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quarta-feira, 1 de julho de 2026

A Mão Judaica nas Guerras Mundiais - Parte 2.2 - As Revoluções Judaicas - por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton)

 Continuação de A Mão Judaica nas Guerras Mundiais - Parte 2.1 - contexto pós-Primeira Guerra Mundial -  por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton)

David Skrbina 


As Revoluções Judaicas

Com a queda do czar Nicolau em março de 1917 e com a revolução bolchevique de outubro do mesmo ano, os revolucionários judeus tornaram-se particularmente ativos na Europa Oriental e Central. Cheios de sucesso na Rússia, eles esperavam duplicar os eventos em outros países. Ben-Sasson fornece uma conta tipicamente discreta:

As novas forças que emergiram em muitos países [...] abriram novos horizontes de atividade para estadistas judeus de propensão liberal-democrática, particularmente aqueles com visões radicais-revolucionárias. [...] Os judeus também eram extremamente ativos nos partidos socialistas que chegaram ao poder ou alcançaram importância política em muitos países europeus. Eles foram ainda mais proeminentes nos partidos comunistas que se separaram dos socialistas [...] Em suma, nunca antes na história da Europa tantos judeus desempenharam um papel tão ativo na vida política e preencheram papéis tão influentes[...]*10

Em outras palavras, anarquistas e comunistas militantes judeus (“novas forças”) conduziram uma insurreição violenta (“novos horizontes de atividade”) com o objetivo de derrubar os governos governantes e instalar regimes liderados por judeus. Bermant*11 confirma este ponto:

“a maioria dos principais revolucionários que convulsionaram a Europa nas últimas décadas do último século [19] e nas primeiras décadas do século [20], provinham de prósperas famílias judias”.

Novamente, isso está se mantendo com a tendência de longa data da rebelião judaica.

Não que algo disso fosse novidade; os principais políticos da época conheciam isso bem. Lord Balfour, por exemplo, uma vez observou ao assessor de Wilson, Edward House, que “quase todo o bolchevismo e distúrbios de natureza semelhante são diretamente rastreáveis aos judeus do mundo. Eles parecem determinados a ter o que querem ou perturbar a civilização presente.”[1]

Considere a Hungria, por exemplo. Lá, um judeu húngaro chamado Béla Kun (Kohn) fundou e liderou a ala local do Partido Comunista Russo no início de 1918, que mais tarde se tornou uma entidade independente. Juntamente com os colegas judeus Matyas Rakosi (Roth/Rosenfeld) e Otto Korvin (Klein), o partido de Kun organizou numerosas greves e conduziu ataques violentos e subversivos contra o presidente Karolyi e os social-democratas no poder. Em março de 1919, Karolyi resignou e o Partido Social Democrata propôs uma aliança de necessidade com os comunistas de Kun, na esperança de alavancar suas conexões com os bolcheviques russos. Kun concordou com a proposta, com a condição de que o governo se restabelecesse como a “República Soviética Húngara”, a qual foi feita.

Kun dominou o novo governo, ocupando muitos assentos do topo com judeus; conforme Muller explica,*8 “Dos 49 comissários do governo, 31 eram de origem judaica”. Ele evitou uma tentativa de golpe em junho e depois conduziu o que veio a ser conhecido como o “Terror Vermelho”; era um grupo paramilitar, liderado pelos ideólogos judeus Georg Lukacs e Tibor Szamuely, que perseguia e matava membros da oposição local. Infelizmente para Kun, os conflitos contínuos com a vizinha Romênia levaram à invasão da Hungria, e a prometida ajuda russa nunca se materializou. Kun e seus companheiros judeus foram expulsos em agosto, apenas 133 dias após assumir o poder.

{Da esquerda para direita: Béla Kun (nascido Béla Kohn, 1886-1938) foi um judeu revolucionário marxista, comunista e político húngaro que, em 1919, governou a República Soviética Húngara. Ele serviu no Exército Austro-Húngaro, foi capturado pelo Exército Imperial Russo em 1916 e enviado para um campo de prisioneiros de guerra nos Montes Urais. Na Rússia, Kun aderiu às ideias comunistas e, em 1918, em Moscou, cofundou uma seção húngara do Partido Comunista Russo. Ele tornou-se amigo de Vladimir Lenin e lutou ao lado dos bolcheviques na Guerra Civil Russa. Mátyás Rákosi (nascido Rosenfeld, 1892-1971) foi um judeu marxista, comunista e político húngaro. Rákosi envolvera-se na política de esquerda desde a juventude e, em 1919, foi um comissário de destaque na efêmera República Soviética Húngara. Após a queda do governo comunista, fugiu do país e trabalhou no exterior como agente do Comintern. Foi preso em 1924, após tentar retornar à Hungria e organizar o Partido Comunista na clandestinidade, acabando por passar mais de quinze anos na prisão. Tornou-se uma figura célebre no movimento comunista internacional, e o Batalhão Rákosi — composto majoritariamente por húngaros e integrante das Brigadas Internacionais na Guerra Civil Espanhola — recebeu o seu nome.  Ele serviu inicialmente como Secretário-Geral do Partido Comunista Húngaro, de 1945 a 1948, e posteriormente como Secretário-Geral (cargo mais tarde renomeado para Primeiro-Secretário) do Partido dos Trabalhadores Húngaros, de 1948 a 1956. Ele foi o líder maior da Hungria de 1948 a 1956. Ottó Korvin (nascido Ottó Klein, 1894-1919) foi um judeu marxista, comunista que atuou politicamente na República Soviética Húngara. Ele serviu como chefe do Departamento Político de Assuntos Internos. Após a queda da República Soviética Húngara, Korvin foi preso por forças contrarrevolucionárias e enforcado. György Lukács (nascido Bernát György Löwinger; 1885-1971) foi um judeu acadêmico marxista. Ele foi um dos fundadores do marxismo ocidental, uma tradição interpretativa que se distanciava da ortodoxia ideológica do marxismo soviético. Como parte do governo da efêmera República Soviética Húngara, Lukács foi nomeado Comissário do Povo para a Educação e Cultura. Durante a República Soviética Húngara, Lukács foi um teórico da versão húngara do Terror Vermelho. Lukács tornou-se comissário da Quinta Divisão do Exército Vermelho Húngaro; nessa função, ordenou a execução de oito de seus próprios soldados em Poroszló, em maio de 1919 — fato que ele admitiu posteriormente em uma entrevista. Após a derrota da República Soviética Húngara, for a encarregado de reorganizar clandestinamente o movimento comunista, passando à clandestinidade e fugindo da Hungria para Viena. Tibor Szamuely (1890-1919) foi um judeu marxista e militante político com alto cargo na República Soviética Húngara. Tibor Szamuely, foi líder dos “Meninos de Lenin”. Szamuely foi convocado e lutou como soldado durante a Primeira Guerra Mundial; em 1915, foi capturado pela Rússia. Após a Revolução Russa de Outubro de 1917, ele foi libertado. Em Moscou, organizou um grupo marxista-comunista juntamente com Béla Kun entre os prisioneiros de guerra húngaros. Muitos deles, incluindo Szamuely e Kun, juntaram-se ao Exército Vermelho soviético e lutaram na Guerra Civil Russa. Mais tarde, Szamuely foi para a Alemanha e, em dezembro de 1918, participou da formação da Liga Espartaquista, ao lado de Karl Liebknecht e Rosa Luxemburgo. Ele retornou a Budapeste em 3 de janeiro de 1919 e tornou-se membro do Comitê Central do Partido Comunista Húngaro. Quando o governo soviético húngaro foi dissolvido ele foi para o exílio, mas continuou suas atividades no Comitê Central no exílio, como a participação na organização da ala paramilitar do partido. A República Soviética Húngara durou seis meses. Em 1º de agosto de 1919, Kun partiu para o exílio no momento em que tropas romenas invadiam Budapeste. Após atravessar a fronteira ilegalmente, foi preso pelas autoridades austríacas. Tanto as autoridades húngaras quanto as austríacas relataram que Szamuely havia cometido suicídio com um tiro, embora alguns acreditem que ele tenha sido baleado pelos guardas de fronteira. (Informações gerais a partir da Wikipedia).}

Não foram somente a Rússia e a Hungria que tiveram problemas. “Os judeus tinham um papel proeminente nos partidos comunistas em outros lugares”, explica Bermant.*9 Na Polônia, por exemplo, “cerca de um quarto dos membros do partido e cerca de um terço dos delegados aos congressos do partido eram judeus”. Os comunistas poloneses foram incapazes, no entanto, de gerar força suficiente para derrubar o recém-estabelecido governo de Józef Piłsudski.

Foi na Alemanha, porém, que ocorreram as ações mais significativas, aquelas que teriam um efeito duradouro. Nós necessitamos relembrar os eventos do final da Primeira Guerra Mundial. Num impasse de muito tempo, a guerra tinha se tornado essencialmente uma batalha de atrito desgastante. As forças americanas no terreno em meados do final de 1917 ameaçaram mudar as coisas, mas para os alemães, a frente ocidental geralmente resistiu – até o fim. Em nenhum momento ela recuou para o território alemão. Mas, embora os alemães pudessem resistir, seus aliados não poderiam. A Bulgária e o Império Otomano se renderam no final de outubro de 1918. A Áustria-Hungria se rendeu no início de novembro. Para os alemães, porém, a gota d'água foram seus problemas em casa — com os judeus.

