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domingo, 21 de dezembro de 2025

Revisionismo Semítico - por Germar Rudolf

 

 Germar Rudolf 


O professor de história de Jerusalém, Moshe Zimmermann, apresentou recentemente a abordagem de Israel ao Holocausto de uma forma acessível.[1] Embora a Shoah praticamente não tenha desempenhado nenhum papel na vida pública israelense até o início da década de 1960, isso mudou com o julgamento de Eichmann em 1961. Desde então, o Holocausto tornou-se cada vez mais relevante na consciência dos judeus israelenses, especialmente em dimensões míticas. Hoje, o Holocausto é percebido como o evento mais importante da história judaica, mesmo antes da fundação do Estado de Israel moderno e antes da aceitação da Torá no Monte Sinai.[2] Esse desenvolvimento é acompanhado por rituais midiáticos e políticos bem conhecidos, bem como por um programa escolar israelense especificamente voltado para o Holocausto – incluindo viagens escolares inteiras a campos de concentração na Europa. Esse programa visa alcançar a identificação e a solidariedade quase físicas dos jovens com seu próprio povo judeu por meio da revivência intensa de todas as atrocidades (reais e supostas) do Holocausto e do trauma associado.[3] O Holocausto está agora tão presente na sociedade e na política israelenses que grupos judaicos de oposição tentam combater uns aos outros usando o porrete de Auschwitz.

Já é de conhecimento geral, inclusive em Israel, que os pilares do Estado de Israel, a religião judaica e o sionismo, que o sustentaram até a década de 1960, perderam grande parte de sua viabilidade. Foram substituídos pelo Holocausto, que não só dá ao Estado de Israel sua raison d’etrê {razão de ser} através de exageros místicos, mas também é cada vez mais usado para legitimar as políticas israelenses de qualquer tipo.

Em resposta a esta entrevista, certos círculos tentaram contestar a cátedra de Moshe Zimmermann por meio de uma campanha pública, a qual foi em última análise sem sucesso.

{Moshe Zimmermann (1943) é um historiador judeu cujas observações e comentários o levaram a julgamento em Israel várias vezes.}

Não deveria ser difícil para esse grupo de israelenses críticos estabelecer contatos delicados com judeus dissidentes em países ocidentais que não se furtam ao contato com o revisionismo do Holocausto, especialmente porque a crítica à mitificação do Holocausto e a certas (más)interpretações talmúdicas da Torá são idênticas em ambos os grupos. Resta saber se esses judeus israelenses estarão preparados para criticar não apenas as consequências sociais da mistificação do Holocausto, mas também as historiográficas.

 

Revisionismo judaico-israelense

É claro que esse desenvolvimento representa perigos para os judeus em geral e para Israel em particular. Michael Wolffsohn, por exemplo, tem apontado que esse foco no Holocausto como uma espécie de religião substituta secular não só representa uma preocupante amputação do judaísmo em seus importantes elementos de religião e nacionalismo, como também dificulta a coexistência pacífica com os alemães, já que Israel depende cada vez mais da imagem dos alemães em geral e da Alemanha em particular como inimiga para justificar sua existência.[4] Pesquisas confirmam esse temor, pois mesmo antes de “Mölln” e “Solingen” [grandes ataques contra imigrantes], os alemães já tinham uma imagem muito negativa em Israel, que se deteriorou ainda mais nos últimos tempos.[5] Zimmermann também destaca que a mitificação do Holocausto dificulta o caminho para a normalização com o mundo árabe, bem como para a pacificação interna da comunidade judaica.[6] Uma crítica adicional à mistificação do Holocausto é a acusação de que o traumatismo dos judeus impede a percepção das condições políticas globais em consonância com a realidade. Em vez de, por exemplo, considerarem a opção de abandonar este pedaço de deserto semi-cultivado diante da crescente fundamentalização islâmica, as pessoas se apegam à ficção de que somente Israel pode proteger os judeus de um “novo” Holocausto. Tão ideologicamente obstinadas, preferem ser espancadas até a morte a se mudarem para países ocidentais. É precisamente esse comportamento que oferece ao potencial inimigo, a Arábia, a oportunidade fácil para “outro” Holocausto. O jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung publicou uma reportagem intitulada “Jerusalém ou Babilônia, Israel ou a Diáspora?” sobre dissidentes judeus em Israel que consideram o Estado de Israel uma anomalia que ameaça os judeus como um todo e pregam um retorno à Diáspora:[7]

“Em Israel, Filipe II faz campanha pelo retorno dos judeus asquenazes à Europa – um programa contrário ao sionismo, que ele chama de “diasporismo”. Após a Segunda Guerra Mundial, Israel talvez tivesse sua justificativa; hoje, é “a ameaça mais séria à sobrevivência do judaísmo”.

Para além desses discursos acadêmicos moderados, há uma abordagem muito mais radical para criticar a forma como os judeus lidam com a sua história em geral. O porta-voz aqui é, sem dúvida, o professor de química Israel Shahak, que em seu livro recentemente publicado[8] confirma que a crítica ao antissemitismo acadêmico do período de Weimar contra a religião judaica é plenamente justificada (conferir meu artigo no Staatsbriefe 8-9/1995)*1. Além disso, Shahak expande capítulos da história judaica que dificilmente podem ser encontrados em qualquer livro de história. De acordo com ele, os judeus leais ao Talmud sempre foram capazes de se oferecer aos tiranos de vários povos e épocas como colaboradores dispostos na opressão e exploração dos mais diversos povos. Como resultado, os repetidos pogroms contra os judeus pareciam ser predominantemente uma forma de resistência do povo comum contra seus opressores implacáveis. Em relação a essas observações, Shahak critica duramente a maneira como grupos judaicos ortodoxos ou de direita em Israel justificam suas políticas racistas e chauvinistas contra não judeus em geral e árabes em particular, numa continuação fiel de milhares de anos de história judaica com certas interpretações talmúdicas da Torá. O Prof. Zimmermann revelou em uma entrevista que o Prof. Shahak, muito criticado pelo público em Israel, não está sozinho nessa crítica.[9] Nela, ele compara a ideologia e a prática da política da extrema-direita israelense com as do nacional-socialismo. Ele também argumenta que é mais justificável publicar Mein Kampf em Israel do que a Bíblia, especialmente porque somente a Bíblia serve aos israelenses de extrema-direita como base ideológica para sua política. Presumir isso em relação a Mein Kampf é absurdo. Em resposta a essa entrevista, certos círculos tentaram contestar a cátedra de Moshe Zimmermann por meio de uma campanha pública, que acabou em última análise não sendo bem-sucedida.

