segunda-feira, 7 de setembro de 2026

{URSS e o terrorismo judaico-bolchevique} Bolcheviques judeus e assassinatos em massa: Rozalia Zemlyachka e os judeus responsáveis pelo banho de sangue na Crimeia, 1920 - parte 2 - Os terroristas judeus-bolcheviques - por Karl Nemmersdorf

Continuação de {URSS e o terrorismo judaico-bolchevique} Bolcheviques judeus e assassinatos em massa: Rozalia Zemlyachka e os judeus responsáveis pelo banho de sangue na Crimeia, 1920 - parte 1 - introdução - por Karl Nemmersdorf

 Karl Nemmersdorf

O Massacre na Crimeia

O Barão Wrangel e a Evacuação da Crimeia. No outono de 1920, os bolcheviques haviam assegurado seu poder; a Guerra Civil estava essencialmente encerrada. Havia, contudo, um enclave de forças “Brancas” sob o comando do Barão Wrangel resistindo na Crimeia. Peter Wrangel — descendente de uma ilustre família nobre alemã-báltica com um histórico de serviços prestados à Prússia e à Rússia — era um imponente ex-general czarista, um homem de grande competência e força de caráter.32 Embora as forças reduzidas de Wrangel não representassem uma ameaça capaz de derrubar o regime de Moscou, ele pretendia manter um território que servisse de refúgio para russos antibolcheviques e de modelo político para uma futura Rússia não-comunista. Centenas de milhares de refugiados políticos, fugindo do Terror Vermelho, reuniram-se na Crimeia sob sua proteção. Os bolcheviques, naturalmente, não tinham a menor intenção de permitir que Wrangel mantivesse qualquer parte do solo russo. Com o arrefecimento da Guerra Civil e o fim do conflito com a Polônia,*7 os Vermelhos reuniram grandes forças para tomar a Crimeia.

O general Mikhail Frunze foi o comandante da Frente Sul, encarregada de limpar as forças de Wrangel da Crimeia. Seu superior era Trotsky, Comissário da Guerra desde março de 1918 e criador do Exército Vermelho. Um Conselho Militar Revolucionário composto por três homens dirigia as operações da Frente Sul; integrando o conselho ao lado de Frunze estavam os judeus Bela Kun e Sergei Gusev. (Analisaremos esses homens mais adiante; eles logo comandariam o banho de sangue que é o tema deste trabalho.) Frunze reuniu mais de 300.000 homens para enfrentar os 70.000 de Wrangel. Os Brancos estavam confiantes, pois a única entrada para a Crimeia era o estreito Istmo de Perekop, que haviam fortemente fortificado. No entanto, a superioridade numérica decidiu o desfecho e, após lançarem duas ofensivas (em 28 de outubro e 7 de novembro), os Vermelhos invadiram a Crimeia.33 Wrangel já havia planejado cuidadosamente uma evacuação e conduziu seu exército, por meio de uma retirada em combate, até vários portos; de lá, a maior parte da tropa — juntamente com milhares de civis refugiados — foi evacuada para Constantinopla, utilizando-se de todas as embarcações disponíveis. “O fato de a evacuação ter ocorrido com o mínimo de pânico e desordem foi uma prova brilhante da capacidade de Wrangel de controlar tropas e civis.”34 Quase 150.000 pessoas conseguiram escapar, mas, infelizmente — tragicamente —, dezenas de milhares ficaram para trás. Cenas comoventes desenrolaram-se nos cais à medida que a última esperança desaparecia no horizonte e as tropas Vermelhas se aproximavam.

Os terroristas judeus. Para compreender o papel dos judeus que dirigiram o Terror Vermelho na Crimeia, é preciso examinar os órgãos de controle político e militar estabelecidos pelos bolcheviques. O órgão supremo de controle dos assuntos militares soviéticos era o Conselho Militar Revolucionário da República, chefiado por Trotsky; seu vice era o competente médico judeu de vinte e sete anos Ephraim Sklyansky, um fumante inveterado. Bolchevique desde 1913, Sklyansky participou do golpe de novembro em Petrogrado e chamou a atenção de Trotsky; sob o comando deste, exerceu grande autoridade, gerenciando as operações na sede central enquanto Trotsky estava ausente, comandando exércitos durante a Guerra Civil. Trotsky e Sklyansky acompanhavam de perto a situação na Crimeia, visto que era o único teatro de operações militares naquele momento. Diretamente subordinado a esse conselho estava o Conselho Militar Revolucionário (CMR) da Frente Sul, que comandou o Exército Vermelho na ocupação da Crimeia. Sergei Gusev permaneceu nesse órgão, enquanto Bela Kun deixou o cargo para assumir uma função mais direta.

O Estado bolchevique erigiu vários Comitês Revolucionários regionais provisórios (distintos dos Conselhos Revolucionários-Militares), detentores de plenos poderes para supervisionar a transição de zonas de guerra para a administração civil regular. Um desses comitês foi então estabelecido para a Crimeia.35 Dois judeus integravam esse corpo dirigente: Bela Kun, que o presidia, e Samuel Davydovich Vulfson. Essa posição tornava Kun o homem mais poderoso da Crimeia. Algumas fontes apontam Zemliachka como membro do comitê, mas as de maior rigor acadêmico não o fazem; sigo estas últimas. Havia também quatro membros não judeus.

Havia dois outros braços do regime comunista ativos na Crimeia: o Comitê do Partido Bolchevique da Crimeia e diversos destacamentos da Cheka, a temida polícia secreta. Entre os componentes notáveis ​​da Cheka estavam os “departamentos especiais” designados ao Exército Vermelho nos níveis de divisão e de exército; tratava-se de unidades de contrainteligência com amplas atribuições, incluindo a repressão à contrarrevolução. Esses destacamentos desempenhariam um papel fundamental no massacre que se avizinhava. Lênin nomeou Zemliachka secretária-executiva do recém-criado Comitê do Partido, tornando-a a principal autoridade partidária na região, e vários judeus — entre eles Semyon Dukelsky e Ivan Danishevsky — ocuparam cargos importantes na Cheka da Crimeia (embora pareça que os judeus eram uma minoria nos postos de liderança).

Vamos examinar esses homens.

