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sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

AUSCHWITZ E O SILÊNCIO DE HEIDEGGER - OU “PEQUENOS DETALHES” - parte 1 - por Roger Dommergue Polacco de Menasce


 

 Continuação de Prefácio da edição espanhola de: Auschwitz e o Silencio de Heidegger, ou pequenos detalhes - por Pedro Varela


Roger Dommergue Polacco de Menasce (1923-2013)


Senhores,

Uma inquietude pela verdade sintética motiva esta longa exposição. Lanço-a sem nenhuma esperança de resposta exaustiva e inteligente. Efetivamente, afora Simone Weil, Bergson, Bernard Lazare e alguns outros raros congêneres, apenas encontrei um único judeu intelectualmente honrado. Não vejo mais do que sua má fé exudar por toda parte. Me agradaria ser, entre os judeus, uma raríssima exceção, suscetível de honradez e síntese.

Tenho acompanhado vossas emissões radiofônicas, as quais, de maneira radical não estavam centradas sobre Heidegger, mas sim sobre o seu silêncio. Fazer a pergunta a respeito do silêncio de Heidegger é já por si mesmo uma mentira, e vou explicar-me sobre isso, de uma maneira tão clara como me seja possível.

Ninguém entre todos vocês presentes nesta radioemissão, tem colocado em dúvida só por um instante a inteligência de Heidegger. Então, por que esta fala? Por que ele se calaria desde 1945 até sua morte, sem que a profunda razão de seu silêncio não estivesse perfeitamente integrada à coerência de sua inteligência? Por que razão não poderia ser a má fé ou a insuficiência mental o que tem impedido aos senhores compreender o “silêncio auschwitziano” de Heidegger?...

Seu silêncio é de uma coerência perfeita. Seria também o meu, se a derrotista mentalidade, psicótica, paranóica e megalomaníaca de meus congêneres não me desse ganas de gritar...

Quando Glucksman (participante de programa radiofônico) fala de “sua vocação em contemplar a verdade”, estará ele seguro em tratar-se, neste caso, da verdade? Me contestará para manifestar esta sua vocação? Tudo o que apresento a seguir está passado pelo crivo implacável da verificação e de enxurradas de novas provas. Estou, portanto, disposto a responder a todas as perguntas, apresentar documentos e provas, as quais figuram na sua totalidade, dentro do famoso processo Zündel no Canadá. Recordemos que este processo provou, de maneira irrefutável, a conspiração mundial do bolchevismo e dos banqueiros sionistas, tendo reduzido a nada o mito do Holocausto, particularmente pelas esmagadoras conclusões do Informe Leuchter, do engenheiro americano especialista na utilização de gases, o qual demonstrou que nunca houve execuções por gás em Auschwitz, Birkenau e Majdanek. (Para maiores detalhes leia “Acabou o Gás”, o relatório Leuchter editado pela Revisão Editora).

Glucksman afirma que aprecia todas as manifestações da inteligência! Vejamos... Não irá taxar de estupidez tudo que não se enquadre no círculo de idéias agradáveis à sua subjetividade?. E mais: não irá NÃO RESPONDER, como fazem há séculos meus congêneres, escudados em sua todo-poderosa situação financeira e governamental? Infelizmente a verdade é taxada de “injúria”, “insânia”, “nazismo”, e a sorte está lançada... (Quase sempre que o autor se refere aos judeus usa o termo “congêneres”).

A única reprovação a Hitler – eternamente recordada – recordada e martelada incessantemente desde a última guerra, é o chamado holocausto de seis milhões de judeus em câmaras de gás, com o uso de Zyklon-B. “Auschwitz” é isso. Muito bem, mas nós (ele) temos conhecimento, de agora em diante, sobre este problema; sim nós somos honrados e estamos sobre este problema desde 1979, data em que veio à luz do dia o assunto Faurisson (refere-se a Robert Faurisson, professor francês da Universidade de Lyon que provou a falsidade do chamado Holocausto. Deste autor a Revisão publica a obra “Quem escreveu o Diário de Anne Frank?”).

Eis o que sabemos: os “seis milhões das câmaras de gás” é um dogma tão maciço como o da Redenção. Quem teria coragem de contra-dizer a um professor universitário que nos revelasse que Paul Pot teria assassinado dois milhões de pessoas, em vez de quatro? Quem se indignaria se ficasse sabendo que os verdugos e carcereiros soviéticos judeus (Frenkel, Yagoda, Kaganovich, Rappaport, Jejoff, Abramovich, Firine, Ouritski, Sorenson, Berman, Appeter e outros) massacraram trinta milhões de pessoas, ao invés de sessenta milhões, como se tem escrito? NINGUÉM. Por que, então, o fato de denunciar que não houve seis milhões e nada de execuções massivas através da utilização de gás, passa a ser uma MÁ NOTÍCIA QUE DEVE SER ATACADA JUDICIALMENTE?

Em cinco mil anos de história é um caso único: ilustra de maneira fulminante o fenômeno conhecido por “jeremiada”. TODOS QUE APRESENTAM PROVAS DESTA MISTIFICAÇÃO SÃO CULPADOS.

Paul Rassinier, deputado socialista, professor de história, interno durante anos nos campos de concentração alemães, dos quais saiu pesando trinta quilos e que terminou por morrer em conseqüência deste internamento, foi perseguido por causa dos livros que escreveu, proclamando a verdade. Não tinha NADA a ganhar por esta manifestação heróica e seus livros permanecem até hoje afundados na conspiração do silêncio, sem dúvida pela liberdade de expressão democrática...

O professor Robert Faurisson, que estudou o problema por vinte anos, foi condenado, apesar de que o júri “não tivesse verificado a fundo seus trabalhos, no sentido de debatê-los com os especialistas e o público”...

Henri Roques, cuja tese acadêmica sobre o “informe Gerstein” foi anulada – incidente inédito, registrado pela primeira vez na história era, à época, o mais conhecido dos historiadores do seu meio. Alain Decaux testemunhou publicamente a veracidade de tudo isso.

Esta tese era, praticamente, desnecessária, uma vez que o “Informe Gerstein” tinha sido REFUGADO NO PROCESSO DE NUREMBERG. Mesmo assim é de uma utilidade atual considerável, apesar de ser um documento refugado há quarenta e cinco anos, no citado célebre processo. Todo o mundo sabe que aqueles juízes teriam desejado utilizar aquele informe, se tivessem podido. O “Informe Gerstein” era tão absurdo que não teria feito nada mais do que pôr no ridículo, de uma maneira espetacular, aos juízes que o houvessem utilizado.

No Canadá repercute muito na atualidade o processo contra Ernest Zündel, no qual, como já indiquei, o mito do holocausto foi lançado por terra, tanto no problema referente ao número falsificado (seis milhões) quanto no que se refere à morte por gás (Informe Leuchter), além de provar que os financistas judeus americanos financiaram e seguem financiando o bolchevismo desde 1917.

Apesar da celeuma considerável que este processo produz no Canadá, nada se ouve nos meios de comunicação. Pois sobre os mesmos se fechou UMA MÃO TOTALITÁRIA.

Proibiu-se a publicação “Annales Révisionistes” em nome da liberdade democrática de expressão, evidentemente. Nenhum direito de resposta ao professor Faurisson, insultado durante a emissão radiofônica, em Poloc.

Enquanto isso, no mesmo dia, setenta mil jovens baixavam as calças, para imitar uma cantora ignorante; enquanto a pornografia e a droga se espalham democraticamente ao mesmo ritmo das músicas regressivas e patogênicas.

Desde quando a democracia não permite a livre expressão, a resposta e as provas que aniquilariam uma eventual mentira? 

Faurisson pede, implora, clama para que o coloquem frente a frente com seus contraditores. Quanto ao público, quanto maior melhor. Poderá esperar por muito tempo.

Discute-se sobre os revisionistas, mas NÃO COM eles” dizia um judeu, proclamando assim sua boa-fé e sua probidade intelectual a este respeito.

Que me mostrem, em cinco mil anos de judeu-cristianismo, um só embusteiro que exija falar publicamente frente a um número ilimitado de contraditores!

A má fé, o ódio generalizado, as mentiras, as perseguições (gás lacrimogênio, cassetetes e ferimento) provam, sem dúvida, que Faurisson tem razão, inclusive antes de estudar os aspectos aritméticos e técnicos do problema. E ainda o chamam de NAZI, reflexo condicionado e sistemático contra TODOS OS QUE DIZEM A VERDADE e em particular contra os que expressam a mínima dúvida sobre a realidade do sacrossanto mito dos seis milhões das câmaras de gás.

E apesar de tudo, todo mundo sabe, na universidade, que Faurisson é um homem de esquerda, antinazista e... membro da União dos Ateus.

SE FAURISSON ESTIVESSE ERRADO, HÁ MUITO QUE JÁ TERIA SIDO PROVADO, ALÉM DO QUE, PERANTE UM VASTÍSSIMO PÚBLICO!

Quanto ao aspecto técnico-aritmético do problema, revela-se também convincente.

Seis milhões (e até quatro, supondo-se que dois milhões tenham morrido em operações de guerra, o que é inexato) representam UM PAÍS COMO A SUIÇA. Teriam sido exterminados entre 1943 e 1944, em sete campos de concentração. Conhecem-se exatamente o número de fornos crematórios, sempre em boas condições, e a duração da cremação de um cadáver. É fato conhecido que os fornos aperfeiçoados não foram instalados até o final de 1943. O que significa que a cremação não era tecnicamente perfeita até o momento em que estes fornos foram instalados. Se as cremações globais e massivas não houvessem sido exaustivas, teria se desencadeado uma epidemia de tifo em toda a Europa.

Então vejamos: houvessem os fornos crematórios dos sete campos de concentração funcionado segundo a duração conhecida das cremações do “holocausto” (menos de dois anos) e a duração individual conhecida – o resultado é que os fornos teriam que ter continuado a funcionar durante os trinta anos seguintes!

Todos estes fornos estão em bom estado e se conhece perfeitamente seu funcionamento.

Por outro lado, NÃO EXISTE NENHUMA CÂMARA DE GÁS que funcione com Zyklon-B para exterminar mil pessoas por vez.

A este respeito é divertido visitar a câmara de gás de Struthof, na Alsácia, na qual o ácido cianídrico (Zyklon-B) era ventilado livremente por uma simples chaminé depois do gaseamento, APROXIMADAMENTE A CINQÜENTA METROS DA RESIDÊNCIA DO COMANDANTE DO CAMPO!

Citemos uma frase chave dos exterminadores: “Depois do gaseamento abríamos (a porta). As vítimas, ainda palpitantes, caíam em nossos braços, depois tínhamos que nos desembaraçar dos cadáveres”...

ISSO É UM ABSURDO JÁ QUE SÃO NECESSÁRIAS VINTE E QUATRO HORAS DE VENTILAÇÃO E MÁSCARAS CONTRA GASES PARA EFETUAR UMA OPERAÇÃO DESTE TIPΟ.

Qualquer pessoa pode informar-se sobre a câmara de gás utilizada nos Estados Unidos para executar UM condenado à morte. Sua inaudita complexidade demonstra irrefutavelmente que o gaseamento de mil ou duas mil pessoas por vez, com ácido cianídrico, é um disparate técnico.