Não deveria ser difícil para este grupo de israelenses críticos estabelecer contatos delicados com judeus dissidentes em países ocidentais que não se furtam ao contato com o revisionismo do Holocausto,[10] especialmente porque a crítica à mitificação do Holocausto e a certas (más)interpretações talmúdicas da Torá são idênticas para ambos os grupos. Resta saber se esses judeus israelenses estão, então, preparados para criticar não apenas as consequências sociais da mistificação do Holocausto, mas também as historiográficas.

 

Revisionismo Islâmico-Árabe

Até uns poucos anos atrás, o Holocausto era geralmente considerado nos países árabes como um problema dos países ocidentais, de interesse apenas periférico, por exemplo, quando Israel usou o Holocausto para justificar sua política de ocupação.[11] A crítica à mistificação do Holocausto pelos judeus e pelo mundo ocidental inteiro, bem como os consequentes problemas sociais e historiográficos, foi abordada pela primeira vez por Ahmed Rami, um marroquino exilado na Suécia.[12] Até 1993, ele dirigiu uma pequena estação de rádio na Suécia, a Radio Islam, na qual ele misturava declarações revisionistas sobre o Holocausto com conteúdo antissemita, pan-árabe e etnopluralista. A estação foi silenciada por intervenção estatal. No entanto, essas atividades rapidamente atraíram a atenção de árabes fundamentalistas, de modo que Ahmed Rami rapidamente se tornou um palestrante e colunista requisitado nesses círculos. O jornal fundamentalista Al-Shaab, publicado duas vezes por semana no Cairo e com cerca de dois milhões de exemplares, sendo o jornal de maior circulação no Magreb, publicou pela primeira vez, no verão e outono de 1993, diversos artigos sobre o revisionismo ocidental do Holocausto, incluindo uma entrevista com o major-general reformado Otto Ernst Remer[13] e o professor Robert Faurisson.[14] Como o jornal também era lido em países europeus com grandes comunidades muçulmanas, a França, em particular, estava obviamente preocupada com o impacto dessas questões e confiscou os exemplares imediatamente após a publicação. Pouco depois, vários jornalistas e membros importantes da equipe editorial do Al-Shaab foram presos pelo governo egípcio e suas casas foram revistadas. Oficialmente, a postura fundamentalista islâmica e de oposição do jornal serviu de pretexto para essas represálias, mas pode-se presumir que se tratava de uma tentativa de intimidação contra o revisionismo, possivelmente co-iniciada por avanços diplomáticos israelenses.

Pouco depois dessa aproximação entre o revisionismo ocidental do Holocausto e o fundamentalismo islâmico-pan-árabe, Israel anunciou que agora desejava negociar com a OLP um estatuto de autonomia para os palestinos. Podemos apenas especular se esses dois eventos estão causalmente ligados, embora não seja improvável.

Deve ter ficado claro para qualquer pessoa familiarizada com a dinâmica do fundamentalismo islâmico-pan-árabe que as represálias mencionadas contra o Al-Shaab não conseguiram extinguir as brasas; basta pensar nos eventos recentes na Argélia. Desde 1993, o Al-Shaab também tem lidado regularmente com questões revisionistas do Holocausto, sobretudo por meio de seu correspondente europeu, Ahmed Rami.[15] Desde o final de 1993 até o presente, a ideia de que os árabes veem o Holocausto como um problema ocidental e não têm afinidade com o revisionismo já não é verdadeira.11 A extensão em que o revisionismo se enraizou nas comunidades árabes em todo o mundo foi demonstrada no início do verão de 1995 na Grã-Bretanha, quando o governo britânico foi forçado a revogar a licença da estação de rádio Muslim Community Radio, que afirmava que o Holocausto nunca aconteceu.[16] Pouco depois, o governo britânico aprendeu que proibições governamentais não podem suprimir notícias interessantes quando o líder da organização muçulmana britânica Hizb ut-Tahrir declarou em uma coletiva de imprensa durante um evento de promoção do Islã em Londres com 3.000 participantes que o Holocausto nunca havia ocorrido. Destacadamente, com exceção de um órgão judaico,[17] toda a imprensa manteve silêncio sobre este evento.

Agora, você pode ter a opinião que quiser sobre o Islã. O fato é que os líderes islâmicos e pan-árabes estão reconhecendo cada vez mais que é a mistificação do Holocausto por Israel e pelo mundo ocidental que se opõe à promoção de seus interesses. Como o Holocausto é cada vez mais citado como a principal razão para a existência do Estado de Israel e, portanto, como a justificativa para a supremacia ocidental no Oriente Médio, o nacionalismo árabe e o islamismo radical tiveram que reconhecer, mais cedo ou mais tarde, o revisionismo do Holocausto como uma alavanca decisiva para afirmar seus interesses contra Israel e o Ocidente. Não se pode, portanto, descartar que o Islã seja a porta de entrada pela qual o revisionismo do Holocausto também começará sua marcha para o mundo ocidental, já que todas as outras portas serão bloqueadas pela força. É de ser esperado que as ideias que surgem entre alguns muçulmanos a respeito do tratamento dos judeus israelenses nem sempre sejam muito humanas, mesmo que muitos líderes muçulmanos afirmem o contrário.17

 

Um Consenso Revisionista Básico

Como um cientista revisionista na tradição ética do Ocidente cristão, confronta-se com a questão da minha própria responsabilidade ética em vista desses desenvolvimentos nos povos semitas do Oriente Médio.[18] Como cientista, inicialmente eu fico um tanto perplexo com os resultados dessa Caixa de Pandora que foi aberta. No entanto, também aqui, resultados satisfatórios podem ser alcançados se examinarmos criticamente os tabus tradicionais de nossa sociedade e estivermos preparados para abandoná-los, se necessário. Isso inclui, por exemplo, o fato de que a existência do Estado de Israel não é mais um sacrilégio do que a dos extintos Estados da União Soviética, da Tchecoslováquia ou da Iugoslávia.

