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sábado, 15 de novembro de 2025

Os Julgamentos de Zündel (1985 e 1988) - {parte 2 - julgamentos de 1988} - Robert Faurisson

 Continuação de Os Julgamentos de Zündel (1985 e 1988) - {parte 1 - julgamentos de 1985} - Robert Faurisson

Robert Faurisson


O Segundo Julgamento de Zündel (1988)

Em janeiro de 1987, um tribunal de apelações composto por cinco juízes decidiu anular o veredicto de 1985 contra Ernst Zündel por razões muito básicas: o juiz Hugh Locke não permitiu que a defesa tivesse qualquer influência no processo de seleção do júri, e o júri foi induzido em erro pelo juiz quanto ao próprio significado do julgamento. Quanto a mim, eu tenho frequentado a muitos julgamentos ao longo da minha vida, incluindo alguns realizados na França durante o período do “Expurgo,” no final e após a Segunda Guerra Mundial. Eu nunca tinha encontrado um juiz tão parcial, autocrático e violento quanto o juiz Hugh Locke. O direito anglo-saxão oferece muito mais garantias do que o direito francês, mas basta um homem para perverter o melhor dos sistemas. O juiz Locke era tal homem.

{Ernst Zündel (1939-2017) foi um publicista revisionista alemão, protagonista do embate entre o revisionismo do alegado holocausto e as instituições do judaísmo internacional. As consequências do julgamento para a narrativa do alegado holocausto foram entre outras, a exposição de que os relatórios usados pelo governo americano durante a Segunda Guerra Mundial desde o início não eram mais do que invenções de propaganda de guerra oriundas de membros do judaísmo internacional ou coagidos pelas lideranças do judaísmo internacional, elaboradas, ao menos em parte, e difundidas pelo judeu Rudolf Vrba (1924-2006), que confrontado no julgamento de Zundel, admitiu que ele se valeu de ficção, isto é, licença poética nas próprias palavras (“licentia poetarum”); a então estimada autoridade máxima em assuntos do alegado Holocausto, o judeu Raul Hilberg (1926-2007), teve de admitir que o que estava vigorando até então sobre o alegado holocausto não tinha sido de fato ainda investigado, pese todas alegações, nada de concreto tinha sido provado. Crédito da foto: Ernst Zündel, Holocaust Denier Tried for Spreading His Message, Dies at 78, por Sewell Chan, 07 de agosto de 2017, The New York Times}

O segundo julgamento começou em 18 de janeiro de 1988, sob a direção do Juiz Ronald Thomas, que, ao que parece, era amigo do Juiz Locke. O Juiz Thomas frequentemente se mostrava irritado e francamente hostil à defesa, mas tinha mais sutileza do que seu antecessor. A decisão do tribunal de apelações, composto por cinco juízes, também o inibiu um pouco. O Juiz Hugh Locke impôs inúmeras restrições à liberdade de expressão das testemunhas e dos peritos da defesa. Por exemplo, ele me proibiu de usar qualquer uma das fotos que eu havia tirado em Auschwitz. Eu não tinha o direito de usar argumentos de natureza química, cartográfica ou arquitetônica (embora eu tivesse sido a primeira pessoa no mundo a publicar as plantas dos crematórios de Auschwitz e Birkenau). Não me foi permitido falar sobre as câmaras de gás americanas nem sobre as fotos de reconhecimento aéreo de Auschwitz e Birkenau. Até mesmo o depoimento do eminente químico William Lindsey foi interrompido. O juiz Ronald Thomas concedeu mais liberdade à defesa, mas, no início do julgamento, tomou uma decisão, a pedido da acusação, que limitaria a atuação do júri.

 

O reconhecimento judicial do Juiz Thomas

No direito anglo-saxão, tudo deve ser provado, exceto certas evidências absolutamente indiscutíveis (“A capital da Grã-Bretanha é Londres”, “o dia segue a noite”...). O juiz pode reconhecer judicialmente esse tipo de evidência a pedido de uma ou outra das partes litigantes;

O advogado promotor John Pearson pediu ao juiz que reconhecesse judicialmente o Holocausto. Esse termo, então, precisa ser definido. É provável que, não fosse a intervenção da defesa, o juiz pudesse ter definido o Holocausto como poderia ter sido definido em 1945-46. Naquela época, o “genocídio dos judeus” (a palavra “Holocausto” não era usada) poderia ter sido definido como “a destruição ordenada e planejada de seis milhões de judeus, em particular pelo uso de câmaras de gás”.

O problema para a acusação foi que a defesa informou ao juiz que, desde 1945, ocorreram mudanças profundas na compreensão dos historiadores exterminacionistas sobre o extermínio dos judeus. Em primeiro lugar, eles não falam mais de um extermínio, mas de uma tentativa de extermínio. Eles também finalmente admitiram que, “apesar da pesquisa mais erudita” (Raymond Aron, Sorbonne Convenffon, 2 de julho de 1982), ninguém tem encontrado qualquer vestígio de uma ordem para exterminar os judeus. Mais recentemente, houve uma disputa entre os “intencionalistas” e os “funcionalistas”. Ambos concordam que não há provas de qualquer intenção de extermínio, mas os historiadores “intencionalistas” acreditam, no entanto, que se deve pressupor a existência dessa intenção, enquanto os historiadores “funcionalistas” acreditam que o extermínio foi resultado de iniciativas individuais, localizadas e anárquicas: em certo sentido, a atividade criou a organização! Por fim, a cifra de seis milhões foi declarada “simbólica” e houve muitos desacordos sobre o “problema das câmaras de gás”.

Obviamente surpreso com essa avalanche de informações, o juiz Ronald Thomas decidiu ser prudente e, após um período de reflexão, optou pela seguinte definição: o Holocausto, disse ele, foi “o extermínio e/ou assassinato em massa de judeus” pelo Nacional-Socialismo. Sua definição é notável por mais de um motivo. Nós não encontramos mais nenhum vestígio de uma ordem de extermínio, ou de um plano, ou de “câmaras de gás”, ou de seis milhões de judeus, ou mesmo de milhões de judeus. Essa definição é tão vazia de substância que não corresponde mais a nada real. Não se consegue compreender o significado de “assassinato em massa de judeus”. (O juiz evitou cuidadosamente dizer “dos judeus”.) Essa estranha definição é, em si, um sinal do progresso alcançado pelo Revisionismo Histórico desde 1945.

 

Raul Hilberg Recusa-se a Comparecer Novamente

Um infortúnio aguardava o promotor John Pearson: Raul Hilberg, apesar dos repetidos pedidos, recusou-se a comparecer novamente. A defesa, tendo ouvido rumores de uma troca de correspondências entre Pearson e Hilberg, exigiu e obteve a publicação das cartas trocadas, em particular de uma carta “confidencial” de Hilberg que não escondia o fato de ele guardar lembranças amargas de seu interrogatório em 1985. Ele temia ser questionado novamente por Douglas Christie sobre os mesmos pontos. Para citar as palavras exatas de sua carta confidencial, Hilberg escreveu que temia “qualquer tentativa de me incriminar apontando qualquer aparente contradição, por mais trivial que fosse o assunto, entre meu depoimento anterior e uma resposta que eu pudesse dar em 1988”. De fato, como eu tenho já mencionado, Hilberg havia cometido perjúrio e pode ter temido ser acusado desse crime.

{O acadêmico judeu Raul Hilberg (1926-2007), celebrado como autoridade máxima nos assuntos do alegado holocausto, declinou de comparecer ao Segundo Julgamento Zündel, pois quando confrontado pelo revisionismo, em tribunal, “foi forçado a admitir que nunca houve um plano, uma organização central, um orçamento ou supervisão para o que ele chamou de política de extermínio dos judeus. Também teve que admitir que, desde 1945, os Aliados nunca realizaram um estudo especializado sobre “a arma do crime”, ou seja, sobre uma câmara de gás homicida. Nenhum laudo de autópsia comprovou que sequer um prisioneiro tenha sido morto por gás venenoso.”}

 

Christopher Browning, Testemunha de Acusação

Em vez de Hilberg, compareceu seu amigo Christopher Browning, um professor americano especializado no Holocausto. Admitido como testemunha pericial (e pago por vários dias à taxa de US$ 150 por hora pelo contribuinte canadense), Browning tentou provar que o panfleto de Harwood era uma teia de mentiras e que a tentativa de extermínio dos judeus era um fato cientificamente comprovado. Ele teve motivos para se arrepender da experiência. Durante o interrogatório, a defesa usou seus próprios argumentos para destruí-lo. No curso daqueles dias, as pessoas viram o professor alto e ingênuo, que se pavoneara enquanto depunha, sentado, encolhido, atrás da tribuna das testemunhas como um aluno flagrado em um erro. Com uma voz fraca e submissa, ele acabou reconhecendo que o julgamento definitivamente lhe ensinara algo sobre pesquisa histórica.

