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quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

{O verdadeiro e original Natal} Feliz Dia do Sol Invencível! - por Laurent Guyénot

 

Laurent Guyénot


Em The Final Pagan Generation {A Última Geração Pagã}, Edward J. Watts examina a vida religiosa dos romanos na véspera da cristianização.

O Império Romano estava repleto de deuses em 310. Seus templos, estátuas e imagens preenchiam cidades, vilas, fazendas e regiões selvagens. Querendo ou não, os habitantes do império experimentavam regularmente a visão, o som, o cheiro e o sabor das celebrações divinas. As divindades tradicionais também dominavam o espaço espiritual do império como figuras cuja presença não podia ser sentida, mas cujas ações muitos acreditavam poder discernir.[1]

O império das primeiras décadas do século IV abrigava milhões de estruturas religiosas, artefatos e materiais que cidades e indivíduos haviam produzido ao longo dos milênios para homenagear os deuses tradicionais. Festivais em honra aos deuses lotavam o calendário, e aromas perfumados, associados ao seu culto, preenchiam o ar das cidades.[2]

Um calendário ilustrado que lista os feriados e festivais celebrados em Roma no ano de 354… classifica 177 dias do ano como feriados ou festivais. … No geral, o calendário registra as celebrações públicas dos cultos de trinta e três deuses e deusas diferentes — e isso não inclui as diversas comemorações de aniversários imperiais e imperadores divinizados.[3]

Imagine o estado de constante angústia dos cristãos que viviam nas cidades romanas daquela época. Os deuses — todos eles demônios do inferno — vagavam por todos os lados, à espreita em cada esquina. Watts explica como Tertuliano de Cartago ajudou seus companheiros cristãos a sobreviverem nesse mundo infestado de demônios:

Em sua obra Sobre a Idolatria (De idolatria), Tertuliano procurou mostrar aos cristãos como reconhecer os elementos religiosos tradicionais na vida cotidiana e separá-los das atividades sociais, comerciais e familiares normais. A idolatria, afirma ele, é “um crime tão disseminado [...] que subverte os servos de Deus”. Enquanto a maioria das pessoas simplesmente “considera a idolatria como algo interpretado apenas pelos sentidos, como, por exemplo, queimar incenso”, Tertuliano adverte que os cristãos devem estar “prevenidos contra a abundância da idolatria”, e não apenas contra suas manifestações óbvias. Ele então conduz os leitores por todos os lugares despercebidos onde a idolatria existe. Aponta para aqueles que fabricam e vendem ídolos, os astrólogos e mestres que praticam na presença de ídolos e os outros ofícios que contaminam os cristãos ao colocá-los em contato com ídolos. Tertuliano, então, considera os vários aspectos da vida cotidiana que devem ser evitados para não serem contaminados pela “idolatria”. Esta lista abrangente inclui festivais e feriados, serviço militar, juramentos, aceitação de bênçãos em nome dos deuses e até mesmo certos tipos de vestimenta. … O texto de Tertuliano mostra o quão assustadora era a perspectiva de tentar separar as atividades diárias dos deuses e de sua presença. Ele escreveu para apontar todos os lugares onde os deuses se escondiam, porque a maioria das pessoas, tanto pagãs quanto cristãs, provavelmente não os percebia. Nem iriam seus filhos e netos.[4]

O Império Romano era uma coleção de nacionalidades, mas, mais importante, era uma rede de cidades, cada uma com suas próprias tradições religiosas e festivais. A cidade de Roma tinha quatro colégios de sacerdotes, chefiados por um pontifex maximus {pontífice máximo}. De 17 a 23 de dezembro, os romanos celebravam a Saturnália, centrada no Templo de Saturno, no Fórum Romano. Os cultos cívicos de Roma obviamente detinham um prestígio especial além da Itália, mas não eram “a religião do Império”. O Império, na verdade, não tinha uma religio universalis até que os imperadores pensassem em lhe dar uma. No século II, os imperadores da dinastia Antonina decidiram reviver o helenismo, e Adriano patrocinou o culto de Antínous como um novo Osíris, com um sucesso atestado pelo grande número de estátuas encontradas por todo o império. Mais tarde, os imperadores Severos (193-235), que tinham laços familiares sírios, promoveram um culto oriental ao Sol; Um deles, Heliogábalo (218-222), havia sido sacerdote desse culto em Emesa (atual Homs, na Síria). Por fim, Aureliano (270-75) promoveu uma forma mais greco-romana de culto ao Sol: Sol Invictus (o Sol Invicto). Não se tratava de uma invenção nova, visto que Sol Invictus já possuía dois templos em Roma e aparecia em moedas desde a época de Antonino Pio (138-161). Mas Aureliano o dotou de um templo maior e de um colégio sacerdotal, e inaugurou o festival de Dies Natalis Solis Invicti (“nascimento do Sol Invencível”) em 25 de dezembro, o dia do solstício de inverno no calendário romano, com jogos pan-romanos a serem realizados a cada quatro anos.