Como se tornou possível tomar o minúsculo aposento de Struthoff por uma câmara de gás, durante quarenta anos, será motivo para que seja apontado futuramente como exemplo histórico da ingenuidade das massas, que acreditam em tudo, desde que lhes seja relatado pela televisão, ou escrito num jornal.

Todo este assunto é um problema aritmético e técnico a nível de certificado de estudos primários. O certo é que se a um aluno deste nível se propusesse o problema dos seis milhões das câmaras de gás para ser resolvido de acordo com as afirmações da propaganda oficial, este aluno obteria um redondo ZERO em seus exercícios.

Em 1949, durante o “Processo Degesch”, o fabricante de Zyklon-B, o Dr. Heli e o físico Dr. Ra afirmaram que O GASEAMENTO NAS CONDIÇÕES DESCRITAS ERA IMPOSSÍVEL E IMPENSÁVEL.

Que pequenos detalhes são todos estes! Ninguém nos fala deste processo, assim como ninguém nos diz que o “Informe Gerstein”, sobre o qual o professor Henri Roques desenvolveu sua tese acadêmica, tinha sido rechaçado no processo de Nuremberg.

Um periódico judeu-americano, o American Jewish Year Book, nos indica em seu número 43, página 666, que na Europa ocupada pelos alemães em 1941, havia três milhões e trezentos mil judeus. Pequeno detalhe!

Pode-se admirar a consciência dos exterminacionistas neste extrato de Le Monde de 22 de novembro de 1979: “Cada um é livre para imaginar, ou sonhar, que estes monstruosos acontecimentos não tenham tido lugar. Infelizmente tiveram e ninguém pode negar sua existência sem ultrajar a verdade. Não tem-se que perguntar como foi possível tecnicamente tal assassinato em massa. Foi possível, tecnicamente, pois que aconteceram. Tal é o ponto de partida de toda investigação histórica a este respeito. Compete-nos recordar simplesmente esta verdade: não há, não pode haver debates sobre as câmaras de gás”...

“As câmaras de gás existiram. Que seja assim. Gostaria então, que me explicassem por que, desde há mais de vinte anos se empenham em atacar os revisionistas em suas vidas profissionais e privadas, quando seria muito mais fácil calá-los definitivamente trazendo à luz uma só destas inumeráveis e irrefutáveis provas que alardeiam sem cessar”...

Estas poucas frases com sentido, respondem definitivamente ao insano texto que as precedem.

Sabemos que na reunião mantida na Sorbonne em 1980 para atacar o professor Robert Faurisson, o historiador Raymon Aron teve que admitir que não havia nenhuma prova, nenhum escrito que estabelecesse a existência das câmaras de gás, porém que os fornos crematórios continuam existindo.

Também não assistimos como grotesco arremate do “1984” de Orwell uma federação de jornalistas, que agrupa dois mil membros e na qual está compreendido o L'Equipe, pedir insistentemente ao governo fazer calar ao professo Faurisson, em nome dos Direitos Humanos e da liberdade democrática?!!!

Melhor ainda: em nome da liberdade de pensamento os alunos dos institutos “sofrerão” um curso de instrução cívica anti-revisionista.

Não receberá jamais seu título de bacharel aquele que se atrever a dizer que não se pode gasear duas mil pessoas com Zyklon-B e que não pode, em nenhum caso, ter havido seis milhões de vítimas judias nos campos de concentração alemães.

Pequeno detalhe”: eu acreditava que a liberdade existisse em todos os sentidos porém, na realidade, não tem mais do que um, e um só: o da ditadura de nossos congêneres...

Inclusive supondo que Faurisson se engane que não é assim ainda que saibamos sua tese não tem nada de escandaloso. Muito ao contrário, expressa uma excelente notícia e que não toca em nada o sofrimento muito real daqueles que sofreram nos campos de concentração.

Existirá um único povo que tenha experimentado a necessidade de chorar, como Jeremias, sobre os milhões dos seus, exterminados por um inimigo já desaparecido há meio século?

Este simples fato já entra no campo da psicopatologia.

Como já perguntou Faurisson: “Se sabemos que não houve o alegado número de seis milhões de vítimas judias, nem tais câmaras de gás, tem-se que dizê-lo ou ocultá-lo?”

Pergunta pertinente! Nossos congêneres não querem que Faurisson se expresse e que os contradiga com a ajuda de realidades técnicas e aritméticas evidentes.

Acusa-se Faurisson, e aos que querem deixá-lo falar livremente, de anti-semitismo. O anti-semitismo está em todas as partes. Na URSS os judeus descobrem que lá não se pode viver e não perdem nem tempo em denunciar o anti-semitismo do regime: não pedem mais do que uma coisa: sair de lá o mais rápido possível. Inclusive o fato é pitoresco pois são praticamente os únicos que podem abandonar a Rússia.([1]) A escravidão soviética está feita para os outros: noventa por cento dos imigrantes russos para os Estados Unidos são judeus!

Pequeno detalhe!

Será necessário recordar o que estipulam os Direitos Humanos? (Pode se perguntar se se tratam dos direitos do homem ou do judeu):

Ninguém deve ser molestado por suas opiniões; a livre expressão dos pensamentos e das opiniões é um dos direitos mais preciosos do homem...

Se existe abuso destes direitos de parte da cantora Madonna e seus setenta mil zumbis esfarrapados, por outro lado não existe nenhum por qualquer investigador ou professor que tenha algo a nos dizer.

Ele tem direito de falar e todos têm o direito de contradizê-lo, mostrando fatos precisos, estudos profundos, análises igualmente profundas e exames exaustivos.

Todo o resto revela um totalitarismo pior que o de Hitler. Se aproxima ao de Stalin e Kaganovich([2]) e terminará por desembocar em algo parecido.

Ninguém pode negar que o “holocausto” tenha se convertido numa verdadeira religião. Jacob Timerman, historiador judeu, nos diz: “muitos israelitas estão impressionados com a maneira com que o “holocausto” está sendo explorado pela Diáspora”. Envergonha-se, inclusive, pelo fato do “holocausto” ter se transformado numa religião civil para os judeus dos Estados Unidos.

Leon A. Jick, outro historiador judeu, faz o seguinte comentário: “A piada devastadora, segundo a qual “não há negócio sem Shoah” (expressão hebraica para holocausto) deve ser considerada como verdade incontestável”. Não passa uma semana sem que se exorte o público a “não esquecer nunca”, projetam-se pesados filmes, emissões para subnormais, a caça rancorosa aos “criminosos de guerra” de um regime morto há cinquenta anos. Ah, se fossem conhecidos os crimes de guerra aliados! Se as pessoas soubessem como os russos e americanos violaram pessoas na Europa, enquanto que um militar alemão que tivesse cometido violações em território inimigo era fuzilado! (Por ordem dos seus próprios comandos). Acabou-se de descobrir a chacina de Kourupaty, na periferia de Minsk (URSS), onde foram encontrados aproximadamente 250 mil cadáveres: pereceram entre 1937 e 1941, fuzilados pela tropa de NKVD (polícia política soviética). E nem falo das realizações de cursos de ensino unilaterais, das aparições hipócritas de políticos durante as manifestações do culto do “holocausto”...

Deve-se concluir que as vítimas judaicas têm mais valor do que as outras?

 Existem, por acaso, nos Estados Unidos monumentos comemorativos, centros de estudos, cerimônias de aniversário, para as dezenas de milhões de vítimas de Stalin, Kaganovich, Apetter, Ouriski, Sorenson e demais, para mártires que sobrepujam em número os de Hitler?

É preciso recordar os crimes de massas cometidos pelos soviéticos contra os ucranianos, os bálticos, os tchecos, os coreanos etc? (Somente o genocídio ucraniano passou dos seis milhões reais). Devemos esquecer as centenas de milhares de mulheres e crianças e civis desarmados assassinados pelo exército vermelho, em 1945, nas províncias alemãs do Leste?

Em resumo, querem nos fazer crer que REVISIONISMO É IGUAL A ANTI-SEMITISMO. Querem nos fazer crer que o revisionismo histórico, perfeitamente normal, é contrário à democracia! Realmente um curioso e absurdo postulado.

Na verdade, isso desemboca em propor novamente o postulado inverso: na realidade identifica a democracia, e não o revisionismo. Sejamos lógicos! É o que se tem de dizer. E ninguém contestará as teses do judaísmo internacional.

Os que afirmam isso pendem no sentido do pior anti-semitismo, aqueles que, desde os tempos da Action Française, contra Hitler, nos afirmam, sem a menor ambiguidade, que democracia e humanismo são criações judaicas, exclusivamente a serviço dos judeus.

A Action Française afirmava, sem rodeios, que isso se estendia a todas as instituições, inclusive à Justiça. E quantas pessoas confirmam isso nestes últimos anos, invocando as leis Pleven e Marchandeau (que proíbem a negação do “holocausto”); leis racistas, inícuas e ditatoriais!

O desprezo à Justiça aparece igualmente caricaturesco no Processo Barbie. Este último, condenado à morte em 1954, não podia ser reinculpado por delito análogo. Beneficiava-se da prescrição, posto que desde sua condenação haviam transcorrido trinta e quatro anos. Ademais, sendo boliviano de nacionalidade, não poderia ser julgado na França, a não ser como conseqüência de uma extradição, feita legalmente nas suas devidas formas. Mesmo assim foi julgado, após incríveis trapaças, entre as quais, podemos citar ameaças financeiras ao governo boliviano.

Farsa jurídica, circo legal, desprezo absoluto pela Justiça e seus magistrados...

Há também muitas outras perguntas espinhosas para serem feitas a respeito deste processo: Barbie, condenado de antemão, não tinha nada a perder, podia denunciar todas as trapaças da resistência, das quais estava ao par e não disse nada. Podia fazer o processo destes quarenta e cinco anos nos quais o nazismo não desempenha nenhum papel – o mesmo processo que faço eu nestas páginas – e não fez nada. Poderia desmanchar a magistratura e obter a suprema vitória de fazer-se condenar e, mesmo assim, guardou silêncio. Não seria ele mesmo parte de um circo armado cuidadosamente para desorientar uma vez mais as massas, entre as quais ruge o anti-semitismo?

Qualquer que seja a política levantada contra Faurisson, se continuar, dará razão ás piores afirmações anti-semitas da extrema direita e serão os esquerdistas que darão destaque a esta demonstração.


Notas

[1] Este trabalho foi escrito antes da queda do comunismo no leste europeu.

[2] Lazar Kaganovich, judeu, sogro de Stalin e um dos homens mais importantes por trás dos bastidores da era Stalinista.



Fonte: AUSCHWITZ E O SILÊNCIO DE HEIDEGGER OU “PEQUENOS DETALHES”, por Roger Dommergue Placco de Menasce, REVISÃO EDITORA, Porto Alegre, 1993. Notas e comentários procedem da edição da própria Revisão Editora.

