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| Kevin Barrett |
Mas eles perderam mesmo assim. Até o New York Times confirma que a “teoria da conspiração” é verdadeira.
Como
a maioria dos americanos, eu não entendo muito de futebol. Também eu nunca me
interessei muito pelo esporte... até que o Marrocos fez aquela campanha
incrível na Copa do Mundo de 2022, com torcedores agitando bandeiras da
Palestina, e eu fui absorvido pelo espetáculo.
Por
outro lado, eu entendo satisfatoriamente um pouco de teorias da conspiração. Eu
estudei o assassinato de JFK quando era adolescente, por volta de meados da
década de 1970, e eu percebi a discrepância grotesca entre a realidade e o
discurso oficial. Desde então, eu tenho estado plenamente consciente de que uma
porcentagem surpreendentemente alta das teorias da conspiração mais conhecidas
é verdadeira, ou pelo menos bem fundamentada. Quando eu tentei pesquisar e
discutir o 11 de setembro de forma racional e factual enquanto lecionava na
Universidade de Wisconsin, em 2006, eu fui alvo de uma caça às bruxas que me
expulsou do meio acadêmico;*1 isso me
deixou bastante tempo livre para investigar supostas conspirações e tentar
descobrir quais delas tinham base na realidade.*2
Vivendo
no Marrocos, onde todos acompanham a Copa do Mundo, eu ouvi muitas teorias da
conspiração relacionadas à FIFA. A maior teoria da conspiração do futebol neste
ano foi a alegação de que a Copa do Mundo havia sido manipulada para favorecer
os jogadores argentinos — conhecidos pela postura agressiva e, em sua maioria,
medíocres — e sua estrela envelhecida e prima
donna, Lionel Messi.
Quando
eu ouvi isso pela primeira vez de alguns marroquinos em um café, eu fui cético.
Os fãs de futebol ao redor do mundo, ainda mais do que os fãs de esportes
americanos, parecem sempre achar que os árbitros são injustos.
Então,
eu sentei-me em outro café marroquino para assistir ao segundo tempo do jogo
entre Argentina e Egito. Aos 59 minutos, o Egito marcou, fazendo 3 a 0. Jogo
decidido! Mas espere... autoridades da FIFA intervieram, ordenando que o
árbitro analisasse as imagens anteriores ao gol para encontrar uma “falta” que
justificasse sua anulação. Os árbitros obedeceram, encontrando uma infração
obscura, irrelevante e duvidosa no extremo oposto do campo, o que lhes permitiu
cancelar o gol e manter o jogo dentro do alcance da Argentina.
Pouco depois, a Argentina cometeu uma falta flagrante dentro da área, bem perto do gol que atacava, derrubando um defensor e permitindo que marcassem um gol. Os árbitros ignoraram a falta e validaram o gol, deixando o placar em 2 a 1 a favor do Egito. De repente, em vez de desfrutar de uma vantagem de três pontos — como teria acontecido sob uma arbitragem honesta —, o Egito estava à frente por apenas um ponto. Isso permitiu que a Argentina protagonizasse uma “virada incrível” e vencesse a partida.
E
isso é apenas a ponta do iceberg. Ao longo de todo o jogo, os jogadores
argentinos — conhecidos por seu estilo bruto — cometeram falta após falta sem
sofrer punições. Nas ocasiões em que as faltas foram marcadas — geralmente em
casos extremos —, eles jamais pegaram cartões amarelos. A Argentina teve 13
faltas marcadas contra si (embora o número real fosse muito maior) e não
recebeu um único cartão amarelo. Já o Egito teve praticamente todas as suas dez
faltas marcadas — sendo que elas eram, em geral, menos graves que as da
Argentina — e recebeu quatro cartões amarelos!
O
técnico do Egito, Hossam Hassan, estava compreensivelmente ultrajado.*3 Ele afirmou que sua equipe foi privada
da vitória de forma desonesta, declarou que a Copa do Mundo estava manipulada e
disse que nem se daria ao trabalho de assistir mais aos jogos.
