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segunda-feira, 13 de abril de 2026

{Tributo a James Watson (1928-2025)} - Doze Livros Desconhecidos e Suas Verdades Raciais Suprimidas - parte 14 final {Ron Keeva Unz} - por Ron Keeva Unz

 Continuação de {Tributo a James Watson (1928-2025)} - Doze Livros Desconhecidos e Suas Verdades Raciais Suprimidas - parte 13 {Richard D. Fuerle} - por Ron Keeva Unz

Ron Keeva Unz


Livros desconhecidos que restaurariam a realidade da raça

De acordo com uma citação ligeiramente retrabalhada, amplamente atribuída ao famoso escritor de ficção científica Philip K. Dick, “A realidade é o que permanece mesmo quando você para de acreditar nela”.

Por aproximadamente os últimos cem anos, a esmagadora maioria de nossas elites intelectuais e políticas se recusou a aceitar esse princípio crucial. Em vez disso, eles têm parecido acreditar que a realidade de importantes questões raciais deveria se conformar à sua estrutura ideológica, e não o caminho da volta contrária. Exatamente esse mesmo tipo de recusa teimosamente dogmática em aceitar a realidade acabou levando à decadência e ao colapso da União Soviética cerca de três gerações após sua fundação.

De volta a 2017, eu fui entrevistado por telefone por uma ou duas horas por uma jornalista do New York Times, focada em temas políticos relacionados a questões raciais que repentinamente começaram a dominar as manchetes nacionais. Ela pareceu muito cética quanto à validade científica do conceito de raça e ficou bastante surpresa quando lhe disse que afirmar que “raça não existe” era praticamente o mesmo que afirmar que “gravidade não existe”.

            Eu salientei que seu colega de longa data, Nicholas Wade, um premiado jornalista científico, havia publicado um livro inteiro alguns anos antes sobre a ciência da raça. Além disso, apenas algumas semanas antes de nossa conversa, seu próprio jornal havia dedicado toda a primeira seção64 de sua prestigiosa Week in Review a uma longa exposição da inegável realidade científica da raça, escrita por David Reich, um renomado professor de Genética da Universidade Harvard e do Broad Institute.

Mas, a despeito desses pontos, ela ainda parecia bastante cética, presumivelmente refletindo as opiniões uniformemente contrárias de seus colegas jornalistas. Três anos depois, durante os protestos do movimento Black Lives Matter em 2020, James Bennet, o respeitado editor de Opinião do The New York Times, foi repentinamente purgado65 por ser considerado insuficientemente “politicamente correto.” Portanto, eu suspeito que, daqui para frente, suas crenças não serão mais abaladas por qualquer informação científica discordante publicada em seu próprio jornal.

Os doze livros quase desconhecidos que eu tenho apresentado acima diferem em muitos aspectos. Alguns foram escritos por jornalistas ou pesquisadores profundamente comprometidos com a causa antirracista. Outros foram escritos por acadêmicos renomados de algumas das nossas instituições acadêmicas mais prestigiosas, que buscaram apresentar os fatos científicos de forma imparcial, da melhor maneira possível. E alguns foram escritos por leigos engajados, que buscavam informar o mundo sobre questões e ideias que consideravam importantes.

Alguns destes trabalhos foram publicados por editoras importantes e atraíram muita atenção inicialmente, enquanto outras foram essencialmente autopublicadas e recebidas com quase absoluto silêncio. Mas hoje, todas essas obras importantes são quase igualmente desconhecidas.

Há três anos, eu publiquei por conta própria Race and Ethnicity in America {Raça e Etnicidade na América}, minha própria coletânea de ensaios sobre esses temas. Embora eu achasse que muitos dos meus textos eram muito bons, poucos envolviam o tipo de pesquisa original encontrada nos outros doze livros. Meu ranking de vendas atual na Amazon é bem baixo, em torno de 500.000, o que dificilmente me surpreende.

Mas, embora o ranking de vendas atual do meu livro seja baixo, quase todos os outros livros têm rankings piores, geralmente muito, muito piores. Parece haver poucas ou nenhuma venda atual desses importantes volumes escritos por acadêmicos e jornalistas renomados sobre um tema absolutamente crucial, e em alguns casos, nem mesmo exemplares estão disponíveis.

Para um país cuja ideologia dominante parece obcecada por raça, é uma grande tragédia que tantos livros importantes, capazes de revelar e esclarecer adequadamente essas questões subjacentes, permaneçam hoje quase totalmente desconhecidos.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Notas

64 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: How Genetics Is Changing Our Understanding of ‘Race’, por David Reich, 23 de março de 2018, The New York Times.

https://www.nytimes.com/2018/03/23/opinion/sunday/genetics-race.html

65 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: James Bennet Resigns as New York Times Opinion Editor - A. G. Sulzberger noted “a significant breakdown in our editing processes” before the publication of an Op-Ed by a United States senator calling for a military response to civic unrest, por Marc Tracy, 07 de junho de 2020, The New York Times.

https://www.nytimes.com/2020/06/07/business/media/james-bennet-resigns-nytimes-op-ed.html

Fonte: American Pravda: Twelve Unknown Books and Their Suppressed Racial Truths, por Ron Keeva Unz, 17 de novembro de 2025, The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/runz/american-pravda-twelve-unknown-books-and-their-suppressed-racial-truths/

Sobre o autor: Ron Keeva Unz (1961 -), de nacionalidade americana, oriundo de família judaica da Ucrânia, é um escritor e ativista político. Possui graduação de Bachelor of Arts (graduação superior de 4 anos nos EUA) em Física e também em História, pós-graduação em Física Teórica na Universidade de Cambridge e na Universidade de Stanford, e já foi o vencedor do primeiro lugar na Intel / Westinghouse Science Talent Search. Seus escritos sobre questões de imigração, raça, etnia e política social apareceram no The New York Times, no Wall Street Journal, no Commentary, no Nation e em várias outras publicações.

