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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Dresden: Morte vinda de cima - por Tomislav Sunić

 

Tomislav Sunić


O que se segue abaixo é a tradução em inglês do meu discurso em alemão, que eu deveria fazer em 13 de fevereiro de 2013, por volta das 19h, no centro de Dresden. A comemoração das vítimas de Dresden em 13 de fevereiro de 1945 foi organizada pelo “Aktionsbündnis gegen das Vergessen[1] (comitê de ação contra o esquecimento), deputados do NPD e autoridades da assembleia estadual[2] local em Dresden. Havia 3.000 manifestantes antifa de esquerda. A cidade estava sitiada, isolada em seções por 4.000 policiais de choque. A maior parte dos participantes nacionalistas, aproximadamente 1.000, que haviam chegado anteriormente à estação central, foram separados e impedidos de se juntar ao nosso grupo no local original da reunião. Por volta das 23h, quando o evento estava praticamente encerrado, a polícia de choque permitiu que nosso pequeno grupo de organizadores e palestrantes marchasse pelas barricadas até a estação central. Éramos aproximadamente 40 — a maioria oficiais locais do NPD. Em 14 de fevereiro, enquanto ainda estava em Dresden, eu forneci mais informações como convidado no programa de rádio RBN de Deanna Spingola: Hour 1, Hour 2.[3]

 

Melhoria Humana pelo Bombardeio Terrorista

Dresden é somente um único símbolo do crime Aliado, um símbolo discutido involuntariamente pelos políticos estabelecidos. A destruição de Dresden e suas vítimas são banalizadas na historiografia convencional e retratadas como “danos colaterais na luta contra o mal absoluto — o fascismo.” O problema, contudo, está no fato de que não houve apenas um bombardeio de uma Dresden, mas também muitos bombardeios de inúmeras outras Dresdens em todos os cantos da Alemanha e em todas as partes da Europa. A topografia da morte, marcada pelos antifascistas, é uma questão muito problemática para seus descendentes, de fato.

Na “luta pela memória histórica” de hoje, nem todas as vítimas têm direito aos mesmos direitos. Algumas vitimizações devem ser as primeiras da lista, enquanto outras estão destinadas ao oblívio. Nossos políticos estabelecidos estão em pé de guerra quando se trata de erguer monumentos para povos e tribos, especialmente aqueles que já foram vítimas dos europeus. Um número crescente de dias de comemoração, um número crescente de dias de compensação financeira aparecem em nossos calendários de parede. Uns sobre os outros, os políticos estabelecidos europeu e americano prestam homenagem às vítimas não europeias. Raramente, quase nunca, eles comemoram as vítimas de seus próprios povos que sofreram sob os melhoradores comunistas e liberais do mundo. Os europeus e especialmente os alemães são vistos como perpetradores malignos, que são, portanto, obrigados a rituais perpétuos de expiação.

Dresden não é apenas uma cidade alemã, ou o símbolo de um destino alemão. Dresden também é o símbolo universal de inúmeras cidades alemãs e europeias, croatas, húngaras, italianas, belgas e francesas que foram bombardeadas pelos Aliados Ocidentais, ou para o que importa, que foram plenamente bombardeadas. O que me conecta a Dresden me conecta também a Lisieux, um lugar de peregrinação na França, bombardeado pelos Aliados em junho de 1944; também a Monte Cassino, um lugar de peregrinação italiano, bombardeado pelos Aliados em fevereiro de 1944. Em 10 de junho de 1944, em Lisieux, uma pequena cidade que havia sido dedicada a Santa Teresa, 1.200 pessoas foram mortas, o mosteiro beneditino foi completamente queimado, com 20 freiras nele. Enumerar uma lista das cidades culturais europeias bombardeadas exigiria uma biblioteca inteira — desde que esta biblioteca não fosse novamente bombardeada pelos melhoradores do mundo. Desde que os livros e os documentos dentro dela não estejam confiscados.

Na França, durante a Segunda Guerra Mundial, cerca de 70.000 civis encontraram a morte[4] sob as bombas democráticas anglo-americanas, o número relutantemente mencionado pelos historiadores estabelecidos. De 1941 a 1944, 600.000 toneladas de bombas foram lançadas na França; 90.000 prédios e casas foram destruídos.

Os políticos estabelecidos frequentemente usam a palavra “cultura” e “multicultura”. Mas seus antecessores militares se destacaram na destruição de diferentes locais culturais europeus. Igrejas e museus europeus tiveram que ser destruídos, tendo em vista que esses lugares não podiam ser atribuídos à categoria de cultura humana. Mais ao sul, em Viena, em março de 1945, o Burgtheater foi atingido pelos bombardeiros americanos; mais a oeste, no norte da Itália, a ópera La Scala em Milão foi bombardeada, assim como centenas de bibliotecas por toda a Europa Central. Mais ao sul, na Croácia, as antigas cidades de Zadar e Split foram bombardeadas em 1944 pelos melhoristas do mundo ocidental e esse panorama de horror não teve fim. A cidade cultural croata Zadar, na costa do Adriático, foi bombardeada pelos Aliados em 1943 e 1944. Políticos e turistas alemães frequentemente passam férias na costa croata; no entanto, ao longo da costa, há muitas valas comuns de soldados alemães. Na ilha croata de Rab, onde os nudistas alemães gostam de se divertir, há uma desproporcionalmente enorme vala comum[5] contendo os ossos de centenas de alemães que foram assassinados pelos iugo-comunistas. Diplomatas alemães na Croácia não demonstraram nenhum esforço para construir monumentos para aqueles soldados martirizados.

Recentemente, a chamada comunidade democrática demonstrou grande preocupação com a limpeza étnica e a destruição na antiga Iugoslávia. Também estava bastante ocupada em levar os perpetradores iugoslavos e sérvios à justiça no tribunal de Haia. Mas esses perpetradores sérvios e iugoslavos já tinham um modelo perfeito em predecessores comunistas e em seus aliados anglo-americanos. No final de 1944 e início de 1945, houve limpezas étnicas massivas de alemães nas áreas comunistas iugoslavas. Em maio de 1945, centenas de milhares de croatas em fuga, a maioria civis, renderam-se às autoridades aliadas inglesas perto de Klagenfurt, no sul da Caríntia, apenas para serem entregues[6] nos dias seguintes aos bandidos perversos comunistas iugoslavos.

Eu poderia falar por horas sobre os milhões de alemães[7] deslocados da Silésia, Pomerânia, Sudetos e região do Danúbio. Em vista do fato de que essas vítimas não se enquadram na categoria de perpetradores comunistas, por enquanto não vou atribuí-las aos melhoradores do mundo ocidental. Em retrospectiva, porém, podemos observar que os melhoradores do mundo ocidental nunca teriam sido capazes de completar seu trabalho de melhoria do mundo sem a ajuda dos bandidos perversos comunistas, os chamados antifascistas. Claramente, a maior migração em massa na história europeia, da Europa Central e Oriental, foi obra dos comunistas e do Exército Vermelho[8], mas nunca teriam seus crimes gigantescos contra os civis alemães e outras nações da Europa Central ocorridos sem a ajuda deliberada dos melhoradores do mundo ocidental. Bem, ainda estamos lidando com padrões duplos ao comemorar os mortos da Segunda Guerra Mundial.

O que estava passando pela mente daqueles que melhoravam o mundo durante os bombardeios de cidades europeias? Aqueles pilotos democráticos tinham boa consciência porque sentiam sinceramente que tinham que executar uma missão democrática ordenada por Deus. Suas missões de destruição eram conduzidas em nome dos direitos humanos, da tolerância e da paz mundial. De acordo com suas atitudes messiânicas, lá embaixo e abaixo na Europa Central — sem mencionar aqui em Dresden — não viviam seres humanos, mas uma variedade peculiar de monstros sem cultura. Consequentemente, para permanecerem fiéis ao seu dogma democrático, aqueles samaritanos aerotransportados sempre tiveram boa consciência para bombardear os monstros abaixo.