Depois
de visualizar a partida ao vivo e, mais tarde, checar os lances decisivos em
vídeo, eu tornei-me um adepto de teorias da conspiração no futebol. A teoria de
que a Argentina foi favorecida pelos árbitros — e pelos executivos da FIFA para
quem eles trabalhavam — fazia todo o sentido e era bem fundamentada pelas
imagens em vídeo.
Aqui está um vídeo relativamente neutro que explica o contexto. Ele ajuda a entender POR QUE a FIFA não queria permitir que o Egito eliminasse Messi e a Argentina.*4
E
o jogo contra o Egito foi apenas o caso mais extremo. A seleção da Argentina
foi beneficiada por um favorecimento oficial em todas as etapas do caminho. Mas
por quê? Como o vídeo acima explica, Lionel Messi é a maior estrela do esporte,
e aquela era a sua “última dança.” Quanto mais cedo sua equipe fosse eliminada,
mais anticlimático (e menos lucrativo) seria para a FIFA. Ter Messi na final
era muito vantajoso do ponto de vista de relações públicas e receitas
publicitárias.
E
há também a questão do sionismo. Messi é frequentemente acusado de ser
pró-Israel. Embora mecanismos de busca e a IA neguem que ele tenha feito
declarações explicitamente pró-Israel, o Gemini nos diz:
As conexões de Messi com Israel incluem:
Parcerias corporativas: Ele atuou como embaixador de marca de empresas israelenses, como a OrCam, desenvolvedora de tecnologias de auxílio visual sediada em Jerusalém.
Visitas e partidas: Ele visitou Israel diversas vezes, tanto a lazer quanto com seu antigo clube, o FC Barcelona, incluindo um amistoso da seleção argentina em Tel Aviv, em 2019, realizado apesar de apelos por um boicote.
Contexto nacional: Sua carreira internacional ocasionalmente se cruzou com o cenário político mais amplo. Por exemplo, ele atraiu atenção em relação à Copa do Mundo de 2026, quando as mudanças políticas na Argentina sob o governo do presidente Javier Milei — um firme apoiador de Israel — colocaram as partidas de sua equipe sob um microscópio político.
A
final da Copa do Mundo de domingo, na qual a Argentina perdeu para a Espanha,
foi vista sob o prisma do sionismo devido às políticas diametralmente opostas
dos governos das duas nações. Milei é o mais notório chefe de Estado extremista
sionista do mundo (sem contar Netanyahu), enquanto Pedro Sánchez, da Espanha, é
o primeiro-ministro mais abertamente pró-Palestina e anti-genocídio do
Ocidente. E a Espanha já recolheu seu embaixador, bloqueou remessas para Israel
e pressionou a União Europeia a romper relações.
Além
disso, a Argentina pratica um futebol ao estilo sionista: violento, sem grandes
talentos (com a notável exceção de Messi) e especializado na clássica tática do
agressor se fazer de vítima, gritando enquanto bate. Assim como Israel e a
comunidade judaica em geral, eles querem tudo a seu favor... e geralmente
conseguem, graças ao poder da grande mídia e do dinheiro. (Messi aparentemente
acha que Jeová lhe deu a Copa do Mundo há 3.000 anos, então ele pode ignorar os
direitos de todos os outros e simplesmente roubá-la.)
A derrota da Argentina
para a Espanha desmente a teoria da conspiração de manipulação de resultados?
Então,
o resultado da final da Copa do Mundo — a vitória da Espanha por 1 a 0 — desaprova
a teoria da conspiração de que o jogo foi armado para favorecer a Argentina? Não
realmente. A partida não foi tão equilibrada conforme o placar final. A Espanha
dominou completamente, mostrando que a Argentina não merecia estar na final.
(Afinal, eles perderam feio para o Egito e só foram salvos por árbitros entortados
para corrupção.)
Na
final, a Espanha teve 67% de posse de bola e finalizou 20 vezes, sendo 12 no
alvo, enquanto a Argentina teve apenas três finalizações, nenhuma no alvo. A
Espanha completou 730 passes, a Argentina 349. Resumindo, foi uma goleada, e o
placar final deveria ter sido uma vitória mais expressiva do que 1 a 0.
