domingo, 2 de maio de 2021

Bloco de notas sobre Auschwitz (Parte 1) Certas impossibilidades da ‘Declaração de Gerstein’ - Por Ditlieb Felderer

 

 Ditlieb Felderer

Através de todos esses anos, os Exterminacionistas têm continuado a mascatear a alegação de que houve uma tentativa definitiva da Alemanha Nacional Socialista de exterminar todos os judeus e, portanto, eles proferem a “Definitiva declaração de Gerstein” em apoio à sua teoria, a qual tem sido popularmente apelidada de “Holocausto.” A “Definitiva declaração de Gerstein” foi supostamente escrita por Kurt Gerstein, uma pessoa que não foi minimamente inibida de fazer afirmações pretensiosas sobre si mesmo e seu conhecimento técnico aplicado.

A Definitiva declaração afirma que Gerstein tinha passado em um “exame de engenheiro certificado” em 1931 e em um “exame de agrimensor de mineração” em 1935. Os “estudos gêmeos” de Gerstein eram “tecnologia e medicina” e com essas proficiências o apoiando, não foi difícil para ele, “com a ajuda de duas referências escritas por ... dois funcionários da Gestapo que haviam lidado com ... [seu] caso ... para entrar na Waffen SS.” Devido aos seus “sucessos,” ele foi “declarado sincero e indispensável” (109: 251-2; compare com 142:253).

Contudo, nós não estamos impressionados, pois se examinarmos a habilidade técnica de Gerstein, julgando-a pela “Declaração de Gerstein,” nos perguntaremos se ele teria passado em um exame de matemática elementar!

Vamos examinar um exemplo da proficiência matemática de Gerstein. De acordo com a “Declaração de Gerstein,” Gerstein é suposto ter visto, durante uma breve visita a Treblinka, 8 câmaras de gás e “montanhas inteiras de roupas e roupas íntimas com cerca de 35-40 metros de altura” (109:254). Observe aqui, que ele não viu uma montanha tão alta de roupas, mas “montanhas” – quantas ele não disse. Vamos agora examinar mais de perto essa questão sobre as montanhas de roupas de 35-40 metros de altura, baseando nossos números em uma altura de 40 metros (131,2 pés).

            Se nós assumirmos que cada andar de uma casa é de 2,66 m, teremos uma visão de quão alto 40 metros realmente são. Isso significaria que a pilha de roupas teria a altura de um prédio de 15 andares (40/2,66 = 15,04).

Deve ser aparente que nenhum ser humano, mesmo se ocorre de ser um Exterminacionista, pode jogar roupas tão altas, então isso nos leva à questão de como as roupas chegaram ao topo. Nós não examinaremos aqui como essas montanhas de roupas podem ter chegado a Treblinka em primeiro lugar.

Não há registro de que as roupas fossem trazidas a 40 metros acima por meio de gruas altas; que foram lançados de aviões; trazidas ao topo por meio de balões, então paraquedas; ou estouradas acima por sopradores enormes e poderosos. Nós não devemos esquecer que os Exterminacionistas continuam nos lembrando que os alemães eram altamente qualificados tecnicamente e usaram seu know-how na execução do Programa de Extermínio. Julgando a partir de fotos de outros locais de coleta de roupas e artigos (10:205, página não numerada; 23:64 opp.; 25:36-40; 29:53),1 nós podemos somente supor que foram trazidos ao topo por mãos humanas. A única maneira de vermos que foram levados ao topo foi por pessoas escalando enormes montanhas de roupas.

Vamos agora, por curiosidade, descobrir mais sobre a área que UMA dessas montanhas de roupas pode ter ocupado em Treblinka. Nós sabemos a altura da montanha de roupas: uns 40 metros. Assumindo que o montão de roupas seja um triângulo retângulo (90°), qual teria sido o ângulo na base? Nós sentimos que se nós permitíssemos 30° na base, isto seria uma subida muito íngreme, e pelo que os Exterminacionistas afirmam – que as vítimas em Treblinka estavam quase mortas mesmo antes de sua chegada ao acampamento – um ângulo de 30° parece fora de questão. Mesmo para uma pessoa em boas condições, uma subida de 40 metros, com um ângulo de 30°, seria uma tarefa e tanto e muitas pessoas desmaiariam antes mesmo de chegar a meio caminho do topo. Para fins de argumentação, vamos, todavia, começar com um ângulo de 30° e descobrir quais medidas nós obteríamos.

Primeiro, nós devemos descobrir a medida da base na FIGURA 1, a qual nós temos representado com X.


FIGURA 1

            Nosso objetivo agora é descobrir a “tangente” ou “tan” do ângulo que assumimos ser 30°.

SOLUÇÃO:

tan 30° = {partindo da premissa dada de que para o ângulo de 30º a tangente é √3/3, ou} 0,577

{e que tangente é = cateto oposto (A-B) / cateto adjacente (B-C)} ou

{0,577 = 40 / X}

então X = 40 / 0,577

40 = 69,32

A medição de X = 69,32 metros é apenas o raio. O diâmetro ou comprimento total seria 138,64 (2 x 69,32). Se nós tomarmos a montanha de roupas como um quadrado, teremos:

138,64 x 138,64 = 19.221 metros²

Uma montanha de roupas daquele tamanho ocuparia assim uma área de 19.221 metros quadrados ou quase 2 hectares {cada hectare (ha) é 10.000 metros quadrados}.