Bela Kun (nome verdadeiro era Kohn) é a figura que a maioria das fontes aponta como o principal articulador deste episódio, ao lado de Zemliachka. Esse homem já havia conquistado uma infâmia duradoura como líder da breve ditadura judaica na Hungria em 1919, que os historiadores denominam*8 “República Soviética Húngara.”36 Nascido em 1886 na Transilvânia, em uma família judaica de classe média baixa assimilada, ele ingressou no Partido Social-Democrata Húngaro antes dos dezessete anos e começou a escrever para a imprensa socialista. Ele estudou direito, mas não concluiu a graduação. Durante a guerra, serviu como tenente no Exército Austro-Húngaro antes de ser capturado pelas forças russas em 1916. Com a chegada da revolução, aderiu imediatamente aos bolcheviques (visto que os prisioneiros de guerra haviam sido radicalizados nos campos por agitadores socialistas), foi para Moscou, conheceu Lênin e fundou a Seção Húngara do Partido Bolchevique. Comandou uma brigada vermelha durante a Guerra Civil Russa, antes de Lênin enviá-lo, juntamente com 100 “camaradas”, à Hungria para promover uma revolução em novembro de 1918. O bacilo do comunismo judaico, tendo amadurecido na Rússia, começava agora a se propagar para o exterior. Em Budapeste ele fundou e liderou o Partido Comunista Húngaro e, em março de 1919, integrou um governo de coalizão entre social-democratas e comunistas — governo que ele chefiava na prática, embora não oficialmente. Como Comissário de Assuntos Militares, ele “adotou uma linha de ultraesquerda, nacionalizando todas as propriedades, tentando criar fazendas coletivas... instigando um regime de Terror Vermelho e invadindo a Eslováquia.”37 Esse Terror Vermelho reivindicou cerca de 500 vítimas em apenas algumas semanas. O grupo responsável era o dos “Meninos de Lênin”, comandado pelo judeu de baixa estatura Tibor Szamuely. O governo perdeu rapidamente todo o apoio interno e caiu diante de uma invasão romena (1º de agosto de 1919). Kun fugiu e acabou chegando à Rússia, onde se tornou comissário político de uma divisão e, posteriormente, integrou o Conselho Militar Revolucionário da Frente Sul — onde já o havíamos encontrado anteriormente. Agora, ele daria vazão à sua fúria contra gentios indefesos na qualidade de homem de Lênin na Crimeia: Presidente do Comitê Revolucionário da Crimeia.

Kun podia provocar uma aversão visceral. Angelica Balabanoff, uma revolucionária judia internacional de vasta experiência,

Eu tinha ouvido tanto da trajetória pessoal e política tortuosa de Kun que eu tinha ficado surpresa... ao saber que ele havia sido enviado à Hungria para “fazer uma revolução.” O simples fato de dizerem que o homem era viciado em drogas parecia-me motivo suficiente para não lhe confiar responsabilidades revolucionárias. Esse primeiro encontro com ele confirmou minhas impressões mais desagradáveis. Sua própria aparência era repulsiva.38

Victor Serge,*9 outro revolucionário veterano que escreveu extensamente sobre o movimento, descreveu Kun como “uma figura notavelmente odiosa. Ele era a própria encarnação da inadequação intelectual, da incerteza de vontade e da corrupção autoritária”.39 Serge relata um episódio no qual, após Kun fracassar miseravelmente em uma tentativa de revolução na Alemanha em 1921, Lênin o repreendeu duramente em uma reunião, na presença dele, referindo-se a ele repetidamente como um “imbecil”.40 Ao que parece, contudo, seus talentos eram suficientes para supervisionar um massacre.

Samuel Vulfson, nascido em 1879 na província de Vilna, era engenheiro químico. Ele ingressou no movimento revolucionário na virada do século e logo aderiu à facção de Lênin. Trabalhou na clandestinidade do Partido na Rússia durante anos, organizando e escrevendo, além de sofrer prisões e o exílio. Afastou-se por um tempo das atividades revolucionárias, mas a Revolução de Fevereiro o impulsionou a retomar o trabalho partidário em Moscou, onde colaboraria com Zemliachka. Atuou também na Crimeia durante a primeira fase da ocupação comunista, requisitando alimentos na qualidade de Comissário Regional de Alimentação e Comércio (1919), antes de as forças Brancas expulsarem os bolcheviques. Com a queda de Wrangel, ele retornou, trabalhando com Kun no Comitê Revolucionário e com Zemliachka no Comitê do Partido.41

Sergei Gusev, nascido Yakov Davidovich Drabkin em 1874, foi um muito proeminente bolchevique. Ele juntou-se ao movimento revolucionário em São Petersburgo em 1896, trabalhando em estreita colaboração com Lenin. Seus caminhos cruzaram-se frequentemente com os de Zemliachka, a começar pelo Segundo Congresso do POSDR {Partido Operário Social-Democrata Russo} em 1903 e continuando com o trabalho político em São Petersburgo e Moscou. Durante a tomada do poder pelos bolcheviques, ele foi secretário do Comitê Militar-Revolucionário original (de Petrogrado), que havia comandado o golpe de novembro.42 Sua filha, Elizaveta, havia sido secretária do influente judeu Yakov Sverdlov, que essencialmente dirigia o Partido Bolchevique (e era o chefe de Estado nominal) até sua morte, em março de 1919.43 O historiador húngaro Georgy Borsanyi expressa uma opinião favorável sobre Gusev: “um intelectual bolchevique que visitara bibliotecas e museus da Europa Ocidental, falava vários idiomas e tinha opiniões próprias sobre questões teóricas e práticas da revolução. Ele tornou-se um líder militar da noite para o dia, assim como Kun”.44 Victor Serge, por outro lado, escreveu: “Ouvi Gusev discursar em grandes reuniões do Partido. De porte grande, ligeiramente calvo e robusto, ele conquistava a plateia por meio daquele hipnotismo degradante o qual é associado à violência sistemática. Para argumentar dessa maneira particularmente vil, é preciso, antes de tudo, ter a certeza de contar com a força ao seu lado e, em segundo lugar, estar decidido a não recuar diante de nada... Nenhuma palavra dele obteve convicção”.45 No verão de 1920, Gusev foi nomeado para o Conselho Militar-Revolucionário da República, ao lado de Trotsky e Sklyansky, e posteriormente integrou o Conselho Militar-Revolucionário da Frente Sul; nessa função, desempenhou um papel na tragédia da Crimeia, comandando o Exército Vermelho na conquista e ocupação da península.46

Semyon Dukelsky, figura de grande destaque na Cheka da Crimeia no outono de 1920, nasceu em 1892 na província de Kherson, no sul da Ucrânia. Ele estudou música e tocou piano em teatros de várias cidades ucranianas. Serviu no Exército Czarista durante a Primeira Guerra Mundial, aparentemente como músico, e aderiu aos bolcheviques após a Revolução de Fevereiro.47 Seus superiores o designaram para trabalhar na administração do Exército Vermelho, apesar de sua falta de experiência militar. Pouco tempo depois, Sklyansky o dispensou, insatisfeito com sua falta de qualificação. Ele foi nomeado — segundo algumas fontes — “chefe da Cheka” na Crimeia, embora as diversas unidades da Cheka na região só tenham sido reunidas sob uma administração central na primavera de 1921. Uma fonte mais detalhada indica que ele atuou como chefe ou vice-chefe do departamento especial da Frente Sul.48 Esta era uma posição poderosa, que poderia ser considerado o posto principal da polícia secreta naquela área. Nessa função, ele podia supervisionar os departamentos especiais de nível inferior em toda a Crimeia, embora eu não encontrei nenhum relato sobre suas ações durante aquele período.

