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quarta-feira, 13 de agosto de 2025

As fornalhas de cremação de Auschwitz - parte 23 - por Carlo Mattogno e Franco Deana

 Continuação de As fornalhas de cremação de Auschwitz - parte 22 - por Carlo Mattogno e Franco Deana

Carlo Mattogno


10. O Número de Cremações nos Crematórios de Birkenau

10.1. A Estimativa SS

Conforme citado anteriormente, o engenheiro civil Jährling calculou as necessidades de coque dos quatro crematórios de Birkenau em um memorando de 17 de março de 1943, “com base em dados da empresa Topf & Söhne (construtora dos fornalhas) de 11 de março de 1943”, em 7.840 kg de coque por dia, considerando um tempo de operação diário de 12 horas.124 A carta de Topf mencionada por Jährling não foi localizada. Como o consumo de coque também depende do tipo de cadáver cremado, é preferível considerar os tempos de atividade dos fornos.

Em média, a cremação de um cadáver levava uma hora, e levava uma hora adicional para aquecer os fornos até as temperaturas operacionais pela manhã. Isso significa que 506 corpos poderiam ter sido cremados em 12 horas nos quatro crematórios de Birkenau (ver Subcapítulo 7.4). De 1º de janeiro a 10 de março de 1943, cerca de 14.600 presos morreram em Auschwitz, uma média de 212 por dia. Em fevereiro de 1943, a mortalidade foi de cerca de 7.600 presos, uma média de 271 por dia.158 No mesmo período, de acordo com Auschwitz Chronicle de Danuta Czech, o número de supostas vítimas de gaseamento foi de cerca de 72.700, uma média de 1.054 por dia. Portanto, se houvesse gaseamentos homicidas, os cálculos para o consumo de coque e horas de operação teriam sido baseados em 1.265 cadáveres por dia. Este valor corresponde a 17.963 kg de coque por dia,186 em comparação com a estimativa real de 7.840 kg por dia. Além disso, isso teria exigido uma operação diária impossível de (1.265 h ÷ 46 muflas = ) 27,5 horas! Isso mostra que os cálculos de Jährling se referiam exclusivamente aos cadáveres de presos registrados que morreram de morte “natural”. Mas mesmo esse cálculo foi enormemente exagerado, pois entre 15 de março e 25 de outubro de 1943 (224 dias), apenas 607 toneladas de coque foram fornecidas aos crematórios de Auschwitz-Birkenau, uma média de 2,7 toneladas por dia, o que representa apenas pouco mais de um terço da estimativa de Jährling. Este será o tópico do próximo subcapítulo.

 

10.2. O Número de Cremações em 1943: Consumo de Coque

Os arquivos do Museu de Auschwitz contêm centenas de recibos documentando entregas de coque aos crematórios.187 Um membro da equipe do museu compilou uma lista mensal das quantidades especificadas em cada um desses recibos, abrangendo o período de 16 de fevereiro de 1942 a 25 de outubro de 1943. Por meio de um cálculo, J.-C. Pressac demonstrou que essas entregas estão completas conforme listadas.188 Desde que o Crematório II tornou-se operacional em 14 de março de 1943 (os outros três crematórios seguiram sucessivamente), esta data é o ponto de partida dos meus cálculos. A tabela a seguir lista as entregas mensais de coque a partir de março de 1943:

MÊS

COQUE –

TONELADAS MÉTRICAS

MÊS

COQUE –

TONELADAS MÉTRICAS

Março

144.5

Julho

67.0

Abril

60.0

Agosto

71.0

Maio

91.0

Setembro

61.0

Junho

61.0

Outubro

82

 

Assim, de 15 de março a 25 de outubro de 1943, um total de 607 toneladas de coque foi entregue aos crematórios. Além disso, um total de 96 m³ (3.390 pés cúbicos) de madeira foi entregue nos meses de setembro e outubro. De outros documentos localizados por Piotr Setkiewicz, podemos deduzir que outros 69 m³ de madeira foram entregues em 1943.189 Esses 165 m³ de madeira correspondem a cerca de 78 toneladas métricas. Como o valor calórico de um quilograma de madeira é, na melhor situação, o de meio quilograma de coque, 78 toneladas métricas de madeira correspondem, no máximo, a 39 toneladas métricas de coque. Portanto, podemos igualar o valor calórico do coque e da madeira fornecidos a um total de (607 + 39 =) 646 toneladas métricas de coque.

De 15 de março a 25 de outubro de 1943, cerca de 16.000 presos registrados morreram,158 o que significa que o consumo de coque por cadáver foi de (646.000 ÷ 16.000 =) 40,4 kg. Este número também inclui a quantidade de coque necessária para pré-aquecer as fornalhas. No Subcapítulo 6.3, a importância deste fator no consumo de coque foi demonstrada. Ela será enfatizada aqui com um exemplo da fornalha de Gusen.

Em Gusen, 2.890 cadáveres foram incinerados com 138.430 kg de coque durante um período de 260 dias, entre 29 de janeiro e 15 de outubro de 1941, ou uma média de 47,9 kg de coque por cadáver. Essas cremações eram realizadas em dias alternados, e em cada ciclo de cremações, 22 corpos eram incinerados, em média.

Entre 26 e 30 de outubro, em cinco dias, 129 cadáveres foram cremados, desta vez diariamente, com uma média de 26 cadáveres em cada ciclo e um consumo de 37,2 kg de coque por cadáver.

Entre 31 de outubro e 12 de novembro, em 13 dias de operação, 677 cadáveres foram cremados, novamente com cremações ocorrendo todos os dias, com 52 cadáveres sendo incinerados em cada ciclo; o consumo de combustível foi de 30,6 kg de coque por cadáver.

Assim, quando indo de uma operação descontínua (cremações em dias alternados) com (relativamente) poucas incinerações (22 por dia)190 para uma operação contínua (diária) com muitas cremações (52 por dia), o consumo de coque caiu de 47,9 para 30,6 kg por cadáver, ou seja, para [(30,6÷47,9)×100=] 63,9%, com uma economia de coque de pouco mais de um terço,191 uma quantidade usada para aquecer o forno quando operado de forma descontínua.

