domingo, 15 de março de 2026

IRÃ – a última vítima de todas da mentalidade judaica de raça superior - por Povl H. Riis-Knudsen

 

Povl H. Riis-Knudsen

É desanimador ver a reação da chamada direita à guerra de agressão não provocada de Israel (e seus vassalos americanos) contra o Irã. Pode-se duvidar seriamente que ainda exista inteligência suficiente na ala nacionalista. Há muitos aspectos nessa questão – eu não posso prometer que conseguiremos abordá-los todos aqui, mas vamos ao menos tentar tocar os mais importantes.

1: Muitos poucos ocidentais têm qualquer noção sobre o Irã e os assuntos iranianos – e certamente não sobre a história do Irã. Contudo, esse conhecimento é um pré-requisito para se ter qualquer opinião sobre esse ataque criminoso. Se você não sabe nada sobre o Irã, é melhor se manter longe de seu teclado.[1]

2: Os iranianos que, infelizmente, se encontram neste país vieram principalmente porque estavam fugindo do serviço militar durante a guerra dos Estados Unidos (ou seja, de Israel) contra o Irã na década de 1980 — porque era isso que a guerra representava. O Iraque era apenas um instrumento dos Estados Unidos — e a gratidão que Saddam Hussein recebeu por seus esforços demonstra claramente que ser amigo dos EUA é literalmente mortal — Saddam Hussein simplesmente sabia demais. Desde o início, esses iranianos pertenciam ao segmento da população que apoiava a ditadura sangrenta do Xá contra a maioria do povo iraniano. A opinião deles sobre o assunto é irrelevante. Eles foram traidores de seu povo desde o primeiro dia. Eles não representam o povo iraniano, mas somente uma pequena minoria.

3: O Irã não é um país árabe, mas sim um país indo-europeu. Sua cultura remonta a milhares de anos e se estende muito além da conquista muçulmana. O idioma iraniano é uma língua indo-europeia, assim como o dinamarquês e o inglês. Os iranianos são nossos irmãos — ou pelo menos nossos primos. No entanto, a história fez com que existam muitas minorias dentro das fronteiras do Irã, como azeris, curdos, árabes e muitas outras. Esta é uma fragilidade à qual nós retornaremos.

4: O Irã é um país muçulmano. Há duas vertentes muito diferentes do Islã: sunita e xiita. O Irã é um país muçulmano xiita. Há muçulmanos xiitas na maioria dos países do Oriente Médio, mas nos países árabes a liderança é predominantemente sunita. Compreender o Irã exige um conhecimento básico do Islã xiita. Contudo, existe ampla liberdade religiosa no Irã. Há diversas denominações cristãs, o Islã sunita e o zoroastrismo (adoradores do fogo, uma antiga religião persa). O trabalho missionário de religiões que não o Islã é proibido, assim como em outros países muçulmanos.

5: A força, o tamanho e a população do Irã (93 milhões) o tornaram o principal inimigo de Israel, já que o Irã também apoia a luta palestina pela liberdade. É o último país na lista de Israel para os EUA de países do Oriente Médio que devem ser destruídos. Todos os outros já foram destruídos: Síria, Líbano, Iraque, Líbia, Sudão. Os demais países árabes são meros estados vassalos de Israel. Em todos os casos, o vilão são os EUA – o inimigo número 2 da humanidade. O número 1 é Israel. Se o mundo quiser ter paz, esses dois estados devem desaparecer do mapa em sua forma atual.

6: O Irã é um país imensamente rico. Uma parte significativa de sua riqueza vem do petróleo. Isso também se provou uma das maldições do Irã, pois sempre tem atraído interesses estrangeiros.