O problema começou com um pequeno motim naval no final de outubro e início de novembro de 1918 nos portos de Kiel e Wilhelmshaven. Um número de marinheiros, trabalhadores e judeus do Partido Social Democrata Independente (USPD) uniram forças para conduzir uma rebelião não violenta contra o Kaiser. Os rebeldes alemães simplesmente queriam que a guerra terminasse, enquanto os rebeldes judeus buscavam o poder; neste sentido, foi uma aliança natural. A “rebelião” – principalmente na forma de greve geral – se espalhou rapidamente, alcançando Munique em questão de dias. Na tentativa de abreviar essa ação, a maioria social-democrata (SPD) convocou a abdicação do Kaiser, momento no qual formariam um governo republicano. Em 9 de novembro, eles prevaleceram; Wilhelm renunciou e uma nova “República Alemã” foi proclamada. Foi essa nova liderança que assinou o acordo de armistício em 11 de novembro, encerrando a guerra.

Os rebeldes do USPD {Partido Social Democrata Independente}, contudo, tinham seus próprios planos. No mesmo dia em que a República Alemã foi criada, eles declararam a formação de uma “República Socialista Livre”. Este grupo tinha uma liderança quase inteiramente judaica: Rosa Luxemburgo, Hugo Haase, Karl Liebknecht (meio judeu), Leo Jogiches, Karl Radek (Sobelsohn) e Alexander Parvus (Gelfand) eram as figuras dominantes. E esses eram apenas os ativistas centrados em Berlim. Em Munique, outros rebeldes judeus estavam conduzindo uma revolução separada e simultânea, com o objetivo de criar um estado comunista bávaro. O principal revolucionário do USPD {Partido Social Democrata Independente} era um jornalista judeu, Kurt Eisner. Em 7 de novembro, ele demandou a abdicação do monarca local, o rei Ludwig III. O rei fugiu no dia seguinte e Eisner declarou-se “ministro-presidente” de um estado bávaro livre.

{Da esquerda para direita: Rosa Luxemburgo (1871-1919) foi uma teórica marxista e revolucionária judia. Ela foi uma importante teórica do Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD) e, mais tarde, cofundou a Liga Espartaquista e foi uma figura influente no movimento socialista internacional. Libertada da prisão durante a Revolução Alemã de 1918–1919, Luxemburgo cofundou o KPD e tornou-se uma figura central na Revolta Espartaquista de janeiro de 1919 em Berlim. Após a revolta ser esmagada pelos veteranos alemães da Primeira Guerra Mundial e por membros de gurpos paramilitares, Rosa Luxemburgo foi capturada e executada. Hugo Haase (1863–1919) foi um jurista político judeu socialista. Juntamente com Friedrich Ebert, copresidiu o Conselho dos Comissários do Povo durante a Revolução Alemã de 1918–1919. Em outubro de 1919, foi baleado por Johann Voss ao entrar no edifício. Voss foi declarado insano em um prazo de dois dias e internado em um hospital psiquiátrico. Alguns ativistas de esquerda sugeriram que ele era um assassino de aluguel. Karl Paul August Friedrich Liebknecht (1871-1919) foi um político socialista e revolucionário alemão. Líder da ala de extrema-esquerda do Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), Liebknecht foi cofundador tanto da Liga Espartaquista quanto do Partido Comunista da Alemanha (KPD), juntamente com Rosa Luxemburgo. Após o início da Primeira Guerra Mundial, ele se opôs veementemente ao apoio do SPD ao esforço de guerra alemão, cofundando a Liga Espartaquista e passando a defender a revolução. Liebknecht foi expulso do partido em 1916 devido às suas posições e preso novamente por liderar uma manifestação antiguerra. Em 1917, a Liga Espartaquista uniu-se ao Partido Social-Democrata Independente (USPD). Liebknecht foi libertado pouco antes da Revolução de Novembro, durante a qual proclamou a Alemanha como uma “República Socialista Livre” a partir do Palácio de Berlim, em 9 de novembro de 1918. Em dezembro, sua proposta de transformar a Alemanha em uma república soviética foi rejeitada pela maioria do Congresso do Reich dos Conselhos de Operários e Soldados; logo depois, ele participou da fundação do Partido Comunista da Alemanha (KPD). Em janeiro de 1919, Liebknecht ajudou a liderar a fracassada Revolta Espartaquista contra a República de Weimar, governada pelo SPD; na sequência, ele e Luxemburgo foram capturados e sumariamente executados por paramilitares anticomunistas. As alegações de que Karl Liebknecht fosse judeu são contestadas. Leon "Leo" Jogiches (1867–1919), também conhecido pelo pseudônimo partidário Jan Tyszka, foi um revolucionário e político marxista de origem judaica, atuante na Polônia, na Lituânia e na Alemanha. Jogiches foi um dos fundadores do partido político conhecido como Social-Democracia do Reino da Polônia e da Lituânia (principal precursor do Partido Comunista da Polônia) em 1893 e uma figura-chave na clandestina Liga Espartaquista na Alemanha — precursora do Partido Comunista da Alemanha — durante os anos da Primeira Guerra Mundial. Companheiro pessoal e aliado político próximo da revolucionária de renome internacional Rosa Luxemburgo por muitos anos, Jogiches foi assassinado em Berlim por forças paramilitares de direita em março de 1919, enquanto investigava o assassinato de Luxemburgo e Liebknecht, ocorrido algumas semanas antes. A Liga Espartaquista liderou a fracassada Revolta Espartaquista, após a qual Luxemburgo e Liebknecht foram mortos por tropas paramilitares. Jogiches foi assassinado na prisão de Moabit, em Berlim, em 10 de março de 1919. Karl Berngardovich Radek (nascido Karol Sobelsohn; 1885–1939) foi um revolucionário e escritor atuante nos movimentos social-democratas polonês e alemão antes da Primeira Guerra Mundial e um líder da Internacional Comunista na União Soviética após a Revolução Russa. Ele ingressou na Social-Democracia do Reino da Polônia e da Lituânia e participou da Revolução Russa de 1905 na Polônia do Congresso. Dois anos depois, foi forçado a fugir para a Alemanha, onde trabalhou como jornalista para o Partido Social-Democrata da Alemanha. Após a eclosão da Primeira Guerra Mundial, Radek mudou-se para a Suíça e tornou-se colaborador de Vladimir Lenin. Após a Revolução de Fevereiro, Radek ajudou a organizar o retorno de Lenin e de outros revolucionários russos à Rússia. Posteriormente, ajudou a fundar o Partido Comunista da Alemanha após o início da revolução e passou um ano na prisão por seu papel na Revolta Espartaquista. Mais tarde, teria sido morto em um campo de trabalhos forçados por ordem de Stalin. Alexander Israel Helphand (nascido Israel Lazarevich Gelfand, 1867–1924), mais conhecido como Alexander Parvus, foi um teórico marxista, jornalista e ativista de origem judaica que se tornou uma figura de destaque no Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD). Após a eclosão da Guerra Russo-Japonesa em 1904, Parvus publicou no jornal *Iskra* uma série de artigos intitulada "Guerra e Revolução", nos quais argumentava que o conflito levaria a uma revolução na Rússia e que o proletariado russo assumiria o papel de vanguarda da revolução social. Esse trabalho lançou as bases para a teoria da revolução permanente, desenvolvida em conjunto por ele e Trotsky. Parvus ficou mais conhecido por sua colaboração com Leon Trotsky no desenvolvimento da teoria da revolução permanente, por volta de 1905, e por seu papel controverso durante a Primeira Guerra Mundial: ele elaborou um plano para desestabilizar o Império Russo promovendo uma revolução interna, proposta que apresentou ao governo alemão. Com apoio financeiro do governo alemão, ele estabeleceu uma rede para auxiliar os bolcheviques e é amplamente lembrado por sua atuação na organização do retorno de Vladimir Lenin e seus associados do exílio para a Rússia, a bordo do “trem lacrado”, em abril de 1917. Após a tomada do poder pelos bolcheviques em Petrogrado, em novembro de 1917, Lenin não quis a presenção de Parvus, o qual permaneceu na Alemanha, tornando-se um industrial rico e conselheiro político de líderes do início da República de Weimar. Sua trajetória foi marcada por contrastes acentuados entre suas atividades revolucionárias, suas contribuições intelectuais ao marxismo e sua posterior prosperidade e articulações políticas, o que o tornou uma figura enigmática e altamente controversa. Alexander Parvus morreu de ataque cardíaco em sua casa. (Informações gerais a partir da Wikipedia).}

Logo, porém, a sorte de Eisner acabou. Em 21 de fevereiro de 1919, ele foi assassinado por um colega judeu, Anton Arco-Valley. Em poucas semanas, outros judeus do USPD {Partido Social Democrata Independente} recuperaram o poder e estabeleceram uma República Soviética da Baviera – a terceira na Europa, atrás da Rússia e da Hungria. Seu líder era o dramaturgo judeu Ernst Toller. Entre seu grupo estavam os famosos anarquistas judeus Gustav Landauer e Erich Muehsam. Por pura incompetência, o governo de Toller conseguiu ser usurpado por outra facção judaica, liderada por Eugen Levine e o meio-judeu Otto Neurath. Levine tentou instituir um verdadeiro sistema comunista, incluindo seu próprio “Exército Vermelho” modelado nos russos. Mas, mais uma vez, seu sucesso durou pouco. Remanescentes do antigo exército alemão intervieram rapidamente, depondo os comunistas no início de maio.