Sobre o autor: Roger Dommergue Polacco de Menasce (1923-2013), acadêmico e pesquisador judeu, nascido na França, obteve doutorado em psicopatologia e foi membro da Faculdade de Medicina de Paris, tendo sido também diretor do Instituto Alexis Carrel de Paris. Desenvolveu trabalhos de medicina natural, pesquisas revisionistas e sobre questão judaica. Entre suas obras estão:

Dossiers secrets du XXI siècle

Auschwitz, le silêncio de Heidegger ou la fin du judéo-cartésianisme  

La poluição médicale concrète et abstrite: chimie et freudisme 

Vers la revie - traité synthétique de santé et médecine naturelle, Institut Dr. Alexis Carrel, Châteauroux, 1987.  

La vérité sur Hitler et le nazisme 

L'Histoire devant l'incontournable question juive, edições Le Styx, Paris-Budapeste.  

Étude psico-fisiologique des dandys romantiques (ou le dandy romantique hyperthyroïdien fisiologique) (sous la direction d'Albeaux Fernet), thèse de doctorat en psychopathologie, Sorbonne, 1971.  

Le martyre et l'holocauste des nègres par les juifs trafiquants esclavagistes 

Vérité et Synthese   

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Recomendado, leia também:

O que é o Holocausto? - lições sobre holocausto - por Germar Rudolf

O que é ‘Negação do Holocausto’? - Por Barbara Kulaszka

O Primeiro Holocausto - por Germar Rudolf

O Primeiro Holocausto – e a Crucificação dos judeus deve parar - parte 1 - Por Olaf Rose (Parte 2 na sequência do próprio artigo)

O Holocausto de Seis Milhões de Judeus — na Primeira Guerra Mundial - por Thomas Dalton, Ph.D. {academic auctor pseudonym}

O Mito do extermínio dos judeus – Parte 1.1 {nenhum documento sequer visando o alegado extermínio dos judeus foi jamais encontrado} - por Carlo Mattogno (demais partes na sequência do próprio artigo)


Sobre o revisionismo em geral e o revisionismo do alegado Holocausto ver:

Uma breve introdução ao revisionismo do Holocausto - por Arthur R. Butz

{Retrospectiva Revisionismo em ação na História} – Definindo evidência - por Germar Rudolf

{Retrospectiva Revisionismo em ação na História} – Tipos e hierarquia de evidências - por Germar Rudolf

Por que o revisionismo do Holocausto? - por Theodore J. O'Keefe

Revisionismo e Promoção da Paz - parte 1 - por Harry Elmer Barnes

Revisionismo e Promoção da Paz - parte 2 - por Harry Elmer Barnes

O “Holocausto” colocado em perspectiva - por Austin Joseph App

A controvérsia internacional do “holocausto” - Arthur Robert Butz

Contexto e perspectiva na controvérsia do ‘Holocausto’ - parte 1 - por Arthur R. Butz

Contexto e perspectiva na controvérsia do ‘Holocausto’ - parte 2 - por Arthur R. Butz

O Relatório Leuchter: O Como e o Porquê - por Fred A. Leuchter

Sobre a importância do revisionismo para nosso tempo - por Murray N. Rothbard


Sobre as alegadas câmaras de gás nazistas homicidas ver:

As câmaras de gás: verdade ou mentira? - parte 1 - por Robert Faurisson (primeira de seis partes, as quais são dispostas na sequência).

A Mecânica do gaseamento - Por Robert Faurisson

O “problema das câmaras de gás” - Por Robert Faurisson

As câmaras de gás de Auschwitz parecem ser fisicamente inconcebíveis - Por Robert Faurisson

O Relatório Leuchter: O Como e o Porquê - por Fred A. Leuchter

A técnica e a química das ‘câmaras de gás’ de Auschwitz - por Germar Rudolf - Parte 1 - Introdução (demais partes na sequência do próprio artigo)


domingo, 3 de novembro de 2024

Gaza, poder judaico e o Holocausto - parte 5 - por Ron Keeva Unz

 Continuação de Gaza, poder judaico e o Holocausto - parte 4 - por Ron Keeva Unz


Ron Keeva Unz

Nosso mundo de ponta-cabeça

Relegar oficialmente o Holocausto à categoria de fraudes históricas desacreditadas seria um ato muito importante, alguma coisa não empreendida levianamente e tendo consequências de implicações de longo alcance.

Entre as consequências menores estaria a de que dez ou vinte mil livros publicados em inglês nos últimos cinquenta anos se tornariam subitamente obsoletos e seus autores se revelariam tolos crédulos. Uma vasta multidão de outros livros e artigos também sofreria sérios danos, com futuros leitores sempre rindo ao se depararem com determinados parágrafos ou capítulos, enquanto nossos livros didáticos básicos seriam necessariamente forçados a reverter o mesmo processo de revisão sobre esse assunto que experimentaram a partir da década de 1960 em diante. Mas todos os astrônomos ptolomaicos que dedicaram suas vidas ao cálculo de epiciclos cada vez mais complexos para explicar os movimentos dos corpos celestes foram igualmente varridos pela Revolução Copernicana, e as ramificações políticas de declarar que o Holocausto foi apenas uma farsa seriam muito mais dramáticas, principalmente no que diz respeito à nossa política atual para o Oriente Médio.

De fato, dada a extensão em que a maioria dos povos ocidentais foi submetida a meio século de condicionamento intensivo do Holocausto pelas mãos de nossos setores de mídia e entretenimento, talvez o colapso do comunismo soviético fosse uma analogia histórica melhor. Mas até mesmo esse evento devastador pode ser insuficiente, já que, em muitos aspectos, o Holocausto foi transmutado em uma fé quase religiosa – a “Holocaustianidade” – que serve como o credo reinante de grande parte do nosso Ocidente profundamente secular, apresentando seus próprios mártires venerados, textos sagrados e lugares santos, sendo Auschwitz seu principal local de peregrinação. O colapso de uma doutrina religiosa estabelecida e poderosa está repleto de enormes dificuldades.

Algumas figuras, hoje muito celebradas, seriam lançadas à ignomínia, enquanto outras, hoje obscuras ou injuriadas, seriam levantadas para ocupar seus lugares. Em meu artigo de 2018, eu fiz um breve esboço*25 de alguns desses últimos indivíduos:

Um professor de Engenharia Elétrica da Northwestern chamado Arthur R. Butz estava visitando casualmente uma reunião libertária durante esse período quando notou um panfleto que denunciava o Holocausto como uma fraude. Ele nunca havia pensado no assunto, mas uma afirmação tão chocante chamou sua atenção e ele começou a olhar o assunto no início de 1972. Logo decidiu que a acusação provavelmente estava correta, mas achou que as evidências de apoio, inclusive as apresentadas no livro inacabado e anônimo de Hoggan, eram muito incompletas e decidiu que elas precisavam ser desenvolvidas de forma muito mais detalhada e abrangente. Ele continuou a realizar esse projeto nos anos seguintes, trabalhando com a diligência metódica de um engenheiro acadêmico treinado.

Sua principal obra, The Hoax of the Twentieth Century {O Embuste do Século Vinte}, foi impressa pela primeira vez no final de 1976 e imediatamente se tornou o texto central da comunidade de negacionismo do Holocausto, uma posição que ainda parece reter até o presente dia, embora, com todas as atualizações e apêndices, o tamanho tenha aumentado para bem mais de 200.000 palavras. Embora nenhuma menção a esse futuro livro tenha aparecido na edição de fevereiro de 1976 da Reason, é possível que a notícia da publicação pendente tenha se espalhado pelos círculos libertários, o que motivou o novo foco repentino no revisionismo histórico.

Butz era um respeitável professor titular da Northwestern, e o lançamento de seu livro que, apresentando o caso da negação do Holocausto, logo se tornou uma pequena sensação, cobertura feita pelo New York Times e outros meios de comunicação em janeiro de 1977. Em um de seus livros, Lipstadt dedica um capítulo inteiro intitulado “Entering the Mainstream” [Entrando na cultura dominante] ao trabalho de Butz. De acordo com um artigo da Commentary de dezembro de 1980, escrito por Dawidowicz, os doadores e ativistas judeus se mobilizaram rapidamente, tentando fazer com que Butz fosse demitido por suas opiniões heréticas, mas naquela época a estabilidade acadêmica ainda se mantinha firme e Butz sobreviveu, um resultado que parece ter irritado muito Dawidowicz.

Outro participante regular do IHR {Institute for Historical Review} foi Robert Faurisson. Como professor de literatura na Universidade de Lyon-2, ele começou a expressar seu ceticismo público sobre o Holocausto durante a década de 1970, e o alvoroço resultante na mídia levou a esforços para removê-lo de seu cargo, enquanto uma petição foi assinada em seu nome por 200 acadêmicos internacionais, incluindo o famoso professor do MIT Noam Chomsky. Faurisson    manteve suas opiniões, mas os ataques persistiram, incluindo um espancamento brutal por militantes judeus que o hospitalizou, enquanto um candidato político francês que defendia opiniões semelhantes foi assassinado. As organizações ativistas judaicas começaram a fazer lobby por leis que proibissem amplamente as atividades de Faurisson e de outros e, em 1990, logo após a queda do Muro de Berlim e a pesquisa em Auschwitz e em outros locais do Holocausto ter se tornado subitamente muito mais fácil, a França aprovou uma lei que criminaliza a negação do Holocausto, aparentemente a primeira nação depois da Alemanha derrotada a fazê-lo. Nos anos que se seguiram, muitos outros países ocidentais fizeram o mesmo, estabelecendo o precedente perturbador de resolver disputas acadêmicas por meio de sentenças de prisão, uma forma mais branda da mesma política seguida na Rússia stalinista.

Ao explorar a história da negação do Holocausto, eu tenho notado esse mesmo tipo de padrão recorrente, geralmente envolvendo indivíduos mais que instituições. Alguém altamente conceituado e plenamente consolidado convencionalmente decide investigar o tópico polêmico e logo chega a conclusões que se desviam de modo afiado da narrativa oficial das duas últimas gerações. Por vários motivos, essas opiniões se tornam públicas e ele é imediatamente demonizado pela mídia dominada pelos judeus como um extremista horrível, talvez mentalmente perturbado, enquanto é implacavelmente perseguido por um grupo voraz de ativistas judeus fanáticos. Isso usualmente leva à destruição de sua carreira.

Fred Leuchter era amplamente considerado como um dos maiores especialistas americanos em tecnologia de execuções, e um longo artigo no The Atlantic*26 o tratou como tal. Durante a década de 1980, Ernst Zundel, um proeminente negacionista canadense do Holocausto, estava sendo julgado por sua descrença nas câmaras de gás de Auschwitz, e uma de suas testemunhas especializadas era um diretor de prisão americano com alguma experiência em tais sistemas, que recomendou a participação de Leuchter, uma das figuras mais importantes da área. Leuchter logo fez uma viagem à Polônia e inspecionou de perto as supostas câmaras de gás de Auschwitz, depois publicou o Relatório Leuchter, concluindo que elas eram obviamente uma fraude e não poderiam ter funcionado da maneira que os estudiosos do Holocausto tinham sempre reivindicado. Os ataques ferozes os quais se seguiram logo lhe custaram a sua carreira comercial inteira e destruíram seu casamento.

