concluindo os estudos aos quinze anos. Nessa época, a revolucionária precoce, sob a influência de seus irmãos mais velhos, já se via como populista, mas logo migrou para o marxismo, debruçando-se sobre os requeridos textos. É muito provável que ela tenha feito essa mudança porque o movimento populista*2 enfatizava uma ligação com a cultura russa e com os camponeses; como judia, ela provavelmente simpatizava muito mais com o modelo marxista internacionalista e “científico”. Ela também havia identificado os trabalhadores industriais como mais propensos do que os camponeses a se engajarem na destruição da ordem existente.8 Assim como Marx e muitos outros radicais, ela partiu do imperativo da revolução para a condição dos trabalhadores, e não vice-versa.9

 

Trajetória Revolucionária

Seu pai a enviou a Lyon para estudar medicina, mas, em 1896, ela já estava de volta à Rússia; as fontes conflitam sobre se ela chegou a obter o diploma. Ela comprometeu-se de corpo e alma ao movimento revolucionário. Naquele ano, ela “estreou como marxista”. Falou em uma reunião clandestina sobre “o movimento operário na Europa Ocidental”. Pouco depois ela foi presa e encarcerada, período em que estudou o marxismo com ainda mais afinco. Assim tinha começado a carreira de Zemliachka como social-democrata.”10 (O Partido Operário Social-Democrata Russo viria a se tornar, mais tarde, o Partido Bolchevique.) Ela passou mais de dois anos na prisão (1899–1901) e saiu de lá uma comunista convicta e endurecida — uma postura da qual, ao que tudo indica, jamais vacilou. Cultivava uma personalidade implacável e usava o pseudônimo Tverdokamennaia, que significa “Dura como uma rocha”. Outro codinome que utilizava era “Demônio”, o que leva a questionar o que a alma daquela jovem mulher estava experimentando.11

Não demorou muito para que ela chamasse a atenção de Nadezhda Krupskaya,*3 esposa de Lênin, que ajudava a coordenar as operações do Partido. Lev Bronshtein — que logo passaria a adotar o nome “Trotsky” — havia enviado um relatório elogioso sobre sua amiga Rozalia, exaltando seu temperamento e energia revolucionários, embora ressalvasse que ela era dominadora e carecia de tato. Krupskaya (o casal Lênin estava exilado na Europa Ocidental, visto que o Partido era ilegal na Rússia) enviou Rozalia para organizar o grupo clandestino do Partido em Odessa. Logo, Zemliachka tornou-se uma liderança na clandestinidade. Em março de 1903, o comitê do Partido em Odessa estava firmemente sob o controle do [grupo pró-Lênin], e ela tinha sido eleita delegada para o próximo Segundo Congresso do Partido... Zemliachka revelou-se uma figura de comando, enérgica e de trabalho duro.12

O amigo de Zemliachka, Lev Bronshtein-Trotsky (1879-1940)

Em meados de 1903, Zemliachka participou do fatídico Segundo Congresso do Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR), em Bruxelas. (O congresso de fundação ocorrera em 1898, em Minsk, essencialmente sob os auspícios do Bund Trabalhista Judaico,*4 que era, de longe, a maior organização socialista da Rússia. Quatro dos nove delegados daquele congresso eram judeus.) Dos quarenta e três delegados presentes ao Segundo Congresso, vinte eram judeus.13 Pelo menos até ser deportada pela polícia belga, Zemliachka pôde encontrar Lênin e Krupskaya e participar dos debates, nos quais apoiou a ideia — decididamente não marxista — de Lênin de formar um pequeno grupo conspiratório de revolucionários profissionais para “conduzir” as massas trabalhadoras a beber da fonte correta: a revolução violenta. A intransigência de Lênin nesse ponto levou a uma ruptura amarga com os moderados marxistas mais ortodoxos, que ficaram conhecidos como mencheviques (“a minoria”).14 Lênin aproveitou uma votação favorável durante os debates para proclamar sua facção como a dos bolcheviques, “a maioria.” A divisão entre os dois grupos tornou-se permanente, e Zemliachka comprometeu-se plenamente com Lênin. Outros aderindo a Lênin foram Josef Stalin, Yakov Sverdlov e Lev Kamenev (cujo nome verdadeiro era Rosenfeld), três homens destinados a desempenhar papéis importantes. Trotsky, no entanto, afastou-se com os mencheviques e depois seguiu seu próprio caminho (ele era notoriamente arrogante) até unir forças com Lênin pouco antes da Revolução Bolchevique de novembro de 1917.