{O historiador americano Christopher Browning (1944-) não tinha examinado nenhum campo de concentração, nem tinha visitado nenhuma instalação com as alegas câmaras de gás, nem tinha se detido em considerar a “arma do crime”. “Em seus escritos, ele havia dado grande ênfase aos ‘carros de gás’ homicidas, mas ele não era capaz de citar nenhuma fotografia autêntica, nenhuma planta, nenhum estudo técnico ou nenhum estudo especializado.” “Seu conhecimento técnico era nulo. Nunca examinara as fotos de reconhecimento aéreo de Auschwitz feitas durante a guerra. Ignorava todas as torturas sofridas por alemães, como Rudolf Hoss, que havia falado sobre gaseamentos.”} 

Seguindo o exemplo de Raul Hilberg, Browning não tinha examinado nenhum campo de concentração. Ele não tinha visitado nenhuma instalação com “câmaras de gás”. Ele nunca tinha pensado em solicitar um estudo especializado sobre a “arma do crime”. Em seus escritos, ele havia dado grande ênfase aos “carros de gás” homicidas, mas ele não era capaz de citar nenhuma fotografia autêntica, nenhuma planta, nenhum estudo técnico ou nenhum estudo especializado. Ele não estava ciente que palavras alemãs como “Gaswagen”, “Spezialwagen”, “Entlausungswagen” (carro de desinfestação) pudessem ter significados perfeitamente inocentes. Seu conhecimento técnico era nulo. Nunca examinara as fotos de reconhecimento aéreo de Auschwitz feitas durante a guerra. Ignorava todas as torturas sofridas por alemães, como Rudolf Hoss, que havia falado sobre gaseamentos. Ele nada sabia das dúvidas expressas sobre alguns discursos de Himmler ou sobre o diário de Goebbels.

Grande seguidor dos julgamentos de criminosos de guerra, Browning questionara apenas os promotores, nunca os advogados de defesa. Sua ignorância sobre a transcrição do julgamento de Nuremberg era desconcertante. Ele sequer havia lido o que Hans Frank, ex-governador-geral da Polônia, dissera perante o Tribunal de Nuremberg sobre seu “diário” e sobre “o extermínio dos judeus”. Isso era imperdoável! Na verdade, Browning alegava ter encontrado provas irrefutáveis ​​da existência de uma política de extermínio dos judeus no diário de Frank. Ele havia descoberto uma única frase incriminadora. Ele não sabia que Frank havia fornecido ao Tribunal uma explicação para esse tipo de frase, escolhida previamente dentre as centenas de milhares de frases em um diário administrativo e de pessoal de 11.560 páginas. Além disso, Frank tinha entregado espontaneamente seu “diário” aos americanos quando estes vieram prendê-lo. A sinceridade do ex-governador-geral é tão óbvia para qualquer um que leia seu depoimento que Christopher Browning, convidado a ouvir o conteúdo, não levantou a menor objeção. Uma última humilhação o esperava.

Para a causa de sua tese, ele invocou uma passagem do conhecido “protocolo” da Conferência de Wannsee (20 de janeiro de 1942). Ele tinha feito sua própria tradução da passagem, uma tradução que continha erros graves. Nesse ponto, sua tese desmoronou. Finalmente, sua explicação pessoal de uma “política de extermínio dos judeus” era a mesma de Hilberg. Tudo se explicava pelo “aceno” de Adolf Hitler. Em outras palavras, o Führer do povo alemão não precisava dar nenhuma ordem escrita ou mesmo verbal para o extermínio dos judeus. Bastava que ele desse um “aceno” no início da operação e, para o resto, uma série de “sinais”. E isso era compreendido!

 

Charles Biedermann 

O outro especialista convocado pela acusação (que já tinha deposto antes de Browning) foi Charles Biedermann, cidadão suíço, delegado do International Committee of the Red Cross (ICRC) {Comitê Internacional da Cruz Vermelha} e, mais importante, diretor do International Tracing Service (ITS) {Serviço Internacional de Busca} em Arolsen, Alemanha Ocidental. O ITS {International Tracing Service} possui uma quantidade incrível de informações sobre o destino de vítimas individuais do nacional-socialismo e, em particular, de ex-prisioneiros de campos de concentração. Eu acredito que seja em Arolsen que se possa determinar o número real de judeus que morreram durante a guerra. A acusação não se beneficiou do depoimento desse especialista. Pelo contrário, a defesa obteve inúmeros pontos no interrogatório. Biedermann reconheceu que o ICRC {International Committee of the Red Cross} nunca encontrou qualquer prova da existência de câmaras de gás homicidas nos campos alemães. A visita de um de seus delegados a Auschwitz, em setembro de 1944, apenas tinha confirmado a existência de um rumor sobre o assunto. Para seu constrangimento, o especialista foi obrigado a admitir que ele estava errado ao atribuir aos nacional-socialistas a expressão “campos de extermínio”. Ele não havia percebido que esse foi um termo cunhado pelos Aliados.

Biedermann disse que não estava familiarizado com os relatórios do ICRC {International Committee of the Red Cross} sobre as atrocidades sofridas pelos alemães pouco antes e logo após o fim da guerra. Em particular, ele nada sabia sobre o tratamento terrível dado a muitos prisioneiros alemães. Ao que tudo indica, o ICRC {International Committee of the Red Cross} não tinha conhecimento das deportações em massa de minorias alemãs do leste, nem dos horrores do colapso total da Alemanha no final da guerra, nem das execuções sumárias e, em especial, do massacre, com fuzis, metralhadoras, pás e picaretas, de 520 soldados e oficiais alemães que se renderam aos americanos em Dachau, em 29 de abril de 1945 (embora Victor Maurer, delegado do ICRC {International Committee of the Red Cross}, aparentemente estava lá).

O International Tracing Service {Serviço Internacional de Busca} incluiu entre os “perseguidos” pelos nazistas até mesmo prisioneiros indiscutivelmente criminosos nos campos de concentração. Ele se baseou em informações fornecidas por uma organização comunista, o “Museu Estatal de Auschwitz”. A partir de 1978, para impedir qualquer pesquisa revisionista, o International Tracing Service {Serviço Internacional de Busca} fechou suas portas para historiadores e pesquisadores, exceto para aqueles que possuíam autorização especial de um dos dez governos (incluindo o de Israel) que supervisionam as atividades do International Tracing Service {Serviço Internacional de Busca}. Daí em diante, o Tracing Service {Serviço Internacional de Busca} foi proibido de calcular e publicar, como tinha feito até então, avaliações estatísticas do número de mortos nos diversos campos. Os relatórios anuais de atividades não podiam mais ser disponibilizados ao público, com exceção do primeiro terço, que não era de interesse para os pesquisadores.

Biedermann confirmou uma notícia que vazou em 1964 no julgamento de Frankfurt: na época da libertação de Auschwitz, os soviéticos e os poloneses haviam descoberto o registro de óbitos daquele complexo de 39 campos e subcampos. O registro era composto por 38 ou 39 volumes. Os soviéticos guardam 36 ou 37 desses volumes em Moscou, enquanto os poloneses mantêm outros dois ou três volumes no “Museu Estatal de Auschwitz”, cuja cópia foi fornecida ao International Tracing Service {Serviço Internacional de Busca} em Arolsen. Mas nem os soviéticos, nem os poloneses, nem o International Tracing Service {Serviço Internacional de Busca} autorizam pesquisas nesses volumes. Biedermann sequer quis revelar o número de mortos contabilizados nos dois ou três volumes dos quais o ITS {International Tracing Service/Serviço Internacional de Busca} possui uma cópia. É evidente que, se o conteúdo do registro de óbitos de Auschwitz fosse divulgado, seria o fim do mito dos milhões de mortes no campo.

 

Nenhuma testemunha ‘sobrevivente’ para a acusação

O juiz perguntou ao promotor se ele convocaria algum sobrevivente para depor. O promotor respondeu que não. A experiência de 1985 tinha sido muito constrangedora. O interrogatório tinha sido devastador. É lamentável que, no julgamento de Klaus Barbie na França em 1987 e no julgamento de John Demjanjuk em Israel em 1987-1988, nenhum advogado de defesa tenha seguido o exemplo de Douglas Christie no primeiro julgamento de Zündel (1985): Christie demonstrou que, ao questionar cuidadosamente as testemunhas sobre o próprio processo de gaseamento, seria possível destruir o próprio fundamento do mito do “campo de extermínio.”

 

As Testemunhas e Peritos da Defesa

A maioria das testemunhas e peritos da defesa foi tão precisa e concreta quanto pessoas como Hilberg ou Browning tinham sido imprecisas e metafísicas. O sueco Ditlieb Felderer apresentou cerca de 380 slides de Auschwitz e de outros campos na Polônia. O americano Mark Weber, cujo conhecimento dos documentos é impressionante, esclareceu diversos aspectos do Holocausto, em particular os Einsatzgruppen.* O alemão Tjudar Rudolph abordou o gueto de Lodz e as visitas dos delegados do ICRC no final de 1941 a Auschwitz, Majdanek e outros campos.

Thies Christophersen havia sido responsável por uma empresa de pesquisa agrícola na região de Auschwitz em 1944. Ele visitou o campo de Birkenau diversas vezes para requisitar pessoal e nunca percebeu os horrores geralmente descritos. Em seu depoimento, ele repetiu ponto por ponto o que havia escrito sobre o campo, começando em 1973 com um relatório de 19 páginas (Kritik, nº 23, pp. 14-32). A canadense de origem austríaca Maria Van Herwaarden foi internada em Birkenau a partir de 1942. Ela não viu nada, nem de perto nem de longe, que se assemelhasse a um assassinato em massa, embora tenha confirmado que muitos dos internos morreram de tifo. O americano Bradley Smith, membro de um “Committee for Open Debate on the Holocaust” {Comitê para o Debate Aberto sobre o Holocausto}, falou sobre sua experiência em mais de 100 entrevistas de perguntas e respostas em rádios e televisões americanas sobre o tema do Holocausto.