Sempre houve uma abordagem sincrética na política religiosa do Império. A divindade solar era comumente identificada com Apolo, às vezes chamado de Apolo Hélio. Os adeptos de Mitra também reconheciam seu próprio deus no Sol Invictus. Ele também era Hórus, filho de Ísis, cujo culto se espalhou do Egito para todas as províncias do Império. Conhecido pelos gregos como Harpócrates (do egípcio Har pa khrad, “Hórus, a criança”), Hórus era identificado no Egito com o deus solar Rá e celebrado em seu aniversário, 25 de dezembro. De fato, muito antes do surgimento do heliocentrismo na astronomia, é apropriado falar de uma tentativa imperial de criar um sistema religioso heliocêntrico, no qual todos os deuses giravam, a distâncias variáveis, em torno do Sol, entendido como o Theos Hypsistos, “o Deus Supremo”, e o companheiro divino do imperador.


Em janeiro de 250, o recém-aclamado imperador Décio promulgou um decreto obrigando todos no império a oferecer sacrifícios ao imperador. O caráter obrigatório do culto imperial foi posteriormente reforçado por Diocleciano (284-305). Tratava-se de um meio de fomentar a coesão política e social, após um período de instabilidade crônica que se seguiu à queda da dinastia Severa. Muitos imperadores já haviam sido deificados postumamente, mas a divindade do imperador vivo era uma novidade relativa. A divindade era dirigida ao gênio do imperador, e não à sua pessoa, numa época em que a teoria neoplatônica dos genii {gênios} (o equivalente latino dos daimones) era amplamente aceita. Os genii {gênios} podiam ser entendidos tanto como ideias platônicas quanto como deuses menores. O imperador possuía seu próprio genius, o “povo romano” possuía o seu genius, assim como a cidade de Roma e o Império, todos esses genii {gênios} interligados. O novo culto imperial não suplantou, mas foi adicionado ao culto de Sol Invictus, sendo o imperador venerado como uma espécie de filho do deus Sol. Devemos resistir à tentação de julgar esse sistema religioso com base em nossos próprios conceitos cristãos de religião (que implicam um cânone de escrituras sagradas, um conjunto de crenças, uma promessa de salvação e um contrato de exclusividade). Esses conceitos simplesmente não existiam naquela época, e muitas questões que hoje consideramos “religiosas” eram vistas como “filosóficas”. Realizar os gestos simbólicos simples do culto imperial ou participar da festa de Sol Invictus eram atividades sociais e políticas que não implicavam qualquer tipo de “fé” religiosa, além da compreensão geral de que os deuses existiam e que seu poder benevolente era tanto manifestado quanto ampliado pela atividade cultual humana.

Além de sua mensagem política, o culto de Sol Invictus tinha a vantagem de ser aceitável para aqueles com inclinação filosófica que desaprovavam o antropomorfismo dos deuses na poesia e nas artes visuais. No paradigma platônico, o sol era o melhor símbolo possível do Deus Único, ou Logos Cósmico. Na verdade, é difícil encontrar um símbolo mais natural e universal do divino. Portanto, Michael Grant pôde escrever em The Climax of Rome {O Clímax de Roma}: “A adoração ao Sol, naquele momento, era o culto de Estado do mundo romano, e o deus era aceito por milhões de seus habitantes. Se o culto solar não tivesse sucumbido ao cristianismo alguns anos depois, poderia muito bem ter se tornado a religião permanente da área do Mediterrâneo.”[5]