Após o Congresso, o Comitê Central cooptou-a como membro, demonstrando sua nova proeminência. Ela foi uma das mais importantes bolcheviques a atuar na Rússia como agente de Lênin. Realizou trabalho político em São Petersburgo e participou de reuniões de bolcheviques na Suíça e em Londres. Impôs-se com firmeza nos debates sobre diretrizes nessas reuniões, defendendo medidas mais enérgicas para fortalecer o Partido e acelerar a revolução, sem hesitar em falar de forma incisiva com aqueles de quem ela discordava.15 Enquanto isso, a Revolução de 1905 ganhava força.*5 Após uma discussão com membros do partido em São Petersburgo, Rozalia mudou-se para Moscou e tornou-se secretária do Comitê do Partido de Moscou, o que a colocou entre os principais bolcheviques da cidade. Ela se opôs a um levante por acreditar que ele fracassaria, mas, quando uma greve que evoluiu para revolta teve início em dezembro, ela “lutou nas barricadas” e empregou bondes blindados na luta inútil contra as poderosas forças governamentais enviadas para restaurar a ordem.16 (As fontes sobre Zemliachka são frustrantemente escassas; até mesmo Barbara Evans Clements, que recorreu a fontes russas, fornece poucos detalhes: “lutou nas barricadas” é tudo o que sabemos. Um artigo em russo afirma que ela disparou armas no curso da revolta.17)

Na repressão governamental que se seguiu, Zemliachka foi presa e encarcerada em São Petersburgo. Ela contraiu tuberculose (doença que vitimara seu marido, Schmuel Berlin, em 1902) e um problema cardíaco, levando o governo a conceder-lhe a libertação por motivos de saúde. Ela então partiu para o exterior (1909), onde permaneceu — até a eclosão da Primeira Guerra Mundial – principalmente na Suíça. Barbara Evans Clements afirma que ela evitou qualquer contato com outros revolucionários exilados (milhares dos quais estavam na Europa Ocidental), mas outra fonte indica que ela trabalhou em estreita colaboração com Lênin.18 Ela “estava profundamente deprimida com o desfecho das revoltas de 1905 e culpava seus camaradas que, em sua opinião, haviam desperdiçado as grandes oportunidades oferecidas por aquele ano revolucionário...”19 Ela só retornou à Rússia em 1914, retomando quietamente suas atividades partidárias em Moscou.

Após a Revolução de Fevereiro de 1917 derrubar o Czar, ela apoiou as exigências radicais de Lênin por “todo o poder aos sovietes” e pela retirada imediata da guerra contra a Alemanha. Naquela época, praticamente todos os socialistas, incluindo a maioria dos bolcheviques, presumiam que o objetivo era apoiar o novo Governo Provisório democrático*6 e preparar a convocação de uma Assembleia Constituinte para formar uma república constitucional. Isso representaria (na teoria marxista) a “revolução burguesa” de que a Rússia — com seu parque industrial ainda incipiente — necessitava para desenvolver um sistema capitalista avançado e abrir caminho para o confronto dialético marxista entre os “trabalhadores oprimidos” e os “capitalistas”. No entanto, tal processo poderia levar décadas, e Lênin não estava disposto a esperar; tampouco estavam Trotsky e Zemliachka. Eles percebiam que o Governo Provisório era fraco e que o poder estava ao alcance de quem o tomasse. A ênfase predominante que davam ao dogma marxista em seus escritos e discursos evaporou-se assim que vislumbraram a possibilidade de assumir o poder. “Em meados do verão, [Rozalia] instava o comitê do partido em Moscou a reunir armas e organizar uma milícia, preparando-se para a tomada do poder.”20 Lênin e Trotsky pressionaram os bolcheviques reticentes em Petrogrado a fazerem o mesmo. Assim que Trotsky tomou o poder em Petrogrado, naquele mês de novembro, os bolcheviques em Moscou prepararam um golpe, constituindo um Comitê Militar-Revolucionário (nos moldes do de Petrogrado) para liderá-lo. O secretário do Comitê era Arkady Rozengolts, que parece ter desempenhado o papel principal na insurreição.21 Zemliachka liderou a tomada de controle em um dos distritos da cidade (novamente, sem detalhes). Após alguns dias de combates, eles venceram os pequenos destacamentos que defendiam o Governo Provisório, e as duas principais cidades da Rússia caíram nas mãos dos bolcheviques, em grande parte através da iniciativa judaica.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Continua...

Notas

*1 Fonte utilizada por Karl Nemmersdorf: Stalin’s Jews, por Sever Plocker, 21 de dezembro de 2006, Ynetnews.com.

 http://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-3342999,00.html

{Traduzido ao português como:

- Os judeus de Stalin – parte 1 - artigo de Sever Plocker, 17 de março de 2025, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2025/03/os-judeus-de-stalin-parte-1-artigo-de.html }

1 Nota de Karl Nemmersdorf: Por exemplo, muitos asseveram que “os judeus” foram responsáveis ​​pelo Holodomor ou pelo massacre de oficiais poloneses em Katyn. Eu não duvido que judeus tenham estado envolvidos nesses episódios — Lazar Kaganovich e Leonid Raikhman, respectivamente, é claro —, mas a documentação é escassa no que diz respeito a outros além das figuras principais. Um exemplo de massacre bem documentado envolvendo judeus é o assassinato do czar e de sua família — sendo os autores Sverdlov, Goloshchekin, Yurovsky, etc.

2 Nota de Karl Nemmersdorf: A família era certamente judaica; as fontes são unânimes.

3 Nota de Karl Nemmersdorf: Uma leitura atenta da obra Jews and Revolution in Nineteenth Century Russia, de Erich Haberer (Cambridge University Press, 2004), demonstrará amplamente esse fato.

4 Nota de Karl Nemmersdorf: Barbara Evans Clements, Bolshevik Women (Cambridge University Press, 1997), p. 37.

5 Nota de Karl Nemmersdorf: A saber, Hesia Helfman. Veja Haberer, Jews and Revolution in Nineteenth Century Russia, pp. 198-199.

