sexta-feira, 10 de abril de 2026

{Tributo a James Watson (1928-2025)} - Doze Livros Desconhecidos e Suas Verdades Raciais Suprimidas - parte 13 {Richard D. Fuerle} - por Ron Keeva Unz

 Continuação de {Tributo a James Watson (1928-2025)} - Doze Livros Desconhecidos e Suas Verdades Raciais Suprimidas - parte 12 {Gregory Cochran, Henry Harpending e Nicholas Wade} - por Ron Keeva Unz

Ron Keeva Unz


Richard D. Fuerle e Erectus Walks Amongst Us

            Embora todos esses livros sobre importantes questões raciais sejam provavelmente quase desconhecidos hoje em dia, na época de sua publicação, quase todos os seus autores eram pesquisadores científicos ou jornalistas muito respeitáveis, e a maioria deles havia inicialmente atraído significativa atenção da mídia predominante ou até mesmo se tornado grandes best-sellers. Contudo, eu expliquei que esse não era o caso de outra obra, mais longa do que quase todas as outras e muito mais controversa.

A maioria dos americanos contemporâneos, jovens ou idosos, tem vivido a vida inteira sob uma forma de condicionamento psicológico que os leva a sofrer uma espécie de reação alérgica a ideias que se enquadram em certas categorias específicas. Alguns dos gatilhos mais notáveis ​​incluem tópicos relacionados a raça, etnia e sexo, e o contato com esse material proibido pode ser uma experiência dolorosa, com o desconforto diminuindo gradualmente apenas após repetidas exposições. Um dos assuntos mais aterrorizantes para um ser humano é a natureza da humanidade.

Muitos das dúzias livros já discutidos neste longo artigo se enquadram nessas categorias perturbadoras e, em alguns casos, seu conteúdo me causou considerável desconforto quando os li pela primeira vez, há dez, quinze ou vinte anos, independentemente de eu ter concluído, no final, que grande parte de sua análise estava equivocada. Mas sempre que penso no livro mais controverso que já li, um único candidato óbvio me vem à mente: uma obra antropológica autopublicada.

Eu não me lembro das circunstâncias exatas de como o livro chegou ao meu conhecimento, talvez enquanto navegava pelos comentários de algum site ou blogueiro alternativo em 2008. Acabei clicando em um botão na Amazon e o recebi alguns dias depois, com um débito de US$ 18,00 no meu cartão de crédito. A obra já está esgotada há muito tempo, e as cópias físicas difíceis mais baratas agora são vendidas por US$ 900.

O autor era um indivíduo inteiramente desconhecido para mim, aparentemente um ativista libertário de longa data e uma espécie de polímata, com diplomas de graduação e pós-graduação em matemática, física, química, economia e direito. Ele alegava ter passado quatro anos escrevendo o livro, após vários anos de longas discussões online nas quais ele e um ou mais colaboradores haviam gradualmente desenvolvido a maioria das ideias básicas e realizado grande parte da pesquisa. Tais alegações parecem plausíveis, visto que o texto finalizado tem cerca de 200.000 palavras e é complementado por uma vasta gama de ilustrações, gráficos e tabelas, além de mais de 1.200 notas de rodapé detalhadas, a maioria delas substanciais e muitas bastante extensas. A bibliografia contém mais de 1.000 entradas.

A escrita em si era bastante funcional, embora pouco elegante, e a obra parecia se encaixar confortavelmente na estrutura evolucionista fornecida pelas teorias raciais de Coon, da década de 1960, e pela análise r/K de Rushton, da década de 1990, embora eu ainda não tivesse me deparado com as primeiras na época.

Eu não tenho sério conhecimento em antropologia, mas os primeiros capítulos, que abordavam genética e evolução, pareceram-me bastante corretos em sua descrição detalhada desses fundamentos científicos, e os argumentos apresentados nos capítulos posteriores foram plausíveis, ainda que frequentemente revolucionários em suas implicações. Mas, muito mais do que Coon ou Rushton, Richard D. Fuerle pretendia revolucionar completamente a história evolutiva do Homo sapiens.

Quando deparei-me com um amplo e contínuo arcabouço teórico de afirmações em um assunto muito além da minha área de especialização, eu naturalmente recorro a resenhas e comentários, que me fornecem um ponto de partida útil, sejam eles favoráveis ​​ou críticos. Mas, com a única exceção de uma resenha bastante favorável e abrangente63 (versão em PDF)64 de Jared Taylor, com quase 6.000 palavras, não havia nenhuma outra. Nenhum dos muitos blogueiros racialistas se dignou a abordar esse material, privando-me, assim, dos extensos debates em seções de comentários que normalmente teriam assistido a minha compreensão.

Deparando-me com esse dilema, eu decidi contatar um eminente acadêmico que eu conhecia, com grande experiência exatamente nesse assunto, e perguntei, com cautela, se ele já tinha ouvido falar da obra. Por coincidência, ele havia recebido um exemplar recentemente, mas não se dera ao trabalho de lê-lo, e, ao saber do meu contato, resolveu fazê-lo. Alguns dias depois, ele me enviou uma mensagem dizendo que já havia lido mais da metade do livro e que estava tão impressionado com a vasta quantidade de informações importantíssimas que ele continha, que planejava mantê-lo em sua estante para usá-lo como fonte de referência padrão. Então, um ou dois dias depois, ele me disse que, após terminar o livro, ficou absolutamente horrorizado com as teorias apresentadas pelo autor. Por isso, evitei tocar nesse assunto no futuro.