O austríaco Emil Lachout comentou sobre o famoso “Documento Müller”, que, desde dezembro de 1987, tem causado grande desordem nas autoridades austríacas. O documento, datado de 1º de outubro de 1948, revelou que, mesmo naquela época, as comissões de inquérito aliadas já haviam rejeitado as histórias de “gases” homicidas em uma série de campos, incluindo Dachau, Ravensbrück, Struthof (Natzweiler), Stutthof (Danzig), Sachsenhausen e Mauthausen (Áustria). O documento confirma especificamente que as confissões de alemães foram obtidas mediante tortura e que os depoimentos de ex-prisioneiros eram falsos.

O Dr. Russell Barton relatou sua descoberta horrorizada do campo de Bergen-Belsen na época da libertação. Até então, ele acreditava em um programa deliberado de extermínio. Então, ele percebeu que, em uma Alemanha apocalíptica, as pilhas de cadáveres e os esqueletos ambulantes eram resultado das condições terríveis de um campo superlotado, devastado por epidemias e quase totalmente privado de medicamentos, alimentos e água devido aos bombardeios aliados.

O alemão Udo Walendy descreveu as inúmeras falsificações que descobriu em fotografias de atrocidades cometidas durante a guerra e em outros documentos, alterados ou forjados por uma equipe liderada por um propagandista britânico chamado Sefton Delmer. J. G. Burg, um judeu residente em Munique, relatou suas experiências na guerra e confirmou que os nazistas jamais tiveram uma política de extermínio dos judeus.

Acadêmicos como a professora chinesa Dra. K. T. Fann, uma marxista, e o Dr. Gary Botting, que perdeu seu cargo de professor no Red Deer College (Alberta) por ter testemunhado no julgamento de Zündel em 1985, afirmaram que o livreto de Harwood era essencialmente uma obra de opinião e, portanto, não estava sujeito à proibição legal. Jürgen Neumann, um amigo próximo de Zündel, testemunhou sobre o estado de espírito de Zündel quando o livreto foi publicado. Ernst Nielsen testemunhou sobre os obstáculos que encontrou na Universidade de Toronto para iniciar pesquisas sobre o Holocausto. Ivan Lagacé, diretor do crematório de Calgary, demonstrou a impossibilidade prática dos números alegados por Hilberg de terem sido cremados em Auschwitz.

Pela minha parte, eu compareci como perito por quase seis dias. Concentrei-me particularmente em minhas investigações sobre as câmaras de gás americanas. Lembrei que o Zyklon B é essencialmente ácido cianídrico e que é com esse gás que certas penitenciárias americanas executam os condenados à morte.

Em 1945, os Aliados deveriam ter solicitado a especialistas em câmaras de gás americanas que examinassem os edifícios, em Auschwitz e em outros locais, que supostamente teriam sido usados ​​para gasear milhões de pessoas. Desde 1977, eu tenho a seguinte ideia: quando se lida com um vasto problema histórico como o da realidade ou da lenda do Holocausto, é preciso buscar a essência do problema. Neste caso, o problema central é Auschwitz e o cerne desse problema reside num espaço de 275 metros quadrados: os 65 metros quadrados da “câmara de gás” do crematório I em Auschwitz e, em Birkenau, os 210 metros quadrados da “câmara de gás” do crematório II. Em 1988, a minha ideia permanecia a mesma: que se realizassem estudos especializados nesses 275 metros quadrados, assim teríamos uma resposta para o vasto problema do Holocausto! Mostrei ao júri as minhas fotos da câmara de gás da Penitenciária Estadual de Maryland, em Baltimore, bem como as minhas plantas das câmaras de gás de Auschwitz, e sublinhei as impossibilidades físicas e químicas destas últimas.

 

Uma reviravolta sensacional: O Relatório Leuchter

Ernst Zündel, de posse da correspondência que troquei entre 1977 e 1978 com os seis presídios americanos equipados com câmaras de gás, incumbiu a advogada Barbara Kulaszka de contatar os diretores desses presídios para verificar se algum deles concordaria em comparecer ao tribunal para explicar o funcionamento de uma câmara de gás real. Bill Armontrout, diretor do presídio de Jefferson City (Missouri), concordou em depor e, ao fazê-lo, destacou que ninguém nos EUA tinha mais conhecimento sobre o funcionamento das câmaras de gás do que Fred A. Leuchter, um engenheiro de Boston. Visitei Leuchter nos dias 3 e 4 de fevereiro de 1988. Descobri que ele nunca havia questionado a existência das “câmaras de gás” nos campos de concentração alemães. Ele simplesmente acreditava em sua existência. Depois que comecei a mostrar-lhe meus arquivos, ele percebeu a impossibilidade química e física dos “gaseamentos” alemães e concordou em examinar nossos documentos em Toronto.

{Fred A. Leuchter (1943), graduado em história (Boston), porém exerceu grande parte da vida profissional como operador técnico de maquinário de execução nos presídios e instituições dos EUA. Sua investigação nas alegadas câmaras de gás de Auschwitz foram as primeiras a serem feitas, expondo a total falta de fundamento para os alegados gaseamentos homicidas e ainda para a possibilidade da existência das alegadas câmaras de gás homicidas. A partir de então o estudo técnico desta temática da história do século XX foi inaugurado, tendo apenas como precedentes as investigações preliminares efetuadas por Robert Faurisson. Desde então qualquer constatação sobre as alegadas câmaras de gás homicidas nazistas não mais podem ser afirmadas como uma realidade, restando a narrativa somente em ficção.}

Em seguida, às custas de Zündel, ele partiu para a Polônia com uma secretária (sua esposa), um desenhista, um cinegrafista e um intérprete. Voltou e elaborou um relatório de 192 páginas (incluindo anexos). Ele trouxe também 32 amostras coletadas, por um lado, dos crematórios de Auschwitz e Birkenau, no local dos “gaseeamentos” homicidas, e, por outro lado, de uma câmara de gás de desinfecção em Birkenau. Sua conclusão foi simples: nunca houve gaseamentos homicidas em Auschwitz, Birkenau ou Majdanek.

Em 20 e 21 de abril de 1988, Fred Leuchter compareceu como testemunha no tribunal de Toronto. Ele relatou sua investigação e apresentou suas conclusões. Estou convencido de que, durante aqueles dois dias, eu fui uma testemunha da morte do mito das câmaras de gás, um mito que, na minha opinião, já havia entrado em agonia no colóquio da Sorbonne sobre “A Alemanha Nazista e o Extermínio dos Judeus” (de 29 de junho a 2 de julho de 1982), onde os próprios organizadores começaram a perceber que não havia provas da existência das câmaras de gás.

No tribunal de Toronto, as emoções eram intensas, em particular entre os amigos de Sabina Citron. Os amigos de Ernst Zündel também estavam comovidos, mas por um motivo diferente: estavam testemunhando o véu da grande farsa sendo rasgado. Quanto a mim, eu senti ambos alívio e melancolia: alívio porque uma tese que eu tinha defendido por tantos anos foi finalmente confirmada em sua totalidade, e melancolia porque eu mesmo havia concebido a ideia. Eu havia até mesmo, com a falta de jeito de um homem de letras, apresentado argumentos físicos, químicos, topográficos e arquitetônicos que agora via resumidos por um cientista de uma precisão e rigor surpreendentes.

Será que as pessoas um dia se lembrariam do ceticismo que eu enfrentei, até mesmo de outros revisionistas? Pouco antes de Fred Leuchter, Bill Armontrout havia deposto, confirmando, em todos os detalhes, o que eu havia dito ao júri sobre as extremas dificuldades de um gaseamento homicida (não confundir com um gaseamento suicida ou acidental). Ken Wilson, especialista em fotografias aéreas, demonstrou que as “câmaras de gás” homicidas de Auschwitz e Birkenau não possuíam chaminés de evacuação de gás, que teriam sido indispensáveis. Ele também demonstrou que eu estava certo ao acusar Serge Klarsfeld e Jean-Claude Pressac de falsificarem o mapa de Birkenau no Auschwitz Album (Seuil Publishers, 1983, p. 42). Esses autores, para fazer o leitor acreditar que os grupos de mulheres e crianças judias surpreendidas pelo fotógrafo entre os crematórios II e III não podiam ir mais longe e, portanto, acabariam nas “câmaras de gás” e nesses crematórios, simplesmente eliminaram do mapa o caminho que, na realidade, levava à “Zentralsauna”, um grande complexo de chuveiros (localizado além da área dos crematórios), para onde essas mulheres e estavam realmente indo.

James Roth, diretor de um laboratório em Massachusetts, testemunhou então sobre a análise das 32 amostras, cuja origem desconhecia: todas as amostras recolhidas nas “câmaras de gás” homicidas continham uma quantidade de cianeto imensurável ou infinitesimal, enquanto a amostra da câmara de gás de desinfecção, recolhida para fins de comparação, continha uma quantidade enorme de cianeto (a quantidade infinitesimal detectada no primeiro caso pode ser explicada pelo fato de as supostas câmaras de gás homicidas serem, na verdade, necrotérios para a preservação de corpos; tais necrotérios poderiam ter sido ocasionalmente desinfetados com Zyklon B).