{A cidade alemã de Dresden após o bombardeio dos Aliados em 1945}

Como o grande estudioso alemão de direito internacional, Carl Schmitt, nos ensinou, há um problema perigoso com o direito internacional moderno e a ideologia dos direitos humanos. Assim que alguém declara seu oponente militar um “monstro” ou “um inseto”, os direitos humanos deixam de se aplicar a ele. Este é o principal componente do Sistema moderno. Da mesma forma, assim que algum intelectual europeu, ou um acadêmico, ou um jornalista expressa criticamente dúvidas sobre os mitos do Sistema, ele corre o risco de ser rotulado como um “radical de direita”, “um fascista” ou “um monstro”. Como um monstro, ele não é mais humano e, portanto, não pode ter direito legal à proteção da ideologia dos direitos humanos. Ele é condenado ao ostracismo e profissionalmente calado. O Sistema se gaba hoje de sua tolerância para com todas as pessoas e todas as nações da Terra, mas não para com aqueles que são inicialmente rotulados como monstros ou extremistas de direita, ou fundamentalistas. Aos olhos dos melhoradores do mundo, os civis alemães que estavam neste local em fevereiro de 1945 não eram humanos, mas um tipo bizarro de inseto que precisava ser aniquilado junto com sua cultura material. Tal mentalidade encontramos hoje entre os benfeitores do mundo, especialmente em seu engajamento militar no Iraque ou Afeganistão.

Nós somos frequentemente criticados por exagerar as vítimas de Dresden para banalizar os crimes fascistas. Isso é um absurdo. Essa tese pode ser facilmente revertida. Os historiadores e formadores de opinião do estabelecidos, 70 anos após a guerra, precisam renovar para sempre o perigo fascista para encobrir seus próprios fracassos econômicos catastróficos e seus próprios crimes de guerra.

Além disso, os historiadores estabelecidos não desejam nos dizer que cada vitimização no Sistema multicultural é propensa a conflitos; cada vitimização insiste em sua própria singularidade e prospera às custas de outras vitimizações. Isso apenas aponta para a fraqueza do Sistema multicultural, levando, em última análise, à balcanização, à guerra civil e ao colapso do Sistema. Um exemplo: a atual atmosfera vitimológica no Sistema multicultural de hoje leva cada tribo, cada comunidade e cada imigrante não europeu a acreditar que apenas sua vitimização é importante e única. Este é um fenômeno perigoso porque cada vitimização está em competição com a vitimização do Outro. Essa mentalidade de vitimização não conduz à paz. Ela leva à violência multiétnica e torna o conflito futuro inevitável.

Com a atual banalização e negação dos crimes liberais-comunistas contra o povo alemão, infligidos antes, durante e depois da Segunda Guerra Mundial, não pode haver clima de compreensão mútua e reconciliação, mas apenas uma atmosfera de falsos mitos e vitimizações conflitantes, por meio das quais cada pessoa e cada tribo se concebe como uma vítima de seu respectivo vizinho.

O exemplo clássico é novamente o colapso do antigo estado da Iugoslávia, um estado artificial no qual, por cinquenta anos, diferentes povos foram vítimas de historiadores e propaganda comunistas, com o povo croata sendo demonizado como uma “nação nazista”. Em 1991, após o fim do comunismo, o resultado não foi um entendimento interétnico mútuo, mas ódio mútuo e uma guerra terrível na qual cada lado chamou o outro de “fascista”. O que nos espera em breve aqui na U.E. {União Europeia} não é uma utopia exótica e multicultural, mas um ciclo balcânico de violência e guerras civis.

Caros senhores e senhoras, caros amigos. Não caiamos como presas de ilusões. Dresden deve servir como um sinal de alerta contra todas as guerras, bem como um lugar para comemorar as vítimas inocentes. Mas Dresden pode se tornar amanhã um símbolo de catástrofes titânicas. O que nos espera nos próximos anos, já podemos imaginar. Alguns de vocês, alguns de nós, com uma memória histórica mais longa, sabem bem que um mundo chegou ao fim. A era do liberalismo está morta há muito tempo. Os tempos que se aproximam serão ruins. Mas esses tempos chegando e que se aproximam oferecem a todos nós uma chance.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Notas:


[2] Fonte utilizada por Tomislav Sunić:

https://www.npd-dresden.de/

[7] Fonte utilizada por Tomislav Sunić: Alfred-Maurice de Zayas, A Terrible Revenge: The Ethnic Cleansing of the East European Germans.

https://www.librarything.com/author/zayasalfredmauricede

[8] Fonte utilizada por Tomislav Sunić: James Bacque, Crimes and Mercies: The Fate of German Civilians Under Allied Occupation, 1944-50.

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domingo, 5 de junho de 2022

Educação moderna e a destruição da cultura - Por Tomislav Sunić


Tomislav Sunić
26/10/2014           

            Devido a incessantes mudanças semânticas ao longo dos últimos cem anos a palavra ‘cultura’ tem tornado-se sem significado. Ela denota tudo, e, portanto, ela significa nada. Ela pode expressar uma crença política ou teológica; ela pode também servir como rótulo para o estilo sexual de alguém, ou a escolha de drogas de alguém, como cultura de speed {mistura de cocaína com opióides}, cultura de maconha, cultura de metanfetamina. A palavra cultura tem tornado-se tão líquida hoje, assim como os tempos líquidos que nós todos vivemos hoje.
 
            O significado moderno da palavra ‘cultura’ tem nada em comum com o significado original da palavra, a qual até recentemente denotou o cultivo da alma ou do caráter do homem. As mesmas aberrações semânticas podem ser observadas com a palavra “educação”, a qual usada para ser a base da cultura, mas que tem hoje adquirido um significado puramente mecânico e utilitário. Na língua inglesa-americana é comum ouvir a frase: “meu filho e minha filha necessitam obter educação” – como se educação fosse uma mercadoria perecível.

            O uso incessante da palavra “educação” não deve vir como uma grande surpresa. Afinal, em nosso sistema liberal pós-moderno tudo tem seu preço – e, consequentemente, nada tem valor. Na língua alemã as palavras para cultura, ou seja, “Kultur,” e “Kulturkampf” (guerra cultural) tinham significados metapolíticos muito específicos, particularmente durante o período do Romantismo. Portadores de cultura, ou Kulturträger na Alemanha do início do século XIX, fossem eles poetas itinerantes ou filósofos ligados a bibliotecas, desempenharam um papel crucial no processo de construção da identidade do povo alemão e outros povos na Europa central.

            Outra dor de cabeça léxica e conceitual, com todos os devidos pesadelos legais e políticos para os pensadores não-conformistas, começou 40 anos atrás com a introdução na linguagem americana do substantivo composto ‘multiculturalismo’. Esta palavra tem nenhuma base etimológica. De fato, a palavra ‘multiculturalismo’ é um insidioso eufemismo para multirracialismo. Contudo, dado que o uso da palavra ‘raça’ é evitado pela mídia e políticos – exceto quando usado para difamar “racistas brancos,” ela teve que ser empacotada em um termo mais suave consistente com a ideologia reinante de que raças não existem.


Educação infantil, cristianização violenta

            Cultura, educação, e propaganda são campos intimamente entrelaçados no processo político e nenhum deles pode ser concebido separadamente. Eles andam de mãos dadas. Educação vem do verbo latino “educare”, o qual denota a ação de procriar animais ou cuidar de plantas no campo. O segundo significado, contudo, vem do verbo latino “educere” cuja raiz verbal é “duco/ducere” que significa conduzir ou guiar. Foi uma visão comum entre nossos ancestrais que conhecimento, dispensado por um sábio, ajuda jovens a conseguirem um treinamento necessário em humanizar-se e civilizar-se. Nós podemos já fazer nossa primeira observação crítica, a saber, que hereditariedade, ou raça, ou falando metaforicamente, natureza, tão crucial quanto é em nosso processo de construção de identidade em nosso comportamento político, é de escasso valor a menos que seja acompanhado de apropriada criação educacional. Um estudante branco preguiçoso e indisciplinado, mesmo se possuindo um corpo bom e saudável e demonstrando alto QI, é de pouco benefício para si mesmo ou seu povo. Por outro lado, um estudante branco de baixo QI, com habilidade conceitual modesta, se disciplinado e comprometido em seus estudos, pode ser de significativo benefício para sua comunidade.

