domingo, 9 de fevereiro de 2020

Fraudulentas citações nazistas - Por Mark Weber


Mark Weber

              Citações falsificadas atribuídas à Hitler e outros líderes do Terceiro Reich têm sido amplamente circuladas por anos. Tais citações são frequentemente utilizadas pelos polemistas – ambos da esquerda e da direita – para desacreditar seus adversários ideológicos mostrando que os nazis mantinham similares opiniões. Esta tática funciona porque as pessoas têm sido educadas para acreditar que qualquer coisa que Hitler e os outros nazis pensavam ou diziam eram coisas malevolentes, equivocadas ou malignas, e que nenhuma pessoa razoável ou ética poderia sustentar similares pontos de vista.

Aqui está uma olhada em umas poucas das muitas citações falsamente atribuídas à Hitler ou a outros nazistas do topo.


Goebbels: ‘A verdade é a Inimiga do Estado’

O chefe de propaganda de Hitler, Joseph Goebbels, supostamente disse:
“Se você dizer uma mentira suficientemente grande e mantém repetindo ela, as pessoas irão eventualmente vir a acreditar nela. A mentira pode ser mantida por determinado período conforme o Estado possa proteger o povo das consequências políticas, econômicas e/ou militares da mentira. Ela, assim, torna-se vitalmente importante para o Estado usar todo seu poder para reprimir a dissidência, pois a verdade é a mortal inimiga da mentira, e assim, por extensão, a verdade é a maior inimiga do Estado.”
            Rush Limbaugh, o popular comentador de rádio americano, é apenas um dos muitos americanos influentes que tem citado esta citação. Durante uma transmissão de rádio em maio de 2007 ele alegou que estas colocações são “da sala de guerra de Hitler, do propagandista sem sinceridade, no comando, Joseph Goebbels,” que estava “falando por seus companheiros no partido nazista.” Limbaugh passou a alegar que os líderes do “Partido Democrata” americano estavam utilizando “uma versão” da técnica de Goebbels para tentar “reprimir a dissidência”. E em janeiro de 2011 o congressista americano Steve Cohen, um político do partido democrata do Tennessee, acusou republicanos de propagar “uma grande mentira, assim como Goebbels” sobre um plano nacional de saúde.

            De fato, as visões de Goebbels foram bastante diferentes do que esta fraudulenta citação sugere. Ele regularmente sustentou que a propaganda deve ser precisa e verdadeira.

            Ninguém tem sido capaz de citar uma fonte para esta infame citação da “grande mentira.” Isso porque Goebbels nunca escreveu ou pronunciou estas palavras. Suas visões eram realmente muito diferentes do que esta citação sugere.

            Ele sustentou consistentemente que, para ser efetiva, a propaganda deve ser precisa e verdadeira. Num discurso proferido em setembro de 1934 em Nuremberg, ele disse: “A boa propaganda não necessita mentir, na verdade, ela não pode mentir. Não há nenhuma razão para temer a verdade. É um erro acreditar que as pessoas não podem pegar a verdade. Elas podem. É somente uma questão de apresentar a verdade para as pessoas numa maneira a qual elas sejam capazes de compreender. Uma propaganda que mente prova que ela tem uma causa ruim. Ela não pode ser bem-sucedida em longo prazo.”

            Num artigo escrito em 1941, ele citou exemplo das falsas afirmações britânicas em tempos de guerra, e passou a acusar que os propagandistas britânicos tinham adotado a técnica da “grande mentira” que Hitler tinha identificado e condenado em seu livro Minha Luta. Goebbels escreveu: “O inglês segue o princípio que quando alguém mente, a mentira deve ser grande, e a cumpre. Eles sustentam as mentiras deles, mesmo sob o risco de parecer ridículo. ”


Hitler e o controle de armas

            Em um discurso, algumas vezes dito ter sido proferido em 1935, Hitler supostamente tinha exclamado: “Este ano vai entrar para a história! Pela primeira vez, uma nação civilizada tem completo registro de armas! Nossas ruas estarão mais seguras, nossa polícia mais eficiente, e o mundo irá seguir nossa liderança rumo ao futuro!”

            Esta citação tem sido popular com os americanos que defendem o direito constitucional para “possuir e portar armas.” Ela é citada para desacreditar aqueles que apoiam restrições na posse e uso de armas de fogo. Ela é citada também para apoiar a frequentemente feita acusação que Hitler e seu governo reduziram a posse de armas na Alemanha, e confiscaram as armas possuídas por cidadãos particulares.

            A verdade é bem diferente. Quando Hitler e seu Partido Nacional-Socialista assumiram o poder no início de 1933, eles herdaram uma restritiva lei de armas de fogo que o governo liberal-democrata de “Weimar” tinha implementado cinco anos antes. Em 1938 o governo de Hitler revisou esta lei anterior, soltando estas restrições, desse modo aumentando os direitos dos alemães para possuírem armas. O mais completo confisco de armas de fogo imposto sobre os alemães foi realizado no fim da Segunda Guerra Mundial pelas forças de ocupação dos Estados Unidos e outros vitoriosos poderes Aliados.


Hitler sobre ‘Lei e Ordem’

           Hitler é suposto ter dito durante um discurso em 1932, pouco antes dele se tornar chanceler:
“As ruas de nossas cidades estão em turbulência. As universidades estão cheias de estudantes se rebelando e tumultuando. Os comunistas estão procurando destruir nosso país. A Rússia está ameaçando-nos com seu poder e a República está em perigo. Sim, perigo interior e exterior. Nós necessitamos lei e ordem! Sim, sem lei e ordem nossa nação não pode sobreviver... Elejam-nos e nós iremos restaurar a lei e a ordem. Nós iremos, por lei e ordem, ser respeitados entre as nações do mundo. Sem lei e ordem nossa República irá fracassar.”

            Esta citação, a qual se destina a embaraçar e desacreditar aqueles que apoiam a “lei e ordem”, foi especialmente popular com os jovens americanos durante os finais dos anos da década de 1960 e início da década de 1970. Ela apareceu em pôsteres e em 1971 no filme “Billy Jack.”

            Em seus muitos discursos da campanha de eleição em 1932 Hitler destacou os temas da justiça, liberdade, empregos e unidade nacional – não “lei e ordem”. As universidades alemães em 1932 não estavam “cheias de estudantes se rebelando e tumultuando.” De fato, os estudantes alemães estavam entre os mais ferventes apoiadores de Hitler e de seu Movimento Nacional Socialista.