David Irving tinha alcançado o ranking de historiador da Segunda Guerra Mundial mais bem-sucedido do mundo, com seus livros vendendo milhões de exemplares e uma cobertura brilhante nos principais jornais britânicos, quando ele concordou em comparecer como testemunha especialista no julgamento de Zundel. Ele sempre havia aceitado a narrativa convencional do Holocausto, mas a leitura do Relatório Leuchter o fez mudar de ideia e ele concluiu que as câmaras de gás de Auschwitz eram apenas um mito. Ele foi rapidamente submetido a ataques implacáveis da mídia, que primeiro prejudicaram gravemente e depois destruíram sua ilustre carreira editorial*27 e, mais tarde, ele chegou a cumprir pena em uma prisão austríaca por suas opiniões inaceitáveis.

O Dr. Germar Rudolf era um jovem e bem-sucedido químico alemão que trabalhava no prestigioso Instituto Max Planck quando ele soube da controvérsia a respeito do Relatório Leuchter, o qual ele considerou razoavelmente persuasivo, mas que continha algumas fraquezas. Portanto, ele repetiu a análise em uma base mais completa e publicou os resultados como the Chemistry of Auschwitz, que chegou às mesmas conclusões de Leuchter. E, assim como Leuchter antes dele, Rudolf sofreu a destruição de sua carreira e de seu casamento e, como a Alemanha trata esses assuntos de forma mais severa, ele acabou cumprindo cinco anos de prisão por seu atrevimento científico.

Mais recentemente, o Dr. Nicholas Kollerstrom, que passou onze anos como historiador da Ciência no quadro da University College, em Londres, sofreu o mesmo destino em 2008. Seus interesses científicos no Holocausto provocaram uma tempestade de difamação na mídia e ele foi demitido com um único dia de aviso prévio, tornando-se o primeiro membro de sua instituição de pesquisa a ser expulso por motivos ideológicos. Anteriormente, ele havia fornecido o verbete sobre Isaac Newton para uma enorme enciclopédia biográfica de astrônomos, e a revista científica de maior prestígio dos Estados Unidos exigiu que toda a publicação fosse descartada, destruindo o trabalho de mais de 100 escritores, porque havia sido fatalmente manchada por ter um colaborador tão vil. Ele relatou essa infeliz história pessoal como introdução ao seu livro de 2014, Breaking the Spell, o qual eu recomendo muito.

A vida e a carreira de um número considerável de outras pessoas seguiram essa mesma sequência infeliz, a qual em grande parte da Europa geralmente termina em processo criminal e prisão. Mais notavelmente, uma advogada alemã [Sylvia Stolz] que se tornou um pouco ousada demais em seus argumentos legais logo se juntou ao seu cliente atrás das grades e, como consequência, tornou-se cada vez mais difícil para os negacionistas do Holocausto acusados obterem representação legal eficaz. De acordo com as estimativas de Kollerstrom, muitos milhares de indivíduos estão atualmente cumprindo pena em toda a Europa por negação do Holocausto.

A despeito de sofrer anos de prisão na Alemanha por sua investigação cética das evidências científicas do Holocausto, Rudolf perseverou e acabou criando a mais abrangente coleção publicada de literatura sobre a negação do Holocausto. Isso inclui as obras de Butz e Kollerstrom, bem como dezenas de outros livros de vários acadêmicos, aproximadamente todos disponíveis gratuitamente para download, e vários documentários em vídeo sobre o mesmo assunto.

Mais recentemente, Rudolf tem também lançado uma meticulosa enciclopédia sobre o Holocausto, resumindo grande parte dessa montanha de material de pesquisa em uma série de verbetes gerenciáveis.

Se o Prof. Arthur Butz provavelmente é o pai fundador da negação acadêmica do Holocausto, eu acho que o falecido Ernst Zundel pode ter honras semelhantes em relação ao ativismo e à publicação da negação do Holocausto, tendo lançado seus próprios esforços na mesma época. Mas, enquanto Butz estava protegido pela Primeira Emenda e pelo mandato acadêmico, Zundel, um cidadão alemão que emigrou para o Canadá em 1958, não tinha essas proteções, de modo que acabou enfrentando vários julgamentos públicos, deportações e muitos anos de prisão, tanto no Canadá quanto em sua terra natal, a Alemanha, enquanto sua casa em Toronto era bombardeada por militantes judeus. Embora ambos os julgamentos canadenses da década de 1980 tenham terminado em condenações e subsequente encarceramento, na verdade eles desempenharam um papel muito importante no avanço de seus esforços mais amplos, levando tanto Leuchter quanto Irving a se envolverem no assunto, além de fornecerem inestimáveis interrogatórios de importantes estudiosos acadêmicos do Holocausto.

Na época de sua morte, em 2017, eu conhecia muito pouco de Zundel ou de sua história e, portanto, eu fiquei bastante surpreso ao ler seu longo e notavelmente moderado obituário no New York Times,*28 o que me levou a suspeitar que alguns editores do Times poderiam ter tido discretamente opiniões heréticas em relação à causa que Zundel defendia há muito tempo ou, pelo menos, alimentavam algumas dúvidas sérias a esse respeito.

Embora eu não tinha estado consciente disso na época, durante a década de 1980 e início da década de 1990, a controvérsia sobre a negação do Holocausto às vezes recebia atenção substancial em vários programas de televisão. Por exemplo, em 1994, o sucesso teatral de A Lista de Schindler levou Mike Wallace a entrevistar Zundel para o 60 Minutes, e eu descobri recentemente que o segmento estava disponível no YouTube.*29

            Com alguns desses assuntos atuais em minha mente, encerrei um de meus primeiros artigos do American Pravda de 2018 com as seguintes reflexões:

A noção de que o mundo não é apenas mais estranho do que imaginamos, ele é mais estranho do que podemos imaginar, foi muitas vezes atribuída erroneamente ao astrônomo britânico Sir Arthur Eddington e, nos últimos quinze anos, às vezes eu comecei a acreditar que os eventos históricos de nossa própria época poderiam ser considerados de forma semelhante. Também tenho brincado com meus amigos que, quando a verdadeira história dos últimos cem anos for finalmente escrita e contada – provavelmente por um professor chinês em uma universidade chinesa –, nenhum dos alunos em sua sala de aula acreditará em uma palavra sequer.

Tradução e palavras entre colchetes por Davi Ciampa Heras

Revisão e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 

Notas:

*25 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: American Pravda: Holocaust Denial - Analyzing the History of a Controversial Movement, por Ron Keeva Unz, 27 de agosto de 2018, The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/runz/american-pravda-holocaust-denial/#the-rise-and-suppression-of-holocaust-denial

*26 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: A Matter of Engineering - Capital punishment as a technical problem, por Susan Lehman, The Atlantic.

https://www.theatlantic.com/magazine/archive/1990/02/a-matter-of-engineering/306222/

*27 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: The Remarkable Historiography of David Irving, por Ron Keeva Unz, 04 de junho de 2018, The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/announcement/the-remarkable-historiography-of-david-irving/

*28 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: Ernst Zündel, Holocaust Denier Tried for Spreading His Message, Dies at 78, por Sewell Chan, 07 de agosto de 2017, The New York Times.

https://www.nytimes.com/2017/08/07/world/europe/ernst-zundel-canada-germany-holocaust-denial.html

*29 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz:

https://youtu.be/DqucRKiRQKw

Fonte: American Pravda: Gaza, Jewish Power, and the Holocaust, 19 de fevereiro de 2024, The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/runz/american-pravda-gaza-jewish-power-and-the-holocaust/ 

Sobre o autor: Ron Keeva Unz (1961 -), de nacionalidade americana, oriundo de família judaica da Ucrânia, é um escritor e ativista político. Possui graduação de Bachelor of Arts (graduação superior de 4 anos nos EUA) em Física e também em História, pós-graduação em Física Teórica na Universidade de Cambridge e na Universidade de Stanford, e já foi o vencedor do primeiro lugar na Intel / Westinghouse Science Talent Search. Seus escritos sobre questões de imigração, raça, etnia e política social apareceram no The New York Times, no Wall Street Journal, no Commentary, no Nation e em várias outras publicações.

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Relacionado, leia também sobre a questão judaica, sionismo e seus interesses globais ver: 

Resenha de: A Legacy of Hate: Anti-Semitism in America {Um legado de ódio: antissemitismo na América}, de Ernest Volkman - por Louis Andrew Rollins

Resenha de The Fateful Triangle: The United States, Israel & The Palestinians {O Triângulo Fatídico: Os Estados Unidos, Israel e os Palestinos} de Noam Chomsky por Louis Andrew Rollins

Resenha de THE DECADENCE OF JUDAISM IN OUR TIME {A DECADÊNCIA DO JUDAÍSMO EM NOSSO TEMPO}, de Moshe Menuhin, por David McCalden (escrito sob o pseudônimo Lewis Brandon)

Resenha de GENOCIDE IN THE HOLY LAND {GENOCÍDIO NA TERRA SANTA}, Rabbi Moshe Schonfeld, Neturei Karta dos EUA - por Bezalel Chaim

 Genocídio em Gaza - por John J. Mearsheimer

{Retrospectiva 2023 - Genocídio em Gaza} - Morte e destruição em Gaza - por John J. Mearsheimer

O Legado violento do sionismo - por Donald Neff

{Retrospectiva 1946 – terrorismo judaico-sionista} - O Ataque ao Hotel Rei David em Jerusalém - por W. R. Silberstein

Quem são os Palestinos? - por Sami Hadawi

Palestina: Liberdade e Justiça - por Samuel Edward Konkin III

Memorando para o presidente {Ronald Reagan, tratando da questão Palestina-Israel} - quem são os palestinos? - por Issah Nakheleh

Crimes de Guerra e Atrocidades-embustes no Conflito Israel/Gaza - por Ron Keeva Unz

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Residentes da faixa de Gaza fogem do maior campo de concentração do mundo - A não-violência não funcionou, então eles tiveram que atirar para escapar - por Kevin Barrett

Por Favor, Alguma Conversa Direta do Movimento pela Paz - Grupos sionistas condenam “extremistas” a menos que sejam judeus - por Philip Giraldi

“Grande Israel”: O Plano Sionista para o Oriente Médio O infame "Plano Oded Yinon". - Por Israel Shahak - parte 1 - apresentação por Michel Chossudovsky (demais partes na sequência do próprio artigo)

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Conversa direta sobre o sionismo - o que o nacionalismo judaico significa - Por Mark Weber

Judeus: Uma comunidade religiosa, um povo ou uma raça? por Mark Weber

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Por trás da Declaração de Balfour A penhora britânica da Grande Guerra ao Lord Rothschild - parte 1 - Por Robert John {as demais 5 partes seguem na sequência}

Um olhar direto sobre o lobby judaico - por Mark Weber


Ex-rabino-chefe de Israel diz que todos nós, não judeus, somos burros, criados para servir judeus - como a aprovação dele prova o supremacismo judaico - por David Duke

Grande rabino diz que não-judeus são burros {de carga}, criados para servir judeus - por Khalid Amayreh

Por que querem destruir a Síria? - por Dr. Ghassan Nseir

O ódio ao Irã inventado pelo Ocidente serve ao sonho sionista de uma Grande Israel dominando o Oriente Médio - por Stuart Littlewood

Petróleo ou 'o Lobby' {judaico-sionista} um debate sobre a Guerra do Iraque

Iraque: Uma guerra para Israel - Por Mark Weber

Libertando a América de Israel - por Paul Findley

Deus, os judeus e nós – Um Contrato Civilizacional Enganoso - por Laurent Guyénot

O Evangelho de Gaza - O que devemos aprender com as lições bíblicas de Netanyahu - por Laurent Guyénot

A Psicopatia Bíblica de Israel - por Laurent Guyénot

Israel como Um Homem: Uma Teoria do Poder Judaico - parte 1 - por Laurent Guyénot (Demais partes na sequência do próprio artigo)

 O peso da tradição: por que o judaísmo não é como outras religiões - por Mark Weber

Sionismo, Cripto-Judaísmo e a farsa bíblica - parte 1 - por Laurent Guyénot (as demais partes na sequência do próprio artigo)

O truque do diabo: desmascarando o Deus de Israel - Por Laurent Guyénot - parte 1 (Parte 2 na sequência do próprio artigo)

Historiadores israelenses expõem o mito do nascimento de Israel - por Rachelle Marshall

Sionismo e o Terceiro Reich - por Mark Weber 

O Mito do extermínio dos judeus – Parte 1.1 {nenhum documento sequer visando o alegado extermínio dos judeus foi jamais encontrado} - por Carlo Mattogno

 O que é ‘Negação do Holocausto’? - Por Barbara Kulaszka


domingo, 13 de outubro de 2024

O Holocausto como vaca sagrada - por Louis Andrew Rollins

 

Louis Andrew Rollins


Tem havido muitas... pessoas andando pelo meu rancho ultimamente, falando sobre algum tipo de molde oco. O que é um molde oco? É como um molde giratório ou um molde seco? Eles não parecem tipos de pesca, e não há água aqui de qualquer maneira.