7: O Irã de fato havia estabelecido um governo democrático até que a Inglaterra e os EUA derrubaram conjuntamente o governo democrático de Mohammad Mosaddegh em 1953, porque Mosaddegh havia cometido o pecado mortal de nacionalizar a indústria petrolífera do país. Quando os EUA falam em querer “democratizar” o Irã, portanto, soa mais do que vazio. Em vez de Mosaddegh, Mohammad Reza Pahlavi foi instalado como governador, pois era isso que ele era, embora mais tarde tenha assumido o título de xá. Pahlavi não representava o povo iraniano, mas os EUA, e iniciou uma ocidentalização dura e forçada do país. Isso significa que, na Europa e nos EUA, há uma tendência a ver a ditadura Pahlavi como uma era de ouro e o Xá como um homem do progresso – porque, da nossa perspectiva, somos naturalmente muito mais desenvolvidos e civilizados do que todos os outros. O Xá fez o possível para que o país se assemelhasse aos Estados Unidos, mas esses esforços inevitavelmente mobilizaram a população contra ele, pois a população era e é muçulmana e desejava viver como muçulmana, mesmo naquela época. O movimento de resistência muçulmana foi combatido com medidas brutais. Prisões, uso generalizado de tortura, execuções arbitrárias, etc., eram parte da desordem diária. O líder muçulmano Ruhollah Khomeini foi forçado ao exílio em Paris, de onde liderou o movimento de resistência. Apesar do apoio maciço dos Estados Unidos à ditadura, o regime de Pahlavi entrou em colapso, e Khomeini pôde retornar e foi recebido como um herói pelo povo iraniano — ainda há alguns de nós que se lembram das imagens da televisão daquela época. O regime atual é precisamente o resultado de uma subelevação popular. A embaixada americana foi invadida e exposta pelo que realmente era: um centro de espionagem — e a sede do verdadeiro governo secreto do Irã.

A maioria do povo iraniano odeia os Estados Unidos pelo que o país fez ao Irã (principalmente durante a guerra por procuração de oito anos com o Iraque).

8: O Irã TEM um governo muçulmano com o Conselho dos Guardiães e o Líder Supremo como garantidores de que o governo do país não adote políticas que se desviem do Islã. Mas há eleições que determinam quem será o presidente e quem ocupará as cadeiras no parlamento. Os candidatos precisam ser aprovados – o que não é uma má ideia. Isso protege contra a eleição de completos idiotas, como sabemos pelo exemplo do parlamento e do governo ocidentais. No Irã, as qualificações da primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, seriam suficientes apenas para limpar um banheiro público. Como ocidentais, NÓS podemos gostar ou não desse sistema. Não é da nossa conta. É um assunto interno iraniano e nenhum estrangeiro tem o direito de interferir. Nós podemos provavelmente concordar que não queremos esse sistema aqui, mas, então novamente, nós não o temos, e o Irã não representa qualquer ameaça aos EUA ou à Europa.

9: Donald Trump também não conhece nada sobre o Irã, como ele demonstrou claramente. No geral, Donald Trump tem sido uma grande decepção. Ele tem feito consistentemente o oposto do que prometeu durante a campanha eleitoral: manter os EUA fora de guerras insensatas. No entanto, ele não fez nada além de envolver os EUA em guerras e conflitos – e a guerra contra o Irã pode muito bem ser sua ruína. É ilegal – tanto sob o direito internacional quanto sob a Constituição dos EUA – mas Trump declarou abertamente que não reconhece nenhuma lei – apenas sua própria consciência. Contudo, é duvidoso que ele tenha uma. Esta não é a guerra de Trump, porém; é a guerra de Netanyahu. Mas por que Trump está travando esta guerra – que ameaça sua posição como presidente e o fará perder as eleições de meio de mandato em novembro, deixando-o paralisado pelo resto de seu mandato presidencial, caso não sofra impeachment antes disso? Por que se envolver nesta guerra? Sabemos que Israel controla os EUA. Judeus ricos controlam a capital, a indústria do entretenimento, a mídia e quase todas as instituições de ensino superior — e, por meio de sua riqueza, determinam quem pode ser eleito para o Congresso — e para a presidência. A campanha eleitoral de Trump foi financiada com dinheiro judeu — e sua filha é casada com um judeu e se converteu ao judaísmo. Quando ele permite que Jared Kushner, seu genro judeu — que não tem qualquer função no governo americano — e seu amigo de golfe, Steve Wittkoff, também judeu — que também não ocupa nenhum cargo oficial, mas, assim como Kushner, é apenas um especulador — viajem pelo mundo como negociadores, inclusive em relação às relações com o Irã, ele está zombando dos diplomatas profissionais em geral e dos iranianos em particular.

Mas Trump não está concorrendo à reeleição, e as eleições de meio de mandato provavelmente não serão vencidas neste momento, então por que ele está fazendo isso? Não é difícil imaginar que Netanyahu esteja de posse de todos os arquivos de Epstein. Será que Netanyahu tem provas incriminatórias contra Trump? Em qualquer caso, esta guerra é uma ótima distração do escândalo Epstein, do qual, subitamente, ninguém mais fala...