Goering sobre a cultura      
           
            Hermann Goering, um alto oficial do Terceiro Reich, é frequentemente citado como tendo dito: “Sempre que eu ouço a palavra cultura, eu pego meu revolver.” O Reichsmarschall Goering (Göring), que foi comandante da força aérea alemã, nunca teria dito algo como isto. Junto com outros líderes do alto escalão do Terceiro Reich, ele estimou as artes, e se orgulhava ele mesmo de sua apreciação da cultura.

            Esta citação é uma distorção de um verso de um personagem no filme Schlageter do escritor alemão Hanns Johst. O verso original (traduzido) é “Quando eu ouço [a palavra] cultura... eu libero a trava de segurança da minha browning!” Uma versão desta citação é apresentada em uma cena no filme de propaganda do período de guerra, “Why We Fight”, feito pelo governo dos EUA, para sugerir que o típico “nazi” era um bandido sem cultura.


Hitler e a consciência

            “Eu estou liberando o homem da degradante quimera conhecida como consciência,” é suposto ter sido dito por Hitler. Esta vastamente repetida citação aparece, por exemplo, em The Great Quotations, uma coleção supostamente fidedigna compilada pelo jornalista judeu-americano e autor Geoge Seldes. É uma versão de um comentário atribuído à Hitler por Hermann Rauschining em seu livro, The Voice of Destruction (Conversações com Hitler), o qual é uma fonte de muitas citações fraudulentas supostamente baseadas em conversas privadas com Hitler que, na verdade, nunca ocorreram.

            O texto “original” desta citação, conforme apresentado por Rauschining, é: “A Providência tem ordenado que eu deva ser o maior libertador da humanidade. Eu estou libertando o homem das amarras de uma inteligência que tem sido carregada; da sujeira e degradantes auto-mortificações de uma quimera chamada consciência e moralidade, e das exigências de uma liberdade e independência pessoa a qual somente muitos poucos podem suportar.”

            Na verdade, Hitler repetidamente enfatizou a importância de atuar conscientemente. Por exemplo, em pelo menos três diferentes discursos ou afirmações públicas em 1941 somente, ele falou sobre atuar de acordo com sua consciência. Rudolf Hess, um amigo próximo e colega de confiança, uma vez disse que sua devoção para Hitler era baseada em grande medida em sua relação para a resoluta consciência de Hitler. Em um discurso de 1934 Hess disse: “A consciência de uma personalidade moral é de longe uma maior proteção contra o uso indevido de um cargo do que a supervisão de um parlamento ou a separação dos poderes. Eu não conheço ninguém que tenha uma consciência mais forte, ou mais verdadeira para seu povo, que Adolf Hitler... O mais alto tribunal do Führer é sua consciência e sua responsabilidade para com seu povo e para com a história.”


Hitler: ‘Destruir por todos os meios’

            O filme de propaganda do governo dos EUA, “Why We Fight,” cita Hitler como tendo dito: “Meu lema é ‘Destrua tudo por todos os meios. O Nacional Socialismo irá reformular o mundo’.” Esta é uma versão de um comentário atribuído à Hitler por Hermann Rauschining em seu influente livro. O texto “original”, conforme apresentado por Rauschining, é: “Eu quero guerra. Para mim todos os meios estarão certos... Meu lema não é 'não faça, seja o que for, que irrite o inimigo!' Meu lema é 'Destrua ele por todos os meios.' Eu sou o que vai fazer a guerra!” Outra versão deste inventado comentário aparece no livro Hitler and Nazism (1961), pelo historiador Louis Leo Snyder, que foi um professor no City College de Nova Iorque.

                         
Hitler sobre o Terrorismo

            Hitler tem frequentemente sido citado como tendo dito: “Terrorismo é a melhor arma política, pois nada vence mais as pessoas duras que o medo da morte súbita.” Esta citação é baseada em duas comentários inventados no extravagante livro de Hermann Rauschining, The Voice of Destruction.


Hitler: ‘Nós somos bárbaros’

            Hitler tem frequentemente sido citado como tendo dito: “Eles referem-se a mim como um bárbaro sem educação. Sim, nós somos bárbaros. Nós queremos ser bárbaros, isso é um honrado título para nós. Nós iremos rejuvenescer o mundo. Este mundo está perto de seu fim.”

            Esta é outra citação fraudulenta do fantasioso trabalho de Hermann Rauschining.


Hitler e a ‘Juventude Brutal’

            “Uma juventude violentamente ativa, dominante, intrépida e brutal – isto é o que estou buscando... Eu quero ver nos olhos deles o brilho do orgulho e independência, de rapina. Não haverá nenhum treinamento intelectual. Conhecimento é a ruina dos meus jovens homens.” Esta colocação vastamente citada é incluída, por exemplo, no The Great Quotations de George Seldes. A fonte citada por Seldes é um item no The Nation do popular jornalista americano e autor John Gunther (1901 – 1970).

            Na verdade, esta é uma versão de uma afirmação atribuída à Hitler por Hermann Rauschining, cujo imaginativo trabalho é uma fonte de muitas “citações” falsificadas. Outra fraudulenta citação de Hitler com esse mesmo espírito e da mesma fonte, igualmente citada pelo supostamente fidedigno Seldes, é esta: “A educação Universal é o veneno mais corrosivo e desintegrante que o liberalismo jamais inventou para sua própria destruição.”

            Estes comentários deturpam os reais pontos de vista de Hitler. De fato, a Alemanha Nacional Socialista era mundialmente líder em ciência, tecnologia, ensino e medicina. Hitler era admirado por alguns dos principais intelectuais da época, incluindo Knut Hamsun , Ezra Pound , Louis-Ferdinand Celine  e Martin Heidegger .

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander
           


Referências para futuras leituras:

Randall Bytwerk, “False Nazi Quotations”


Paul F. Boller, Jr. and John George, They Never Said It: A Book of Fake Quotes, Misquotes, & Misleading Attributions (New York: Oxford, 1989).