Aplicando este fator ao consumo de coque dos fornos de Auschwitz-Birkenau para cadáveres emaciados, de modo a obtermos o consumo de coque por cadáver para uma operação descontínua (operação apenas a cada dois dias), leva aos seguintes resultados:

 – Crematório I:                      32.3 ÷ 0.639 = 50.5 kg

 – Crematório II & III:           23.0 ÷ 0.639 = 36.0 kg

 – Crematório IV & V:           16.0 ÷ 0.639 = 25.0 kg

Entre 14 de março e 19 de julho de 1943, quando o Crematório I foi definitivamente fechado, 3.050 detentos morreram no Campo de Auschwitz e foram registrados no Leichenhallenbuch (o livro-razão do necrotério no Bloco 28 de Auschwitz).192 De 14 de março a 25 de outubro de 1943, os Crematórios II e III estiveram em serviço por 257 dias, os Crematórios IV e V por 132 dias. A partir da média ponderada da disponibilidade das muflas, obtemos uma disponibilidade de 78% para os Crematórios II e III e de 22% para os Crematórios IV e V. Se nós usarmos esses números para uma distribuição das cremações, então nós teremos:

  – Crematório I:                     16.000 - ≈ 3.5000 ≈    12.950 corpos

  – Crematório II & III:          12.950 x 0.78 ≈          10.100 corpos

  – Crematório IV & V           12.950 x 0.22 ≈            2.850 corpos

           O consumo de coque era portanto como segue:

  – Crematório I:                     3.050 x 32.3 =     98.515 kg

  – Crematório II & III:          10.100 x 23 =     232.300 kg

  – Crematório IV & V:           2.850 x 16 =     45.600 kg

 _________________________________________________________

Total:                                                             376.415 kg

Este total corresponde a (376.415 ÷ 646.000 × 100 =) 58,3% do total de suprimentos durante esse período, uma porcentagem muito próxima à calculada acima para o forno de Gusen (63,9%). A quantidade de coque entregue aos crematórios era, portanto, totalmente compatível com uma cremação descontínua dos cadáveres dos presos registrados que morreram de morte ‘natural’.

Nós examinaremos agora a hipótese de gaseamentos homicidas. De acordo com a Auschwitz Chronicle de Czech, 116.794 pessoas foram gaseadas entre 14 de março e 25 de outubro de 1943, ou ao redor de 116.800. Como F. Piper confirma,193 nenhuma cremação ocorreu em fossas de queima a céu aberto em 1943, após a entrada em operação do Crematório II. Isso significa que todos os cadáveres de supostos gaseamentos tiveram que ser cremados em fornalhas de cremação.

Como mostrado acima, pelo menos 376.415 kg do total de 646.000 kg de coques entregues foram necessários para cremar os cadáveres dos 16.000 presos registrados que morreram uma morte ‘natural’ durante esse período, o que deixou (646.000 – 376.415 =) 269.585 kg de coque para a cremação das reivindicadas vítimas de gaseamento. Nós assumimos como o caso mais favorável à ortodoxia que essas cremações foram distribuídas uniformemente ao longo do tempo (o que é muito duvidoso do ponto de vista histórico), que todas as vítimas tinham corpos normais e que o consumo diminuiu em 1/6 devido à presença de crianças. Isso resulta no seguinte:

– Crematório II & III:   116.800 x 0.78 ≈ 91.104 corpos x (17 x 5/6) = 1.290.640 kg

– Crematório IV & V:   116.800 x 0.22 ≈ 25.696 corpos x (12 x 5/6) =    256.960 kg

____________________________________________________________________

Total:                             116.800 corpos                                                  1.547.600 kg

Portanto, a cremação das reivindicadas 116.800 vítimas de gaseamento teria exigido pelo menos 1.547.600 kg de coque, mas somente um máximo de 269.585 kg estava disponível, o que teria resultado em (269.585 kg ÷ 116.800 =) 2,3 kg de coque por cadáver, uma quantidade que teria sido absolutamente insuficiente para realizar qualquer cremação.

Tudo isso aponta para uma conclusão simples e clara: as entregas de coque de março a outubro de 1943 provam indiscutivelmente que apenas os corpos dos presos que morreram de causas ‘naturais’ podiam ser cremados nos crematórios.

Portanto, nenhum assassinato em massa ocorreu em Auschwitz e Birkenau no período de março a outubro de 1943! 

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Continua em As fornalhas de cremação de Auschwitz - parte 24 - final - por Carlo Mattogno e Franco Deana

 Notas:


124 Nota de Carlo Mattogno: APMO, BW 30/7/34, página 54.

158 Nota de Carlo Mattogno: Veja meu estudo Auschwitz: Trasporti, Forza, Mortalità, Effepi, Gênova 2019, páginas 250-252. Todos os dados de mortalidade mencionados abaixo foram retirados deste livro.

186 Nota de Carlo Mattogno: Veja a tabela na página 387 deste artigo: 15,6 kg/h para Crematórios II e III, 11,7 kg/h para Crematórios IV e V, média ponderada: (15,555×30+11,666×16)/46 = ) 14,2 kg/h; 1.250 × 14,3 =17.754.

187 Nota de Carlo Mattogno: Recibo. APMO, segregator 22a, sygn. D-AuI-4, No. 12025-12031.

188 Nota de Carlo Mattogno: Jean-Claude Pressac, Auschwitz: Technique and Operation of the Gas Chambers, Beate Klarsfeld Foundation, New York, 1989, página 244. Piotr Setkiewicz, atual chefe do departamento de pesquisa histórica do Museu de Auschwitz, mostrou que esta documentação sobre o coque pode ter pequenas lacunas (“Zaopatrzenie materiałowe krematoriów i komór gazowych Auschwitz: koks, drewno, cyklon” [“Fornecimento de materiais para os crematórios e câmaras de gás em Auschwitz: coque, madeira, Zyklon.”] em Studia nad dziejami obozów konzentracyjnych w okupowanej Polsce, Państwowe Muzeum Auschwitz-Birkenau, Auschwitz 2011, pp. 46-74), mas dificilmente têm qualquer efeito em nossa consideração aqui (C. Mattogno, Auschwitz: Le forniture di coke, legname e Zyklon B, Effepi, Genoa, 2015).

189 Nota de Carlo Mattogno: sobre isto ver meu livro, C. Mattogno, Auschwitz: Le forniture di coke, legname e Zyklon B, Effepi, Genoa, 2015, página 32

158 Nota de Carlo Mattogno: Veja meu estudo Auschwitz: Trasporti, Forza, Mortalità, Effepi, Gênova 2019, páginas 250-252. Todos os dados de mortalidade mencionados abaixo foram retirados deste livro.

190 Nota de Carlo Mattogno: Deve-se ter em mente que esta fornalha tinha duas muflas, então 22 cremações por dia correspondem a aproximadamente 11 carregamentos.

191 Nota de Carlo Mattogno: 30.6/47.9 = 0.639. No caso intermediário – numerosas, mas não muitas cremações por dia – a economia de coque seria um pouco mais do que cerca de 1/5.

192 Nota de Carlo Mattogno: AGK, NTN 92, páginas 141 e seguinte. (recapitulação estatística por Jan Sehn).

193 Nota de Carlo Mattogno: F. Piper, “Gas Chambers and Crematoria,” em: Y. Gutman, M. Berenbaum (eds.), Anatomy of the Auschwitz Death Camp. Indiana University Press, Bloomington/Indianapolis 1994, página 164.

Fonte: Carlo Mattogno e Franco Deana, em Germar Rudolf (editor) Dissecting the Holocaust - The Growing Critique of ‘Truth’ and ‘Memory’, Castle Hill Publishers, P.O. Box 243, Uckfield, TN22 9AW, UK; novembro, 2019. Capítulo The Cremation Furnaces of Auschwitz.