Ivan Danishevsky foi outro chekista judeu de alto escalão. Nascido em 1897, ele juntou-se ao Partido Socialista-Revolucionário*10 em 1916. Quando eclodiu a Revolução de Fevereiro, lançou-se à ação, ajudando a criar um destacamento da Guarda Vermelha em Kharkov e combatendo em diversas funções durante a Guerra Civil na Ucrânia. Ele se filiou ao Partido Bolchevique e à Cheka (outubro de 1919), preenchendo vários cargos no governo comunista da Ucrânia. Em setembro de 1920, ele tornou-se chefe do departamento especial do 13.º Exército, que ocupou a Crimeia após a evacuação das forças Brancas. Ele foi, portanto, o líder de uma das principais forças responsáveis ​​pela execução de fuzilamentos, e dispomos de detalhes sobre o papel que ele desempenhou. Ele tinha apenas vinte e três anos.49

Donald Rayfield, autor de Stalin and His Hangmen, cita outros dois judeus envolvidos no massacre: Lev Mekhlis, comissário político do Exército Vermelho e amigo de Zemliachka, e o chekista de dezesseis anos Alexander Radzivilovski (nome de nascimento Israel)*11, natural de Simferopol, capital da Crimeia, onde nasceu em 1904. Rayfield não detalha as ações desses homens, limitando-se a dizer que Radzivilovski iniciou sua carreira ali e que Mekhlis “ajudou Rozalia Zemliachka a assassinar oficiais ‘brancos’ capturados na Crimeia”.50

Lev Zakharovich Mekhlis*11 nasceu em Odessa, em 1889, e, como um, jovem homem, trabalhou como professor e escriturário. Após uma onda de violência antissemita em Odessa*12 em outubro de 1905, ele ingressou em uma unidade de autodefesa judaica e, posteriormente, no partido sionista revolucionário Poale Zion.*13 Ele foi recrutado pelo Exército Czarista e serviu na Primeira Guerra Mundial. Após a Revolução, desertou do Exército, juntou-se aos bolcheviques e tornou-se comissário político no Exército Vermelho — um bom trabalho, se você consegui-lo —, atuando nessa função na Crimeia, sob o comando de Kun.51

Uma nota de margem: Donald Rayfield afirma que Zemliachka era “companheira” de Kun nessa época, sem citar a fonte.52 Kun havia se casado com uma húngara, Iren Gal, em 1913, e tinha dois filhos; o segundo nasceu no início de 1920.53 No entanto, após fugir da Hungria com o colapso de sua “República Soviética,” ele ficou separado da família, que só voltou a se reunir com ele na Rússia no outono de 1921.54 O primeiro marido de Zemliachka, Shmuel Berlin, havia falecido em 1902, e algumas fontes indicam que ela se casou novamente — com um certo Samoilov —, mas eu não encontrei outras referências mais a esse homem. Nenhum comentário adicional parece apropriado aqui.

Outros judeus desempenharam um papel nesses eventos — muitos deles esquecidos pela história ou escondidos em arquivos —, mas alguns vieram à tona: Moisey Lisovsky, N. Margolin e Israel Dagin. Nós temos algumas informações sobre as ações de Lisovsky e Margolin, mas não sobre as de Dagin. Quanto a Mekhlis, Radzivilovski e Dagin, não encontrei nada além de afirmações de que estavam “envolvidos”. Sobre outros dois, Dukelsky e Vulfson, nós conhecemos os postos que ocuparam, mas não temos detalhes de suas ações. Eis uma lista dos judeus que desempenharam algum papel, em ordem aproximada de importância:

Trotsky: Comissário da Guerra, chefe de todas as forças armadas

Sklyansky: poderoso adjunto de Trotsky

Gusev: membro do Conselho Militar Revolucionário da Frente Sul, supervisor do Exército Vermelho na Crimeia

Kun: presidente do Comitê Revolucionário da Crimeia, autoridade máxima na região

Vulfson: membro do Comitê Revolucionário da Crimeia e do Comitê do Partido

Zemliachka: chefe do Comitê do Partido Bolchevique na Crimeia

Dukelsky: figura importante da Cheka

Danishevsky: figura importante da Cheka, matou milhares

Mekhlis: comissário político; ações específicas desconhecidas

Lisovsky: comissário político da 9ª Divisão de Fuzileiros; organizou execuções

Dagin: oficial da Cheka; ações específicas desconhecidas

Radzivilovski: oficial da Cheka; ações específicas desconhecidas

Margolin: comissário, ameaçou os Brancos com a “espada implacável do Terror Vermelho”

Esse grupo de judeus é digno denota por suas personalidades repugnantes e por uma aura peculiar de brutalidade. As descrições que lhes foram atribuídas por historiadores ou conhecidos incluem termos como “atroz”, “odioso”, “escorpião peçonhento”, “lendário pela crueldade”, “sádico”, “arrogante”, “cretino” e “monstro”. E esse grupo era apenas uma entre dezenas — talvez centenas — de quadrilhas semelhantes (composta por integrantes diversos, mas sob liderança judaica ou com um forte contingente judaico) que atuaram por toda a Rússia comunista durante mais de três décadas. O fato de que esquadrões itinerantes de terroristas judeus — ateus, movidos pelo ódio e pelo desejo de vingança — tenham exterminado milhões de pessoas ao longo de um período três vezes mais extenso do que a duração do Terceiro Reich coloca a história do século XX em uma perspectiva muito melhor.

Tradição e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Continua...

Notas

32 Nota de Karl Nemmersdorf: Alexis Wrangel descreve a família e o Barão de forma encantadora em General Wrangel: Russia’s White Crusader (New York: Hippocene Books, 1987).

*7 Fonte utilizada por Karl Nemmersdorf: Russo-Polish War - 1919–1920, por Kazimierz Maciej Smogorzewski, Britannica.

https://www.britannica.com/event/Russo-Polish-War-1919-1920

33 Nota de Karl Nemmersdorf: Bruce Lincoln, Red Victory: A History of the Russian Civil War, pp. 443-448.

34 Nota de Karl Nemmersdorf: Bruce Lincoln, Red Victory: A History of the Russian Civil War, p. 448.

35 Nota de Karl Nemmersdorf: Para Comitês Revolucionários, veja Smele, Historical Dictionary of the Russian Civil Wars, pp. 938 e 1378.

*8 Fonte utilizada por Karl Nemmersdorf: Lenin’s Boys: A short history of Soviet Hungary, por Doug Enaa Greene, 26 de agosto de 2020, links.org.

https://links.org.au/lenins-boys-short-history-soviet-hungary

36 Nota de Karl Nemmersdorf: Os franceses Jerome e Jean Tharaud escreveram um livro sobre o assunto, intitulando-o apropriadamente de Quand Israël Est Roi {Quando Israel é Rei}. A obra voltou a ser publicada e está disponível na Antelope Hill Books {https://antelopehillpublishing.com/product/when-israel-is-king-by-jerome-jean-tharaud/ }. Uma resenha detalhada foi publicada no Occidental Observer em abril de 2024 {https://www.theoccidentalobserver.net/2024/04/17/jewish-hungarian-conflicts-and-strategies-in-the-bela-kun-regime-szilard-csonthegyis-review-essay-of-when-israel-is-king-part-1-of-5/}. O autor que escreve sob o pseudônimo “Karl Radl” — cuja pesquisa sobre os judeus é prolífica — apresenta uma análise minuciosa das figuras judaicas envolvidas no caso: https://karlradl14.substack.com/p/the-jewish-role-in-the-hungarian

37 Nota de Karl Nemmersdorf: A maioria das informações neste parágrafo provém de Smele, Historical Dictionary of the Russian Civil Wars, pp. 640-41.