Eu recentemente reli meu antigo exemplar de Erectus Walks Amongst Us e o volume do material e a abrangência das ideias me impressionaram tanto agora quanto há doze anos. Meu conhecimento em antropologia pouco melhorou ao longo dos anos, então minha breve análise do conteúdo não deve ser levada muito a sério e pode apenas demonstrar minha profunda ignorância sobre o assunto. Voar às cegas é sempre um comportamento arriscado.

A estrutura evolucionária humana proposta por Fuerle parece seguir, em linhas gerais, a de Coon, apresentando diversos argumentos de que, ao contrário da ortodoxia moderna, as diferentes raças humanas, na verdade, são anteriores ao surgimento do próprio Homo sapiens, tendo evoluído em populações geograficamente separadas de nossos ancestrais Homo erectus. Como exemplo das evidências apresentadas, ele observa que os primeiros erectóides que habitavam a Ásia possuíam incisivos em forma de pá, assim como os asiáticos modernos, o que parece improvável de ter sido mera coincidência.

Mas a tese central de Fuerle é que nossa estrutura dominante de origem africana — a noção de que o Homo sapiens evoluiu primeiro na África e depois se espalhou pelo mundo — deveria ser substituída por um modelo de origem eurasiática, e alguns de seus argumentos parecem razoáveis.

Ele argumenta que o conjunto de características físicas africanas parece ser adaptado ao calor, enquanto as dos asiáticos são adaptadas ao frio, com a raça caucasiana permanecendo mais generalizada, então sugere, com base em fundamentos teóricos, que uma população humana adaptada ao calor teria menos probabilidade de evoluir facilmente para variedades adaptadas ao frio e generalizadas, muito menos fazê-lo em tão pouco tempo quanto os 60.000 anos atualmente estimados. Além disso, o ambiente relativamente estável da África teria muito menos probabilidade de fornecer os severos desafios ambientais necessários para o surgimento de uma nova espécie, especialmente uma com inteligência muito superior à de seus predecessores eretoides.

Segundo a teoria atual sobre as origens africanas, o Homo sapiens migrou da África para a Eurásia justamente durante o período em que este continente foi assolado por uma severa era glacial, que criou condições de vida muito difíceis em comparação com a África, sua terra natal menos afetada. Isso parece implausível. Além disso, o homem de Neandertal já havia ocupado a Europa e partes da Ásia por centenas de milhares de anos, certamente estando bem adaptado às condições locais e possuindo um cérebro maior que o do Homo sapiens. Portanto, parece improvável que um pequeno número de intrusos humanos adaptados à África pudesse tê-los deslocado facilmente.

Entretanto, o modelo contrário de Fuerle sobre a evolução humana argumenta que a sapiência foi alcançada pela primeira vez em algum lugar do continente eurasiático, muito maior que a África e também sob uma pressão seletiva muito mais intensa. E durante a era glacial que cobriu o globo há 60.000 anos, pequenos grupos de Homo sapiens primitivos foram impelidos para o clima mais hospitaleiro da África, em vez de fugirem dele.

Não muito depois da publicação do livro de Fuerle, a antropologia foi abalada pela descoberta de que o DNA não africano continha pequenos elementos neandertais,65 demonstrando que as duas espécies diferentes haviam se cruzado, pelo menos em alguma medida, durante as dezenas de milhares de anos em que coexistiram na Europa e em partes da Ásia. De fato, Cochran e Harpending chegaram a sugerir que essa introgressão neandertal poderia ter envolvido genes cruciais para o sucesso do Homo sapiens, talvez fornecendo características bem adaptadas às condições ambientais locais e, portanto, sujeitas a uma forte pressão seletiva positiva. Alguns anos depois, pequenos traços de DNA de outros hominídeos pré-humanos66 foram encontrados em algumas das populações atuais do Sudeste Asiático, remanescentes de uma espécie chamada Denisovanos.

Todas essas descobertas de DNA residual têm demonstrado que as espécies não são tão rigidamente separadas umas das outras quanto nossos livros didáticos de biologia básica costumavam afirmar. De fato, inúmeras espécies animais podem acasalar e gerar descendentes férteis com facilidade, embora normalmente não o façam em condições naturais. Fuerle enfatizou repetidamente esse ponto em seu livro, muito antes que essas ondas de pesquisa de DNA tivessem estabelecido firmemente o caso em relação aos seres humanos. Por exemplo, o Homo neanderthalensis sempre foi classificado como distinto da nossa espécie, mas alguns agora podem argumentar que se tratava simplesmente de uma raça diferente de Homo sapiens e que deveria ser chamado de Homo sapiens neanderthalensis.

Quando nós consideramos as populações maiores do continente africano subsaariano, aqueles que vivem no Chifre da África parecem ser exceções parciais, tanto geneticamente quanto fisicamente, possuindo ancestralidade mista de povos de ambos os lados: negros africanos e caucasianos do Oriente Médio, sendo, em alguns aspectos, mais próximos destes últimos, exceto no que diz respeito à cor da pele. Hibridização semelhante é bastante comum no mundo, principalmente na Ásia Central, onde caucasianos e asiáticos convivem há milhares de anos. Portanto, nossa hibridização com neandertais é apenas um exemplo extremo disso.