Joseph Goebbels, “From Churchill's Factory of Lies,” ("Aus Churchills Lügenfabrik"), Janeiro de 1941. Reimpresso em Zeit ohne Beispiel


Joseph Goebbels, “Propaganda” (Nuremberg: 1934)


William L. Pierce, Gun Control in Germany 1928-1945 (1994)


John Toland, Adolf Hitler (1976)


Mark Weber, “Goebbels and World War II Propaganda,” 2011


Mark Weber, “Goebbels' Place in History,” The Journal of Historical Review, 1995.
Em português “O Lugar de Goebbels na História”, em World Traditional Front, 17 de janeiro de 2020,


Mark Weber, “Hitler as ‘Enlightenment Intellectual’: The Enduring Allure of Hitlerism,” 1997 {The Journal of Historical Review, setembro-outurbro. 1997 (Volume 16, número 5), páginas 34-37.}


Mark Weber, “Rauschning's Phony 'Conversations With Hitler': An Update,” 1985 {The Journal for Historical Review, inverno de 1985-1986, Volume 6, número 4, página 499.}
Em português “Conversações falsificadas de Rauschning com Hitler: uma atualização”, em World Traditional Front, 1 de dezembro de 2019.




Fonte: Institute for Historical Review, 2011.




Sobre o autor: Mark weber é um historiador americano, escritor, palestrante e analista de questões atuais. Ele estudou história na Universidade de Illinois (Chicago), na Universidade de Munique (Alemanha), e na Portland State University. Ele possui um mestrado em História Europeia da Universidade de Indiana. Desde 1995 ele tem sido diretor do Institute for Historical Review, um centro independente de publicações, educação e pesquisas de interesse público, no sul da Califórnia, que trabalha para promover a paz, compreensão e justiça através de uma maior consciência pública para com o passado.

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Relacionado, leia também:

Historiador suíço expõe memórias anti-Hitler de Rauschning como fraudulentas - Por Mark Weber

Conversações falsificadas de Rauschning com Hitler: uma atualização - Por Mark Weber

domingo, 26 de janeiro de 2020

O Primeiro Holocausto - por Germar Rudolf


Germar Rudolf
Este artigo é a introdução de Germar Rudolf para o livro de Don Heddesheimer, The First Holocaust – Jewish Fund Raising Campaigns With Holocaust Claims During And After World War One, Theses & Dissertations Press, Chicago, 2ª edição revisada, abril de 2005.

            Conforme nós todos sabemos, seis milhões de judeus foram rudemente mortos pela Alemanha Nacional Socialista durante a Segunda Guerra Mundial, ou assim nos é dito. Este genocídio é hoje geralmente referido como o Holocausto ou a Shoah. Mas como nós sabemos que seis milhões de judeus perderam suas vidas? E por quanto tempo nós temos conhecido isso?

            Enquanto que parece que a primeira questão pode ser respondida pela pesquisa demográfica sobre a mortalidade judaica durante a Segunda Guerra Mundial, a segunda questão tem de ser direcionada para historiadores.

            Com relação a primeira questão, enquanto vários estudiosos tentam fazer investigações demográficas na questão das perdas da população judaica durante a Segunda Guerra Mundial – algumas vezes com muitos resultados conflitantes – não foi até 1991 que uma monografia maior, publicada por uma das principais casas editoriais e da autoria de um grupo de renomados autores, redigiu esta importante questão. Para a surpresa de ninguém, o resultado do massivo estudo demográfico confirmou o que todos conheciam de toda maneira[1]:
A conta final indica um mínimo de 5.29 e um máximo de um pouco mais de 6 milhões [de vítimas judaicas do Holocausto].”
            E mesmo embora o número seis-milhões tenha sido chamado um altamente “número simbólico[2], ele tem agora alcançado proporções sacrossantas. É claro que a perseguição social massiva e legal encontrada por todos na Alemanha que duvide, negue, ou refute o número de seis milhões[3] tem resultado em uma invisível linha guia para este estudo apesar de o editor deste dito tomo, Wolgang Benz, se adiantou em pontuar[4]:
Claro que o propósito deste projeto também não era provar qualquer predefinido número (‘seis milhões’).”   
            Mas considerando que o Sagrado Holocausto é sem qualquer dúvida o maior dos tabus de nossos tempos, é realmente uma questão de claro?

            Em uma análise comparativa do estudo de Benz com uma análise revisionista das perdas da população judaica durante a Segunda Guerra Mundial[5], eu assinalei que o trabalho de Benz tem tantas falhas sistemáticas, metódicas e lógicas que seus resultados têm de ser rejeitados[6].

            Mas se é verdade que nós não temos um estudo demográfico confiável que mostre sem dúvida que seis milhões de judeus perderam suas vidas durante a Segunda Guerra Mundial, então por que somos nós confrontados com este número de seis milhões? Onde este número originou-se? E quando este número foi primeiramente proposto e colocado adiante?

            O falecido Dr. Joachim Hoffmann foi o primeiro dos historiadores convencionalmente consolidados que se maravilhou sobre esta questão. Em seu estudo de 1995 Stalin’s War of Extermination 1941 – 1945, ele observou que o chefe soviético propagandista de atrocidades, Ilya Ehrenburg, tinha tornado público o número de seis milhões na imprensa estrangeira soviética tão logo como em 4 de janeiro de 1945, por exemplo, quatro meses completos antes do fim da guerra.[7] Naquele tempo, nenhum dado demográfico poderia ter estado disponível para ele. Apenas um ano depois, o historiador britânico David Irving enfatizou que tão cedo como em junho de 1945, em outras palavras, imediatamente depois do fim das hostilidades na Europa, alguns líderes sionistas alegaram ser capazes de providenciar o preciso número de vítimas judaicas – seis milhões, é claro – mesmo embora o caos reinante na Europa naquele tempo tornou quaisquer estudos demográficos impossíveis.[8]

            Estudiosos revisionistas, por outro lado, têm há muito tempo ponderado sobre a origem do número seis milhões, a mais famosa e minuciosa pesquisa derivou do Prof. Dr. Arthur Butz em seu trabalho que marcou época The Hoax of the Twentieth Century.[9] Enquanto analisando uma grande quantidade de artigos do New York Times sobre a perseguição dos judeus na Europa dominada pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, Butz encontrou vários artigos os quais claramente indicam que tanto no início como no fim de 1942 e no início de 1943, os grupos de pressão judaicos dentro do EUA estavam já antecipando uma perda total de cinco ou seis milhões de judeus ao fim da guerra. Alguns destes artigos eu gostaria de citar brevemente aqui, tomados do livro de Butz:

NYT, 30 de junho de 1942, página 7:
“1,000,000 judeus abatidos por nazistas, diz relatório[10]

NYT, 3 de setembro de 1942, página 5:
“Um observador europeu disse que os alemães planejaram exterminar os judeus não somente na Europa, mas por todo o mundo. Ele declarou que os nazistas tinham executado 2,000,000 de judeus nos três anos passados.”[11]

NYT, 13 de dezembro de 1942, página 21:
“[...] ‘relatórios autenticados apontam para 2,000,000 judeus que têm já sido abatidos por todas as maneiras de barbarismo satânico, e planos para o total extermínio de todos os judeus que os nazistas possam colocar a mão deles. O abatimento de um terço da população judaica nos domínios de Hitler [3 x 2,000,000 = 6,000,000] e a ameaça do abatimento de todos é um holocausto sem paralelo’[12]

NYT, 20 de dezembro de 1942, página 23:
“O que está acontecendo a 5,000,000 judeus da Europa governada pela Alemanha, todos os quais enfrentam extermínio [...].
No início de dezembro de 1942 o Departamento de Estado em Washington deu alguns números mostrando que o número de vítimas judaicas deportadas e que pereceram desde 1939 na Europa controlada pelo Eixo agora alcançou o apavorante número de 2,000,000 e que 5,000,000 estavam em perigo de extermínio.[13]

NYT, 2 de março de 1943, páginas 1, 4:
A imediata ação das Nações Unidas para salvar tantos quantos possível dos cinco milhões de judeus ameaçados com extermínio [...] foi exigida em uma manifestação em massa [...] na Madison Square Garden na última noite.
[... o rabino Hertz disse] ‘apavorante é o fato que aqueles que proclamam as Quatro Liberdades têm até agora feito muito pouco para assegurar até a liberdade de viver de 6,000,000 de seus companheiros judeus pela disposição para resgatar aqueles que possam ainda escapar da tortura e carnificina nazista [...]’”[14]

NYT, 10 de março de 1943, página 12:
“Quarenta mil pessoas ouviram e assistiram [...] a última noite a duas performances de ‘Nós Nunca Morreremos,’ uma memorial em massa para 2,000,000 judeus mortos na Europa. [...] O narrador disse ‘Não haverá um judeu deixado na Europa para a representação quando a paz chegar. Os quatro milhões deixados estão sendo mortos, de acordo com o plano.’”[15]

NYT, 20 de abril de 1943, página 11:
“Londres, 19 de abril (Reuter) – Dois milhões de judeus têm sido varridos desde que os nazistas começaram a marcha deles através da Europa em 1939 e cinco milhões mais estão em perigo imediato de execução. Estes dados foram revelados no sexto relatório sobre condições nos territórios ocupados emitido pelo Comitê Inter-Aliado de Informação.”
            Assim, Butz conclui em seu livro:[16]
            “Outra observação que deve ser feita aqui [...] é que o número seis milhões tem sua origem aparentemente na propaganda de 1942 – 1943.”
            Mas também mostra que as origens destes artigos era, de grupos de pressão judaico-sionistas como o World Jewish Congress e a o American Jewish Congress. Inicialmente, as alegações deles não foram tomadas seriamente em Washington, até Henry Morgenthau do departamento de Tesouro que articulou para reduzir a influência do Departamento de Estado sobre as políticas oficias do EUA.[17]

            Mas mesmo a abordagem de longo alcance de Butz foi ainda um pouco curta. Deixe-me voltar ao tempo seis anos mais. Em 25 de novembro de 1936, Chaim Weizmann, presidente da Organização Sionista Mundial {World Zionist Organization}, testemunho diante a Comissão Peel {Peel Commission}, a qual foi formada como uma reação do violento choque entre judeus e árabes na Palestina e o qual finalmente decidiu dividir a Palestina em um Estado Árabe e Judaico. Neste discurso Weizmann disse:[18]
Não é exagero dizer que seis milhões de judeus são sentenciados a ser aprisionados nesta parte do mundo, onde eles são não quistos, e para quem os países são divididos naqueles, onde eles são não quistos, e aqueles, onde eles não são admitidos.
            Esta referência de Weizmann a seis milhões de judeus ameaçados e/ou sofrendo nem é uma exceção nem por quaisquer meios a primeira das referências a este número, como é agora mostrado por Don Heddesheimer. Ele tem colecionado uma vasta quantidade de material indicando que a propaganda desencadeada pela organização sionista durante a Segunda Guerra Mundial não foi sem precedentes. Como uma questão de fato, ela é uma mera repetição – ou nós devemos dizer continuação? – da propaganda, a qual foi intensificada durante a Primeira Guerra Mundial (!) e alcançou sua primeira culminação nos anos da década de 1920. Já nesse então, os números de cinco ou seis milhões de judeus ameaçados pela morte foram amplamente divulgados e foram usados como meios para um fim: nominalmente o apoio livre de críticas aos objetivos judaicos e sionistas.[19] Para ir um passo além, Heddesheimer encontrou até uma fonte de 1900 alegando que seis milhões de judeus sofrendo eram um bom argumento para o sionismo (ver página 41).

            Neste prefácio. Eu tenho citado vários artigos do New York Times dos anos 1942 e 1942, porque depois tendo lido este livro, gostaria que o leitor voltasse para estas páginas e lesse aqueles artigos novamente. Ele será então atingido pela similaridade do tema. Mas ele irá também notar uma diferença:

            Durante a Segunda Guerra Mundial, a pressão de grupos sionistas encontrou um alvo muito conveniente para sua propaganda na Alemanha Nacional Socialista, cujas políticas extremamente antijudaicas convidaram todos os tipos acusações sonoramente críveis.

            Antes, durante e imediatamente depois da Primeira Guerra Mundial, contudo, a situação era mais complexa. Conforme Heddesheimer mostra, o principal alvo para os polêmicos ataques nos anos antes da Primeira Guerra Mundial foi a Rússia czarista devido a suas políticas frente aos judeus, as quais muitos sionistas consideraram ser antijudaicas. Foi aparentemente em 1916 – 1917, após a derrota da Rússia czarista, que a propaganda sionista mudou seu alvo para a Alemanha (ver páginas 39 e seguintes deste livro), cujo aliado, o Império Otomano (Turquia), necessitava ser derrotado para ‘liberar’ a Palestina para os planos sionistas (e claro, afim de assegurar bilhões de dólares emprestados para britânicos e franceses). Tais propagandas de acusações contra a Alemanha, contudo, cessaram ao fim da guerra, porquê a Alemanha, naqueles dias, estava muito disposta e capaz de defender-se ela própria contra tais propagandas não verdadeiras.

