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quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Auschwitz: Mitos e Fatos - por Mark Weber

 

Mark Weber


Auschwitz é considerado o mais notório centro de extermínio nazista. Durante a Segunda Guerra Mundial, centenas de milhares de prisioneiros — a maioria deles judeus — foram sistematicamente mortos ali, especialmente em câmaras de gás.

Auschwitz foi, inquestionavelmente um lugar de horror, onde muitos pereceram sob circunstâncias terríveis. E ainda, muito do que foi dito sobre o campo é exagerado ou não-verdadeiro. Um olhar mais atento aos fatos questiona pelo menos alguns aspectos de sua reputação como um centro de extermínio em massa sistemático.

 

Um Grande Complexo de Campos

O complexo de campos de Auschwitz foi criado em 1940 no que agora é o centro-sul da Polônia. Um grande número de judeus foi deportado para lá entre 1942 e meados de 1944. O campo principal era conhecido como Auschwitz I. Birkenau, ou Auschwitz II, era supostamente o principal centro de extermínio, enquanto Monowitz, ou Auschwitz III, era um grande complexo industrial onde a gasolina era produzida a partir do carvão. Além disso, havia dezenas de campos satélites menores dedicados à economia de guerra.

 

Quatro Milhões de Vítimas?

No Tribunal de Nuremberg do pós-guerra, os Aliados acusaram os alemães de terem exterminado quatro milhões de pessoas em Auschwitz. Esse número, inventado pelos soviéticos, foi aceito sem críticas por muitos anos e frequentemente aparecia nos principais jornais e revistas americanos.[1] Hoje, nenhum historiador respeitável o aceita.

O historiador israelense do Holocausto, Yehuda Bauer, disse em 1989 que finalmente chegou a hora de reconhecer que o conhecido número de quatro milhões é um mito deliberado. Em julho de 1990, o Museu Estatal de Auschwitz, na Polônia, juntamente com o Centro do Holocausto Yad Vashem, em Israel, anunciou que, no total, talvez um milhão de pessoas (judeus e não judeus) morreram lá. Nenhuma das instituições informou quantas dessas pessoas foram mortas e não foram fornecidas estimativas sobre o número daqueles supostamente gaseados.[2]

{Na placa do memorial de Auschwitz está escrito: “Que este lugar seja para sempre um grito de desespero e um aviso à humanidade, onde os nazistas assassinaram cerca de um milhão e meio de homens, mulheres e crianças, principalmente judeus de vários países da Europa. Auschwitz-Birkenau 1940 - 1945.” Conforme os estudos revisionistas avançaram, o Memorial e Museu de Auschwitz-Birkenau durante a década de 1990 tiveram que remover as placas emblemáticas que afirmavam que 4 milhões de pessoas foram assassinadas ali, e passaram a expor a estimativa de 1.5 milhões de vítimas. Estudos posteriores foram apresentando números cada vez menores, o que independentemente das mudanças e o quão preciso estão os estudos, demonstra que a imagem de Auschwitz na mentalidade ocidental é resultado principalmente da propaganda de guerra e de publicidade de Hollywood. Este é um dos exemplos mais emblemáticos da importância da pesquisa histórica e técnica, inclusive revisionista, manter o equilíbrio das apurações históricas.}


Um proeminente historiador do Holocausto, Gerald Reitlinger, estimou que talvez 700.000 judeus pereceram em Auschwitz.[3] O historiador francês do Holocausto, Jean-Claude Pressac, estimou em 1993 que o número de pessoas que ali pereceram foi de cerca de 800.000 – das quais 630.000 eram judeus.[4]

Fritjof Meyer, respeitado analista de política externa, autor de vários livros e editor-chefe da principal revista semanal de notícias da Alemanha, apresentou um número ainda menor em 2002. Escrevendo no periódico acadêmico alemão Osteuropa, ele estimou que, no total, 500.000 ou 510.000 pessoas — judeus e não judeus — pereceram em Auschwitz.[5]

Embora todos esses números sejam conjecturas, eles mostram como a história de Auschwitz tem mudado drasticamente ao longo dos anos.

 

Falsa “Câmara de Gás”

Cada ano, por décadas, dezenas de milhares de visitantes de Auschwitz foram apresentados a uma “câmara de gás” de execução no campo principal, supostamente em seu “estado original”. Em janeiro de 1995, a prestigiosa revista semanal francesa L'Express reconheceu que “tudo” sobre esta “câmara de gás” é “falso” e que, na verdade, trata-se de uma reconstrução enganosa do pós-guerra.[6]

 

Histórias Bizarras

Houve um tempo em que se afirmou seriamente que, em Auschwitz, judeus eram sistematicamente mortos com eletricidade. Jornais americanos, em fevereiro de 1945, citando um relato de uma testemunha ocular soviética do campo recém-libertado, relataram aos leitores que os metódicos alemães haviam matado judeus ali usando uma “esteira elétrica na qual centenas de pessoas podiam ser eletrocutadas simultaneamente [e] então levadas para fornalhas. Elas eram queimadas quase instantaneamente, produzindo fertilizante para as plantações de repolho próximas.”[7]

No Tribunal de Nuremberg, o promotor-chefe dos EUA, Robert Jackson, acusou os alemães de terem usado um dispositivo “recém-inventado” para “vaporizar” instantaneamente 20.000 judeus perto de Auschwitz “de tal forma que não restasse nenhum vestígio deles”.[8] Nenhum historiador respeitável aceita atualmente nenhuma dessas histórias fantasiosas.