A religião que sustenta o Estado de Israel, o judaísmo, está sendo minada pela crescente secularização. O sionismo, que ganhou grande parte de seu ímpeto com a identidade religiosa dos judeus, também está sofrendo como um resultado. Como demonstrado, o Holocausto está substituindo cada vez mais a fragilidade desses dois pilares. O antissemitismo como fonte de identidade e, em particular, a visão historicamente negativa da Alemanha como inimiga comum, ocupam o primeiro lugar nos mitos de legitimação do Estado de Israel.

É evidente que o desenvolvimento teológico no ambiente árabe de Israel aponta exatamente para o oposto, ou seja, uma crescente orientação para as raízes religiosas do Islã.

O revisionismo do Holocausto está, portanto, destruindo o único pilar viável da identidade israelense na atualidade. Também mina a ainda ilimitada disposição do Ocidente em apoiar Israel e dá ao islamismo fundamentalista um ímpeto mortal contra Israel.

Os revisionistas ocidentais do Holocausto, portanto, se deparam com as seguintes questões: o que Israel significa para eles e como devem eles se comportar aqui?

Objetivamente falando, Israel é um enclave ocidental no Oriente Árabe, um corpo estrangeiro semelhante ao Estado religioso cristão na época das Cruzadas. Em ambos os casos, foi justificado por motivos fanáticos (pseudo)religiosos e, graças aos enormes esforços voluntários (ou supostamente voluntários) do Ocidente, manteve-se como um bastião contra os árabes por várias décadas. Com o fim da euforia religiosa, porém, o destino do bastião estava selado.

Mas pode isso ser considerado tão indiferentemente? O que aconteceria se a existência do Estado de Israel chegasse ao fim? Em primeiro lugar, é improvável que o fim de Israel ocorra de forma repentina. Em vez disso, a pressão árabe aumentará, o apoio ocidental diminuirá e a disposição dos israelenses, em sua maioria europeus, de fazer sacrifícios por seu pedaço de terra cultivada se esvairá, independentemente de o revisionismo do Holocausto prevalecer ou não. Em qualquer caso, é preciso evitar que os acontecimentos cheguem a um ponto crítico e, por exemplo, levem a uma guerra ou mesmo a um conflito nuclear nesta região. Além disso, a Europa e a América do Norte precisam estar preparadas para receber de volta seus filhos que estão no exterior – incluindo, e principalmente, a Alemanha. Esperamos que isso não seja um problema, pois, se as visões do revisionismo do Holocausto prevalecerem, os seguidores de uma determinada religião não terão amigos em todos os lugares. Mas, novamente, não existe culpa coletiva, e o perdão e a misericórdia distinguem o cristianismo do judaísmo do “olho por olho, dente por dente.”

O único problema é domar os fundamentalistas árabes radicais, muitos dos quais querem expulsar todos os judeus para o mar, seja fisicamente ou, pelo menos, culturalmente. Isso não serve aos interesses de ninguém, porque qualquer um que finja se defender da mentira do Holocausto está se prejudicando gravemente se planejar ou permitir um futuro Holocausto real. Isso sem falar nas consequências eticamente indefensáveis ​​de uma política tão radical.

Com isso em mente, nós devemos também considerar se uma cooperação frutífera entre alemães e judeus em pé de igualdade é possível na Europa Central no futuro, e se essa não é, de fato, a única maneira de avançar caso a situação no Oriente Médio continue a se desenvolver como antes.[19] O que nós precisamos entre alemães não judeus e judeus é uma reconciliação baseada na parceria e na verdade como ponto de partida para um futuro comum e construtivo que nos una mais estreitamente do que muitos de ambos os lados talvez desejem. Assim, nós temos a escolha entre a mentira infinita aqui, o ódio infinito ali e a tentativa de uma existência baseada na parceria entre os dois.

O fato de existirem abordagens comuns para este caminho é demonstrado pelos revisionistas judeu-israelenses que, como os profetas da antiguidade, cutucam a ferida purulenta do autoengrandecimento judaico, alinhando-se, assim, com os revisionistas islâmico-árabes ocidentais e moderados, que estão também em dissidência com o público. Este deveria ser um ponto de partida comum para moldar o futuro.

O caminho à frente é rochoso. O Tribunal Regional de Stuttgart considerou declarações em meus documentos particulares, semelhantes às acima mencionadas, como prova de antissemitismo e, portanto, como prova da minha culpa (Ref. nº 17 KLs 83/94).

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Notas

[1] Nota de Germar Rudolf: Moshe Zimmermann, “Israels Umgang mit dem Holocaust”, em: Rolf Steininger (ed.), Der Umgang mit dem Holocaust, Vol. 1, Böhlau, Vienna, 1994, pp. 387-406

[2] Nota de Germar Rudolf: Yair Auron, Jewish-Israeli Identity, Tel Aviv, 1993, pp. 105, 109.

[3] Nota de Germar Rudolf: Chaim Schatzker, Aus Politik und Zeitgeschichte, 40(15) (1990) pp. 19-23, esp. pp. 22 e seguinte.

[4] Nota de Germar Rudolf: Frankfurter Allgemeine Zeitung, 15 de abril de 1993; na mesma linha Amos Elon em Frankfurter Allgemeine Zeitung, 28 de junho de 1993, p. 28.

[5] Nota de Germar Rudolf: Moshe Zimmermann, “Israels Umgang mit dem Holocaust”, em: Rolf Steininger (ed.), Der Umgang mit dem Holocaust, Vol. 1, Böhlau, Vienna, 1994, pp. 404 e seguintes; idem, Aus Politik und Zeitgeschichte, 42(1-2) (1992) pp. 33-43, aqui p. 34.