Deixe-nos supor que as roupas ficariam espalhadas ao redor na base em um círculo. Então, a área do círculo na base cujo raio é 69,32 metros seria:

Área Pi x r² = 3.1416 x 69.32²

                    = 4805 metros²

Contudo, não somente seria difícil escalar uma montanha de roupas de 40m de altura com um ângulo de 30°, mas também haveria muito vento no topo e o vento espalharia as roupas. Além disso, nos perguntamos pasmos como tal montanha poderia ser escalada no período de inverno. Gerstein afirma que era “inverno” enquanto ele estava em Treblinka.2 É realmente uma espantosa maravilha que nenhum Exterminacionista tenha vindo com a sugestão que a encosta foi usada para esquiar pelos alemães, ou para empurrar as vítimas para a morte, poupando-as assim do procedimento de gaseamento. Pense em todos os {potes de gás} Zyklon B que eles teriam salvado

Uma subida de 30° seria muito íngreme, mesmo em condições normais. Vamos, portanto, descobrir qual seria a área em metros quadrados se os ângulos fossem 20° ou 10°.

SOLUÇÃO:

tan 20° = 0,364

então X = 40 / 0,364

          X = 109.89 metros

 área 109.89 metros x 2 = 219.78 metros

219.78 x 219.78 = 4.8303 metros²

A área total dessa montanha de roupas seria de quase 5 hectares {cada hectare (ha) é 10.000 metros quadrados}. Nossa próxima tarefa é descobrir a área de 10°:

tan 10° = 0,176

então X = 40 / 0,176

          X = 227.27 metros

 área 227.27 metros x 2 = 454.54 metros

454.54 x 454.54 = 20,6607 metros²

Essa montanha de roupas ocuparia mais de 20 hectares {cada hectare (ha) é 10.000 metros quadrados}. Agora, onde estava essa imensa montanha de roupas localizada em Treblinka e o resto das montanhas de 40 metros de altura? E sobre os sapatos? E sobre os pertences que os prisioneiros levaram com eles? E as malas, cujos exemplos são exibidos em Auschwitz? Se houvesse várias montanhas de roupas de até 40 metros em Treblinka, quantas muitas outras montanhas de outros artigos teriam estado lá?

Embora os Exterminacionistas entrem em orgias de auto-indulgência em jogar a “Declaração de Gerstein” na face de seus oponentes e dos que duvidam, eles nunca querem, por razões óbvias, entrar em detalhes sobre sua amada e estimada prova, o que nos faz pensar em quanta confiança eles realmente colocam sua “evidência” mais valiosa.

A parte interessante surge, contudo, quando nós tentamos investigar o quão grande era o campo de Treblinka – isto é, se havia acampamento no local. A própria existência de um campo de concentração em Treblinka engonça sobre mero boato e evidências frágeis e insubstanciais. É altamente duvidoso se alguma vez existiu um campo de concentração em Treblinka. Não há registros confiáveis disponíveis os quais mostram isso, e até mesmo os próprios exterminacionistas nos informam que o paradeiro do campo não pôde ser determinado depois que os soviéticos tomaram o lugar.

Conforme os anos têm passado, os Exterminacionistas têm manejado fradulentamente3 vários locais que pretendendo ser os locais dos campos. Em um esforço para não deixar cair a teoria do Extermínio, eles aparentemente dividiram Treblinka em dois campos, um para o labor e o outro para o extermínio. Esses lugares são então chamados de Treblinka 1 e Treblinka 2. Não há acordo sobre qual lugar é qual e tudo parece depender de quem pergunta a questão.

O local mais afastado dos trilhos da ferrovia (uma fonte afirma que está localizado a cerca de 1,5 km, ver 1, vol. 15: 1366), por alguns indicados como Treblinka 2, pode ser dispensado, isto é, se qualquer credibilidade puder ser colocada no local atual. Hoje o local tem como alicerce o que pretende ser 8 casernas para além de outras duas fundações, uma das quais bastante bem construída e a qual tem um andar abaixo do nível do chão. Não é certo, contudo, se as fundações das 8 casernas foram construídas pelos alemães ou não. Elas também podem muito bem, como no caso de Chelmno, ter sido colocadas lá pelos “libertadores” depois da guerra.

            É aparente, contudo, que se houvesse um acampamento ali, nem mesmo uma dessas montanhas de roupas poderia ter sido acomodada no local. A área é muito pequena e a presença das 8 casernas e as outras construções excluem uma montanha tão enorme. Além disso, o local das assim chamadas “câmaras de gás” as quais eram localizadas próximas às montanhas de roupas é suposto ter estado próximo aos trilhos da ferrovia, a cerca de 1,5 km de distância.

Deve ser admitido, contudo, que esse lugar o qual está localizado mais perto dos trilhos da ferrovia parece ainda mais suspeito do que o anterior. Das evidências que pudemos reunir no local, não havia prova de tal lugar neste local.4

Uma (das várias) cifras oficiais que os Exterminacionistas nos têm dado da área total para o “campo da morte” é de 13,5 hectares, ou 135.000 metros quadrados (33,4 acres). Se o acampamento estivesse em um quadrado, as medidas teriam sido, portanto, 367,4 metros 367,4 metros (√²135,000 = 367.4 – ver FIGURA 3). Pode ser prontamente visto que o acampamento dificilmente poderia ter contido até mesmo uma de tais montanhas de roupas, mesmo se nós permitíssemos um ângulo de 30°. Este acampamento também deveria conter numerosos edifícios. Um modelo disso é apresentado na Encyclopaedia Judaica (Volume 15: 1368), o qual é provavelmente baseado em conjectura. Ilustra o ponto, entretanto, que o acampamento tinha numerosos edifícios. A mera presença de uma montanha tão alta de roupas teria feito mais difícil para os guardas se manterem de olho nos prisioneiros, além disso, seria necessário que uma cerca fosse construída que fosse mesmo mais alta do que a montanha de roupas, pois se a montanha de roupas estivesse perto da cerca (no caso de um ângulo de 10, é claro que iria além), os prisioneiros poderiam ter escapado prontamente por cima da cerca, a menos que ela fosse mais alta do que a montanha de roupas. Um ângulo de 10° requereria que a cerca ao redor do campo de Treblinka tivesse mais de 34,3 metros. Toda a noção de uma cerca tão alta é cambaleantemente surpreendente, para dizer o mínimo (ver FIGURA 3). Para obter a medida correta da cerca inteira, o comprimento da cerca que vai acima da base onde a montanha de roupas se encontra, deve ser adicionado a 34,3 metros.