38 Nota de Karl Nemmersdorf: Angelica Balabanoff, My Life as a Rebel (New York, 1968), p. 224.

*9 Fonte utilizada por Karl Nemmersdorf: A Hard Case Victor Serge’s Notebooks: 1936-1947, por J. Hoberman, 14 de novembro de 2019, The Point.

https://thepointmag.com/criticism/a-hard-case-victor-serge-notebooks/

39 Nota de Karl Nemmersdorf: Victor Serge, Memoirs of a Revolutionary (New York Review of Books, 2012), p. 220.

40 Nota de Karl Nemmersdorf: Victor Serge, Memoirs of a Revolutionary, p. 163.

41 Nota de Karl Nemmersdorf: “Samuil Davydovich Vulfson”, na Wikipédia em russo. Acessado em 17 de maio de 2025. https://fi.wiki7.org/wiki/Вульфсон,_Самуил_Давыдович. Eu não tenho uma fonte que identifique esse homem como judeu, mas estou convicto de que ele o é, principalmente por causa do sobrenome. A “Visão Geral de IA” afirma: “Vulfson é um sobrenome de origem judaica, especificamente asquenaze.”

42 Nota de Karl Nemmersdorf: Branko Lazitch e Milorad Drachkovitch, Biographical Dictionary of the Comintern, revised edition (Stanford: Hoover Institution Press. 1986), p. 160.

43 Nota de Karl Nemmersdorf: Yuri Slezkine, House of Government, p. 289.

44 Nota de Karl Nemmersdorf: Georgy Borsanyi, The Life of a Communist Revolutionary, Bela Kun, (Columbia University Press, 1993), p. 236.

45 Nota de Karl Nemmersdorf: Victor Serge, Memoirs of a Revolutionary, p. 248.

46 Nota de Karl Nemmersdorf: Barbara Evans Clements, Bolshevik Women, p. 184. Georgy Borsanyi, The Life of a Communist Revolutionary, Bela Kun, também o retrata desempenhando um papel ativo, p. 241.

47 Nota de Karl Nemmersdorf: Wikipedia (https://en.wikipedia.org/wiki/Semyon_Dukelsky) e A. N. Zhukov, Memorial Society, “Semyon Dukelsky.” https://nkvd.memo.ru/index.php/Дукельский,_Семен_Семенович

48 Nota de Karl Nemmersdorf: Da Wikipedia em linguagem russa, Дукельский, Семён Семёнович, “Semyon Dukelsky” https://ru.wikipedia.org/wiki/Дукельский,_Семён_Семёнович 

E um site bielorrusso sobre direitos humanos: https://protivpytok.org/sssr/antigeroi-karatelnyx-organov-sssr/dukelskij-s-s

*10 Fonte utilizada por Karl Nemmersdorf: Party of Socialist Revolutionaries, Spartacus Educational.

https://www.spartacus-educational.com/RUSsrp.htm

49 Nota de Karl Nemmersdorf: Alexei Teplyakov, Иван Данишевский: чекист, авиастроитель, публицист (“Ivan Danishevsky: Tchekista, Construtor de Aeronaves, Publicista”) Acessado 26 de maio de 2025.  https://rusk.ru/st.php?idar=57915

50 Nota de Karl Nemmersdorf: Rayfield, Stalin and His Hangmen: The Tyrant and Those Who Killed for Him, pp. 311 e 396.

*11 Fonte utilizada por Karl Nemmersdorf: Mekhlis, Lev Zakharovich, por Boris Morozov, traduzido do russo ao ingês por Chaim Chernikov, The YIVO Encyclopedia of Jews in Eastern Europe.

https://encyclopedia.yivo.org/article/852

*12 Fonte utilizada por Karl Nemmersdorf: Robert Weinberg, "The Pogrom of 1905 in Odessa: A Case Study" em Pogroms: Anti-Jewish Violence in Modern Russian History, John D. Klier and Shlomo Lambroza, eds. (Cambridge,1992): pp. 248-89.

https://faculty.history.umd.edu/BCooperman/NewCity/Pogrom1905.html

*13 Fonte utilizada por Karl Nemmersdorf: Po‘ale Tsiyon, por Samuel Kassow, The YIVO Encyclopedia of Jews in Eastern Europe.

51 Nota de Karl Nemmersdorf: Jews in the Red Army: “Lev Mekhlis.” Yad Vashem. Acessado em 6 de junho de 2025. https://www.yadvashem.org/research/research-projects/soldiers/lev-mekhlis.html

52 Nota de Karl Nemmersdorf: Donald Rayfield, Stalin and His Hangmen: The Tyrant and Those Who Killed for Him (Random House, 2004), pp. 83, 358. Rayfield não é historiador, mas professor de literatura russa e georgiana. O livro é bastante interessante e repleto de informações sobre os homens — frequentemente judeus — que mataram milhões em nome do regime comunista.

53 Nota de Karl Nemmersdorf: Georgy Borsanyi, The Life of a Communist Revolutionary, Bela Kun, pp. 31 e 212.

54 Nota de Karl Nemmersdorf: Georgy Borsanyi, The Life of a Communist Revolutionary, Bela Kun, p. 275.

Fonte: Jewish Bolsheviks and Mass Murder: Rozalia Zemliachka and the Jews Responsible for the Bloodbath in Crimea, 1920, por Karl Nemmersdorf, 30 de junho de 2025, The Occidental Observer.

https://www.theoccidentalobserver.net/2025/06/30/jewish-bolsheviks-and-mass-murder-rozalia-zemliachka-and-the-jews-responsible-for-the-bloodbath-in-crimea-1920/

Sobre o autor: Karl Nemmersdorf é um escritor que contribui com artigos no The Occidental Observer, sob pseudônimo em decorrência dos riscos de coerção por exposição de temas de alta polêmica.

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domingo, 30 de agosto de 2026

{URSS e o terrorismo judaico-bolchevique} Bolcheviques judeus e assassinatos em massa: Rozalia Zemlyachka e os judeus responsáveis pelo banho de sangue na Crimeia, 1920 - parte 1 - introdução - por Karl Nemmersdorf


 Karl Nemmersdorf


O fato de que esquadrões itinerantes de terroristas judeus — ateus, cheios de ódio e movidos por um espírito de vingança — liquidaram milhões de pessoas ao longo de um período três vezes maior do que a duração do Terceiro Reich coloca a história do século XX em uma perspectiva muito mais clara. … Em 15 de novembro, tropas vermelhas entraram em Sebastopol “lideradas por um carro blindado que ostentava o emblema da estrela vermelha e, em letras vermelhas garrafais, a palavra ‘Anticristo’ — um gesto muito característico dos comissários judeus nos primórdios do regime comunista”.