6 Nota de Karl Nemmersdorf: Barbara Evans Clements, Bolshevik Women, pp. 23-24. Clements levanta a hipótese de que a família talvez tivesse algum vínculo com os assassinos.

7 Nota de Karl Nemmersdorf: Kazimiera Janina Cottam, Women in War and Resistance: Selected Biographies of Soviet Women Soldiers (Nepean, Canada: New Military Publishing, 1998), p. 426.

*2 Fonte utilizada por Karl Nemmersdorf: Russia's Populists, por Robert Wilde,13 de fevereiro de 2019, Thoughtco.

https://www.thoughtco.com/russias-populists-1221803

8 Nota de Karl Nemmersdorf: Barbara Evans Clements, Bolshevik Women, p. 24.

9 Nota de Karl Nemmersdorf: Arthur Rosenberg, o historiador marxista alemão, afirma: “Marx não partiu da miséria dos trabalhadores para a necessidade da revolução, mas da necessidade da revolução para a miséria dos trabalhadores” (The History of Bolshevism, Oxford University Press, 1934, p. 24). Entre os radicais da Nova Esquerda americana, isso era um segredo aberto, materializado no slogan: “a questão não é a questão”.

10 Nota de Karl Nemmersdorf: Barbara Evans Clements, Bolshevik Women, p. 24.

11 Nota de Karl Nemmersdorf: Karl Marx, o novo ídolo de Rozalia, também se debruçou sobre imagens e temas demoníacos. Quando ele tinha apenas dezoito anos, seu pai, atormentado, perguntou-lhe em uma carta: “Esse seu coração, meu filho, o que o aflige? Estaria ele sendo governado por um demônio?” Veja Paul Kengor, The Devil and Karl Marx (Tan Books, 2020), capítulos 2 a 4.

*3 Fonte utilizada por Karl Nemmersdorf: Nadya Krupskaya: the Russian revolutionary, por Vashna Jagarnath, 3 dezembro 2017, The Conversation.

https://theconversation.com/nadya-krupskaya-the-russian-revolutionary-88259

12 Nota de Karl Nemmersdorf: Barbara Evans Clements, Bolshevik Women, p. 76.

*4 Fonte utilizada por Karl Nemmersdorf: vocábulo Bund, Jewish Virtual Library.

https://jewishvirtuallibrary.org/bund

13 Nota de Karl Nemmersdorf: Arno Lustiger, Stalin and the Jews: The Red Book (Enigma Books, 2003), p. 17. Pelo menos um outro delegado tinha sangue judaico: seu avô materno chamava-se Israel Moses Blank. Eu falo de Lênin, naturalmente.

14 Nota de Karl Nemmersdorf: Os principais líderes dos mencheviques eram judeus: Julius Martov (nome verdadeiro Tsederbaum), Fedor Dan (nome verdadeiro Gurvich) e Pavel Axelrod. A Wikipédia lista oito fundadores ou membros mais importantes da facção menchevique, e cinco deles eram judeus. Os outros eram Trotsky e Alexander Martinov (nome real Pikker).

15 Nota de Karl Nemmersdorf: Barbara Evans Clements, Bolshevik Women, pp. 76-78.

*5 Fonte utilizada por Karl Nemmersdorf: Russian Revolution of 1905, Britannica.

https://www.britannica.com/event/Russian-Revolution-of-1905

16 Nota de Karl Nemmersdorf: Barricadas: Barbara Evans Clements, Bolshevik Women, p. 79. Bondes blindados: Richard Stites, The Women’s Liberation Movement in Russia: Feminism, Nihilism, and Bolshevism, 1860-1930 (Princeton University Press, 1991), p. 275.

17 Nota de Karl Nemmersdorf: Pyotr Romanov, Демон по имени Розалия Самойловна (“A Demon Named Rozalia Samoilovna”). Acessado em 20 de maio 2025. https://ria.ru/20180817/1524692966.html

18 Nota de Karl Nemmersdorf: Universal Jewish Encyclopedia, Isaac Landman, editor. 1943. “Zemlyachka, Rozalia.”

19 Nota de Karl Nemmersdorf: Barbara Evans Clements, Bolshevik Women, p. 79.

*6 Fonte utilizada por Karl Nemmersdorf: Provisional Government, por Siobhan Peeling, 1914-1918 – International Encyclopedia of the First World War.

https://encyclopedia.1914-1918-online.net/article/provisional-government/

20 Nota de Karl Nemmersdorf: Barbara Evans Clements, Bolshevik Women, p. 142.

21 Nota de Karl Nemmersdorf: Yuri Slezkine, House of Government, pp. 138-139.

Fonte: Jewish Bolsheviks and Mass Murder: Rozalia Zemliachka and the Jews Responsible for the Bloodbath in Crimea, 1920, por Karl Nemmersdorf, 30 de junho de 2025, The Occidental Observer.

https://www.theoccidentalobserver.net/2025/06/30/jewish-bolsheviks-and-mass-murder-rozalia-zemliachka-and-the-jews-responsible-for-the-bloodbath-in-crimea-1920/

Sobre o autor: Karl Nemmersdorf é um escritor que contribui com artigos no The Occidental Observer, sob pseudônimo em decorrência dos riscos de coerção por exposição de temas de alta polêmica.