            Na Grécia antiga, estudar Homero foi considerado de crucial importância para uma boa vida de um bom cidadão. Os valores educacionais mantidos em alta estima na Grécia antiga eram o cultivo do corpo e da mente e a inquestionável prontidão para o sacrifício pela sua comunidade. A sobrevivência da comunidade, a qual foi bem registrada na Esparta antiga, pressupunha a subordinação de cada cidadão para a vontade coletiva. O ideal grego de um bom cidadão e um bom governante foi adotado mais tarde pela Roma antiga. Cada boa casa patrícia na Roma antiga orgulhava-se ela própria de ter um escravo estudioso da Grécia que instruía os filhos dos patrícios em língua grega e antigos mitos gregos. A noção de individualismo, tal como nós conhecemos ela hoje, era considerada uma aberração mental. A pior punição que um antigo grego poderia incorrer por cometer um crime não era a morte, mas o exílio forçado em uma terra estrangeira ou a subsistência forçada em uma ilha desolada.

{Busto terminal de mármore de Homero. Cópia romana de um original helenístico perdido do séc. II a.C. De Baiae, Itália. A amostra mo Museu Britânico em Londres. Foto Wikipedia em português.}

            Durante a Idade Média e até o final do Renascimento no século XV, e mesmo depois disso, a Igreja desempenhou um papel crucial na educação. Frequentemente um clérigo era um estadista e vice-versa. A disputa sobre o reino da educação e da política entre Igreja e imperador era severa, conforme mostrada nas disputas de longos séculos entre duas facções aristocráticas na Itália, os guelfos e os gibelinos, os gibelinos demandando um governo imperial mais secular, enquanto os guelfos advogavam um forte papel papal no reino da política.

            O principal nome cristão associado com a boa educação foi São Tomás de Aquino cujo trabalho era visto como uma ferramenta indispensável para a boa educação nos séculos seguintes, Nós devemos também destacar as primeiras ordens religiosas, tais como os primeiros beneditinos católicos da Inglaterra que tinham sido ativos no proselitismo aos pagãos na Europa continental. Escolas católicas e conventos durante a Idade Média na Europa lançaram as fundações para a educação de qualidade moderna, uma noção que ainda prevalece entre muitos pensadores conservadores.

            Aqui está outra observação crítica. Nós devemos não esquecer que a educação cristã inicial na Europa foi propagada por missionários católicos do início da Inglaterra, como São Bonifácio, que foi auxiliado e assistido por governantes cristãos francos, primeiro pelo imperador Carlos Martel e mais tarde pelo seu neto Carlos Magno. A difusão da educação cristã foi levada a frente por meios de limpeza étnica em larga escala e através de assassinatos em massa de dúzias de milhares de povos de origem germânica, tais como os frísios e os saxões no norte e posteriormente sobre outras tribos pagãs eslavas e germânicas no leste. É concedido que Carlos Magno salvou a Europa da invasão de muçulmanos, mas ele também decapitou a flor da juventude européia.
Um sucesso tão rápido não poderia ser psicologicamente explicado pelo proselitismo de Bonifácio, nem através da assistência do Espírito Santos. Ele foi somente possível com resultado da terrível pressão do estado sobre os pagãos subjugados.   (Robert Luft, Die Verchristung der Deutschen (Munchen: Ludendorffs Verlag 1937, página 55).  
            No código legal Capitulatio de partibus Saxoniae[1], ou seja, “Ordenação concernente a Saxônia,” do final do século VIII, Carlos Magno fez muito claro que qualquer pagão da Saxônia deveria ser condenado à morte se ele recusar ser batizado. Em retrospectiva soa como um ucasse bolchevique inicial contra os rebeldes anticomunistas.

            Aqueles primeiros europeus na Europa continental não puderam se identificar com uma nova mentalidade de proveniência judaica e levantina e suas técnicas para salvação instantânea da alma. Exatamente o mesmo processo de reeducação, embora de forma mais secular, ocorreu mil e duzentos anos depois, após a Segunda Guerra Mundial, durante a então chamada reeducação Aliada do povo alemão.


Iluminismo: o início da patrulha do pensamento

            O período da então chamada modernidade, um período aproximadamente estendido desde a Era do Iluminismo do final do século XVIII até 1945, deu o nascimento político à América, Europa moderna, e mais tarde a União Soviética comunista. A Era do Iluminismo é frequentemente descrita nos livros escolares europeus como o “século pedagógico”, ou o século educacional. Ainda, antes de começarmos elogiar o período do Iluminismo o qual destronou antigas mentiras religiosas e políticas, nós devemos também manter em mente que ele carrega seus próprios mitos. Assim como o período do Iluminismo foi uma grandiosa época em deslocar dogmas anteriores, ele conduziu em novas e bizarras crenças as quais ainda estão vivas: a) o mito do progresso eterno; b) o mito da igualdade; c) o mito do perpétuo crescimento econômico, seguido pela perda do antigo sentido greco-romano do trágico.

            A Revolução Francesa foi o próximo produto político da Era do Iluminismo. Thomas Jefferson, durante sua embaixada na França real, tinha feito alguns amigos entre os franceses que estavam para tornar-se figuras importantes durante a Revolução Francesa. Surpreendentemente, os revolucionários franceses estavam também inspirados pela Grécia Antiga, nos costumes espartanos, no vestuário grego e na disciplina educacional dos antigos gregos. O famoso gorro vermelho revolucionário francês (gorro frígio) era a réplica do antigo gorro frígio vestido por muitos cidadãos na Grécia antiga milhares de anos atrás.

            Um jovem e importante revolucionário francês e autoproclamado educador, Saint Juste (1767 – 1794) escreveu em seus Fragments sur les institutions républicaines:
Crianças pertencem as mães delas até os 5 anos de idade – se ela puder alimentá-las, e à República até a morte delas. A criança e o cidadão, eles ambos pertencem à pátria. Educação comum é necessária. A disciplina das crianças deve ser rigorosa.
           
O estilo fascista

            Escolas públicas e universidades, tanto na Alemanha Nacionalsocialista e na Itália fascista, eram em grande parte seculares. O papel educacional do clero cristão na Alemanha Nacionalsocialista era muito menos proeminente que em outros países pró-fascistas afiliados na Europa durante este período. Clérigos e padres desempenharam um papel muito menos significante no Terceiro Reich do que o clero católico tinha feito em outros países da Europa. Afiliação religiosa de estudantes na Alemanha Nacionalsocialista não teve qualquer papel na construção na consciência nacional deles a qual era em grande parte determinada, diferente da Itália e de outros lugares na Europa pró-fascismo, pela ancestralidade e raça. Havia estudantes no Terceiro Reich que vieram de lares pagãos, protestantes, agnósticos e católicos. Por outro lado, seitas, tais como as Testemunhas de Jeová, ou os Cientistas Cristãos e muitos outros cultos foram banidos. No processo educacional de outros países amigáveis do Eixo, tais como Espanha, Hungria, Croácia, Bélgica ou Eslováquia, papel educacional das escolas católicas era da maior importância. O clero católico naqueles países pró-fascistas moldou em um não pequeno grau as políticas educacionais das autoridades fascistas locais. Tanto a Alemanha Nacionalsocialista como a Itália fascista, independente do fato que eles eram signatários da Concordata[2], tinham frequentes tensões diplomáticas com o Vaticano, especialmente em relação aos ensinamentos deles sobre raça, um currículo considerado contrário aos ensinamentos ecumênicos e multirraciais da Igreja.

            Hostilidade à raça não foi de grande ajuda para o clero Católico na Europa oriental depois da tomada do comunismo em 1945. O principal alvo da repressão comunista depois da guerra foi a então chamada luta contra o fascismo clerical ou “clero-fascismo”. A única exceção foi a Polônia comunista. Mesmo sobre o comunismo e durante a Guerra Fria, escolas católicas na Polônia desfrutavam de significante margem de manobras educacionais, as quais os estudantes católicos em outros países comunistas na Europa oriental poderiam somente sonhar.