O próprio Constantino foi um forte defensor do culto solar até a última década de sua vida, como mencionei em “A Cruz Sobreposta ao Sol”.*1 Em 321, ele decretou o dies solis (domingo) como dia de descanso e, em 330, dedicou uma coluna de 30 metros de altura em Constantinopla, encimada por uma estátua de si mesmo como Apolo com uma coroa solar. Michael Grant presume que “o culto solar serviu de ponte para a conversão de muitas pessoas ao cristianismo”[6], mas essa ponte só existiu quando as autoridades cristãs construíram a base apropriada em seu lado do rio, atribuindo a Cristo atributos solares. A chave, obviamente, foi declarar que Jesus nasceu em 25 de dezembro, o que foi feito no final da década de 330. Quase na mesma época, o “dia do Sol” foi declarado o “dia do Senhor”. São Jerônimo, que nasceu 26 anos depois de Constantino ter instituído o domingo como dia de descanso, disse: “Se os pagãos chamam o Dia do Senhor de ‘dia do sol’, nós concordamos de bom grado, pois hoje a luz do mundo se eleva, hoje se revela o sol da justiça com cura em seus raios”.

Pensar que o culto ao Sol foi uma transição do politeísmo para o cristianismo é pensar teleologicamente, algo que os historiadores não devem fazer. É mais apropriado dizer que o cristianismo absorveu ou se apropriou do culto ao Sol.

O Natal é o caso mais claro — e provavelmente o mais antigo — de uma festa “pagã” cristianizada. É a exceção à regra que prevaleceu de cerca de 350 a 450: a destruição de templos e a proibição de festas. Estratégias conciliatórias de assimilação tornaram-se mais comuns posteriormente, quando os bispos se viram diante da dificuldade de erradicar tradições rituais ligadas não a templos, mas a locais naturais. Um bom exemplo é contado por Gregório de Tours sobre um bispo que, por volta do ano 500, na Gália central, quis impedir os rústicos de oferecerem libações a um deus em um lago: “com a inspiração da Divindade, este bispo de Deus construiu uma igreja em honra do bem-aventurado Hilário de Poitiers, a certa distância das margens do lago”. Sua pregação fez o resto, supostamente: “Os homens foram tocados em seus corações e se converteram. Deixaram o lago e trouxeram tudo o que costumavam jogar nele para a santa igreja”.[7] A transformação do Dies Natalis Solis Invicti na celebração do nascimento de Jesus seguiu o mesmo princípio.

Tudo isso importa? Somente se você estiver interessado na questão “Por que nós somos cristãos?”*2. “Por que nós celebramos o Natal?” é parte dessa questão. Na minha opinião, é importante estudar a cristianização do Império Romano porque estamos vivenciando o estágio final da descristianização da nossa civilização. A descristianização nos deixa espiritualmente nus e famintos, e isso porque a cristianização significou a completa despaganização. Antes de Constantino, os cristãos defendiam a tolerância: “é uma característica da lei humana — e, de fato, é uma expressão de nossa capacidade inata de determinar o que queremos — que cada um de nós adore como bem entender”, escreveu Tertuliano.[8] Depois de Constantino, os cristãos mudaram de opinião: tolerância para mim, não para ti. O cristianismo, portanto, criou um deserto espiritual ao seu redor, e agora que o cristianismo se tornou insignificante, resta apenas o deserto.

A descristianização é, em si, o resultado final inevitável da cristianização. Por quê? Porque o cristianismo é inerentemente irracional, exigindo a crença (o “credo”) em coisas impossíveis (mentiras, na verdade). Adultos racionalmente maduros não podem ser verdadeiros crentes. Portanto, a descristianização é irreversível. O que precisamos, na verdade, é reverter a cristianização.

Vamos tornar a civilização romana grande novamente!

Mas não diga aos seus filhos que Jesus não nasceu no Natal. Em vez disso, ensine-os que o Menino Jesus é o Deus Sol.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Notas


[1] Nota de Laurent Guyénot: Edward J. Watts, The Final Pagan Generation, University of California Press, 2015, p. 17.

[2] Nota de Laurent Guyénot: Edward J. Watts, The Final Pagan Generation, University of California Press, 2015, p. 12.

[3] Nota de Laurent Guyénot: Edward J. Watts, The Final Pagan Generation, University of California Press, 2015, p. 24.

[4] Nota de Laurent Guyénot: Edward J. Watts, The Final Pagan Generation, University of California Press, 2015, p. 36.

[5] Nota de Laurent Guyénot: Michael Grant, The Climax of Rome. The Final Achievements of the Ancient World AD 161-337, London, 1968, p. 224.