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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

{Investigação e metodologia histórica cada vez mais necessárias sobre o alegado holocausto} Carta de Berlim - por Otto Kanold e Mark Weber

 

Mark Weber


Eu ouvi falar pela primeira vez sobre a sua Conferência Revisionista em um relato bastante breve, de duas páginas, na edição 3/79 da Bauernschaft (outubro de 1979), publicada pelo meu amigo Thies Christophersen (D 2341 Mohrkirch). Eu vi um relato mais completo no South African Observer (Caixa Postal 2401, Pretória, África do Sul; novembro de 1979, pp. 11-15), publicação a qual eu recebo por via aérea.

Eu tenho conhecido vários dos participantes do seu encontro há alguns anos — alguns deles pessoalmente. Acima de tudo, eu troquei correspondência, nas décadas de 1950 e início da de 1960, com o ilustre Harry Elmer Barnes. Ele incentivou David L. Hoggan, autor de Der Erzwungene Krieg — livro que foi imediatamente condenado na Alemanha. Barnes também providenciou a tradução da obra para o alemão. Nós, alemães, devemos, acima de tudo, gratidão e respeito ao Prof. Barnes, pois, há mais de 50 anos, ele deu uma contribuição muito importante para refutar a mentira sobre a culpa da primeira guerra imputada ao Reich e ao povo alemães.

Eu possuo uma tradução em alemão de sua obra, Die Entstehung des Weltkrieges (The Origin of the World War), publicada em 1928 pela Deutsche Verlagsanstalt (Stuttgart, Berlim e Leipzig). Eu ainda estava na escola quando as potências vitoriosas impuseram a assinatura da paz ditada de Versalhes, mantendo o bloqueio de fome contra a Alemanha — que vitimou 100.000 crianças alemãs mesmo após o armistício de 11 de novembro de 1918 — e extorquindo da Alemanha o reconhecimento de culpa (Artigo 231) pela (Primeira) Guerra Mundial. Naturalmente, o governo do Reich e toda a opinião pública alemã já haviam empreendido uma campanha moral em escala mundial contra essa mentira da culpa pela guerra.

De volta aquele então, todas as facções do nosso povo estavam unidas na necessidade urgente de resistir ou refutar a mentira da culpa pela guerra contida no Artigo 231 do “tratado” de Versalhes. Sob a liderança ativa dos governos do Reich, independentemente de partido político, essa resistência foi conduzida sobre os fundamentos da ciência histórica. Historiadores alemães e estrangeiros trabalharam em conjunto; entre estes últimos, Harry Elmer Barnes foi o maior e mais importante. O governo do Reich, à época, prestou-lhe grandes honras e — fato significativo — ficou comprovada a inocência em relação à mentira da culpa pela guerra propagada pelas potências vitoriosas do Kaiser Guilherme II, uma personalidade de ideologia muito distinta da do governo republicano (“Weimar”). Em 18 de setembro de 1927, o presidente do Reich, Paul von Hindenburg — homem que, como Marechal de Campo, havia libertado a Prússia Oriental da ocupação russa na Batalha de Tannenberg, no início da Primeira Guerra Mundial —, denunciou solenemente, perante o mundo inteiro, a mentira de Versalhes sobre a culpa pela guerra. Barnes havia sido o arauto dessa causa!

Desde então, essa denúncia tem sido provada inúmeras vezes condizente com a verdade histórica e obteve reconhecimento internacional.

Nós, alemães, temos, portanto, uma “experiência” (bem-sucedida!) no combate a mentiras! Mas quão diferente é a situação hoje. Antes de tudo, ainda não foi celebrado um “tratado de paz” com a Alemanha. Em vez disso, perdura um estado de armistício. Pois, durante e após a Primeira Guerra Mundial, a “opinião pública” mundial tornou-se cem vezes mais “refinada” e assumiu a sua forma mais virulenta. Os tratados com as potências ocidentais levaram à criação da República Federal da Alemanha e levaram o Prof. Theodor Eschenburg, da Universidade de Tübingen (já aposentado), a declarar que “a tese da culpa exclusiva da Alemanha pela Segunda Guerra Mundial é o fundamento de toda a política de Bonn”. Assim, Bonn coloca uma ideologia baseada na tese da “libertação” do Nacional-Socialismo acima da verdade histórica. Que contraste em relação a “Weimar”!

“Uma costura dupla segura melhor”, dizemos nós. A essa mentira somou-se a mentira sobre os seis milhões de judeus mortos, que parece ser o tema principal da sua conferência.

A mentira dos seis milhões foi planejada muito antes do que imaginam muitos dos mais entusiastas daqueles que a combatem. O mesmo ocorreu com a máquina de propaganda mundial que, hoje — particularmente na Alemanha —, consolida a mentira cada vez mais. Veja a fotocópia anexa de Gefesselte Justiz/Die Krankheit Unserer Zeit (Chained justice — the Sickness of our Times) {Justiça Acorrentada — A Doença de Nosso Tempo}, do Prof. Dr. Friedrich Grimm. Ele relata uma conversa com um propagandista inimigo (que provavelmente era Sefton Delmer). Todos devem levar isso de coração e levar em consideração se quiserem que haja alguma defesa bem-sucedida contra a mentira da culpa pela Segunda Guerra Mundial e a mentira dos seis milhões.