Mas provavelmente Trump também tem sido mal informado sobre a situação real no Irã de propósito! Ele acreditava que a mudança de regime poderia ser alcançada matando o líder do país. Que ingenuidade. Trump pode ter acreditado que o país inteiro acolheria os americanos (e os judeus?) como libertadores. Isso só demonstra sua ignorância sobre o Irã, sua história e o país. Os iranianos ainda odeiam os EUA. Como essa estratégia falhou, nós temos ouvido inúmeras outras razões pelas quais este ataque bárbaro foi necessário:

9.1 Para impedir o Irã de desenvolver armas nucleares; aliás, eles estavam a apenas uma semana de ter uma bomba nuclear. Bem, isso vem sendo dito há 40 anos*1 – e eles ainda não desenvolveram uma. Além disso, Trump afirma ter destruído completamente o programa nuclear iraniano na Guerra dos Doze Dias, há seis meses. Como isso se encaixa? Ademais, o líder supremo, recentemente assassinado, havia emitido uma fatwa {ou fátua, pronunciamento legal de um líder religioso islâmico} contra o desenvolvimento de armas nucleares – uma proibição motivada por questões religiosas. Trump assassinou aquela que provavelmente era a figura mais moderada da liderança iraniana. Imagino que seus sucessores reconsiderarão essa fatwa. A razão pela qual o Irã se encontra em sua situação atual é justamente por não ter desenvolvido armas nucleares, vide Coreia do Norte, que vive em paz justamente por possuir armas nucleares. Aliás, alguém se lembra da lenda das inexistentes armas de destruição em massa de Saddam Hussein?

9.2 Porque o Irã alegadamente controla todos os movimentos terroristas do mundo. Outra alegação inventada. O Irã apoia o povo palestino e defende o sul do Líbano contra a agressão israelense. É uma reação ao terror israelense.[2]

9.3 Para impedir mais execuções de rebeldes. Que comovente. E quanto aos quase 100.000 palestinos assassinados em Gaza? Que tal impedir isso? Seria fácil. Mas, ah não, eles eram apenas palestinos. No Irã, estávamos falando de agentes da CIA e do Mossad que haviam entrado clandestinamente. Era a raça superior, ou pelo menos seus servos.

9.4 Porque o Irã ameaçava os EUA. É preciso muita imaginação para visualizar isso!

9.5 Entre as explicações mais bizarras está a do Ministro da Guerra, Hegseth, de que Trump foi ungido por Deus para iniciar o Armagedom, que é um pré-requisito para o retorno de Jesus. Ele realmente disse isso. E são pessoas como ele que querem governar o mundo. Que Deus nos ajude a todos!

O fato é que as ideias de Trump sobre o Irã não tinham qualquer base na realidade. Ele é um homem estúpido e, como a maioria dos americanos, desinformado sobre o mundo que deseja governar como sua propriedade pessoal. É precisamente isso que o torna, e aos EUA, perigoso.

Ao matar Khamenei, ele não matou apenas o líder político supremo do Irã. Ele matou o líder religioso supremo da vasta maioria dos iranianos – o segundo líder mais importante de todos os muçulmanos xiitas. Ele o transformou em um mártir – e o martírio ocupa um lugar especial no islamismo xiita. Com esse assassinato, Trump fez a pior coisa possível que poderia fazer se seu objetivo era derrubar o regime.

Há muita especulação sobre o porquê de todas essas pessoas estarem reunidas na residência oficial de Ali Khamenei naquele momento – e não em um bunker. Uma explicação é que Khamenei buscava deliberadamente o martírio. Ele pode ter buscado o martírio para si mesmo, mas dificilmente para seus associados mais próximos, muito menos para seus filhos e netos. Acredita-se que ele tenha recebido uma oferta de paz americana que precisava ser discutida e respondida. Como diz o lema do Mossad: “Por meio do engano!”

10: Esta guerra pode mudar o mundo. Os estados do Golfo perceberam que é perigoso ser amigo dos Estados Unidos. Bases americanas estão sendo bombardeadas, a vida econômica está sendo afetada e os turistas estão sendo afastados. Um bloqueio no Estreito de Ormuz poderia triplicar o preço do petróleo em poucos dias. A Europa se isolou da energia russa, barata e confiável. A Rússia pode suprir a China com tudo o que lhe faltar dos estados do Golfo. A Europa está indo à bancarrota.