*1 Fonte utilizada por Laurent Guyénot: Why are we Christians? Part 3, por Laurent Guyénot,30 de julho de 2025, Substack.

https://radbodslament.substack.com/p/why-we-are-christians-part-3

[6] Nota de Laurent Guyénot: Michael Grant, The Climax of Rome. The Final Achievements of the Ancient World AD 161-337, London, 1968, p. 234.

[7] Nota de Laurent Guyénot: Gregory of Tours, Glory of the Confessors II, quoted by Richard Fletcher, The Conversion of Europe: From Paganism to Christianity 371-1386 AD, HarperPress, 2012, p. 70.

*2 Fonte utilizada por Laurent Guyénot: Why Are We Christians? - Historical Revisionism of the Conversion of the Roman Empire, por Laurent Guyénot, 20 de julho de 2025, , The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/article/why-are-we-christians/

[8] Nota de Laurent Guyénot: Tertullian, To Scapula, citado em Douglas Boin, Coming Out Christian in the Roman World: How the Followers of Jesus Made a Place in Caesar’s Empire, Bloomsbury Press, 2015.

Fonte: Bring Out Your Dead ...Back on the Family Altar, por Laurent Guyénot, 22 de outubro de 2021, The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/article/bring-out-your-dead/

Sobre o autor: Laurent Guyénot (1960-) possuí mestrado em Estudos Bíblicos e trabalho em antropologia e história das religiões, tendo ainda o título de medievalista (PhD em Estudos Medievais em Paris IV-Sorbonne, 2009) e de engenheiro (Escola Nacional de Tecnologia Avançada, 1982).

Entre seus livros estão:

LE ROI SANS PROPHETE. L'enquête historique sur la relation entre Jésus et Jean-Baptiste, Exergue, 1996.

Jésus et Jean Baptiste: Enquête historique sur une rencontre légendaire, Imago Exergue, 1998.

Le livre noir de l'industrie rose – de la pornographie à la criminalité sexuelle, IMAGO, 2000.

Les avatars de la réincarnation: une histoire de la transmigration, des croyances primitives au paradigme moderne, Exergue, 2000.

Lumieres nouvelles sur la reincarnation, Exergue, 2003.

La Lance qui saigne: Métatextes et hypertextes du Conte du Graal de Chrétien de Troyes, Honoré Champion, 2010.

La mort féerique: Anthropologie du merveilleux (XIIᵉ-XVᵉ siècle), Gallimard, 2011.

JFK 11 Septembre: 50 ans de manipulations, Blanche, 2014.

Du Yahvisme au sionisme. Dieu jaloux, peuple élu, terre promise: 2500 ans de manipulations, Kontre Kulture, Kontre Kulture, 2016. Tem edição em inglês: From Yahweh to Zion: Jealous God, Chosen People, Promised Land...Clash of Civilizations, Sifting and Winnowing Books, 2018.

Petit livre de - 150 idées pour se débarrasser des cons, Le petit livre, 2019.

“Our God is Your God Too, But He Has Chosen Us”: Essays on Jewish Power, AFNIL, 2020.

Anno Domini: A Short History of the First Millennium AD, 2023.

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Relacionado, leia também sobre a questão judaica, cristianismo e a tradição europeia ver:

O Gancho Sagrado - O Cavalo de Tróia de Jeová na Cidade dos Gentios {os não-judeus} - por Laurent Guyénot - parte 1 (demais duas partes na sequência do próprio artigo)

O Solstício de Inverno: Símbolo da antiguidade da civilização europeia – por David Duke

Traga seus mortos ... De volta ao altar da família - por Laurent Guyénot

Êxodo recorrente: Identidade judaica e Formação da História - Por Andrew Joyce, Ph.D., {academic auctor pseudonym}

O truque do diabo: desmascarando o Deus de Israel - Por Laurent Guyénot - parte 1

Jesus o judeu - por Thomas Dalton Ph.D. {academic auctor pseudonym}

O Império Falido - A origem medieval da desunião europeia - parte 1 - por Laurent Guyénot (demais duas partes na sequência do próprio artigo)

Sangue diluído {pelo cristianismo em geral, e pelo papado medieval em especial} - por Laurent Guyénot

A Sabedoria dos Antigos: Cidades-Estado Gregas como Estados-étnicos - Por Guillaume Durocher {academic auctor pseudonym}

Biopolítica, racialismo, e nacionalismo na Grécia Antiga: Uma visão sumária - Por Guillaume Durocher {academic auctor pseudonym}