Os poderes quem mentem têm aprendido a lidar com a derrota sofrida em sua tentativa de falsificar a história após a Primeira Guerra Mundial. Portanto, em resposta aos seus métodos imensamente mais sofisticados, devem ser encontrados e aplicados métodos igualmente novos e eficazes em defesa da verdade.

Eu devo mencionar que os “palcos” onde se desenrolam os esforços de resistência contra a mentira dos “seis milhões” incluem a repressão, a perseguição e outras medidas semelhantes contra indivíduos que lutam pela verdade. A fotocópia anexa, extraída do jornal Die Welt de 31 de outubro de 1979, relata o que talvez seja a mais recente dessas iniciativas: “Em uma decisão fundamental, a Suprema Corte Federal definiu o ato que constitui difamação: Qualquer que determine o genocídio como fictício...”

Deve haver também uma maneira de enfrentar judicialmente a alegação (a qual é aparentemente não explicada em detalhe na decisão) de que a documentação relativa ao extermínio de milhões de judeus é “avassaladora”. É verdade que, como um homem simples do povo e — conforme mencionado antes — alguém que não pertence ao meio acadêmico, eu não posso aconselhar sobre a melhor forma de proceder a esse respeito.

Em qualquer caso, nós, alemães, teremos de contar ainda mais com os esforços de combatentes não alemães pela verdade do que ocorreu após 1918-19. Especialmente por não estarem sujeitos às restrições impostas aos historiadores alemães, as verdades que eles apresentam não devem apenas ser publicadas, mas também disponibilizadas aos mais amplos círculos possíveis na Alemanha, utilizando-se os métodos e técnicas mais adequados a esse povo (o que implica atentar para detalhes como o formato do livro, as melhores traduções possíveis para o alemão, etc.).

Um método realmente de movimento insidioso, atualmente em uso, é a prática bem conhecida de colocar no “Índice de escritos perigosos para a juventude” livros — de outra forma irrefutáveis ​​— que contrapõem a verdade histórica às alegações de Bonn (e, naturalmente, também de Berlim Oriental). Eles sabem muito bem quais são as consequências disso para as editoras. Além disso, em Bonn, acredita-se que essa inclusão de livros em listas restritivas esteja em harmonia com o Artigo 5º da nossa Lei Fundamental (Constituição) no que diz respeito à liberdade de expressão!! (Como indivíduo, eu não sei como lidar com essa situação.) Não obstante, por favor considere as seguintes reflexões e a possibilidade de colocá-las em efeito:

Há mais de 450 anos, a Igreja Católica incluiu a obra Sobre as Revoluções das Esferas Celestes — escrita pelo astrônomo (alemão) Nicolau Copérnico — no Index de livros proibidos. (Ele só permitiu a publicação pouco antes de sua morte, mas a obra há muito se tornara patrimônio comum de todas as pessoas cultas!) Essa proibição foi mantida por 300 anos. E mesmo quando Kepler reconfirmou a tese copernicana, um século mais tarde, a Igreja continuou a negá-la por séculos! Pode-se perguntar hoje: era realmente tão importante para a Igreja suprimir as descobertas de Copérnico? Afinal, tratava-se apenas de um erro (reconhecidamente explicável) mantido por séculos!! Hoje, no entanto, mentiras conhecidas são mantidas por meio de um Index — especificamente aquelas sobre milhões de judeus gaseados!

Uma mudança de técnica para pior: as mentiras sobre a culpa da guerra de 1918-19 contrastadas com aquelas de 1945, e a busca pela verdade de 450 anos atrás em contraste com a de hoje!

Mas isso também é evidência para a importância de utilizar novos métodos para enfrentar as mentiras! Durante os 30 anos passados, deveria ter sido possível fortalecer continuamente a resistência contra as mentiras; isso mostra, porém, que isso não deve tomar mais 300 anos até que os mentirosos capitulem!

Atenciosamente

Otto Kanold

 

Resumo do Anexo # 1

(Fotocópia das pp. 146-48 da obra Politische Justiz, do Prof. Dr. Friedrich Grimm, publicada pela primeira vez em 1953.)

O Prof. Grimm relata uma conversa ocorrida em 1945 com “um importante representante do outro lado (Aliado)” que “se apresentou como professor universitário de seu país.” Ambos discutiram a propaganda aliada sobre atrocidades cometidas pela Alemanha — propaganda que o professor aliado admitiu não era fatual. O professor aliado afirmou que a verdadeira campanha de propaganda sobre atrocidades começaria agora que a guerra havia terminado e seria progressivamente intensificada “até que ninguém jamais aceitasse uma palavra positiva sobre os alemães, até que qualquer vestígio de simpatia existente em outros países fosse completamente destruído e até que os próprios alemães ficassem tão confusos a ponto de não saberem mais o que estavam fazendo”.

 

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Resumo do Anexo # 2

(O artigo do jornal Die Welt, de 31 de outubro de 1979, contém trechos da decisão da Suprema Corte Federal (Bundesgerichtshof) concernindo a negação do “Holocausto.”)