{Da esquerda para direita: Kurt Eisner (1867–1919) foi um político, revolucionário, jornalista e crítico de teatro judeu. Como jornalista socialista, organizou a revolução socialista que derrubou a monarquia dos Wittelsbach na Baviera em novembro de 1918, o que o levou a ser descrito como "o símbolo da revolução bávara". Posteriormente, Eisner proclamou o Estado Popular da Baviera, mas foi assassinado por nacionalistas bávaros em fevereiro de 1919. Ernst Toller (1893-1939) foi um escritor, dramaturgo, político de esquerda e revolucionário judeu, conhecido por suas peças expressionistas. Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, alistou-se como voluntário no Exército Alemão. Após servir por 13 meses na Frente Ocidental, sofreu um colapso físico e psicológico total. Juntamente com importantes anarquistas, como B. Traven e Gustav Landauer, e com o seu partido — o Partido Social-Democrata Independente da Alemanha (USPD) —, Toller participou da efêmera República Soviética da Baviera em 1919. Ele atuou por seis dias como presidente dessa república e, posteriormente, assumiu o comando de seu exército. Foi preso por cinco anos devido à sua participação na resistência armada da República Soviética da Baviera contra o governo central em Berlim. Cometeu suicídio em maio de 1939. Gustav Landauer (1870–1919) foi um escritor e revolucionário anarquista judeu. Como um dos principais teóricos do anarquismo na Alemanha na virada do século XX, ele defendia uma forma de socialismo libertário que rejeitava tanto o capitalismo quanto o materialismo histórico marxista. Da década de 1890 até a Primeira Guerra Mundial, Landauer foi a figura central do jornal Der Sozialist. Em 1908, fundou a Socialist Bund (Liga Socialista), uma associação de grupos autônomos destinada a prefigurar uma futura sociedade libertária por meio de assentamentos cooperativos. Pacifista convicto, Landauer opôs-se à Primeira Guerra Mundial e defendeu uma greve geral para impedi-la. Durante a Revolução Alemã de 1918–1919, Landauer foi convidado por Kurt Eisner a ir a Munique. Participou da proclamação da República Soviética da Baviera em abril de 1919 e integrou seu primeiro e efêmero conselho de deputados do povo como Comissário de Esclarecimento e Instrução Pública. Quando a república foi esmagada pelas tropas governamentais, Landauer foi preso e assassinado na prisão de Stadelheim. Erich Mühsam (1878-1934) foi um ensaísta, poeta e dramaturgo anarquista e antimilitarista judeu. Ele ganhou destaque ao final da Primeira Guerra Mundial como um dos principais agitadores em prol de uma República Soviética da Baviera federada, causa pela qual cumpriu cinco anos de prisão. Também artista de cabaré, alcançou projeção internacional durante a República de Weimar com obras que, antes da ascensão de Adolf Hitler ao poder em 1933, condenavam o nazismo e satirizavam o futuro ditador. Mühsam morreu no campo de concentração de Oranienburg, em 1934. Eugen Leviné (1883-1919) foi um revolucionário comunista judeu e um dos líderes da efêmera Segunda República Soviética da Baviera. Nascido no Império Russo e tendo estudado no Império Alemão, ele manteve vínculos com a Rússia. Leviné retornou à Rússia para participar da fracassada revolução de 1905 contra o Czar. Por suas ações, foi exilado na Sibéria. Mais tarde, fugiu para a Alemanha, onde iniciou estudos na Universidade de Heidelberg e casou-se em 1915. Serviu brevemente no Exército Imperial Alemão durante a Primeira Guerra Mundial. Após o fim da guerra, Leviné ingressou no Partido Comunista da Alemanha (KPD), sob a liderança de Paul Levi; este enviou primeiro Max Levien, em dezembro de 1918, e depois Leviné — inicialmente para a Alta Silésia, a fim de conter uma revolta, e posteriormente, em março de 1919, para Munique, com o objetivo de organizar o KPD localmente e ajudar a criar uma república socialista na Baviera. Nem Levien nem Leviné possuíam muita experiência revolucionária. A república durou apenas algumas semanas, sendo rapidamente substituída por uma república de estilo soviético após o assassinato de Kurt Eisner, então líder do Partido Social-Democrata Independente da Alemanha (USPD). O governo da nova república durou apenas seis dias, devido à liderança ineficaz do dramaturgo judeu-alemão Ernst Toller. Em abril de 1919, um "Exército Vermelho", liderado por Leviné e sem ordens ou aprovação do KPD, venceu confrontos contra as tropas de Toller e estabeleceu uma segunda república soviética sob a liderança de Leviné, que então recebeu aprovação e apoio diretamente de Lênin. O Exército Alemão, auxiliado pelos Freikorps e contando com uma força de aproximadamente 39.000 homens, invadiu e reconquistou rapidamente Munique em 3 de maio de 1919. Leviné participou pessoalmente dos combates de rua contra essas forças. Ele foi executado por fuzilamento na prisão de Stadelheim, em junho de 1919, aos 36 anos de idade. Otto Karl Wilhelm Neurath (1882-1945) foi um filósofo da ciência, sociólogo e economista político austríaco de origem judaica. Em 1918, tornou-se diretor do Deutsches Kriegswirtschaftsmuseum (Museu Alemão de Economia de Guerra) em Leipzig. Neurath filiou-se ao Partido Social-Democrata Alemão entre 1918 e 1919 e dirigiu um escritório de planejamento econômico central em Munique. Com a derrota da República Soviética da Baviera, Neurath foi preso, mas retornou à Áustria após intervenção do governo austríaco. Durante o período em que esteve preso, escreveu Anti-Spengler, uma crítica contundente à obra A Decadência do Ocidente, de Oswald Spengler. Neurath faleceu repentina e inesperadamente, vítima de um derrame, em dezembro de 1945. (Informações gerais a partir da Wikipedia).}

As coisas não terminaram bem para os rebeldes judeus. Levine foi capturado e executado, como foi Landauer. Toller, Muehsam, Radek, Parvus e Neurath conseguiram escapar. Luxemburgo e Liebknecht foram baleados por soldados alemães em janeiro de 1919, e Jogiches morreu sob circunstâncias misteriosas em março. Haase foi morto por um trabalhador perturbado em novembro do mesmo ano.

Mas isso estava longe do fim de sua influência na Alemanha. O USPD {Partido Social Democrata Independente} foi reconstituído como o Partido Comunista Alemão (KPD), sob a liderança de Paul Levi. Enquanto isso, o governante SPD {Partido Social-Democrata} juntou forças com o moderado Partido Democrático Alemão (DDP), reunindo-se em janeiro de 1919 na cidade de Weimar para criar uma forma constitucional de governo. Os judeus estavam na frente e no centro em ambos os partidos: Otto Landesberg, Eduard Bernstein e Rudolf Hilferding no SPD {Partido Social-Democrata}, e Walter Rathenau no DDP {Partido Democrático Alemão}; Rathenau acabou sendo nomeado ministro das Relações Exteriores da Alemanha.9 Seu colega judeu, Hugo Preuss, escreveu a constituição de Weimar. Essa influência judaica foi bem descrita por um jornalista americano filo-semita e vencedor do Prêmio Pulitzer, Edgar Mowrer. Escrevendo em 1933, ele observou que

“[...] um grande número de judeus entrou no Partido Social Democrata [SDP], que herdou o poder como resultado da Revolução [de novembro]. Outros judeus se juntaram ao Partido Democrata [DDP], um grupo que certamente não perdeu nenhuma chance de favorecer os interesses do comércio, da banca e da bolsa de valores…*10