[6] Nota de Germar Rudolf: Moshe Zimmermann, “Israels Umgang mit dem Holocaust”, em: Rolf Steininger (ed.), Der Umgang mit dem Holocaust, Vol. 1, Böhlau, Vienna, 1994, p. 390.

[7] Nota de Germar Rudolf: Jörg von Uthmann, Frankfurter Allgemeine Zeitung, 14 de maio de 1993, p. 29.

[8] Nota de Germar Rudolf: Israel Shahak, Jewish History, Jewish Religion, Pluto Press, Londres, 1994; Shahak também enviou uma coletânea de suas cartas aos editores de jornais israelenses, bem como outros comentários sobre o assunto, que também valem a pena ler.

*1 Fonte utilizada por Germar Rudolf: On the Causes of Hostility towards Jews, por Germar Rudolf, 1 de setembro de 1995.

https://codoh.com/library/document/on-the-causes-of-hostility-towards-jews/

                “Zu den Ursachen der Judenfeindschaft,” Staatsbriefe, Vol. 6, No. 8-9, 1995, pp. 56-63; arquivado em:

https://web.archive.org/web/vho.org/D/Staatsbriefe/Rudolf6_89.html

[9] Nota de Germar Rudolf: Yerushalayim, 28 de abril de 1995, citado de acordo com Collection: The Zimmerman Affair, por Israel Shahak.

[10] Nota de Germar Rudolf: Os nomes de Jean-Gabriel Cohn-Bedit, Noam Chomsky, David Cole, Roger G. Dommerque Polacco de Ménasce e Horst Lummert devem ser mencionados aqui.

[11] Nota de Germar Rudolf: Azmi Bishara, “Die Araber und der Holocaust”, em Rolf Steininger (ed.), Der Umgang mit dem Holocaust, Vol. 1, Böhlau, Vienna, 1994, S. 407-429.

[12] Nota de Germar Rudolf: Ahmed Rami, Vad är Israel?, Kultur Förlag, Stockholm, 1988; idemIsraels makt i Sverigeibid., 1989; idemEt live för frihetibid., 1989; idemJudisk häxprocess i Sverigeibid., 1990.

[13] Nota de Germar Rudolf: Al-Shaab, July 20 & 23, 1993; esta entrevista foi publicada em alemão.: Yassir Kamal (ed.), Das Remer-Interview mit Al-Shaab, Cromwell Press, London, 1993.

[14] Nota de Germar Rudolf: Al-Shaab, 31 de agosto de 1993.

[15] Nota de Germar Rudolf: O primeiro artigo de Ahmed Rami sobre revisionismo do Holocausto foi dedicado ao papel do Institute for Historical Review nos EUA e foi publicado no Al-Shaab em 24 de agosto de 1993.

11 Nota de Germar Rudolf: Azmi Bishara, “Die Araber und der Holocaust”, em Rolf Steininger (ed.), Der Umgang mit dem Holocaust, Vol. 1, Böhlau, Vienna, 1994, S. 407-429.

[16] Nota de Germar Rudolf: The Britisch Nationalist, junho de 1995, p. 3.

[17] Nota de Germar Rudolf: Jewish Chronicle (Londres), 18 de agosto de 1995.

17 Nota de Germar Rudolf: Jewish Chronicle (Londres), 18 de agosto de 1995.

[18] Nota de Germar Rudolf: Ver sobre isto: Germar Rudolf, “Wissenschaft und ethische Verantwortung”, em: Andreas Molau (ed.), Opposition für Deutschland, Druffel-Verlag, Berg am Starnberger See, 1995, pp. 260-288.

[19] Nota de Germar Rudolf: Veja a primeira seção da minha contribuição. “The Controversy about the Extermination of the Jews: An Introduction”, em: G. Rudolf (ed.), Dissecting the Holocaust: The Growing Critique of ‘Truth’ and ‘Memory’, 4ª ed., Armreg, London, 2024, pp. 15 e seguinte {há edições posteriores revistas e ampliadas}.

Fonte: Semitic Revisionism, por Germar Rudolf, 01 de novembro de 1995, CODOH.

https://codoh.com/library/document/semitic-revisionism/

Semitischer Revisionismus,” Staatsbriefe, Vol. 6, No. 11, 1995, pp. 25-27

https://web.archive.org/web/vho.org/D/Rudolf6_11.html

Sobre o autor: Germar Rudolf nasceu em 1964 em Limburg, Alemanha. Ele estudou química na Universidade de Bonn, onde ele graduou-se em 1989 com um diploma comparável ao grau de PhD no EUA. De 1990 – 1993 ele preparou uma tese de PhD (na graduação alemã) no Instituto Max Planck, paralelo a isso Rudolf preparou um relatório especial sobre as questões químicas e técnicas das alegadas câmaras de gás de Auschwitz, The Rudolf Report. Como a conclusão era de que as instalações de Auschwitz e Birkenau não eram para propósitos de extermínio em massa ele teve que enfrentar perseguições e encontrou exílio na Inglaterra onde fundou a editora Castle Hill. Por pressão do desgoverno alemão por extradição ele teve que fugir em 1999 para o EUA em busca de asilo político. No EUA casou e tornou-se cidadão americano em 2005, mas imediatamente a isso foi preso e subsequentemente deportado para Alemanha onde cumpriu 44 meses de prisão por seus escritos acadêmicos, muitos deles feitos no EUA onde não são ilegais. Atualmente ele reside no norte do estado de Nova York. Entre suas principais obras estão:

Dissecting the Holocaust, 1ª edição 2003 pela Theses & Dissertations Press, EUA. 3ª edição revisada, Castle Hill, Uckfield (East Sussex), 2019.

The Chemistry of Auschwitz: The Technology and Toxicology of Zyklon B and the Gas Chambers – A Crime-Scene Investigation, Castle Hill, Uckfield (East Sussex), 3ª edição revisada e expandida (março de 2017).

Lectures on Holocaust (1ª ed. 2005) 3ª edição revisada e expandida, Castle Hill, Bargoed, 2023.