            Depois do fim da Primeira Guerra Mundial, quando sonhos sionistas sobre a Palestina foram temporariamente desapontados, mas novas esperanças tinham surgidas com o experimento soviético na Rússia, nenhum país particular foi inicialmente destacado, mesmo embora existia um alvo perfeito: Polônia.

            Entre a Primeira Guerra Mundial e a Segunda Guerra Mundial, a Polônia era uma ditadura militar, a qual implementou uma política de ‘pressão étnica,’ por exemplo, todas minorias não polonesas eram sujeitas a discriminações e vários graus de perseguição com intenção de ‘convencê-las’ emigrar (muito similar ao que Israel faz hoje na Palestina contra não-judeus). Os judeus da Polônia não foram excetuados deste tratamento. Como uma matéria de fato, antijudaísmo polonês oficial bem como não-oficial eram tão massivos que muitos judeus preferiram viver na Alemanha mesmo durante o Terceiro Reich até o fim de 1938 ao invés de ficar no país nativo deles.

            Consequentemente, existia suficiente justificativa para maciçamente atacar a Polônia por sua atitude fanaticamente raivosa antijudaica como existia razões para atacar a Alemanha depois que Adolf Hitler ascendeu ao poder lá e passo a passo implementou uma política crescentemente comparável à já efetiva na Polônia.

            Embora possa ser mostrado que o The New York Times acusou a Polônia de perseguição antijudaica em muitos artigos – enquanto este jornal foi basicamente silencioso sobre similares perseguições sofridas por alemães, lituanos, rutenos, ucranianos e eslovacos residindo na Polônia – Heddesheimer não foca neste aspecto, porque seu livro não é sobre o sofrimento e perseguição de judeus na Europa do leste, mas sobre propaganda e arrecadação de fundos em Nova Iorque. Eu, portanto, quer dirigir a atenção do leitor para uns poucos exemplos dos artigos no The New York Times endereçados a perseguição antijudaica na Polônia.

            Já em 1919, um relato sobre os alegados pogroms antijudaicos na Polônia apareceu no New York Times, mas com uma conotação muito irônica, desde que a veracidade destes relatos era duvidosa[20]:
Tem sido pontuado que alguns destes relatórios podem ter originado com propagandistas alemães ou podem ter sido exagerados por eles com o óbvio propósito de desacreditar a Polônia para com os Aliados, na esperança que a Alemanha possa ser a ganhadora desse modo. A Alemanha pode ter apoiado em espalhar estas estórias, pode ter inventado elas, embora seria um cruel engano torcer os corações de grandes multidões de pessoas afim de ganhar tal fim [...]”
            Falsas alegações de sofrimento judaico seriam cruéis, de fato, e é certo e bom ler isso de quem tem conhecimento do assunto. É problemático, contudo, quando tais alegações são falsamente atribuídas neste caso onde o New York Times aparentemente não poderia suprimir seu preconceito para potencialmente ver o ‘mal germânico’ atrás de tudo.

            Em alguns artigos durante os anos da década de 1920 endereçados ao sofrimento da judiaria polonesa, estas dificuldades foram retratadas interessantemente como um resultado de dificuldade econômica na Polônia após a Primeira Guerra Mundial mais do que como resultado de quaisquer políticas específicas antijudaicas.[21] Outros, em particular durante os anos da década de 1930 quando as políticas polonesas se tornaram mais repressivas, reportaram sobre as perseguições antijudaicas, as quais desengatilharam o protesto público do Dr. Joseph Tenenbaum, o presidente do Congresso Judaico Americano[22]. Isto foi, contudo, acompanhado com algumas exageradamente dramáticas alegações sobre o sofrimento dos judeus:[23]
“O povo judeu de todo o mundo encara uma guerra de extinção, declarou o Dr. Tenenbaum em um discurso [...].”                                      
            Isto foi mais ou menos um ano antes de que Hitler foi eleito Chanceler da Alemanha!

            Mesmo embora as políticas da Polônia anti-minorias em geral e antijudaicas em particular, as quais começaram no estabelecimento deste país em 1918/19, fizeram-nas um alvo perfeito para críticas, este aspecto da história da Polônia é hoje quase esquecido.

            Conforme nós sabemos hoje, o maior sofrimento da humanidade entre as duas guerras mundiais estava acontecendo na União Soviética, então se esperaria que as organizações sionistas nomeariam o Terror Vermelho como a principal razão para o alegado sofrimento dos judeus. Mas isto não aconteceu até posteriormente. A razão para isto pode ser deduzida de um exemplo, derramando luz sobre como o New York Times via a situação dos judeus na União Soviética. No final de 1922, este jornal reportou que existiam algumas hostilidades frente aos judeus na Ucrânia, mas que isto foi esmagado violentamente com a ajuda de um exército judaico de alegadamente 500,000 soldados – um exército que poderia ter sido formado e operado somente com o consentimento das novas autoridades soviéticas.[24] Em outras palavras: Considerando o terror infligido sobre a população civil da União Soviética inicial em geral e sobre a Ucrânia em particular pelas unidades armadas e não-armadas das autoridades soviéticas, deve ser assumido que este exército judaico foi um importante fator causando terro mais do que se defendendo contra ele. E o New York Times retratou esta essencial parte do Terror Vermelho como heroica, justificando a autodefesa judaica. Esta atitude pode ser compreendida se se tem em mente que muitos judeus sionistas olhavam a nova União Soviética como um experimento controlado e dominado pelo judaísmo de um país judaico livre do antijudaísmo.

              Outro aspecto da história é traçar o dinheiro arrecadado por aquelas campanhas de arrecadação de fundos. No capítulo cinco, Heddesheimer trata essa questão. A literatura citada por ele mostra que as organizações judaicas estavam na verdade usando algum dinheiro para apoiar a população judaica na Polônia. Mas o lado feio, conforme Heddesheimer deixa entrever em seu quinto capítulo, é que também serviu como fundo para arrecadação dirigido para apoiar vários aspectos da revolução comunista na Rússia dominada pelo judaísmo, ou em outras palavras: para intencionalmente ou não intencionalmente financiar o holocausto judaico soviético contra cristãos na Rússia, Ucrânia, e todos outros estados dentro da União Soviética.