Acesse o livro gratuitamente no site oficial:

https://holocausthandbooks.com/index.php?main_page=1&page_id=1

Sobre os autores: Franco Deana foi um engenheiro italiano. Carlo Mattogno nasceu em 1951 em Orvietto, Itália. Pesquisador revisionista, ele empreendeu estudos em filosofia (incluindo estudos linguísticos em grego, latim e hebraico bem como estudos orientais e religiosos)  e em estudos militares (estudou em três escolas militares). Desde 1979 dedica-se aos estudos revisionistas, tendo estado associado com o jornal francês Annales d’Histoire Revisionniste bem como com o The Journal of Historical Review.

Dentre seus mais de 20 livros sobre a temática do alegado holocausto estão: 

The Real Auschwitz Chronicle: The History of the Auschwitz Camps, 2 volumes, Castle Hill Publishers (Bargoed, Wales, UK), 2023.

Auschwitz: the first gassing – rumor and reality; Castle Hill, 4ª edição, corrigida, 2022.

Curated Lies – The Auschwitz Museum’s Misrepresentations, Distortions and Deceptions; Castle Hill, 2ª edição revisada e expandida, 2020.

Auschwitz Lies – Legends, Lies, and Prejudices on the Holocaust; Castle Hill, 4ª edição, revisada, 2017. (Junto de Germar Rudolf).   

Debunking the Bunkers of Auschwitz – Black Propaganda versus History; Castle Hill, 2ª edição revisada, 2016.

Inside the Gas Chambers: The Extermination of Mainstream Holocaust Historiography, 2ª edição corrigida, 2016.

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O que é o Holocausto? - lições sobre holocausto - por Germar Rudolf

O que é ‘Negação do Holocausto’? - Por Barbara Kulaszka

O Primeiro Holocausto - por Germar Rudolf

O Primeiro Holocausto – e a Crucificação dos judeus deve parar - parte 1 - Por Olaf Rose (Parte 2 na sequência do próprio artigo)

O Holocausto de Seis Milhões de Judeus — na Primeira Guerra Mundial - por Thomas Dalton, Ph.D. {academic auctor pseudonym}

O Mito do extermínio dos judeus – Parte 1.1 {nenhum documento sequer visando o alegado extermínio dos judeus foi jamais encontrado} - por Carlo Mattogno (demais partes na sequência do próprio artigo)


Sobre o revisionismo em geral e o revisionismo do alegado Holocausto ver:

Uma breve introdução ao revisionismo do Holocausto - por Arthur R. Butz

{Retrospectiva Revisionismo em ação na História} – Definindo evidência - por Germar Rudolf

{Retrospectiva Revisionismo em ação na História} – Tipos e hierarquia de evidências - por Germar Rudolf

Por que o revisionismo do Holocausto? - por Theodore J. O'Keefe

Revisionismo e Promoção da Paz - parte 1 - por Harry Elmer Barnes

Revisionismo e Promoção da Paz - parte 2 - por Harry Elmer Barnes

O “Holocausto” colocado em perspectiva - por Austin Joseph App

A controvérsia internacional do “holocausto” - Arthur Robert Butz

Contexto e perspectiva na controvérsia do ‘Holocausto’ - parte 1 - por Arthur R. Butz

Contexto e perspectiva na controvérsia do ‘Holocausto’ - parte 2 - por Arthur R. Butz

O Relatório Leuchter: O Como e o Porquê - por Fred A. Leuchter

Sobre a importância do revisionismo para nosso tempo - por Murray N. Rothbard


Sobre as alegadas câmaras de gás nazistas homicidas ver:

As câmaras de gás: verdade ou mentira? - parte 1 - por Robert Faurisson (primeira de seis partes, as quais são dispostas na sequência).

A Mecânica do gaseamento - Por Robert Faurisson

O “problema das câmaras de gás” - Por Robert Faurisson

As câmaras de gás de Auschwitz parecem ser fisicamente inconcebíveis - Por Robert Faurisson

O Relatório Leuchter: O Como e o Porquê - por Fred A. Leuchter

A técnica e a química das ‘câmaras de gás’ de Auschwitz - por Germar Rudolf - Parte 1 - Introdução (demais partes na sequência do próprio artigo)


terça-feira, 17 de setembro de 2024

As fornalhas de cremação de Auschwitz - parte 1 - por Carlo Mattogno e Franco Deana

 

Carlo Mattogno


1. Observações Preliminares

A primeira versão desta contribuição foi escrita originalmente em 1993, quando eu tinha acabado de começar a coletar material de base sobre tecnologia de cremação em geral e sobre os fornos de cremação instalados em Auschwitz em particular. Ao longo dos 15 anos subsequentes, o meu conhecimento histórico e técnico deste tópico aumentou de tal forma que a edição inglesa do meu estudo sobre os fornos de cremação de Auschwitz, publicado em 2015, foi dividida em três volumes, o primeiro consistindo do texto (480 páginas), o segundo de uma coleção de documentos (300 documentos, 476 páginas), e o terceiro de 364 fotos coloridas e 22 em preto e branco (242 páginas).1 O artigo a seguir ainda se baseia em meu artigo inicial de 1993, mas foi atualizado para incorporar o conhecimento adquirido através dos anos. O breve capítulo sobre as cremações de Auschwitz também exigiria uma revisão radical como resultado de novos conhecimentos, mas o tema em si é demasiado complexo para ser resumido em apenas algumas páginas. O leitor interessado pode, em vez disso, consultar uma monografia que eu tenho escrito sobre esse tópico.2 Portanto, eu mantive esse capítulo como estava, embora tenha plena consciência das suas deficiências. Embora eu tenha sido o autor do presente artigo, o falecido Dr. Eng. Franco Deana deveria realmente ser considerado um coautor, pois deve ser reconhecida a preciosa assistência que sempre me prestou ao longo dos anos.

 

2. Introdução

Se um extermínio monstruoso de muitas centenas de milhares de pessoas ocorreu nas câmaras de gás de Auschwitz e Birkenau durante a Segunda Guerra Mundial, e se os corpos da maioria destas vítimas foram eliminados nas instalações de cremação desses campos, então a ‘arma do assassinato’ – a câmara de gás homicida – tem uma contrapartida essencial: o forno de cremação.