– Carta para National Lampoon

 

Os homens se tornam civilizados, não em proporção à sua disposição para acreditar, mas em proporção à sua prontidão para duvidar.

– H.L. Mencken

 

Que um homem ou dez mil ou dez milhões de homens considerem um dogma aceitável não argumenta a favor de sua sonoridade.

– David Starr Jordan

 

O dogma demanda autoridade, em vez de pensamento inteligente, como fonte de opinião; requer perseguição de hereges e hostilidade aos descrentes; pede a seus discípulos que inibam a gentileza natural em favor do ódio sistemático.

– Bertrand Russell

 

Todo mundo sabe sobre o Holocausto. No mais desnudo essencial, o Estado nazista, sob as ordens de Adolf Hitler, planejou e tentou matar todos os judeus europeus, e conseguiu matar seis milhões deles, principalmente em câmaras de gás em campos de extermínio como Auschwitz e Treblinka. Todo mundo sabe disso.

Uns poucos anos atrás, eu entrei em uma discussão com o irmão de um amigo meu. Ele tinha retornado recentemente de Israel, onde morava há alguns anos. (Ele não é judeu, mas foi para Israel com sua esposa judia-israelense.) Por fim, acabamos debatendo os méritos do conflito árabe-israelense e, no decorrer desse debate, ele mencionou os seis milhões de judeus que, segundo a história familiar, foram mortos pelos nazistas. Como alguns anos antes disso eu havia me tornado um cético em relação ao Holocausto em geral e às seis milhões de vítimas judias em particular, eu perguntei se ele tinha certeza de que os nazistas haviam matado seis milhões de judeus. Ele então me contou sobre uma visita que ele tinha feito ao Yad Vashem, o memorial oficial do estado de Israel aos “mártires e heróis” do Holocausto. Ele me disse que tinha visto os nomes das vítimas dos nazistas. Perguntei se ele tinha contado os nomes. Claro que não, mas ele me informou que não precisava contar os nomes para saber que havia seis milhões deles.

A notável habilidade desse sujeito de determinar o número de nomes no Yad Vashem sem contar se torna ainda mais notável se soubermos que, de fato, o Yad Vashem conseguiu até agora coletar apenas cerca de três milhões de nomes de supostas vítimas judias dos nazistas. De acordo com o redator do Los Angeles Times, Dial Torgerson, em uma história de 25 de outubro de 1980 de Jerusalém: “No sombrio Hall dos Nomes no Yad Vashem, o memorial de Israel às vítimas do Holocausto, estão os nomes de quase 3 milhões de judeus que morreram nos campos de concentração nazistas das décadas de 1930 e 1940.” No entanto, apesar disso, o irmão do meu amigo de alguma forma “sabia” que tinha visto seis milhões de nomes de vítimas judias no Yad Vashem! A vontade desse sujeito de acreditar nos Seis Milhões de judeus assassinados era tão forte que ele imaginou um não-fato (os seis milhões de nomes no Yad Vashem) para dar suporte à sua crença. Tais são os absurdos dos quais um verdadeiro crente é capaz.

Mas este não é de forma alguma um caso único de dogmatismo. Para muitas pessoas, o número de seis milhões não é um fato, embora o chamem assim; em vez disso, é um artigo de fé, acreditado não por causa de evidências convincentes em seu apoio, mas por razões psicológicas convincentes. Para essas pessoas, o número de seis milhões é uma Verdade Sagrada, que não deve ser duvidada e, se necessário, ser defendida com dogmatismo, misticismo, ilógica, fantasia ou mesmo mentiras descaradas. (Tais fraudes piedosas, ou mentiras sagradas, têm uma linhagem venerável, remontando aos primeiros cristãos que atribuíram seus escritos a outras pessoas mais conhecidas e mais reverenciadas do que eles, aos escritores judeus pré-cristãos que forjaram versões pró-judaicas dos Oráculos Sibilinos, e até mesmo aos verdadeiros crentes anteriores.)

Em abril de 1982, a controvérsia surgiu sobre um professor de Los Angeles, George Ashley, que teria dito a uma classe de estudantes judeus que o número de mortes de judeus no Holocausto havia sido muito exagerado, que, talvez, um milhão tivesse morrido, em vez dos familiares seis milhões. Entre as respostas às notícias sobre a heresia de Ashley estava uma carta publicada no Los Angeles Times assinada por um Joseph Rosenfeld, que proclamava: “Todos os acadêmicos respeitáveis ​​aceitaram o número de 6 milhões — um número alcançado dolorosa e meticulosamente ao se debruçar sobre inúmeras listas de vítimas de campos de concentração, históricos familiares, contagens de corpos e todos os métodos concebíveis de partir o coração disponíveis para cientistas sociais e historiadores.”

Mas a história de Rosenfeld sobre como o número de seis milhões foi alcançado é pura fantasia. Na verdade, já em 1943, dois anos antes do fim do Holocausto, o narrador da peça de propaganda de Ben Hecht, We Will Never Die, já estava afirmando que dois milhões de judeus haviam sido mortos e que mais quatro milhões morreriam até o fim da guerra. Assim, o número de seis milhões nunca foi mais do que uma estimativa muito aproximada das mortes de judeus. Como poderia ter sido alguma coisa mais, dado que, como Roger Manvell e Heinrich Fraenkel escreveram em seu livro de 1967, The Incomparable Crime, “Nenhum número foi publicado dando o número de judeus deixados vivos na União Soviética; a estimativa difere amplamente e fica entre 1,6 e 2,6 milhões.” Claro, o número de judeus mortos na União Soviética é um correlato do número de judeus deixados vivos. Quanto mais judeus foram mortos, menos teriam sido deixados vivos. Quanto menos foram mortos, mais teriam sido deixados vivos. Se as estimativas do número de judeus deixados vivos na União Soviética diferem em até um milhão, então, por implicação, as estimativas do número de judeus mortos na União Soviética também devem diferir em até um milhão. E então eu repito: a história de Rosenfeld sobre como o número de seis milhões foi “dolorosamente e meticulosamente” alcançado é pura fantasia. É semelhante, embora não tão divertido quanto, as aventuras de Alice no país das maravilhas.

A asserção de Rosenfeld de que todos os historiadores respeitáveis têm aceito o número de seis milhões cheira a uma tautologia. Se ele define “historiadores respeitáveis” para significar “historiadores que têm aceitado o número de seis milhões”, então o que ele diz é, por definição, verdadeiro, mas também trivial porque não há razão porque qualquer um mais deva aceitar uma definição tão obviamente carregada com teor delicado e traiçoeiro. Por outro lado, se ele não define seus termos de uma maneira carregada com teor delicado e traiçoeiro, então ele tem o problema de explicar como o historiador judeu-francês Pierre Vidal-Naquet, em um ensaio dedicado principalmente a criticar o revisionismo em relação ao Holocausto, poderia dizer que “nada deve ser considerado sagrado. O número dos seis milhões de judeus exterminados, o qual se originou em Nuremberg [não verdadeiro, conforme eu tenho já apontado] não tem nada de sagrado ou definitivo sobre ele, e muitos historiadores chegaram a um número de algum tipo mais baixo.”

Entre os historiadores que têm chegado a números mais baixos estão dois proeminentes historiadores judeus do Holocausto (holocaustoriadores), Raul Hilberg e Gerald Reitlinger, ambos firmes crentes no genocídio nazista e nas câmaras de gás. Hilberg estimou que cerca de 5,1 milhões de judeus europeus morreram durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto Reitlinger estimou entre 4,2 e 4,6 milhões de mortos. Um apêndice de The Holocaust de Nora Levin (páginas 715-718) fornece as estimativas de Hilberg e Reitlinger, bem como as estimativas mais convencionais do Comitê Anglo-Americano de Inquérito sobre os Problemas dos Judeus Europeus e da Palestina (5.721.500) e de Jacob Lestchinsky (5.957.000). Conforme Levin explica:

As estimativas consideravelmente mais baixas de Reitlinger são traçáveis ​​em grande parte ao que ele chama de “estimativas altamente conjecturais” de perdas em território atualmente controlado pela União Soviética e perdas na Romênia. Ele também pontuou para as “estimativas amplamente divergentes das populações judaicas da Rússia, Polônia, Hungria, Romênia e Bálcãs” antes da guerra.

Alguém se pergunta se Rosenfeld descartaria Hilberg e Reitlinger como desonrosos. Se sim, então seria justo descartar Rosenfeld como um dogmático incorrigível.

Em qualquer caso, o caçador de nazistas Simon Wiesenthal, “o anjo vingador do Holocausto”, tem sua própria fantasia sobre o número de seis milhões. Na esteira de um breve, mas favorável comentário do autor britânico Colin Wilson sobre um livreto intitulado Did Six Million Really Die?, Wiesenthal escreveu uma carta, publicada na edição de abril de 1975 da books and bookmen. De acordo com Wiesenthal: “Pesquisadores científicos e historiadores em vários países chegaram à conclusão, com base em documentos alemães, que o número de judeus exterminados estava entre cinco milhões e oitocentos mil e seis milhões e duzentos mil. Eles concordaram com um número redondo de seis milhões.”

Eu acho que já dei informações suficientes sobre as estimativas amplamente divergentes de mortes de judeus para mostrar que isso é apenas mais um conto de fadas. A única questão é: o próprio Wiesenthal realmente acredita nisso?