O mundo dos indo-europeus - Por Alain de Benoist

Monoteísmo x Politeísmo – por Tomislav Sunić

Politeísmo e Monoteísmo - Por Mykel Alexander

Israel vs. Direito Internacional: Quem vencerá? - por Laurent Guyénot

O Evangelho de Gaza - O que devemos aprender com as lições bíblicas de Netanyahu - por Laurent Guyénot

A Psicopatia Bíblica de Israel - por Laurent Guyénot

Israel como Um Homem: Uma Teoria do Poder Judaico - parte 1 - por Laurent Guyénot (Demais partes na sequência do próprio artigo)

 O peso da tradição: por que o judaísmo não é como outras religiões - por Mark Weber

Sionismo, Cripto-Judaísmo e a farsa bíblica - parte 1 - por Laurent Guyénot (as demais partes na sequência do próprio artigo)


quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Noite Silenciosa - Noite Santa - A época do ano mais significativa para os povos europeus! - David Duke

 

David Duke


O Natal é o mais sagrado dia para o povo europeu, onde quer que nós estejamos no mundo, da Sibéria a São Francisco, do Alaska a Auckland. O Natal é mesmo mais que um momento religioso. Pois nossos antepassados*a assumiram a fé cristã e expressaram seu motivo na própria arte, coração e alma no que nós chamamos civilização ocidental.

            Hoje, o Natal tem mesmo transcendido esse motivo. Pois o Natal tem se tornado tudo o que nós celebramos como europeus. Depois de seu simbolismo cristão, ele é proeminentemente sobre família, raízes e comunidade.

            Não é acidente que ele coincide intimamente com a ainda mais antiga tradição europeia do solstício*b, pois o solstício é a celebração do nadir do inverno, e do calor e beleza e luz a vir. E ele é certamente o dia mais significativo do ano para todos europeus; protestante ou católico, cristão ou nórdico, crente ou não crente. Pois neste dia nós somos todos crentes em um sentido. Nós somos crentes na bondade, na beleza, na natureza, no amor, no brilho das faces de nossas crianças e na angélica luz refletida nos olhos e cabelos delas.

{Crédito da foto: zastavki.com}


            Durante o percurso através do Natal está a expressão da vida, do nascimento do salvador, ao símbolo da vida e da natureza expressos em nossas perenemente verdes e fragrantes árvores de Natal, à mais pura alegria nas faces de nossas crianças, ao Papai Noel de face avermelhada e barba branca em seu traje vermelho brilhante do extremo norte.

{Crédito das fotos:  Yuganov Konstantin}


            Um símbolo adequado é o Pai Natal, pois ele é como o avô arquetípico de nosso povo. A lenda europeia tem ele vindo das regiões geladas do norte, e que simboliza o lar ancestral de nosso povo. De fato, nossa raça foi moldada e afiada no cadinho da última grande era do gelo e no clima intensamente violento que governou sobre a Europa 40.000 anos atrás Este Papai Noel europeu arquetípico vem para nós no auge do inverno e na calada da noite para nos trazer presentes de amor, alegria e esperança!

            Para todos nós no Movimento dedicado à vida e liberdade de nosso povo, o Natal dever ser um dia sagrado e a véspera de natal uma noite sagrada, uma noite silenciosa de maravilha, beleza e significado.

            O mais intimidador e desencorajador inimigo de nosso povo é a desesperança e o desespero. Nós que somos plenamente conscientes do genocídio em curso de nosso povo através do mundo, a morte do Ocidente e do povo do Ocidente que segue acelerando, algumas vezes procuramos diminuir o a dor em nossos corações com o consolo do álcool ou o que é apenas um vício em massa como grande expectador de esportes no mundo ocidental, qualquer coisa que pareça afastar de nossas mentes o torpor na mente causado pelo prospecto de destruição e extinção de tudo que nós mantemos próximos de nossos corações.

            Mas, aqueles que têm riscado fora o povo europeu americano estarão surpresos na próxima década, pois um grande despertar está agora se agitando entre nosso povo. Os mesmos genes que nos deram nossos antigos heróis e artesãos, comandantes e poetas estão ainda dentro de nós. Eles estão ainda na alma e nos nervos de nossos filhos. É nossa tarefa sagrada tocar estes genes, tocar os corações e mentes de nosso povo e trazê-los para a verdade e, derradeiramente, para a vida novamente!