‘Testemunhas oculares’ tentaram persuadir-nos de que os fornos de cremação de Auschwitz e Birkenau eram engenhocas satânicas que operavam muito fora do reino das leis físicas3, e não instalações de cremação comuns sujeitas às mesmas leis da química, da física e da engenharia térmica como todos os outros tais dispositivos. Os historiadores têm escolhido por confiar cegamente nestas testemunhas e, no processo, deixaram-se levar por afirmações inteiramente erradas.4

Além dos revisionistas, Jean-Claude Pressac é o único investigador que abordou o problema histórico da cremação de corpos em Auschwitz e Birkenau a partir de uma perspectiva técnica.5 Em seu livro Auschwitz: Technique and Operation of the Gas Chambers ele chega às seguintes conclusões:

– As três fornalhas de mufla dupla no Crematório I do Campo Principal de Auschwitz tinham capacidade para 340 cremações num período de 24 horas.6 Em 1993, ele reduziu este número para 200-250 por dia.7

– As cinco fornalhas de mufla tripla nos crematórios II e III em Birkenau tinham, cada uma, uma capacidade máxima entre 1.000 e 1.500 cremações por 24 horas8, mas a sua capacidade normal era de 1.000 a 1.100 cremações cada uma por 24 horas.9 Em 1993, ele reduziu esse número para 800-1.000 por dia.10

– As duas fornalhas de oito muflas dos Crematórios IV e V tinham capacidade cada uma para 500 cremações por 24 horas.11

Pressac coloca assim a capacidade total dos crematórios de Auschwitz e Birkenau em 3.540 cremações por dia {340 do Crematório I de Auschwitz; 1.100 Crematório II em Birkenau e 1.100 Crematório III em Birkenau; 500 Crematório IV e 500 Crematório V}. Da perspectiva técnica, este número é completamente irrealista.12

Entre os revisionistas, foi particularmente Fred A. Leuchter quem, no seu conhecido Relatório Leuchter,13 voltou a sua atenção para a questão das cremações. Baseando-se principalmente nas declarações de Ivan Lagacé, gerente e operador do Crematório Bow Valley em Calgary, Canadá14, Leuchter chegou erroneamente a um número de 156 corpos por dia como a capacidade total de cremação dos crematórios de Auschwitz e Birkenau. Na verdade, este número está muito abaixo da capacidade real.

Pressac e Leuchter chegaram a conclusões que, embora diametralmente opostas, são igualmente infundadas porque não existiam naquela época estudos sérios sobre a questão fundamental dos fornos de cremação em Auschwitz e Birkenau, nem por qualquer estudioso ortodoxo nem por qualquer estudioso revisionista. Nós temos fechado esta lacuna debilitante com o nosso estudo de três volumes sobre os fornos de cremação de Auschwitz, cujas partes essenciais serão resumidas nesta contribuição.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Continua As fornalhas de cremação de Auschwitz - parte 2 - por Carlo Mattogno e Franco Deana

Notas


1 Nota de Carlo Mattogno: I forni crematori di Auschwitz: Studio storico-tecnico, 2 Vols., Effepi, Genoa 2011; inglês: The Cremation Furnaces of Auschwitz: A Technical and Historical Study, 3 Vols., Castle Hill Publishers, Uckfield, 2015; se citado, o número de páginas refere-se a edição inglesa.

2 Nota de Carlo Mattogno: Carlo Mattogno, Auschwitz: Open-Air Incinerations, 2ª edição, Castle Hill Publishers, Uckfield, 2016.

3 Nota de Carlo Mattogno: Limitamo-nos a apenas um exemplo representativo: Miklós Nyiszli fixa em 20.000 a capacidade diária de cremação dos crematórios de Birkenau! M. Nyiszli, Boncolóorvósa voltam az Auschwitz-i krematóriumban, Világ, Debrecen, 1946, página 38; conferir C. Mattgno, M. Nyiszli, An Auschwitz Doctor’s Eyewitness Account: The Bestselling Tall Tales of Dr. Mengele’s Assistant Analyzed, Castle Hill Publishers, Uckfield, 2018, página 43; conferir páginas 200-202.

4 Nota de Carlo Mattogno: Em 1992, Franciszek Piper, na altura diretor de investigação histórica do Museu de Auschwitz, afirmou que a “capacidade fatual” dos quatro crematórios de Birkenau era de “até 8.000 corpos por dia”. Ele baseou sua asserção sobre o testemunho da testemunha ocular de Alter Feinsilber.

5 Nota de Carlo Mattogno: Eu ignoro aqui as elaborações incompetentes do professor de contabilidade (!) John C. Zimmerman em seu livro Holocaust Denial: Demographics, Testimonies and Ideologies, University Press of America, Lanham/New York/Oxford, 2000; a seção que aborda tecnologias de cremação foi retirada de partes de dois artigos da Internet os quais eu desmascarei em outro lugar: “An Accountant Poses as Cremation Expert”, em: G. Rudolf, C. Mattogno, Auschwitz Lies: Legends, Lies, and Prejudices on the Holocaust, 4ª edição, Castle Hill Publishers, Uckfield, 2017, páginas 89-197.

6 Nota de Carlo Mattogno: Jean-Claude Pressac, Auschwitz: Technique and Operation of the Gas Chambers, Beate Klarsfeld Foundation, New York, 1989, páginas 131, 158, 244.

7 Nota de Carlo Mattogno: J.-C. Pressac, Les crématoires d’Auschwitz: La machinerie du meurtre de masse, CNRS Editions, Paris, 1993, páginas 49, 80.

9 Nota de Carlo Mattogno: Jean-Claude Pressac, Auschwitz: Technique and Operation of the Gas Chambers, Beate Klarsfeld Foundation, New York, 1989, página 244.

10 Nota de Carlo Mattogno: J.-C. Pressac, Les crématoires d’Auschwitz: La machinerie du meurtre de masse, CNRS Editions, Paris, 1993, páginas 39, 80.

11 Nota de Carlo Mattogno: Jean-Claude Pressac, Auschwitz: Technique and Operation of the Gas Chambers, Beate Klarsfeld Foundation, New York 1989, páginas 244, 384; J.-C. Pressac, Les crématoires d’Auschwitz: La machinerie du meurtre de masse, CNRS Editions, Paris, 1993, página 80.

12 Nota de Carlo Mattogno: Werner Wegner tem devotado consideravelmente mais atenção a este problema do que tem Pressac, mas os resultados do seu estudo, que foram publicados num breve resumo, são ainda menos bem fundamentados em aspectos técnicos do que os do historiador francês. Wegner escreve que nos crematórios de Birkenau foi possível cremar três corpos numa mufla em meia hora, o que equivaleria a uma capacidade de 6.624 corpos por período de 24 horas: W. Wegner, “Keine Vergasungen in Auschwitz? Zur Kritik des Leuchter-Gutachtens,” em U. Backes, E. Jesse, R. Zitelmann (eds.), Schatten der Vergangenheit: Impulse zur Historisierung des Nationalsozialismus, Ullstein-Propyläen, Frankfurt/M., Berlin 1990, página 460. Outro estudo superficial deste tópico foi publicado por Fritjof Meyer em 2002: “Die Zahl der Opfer von Auschwitz,” Osteuropa, 52(5) (2002), páginas 631-641 (inglês online: www.vho.org/GB/c/Meyer.html); ver Carlo Mattogno, “Auschwitz. The New Revisions by Fritjof Meyer,” The Revisionist, 1(1) (2003), pp. 30-37.