            O ano de 1945 foi não apenas uma catástrofe para os brancos vencidos, mas também para os brancos vencedores. O julgamento de Nuremberg estabeleceu as fundações legais para a nova ordem mundial as quais têm permanecido intactas pelos últimos 70 anos. O então chamado período do pós-guerra de desnazificação tem desde sempre andado de mãos dadas com os processos de reeducação. Cada cidadão alemão ainda conhece bem o agourento significado da palavra alemã ‘Umerziehung’, a qual significa literalmente “reeducação” em inglês, mas que tem uma ressonância psicológica muito mais forte na língua alemã e nos ouvidos alemães.

            Imediatamente depois da Segunda Guerra Mundial todos os servidores públicos, professores e acadêmicos alemães, nascidos antes de 1928 tinham de preencher o Questionário Aliado[3] consistindo de 130 questões, estimulando eles sobre suas ligações com a anterior Alemanha Nacionalsocialista, afiliações religiosas deles, estado civil deles, e vida sexual deles. Em conformidade, as autoridades dos EUA e inglesas ocupantes na Alemanha classificaram todos os suspeitos intelectuais em 3 categorias; a) Membros do Partido Nacionalsocialista, b) simpatizantes Nacionalsocialistas, c) companheiros de ocasião Nacionalsocialistas. Na maioria dos casos professores ou servidores públicos, que foram interrogados pelos investigadores aliados, foram banidos de sustentar empregos no setor público ou como professores. Em adição, milhares de livros acadêmicos, especialmente aqueles do campo da genética, hereditariedade ou lidando com a questão judaica foram removidos das prateleiras das bibliotecas, destruídos, ou enviados para o exterior.


Educação multicultural; uma trilha para a guerra civil   

            O que primeiro vem em mente é o papel reeducacional da Escola de Frankfurt e dos acadêmicos judeus que retornaram dos EUA para a Alemanha depois da guerra. Indubitavelmente, muitos judeus estudiosos, na missão deles de educação na Alemanha do pós-guerra tinham pontos pessoais para resolver com seus anteriores colegas que tinham servido na Alemanha Nacionalsocialista. Mas deve-se também olhar para a imagem mais ampla. O estudioso americano John Dewey foi também um dos grandes reeducadores do tempo na Europa pós-guerra que institucionalizou um novo método de “educação progressiva” em ensinar cânones democráticos, não apenas na política, mas na vida diária dos estudantes. Nós devemos também notar que havia carregamentos de aviões de pregadores de bíblias levados pelo presidente dos EUA Truman para a Alemanha, Áustria, Itália e Japão, cuja tarefa era espalhar o evangelho da democracia americana para os bárbaros japoneses e europeus derrotados. Isso não parece ser novo. Um processo educacional similar, embora em uma escala muito menor, está sendo testada novamente no Iraque e Afeganistão de hoje. Mais pacífico, ainda mais efetivo são também hoje os palestrantes ou professores particulares do governo americano em sua missão na Europa Oriental pós-comunista.

            Embora o objetivo principal dos reeducadores do pós-Segunda Guerra Mundial fosse reformar a mente do povo alemão, ironicamente o mesmo processo transbordou com toda força nas escolas das crianças dos vitoriosos. Os estudantes americanos e britânicos do segundo grau e da faculdade têm sido não menos expostos à propaganda Aliada tardia que suas contrapartes na Europa continental. O conteúdo do currículo deles tem sido virtualmente o mesmo. Pode-se notar um nítido declínio no estudo dos clássicos e o declínio na disciplina entre os estudantes.

            Em termos de conteúdo, é preciso destacar uma introdução relativamente nova e poderosa de cursos obrigatórios, tais como o estudo do Holocausto e estudos de gênero. O ensino destes cursos não deve vir como uma surpresa, conforme eles refletem o clima educacional seguindo a Segunda Guerra Mundial. Tanto quanto relativo aos modernos estudos de gênero, a dinâmica do dogma igualitário, o qual tem se tornado o mito fundador do Ocidente moderno, tem tido seus resultados lógicos. A crença vastamente difundida que todos humanos, todos povos, todas raças, todos grupos, todos gêneros são intercambiáveis significa também que são expansíveis. Jovens estudantes na América e Europa, sob a cobertura de alguma fictícia liberdade de escolha, são encorajados a mexer, temperar ou mesmo considerar a mudança da raça ou sexo deles. O clichê marxista “trabalhadores do mundo unidos[4],” tem se tornado agora engraçada e obsoleta, tem sido substituído no ensino superior por um slogan mais moderno; “gays e lésbicas de todo o mundo unidos.”

            Em conclusão, nós devemos concordar que a fundação do moderno sistema multicultural, sem Estado, sem raiz e sem raça no Ocidente é o resultado lógico do fim da Segunda Guerra Mundial. O sistema que nós vivemos hoje não foi um resultado casual de uma pessoa perversa ou algum teórico da conspiração, mas um resultado lógico e bem planejado da crença no progresso e igualdade.

            O maior problema na moderna educação multicultural é que ela é propensa ao conflito. Eventualmente, aulas multiculturais acabam prejudicando os países anfitriões, bem como estudantes migrantes não-brancos. Um estudante afro-americano da vizinhança de Glendale, ou um franco-argelino vivendo em Marselha, etc., é frequentemente exposto ao currículo de vitimizações estrangeiras, notadamente o Holocausto judaico, enquanto raramente ouvem uma palavra de seus professores sobre a vitimização de seu próprio povo, muito menos qualquer palavra de como os brancos estão sendo vitimizados pelo atual regime. Isto inevitavelmente leva a tensões inter-raciais. Existe suficiente evidências empíricas mostrando que as escolas multirraciais criam um ambiente frágil e explosivo no qual cada grupo étnico e racial anseia em ser o primeiro em notoriedade – cada um nutrindo ciúmes e ódio um contra o outro. Toda sociedade multicultural é um profundo sistema inumano. Ao longo do tempo torna-se autodestrutivo e fragmenta-se em guerra civil.

Tradução e palavra entre chaves por Mykel Alexander

Notas

[1] Fonte utilizada pelo autor: Charlemagne’s Jihad, por Yitzhak Hen, Viator, Volume  37 (2006).

[2] Nota do tradutor: concordata, no dado contexto, é um “acordo ou tratado diplomático público e solene que o Vaticano celebra com outro Estado, (...) através do qual se regulam suas relações mútuas, nas matérias de interesse comum.” (Dicionário Houaiss da língua portuguesa, Editora Objetiva, Rio de Janeiro, 2001, primeira edição, vocábulo concordata.)

[3] Fonte utilizada pelo autor: “Goronwy Rees and his preface to 'Der Fragebogen' by Ernst von Salomon”, por Dr Christopher Knowles, 12/04/2008.

[4] Nota do tradutor: Na realidade, no lema marxista o apelo era especificamente aos proletários e não aos trabalhadores, uma vez que a proposta era de gerar luta de classes dos proletários contra todos demais trabalhadores, especialmente aos empreendedores, empresários, determinadas classes de servidores públicos e autoridades, conforme as próprias discussões presentes no Manifesto Comunista de Marx e Engels, precisamente com a convocação aos proletários do mundo na frase final do livro: “Proletarier aller Länder, vereinigt euch!” (edição alemã de 1890), em português: “Proletários de todos os países, uni-vos!” (tradução da Editora Edipro, São Paulo, 1998, primeira edição).




Fonte: The Occidental Observer, 26 de outubrl de 2014.

Sobre o autor: Tomislav Sunić (1953 – ), nascido na Croácia, é um autor, diplomata, tradutor, professor de Ciência Política, historiador. Estudou francês, inglês e literatura na Universidade de Zagreb. Tem mestrado na Califórnia State University e recebeu seu doutorado em Ciência Política na Universidade da Califórnia, Santa Bárbara. De 1993 até 2001 ele trabalhou como funcionário do governo croata em diversas posições diplomáticas em Zagreb, Londres, Compenhagen e Bruxelas. Entre seus livros estão:

 Against Democracy and Equality: The European New Right – 1ª edição (New York: P. Lang, 1990), 2ª edição (Newport Beach, CA: Noontide Press, 2004), e 3ª edição (London: Arktos Media, 2011). Em espanhol foi publicado como Contra la Democracia y la Igualdad: La Nueva Derecha Europea (Tarragona: Ediciones Fides, 2014)

Homo americanus: Child of the Postmodern Age (USA: Book Surge Publishing, 2007).Tradução espanhola: Homo Americanus: Hijo de la Era Postmoderna (Barcelona: Ediciones Nueva República, 2008).Tradução francesa: Homo Americanus: Rejeton de l’ère postmoderne (Saint-Genis-Laval: Akribeia, 2010).