11: O objetivo de Israel é criar um Israel do Mediterrâneo ao Rio Eufrates, expulsando a população árabe nativa, que inundará a Europa (e outros países de maioria europeia) como refugiados. Isso contribuirá para o colapso da Europa (e de outros países de maioria branca) e criará ainda mais ódio contra os muçulmanos e, implicitamente, maior apreço pelo estado criminoso judeu no Oriente Médio, que é a origem do desastre. É satânico – mas bem planejado. Os judeus são pessoas inteligentes – e os europeus e americanos brancos são estúpidos. O apoio do Irã aos palestinos impede a concretização desses planos.

12: A CIA está armando os curdos, que também são numerosos no Irã, para incitá-los a se rebelarem contra os iranianos. Como recompensa, foi prometido a eles um Estado próprio – um sonho que os curdos acalentam há séculos. Isso pode incitar outras minorias no Irã a lutarem por seu próprio Estado, fragmentando o país em átomos,*2 mas inevitavelmente forçará a Turquia a entrar na guerra ao lado do Irã. A Turquia jamais aceitará voluntariamente um Estado curdo, assim como o Iraque e a Síria, mas Israel já castrou esses dois Estados. A Turquia, contudo, é uma poderosa força militar. Que direito têm os americanos de interferir em tais assuntos?

13: A grande incógnita. A China e a Rússia aceitarão uma derrota iraniana? Não creio – e isso significaria a Terceira Guerra Mundial, que inevitavelmente terminaria em guerra nuclear. Depois disso, preocupações posteriores serão supérfluas.

14: Israel é um Estado terrorista – e os EUA são o braço estendido de Israel. As ambições imperialistas dos EUA e de Israel representam a maior ameaça à paz mundial, à humanidade e à própria existência do planeta. Nós não podemos ter uma ordem mundial em que um único país – os EUA – dite os rumos em todo o planeta. É preciso criar um tribunal internacional para julgar todos esses belicistas e criminosos contra a humanidade. Oficiais e políticos alemães foram enforcados em Nuremberg por muito menos!

15: Pode-se debater se são os EUA que dirigem e facilitam Israel – ou vice-versa. O fato é que os dois estão intimamente ligados. Israel é o irmão mais novo, mas é o irmão mais novo quem dá as cartas, porque é ele quem detém o poder econômico nos EUA. Lembrem-se do filme “Wag the Dog” – essa é a situação que nós estamos enfrentando. É o rabo que abana o cachorro. Nesse contexto, Epstein desempenha um papel muito importante. Israel possui provas incriminatórias contra grande parte das elites americanas e europeias!

16: Será que a democracia é sequer uma forma desejável de governo? Basta observar os governos que essa forma de organização dos Estados criou. Os Estados Unidos e a Europa dificilmente são exemplos a serem seguidos! Como diz o ditado: o ouro afunda – a merda flutua!

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Notas


[1] Nota do editorial de The Occidental Observer: Se você quiser saber mais sobre o Irã, confira um dos artigos anteriores de Povl:

https://danmarksfrihedsraad.com/2026/01/23/iran-3/ 

*1 Fonte utilizada por Povl H. Riis-Knudsen:

https://www.youtube.com/watch?v=Mzmtdwsef8s

[2] Nota do editorial de The Occidental Observer: Povl escreveu sobre o conflito Israel-Palestina nos seguintes artigos (em dinamarquês):

https://danmarksfrihedsraad.com/2023/04/09/on-palestine/

https://danmarksfrihedsraad.com/2024/03/03/israel-et-mislykket-samfund-en-mislykket-stat/ 

*2 Fonte utilizada por Povl H. Riis-Knudsen:

https://en.wikipedia.org/wiki/Yinon_Plan

Fonte: IRAN – the latest victim of the Jewish master race mentality, por Povl H. Riis-Knudsen, 12 de março de 2026, The Occidental Observer.

https://www.theoccidentalobserver.net/2026/03/12/iran-the-latest-victim-of-the-jewish-master-race-mentality/

Sobre o autor: Povl H. Riis-Knudsen (1949) é um linguista (graduado na Universidade de Aarhus em alemão e inglês) e ativista político dinamarquês.

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sexta-feira, 13 de março de 2026

Tradicionalismo religioso contra as forças encarnadas em EUA e Israel - por Raphael Machado

 

Raphael Machado


A altivez e os sucessos do Irã contra as forças satânicas do Capital encarnado nos EUA e Israel demonstram, sem sombra de dúvidas, a superação do marxismo como tecnologia política de luta anti-imperialista e sua substituição pelas forças do tradicionalismo religioso.