            Conforme o solstício / Natal é o nadir do inverno, então este momento na história é o nadir de nosso povo. Mas, os ventos de inverno da morte irão ser substituídos em breve por uma quente brisa de primavera da vida e renovação. Nós temos recebidos os presentes de Natal. Um presente que nós temos é a internet pela qual nosso povo pode se comunicar onde quer que ele esteja no mundo... em um instante. Nós agora temos a habilidade para conseguir a verdade para nossos irmãos na velocidade da luz onde quer que resida nosso povo.

            Agora mesmo, conforme você lê ou ouve essas palavras, há meninos e garotas em seus lares ao redor do mundo que ouvem essas palavras com você. E essas palavras cantam em seus corações conforme cantam no meu. Qual canção que nós cantamos? É a canção do amor da família e povo, é a canção da vida e da liberdade, é a canção da beleza e da realização, é a canção e da realização, é a canção que nosso povo tem cantado em seus corações desde o momento em que ele emergiu das névoas de neve e trouxe a civilização para terra. É uma canção que nós iremos cantar conforme nós despertarmos e é a canção que irá agitar os corações de nossos descendentes, mesmo enquanto viajam para as estrelas infinitas.



            Não temais meus irmãos, este é o solstício de inverno de nosso povo, a primavera não ficará longe se somente vocês manterem a fé, manterem a beleza pela qual nós lutamos em nossos corações, contemplem essas coisas no silêncio da véspera de Natal, e celebre-as na incontida alegria do dia de Natal com família e amigos, pois estes dias são seus dias, faça-os plenos de significado.

Ó noite silenciosa, ó noite sagrada! Deixe o amor dos amigos e parentes preencher nossos corações. Deixe esses dias renovar-nos e que nos redediquem à nossa herança e nossa liberdade.



Este tem sido David Duke

Feliz natal e para todos uma boa noite

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander


Notas

*a Nota de Mykel Alexander: Sobre a ancestralidade europeia ver:

O mundo dos indo-europeus, Por Alain de Benoist, 30 de julho de 2018, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2018/07/o-mundo-dos-indo-europeus-por-alain-de.html


 *b Nota de Mykel Alexander: Sobre a relação do Solstício com o natal e o povo europeu ver artigo breve e introdutório:

O Solstício de Inverno: Símbolo da antiguidade da civilização europeia, por David Duke, 30 de novembro de 2017, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2017/11/o-solsticio-de-inverno-simbolo-da.html

                Traduzido do original: The Winter Solstice: Symbol of the Antiquity of European Civilization, por David Duke, 20 de desembro de 2014, David Duke.

http://davidduke.com/winter-solstice-symbol-antiquity-european-civilization/

 

Fonte: Silent Night – Holy Night – The most meaningful Time of the Year to European Peoples!, por David Duke, 24/12/2018, David Duke.

https://davidduke.com/silent-night-holy-night-a-christmas-message-from-david-duke/

Sobre o autor: Dr. David Duke é graduado na Universidade Estadual de Louisiana com bacharelado em História. Ele concluiu seu doutorado na maior universidade da Ucrânia. Tem ministrado palestras em mais de 25 nações e em mais de 250 universidades ao redor do mundo. É um ativista político para a autodeterminação dos americanos de etnia europeia e é assíduo opositor da supremacia judaica o que atraiu antipatia e adversidade da comunidade judaica internacional, resultando em duas tentativas de prisão quando foi convidado a ministrar palestras na República Tcheca e na Alemanha.

            Foi eleito como membro da Câmara dos Representantes dos EUA (pelo Estado da Lousiana no mandato de 1989 – 1993), que é uma das duas câmaras do congresso dos EUA.   

            Entre suas obras estão:

My Awakening: A Path to Racial Understanding, Free Speech Press, Mandeville, 1998.

Jewish supremacism: my awakening on the Jewish question, Free Speech Press, Mandeville, 2007.

The secret behind communism: the ethnic origins of the Russian Revolution & the greatest holocaust in the history of mankind, Free Speech Press, Mandeville, 2013.