            Em contraste a isto, a segunda campanha de arrecadação sionista em larga escala durante a Segunda Guerra Mundial foi pontuada para a criação de Israel, e esta propaganda nunca tem cessado. Primeiro de tudo por causa que Israel tem uma contínua necessidade para apoio massivo, enquanto a União Soviética não consegue mais tal apoio depois que ela se tornou basicamente desjudaizada sob Stalin, e segundamente porque a Alemanha colapsou totalmente após a guerra e nunca tem sido permitido se defender ela mesma contra aquelas alegações da propaganda sionista; muito ao contrário; é punível por lei na Alemanha e muitos outros países europeus desafiar aquelas alegações.

         Em seu último capítulo, Heddesheimer brevemente investiga se as alegações dos extraordinários sofrimentos judaicos feitas pelos grupos de pressão sionistas durante o final da década de 1910 e na década de 1920 eram ou não baseados em fatos. Sofreram os judeus na Europa central e do leste mais que a média da população naqueles países, os quais tinham colapsado depois da Primeira Guerra Mundial? Era iminente, de fato, um holocausto ou estava para ocorrer nos anos entre 1915 e 1927? Usando estatísticas judaicas contemporâneas, Heddesheimer brevemente pontua que a população judaica mundial estava crescendo mais rápida durante e logo após a Primeira Guerra Mundial do que outros grupos étnicos ou religiosos que viviam nos mesmos países. Isto deve ser suficiente para responder as questões acima.

            Pode-se também facilmente concluir que se aquela primeira alegação de holocausto fosse verdadeira, ela dominaria nossa história como o Primeiro Holocausto. Mas desde que ela não pode ser encontrada, nós podemos corretamente assumir que esta propaganda não era verdadeira.

            Para encerrar meu prefácio, gostaria de mencionar brevemente os meios do alegado sofrimento judaico em ambas legações de propaganda. Enquanto a simples pobreza é principalmente alegada ter sido a razão para o (inventado) Primeiro Holocausto, o assassinato em massa por gás e execuções são supostos terem sido os meios durante o Segundo, o Holocausto ‘real’.

            Mesmo embora alegações de câmaras de gás não eram parte da propaganda padrão dos anos das décadas de 1910 e 1920, existiu uma conhecida exceção, a qual foi publicada pelo Daily Telegraph de Londres em 22 de março de 1916, página 7:

ATROCIDADES NA SÉRVIA
700.000 VÍTIMAS
DE NOSSO PRÓPRIO CORRESPONDENTE
Roma, Segunda Feira (18:45)

Os governantes dos Aliados têm assegurado a evidência e documentos, os quais irão em breve ser publicados, provando que Áustria e Bulgária têm sido culpadas de horríveis crimes na Sérvia, onde os massacres cometidos foram piores que aqueles perpetrados pelos turcos na Armênia 
[...] Mulheres, crianças, e idosos foram trancados nas igrejas pelos austríacos e ou perfurados por baionetas ou sufocados por meios de gás asfixiante. Em uma igreja em Belgrado 3,000 mulheres, crianças e idosos foram assim sufocados [...]”
            Naturalmente, hoje nenhum historiador alega que os austríacos ou qualquer dos aliados deles alguma vez cometeram assassinato em massa com gás venenoso na Sérvia durante a Primeira Guerra Mundial. Isto não foi nada senão propaganda negra emitida pelo governo britânico e avidamente distribuída pela mídia britânica.

The Daily Telegraph, 22 de março de 1916, página 7

            Mas justapor isto com um artigo que apareceu no mesmo Daily Telegraph de Londres em 25 de junho de 1942, página 5, isto é, cinco dias antes do New York Times, de posse e controle judaico, reportar pela primeira vez sobre o alegado assassinato em massa dos judeus na Europa controlada pela Alemanha:
“ALEMÃES ASSASSINAM 700,000
JUDEUS NA POLÔNIA
CÂMARAS DE GÁS ITINERANTES
DAILY TELEGRAPH REPORTA
Mais de 700,000 judeus poloneses têm sido abatidos pelos alemães no maior massacre da história do mundo [...]”
The Daily Telegraph, 25 de junho de 1943, página 5. 

            Desta vez, contudo, nós todos sabemos que estas alegações eram verdade, não sabemos? E é também verdadeiro que no fim do século XX ninguém iria seriamente acusar qualquer país no mundo de ter construído câmaras de gás e estocado Zyklon B para assassinar todos os judeus, consequentemente, que os judeus iriam uma vez mais encarar um holocausto, uma extinção de milhões. Afinal, isto foi uma coisa unicamente alemão e ‘nazista,’ a qual não acontece novamente, certo?

            Se você pensa que isso é obviamente o que ninguém faria, tais ultrajantes alegações, eu tenho de ensinar a você outra lição muito surpreendente: Deixe-me trazer somente dois exemplos de uma guerra que ocorreu em 1991, quase 50 anos depois de começada a propaganda do segundo holocausto. É sobre a primeira guerra americana contra o Iraque para dirigir para fora do Kuwait as tropas do Iraque. A Jewish Press, sediada em Nova Iorque, então autointitulado “O maior periódico semanal anglo-judaico independente,” escreveu em sua página título em 21 de fevereiro de 1991:
IRAQUE TEM CÂMARAS DE GÁS PARA TODOS JUDEUS
The Jewish Press - 21 de fevereiro de 1991.

            Ou pegue o anúncio da capa do volume 12, número 1 (primavera de 1991), do Response, um periódico publicado pelo judaico Simon Wiesenthal Center em Los Angeles e distribuído em 381,065 cópias: 
ALEMÃES PRODUZEM ZYKLON B NO IRAQUE
(Câmaras de gás do Iraque feita por alemães)”
      
Response, Volume 12, N°. 1, primavera 1991.
     
           Se você não acredita, vá ao Apêndice, páginas 135 e seguintes, para as reproduções dos documentos citados acima {estas imagens são as quatro (4) que foram acima reproduzidas }.