Os gráficos de círculo abaixo podem ser usados para ilustrar a área total que uma dessas montanhas de roupas teria tomado de um acampamento com 13,5 hectares {cada hectare (ha) é 10.000 metros quadrados}. Um ângulo de 30° requereria 14,2% do círculo.





Se nós tomarmos o ângulo 10°, a área para tal montanha de roupas teria estendido a montanha além do acampamento, cerca de 53% ou 194,7 metros e requereria uma cerca de 34,3 metros. O gráfico a seguir ilustrará bem esse ponto, se assumirmos que o acampamento estar na forma de um quadrado.



FIGURA acima: é baseada na medição de que o “campo da morte” de Treblinka tinha uma área de 13,5 hectares {cada hectare (ha) é 10.000 metros quadrados} (367,4 367,4). Com um ângulo de 10° a montanha de roupas chegaria a 53% além da área do acampamento. A cerca ao redor do acampamento deveria ter mais de 34,3 metros

Experimentos similares com medições podem ser feitos nos outros campos onde os tamanhos dos campos têm sido dados. Admitidamente esses números são na maioria das vezes tirados de um céu azul claro, tais como nos casos de Treblinka e Sobibor, mas os Exterminacionistas nos informam que os métodos de procedimento e a matança das vítimas se assemelham uns aos outros em lugares tais como Chelmno, Belzec, Sobibor e Treblinka.

É alegado que Sobibor “tinha uma área de 60 hectares” {cada hectare (ha) é 10.000 metros quadrados} (12:84; 774,6 x 774,6 metros ou 148,3 acres). Esta medição, que nos foi dada pelas autoridades polonesas, é um mistério por si só, pois quando investigámos a área em 1978 nós não podíamos nem mesmo determinar se havia um acampamento lá e o que hoje nos é mostrado é um local com uma área menor do que Treblinka. Muitas das árvores em Sobibor eram claramente mais velhas do que o campo e, enquanto estávamos lá, eles estavam cortando a madeira em todo o lugar. Muito possivelmente a área a qual foi limpa tenha sido limpa de árvores após a liberação, um método o qual tem sido usado em lugares tais como Chelmno.5 O turista que não suspeita não aprende nada sobre isso, a menos que esteja determinado a fazer uma investigação completa por conta própria. Pelo que sabemos, nunca houve um ou campo de extermínio ou de prisioneiros de qualquer tipo em Sobibor e o que houve provavelmente não foi nada mais do que um pequeno posto militar alemão. Não há nenhuma evidência de um campo de extermínio em Sobibor e um número de cerca de 100 x 100 metros deve ser mais do que adequado para o local presente ao fazer o experimento. Mesmo se a montanha de roupas tivesse um ângulo de 30°, ela teria alcançado além do “campo.”

O exterminacionista {historiador judeu} Leon Poliakov relata a partir do Tribunal de Jerusalém em 1961 que o método de extermínio em Belzec, conforme relatado por Gerstein, “se assemelhava muito ao de Treblinka” (142: 411). Nos é dito que isso também era verdade no caso de Sobibor, um lugar que Gerstein não tinha “visitado” nem ele sabia “exatamente” onde estava localizado, mas o qual, segundo ele, tinha um número diário de mortos de 20.000 pessoas, cerca de 5.000 a menos por dia do que em Treblinka. (109: 252; 142: 412).

Duas “autoridades” polonesas mantêm uma taxa de mortalidade para Sobibor que quase se iguala ao alegado número de Treblinka, cerca de 600.000 (7:248; 12:84). Como nós estamos em uma jornada de adivinhação, nós podemos também especular que Sobibor também tinha montanhas de roupas. Gerstein tinha sido instruído que uma de seus deveres era “desinfetar uma grande quantidade de roupas” (142:412).

Em Belzec, as vítimas foram instruídas a “Tirar todas as roupas” (142:414). Provavelmente também aqui havia montanhas de roupas. Uma autoridade polonesa nos disse que este campo “ocupava uma área relativamente pequena de formato retangular com lados medindo 275 e 263 metros, respectivamente” (12:81; 7,2 hectares ou 17,8 acres). Qualquer um que tenha visitado Belzec e lhe examinado, reconhece de uma vez quão ridiculamente pequeno o “campo da morte” realmente é e é uma espantosa maravilha por que os Exterminacionistas colocariam este lugar em evidência como um dos lugares mais elaborados para extermínio já inventado pelo homem.

Na época em que os alemães estavam administrando Belzec, a área interna estava “camuflada com galhos e árvores jovens” e no centro havia “um aglomerado de árvores” (12:81). Quando examinamos o local em 1978, cerca de metade dele era arborizado. Seria interessante saber onde pelo menos uma montanha de roupas poderia ser colocada neste acampamento.

Em nenhum desses alegados campos cabem montanhas de roupas, com 40 metros de altura.

E aqui estão algumas observações adicionais. Se nós permitíssemos um conjunto de roupas íntimas para cada pessoa, uma estimativa liberal contada com base em um ângulo de 30° seria que uma montanha de roupas de 40 metros de altura conteria as roupas íntimas de pelo menos 190 milhões de pessoas! A contagem de um conjunto de roupas íntimas por pessoa não pode ser considerada muito pequena, pois os exterminacionistas às vezes nos dizem que as vítimas foram colocadas nuas nos trens e, se assim for, as vítimas não tinham qualquer roupa com elas na chegada delas nos campos (compare 161:299; RH 17).