 

Introdução

É bem conhecido, em certos círculos, que judeus foram responsáveis ​​por uma longa lista de atrocidades na União Soviética. A magnitude pura e simples das atrocidades cometidas naquela época é estarrecedora. Entre 1917 e 1953, milhões de russos sofreram prisões, torturas e assassinatos; outros milhões pereceram no Gulag; e mais milhões ainda morreram em fomes provocadas pelo Estado. Entre os responsáveis ​​por esses horrores, havia muitos judeus.*1 Ainda, a conexão entre perpetradores específicos e crimes específicos é frequentemente vaga.1 Este artigo visa delinear a conexão entre um determinado grupo de judeus e um massacre particularmente notório: aquele ocorrido na Crimeia no final de 1920. Como antecedente, nós daremos uma olhada na carreira de uma das principais figuras dessa tragédia: uma bolchevique extremamente fanática chamada Rozalia Zemliachka. Essa mulher, uma comunista de linha dura e odiosa, teve uma longa carreira revolucionária. Ela ingressou no movimento ainda jovem, em 1896, juntou-se à facção bolchevique de Lenin, participou das revoluções de 1905 e 1917, atuou como comissária política de exércitos durante a Guerra Civil Russa e, mais tarde, prosperou sob o regime de Stalin, que se alinhava perfeitamente às suas próprias convicções. Ela recebeu as mais altas honrarias do Estado e morreu de causas naturais — um feito notável para a época — em 1947. Foi sepultada na Praça Vermelha, ao lado de outras figuras de destaque do regime. Ela executou o massacre que é objeto deste ensaio em 1920, ao final da Guerra Civil Russa, quando Lenin a enviou à Crimeia — acompanhada por um grupo de outros judeus de alto escalão — para liquidar elementos hostis ao poder comunista. Historiadores estimam que o número de mortos, em apenas alguns meses, ultrapassou 50.000 pessoas. Analisemos, então, esse grupo implacável de judeus comunistas e a grande tragédia que infligiram ao povo da Crimeia.

 

Rozalia Zemlichka

Primeiros anos. Rozalia Samoilovna Zalkind, que mais tarde adotou o pseudônimo clandestino Zemliachka (“compatriota”), nasceu em 1876 em uma família judaica.2 Seu pai, Samuil Markovich Zalkind, era um rico mercante radicado em Kiev. A família simpatizava com o crescente movimento revolucionário russo — que era, em grau notável, judaico3 — e todos os filhos e filhas aderiram a partidos revolucionários.4 Quando o czar Alexandre II foi vítima, em 1881, de uma conspiração na qual uma mulher judia desempenhou um papel fundamental5, a família Zalkind aprovou o assassinato e pode ter tido alguma conexão distante com os regicidas. “Mais tarde naquele ano, a polícia revistou a casa deles em busca de panfletos ilegais.”6 Ainda jovem, Rozalia testemunhou a prisão de dois de seus irmãos por atividade revolucionária.7

 Rozalia Zemlyachka (1876-1947) como uma jovem revolucionária, atraente e feminina.

Rozalia frequentou o ginásio em Kiev, concluindo os estudos aos quinze anos. Nessa época, a revolucionária precoce, sob a influência de seus irmãos mais velhos, já se via como populista, mas logo migrou para o marxismo, debruçando-se sobre os requeridos textos. É muito provável que ela tenha feito essa mudança porque o movimento populista*2 enfatizava uma ligação com a cultura russa e com os camponeses; como judia, ela provavelmente simpatizava muito mais com o modelo marxista internacionalista e “científico”. Ela também havia identificado os trabalhadores industriais como mais propensos do que os camponeses a se engajarem na destruição da ordem existente.8 Assim como Marx e muitos outros radicais, ela partiu do imperativo da revolução para a condição dos trabalhadores, e não vice-versa.9

 

Trajetória Revolucionária

Seu pai a enviou a Lyon para estudar medicina, mas, em 1896, ela já estava de volta à Rússia; as fontes conflitam sobre se ela chegou a obter o diploma. Ela comprometeu-se de corpo e alma ao movimento revolucionário. Naquele ano, ela “estreou como marxista”. Falou em uma reunião clandestina sobre “o movimento operário na Europa Ocidental”. Pouco depois ela foi presa e encarcerada, período em que estudou o marxismo com ainda mais afinco. Assim tinha começado a carreira de Zemliachka como social-democrata.”10 (O Partido Operário Social-Democrata Russo viria a se tornar, mais tarde, o Partido Bolchevique.) Ela passou mais de dois anos na prisão (1899–1901) e saiu de lá uma comunista convicta e endurecida — uma postura da qual, ao que tudo indica, jamais vacilou. Cultivava uma personalidade implacável e usava o pseudônimo Tverdokamennaia, que significa “Dura como uma rocha”. Outro codinome que utilizava era “Demônio”, o que leva a questionar o que a alma daquela jovem mulher estava experimentando.11

Não demorou muito para que ela chamasse a atenção de Nadezhda Krupskaya,*3 esposa de Lênin, que ajudava a coordenar as operações do Partido. Lev Bronshtein — que logo passaria a adotar o nome “Trotsky” — havia enviado um relatório elogioso sobre sua amiga Rozalia, exaltando seu temperamento e energia revolucionários, embora ressalvasse que ela era dominadora e carecia de tato. Krupskaya (o casal Lênin estava exilado na Europa Ocidental, visto que o Partido era ilegal na Rússia) enviou Rozalia para organizar o grupo clandestino do Partido em Odessa. Logo, Zemliachka tornou-se uma liderança na clandestinidade. Em março de 1903, o comitê do Partido em Odessa estava firmemente sob o controle do [grupo pró-Lênin], e ela tinha sido eleita delegada para o próximo Segundo Congresso do Partido... Zemliachka revelou-se uma figura de comando, enérgica e de trabalho duro.12

O amigo de Zemliachka, Lev Bronshtein-Trotsky (1879-1940)

Em meados de 1903, Zemliachka participou do fatídico Segundo Congresso do Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR), em Bruxelas. (O congresso de fundação ocorrera em 1898, em Minsk, essencialmente sob os auspícios do Bund Trabalhista Judaico,*4 que era, de longe, a maior organização socialista da Rússia. Quatro dos nove delegados daquele congresso eram judeus.) Dos quarenta e três delegados presentes ao Segundo Congresso, vinte eram judeus.13 Pelo menos até ser deportada pela polícia belga, Zemliachka pôde encontrar Lênin e Krupskaya e participar dos debates, nos quais apoiou a ideia — decididamente não marxista — de Lênin de formar um pequeno grupo conspiratório de revolucionários profissionais para “conduzir” as massas trabalhadoras a beber da fonte correta: a revolução violenta. A intransigência de Lênin nesse ponto levou a uma ruptura amarga com os moderados marxistas mais ortodoxos, que ficaram conhecidos como mencheviques (“a minoria”).14 Lênin aproveitou uma votação favorável durante os debates para proclamar sua facção como a dos bolcheviques, “a maioria.” A divisão entre os dois grupos tornou-se permanente, e Zemliachka comprometeu-se plenamente com Lênin. Outros aderindo a Lênin foram Josef Stalin, Yakov Sverdlov e Lev Kamenev (cujo nome verdadeiro era Rosenfeld), três homens destinados a desempenhar papéis importantes. Trotsky, no entanto, afastou-se com os mencheviques e depois seguiu seu próprio caminho (ele era notoriamente arrogante) até unir forças com Lênin pouco antes da Revolução Bolchevique de novembro de 1917.