            Eu espero que você capte a ideia deste livro: 1900, 1916, 1926, 1936, 1942, 1991...

            Em 1991, isso foi tudo inventado, para ser certo, conforme foram as posteriores alegações antes da segunda guerra da América contra o Iraque em 2003 que o Iraque possuía ou estava para possuir armas de destruição em massa – Zyklon B não sendo mencionado aqui, contudo. Mas conforme o renomado periódico  de Israel Ha’aretz orgulhosamente proclamou:[25]
A guerra no Iraque foi concebida por 25 intelectuais neoconservadores, a maioria deles judeus, que estão empurrando o presidente Bush para mudar o curso da história.”
            Por causa, como nós todos sabemos, os judeus em Israel merecem proteção preventiva de toda aniquilação por armas de destruição em massa – Zyklon B ou não, inventadas ou não...

            Então talvez nem todas muitas alegações referindo-se aos eventos entre 1941 e 1945 são completamente verdadeiras? Talvez exista uma chance, afinal, que as coisas foram retorcidas, distorcidas, exageradas, inventadas? Talvez...

            Se o leitor tem por si agora aberto sua mente para esta possibilidade, eu posso somente convidá-lo para ler sobre os argumentos daqueles que, de fato, alegam que muitas coisas sobre o ‘Holocausto’ foram retorcidas, distorcidas, exageradas e inventadas. Se o livro de Heddesheimer é um abridor de olhos para você, o qual eu penso que irá ser, então eu posso somente convidar você para ler revelações ainda mais tantalizadoras, sobre as quais você poderá aprender na capa traseira deste livro.

            Eu penso que o livro de Don Heddesheimer é uma contribuição muito importante para nossa compreensão das origens das alegações judaicas de Holocausto da época moderna. Estas alegações não são primariamente nem anglo-saxãs nem soviético-comunistas. As nações vitoriosas da Segunda Guerra Mundial certamente tomaram a oportunidade para levar vantagem de tal propaganda e aumentar seu escopo e impacto. Mas as alegações da propaganda original são judaico-sionistas em natureza e parte de um padrão de propaganda que começou na própria alvorada do século XX. E elas têm aumentado em intensidade desde então devido ao sucesso político e carência de resistência.

            Este livro deve lembrar-nos também do simples fato que a verdade é sempre a primeira vítima de cada guerra. É surpreendente que tantas muitas pessoas rejeitam isto, quando se trata da guerra mais atroz já travada, durante e ainda mais depois da qual a verdade foi estuprada e assassinada com mais frequência do que nunca antes ou depois na história da humanidade: Segunda Guerra Mundial. Não é, portanto, provável que nos tenham sido contadas muito mais mentiras sobre esta guerra em particular do que sobre todas as outras guerras, onde todos sabemos que nosso governo mentiu: Primeira Guerra Mundial, Coréia, Vietnã e as guerras contra o Iraque?

            Sem posteriores comentários:[26]
Nada ilustrou a nova posição dos judeus que a resposta do Senado para os pogroms romenos de 1870. As primeiras notícias a alcançar os Estados Unidos indicaram que ‘milhares’ tinham sido mortos em tumultos no final de maio. Passeatas de protesto foram mantidas em Indianópolis, Louisville, e meia dúzia de outras cidades. Depois de alguns furiosos lobbies de Simon Wolf, a coisa foi trazida para o andar do Senado pelo senador Oliver Morton de Indiana.
Morton leu uma declaração da passeata e pediu por uma ação do Comitê de Relações Exteriores do Senado. O presidente do comitê, o Líder do Partido Republicano Charles Summer, delicadamente disse a câmara que ele estava ‘disposto a acreditar que existe no mínimo muito exagero no relato’ do assassinato em massa. Na réplica, o Senador Morton assegurou aos seus colegas que sua declaração tinha vindo de um ‘cavalheiro da mais alta respeitabilidade e posição, e eles representam uma classe de povo muito grande e numerosa em Indianópolis e em Indiana.’ Aquilo foi suficiente parece; o Senado ordenou o Comitê de Relações Exteriores a assumir a questão com o Departamento de Estado (Summer acabou por estar correto. O número de mortes do motim fora zero.)

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander


Notas


[1] Nota do autor: W. Benz (Ed.), Dimension des Völkermords, Munich: Oldenbourg, 1991, página 17.

[2] Nota do autor: Disse Martin Broszat, um dos principais historiadores alemães do Munich Institut für Zeitgestchichte, enquanto testemunhava como uma testemunha especialista para o júri do Tribunal de Frankfurt, 3 de maio de 1979, Ref. Js 12 828/78 919 Ls.

[3] Nota do autor: Para isto ver meu estudo “Discovering Absurdistan,” The Revisionist 1 (2) (2003), páginas 203 – 219.

[4] Nota do autor: W. Bens (Ed.), Dimension des Völkermords, Munich: Oldenbourg, (nota 1), página 20. 

[5] Nota do autor: Walter N. Sanning, The Dissolution of the Eastern European Jewry, Newport Beach, Califórina: Institute for Historical Review, 1983.

[6] Nota do autor: “Holocaust Victims: A Statistical Analyses. W. Benz and W. N. Sanning – A Comparison,” em Germar Rudolf (ed), Dissecting the Holocaust, 2ª edição, Chicago: Theses & Dissertations Press, 2003, páginas 181 – 213.

[7] Nota do autor: Stalins Vernichtungskrieg 1941 – 1945, Munich: Verlag für Wehrwissenschaften, 1995, páginas 160 e seguintes; Inglês: Stalin’s War of Extermination 1941 – 1945, Capshaw, Ala.: Theses & Dissertations Press, 2001, páginas 189 e seguintes.

[8] Nota do autor: David Irving, Nuremberg, The Last Battle, London: Focal Point, 1996, páginas 61 e seguintes.

[9] Nota do autor: Arthur Butz, The Hoax of the Twentieth Century, Historical Review Press, 1976. Todas citações seguintes são da 3ª edição, Chicago, Illinois: Theses & Dissertations Press, 2003.

[10] Nota do autor: Arthur Butz, The Hoax of the Twentieth Century, Historical Review Press, 1976 Todas citações seguintes são da 3ª edição, Chicago, Illinois: Theses & Dissertations Press, 2003, página 98.