{Da esquerda para direita: Paul Levi (1883–1930) foi um líder político comunista e social-democrata de origem judaica. Ele assumiu a liderança do Partido Comunista da Alemanha após o assassinato de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht em 1919. Após ser expulso por criticar publicamente as táticas do Partido Comunista durante a Ação de Março, formou o Grupo de Trabalho Comunista (KAG / Kommunistische Arbeitsgemeinschaft), que em 1922 fundiu-se com o Partido Social-Democrata Independente. Este partido, por sua vez, fundiu-se com o Partido Social-Democrata alguns meses depois, e Levi tornou-se um dos líderes de sua ala esquerda. Levi foi um dos doze delegados presentes na reunião de março de 1915 que levou à formação do Gruppe Internationale (Grupo Internacional), o qual viria a se tornar a Liga Espartaquista. Na Suíça, associou-se a Karl Radek, Grigory Zinoviev e Vladimir Lenin, integrando o bureau da Esquerda de Zimmerwald e ajudando a fundar a publicação La nouvelle internationale. Ele foi um dos signatários de uma declaração que aprovava as ações de Lenin e de outros revolucionários russos ao viajarem pela Alemanha em um trem lacrado. Após o assassinato dos principais líderes do KPD — Rosa Luxemburgo, Karl Liebknecht e Leo Jogiches —, Levi assumiu a liderança central do Partido Comunista e tornou-se membro do Reichstag. Levi faleceu em Berlim, em fevereiro de 1930. Otto Landsberg (1869-1957) foi um jurista, político e diplomata judeu. Ele integrou o Conselho revolucionário dos Deputados do Povo, que assumiu o poder durante a Revolução Alemã de 1918–19, e posteriormente atuou como Ministro da Justiça no primeiro governo democraticamente eleito da Alemanha, em 1919. Nessa função, também fez parte da delegação alemã que viajou a Versalhes para receber o Tratado de Versalhes dos Aliados. Foi membro do Reichstag de 1924 a 1933. Em 1933, Landsberg emigrou inicialmente para a Tchecoslováquia e a Bélgica, e mais tarde para os Países Baixos. Amigos o esconderam durante a ocupação nazista daquele país. Ele permaneceu nos Países Baixos após o fim do regime nazista em 1945 e faleceu em dezembro de 1957. Eduard Bernstein (1850-1932) foi um político social-democrata e teórico socialista de origem judaica. Membro do Partido Social-Democrata (SPD), Bernstein é mais conhecido por seu desafio reformista ao marxismo — conhecido como socialismo evolutivo ou revisionismo —, no qual questionou as previsões revolucionárias de Karl Marx e defendeu uma via gradual e parlamentar para o socialismo. Sua atuação política e teórica desempenhou um papel significativo no desenvolvimento da social-democracia e do socialismo democrático. Nascido em uma família judaica de classe média baixa em Berlim, Bernstein iniciou sua trajetória na política socialista quando tinha pouco mais de vinte anos. Passou anos no exílio, na Suíça e em Londres, durante a vigência das Leis Antissocialistas na Alemanha; foi nesse período que se tornou um colaborador próximo de Friedrich Engels. Durante sua estadia em Londres, o contato com a Sociedade Fabiana — de orientação reformista — e a observação da estabilidade do capitalismo no final da era vitoriana levaram-no a questionar princípios fundamentais do marxismo ortodoxo. Durante a Primeira Guerra Mundial, seus princípios pacifistas levaram-no a romper com a maioria do SPD (Partido Social-Democrata) favorável ao conflito e a cofundar o Partido Social-Democrata Independente (USPD), de orientação antibelicista, embora tenha retornado ao SPD após a guerra. Ele atuou no Reichstag durante a República de Weimar, continuando a defender a democracia e a paz. Faleceu em Berlim no final de 1932, poucas semanas antes da ascensão dos nazistas ao poder. Rudolf Hilferding (1877-1941) foi um economista marxista, teórico socialista e político austríaco, além de principal teórico do Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD) durante a República de Weimar, sendo quase universalmente reconhecido como o maior teórico do partido no século XX. Ele também era médico. Nasceu em Viena, onde obteve seu doutorado após estudar medicina. Após tornar-se um jornalista de destaque do SPD, participou da Revolução de Novembro na Alemanha e atuou como Ministro das Finanças do país em 1923 e entre 1928 e 1929. Em 1933, partiu para o exílio, vivendo em Zurique e, posteriormente, em Paris, onde faleceu sob custódia da Gestapo em 1941. Walther Rathenau (1867-1922) foi um industrial, escritor e político alemão que atuou como ministro das Relações Exteriores da Alemanha de fevereiro de 1922 até seu assassinato, em junho de 1922. Rathenau foi um dos principais industriais da Alemanha no final do período do Império Alemão. Durante a Primeira Guerra Mundial, desempenhou um papel fundamental na organização da economia de guerra alemã e chefiou o Departamento de Matérias-Primas de Guerra, de agosto de 1914 a março de 1915. Após a guerra, Rathenau tornou-se uma figura influente na política da República de Weimar. Em 1921, foi nomeado ministro da Reconstrução e, um ano depois, assumiu o cargo de ministro das Relações Exteriores. Rathenau negociou o Tratado de Rapallo de 1922, que normalizou as relações e fortaleceu os laços econômicos entre a Alemanha e a Rússia Soviética. O acordo, somado à insistência de Rathenau em que a Alemanha cumprisse as obrigações decorrentes do Tratado de Versalhes, levou grupos nacionalistas de direita — incluindo o então nascente Partido Nazista — a rotulá-lo como parte de uma ação judaico-comunista.Dois meses após a assinatura do tratado, Rathenau foi assassinado em Berlim por membros da organização ultranacionalista Organisation Consul, que acreditavam que ele era, literalmente, um dos Anciões de Sião. Sua morte foi seguida por um período de luto nacional e por manifestações generalizadas contra as forças contrarrevolucionárias, o que fortaleceu brevemente a República de Weimar. Rathenau passou a ser visto como um mártir da democracia durante a era de Weimar. Após a ascensão dos nazistas ao poder em 1933, todas as homenagens a Rathenau foram proibidas. (Informações gerais a partir da Wikipedia).}

É interessante que então, como agora, eles parecem ter coberto todas as bases: judeus liberais de esquerda dominavam o SPD {Partido Social-Democrata}, e judeus capitalistas de direita dominavam o DDP {Partido Democrático Alemão}. Assim, independentemente de qual partido emergisse com o controle, os judeus retinham influência. Confirmando minhas declarações anteriores, Mowrer acrescentou que “vários líderes revolucionários sem rodeios, Rosa Luxemburgo em Berlim, Erich Muehsam e Ernst Toller em Munique, eram judeus”. Ele continuou:

Na política do pós-guerra, qualquer número de judeus ascendia à liderança. Tanto no Reich como nos Estados Federais, os judeus, particularmente os social-democratas, tornaram-se ministros de gabinete. Na burocracia, os judeus ascenderam rapidamente a posições de liderança e, até cerca de 1930, seu número parecia aumentar.

Resumindo a situação, ele observou:

“[...] em suma, depois da Revolução, os judeus vieram para a Alemanha para desempenhar na política e na administração o mesmo papel considerável que eles tinham previamente conquistado pela concorrência aberta nos negócios, comércio, bancos, imprensa, nas artes, nas ciências e na vida intelectual e cultural do país”.*11

            A nova República de Weimar foi devidamente assinada em agosto de 1919. Sem surpresa, foi notavelmente amigável com os judeus alemães, removendo todos os resquícios de obstruções legais e concedendo-lhes acesso total aos negócios, academia e governo – o próprio processo que Mowrer descreveu. Conforme diz Lavsky,*12 “toda a discriminação remanescente foi abolida e não houve restrições à participação na vida pública alemã”. O papel vital desempenhado pelos judeus de Weimar é explicado concisamente por Walter Laqueur:

“Sem os judeus não teria havido a ‘cultura de Weimar’ – nesse sentido, as reivindicações dos antissemitas, que detestavam essa cultura, eram justificadas. Eles estavam na vanguarda de cada novo movimento revolucionário ousado. Eles se destacaram entre os poetas expressionistas, entre os romancistas da década de 1920, entre os produtores teatrais e, por um tempo, entre as figuras líderes do cinema. Eles eram donos dos principais jornais liberais, como o Berliner Tageblatt, o Vossische Zeitung e o Frankfurter Zeitung, e muitos editores também eram judeus. Muitas das principais editoras liberais e de vanguarda estavam nas mãos de judeus (S. Fischer, Kurt Wolff, os Cassirers, Georg Bondi, Erich Reiss, a Malik Verlag). Muitos dos principais críticos de teatro eram judeus e dominavam o entretenimento leve.”*13

Laqueur, contudo, não explica que a celebrada “cultura Weimar” talvez fosse mais conhecida por sua licenciosidade, promiscuidade e depravação moral geral.10  “Eles se estabeleceram nas universidades, no serviço público, no direito, nos negócios, nos bancos e nas profissões liberais”, acrescenta Lavsky:

“Certas esferas foram virtualmente monopolizadas pelos judeus, e sua contribuição para o jornalismo, literatura, teatro, música, artes plásticas e entretenimento era considerável.”

Foi exatamente essa centralidade dos judeus na sublevação social, na Revolução de novembro e na nova República de Weimar que levou três ativistas e intelectuais alemães – Anton Drexler, Gottfried Feder e Dietrich Eckart – a fundar o Deutsche Arbeiterpartei (DAP) em janeiro de 1919. Este seria o precursor do DAP nacional-socialista (NSDAP), ou Partido Nazista. Um de seus primeiros recrutas foi um ex-soldado de 30 anos, Adolf Hitler.