A ciência inevitavelmente avança e, nas últimas décadas, a análise do DNA humano revisou substancialmente nossa árvore genealógica das populações mundiais, fornecendo resultados quantitativos muito mais sólidos e precisos do que as análises rudimentares produzidas por gerações passadas de antropólogos físicos. Se excluirmos as pequenas populações locais de aborígenes australianos, pigmeus africanos e alguns outros grupos minoritários, a humanidade tem sido tradicionalmente dividida em três mega-raças: caucasoides, mongoloides e negroides, e isso permanece válido até hoje. Mas a análise genética revelou que os dois primeiros grupos se agrupam muito mais, enquanto o último é um caso atípico considerável. Assim, em uma primeira aproximação, a humanidade está geneticamente dividida em eurasiáticos e africanos, e Fuerle apresenta o argumento provocativo de que, se os africanos não fossem uma raça viva e fossem conhecidos apenas por seus ossos e DNA, provavelmente teriam sido classificados como uma espécie separada dos eurasiáticos.

Em uma passagem reveladora citada na extensa resenha de Taylor,67 Fuerle enfatiza que as diferenças fenotípicas entre eurasiáticos e africanos parecem seguir um padrão consistente:

[V]irtualmente todas as diferenças raciais entre africanos e eurasiáticos residem em características primitivas; existem poucas, ou nenhuma, característica africana que seja mais moderna do que as características eurasiáticas. As evidências provêm de uma grande variedade de características muito diferentes: tecido ósseo, tecido mole, fisiologia, comportamento, inteligência, realizações e genes. E, mais importante, todas as evidências são consistentes. Não é o caso de os genes dizerem que os negros são modernos e os ossos dizerem que são primitivos. Todas as evidências apontam para a mesma coisa…

Esse padrão notável de características africanas é facilmente explicado pelo modelo de Fuerle sobre as origens humanas. Se o Homo sapiens evoluiu primeiro na Eurásia e pequenos grupos dessa nova espécie entraram na África há cerca de 60.000 anos, eles podem ter se hibridizado naturalmente com os hominídeos locais daquele continente, assim como outros membros primitivos de sua espécie fizeram com os neandertais ou denisovanos. Mas, como as populações locais preexistentes eram muito maiores, uma parcela muito maior da ancestralidade genética atual pode ter vindo dessas outras fontes.

No início deste ano, uma análise do genoma africano revelou68 que até 19% do DNA parece ter origem em “populações fantasmas” de hominídeos pré-humanos arcaicos que outrora floresceram naquele continente. Embora esses resultados científicos não tenham recebido a atenção da mídia que mereceriam, eles parecem representar uma confirmação experimental impressionante das notáveis ​​previsões que Fuerle havia apresentado em um livro publicado doze anos antes. Nossos livros didáticos de história explicam que, há um século, a expedição de Eddington para observar o eclipse solar de 1919 forneceu confirmação experimental para as previsões da Teoria da Relatividade Geral, elevando Einstein à fama internacional e, indiretamente, levando à sua concessão do Prêmio Nobel de 1921. Às vezes, me pergunto se essas recentes descobertas sobre o DNA deveriam ser consideradas sob uma luz semelhante.

Fuerle morreu em 2014, aos 73 anos, sem, portanto, presenciar essa aparente confirmação de sua hipótese. Eu suspeito que ele tenha terminado seus dias bastante decepcionado com a quase total falta de reconhecimento que seu livro autopublicado em 2008 havia alcançado, especialmente considerando os muitos anos de esforço investidos em sua produção. Além daquela longa resenha no boletim informativo69 da American Renaissance, sua obra não recebeu nenhuma discussão substancial em nenhum outro lugar e aparentemente caiu no desvanecimento.

Em seu prefácio, ele tinha descrito o livro como a principal contribuição de seus últimos anos para as gerações futuras e autorizou qualquer pessoa a publicá-lo ou copiá-lo livremente, sem pagar direitos autorais, prometendo também disponibilizá-lo em breve em formato HTML em um site, o que fez alguns meses depois. Posteriormente, lançou uma versão em PDF,70 com as importantíssimas notas de rodapé vinculadas a esse site. Ao longo dos anos, eu visitei o site ocasionalmente, mas quando o verifiquei há alguns anos, descobri que a propriedade do URL havia expirado algum tempo após sua morte, portanto o site não estava mais disponível. Como consequência, as versões em PDF ainda em circulação não têm acesso às notas de rodapé, o que compromete seriamente o valor do texto.

Felizmente, as páginas do site estavam salvas no Archive.org e consegui copiá-las para um local em nosso próprio site,71 incluindo todas as imagens associadas. Também produzi uma versão modificada do PDF72 na qual as notas de rodapé estão novamente ativas, agora apontando para esta cópia disponível.

Aqueles interessados ​​podem agora ler a obra e decidir por si mesmos o quanto minha ignorância em antropologia prejudicou minha avaliação do livro.

Como eu expliquei, após a publicação do notável livro de Fuerle, o conteúdo provou-se tão excepcionalmente controverso que, com exceção de uma resenha notável, nenhum dos muitos escritores racialistas na internet se dispôs a reconhecer sua existência e discuti-lo, situação que persistiu nos anos que seguiram.