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Relacionado, leia também:

O Solstício de Inverno: Símbolo da antiguidade da civilização europeia – por David Duke

O mundo dos indo-europeus - Por Alain de Benoist

Monoteísmo x Politeísmo – por Tomislav Sunić

Politeísmo e Monoteísmo - Por Mykel Alexander


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

O Solstício de Inverno: Símbolo da antiguidade da civilização europeia – por David Duke


David Duke
20/12/2014

            O Solstício de Inverno – celebrado em 21 de dezembro de cada ano – o qual deu origem à celebração conhecida em todo o mundo como Natal, é mais que apenas o dia mais curto do ano. É de fato um símbolo da antiguidade da própria civilização europeia.

            O Solstício de Inverno é o dia sobre o qual, no Hemisfério Norte, existe a menor quantidade de luz do dia. Isto é por causa do alinhamento da Terra sobre o seu eixo, e sua posição relativa ao Sol.

            Por outro lado, o mais longo dia do ano no Hemisfério Norte ocorre em 21 de junho, quando o alinhamento oposto de realiza.

            No Hemisfério Sul, exatamente o cenário oposto se realiza: o mais longo dia do ano é 21 de dezembro, e o mais curto é 21 de junho.

            A importância destes dias reside no fato que eles estão diretamente no meio das estações de inverno e verão.

            No Hemisfério Norte, de 21 de dezembro em diante, os dias começam a ficar longos até o mais longo dia do ano no verão (21 de junho), enquanto o processo oposto ocorre no Hemisfério Sul.

            Os antigos europeus eram altamente educados e possuíam avançadas habilidades astronômicas as quais permitiam eles mapearem precisamente as mudanças das estações, e desenvolverem avançados calendários.

            Desta forma tornou-se natural ter celebrações durante na mudança das estações: no meio do inverno, no Norte, os europeus iriam ter celebrações marcando o ponto médio inverno. A festa romana da Saturnália, honrando o deus Saturno, era uma festa semanal de dezembro que incluía a observância do Solstício de Inverno.

            Os antigos romanos também celebraram o alongamento dos dias seguindo o Solstício ao homenagear o deus da luz Mithra.

            A Grécia Antiga, e todo o Norte da Europa, operavam num calendário solar, com o ano novo começando no Solstício de Inverno.

            Quando os romanos invadiram a Grécia no quinto século antes de Cristo, eles imaginaram as vantagens de um calendário solar, e em 153 a.C., o Ano Novo romano foi movido para primeiro de janeiro – o mês que foi nomeado em homenagem ao deus de duas faces dos portais e novos começos, Janus.

            No norte da Europa, os druidas e vikings levantavam enormes fogueiras no alto das colinas na mais longa noite do ano, com a intenção de dar adicional força para o deus do Sol nesta batalha noturna com as forças do frio e da escuridão.

            Quando o sol finalmente vinha um pouco mais cedo no dia após o Solstício, havia uma grande celebração entre os povos nórdicos – a celebração da luz sobre a escuridão.

            Essas festas marcariam o fato que eles tinham sobrevivido ao Inverno, e iriam ocorrer grandes festas, reunidos entre as paredes com grandes lareiras, acompanhados das trocas de presentes.

            Assim os festivais ao redor do Solstício de Inverno foram bem estabelecidos no Norte e Sul da Europa muitos milhares de anos atrás.

            O advento do cristianismo na Europa, o qual ocorreu somente no Sul durante o terceiro século depois de Cristo, e somente alcançou a última parte da Europa do Norte no ano de 1100 depois de Cristo, viu os Pais da Igreja hostis para este festival claramente pagão.

            Junto com a celebração pagã da Primavera (a qual celebrava o renascimento da vida através da deusa Eostre, ou Ostara, com os símbolos da fertilidade sendo o ovo e o coelho), os Pais da Igreja a principio procuraram acabar com a celebração do Solstício de Inverno.

            As celebrações do Solstício de Inverno e Ostara foram proibidas pela Igreja dezenas de vezes entre os anos de 400 d.C., e 1900 d.C., mas a natureza arraigada dos festivais provou-se impossível de erradicar.

            Como resultado, a Igreja começou a integrar esses festivais pagãos no calendário cristão, arbitrariamente ligando eventos bíblicos com rituais pagãos.

            Desta forma, o Solstício de Inverno tornou-se “Christmas”, ou “Christ’s Mass” {a Missa de Cristo} e a celebração da deusa do renascimento na Primavera, Ostara, tornou-se “Easter” {Páscoa}, ou ressurreição de Cristo – mesmo embora não exista indicação na Bíblia das datas destes eventos.