Outra carta publicada no Los Angeles Times concernindo o caso Ashley mencionado acima foi assinada por um tal Robert Glasser, autoidentificado como “o funcionário da Liga Antidifamação que cuida do caso de George Ashley...” Glasser insistiu que “a questão sobre esse instrutor não é... uma questão de liberdade acadêmica. É simplesmente um fato que 6 milhões de judeus foram mortos no Holocausto, e qualquer tentativa de ensinar o contrário é semelhante a ensinar que 1 mais 1 é igual a 3.” Mas, como eu tenho já demonstrado, o número de seis milhões não é um fato; é, na melhor das hipóteses, uma estimativa, uma estimativa contestada até mesmo por alguns proeminentes judeus holocaustoriadores. Se Glasser não é simplesmente um contador de contos, sua afirmação pode ser melhor explicada como resultado da ignorância e do dogmatismo, que tão frequentemente andam de mãos dadas. Como Montaigne disse, “Nada é tão firmemente acreditado quanto aquilo que nós menos sabemos.”

Em qualquer caso, Robert Glasser não é o único membro da ADL em L.A. dado a fazer afirmações dogmáticas sobre o número de seis milhões. O Los Angeles Times de 3 de maio de 1981 citou o comentário do advogado da ADL David Lehrer sobre a alegação de que o Holocausto é um mito: “É um fato histórico e não vamos debater isso. Há algum historiador respeitável que negue que 6 milhões de judeus foram mortos no Holocausto?”

Sim, Sr. Lehrer, historiadores “respeitáveis”, ou seja, judeus holocaustoriadores, que negam que seis milhões de judeus foram mortos no Holocausto. Mas, em todo caso, se o Holocausto é um fato histórico, em vez de um artigo de fé, por que Lehrer não está disposto a debater isso? Não é porque, como Learned Hand disse, “Toda discussão, todo debate, toda dissidência tende a questionar e, consequentemente, a perturbar as convicções existentes”? Aparentemente, Lehrer não tolera o pensamento de que as convicções existentes sobre o Holocausto possam ser perturbadas por discussão e debate abertos, e então ele simplesmente se recusa a debater.

Meu ponto de que o número de seis milhões é sagrado para muitas pessoas é explicitamente confirmado pelo juramento feito pelos participantes do Encontro Mundial de Sobreviventes do Holocausto em junho de 1981: “Nós juramos que nunca deixaremos que a memória sagrada de nossos 6 milhões perecidos seja desprezada ou apagada.” Mas a crença no número de seis milhões é apenas um dos princípios que compõem o que pode ser chamado de Credo do Holocausto. E, embora alguns possam não considerar o número de seis milhões sagrado, eles podem, no entanto, considerar outros princípios do Credo do Holocausto sagrados e inquestionáveis.

Por exemplo, Eugene Wetzler, um marxista judeu, escreveu um ensaio amplamente dedicado a atacar Noam Chomsky, o socialista libertário e linguista do MIT, por causa de sua defesa das liberdades civis do revisionista francês do Holocausto Robert Faurisson. Wetzler escreve:

O número frequentemente citado de 6.000.000 pode ser uma subestimação. Foi o número dado pelo Tribunal Aliado em Nuremberg. Estudos de fatos objetivos que tendem a diminuir ou aumentar o número são aceitáveis... Nada disso coloca em questão o fato de que o genocídio foi de fato cometido.

Para Wetzler, aumentar ou diminuir o número de seis milhões é aceitável, mas questionar “o fato” do genocídio não é. Assim, para Wetzler, “o fato” do genocídio é uma Verdade Sagrada, que não deve ser duvidada ou questionada.

Mas eu proponho questionar esta Verdade Sagrada do genocídio. O Estado nazista tentou matar todos os judeus europeus? Considere esta passagem do diário de Goebbels de 27 de março de 1942, que às vezes é citada como evidência do suposto conhecimento de Goebbels de um programa para exterminar todos os judeus:

Começando com Lublin, os judeus no Governo Geral [Polônia central ocupada pelos alemães] estão agora sendo evacuados para o leste. O procedimento é bastante bárbaro e não deve ser descrito aqui mais definitivamente. Não restará muito dos judeus. No geral, pode-se dizer que cerca de 60 por cento deles terão que ser liquidados, enquanto apenas cerca de 40 por cento podem ser usados ​​para trabalho forçado.

Assumindo a autenticidade da passagem, e assumindo que “liquidado” significava “morto”, então Goebbels estava projetando a matança de cerca de 60 por cento dos judeus, com os outros sendo usados ​​para trabalho forçado. Embora tal interpretação dê suporte a uma acusação de assassinato em massa cometido por certos nazistas, ela não dá suporte a uma acusação de genocídio, de extermínio total.

Agora considere as confissões pós-guerra de Rudolph Höss, comandante de Auschwitz. Höss disse repetidamente que em junho de 1941 recebeu de Himmler uma ordem para o extermínio total dos judeus europeus. Há, no entanto, uma série de estranhezas nas confissões de Höss, incluindo sua referência a um “campo de extermínio” chamado “Wolzek”, do qual ninguém mais no Planeta Terra jamais ouviu falar. Além disso, as confissões que Höss fez como prisioneiro dos britânicos e em Nuremberg diferem em alguns aspectos das confissões que ele fez mais tarde como prisioneiro dos comunistas poloneses. Por exemplo, em suas confissões posteriores, ele reduziu sua estimativa do número de judeus mortos em Auschwitz de cerca de 2½  milhões para cerca de 1¼  milhões. E ele modificou sua história sobre a ordem de extermínio que ele disse ter recebido de Himmler. Embora ele ainda alegasse ter recebido tal ordem, ele também alegou que Himmler logo modificou a ordem para isentar do extermínio judeus capazes de trabalho de guerra. Como Höss colocou:

Originalmente, todos os judeus transportados para Auschwitz sob a autoridade do gabinete de Eichmann deveriam, de acordo com as ordens do Reichsführer SS, ser destruídos sem exceção. Isso também se aplicava aos judeus da Alta Silésia, mas na chegada dos primeiros transportes de judeus alemães, foi dada a ordem de que todos aqueles que eram fisicamente aptos, fossem homens ou mulheres, deveriam ser segregados e empregados em trabalho de guerra. Isso aconteceu antes da construção do campo feminino, já que a necessidade de um campo feminino em Auschwitz só surgiu como resultado dessa ordem. (Commandant of Auschwitz, Popular Library, páginas 178-179.)

Colocando de forma mais sucinta, Höss escreveu que, “Quando o Reichsführer SS modificou sua Ordem de Extermínio original de 1941, pela qual todos os judeus, sem exceção, deveriam ser destruídos, e ordenou, em vez disso, que aqueles capazes de trabalhar fossem separados do resto e empregados na indústria de armamentos, Auschwitz se tornou um campo judeu” (Commandant of Auschwitz, Popular Library, página 122.)

O que quer que se pense das confissões de Höss, é um fato, reconhecido por quase todos os holocaustoriadores, que muitos judeus foram usados ​​pelos nazistas para trabalho forçado. Então, se houve um programa de extermínio, é difícil ver como poderia ter sido um programa para extermínio total, para genocídio. Consequentemente, o “fato” inquestionável de genocídio de Eugene Wetzler é questionável de fato.

Claro, o dogmatismo vem tão facilmente para um intelectual marxista como Wetzler quanto nadar para um peixe. Mas considere a maneira como 34 historiadores franceses responderam às heresias do revisionista do Holocausto Robert Faurisson. Esses historiadores assinaram uma declaração, publicada no Le Monde em 21 de fevereiro de 1979, a qual concluía assim:

Cada um é livre para interpretar um fenômeno como o genocídio hitlerista de acordo com sua própria filosofia. Cada um é livre para compará-lo com outros empreendimentos de assassinato cometidos antes, ao mesmo tempo, depois. Cada um é livre para oferecer tal ou tal tipo de explicação; cada um é livre, até o limite, para imaginar ou sonhar que esses atos monstruosos não ocorreram. Infelizmente, eles ocorreram e ninguém pode negar sua existência sem cometer um ultraje à verdade. Não é necessário imaginar como, tecnicamente, tal assassinato em massa foi possível. Foi tecnicamente possível vendo que ele aconteceu. Esse é o ponto de partida requerido para toda inquirição histórica sobre esse assunto. Essa verdade nos convém lembrar em termos simples: não há e não pode haver um debate sobre a existência das câmaras de gás.

Mas quem, além de ovelhas de duas pernas, levaria seriamente uma declaração tão dogmática? Por tudo que eu sei, pode ter havido câmaras de gás usadas para o assassinato em massa de judeus em alguns dos campos nazistas. Mas eu me recuso a acreditar em tais câmaras de gás apenas porque alguma gangue de ditadores intelectuais tenta impor a lei. Como a falecida romancista e filósofa Ayn Rand disse uma vez, falando por meio de John Galt, o herói de seu romance, Atlas Shrugged, “Independência é o reconhecimento do fato de que sua é a responsabilidade do julgamento e nada pode ajudá-lo a escapar dela – que nenhum substituto pode fazer o seu pensar, assim como nenhum substituto pode viver sua vida – que a forma mais vil de auto-humilhação e autodestruição é a subordinação de sua mente à mente de outro, a aceitação de uma autoridade sobre seu cérebro, a aceitação de suas asserções como fatos, seu dizer como verdade, seus éditos como intermediários entre sua consciência e sua existência.”

A insistência de 34 historiadores franceses de que o assassinato em massa de judeus em câmaras de gás foi tecnicamente possível porque “ocorreu” lembra o argumento de Joseph Glanvill em Soducismus Triumphatus (1681): “Questões de fato bem provadas não devem ser negadas, porque não podemos conceber como podem ser realizadas. Nem é um método razoável de inferência, primeiro presumir a coisa impossível e, daí, concluir que o fato não pode ser provado.” Quais eram as “questões de fato bem provadas” que Glanvill achava que não deveriam ser negadas? Eram os “fatos” bem provados da existência de bruxas e bruxaria. 

Deve ser pontuado, no entanto, que, diferentemente daqueles que negavam a existência de bruxas e bruxaria porque, como Glanvill disse, “presumiam” que era impossível, Robert Faurisson não presume simplesmente que as câmaras de gás nazistas eram impossíveis. Em vez disso, ele apresenta argumentos baseados em informações alegadamente factuais sobre as propriedades do Zyklon B, o gás alegadamente usado para assassinatos em massa em Auschwitz. Por exemplo, em “The Gas Chambers of Auschwitz Appear to be Physically Inconceivable {As câmaras de gás de Auschwitz parecem ser fisicamente inconcebíveis}” (The Journal of Historical Review, inverno de 1981)#1, Faurisson escreve que “Este gás é inflamável e explosivo; não deve haver nenhuma chama nua nas proximidades e, definitivamente, é necessário não fumar.” Ele então cita o testemunho do comandante de Auschwitz Rudolf Höss de que imediatamente após abrir a porta de uma câmara de gás, após o gaseamento, os prisioneiros começavam a remover os cadáveres, fumando e comendo enquanto trabalhavam. Faurisson pergunta:

Como poderiam fumar em um lugar com vapores de um gás inflamável e explosivo? Como poderia tudo disto ser feito próximo das portas dos fornos crematórios nos quais eles estavam queimando milhares de corpos? As câmaras de gás eram alegadamente alojadas nos mesmos edifícios que os fornos crematórios. De que mundo estas tremendas criaturas vêm? Eles pertencem ao nosso mundo o qual é governado por inflexíveis leis, conhecidas pelo físico, médico, químico e toxicologista? Ou eles pertencem ao mundo da imaginação onde todas estas leis, mesmo a lei da gravidade, são superadas pela magia ou desaparecem por encantamento?