13 Nota de Carlo Mattogno: Fred A. Leuchter, An Engineering Report on the Alleged Gas Chambers at Auschwitz, Birkenau and Majdanek, Poland, Samisdat Publishers Ltd., Toronto 1988; mais recente em: F.A. Leuchter, R. Faurisson, G. Rudolf, The Leuchter Reports: Critical Edition, 5ª edição, Castle Hill Publishers, Uckfield, 2017.

14 Nota de Carlo Mattogno: Barbara Kulaszka (ed.), The Second Zündel Trial: Excerpts from the Court Transcript of the Canadian “False News” Trial of Ernst Zündel, 1988, Castle Hill Publishers, Uckfield 2019, páginas 291-295.

Fonte: Carlo Mattogno e Franco Deana, em Germar Rudolf (editor) Dissecting the Holocaust - The Growing Critique of ‘Truth’ and ‘Memory’, Castle Hill Publishers, P.O. Box 243, Uckfield, TN22 9AW, UK; novembro, 2019. Capítulo The Cremation Furnaces of Auschwitz.

Acesse o livro gratuitamente no site oficial:

https://holocausthandbooks.com/index.php?main_page=1&page_id=1  

Sobre os autores: Franco Deana foi um engenheiro italiano. Carlo Mattogno nasceu em 1951 em Orvietto, Itália. Pesquisador revisionista, ele empreendeu estudos em filosofia (incluindo estudos linguísticos em grego, latim e hebraico bem como estudos orientais e religiosos)  e em estudos militares (estudou em três escolas militares). Desde 1979 dedica-se aos estudos revisionistas, tendo estado associado com o jornal francês Annales d’Histoire Revisionniste bem como com o The Journal of Historical Review.

Dentre seus mais de 20 livros sobre a temática do alegado holocausto estão: 

The Real Auschwitz Chronicle: The History of the Auschwitz Camps, 2 volumes, Castle Hill Publishers (Bargoed, Wales, UK), 2023.

Auschwitz: the first gassing – rumor and reality; Castle Hill, 4ª edição, corrigida, 2022.

Curated Lies – The Auschwitz Museum’s Misrepresentations, Distortions and Deceptions; Castle Hill, 2ª edição revisada e expandida, 2020.

Auschwitz Lies – Legends, Lies, and Prejudices on the Holocaust; Castle Hill, 4ª edição, revisada, 2017. (Junto de Germar Rudolf).   

Debunking the Bunkers of Auschwitz – Black Propaganda versus History; Castle Hill, 2ª edição revisada, 2016.

Inside the Gas Chambers: The Extermination of Mainstream Holocaust Historiography, 2ª edição corrigida, 2016.

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O que é o Holocausto? - lições sobre holocausto - por Germar Rudolf

O que é ‘Negação do Holocausto’? - Por Barbara Kulaszka

O Primeiro Holocausto - por Germar Rudolf

O Primeiro Holocausto – e a Crucificação dos judeus deve parar - parte 1 - Por Olaf Rose (Parte 2 na sequência do próprio artigo)

O Holocausto de Seis Milhões de Judeus — na Primeira Guerra Mundial - por Thomas Dalton, Ph.D. {academic auctor pseudonym}

O Mito do extermínio dos judeus – Parte 1.1 {nenhum documento sequer visando o alegado extermínio dos judeus foi jamais encontrado} - por Carlo Mattogno (demais partes na sequência do próprio artigo)


Sobre o revisionismo em geral e o revisionismo do alegado Holocausto ver:

Uma breve introdução ao revisionismo do Holocausto - por Arthur R. Butz

{Retrospectiva Revisionismo em ação na História} – Definindo evidência - por Germar Rudolf

{Retrospectiva Revisionismo em ação na História} – Tipos e hierarquia de evidências - por Germar Rudolf

Por que o revisionismo do Holocausto? - por Theodore J. O'Keefe

Revisionismo e Promoção da Paz - parte 1 - por Harry Elmer Barnes

Revisionismo e Promoção da Paz - parte 2 - por Harry Elmer Barnes

O “Holocausto” colocado em perspectiva - por Austin Joseph App

A controvérsia internacional do “holocausto” - Arthur Robert Butz

Contexto e perspectiva na controvérsia do ‘Holocausto’ - parte 1 - por Arthur R. Butz

Contexto e perspectiva na controvérsia do ‘Holocausto’ - parte 2 - por Arthur R. Butz

O Relatório Leuchter: O Como e o Porquê - por Fred A. Leuchter

Sobre a importância do revisionismo para nosso tempo - por Murray N. Rothbard


Sobre as alegadas câmaras de gás nazistas homicidas ver:

As câmaras de gás: verdade ou mentira? - parte 1 - por Robert Faurisson (primeira de seis partes, as quais são dispostas na sequência).

A Mecânica do gaseamento - Por Robert Faurisson

O “problema das câmaras de gás” - Por Robert Faurisson

As câmaras de gás de Auschwitz parecem ser fisicamente inconcebíveis - Por Robert Faurisson

O Relatório Leuchter: O Como e o Porquê - por Fred A. Leuchter

A técnica e a química das ‘câmaras de gás’ de Auschwitz - por Germar Rudolf - Parte 1 - Introdução (demais partes na sequência do próprio artigo)


sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

{Retrospectiva Revisionismo em ação na História} – Revisionismo pela ortodoxia - parte 2 - por Germar Rudolf

 Continuação de {Retrospectiva Revisionismo em ação na História} – Revisionismo pela ortodoxia - parte 1 - por Germar Rudolf

 Germar Rudolf 


Em seguida, eu gostaria de citar uma declaração surpreendente do historiador alemão Hans-Heinrich Wilhelm, que é claramente considerado um dos especialistas nos assassinatos dos Einsatzgruppen (Backes et al. 1992, páginas 408 e seguinte)*15:

E só recentemente estão acumulando-se fatos suspeitos de que o extermínio sistemático dos judeus foi possivelmente iniciado algum tempo depois do ataque à União Soviética e, de fato, completa e inequivocamente sem diretivas de Berlim.

Há indicações bastante claras de que as “regras de discurso” foram estabelecidas pela primeira vez em Nuremberg, em 1945, segundo as quais as ordens apropriadas [para o Holocausto] em 1941 eram supostas já terem sido dadas antes da entrada no Leste. O testemunho das testemunhas difere consideravelmente. Há testemunhas que foram repetidamente interrogadas sobre os mesmos pontos numa série de julgamentos e que foram forçadas não só a modificá-las em confronto direto com as suas declarações anteriores, mas a anulá-las completamente. Os problemas críticos de origem que surgem disso são óbvios.”

German Rudolf: Até agora, os historiadores obviamente têm noticiado que os depoimentos de testemunhas são um terreno muito instável. Numa conversa telefónica que tive com o Sr. Wilhelm em 2001, ele até sugeriu que estava bastante preparado para admitir que as alegações habituais sobre extermínios em massa eram por vezes exageros grotescos. No entanto, não acreditava ser possível ter dúvidas fundamentais quanto à existência de câmaras de gás

O jornalista holandês Michael Korzec também é um dos que tentaram fechar o círculo. Num artigo de jornal, Korzec escreveu que foi dada demasiada ênfase ao significado dos gaseamentos e ao número de gaseados. Ele acrescentou que os alemães, e não os judeus, eram culpados deste erro, uma vez que com a tese dos gaseamentos secretos, os alemães queriam desviar a atenção do fato de que muito mais alemães do que se acreditava até agora tinham participado em toda a Europa no assassinato de judeus por tiroteios e maus-tratos (Korzec 1995)*16.