O tribunal decidiu que “quem nega o assassinato de judeus no Terceiro Reich difama cada um deles. Tais declarações atingem, em primeiro lugar, as pessoas nascidas após 1945 que, sendo judias (integralmente ou em parte), teriam sido perseguidas no Terceiro Reich.” O tribunal também decidiu que declarações que negam o “Holocausto” não estão protegidas pelas garantias constitucionais de liberdade de expressão, pois tais declarações são falsas. “A documentação sobre o extermínio de milhões de judeus é avassaladora.”

O acusado neste caso afixou em uma parede um panfleto que classificava o “Holocausto” como uma “fraude sionista”. O acusado concedeu que alguns milhões de judeus poderiam ter sido mortos, mas alegou que as afirmações sobre seis milhões de judeus assassinados eram infundadas. O tribunal declarou que a ação do acusado foi difamatória, independentemente de quantos judeus tenham morrido, pois “atacou a imagem do ser humano como personalidade,” de maneira muito semelhante àquela praticada no “Terceiro Reich.” O tribunal decidiu ainda que, devido às Leis de Nuremberg (de preservação racial), que “privaram os seres humanos de sua individualidade... criou-se uma relação especial entre os judeus que vivem na República Federal (da Alemanha) e seus concidadãos. Nesse contexto, a ação (sob revisão) é relevante hoje.”

O tribunal decidiu também que deve ser considerado um “um fato concedido” que “existe uma responsabilidade moral especial de todos os outros” frente aos judeus. Essa responsabilidade é parte da dignidade de todo judeu, afirmou o tribunal. “Para a pessoa assim afetada, isso significa a continuidade da discriminação contra o grupo de seres humanos ao qual ele/ela pertence e, consequentemente, diretamente contra seu/sua própria pessoa...”

“A tentativa de justificar, atenuar ou negar esses eventos (o ‘Holocausto’) também significa desrespeito para com essa pessoa (afetada).”

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Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Letter From Berlin, por Otto Kanold & Mark Weber, The Journal for Historical Review, Volume 1, nº 2, Summer 1980.

https://ihr.org/journal/v01p141_kanold

Sobre os autores: Otto Kanold dirigia uma agência de publicidade para indústria de transporte e navegação na Berlim Ocidental.

Sobre o autor: Mark weber é um historiador americano, escritor, palestrante e analista de questões atuais. Ele estudou história na Universidade de Illinois (Chicago), na Universidade de Munique (Alemanha), e na Portland State University. Ele possui um mestrado em História Europeia da Universidade de Indiana. Desde 1995 ele tem sido diretor do Institute for Historical Review, um centro independente de publicações, educação e pesquisas de interesse público, no sul da Califórnia, que trabalha para promover a paz, compreensão e justiça através de uma maior consciência pública para com o passado. Foi por anos editor do The Journal for Historical Review. Em março de 1988, ele testemunhou por cinco dias no Tribunal Distrital de Toronto como uma testemunha especialista reconhecida na política judaica da Alemanha durante a guerra e na questão do Holocausto.

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sábado, 22 de agosto de 2026

Sobre os Usos da História - por Willis A. Carto

 

Willis A. Carto


(Apresentado na Conferência Revisionista de 1981)

Eu suponho que alguém pode tornar-se bastante pessimista e desanimado diante da maneira como a verdade objetiva é distorcida e escondida para propósitos de interesses políticos e econômicos; mas há uma lição profunda a ser aprendida com esse fato. Não há razão para desânimo se aprendermos, com a musa da História, como ela tem sido perseguida e maltratada durante sua vida eterna.

A distorção da história, quando tomada em seu contexto histórico, certamente não é um fenômeno novo nem recente; é tão antiga quanto a própria linguagem. Como Spengler, Yockey e muitos outros deixam bem claro, não existe — e nunca existiu — uma fronteira definida entre a história como fato e a história como mito. Na verdade, na maioria dos casos, é praticamente impossível determinar onde uma termina e a outra começa.

Hoje, é fácil para nós acreditar, como americanos do século XX, que as ilhas do Japão não foram realmente formadas por gotas caídas da espada do deus do sol; mas observemos o seguinte: é muito mais provável que rejeitemos essa crença não por ela ser inerentemente absurda, mas sim por ser japonesa — e nós não o sermos.

Em outras palavras, é a nossa cultura que condiciona nossas mentes a aceitar ou rejeitar fatos como história ou como mito — e não, em grande parte, os fatos objetivos em si mesmos, e se você tiver alguma dificuldade com esse conceito, pense na descoberta das placas de ouro por Joseph Smith, no milagre de Fátima ou até mesmo no nascimento virginal de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Como cristãos, nós temos nossa própria parcela de fatos históricos que estão sujeitos a dúvidas por parte de outros.

Na luz das necessidades da cultura, nós podemos ver claramente que a história como mito não é, necessariamente, algo ruim em si. O propósito histórico da cultura é proporcionar unidade a um povo, pois a unidade traz estabilidade, ordem e, talvez, progresso. É essencial que um povo concorde quanto a uma interpretação do passado — uma interpretação que, obviamente, deve retratá-lo como admirável, e não desprezível; superior, e não inferior; nobre e corajoso, e não ignóbil e covarde. A história deve ser um espelho de si mesmo; quando não o é, significa que foi distorcida. Assim, da dupla necessidade de possuir uma história e de torná-la uma boa história, os mitos nascem. É um processo tão antigo quanto a própria linguagem.