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domingo, 7 de setembro de 2025

Cúpula do Holocausto em 2026 - por Germar Rudolf, Presidente; Dr. David Skrbina, Consultor; Dr. Kolton Cole, Consultor

 

 Germar Rudolf 


É com grande entusiasmo que a recém-criada Academia do Holocausto ARMREG anuncia a Cúpula do Holocausto ARMREG de 2026. O objetivo da Cúpula do Holocausto é oferecer a todos aqueles preocupados com a dogmatização e o uso político indevido da historiografia do Holocausto um fórum para apresentar seus resultados de pesquisa, opiniões e visões a uma comunidade online.

O uso e o abuso do Dogma do Holocausto para políticas beligerantes e atrozes no Oriente Médio, e para a supressão da liberdade de expressão em países ocidentais, tornaram-se cada vez mais evidentes para milhões de pessoas em todo o mundo. Nunca antes as massas foram tão receptivas a visões críticas e céticas sobre como a história é mal utilizada e distorcida para fins políticos. O número de pessoas dispostas a desafiar o último tabu do Ocidente disparou. O público em geral está pronto para confrontar aberta e descaradamente a narrativa ortodoxa do Holocausto. Portanto, chegou a hora de uma conferência.

David Skrbina 

Nossa conferência virtual transmitida ao vivo começará por volta de 27 de janeiro de 2026, data escolhida para um evento decisivo que contribuiu para a formação do Dogma do Holocausto, a “libertação” de Auschwitz.

A conferência terá duração de 1 a 3 dias, dependendo do número de artigos submetidos e aceitos. Os palestrantes terão aproximadamente 30 minutos para fazer suas apresentações em uma sessão online, com 15 minutos de perguntas e respostas com um moderador. As apresentações podem ser apenas verbais ou acompanhadas por uma apresentação em PowerPoint.

Para se candidatar a uma vaga como palestrante, envie um breve resumo até 1º de novembro de 2025 , além de uma breve biografia (obrigatória) e uma foto de retrato (opcional). As inscrições serão avaliadas com base nisso pelo nosso presidente e orientadores acadêmicos. Os palestrantes aceitos serão informados até 15 de novembro de 2025.

Os artigos são aceitos para os três tópicos a seguir

Holocausto e História: Tabu entre Dogma e Dissidência.

Para esta seção, os artigos devem se concentrar no registro histórico real: nas diversas maneiras pelas quais este evento foi definido por historiadores; em descobertas – novas e antigas – que corrigem o registro estabelecido e nossa compreensão dele; em como a historiografia do Holocausto foi revisada ao longo do tempo por estudiosos ortodoxos e céticos.

Holocausto e política: a história como arma

Nesta seção, os artigos devem se concentrar no uso e no uso indevido do Holocausto para fins políticos: para imunizar minorias da moda de críticas, promover certas agendas políticas, instigar guerras e desculpar ou até mesmo negar genocídios em andamento.

Holocausto e Direitos Humanos: A História como Mordaça.

Nesta seção, os artigos devem se concentrar no uso indevido do Holocausto para privar minorias fora de moda, limitar a liberdade de expressão, queimar livros e encarcerar dissidentes. Serão bem-vindos artigos sobre destinos individuais de dissidentes, situações em países específicos, questões gerais de direitos civis ameaçadas por tabus históricos e sobre a criação de “tabus satélites” com a subsequente censura, que se dissemina a partir do tabu central do Holocausto.

Envie seu breve resumo da apresentação que você gostaria de fazer para: email@HolocaustAcademy.com

Após o evento, planejamos publicar os “Anais da Cúpula do Holocausto de 2026” (em formato impresso e e-book gratuito) com todas as apresentações incluídas. Solicitamos (opcional) que, para inclusão nestes Anais, todos os palestrantes enviem um artigo escrito com base em sua apresentação até o final de março de 2026, no máximo. O artigo deve ter no máximo 60.000 caracteres (sem contar notas de rodapé/fim). Todos os palestrantes concordam em ter sua apresentação, ou, quando enviado, artigo escrito, incluído nos próximos “Anais da Cúpula do Holocausto de 2026” impressos, sem o pagamento de royalties.

Junte-se a nós na criação de um mundo para sempre livre do Dogma do Holocausto!

 

Consultores acadêmicos da Cúpula do Holocausto da ARMREG de 2026

Germar Rudolf, Presidente   

Dr. David Skrbina, Consultor           

Dr. Kolton Cole, Consultor  

 

Organizadores da Cúpula do Holocausto ARMREG 2026

Academia do Holocausto, www.HolocaustAcademy.com

Comitê para Debate Aberto sobre o Holocausto, www.CODOH.com

Revista de Mídia de Pesquisa Acadêmica Education Group Ltd, www.Armreg.co.uk

Tradução por Marcelo Franchi

Fonte: Cúpula do Holocausto em 2026, por Germar Rudolf, Dr. David Skrbina, Dr. Kolton Cole, 28 de agosto de 2025, Inacreditável.

https://inacreditavel.com.br/wp/cupula-do-holocausto-em-2026/

Sobre os autores:

Germar Rudolf nasceu em 1964 em Limburg, Alemanha. Ele estudou química na Universidade de Bonn, onde ele graduou-se em 1989 com um diploma comparável ao grau de PhD no EUA. De 1990 – 1993 ele preparou uma tese de PhD (na graduação alemã) no Instituto Max Planck, paralelo a isso Rudolf preparou um relatório especial sobre as questões químicas e técnicas das alegadas câmaras de gás de Auschwitz, The Rudolf Report. Como a conclusão era de que as instalações de Auschwitz e Birkenau não eram para propósitos de extermínio em massa ele teve que enfrentar perseguições e encontrou exílio na Inglaterra onde fundou a editora Castle Hill. Por pressão do desgoverno alemão por extradição ele teve que fugir em 1999 para o EUA em busca de asilo político. No EUA casou e tornou-se cidadão americano em 2005, mas imediatamente a isso foi preso e subsequentemente deportado para Alemanha onde cumpriu 44 meses de prisão por seus escritos acadêmicos, muitos deles feitos no EUA onde não são ilegais. Atualmente ele reside no norte do estado de Nova York. Entre suas principais obras estão:

Dissecting the Holocaust, 1ª edição 2003 pela Theses & Dissertations Press, EUA. 3ª edição revisada, Castle Hill, Uckfield (East Sussex), 2019.