Ouvinte: Isso parece a tese de Daniel Goldhagen.

German Rudolf: Certo. No seu livro, que declarava que os alemães eram antissemitas assassinos em massa geneticamente condicionados, Goldhagen avançou uma tese semelhante, incluindo a desclassificação das câmaras de gás à importância secundária (Goldhagen 1996a, página 521, nota 81)*17:

“[…] o gaseamento foi realmente epifenomenal para o massacre de judeus pelos alemães.”

German Rudolf: Em entrevista que Goldhagen concedeu a uma revista de Viena, ele declarou:

O extermínio industrial dos judeus não é para mim a questão de cerne da definição do Holocausto […]. As câmaras de gás são um símbolo. Mas é um absurdo acreditar que o Holocausto não teria acontecido sem as câmaras de gás.” (Goldhagen 1996b).*18

German Rudolf: Naturalmente, isso não se enquadra nas noções dos sumos sacerdotes das câmaras de gás, tais como Robert Redeker e Claude Lanzmann, que caracterizaram a desmistificação das câmaras de gás como uma catástrofe (ver página 70 do presente livro)*19. Claude Lanzmann, por muitas décadas um dos lobistas mais ativos do Holocausto, expressou-se de maneira derrotista de maneira muito semelhante. Questionado sobre por que em seu filme Shoah de 19853 ele apenas entrevistou testemunhas, mas não apresentou nenhuma prova concreta (documentos, provas materiais), ele diz:

​“Na Shoah não há tempo gasto com material de arquivo porque não é assim que eu penso e trabalho e, além disso, não existe esse tipo de material. […] Se eu tivesse encontrado um filme – um filme secreto, porque filmar era proibido – rodado pelas SS, em que se mostra como 3.000 judeus – homens, mulheres e crianças – morrem juntos, sufocados na câmara de gás do crematório 2 em Auschwitz, então não só não o teria mostrado, como mesmo o teria destruído. Não posso dizer porquê. Isso acontece por conta própria.” (Lanzmann 1994)*20.

Ouvinte: Mas isso é insano!

German Rudolf: Três anos mais tarde, Lanzmann acrescentou:

Não entender era minha lei de ferro.” (Lanzmann 1997)*21.

Ouvinte: Mas tudo isso não faz sentido nenhum.

German Rudolf: Para mim tem valor porque nos dá uma imagem da psique dessas pessoas. Ou vejamos Elie Wiesel, que escreveu em suas memórias (1994, página 97)*22:

É melhor que as câmaras de gás tenham ficadas trancadas, longe de olhares indiscretos. E [sido deixadas] ao poder da imaginação.”

German Rudolf: Considerando a falta de provas documentais e materiais de um evento que, afinal, envolveu seis milhões de pessoas, se arrastou por mais de três anos, abrangeu todo um continente e supostamente envolveu inúmeras autoridades, tomadores de decisão, executores e ajudantes, os historiadores às vezes têm problemas ao tentar explicar como um empreendimento tão gigantesco poderia ter sido lançado inteiramente sem organização. Por exemplo, o Professor Raul Hilberg, durante a sua vida toda um dos mais respeitados, se não o mais respeitado especialista do Holocausto do mundo inteiro4, certa vez resumiu os seus pensamentos sobre isto conforme segue (De Wan 1983)*23:​

Mas o que começou em 1941 foi um processo de destruição [dos judeus] não planejado adiantadamente, não organizado centralmente por qualquer agência. Não havia plano traçado e não havia orçamento para medidas destrutivas. Elas [essas medidas] foram tomadas passo a passo, um passo de cada vez. Assim surgiu não tanto um plano sendo executado, mas uma incrível reunião de mentes, uma leitura consensual de mentes por uma burocracia [alemã] de vasto alcance.”

Ouvinte: Leitura da mente? Ele quer dizer telepatia, talvez?

German Rudolf: Sim, a emissão de ordens e a construção bem como a revisão de planos por meio de telepatia. Hilberg confirmou esta visão na última edição de sua obra padrão com palavras diferentes, mas com o mesmo fundo essencial (Hilberg 2003, páginas 50 e seguintes)*24:

O processo de destruição […] não procedeu, contudo, de um plano básico. […] O processo de destruição foi uma operação passo a passo, e o administrador raramente conseguia ver mais de um passo à frente. […] Em última análise, a destruição dos judeus não foi tanto um produto de leis e comandos, mas uma questão de espírito, de compreensão partilhada, de consonância e sincronização.”

Ouvinte: Não consigo imaginar que ele queira que isso seja entendido dessa maneira.

German Rudolf: Em qualquer caso, nós temos aqui a admissão do mais reconhecido especialista mundial em Holocausto de que não há vestígios documentais ou burocráticos deste acontecimento milenar.

{O celebrado acadêmico judeu Raul Hilberg (1926-2007)}

Eu gostaria agora de citar o jornal de língua russa Novoye Russkoye Slovo (A Nova Palavra Russa), o qual é publicado nos EUA. Este artigo é lido principalmente por judeus de língua russa que vivem em Nova York e que emigraram da União Soviética ou da Rússia durante as últimas décadas. De 26 a 29 de fevereiro de 1995, o New Russian Word apresentou um ensaio em três partes, em que cada uma dessas três partes ocupava quase uma página inteira deste jornal de grande formato. Este ensaio sóbrio, baseado em fatos, explicou com precisão e detalhe vários argumentos revisionistas, bem como aqueles dos antirrevisionistas. Ele mencionou também que até agora mesmo alguns dos mais reconhecidos especialistas do Holocausto do mundo, como, por exemplo, o Professor Raul Hilberg, admitiriam que durante a guerra se espalharam falsos rumores que hoje já não podiam ser sustentados. Os historiadores tinham o dever em particular, de acordo com Raul Hilberg, conforme reportado por este jornal, de separar completamente os rumores e falsificações dos fatos e da verdade. Pois pequenas mentiras forneceriam aos revisionistas material contra os historiadores oficialmente estabelecidos na conjuntura:

Esta admissão vem do mais reconhecido e respeitado estudioso do Holocausto e não de um antissemita que espalha o ódio. Quando os judeus castigam os revisionistas por negação, eles estão desse modo denunciando e difamando outros Judeus [respeitáveis] [como Hilberg]. Estes antirrevisionistas recusam-se a ouvir os fatos apresentados pelos seus próprios historiadores respeitáveis porque têm medo da discussão. Isto gera o seguinte círculo vicioso: os líderes e acadêmicos judeus provavelmente querem participar no debate revisionista, mas recusam-se a fazê-lo porque significaria legitimar esta escola de pensamento revisionista, e isto seria um grande triunfo para os antissemitas – algo para o qual os antissemitas sentem saudosa falta. Por outro lado, o silêncio imposto e uma condenação generalizada e depreciação de todos os argumentos revisionistas, acompanhados pela publicação de livros [antirrevisionistas] que contêm argumentos ultrapassados [incorretos e pobres], levam não só a que os revisionistas tomem a iniciativa, mas também obtêm para eles a ‘superioridade aérea’, para falar figurativamente.