Postmortem Report: Cultural Examinations from Postmodernity (Shamley Green, UK: The Paligenesis Project, 2010).

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quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Mnemosyne e Lethe; A cultura da lembrança e do esquecimento no sistema ocidental - Por Tomislav Sunić, Ph.D.

 

Tomislav Sunić


A cultura da lembrança molda a fundação política de cada estado do mundo. Ao abordar a cultura da lembrança na Alemanha, o que passa pela cabeça imediatamente é a memória coletiva prescrita pelos Aliados para o povo alemão instalado no final da Segunda Guerra Mundial. As raízes psicológicas dessa cultura da lembrança do pós-guerra e seu significado para os alemães, bem como para outros povos da Europa, voltam ao fundo do passado deles. Por que a cultura da lembrança, em oposição à cultura do esquecimento, desempenha um papel tão proeminente na Alemanha, mas também em menor medida em todo o Ocidente – como se o curso real da história mundial tivesse começado depois das consequências do desastre de 1945?

A memória e a memória coletiva são as fundações do processo de formação da identidade, independentemente de nosso ódio ou amor por nossos formadores de opinião ou por nossos políticos, respectivamente, ou, nesse caso, independentemente do zeitgeist {em alemão, algo como a mentalidade da época} predominante. Deve-se primeiro esclarecer uns poucos termos e separar alguns nomes da mitologia e história europeias, e também colocar este assunto em um contexto histórico e filosófico mais amplo. Inevitavelmente, tentamos resgatar alguns poetas e pensadores.

Na mitologia grega antiga, Mnemosyne é o nome da deusa da memória; ela é o símbolo da onisciência e de todo o conhecimento. Sem Mnemosyne não há vida humana, nenhuma linguagem, nenhuma cultura, e sem ela, todas as pessoas estão condenadas a vegetar como animais despojados de sua memória. Em contraste com a deusa da memória Mnemosyne, a deusa Lethe é retratada como um rio de esquecimento; isto é, Lethe é a corrente do esquecimento fluindo no notório mundo subterrâneo. Aquele que ousa beber deste rio esquece sua vida anterior, mas também suas preocupações e sua weltschmerz {em alemão, algo como dor adquirida na vida na Terra}, na esperança de alcançar uma vida relativamente despreocupada no submundo, ou reconstituir uma nova vida na terra.[1] Essas duas deusas são frequentemente evocadas por poetas, e figurativamente falando por todos nós diariamente quando lutamos para suprimir ou obliterar eventos passados embaraçosos, incluindo aqueles de natureza política. Paralelamente, ansiamos por ressuscitar nossas belas memórias, ou melhor ainda, reviver os momentos de nossa bem-aventurança do passado.

Há, no entanto, diferenças entre as memórias individuais e coletivas. Memórias coletivas, que geralmente são administradas em dias de memória ou comemorações públicas, ou outros eventos públicos, são sempre politicamente supervisionadas. Por exemplo, incontáveis ​​dias de memória coletiva homenageando as vítimas do fascismo ou colonialismo em países do antigo bloco comunista Oriental se transformaram em espetáculos políticos – mas de natureza transitória. No dia seguinte, a maioria daqueles dias memoriais ou foram esquecidos coletivamente ou foram recebidos com desinteresse geral. Depois disso, cidadãos da ex-Alemanha Oriental ou da ex-Iugoslávia contaram piadas a portas fechadas sobre os espetáculos comunistas e seus organizadores. Pode-se lembrar de eventos memoriais gigantescos na ex-Alemanha Oriental ou na ex-Iugoslávia, realizados em honra aos soldados soviéticos ou guerrilheiros {partisans} comunistas caídos na Segunda Guerra Mundial. Claro, comemorações públicas para as vítimas do comunismo não eram permitidas; vítimas anônimas do comunismo foram empurradas para a cultura do esquecimento. Na cultura oficial da memória comunista, não poderia haver nenhuma vítima do comunismo, visto que os termos “vítima” e “memória” eram aplicados apenas a heróis comunistas selecionados. Seguindo a queda do Muro de Berlim em 1989, bem como na esteira do colapso da Iugoslávia em 1991, os eventos memoriais comunistas tiveram que ser remodelados e substituídos por novas palavras memoriais, com ex-autopromotores comunistas tendo que se adaptar ao zeitgeist {em alemão, algo como a mentalidade da época} liberal. Nesses novos eventos comemorativos, o antigo simbolismo comunista está sendo substituído agora por uma verborragia e iconografia liberais. Poucas coisas mudaram, entretanto, até onde é concernido o conteúdo antifascista. Aliás, os dias de comemoração coletiva das vítimas do fascismo e, especialmente, a homenagem às vítimas do Holocausto {cujas investigações críticas atuais desmentem a existência do alegado holocausto judaico}[2] constituem a base do direito internacional na Europa Ocidental, Europa Oriental e na América.

 

Lembrando o pensamento positivo

Nossa lembrança individual, por outro lado, especialmente se ela traz imagens de encontros felizes do passado ou momentos alegres dos bons velhos ou antigos tempos, muitas vezes funciona como uma quimera, por meio da qual projetamos nostalgicamente essas imagens felizes do passado no presente, ou o futuro próximo na esperança de revivê-los mais uma vez. Todo pensamento positivo, entretanto, é uma consequência lógica de uma memória desfigurada. Pode-se relembrar aqui as palavras do poeta Hölderlin em seu poema “Mnemosyne”, em que expressa seu anseio pelo renascimento dos tempos míticos:

E há uma lei,

Que as coisas se arrastam na maneira de cobras,

Profeticamente, sonhando nas colinas do céu.

E há muito que precisa ser retido,

Como uma carga de madeira nos ombros.

Mas os caminhos são perigosos.[3]

A cada um de nós as suas próprias memórias, a cada um dos outros também a sua interpretação das suas memórias. Minha interpretação de minhas memórias de meus encontros anteriores é elaborada de forma diferente daquelas compostas por indivíduos que compartilharam esses encontros anteriores. Mesmo pessoas sem imaginação têm necessidade de memórias imaginárias, muitas vezes beirando o pensamento positivo que nega a realidade.O contraste entre a realidade e o pensamento positivo, entretanto, desempenha um papel especial nas memórias individuais, porque o pensamento positivo muitas vezes beira o autoengano. A fim de ilustrar melhor o pensamento positivo, pode-se enumerar inúmeros poetas alemães e especialmente Romanticistas Sombrios alemães descrevendo suas memórias que geralmente levam a catástrofes, suicídio ou mortes.

Em particular, surgem grandes decepções com as lembranças relacionadas a pontos de vista políticos. Muitos de nós conhecemos colegas que são críticos astutos do Sistema, mas cujos sonhos alternativos sobre o futuro da Europa ou dos Estados Unidos se baseiam em julgamentos irreais. Sempre que nós fazemos referência a sonhos políticos, o que vem à mente é o simbolismo da novela An Incident at the Owl Creek Bridge, do escritor americano Ambrose Bierce.[4] O personagem principal é um político local do sul que foi capturado e condenado à morte no meio da Guerra Civil Americana. Ele já está balançando na forca, mas imaginando como ele escapou habilmente do laço de seus algozes ianques, enquanto ao mesmo tempo saboreia seu retorno para sua família dentro de seu tempo sobrecarregado. O desejo por seu doppelganger {algo como a parte duplicada da alma, a qual é mais ativa durante o sono, e que é um conceito comum em vários povos} que pudesse trocar de lugar era uma grande ilusão, entretanto. Ele já estava morto e se foi.

A diferença entre memória individual e coletiva é ofuscante. Nossas memórias individuais, mesmo que não sejam geradas por um político poderoso, também podem se transformar em um pesadelo. Cada memória, seja individual ou coletiva, corre o risco de se esgotar em uma noção subjetiva de extensão do tempo. Pensar profunda e extensamente sobre aqueles momentos felizes do passado devora mais tempo do que o tempo real que levou para viver esses momentos felizes. 