 

David Irving

O historiador britânico David Irving goza de grande prestígio. Zündel pensou em convidá-lo para depor, mas havia um problema: Irving era apenas parcialmente revisionista. A tese que ele defendeu, por exemplo, em Hitler’s War (Nova York, The Viking Press, 1977), pode ser resumida da seguinte forma: Hitler nunca deu uma ordem para o extermínio dos judeus; pelo menos até o final de 1943, ele desconhecia esse extermínio; apenas Himmler e um grupo de cerca de 70 pessoas tinham conhecimento dele; em outubro de 1944, Himmler, querendo agradar aos Aliados, ordenou o fim do extermínio dos judeus.

{David Irving (1938-), acima ao lado de Ernst Zündel (1939-2017), embora não possua formação acadêmica de historiador, tornou-se um pesquisador de assuntos referentes aos conflitos do século XX relacionados principalmente à Segunda Guerra Mundial e em biografias de personagens deste evento. Como característica principal de seu trabalho de pesquisa está o uso de documentos e fontes primárias referentes aos temas de que trata, o que o levou a deparar-se com inúmeras omissões e até falsificações que a falta de rigor ou de honestidade em que não poucos historiadores recaíram. Como consequência de suas investigações, muitos historiadores de profissão que estavam citando uns aos outros sem apuração das fontes e documentos primários, passaram a necessitar de mais cautela em afirmações sobre o tema da Segunda Guerra Mundial.}

Eu tinha conhecido Irving em Los Angeles, em setembro de 1983, na convenção anual do Institute for Historical Review, onde eu o questionei sobre as provas que sustentavam sua tese. Em seguida, eu publiquei um artigo intitulado “A Challange to David Irvong {Um Desafio a David Irving}” no The Journal of Historical Review (Inverno de 1984, pp. 289-305 e Primavera de 1985, pp. 8 e 122). Eu tentei convencer esse brilhante historiador de que, logicamente, ele não poderia mais se contentar com uma posição semi-revisionista. Para começar, desafiei-o a apresentar a ordem de Himmler para interromper o extermínio, uma ordem que, na verdade, nunca existiu. Mais tarde, eu soube por diversas fontes que Irving estava passando por uma transformação que o impulsionava na direção do revisionismo.

Em 1988, Zündel convenceu-se de que o historiador britânico estava apenas aguardando um evento decisivo para dar o passo final em nossa direção. Após chegar a Toronto, David Irving descobriu, em rápida sucessão, o relatório Leuchter e um número impressionante de documentos que Zündel, seus amigos e eu havíamos acumulado ao longo de vários anos. As últimas reservas ou os últimos mal-entendidos se dissiparam durante uma reunião. Ele concordou em depor. Na opinião daqueles que estiveram presentes nos dois julgamentos (1985 e 1988), nenhum outro depoimento, com exceção do de Fred Leuchter, causou tanta comoção. Por mais de três dias, David Irving, numa espécie de confissão pública, retratou-se de tudo o que havia dito sobre o extermínio dos judeus e adotou, sem reservas, a posição revisionista. Com coragem e honestidade, demonstrou como um historiador pode ser levado a rever profundamente suas visões sobre a história da Segunda Guerra Mundial.

 

A História de Zündel

Ernst Zündel tinha prometido que seu julgamento seria “o julgamento de Nuremberg” ou “o Stalingrado dos exterminadores”. O desenrolar desses dois longos julgamentos provou que ele estava certo, mesmo que o júri, “instruído” pelo juiz a considerar o Holocausto como um fato estabelecido “do qual nenhuma pessoa razoável pode duvidar”, finalmente o tenha considerado culpado. Zündel já venceu. Resta a ele tornar isso conhecido no Canadá e no mundo inteiro. O silêncio da mídia sobre o julgamento de 1988 foi quase total. Organizações judaicas fizeram campanha vigorosamente por esse silêncio, chegando ao ponto de afirmar que não queriam um relato imparcial do julgamento. Não queriam relato algum. O paradoxo é que a única publicação que relatou o julgamento com relativa honestidade foi o Canadian Jewish News. Ernst Zündel e o Relatório Leuchter deixaram uma marca profunda na história; ambos serão lembrados por muitos anos por vir.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Nota:

* Nota de Robert Faurisson: Weber também esclareceu o significado do termo “Solução Final” (emigração ou deportação, mas nunca extermínio de judeus): o depoimento do juiz Konrad Morgen; as torturas de Rudolf Hoss e Oswald Pohl; a verdadeira história do revisionismo; e as concessões feitas ano após ano pelos exterminacionistas ao ponto de vista revisionista.


Fonte: The Zündel Trials (1985 and 1988), por Robert Faurrison, The Journal of Historical Review, Winter 1988-89 (Vol. 8, No. 4), páginas 417-431.

https://ihr.org/journal/v08p417_Faurisson.html

Sobre o autor: Robert Faurisson (1929-2018), teve por anos sido o líder revisionista sobre o tema do alegado Holocausto. Formou-se em Sorbonne, Paris, em Letras Clássicas (Latim e Grego) obtendo o seu doutorado em 1972, e serviu como professor associado na Universidade de Lyon na França de 1974 até 1990. Ele é reconhecido como especialista de análise de textos e documentos. Depois de anos de pesquisa privada e estudo, o Dr. Faurisson fez pública suas visões céticas sobre a história de exterminação no Holocausto em artigos publicados em 1978 no diário francês Le Monde. Seus escritos sobre a questão do Holocausto têm aparecido em vários livros e numerosos artigos acadêmicos e foi um frequente contribuidor do The Journal of Historical Review. Por suas pesquisas sofreu muitas perseguições pela patrulha judaico-sionista ou pelas patrulhas àquelas vinculadas, além de um atentado contra sua vida no qual lhe deixou hospitalizado, porém manteve sempre em primeiro lugar seu compromisso para com a busca pela verdade durante toda sua vida, mantendo-se em plena atividade investigativa até a data de seu falecimento. Além de muitos numerosos e devastadores artigos escreveu:

Mémoire en défense (contre ceux qui m'accusent de falsifier l'Histoire: la question des chambres à gaz), Editora La vieille taupe , 1980.

Réponse à Pierre Vidal-Naquet. Paris: La Vieille Taupe, 1982.

Réponse à Jean Claude Pressac Sur Le Problème Des Chambres à Gaz, Editora R.H.R., 1994.

Quem escreveu o diário de Anne Frank (em português impresso pela Editora Revisão).

Uma coleção de quatro volumes de seus escritos revisionistas, Écrits Révisionnistes (1974-1998), foi publicada em 1999.

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Recomendado, leia também:

Os Julgamentos de Zündel (1985 e 1988) - {parte 1 - julgamentos de 1985} - Robert Faurisson

Prefácio de Dissecando o Holocausto - Edição 2019 - Por Germar Rudolf

Campos de Concentração Nacional-Socialistas {nazistas}: lenda e realidade - parte 1 - precedentes e funções dos campos - por Jürgen Graf (demais partes na sequência do próprio artigo)

A técnica e a química das ‘câmaras de gás’ de Auschwitz - por Germar Rudolf - Parte 1 - Introdução (demais partes na sequência do próprio artigo)

As fornalhas de cremação de Auschwitz - parte 1 - por Carlo Mattogno e Franco Deana (demais partes na sequência do próprio artigo)

O valor do testemunho e das confissões no holocausto - parte 1 - Por Germar Rudolf (primeira de três partes, as quais são dispostas na sequência).

Vítimas do Holocausto: uma análise estatística W. Benz e W. N. Sanning – Uma Comparação - {parte 1 - introdução e método de pesquisa} - por German Rudolf (demais partes na sequência do próprio artigo)

O Holocausto em Perspectiva - Uma Carta de Paul Rassinier - por Paul Rassinier e Theodore O'Keefe

O Primeiro Holocausto - por Germar Rudolf

O Primeiro Holocausto – e a Crucificação dos judeus deve parar - parte 1 - Por Olaf Rose (Parte 2 na sequência do próprio artigo)

A controvérsia internacional do “holocausto” - Arthur Robert Butz

Contexto e perspectiva na controvérsia do ‘Holocausto’ - parte 1 - por Arthur R. Butz

Contexto e perspectiva na controvérsia do ‘Holocausto’ - parte 2 - por Arthur R. Butz

O Holocausto de Seis Milhões de Judeus — na Primeira Guerra Mundial - por Thomas Dalton, Ph.D. {academic auctor pseudonym}

Os Homens que “passaram o pano” para Hitler {com análise crítica revisionista} - Por Gitta Sereny

Bloco de notas sobre Auschwitz (Parte 1) Certas impossibilidades da ‘Declaração de Gerstein’ - Por Ditlieb Felderer

Bloco de notas sobre Auschwitz (Parte 2) Mais impossibilidades da ‘Declaração e Gerstein.’ - por Ditlieb Felderer

Bloco de notas sobre Auschwitz (Parte 3) - Tampos e aberturas - por Ditlieb Felderer

Bloco de notas sobre Auschwitz (Parte 4) – Portas e portinholas - por Ditlieb Felderer

Cartas {questionando a veracidade do alegado Holocausto} ao ‘New Statesman’ (que nunca foram publicadas) - parte 1 - por Dr. Arthur R. Butz

O Caso Faurisson {polêmicas levantadas por refutarem a narrativa do alegado Holocausto} - por Arthur R. Butz

Revisionismo e Promoção da Paz - parte 1 - por Harry Elmer Barnes

Revisionismo e Promoção da Paz - parte 2 - por Harry Elmer Barnes

Carta para o ‘The Nation’ {sobre o alegado Holocausto} - por Paul Rassinier

Sobre a importância do revisionismo para nosso tempo - por Murray N. Rothbard

A vigilante marcação pública no revisionismo - parte 1 - por Harry Elmer Barnes

A vigilante marcação pública no revisionismo - parte 2 - por Harry Elmer Barnes

O “Holocausto” colocado em perspectiva - por Austin Joseph App

O Relatório Leuchter: O Como e o Porquê - por Fred A. Leuchter

O que é ‘Negação do Holocausto’? - Por Barbara Kulaszka

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A Mecânica do gaseamento - Por Robert Faurisson

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As câmaras de gás de Auschwitz parecem ser fisicamente inconcebíveis - Por Robert Faurisson

Confissões de homens da SS que estiveram em Auschwitz - por Robert Faurisson - parte 1 (primeira de seis partes, as quais são dispostas na sequência).