Deve ser evidente a partir dos exemplos acima que nenhuma pessoa com uma mente sã pode colocar qualquer crédito em tal falta de sentido completamente errante como os Exterminacionistas estão repetidamente escavando a fora para um público não crítico. A Teoria do Extermínio deve ser colocada onde realmente ela pertence: nos reinos da fantasia. Vista sob essa luz, a Inteira Teoria se revelará uma ficção; uma perturbação mental imposta sobre o homem em escala de massas nesta era de “tecnologia e iluminação.”

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 

Notas

1 Nota de Ditlieb Felderer: Deve ser reconhecido que nenhuma das imagens apresentadas nessas fontes tem qualquer semelhança com uma montanha tão alta de roupas. Algumas das fotos supostamente seriam tiradas em Auschwitz-Birkenau. Mas se as montanhas de roupas em Treblinka, um acampamento que os Exterminacionistas consideram um acampamento pequeno, tinham 40 metros de altura, quão altas não deveriam ter sido as montanhas de roupas em Auschwitz e Birkenau? 

2 Nota de Ditlieb Felderer: Aparentemente, Gerstein estava tão confuso que ele não sabia que agosto não era “no inverno.” 

3 Nota de Ditlieb Felderer: Um bom exemplo de campo sendo manejado fradulentamente é Stutthof. Em uma importante autoridade exterminacionista polonesa, publicada em 1962, se afirma: “Devido ao fato de que Stutthof não tinha instalações de câmara de gás, elas [as vítimas] eram geralmente liquidadas levando-as no menor tempo possível para uma morte ‘natural.’” Veja 12:70. Hoje em Stutthof, contudo, eles mostram uma câmara de gás aos visitantes. Ao comparar várias fotografias deste edifício, é evidente que o edifício tinha sido alterado. Provavelmente a “câmara de gás” foi manejada fradulentamente a fim de atrair turistas. O turismo em campos de concentração é agora uma valiosa fonte de divisas para a Polónia. Agora existe um Holiday Inn em Auschwitz, além de vários hotéis menores e albergues da juventude. 

4 Nota de Ditlieb Felderer: A área tinha sido obviamente limpa de árvores. As que ainda estão no local de “Extermínio” ou próximos a ele são muito mais antigas do que o acampamento. Nós também somos informados de que o campo de extermínio estava localizado ao lado dos trilhos da ferrovia. Não é assim, pelo menos não hoje. O melhor que podemos dizer deste lugar é que a área inteira parece suspeita. 

5 Nota de Ditlieb Felderer: Quando nós estávamos em Chelmno em 1978, nós conversamos com um dos homens que ajudaram a derrubar as árvores após a libertação. Quando nós lhe perguntamos se esse corte de árvores não foi uma tentativa deliberada de enganar as pessoas, vendo os livros nos dizerem que se tratava de um campo de extermínio, o homem sorriu e disse: “Você sabe – em livros tudo pode ser escrito!” De acordo com sua esposa, a única coisa que existia na época em que os soviéticos tomaram o lugar eram duas casernas. O local foi então limpo de árvores pelos “libertadores,” as fundações foram estabelecidas, todas construídas para dar uma aparência de um antigo campo.

 Bibliografia

1. Encyclopedia judaica, Keter (Jerusalem), 1971/2.

7. Scenes of Fighting & Martyrdom Guide, Sports & Tourism Publications (Warsaw), 1968.

10. Oswiecim (Auschwitz), Michalak, Interpress (Warsaw), 1977.

12. Genocide 1939-1945, Datnet et al., Wydawnictwo Zachodnie (Warsaw), 1962.

23. From the History of KZ-Auschwitz, Smolem, Auschwitz

25. Auschwitz 1940-1945, Smolem, Auschwitz Museum, 1976.

29. Ausgewhlte Probleme aus der Geschichte des KL Auschwitz, Smolem, Auschwitz Museum, 1978.

109. The Hoax of the Twentieth Century, Butz, IHR, 1976.

142. Debunking the Genocide Myth, Rassinier, IHR, 1978.

A bibliografia completa do Bible Researcher contém cerca de 200 referências Exterminacionistas e Revisionistas, e está disponível com o autor.


 

Fonte: Fonte: Auschwitz Notebook - Certain Impossibilities of the ‘Gerstein Statement’, por Ditlieb Felderer, The Journal of Historical Review, inverno de 1980 (Vol. 1, nº 1), página 69.

http://www.ihr.org/jhr/v01/v01p-69_Felderer.html

Sobre o autor: Ditlieb Felderer (1942 -), austríaco, inicialmente pertencendo ao segmento religioso das Testemunhas de Jeová, destacou-se, para fins de criticismo no campo de pesquisa da história do século XX, como um dos primeiros pesquisadores das evidências físicas em todos os principais campos de concentração da então Europa Oriental comunista, ou seja, mesmo não sendo acadêmico, foi uma vanguardista na pesquisa forense da arqueologia do alegado Holocausto, ajudando abrir portas para pesquisas mais rigorosas e forçando uma contundente reavaliação das versões de historiadores acadêmicos, a grande maioria, os quais produziam material acadêmico ou publicitário sem o devido rigor científico e crítico. Foi conselheiro de Ernst Zündel e testemunha nos Grandes Julgamentos do Holocausto de 1985 e 1988. Escreveu Anne Frank's diary – a hoax, (1979).

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sábado, 24 de abril de 2021

Cartas {questionando a veracidade do alegado Holocausto} ao ‘New Statesman’ (que nunca foram publicadas) - parte 1 - por Dr. Arthur R. Butz

 

As seguintes cartas foram endereçadas ao editor do New Statesman, 10 Great Turnstile, Londres WC1V 7HJ, Grã-Bretanha, seguindo a publicação de um artigo atacando o Revisionismo em 2 de novembro de 1979, por Gitta Sereny.