Pior, pensar profunda e extensamente sobre momentos felizes pode se transformar na sensação de um eu distorcido o qual anseia por melhorias mundiais. Por outro lado, também ansiamos por abandonar algumas de nossas memórias ruins, especialmente se elas nos lembrarem, em retrospecto, de nosso comportamento grotesco do passado ou de nossos encontros anteriores embaraçosos, ou de nosso antigo estilo de vida político. Ernst Jünger descreve vividamente a sensação do tempo sobrecarregado resultante de ponderar incessantemente sobre nossas memórias.

A memória coletiva, ou uma memória imposta por um governo ou um tirano, gera facilmente psicose em massa, como vivemos hoje com os regulamentos de Covid decretados pelo Estado. A propósito, também se pode notar uma série de comemorações histórico-políticas na EU {União Europeia} e na América em favor dos migrantes não europeus e de sua história de colonização. Os políticos alemães em tais ocasiões gostam de se posicionar como modelos para uma nação transgressora autoinduzida (“Tätervolk”) – uma nação que deve realizar em público e por toda a eternidade os rituais de lembrança em nome das vítimas do fascismo. Esse exagero na compulsão alemã de agradar os estrangeiros é muito antigo, tendo suas raízes na política de abnegação estendendo profundamente por centenas de anos de história alemã sem Estado {até antes de 1871}. Erwin Stransky, um pensador alemão e neurologista de ascendência judaica e muito amigo dos alemães, notou pouco depois do fim da Primeira Guerra Mundial, ou seja, que bem antes do pós-Segunda Guerra Mundial a lavagem cerebral dos Aliados e a reeducação liberal comunista começaram. Ele observou como os alemães[5] gostam de desvairar sobre alienígenas e “que em nenhum lugar é mais fácil do que na Alemanha engodar e confundir os espíritos com bordões pseudocientíficos ou pseudolegais habilmente ‘lançados.’”[6] Tal memória desfigurada tem agora se tornado uma marca registrada de todos os povos ocidentais.

 

Ficando alto no esquecimento

Onde fica a cultura do esquecimento? O esquecimento coletivo é frequentemente encorajado por políticos da EU {União Europeia} e dos EUA e pela mídia, especialmente em relação a milhões de vítimas desconhecidas do comunismo ou incontáveis vítimas do atentado terrorista aéreo aliado na Segunda Guerra Mundial. Durante décadas, essas vítimas só apareceram como notas de rodapé na mídia ocidental. Ainda mais grotesco é o desejo de esquecimento por parte de muitos intelectuais e políticos do establishment dos Estados Unidos e da UE {União Europeia} em relação ao defasagem de suas antigas visões políticas – visões das quais eles eram ardorosos porta-estandartes não muito tempo atrás. Este é o caso dos ex-intelectuais marxistas após o colapso de sua mística marxista. A maioria dessas pessoas agora mudou completamente para a ideologia do livre mercado capitalista.

O sono é uma ferramenta útil para o autoesquecimento e, acima de tudo, ajuda muito no combate às más lembranças. O sono sem sonhos é a melhor maneira de se livrar das lembranças ruins. Os protagonistas de Shakespeare costumam falar do sono como o melhor método de salvação, pelo qual uma boa noite de sono de um prisioneiro político traz mais felicidade do que dias memoráveis e sem dormir de um tirano. O cansado Hamlet, sempre traído e enganado por sua família real, fala consigo mesmo:

Dormir! Possibilidade de sonhar; sim, aí está o problema;

Pois nesse sono de morte que sonhos podem vir

Quando nós tivermos saído se arrastando desta sequência espiral mortal,

Deve nos dar uma pausa: há o respeito

Isso faz a calamidade de uma vida tão longa;

Para quem suportaria os chicotes e os escárnios do tempo[7]

O poderoso governante Rei Henrique IV em outro drama de Shakespeare elogia ainda mais a salvação de um sono tranquilo:

Quantos milhares de meus assuntos mais pobres

A esta hora estão dormindo! Ó sono, ó sono suave,

Ama doce da natureza, como eu te assustei,

Que tu não mais percas a força em minhas pálpebras

E mergulhes meus sentidos no esquecimento?[8]

Em adição ao sono, existem métodos mais vívidos para aproveitar o processo de esquecimento e livrar-se das lembranças ruins, ou pelo menos mantê-las temporariamente sob controle. O remédio antigo é o álcool, ou melhor ainda, a droga ópio, a qual retarda o fluxo do tempo e mantém as memórias embaraçosas em xeque. Uma vez novamente, devemos nos referir a Ernst Jünger, que não foi apenas o melhor observador do nosso fim dos tempos, mas também o melhor conhecedor alemão de numerosos narcóticos.

Jünger foi um cavalheiro refinado que lidou muito com a ingestão de “ácido” – LSD – a fim de circunavegar melhor as paredes do tempo liberal-comunista ácidas. Em adição, Jünger era amigo do descobridor do LSD, Dr. Albert Hoffmann. Ambos viveram por mais de cem anos. “O ácido é ótimo!” – diriam seus discípulos viciados em seu nome.

Sob a influência de narcóticos, o tempo fica mais lento. O rio flui com mais suavidade; os bancos recuam. O tempo se torna ilimitado; ele se transforma em um mar.[9]

            É preciso ter cuidado, porém, com viagens de drogas, pois sempre há o risco de esquecer o destino.[10] Odisseu de Homero enfrentou esse perigo com seus marinheiros no caminho de volta para casa. Depois de sua longa perambulação pelo mar, um dia todos eles acabaram na terra dos comedores de lótus – homens que se entregaram a comer a droga de lótus, adquirindo assim as habilidades para se livrar de suas memórias e todas as preocupações que os acompanham. Odisseu teve muitos problemas para fazer seus camaradas intoxicados e sem memória voltarem a bordo.[11] Na verdade, aqueles comedores de lótus míticos que Odisseu conheceu são uma imagem primitiva de cidadãos contemporâneos na Alemanha, na EU {União Européia} e nos EUA. Não há mais necessidade de o Sistema fabricar mártires, como era o caso sob o comunismo; o Sistema sabe como usar métodos muito mais elegantes para impor a vontade geral através do esquecimento em massa forçado. Na Geórgia, no Cáucaso, onde o tirano Stalin nasceu, há solo fértil bom para o cultivo de cannabis. Em vez dos gulags {campos de concentração soviéticos} na Sibéria, Stalin poderia ter tido mais sucesso na criação de campos de maconha na ex-União Soviética.

Mais tarde, Odisseu acaba nas instalações da deusa bruxa Circe – a deusa cujos poderes transformaram seus marinheiros perdidos em porcos. Essas novas criaturas suínas, embora dotadas de compreensão humana, não reclamam mais de sua nova vida. Pelo contrário. O processo de esquecimento pode ser bom.[12] Em um ambiente tão propenso ao esquecimento, as famosas palavras de Nietzsche parecem bastante desatualizadas: “Bem-aventurados os esquecidos; pois eles superam suas estupidezes também.” Lembrar de uma vida anterior na Terra pode ser um inferno para muitas pessoas. O Sistema, com seus contos que melhoram o mundo, agora usa métodos semelhantes de transformação de porcos homéricos de emburrecimento em massa, prometendo o nascimento de La La Land {expressão inglesa para uma existência fora da realidade}, mas adiando-o repetidas vezes até o futuro indefinido, quando todo o mal tiver sido eliminado. Além disso, o Sistema emprega técnicas refinadas para manter seus cidadãos sob controle, seja por meio do esquecimento forçado ou da memorização seletiva.