 

A “Confissão” de Höss

Uma peça-chave da evidência do Holocausto é a “confissão” do ex-comandante de Auschwitz, Rudolf Höss. Em uma declaração sob juramento e em depoimento perante o Tribunal de Nuremberg em 15 de abril de 1946, ele declarou que, entre maio de 1940 e dezembro de 1943, enquanto era comandante do complexo do campo, “ao menos dois milhões e meio de vítimas foram executadas e exterminadas por gaseamento e queima,” e que “pelo menos outro meio milhão sucumbiu à fome e à doença, totalizando cerca de três milhões de mortos” durante somente aquele período.[9]

Embora ainda seja amplamente citada como evidência histórica sólida, essa “confissão” é, na verdade, uma declaração falsa obtida pela tortura. Alguns anos após a guerra, o sargento da inteligência militar britânica Bernard Clarke descreveu como ele e outros cinco soldados britânicos torturaram o ex-comandante para obter sua “confissão”. O próprio Höss explicou em particular sua provação com estas palavras: “Certamente, assinei uma declaração afirmando que matei dois milhões e meio de judeus. Eu poderia muito bem ter dito que foram cinco milhões de judeus. Há certos métodos pelos quais qualquer confissão pode ser obtida, seja ela verdadeira ou não.”[10]

Mesmo historiadores que geralmente aceitam a história do extermínio do Holocausto agora reconhecem que muitas das declarações específicas feitas na “confissão” de Höss simplesmente não são verdadeiras. Para começar, nenhum estudioso sério afirma hoje que algo em torno de dois milhões e meio ou três milhões de pessoas pereceram em Auschwitz.

A “confissão” de Höss alega ainda que judeus já estavam sendo exterminados por gás no verão de 1941 em três outros campos: Belzec, Treblinka e Wolzek. O campo de “Wolzek” mencionado por Höss é uma invenção completa. Tal campo não existiu, e o nome não é mais mencionado na literatura sobre o Holocausto. Além disso, aqueles que aceitam a história do Holocausto atualmente afirmam que os gaseamentos de judeus não começaram em Auschwitz, Treblinka ou Belzec até algum momento de 1942.

 

Muitos presos judeus impossibilitados de trabalhar

Milhares de documentos secretos alemães de guerra sobre Auschwitz foram confiscados pelos Aliados após a guerra. Mas nenhum deles faz referência a uma política ou programa de extermínio. De fato, a conhecida história de extermínio de Auschwitz não pode ser conciliada com as evidências documentais.

Frequentemente é reivindicado que todos os judeus em Auschwitz que não conseguiam trabalhar eram imediatamente mortos. Judeus muito velhos, jovens, doentes ou fracos eram supostamente gaseados ao chegar, e somente aqueles que podiam trabalhar até a morte eram temporariamente mantidos vivos.

Mas as evidências mostram o contrário. De fato, uma porcentagem muito alta de presos judeus não conseguiam trabalhar e, mesmo assim, não foram mortos. Por exemplo, um telex interno alemão datado de 4 de setembro de 1943, do chefe do departamento de Alocação de Mão de Obra do Escritório Central Econômico e Administrativo da SS (WVHA), relatou que, dos 25.000 judeus mantidos em Auschwitz, apenas 3.581 estavam aptos a trabalhar, e que todos os prisioneiros judeus restantes — cerca de 21.500, ou cerca de 86% — eram incapazes trabalhar.[11]

Isso também é confirmado em um relatório secreto datado de 5 de abril de 1944, sobre “medidas de segurança em Auschwitz,” de Oswald Pohl, chefe do sistema de campos de concentração da SS, ao chefe da SS Heinrich Himmler. Pohl relatou que havia um total de 67.000 prisioneiros em todo o complexo do campo de Auschwitz, dos quais 18.000 estavam hospitalizados ou incapacitados. No campo de Auschwitz II (Birkenau), supostamente o principal centro de extermínio, havia 36.000 detentos, a maioria mulheres, dos quais “aproximadamente 15.000 são incapazes de trabalhar”.[12]

As evidências mostram que Auschwitz-Birkenau foi estabelecido principalmente como um campo para judeus que não podiam trabalhar, incluindo doentes e idosos, bem como para aqueles que aguardavam temporariamente a designação para outros campos. Essa é a visão ponderada do Dr. Arthur Butz, da Universidade Northwestern, que também afirma que essa foi uma razão importante para a taxa de mortalidade excepcionalmente alta no local.[13]

O estudioso judeu Arno Mayer, professor de história na Universidade de Princeton, reconhece em seu livro de 1988 sobre a “solução final” que mais judeus pereceram em Auschwitz em decorrência de tifo e outras causas “naturais” do que foram executados.[14]

 

Anne Frank

Talvez a prisioneira mais conhecida de Auschwitz tenha sido Anne Frank, que é lembrada por seu famoso diário. Mas poucas pessoas estão cientes que milhares de judeus, incluindo Anne e seu pai, Otto Frank, “sobreviveram” a Auschwitz.