Em Mein Kampf, Hitler descreve em detalhes dolorosos e pessoais como os jovens alemães foram lutar e morrer nas linhas de frente, mesmo quando os ativistas e rebeldes judeus minavam o governo imperial em casa. Chamando-os de “criminosos grisalhos”, ele acrescenta que, o tempo todo, “esses criminosos perjurados estavam se preparando para uma revolução” (I.5).11 Após uma licença médica do front em outubro de 1916, ele descreve a situação em Munique:

Raiva, descontentamento, reclamações chegavam aos ouvidos de qualquer um onde quer que fosse. … Os escritórios administrativos eram administrados por judeus. Quase todo balconista era judeu e todo judeu era balconista. … No mundo dos negócios a situação era ainda pior. Aqui os judeus realmente se tornaram “indispensáveis.” Como sanguessugas, eles sugavam lentamente o sangue dos poros do corpo nacional. … Portanto, já em 1916-1917, praticamente toda a produção estava sob o controle das finanças judaicas. (I.7)

Hitler voltou ao front em março de 1917 e foi atingido por um ataque com gás mostarda em outubro do ano seguinte. O gás queimou gravemente seus olhos, levando-o a um hospital militar para recuperação. Foi lá que ele ouviu pela primeira vez sobre a revolução. A judaico-marxista “gangue de criminosos desprezíveis e depravados” havia liderado a derrubada do imperador e estava tentando tomar o poder direto. Suas revoltas seriam transitórias, mas o regime de Weimar, influenciado pelos judeus, logo assumiria o controle da nação, e isso dificilmente seria melhor. Foram esses eventos que levaram Hitler a se tornar politicamente ativo.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander


Notas:

*10 Fonte utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Haim Hillel Ben-Sasson, A History of the Jewish People, Harvard University Press, 1976, página 943.

*11 Fonte utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Chaim Bermant, The Jews, Times Books, 1977, página 160.

[1] Nota de David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): citado em M. MacMillan, Paris 1919, Random House, 2003, pp. 414-415.

*8 Fonte utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): J. Muller, Capitalism and the Jews, Princeton University Press, p. 153.

*9 Fonte utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Chaim Bermant, The Jews, Times Books, 1977, página 172.

9 Nota de David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Até seu assassinato em junho de 1922.

*10 Fonte utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): E. Mowrer, Germany Puts the Clock Back, William Morrow, 1933, p. 227.

*11 Fonte utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): E. Mowrer, Germany Puts the Clock Back, William Morrow, 1933, p. 228.

*12 Fonte utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): H. Lavsky, Before Catastrophe, Wayne State University Press, 1966, p. 41.

*13 Fonte utilizada por David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): W. Laqueur, Weimar: A Cultural History, Putnam, 1974, p. 73.

10 Nota de David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Para um relato, veja

L. Darkmoon, “The sexual decadence of Weimar Germany”, 2013, www.darkmoon.me. Veja também A. Bryant, Unfinished Victory. Macmillan, 1940, pp. 142-145.

11 Nota de David Skrbina (pseudônimo Thomas Dalton): Na minha notação, (I.5) refere-se ao Volume I, capítulo 5. Eu uso a tradução de Murphy.


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https://www.inconvenienthistory.com/6/2/3294

Sobre o autor: David Skrbina, pseudônimo Thomas Dalton, (1960-) é professor sênior de filosofia na Universidade de Michigan em Dearborn. Suas áreas de pesquisa incluem filosofia da mente, filosofia da tecnologia e ética ambiental. Ele é autor de Panpsychism in the West (MIT Press—2ª edição, 2017) e editor de Mind That Abides: Panpsychism in the New Millennium (2009; John Benjamins). Também é autor do livro recente The Metaphysics of Technology (2015; Routledge) e editou uma série de quatro livros didáticos para cursos de graduação em filosofia. O Dr. Skrbina foi professor visitante de filosofia na Michigan State University, na Eastern Michigan University e na Universidade de Gent, na Bélgica. Também tem escrito ou editado vários livros e artigos sobre política, história e religião, com foco especial no nacional-socialismo na Alemanha. Seus trabalhos incluem uma nova série de traduções de Mein Kampf e os livros Eternal Strangers (2020), The Jewish Hand in the World Wars (2019) e Debating the Holocaust (4ª edição 2020). Mais recentemente, ele editou uma nova edição da obra clássica de Rosenberg, Mito do Século XX, um novo livro de charges políticas, Pan-Judah!, e a crítica definitiva Unmasking Anne Frank. Todas essas obras estão disponíveis em www.clemensandblair.com. Visite Holocaust Handbooks & Documentaries https://holocausthandbooks.com/ 

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Relacionado, leia também:

Esquecendo Rosa Luxemburgo (05/03/1871 – 15/01/1919) – por Alex Kurtagić

Wall Street e a Revolução Bolchevique de Novembro de 1917 – por Kerry Bolton

Wall Street & a Revolução Russa de março de 1917 – por Kerry Bolton

 ‘Darkest Hour’ {o destino de uma nação}: grande filme, história defeituosa - Por Mark Weber

{Segunda Guerra Mundial e os} - Mitos sobre a “melhor hora” da Grã-Bretanha - por Alexander Cockburn

Invenções e falsificações na avaliação do papel da União Soviética na véspera e nos primórdios da Segunda Guerra Mundial - por Sergej Nikolajewitsch Kowaljow

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A declaração judaica de guerra contra a Alemanha nazista - O boicote econômico de 1933 - por Matthew Raphael Johnson

As origens da Segunda Guerra Mundial - Por Georg Franz-Willing

Der Zweite Weltkrieg: Ursachen Und Anlass [A Segunda Guerra Mundial: Origens e Causas] - por Russell Granata

História alemã a partir de uma nova perspectiva - Revisado por Charles E. Weber

Resenha do livro de Werner Maser sobre os julgamentos de Nuremberg - por David McCalden



Quem ganhou? Quem perdeu? Segunda Guerra Mundial - por Patrick Buchanan

As mentiras sobre a Segunda Guerra Mundial - Paul Craig Roberts

A técnica da grande mentira na sala de testes de jogos {sandbox} - por David McCalden (escrito sob o pseudônimo Lewis Brandon)

Sionismo e judeus americanos - por Alfred M. Lilienthal

Por trás da Declaração de Balfour A penhora britânica da Grande Guerra ao Lord Rothschild - parte 1 - Por Robert John {as demais 5 partes seguem na sequência}

Raízes do Conflito Mundial Atual – Estratégias sionistas e a duplicidade Ocidental durante a Primeira Guerra Mundial – por Kerry Bolton 


segunda-feira, 21 de março de 2022

{Assédio do Ocidente Globalizado na Ucrânia em 2022 } Neoconservadores, Ucrânia, Rússia e a luta ocidental pela hegemonia global - por Kevin MacDonald

 

Kevin MacDonald

Parte disso foi postado originalmente em 2014, mas continua relevante, com algumas atualizações/elaborações, conforme observado.

Philip Giraldi tem uma bela coluna sobre o poder contínuo dos neoconservadores, particularmente na situação da Ucrânia (“Diplomacia é uma palavra de quatro letras”).[1]

O vitríolo descarregado na Rússia desde a ascensão de Vladimir Putin e, mais recentemente, ridicularizando quase todos os aspectos dos Jogos Olímpicos é muito surpreendente. …

A pressão sustentada sobre a Ucrânia em vários meses passados também foi notável e, em outras circunstâncias, seria difícil de explicar, mas pelo fato de que ela e a Rússia são essencialmente duas metades de uma política que está sendo orquestrada pelo mesmo grupo de neoconservadores, alguns dos quais agora, fortuitamente, aderiram ao partido no poder na Casa Branca, que são os democratas. Foi bastante fácil fazer isso, já que muitos neoconservadores são basicamente democratas liberais se excluirmos suas visões agressivas de política externa.

Certo. Os neoconservadores são muitas vezes associados apenas aos republicanos, mas historicamente os neoconservadores tinham tido uma posição forte no Partido Democrata e puxaram os republicanos para a esquerda em questões vitais como a imigração. De fato, uma vertente muito importante veio dos seguidores trotskistas de extrema esquerda de Max Shachtman, um líder trabalhista judeu que, na época de sua morte, tinha feito grandes incursões no Partido Democrata e cujo legado ainda está conosco hoje.

O movimento trotskista tinha um ambiente judaico quando Shachtman atraiu jovens discípulos judeus – o familiar modelo de rabino/discípulo dos movimentos intelectuais judaicos. … Ele se tornou o guru rabínico por excelência – o líder de um grupo próximo e psicologicamente intenso. …

“No final da década de 1950, ele se mudou para o a principal corrente da social-democracia dos EUA” com uma estratégia de expulsar as grandes empresas e os sulistas brancos do Partido Democrata (o inverso da “estratégia sulista” de Nixon para o Partido Republicano). Na década de 1960, “ele sugeriu mais abertamente do que nunca que o poder dos EUA poderia ser usado para promover a democracia no terceiro mundo” – uma visão que o alinha com os neoconservadores posteriores. …

Em 1972, pouco antes de sua morte, Shachtman, “como um anticomunista aberto e defensor tanto da Guerra do Vietnã quanto do sionismo”, apoiou o senador Henry Jackson nas primárias presidenciais democratas. Jackson era um forte defensor de Israel (veja abaixo), e a essa altura o apoio a Israel havia “se tornado um teste decisivo para os Shachtmanitas”. (veja “Neoconservadorismo como Movimento Judaico”,[2] página 17).