            E isso não é nada novo na história. Damnatio memoriae ou danação da memória era um processo comum na Roma antiga contra políticos desprezíveis, embora já falecidos. Poucos são os que têm coragem de atacar os tiranos vivos. O mesmo processo de amaldiçoar a memória dos hereges ou dissidentes modernos continua a atuar com raiva e com força total na Alemanha moderna, nos Estados Unidos e na EU {União Europeia}. O que é novo, entretanto, é o aumento da autocensura e do autopoliciamento da vasta maioria dos políticos, mas também da maioria dos acadêmicos estabelecidos convencionalmente. A censura sempre fez parte do esquecimento coletivo imposto pelo Estado, tendo estado ao redor desde tempos antigos. No Ocidente contemporâneo, contudo, autocensura significa abnegação, por meio da qual até mesmo pessoas inteligentes em algum momento de sua carreira decidem voluntariamente renunciar a si mesmas. O poeta e médico alemão Gottfried Benn, junto com muitos outros pensadores europeus que conseguiram sobreviver aos bombardeios terroristas e expurgos aliados durante e após a Segunda Guerra Mundial, escreveu em seu poema “The Lost Self” sobre o indivíduo perdido no tempo e no espaço, sem direção ou valores.

Perdido eu – destruído por estratosferas,

vítima de íon -: cordeiro de raios gama -

partícula e campo -: quimeras e infinito

em sua grande pedra de Notre-Dame.[13]

 

Autocensura e autonegação

É digno de lembrar o muito elogiado filólogo e acadêmico alemão, professor Harald Weinrich, que é frequentemente citado pela mídia amiga do Sistema e que escreveu um bom livro sobre a cultura do esquecimento e da memória na literatura europeia. Como acontece com incontáveis acadêmicos convencionalmente estabelecidos, no entanto, ele é mandatado para ocasionalmente realizar ritos de expiação. Isso chama a atenção no Capítulo IX de seu livro Lethe: The Art and Critique of Forgetting, onde ele insiste na perpétua lembrança de Auschwitz {cujas investigações críticas atuais desmentem a existência do alegado holocausto judaico.}[14] “Esquecer não é mais permitido aqui. Não pode haver uma arte de esquecer aqui também e não deveria haver nenhuma.”[15] Em seus comentários para a mídia, ele continua com suas declarações de sinalização de virtude: “Eu só posso, portanto, concordar de todo o coração que deveria haver uma proibição absoluta de esquecer o genocídio.”[16]

Essas confissões de culpa semelhantes às de Canossa[17] fazem hoje parte do folclore político da Alemanha. Nem uma palavra de Weinrich e outros companheiros de viagem antifa {anti-fascistas} sobre o esquecimento forçado imposto pelo Sistema em relação a milhões de alemães, croatas e outros europeus orientais perseguidos após a marcha vitoriosa dos Aliados em 1945. Weinrich e muitos de seus espíritos de mesmo parentesco, com sua religião da lembrança recém-adquirida, se encaixam no arquétipo hipermoralista de Nietzsche, “onde este homem de má consciência tem se apossado de pressupostos religiosos a fim de prover sua autotortura com suas mais horríveis aspereza e agudeza.”[18] Weinrich é somente um pequeno exemplo da maioria dos jovens acadêmicos da EU {União Europeia}, todos competindo por uma visibilidade brilhante na mídia acadêmica por meio de sua autoflagelação e abnegação. Há muito tempo, a alegoria dessa auto-emasculação espiritual alemã foi descrita pelo poeta e pintor alemão Wilhelm Busch em sua história sarcástica sobre Santo Antônio. O sempre arrependido Santo Antônio, o grande amante dos animais, decide ficar noivo de um porco, presumivelmente para melhor assegurar sua ascensão zoófila de transgênero ao céu por toda a eternidade:

Bem vinda! Entre em paz!

Nenhum amigo está divorciado do amigo aqui. Bastante

poucas ovelhas entram,

porque não um bom porco também!![19]

Vários autores escreveram criticamente sobre a consciência histórica distorcida e um processo seletivo de memória dos brancos. Parece que quanto mais se fala hoje sobre a necessidade de lembrar as vítimas do fascismo, mais essas memórias antifascistas regurgitadas se transformam em objetos de incredulidade e ridículo em massa. Enquanto isso, a memória de milhões de vítimas do comunismo está sendo relegada ao reino do esquecimento. Lembrar o destino de civis alemães expulsos e mortos após a Segunda Guerra Mundial está se tornando gradualmente de interesse apenas para arquivos de antiquários, e somente esporadicamente. A mídia alemã, norte-americana e da União Europeia, incluindo historiadores e políticos convencionalmente estabelecidos, se e quando narrarem os campos de extermínio comunistas, são extremamente cuidadosos para nunca ofuscar a memória da contagem de cadáveres do Holocausto {o qual as investigações críticas atuais desmentem a existência do alegado holocausto judaico.}[20] Por exemplo, a catástrofe croata pós-Segunda Guerra Mundial com suas centenas de milhares de mortos, conhecida entre os croatas de mentalidade nacionalista como a “tragédia de Bleiburg,”[21] dificilmente é alguma vez referida como parte da memória coletiva ocidental.[22] Por outro lado, a superlicitação nas memórias antifascista, judaica e anticolonial, onde o proverbial “mau alemão” sempre aparece no palco, desempenha um papel central no direito internacional. Memórias anticomunistas esporádicas que estão um tanto alinhadas com as festividades memoriais patrocinadas pelo Sistema estão sendo rebaixadas a eventos semimitológicos e folclóricos que podem ser observados de vez em quando na Europa Oriental de hoje.

Assim como há diferenças entre os vivos, deve haver diferenças entre os mortos. A questão que surge é se o Sistema e seus desdobramentos pós-comunistas e liberais na Alemanha, na UE {União Europeia} e nos Estados Unidos podem sobreviver sem chamar para resgatar as memórias das “bestas fascistas”? Sem invocar demônios domésticos como Ante Pavelic, Francisco Franco, Vidkun Quisling, etc.? E sem se lembrar constantemente de Adolf Hitler, o demônio cósmico atemporal? A cultura da lembrança do horário nobre de hoje, ou seja, o destino dos judeus na Segunda Guerra Mundial, há muito tempo se transformou no ato de um psicodrama religioso que vai muito além da lembrança histórica. Além disso, muitos povos não europeus também estão agora lutando apaixonadamente por seu próprio pedestal de vitimização, a fim de destacá-lo como o único digno de memória mundial. Aqui podemos nos referir à citação de A. de Benoist:

A ferramenta favorita do exagero da vitimização é o “dever de lembrar”. A memória está escrita contra um fundo de esquecimento, porque somente se pode lembrar selecionando o que não deve ser esquecido. (Essa tarefa não teria sentido se tivéssemos que nos lembrar de tudo). A memória é, portanto, altamente seletiva. ... Um dos destaques do “dever de lembrar” significa que não há estatuto de limitações para o “crime contra a humanidade” – uma noção a qual é igualmente desprovida de significado. Estritamente falando, apenas um extraterrestre poderia cometer um crime contra a humanidade (a propósito, os perpetradores de tais crimes são geralmente retratados no sentido metafórico como “extraterrestres.”) – e em total contradição com a tradição cultural europeia, que ao conceder anistia fornece a forma judicial do esquecimento.[23]

É preciso lembrar as palavras críticas de Nietzsche aqui, quando ele escreve sobre o exagero de nossas memórias “monumentais” e “antiquárias”: “O enfartamento de história de uma época me parece hostil e perigoso para a vida ...”[24] Aviso de Nietzsche, no entanto, aplica-se hoje a todos os povos europeus e suas respectivas vitimologias, sejam elas de natureza antiquária ou monumental. Até que ponto os europeus, e especialmente o povo alemão, devem expandir suas memórias históricas? Até o massacre dos saxões em Verden em 782 d.C., ou até os milhões de mortos na Guerra dos Trinta Anos, ou até os milhões de alemães étnicos e europeus orientais mortos no rescaldo da Segunda Guerra Mundial? Pensar profunda e extensamente sobre as memórias opostas está se tornando inútil hoje. Com ou sem seus mortos esquecidos e ressuscitados, todo o Sistema Alemanha-União Europeia-Estados Unidos se assemelha a uma grande livraria de antiquários multicultural, desatualizada, onde falsos aprendizes de feiticeiro continuam dando palestras sobre memórias seletivas e não genuínas.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander


Notas

[1] Nota de Tomislav Sunić: T. Sunic, Titans are in Town (A Novella and Accompanying Essays), prefácio de Kevin MacDonald (Londres, Budapeste: Arktos, 2017). 