The Chemistry of Auschwitz: The Technology and Toxicology of Zyklon B and the Gas Chambers – A Crime-Scene Investigation, Castle Hill, Uckfield (East Sussex), 3ª edição revisada e expandida (março de 2017).

Lectures on Holocaust (1ª ed. 2005) 3ª edição revisada e expandida, Castle Hill, Bargoed, 2023.

 

David Skrbina – pseudônimo de Thomas Dalton, (1960-) é professor sênior de filosofia na Universidade de Michigan em Dearborn. Suas áreas de pesquisa incluem filosofia da mente, filosofia da tecnologia e ética ambiental. Ele é autor de Panpsychism in the West (MIT Press—2ª edição, 2017) e editor de Mind That Abides: Panpsychism in the New Millennium (2009; John Benjamins). Também é autor do livro recente The Metaphysics of Technology (2015; Routledge) e editou uma série de quatro livros didáticos para cursos de graduação em filosofia. O Dr. Skrbina foi professor visitante de filosofia na Michigan State University, na Eastern Michigan University e na Universidade de Gent, na Bélgica. Também tem escrito ou editado vários livros e artigos sobre política, história e religião, com foco especial no nacional-socialismo na Alemanha. Seus trabalhos incluem uma nova série de traduções de Mein Kampf e os livros Eternal Strangers (2020), The Jewish Hand in the World Wars (2019) e Debating the Holocaust (4ª edição 2020). Mais recentemente, ele editou uma nova edição da obra clássica de Rosenberg, Mito do Século XX, um novo livro de charges políticas, Pan-Judah!, e a crítica definitiva Unmasking Anne Frank. Todas essas obras estão disponíveis em www.clemensandblair.com.

 

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domingo, 19 de janeiro de 2025

Jürgen Graf – Um Legado Maior que a Vida – 15 agosto 1951 - 13 Janeiro 2025 - Obituário - por Germar Rudolf

 

 Germar Rudolf 


Obituário

Por Germar Rudolf ∙ 17 de Janeiro, 2025

Um grande Revisionista do Holocausto tem falecido. Normalmente eu não escrevo revisionista com letra maiúscula. Mas, neste caso, eu tenho de fazê-lo. Jürgen era um amigo muito querido. Eu o encontrei pela primeira vez em 1994, em sua cidade natal, Basileia, quando nós saímos para jantar uma noite. No ano anterior, Jürgen havia publicado dois livros revisionistas: O Der Holocaust-Schwindel, de mais de 300 páginas (não é necessário traduzir), e o livreto Der Holocaust auf dem Prüfstand (O Holocausto na bancada de testes), muito mais curto, de 100 páginas. No mesmo ano, foi publicada a primeira edição do meu relatório de especialista sobre a química de Auschwitz (título atual em inglês Chemistry of Auschwitz), bem como o Vorlesungen über Zeitgeschichte (agora em inglês como Lectures on the Holocaust), de 350 páginas. Evidentemente, nós dois estávamos trabalhando em nossos respectivos projetos ao mesmo tempo, mas em completo isolamento e ignorando a existência um do outro. Nós dois mantínhamos contato com o Dr. Robert Faurisson desde 1991, que sabia do nosso trabalho em andamento e nos dava conselhos, mas Robert nunca mencionou a nenhum de nós nada sobre o outro. Isso foi uma pena, pois nós dois poderíamos ter nos beneficiado muito com as habilidades e o conhecimento um do outro.


Jürgen Graf:  15 agosto 1951 - 13 Janeiro 2025

Enquanto os livros que eu escrevi me colocaram em sérios problemas na Alemanha, arruinando minha carreira como químico pesquisador iniciante e terminando com uma pena de prisão por minha pesquisa forense iconoclasta, Jürgen inicialmente só perdeu seu cargo de professor de língua estrangeira na Suíça, enquanto um último livro que ele escreveu também lhe rendeu uma pena de prisão (que ele conseguiu se esquivar de cumprir ao se exilar na Rússia).

Durante nosso jantar naquela noite memorável de 1994, nós decidimos não mais trabalhar separadamente, mas unir forças para ajudar um ao outro em nossos esforços para entender o que realmente aconteceu com os judeus dentro da esfera de influência alemã durante a Segunda Guerra Mundial.

Enquanto eu me exilei na Inglaterra em 1996 e criei uma pequena editora revisionista em língua alemã (batizada em 1998 de Castle Hill Publishers), Jürgen se uniu ao pesquisador revisionista italiano Carlo Mattogno e fez várias viagens a arquivos no antigo Bloco Oriental. Jürgen era um poliglota que conseguia conversar em 12 idiomas, eu acho. Ou eram 17? Não me lembro. De qualquer forma, está muito além da compreensão da maioria das pessoas como um cérebro humano pode fazer malabarismos competentes com tantos idiomas diferentes. E ele não se limitava apenas aos idiomas europeus comuns (alemão, francês, inglês, russo, polonês, dinamarquês, espanhol, italiano...). Não, ele falava indonésio e chinês mandarim também. Certa vez, ele me disse, brincando, que desenvolveu um sério sentimento de inferioridade ao conhecer um russo que falava 21 idiomas fluentemente.

Suas habilidades linguísticas foram muito úteis quando ele e Carlo visitaram arquivos poloneses e russos durante a década de 1990. Sem as habilidades linguísticas de Jürgen e seu charme vencedor, Carlo não poderia ter viajado para esses países e recebido acesso a tanto material de arquivo. Uma visita fatídica dos dois foi a um arquivo em Moscou que armazenava os documentos deixados para trás em Auschwitz pelo Escritório Central de Construção da Waffen SS e pela Polícia de Auschwitz, a organização responsável pela construção do campo – cercas, alojamentos, torres de vigilância, banheiros, chuveiros, prédios de desinfestação, etc... e os infames crematórios que supostamente abrigavam as alegadas câmaras de gás homicidas. No entanto, não foi tanto o conteúdo desse arquivo que foi fatídico para Jürgen. Foi a senhora que estava encarregada dessa coleção. Ela estava vasculhando esses cerca de 80.000 documentos há anos, categorizando-os e catalogando-os. Quando Jürgen e Carlo entraram no arquivo, a senhora foi muito atenciosa e também muito honesta. Ela disse imediatamente aos dois pesquisadores revisionistas que, em sua humilde opinião, não há nenhum traço de evidência naquela coleção de que câmaras de gás homicidas existiram em Auschwitz e que, portanto, ela não acredita nos contos de terror sobre Auschwitz. Seu nome era Olga, e ela acabou se casando com Jürgen. Eles ficaram juntos até que a morte os separou.