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sexta-feira, 10 de abril de 2026

{Tributo a James Watson (1928-2025)} - Doze Livros Desconhecidos e Suas Verdades Raciais Suprimidas - parte 13 {Richard D. Fuerle} - por Ron Keeva Unz

 Continuação de {Tributo a James Watson (1928-2025)} - Doze Livros Desconhecidos e Suas Verdades Raciais Suprimidas - parte 12 {Gregory Cochran, Henry Harpending e Nicholas Wade} - por Ron Keeva Unz

Ron Keeva Unz


Richard D. Fuerle e Erectus Walks Amongst Us

            Embora todos esses livros sobre importantes questões raciais sejam provavelmente quase desconhecidos hoje em dia, na época de sua publicação, quase todos os seus autores eram pesquisadores científicos ou jornalistas muito respeitáveis, e a maioria deles havia inicialmente atraído significativa atenção da mídia predominante ou até mesmo se tornado grandes best-sellers. Contudo, eu expliquei que esse não era o caso de outra obra, mais longa do que quase todas as outras e muito mais controversa.

A maioria dos americanos contemporâneos, jovens ou idosos, tem vivido a vida inteira sob uma forma de condicionamento psicológico que os leva a sofrer uma espécie de reação alérgica a ideias que se enquadram em certas categorias específicas. Alguns dos gatilhos mais notáveis ​​incluem tópicos relacionados a raça, etnia e sexo, e o contato com esse material proibido pode ser uma experiência dolorosa, com o desconforto diminuindo gradualmente apenas após repetidas exposições. Um dos assuntos mais aterrorizantes para um ser humano é a natureza da humanidade.

Muitos das dúzias livros já discutidos neste longo artigo se enquadram nessas categorias perturbadoras e, em alguns casos, seu conteúdo me causou considerável desconforto quando os li pela primeira vez, há dez, quinze ou vinte anos, independentemente de eu ter concluído, no final, que grande parte de sua análise estava equivocada. Mas sempre que penso no livro mais controverso que já li, um único candidato óbvio me vem à mente: uma obra antropológica autopublicada.

Eu não me lembro das circunstâncias exatas de como o livro chegou ao meu conhecimento, talvez enquanto navegava pelos comentários de algum site ou blogueiro alternativo em 2008. Acabei clicando em um botão na Amazon e o recebi alguns dias depois, com um débito de US$ 18,00 no meu cartão de crédito. A obra já está esgotada há muito tempo, e as cópias físicas difíceis mais baratas agora são vendidas por US$ 900.

O autor era um indivíduo inteiramente desconhecido para mim, aparentemente um ativista libertário de longa data e uma espécie de polímata, com diplomas de graduação e pós-graduação em matemática, física, química, economia e direito. Ele alegava ter passado quatro anos escrevendo o livro, após vários anos de longas discussões online nas quais ele e um ou mais colaboradores haviam gradualmente desenvolvido a maioria das ideias básicas e realizado grande parte da pesquisa. Tais alegações parecem plausíveis, visto que o texto finalizado tem cerca de 200.000 palavras e é complementado por uma vasta gama de ilustrações, gráficos e tabelas, além de mais de 1.200 notas de rodapé detalhadas, a maioria delas substanciais e muitas bastante extensas. A bibliografia contém mais de 1.000 entradas.

A escrita em si era bastante funcional, embora pouco elegante, e a obra parecia se encaixar confortavelmente na estrutura evolucionista fornecida pelas teorias raciais de Coon, da década de 1960, e pela análise r/K de Rushton, da década de 1990, embora eu ainda não tivesse me deparado com as primeiras na época.

Eu não tenho sério conhecimento em antropologia, mas os primeiros capítulos, que abordavam genética e evolução, pareceram-me bastante corretos em sua descrição detalhada desses fundamentos científicos, e os argumentos apresentados nos capítulos posteriores foram plausíveis, ainda que frequentemente revolucionários em suas implicações. Mas, muito mais do que Coon ou Rushton, Richard D. Fuerle pretendia revolucionar completamente a história evolutiva do Homo sapiens.

Quando deparei-me com um amplo e contínuo arcabouço teórico de afirmações em um assunto muito além da minha área de especialização, eu naturalmente recorro a resenhas e comentários, que me fornecem um ponto de partida útil, sejam eles favoráveis ​​ou críticos. Mas, com a única exceção de uma resenha bastante favorável e abrangente63 (versão em PDF)64 de Jared Taylor, com quase 6.000 palavras, não havia nenhuma outra. Nenhum dos muitos blogueiros racialistas se dignou a abordar esse material, privando-me, assim, dos extensos debates em seções de comentários que normalmente teriam assistido a minha compreensão.