Mas, em preparar este artigo, eu descobri que, após 17 anos, esse embargo intelectual finalmente foi quebrado. No início deste ano, um escritor do Substack, que frequentemente aborda questões de raça e QI, publicou um artigo extremamente longo e abrangente, resumindo e analisando criticamente o livro de Fuerle capítulo por capítulo. Sua análise citou diversos artigos e descobertas científicas relacionadas, muitas delas publicadas após o lançamento do livro. Embora as 37.000 palavras possam parecer intimidantes, aproximadamente um terço delas corresponde à lista de referências, tornando o corpo do texto, com suas 25.000 palavras, um tanto mais acessível.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Continua...

Notas:

65 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: Signs of Neanderthals Mating With Humans, por Nicholas Wade, 06 de maio de 2010, The New York Times.

https://www.nytimes.com/2010/05/07/science/07neanderthal.html

66 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: DNA Turning Human Story Into a Tell-All, por Alanna Mitchell, 30 de janeiro de 2012, The New York Times.

https://www.nytimes.com/2012/01/31/science/gains-in-dna-are-speeding-research-into-human-origins.html

68 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: Who were the ghost people of Africa? DNA reveals ancient Africans bred with new unknown race of humans just 50,000 years ago, por Danyal Hussain e Joe Pinkstone, fevereiro de 2020, The Daily Mail.

https://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-7997861/New-study-shows-ghost-DNA-modern-day-population-west-Africa.html

71 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz:

https://www.unz.com/text/ErectusWalks/index.html

Fonte: American Pravda: Twelve Unknown Books and Their Suppressed Racial Truths, por Ron Keeva Unz, 17 de novembro de 2025, The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/runz/american-pravda-twelve-unknown-books-and-their-suppressed-racial-truths/

Sobre o autor: Ron Keeva Unz (1961 -), de nacionalidade americana, oriundo de família judaica da Ucrânia, é um escritor e ativista político. Possui graduação de Bachelor of Arts (graduação superior de 4 anos nos EUA) em Física e também em História, pós-graduação em Física Teórica na Universidade de Cambridge e na Universidade de Stanford, e já foi o vencedor do primeiro lugar na Intel / Westinghouse Science Talent Search. Seus escritos sobre questões de imigração, raça, etnia e política social apareceram no The New York Times, no Wall Street Journal, no Commentary, no Nation e em várias outras publicações.

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segunda-feira, 6 de abril de 2026

{A intensificação da judaização do cristianismo efetuada por movimentos judaicos} Os Conversos Protestantes São Importantes no Movimento Protestante Evangélico e Permanecem Fortemente Pró-Israel - por Jose Alberto Nino

 

José Alberto Niño


Embora o termo “converso” seja comumente associado a judeus que abraçaram o catolicismo durante as Inquisições Espanhola e Portuguesa, mas continuaram a viver em comunidades criptojudaicas, um desenvolvimento menos conhecido é o surgimento de judeus — tanto por fé quanto por ancestralidade — que abraçaram o protestantismo nos tempos modernos. (Veja, por exemplo, aqui,[1] aqui[2] e aqui[3] sobre a Igreja Católica).

Essa dinâmica foi recentemente destacada[4] em uma publicação de Chris Menahan, do Information Liberation. Nela, a líder evangélica Laurie Cardoza-Moore, em entrevista à Israel National News, alertou[5] que os Estados Unidos estão vivenciando um ressurgimento de um sentimento antissemita no estilo da década de 1930.

Ela tinha escolhido palavras duras à “direita woke”, destacando figuras proeminentes como Tucker Carlson e Candace Owens. “Esses indivíduos estão normalizando a retórica antissemita e questionando o apoio dos EUA a Israel. Alguns estão até mesmo se envolvendo com simpatizantes de terroristas conhecidos e regimes hostis. Carlson, por exemplo, entrevistou líderes do Irã e do Catar — figuras abertamente comprometidas com a destruição de Israel. Isso é profundamente perturbador, especialmente dado o alcance deles dentro dos círculos conservadores”, ela afirmou.

Como cineasta, Cardoza-Moore expressou preocupação com a crescente influência de vozes anti-Israel na direita. “Carlson entrevista pastores de grupos como Christ at the Checkpoint, que acusam Israel de ocupação. Como cristão, ele deveria saber melhor. Candace Owens afirma ser católica. Eles deveriam compreender o imperativo bíblico de apoiar Israel. E, no entanto, estão usando suas plataformas para espalhar desinformação entre públicos cristãos e conservadores — públicos que moldam o futuro do Partido Republicano”, acrescentou Cardoza-Moore.

Ao comentar sobre The Lost Jews of the Inquisition, Cardoza-Moore aproveitou o momento para criticar Carlson e Owens e revelar sua conexão ancestral com as vítimas judaicas da Inquisição.

“Esse projeto é muito pessoal para mim. Minha própria família descende dos conversos — judeus forçados a se converter durante a Inquisição Espanhola. No leito de morte, meu avô disse aos filhos: ‘Nós somos judeus’. Essa revelação abriu meus olhos. Muitos hispânicos e latino-americanos, incluindo imigrantes recentes, podem também descender dessas mesmas raízes — sem nem sequer saber disso”, revelou a líder evangélica.

De fato, há um fundo de verdade na declaração de Cardoza-Moore. Um estudo de 2018 constatou que aproximadamente 23%[6] dos latino-americanos apresentam marcadores genéticos associados à ancestralidade judaica sefardita, e historiadores acreditam que pode haver entre 80 e 100 milhões[7] de descendentes de judeus espanhóis e portugueses no mundo todo. Contudo, esses números podem não ser tão claros. Segundo testes de DNA em um estudo anterior,[8] os hispano-americanos do Sudoeste não descendem de judeus, mas de espanhóis. Esses cientistas, em última análise, não encontraram uma conexão judaica significativa.