Hoje, todo anti-imperialismo que não se guie pela adesão a um tradicionalismo religioso fede a mofo e naftalina; é relíquia do século XX. Escolasticismo acadêmico para idosos caducos e universitários performáticos.

A “cruzada” ortodoxa da Rússia catecôntica, abençoada pelo Patriarcado de Moscou, contra as hordas selvagens e degeneradas do otanismo pseudo-ucraniano, já havia dado o sinal disso. O Irã confirma aquilo já indicado pela Rússia.

Não é nenhum país marxista a vanguarda, hoje, mas a “teocracia” da República Islâmica do Irã, com sua base neoplatônica, e a “sinfonia de poderes” da Terceira Roma catecôntica entre o autokrator Putin e o Patriarcado.

 


Sobre o autor: Raphael Machado é graduado em Direito e é um estudioso das tradições universais.


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quinta-feira, 12 de março de 2026

{Contribuição iraniana no revisionismo e na historiografia crítica ocidental - Outubro de 2012} - Uma Visita Bem-Sucedida ao Irã - por Mark Weber

 

Mark Weber


Por Mark Weber, Diretor do Institute for Historical Review

Entre os destaques da minha recente visita ao Irã, foi uma participação especial em um influente programa de televisão de horário nobre sobre assuntos públicos, um encontro memorável com o presidente do país {Mahmoud Ahmadinejad} e uma palestra bem recebida sobre “O Lobby Sionista na América”, proferida para uma plateia de centenas de estudantes universitários de Teerã.

A visita de nove dias — de 31 de agosto a 9 de setembro — também incluiu diversas entrevistas, um breve discurso para mais de cem pessoas no centro presidencial em Teerã, conversas informativas com escritores e cineastas de diferentes países e discussões proveitosas com jornalistas, acadêmicos, estudantes e autoridades iranianas.

Essa visita, com todas as despesas pagas, me ajudou a compreender melhor o país que tem estado tão presente nas notícias nos últimos anos e que está sendo ameaçado por ataques de Israel. Eu também aprendi muito mais sobre a vida social, cultural e política do país, bem como sobre a perspectiva, as atitudes e as esperanças de seu povo. Além disso, eu pude oferecer aos iranianos uma perspectiva informada sobre os eventos recentes e as tendências de longo prazo nos Estados Unidos.

Em uma reunião do IHR {Institute for Historical Review} no sul da Califórnia, em 29 de setembro, eu falei sobre o que eu aprendi e realizei durante a visita. Nesta palestra oportuna, intitulada “O que aprendi no Irã”, eu também descrevi um pouco de como os iranianos vivem e trabalham, e eu dei uma olhada na história das relações entre os EUA e o Irã, bem como as perspectivas de uma guerra contra o país por parte de Israel ou dos EUA. (Esta palestra de 75 minutos pode ser ouvida ou baixada do site do IHR e também está disponível em CD.)

A Anti-Defamation League {Liga Antidifamação} (ADL), uma influente organização judaico-sionista, divulgou uma declaração sobre minha estadia no Irã que, em seu estilo habitual, deturpou maliciosamente minhas opiniões e o que eu realmente fiz e disse durante a visita.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 

Mark Weber discursa para centenas de estudantes universitários em uma reunião no centro de Teerã.


Parte da plateia no auditório lotado em Teerã, durante o discurso de Weber em 6 de setembro.


Os alunos acompanham atentamente o discurso de Weber sobre “O Lobby Sionista na América.”


O organizador do encontro, Sr. A. Raefipour, ao apresentar Weber aos presentes.


Weber está ao lado de A. Raefipour (de jaqueta) e da tradutora Maryam Ghazvini enquanto o hino nacional é tocado na abertura do encontro estudantil de 6 de setembro em Teerã.


Ao lado de Mark Weber está Maryam Ghazvini, uma iraniana bem-educada e multilingue que traduziu habilmente para farsi o discurso que ele proferiu em 6 de setembro para uma grande plateia de estudantes no centro de Teerã.


Na cerimônia de abertura do festival e conferência “Novo Horizonte”, no hotel Eram, em Teerã, em 2 de setembro de 2012. Mark Weber, diretor do IHR, é o terceiro da direita para a esquerda. À extrema esquerda está Gholamreza Montazemi, organizador do festival. Nader Talebzadeh, cineasta e apresentador de televisão iraniano, está no centro, com jaqueta clara e óculos.