Olga era uma típica russa (ou melhor, uma bielorrussa, se não me engano, originária de Minsk). Ela não acreditava no mito da câmara de gás, mas acreditava que todos os americanos eram maus. Alguma propaganda soviética tinha de ser mantida. De qualquer forma, Jürgen e Olga vieram me visitar no verão de 2002, quando eu morava em Coosa Circle, em Huntsville, Alabama. Minha casa alugada ficava na periferia norte da cidade, na fronteira com uma floresta com uma bela rede de trilhas para caminhadas, o que é raro nos Estados Unidos. A família Graf ficou comigo por duas semanas, se bem me lembro. Fizemos várias caminhadas pela floresta, onde refresquei a memória enferrujada de Jürgen sobre as Wanderlieder (canções de caminhada) alemãs. Nós nos divertimos muito juntos. Também cantávamos algumas canções folclóricas quando voltávamos para casa, algumas delas com clara influência do Leste Europeu, o que Olga adorava. Embora não entendesse as letras em alemão, ela ouvia os sons da Rússia nas melodias. Foi a última vez que vi Jürgen pessoalmente. Quando eles partiram, Olga havia revisado radicalmente sua opinião sobre os americanos: onde quer que fosse e revelasse sua origem (bielo)russa, era calorosamente recebida e abraçada por todos os americanos que encontrava. Não havia hostilidade em nenhum deles.

Meu relacionamento com Jürgen nos anos seguintes limitou-se principalmente à tradução para o alemão de livros escritos principalmente ou exclusivamente por nosso amigo Carlo Mattogno. Jürgen era um tradutor excelente, se não mesmo extraordinário. Ele aprimorava qualquer livro que recebia para tradução, não apenas fazendo uma tradução precisa, mas também polindo a linguagem e tornando-a mais elegante e agradável de ler. Às vezes, ele também tomava a liberdade de enfatizar um ponto que o autor estava defendendo, acrescentando ironia, sarcasmo e, ocasionalmente, um comentário sarcástico. Não é preciso dizer que isso nem sempre era aprovado pelo autor. Mas, considerando o material às vezes absurdo ou até mesmo grotesco que ele tinha de analisar, Jürgen não conseguia se conter e deixava transparecer seu humor e sua inteligência. Algumas vezes tive que fazer uma limpeza depois dele para manter o material livre de acréscimos não intencionais do autor. Mas eu devo admitir que, pessoalmente, gostei. Carlo é um autor muito seco, e Jürgen colocou alguns temperos na mistura que os leitores revisionistas mais experientes devem gostar. No entanto, os meninos do coro não são nosso único público-alvo. Acadêmicos sérios também são importantes e geralmente zombam de tais artifícios retóricos.

A carreira pós-professor de Jürgen consistia principalmente em fazer traduções profissionais de vários idiomas para seu alemão nativo, na maioria das vezes para editoras de direita na Alemanha. Em 2016, a carga de trabalho de Jürgen se tornou tão intensa e sua situação financeira tão incerta que ele teve de recusar quando lhe pedi o serviço de tradução de mais um dos livros de Carlo, geralmente com um desconto muito alto. Por isso, eu tive que me sentar e fazer isso sozinho. Depois de alguns anos e vários livros de Carlo, e com a ajuda indispensável das traduções automáticas, eu me tornei bastante hábil na tradução de textos em italiano, ou melhor, na edição de textos traduzidos por máquinas. Eu não precisava mais de um tradutor real. Isso foi bom para o revisionismo, pois removeu o principal gargalo para a publicação de novas pesquisas, mas também afrouxou os laços estreitos que eu costumava ter com Jürgen. Começamos a nos perder de vista.

Jürgen zombava da ideia de usar computadores para traduzir textos. Quando se trata de elegância linguística, ele estava certo. Suas habilidades de tradução sempre superaram as da “Burrice Artificial”. Mas as minhas não, e por isso eu uso as traduções automáticas como um trampolim para obter uma vantagem inicial, e isso tem funcionado muito bem para mim. O problema é que a tradução de um livro de 300 páginas por um tradutor profissional custa pelo menos uns US$ 3.000, o que nós, revisionistas, não podemos pagar. Além disso, um tradutor profissional geralmente envia um texto que é uma bagunça de formatação, exigindo dias de edição e formatação. O software de tradução atual, por outro lado, deixa a formatação perfeitamente intacta e me custa apenas alguns dólares. Embora esse texto precise de uma revisão e edição minuciosas para detectar falhas ocasionais, isso não é muito mais trabalhoso do que revisar/editar as idiossincrasias e erros ocasionais de um tradutor real. Não se engane: os dias dos tradutores e intérpretes profissionais estão contados. Em breve, ninguém mais precisará falar idiomas diferentes. Será um mundo mais pobre.

Jürgen foi poupado de passar por isso. Quando eu recebi a triste notícia, no verão passado, de que ele estava lutando mais uma vez contra o câncer, desta vez mais seriamente, eu sabia que a despedida final provavelmente estava se aproximando. Eu fico gratamente feliz em saber que ele recebeu o apoio que achava necessário para essa batalha final.

Jürgen Graf 


Eu estou triste por ter perdido mais um amigo querido e um camarada nesta batalha épica pela verdade na história. Apenas dois dias antes, eu havia perdido outra amiga que me era muito querida. Nascida no mesmo ano que Jürgen, ela morreu em meus braços. Eu fiquei arrasado com essa experiência. Agora eu ouvi dizer que Jürgen a seguiu até o campo de caça eterno. Meu coração sangra.