Ainda assim, os casos de judeus que se converteram ao cristianismo são inegáveis, inclusive no presente. Embora o catolicismo tenha sido o destino da maioria dos conversos históricos, os últimos dois séculos testemunharam um número pequeno, porém altamente influente, de judeus convertendo-se ao cristianismo evangélico protestante.

Várias figuras históricas e contemporâneas proeminentes exemplificam essa tendência:

 

Michael Solomon Alexander (1799–1845)

Nascido em Schönlanke, Prússia, Alexander foi formado como rabino ortodoxo. Contudo, após migrar para a Inglaterra, Solomon recebeu o batismo[9] em 1825. Ordenado na Igreja da Inglaterra, tornou-se membro da London Society for Promoting Christianity Amongst the Jews e professor[10] de Hebraico e Literatura Rabínica no King’s College London.

Com o apoio da Grã-Bretanha e da Prússia, ele foi consagrado[11] como o primeiro bispo anglicano em Jerusalém em 7 de dezembro de 1841, supervisionando uma vasta diocese que incluía a Palestina, a Síria e o Egito. Alexander promoveu a liturgia hebraica, fundou escolas e um hospital, além de lançar a pedra fundamental da Christ Church, a primeira igreja protestante da cidade.

 

Leopold Cohn (1862–1937)

Nascido Eisik Leib Josowitz em Berezna, Hungria, Leopold Cohn ficou órfão cedo, estudou em yeshivot hassídicas e alegou ter recebido ordenação rabínica. Buscando respostas sobre as profecias messiânicas, emigrou para Nova York em 1892 e, posteriormente, converteu-se ao cristianismo evangélico, sendo ordenado ministro batista. No Brooklyn, fundou[12] em 1894 a Brownsville Mission to the Jews, posteriormente renomeada Chosen People Ministries, que se tornou a maior missão aos judeus nos Estados Unidos. Pregador prolífico e autor da autobiografia To an Ancient People, Cohn foi um dos pioneiros do que mais tarde seria conhecido como judaísmo messiânico moderno.

 

Louis Meyer (1862–1913)

Criado em uma família judaica reformista em Crivitz, Alemanha, Meyer obteve diplomas em medicina e ciências antes de emigrar para Cincinnati. Convertido por meio de uma missão presbiteriana em 1892, formou-se no Reformed Presbyterian Seminary em 1897[13] e atuou como ministro[14] em Minnesota e Iowa. Escritor e conferencista habilidoso, ajudou a moldar as redes hebraico-cristãs (proto-messiânicas) do início do século XX. Destacadamente, ele editou periódicos como The Jewish Era e escreveu Eminent Hebrew Christians of the Nineteenth Century.

 

Moishe Rosen (1932–2010)

Nascido Martin Rosen em Kansas City, Missouri, filho de Ben Rosen e Rose Baker, Moishe Rosen foi criado[15] em Denver, Colorado, em um lar que mesclava tradições judaicas reformistas e ortodoxas. Os pais de sua mãe eram judeus reformistas da Áustria, enquanto seu avô paterno era ortodoxo. Apesar de frequentar a sinagoga regularmente, Rosen via a religião[16] como uma “fraude”. Após se formar na Universidade do Colorado, casou-se com Ceil Starr em 1950. Em 1953, ambos se converteram ao cristianismo.

Ordenado ministro batista conservador em 1957, Rosen trabalhou por 17 anos na American Board of Missions to the Jews antes de fundar, em 1970, o Hineni Ministries, projeto que mais tarde seria renomeado Jews for Jesus. Após deixar a ABMJ em 1973, incorporou Jews for Jesus como organização independente, revolucionando o evangelismo judaico por meio de táticas de rua confrontacionais inspiradas[17] na contracultura hippie e no ativismo contra a Guerra do Vietnã. Seus folhetos característicos — panfletos provocativos como Jesus Made Me Kosher — ajudaram a organização a distribuir mais de dois milhões de exemplares anualmente em meados da década de 1980.

O Jews for Jesus tornou-se a maior organização judaico-messiânica do mundo, com um orçamento de 13 milhões de dólares e filiais internacionais, quando Rosen se aposentou do cargo de diretor executivo em 1996. A organização de Rosen mantém posições cristãs sionistas distintas: apoia[18] as reivindicações territoriais de Israel e interpreta a restauração da nação como o cumprimento da profecia bíblica.

 

David H. Stern (1935–2022)

Doutor em economia por Princeton e ex-professor da UCLA, David Stern abraçou o cristianismo em 1972[19] e tornou-se um pioneiro do movimento judaico-messiânico. Após obter o título de Master of Divinity no Fuller Seminary, fez aliyah {pode ser entendido como emigração para Israel} para Jerusalém em 1979[20] e dedicou seus estudos a restaurar o contexto judaico do Novo Testamento. Sua obra de referência, a Complete Jewish Bible, bem como o Jewish New Testament Commentary, reformularam as Escrituras com terminologia hebraica. Já o manifesto Messianic Judaism: A Modern Movement with an Ancient Past articulou a teologia do movimento.