Gholamreza Montazemi, organizador do projeto “Novo Horizonte”, em conversa com Mark Weber.


Mark Weber em uma sessão da conferência “Novo Horizonte” em Teerã, com o organizador Gholamreza Montazemi.


Mark Weber, à direita, em uma reunião no centro presidencial em Teerã, em 5 de setembro. À esquerda está o presidente Mahmoud Ahmadinejad.


Weber discursa para o presidente Amadinejad e mais de uma centena de outros homens e mulheres no centro presidencial em Teerã, em 5 de setembro.


Mark Weber, à direita, no saguão do hotel Eram, no norte de Teerã. À esquerda está Darnell Summers, ativista pacifista nascido em Detroit. O segundo da esquerda é Merlin Miller, cineasta e candidato da “Terceira Posição Americana”. Thierry Meyssan, o segundo da direita, é um escritor e intelectual francês.


Teerã à noite. Com vista para a capital iraniana, ergue-se a Torre Milad, o sexto edifício mais alto do mundo.


Pessoas relaxando em Teerã


Iranianos típicos


Fonte: A Successful Visit to Iran, by Mark Weber, Director, Institute for Historical Review, October 2012

https://ihr.org/other/sept12ihrupdate

Sobre o autor: Mark weber é um historiador americano, escritor, palestrante e analista de questões atuais. Ele estudou história na Universidade de Illinois (Chicago), na Universidade de Munique (Alemanha), e na Portland State University. Ele possui um mestrado em História Europeia da Universidade de Indiana. Desde 1995 ele tem sido diretor do Institute for Historical Review, um centro independente de publicações, educação e pesquisas de interesse público, no sul da Califórnia, que trabalha para promover a paz, compreensão e justiça através de uma maior consciência pública para com o passado. Foi por anos editor do The Journal for Historical Review. Em março de 1988, ele testemunhou por cinco dias no Tribunal Distrital de Toronto como uma testemunha especialista reconhecida na política judaica da Alemanha durante a guerra e na questão do Holocausto.

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Petróleo ou 'o Lobby' {judaico-sionista} um debate sobre a Guerra do Iraque

Iraque: Uma guerra para Israel - Por Mark Weber

O afrouxamento do controle – Uma oportunidade histórica para resolver a questão palestina após o colapso do sionismo na batalha de narrativas - conclusões autorizadas pela publicidade da liderança iraniana Ali Khamenei.

O Grande Israel e o Messias Conquistador - por Alexander Dugin

Quando a Diplomacia se Torna Teologia {na verdade fanatismo religioso}: Israel e o Caso Mike Huckabee. A Erosão da Ordem Jurídica - por Laala Bechetoula

“Grande Israel”: O Plano Sionista para o Oriente Médio O infame "Plano Oded Yinon". - Por Israel Shahak - parte 1 - apresentação por Michel Chossudovsky (demais partes na sequência do próprio artigo)

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A Psicopatia Bíblica de Israel - por Laurent Guyénot

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O peso da tradição: por que o judaísmo não é como outras religiões - por Mark Weber

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O truque do diabo: desmascarando o Deus de Israel - Por Laurent Guyénot - parte 1 (Parte 2 na sequência do próprio artigo)

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Deus, os judeus e nós – Um Contrato Civilizacional Enganoso - por Laurent Guyénot

Desde há dois anos {da incursão do Hamas sobre Israel em 07 de outubro} - por Israel Shamir

{Israel, lobby sionista, fanatismo cristão e censura no meio acadêmico} - O fim da liberdade acadêmica - por Christopher Hedges e Maura Finkelstein

{Israel, lobby sionista e fanatismo} Abolição da Primeira Emenda - por Christopher Hedges

Raízes do Conflito Mundial Atual – Estratégias sionistas e a duplicidade Ocidental durante a Primeira Guerra Mundial – por Kerry Bolton

Conversa direta sobre o sionismo - o que o nacionalismo judaico significa - Por Mark Weber