A jovem de 15 anos e seu pai foram deportados da Holanda para Auschwitz em setembro de 1944. Várias semanas depois, diante do avanço do exército soviético, Anne foi evacuada de Auschwitz, juntamente com muitos outros judeus, para o campo de Bergen-Belsen, no oeste da Alemanha, onde ela morreu de tifo em março de 1945. Enquanto estava em Auschwitz, Otto Frank contraiu tifo e foi enviado ao hospital do campo para se recuperar. Ele foi um dos milhares de judeus doentes e debilitados que foram deixados para trás quando os alemães abandonaram o campo em janeiro de 1945, pouco antes de ser invadido pelos soviéticos. Ele morreu na Suíça em 1980.

Se a política alemã tivesse sido matar Anne Frank e seu pai, eles não teriam sobrevivido a Auschwitz. O destino deles, por mais trágico que tenha sido, não pode ser conciliado com a familiar história de extermínio.

 

Propaganda Aliada

A história do gaseamento de Auschwitz baseia-se, em grande parte, em depoimentos de ex-prisioneiros judeus que não presenciaram pessoalmente nenhum sinal real de extermínio. Suas crenças são compreensíveis, pois rumores sobre gaseamentos em Auschwitz eram amplamente difundidos. Aviões aliados lançaram grandes quantidades de panfletos, escritos em polonês e alemão, sobre Auschwitz e áreas vizinhas, alegando que pessoas estavam sendo gaseadas no campo. A história do gaseamento de Auschwitz, que foi uma parte importante do esforço de propaganda dos Aliados durante a guerra, também foi transmitida para a Europa por estações de rádio aliadas.[15]

 

Depoimento de Sobrevivente

Ex-detentas confirmaram não ter visto evidências de extermínio em Auschwitz.

Uma austríaca, Maria Vanherwaarden, testemunhou sobre suas experiências no campo perante um Tribunal Distrital de Toronto em março de 1988.[16] Ela foi internada em Auschwitz-Birkenau em 1942 por ter tido relações sexuais com um trabalhador forçado polonês. Na viagem de trem para o campo, uma cigana disse a ela e às outras que todas seriam gaseadas em Auschwitz. Ao chegarem, Maria e as outras mulheres receberam ordens de se despir e entrar em uma grande sala de concreto sem janelas para tomar banho. As mulheres, aterrorizadas, tinham certeza de que estavam prestes a morrer. Mas então, em vez de gás, água saiu dos chuveiros.

Auschwitz não era um resort de férias, confirmou Maria. Ela testemunhou a morte de muitas outras detentas por doenças, particularmente tifo. Viu algumas tirarem a própria vida. Mas ela não viu nenhuma evidência de assassinatos em massa, gaseamentos ou de qualquer programa de extermínio.

Uma judia chamada Marika Frank chegou a Auschwitz-Birkenau vinda da Hungria em julho de 1944, quando 25.000 judeus eram supostamente gaseados e cremados diariamente. Ela também testemunhou após a guerra que não ouviu nem viu nada sobre câmaras de gás durante o período em que esteve internada lá. Ela ouviu as histórias de gaseamento somente mais tarde.[17]

 

Detentos Libertados

Mais de 200.000 prisioneiros foram transferidos de Auschwitz para outros campos, e cerca de 8.000 estavam no campo quando este foi libertado pelas forças soviéticas. Em adição, cerca de 1.500 prisioneiros que tinham servido suas penas foram libertados e retornaram aos seus países de origem.[18] Se Auschwitz tivesse sido realmente um centro de extermínio ultrassecreto, é difícil acreditar que as autoridades alemãs teriam libertado detentos que “sabiam” o que estava acontecendo lá.

 

Fotos Aéreas Reveladoras

Fotografias aéreas detalhadas de reconhecimento aéreo dos Aliados, tiradas de Auschwitz-Birkenau em vários dias aleatórios de 1944 — durante o auge do suposto período de extermínio — foram divulgadas pela CIA em 1979. Essas fotos não mostram vestígios de pilhas de cadáveres, chaminés de crematórios fumegantes ou massas de judeus aguardando a morte, fatos que têm sido repetidamente alegados, e que seriam visíveis se Auschwitz tivesse sido o centro de extermínio que é dito ter sido.[19]

 