As visões de Stern sobre Israel eram profundamente teológicas, defendendo que a Palestina pertence aos judeus e que o judaísmo messiânico acabaria por formar uma massa crítica[21] em Israel. Por meio de sua tradução da Complete Jewish Bible, Stern enfatizou[22] o caráter judaico do cristianismo e defendeu o reconhecimento do papel central de Israel no plano divino.

 

Sid Roth (1940–)

Nascido Sydney Abraham Rothbaum em 7 de setembro de 1940, em Brunswick, Geórgia, Roth foi criado em um lar judeu tradicional, mas considerava a religião organizada irrelevante para sua vida. Seu principal objetivo era tornar-se milionário até os 30 anos. Aos 29, já havia se formado na faculdade, casado, se tornado pai e trabalhava[23] como executivo de contas na Merrill Lynch. No entanto, sentindo-se frustrado por não ter alcançado sua meta financeira, abandonou a família e a carreira para embarcar em uma busca quixotesca pela felicidade.

Essa busca levou[24] Roth a práticas de meditação oriental e de Nova Era, onde ele acreditava ter encontrado um guia espiritual, mas que passou a atormentar sua mente com poderes malignos. Sua crise espiritual atingiu o ápice quando um empresário cristão o confrontou, explicando que suas práticas ocultistas eram condenadas em Deuteronômio 18 e que Jesus era o Messias judeu — fato que sua educação ortodoxa havia ocultado. Desesperado, durante uma noite tumultuada de sua vida, Roth fez uma oração simples de duas palavras: “Jesus, ajuda!” Na manhã seguinte, despertou e encontrou a presença maligna desaparecida, com sua mente preenchida de paz e amor sobrenaturais.

Esse encontro, em 1972, transformou completamente a vida de Roth, levando à restauração de seu casamento[25] e à conversão de toda sua família imediata ao cristianismo. Em 1977, fundou o Messianic Vision e lançou[26] um programa de rádio nacionalmente sindicado com o objetivo de alcançar o povo judeu com o Evangelho.

Seu programa de televisão, Sid Roth’s It’s Supernatural!, começou em 1996, apresentando entrevistas semanais com pessoas que relatam curas milagrosas e encontros sobrenaturais com Deus. Por meio de seu império midiático, incluindo a It’s Supernatural! Network (ISN) e a Middle East Television (METV), Roth construiu uma plataforma global que alcança milhões de pessoas com sua mensagem do cristianismo sobrenatural, mantendo o foco na evangelização[27] “primeiro ao judeu.”

Roth tem sido um fervoroso apoiador de Israel, operando redes de televisão que são “obrigatórias”[28] em todos os televisores de Israel. Seu ministério enfatiza que Israel é central no plano divino para o fim dos tempos, afirmando que “o centro[29] do universo de Deus NÃO é Washington D.C., mas Jerusalém, Israel.” Ele frequentemente discute profecias bíblicas relacionadas a Israel e defende que os cristãos apoiem[30] o Estado judeu financeiramente e por meio da oração.

Curiosamente, Roth tem sido um ardente apoiador de Donald Trump, prevendo em 2020 que Trump seria um “presidente de dois mandatos”[31] e receberia Prêmios Nobel da Paz. Ele acredita que Trump foi divinamente designado para apoiar Israel, afirmando[32] que “Deus me direcionou a mobilizar o máximo possível de cristãos para votar em Trump por causa de suas posições sobre Israel e aborto.” Roth profetizou[33] que Trump terá “um grande encontro com o próprio Deus” e que sua presidência representa a bênção de Deus sobre a América.

 

Joel Chernoff (1950–)

Nascido em Atlanta, Geórgia, mas criado[34] desde cedo em Cincinnati, Ohio, Joel Chernoff veio de uma das famílias fundadoras do judaísmo messiânico. Seus pais, Martin e Yohanna Chernoff, estabeleceram[35] em 1970 a Congregation Beth Messiah em Cincinnati — a primeira congregação judaico-messiânica moderna nos Estados Unidos.

Em 1972, Chernoff formou[36] o grupo musical LAMB com Rick “Levi” Coghill, guitarrista de estúdio e também crente messiânico. O LAMB foi pioneiro[37] no que se tornaria conhecido como música messiânica, mesclando motivos musicais judaicos antigos com sonoridades contemporâneas do folk-rock e letras em hebraico. Ao longo de duas décadas, o LAMB gravou[38] 14 álbuns, que venderam mais de 600 mil cópias, com várias canções alcançando o Top 10 nas paradas de música cristã contemporânea.

Além da música, Chernoff tem desempenhado um papel significativo como líder judaico-messiânico. Ele tem servido[39] como Secretário-Geral e CEO da Messianic Jewish Alliance of America {Aliança Judaica Messiânica da América} (MJAA), a maior instituição representativa da comunidade judaico-messiânica mundial. Também fundou e preside o Joseph Project International, que já enviou mais de 170 milhões de dólares em ajuda humanitária a Israel, sendo o maior importador desse tipo de auxílio no país.

 

Jonathan Cahn (1959–)

Criado no Estado de Nova York por uma mãe sobrevivente do Holocausto, dentro de uma família judaica dedicada, Jonathan David Cahn frequentava regularmente a sinagoga e celebrou seu bar-mitzvah de maneira tradicional. Como grande parte do judaísmo americano, contudo, ele considerava[40] a religião organizada irrelevante para sua vida diária, ainda que fosse orgulhoso de sua herança judaica.