A mentira a serviço de “um bem maior” - Por Antônio Caleari

Os Julgamentos de Nuremberg - Os julgamentos dos “crimes de guerra” provam extermínio? - Por Mark Weber

Liberdade para a narrativa da História - por Antonio Caleari


quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

{Retrospectiva Revisionismo em ação na História} – Atenção mundial: Irving x Lipstadt - por Germar Rudolf

 

 Germar Rudolf 


O texto a seguir é baseado principalmente em apresentações reais que fiz na Alemanha e em outros lugares. A maioria deles foi estruturada como diálogos com membros da audiência, que foram continuamente encorajados a fazer perguntas, fazer objeções e oferecer contra-argumentos. Este estilo de diálogo é mantido neste livro. Minhas próprias contribuições são marcadas com “Germar Rudolf” e as dos ouvintes com “Ouvinte” (ou Ouvinte'/Ouvinte"/ Ouvinte'" no caso de comentários consecutivos de vários ouvintes distintos).

* * *

Germar Rudolf: Voltemos agora à já mencionada professora norte-americana de estudos religiosos judaicos e investigação sobre o Holocausto, Deborah E. Lipstadt, e ao seu livro sobre Denying the Holocaust {Negando o Holocausto}. Como mencionado anteriormente, neste livro ela dá principalmente a sua perspectiva do contexto político e das motivações dos revisionistas e também tenta lidar com alguns argumentos revisionistas.1

{A acadêmica judia Deborah Esther Lipstadt (1947-)}


Ouvinte: Um livro muito recomendado, assim eu acharia…

Germar Rudolf: …se achar apropriada a polêmica política sobre o assunto.

Ouvinte: O que há de polêmico sobre o livro?

Germar Rudolf: Por exemplo, Lipstadt castiga os revisionistas, que são mais frequentemente não-alemães, por serem amigos dos alemães, e ao fazê-lo avalia esta atitude negativamente, e ao mesmo tempo junta isto com outras supostas atitudes dos revisionistas, igualmente julgadas como negativos, como o antissemitismo, o racismo e o extremismo de direita.2 Para o leitor anglófono estas passagens podem não se destacar particularmente, mas na tradução alemã o seu efeito é extremamente repulsivo, e tem-se a impressão de que a autora está defendendo a noção de que apenas alguém que é hostil aos alemães é uma boa pessoa.3 Esta pode ser uma atitude generalizada entre os círculos judaicos e também anglo-saxónicos, mas apenas prova as suas opiniões racistas antialemãs.

A professora Lipstadt explica ainda que ela acredita que manter viva a lembrança da singularidade do Holocausto na Alemanha tem uma importância extraordinária.

Ouvinte: Isto é, claro, somente apropriado.

Germar Rudolf: Isso é discutível. Deixe-me citar a Sra. Lipstadt (1993, página 213)*1:

Se a Alemanha também foi vítima de uma ‘queda’, e se o Holocausto não foi diferente de uma mistura de outras tragédias, a obrigação moral da Alemanha de acolher todos os que procuram refúgio dentro das suas fronteiras é diminuída.”

Germar Rudolf: O que – deixando de lado os motivos políticos – poderia induzir uma professora de teologia norte-americana a assumir que a Alemanha é moralmente obrigada a acolher todos os refugiados, e isso num livro sobre revisionismo, que obviamente não tem qualquer ligação com o assunto dos refugiados? Finalmente, há a reação de Lipstadt à afirmação justificada do Professor Ernst Nolte de que o Nacional-Socialismo também é histórico e que deve ser investigado cientificamente sem reservas morais, como qualquer outra época (Nolte 1987a&b, 1993).*2 Lipstadt não apenas rejeita a afirmação de Nolte, mas também deseja estabelecer-se como uma supervisora da historiografia alemã que se esforça para suprimir opiniões como as do Prof. Nolte, pois ela explica (Lipstadt 1993, página 218)*3:

Nós não treinamos em nossas respectivas áreas para ficarmos como vigias e mulheres no Reno. Ainda, é isso que devemos fazer.”

Ouvinte: Essa é realmente uma estranha compreensão da liberdade acadêmica! A julgar por isto, a Sra. Lipstadt é a favor de um tratamento especial para os alemães como criaturas com direitos inferiores, de quem é repreensível gostar.

Germar Rudolf: Esse é exatamente o significado de suas palavras. Eu quero deixar assim aqui. Se você estiver interessado numa análise mais aprofundada do livro de Lipstadt, você poderá consultar o meu livro pertinente, onde mostro em detalhe que, em particular, a sua tentativa de refutar as afirmações revisionistas foi mal concebida e que os seus próprios métodos são plena e totalmente anticientíficos (Rudolf 2017)*4. A verdadeira controvérsia sobre o livro, porém, gira em torno do historiador britânico David Irving, que é mencionado no livro de Lipstadt apenas de passagem. Lipstadt o repreende como um extremista, um admirador de Hitler e um racista e antissemita que nega o Holocausto. David Irving, que já foi considerado o mais bem-sucedido historiador da história contemporânea do mundo devido a ter o maior número de edições de suas obras em circulação, estava se defendendo contra esse massacre de sua reputação e processou Lipstadt e sua editora britânica por difamação (Bench Division 1996)*5

{O pesquisador inglês David John Cawdell Irving (1938-)}


Ouvinte: … e perdeu o julgamento de forma retumbante. Desde então, os argumentos revisionistas são considerados como tendo finalmente sido refutados (Pelt 2002; Guttenplan 2001; Evans 2001)*6.

Germar Rudolf: Assim é reivindicado, mas não é absolutamente assim, pois os argumentos revisionistas não foram tratados neste julgamento, mas sim os argumentos de Irving, e isso não é a mesma coisa. David Irving se destacou com seus estudos sobre a Segunda Guerra Mundial e com suas biografias de personalidades dessa época. Ele nunca publicou um único artigo sobre o Holocausto, muito menos um livro. Ele tem-se expressado repetidamente de maneira derrogatória sobre o assunto, o que não lhe interessa de todo, e quando o visitei em Londres em 1996, ele disse-me pessoalmente que nunca leu um único livro revisionista (conferir Graf 2009)*7.

Além disso, ele recusou-se até mesmo a considerar, no período anterior ao seu julgamento, permitir que os revisionistas comparecessem como peritos. Consequentemente, a sua situação era catastrófica, quando durante o seu julgamento ele se viu confrontado com a argumentação concentrada do lobby mundial do Holocausto. A derrota para ele era inevitável. Isto diz pouco sobre o calibre dos argumentos revisionistas. Uma refutação revisionista dos principais argumentos apresentados pela defesa de Lipstadt foi publicada apenas em 2010 (Mattogno 2010a, 2019)*8, fortemente atrasada e completamente redesenhada devido à minha prisão, deportação e encarceramento de longo prazo, porque eu tinha originalmente a intenção de conseguir esta refutação lançada em 2006.

Ouvinte: Do ponto de vista científico, o julgamento de Irving-Lipstadt foi em grande parte irrelevante, não só porque a maioria dos argumentos revisionistas não foram abordados, mas também porque, em última análise, um juiz que tinha ainda menos ideia do assunto do que Irving fez a decisão. Pode-se imaginar como teria sido a carreira do juiz, se ele tivesse decidido que o Holocausto deveria agora ser considerado pelo menos parcialmente refutado! Pois onde estaríamos se as verdades históricas fossem determinadas por juízes!

Germar Rudolf: Nós estaríamos na Alemanha, por exemplo. Mas brincadeiras à parte, deixem-me citar aqui o ex-presidente da organização de historiadores americanos, Carl Degler, que é citado pela Professora Lipstadt como tendo declarado:4

“[…] uma vez que os historiadores começam a considerar os ‘motivos’ por trás da pesquisa e da escrita histórica, ‘nós colocamos em perigo todo o empreendimento em que os historiadores estão envolvidos.’”

Germar Rudolf: Eu penso que este é o comentário adequado às tiradas de Lipstadt, bem como aos intermináveis esforços para imputar ou provar algum tipo de motivações políticas por parte de Irving ou dos historiadores revisionistas do Holocausto. Isso nada mais é do que intrometer-se em atitudes privadas e repressão da liberdade de opinião.