[2]  Nota de Mykel Alexander: Ver especialmente Germar Rudolf (Ed.), Dissecting the Holocaust - The Growing Critique of ‘Truth’ and ‘Memory’, Castle Hill Publishers, P.O. Box 243, Uckfield, N22 9AW, UK, novembro de 2019 (3ª edição revisada).

https://holocausthandbooks.com/index.php?main_page=1&page_id=1

Também ver de modo mais abrangente toda a série Holocaust Handbooks:

https://holocausthandbooks.com/index.php?main_page=1  

[3] Nota de Tomislav Sunić: Poems of Friedrich Hölderlin, selecionados e traduzidos por James Mitchell; bilíngue, em alemão e inglês (San Francisco: Ithuriel’s Spear, 2007), página 95. 

[4] Nota de Tomislav Sunić: Ambrose Bierce, An Occurrence at Owl Creek Bridge and other stories –Ein Vorfall an der Eulenfluß-Brücke und andere Erzählungen) (editado por Angela Uthe-Spencker), (München: Deutscher Taschenbuch-Verlag,bilingual 1980). 

[5] Fonte utilizada por Tomislav Sunić: The Paranoid German Mind: Counting Down to the Next War, por Tomislav Sunić, 28 de setembro de 2015, The Occidental Observer.

https://www.theoccidentalobserver.net/2015/09/28/the-paranoid-german-mind-counting-down-to-the-next-war/  

[6] Nota de Tomislav Sunić: Erwin Stransky, Der Deutschenhass (Wien und Leipzig: F. Deuticke Verlag, 1919), página 71. 

[7] Nota de Tomislav Sunić: William Shakespeare, Hamlet (Act III, Sc 1) (Philadelphia: J.B. Lippincott & Co., 1877) páginas 210-211. 

[8] Nota de Tomislav Sunić: Dramatic Writings of Shakespeare, Henry IV, Part 2, Act III, Sc. I, London: ed. John BellBritish Library, 1788), página 60. 

[9] Nota de Tomislav Sunić: Ernst Jünger, Annäherungen: Drogen und Rausch (München: DTV Klett-Cotta, 1990), página 37. 

[10] Nota de Tomislav Sunić: Conferir Tomislav Sunic, “Rechter Rausch; Drogen und Demokratie”, Neue Ordnung (Graz, IV/2003). 

[11] Nota de Tomislav Sunić: The Oddyssey of Home, Book IX, with explanatory notes por T.A. Buckley, (London: George Bell and Sons, 1891). página 118. 

[12] Nota de Tomislav Sunić: The Oddyssey of Home, Book X, páginas 137-146. Harald Weinrich, Lethe-Kunst und Kritik des Vergessens, (München: Verlag C.H Beck, 1997), página 230. 

[13] Nota de Tomislav Sunić: Gottfried Benn, “Das verlorene Ich”, Statische Gedichte (Hamburg: Luchterhand Ver., 1991), página 48. Também traduzido em inglês por Mark W. Roche: https://mroche.nd.edu/assets/286548/roche_benn_verlorenes_ich_english.pdf  

[14]  Nota de Mykel Alexander: Ver especialmente Germar Rudolf (Ed.), Dissecting the Holocaust - The Growing Critique of ‘Truth’ and ‘Memory’, Castle Hill Publishers, P.O. Box 243, Uckfield, N22 9AW, UK, novembro de 2019 (3ª edição revisada).

https://holocausthandbooks.com/index.php?main_page=1&page_id=1

Também ver de modo mais abrangente toda a série Holocaust Handbooks:

https://holocausthandbooks.com/index.php?main_page=1  

[15] Nota de Tomislav Sunić: Harald Weinrich, Lethe-Kunst und Kritik des Vergessens (München: Verlag C.H Beck, 1997), página 230.

Conferir Lethe, The Art and Critique of Forgetting (Cornell University Press, 2004). 

[16] Nota de Tomislav Sunić: H. Weinrich, “Bayerischer Rundfunk” progam 4 de abril de 1999.

https://www.br.de/fernsehen/ard-alpha/sendungen/alpha-forum/harald-weinrich-gespraech100~attachment.pdf 

[17] Fonte utilizada por Tomislav Sunić: Definição de Canossa: um lugar ou ocasião de submissão, humilhação ou penitência {referente a uma disputa entre autoridades políticas e religiosas na Europa durante o século XI d.C.}. Dicionário Merriam Webster.

https://www.merriam-webster.com/dictionary/Canossa  

[18] Nota de Tomislav Sunić: Friedrich Nietzsche, On the Genealogy of Morality, Second Essay, Section 22. Traduzido por Carol Diethe (Cambridge University Press, 2007), página 63. 

[19] Nota de Tomislav Sunić: See the whole German text, Wilhelm Busch, Der Heilige Antonius von Padua, (Straßburg; Verlag von Moritz Schauenburg, sem data), página 72. Também partes em inglês:

https://second.wiki/wiki/der_heilige_antonius_von_padua#:~:text=Saint%20Anthony%20of%20Padua%20is,anti%2Dclerical%20attitude%20Wilhelm%20Buschs  

[20]  Nota de Mykel Alexander: Ver especialmente Germar Rudolf (Ed.), Dissecting the Holocaust - The Growing Critique of ‘Truth’ and ‘Memory’, Castle Hill Publishers, P.O. Box 243, Uckfield, N22 9AW, UK, novembro de 2019 (3ª edição revisada).

https://holocausthandbooks.com/index.php?main_page=1&page_id=1

Também ver de modo mais abrangente toda a série Holocaust Handbooks:

https://holocausthandbooks.com/index.php?main_page=1  

[21] Fonte utilizada por Tomislav Sunić: Tomislav Sunić, Dysgenics of a Communist Killing Field: The Croatian Bleiburg, 15 de março de 2009, The Occidental Observer.

https://www.theoccidentalobserver.net/2009/03/15/sunic-bleiburg/   

[22] Nota de Tomislav Sunić: Conferir Tomislav Sunić, “Es leben meine Toten! – Die Antifa-Dämonologie und die kroatische Opferlehre”. Neue Ordnung (Graz, I/2015). 

[23] Nota de Tomislav Sunić: Alain de Benoist, Les Démons du Bien (Paris: éd. P. Guillaume de Roux, 2013), páginas 34-35. 

[24] Nota de Tomislav Sunić: F. Nietzsche, On the Advantage and Disadvantage of History for Life, Section 5, traduzido por Preuss (Indianapolis: Hackett Publishing Co., 1980), página 28. 


Fonte: Mnemosyne and Lethe; The Culture of Remembrance and Oblivion in the Western System, por Tomislav Sunić, 25 de novembro de 2021, The Occidental Observer.

https://www.theoccidentalobserver.net/2021/11/25/mnemosyne-and-lethe-the-culture-of-remembrance-and-oblivion-in-the-western-system/#_edn17

Sobre o autor: Tomislav Sunić (1953 – ), nascido na Croácia, é um autor, diplomata, tradutor, professor de Ciência Política, historiador. Estudou francês, inglês e literatura na Universidade de Zagreb. Tem mestrado na Califórnia State University e recebeu seu doutorado em Ciência Política na Universidade da Califórnia, Santa Bárbara. De 1993 até 2001 ele trabalhou como funcionário do governo croata em diversas posições diplomáticas em Zagreb, Londres, Compenhagen e Bruxelas. Entre seus livros estão:

 Against Democracy and Equality: The European New Right – 1ª edição (New York: P. Lang, 1990), 2ª edição (Newport Beach, CA: Noontide Press, 2004), e 3ª edição (London: Arktos Media, 2011). Em espanhol foi publicado como Contra la Democracia y la Igualdad: La Nueva Derecha Europea (Tarragona: Ediciones Fides, 2014).

Homo americanus: Child of the Postmodern Age (USA: Book Surge Publishing, 2007).Tradução espanhola: Homo Americanus: Hijo de la Era Postmoderna (Barcelona: Ediciones Nueva República, 2008).Tradução francesa: Homo Americanus: Rejeton de l’ère postmoderne (Saint-Genis-Laval: Akribeia, 2010).

Postmortem Report: Cultural Examinations from Postmodernity (Shamley Green, UK: The Paligenesis Project, 2010).

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