Deparando-me com esse dilema, eu decidi contatar um eminente acadêmico que eu conhecia, com grande experiência exatamente nesse assunto, e perguntei, com cautela, se ele já tinha ouvido falar da obra. Por coincidência, ele havia recebido um exemplar recentemente, mas não se dera ao trabalho de lê-lo, e, ao saber do meu contato, resolveu fazê-lo. Alguns dias depois, ele me enviou uma mensagem dizendo que já havia lido mais da metade do livro e que estava tão impressionado com a vasta quantidade de informações importantíssimas que ele continha, que planejava mantê-lo em sua estante para usá-lo como fonte de referência padrão. Então, um ou dois dias depois, ele me disse que, após terminar o livro, ficou absolutamente horrorizado com as teorias apresentadas pelo autor. Por isso, evitei tocar nesse assunto no futuro.

Eu recentemente reli meu antigo exemplar de Erectus Walks Amongst Us e o volume do material e a abrangência das ideias me impressionaram tanto agora quanto há doze anos. Meu conhecimento em antropologia pouco melhorou ao longo dos anos, então minha breve análise do conteúdo não deve ser levada muito a sério e pode apenas demonstrar minha profunda ignorância sobre o assunto. Voar às cegas é sempre um comportamento arriscado.

A estrutura evolucionária humana proposta por Fuerle parece seguir, em linhas gerais, a de Coon, apresentando diversos argumentos de que, ao contrário da ortodoxia moderna, as diferentes raças humanas, na verdade, são anteriores ao surgimento do próprio Homo sapiens, tendo evoluído em populações geograficamente separadas de nossos ancestrais Homo erectus. Como exemplo das evidências apresentadas, ele observa que os primeiros erectóides que habitavam a Ásia possuíam incisivos em forma de pá, assim como os asiáticos modernos, o que parece improvável de ter sido mera coincidência.

Mas a tese central de Fuerle é que nossa estrutura dominante de origem africana — a noção de que o Homo sapiens evoluiu primeiro na África e depois se espalhou pelo mundo — deveria ser substituída por um modelo de origem eurasiática, e alguns de seus argumentos parecem razoáveis.

Ele argumenta que o conjunto de características físicas africanas parece ser adaptado ao calor, enquanto as dos asiáticos são adaptadas ao frio, com a raça caucasiana permanecendo mais generalizada, então sugere, com base em fundamentos teóricos, que uma população humana adaptada ao calor teria menos probabilidade de evoluir facilmente para variedades adaptadas ao frio e generalizadas, muito menos fazê-lo em tão pouco tempo quanto os 60.000 anos atualmente estimados. Além disso, o ambiente relativamente estável da África teria muito menos probabilidade de fornecer os severos desafios ambientais necessários para o surgimento de uma nova espécie, especialmente uma com inteligência muito superior à de seus predecessores eretoides.

Segundo a teoria atual sobre as origens africanas, o Homo sapiens migrou da África para a Eurásia justamente durante o período em que este continente foi assolado por uma severa era glacial, que criou condições de vida muito difíceis em comparação com a África, sua terra natal menos afetada. Isso parece implausível. Além disso, o homem de Neandertal já havia ocupado a Europa e partes da Ásia por centenas de milhares de anos, certamente estando bem adaptado às condições locais e possuindo um cérebro maior que o do Homo sapiens. Portanto, parece improvável que um pequeno número de intrusos humanos adaptados à África pudesse tê-los deslocado facilmente.

Entretanto, o modelo contrário de Fuerle sobre a evolução humana argumenta que a sapiência foi alcançada pela primeira vez em algum lugar do continente eurasiático, muito maior que a África e também sob uma pressão seletiva muito mais intensa. E durante a era glacial que cobriu o globo há 60.000 anos, pequenos grupos de Homo sapiens primitivos foram impelidos para o clima mais hospitaleiro da África, em vez de fugirem dele.

Não muito depois da publicação do livro de Fuerle, a antropologia foi abalada pela descoberta de que o DNA não africano continha pequenos elementos neandertais,65 demonstrando que as duas espécies diferentes haviam se cruzado, pelo menos em alguma medida, durante as dezenas de milhares de anos em que coexistiram na Europa e em partes da Ásia. De fato, Cochran e Harpending chegaram a sugerir que essa introgressão neandertal poderia ter envolvido genes cruciais para o sucesso do Homo sapiens, talvez fornecendo características bem adaptadas às condições ambientais locais e, portanto, sujeitas a uma forte pressão seletiva positiva. Alguns anos depois, pequenos traços de DNA de outros hominídeos pré-humanos66 foram encontrados em algumas das populações atuais do Sudeste Asiático, remanescentes de uma espécie chamada Denisovanos.

Todas essas descobertas de DNA residual têm demonstrado que as espécies não são tão rigidamente separadas umas das outras quanto nossos livros didáticos de biologia básica costumavam afirmar. De fato, inúmeras espécies animais podem acasalar e gerar descendentes férteis com facilidade, embora normalmente não o façam em condições naturais. Fuerle enfatizou repetidamente esse ponto em seu livro, muito antes que essas ondas de pesquisa de DNA tivessem estabelecido firmemente o caso em relação aos seres humanos. Por exemplo, o Homo neanderthalensis sempre foi classificado como distinto da nossa espécie, mas alguns agora podem argumentar que se tratava simplesmente de uma raça diferente de Homo sapiens e que deveria ser chamado de Homo sapiens neanderthalensis.