O que gostaria de salientar aqui é o fato de o revisionismo do Holocausto nunca ter recebido tanta atenção nos meios de comunicação internacionais como durante o julgamento civil de Irving versus Lipstadt. Eu darei alguns exemplos aqui. O primeiro é um artigo de Kim Murphy publicado no Los Angeles Times em 7 de janeiro de 2000 com o título: “Perigo em negar o Holocausto?” Ela apresenta seu artigo desta maneira:

Um jovem químico alemão chamado Germar Rudolf retirou pedaços de gesso das paredes de Auschwitz em 1993 e enviou-os para um laboratório para análise. Havia muitos vestígios de gás cianeto nas câmaras de despiolhamento onde os comandantes dos campos nazistas mandaram fumigar cobertores e roupas. Havia até mil vezes menos nas salas descritas como câmaras de gás humanas.

Rudolf, doutorando na Universidade de Stuttgart, concluiu que um grande número de judeus pode ter morrido de febre tifóide, fome e assassinato no campo da morte mais famoso da Europa na Segunda Guerra Mundial, mas nenhum deles morreu numa câmara de gás.

Quando um relatório sobre os seus achados – encomendado por um antigo general do Terceiro Reich – foi divulgado, Rudolf perdeu seu emprego no respeitado Instituto Max Planck e o seu doutoramento foi suspenso. Foi condenado a 14 meses de prisão […], o senhorio expulsou-o, ele fugiu para o exílio e a sua mulher pediu o divórcio.

[…] Rudolf é uma figura crucial pelo que representa: um químico altamente treinado que pretende – apesar de uma grande variedade de provas científicas em contrário – ter provas físicas de que as câmaras de gás em Auschwitz não existiram.

Ao longo da última década, os defensores de tais teorias examinaram minuciosamente centenas de milhares de páginas de documentos e diários do Terceiro Reich disponibilizados após o colapso da União Soviética. Eles têm analisado a construção de câmaras de gás.

Eles têm identificado contradições e detalhes difíceis de acreditar em histórias contadas por sobreviventes dos campos e, em meio ao desprezo quase universal do meio acadêmico oficialmente estabelecido, eles ganharam testemunhos de alguns de seus trabalhos de acadêmicos de instituições respeitadas, como a Universidade Northwestern5 e a Universidade de Lyon6.”

Germar Rudolf: O artigo de Murphy aborda então Irving e seu julgamento que estava chegando, e ela permite que ambos os lados tenham uma palavra a dizer, o que é altamente incomum. Cinco meses mais tarde, Kim Murphy, que tinha participado numa conferência revisionista inteira como a primeiro repórter dos meios de comunicação social a fazê-lo, produziu um relatório não distorcido com justas citações e caracterizações dos oradores (Murphy 2000b; conferir IHR 2000)*9.

A mídia britânica noticiou extensivamente o julgamento de Irving. O London Times escreveu em 12 de janeiro durante o período preliminar (página 3)7:

O que está em jogo aqui não é o amor próprio de indivíduos com egos grosseiramente inflados. Em vez disso, é se um dos capítulos mais negros da história do século XX realmente aconteceu ou se é uma invenção encaixada de judeus com motivação política.”

Germar Rudolf: O Korea Herald considerou que se tratava de uma questão de vaidades ocidentais distantes:8

Este julgamento atinge o cerne da identidade, da psicologia e da autoimagem ocidentais. Para os Aliados vitoriosos: Grã-Bretanha, América e a antiga União Soviética, a luta contra Hitler tornou-se uma narrativa legitimadora: uma luta titânica da luz contra as trevas, do bem contra o mal, do progresso contra o fascismo. A realidade, claro, era mais complexa. Mas os Aliados passaram a acreditar na sua própria propaganda.”

Germar Rudolf: A edição de fevereiro do Atlantic Monthly dedicou um longo artigo ao Julgamento de Irving, escrito por um inimigo declarado do revisionismo. Nele ele afirmou (Guttenplan 2000)*10:

Agora, quase quarenta anos depois da captura de Eichmann, o Holocausto está mais uma vez em julgamento […]. Irving não nega que muitos judeus morreram. Em vez disso, ele nega que qualquer um deles tenha sido morto em câmaras de gás, que Hitler tenha ordenado diretamente a aniquilação dos judeus europeus e que as matanças tenham sido de alguma forma significativamente diferentes das outras atrocidades da Segunda Guerra Mundial. É claro que muitos excêntricos de direita argumentaram em linhas semelhantes. O que torna Irving diferente é que as suas opiniões sobre o Holocausto aparecem no contexto de um trabalho que tem sido respeitado, e até admirado, por alguns dos principais historiadores da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos.”

Ouvinte: Como pode um historiador que defende tais teses tornar-se o autor de obras históricas sobre a Segunda Guerra Mundial mais lido no mundo?

Germar Rudolf: Até 1988, ele tinha o que era essencialmente a noção comum do Holocausto, mas mudou de opinião devido ao Relatório Leuchter.9 Em 1989, chegou a publicar uma edição brilhante do Relatório Leuchter com um prefácio de sua autoria:

Ao contrário da escrita da história, a química é uma ciência exata. […] Até ao final deste século trágico existirão sempre historiadores, estadistas e publicistas incorrigíveis que se contentam em acreditar, ou não têm alternativa economicamente viável senão acreditar, que os nazis usaram as “câmaras de gás” em Auschwitz para matar seres humanos. Mas cabe-lhes agora explicar-me, como estudante inteligente e crítico da história moderna, por que não há vestígios significativos de qualquer composto de cianeto no edifício que sempre identificaram como as antigas câmaras de gás. A química forense é, repito, uma ciência exata. A bola está na quadra deles.

David Irving, maio de 1989

Ouvinte: Essa é uma receita para se tornar um leproso social e profissional.

Germar Rudolf: O que ele próprio provavelmente não esperava. Devido às suas convicções históricas, Irving cometeu um suicídio financeiro e social figurativo. Em qualquer caso, como ninguém antes dele, ele conseguiu chamar a atenção do público para o revisionismo. Mas mesmo neste caso os revisionistas não tiveram voz em parte alguma, mas na sua maioria foram – como sempre – somente insultados.

Uma consequência deste interesse voyeurista temporário no revisionismo “diabólico” foi um artigo de onze páginas na edição de fevereiro de 2001 da revista norte-americana Esquire, uma revista altamente respeitável com uma circulação de cerca de 600.000 exemplares (Sack 2001)*11.

O artigo intitulado “Inside the Bunker” {“Dentro do Bunker”} foi escrito por John Sack, que tinha feito o nome como autor de An Eye for an Eye, no qual relatava o assassinato em massa de alemães em campos de trabalhos forçados no leste da Alemanha ocupado pela Alemanha após a Segunda Guerra Mundial (Sack 1993)*12.

Ouvinte: A tradução alemã desse livro (Sack 1995)*13 não foi destruída na Alemanha?

Germar Rudolf: A princípio, era suposto ser publicado pela editora Piper, mas como o autor era alvo da animosidade de grupos judaicos, a editora liquidou toda a tiragem antes mesmo de seu lançamento. Mas acabou por ser publicado por uma editora alemã diferente (Curtiss 1997, cf. Rudolf 1999)*14.

Ouvinte: Então John Sack é um antissemita?

{O jornalista judeu John Sack (1930-2004)}


Germar Rudolf: Não. Sack, que morreu em 2003, era ele próprio descendente de judeus. O seu “erro” foi ter reportado o assassinato indiscriminado de vingança de alemães inocentes por pessoal de campos judeus na Alemanha Oriental depois da guerra.

             O falecido revisionista norte-americano Dr. Robert Countess escreveu uma crítica favorável ao livro de Sack e mandou-a para Sack. A partir disto, desenvolveu-se uma amizade entre os dois, e isto tornou possível a Sack conhecer pessoalmente alguns revisionistas dos EUA e participar em várias das suas conferências (Countess 2001, 2004)*15. Agora, aqui está o que um autor judeu da conjuntura oficialmente estabelecida, que acredita nas câmaras de gás e no Holocausto, tem a dizer sobre os revisionistas “maliciosos” (Sack 2001, páginas 100, 140; conferir Weber 2000b)*16:

A despeito da sua opinião sobre o Holocausto, eles [os revisionistas] eram afáveis, de mente aberta, inteligentes e intelectuais. Seus olhos não eram fogos de certeza inacessível, e seus lábios não eram reviravoltas cor de limão de ódio adstringente. Nazistas e neonazistas eles não pareciam ser. Nem pareciam eles antissemitas. […]

Mas também eu queria dizer algo terapêutico [durante uma conferência revisionista], dizer algo sobre o ódio. No hotel [onde a conferência aconteceu], eu não veria nada disso, certamente menos do que veria quando os judeus estivessem falando de alemães. Ninguém jamais disse algo remotamente parecido com Elie Wiesel: “Todo judeu, em algum lugar de seu ser, deveria reservar uma zona de ódio – ódio saudável e viril – pelo que persiste nos alemães”10, e ninguém disse nada como Edgar Bronfman, o presidente do Congresso Judaico Mundial. Um professor chocado disse certa vez a Bronfman: ‘Você está ensinando uma geração inteira a odiar milhares de alemães’, e Bronfman respondeu: ‘Não, eu estou ensinando uma geração inteira a odiar milhões de alemães’. o ódio alemão que vi em todas as páginas de Hitler’s Willing Executioners {Carrascos voluntários de Hitler} [1996 de Daniel Goldhagen], não vi absolutamente em ninguém deles [...]”