Assim
como no jogo contra o Egito, o árbitro da final salvou as esperanças da
Argentina, pelo menos por alguns minutos, ao anular um gol perfeitamente
válido. O espanhol Nico Williams marcou aos 96 minutos, mas o gol foi anulado
devido a um contato acidental com o pé.
O árbitro Slavko Vincic cometeu um erro na vitória da Espanha por 1 a 0 sobre a Argentina na final da Copa do Mundo, ao decidir anular o gol de Nico Williams*9 |
Como
mostra o vídeo acima, a Argentina escapou impune de inúmeras faltas — incluindo
algumas flagrantes — e foi penalizada somente penalizada rara e relutantemente.
Se não tivessem permissão para agredir repetidamente os jogadores espanhóis, o
placar final poderia ter sido 10 a 0 em vez de 1 a 0. Tudo bem, isso é um leve
exagero, mas você entendeu o que quero dizer. Confira algumas das reações nas
redes sociais publicadas no artigo de Celia Farber no Substack.*5
Se
você precisa de uma confirmação oficial de que a teoria da conspiração sobre o
torneio ter sido “manipulado a favor da Argentina” é verdadeira — e de que os
argentinos são um bando de marginais trapaceiros ao estilo sionista —, confira
a matéria do New York Times:*6
A
peça do Times foca a falta de
espírito esportivo dos argentinos, que beirava a vilania caricata:*7 após serem amplamente superados durante
a partida, recusaram-se a cumprimentar os vencedores — como é de praxe — e, em
vez disso, partiram para cima deles, desencadeando uma briga generalizada no
meio do campo.
O
Times também admitiu que a teoria da
conspiração sobre a manipulação do jogo em favor de brutamontes sem talento é
verdadeira:
O zagueiro espanhol Aymeric Laporte deixou claro, antes da partida, que a equipe sabia o que esperar. “Nos últimos jogos, nós temos visto coisas que realmente nos surpreenderam, lances que foram ignorados”, disse ele aos repórteres. “Principalmente com a Argentina, uma time que costuma deixar recados nas divididas.”
A análise de Laporte estava correta. Os árbitros têm exibido leniência com os jogadores da Argentina neste torneio, e isso aconteceu novamente hoje.
Até
mesmo o jornal judaico mais importante dos Estados Unidos confirmou isso.
Quando
eu ouvi falar disso nos cafés marroquinos, eu não sabia o que pensar. Quando eu
vi isso com meus próprios olhos no jogo Argentina-Egito, eu me tornei um
crente.
Mas
agora que o New York Times confirmou
o que vi com meus próprios olhos, nem sequer é mais uma teoria da conspiração.
Eu
me pego pensando se eles algum dia farão o mesmo com o 09/11?*8
Tradução por Mykel Alexander
*1 Fonte utilizada por Kevin
Barrett:
*2 Fonte utilizada por Kevin
Barrett:
*3 Fonte utilizada por Kevin
Barrett: Egypt were ‘cheated’ in World Cup loss to Argentina, coach Hassan says,
AFP e Reuters, 07 de julho de 2026, Al
Jazeera.
*4 Fonte utilizada por Kevin
Barrett:
*5 Fonte utilizada por Kevin
Barrett: I Watched The World Cup Final Game In A Small Spanish Town: Conspiracy
Theories Aside, Love Was In The Air, 20 de julho de 2026, por Celia Farber, The Truth Barrier – Substack.
https://celiafarber.substack.com/p/i-watched-the-world-cup-final-game
*6 Fonte utilizada por Kevin
Barrett:
*7 Fonte utilizada por Kevin
Barrett: The State of Israel as “Cartoonishly Evil”?, 05 de agosto de 2024, por
Ron Keeva Unz, The Unz Review – An
Alternative Media Selection.
https://www.unz.com/runz/the-state-of-israel-as-cartoonishly-evil/
*8 Fonte utilizada por Kevin
Barrett: 9/11 Was an Israeli Job - How America was neoconned into World War IV,
por Laurent Guyénot, 10 de setembro de 2018, The Unz Review – An Alternative Media Selection.
https://www.unz.com/article/911-was-an-israeli-job/
*9 Fonte utilizada por Kevin Barrett:
Fonte: The
World Cup WAS Rigged for Argentina’s “Zionist” Thugs - But they lost anyway.