{Richard D. Fuerle (1941-2014) foi uma acadêmico americano que obteve três diplomas pela Universidade de Pittsburgh: bacharelado em matemática, bacharelado em direito e mestrado em economia. Aos 50 anos, ele obteve mais dois bacharelados, em física teórica e química. Como estudioso da ciência ele desenvolveu trabalhos de antropologia que propunham antecedentes de miscigenação entre seres humanos e hominídeos em algumas regiões da Terra em tempos imemoráveis. Descobertas genéticas nos anos posteriores a 2000 endossaram as propostas de Richard D. Fuerle.}
 

Quando nós consideramos as populações maiores do continente africano subsaariano, aqueles que vivem no Chifre da África parecem ser exceções parciais, tanto geneticamente quanto fisicamente, possuindo ancestralidade mista de povos de ambos os lados: negros africanos e caucasianos do Oriente Médio, sendo, em alguns aspectos, mais próximos destes últimos, exceto no que diz respeito à cor da pele. Hibridização semelhante é bastante comum no mundo, principalmente na Ásia Central, onde caucasianos e asiáticos convivem há milhares de anos. Portanto, nossa hibridização com neandertais é apenas um exemplo extremo disso.

A ciência inevitavelmente avança e, nas últimas décadas, a análise do DNA humano revisou substancialmente nossa árvore genealógica das populações mundiais, fornecendo resultados quantitativos muito mais sólidos e precisos do que as análises rudimentares produzidas por gerações passadas de antropólogos físicos. Se excluirmos as pequenas populações locais de aborígenes australianos, pigmeus africanos e alguns outros grupos minoritários, a humanidade tem sido tradicionalmente dividida em três mega-raças: caucasoides, mongoloides e negroides, e isso permanece válido até hoje. Mas a análise genética revelou que os dois primeiros grupos se agrupam muito mais, enquanto o último é um caso atípico considerável. Assim, em uma primeira aproximação, a humanidade está geneticamente dividida em eurasiáticos e africanos, e Fuerle apresenta o argumento provocativo de que, se os africanos não fossem uma raça viva e fossem conhecidos apenas por seus ossos e DNA, provavelmente teriam sido classificados como uma espécie separada dos eurasiáticos.

Em uma passagem reveladora citada na extensa resenha de Taylor,67 Fuerle enfatiza que as diferenças fenotípicas entre eurasiáticos e africanos parecem seguir um padrão consistente:

[V]irtualmente todas as diferenças raciais entre africanos e eurasiáticos residem em características primitivas; existem poucas, ou nenhuma, característica africana que seja mais moderna do que as características eurasiáticas. As evidências provêm de uma grande variedade de características muito diferentes: tecido ósseo, tecido mole, fisiologia, comportamento, inteligência, realizações e genes. E, mais importante, todas as evidências são consistentes. Não é o caso de os genes dizerem que os negros são modernos e os ossos dizerem que são primitivos. Todas as evidências apontam para a mesma coisa…

Esse padrão notável de características africanas é facilmente explicado pelo modelo de Fuerle sobre as origens humanas. Se o Homo sapiens evoluiu primeiro na Eurásia e pequenos grupos dessa nova espécie entraram na África há cerca de 60.000 anos, eles podem ter se hibridizado naturalmente com os hominídeos locais daquele continente, assim como outros membros primitivos de sua espécie fizeram com os neandertais ou denisovanos. Mas, como as populações locais preexistentes eram muito maiores, uma parcela muito maior da ancestralidade genética atual pode ter vindo dessas outras fontes.

No início deste ano, uma análise do genoma africano revelou68 que até 19% do DNA parece ter origem em “populações fantasmas” de hominídeos pré-humanos arcaicos que outrora floresceram naquele continente. Embora esses resultados científicos não tenham recebido a atenção da mídia que mereceriam, eles parecem representar uma confirmação experimental impressionante das notáveis ​​previsões que Fuerle havia apresentado em um livro publicado doze anos antes. Nossos livros didáticos de história explicam que, há um século, a expedição de Eddington para observar o eclipse solar de 1919 forneceu confirmação experimental para as previsões da Teoria da Relatividade Geral, elevando Einstein à fama internacional e, indiretamente, levando à sua concessão do Prêmio Nobel de 1921. Às vezes, me pergunto se essas recentes descobertas sobre o DNA deveriam ser consideradas sob uma luz semelhante.

Fuerle morreu em 2014, aos 73 anos, sem, portanto, presenciar essa aparente confirmação de sua hipótese. Eu suspeito que ele tenha terminado seus dias bastante decepcionado com a quase total falta de reconhecimento que seu livro autopublicado em 2008 havia alcançado, especialmente considerando os muitos anos de esforço investidos em sua produção. Além daquela longa resenha no boletim informativo69 da American Renaissance, sua obra não recebeu nenhuma discussão substancial em nenhum outro lugar e aparentemente caiu no desvanecimento.

Em seu prefácio, ele tinha descrito o livro como a principal contribuição de seus últimos anos para as gerações futuras e autorizou qualquer pessoa a publicá-lo ou copiá-lo livremente, sem pagar direitos autorais, prometendo também disponibilizá-lo em breve em formato HTML em um site, o que fez alguns meses depois. Posteriormente, lançou uma versão em PDF,70 com as importantíssimas notas de rodapé vinculadas a esse site. Ao longo dos anos, eu visitei o site ocasionalmente, mas quando o verifiquei há alguns anos, descobri que a propriedade do URL havia expirado algum tempo após sua morte, portanto o site não estava mais disponível. Como consequência, as versões em PDF ainda em circulação não têm acesso às notas de rodapé, o que compromete seriamente o valor do texto.