As dúvidas espirituais de Cahn se aprofundaram[41] quando buscava conciliar as descrições vibrantes de Deus nas aulas de hebraico com o formalismo seco do culto sinagogal. Após uma experiência de quase morte aos 20 anos, encontrou convicção nas profecias bíblicas e abraçou o judaísmo messiânico antes de se formar na SUNY Purchase.

Posteriormente, Cahn fundou o Beth Israel Worship Center em Wayne, Nova Jersey, e atua como presidente da Hope of the World Ministries, uma organização evangelística internacional. Ele ganhou reconhecimento mundial com seu romance de estreia em 2011, The Harbinger,[42] que traça paralelos entre o antigo Israel e os Estados Unidos, sugerindo que eventos como o 11 de Setembro representam advertências divinas.

O livro permaneceu por mais de 100 semanas consecutivas na lista de mais vendidos[43] do New York Times e vendeu mais de 2 milhões de cópias. Seus sucessores, incluindo The Mystery of the Shemitah, The Paradigm e The Oracle, estabeleceram[44] Cahn como uma das vozes mais proeminentes do ensino profético moderno, com foco em profecias dos tempos finais e em apelos ao arrependimento nacional e ao retorno aos princípios bíblicos.

Cahn apoia fortemente[45] Israel e vê o Estado judeu como central no plano divino para o fim dos tempos. Ele ensina que Israel enfrenta uma guerra espiritual contra “principados e potestades”, em especial contra o Irã (que ele identifica como o “principado da Pérsia” bíblico). Cahn acredita[46] que as “forças do inferno” tentam destruir Israel desde 1948, e a restauração da nação cumpre a profecia bíblica.

Além disso, Cahn tem sido um dos mais fervorosos apoiadores evangélicos de Trump. Em 2019, ele orou por Trump em Mar-a-Lago, declarando[47] que Deus o havia “levantado para ser um Jeú para a sua nação” e conclamando-o a salvaguardar os interesses Israelitas.

Cahn tem ligado[48] Trump ao rei bíblico Jeú, um “rei guerreiro” chamado para “tornar sua nação grande novamente” ao derrubar lideranças ímpias. Ele acredita que Trump foi “nascido para ser uma trombeta de Deus” e designado para derrotar o “culto de Baal da América” (em referência ao movimento pró-aborto). Após a vitória de Trump nas eleições de 2024, Cahn celebrou[49] como “o maior retorno político da história americana” e argumentou que “a única ameaça real de fascismo nos Estados Unidos vem, na verdade, da esquerda”.

 

Wayne Allyn Root (1961–)

De forma semelhante, a personalidade midiática conservadora Wayne Allyn Root ilustra uma tendência paralela de judeus que abraçam o cristianismo. Root é judeu étnico de nascimento — “99,5% judeu europeu”,[50] conforme confirmado por testes de DNA — que se tornou um evangélico declarado e, por um breve período, uma figura de destaque no Partido Libertário. Root converteu-se[51] ao cristianismo no início da década de 1990 e tem estado ativamente envolvido em círculos conservadores e libertários.

A candidatura de Root à vice-presidência em 2008, ao lado do ex-congressista Bob Barr, representou uma subversão neoconservadora da agenda presidencial do Partido Libertário. Root se afastou abertamente dos princípios libertários tradicionais de não-intervencionismo, declarando-se[52] um forte apoiador da Guerra ao Terror, embora acreditasse que ela havia sido mal conduzida.

Ele endossou[53] o “aumento de tropas” no Iraque, dizendo: “Eu concordei com a recomendação dos generais em campo — aumentar o contingente militar. Nós fizemos isso e foi um grande sucesso.” A rápida ascensão de Root no Partido Libertário naturalmente provocou reação dos membros mais fiéis ao não-intervencionismo. O agora inativo blogueiro libertário “Classically Liberal” acusou[54] a chapa Barr-Root de ser composta por “infiltrados neoconservadores” que trouxeram o “intervencionismo estrangeiro” ao partido. A presença deles como indicados do Partido Libertário traiu os princípios libertários de não-intervenção.

Como várias figuras políticas judaicas no cenário americano, Root acabou por mudar seu posicionamento político, deixando o Partido Libertário para abraçar o populismo no estilo Trump. Desde essa guinada, adotou posições convencionais e agressivas em relação ao Irã — a antiga “bête noire” neoconservadora — descrevendo-o[55] como “a maior ameaça de todos os tempos à existência de Israel.”

Root e seus companheiros judeus messiânicos e judeus convertidos ao evangelicalismo demonstram, para alguns críticos, a futilidade de tentar convertê-los ao cristianismo. Mesmo quando se convertem, continuam a perseguir agendas políticas que, em sua visão, favorecem os interesses judaicos em detrimento da população gentia anfitriã. Isso está bastante literalmente no DNA deles.

***     

Como comentadores como Mike Peinovich têm astutamente observado,[56] os esforços para limitar a mobilidade social judaica foram mais agressivamente aplicados sob o Nacional-Socialismo {o que não corresponde a narrativa hollywoodiana e de propaganda de guerra sobre as alegadas crueldades nazistas} e em certas nações muçulmanas, em particular no Iêmen,[57] onde os judeus foram confinados a guetos e impedidos de alcançar status igualitário.

Redução do poder judaico, e não conversão é a resposta para o persistente problema judaico.

A história sugere que não importa quão sincera seja a conversão, as consequências políticas permanecem a mesma: lealdade à tribo persiste à menos que o próprio poder judaico seja checado.