Após o Congresso, o Comitê Central cooptou-a como membro, demonstrando sua nova proeminência. Ela foi uma das mais importantes bolcheviques a atuar na Rússia como agente de Lênin. Realizou trabalho político em São Petersburgo e participou de reuniões de bolcheviques na Suíça e em Londres. Impôs-se com firmeza nos debates sobre diretrizes nessas reuniões, defendendo medidas mais enérgicas para fortalecer o Partido e acelerar a revolução, sem hesitar em falar de forma incisiva com aqueles de quem ela discordava.15 Enquanto isso, a Revolução de 1905 ganhava força.*5 Após uma discussão com membros do partido em São Petersburgo, Rozalia mudou-se para Moscou e tornou-se secretária do Comitê do Partido de Moscou, o que a colocou entre os principais bolcheviques da cidade. Ela se opôs a um levante por acreditar que ele fracassaria, mas, quando uma greve que evoluiu para revolta teve início em dezembro, ela “lutou nas barricadas” e empregou bondes blindados na luta inútil contra as poderosas forças governamentais enviadas para restaurar a ordem.16 (As fontes sobre Zemliachka são frustrantemente escassas; até mesmo Barbara Evans Clements, que recorreu a fontes russas, fornece poucos detalhes: “lutou nas barricadas” é tudo o que sabemos. Um artigo em russo afirma que ela disparou armas no curso da revolta.17)

Na repressão governamental que se seguiu, Zemliachka foi presa e encarcerada em São Petersburgo. Ela contraiu tuberculose (doença que vitimara seu marido, Schmuel Berlin, em 1902) e um problema cardíaco, levando o governo a conceder-lhe a libertação por motivos de saúde. Ela então partiu para o exterior (1909), onde permaneceu — até a eclosão da Primeira Guerra Mundial – principalmente na Suíça. Barbara Evans Clements afirma que ela evitou qualquer contato com outros revolucionários exilados (milhares dos quais estavam na Europa Ocidental), mas outra fonte indica que ela trabalhou em estreita colaboração com Lênin.18 Ela “estava profundamente deprimida com o desfecho das revoltas de 1905 e culpava seus camaradas que, em sua opinião, haviam desperdiçado as grandes oportunidades oferecidas por aquele ano revolucionário...”19 Ela só retornou à Rússia em 1914, retomando quietamente suas atividades partidárias em Moscou.

Após a Revolução de Fevereiro de 1917 derrubar o Czar, ela apoiou as exigências radicais de Lênin por “todo o poder aos sovietes” e pela retirada imediata da guerra contra a Alemanha. Naquela época, praticamente todos os socialistas, incluindo a maioria dos bolcheviques, presumiam que o objetivo era apoiar o novo Governo Provisório democrático*6 e preparar a convocação de uma Assembleia Constituinte para formar uma república constitucional. Isso representaria (na teoria marxista) a “revolução burguesa” de que a Rússia — com seu parque industrial ainda incipiente — necessitava para desenvolver um sistema capitalista avançado e abrir caminho para o confronto dialético marxista entre os “trabalhadores oprimidos” e os “capitalistas”. No entanto, tal processo poderia levar décadas, e Lênin não estava disposto a esperar; tampouco estavam Trotsky e Zemliachka. Eles percebiam que o Governo Provisório era fraco e que o poder estava ao alcance de quem o tomasse. A ênfase predominante que davam ao dogma marxista em seus escritos e discursos evaporou-se assim que vislumbraram a possibilidade de assumir o poder. “Em meados do verão, [Rozalia] instava o comitê do partido em Moscou a reunir armas e organizar uma milícia, preparando-se para a tomada do poder.”20 Lênin e Trotsky pressionaram os bolcheviques reticentes em Petrogrado a fazerem o mesmo. Assim que Trotsky tomou o poder em Petrogrado, naquele mês de novembro, os bolcheviques em Moscou prepararam um golpe, constituindo um Comitê Militar-Revolucionário (nos moldes do de Petrogrado) para liderá-lo. O secretário do Comitê era Arkady Rozengolts, que parece ter desempenhado o papel principal na insurreição.21 Zemliachka liderou a tomada de controle em um dos distritos da cidade (novamente, sem detalhes). Após alguns dias de combates, eles venceram os pequenos destacamentos que defendiam o Governo Provisório, e as duas principais cidades da Rússia caíram nas mãos dos bolcheviques, em grande parte através da iniciativa judaica.

 

Zemliachka na Revolução

Zemliachka trabalhou no Comitê do Partido em Moscou durante muito de 1918. (Lênin havia transferido a capital de Petrogrado para Moscou em março e, assim, todo o poder coalesceu ali.) Ao longo daquele ano, o regime bolchevique enfrentou problemas imensos: a guerra civil intensificava-se em várias frentes, a economia estava praticamente paralisada e havia massiva inquietação doméstica. A população estava faminta e desempregada; estava também revoltada por ser intimidada e espoliada por comissários e judeus, e não temia expressar isso. Trabalhadores enfurecidos vaiaram e impediram a fala de Grigory Zinoviev — o chefe judeu de Petrogrado (cujo nome verdadeiro era Radomyslsky) — em comícios diversas vezes.22 Esse não foi um incidente isolado. Lênin tentou acalmar os trabalhadores na mesma cidade, mas “foi vaiado e forçado a deixar o palco, juntamente com Zinoviev, sob gritos de ‘Abaixo os judeus e os comissários!’”23 Até mesmo unidades do Exército Vermelho protagonizavam motins, realizavam pogroms e exigiam a remoção de judeus do governo.24 Tudo isso contribuiu para criar uma mentalidade de cerco entre os bolcheviques que, já no final do verão, haviam recorrido a execuções em massa e campos de concentração. O assassinato de várias autoridades bolcheviques — ambas judias — e uma tentativa de assassinato contra Lênin levaram o regime a desencadear um banho de sangue estendido, o Terror Vermelho, a partir de setembro.25 Esse Terror Vermelho acabou por se fundir e exacerbar a Guerra Civil que perdurou até bem avançado o ano de 1920.