Felizmente, as páginas do site estavam salvas no Archive.org e consegui copiá-las para um local em nosso próprio site,71 incluindo todas as imagens associadas. Também produzi uma versão modificada do PDF72 na qual as notas de rodapé estão novamente ativas, agora apontando para esta cópia disponível.

Aqueles interessados ​​podem agora ler a obra e decidir por si mesmos o quanto minha ignorância em antropologia prejudicou minha avaliação do livro.

Como eu expliquei, após a publicação do notável livro de Fuerle, o conteúdo provou-se tão excepcionalmente controverso que, com exceção de uma resenha notável, nenhum dos muitos escritores racialistas na internet se dispôs a reconhecer sua existência e discuti-lo, situação que persistiu nos anos que seguiram.

Mas, em preparar este artigo, eu descobri que, após 17 anos, esse embargo intelectual finalmente foi quebrado. No início deste ano, um escritor do Substack, que frequentemente aborda questões de raça e QI, publicou um artigo extremamente longo e abrangente, resumindo e analisando criticamente o livro de Fuerle capítulo por capítulo. Sua análise citou diversos artigos e descobertas científicas relacionadas, muitas delas publicadas após o lançamento do livro. Embora as 37.000 palavras possam parecer intimidantes, aproximadamente um terço delas corresponde à lista de referências, tornando o corpo do texto, com suas 25.000 palavras, um tanto mais acessível.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander


Notas:

64 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: link quebrado.

https://www.unz.com/wp-content/uploads/2020/10/AmRen-ErectusWalksReview.pdf

65 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: Signs of Neanderthals Mating With Humans, por Nicholas Wade, 06 de maio de 2010, The New York Times.

https://www.nytimes.com/2010/05/07/science/07neanderthal.html

66 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: DNA Turning Human Story Into a Tell-All, por Alanna Mitchell, 30 de janeiro de 2012, The New York Times.

https://www.nytimes.com/2012/01/31/science/gains-in-dna-are-speeding-research-into-human-origins.html

68 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: Who were the ghost people of Africa? DNA reveals ancient Africans bred with new unknown race of humans just 50,000 years ago, por Danyal Hussain e Joe Pinkstone, fevereiro de 2020, The Daily Mail.

https://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-7997861/New-study-shows-ghost-DNA-modern-day-population-west-Africa.html

71 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz:

https://www.unz.com/text/ErectusWalks/index.html

Fonte: American Pravda: Twelve Unknown Books and Their Suppressed Racial Truths, por Ron Keeva Unz, 17 de novembro de 2025, The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/runz/american-pravda-twelve-unknown-books-and-their-suppressed-racial-truths/

Sobre o autor: Ron Keeva Unz (1961 -), de nacionalidade americana, oriundo de família judaica da Ucrânia, é um escritor e ativista político. Possui graduação de Bachelor of Arts (graduação superior de 4 anos nos EUA) em Física e também em História, pós-graduação em Física Teórica na Universidade de Cambridge e na Universidade de Stanford, e já foi o vencedor do primeiro lugar na Intel / Westinghouse Science Talent Search. Seus escritos sobre questões de imigração, raça, etnia e política social apareceram no The New York Times, no Wall Street Journal, no Commentary, no Nation e em várias outras publicações.

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

{Tributo a James Watson (1928-2025)} - Doze Livros Desconhecidos e Suas Verdades Raciais Suprimidas - parte 12 {Gregory Cochran, Henry Harpending e Nicholas Wade} - por Ron Keeva Unz

 Continuação de {Tributo a James Watson (1928-2025)} - Doze Livros Desconhecidos e Suas Verdades Raciais Suprimidas - parte 11 {J. Philippe Rushton} - por Ron Keeva Unz

Ron Keeva Unz


Gregory Cochran, Henry Harpending, e The 10,000 Year Explosion

A massiva vilificação que Rushton sofreu por publicar um livro científico sobre questões raciais controversas foi dificilmente único, e eu descrevi como ataques similares foram lançados contra outros pesquisadores e jornalistas que tinham feito o mesmo.

Se ou não o tratamento ruim sobre Rushton o tinha empurrado para o campo racista branco, ele deu poucos indícios de profundo arrependimento por essa posição, que só surgiu após cerca de vinte anos de crescente vilificação e assédio, tanto em sua universidade quanto pela mídia. Uma demonização pública muito mais lamentável, embora em escala bem menor, ocorreu no caso de Henry Harpending, um eminente antropólogo com quem eu havia desenvolvido certa amizade no início dos anos 2000.

Como indica seu artigo na Wikipédia, ele passou quase toda a sua carreira como uma figura acadêmica absolutamente convencional. Depois de obter seu doutorado em Harvard em 1972, realizou importantes pesquisas originais tanto em genética populacional quanto em trabalho de campo antropológico na África, publicando mais de 120 artigos em respeitadas revistas científicas. Ele acabou sendo eleito para a prestigiosa Academia Nacional de Ciências e passou seus últimos vinte anos como professor titular na Universidade de Utah.