18 de novembro de 1979

{editorial do Journal for Historical Review}

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Arthur R. Butz
{Carta nº 1, por Arthur R. Butz}

Caro senhor:

Em geral, os poucos argumentos substantivos de Gitta Sereny {escritora judia*a} (New Statesman, 2 de novembro) são respondidos em meu livro The Hoax of the Twentieth Century. Aqui, desejo focar em um ponto que, em vista de suas observações, pode ser desenvolvido com proveito: supostas “confissões” de funcionários alemães, seja em julgamentos ou na prisão após os julgamentos.

O ponto-chave é que o objetivo servido por tais declarações deve ser presumido ser interesse pessoal e não a verdade histórica. Em um “julgamento,” alguma coisa específica é para ser julgada, ou seja, o tribunal deve começar tratando essa coisa como uma questão em aberto.

            A alegação de “extermínio” nunca tem estado em questão em nenhum sentido prático em nenhum dos julgamentos relevantes e, em alguns, não tem sido aberta à questão em um sentido jurídico formal. A questão sempre foi somente responsabilidade pessoal em um contexto no qual a alegação de extermínio era inquestionável. Assim, as “confissões” dos alemães, que em todos os casos buscavam negar ou mitigar a responsabilidade pessoal, eram meramente somente defesas que eles podiam apresentar em suas circunstâncias.

Isso não é exatamente “barganha de pena,” onde há negociação entre acusação e defesa, mas está relacionada. Tudo se resume a apresentar uma estória que foi possível para o tribunal aceitar. O dilema lógico é inescapável, uma vez que o réu resolva tomar o “julgamento” seriamente. Negar a lenda não era a maneira de ficar fora da prisão.

Além disso, não é verdade, como Sereny afirma implicitamente, que esse dilema lógico não se sustenta mais quando o réu está cumprindo uma sentença de prisão perpétua. Se ele está buscando perdão ou liberdade condicional, ele não tentará fazer uma reviravolta no que tem já sido decidido no tribunal; não é assim que o caminho do perdão ou da liberdade condicional funcionam. Por exemplo, no “julgamento de Auschwitz” de Frankfurt de 1963-1965, os supostos atos de Robert Mulka {um importante comandante SS no campo de concentração de Auschwitz} foram tão monstruosos que muitos acharam sua sentença a 14 anos de trabalhos forçados indevidamente leve. Então, em um desfecho que surpreenderia a todos que não estudaram esse assunto de perto, Mulka foi discretamente libertado menos de quatro meses depois. Contudo, se Mulka tivesse alegado em qualquer fundamento (como ele poderia ter feito com sinceridade), seja em seu julgamento ou depois, que não houve extermínios em Auschwitz e que ele estava em posição de saber, então ele teria cumprido uma sentença de prisão perpétua no primeiro caso e os quatorze anos completos no último, se ele vivesse tanto tempo.

{A escritora judia Gitta Sereny (1921-2012).
 Crédito da foto BBC News,
 Hitler's right-hand man, 28 de maio de 2000.}

Não é amplamente conhecido, mas tem havido muitas dessas instâncias – o assunto é difícil de investigar.1 Em nenhuma instância teria feito qualquer sentido, em termos de interesse próprio imediato, negar os extermínios. Essa não era a maneira de sair da prisão.

Um ponto relacionado é que pode ser bastante perigoso, para dizer o mínimo, para qualquer alemão questionar a lenda do Extermínio. Por exemplo, o Dr. Wilhelm Stglich, que estava estacionado perto de Auschwitz em 1944 em uma unidade antiaérea, tem publicado tal opinião e tem sido sujeito a perseguição legalmente formulada desde então.2

Mesmo eu, um americano, tenho sido vítima da repressão oficial na Alemanha.3 Há também a considerável repressão extra-legal que, por exemplo, fez com que Axel Springer, “czar da imprensa” da Alemanha Ocidental e supostamente um homem poderoso, retirasse a primeira edição da Geschichte der Deutschen {História dos Alemães} de Hellmut Diwald, como Sereny mencionou.

Nós não precisamos de “confissões” ou “julgamentos” para determinar se os bombardeios de Dresden e Hiroshima, ou as represálias em Lidice após o assassinato de Heydrich, realmente ocorreram.

Agora, a lenda do extermínio não reivindica  umas poucas instâncias de homicídio, mas alega eventos continentais em escopo geográfico, de três anos em escopo temporal e de vários milhões no escopo de vítimas. Quão lúdicra, então, é a posição dos portadores da lenda, que em última análise tentarão “provar” tais eventos com base em “confissões” proferidas sob o tecido da histeria, censura, intimidação, perseguição e ilegalidade flagrante que envolve este assunto há 35 anos.

Anexei fotocópias da documentação referenciada para seu exame.

Sinceramente

Dr. Arthur R. Butz

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

  

Notas

*a Nota de Mykel Alexander: Gitta Sereny (1921-2012) foi uma ativista e escritora judia que teve em seus livros uma relativamente grande popularidade no Ocidente do pós-Segunda Guerra Mundial, e sua própria pessoa também gozou de popularidade sobre biografias e controvérsias relativas ao regime da Alemanha de Hitler e ao alegado Holocausto. Ver: 

- The woman who tried to humanise monsters: Gitta Sereny wrote brilliant books trying to explain the evil of murderers. She also helped create today's cult of victimhood, por Tom Bower, 20 de junho de 2012, Daily Mail.

https://www.dailymail.co.uk/news/article-2161909/Gitta-Sereny-The-woman-tried-humanise-monsters.html

 - Gitta Sereny obituary, por Isabel Hilton, 19 de junho de 2012, The Guardian.

https://www.theguardian.com/books/2012/jun/19/gitta-sereny  

- Into That Darkness, Again, por Gabriel Schoenfeld, 23 de dezembro de 2001, The New York Times.

https://www.nytimes.com/2001/12/23/books/into-that-darkness-again.html#:~:text=Of%20Hungarian%2DGerman%20parentage%20and,saw%20the%20unfolding%20terror%20firsthand

