| William B. Lindsey |
O
testemunho do Rottenfuehrer (Cabo) Perry (Pery) Broad no julgamento do Dr.
Tesch constitui um dos apoios mais citados e utilizados para as acusações de
assassinato em massa de judeus pelos alemães em Auschwitz-Zasole e
Auschwitz-Birkenau. Juntamente com seu “Relatório”33
e seu testemunho, ele é responsável pelo estabelecimento de vários conceitos
essenciais para a vivificação e o vigor contínuo das narrativas do
“Holocausto”. Broad testemunhou que já em 1942 ouvira rumores de que o
gaseamento estava sendo realizado “em maior escala” em Auschwitz-Zasole. Ele
afirmou ter observado um gaseamento real a partir do Truppenrevier (quartel das
tropas), a uma distância de 40 a 45 metros. Isso foi em julho de 1942. Várias
pessoas com máscaras de gás estavam no telhado do antigo crematório. Elas
abriram latas (presumivelmente de Zyklon B) e despejaram o conteúdo em seis
buracos, cada um com dez centímetros
(quatro polegadas) de diâmetro34, que
aparentemente levavam através do telhado até uma câmara subterrânea. Broad
alegou que havia de 300 a 500 pessoas no “Antigo Crematório”. Após 2 a 3
minutos, os gritos cessaram. Ele assumiu
que pessoas eram mortas dessa maneira uma ou duas vezes por mês, mas afirmou
ter testemunhado apenas um gaseamento tão de perto. Ele testemunhou que, no
outono de 1944, ele tinha observado o “gaseamento” em Auschwitz-Birkenau, mas a
uma distância muito maior. Em Birkenau, ele testemunhou, havia quatro crematórios35
e, em março e abril de 1944, 19.000 pessoas por dia eram mortas com Zyklon B a
partir das latas. Ele disse ter certeza de que latas eram usadas porque as viu
em um carro dirigido por um desinfestador que lhe tinha dado uma carona. Mas
ele não conseguiu identificar os rótulos das latas como sendo de material
encomendado por meio da Tesch und Stabenow.
Broad
estimou que um total de 2½ a 3 milhões
de judeus da Bélgica, Holanda, França, norte da Itália, Checoslováquia e
Polônia, bem como ciganos e deportados alemães, foram mortos em
Auschwitz-Birkenau. Essas vítimas incluíam bebês e idosos. O depoimento de
Broad corroborou a noção de que a “seleção” significava morte instantânea em
uma câmara de gás após a chegada ao campo sem registro.36
A cremação alegadamente seguia.
As
capacidades dos crematórios/câmaras de gás, de acordo com Broad, que admitiu
nunca ter estado em um, eram como segue: Crematórios I e II de Birkenau — 3.000
a 4.000 pessoas cada, em salas subterrâneas. Crematórios III e IV de Birkenau —
2.000 pessoas cada, no nível do solo. O crematório V de Birkenau tinha
capacidade, ele disse, para 800 a 1.200 pessoas, mas continha apenas um fogão a gás. Ele asseverou que suas
informações detalhadas vieram de guardas e do fato que ele tinha testemunhado
fumigações em casernas e assumiu que
o procedimento era o mesmo usado para matar. (Ver o depoimento de Bendel,
abaixo.) Broad continuou que o assassinato era, na verdade, realizado pelos
fumigadores ou desinfetadores que fumigavam as roupas. Ele testemunhou que, em
1942 e 1943, os corpos, na medida do possível, eram cremados em crematórios.37 Posteriormente, eles eram queimados em
piras ao ar livre, porque os crematórios não tinham capacidade suficiente.
Broad declarou que as roupas das vítimas eram enviadas para a
Volksdeutschemittlestelle. O assassinato era alegadamente realizado usando duas
das latas maiores (de 1 quilograma).38
Broad testemunhou que, em março e abril de 1944, trens estavam enfileirados em
Birkenau, aguardando para transportar humanos para as câmaras de gás. Três
horas eram alegadas necessárias para processar uma carga de vítimas através das
câmaras de gás e crematórios.