Reivindicações Absurdas de Cremação

Especialistas em cremação têm confirmado que milhares de cadáveres não poderiam ter sido cremados todos os dias durante a primavera e o verão de 1944 em Auschwitz, como frequentemente se alega. Ivan Lagacé, gerente de um grande crematório no Canadá, testemunhou em tribunal em abril de 1988 que a história da cremação em Auschwitz é tecnicamente impossível. A alegação de que 10.000 ou mesmo 20.000 cadáveres foram cremados todos os dias em Auschwitz no verão de 1944 em crematórios e fossas a céu aberto é simplesmente “absurda” e “além da realidade”, declarou ele sob juramento.[20]

 

Especialista em Gases Refuta História de Extermínio

Um renomado especialista americano em câmaras de gás, Fred A. Leuchter, examinou cuidadosamente as supostas “câmaras de gás” na Polônia e concluiu que a história do gaseamento em Auschwitz é absurda e tecnicamente impossível. Na época em que conduziu seu exame, Leuchter era reconhecido como o maior especialista em projeto e instalação de câmaras de gás usadas nos Estados Unidos para executar criminosos condenados. Por exemplo, ele projetou uma instalação de câmaras de gás para a penitenciária estadual do Missouri.

Em fevereiro de 1988, ele realizou um exame detalhado no local das “câmaras de gás” em Auschwitz, Birkenau e Majdanek, na Polônia, que ainda estão de pé ou apenas parcialmente em ruínas. Em depoimento sob juramento perante um tribunal de Toronto e em um relatório técnico, Leuchter descreveu todos os aspectos de sua investigação. Ele concluiu que as supostas instalações de gaseamento não poderiam ter sido usadas para matar pessoas. Entre outras coisas, ele ressaltou que as chamadas “câmaras de gás” não eram devidamente seladas ou ventiladas para matar seres humanos sem também matar o pessoal alemão do campo.[21]

O Dr. William B. Lindsey, químico pesquisador empregado por 33 anos pela Dupont Corporation, também testemunhou em um processo judicial de 1985 que a história do gaseamento de Auschwitz é tecnicamente impossível. Com base em um cuidadoso exame in loco das “câmaras de gás” em Auschwitz, Birkenau e Majdanek, e em seus anos de experiência, ele declarou: “Eu tenho chegado à conclusão de que ninguém foi intencional ou propositalmente morto com Zyklon B [gás de ácido cianídrico] dessa maneira. Considero isso absolutamente impossível.”[22]

Em março de 1992, um proeminente engenheiro austríaco ganhou as manchetes quando um relatório que ele havia escrito sobre supostas câmaras de gás alemãs em tempos de guerra foi tornado público. Walter Lüftl, um engenheiro especialista reconhecido pela justiça e que chefiava uma grande empresa de engenharia em Viena, concluiu que as conhecidas histórias de extermínio em massa de judeus em câmaras de gás nos campos de guerra de Auschwitz e Mauthausen são impossíveis por razões técnicas. Lüftl também confirmou especificamente os achados de Leuchter sobre Auschwitz.[23]

 

Himmler ordena redução da taxa de mortalidade

Em resposta às mortes de muitos presos por doenças, especialmente tifo, as autoridades alemãs responsáveis ​​pelos campos ordenaram contra-medidas firmes. O chefe da administração do campo da SS enviou uma diretiva datada de 28 de dezembro de 1942 a Auschwitz e aos outros campos de concentração. Criticava duramente a alta taxa de mortalidade de presos por doenças e ordenava que “os médicos do campo devem usar todos os meios à sua disposição para reduzir significativamente a taxa de mortalidade nos vários campos.” Além disso, ordenava: “Os médicos do campo devem supervisionar com mais frequência do que no passado a nutrição dos prisioneiros e, em cooperação com a administração, apresentar recomendações de melhoria aos comandantes do campo... Os médicos do campo devem zelar para que as condições de trabalho nos vários locais de labor sejam melhoradas tanto quanto possível.”

Finalmente, a diretiva enfatizava que “o Reichsführer SS [Heinrich Himmler] tinha ordenado que a taxa de mortalidade devia ser absolutamente reduzida.”[24]

 

Combate às Doenças

Conforme ordenado, os médicos alemães em Auschwitz implementaram medidas abrangentes e intensivas para reduzir a taxa de mortalidade dos prisioneiros. Por exemplo, em uma carta de 25 de fevereiro de 1943, o médico do campo, Dr. Wirths, informou ao escritório central da WVHA {Escritório Central Econômico e Administrativo da SS}, o qual era responsável pelo sistema de campos de concentração da SS:

“Como já reportado, após a epidemia de tifo no campo de Auschwitz ter sido praticamente suprimida em novembro e dezembro, seguiu-se um novo aumento de casos de tifo entre os internos de Auschwitz, bem como entre as tropas, trazidos pelos transportes recém-chegados do Leste. Apesar das contramedidas imediatamente tomadas, a supressão completa dos casos de tifo não tem ainda sido alcançada.”[25]

Nada disso pode ser reconciliado com a atual versão oficial do extermínio de Auschwitz.