Germar Rudolf: Sack também admitiu que alguns dos argumentos que os revisionistas (“negacionistas”) têm apresentado durante muitos anos são realmente verdadeiros:

“[…] Os negadores do Holocausto dizem – e eles têm razão – que um comandante de Auschwitz [Rudolf Höss] confessou depois de ter sido torturado [Faurisson 1986], e que os outros relatórios [sobre o Holocausto] estão cheios de preconceitos, rumores, exageros, e outros assuntos prepósteros, para citar o editor de uma revista judaica cinco anos depois da guerra [Gringauz 1950, página 65]*17. Os negadores dizem, e mais uma vez estão certos, que os comandantes, médicos, SS e judeus em Bergen-Belsen, Buchenwald e todo um alfabeto de campos testemunharam depois da guerra que havia câmaras de cianeto [gás] nesses campos que todos os historiadores hoje refutam.”

Germar Rudolf: Nem Sack permanece calado sobre a perseguição aos revisionistas:

Outros dezesseis palestrantes [revisionistas] falaram […durante a conferência revisionista em 2000], e eu contei seis que entraram em conflito com a lei devido à sua descrença no Holocausto e no aparato de morte em Auschwitz. Professar isto ao alcance da voz de alguém é ilegal não apenas na Alemanha, mas também na Holanda, Bélgica, França, Espanha, Suíça, Áustria, Polónia e Israel, onde negar o Holocausto pode significar cinco anos, enquanto negar a Deus pode significar apenas um. Um palestrante, David Irving, foi multado em 18 mil dólares por ter dito em voz alta na Alemanha que uma das câmaras de cianeto [gás] em Auschwitz é uma réplica construída pelos poloneses depois da guerra. É realmente uma réplica, mas a verdade nestas questões não é defesa na Alemanha.”

Ouvinte: E qual foi a experiência de Sack depois disso?

Germar Rudolf: Ele teve de ter Deborah Lipstadt, por exemplo, a dizer dele que ele era um neonazista, um antissemita, que, sim, ele era mesmo pior do que os “negacionistas do Holocausto” (Countess 2004)*18. Afinal de contas, os revisionistas e os seus amigos devem, de acordo com a noção predominante, ser retratados como malfeitores desumanos e não como vítimas simpáticas. Esse foi o raciocínio, aliás, que Kim Murphy teve quando foi informada pelo editor-chefe do Los Angeles Times de que não lhe seria permitido publicar mais artigos sobre a perseguição aos revisionistas nas páginas do Los Angeles Times.  Em vez disso, Kim Murphy foi “penalizada com transferência” para o Alasca pela justiça demonstrada nos dois artigos dela mencionados acima.11

Todo o caso Irving-Lipstadt teve consequências cinematográficas em 2016, porque naquele ano um filme intitulado Denial {Negação} chegou às salas de cinema e conta a história deste julgamento a partir da perspectiva de Lipstadt, com base no relato autobiográfico de Lipstadt (Lipstadt 2005; conferir Lynch 2016)*19. Além disso, em 3 de maio de 2022, o Presidente dos EUA, Joe Biden, nomeou a Dra. Lipstadt para servir como Enviado Especial do Governo dos EUA para Monitorizar e Combater o Antissemitismo.12 Agora a raposa está no comando do galinheiro.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Notas


1 Nota de Germar Rudolf: Lipstadt baseia-se essencialmente no trabalho de J.-C. Pressac, veja as notas 1-29 de seu apêndice na página 231 e seguinte. 

2 Nota de Germar Rudolf: Deborah E. Lipstadt, Denying the Holocaust: The Growing Assault on Truth and Memory, Free Press, New York, 1993, páginas 74, 83, 91 e seguinte., 127, 138. 

3 Nota de Germar Rudolf: Deborah E. Lipstadt, Betrifft: Leugnen des Holocaust, Rio Verlag, Zürich 1994, páginas 92, 107, 111 e seguinte., 157, 170.

*1 Fonte utilizada por Germar Rudolf: Deborah E. Lipstadt, Denying the Holocaust: The Growing Assault on Truth and Memory, Free Press, New York, 1993. 

*2 Fonte utilizada por Germar Rudolf: Ernst Nolte, Das Vergehen der Vergangenheit, Ullstein, Frankfurt/Main 1987; Ernst Nolte, Der Europäische Bürgerkrieg 1917-1945, Ullstein, Frankfurt am Main/Berlin, 1987; Ernst Nolte, Streitpunkte, Ullstein, Frankfurt am Main/Berlin, 1993. 

*3 Fonte utilizada por Germar Rudolf: Deborah E. Lipstadt, Denying the Holocaust: The Growing Assault on Truth and Memory, Free Press, New York, 1993. 

*4 Fonte utilizada por Germar Rudolf: Germar Rudolf, Bungled: “Denying the Holocaust”: How Deborah Lipstadt Botched Her Attempt to Demonstrate the Growing Assault on Truth and Memory, Castle Hill Publishers, Uckfield, 2017. 

*5 Fonte utilizada por Germar Rudolf: Bench Division, Royal Courts of Justice. Strand, London, David John Cawdell Irving vs. (1) Penguin Books Limited, (2) Deborah E. Lipstadt, ref. 1996 I. nº 113;

www.holocaustdenialontrial.com  

*6 Fonte utilizada por Germar Rudolf: Robert J. van Pelt, The Case for Auschwitz: Evidence from the Irving Trial, Indiana University Press, 2002; Don D. Guttenplan, The Holocaust on Trial: History, Justice and the David Irving Libel Case, Granta Books, London, 2001; Richard J. Evans, Lying About Hitler: History, Holocaust, and the David Irving Trial, Basic Books, New York, 2001.  

*7 Fonte utilizada por Germar Rudolf: Jürgen Graf, “David Irving and the ‘Aktion Reinhardt Camps,’” Inconvenient History, vol. 1, nº 2 (2009); www.inconvenienthistory.com/1/2/1905  

*8 Fonte utilizada por Germar Rudolf: Carlo Mattogno, The Case for Sanity: A Historical and Technical Study of Jean-Claude Pressac’s “Criminal Traces” and Robert Jan van Pelt’s “Convergence of Evidence,2 vols., The Barnes Review, Washington, D.C., 2010; Carlo Mattogno, The Real Case for Auschwitz: Robert van Pelt’s Evidence from the Irving Trial Critically Reviewed, 2ª edição, Castle Hill Publishers, Uckfield, 2019. 

4 Nota de Germar Rudolf: Deborah E. Lipstadt, Denying the Holocaust: The Growing Assault on Truth and Memory, Free Press, New York, 1993, página 204. Até a Prof. Lipstadt concorda com isso, Denying the Holocaust: The Growing Assault on Truth and Memory, Free Press, New York, 1993, página 206: “Mas em certo nível Carl Degler estava certo: seus motivos são irrelevantes.” 

5 Nota de Germar Rudolf: Referência ao Prof. Dr. Arthur R. Butz. 

6 Nota de Germar Rudolf: Referência ao Prof. Dr. Robert Faurisson. 

*9 Fonte utilizada por Germar Rudolf: Kim Murphy, “Noted Holocaust revisionist Joins Irvine Conclave,” Los Angeles Times, 30 de maio de 2000. 

7 Nota de Germar Rudolf: Para mais recortes sobre a cobertura mediática do julgamento, consulte www.fpp.co.uk/docs/press  (acessado em 13 de abril de 2017) e Raven 2000a&b. 

8 Nota de Germar Rudolf: Korea Herald, 25 de fevereiro de 2000.

(www.fpp.co.uk/docs/trial/KoreaHerald250200.html ;  acessado em 13 de abril de 2017). 

*10 Fonte utilizada por Germar Rudolf: Don D. Guttenplan, “The Holocaust on Trial,” The Atlantic Monthly, 285(2) (2000), páginas 45-66; www.fpp.co.uk/docs/trial/guttenplan/atlm1.html . 

9 Nota de Germar Rudolf: Conferir o testemunho de Irving durante o julgamento contra Ernst Zündel em 1988: Kulaszka 1992, páginas 363-423 Lenski 1990, pp. 399-447.  

*11 Fonte utilizada por Germar Rudolf: John Sack, “Inside the Bunker,” Esquire, fevereiro de 2001, páginas 98-140; http://germarrudolf.com/wp-content/uploads/2012/04/ListPos62.pdf . 

*12 Fonte utilizada por Germar Rudolf: John Sack, An Eye for an Eye, Basic Books, New York, 1993. 

*13 Fonte utilizada por Germar Rudolf: John Sack, Auge um Auge, Kabel Verlag, Hamburg, 1995. 

*14 Fonte utilizada por Germar Rudolf: Richard H. Curtiss, The Washington Report On Middle East Affairs junho/julho de 1997, páginas 37, 62; Germar Rudolf, “John Sack und die Gaskammern,” Vierteljahreshefte für freie Geschichtsforschung, 3(1) (1999), páginas 94 e seguinte. 

*15 Fonte utilizada por Germar Rudolf: Robert H. Countess, “John Sack in Memoriam,” The Revisionist, 2(2) (2004), página 214 e seguinte. 