Então nós podemos ver que a distorção histórica nasce das necessidades da própria cultura. Talvez nós possamos relevar o mito japonês sobre a origem do Japão como uma história inofensiva que — juntamente com toda uma gama de outros mitos — serviu de base para o desenvolvimento do povo japonês e para o florescimento de uma das culturas mais magníficas do mundo. Para o melhor ou para o pior, os mitos históricos japoneses ajudaram a criar o Japão, assim como os mitos cristãos e judaicos ajudaram a criar a Europa e a América que nós conhecemos. O ponto é que nós devemos julgar o mito histórico julgando seus produtos históricos, e não pelo seu conteúdo de fatos objetivos. O qual é outra maneira de dizer que as mentiras históricas são a norma.

Agora que nós temos feito essa observação, por favor note que nós não temos dito, e nós nem dizemos que mentiras, por elas mesmas, são tudo o que se encontra na história. O que nós encontramos é uma mistura de mentira e fato. Por exemplo, nós sabemos o fato objetivo de que Abraham Lincoln está morto. Analisando mais de perto, nós temos motivos para acreditar que ele foi baleado à queima-roupa no Teatro Ford, na noite de 14 de abril de 1865, por John Wilkes Booth. Isso é o que nós sabemos. Nós achamos.

É o que nós não sabemos que preocupa os estudiosos revisionistas. A interpretação ortodoxa desse evento é que Booth era um sulista obstinado que vingou a derrota da Confederação. Talvez seja verdade, mas há um século existem especulações sobre quem mais poderia estar envolvido e — o mais importante de tudo — qual teria sido o verdadeiro motivo, se é que houve outro motivo além do ódio simples e direto de Booth.

Para o propósito da democracia, é bom que Booth continue sendo visto como um “assassino solitário” — e você já ouviu essa frase antes. Assim, uma interpretação mais incisiva do ato não desperta muito interesse no sistema político estabelecido, exceto por permitir especulações ociosas de que Booth não foi morto por seus perseguidores, mas viveu o resto da vida roubando trens sob o pseudônimo de Jesse James.

Ora, não é realmente significativo para o nosso destino se Jesse James era ou não John Wilkes Booth. Tais curiosidades rendem bons livros, filmes e histórias, pois servem mais para entreter do que para instruir. A questão adentra no mítico — e por um lado inofensivo, vale ressaltar, visto que mitos podem ser prejudiciais, inofensivos ou até mesmo benéficos. A dúvida sobre a verdadeira identidade de Booth é aquele tipo de questão enganosa que serve para entreter produtores de Hollywood, cartunistas e historiadores do sistema político estabelecido, mas que carece totalmente de relevância quando nós consideramos os motivos de maior peso que podem ter figurado o evento.

Tem sido sussurrado por muitos anos que o assassinato de Lincoln resultou lucros bilionários para banqueiros determinados a impedir que a emissão de Greenbacks — papel-moeda emitido pelo governo ao custo de nenhum juros para os contribuintes, em vez de cédulas emitidas por bancos privados mediante cobrança de juros — se tornasse uma prática nacional; tal prática teria custado aos banqueiros não apenas lucros monetários, mas também o controle sobre a política econômica e governamental. E eu digo “sussurros” porque a quantidade de livros que levantam questões como essas — em comparação com o volume de livros os quais falham em tais questões, devido ao preconceito do sistema político estabelecido — é infinitesimal.

{O presidente dos EUA Abraham Lincoln (1809-1865) é um exemplo de assassinato em que os contexto mais profundo é evitado de ser abordado, inclusive nas produções de Hollywood, precisamente no que concerne o plano de A. Lincoln de papel moeda sem juros (denominados de Greenbacks), o que desafiava o sistema financeiro internacional, proeminentemente liderado e composto pelo judaísmo internacional, na época, pelas casas bancárias Rothschild, Sassoon, Warburg entre outras tantas, sediadas principalmente em Londres. Trata-se de que tanto Hollywood como o sistema financeiro internacional, ambos controlados pelo judaísmo internacional, não querem que as pessoas compreendam o papel deletério para os povos que tem o sistema financeiro baseado em juros.}

Aqui agora está o ponto central de tudo isso. Uma interpretação da história que atribui o devido e omitido peso ao papel oculto dos banqueiros nos assuntos públicos é totalmente incompatível com o nosso atual sistema, dito “democrático” — o qual, em sua essência, é simplesmente o domínio de um consenso formado por grupos de pressão minoritários e de interesses específicos, e certamente não um governo do povo, pelo povo e para o povo; e os banqueiros desempenham um papel central nessa coalizão. Assim, o mito do “assassino solitário” encaixa-se na democracia, enquanto o mito da “conspiração” ou dos “banqueiros” encaixa-se no populismo; contudo, talvez nunca saibamos qual interpretação representa a verdade objetiva, ou se existe alguma outra interpretação que o seja. Por exemplo, aos olhos dos republicanos abolicionistas — ou “liberais” —, Lincoln era um obstáculo à Reconstrução. Para os comunistas, o assassinato de Lincoln foi, talvez, obra de industriais do Norte que o viam como um entrave aos seus planos de reduzir os salários dos trabalhadores. As formas de se utilizar a história são infinitas.