{Grigori Zinoviev-Radomyslsky (1883-1936), o líder judeu de Petrogrado foi alvo junto de Lênin da revolta da população local, e em março de 1919 tiveram que fugir de um comício sobre os gritos de “Abaixo os judeus e os comissários!”. Anteriormente G. Zinoviev, afirmara em um discurso público, em setembro de 1918: “Nós devemos levar conosco 90 milhões dos 100 milhões de habitantes da Rússia Soviética. Quanto ao restante, nós não temos nada a dizer-lhes. Eles devem ser aniquilados.” O marxismo e sua luta de classes associado ao judaico-bolchevismo castigou a população russa como nunca antes havia sido feito.}

Nessa atmosfera, com o regime bolchevique em grave perigo, Zemliachka decidiu juntar-se à luta para assegurar o futuro Elísio socialista. Ela solicitou uma designação para o front, a fim de combater os Exércitos Brancos que haviam entrado em campo contra os bolcheviques. Aos quarenta e dois anos, no entanto, ela não iria liderar homens em batalha. O que poderia fazer uma mulher bolchevique de meia-idade? Ora, ela poderia atuar como comissária política no Exército Vermelho. Dessa forma, poderia discursar para os soldados sobre política, supervisionar operações e dar ordens aos oficiais. Também poderia ordenar a execução de qualquer pessoa que se opusesse ao domínio de “judeus e comissários.”

Por causa que eles não confiavam nos camponeses e nos antigos oficiais czaristas que compunham seu exército, os bolcheviques criaram um sistema de controle político sobre as unidades militares: os comissários políticos.26

Eles inseriam membros do partido de confiança nas principais unidades militares para realizar a doutrinação política das tropas e exercer controle sobre os oficiais. De fato, as operações só podiam prosseguir com a aprovação do comissário, que detinha status igual ao do oficial comandante e referendava todas as ordens. Desnecessário dizer que um grande número desses comissários era judeu.27

Entre o final de 1918 e o final de 1920, Zemliachka desempenhou o papel de destaque de comissária de dois exércitos — o Oitavo e o Décimo Terceiro (sucessivamente) —, ambos atuando na Frente Sul, na Ucrânia. Nessa função, ela chefiava um “departamento político” composto por uma dúzia ou mais de ativistas e detinha grande poder sobre cerca de 80 mil combatentes, equiparando-se praticamente ao general no comando. Ela teve a oportunidade de demonstrar seu fanatismo e sua energia no cenário crucial da Guerra Civil, vestindo trajes masculinos e uma jaqueta de couro para exibir sua dureza bolchevique: “já na casa dos quarenta anos, o único vestígio de suas origens burguesas era o pince-nez que usava, em contraste grotesco com o cabelo curto, as botas, as calças e o casaco de couro.”28 Ela era “trabalhadora e eficiente... uma comandante exigente que dava instruções sobre tudo, desde a redação de discursos até a higiene pessoal.”29 Ela estava ávida por destruir os inimigos do domínio vermelho, declarando: “Nós precisamos de uma luta implacável e incessante contra as serpentes que se escondem na clandestinidade... Nós devemos aniquilá-las, varrê-las de toda parte com uma vassoura de ferro.”30 Isso ecoava a infame convocação de Zinoviev, que afirmou em um discurso público, em setembro de 1918: “Nós devemos levar conosco 90 milhões dos 100 milhões de habitantes da Rússia Soviética. Quanto ao restante, nós não temos nada a dizer-lhes. Eles devem ser aniquilados.”31

Zemliachka na Revolução

Só o céu sabe quantos homens pereceram sob as ordens de Zemliachka naqueles dois anos, que marcaram o auge do Terror Vermelho e da Guerra Civil. Sem dúvida, foram muitos. O terror atingiu uma fase apocalíptica quando os bolcheviques avançaram sobre a Crimeia no final de 1920, após a evacuação do último contingente do Exército Branco. O mundo testemunharia, então, um exemplo de implacável sede de sangue judaica, exercida contra uma população indefesa cujo único pecado era desejar uma vida livre da dominação judaica. 

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Continua em {URSS e o terrorismo judaico-bolchevique} Bolcheviques judeus e assassinatos em massa: Rozalia Zemlyachka e os judeus responsáveis pelo banho de sangue na Crimeia, 1920 - parte 2 - Os terroristas judeus-bolcheviques - por Karl Nemmersdorf

Notas

*1 Fonte utilizada por Karl Nemmersdorf: Stalin’s Jews, por Sever Plocker, 21 de dezembro de 2006, Ynetnews.com.

 http://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-3342999,00.html

{Traduzido ao português como:

- Os judeus de Stalin – parte 1 - artigo de Sever Plocker, 17 de março de 2025, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2025/03/os-judeus-de-stalin-parte-1-artigo-de.html }

1 Nota de Karl Nemmersdorf: Por exemplo, muitos asseveram que “os judeus” foram responsáveis ​​pelo Holodomor ou pelo massacre de oficiais poloneses em Katyn. Eu não duvido que judeus tenham estado envolvidos nesses episódios — Lazar Kaganovich e Leonid Raikhman, respectivamente, é claro —, mas a documentação é escassa no que diz respeito a outros além das figuras principais. Um exemplo de massacre bem documentado envolvendo judeus é o assassinato do czar e de sua família — sendo os autores Sverdlov, Goloshchekin, Yurovsky, etc.

2 Nota de Karl Nemmersdorf: A família era certamente judaica; as fontes são unânimes.

3 Nota de Karl Nemmersdorf: Uma leitura atenta da obra Jews and Revolution in Nineteenth Century Russia, de Erich Haberer (Cambridge University Press, 2004), demonstrará amplamente esse fato.

4 Nota de Karl Nemmersdorf: Barbara Evans Clements, Bolshevik Women (Cambridge University Press, 1997), p. 37.

5 Nota de Karl Nemmersdorf: A saber, Hesia Helfman. Veja Haberer, Jews and Revolution in Nineteenth Century Russia, pp. 198-199.

6 Nota de Karl Nemmersdorf: Barbara Evans Clements, Bolshevik Women, pp. 23-24. Clements levanta a hipótese de que a família talvez tivesse algum vínculo com os assassinos.

7 Nota de Karl Nemmersdorf: Kazimiera Janina Cottam, Women in War and Resistance: Selected Biographies of Soviet Women Soldiers (Nepean, Canada: New Military Publishing, 1998), p. 426.

*2 Fonte utilizada por Karl Nemmersdorf: Russia's Populists, por Robert Wilde,13 de fevereiro de 2019, Thoughtco.

https://www.thoughtco.com/russias-populists-1221803

8 Nota de Karl Nemmersdorf: Barbara Evans Clements, Bolshevik Women, p. 24.

9 Nota de Karl Nemmersdorf: Arthur Rosenberg, o historiador marxista alemão, afirma: “Marx não partiu da miséria dos trabalhadores para a necessidade da revolução, mas da necessidade da revolução para a miséria dos trabalhadores” (The History of Bolshevism, Oxford University Press, 1934, p. 24). Entre os radicais da Nova Esquerda americana, isso era um segredo aberto, materializado no slogan: “a questão não é a questão”.

10 Nota de Karl Nemmersdorf: Barbara Evans Clements, Bolshevik Women, p. 24.

11 Nota de Karl Nemmersdorf: Karl Marx, o novo ídolo de Rozalia, também se debruçou sobre imagens e temas demoníacos. Quando ele tinha apenas dezoito anos, seu pai, atormentado, perguntou-lhe em uma carta: “Esse seu coração, meu filho, o que o aflige? Estaria ele sendo governado por um demônio?” Veja Paul Kengor, The Devil and Karl Marx (Tan Books, 2020), capítulos 2 a 4.