Assim, os Shactmanitas acabaram apoiando uma política externa agressiva, exemplificada por Henry Jackson, um guerreiro frio e o mais visível defensor de Israel no Senado dos EUA. Um dos muitos discípulos judeus de Shachtman foi Carl Gershman, que agora é chefe do National Endowment for Democracy (NED),[3] mas em sua juventude foi associado à Liga Socialista dos Jovens e aos Social-Democratas dos EUA, ambos de extrema esquerda. Sobre o papel do NED {National Endowment for Democracy – Fundo/Dotação Nacional para a Democracia} na crise da Ucrânia, Giraldi tem a dizer:

Lembre-se das revoluções pastel na Europa Oriental que foram patrocinadas pelos Estados Unidos e algumas nações ocidentais, mas que agora são melhor esquecidas? O envolvimento de Organizações Não-Governamentais (ONGs) em lugares como a Ucrânia e a Moldávia com certeza deu certo, principalmente quando a maior ONG de todas, o National Endowment for Democracy (NED) se envolveu. Quando os russos e outros reclamaram das atividades das ONGs interferindo em suas políticas domésticas, NED era o que eles estavam se referindo. O NED {National Endowment for Democracy – Fundo/Dotação Nacional para a Democracia} instintivamente favorecia pessoas que se diziam democratas e eram capazes de falar inglês, habilidade poliglota demonstrando de alguma forma sua confiabilidade política. Eles se revelaram tão corruptos quanto seus antecessores e não menos inclinados a fazer de tolo o sistema eleitoral que herdaram. A manipulação na Geórgia por Washington e seus substitutos israelenses quase levou ao envolvimento americano em uma guerra com a Rússia na qual Washington não tinha nenhum interesse concebível. Lembre-se de John McCain “Somos todos georgianos agora?”

Depois de destruir a Europa Oriental, o NED {National Endowment for Democracy – Fundo/Dotação Nacional para a Democracia} tem vindo ao trabalho duro e dedicado relacionado à Primavera Árabe, cujos resultados são claramente visíveis na Tunísia, Egito e Iraque. Mas agora o foco está novamente na antiga União Soviética, com milhões de dólares indo para os partidos da oposição, desta vez com a força total de uma mídia acrítica por trás do esforço. Facilmente esquecidos são dois fatos indiscutíveis relativos à Rússia e à Ucrânia. Primeiro, antes da dissolução da União Soviética em 1991, havia um entendimento de que os EUA e a Europa não usariam a situação como desculpa para expandir suas esferas de influência para o Leste Europeu. O NED {National Endowment for Democracy – Fundo/Dotação Nacional para a Democracia} e outros grupos violaram esse entendimento quase imediatamente e agora Croácia, República Tcheca, Eslováquia, Bulgária, Romênia, Eslovênia, Estônia, Letônia, Lituânia, Hungria, Romênia e Polônia estão na União Europeia e também na OTAN, organização que tem absolutamente nenhuma razão de ser além de servir como uma aliança militar contra a Rússia.

Segundo... A Ucrânia é cerca de setenta e cinco por cento de etnia ucraniana, mas dez milhões de cidadãos ucranianos são de etnia russa, mais de 17% da população. Muitos ucranianos, portanto, olham para a Rússia como um aliado natural e parceiro comercial, enquanto aqueles que já fizeram parte da Polônia tendem a olhar para o oeste, mas o que é indiscutível é que o atual governo ucraniano levemente pró-Moscou de Viktor Yanukovych chegou ao poder após uma eleição livre. monitorado por observadores internacionais em 2010. Yanukovych acredita em fortes laços com a Rússia, mas também é amigável com a União Europeia e os Estados Unidos. Apesar dessa neutralidade estudada, Washington e os europeus estão provocando distúrbios e tentando coagir o governo ucraniano a entrar em um acordo formal com a U.E. {União Europeia} que sua liderança eleita acredita não ser de seus melhores interesses. Os manifestantes, apoiados e possivelmente até treinados e equipados pela Europa e pelos EUA, responderam com violência.

Giraldi então traça as credenciais neoconservadoras impecáveis de Victoria Nuland {uma judia} e sua hostilidade tipicamente neoconservadora em relação à Rússia, concluindo:

Como seu marido {O judeu Robert Kagan}, Nuland, apoiada pela Casa Branca e políticos como os senadores John McCain e Lindsey Graham, é consistentemente hostil a Moscou, possivelmente porque a visão de mundo neoconservadora favorece os oligarcas predominantemente judeus que saquearam a economia russa antes de serem trazidos aos calcanhares por Putin. 

Adicionado: Victoria Nuland é atualmente a Subsecretária de Estado para Assuntos Políticos do Departamento de Estado de Biden e foi Secretária de Estado Adjunta para Assuntos Europeus e Eurasianos no Departamento de Estado na administração de Obama. Ela está, sem dúvida, desempenhando um papel muito importante durante a crise atual. Seu marido é {o judeu} Robert Kagan,[4] “um membro sênior da Brookings Institution, tem sido um defensor de quase todos os erros da política externa dos EUA nas últimas duas décadas. Ele era um defensor da guerra no Iraque e de uma abordagem muscular à Síria. O New York Times informou que seu pai, Donald Kagan, “um historiador da Grécia antiga, é um patriarca do neoconservadorismo”.

Há consciência do papel de Nuland em alguns círculos conservadores; em 25 de fevereiro, Tucker Carlson a mencionou ao falar sobre os principais promotores, assim como fez Pedro Gonzalez de Chronicles em um segmento separado. Mas é claro que eles não vão discutir que ela é judia e profundamente envolvida em círculos de política externa raivosamente pró-Israel e globalistas.

... Eu estou certo de que o apoio da Rússia ao Irã e à Síria também alimenta a mistura de motivos neoconservadores para hostilidade à Rússia, mas não há dúvida de que os neoconservadores têm sido fortes apoiadores dos oligarcas, sem dúvida porque seria bom para os judeus. Como observei:

Um ponto de virada foi a prisão de Mikhail Khodorkovsky, o chefe da Yukos, a gigante do petróleo. O arquineoconservador Richard Perle liderou a acusação[5] contra Putin, pedindo a saída da Rússia do G-8 – o mesmo tipo de política que os neoconservadores estão propondo após a invasão da Geórgia. Khodorkosky era visto como sem qualquer sentimento pelo nacionalismo russo[6] e muito amigável com os Estados Unidos. (“The Neocons Versus Rússia”)[7]

Putin basicamente impediu a tomada da Rússia por oligarcas com valores globalistas e ocidentais. Portanto, eu duvido que o NED {National Endowment for Democracy – Fundo/Dotação Nacional para a Democracia} esteja realmente preocupado com a democracia na Ucrânia, apesar de sua missão oficial. Afinal, como observa Giraldi, o governo da Ucrânia é devidamente eleito em uma eleição supervisionada internacionalmente, e os neoconservadores (e os EUA) têm uma longa história de olhar para o outro lado quando governos não democráticos atendem a seus interesses (por exemplo, negligenciando o flagrante afastamento da democracia em Israel [e apoio à agressão saudita no Iêmen]) e criticando governos democraticamente eleitos quando não o fazem (por exemplo, Hamas em Gaza). De fato, a clássica declaração neoconservadora sobre democracia e direitos humanos, da ex-chefe de Gershman, Jeanne Kirkpatrick {importante membro da política de Ronald Reagan} (1979), argumentou que a democracia e os direitos humanos deveriam ficar em segundo plano em relação a outras questões, como a luta da Guerra Fria entre os EUA e URSS (discutido aqui, página 31).[8] (Gershman {judeu}, junto com Joshua Muravchik {judeu*a} e Kenneth Adelman {judeu}, foi vice de Kirkpatrick quando ela serviu como embaixadora da ONU no governo Reagan. Todos eram fortes defensores da guerra do Iraque, Adelman escrevendo uma famosa coluna “Cakewalk in Iraq.”)

É o mesmo agora. O verdadeiro nome do jogo não é democracia, mas a cruzada neoconservadora contra a Rússia, com uma forte dose de motivação judaica relacionada a Putin, o fracasso dos oligarcas em tomar o controle da Rússia, e Israel.

 

Adicionado, 27 de fevereiro de 2022:

Recentemente, eu postei uma palestra do Prof. John Mearsheimer que, como eu twittei, é “obviamente convincente” e onde ele fornece uma solução – uma Ucrânia neutra – que teria evitado a guerra. Observe que Philip Giraldi apontou que o governo Yanukovych era efetivamente neutro. Isso era inaceitável para os neoconservadores e, portanto, o levante Maidan de 2014 que substituiu Yanukovych – uma revolução em que {a judia} Nuland e outros elementos solidamente estabelecidos da política externa dos EUA estavam profundamente envolvidos.

A análise de Mearsheimer é tão obviamente convincente que me surpreende como tantas pessoas – toda a esquerda e a maioria dos conservadores – a ignoram. Uma Ucrânia neutra teria satisfeito os interesses legítimos da Rússia e não prejudicaria a Ucrânia. Nenhuma guerra.

Versão mais longa aqui: https://youtu.be/JrMiSQAGOS4

 

Mas é claro que essa solução nunca aconteceu. E nós temos que perguntar por que os EUA estão tão comprometidos com a hostilidade frente a Rússia – determinados a cercar a fronteira ocidental da Rússia com uma aliança militar que os EUA nunca tolerariam na América do Norte (como recita piedosamente a Doutrina Monroe; lembra-se da crise dos mísseis cubanos? ). Como sugere Mearsheimer, os EUA são os instigadores aqui, pressionando a Ucrânia ou pelo menos incentivando-a a insistir em se juntar na OTAN.