O mito mais difundido e prejudicial da atualidade é, naturalmente, o do chamado “Holocausto” e todas as fábulas a ele associadas. Graças às pesquisas de um pequeno grupo de homens extremamente corajosos — que literalmente arriscaram suas carreiras e vidas para documentar a verdade —, nossa compreensão não apenas da Segunda Guerra Mundial, de suas causas, eventos e desfecho, tem sido aprimorada, mas algo mais: nossa Weltanschauung {visão de mundo} atual difere drasticamente da visão daqueles que não são tão esclarecidos quanto nós. O mito do Holocausto tem beneficiado seus propagadores como poucas mentiras na história têm feito. Nós, contribuintes das nações ocidentais, enviamos quantias incalculáveis ​​de bilhões para Israel por causa desse mito. Os criadores do mito lucraram, ao contrário daqueles que têm sido e estão sendo vitimados por ele. Além do ônus financeiro, um problema ainda mais grave é o perigo constante de uma guerra nuclear, visto que estamos militarmente envolvidos no Oriente Médio apenas para proteger Israel. Talvez este exemplo nos permita ver como as mentiras provocam guerras, pois a culpa por um conflito nuclear no Oriente Médio recairá exclusivamente sobre aqueles que, neste momento, lucram com a mentira do “Holocausto.”

Como o Institute for Historical Review se encaixa nesse cenário? Nosso lugar é certo. Há um vácuo na historiografia que precisa ser preenchido, e é isso que nós estamos fazendo. Nós vemos a história como parte de nossa cultura ocidental — não como uma arma política para fanáticos de minorias, nem como um grito de guerra para políticos ambiciosos, fabricantes de armas e belicistas, nem como algo confinado a uma “torre de marfim” (um compartimento segregado e desconectado de conhecimento arcano). Nós estamos aqui para garantir que aqueles que desejam usar a história para servir aos seus próprios fins egoístas sejam confrontados e refutados por pesquisas acadêmicas; pois nós acreditamos que os melhores, mais úteis e mais duradouros mitos históricos baseiam-se em fatos, não em mentiras.

Como revisionistas, nós compreendemos claramente a importância fundamental do nosso trabalho. As mentiras do passado estão transformando rapidamente o nosso mundo em uma selva, justamente quando nossos cientistas e técnicos estão abrindo um universo de possibilidades infinitamente expandido. O golfo entre o nosso sistema político estabelecido corrupto e em putrefação e a nossa ciência física já se mede em anos-luz, e a velocidade com que se afastam um do outro só aumenta. Mas é justamente isso que nos dá a promessa e a certeza de que o futuro nos reserva uma vitória incondicional; pois, na guerra entre um sistema social corrupto e agonizante e a tecnologia, a tecnologia deve inevitavelmente vencer. O declínio de sistemas sociais doentes e retardados é a própria matéria da história — algo que já ocorreu mil vezes —, ao passo que o ímpeto do progresso tecnológico é agora tão poderoso e irresistível que nada pode contê-lo.

Nesse sentido, nós, revisionistas, estamos fazendo muito mais do que simplesmente “estabelecer corretamente o passado”, como dizem; nós estamos fazendo mais do que servir de contraponto à mídia, mais do que defender fisicamente a Primeira Emenda com nossos próprios corpos, mais do que educar os educadores e até mais do que simplesmente dizer a verdade. Nós estamos literalmente construindo de fato as fundações para o futuro — um futuro o qual será baseado em mitos construtivos, e não destrutivos; em um corpo de moralidade e moras sociais, baseados no que é bom para os povos do Ocidente, em vez daquilo que favorece grupos de pressão de minorias, banqueiros, ideologias distorcidas ou interesses alienígenas.

Os usos da história são muitos e variados. Nossa tarefa, tal como eu a compreendo, é supervisioná-la de modo que ela seja utilizada de responsável e construtivamente.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 

Fonte: On the Uses of History, por Willis A. Carto, The Journal of Historical Review, vol. 3, nº1, pp. 27-30.

https://vho.org/GB/Journals/JHR/3/1/Carto27-30.html

Sobre o autor: Willis A. Carto (1926-2015) desde jovem se interessou por política e Robert R. McCormick do Chicago Tribune foi uma importante influência inicial. Ainda na juventude publicou em sua editora caseira o jornal Canteen Chronicle. Servindo nas forças armadas americanas W. A. Carto combateu nas Filipinas, o que lhe rendeu as condecorações militares Purple Heart e Combat Infantry Badge. Ele frequentou a graduação em Direito por cinco semestres, mas não concluiu a graduação. A partir da década de 1950 foi um ativista nacionalista, um defensor da Primeira Emenda, sendo uma liderança na National Youth Alliance, National Alliance. Ele ainda contribuiu na fundação Populist Party. Também dirigiu vários periódicos, incluindo Right, Liberty Letter, The American Mercury, The Spotlight e American Free Press, entre outros. A partir da década de 1960 W. A. Carter passou a admirar o trabalho de Francis Parker Yockey e divulgar a obra deste através da fundação de sua editora, a Noontide Press. A partir de então W. A Carto entrou em atrito com o judaísmo internacional, particularmente com a Anti-Defamation League.  Em 1979 ele fundou o Institute for Historical Review. Em um 1994, após dissenções de anos com membros do Institute for Historical Review, ele funda a The Barnes Review.

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