Resumo

Manter os ódios e as paixões do passado impede a reconciliação genuína e a paz duradoura. A história do extermínio de Auschwitz teve origem na propaganda da Segunda Guerra Mundial. E toda propaganda de guerra, a menos que o ódio e a paixão tenham a palavra final, deve ser vista criticamente. Já passou da hora de analisarmos com mais objetividade este capítulo altamente polemizado da história.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Notas:

[1] Nota de Mark Weber: Nuremberg document 008-USSR. International Military Tribunal (IMT) “blue series,” Vol. 39, páginas 241, 261; Nazi Conspiracy and Aggression (NC&A), “red series,” vol. 1, página 35; C. L. Sulzberger, “Oswiecim Killings Placed at 4,000,000,” New York Times, 8 de maio de 1945, e, New York Times, 31 de janeiro de 1986, página A4.

[2] Nota de Mark Weber: Y. Bauer, “Fighting the Distortions,” Jerusalem Post (Israel), 22 de setembro de 1989; “Auschwitz Deaths Reduced to a Million,” Daily Telegraph (London), 17 de julho de 1990; “Poland Reduces Auschwitz Death Toll Estimate to 1 Million,” The Washington Times, 17 de julho de 1990, página A11.

[3] Nota de Mark Weber: G. Reitlinger, The Final Solution (London: Sphere [2ª ed.], 1971), páginas 500-501.

[4] Nota de Mark Weber: 4. J.-C. Pressac, Le Crématoires d’Auschwitz: La Machinerie du meurtre de mass (Paris: CNRS, 1993), página 148. See also: M. Weber, “New ‘Official’ Changes in the Auschwitz Story,” The Journal of Historical Review, maio-agosto de 2002, páginas 24-28. (https://ihr.org/journal/v21n3p24_weber.html)

[5] Nota de Mark Weber:  F. Meyer, “Die Zahl der Opfer von Auschwitz,” Osteuropa, maio de 2002, páginas 631-641. Citado em M. Weber, “New ‘Official’ Changes in the Auschwitz Story,” The Journal of Historical Review, maio-agosto de 2002, páginas 24-28. (https://ihr.org/journal/v21n3p24_weber.html)

[6] Nota de Mark Weber: Eric Conan, “Auschwitz: La Memoire du Mal,” L’Express, janeiro, 19-25, 1995, páginas 54-73. Ver também “Major French Magazine Acknowledges Auschwitz Gas Chamber Fraud,” Journal of Historical Review, janeiro-fevereiro de 1995, páginas 23-24.

(https://ihr.org/journal/v15n1p23_Weber.html)

[7] Nota de Mark Weber: Washington (DC) Daily News, 2 de fevereiro de 1945, páginas 2, 35. (United Press dispatch from Moscow).

[8] Nota de Mark Weber:  IMT “blue series,” Vol. 16, páginas 529-530. (21 de junho, 1946).

[9] Nota de Mark Weber:  IMT “blue series,” Vol. 11, páginas 414-418, e IMT, Vol. 33, páginas 275-279 (Nuremberg document 3868-PS [USA-819]).

[10] Nota de Mark Weber: Rupert Butler, Legions of Death (England: 1983), páginas 235; R. Faurisson, “How the British Obtained the Confessions of Rudolf Höss,” The Journal of Historical Review, inverno de 1986-87, páginas 389-403. 

https://ihr.org/journal/v07p389_Faurisson.html {tradução em português: Como os britânicos obtiveram as Confissões de Rudolf Höss - parte 1, por Robert Faurisson, 14 de novembro de 2024, World Traditional Front. (demais partes na continuação do próprio artigo).

 https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2024/11/como-os-britanicos-obtiveram-as.html} 

[11] Nota de Mark Weber: Archives of the Jewish Historical Institute of Warsaw, German document No. 128. Citado em: H. Eschwege, ed., Kennzeichen J (Berlin [East]: 1966), página 264.

[12] Nota de Mark Weber: Nuremberg document NO-021. Nuremberg Military Tribunal (NMT) “green series,” Vol. 5. páginas 384-385;

[13] Nota de Mark Weber: Arthur Butz, The Hoax of the Twentieth Century (Chicago: 2003), páginas 157-159.

[14] Nota de Mark Weber: Arno Mayer, Why Did the Heavens Not Darken?The ‘Final Solution’ in History (Pantheon, 1988), página 365.

[15] Nota de Mark Weber: Nuremberg document NI-11696. NMT “green series,” Vol. 8, página 606.

[16] Nota de Mark Weber: Testimony in Toronto District Court, 28 de março de 1988. Toronto Star, 29 de março de 1988, p. A2; B. Kulaszka, ed., Did Six Million Really Die?: Report of the Evidence in the Canadian ‘False News’ Trial of Ernst Zündel  (Toronto : 1992), páginas 253-255.

(https://ihr.org/books/kulaszka/21herwaarden.html)

[17] Nota de Mark Weber: Sylvia Rothchild, ed., Voices from the Holocaust (New York: 1981), páginas 188-191.

[18] Nota de Mark Weber: Franciszek Piper, ensaio em: Y. Gutman & M. Berenbaum, eds., Anatomy of the Auschwitz Death Camp (1994), página 71.