Ao redor de 2007, ele iniciou uma série de colaborações com o físico Gregory Cochran e, juntos, publicaram diversos artigos importantes e de grande repercussão. Entre eles, uma teoria de que a introgressão de genes neandertais pode ter impulsionado o desenvolvimento dos primeiros Homo sapiens, a apresentação de evidências genéticas para a evolução de uma inteligência aprimorada entre os judeus asquenazes e, mais importante, a hipótese de que a evolução humana acelerou rapidamente nos últimos 10.000 anos, impulsionada pelo aumento do surgimento de mutações favoráveis ​​devido a populações muito maiores. Todos esses artigos foram publicados em periódicos acadêmicos de renome, com um par deles sendo suficientemente importantes53 que receberam cobertura favorável54 nas páginas de ciência do New York Times. Em 2007, ele e Cochran foram coautores de The 10,000 Year Explosion, publicado pela Basic Books, o qual apresentou essas várias ideias evolucionistas, bem como a sugestão de que a evolução da tolerância à lactose pode ter sido um fator importante por trás da expansão inicial dos indo-europeus. As numerosas resenhas em periódicos acadêmicos foram, em geral, bastante favoráveis.

Contudo, a sugestão de que a evolução humana tinha rapidamente acelerado nos últimos milhares de anos carregava possíveis implicações raciais que não passaram despercebidas entre os racistas brancos,55 e a obra tornou-se bastante popular nesses círculos. Além disso, os dois autores lançaram o West Hunter,56 um blog conjunto focado em questões raciais e evolutivas, e embora Harpending parecesse ter um envolvimento mínimo, muitos dos numerosos comentaristas expressaram sentimentos fortemente racialistas sobre uma ampla variedade de assuntos. A despeito de parecer bastante apolítico, ele aceitou convites para palestras em 2009 e 2011 em pequenos encontros de direita na Costa Leste, talvez chamando assim a atenção dos investigadores do SPLC {Southern Poverty Law Center}.

Em 2014, Nicholas Wade, repórter e editor de longa data da área de ciência no New York Times, publicou um livro importante57 sobre raça e evolução. A Troublesome Inheritance {UMA HERANÇA INCÔMODA no Brasil} rapidamente atraiu uma campanha organizada de difamação, incluindo uma carta pública assinada por 134 geneticistas proeminentes, cujas acusações absurdas provaram conclusivamente que nenhum deles havia lido o livro que atacavam.58 Um dos capítulos de Wade abordava a teoria da evolução da inteligência aprimorada dos judeus asquenazes, da qual Harpending era coautor, o que provavelmente colocou este último na mira de muitos ataques.

{Nicholas Wade (1942-) é um acadêmico inglês especialista em ciências biológicas e comentarista em jornais e revistas. Suas obras ao evidenciarem a realidade racial e exporem a corrupção acadêmica e publicista a partir do pós-Segunda Guerra Mundial, atraiu o ódio de todas frentes ressentidas, corrompidas ou corruptoras da ciência e do discernimento.}
 

Assim, no ano seguinte, o boletim informativo HateWatch do SPLC {Southern Poverty Law Center} denunciou de forma ultrajante59 o acadêmico de temperamento ameno como um “nacionalista branco”. Essa acusação era baseada em uma série ridícula de alegações, várias das quais se resumiam a descrever suas descobertas de pesquisa científica ou a aplicar culpa por associação. Além disso, observaram que ele ocasionalmente fazia declarações públicas alinhadas às teorias promovidas por Herrnstein e Murray e que certa vez havia defendido a deportação em massa de imigrantes ilegais. Por seus escritos sobre questões judaicas controversas, Kevin MacDonald havia se tornado um inimigo declarado dos pesquisadores do SPLC {Southern Poverty Law Center}, e eles demonstraram sua total incompetência ao afirmar que as teorias de Harpending eram baseadas nas de MacDonald, embora não houvesse qualquer ligação entre eles e o nome deste último sequer constasse no índice ou na bibliografia do livro do primeiro.

Acadêmicos discretos que se tornam alvo de acusações virulentas por parte de organizações nacionais influentes têm poucos recursos, e ser repentinamente rotulado de “nacionalista branco” e “racista” deve ter sido uma experiência muito dolorosa para Harpending, possivelmente contribuindo para sua morte por dois AVCs no início do ano seguinte, aos 72 anos. Apesar de seus vinte anos como um estimado professor de Utah, nenhum obituário foi publicado em seu jornal local, enquanto o site de sua universidade atualmente contém uma página que se dissocia60 de uma de suas antigas estrelas acadêmicas.

O motivo por trás de tal calúnia do SPLC {Southern Poverty Law Center} pode ter sido parcialmente o de enviar um aviso severo a outros pesquisadores científicos, semelhante à destruição da reputação imponente de James Watson. Mas eu acho que um fator ainda maior foi o desejo de anatematizar o acadêmico a tal ponto que, no futuro, ninguém ousaria citar sua pesquisa na mídia, e esse resultado parece ter sido alcançado. Em 2019, um colunista judeu bastante chauvinista do New York Times mencionou casualmente61 algumas das descobertas que haviam sido discutidas favoravelmente62 em seu próprio jornal doze anos antes, para depois recuar desesperadamente e remover a referência após alguém descobrir que ele havia se baseado em um pesquisador “racista.”