1 Nota de Arthur Butz: Los Angeles Herald Examiner, 2 de setembro de 1979, página E2. 

2 Nota de Arthur Butz: Die Zeit, 25 de maio de 1979, página 5. 

3 Nota de Arthur Butz: Frankfurter Allgemeine Zeitung, 16 de junho de 1979, página 23.

 


Fonte: Letters to the “New Statesman”, por Arthur R. Butz, The Journal of Historical Review, inverno de 1982 (Vol. 1, nº 2), página 153.

http://www.ihr.org/jhr/v01/v01p153_Butz.html

Sobre o autor: Arthur Roberts Butz nasceu em 1933 e foi criado em Nova York. Ele recebeu bacharelado e mestrado em engenharia elétrica pelo Massachusetts Institute of Technology. Em 1965, ele recebeu seu doutorado em Ciências de Controle pela Universidade de Minnesota. Em 1966, ingressou na faculdade da Northwestern University (Evanston, Illinois), onde trabalhou por anos como professor associado de engenharia elétrica e ciências da computação. Dr. Butz é autor de vários artigos técnicos. Ele é talvez mais conhecido como o autor de The Hoax of the Twentieth Century. Por muitos anos, ele foi membro do Comitê Consultivo Editorial do Journal of Historical Review do Institute for Historical Review.

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Prefácio da edição espanhola de: Auschwitz e o Silencio de Heidegger, ou pequenos detalhes - por Pedro Varela


domingo, 18 de abril de 2021

Prefácio da edição espanhola de: Auschwitz e o Silencio de Heidegger, ou pequenos detalhes - por Pedro Varela

 

Pedro Varela


Certo dia soou o telefone e após atendê-lo, alguém que se chamava Roger Dommergue Polacco de Menasce, judeu de Paris, informava que teria interesse em falar comigo. Acertamos para uma entrevista pessoal em Sitges, Barcelona, onde meu interlocutor se encontrava em férias durante o verão de 89.

O amigo Andreu me acompanhou e ajudou, com seu domínio do francês. Quando transpusemos o umbral da porta de sua residência, o encontramos diante de seu piano tocando harmoniosas peças de Chopin, de maneira invejável, junto às janelas abertas que davam vistas a um formoso jardim. A primeira impressão foi, realmente, estupenda.

Nos apresentamos e iniciamos as conversações. O senhor Dommergue, de cultura e modos aristocráticos — não por acaso procede de uma rica família judia francesa — nos expôs suas teses, suas opiniões. À medida que avançava, ficava cada vez mais claro que aquele discurso político-histórico era mais próprio de um “anti-semita” do que de um judeu “quimicamente puro.”

Os dados científicos de sua exposição — é  especialista em naturopatia, medicina natural, psicologia e diretor do Instituto Alexis Carrel de Paris — propiciavam ainda mais seriedade à sua teoria, que escutávamos incrédulos, em parte por desconhecimento do tema (referente à importância da circuncisão judaica no oitavo dia do nascimento sobre a psicologia do “povo eleito”) para nós absolutamente inédito e também em parte por proceder de quem procedia, pois não é à toa que temos herdado dois mil anos de desconfiança aos seus congêneres. Porém logo recordamos outros judeus que — a exemplo do Senhor Dommergue — já haviam assentado suas baterias contra a mentira do “holocausto.”

Aldo Dami foi um dos primeiros, com seu livro “Le Dernier des Gobelins” (O Último dos Gobelins). Este judeu francês foi seguido por outro judeu alemão, Josef G. Burg “Schuld und Schicksal” (Culpa e Destino), um dos seus numerosos livros que dedicou a desmascarar seus congêneres do sionismo mundialista, até seu recente falecimento, em 1990, após viver por muitos anos escondido em asilos em Munique, para evitar a vingança do Mossad que seguia seus passos. Frau Ederer, que ocupou-se da tarefa de editar seus livros, explicou-me certa tarde as aventuras e desventuras deste típico judeu ashkenazi e com o qual eu tinha programado uma entrevista antes de, lamentável e curiosamente, falecerem, primeiro ela, e pouco tempo depois, o próprio Burg.

Mas existe também a senhora Grossmann, atualmente residindo em Holon (Israel) e que teve a valentia de escrever, como ex-interna de Auschwitz e Buchenwald:

E como a verdade é indivisível, tenho de dizer também que naqueles anos difíceis encontrei a ajuda e o consolo de vários alemães e que não vi nenhuma câmara de gás, nem ouvi nada sobre elas — enquanto estive em Auschwitz —senão que soube a respeito delas pela primeira vez depois da minha libertação. Por isso entendo as dúvidas tão seguidamente expostas atualmente e considero importante a realização de um exame definitivo, pois só a verdade pode ajudar-nos a nos entendermos mutuamente, agora e nas gerações futuras” (em Deutsche Wochen Zeitung, 7 de fevereiro de 1979).

Estas palavras têm uma importância capitei, tratando-se de alguém que sentiu na própria carne aqueles duros anos de guerra e formava parte de um dos povos em conflito e hoje, ainda, diante de um futuro duvidoso.

Poderíamos continuar citando o doutor Benedit Kautsky, judeu e importante político social-democrata, autor do programa da social-democracia austríaca, preso durante sete anos nos campos de Auschwitz e Birkenau, o qual afirma em seu livro “Teufel und Verdammte” (Suíça, 1945):

Estive sete anos nos grandes campos de concentração alemães. Em honra à verdade, devo afirmar que jamais encontrei, em qualquer campo de concentração, alguma instalação/de câmaras de gás.”