            Além do mais, muitos dos rituais do mundo inteiro que agora associam com aqueles eventos, permanecem firmemente com origens pagãs europeias. A árvore de Abeto, ou Árvore de Natal, é distintamente de origem do Norte da Europa, como é a cepa de madeira Yule, o fogo, o doador de presentes.





            Em similar linha, a tradição dos ovos de Páscoa e o coelho da Páscoa vêm diretamente do ritual pagão do renascimento da vida de Ostara.




            Mesmo então, a integração destes festivais foi rejeitada pelos devotos católicos e protestantes.

            Todas atividades do Natal, incluindo dança, músicas sazonais, canções, celebrações alegres e especialmente as bebidas foram banidas pelo Parlamento da Inglaterra em 1644, dominado por puritanos, e o exemplo foi seguido pelos puritanos na colônia americana na Nova Inglaterra.

            Pouco sabe-se que o Natal foi proibido em Boston, e a colônia de Plymouth fez da celebração do Natal uma ofensa criminal.

            Na Inglaterra, a proibição do feriado foi retirada em 1660, quando Carlos II assumiu o trono. Todavia, a presença puritana permaneceu na Nova Inglaterra e o Natal não tornou-se uma feriado legal até 1856. Algumas escolas, até o final de 1870, ainda mantinham aula em 25 de dezembro.

            As origens do Solstício de Inverno, portanto, são muito mais antigas do que muitas pessoas pensam – e de fato são na realidade um reflexo da antiguidade da própria civilização europeia.

            Além disso, o espírito que inspira tanto o Solstício quanto a sua prole, o Natal, é um de amor fraterno, família, boa vontade e caridade.

            Isto é um contraste marcante para a celebração judaica do Hanukah[1], o qual é celebrado na mesma época: Hanukah é uma celebração do assassinato dos não judeus e aqueles poucos judeus considerados assimilando-se com os nãos judeus.

            Nada ilustra melhor a diferença da natureza da civilização europeia e o supremacismo judaico que os festivais de Solstício de Inverno/Natal e Hanukah: a celebração europeia é a do amor e bondade, enquanto a “celebração” judaico supremacista é a do assassinato e ódio frente a todos não judeus.

Tradução por Mykel Alexander  




[1] Nota do tradutor: Hanukah ou Chanucá ou Hanucá é uma celebração judaica que possui teor revanchista cujas origens remontam à luta dos judeus contra os selêucidas, herdeiros do Império Macedônico. A raiz da rivalidade, em última instância, origina-se dos atritos procedentes do fundamentalismo judaico, algo que um dos maiores luminares do sionismo, Theodor Herzl, indiretamente, em suas palavras, reconhece: 
“A questão judaica existe por tôda parte onde os judeus vivem, por menor que seja seu número. Onde não existia foi levada pelos imigrantes Judeus”.  
“Creio compreender o antissemitismo, que é um movimento muito complexo. Encaro êste movimento na minha qualidade de Judeu, mas sem ódio e sem mêdo. Creio reconhecer o que, no antissemitismo, é zombaria grosseira, vulgar; inveja de ofício, preconceito hereditário, mas também o que pode ser considerado como um efeito da legítima defesa.” (Theodor Herzl, O Estado Judeu, Organização Pioneira Judia, São Paulo, 1949, página 42). 



Sobre o autor: Dr. David Duke é graduado na Universidade Estadual de Louisiana com bacharelado em História. Ele concluiu seu doutorado na maior universidade da Ucrânia. Tem ministrado palestras em mais de 25 nações e em mais de 250 universidades ao redor do mundo. É um ativista político para a autodeterminação dos americanos de etnia europeia e é assíduo opositor da supremacia judaica o que atraiu antipatia e adversidade da comunidade judaica internacional, resultando em duas tentativas de prisão quando foi convidado a ministrar palestras na República Tcheca e na Alemanha.

            Foi eleito como membro da Câmara dos Representantes dos EUA (pelo Estado da Lousiana no mandato de 1989 – 1993), que é uma das duas câmaras do congresso dos EUA.    

            Entre suas obras estão:

My Awakening: A Path to Racial Understanding, Free Speech Press, Mandeville, 1998.

Jewish supremacism: my awakening on the Jewish question, Free Speech Press, Mandeville, 2007.

The secret behind communism: the ethnic origins of the Russian Revolution & the greatest holocaust in the history of mankind, Free Speech Press, Mandeville, 2013.
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