[11]  Nota do autor: Arthur Butz, The Hoax of the Twentieth Century, Historical Review Press, 1976. Todas citações seguintes são da 3ª edição, Chicago, Illinois: Theses & Dissertations Press, 2003, página 99.

[12] Nota do autor: Arthur Butz, The Hoax of the Twentieth Century, Historical Review Press, 1976. Todas citações seguintes são da 3ª edição, Chicago, Illinois: Theses & Dissertations Press, 2003, página 100.

[13] Nota do autor: Arthur Butz, The Hoax of the Twentieth Century, Historical Review Press, 1976. Todas citações seguintes são da 3ª edição, Chicago, Illinois: Theses & Dissertations Press, 2003, página 101 e seguintes.

[14] Nota do autor: Arthur Butz, The Hoax of the Twentieth Century, Historical Review Press, 1976. Todas citações seguintes são da 3ª edição, Chicago, Illinois: Theses & Dissertations Press, 2003, página 103. Este é o mesmo rabino Hertz que já tão cedo como em 1922 referia a “1,000,000 de seres humanos [...] abatidos com crueldade” durante pogroms na Ucrânia, New York Times, 9 de janeiro de 1922, página 55 e apêndice, página 117.

[15] Nota do autor: Arthur Butz, The Hoax of the Twentieth Century, Historical Review Press, 1976. Todas citações seguintes são da 3ª edição, Chicago, Illinois: Theses & Dissertations Press, 2003, página 104.

[16] Nota do autor: Arthur Butz, The Hoax of the Twentieth Century, Historical Review Press, 1976. Todas citações seguintes são da 3ª edição, Chicago, Illinois: Theses & Dissertations Press, 2003, página 105.

[17] Nota do autor: Ver o capítulo de Butz “The first ‘Extermination’ Claims and Washington,” começando na página 81 de seu livro, Arthur Butz, The Hoax of the Twentieth Century, Historical Review Press, 1976. Todas citações seguintes são da 3ª edição, Chicago, Illinois: Theses & Dissertations Press, 2003.

[18] Nota do autor: Retraduzido da introdução de Walter A. Berendsohn para Thomas Man, Sieben Manifeste zur jüdischen Frage, Darmstadt: Jos. Melzer Verlag, 1966, página 18. Sou grato à R. H. Countess por trazer isto à minha atenção.

[19] Nota do autor: Don Heddesheimer tem publicado um artigo anterior, mais curto, sobre este tópico: “Holocaust Number One – Fundraising and Propaganda,” The Barnes Review, 3 (2) (1997), páginas 19 – 24.

[20] Nota do autor: “Pogroms in Poland,” New York Times, 23 de maio de 1919, página 12.

[21] Nota do autor: Por exemplo, “Jews of Poland Again Face Period of Want”, New York Times Sunday Magazine, 28 de maio de 1926, página 8.

[22] Nota do autor: “Tenenbaum quits Polish Group Here. Charges Anti-Semitic Policy Abroad in Resigning as Head of Good-Will Committee,” New York Times, 30 de novembro de 1931, página 26.

[23] Nota do autor: “Racial Bias Viewed as Threat top Peace,” New York Times, 22 de fevereiro de 1932, página 20.

[24] Nota do autor: “South Russian Jews Raise Strong Army,” New York Times, 20 de dezembro de 1922. É possível que esta alegação é ela mesma exagerada, embora é muito provável que judeus se juntaram às forças armadas da União Soviética inicial mais avidamente que os não-judeus.

[25] Nota do autor: Ari Shavit, “White man’s burden,” Ha’aretz, 7 de abril de 2003; www.haaretzdaily.com/hasen/pages/ShArt.jhtml?itemNo=280279 ; veja também Stephen J. Sniegoski, “War on Iraq: Conceived in Israel,” The Revisionist, 1 (3) (2003), páginas 285-298

[26] Nota do autor: Jonathan Jeremy Goldberg, Jewish Power, Reading, Masachusetts: Addison-Wesley, 1996, páginas 98 e seguintes.




O tradutor, Mykel Alexander, visando a melhor fixação das fontes, optou nas notas em colocar sempre o nome completo da referência, mesmo quando esta estava supracitada, ao invés de usar o Ibidem (abreviado, ibid.) que fora a escolha do autor, Germar Rudolf.

Fonte: Don Heddesheimer, The First Holocaust – Jewish Fund Raising Campaigns With Holocaust Claims During And After World War One, Thes & Dissertations Press, Chicago, 2ª edição revisada, abril de 2005.

Para a 5ª edição atualizada, 2018, acesse gratuitamente em Holocaust Handbooks:

Sobre o autor: Germar Rudolf nasceu em 1964 em Limburg, Alemanha. Ele estudou química na Universidade de Bonn, onde ele graduou-se em 1989 com um diploma comparável ao grau de PhD no EUA. De 1990 – 1993 ele preparou uma tese de PhD (na graduação alemã) no Instituto Max Planck, paralelo a isso Rudolf preparou um relatório especial sobre as questões químicas e técnicas das alegadas câmaras de gás de Auschwitz, The Rudolf Report. Como a conclusão era de que as instalações de Auschwitz e Birkenau não eram para propósitos de extermínio em massa ele teve que enfrentar perseguições e encontrou exílio na Inglaterra onde fundou a editor Castle Hill. Por pressão do desgoverno alemão por extradição ele teve que fugir em 1999 para o EUA em busca de asilo político. No EUA casou e tornou-se cidadão americano em 2005 mas imediatamente a isso foi preso e subsequentemente deportado para Alemanha onde cumpriu 44 meses de prisão por seus escritos acadêmicos, muitos deles feitos no EUA onde não são ilegais. Desde 2011 vive com sua família, esposa e três crianças, na Pennsylvânia. Entre suas principais obras estão:

Dissecting the Holocaust, 1ª edição 2003 pela Theses & Dissertations Press, EUA. 3ª edição revisada, Castle Hill, Uckfield (East Sussex), 2019.

The Chemistry of Auschwitz: The Technology and Toxicology of Zyklon B and the Gas Chambers – A Crime-Scene Investigation, Castle Hill, Uckfield (East Sussex), 3ª edição revisada e expandida (março de 2017).

Lectures on Holocaust (1ª ed. 2005) 3ª edição revisada e expandida, Castle Hill, Uckfield (East Sussex), 2017

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