Aqui está Mearsheimer sobre a crise atual. Nos primeiros 25 minutos, ele expõe o pano de fundo histórico em grande detalhe. Pontos-chave que ilustram amplamente a agressividade do Ocidente.

2008: A OTAN declarou que a Ucrânia estará na OTAN; Os russos estão com raiva, mas é só até onde estes vão.

2014: O golpe ocidental (Departamento de Estado dos EUA, neoconservadores, CIA) instalou um governo pró-ocidental que resulta em guerra civil na Ucrânia e na Rússia, tomando a Crimeia;

Trump [com armas antitanque, mas não armas de defesa aérea] e agora Biden (mas não Obama) armam a Ucrânia, tornando-a um membro “de fato” da OTAN;

uma série de incursões militares provocativas da OTAN em águas territoriais russas [embora essas alegações sejam negadas pelos EUA e pela Grã-Bretanha].

Link do video:

https://youtu.be/Nbj1AR_aAcE 

            Este é um jogo muito cínico. Mearsheimer previu em 2015 que a Rússia destruiria a Ucrânia em vez de permitir que ela fizesse parte da OTAN, e está em processo de ser destruída agora, com imenso sofrimento e perda desconhecida de vidas.

Então, fundamentalmente, nós temos que perguntar por que nossas elites odeiam a Rússia. Conforme observado em meu artigo de 2014, uma das principais razões - e de longe a razão mais importante neste momento - é a política externa da Rússia no Oriente Médio em apoio ao Irã e à Síria (onde o apoio da Rússia virou a maré em favor do governo Assad). contra os rebeldes apoiados pelos EUA e por Israel). Uma derrota russa na Ucrânia mudaria drasticamente o equilíbrio de poder no Oriente Médio em favor de Israel e seu estado cliente, os EUA.

Então, por que isso importa para a Rússia? Certamente, não há evidências de que Putin seja antijudaico ou hostil a Israel. Suspeito que Putin vê o Oriente Médio da mesma forma que vê a Europa – como tendo potencial para mais cerco da Rússia por governos dominados pelo Ocidente. Lembre-se: os neoconservadores também querem uma mudança de regime no Irã e eram apoiadores entusiasmados das forças anti-Assad na Síria. Curiosamente, Trump resistiu[9] às pressões para tentar uma mudança de regime no Irã defendida por seus conselheiros neoconservadores John Bolton (super-falcão instalado por insistência de Sheldon Adelson, um fanático pró-Israel e o maior doador de Trump) e Mike Pompeo.

O presidente Trump pareceu frustrar as esperanças de seus conselheiros de política externa neoconservadores quando rejeitou explicitamente uma estratégia de mudança de regime para o Irã na segunda-feira. … “Não estamos procurando uma mudança de regime. Eu quero deixar isso claro… Ninguém quer ver coisas terríveis acontecerem.”

O presidente especificou que seu princípio motriz era impedir a aquisição iraniana de armas nucleares, em oposição a um ideal utópico de impor uma “democracia liberal” de estilo ocidental sobre estado islâmico {o Irã, e não o chamado Estado Islâmico ISIS}.

Mas com o senil e incompetente Biden (descrito[10] por Pepe Escobar como “o senil Presidente dos Estados Unidos [que é controlado] pelo fone de ouvido/teleprompter [e] nunca foi acusado de ser a lâmpada mais brilhante da sala – qualquer sala”) lendo linhas escritas por nomes como {a judia} Nuland e com Obama (que rejeitou armar o Irã) e Trump fora do cargo, é um novo jogo de bola.

Então, vamos ver um mapa da Eurásia do ponto de vista de Putin:



O Ocidente já mostrou suas intenções no Oriente Médio e no Afeganistão (este último um miserável fracasso). Mas está claro que eles também querem uma mudança de regime no Cazaquistão, onde no mês passado houve uma tentativa de uma “revolução colorida”.[11] Essa história[12] não causou grande impacto na mídia ocidental, mas “em Moscou, [recebeu] cobertura de notícias 24 horas por dia, 7 dias por semana, como se fosse uma ameaça apocalíptica à segurança da Rússia”. Ele falhou quando a Organização do Tratado de Segurança Coletiva, dominada pela Rússia (Rússia, Armênia, Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão e Bielorrússia) enviou tropas. A tentativa de revolução foi amplamente acreditada[13] ter sido auxiliada pelas potências ocidentais.

A Rússia obviamente viu a tentativa de revolução como uma ameaça existencial e vê a Ucrânia, já perto de ser um membro de fato da OTAN, de maneira semelhante. A Rússia seria efetivamente cercada. Do ponto de vista da Rússia, uma invasão da Ucrânia era a única resposta possível a tudo isso.

O quadro geral é que no final é tudo sobre a hegemonia ocidental e os “valores ocidentais” sendo impostos ao resto do mundo, e isso tem sido explicitamente expresso[14] pelo Departamento de Estado dos EUA na última quinta-feira:

O porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, fez uma admissão impressionante sobre o que esta guerra realmente significa.

De acordo com Price,[15] a Rússia e a China “também querem uma ordem mundial”, mas ele alertou que se vencerem sua ordem mundial “seria profundamente iliberal”…

A China deu “aprovação tácita” à última invasão da Ucrânia pelo presidente russo, Vladimir Putin, no julgamento de autoridades norte-americanas, como parte de um esforço conjunto para minar as instituições que os líderes americanos e aliados estabeleceram para minimizar os conflitos nas décadas que se seguiram à Segunda Guerra Mundial.

A Rússia e a República Popular da China também querem uma ordem mundial,” disse o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, na quarta-feira. “Mas esta é uma ordem que é e seria profundamente iliberal. … É uma ordem que é, em muitos aspectos, mais destrutiva do que aditiva”. (ênfase no original)

Em outras palavras, “tornar o mundo seguro para a democracia” – e imigração em nível de substituição e ideologia de gênero LGBTQ+, e os caldeirões de conflito étnico em que as sociedades ocidentais se tornaram. Nem a China nem a Rússia querem isso; nem muitas pessoas no Ocidente, e certamente incluindo vários governos do Leste Europeu e uma grande porção de seu povo.

E observe a inclusão da China, outro governo não democrático nada comprometido com os “valores ocidentais”. Após a queda da União Soviética, os neoconservadores lideraram o coro daqueles que celebravam um mundo unipolar dominado pelos EUA como hegemonia, resultando em repetidas tentativas de mudança de regime em todo o Oriente Médio, Norte da África e Ásia. O que está acontecendo agora é essencialmente uma reação séria contra isso – uma tentativa de estabelecer um mundo multipolar. O apoio da China à invasão russa é parte integrante disso e certamente esteve na mente do Departamento de Estado ao emitir sua declaração. Mas o que isso significa é que o status dos EUA e de seus parceiros ocidentais como hegemonia mundial está em sério risco. É um momento semelhante ao Armageddon: nenhum dos lados vê a derrota como uma opção.

Por fim, pergunta-se se a identidade judaica do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy tem um papel na compreensão da resposta ucraniana. Jewish Telegraph Agency:[16]

Zelensky não tem elaborado os detalhes de sua educação judaica ou sua religiosidade, mas também não se esquivou de expressar uma mensagem ocasional de orgulho judaico e um forte senso de solidariedade com Israel.[1] E essa identidade judaica tem sido repetidamente apreendida por inimigos e rivais, e celebrada por apoiadores judeus em todo o mundo.

Um presidente diferente teria estado mais aberto a rejeitar o status da OTAN e tudo o que isso implica para o Ocidente na expansão do império ocidental? Mais disposto a evitar a destruição de seu país e sofrimento indescritível para o povo ucraniano? É improvável que nós iremos mesmo saber.

Enquanto escrevo isso, a guerra continua a aumentar e há relatos generalizados de que os ucranianos, encorajados por Zelenskyy, estão oferecendo resistência significativa e frustrando o avanço russo. Dificilmente se pode esperar que a Rússia recue neste momento. Dadas as apostas semelhantes ao Armagedom nesta batalha, é provável que o Ocidente também aumente, levando o mundo inteiro a um território completamente naõ cartografado.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander


Notas

[1] Fonte utilizada por Kevin MacDonald: Diplomacy Is a Four Letter Word - The Neocon Triumph, por Philip Giraldi, 18 de fevereiro de 2014, Antiwar.

https://original.antiwar.com/giraldi/2014/02/17/diplomacy-is-a-four-letter-word/  

[2] Fonte utilizada por Kevin MacDonald: UNDERSTANDING JEWISH INFLUENCE III: NEOCONSERVATISM AS A JEWISH MOVEMENT - KEVIN MACDONALD

https://www.toqonline.com/archives/v4n2/TOQv4n2MacDonald.pdf  

[3] Fonte utilizada por Kevin MacDonald: https://www.ned.org/about/board-of-directors/  

[4] Fonte utilizada por Kevin MacDonald: VICTORIA “FUCK THE EU” NULAND WHO SPEARHEADED OVERTHROW OF DEMOCRATICALLY ELECTED PRESIDENT OF UKRAINE IN 2014, STILL IN POWER, 22 de fevereiro de 2022, Trend Research Institute.