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Continua em {Tributo a James Watson (1928-2025)} - Doze Livros Desconhecidos e Suas Verdades Raciais Suprimidas - parte 13 {Richard D. Fuerle} - por Ron Keeva Unz

Notas:

53 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: Researchers Say Intelligence and Diseases May Be Linked in Ashkenazic Genes, por Nicholas Wade, 03 de junho de 2005, The New York Times.

https://www.nytimes.com/2005/06/03/science/researchers-say-intelligence-and-diseases-may-be-linked-in.html

54 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: Selection spurred recent evolution, researchers say, por Nicholas Wade, 11 de novembro de 2007, The New York Times.

https://www.nytimes.com/2007/12/11/health/11iht-11gene.8686061.html

55 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: Science Refutes Orthodoxy — Again, Thomas Jackson, American Renaissance, May 2009.

https://www.amren.com/news/2018/05/civilization-and-evolution-gregory-cochran-henry-harpending/

56 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz:

https://westhunt.wordpress.com/

57 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: Does Race Exist? Do Hills Exist?, por Ron Keeva Unz, 22 de maio de 2014, The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/runz/does-race-exist-do-hills-exist/

58 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: Race/IQ: Should Scientists Bother Reading the Books They Denounce?, por Ron Keeva Unz ,11 de agosto de 2014, The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/runz/raceiq-should-scientists-bother-reading-the-books-they-denounce/

60 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: University statement on former professor Henry Harpending

Henry Harpending was a professor of anthropology from 1997 until his death in 2016. 03 de janeiro de 2020.

https://attheu.utah.edu/university-statements/university-statement-on-former-professor-henry-harpending/

61 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: The Secrets of Jewish Genius - It’s about thinking diferente, por Bret Stephens, 27 de dezembro de 2019, The New York Times.

https://www.nytimes.com/2019/12/27/opinion/jewish-culture-genius-iq.html

62 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: Researchers Say Intelligence and Diseases May Be Linked in Ashkenazic Genes, por Nicholas Wade, 03 de junho de 2005, The New York Times.

https://www.nytimes.com/2005/06/03/science/researchers-say-intelligence-and-diseases-may-be-linked-in.html

Fonte: American Pravda: Twelve Unknown Books and Their Suppressed Racial Truths, por Ron Keeva Unz, 17 de novembro de 2025, The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/runz/american-pravda-twelve-unknown-books-and-their-suppressed-racial-truths/

Sobre o autor: Ron Keeva Unz (1961 -), de nacionalidade americana, oriundo de família judaica da Ucrânia, é um escritor e ativista político. Possui graduação de Bachelor of Arts (graduação superior de 4 anos nos EUA) em Física e também em História, pós-graduação em Física Teórica na Universidade de Cambridge e na Universidade de Stanford, e já foi o vencedor do primeiro lugar na Intel / Westinghouse Science Talent Search. Seus escritos sobre questões de imigração, raça, etnia e política social apareceram no The New York Times, no Wall Street Journal, no Commentary, no Nation e em várias outras publicações.

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domingo, 1 de fevereiro de 2026

{Tributo a James Watson (1928-2025)} - Doze Livros Desconhecidos e Suas Verdades Raciais Suprimidas - parte 11 {J. Philippe Rushton} - por Ron Keeva Unz

 Continuação de {Tributo a James Watson (1928-2025)} - Doze Livros Desconhecidos e Suas Verdades Raciais Suprimidas - parte 10 {Richard Lynn e Tatu Vanhanen} - por Ron Keeva Unz

Ron Keeva Unz


J. Philippe Rushton e Race, Evolution, and Behavior

Passei a explicar51 então que a enorme polêmica sobre raça e QI, na verdade, desviou a atenção de uma análise racial muito mais abrangente e revolucionária, desenvolvida por um pesquisador diferente.

Eu tinha sempre estado interessado em questões raciais, e o enorme frenesi midiático de 1994 em torno de The Bell Curve naturalmente me levou a comprar um exemplar, mas achei-o pouco interessante e perdi o fôlego antes de ler as cem páginas do enorme volume de 845 páginas. Afinal, Herrnstein vinha escrevendo praticamente a mesma coisa há mais de duas décadas, começando com seu famoso artigo de 1971 na revista Atlantic Monthly, e embora ele agora tivesse compilado uma grande quantidade de evidências adicionais para corroborar seus argumentos, eles já haviam me convencido muitos anos antes.

Em contraste, outro livro que coincidentemente foi lançado quase na mesma época se enquadra em uma categoria muito diferente. Embora ele tenha recebido apenas uma fração da cobertura midiática dada ao livro de Herrnstein/Murray, eu achei Race, Evolution, and Behavior “Raça, Evolução e Comportamento”, do acadêmico canadense J. Philippe Rushton, absolutamente fascinante e o considerei um avanço seminal na teoria da evolução humana.

{John Philippe Rushton (1943-2012) foi um professor de psicologia na Universidade de Western Ontario. Suas áreas de pesquisa incluíram o altruísmo, inteligência e diferenças raciais.}
 

Após resumir os fatos científicos conhecidos sobre as principais raças da humanidade e suas diferentes características, Rushton analisou esses dados no contexto da teoria r/K, uma estrutura de adaptação biológica originalmente desenvolvida pelo pioneiro da sociobiologia E. O. Wilson, que analisa os organismos como sendo otimizados para condições ambientais específicas. Em circunstâncias de abundância de recursos, as espécies r-selecionadas enfatizam a reprodução rápida, enquanto que, se os recursos são escassos e a competição é o fator crucial, as espécies K-selecionadas focam em alto investimento parental.