*3 Fonte utilizada por Karl Nemmersdorf: Nadya Krupskaya: the Russian revolutionary, por Vashna Jagarnath, 3 dezembro 2017, The Conversation.

https://theconversation.com/nadya-krupskaya-the-russian-revolutionary-88259

12 Nota de Karl Nemmersdorf: Barbara Evans Clements, Bolshevik Women, p. 76.

*4 Fonte utilizada por Karl Nemmersdorf: vocábulo Bund, Jewish Virtual Library.

https://jewishvirtuallibrary.org/bund

13 Nota de Karl Nemmersdorf: Arno Lustiger, Stalin and the Jews: The Red Book (Enigma Books, 2003), p. 17. Pelo menos um outro delegado tinha sangue judaico: seu avô materno chamava-se Israel Moses Blank. Eu falo de Lênin, naturalmente.

14 Nota de Karl Nemmersdorf: Os principais líderes dos mencheviques eram judeus: Julius Martov (nome verdadeiro Tsederbaum), Fedor Dan (nome verdadeiro Gurvich) e Pavel Axelrod. A Wikipédia lista oito fundadores ou membros mais importantes da facção menchevique, e cinco deles eram judeus. Os outros eram Trotsky e Alexander Martinov (nome real Pikker).

15 Nota de Karl Nemmersdorf: Barbara Evans Clements, Bolshevik Women, pp. 76-78.

*5 Fonte utilizada por Karl Nemmersdorf: Russian Revolution of 1905, Britannica.

https://www.britannica.com/event/Russian-Revolution-of-1905

16 Nota de Karl Nemmersdorf: Barricadas: Barbara Evans Clements, Bolshevik Women, p. 79. Bondes blindados: Richard Stites, The Women’s Liberation Movement in Russia: Feminism, Nihilism, and Bolshevism, 1860-1930 (Princeton University Press, 1991), p. 275.

17 Nota de Karl Nemmersdorf: Pyotr Romanov, Демон по имени Розалия Самойловна (“A Demon Named Rozalia Samoilovna”). Acessado em 20 de maio 2025. https://ria.ru/20180817/1524692966.html

18 Nota de Karl Nemmersdorf: Universal Jewish Encyclopedia, Isaac Landman, editor. 1943. “Zemlyachka, Rozalia.”

19 Nota de Karl Nemmersdorf: Barbara Evans Clements, Bolshevik Women, p. 79.

*6 Fonte utilizada por Karl Nemmersdorf: Provisional Government, por Siobhan Peeling, 1914-1918 – International Encyclopedia of the First World War.

https://encyclopedia.1914-1918-online.net/article/provisional-government/

20 Nota de Karl Nemmersdorf: Barbara Evans Clements, Bolshevik Women, p. 142.

21 Nota de Karl Nemmersdorf: Yuri Slezkine, House of Government, pp. 138-139.

22 Nota de Karl Nemmersdorf: Este incidente ocorreu no verão de 1918. Zinoviev era o chefe de Petrogrado em virtude de seu cargo como presidente do Soviete de Petrogrado, um conselho revolucionário que os bolcheviques haviam apropriado para seu próprio uso. Richard Pipes, The Russian Revolution (Vintage Books, 1991), p 564.

23 Nota de Karl Nemmersdorf: Isso aconteceu um pouco mais tarde, em março de 1919, mas é um indício do sentimento crescente. The Black Book of Communism: Crimes, Terror, Repression. Editado por Stephane Courtois, Nicholas Werth, et. al. (Harvard University Press, 1999), p. 86.

24 Nota de Karl Nemmersdorf: R. Pipes, The Russian Revolution, pp. 611-612. Em The Black Book of Communism, p. 87, nós lemos: “Em Orel, Briansk, Gomel e Astracã, soldados amotinados uniram forças com [os trabalhadores em greve], gritando: ‘Morte aos judeus! Abaixo os comissários bolcheviques!’”

25 Nota de Karl Nemmersdorf: Os assassinatos tiveram como alvo poderosos bolcheviques judeus radicados em Petrogrado: Vladimir Volodarsky (cujo nome verdadeiro era Moisey Goldshtein) era comissário de imprensa, censura e propaganda — um “terrorista” e figura odiada, segundo seu colega bolchevique Lunacharsky — e foi morto a tiros em 20 de junho. O chefe da Cheka na cidade, Moisey Uritsky, foi baleado e morto no mesmo dia do atentado contra Lênin, 30 de agosto.

26 Nota de Karl Nemmersdorf: O “comissário militar” foi uma das principais inovações militares dos Vermelhos durante as guerras civis. Esses comissários atuavam como representantes do Partido Comunista Russo (bolcheviques) e do governo soviético, sendo integrados às formações militares... em todos os níveis, a fim de assegurar o controle político sobre elas... Quando, ao longo de 1918, o Exército Vermelho se transformou em um exército de massa baseado no recrutamento obrigatório e composto majoritariamente por camponeses, os comissários militares (ou voenkomy) assumiram também um papel ideológico e de agitação mais amplo...” Jonathan D. Smele, Historical Dictionary of the Russian Civil Wars, 1916 – 1926 (Rowman & Littlefield, 2015), p. 746. Estes eram os comissários políticos que Hitler visou mais tarde em sua Ordem dos Comissários de 1941.

27 Nota de Karl Nemmersdorf: Um comandante de brigada do Exército Vermelho chamado Kotomin, que desertou em 1919, relatou “que [as fileiras dos comissários] incluíam... ‘naturalmente, quase uma maioria de judeus’”. Evan Mawdsley, The Russian Civil War (Pegasus Books, 2008), p. 62.

28 Nota de Karl Nemmersdorf: Richard Stites, The Women’s Liberation Movement in Russia: Feminism, Nihilism, and Bolshevism, 1860-1930, p. 321.

29 Nota de Karl Nemmersdorf: Barbara Evans Clements, Bolshevik Women, p. 182.

30 Nota de Karl Nemmersdorf: Bruce Lincoln, Red Victory: A History of the Russian Civil War (Simon and Schuster, 1989), p. 386

31 Nota de Karl Nemmersdorf: George Leggett, The Cheka: Lenin’s Political Police (Clarendon Press, 1986), p. 114.

Fonte: Jewish Bolsheviks and Mass Murder: Rozalia Zemliachka and the Jews Responsible for the Bloodbath in Crimea, 1920, por Karl Nemmersdorf, 30 de junho de 2025, The Occidental Observer.

https://www.theoccidentalobserver.net/2025/06/30/jewish-bolsheviks-and-mass-murder-rozalia-zemliachka-and-the-jews-responsible-for-the-bloodbath-in-crimea-1920/

Sobre o autor: Karl Nemmersdorf é um escritor que contribui com artigos no The Occidental Observer, sob pseudônimo em decorrência dos riscos de coerção por exposição de temas de alta polêmica.

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