[19] Nota de Mark Weber: Dino A. Brugioni and Robert C. Poirier, The Holocaust Revisited (Washington, DC: Central Intelligence Agency, 1979).

[20] Nota de Mark Weber: Testemunho no Tribunal Distrital de Toronto, 5-6 de abril de 1988. Canadian Jewish News (Toronto), 14 de abril 1988, página 6; B. Kulaszka, ed., Did Six Million Really Die?: Report of the Evidence in the Canadian ‘False News’ Trial of Ernst Zündel (Toronto: 1992), páginas 267-271. (https://ihr.org/books/kulaszka/26lagace.html)

[21] Nota de Mark Weber: Testemunho no Tribunal Distrital de Toronto, 20-21 de abril de 1988. Kulaszka, ed., Did Six Million Really Die?: Report of the Evidence in the Canadian ‘False News’ Trial of Ernst Zündel (Toronto: 1992), páginas 354-362.

(https://ihr.org/books/kulaszka/33leuchter.html)

The Leuchter Report (Toronto: 1988).

(https://ihr.org/books/leuchter/leuchter.toc.html)

[22] Nota de Mark Weber: The Globe and Mail (Toronto), 12 de fevereiro de 1985, página M3. Ver também: M. A. Hoffman, The Great Holocaust Trial (1995 [3ª ed.]), páginas 65, 66. 

[23] Nota de Mark Weber: Walter Lüftl, “The Lüftl Report: An Austrian Engineer’s Report on the ‘Gas Chambers’ of Auschwitz and Mauthausen,” The Journal of Historical Review, Winter 1992-93, páginas 391-420.

(https://ihr.org/journal/v12p391_Luftl.html)

[24] Nota de Mark Weber: Nuremberg document PS-2171, Annex 2. NC&A “red series,” Vol. 4, páginas 833-834.

[25] Nota de Mark Weber: Documento 502-1-68, páginas 115-116, dos arquivos do Centro de Custódia de Documentos Históricos, Moscou. Citado por C. Mattogno em “Die ‘Gasprüfer’ von Auschwitz,” Vierteljahreshefte für freie Geschichtsforschung, março de1998, página 16 (e nota de rodapé 26).  Citado em M. Weber, “High Frequency Delousing Facilities at Auschwitz,” The Journal of Historical Review, maio-junho de 1999, páginas 4-12.

(https://ihr.org/journal/v18n3p-4_Weber.html)

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Para leitura adicional:

 “An Official Polish Report on the Auschwitz ‘Gas Chamber’,” The Journal of Historical Review, Summer 1991 (Vol. 11, No. 2), pp. 207-216.

https://ihr.org/journal/v11p207_Staff.html )

“Major French Magazine Acknowledges Auschwitz Gas Chamber Fraud.” The Journal of Historical Review, Jan.-Feb. 1995, pp. 23-24.

https://ihr.org/journal/v15n1p23_Weber.html )

Arthur R. Butz, The Hoax of the Twentieth Century: The Case Against The Presumed Extermination of European Jewry (Chicago: T&DP, 2003)

Robert Faurisson, “An Orthodox Historian Finally Admits That There is No Evidence for Nazi Gas Chambers,” The Journal of Historical Review, July-August 1998, pp. 24-28.
https://ihr.org/journal/v17n4p24_Faurisson.html )

R. Faurisson, “How the British Obtained the Confessions of Rudolf Höss,” The Journal of Historical Review, Winter 1986-87(Vol. 7, No. 4), pp. 389-403.

https://ihr.org/journal/v07p389_Faurisson.html )

R. Faurisson, “Jean-Claude Pressac’s New Auschwitz Book,” The Journal of Historical Review, January-February 1994 (Vol. 14, No. 1), páginas 23-24.

https://ihr.org/journal/v14n1p23_Faurisson.html )

R. Faurisson, “The ‘Gas Chamber’ of Auschwitz I,” The Journal of Historical Review, Sept.-Dec. 1999, páginas 12-13.

https://ihr.org/journal/v18n5p12_Faurisson.html )

R. Faurisson, “The ‘Problem of the Gas Chambers’,” The Journal of Historical Review, Summer 1980, páginas 103-114.

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https://ihr.org/journal/v01p103_Faurisson.html )

Jürgen Graf, The Giant With Feet of Clay: Raul Hilberg and His Standard Work on the ‘Holocaust’ (Theses and Dissertations Press, 2001)

J. Graf, “What Happened to the Jews Who Were Deported to Auschwitz But Were Not Registered There?,” The Journal of Historical Review, July-August 2000 (Vol. 19, No. 4), páginas 4-18.

https://ihr.org/journal/v19n4p-4_Graf.html )

Barbara Kulaszka, ed., Did Six Million Really Die?: Report of the Evidence in the Canadian ‘False News’ Trial of Ernst Zündel – 1988 (Toronto: Samisdat, 1992).

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Fred A. Leuchter, Jr., “The Leuchter Report: The How and the Why,” The Journal of Historical Review, Summer 1989 (Vol. 9, No. 2), páginas 133-139.