Judeus: Uma comunidade religiosa, um povo ou uma raça? por Mark Weber

Controvérsia de Sião - por Knud Bjeld Eriksen

Sionismo e judeus americanos - por Alfred M. Lilienthal

Um olhar direto sobre o lobby judaico - por Mark Weber

Antissemitismo: Por que ele existe? E por que ele persiste? - Por Mark Weber

Por trás da Declaração de Balfour A penhora britânica da Grande Guerra ao Lord Rothschild - parte 1 - Por Robert John {as demais 5 partes seguem na sequência}

A cultura do engano de Israel - por Christopher Hedges

A Crítica de Acusação de Antissemitismo: A legitimidade moral e política de criticar a Judiaria - por Paul Grubach

Táticas do Lobby Judaico na Supressão da Liberdade de Expressão - por Tony Martin

Argumentos contra O PROJETO DE LEI nº 192 de 2022 (PL 192/2022) que propõe criminalizar o questionamento do alegado HOLOCAUSTO, o que, por consequência, inclui criminalizar também quaisquer exames críticos científicos refutando a existência do alegado HOLOCAUSTO – por Mykel Alexander

Liberdade para a narrativa da História - por Antonio Caleari

A mentira a serviço de “um bem maior” - Por Antônio Caleari

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Quem são os Palestinos? - por Sami Hadawi

Palestina: Liberdade e Justiça - por Samuel Edward Konkin III

Memorando para o presidente {Ronald Reagan, tratando da questão Palestina-Israel} - quem são os palestinos? - por Issah Nakheleh

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Historiadores israelenses expõem o mito do nascimento de Israel - por Rachelle Marshall

Resenha de: A Legacy of Hate: Anti-Semitism in America {Um legado de ódio: antissemitismo na América}, de Ernest Volkman - por Louis Andrew Rollins

Resenha de The Fateful Triangle: The United States, Israel & The Palestinians {O Triângulo Fatídico: Os Estados Unidos, Israel e os Palestinos} de Noam Chomsky por Louis Andrew Rollins

Resenha de THE DECADENCE OF JUDAISM IN OUR TIME {A DECADÊNCIA DO JUDAÍSMO EM NOSSO TEMPO}, de Moshe Menuhin, por David McCalden (escrito sob o pseudônimo Lewis Brandon)

Resenha de GENOCIDE IN THE HOLY LAND {GENOCÍDIO NA TERRA SANTA}, Rabbi Moshe Schonfeld, Neturei Karta dos EUA - por Bezalel Chaim

Genocídio em Gaza - por John J. Mearsheimer

{Retrospectiva 2023 - Genocídio em Gaza} - Morte e destruição em Gaza - por John J. Mearsheimer

O Legado violento do sionismo - por Donald Neff

{Retrospectiva 1946 – terrorismo judaico-sionista} - O Ataque ao Hotel Rei David em Jerusalém - por W. R. Silberstein

Crimes de Guerra e Atrocidades-embustes no Conflito Israel/Gaza - por Ron Keeva Unz

A cultura do engano de Israel - por Christopher Hedges

Será que Israel acabou de experimentar uma “falha de inteligência” ao estilo do 11 de Setembro? Provavelmente não. Aqui está o porquê - por Kevin Barrett

Residentes da faixa de Gaza fogem do maior campo de concentração do mundo - A não-violência não funcionou, então eles tiveram que atirar para escapar - por Kevin Barrett

Por Favor, Alguma Conversa Direta do Movimento pela Paz - Grupos sionistas condenam “extremistas” a menos que sejam judeus - por Philip Giraldi

A Supressão do Cristianismo em Seu Berço - Israel não é amigo de Jesus - por Philip Giraldi

Estranhezas da Religião Judaica - Os elementos surpreendentes do judaísmo talmúdico - parte 1 - Por Ron Keeva Unz

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Grande rabino diz que não-judeus são burros {de carga}, criados para servir judeus - por Khalid Amayreh

{Massacres sobre os alauítas após a queda da Síria de Bashar Hafez al-Assad} - por Raphael Machado

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Guerra de agressão não declarada dos EUA-OTAN-Israel contra a Síria: “Terrorismo da al-Qaeda” para dar um golpe de Estado contra um governo secular eleito - por Michael Chossudovsky

Por que querem destruir a Síria? - por Dr. Ghassan Nseir

Sionismo e o Terceiro Reich - por Mark Weber

O Mito do extermínio dos judeus – Parte 1.1 {nenhum documento sequer visando o alegado extermínio dos judeus foi jamais encontrado} - por Carlo Mattogno

O que é ‘Negação do Holocausto’? - Por Barbara Kulaszka