German Rudolf: O autor faz mais alusões às suas experiências na União Soviética de que a supressão do debate sobre o Holocausto sairá pela culatra, tal como a supressão dos pensamentos dos dissidentes pela KGB na União Soviética saiu pela culatra.   A alusão sugere que a repressão aos dissidentes não só não os silenciou, mas, pelo contrário, engendrou na sociedade um maior interesse pelas suas ideias – como uma consequência do fascínio natural pelos frutos proibidos. O autor conclui o seu longo artigo com a constatação de que as atuais medidas contra o revisionismo do Holocausto são totalmente ineficazes, e oferece a proposta de introduzir uma competição mundial, a fim de fazer um esforço para encontrar melhores soluções. Com trepidação subconsciente, o autor conclui seu artigo como segue:

Estas soluções oferecerão ao revisionismo do Holocausto uma desafiadora aposta dupla. Elas devem!"

German Rudolf: O falecido historiador francês Jean-Claude Pressac parece ter sido a única pessoa oficialmente estabelecida na conjuntura que tomou notícia do progresso da investigação revisionista, para além do acima mencionado Prof. Nolte. Pressac reconheceu que a historiografia tradicional do Holocausto é reduzida ao absurdo pelos fatos revelados por esta pesquisa. Consequentemente, ele continuou mudando sua atitude ao fazer declarações públicas. O último e também mais veemente ataque de Pressac à historiografia dominante ocorreu durante uma entrevista publicada como apêndice a uma tese de doutoramento que analisava a história do revisionismo do Holocausto em França. Nela, Pressac descreveu a historiografia estabelecida do Holocausto como “podre”, com referência à declaração do Prof. Michel de Boüard (ver página 152)*25. Questionado se o curso da historiografia poderia ser alterado, ele respondeu (Igounet 2000, páginas 651 e seguinte)*26:

​“Por um lado, o ressentimento e a vingança [dos sobreviventes] prevaleceram sobre a reconciliação e, portanto, a memória mão de cima sobre a história. Por outro lado, o domínio comunista sobre as posições de liderança mais importantes nos campos, a formação de associações após a libertação sob controle comunista, bem como a criação de cinquenta anos de uma história ‘democrática do povo’ dos campos levou ao surgimento do vírus da desajeitada linguagem antifascista. A má qualidade, o exagero, a omissão e as mentiras são as marcas registradas da maioria dos relatos desta época. O descrédito unânime e irrevogável que tem afetado os escritos comunistas deve inevitavelmente ter consequências para a representação da vida nos campos de concentração, que é estragada pela ideia comunista, e, portanto, deve finalizar com ela.

{O pesquisador francês Jean-Claude Pressac (1944-2003)} 
 

Esse desenvolvimento pode ser revertido? É muito tarde. Uma correção geral é fatualidade e humanamente impossível. Cada mudança histórica resulta na desvalorização de uma memória rígida que tem sido descrita como definitiva.  E novos documentos surgirão inevitavelmente e derrubarão mais e mais as certezas oficiais. A atual visão do mundo dos campos [Nacional Socialistas], embora triunfante, está condenada. O que pode ser recuperado? Só um pouco. Inflar o universo dos campos de concentração equivale a quadrar o círculo e transformar o preto em branco. A consciência do povo não gosta de histórias tristes. A vida de um zumbi não é ‘fecunda’, ainda mais porque a dor tem sido explorada e transformada em dinheiro vivo: condecorações, pensões, carreiras, influência política. Não se pode ser ao mesmo tempo vítima e privilegiado, e até carrasco.

De todos estes acontecimentos, que foram terríveis porque levaram à morte de mulheres, crianças e idosos, só prevalecerão aqueles cuja realidade seja apurada. Os outros são assinalados à lata de lixo da história.”

German Rudolf: Em 2016, o revisionista judeu David Cole escreveu estas linhas memoráveis (Cole 2016)*27:

Ah, Auschwitz. Sim, é aqui que ainda temos um problema. […] existem problemas genuínos com o que é comumente considerado a parte 3 [do Holocausto] – que em 1943 Auschwitz-Birkenau foi ‘renovado’ para se tornar uma instalação de extermínio ultra-super bell. Para mim, as evidências simplesmente não existem, e as evidências que existem colocam essa afirmação em questão. […Historiadores ortodoxos] encurralaram-se ao colocar Auschwitz, com a sua falsa “câmara de gás” de atração turística do pós-guerra e a sua completa falta de provas documentais que apoiassem um programa de matança, na frente e no centro como o coração do Holocausto. Eles estão tão envolvidos neste ponto que não conseguem recuar.

{ O jornalista e publicista judeu David Cole (1968-)}
 

É surpreendentemente fácil fazer com que os líderes da anti-negação admitam isso individualmente. Rick Eaton tem sido pesquisador sênior do Simon Wiesenthal Center por trinta anos. Ele é um ator tão importante na luta contra a negação do Holocausto quanto qualquer pessoa na Terra. Dois anos atrás, correspondi-me com ele (sob um pseudónimo, claro... ele nunca falaria diretamente com pessoas como eu!) sobre o problema de Auschwitz. Expliquei-lhe a minha tese, que Auschwitz, tendo vários “problemas” que põem em causa a credibilidade das reivindicações de extermínio, não deve ser usado para representar o Holocausto. Ele concordou […].

Tenha em mente que, embora eu estivesse usando um pseudônimo, não estava afirmando falsamente ser alguém digno de nota. Em outras palavras, Eaton fez essa admissão a um completo ninguém, a um total estranho. Tem-se a sensação de que muitos destes especialistas anseiam secretamente pelo dia em que eles possam ser abertos sobre o ‘problema de Auschwitz’ e movê-los para o passado […].”

German Rudolf: Discutiremos o “problema de Auschwitz” e a opinião de Cole sobre as coisas na próxima palestra

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Notas


*15 Fonte utilizada por Germar Rudolf: Uwe Backes, Eckard Jesse, e Rainer Zitelmann (eds.). Die Schatten der Vergangenheit, Propyläen, Frankfurt, 1992. 

*16 Fonte utilizada por Germar Rudolf: Michael Korzec, “De mythe van de efficiente massamoord,” Intermediair, 15 de dezembro de 1995. 

*17 Fonte utilizada por Germar Rudolf: Daniel Goldhagen, Hitler’s Willing Executioners, Knopf, New York 1996 / Little, Brown & Co., London, 1996. 