Even NYT confirms “conspiracy theory” is true, por Kevin Barrett, 21 de julho
de 2026, The Unz Review – An Alternative Media Selection.
https://www.unz.com/kbarrett/the-world-cup-was-rigged-for-argentinas-zionist-thugs/
Sobre o autor: O Dr.
Kevin Barrett (1959-), é um Ph.D. Arabista-islamologista. Possui mestrado
em literatura inglesa e francesa pela Universidade Estadual de São Francisco, e
também um Ph.D. em línguas e literatura africanas com especialização em folclore
pela Universidade de Wisconsin-Madison. Ele ensinou francês e árabe, literatura
africana, inglês, humanidades, estudos religiosos e folclore em faculdades e
universidades nos Estados Unidos e no exterior.
De 1991 a 2006, o Dr.
Barrett lecionou em faculdades e universidades em San Francisco, Paris e
Wisconsin. No verão de 2006, o Dr. Barrett foi atacado por um grupo de
legisladores estaduais republicanos que pediu que ele fosse demitido de seu
emprego na Universidade de Wisconsin-Madison devido a suas opiniões políticas.
Desde 2007, o Dr. Barrett está informalmente na lista negra de lecionar em
faculdades e universidades americanas. Um dos críticos mais conhecidos da
Guerra ao Terror, o Dr. Barrett apareceu na Fox, CNN, PBS, ABC-TV e Unavision,
e foi tema de artigos de opinião e reportagens no New York Times, Chicago
Tribune, Christian Science Monitor e outras publicações.
Dentre suas obras estão: Truth Jihad: My Epic
Struggle Against the 9/11 Big Lie (2007); Questioning the War
on Terror: A Primer for Obama Voters (2009); We Are NOT
Charlie Hebdo!: Free Thinkers Question the French 9/11 (2015); Orlando
False Flag: The Clash of Histories (2016)
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Relacionado, leia também sobre a questão judaica, sionismo e seus interesses globais ver:
Gaza, poder judaico e o Holocausto - parte 1 - por Ron Keeva Unz
O Holocausto como vaca sagrada - por Louis Andrew Rollins
Genocídio em Gaza - por John J. Mearsheimer
{Retrospectiva 2023 - Genocídio em Gaza} - Morte e destruição em Gaza - por John J. Mearsheimer
O Legado violento do sionismo - por Donald Neff
Quem são os Palestinos? - por Sami Hadawi
Palestina: Liberdade e Justiça - por Samuel Edward Konkin III
Crimes de Guerra e Atrocidades-embustes no Conflito Israel/Gaza - por Ron Keeva Unz
A cultura do engano de Israel - por Christopher Hedges
“Grande Israel”: O Plano Sionista para o Oriente Médio O infame "Plano Oded Yinon". - Por Israel Shahak - parte 1 - apresentação por Michel Chossudovsky (demais partes na sequência do próprio artigo)
Conversa direta sobre o sionismo - o que o nacionalismo judaico significa - Por Mark Weber
Judeus: Uma comunidade religiosa, um povo ou uma raça? por Mark Weber
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Sionismo e judeus americanos - por Alfred M. Lilienthal
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Um olhar direto sobre o lobby judaico - por Mark Weber
Por que querem destruir a Síria? - por Dr. Ghassan Nseir
Petróleo ou 'o Lobby' {judaico-sionista} um debate sobre a Guerra do Iraque
Libertando a América de Israel - por Paul Findley
Deus, os judeus e nós – Um Contrato Civilizacional Enganoso - por Laurent Guyénot
A Psicopatia Bíblica de Israel - por Laurent Guyénot
Israel como Um Homem: Uma Teoria do Poder Judaico - parte 1 - por Laurent Guyénot (Demais partes na sequência do próprio artigo)
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Sionismo, Cripto-Judaísmo e a farsa bíblica - parte 1 - por Laurent Guyénot (as demais partes na sequência do próprio artigo)
O truque do diabo: desmascarando o Deus de Israel - Por Laurent Guyénot - parte 1 (Parte 2 na sequência do próprio artigo)
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