*16 Fonte utilizada por Germar Rudolf: John Sack, “Inside the Bunker,” Esquire, February 2001, páginas 98-140; Mark Weber, “John Sack's Defective Esquire Article,” Journal of Historical Review, 19(6) (2000), páginas 26 e seguinte.

http://germarrudolf.com/wp-content/uploads/2012/04/ListPos62.pdf  

10 Nota de Germar Rudolf: Elie Wiesel 1982, capítulo 12: “Appointment with Hate,” começando na página 142.  

*17 Fonte utilizada por Germar Rudolf: Samuel Gringauz, “Some Methodological Problems in the Study of the Ghetto,” em: Salo W. Baron, Koppel S. Pinson (eds.), Jewish Social Studies, vol. XII, New York, 1950, páginas 65-72.

*18 Fonte utilizada por Germar Rudolf: Robert H. Countess, “John Sack in Memoriam,” The Revisionist, 2(2) (2004), página 214 e seguinte.  

11 Nota de Germar Rudolf: Comunicação pessoal da Sra. Murphy. Contudo, em 2005, ela ganhou o Prêmio Pulitzer por suas reportagens na Rússia.  

*19 Fonte utilizada por Germar Rudolf: Lipstadt, Deborah E. Lipstadt, History on Trial: My Day in Court with David Irving, Ecco, New York, 2005; Trevor Lynch, “Denial,” 3 de novembro de 2016; www.counter-currents.com/2016/11/denial/ 

12 Nota de Germar Rudolf: www.state.gov/biographies/deborah-lipstadt  (acessado em 19 de dezembro de 2022).  

Fonte: Germar Rudolf, Lectures on the Holocaust - Controversial Issues Cross-Examined, 4th, revised edition, January 2023, Castle Hill Publishers, PO Box 141, Bargoed CF82 9DE, UK, 4th edition. Castle Hill Publishers. Capítulo 2.17. Worldwide Attention: Irving vs. Lipstadt. PDF gratuito disponível no link abaixo.

https://holocausthandbooks.com/index.php?page_id=15

Sobre o autor: Germar Rudolf nasceu em 1964 em Limburg, Alemanha. Ele estudou química na Universidade de Bonn, onde ele graduou-se em 1989 com um diploma comparável ao grau de PhD no EUA. De 1990 – 1993 ele preparou uma tese de PhD (na graduação alemã) no Instituto Max Planck, paralelo a isso Rudolf preparou um relatório especial sobre as questões químicas e técnicas das alegadas câmaras de gás de Auschwitz, The Rudolf Report. Como a conclusão era de que as instalações de Auschwitz e Birkenau não eram para propósitos de extermínio em massa ele teve que enfrentar perseguições e encontrou exílio na Inglaterra onde fundou a editora Castle Hill. Por pressão do desgoverno alemão por extradição ele teve que fugir em 1999 para o EUA em busca de asilo político. No EUA casou e tornou-se cidadão americano em 2005, mas imediatamente a isso foi preso e subsequentemente deportado para Alemanha onde cumpriu 44 meses de prisão por seus escritos acadêmicos, muitos deles feitos no EUA onde não são ilegais. Desde 2011 vive com sua família, esposa e três crianças, na Pennsylvânia. Entre suas principais obras estão:

Dissecting the Holocaust, 1ª edição 2003 pela Theses & Dissertations Press, EUA. 3ª edição revisada, Castle Hill, Uckfield (East Sussex), 2019.

The Chemistry of Auschwitz: The Technology and Toxicology of Zyklon B and the Gas Chambers – A Crime-Scene Investigation, Castle Hill, Uckfield (East Sussex), 3ª edição revisada e expandida (março de 2017).

Lectures on Holocaust (1ª ed. 2005) 3ª edição revisada e expandida, Castle Hill, Bargoed, 2023.

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Recomendado, leia também:

O que é o Holocausto? - lições sobre holocausto - por Germar Rudolf

O que é ‘Negação do Holocausto’? - Por Barbara Kulaszka

O Primeiro Holocausto - por Germar Rudolf

O Primeiro Holocausto – e a Crucificação dos judeus deve parar - parte 1 - Por Olaf Rose (Parte 2 na sequência do próprio artigo)

O Holocausto de Seis Milhões de Judeus — na Primeira Guerra Mundial - por Thomas Dalton, Ph.D. {academic auctor pseudonym}

O Mito do extermínio dos judeus – Parte 1.1 {nenhum documento sequer visando o alegado extermínio dos judeus foi jamais encontrado} - por Carlo Mattogno (demais partes na sequência do próprio artigo)


Sobre o revisionismo em geral e o revisionismo do alegado Holocausto ver:

Por que o revisionismo do Holocausto? - por Theodore J. O'Keefe

Revisionismo e Promoção da Paz - parte 1 - por Harry Elmer Barnes

Revisionismo e Promoção da Paz - parte 2 - por Harry Elmer Barnes

O “Holocausto” colocado em perspectiva - por Austin Joseph App

A controvérsia internacional do “holocausto” - Arthur Robert Butz

Contexto e perspectiva na controvérsia do ‘Holocausto’ - parte 1 - por Arthur R. Butz

Contexto e perspectiva na controvérsia do ‘Holocausto’ - parte 2 - por Arthur R. Butz

O Relatório Leuchter: O Como e o Porquê - por Fred A. Leuchter

Sobre a importância do revisionismo para nosso tempo - por Murray N. Rothbard


Sobre as alegadas câmaras de gás nazistas homicidas ver:

As câmaras de gás: verdade ou mentira? - parte 1 - por Robert Faurisson (primeira de seis partes, as quais são dispostas na sequência).

A Mecânica do gaseamento - Por Robert Faurisson

O “problema das câmaras de gás” - Por Robert Faurisson

As câmaras de gás de Auschwitz parecem ser fisicamente inconcebíveis - Por Robert Faurisson

O Relatório Leuchter: O Como e o Porquê - por Fred A. Leuchter

A técnica e a química das ‘câmaras de gás’ de Auschwitz - por Germar Rudolf - Parte 1 - Introdução (demais partes na sequência do próprio artigo)


Sobre censura e fuga da investigação histórica ver: 

A vigilante marcação pública no revisionismo - parte 1 - por Harry Elmer Barnes

A vigilante marcação pública no revisionismo - parte 2 - por Harry Elmer Barnes

Os Homens que “passaram o pano” para Hitler {com análise crítica revisionista} - Por Gitta Sereny

Argumentos contra O PROJETO DE LEI nº 192 de 2022 (PL 192/2022) que propõe criminalizar o questionamento do alegado HOLOCAUSTO, o que, por consequência, inclui criminalizar também quaisquer exames críticos científicos refutando a existência do alegado HOLOCAUSTO – por Mykel Alexander

Liberdade para a narrativa da História - por Antonio Caleari

A mentira a serviço de “um bem maior” - Por Antônio Caleari

Os Julgamentos de Nuremberg - Os julgamentos dos “crimes de guerra” provam extermínio? - Por Mark Weber


História do revisionismo do alegado holocausto e suas conquistas:

{Retrospectiva Revisionismo em ação na História} - As Origens Esquerdistas do Revisionismo {primeiro desafio do revisionismo x uma “testemunha” das alegadas câmaras de gás} - por German Rudolf

{Retrospectiva Revisionismo em ação na História} - Porque o que não deveria existir, não pode existir {o primeiro golpe de Robert Faurisson na narrativa do alegado Holocausto} - por Germar Rudolf

{Retrospectiva Revisionismo em ação na História} - Uma pessoa morta são muitas pessoas {é um argumento válido dizer que menos ou mais mortos nas pesquisas sobre alegado Holocausto não mudam os fatos do que significa o Holocausto?} por Germar Rudolf

{Retrospectiva Revisionismo em ação na História} - Escândalo na França {Robert Faurisson leva os defensores do alegado holocausto na França à derrota, culminando na queda de Jean-Claude Pressac} - por Germar Rudolf

{Retrospectiva Revisionismo em ação na História} - Nenhuma câmara de gás em Sachsenhausen - por Germar Rudolf

{Retrospectiva Revisionismo em ação na História} - Clareza sobre Dachau - por Germar Rudolf

{Retrospectiva Revisionismo em ação na História} - Sabão, abajures e cabeças encolhidas judaicas - por Germar Rudfolf

{Retrospectiva Revisionismo em ação na História} – O elefante invisível no porão {sem evidências do alegado holocausto} - por Germar Rudolf

{Retrospectiva Revisionismo em ação na História} - A mentira de Mermelstein {primeiro desafio do revisionismo x uma “testemunha” das alegadas câmaras de gás} - por German Rudolf

{Retrospectiva Revisionismo em ação na História} – O especialista em execução executado - por Germar Rudolf

{Retrospectiva Revisionismo em ação na História} – Liberdade de expressão nos EUA - por Germar Rudolf

{Retrospectiva Revisionismo em ação na História} – Ivan, o cara errado - por Germar Rudolf

{Retrospectiva Revisionismo em ação na História} – Mentiras antifascistas - por Germar Rudolf

{Retrospectiva Revisionismo em ação na História} – O Debacle de Wannsee - por Germar Rudolf 

{Retrospectiva Revisionismo em ação na História} – Revisionismo nos países de língua alemã - por Germar Rudolf

{Retrospectiva Revisionismo em ação na História} – Revisionismo no mundo muçulmano - por Germar Rudolf