Que suas almas descansem em paz, e que seus espíritos olhem por nós!

 

Bibliografia

Abaixo está uma lista de livros de Jürgen’. Eu listo edições em inglês, quando disponíveis, e link para sua localização on-line. O ano(s) entre parênteses denota(s) o primeiro (Inglês) e a edição atual de cada livro. Sinta-se livre para explora-los à vontade:

  Der Holocaust auf dem Prüf­stand (1993)

  Der Holocaust-Schwindel (1993)

  Todesursache Zeitgeschichts­forschung (1996)

  Das Rotbuch. Vom Untergang der Schweizerischen Freiheit (1997)

  The Giant with Feet of Clay (2001, 2022)

  Concentration Camp Majdanek (com C. Mattogno, 2003, 2016).

  Concentration Camp Stutthof (com C. Mattogno, 2003, 2016).

  Treblinka: Extermination Camp or Transit Camp? (com C. Mattogno, 2004, 2020)

  Sobibór: Holocaust Propaganda and Reality (com T. Kues, C. Mattogno, 2010, 2018)

  The “Extermination Camps” of “Aktion Reinhardt” (com T. Kues, C. Mattogno, 2013, 2015).

  White World Awake! (2016)

•  Auschwitz: Eyewitness Reports and Perpetrator Confessions (2019)

Tradução por Davi Ciampa Heras

Revisão por Mykel Alexander

 

Fonte: Jürgen Graf, 15 August 1951 – 13 January 2025, Obituary, por Germar Rudolf, 17 de janeiro de 2025, CODOH - Committee for Open Debate on the Holocaust.

https://codoh.com/library/document/jurgen-graf-15-august-1951-13-january-2025/

Sobre o autor: Sobre o autor: Germar Rudolf nasceu em 1964 em Limburg, Alemanha. Ele estudou química na Universidade de Bonn, onde ele graduou-se em 1989 com um diploma comparável ao grau de PhD no EUA. De 1990 – 1993 ele preparou uma tese de PhD (na graduação alemã) no Instituto Max Planck, paralelo a isso Rudolf preparou um relatório especial sobre as questões químicas e técnicas das alegadas câmaras de gás de Auschwitz, The Rudolf Report. Como a conclusão era de que as instalações de Auschwitz e Birkenau não eram para propósitos de extermínio em massa ele teve que enfrentar perseguições e encontrou exílio na Inglaterra onde fundou a editora Castle Hill. Por pressão do desgoverno alemão por extradição ele teve que fugir em 1999 para o EUA em busca de asilo político. No EUA casou e tornou-se cidadão americano em 2005, mas imediatamente a isso foi preso e subsequentemente deportado para Alemanha onde cumpriu 44 meses de prisão por seus escritos acadêmicos, muitos deles feitos no EUA onde não são ilegais. Atualmente ele reside no norte do estado de Nova York. Entre suas principais obras estão:

Dissecting the Holocaust, 1ª edição 2003 pela Theses & Dissertations Press, EUA. 3ª edição revisada, Castle Hill, Uckfield (East Sussex), 2019.

The Chemistry of Auschwitz: The Technology and Toxicology of Zyklon B and the Gas Chambers – A Crime-Scene Investigation, Castle Hill, Uckfield (East Sussex), 3ª edição revisada e expandida (março de 2017).

Lectures on Holocaust (1ª ed. 2005) 3ª edição revisada e expandida, Castle Hill, Bargoed, 2023.

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O que é o Holocausto? - lições sobre holocausto - por Germar Rudolf

O que é ‘Negação do Holocausto’? - Por Barbara Kulaszka

O Primeiro Holocausto - por Germar Rudolf

O Primeiro Holocausto – e a Crucificação dos judeus deve parar - parte 1 - Por Olaf Rose (Parte 2 na sequência do próprio artigo)

O Holocausto de Seis Milhões de Judeus — na Primeira Guerra Mundial - por Thomas Dalton, Ph.D. {academic auctor pseudonym}

O Mito do extermínio dos judeus – Parte 1.1 {nenhum documento sequer visando o alegado extermínio dos judeus foi jamais encontrado} - por Carlo Mattogno (demais partes na sequência do próprio artigo)


Sobre o revisionismo em geral e o revisionismo do alegado Holocausto ver:

Uma breve introdução ao revisionismo do Holocausto - por Arthur R. Butz

{Retrospectiva Revisionismo em ação na História} – Definindo evidência - por Germar Rudolf

{Retrospectiva Revisionismo em ação na História} – Tipos e hierarquia de evidências - por Germar Rudolf

Por que o revisionismo do Holocausto? - por Theodore J. O'Keefe

Revisionismo e Promoção da Paz - parte 1 - por Harry Elmer Barnes

Revisionismo e Promoção da Paz - parte 2 - por Harry Elmer Barnes

O “Holocausto” colocado em perspectiva - por Austin Joseph App

A controvérsia internacional do “holocausto” - Arthur Robert Butz

Contexto e perspectiva na controvérsia do ‘Holocausto’ - parte 1 - por Arthur R. Butz

Contexto e perspectiva na controvérsia do ‘Holocausto’ - parte 2 - por Arthur R. Butz

O Relatório Leuchter: O Como e o Porquê - por Fred A. Leuchter

Sobre a importância do revisionismo para nosso tempo - por Murray N. Rothbard


Sobre as alegadas câmaras de gás nazistas homicidas ver:

As câmaras de gás: verdade ou mentira? - parte 1 - por Robert Faurisson (primeira de seis partes, as quais são dispostas na sequência).

A Mecânica do gaseamento - Por Robert Faurisson

O “problema das câmaras de gás” - Por Robert Faurisson

As câmaras de gás de Auschwitz parecem ser fisicamente inconcebíveis - Por Robert Faurisson

O Relatório Leuchter: O Como e o Porquê - por Fred A. Leuchter

A técnica e a química das ‘câmaras de gás’ de Auschwitz - por Germar Rudolf - Parte 1 - Introdução (demais partes na sequência do próprio artigo)