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Fred A. Leuchter, Jr., The Leuchter ReportAn Engineering Report on the Alleged Execution Gas Chambers at Auschwitz, Birkenau and Majdanek (Toronto: Samisdat, 1988).
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Walter Lüftl, “The Lüftl Report: An Austrian Engineer’s Report on the ‘Gas Chambers’ of Auschwitz and Mauthausen,” The Journal of Historical Review, Winter 1992-93 (Vol. 12, No. 4), páginas 391-420.

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Germar Rudolf, ed., Dissecting the Holocaust (Chicago : T&DP,  2003 [2ª ed.])

Germar Rudolf, Lectures on the Holocaust: Controversial Issues Cross Examined (Chicago : T&DP, 2005)

Mark Weber, “Auschwitz: Technique and Operation of the Gas Chambers” [Review], The Journal of Historical Review, Summer 1990 (Vol. 10, nº 2), páginas 231-237.
https://ihr.org/journal/v10p231_Weber.html )

M. Weber, “Fred Leuchter: Courageous Defender of Historical Truth,” The Journal of Historical Review, Winter 1992-93, páginas 421-428.

https://ihr.org/journal/v12p421_Weber.html )

M. Weber, “High Frequency Delousing Facilities at Auschwitz,” The Journal of Historical Review, May-June 1999, pp. 4-12.

https://ihr.org/journal/v18n3p-4_Weber.html )

M. Weber, “New ‘Official’ Changes in the Auschwitz Story,” The Journal of Historical Review, May-August 2002, páginas 24-28.

https://ihr.org/journal/v21n3p24_weber.html )

M. Weber, “Pages from the Auschwitz Death Registry Volumes,” The Journal of Historical Review, Fall 1992, páginas 265-268.

https://ihr.org/journal/v12p265_Weber.html )

M. Weber, “Tell-Tale Documents and Photos from Auschwitz,” The Journal of Historical Review, Spring 1991, páginas 67-80.

https://ihr.org/journal/v11p-67_Weber.html )

 


Fonte: Auschwitz: Myths and Facts, por Mark Weber, folheto de 2001, pelo Institute for Historical Review. Texto atualizado em setembro de 2009.

https://ihr.org/leaflet/auschwitz

Sobre o autor: Sobre o autor: Mark weber é um historiador americano, escritor, palestrante e analista de questões atuais. Ele estudou história na Universidade de Illinois (Chicago), na Universidade de Munique (Alemanha), e na Portland State University. Ele possui um mestrado em História Europeia da Universidade de Indiana. Desde 1995 ele tem sido diretor do Institute for Historical Review, um centro independente de publicações, educação e pesquisas de interesse público, no sul da Califórnia, que trabalha para promover a paz, compreensão e justiça através de uma maior consciência pública para com o passado. Foi por anos editor do The Journal for Historical Review. Em março de 1988, ele testemunhou por cinco dias no Tribunal Distrital de Toronto como uma testemunha especialista reconhecida na política judaica da Alemanha durante a guerra e na questão do Holocausto.

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O que é o Holocausto? - lições sobre holocausto - por Germar Rudolf

O que é ‘Negação do Holocausto’? - Por Barbara Kulaszka

O Primeiro Holocausto - por Germar Rudolf

O Primeiro Holocausto – e a Crucificação dos judeus deve parar - parte 1 - Por Olaf Rose (Parte 2 na sequência do próprio artigo)

O Holocausto de Seis Milhões de Judeus — na Primeira Guerra Mundial - por Thomas Dalton, Ph.D. {academic auctor pseudonym}

O Mito do extermínio dos judeus – Parte 1.1 {nenhum documento sequer visando o alegado extermínio dos judeus foi jamais encontrado} - por Carlo Mattogno (demais partes na sequência do próprio artigo)


Sobre o revisionismo em geral e o revisionismo do alegado Holocausto ver:

Uma breve introdução ao revisionismo do Holocausto - por Arthur R. Butz

{Retrospectiva Revisionismo em ação na História} – Definindo evidência - por Germar Rudolf

{Retrospectiva Revisionismo em ação na História} – Tipos e hierarquia de evidências - por Germar Rudolf

Por que o revisionismo do Holocausto? - por Theodore J. O'Keefe

Revisionismo e Promoção da Paz - parte 1 - por Harry Elmer Barnes

Revisionismo e Promoção da Paz - parte 2 - por Harry Elmer Barnes

O “Holocausto” colocado em perspectiva - por Austin Joseph App

A controvérsia internacional do “holocausto” - Arthur Robert Butz

Contexto e perspectiva na controvérsia do ‘Holocausto’ - parte 1 - por Arthur R. Butz

Contexto e perspectiva na controvérsia do ‘Holocausto’ - parte 2 - por Arthur R. Butz

O Relatório Leuchter: O Como e o Porquê - por Fred A. Leuchter

Sobre a importância do revisionismo para nosso tempo - por Murray N. Rothbard


Sobre as alegadas câmaras de gás nazistas homicidas ver:

As câmaras de gás: verdade ou mentira? - parte 1 - por Robert Faurisson (primeira de seis partes, as quais são dispostas na sequência).