*18 Fonte utilizada por Germar Rudolf: Daniel Goldhagen, Interview, Profil (Vienna), 9 de setembro de 1996, página 75. 

*19 Fonte utilizada por Germar Rudolf: Fonte: Germar Rudolf, Lectures on the Holocaust - Controversial Issues Cross-Examined, 4th, revised edition, January 2023, Castle Hill Publishers, PO Box 141, Bargoed CF82 9DE, UK, 4th edition. Castle Hill Publishers. Capítulo 2.3. Scandal in France. {Tradução:

- {Retrospectiva Revisionismo em ação na História} - Escândalo na França {Robert Faurisson leva os defensores do alegado holocausto na França à derrota, culminando na queda de Jean-Claude Pressac}, por Germar Rudolf, 17 de setembro de 2023, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2023/09/retrospectiva-revisionismo-em-acao-na_17.html  

3 Nota de Germar Rudolf: Claude Lanzmann, Shoah, Pantheon Books, New York ,1985; disponível em VHS video, DVD e no YouTube. Conferir as resenhas de Robert Faurisson, Movie review of Shoah, Journal of Historical Review, 8(1) (1988), páginas 85-92, 1988; e Serge Thion, “The Dictatorship of Imbecility,” Journal of Historical Review, 16(6) (1997), páginas 8-10. 

*20 Fonte utilizada por Germar Rudolf: Claude Lanzmann, Le Monde, 3 de março de 1994. 

*21 Fonte utilizada por Germar Rudolf: Claude Lanzmann, Le Monde, 12 de junho de 1997. 

*22 Fonte utilizada por Germar Rudolf: Elie Wiesel, Tous les fleuves vont à la mer, Mémoires, vol. 1, Editions du Seuil, Paris, 1994. 

4 Nota de Germar Rudolf: Conferir Raul Hilberg, 1961/1985/2003. The Destruction of the European Jews, Quadrangle Books, Chicago 1961; 2ª ed., Holmes & Meyer, New York 1985; 3ª ed., Yale University Press, New Haven, CT, 2003, bem como Raul Hilberg, Sources of Holocaust Research. An Analysis, I.R. Dee, Chicago, 2001; conferir a crítica em Jürgen Graf, Giant with Feet of Clay: Raul Hilberg and his Standard Work on the “Holocaust,” 2ª ed., Castle Hill Publishers, Dallastown, PA, 2022& Carlo Mattogno, Bungled: “The Destruction of the European Jews”: Raul Hilberg’s Failure to Prove National-Socialist “Killing Centers.” His Misrepresented Sources and Flawed Methods, Castle Hill Publishers, Uckfield, 2021. 

*23 Fonte utilizada por Germar Rudolf: George De Wan, “The Holocaust in Perspective,” Newsday, Long Island, New York, 23 de fevereiro de 1983, página II/3. 

*24 Fonte utilizada por Germar Rudolf: Raul Hilberg, 1961/1985/2003. The Destruction of the European Jews, Quadrangle Books, Chicago 1961; 2ª ed., Holmes & Meyer, New York 1985; 3ª ed., Yale University Press, New Haven, CT, 2003. 

*25 Fonte utilizada por Germar Rudolf: Germar Rudolf, Lectures on the Holocaust - Controversial Issues Cross-Examined, 4th, revised edition, January 2023, Castle Hill Publishers, PO Box 141, Bargoed CF82 9DE, UK, 4th edition. Castle Hill Publishers. Capítulo 2.19. Revisionism by the Orthodoxy. {tradução:

- {Retrospectiva Revisionismo em ação na História} – Revisionismo pela ortodoxia - parte 1, por Germar Rudolf, 13 de fevereiro de 2024, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2024/02/retrospectiva-revisionismo-em-acao-na_13.html } 

*26 Fonte utilizada por Germar Rudolf: Valérie Igounet, Histoire du négationnisme en France, Editions du Seuil, Paris, 2000. 

*27 Fonte utilizada por Germar Rudolf: David Cole, “OY VEY! Denial Is Dead,” Taki’s Magazine, 29 de setembro de 2016;

http://takimag.com/article/denial_is_dead_david_cole/

 

Fonte: Germar Rudolf, Lectures on the Holocaust - Controversial Issues Cross-Examined, 4th, revised edition, January 2023, Castle Hill Publishers, PO Box 141, Bargoed CF82 9DE, UK, 4th edition. Castle Hill Publishers. Capítulo 2.19. Revisionism by the Orthodoxy. PDF gratuito disponível no link abaixo.

https://holocausthandbooks.com/index.php?page_id=15

Sobre o autor: Germar Rudolf nasceu em 1964 em Limburg, Alemanha. Ele estudou química na Universidade de Bonn, onde ele graduou-se em 1989 com um diploma comparável ao grau de PhD no EUA. De 1990 – 1993 ele preparou uma tese de PhD (na graduação alemã) no Instituto Max Planck, paralelo a isso Rudolf preparou um relatório especial sobre as questões químicas e técnicas das alegadas câmaras de gás de Auschwitz, The Rudolf Report. Como a conclusão era de que as instalações de Auschwitz e Birkenau não eram para propósitos de extermínio em massa ele teve que enfrentar perseguições e encontrou exílio na Inglaterra onde fundou a editora Castle Hill. Por pressão do desgoverno alemão por extradição ele teve que fugir em 1999 para o EUA em busca de asilo político. No EUA casou e tornou-se cidadão americano em 2005, mas imediatamente a isso foi preso e subsequentemente deportado para Alemanha onde cumpriu 44 meses de prisão por seus escritos acadêmicos, muitos deles feitos no EUA onde não são ilegais. Desde 2011 vive com sua família, esposa e três crianças, na Pennsylvânia. Entre suas principais obras estão:

Dissecting the Holocaust, 1ª edição 2003 pela Theses & Dissertations Press, EUA. 3ª edição revisada, Castle Hill, Uckfield (East Sussex), 2019.

The Chemistry of Auschwitz: The Technology and Toxicology of Zyklon B and the Gas Chambers – A Crime-Scene Investigation, Castle Hill, Uckfield (East Sussex), 3ª edição revisada e expandida (março de 2017).

Lectures on Holocaust (1ª ed. 2005) 3ª edição revisada e expandida, Castle Hill, Bargoed, 2023.

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Os Homens que “passaram o pano” para Hitler {com análise crítica revisionista} - Por Gitta Sereny

Argumentos contra O PROJETO DE LEI nº 192 de 2022 (PL 192/2022) que propõe criminalizar o questionamento do alegado HOLOCAUSTO, o que, por consequência, inclui criminalizar também quaisquer exames críticos científicos refutando a existência do alegado HOLOCAUSTO – por Mykel Alexander

Liberdade para a narrativa da História - por Antonio Caleari

A mentira a serviço de “um bem maior” - Por Antônio Caleari

Os Julgamentos de Nuremberg - Os julgamentos dos “crimes de guerra” provam extermínio? - Por Mark Weber


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