Assumindo que Faurisson está certo sobre a inflamabilidade e explosividade do Zyklon B, ele tem levantado algumas questões pertinentes (e impertinentes) sobre a possibilidade física das notórias câmaras de gás nazistas, questões que merecem ser respondidas por aqueles que sustentam que aquelas câmaras de gás realmente existiram. Mas, em vez de responder às perguntas de Faurisson, 34 historiadores franceses insistem dogmaticamente que o suposto assassinato em massa com o Zyklon B foi possível porque “ocorreu”. Tal dogmatismo em relação às câmaras de gás é o equivalente intelectual do dogmatismo dos historiadores católicos que insistem que era possível para o sol mergulhar em direção à terra acima de Fátima porque “ocorreu”, como atestado por milhares de testemunhas oculares. Assim como algumas pessoas acreditam no Espírito Santo, outras acreditam no Holocausto.

Contudo, Lucy Dawidowicz, uma das principais holocaustoriadoras judaicas, na verdade aprova a declaração dogmática dos historiadores franceses, que, segundo ela, “poderia muito bem servir como um guia para historiadores americanos.” Dawidowicz ficaria, sem dúvida, satisfeita em saber que alguns acadêmicos americanos reagiram ao revisionismo do Holocausto com o mesmo grau de mente aberta demonstrado pelos astrônomos que se recusaram a olhar pelo telescópio de Galileu, mas, no entanto, “sabiam” que ele não poderia ter descoberto nenhum novo corpo celeste com ele. Uma das reações às reportagens de jornal sobre o revisionista do Holocausto Arthur Butz e seu livro, The Hoax of the Twentieth Century, foi uma carta ao New York Times de um professor Wolfe da Universidade de Nova York. Wolfe disse que a Universidade Northwestern, onde Butz ensina engenharia elétrica e ciências da computação, deveria acusá-lo de “incompetência acadêmica” e “torpeza moral” por ter escrito um livro cujo título ele deu como Fabrication of a Hoax. Wolfe tinha visto a história do New York Times que relatou esse título incorreto, mas ele não tinha visto o livro em si. Noam Chomsky escreveu que, “Nenhuma pessoa racional condenará um livro, por mais absurdas que suas conclusões possam parecer, sem ao menos lê-lo cuidadosamente; neste caso, verificar a documentação oferecida, e assim por diante.” Mas o Professor Wolfe não é uma pessoa racional, pelo menos, não em relação ao revisionismo do Holocausto.

Outro verdadeiro crente que foi movido a comentar sobre “o caso Faurisson”#2 foi um Michael Blankfort de Los Angeles, talvez o mesmo Michael Blankfort que foi dramaturgo, romancista e roteirista, e que, em uma entrevista dada pouco antes de sua morte em julho de 1982, falou de uma visita que fez a Israel em 1948 que resultou no “início de uma devoção a Israel que não tem paralelo em minha vida.” Em uma carta publicada no The Nation, Blankfort escreveu: “Qualquer um que reivindique que o Holocausto nunca aconteceu é louco. Por que uma universidade não deveria demitir um professor louco que pode prejudicar seus alunos com seus delírios criminosos?” Coincidentemente, o psiquiatra iconoclasta Thomas Szasz, em The Manufacture of Madness, mencionou um médico do Sorborme que escreveu em 1609 que o sabbat das bruxas era um fato objetivo, desacreditado apenas por aqueles de mente doentia. O paralelo é óbvio e ominoso.

A afirmação dogmática de Blankfort de que qualquer um que diga que o Holocausto nunca aconteceu é insano é um exemplo de uma das manobras mais comuns dos dogmáticos do Holocausto, uma falácia que Ayn Rand identificou como “o Argumento da Intimidação”, que, como ela explicou,

... não é um argumento, mas um meio de evitar o debate e extorquir a concordância de um oponente com suas noções não discutidas. É um método de contornar a lógica por meio de pressão psicológica.

... o método de pressão psicológica consiste em ameaçar impugnar o caráter de um oponente por meio de seu argumento, impugnando assim o argumento sem debate.

A característica essencial do Argumento da Intimidação é seu apelo à dúvida moral e sua confiança no medo, culpa ou ignorância da vítima. É usado na forma de um ultimato eixigindo que a vítima renuncie a uma determinada ideia sem discussão, sob ameaça de ser considerada moralmente indigna. O padrão é sempre: “Somente aqueles que são maus (desonestos, sem coração, insensíveis, ignorantes, etc.) podem sustentar tal ideia.”

No caso de Blankfort, “o Argumento da Intimidação” assumiu a forma: Somente aqueles que são insanos podem sustentar tal ideia, ou seja, a ideia de que o Holocausto nunca aconteceu. Mas, como Rand disse, “O Argumento da Intimidação é uma confissão de impotência intelectual.”

Outro verdadeiro crente é meu próprio congressista, o representante Henry A. Waxman. Em uma coluna publicada no The B'nai B'rith Messenger de Los Angeles, Waxman foi abusivo:

Para ser realista, nós devemos observar que o reconhecimento dos horrores do Holocausto em círculos civilizados tem sido afiadamente respondido por uma incrível rejeição do Holocausto por aqueles que nos destruiriam. Quão perversas, quão perturbadas e completamente doentes são as pessoas por trás do “desmascaramento do Holocausto?”

Quem são essas pessoas que oferecem prêmios a qualquer um que possa provar que um único judeu morreu nos campos de concentração?

Parece que Waxman nem mesmo sabe do que está falando. O Institute for Historical Review tem oferecido uma recompensa de US$ 50.000 para a primeira pessoa que provasse satisfatoriamente, de acordo com os padrões legais americanos, que os judeus foram mortos em gás em Auschwitz#3, mas ninguém tem oferecido prêmios “a qualquer um que pudesse provar que um único judeu morreu nos campos de concentração.” Em todo caso, a resposta de Waxman ao revisionismo do Holocausto é simplesmente uma variação do “Argumento da Intimidação”: somente os perversos, os perturbados ou os extrema e completamente doentes podem se envolver em desmascarar o Holocausto. Outra confissão de impotência intelectual.

Mais uma variação do “Argumento da Intimidação” foi empregada pelo escritor britânico Alan “The Loneliness of the Long Distance Runner” Sillitoe em uma carta publicada em books and bookmen, abril de 1975. Respondendo aos comentários favoráveis ​​de Colin Wilson acima mencionados sobre Did Six Million Really Die?, Sillitoe declarou: “Não acreditar que um ato de injustiça colossal e monstruosa foi cometido é um ato de injustiça em si mesmo.” Em outras palavras: somente os injustos podem não acreditar no Holocausto. Ainda outra confissão de impotência intelectual.

Alguns verdadeiros crentes, contudo, não se contentam apenas em censurar os hereges do Holocausto; eles querem censurá-los também. Por exemplo, o professor Franklin H. Littell do departamento de estudos religiosos da Temple University, que é membro do Conselho dos EUA sobre o Holocausto, alertou os participantes de um simpósio em Jerusalém sobre antissemitismo que o dano causado pelos revisionistas (que dano?) deveria ser levado a sério. De acordo com o The Jerusalem Post International Edition, de 19 a 25 de outubro de 1980, Littell anunciou: “Você não pode ‘discutir’ a verdade do Holocausto. Isso é distorção da liberdade de expressão”, e foi aplaudido quando declarou: “Os EUA devem imitar a Alemanha Ocidental, que proíbe tais exercícios públicos. Agora nós temos que lidar com um mínimo de violência; mais tarde, teremos que combatê-los nas ruas.” Assim, no verdadeiro estilo orwelliano, Littell declara: Censura é liberdade de expressão. Mas, como Ayn ​​Rand escreveu em seu livro, For the New Intellectual:

Que nenhum homem se posture como um advogado da liberdade se ele reivindica o direito de estabelecer sua versão de uma boa sociedade onde dissidentes individuais devem ser suprimidos por meio de força física. Que nenhum homem se posture como um intelectual se ele propõe elevar um bandido à posição de autoridade final sobre o intelecto.

Nenhum advogado da razão pode reivindicar o direito de forçar suas ideias sobre os outros. Nenhum advogado da mente livre pode reivindicar o direito de forçar as mentes dos outros. Nenhuma sociedade racional, nenhuma cooperação, nenhum acordo, nenhum entendimento, nenhuma discussão são possíveis entre homens que propõem substituir armas para persuasão racional.

Desde que Littell propõe precisamente substituir armas por persuasão racional, nenhuma discussão sobre a verdade do Holocausto é possível com ele. Então, eu só tenho uma coisa a dizer a Littell: tente me impedir de discutir a verdade do Holocausto! Wendell Phillips disse uma vez: “Se há alguma coisa no universo que não suporta discussão, deixe-o quebrar.” E eu digo: Se a Verdade Sagrada do Holocausto não suporta discussão, deixe-a quebrar.

Outra confirmação do meu ponto sobre a sacralidade do Holocausto para os verdadeiros crentes pode ser encontrada no que chamo de canonização dos sobreviventes. Com raras exceções, como Roman Polanski, os sobreviventes do Holocausto são vistos como santos semitas. Em vez de halos sobre suas cabeças, porém, números de campos de concentração tatuados em seus braços servem como insígnia de sua santidade. Essa canonização dos sobreviventes se reflete em sua imunidade à crítica, ou mesmo ao ceticismo, pelos asseclas da mídia de massa das comunicações. Quantas vezes você viu ou leu algum jornalista de mídia de massa duvidando ou contestando a palavra de um sobrevivente do Holocausto? Raramente, se é que alguma vez, aposto dinheiro.

Outra manifestação da sacralidade do Holocausto é revelada na manchete de uma história do Los Angeles Times sobre o número crescente de pessoas visitando o local do campo de concentração de Dachau. A manchete: “Número recorde de visitas ao santuário para vítimas nazistas”. Assim, Dachau é um santuário, um entre muitos, ao qual os piedosos fazem peregrinações.

Mas, se, para tantas pessoas, o Holocausto é uma vaca sagrada, uma questão de fé cega, a questão é: por quê? Eu acho que o psicohistoriador judeu Howard F. Stein deu pelo menos parte da resposta em “The Holocaust and the Myth of the Past as History” (The Journal of Historical Review, inverno de 1980)#4:

... Por que, para os judeus, o Holocausto? O que, ao santificar o Holocausto, os judeus não querem saber sobre aquela era severamente cruel? Quaisquer os “fatos” do Holocausto, eles são experimentados como uma necessidade, como parte de um padrão histórico recorrente. A realidade deve ser feita para se conformar à fantasia. O que quer que aconteceu no Holocausto deve ser feito para se conformar com a fantasia em grupo do que deveria ter acontecido. Para os judeus, o termo “Holocausto” não denota simplesmente uma única catastrófica era na história, mas uma severamente cruel metáfora para o significado da história judaica.

... Assim, a “realidade” do Holocausto é inextricavelmente parte do mito no qual ela está escrita – para o qual o mito serve mais como posterior evidência confirmatória para o tema judaico atemporal que o mundo é uma conspiração para aniquilá-los, de uma forma ou outra, ao menos eventualmente.