Tradução por Nicolas Clark

Revisão e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Notas:


[4] Fonte utilizada por Jose Alberto Nino:

https://x.com/infolibnews/status/1947647645092061475

[5] Fonte utilizada por Jose Alberto Nino:

https://www.israelnationalnews.com/news/411957

[7] Fonte utilizada por Jose Alberto Nino:

https://pjtn.org/the-lost-jews-of-the-inquisition/

[8] Fonte utilizada por Jose Alberto Nino:

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/16500815/

[11] Fonte utilizada por Jose Alberto Nino:

https://chosenpeople.com/leopold-cohns-reputation/

[12] Fonte utilizada por Jose Alberto Nino:

https://chosenpeople.com/leopold-cohns-reputation/

[19] Fonte utilizada por Jose Alberto Nino:

https://www.messianicjewish.net/pages/david-h-stern

[23] Fonte utilizada por Jose Alberto Nino:

https://sidroth.org/sids-story/

[24] Fonte utilizada por Jose Alberto Nino:

https://sidroth.ca/meet-sid-roth/

[25] Fonte utilizada por Jose Alberto Nino:

https://www.sidroth.org/about-sid/

[26] Fonte utilizada por Jose Alberto Nino:

https://msm.morningstarministries.org/biographies/sid-roth

[27] Fonte utilizada por Jose Alberto Nino:

https://www.sidroth.org/about-sid/

[28] Fonte utilizada por Jose Alberto Nino:

https://sidroth.org/newsletter/march-2017-newsletter/

[38] Fonte utilizada por Jose Alberto Nino:

https://www.last.fm/music/Joel+Chernoff/+wiki

[39] Fonte utilizada por Jose Alberto Nino:

https://www.linkedin.com/in/joel-chernoff-322b5025/

[40] Fonte utilizada por Jose Alberto Nino:

https://sinsurvivor.com/jonathan-cahns-journey-to-christ/

[41] Fonte utilizada por Jose Alberto Nino:

https://sinsurvivor.com/jonathan-cahns-journey-to-christ/

[55] Fonte utilizada por Jose Alberto Nino:

https://mail.freerepublic.com/focus/f-news/3802472/posts

[56] Fonte utilizada por Jose Alberto Nino:

https://x.com/tombelaviv_/status/1948020976022614047

Protestant Conversos Are Important in the Evangelical Protestant Movement and Remain Strongly Pro-Israel, Jose Alberto Nino, 02 de agosto de 2025, The Occidental Observer.

https://www.theoccidentalobserver.net/2025/08/02/protestant-conversos-are-important-in-the-evangelical-protestant-movement-and-remain-strongly-pro-israel/

Sobre o autor: José Alberto Niño tem formação acadêmica com Bacharelado em Ciência Política e Governo pela University of Texas em Austin (2009-2013), Mestrado em Estratégia Internacional e Política Comercial, Universidade do Chile (2014-2016).

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Sionismo, Cripto-Judaísmo e a farsa bíblica - parte 1 - por Laurent Guyénot (as demais partes na sequência do próprio artigo)

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O truque do diabo: desmascarando o Deus de Israel - Por Laurent Guyénot - parte 1 (Parte 2 na sequência do próprio artigo)

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{Israel, lobby sionista e fanatismo} Abolição da Primeira Emenda - por Christopher Hedges


Sobre o sionismo:

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As Forças de Defesa de Israel ameaçam com a ‘eliminação’ líderes russos que ‘desejam mal a Israel’ - por Wyatt Reed (editorial Grayzone)

A Crítica de Acusação de Antissemitismo: A legitimidade moral e política de criticar a Judiaria - por Paul Grubach

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Argumentos contra O PROJETO DE LEI nº 192 de 2022 (PL 192/2022) que propõe criminalizar o questionamento do alegado HOLOCAUSTO, o que, por consequência, inclui criminalizar também quaisquer exames críticos científicos refutando a existência do alegado HOLOCAUSTO – por Mykel Alexander

{Israel, lobby sionista, fanatismo cristão e censura no meio acadêmico} - O fim da liberdade acadêmica - por Christopher Hedges e Maura Finkelstein

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Resenha de THE DECADENCE OF JUDAISM IN OUR TIME {A DECADÊNCIA DO JUDAÍSMO EM NOSSO TEMPO}, de Moshe Menuhin, por David McCalden (escrito sob o pseudônimo Lewis Brandon)

Resenha de GENOCIDE IN THE HOLY LAND {GENOCÍDIO NA TERRA SANTA}, Rabbi Moshe Schonfeld, Neturei Karta dos EUA - por Bezalel Chaim

Genocídio em Gaza - por John J. Mearsheimer

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Por trás da Declaração de Balfour A penhora britânica da Grande Guerra ao Lord Rothschild - parte 1 - Por Robert John {as demais 5 partes seguem na sequência}

Um olhar direto sobre o lobby judaico - por Mark Weber

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Estranhezas da Religião Judaica - Os elementos surpreendentes do judaísmo talmúdico - parte 1 - Por Ron Keeva Unz

Ex-rabino-chefe de Israel diz que todos nós, não judeus, somos burros, criados para servir judeus - como a aprovação dele prova o supremacismo judaico - por David Duke

Grande rabino diz que não-judeus são burros {de carga}, criados para servir judeus - por Khalid Amayreh

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