Todos os humanos estão situados no extremo K do espectro, mas algumas raças mais do que outras. Ao restringir sua atenção às três mega-raças clássicas em escala continental — africanos, europeus e asiáticos orientais — Rushton analisou suas características sob essa estrutura teórica. Em cerca de sessenta traços físicos e comportamentais diferentes, os africanos invariavelmente se encontravam em uma extremidade do espectro e os asiáticos na outra, com os europeus no meio, porém muito mais próximos dos asiáticos. E, em cada caso, essas características biológicas seguiam o mesmo padrão r/K. Uma vasta quantidade de dados empíricos corroborou a conclusão de que cada raça havia desenvolvido um conjunto distinto de características influenciadas pelo ambiente.

Eu me lembro discutindo casualmente os dois livros contrastantes com um amigo acadêmico de posicionamento político moderado na época, e ambos concordamos que, embora as ideias do tão badalado Bell Curve não fossem particularmente novas nem provocativas, a pesquisa de Rushton era absolutamente fascinante e provavelmente merecedora de um Prêmio Nobel. Eu brinquei também que poderia levar pelo menos trinta anos para que um material tão controverso fosse suficientemente aceito para que ele pudesse reivindicar essa honra. Como esses prêmios não são concedidos postumamente, quando Rushton morreu de câncer em 2012, com a idade relativamente jovem de 68 anos, eu mencionei a um dos acadêmicos mais proeminentes de Harvard que minha previsão não poderia mais ser testada.

Adespeito dos aspectos chocantes da análise racial de Rushton, cujas conclusões controversas superavam em muito as afirmações bastante brandas e bem estabelecidas de Herrnstein e Murray, seu livro inicialmente recebeu um tratamento justo e até mesmo favorável, com as duas obras frequentemente mencionadas juntas em resenhas. A discussão extremamente longa na seção de resenhas de livros do New York Times de domingo abordou ambos os assuntos e, embora tenha mencionado a “tese incendiária” de Rushton, suas ideias foram tratadas de modo com pleno respeito.

Contudo, para a maioria dos leitores modernos, a discussão bastante direta de Rushton sobre as diferenças raciais no tamanho do cérebro, nos órgãos genitais e nas taxas de maturação física pode desencadear uma reação quase alérgica, parecendo representar os aspectos mais horríveis do incessantemente vilipendiado “racismo científico” das primeiras décadas do século XX. Não me surpreendeu notar que a entrada de Rushton na Wikipédia tentava, de forma tênue, ligá-lo ao Partido Nazista em seu segundo parágrafo, e muitos jornalistas seguiram uma linha de ataque muito semelhante em 1994. De fato, como seu próprio livro havia feito uso significativo da pesquisa de Rushton, Murray sentiu-se compelido a adicionar um posfácio que defendia Rushton como um “acadêmico sério”, mas muitos dos ataques mais severos a The Bell Curve ainda exploraram amplamente essa associação com Rushton.

O livro marcante de Rushton não está mais em impressão e só pode ser encontrado na Amazon a preços exorbitantes, mas, felizmente, cópias em PDF podem ser encontradas na internet, assim como edições abreviadas, que condensam seu volume de 350 páginas no equivalente a um longo artigo.

Por anos, a pesquisa e os escritos de Rushton atraíram forte hostilidade, com esquerdistas organizados tentando, sem sucesso, fazer com que sua universidade canadense o demitisse de sua cátedra, e políticos proeminentes chegando a sugerir que ele fosse investigado e processado por violações das abrangentes leis canadenses contra crimes de ódio. Incessantemente perseguido ou ignorado pela corrente política estabelecida, enquanto saudado por sua genialidade pela comunidade racialista,52 as próprias visões ideológicas de Rushton podem ter se alterado gradualmente como consequência. Logo no início de seu livro de 1995, ele argumentou que o uso de sua pesquisa científica por nacionalistas étnicos era “problemático”, mas em 2002 ele assumiu a presidência do Pioneer Fund e alguns anos depois tornou-se um palestrante frequente em conferências racialistas de direita, momento em que passei a considerá-lo um nacionalista branco declarado.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Continua em {Tributo a James Watson (1928-2025)} - Doze Livros Desconhecidos e Suas Verdades Raciais Suprimidas - parte 12 {Gregory Cochran, Henry Harpending e Nicholas Wade} - por Ron Keeva Unz

 Notas:


51 Fonte utilizada por Ron Keeva Unz: White Racialism in America, Then and Now, por Ron Keeva Unz, 05 de outubro de 2020, The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/runz/white-racialism-in-america-then-and-now/#philippe-rushton-r-k-theory-and-accelerated-evolution

Fonte: American Pravda: Twelve Unknown Books and Their Suppressed Racial Truths, por Ron Keeva Unz, 17 de novembro de 2025, The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/runz/american-pravda-twelve-unknown-books-and-their-suppressed-racial-truths/

Sobre o autor: Ron Keeva Unz (1961 -), de nacionalidade americana, oriundo de família judaica da Ucrânia, é um escritor e ativista político. Possui graduação de Bachelor of Arts (graduação superior de 4 anos nos EUA) em Física e também em História, pós-graduação em Física Teórica na Universidade de Cambridge e na Universidade de Stanford, e já foi o vencedor do primeiro lugar na Intel / Westinghouse Science Talent Search. Seus escritos sobre questões de imigração, raça, etnia e política social apareceram no The New York Times, no Wall Street Journal, no Commentary, no Nation e em várias outras publicações.

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