E continuando esta — para alguns surpreendente — lista, encontramo-nos com Dommergue Pollaco de Menasce, judeu, maçom, lutador da resistência contra a ocupação alemã... Porém Dommergue não restringe seu trabalho unicamente a desmentir a fábula do “holocausto.” Vai mais além. Realiza uma crítica demolidora dos fundamentos e conseqüências do sistema judeu-capitalista internacional e entra em corajoso enfrentamento com a farisaica conjuntura dos Picasso, Armand Hammer, Marx, Freud, Kissinger, etc.

Com a lógica, característica da cultura francesa, Domergue analisa o modo de vida imposto ao ocidente, onde a juventude, qual horda de zumbis, marcha em filas intermináveis, consumindo o mesmo cigarro, as mesmas “Levi’s” comendo os mesmos hambúrgueres, absorvidos pelas discotecas, onde torturam seus ouvidos e neurônios, ouvindo e se agitando ao som de uma “música” inqualificável.

Dommergue inicia o contra-ataque analisando algumas estúpidas críticas contra o grande filósofo Martin Heidegger — também membro do partido nacional-socialista {mais conhecido como partido nazista} — lançadas por alguns intelectuais da moda, na França, que se atreveram a afirmar, sem o mais leve rubor, e com grande empáfia intelectual que “Heidegger era culpado pelo Holocausto, uma vez que nunca teria dito nada a respeito do tema.” Dommergue conclui simples, e logicamente, que Heidegger nunca disse nada, simplesmente porque não havia nada a dizer.

Dedica também um parágrafo para demonstrar o indemonstrável, isto é, a fúria anti-cristã de Hitler, o qual odiaria — segundo esta versão — toda a ideia de redenção e amor evangélico. Aqui cabe ressaltar duas coisas. Uma é que se houve alguém no III Reich que compartilhava a concepção cristã da vida e da religiosidade dos crentes, este alguém foi Hitler, o qual, após passar quatro anos de guerra com os Evangelhos e um livro de Arthur Schopenhauer por todo o fronte, faz constar claramente no ponto 25 do programa do NSDAP (partido nacional-socialista), que o nacional-socialismo se fundamenta sobre o cristianismo positivo,*a citando o Todo Poderoso praticamente em cada discurso de importância, implorando sua ajuda ou agradecendo a mesma. Hitler toma o poder em 30 de janeiro de 1933 e no seu primeiro discurso como chanceler, em 2 de fevereiro, afirma taxativamente que o novo estado vê no cristianismo e na família os dois pilares básicos para a educação do povo alemão.* b Porém não é aqui o lugar para demonstrar a alegre colaboração da Igreja com o governo NS {nacional-socialista, ou vulgarmente nazismo}.

A segunda consideração que temos a fazer, sem dúvida, é que seria demasiadamente pretensioso desejar a conversão do autor, não só ao hitlerismo, mas também ao catolicismo. Suficiente é, no meu entender, que tenha decidido fazer frente à coalisão mundial de mentirosos profissionais, arriscando-se sem a mínima necessidade, impulsionado pelo simples desejo de dizer a verdade. Felicitemos, pois, o autor deste texto e julgue cada um por si, lendo-o com o máximo de interesse e atenção.

Pedro Varela — Madrid, 1989.


Notas

*a Nota de Mykel Alexander: Na verdade os fundamentos do movimento nacional socialista alemão, isto é, movimento de Adolf Hitler, se baseiam nas tradições indo-europeias, combinando especialmente valores das tradições greco-romanas, germânicas, nórdicas, e hindus, os quais são em grande parte incompatíveis com o cristianismo como um todo, devido ao influxo semita nesta última religião como um todo. Para tanto é bastante decisivo constatar tais fundamentos indo-europeus nas principais instituições espirituais, culturais e organizativas do regime de Adolf Hitler.

 

* b Nota de Mykel Alexander: Contrariando a colocação de Varela, ao menos no texto em questão, a formação educacional do povo alemão no regime de Adof Hitler não priorizava o cristianismo, especialmente entre as instituições de formação dos jovens e adultos. Como material doutrinário se pode partir do próprio Adolf Hitler quando este prioriza a formação do povo alemão em geral baseada conforme segue abaixo:

Não se deve afastar o estudo da história antiga, pois a história romana, bem apreciada nas suas linhas gerais, é e será sempre a melhor mestra não só para o presente como para o futuro. O ideal da cultura helênica, na sua típica beleza, deve ser aproveitado. Não se deve destruir a grande comunidade racial pelas diferenciações entre os vários povos. A luta que hoje se agita tem o grande objetivo de, ligando sua existência ao passado milenar, unificar o mundo greco-romano com o germânico.” (Adolf Hitler, Minha Luta, Editora Moraes, São Paulo, 1983, traduzido direto do alemão, Tomo II, capítulo 2, O Estado, página 263).

                Como exemplos das mais importantes instituições de formação tanto dos membros do movimento de Adof Hitler, como do povo alemão em geral baseados na tradição indo-europeia e não no cristianismo se tem:

- Alfred Rosenberg, doutrinário oficial do movimento de Adolf Hitler e autor do enormemente influente livro doutrinário Der Mythus des 20 Jahrhunderts (várias edições);

- Heinrich Himmler, doutrinário oficial da SS e da polícia secreta alemã (Gestapo), autor do manual da SS Mann und Blutsfrage;

- Helmut Stelltcht, chefe doutrinário da Juventude Hitlerista. Seu manual da Juventude Hitlerista (Glauben Und Handeln. Ein Bekenntnis der jungen Nation, Berlim, Zentralverlag der NSDAP, Franz Eher Nachf, 1943) é emblemático como portador da tradição indo-europeia e não da tradição cristã;

- Hans Sponholz, chefe doutrinário da SA, e autor do manual doutrinário (Deutsches Denken, Beiträge für die Weltanschauliche Erziehung, Verlag Hans Siep, Berlim, 1935) desta instituição;

- também o impactante autor anônimo do manual do soldado alemão (Gott und Volk; Soldatisches Bekenntnis, publicado pela influente editora de Theodor Fritsch, Berlin, 1941);

- Walther Darré, Ministro da Agricultura e de Abastecimentos e chefe dos camponeses do Reich, e encarregado autor do manual da formação dos dirigentes camponeses (Neuadel aus Blut und Boden, Munich, 1930).