O
depoimento de Perry Broad, ex-membro da SS, conseguiu dar músculo e vitalidade
às declarações fracas e anêmicas de Sehm e ao que antes eram apenas alegações
suspeitas, irresponsáveis e desconexas por parte dos propagandistas das
Nações Unidas. Uma argumentação suportável, embora reconhecidamente
inverossímil, de operação de extermínio, foi descrita, na qual milhões de
pessoas sem nome, sem rosto e não identificáveis foram conduzidas em massa,
sem serem reconhecidas, contadas ou registradas, de inúmeros trens diretamente
para câmaras de gás, onde foram mortas com Zyklon B e cremadas — passando de
uma existência ilusória e alegadamente incontestada para o esquecimento
empoeirado da imortalidade do “Holocausto” em apenas três horas. Esse testemunho
deve ter dissipado qualquer hesitação remanescente nas mentes “investigativas”
do Tribunal Militar Britânico, que se esforçava para corroborar as alegações da
propaganda de guerra e de cujo veredicto as vidas do Dr. Tesch e de Herr Weinbacher,
infortunadamente, dependiam. O Tribunal deve ter se sentido absolutamente
seguro ao declarar que “monstros alemães” haviam “gaseado” seis milhões de
judeus indefesos. Broad tinha fornecido a eles uma posição a qual, embora admitidamente
controversa, era argumentativamente suportável, visto que provavelmente não poderia
ser refutada de forma inequívoca naqueles ávidos por acreditar nela e,
portanto, todos os outros fatos poderiam e seriam, de alguma forma, encaixados
nesse quadro geral, por mais distorcido que pudesse estar em alguns particulares.
O
próprio Rottenführer Perry Broad estava em perigo por pelo menos dois motivos.
Como um cidadão brasileiro servindo como voluntário da SS, ele poderia ter sido
executado por traição em tempo de guerra. Como membro do destacamento da SS em
Auschwitz, tendo já escapado milagrosamente da morte ao ser capturado, ele era
um forte candidato a, pelo menos, um campo de trabalhos forçados soviético por
um número indeterminado de anos — se ele fosse rendido ao controle soviético. A
menos que ele apaziguasse seus captores, uma viagem de trem para Viena,
passando pelo campo de concentração americano de Eppensee39
e finalmente para a Rússia, uma viagem que muitos outros na SS haviam tomado,
era bastante provável. Broad fez o que considerou necessário para sua
sobrevivência.
Um
estudo mais profundo de seu depoimento e de seu “Relatório” revela muitas
falácias e contradições, muitas das quais devem ter sido evidentes para o
Tribunal Britânico. A suspeita daquele pequeno vestígio de sua evidência foi
justificada pelo fato de que, no “Julgamento de Auschwitz” em Frankfurt, em
1964-1965, ele fez exatamente o que inúmeras outras testemunhas fizeram, que
tiveram seus testemunhos arrancados à força por meio de ameaças, coerção ou
promessas. (Aqueles, isto é, que depois foram concedidos viver.) Mais tarde,
não sentindo mais o perigo de morte iminente, prisão ou deportação nas mãos de
captores enfurecidos e descontrolados, ele
denunciou grandes partes de seu depoimento anterior, que lhe salvou a vida,
como sendo baseadas no que ele tinha ouvido e não no que ele tinha testemunhado.
Essa mudança repentina levou Hannah Arendt e outros na época do “Julgamento de
Auschwitz”40 a descrever Broad em termos muito
menos elogiosos do que os usados pelo Major Draper nos procedimentos de
Curiohaus.41
Tradução
e palavras entre chaves por Mykel Alexander
33 Nota de William B. Lindsey: Bernd
Naumann, Auschwitz (New York:
Praeger, 1966), pp. 162-82.
34 Nota de William B. Lindsey: O
crematório existente em Auschwitz-Zasole possui três ventiladores (aberturas de
ventilação) no topo — um dos quais teria sido usado na operação de extermínio.
Todos os ventiladores são quadrados, com cerca de 20 cm de lado. Este
crematório é resultado da adição de um segundo forno contendo duas muflas (dois
locais de cremação) ao "Crematório Antigo", dando um total de quatro
locais de cremação (quatro muflas) neste local.
35 Nota de William B. Lindsey: O
sistema de numeração dos crematórios no complexo de Auschwitz pode causar
confusão. Na nomenclatura alemã, o crematório I ficava em Auschwitz-Zasole. Os
crematórios II e III ficavam em Auschwitz-Birkenau, assim como os edifícios
mencionados na literatura sobre o Holocausto como crematórios IV e V, mas pelos
alemães como “Badeanstalt(en) für Sonderaktion”. Este artigo se refere aos
crematórios II e III (na nomenclatura alemã de Birkenau) como nº I e nº II,
respectivamente.