https://trendsresearch.com/victoria-fuck-the-eu-nuland-who-spearheaded-overthrow-of-democratically-elected-president-of-ukraine-in-2014-still-in-power/  

[5] Fonte utilizada por Kevin MacDonald: NOW THEY'RE AFTER PUTIN - The hypocrites of the “democratic” West set their sights on Russia, por Justin Raimondo, 10 de dezembro de 2003, Antiwar.

http://www.antiwar.com/justin/j121003.html  

[6] Fonte utilizada por Kevin MacDonald: https://www.pogo.org/center-for-defense-information/  

[7] Fonte utilizada por Kevin MacDonald: Os Neoconservadores versus a Rússia - Por Kevin MacDonald, por Kevin MacDonald, 19 de março de 2022, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2022/03/os-neoconservadores-versus-russia-por.html  

*a Nota de Mykel Alexander: Joshua Muravchik é filho de Emanuel Muravchik, que foi um líder socialista judeu americano, numa época que o marxismo era politicamente a principal frente benfeitora ao judaísmo internacional em sua ambição de subjugar os impérios mundiais sob o disfarce de libertar os povos, mais uma vez confirmando a regra da liderança procedente do segmento judaico do socialismo marxista como agitação e frente de batalha do judaísmo internacional. Hoje o disfarce das ambições do judaísmo internacional para subjugar os impérios mundiais é o de libertar os povos através da política externa neoconservadora. Sobre o anteceden judaico de Joshua Muravchik ver: Scholar Muravchik charts his rightward path, por David Holzel, 11 de abril e 2019, Washington Jewish Week.

https://www.washingtonjewishweek.com/scholar-muravchik-charts-his-rightward-path/  

[9] Fonte utilizada por Kevin MacDonald: Trump Bucks Neocons, Rejects Iran Regime Change, por Richard Moorhead, Right Edition.

https://rightedition.com/2019/05/28/trump-bucks-neocons-rejects-iran-regime-change/  

[10] Fonte utilizada por Kevin MacDonald: War Inc. Throws an Invasion Party and No One Shows Up, por Pepe Escobar, 16 de fevereiro de 2022, Strategic Culture Foundation.

https://www.strategic-culture.org/news/2022/02/16/war-inc-throws-an-invasion-party-and-no-one-shows-up/  

[11] Fonte utilizada por Kevin MacDonald: Steppe on Fire: Kazakhstan’s Color Revolution, por Pepe Escobar, 06 de Janeiro de 2022, Strategic Culture Foundation.

https://www.strategic-culture.org/news/2022/01/06/steppe-on-fire-kazakhstan-color-revolution/  

[12] Fonte utilizada por Kevin MacDonald: The ‘Color Revolution’ In Kazakhstan, 17 de Janeiro de 2022, Ancient Cataclysms.

https://www.ancientcataclysms.net/the-color-revolution-in-kazakhstan  

[13] Fonte utilizada por Kevin MacDonald: Steppe on Fire: Kazakhstan’s Color Revolution, por Pepe Escobar, 06 de Janeiro de 2022, Strategic Culture Foundation.

https://www.strategic-culture.org/news/2022/01/06/steppe-on-fire-kazakhstan-color-revolution/  

[14] Fonte utilizada por Kevin MacDonald: US Govt Just Admitted This Is A War That Will Determine Who Will Rule The New World Order, por Tyler Durden {pseudônimo editorial}, 26 de fevereiro de 2022, ZeroHedge.

https://www.zerohedge.com/geopolitical/us-govt-just-admitted-war-will-determine-who-will-rule-new-world-order   

[15] Fonte utilizada por Kevin MacDonald: China's support for Russia turns Ukraine into battleground for new world order, por Joel Gehrke, Foreign Affairs Reporter, 23 de fevereiro de 2022, Washington Examiner.

https://www.washingtonexaminer.com/policy/defense-national-security/chinas-support-for-russia-turns-ukraine-into-battleground-for-new-world-order  

[16] Fonte utilizada por Kevin MacDonald: Volodymyr Zelensky was a Jewish comedian. Now the world’s eyes are on him., por Gabe Friedman, 25 de fevereiro de 2022, Jewish Telegraph Agency.

https://www.jta.org/2022/02/25/global/in-4-years-volodymyr-zelensky-went-from-jewish-comedian-to-putins-no-1-enemy-and-defender-of-democracy  



Fonte: Neocons, Ukraine, Russia, and the Western Struggle for Global Hegemony, por Kevin MacDonald, 27 de fevereiro de 2022, The Occidental Observer.

https://www.theoccidentalobserver.net/2022/02/27/philip-giraldi-on-the-neocons-ukraine-russia-and-the-oligarchs/

Sobre o autor: Kevin B. MacDonald (1944 – ) é um professor americano de psicologia na Universidade Estadual da Califórnia. Graduou-se em Filosofia (University of Wisconsin-Madison), fez o mestrado em Biologia (University of Connecticut), Doutorado em Ciências Biocomportamentais (University of Connecticut). É um estudioso das relações da população judaica com os povos ocidentais. É editor do periódico The Occidental Quarterly e do site The Occidental Observer.

            Entre seus principais livros estão: 

            Social and Personality Development: An Evolutionary Synthesis (Plenum 1988).

            The Culture of Critique: A People That Shall Dwell Alone: Judaism As a Group Evolutionary Strategy, With Diaspora Peoples, (Praeger 1994).

            The Culture of Critique: Separation and Its Discontents Toward an Evolutionary Theory of Anti-Semitism, (Praeger 1998).

            Understanding Jewish Influence: A Study in Ethnic Activism (Praeger 2004)

            The Culture of Critique: An Evolutionary Analysis of Jewish Involvement in Twentieth-Century Intellectual and Political Movements, (Praeger 1998).

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Relacionado, leia também:

Os Neoconservadores versus a Rússia - Por Kevin MacDonald

{Retrospectiva 2014} O triunfo de Putin - O Gambito da Crimeia - Por Israel Shamir

{Retrospectiva 2014} A Revolução Marrom na Ucrânia - Por Israel Shamir

{Retrospectiva 2019 – Corrupção Ucrânia-JoeBiden-EUA} O saque da Ucrânia por democratas americanos corruptos- Uma conversa com Oleg Tsarev revela a suposta identidade do “denunciante Trump/Ucrânia” - por Israel Shamir

O vice-Presidente Biden reconhece o ‘imenso’ papel judaico nos meios de comunicação de massa e vida cultural americana - Por Mark Weber

{Retrospectiva 2014 - Rússia-Ucrânia-EUA-Comunidade Europeia} O pêndulo ucraniano - Duas invasões - Por Israel Shamir

{Retrospectiva 2013 - Rússia-Ucrânia-EUA-Comunidade Europeia} - Putin conquista nova vitória na Ucrânia O que realmente aconteceu na crise ucraniana - Por Israel Shamir

{Retrospectiva 2014 - Rússia-Ucrânia... e os judeus} O Fatídico triângulo: Rússia, Ucrânia e os judeus – por Israel Shamir

Odiar a Rússia é um emprego de tempo integral Neoconservadores ressuscitam memórias tribais para atiçar as chamas - Por Philip Girald

Sobre a influência do judaico bolchevismo (comunismo-marxista) na Rússia ver:


Mentindo sobre o judaico-bolchevismo {comunismo-marxista} - Por Andrew Joyce, Ph.D. {academic auctor pseudonym}

Os destruidores - Comunismo {judaico-bolchevismo} e seus frutos - por Winston Churchill

A liderança judaica na Revolução Bolchevique e o início do Regime soviético - Avaliando o gravemente lúgubre legado do comunismo soviético - por Mark Weber

Líderes do bolchevismo {comunismo marxista} - Por Rolf Kosiek

Wall Street & a Revolução Russa de março de 1917 – por Kerry Bolton

Wall Street e a Revolução Bolchevique de Novembro de 1917 – por Kerry Bolton

Esquecendo Trotsky (7 de novembro de 1879 - 21 de agosto de 1940) - Por Alex Kurtagić


Sobre a questão judaica, sionismo e seus interesses globais ver:

Conversa direta sobre o sionismo - o que o nacionalismo judaico significa - Por Mark Weber

Judeus: Uma comunidade religiosa, um povo ou uma raça? por Mark Weber

Controvérsia de Sião - por Knud Bjeld Eriksen

Sionismo e judeus americanos - por Alfred M. Lilienthal

Por trás da Declaração de Balfour A penhora britânica da Grande Guerra ao Lord Rothschild - parte 1 - Por Robert John {as demais 5 partes seguem na sequência}

Raízes do Conflito Mundial Atual – Estratégias sionistas e a duplicidade Ocidental durante a Primeira Guerra Mundial – por Kerry Bolton

Ex-rabino-chefe de Israel diz que todos nós, não judeus, somos burros, criados para servir judeus - como a aprovação dele prova o supremacismo judaico - por David Duke

Grande rabino diz que não-judeus são burros {de carga}, criados para servir judeus - por Khalid Amayreh

Por que querem destruir a Síria? - por Dr. Ghassan Nseir

Congresso Mundial Judaico: Bilionários, Oligarcas, e influenciadores - Por Alison Weir