                É fundamental também complementar que muitos manuais de oficiais subalternos aos nomes do alto escalão do regime de Hitler acima mencionados também produziram manuais e demais materiais fomentando na Alemanha de Hitler a tradição indo-europeia e não a tradição cristã.

                É também sugestivo que o primeiro congresso budista da Europa ocorreu já durante o segundo ano do regime de Hitler em Berlim.

                Finalmente como emblema máximo do movimento de Hitler como portador da tradição indo-europeia e não da tradição cristã, basta constatar que o símbolo máximo do movimento de Adolf Hitler é a cruz suástica, símbolo primordial indo-europeu, e não a cruz cristã. Do cristianismo em si, foram conservados os valores universais que não conflitavam com os demais valores indo-europeus especificamente e da tradição universal em geral, ao serem reunidos na forma do Cristianismo Positivo no manual (Was ist positives Christentum?) do bispo oficial da Alemanha de Hitler, Ludwig Müller.


Fonte: esta introdução de Pedro Varella consta na edição e português de Auschwitz e o silêncio de Heidegger – ou “pequenos detalhes”, obra do Dr. Roger Dommergue Pollacco de Menasce, editora Revisão, Porto Alegre, 1993. Palavras entre chaves por Mykel Alexander.

Sobre o autor: Pedro Varela Geiss (1957 - ), espanhol, graduado na Universidade de Barcelona, com licenciatura em História, editor, escritor, conferencista e empreendedor da Libreria Europa e da editora Ojeda as quais preconizam a temática revisionista e tradicional. Varela foi preso e seus empreendimentos, Libreria Europa e a editora Ojeda, foram encerrados pelas forças de censura e fanatismo do Ocidente.      

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Liberdade para a narrativa da História - por Antonio Caleari


domingo, 11 de abril de 2021

Liberdade para a narrativa da História - por Antonio Caleari

 

Antonio Caleari

Com oito anos de diferença do análogo documento então subscrito por historiadores franceses (“Liberté pour l'Histoire”), um expressivo número de acadêmicos brasileiros fez divulgar, há pouco, em alusão à polêmica das biografias, manifesto no qual clamam contra a censura prévia estabelecida no Código Civil.

Falar-se em liberdade para a narrativa da História, seja a de personalidades públicas ou, de uma forma geral, de fatos sensíveis para humanidade, remete diretamente à outra controvérsia, esta de dimensões internacionais: a Revisão Histórica do Holocausto Judeu. Trata-se, neste caso, da discussão sobre a legitimidade da criminalização do assim chamado “negacionismo”.

         Num momento em que a opinião pública se vê desafiada com a pauta das biografias desautorizadas, não podemos negligenciar aqueles que, muito pior do que a “mera” censura aos seus trabalhos, estão presos por veicularem opiniões divergentes da estatuída “versão oficial da História”.

            Os limites da intervenção do Estado em face do direito à Liberdade de Expressão devem ser debatidos não apenas na esfera cível, mas, especialmente, na seara penal. E cumpre aqui informar que se encontra em tramitação um projeto de lei federal que visa a instaurar no Brasil uma censura para muito além das biografias, atingindo também eventos históricos determinantes para a compreensão da ordem mundial em que vivemos.

            Surpreende-me que os mesmos acadêmicos, praticamente uníssonos em defender a liberdade para alguns, silenciem no caso de outros. A sociedade nutre expectativas de que a comunidade científica tenha também a coragem de adotar um resoluto posicionamento sobre a iniciativa que propõe inaugurar um delito de opinião em nosso ordenamento (PL 987/07).

           Tutelar-se juridicamente, seja uma “verdade histórica” ou a “memória” (coletiva e individual), associadas tanto aos pretendidos dogmas sobre a Segunda Grande Guerra, como à limitação biográfica, é de uma significância ímpar para o cenário constitucional; verdadeiro marco decisivo na política brasileira. Esta apropriação da História pelo Direito deve ser francamente rechaçada por todos aqueles comprometidos com a liberdade de manifestação do pensamento.

            Vale frisar que a defesa da liberdade de expressão de uma ideia não implica na concordância com o seu mérito. Retomemos aquele notório aforismo de Voltaire: “posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las”.

            O processo de emersão de ideias que afrontam o establishment encontra, por vezes, resistência antes fundada no puro argumento de autoridade do que na objetiva análise racional. Há de se desconfiar de toda apregoada “verdade absoluta” baseada na censura às vozes dissidentes. Daí a analogia que propus entre as atuais leis de proibição do Revisionismo com o obscurantismo da época em que constituía heresia questionar a “notabilíssima” teoria geocêntrica.

            Carece de reconhecimento a patente moral-dupla de alguns Estados (e intelectuais) do Ocidente que, ditos esclarecidamente democráticos e pluralistas, de um lado anuem com as caricaturas de Maomé, mas, por outro lado, condenam as pesquisas acadêmicas que afrontam a moderna religião do Holocausto. Cui bono?

 

Fonte: Liberdade para a narrativa da História. Revista Jus Navigandi, ISSN 1518-4862, Teresina, ano 19, nº 3872, 6 de fevereiro de 2014.

Disponível em: https://jus.com.br/artigos/26652 . Acesso em: 10 de abril 2021.

Sobre o autor: Antonio Caleari é Bacharel em Direito pelo Largo de São Francisco (FD-USP) e autor do livro “Malleus Holoficarum: o estatuto jurídico-penal da Revisão Histórica na forma do Jus Puniendi versus Animus Revidere” (Chiado Editora: Lisboa, 2012).

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