36 Nota de William B. Lindsey: Este
conceito é um dos vários os quais devem ser verdadeiros sem questionamento para
que a intenção do “Holocausto” dos alemães e os números de 4 a 4,5 milhões de
judeus supostamente mortos em Auschwitz-Birkenau sejam aceitos como credíveis.
Após o que se presume ter sido uma pesquisa detalhada, o Museu de Auschwitz
revelou (conferir Danuta Czech, Hefte Aus
Auschwitz) que entre 1959 e 1964 apenas 202.499 números de prisioneiros
foram atribuídos em Auschwitz. O número 202.499 foi atribuído a um criminoso
alemão habitual de Mauthausen somente dez dias antes da captura do campo pelos
russos. A Cruz Vermelha Internacional, em dados publicados que, com base em
alegações das Nações Unidas, admite serem grosseiramente incompletos devido à
falta de dados de numerosos campos satélites, lista 50.923 pessoas mortas em
Auschwitz-Zasole, Auschwitz-Birkenau e Auschwitz-Buna (Monowitz). Os dois
primeiros campos são supostos que tenham sido os “campos de extermínio”. Os
dados são baseados no “Totenbuch”, livro de registros mantido pelos próprios
alemães em cada campo. Esses dados “incompletos” representam os registros
mantidos pelos alemães sobre os prisioneiros que morreram por todas as causas
nos três principais campos de Auschwitz. (A. de Cocatrix [Diretor do Serviço
Internacional de Busca, Arolsen, Alemanha], “The Number of Victims of the
National Socialist Persecution” [ver bibliografia].)
37 Nota de William B. Lindsey: Reitlinger
diz (p. 150) que o primeiro crematório construído em Auschwitz-Birkenau (nº I)
entrou em operação em 13 de março de 1943 e, até 13 de junho de 1943, ainda era
o único em funcionamento. Até então, o crematório de Auschwitz-Zasole era
utilizado. Eu não encontrei nenhum documento alemão que indique que o
crematório II em Birkenau tenha chegado a funcionar. Por outro lado, existem
muitos documentos que tratam da construção e operação do crematório I em
Birkenau. As supostas datas de funcionamento acima são “estimadas” por
historiadores do Holocausto.
38 Nota de William B. Lindsey: Prova
2 no julgamento (imagem ausente).
39 Nota de William B. Lindsey: Um
campo de concentração que fazia parte do sistema de Mauthausen.
40 Nota de William B. Lindsey: Bernd
Naumann, Auschwitz (New York:
Praeger, 1966), pp. xi-xxx.
41 Nota de William B. Lindsey: Alguns
podem dizer que Perry Broad não jogou com honra, mas é preciso reconhecer que
ele avaliou corretamente a natureza do jogo mortal sendo jogado com ele e os
outros, e, por meio de sua habilidade — ainda que ardilosa — em lidar com seus
algozes, ele ganhou a vida enquanto muitos outros, sendo honestos, tinham
perdido a sua. Em 1945, na Alemanha conquistada e ocupada, isso era tudo o que ainda
importava para a mente de muitas pessoas!
Zyklon B, Auschwitz, and Bruno Tesch, por William B. Lindsey, The Journal of Historical Review, Fall 1983 (Vol. 4, nº 3), páginas 261-303.
https://ihr.org/journal/v04p261_Lindsey.html
Sobre o autor: William B. Lindsey (19??-1993) obteve seu diploma de bacharel em ciências pela Universidade do Texas e seu doutorado em Química pela Universidade de Indiana. Trabalhou como químico pesquisador profissional em uma grande corporação por 31 anos. Como químico profissional tinha grande interesse na história da Segunda Guerra Mundial, ele tinha particular curiosidade pelas alegações de assassinatos em massa de judeus em “câmaras de gás” em Auschwitz-Birkenau, utilizando gás cianeto de hidrogênio do Zyklon B, um inseticida e pesticida comercial. Consequentemente, realizou diversas visitas de inspeção aos locais na Polônia onde supostamente ocorreram os “campos de extermínio” da guerra, incluindo Auschwitz, Auschwitz-Birkenau e Majdanek. Foi membro da comissão editorial do The Journal of Historical Review desde 1983. Em fevereiro de 1985, ele testemunhou no julgamento do Holocausto em Toronto, conduzido pelo editor germano-canadense Ernst Zündel. Lindsey foi reconhecido pelo tribunal como perito em cianeto de hidrogênio. Sua atuação baseou-se em um exame minucioso das câmaras de gás em Auschwitz, Birkenau e Majdanek, e em seus anos de experiência.
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