Jean-Louis Tristani, um dos colaboradores do livro Intolerable Intolerance, faz uma análise que eu acho que complementa a de Howard Stein:

O Holocausto, que representa um dos temas mais populares do judaísmo contemporâneo, cai, portanto, em uma longa tradição. Ele está ligado ao que seria necessário chamar de “invenção de Israel”, do Israel de hoje. O genocídio hitleriano perpetrado nas câmaras de gás, o Êxodo e a criação do estado israelense, eles não alcançam, de fato, o significado elevado que a servidão no Egito, o Êxodo e a instalação na Terra Prometida uma vez tiveram?

O estudioso judaico Jacob Neusner, em seu livro Stranger at Home, trata o Holocausto como parte de um mito de “Holocausto e redenção.”

O mito é que “o Holocausto” é um evento único, o qual, apesar de sua “singularidade”, ensina lições convincentes sobre por que os judeus devem ser judeus e, em consequência desse fato, fazer certas coisas conhecidas de antemão (que não têm nada a ver com o extermínio dos judeus europeus). A parte redentora do mito sustenta que o Estado de Israel é a “garantia” de que “o Holocausto” não acontecerá novamente, que é esse Estado e suas realizações que dão significado e importância, mesmo o cumprimento, para “o Holocausto.”

... então, se você quer saber por que ser judeu, você tem que se lembrar de que (1) os gentios varreram os judeus da Europa, então não são confiáveis, muito menos deixados juntos por eles mesmos; (2) se houvesse “Israel”, ou seja, o Estado de Israel, não haveria “Holocausto”; e então (3) para o bem da sua segurança pessoal, você tem que “apoiar Israel.”

Se nós sintetizarmos essas três análises, nós chegaremos às seguintes conclusões: (1) o Holocausto é uma metáfora para o significado da história judaica, isto é, que o mundo está em conspiração para aniquilar os judeus; (2) o Holocausto é parte de um mito, comparável aos mitos judaicos anteriores, abrangendo o Holocausto, o Êxodo e o Renascimento do Estado de Israel; e (3) esse mito explica aos judeus por que eles devem apoiar o Estado de Israel.

{O celebrado acadêmico judeu Jacob Neusner (1932-2016) entende que o alegado Holocausto é um mito fundamental para o cumprimento do alegado Estado de Israel}.

Assim, não é surpreendente encontrar Alfred Lilienthal relatando, em The Zionist Connection:

Para enraizar o Estado de Israel mais profundamente na consciência judaica, a Associação Internacional de Rabinos Conservadores incorporou os eventos dos últimos 2.000 anos em oração. A morte dos seis milhões, bem como o estabelecimento de Israel, a guerra de junho e a reunificação de Jerusalém foram todos entrelaçados na liturgia revisada.

Uma oração do Holocausto pode ser encontrada em Prayer in Judaism, de Bernard Martin. É “An elegia for the Six Million”, de David Polish. (Polish, incidentalmente, faz uso de inúmeras variações do tema mítico de que a gordura de judeus assassinados era usada pelos nazistas para fazer sabão).#5

{O jurista, ativista e escritor judeu  Alfred Lilienthal (1915-2008) havia observado há décadas que o alegado Holocausto intensificava seu teor de culto religioso fanático}.

Como Howard Stein diz, o Holocausto — o alegado extermínio nazista dos judeus europeus — é uma metáfora para o significado da história judaica. A questão é: é algo mais do que uma metáfora? Em seu livro Heresies, Thomas Szasz diz: “A maioria das heresias no livro... diz respeito a questões em que a linguagem é usada de duas maneiras, literal e metaforicamente: onde o verdadeiro crente fala metaforicamente, mas afirma que afirma verdades literais; e onde a heresia pode consistir em nada mais do que insistir que uma verdade metafórica pode ser uma falsidade literal.” Szasz, no entanto, acredita que a metáfora do Holocausto expressa uma verdade literal, então deixe-me ser aquele que comete a heresia de insistir que a verdade metafórica do Holocausto pode ser uma falsidade literal.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Notas


#1 Nota de Mykel Alexander: As câmaras de gás de Auschwitz parecem ser fisicamente inconcebíveis, por Robert Faurisson, 23 de janeiro de 2020, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2020/01/as-camaras-de-gas-de-auschwitz-parecem.html

#2 Nota de Mykel Alexander: Ver:

- Na Questão em consideração de Robert Faurisson {questionando a realidade do alegado Holocausto}, por John Bennett, 02 de janeiro de 2022, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2022/01/na-questao-em-consideracao-de-robert.html

- O Caso Faurisson {polêmicas levantadas por refutarem a narrativa do alegado Holocausto}, por Arthur R. Butz, 22 de junho de 2022, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2022/06/o-caso-faurisson-polemicas-levantadas.html

- O Caso Faurisson – II, por Arthur R. Butz, 31 de março de 2024, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2024/03/o-caso-faurisson-ii-por-arthur-r-butz.html

#3 Nota de Mykel Alexander: {Retrospectiva Revisionismo em ação na História} - A mentira de Mermelstein {primeiro desafio do revisionismo x uma “testemunha” das alegadas câmaras de gás}, por German Rudolf, 19 de dezembro de 2023, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2023/09/retrospectiva-revisionismo-em-acao-na_78.html

#4 Nota de Mykel Alexander: O Holocausto e o mito do passado como história, por Howard F. Stein, 14 de março de 2021, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2021/03/o-holocausto-e-o-mito-do-passado-como.html

#5 Nota de Mykel Alexander: Ver:

- Sabonete Humano {no alegado holocausto judaico}, por Richard Harwood {pseudônimo de Richard Verrall} & Ditlieb Felderer, 08 de novembro de 2023, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2023/11/sabonete-humano-no-alegado-holocausto.html

- ‘Sabonete Judaico’, por Mark Weber, 26 de novembro de 2023, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2023/11/sabonete-judaico-por-mark-weber.html

- {Retrospectiva Revisionismo em ação na História} - Sabão, abajures e cabeças encolhidas judaicas, por Germar Rudfolf, 05 de dezembro de 2023, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2023/12/retrospectiva-revisionismo-em-acao-na.html

The Holocaust As Sacred Cow, por Louis Andrew Rollins, The Journal for Historical Review, vol. 4, nº 1, primavera de 1983, páginas 29-41.

https://ihr-archive.org/jhr/v04/v04p-29_Rollins.html

Louis Andrew Rollins recebeu seu bacharelado em filosofia pela California State College em Los Angeles em 1970. Ao longo da gloriosa década que se seguiu, ele editou e publicou um boletim informativo esporádico e libertário marginal chamado Invictus: A Journal of Individualist Thought. Como escritor freelancer, ele contribuiu para uma série de publicações, como New Libertarian, Critique, e The Journal of Historical Review.

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Relacionado, leia também sobre a questão judaica, sionismo e seus interesses globais ver: 

Resenha de: A Legacy of Hate: Anti-Semitism in America {Um legado de ódio: antissemitismo na América}, de Ernest Volkman - por Louis Andrew Rollins

Resenha de The Fateful Triangle: The United States, Israel & The Palestinians {O Triângulo Fatídico: Os Estados Unidos, Israel e os Palestinos} de Noam Chomsky por Louis Andrew Rollins

Resenha de THE DECADENCE OF JUDAISM IN OUR TIME {A DECADÊNCIA DO JUDAÍSMO EM NOSSO TEMPO}, de Moshe Menuhin, por David McCalden (escrito sob o pseudônimo Lewis Brandon)

Resenha de GENOCIDE IN THE HOLY LAND {GENOCÍDIO NA TERRA SANTA}, Rabbi Moshe Schonfeld, Neturei Karta dos EUA - por Bezalel Chaim

 Genocídio em Gaza - por John J. Mearsheimer

{Retrospectiva 2023 - Genocídio em Gaza} - Morte e destruição em Gaza - por John J. Mearsheimer

O Legado violento do sionismo - por Donald Neff

{Retrospectiva 1946 – terrorismo judaico-sionista} - O Ataque ao Hotel Rei David em Jerusalém - por W. R. Silberstein

Quem são os Palestinos? - por Sami Hadawi

Palestina: Liberdade e Justiça - por Samuel Edward Konkin III

Memorando para o presidente {Ronald Reagan, tratando da questão Palestina-Israel} - quem são os palestinos? - por Issah Nakheleh

Crimes de Guerra e Atrocidades-embustes no Conflito Israel/Gaza - por Ron Keeva Unz

A cultura do engano de Israel - por Christopher Hedges

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“Grande Israel”: O Plano Sionista para o Oriente Médio O infame "Plano Oded Yinon". - Por Israel Shahak - parte 1 - apresentação por Michel Chossudovsky (demais partes na sequência do próprio artigo)

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Conversa direta sobre o sionismo - o que o nacionalismo judaico significa - Por Mark Weber

Judeus: Uma comunidade religiosa, um povo ou uma raça? por Mark Weber

Controvérsia de Sião - por Knud Bjeld Eriksen

Sionismo e judeus americanos - por Alfred M. Lilienthal

Por trás da Declaração de Balfour A penhora britânica da Grande Guerra ao Lord Rothschild - parte 1 - Por Robert John {as demais 5 partes seguem na sequência}

Um olhar direto sobre o lobby judaico - por Mark Weber


Ex-rabino-chefe de Israel diz que todos nós, não judeus, somos burros, criados para servir judeus - como a aprovação dele prova o supremacismo judaico - por David Duke

Grande rabino diz que não-judeus são burros {de carga}, criados para servir judeus - por Khalid Amayreh

Por que querem destruir a Síria? - por Dr. Ghassan Nseir

O ódio ao Irã inventado pelo Ocidente serve ao sonho sionista de uma Grande Israel dominando o Oriente Médio - por Stuart Littlewood

Petróleo ou 'o Lobby' {judaico-sionista} um debate sobre a Guerra do Iraque

Iraque: Uma guerra para Israel - Por Mark Weber

Libertando a América de Israel - por Paul Findley

Deus, os judeus e nós – Um Contrato Civilizacional Enganoso - por Laurent Guyénot

O Evangelho de Gaza - O que devemos aprender com as lições bíblicas de Netanyahu - por Laurent Guyénot

A Psicopatia Bíblica de Israel - por Laurent Guyénot

Israel como Um Homem: Uma Teoria do Poder Judaico - parte 1 - por Laurent Guyénot (Demais partes na sequência do próprio artigo)

 O peso da tradição: por que o judaísmo não é como outras religiões - por Mark Weber

Sionismo, Cripto-Judaísmo e a farsa bíblica - parte 1 - por Laurent Guyénot (as demais partes na sequência do próprio artigo)

O truque do diabo: desmascarando o Deus de Israel - Por Laurent Guyénot - parte 1 (Parte 2 na sequência do próprio artigo)

Historiadores israelenses expõem o mito do nascimento de Israel - por Rachelle Marshall

Sionismo e o Terceiro Reich - por Mark Weber 

O Mito do extermínio dos judeus – Parte 1.1 {nenhum documento sequer visando o alegado extermínio dos judeus foi jamais encontrado} - por Carlo Mattogno

 O que é ‘Negação do Holocausto’? - Por Barbara Kulaszka