A Mecânica do gaseamento - Por Robert Faurisson

O “problema das câmaras de gás” - Por Robert Faurisson

As câmaras de gás de Auschwitz parecem ser fisicamente inconcebíveis - Por Robert Faurisson

O Relatório Leuchter: O Como e o Porquê - por Fred A. Leuchter

A técnica e a química das ‘câmaras de gás’ de Auschwitz - por Germar Rudolf - Parte 1 - Introdução (demais partes na sequência do próprio artigo)


domingo, 21 de maio de 2023

Como Jeová Conquistou Roma - Cristianismo e a Grande Mentira - parte 4 - a estória sobre Jesus como imitação do mito de Rômulo e a paixão de Jesus como imitação de tradições da Antiguidade - por Laurent Guyénot

 Continuação de Como Jeová Conquistou Roma - Cristianismo e a Grande Mentira - parte 3 - cristianismo se apropriando do mitraísmo - por Laurent Guyénot

Laurent Guyénot

A Questão Jesus: Quão falsas são as Boas Novas?

Eu considero o livro de Barbiero uma tentativa frutífera de resolver o mistério de como os judeus criaram o cristianismo e o transformaram na religião romana. Mas certamente não dá a história completa. Muito aconteceu nos próximos três séculos que necessita ser esclarecido. Um contexto importante, que raramente é considerado, é a “Crise do Terceiro Século” (235-284), durante a qual “o Império Romano quase entrou em colapso sob as pressões combinadas de invasões bárbaras e migrações para o território romano, guerras civis, rebeliões camponesas, instabilidade política” (Wikipedia), mas também eventos cataclísmicos e doenças generalizadas, como a Praga de Cipriano (249-262 d.C.), que supostamente matou até 5.000 pessoas por dia em Roma.22 Em tal contexto, o sabor apocalíptico do cristianismo inicial deve ter sido um fator-chave de seu sucesso. Interessantemente, o apocalíptico Livro do Apocalipse, o último incluído no cânone cristão, é considerado por alguns estudiosos como uma edição cristianizada de um apocalipse judaico, porque, com exceção de seu prólogo e epílogo (de 4:1 a 22:15), ele não contém nenhum motivo cristão reconhecível.23

            Há também dois blocos de construção importantes do cristianismo que o foco de Barbiero no mitraísmo romano deixa de fora: a vida de Jesus nos Evangelhos e o Cristo místico de Paulo. Como eles se originaram e como eles foram integrados? A conexão entre eles é um dos problemas mais difíceis sobre o nascimento do cristianismo. Pois, como Earl Doherty escreve em The Jesus Puzzle: Did Christianity begin with a mythical Christ (1999), um livro que causou uma onda de choque no campo de estudos sobre Jesus (aqui citado neste pdf de 600 páginas*7): “Nem uma vez Paulo ou qualquer outro dos escritores de epístolas do primeiro século identificam seu divino Cristo Jesus com o homem histórico recente conhecido nos Evangelhos. Nem atribuem os ensinamentos éticos que apresentam a tal homem”. Cristo é simplesmente para Paulo uma divindade celestial que suportou uma provação de encarnação, morte, sepultamento e ressurreição, e que se comunica com seus devotos através de sonhos, visões e profecias. Essa cristologia gnóstica tem raízes em religiões de mistério muito anteriores a Jesus. É difícil explicar como um Jesus humano pôde se transformar em um Cristo tão divino em poucas décadas, durante a vida de quem o conheceu.

A primeira dificuldade é que a grande maioria dos primeiros cristãos eram, é claro, judeus. ‘Deus é Um’, diz o mais fundamental dos dogmas teológicos judaicos. Além disso, a mente judaica tinha uma obsessão contra associar qualquer coisa humana com Deus. Ele não poderia ser representado nem mesmo pela sugestão de uma imagem humana, e milhares de judeus tinham descoberto seus pescoços diante das espadas de Pilatos simplesmente para protestar contra a montagem de estandartes militares com a imagem de César à vista do Templo. A ideia de que um homem era uma parte literal de Deus teria sido recebida por qualquer judeu com horror e apoplexia.

E, ainda, nós devemos acreditar que os judeus foram imediatamente levados a elevar Jesus de Nazaré a níveis divinos sem precedentes na inteira história da religião humana. Nós vamos acreditar não somente que eles identificaram um criminoso crucificado com o antigo Deus de Abraão, mas que percorreram o império e praticamente da noite para o dia tendo convertido um grande número de outros judeus à mesma proposição ultrajante – e completamente blasfema. Dentro de um punhado de anos após a suposta morte de Jesus, nós sabemos de comunidades cristãs em muitas das principais cidades do império, todas presumivelmente tendo aceitado que um homem que nunca haviam conhecido, crucificado como um rebelde político em uma colina fora de Jerusalém, havia se levantado de os mortos e era de fato o Filho preexistente de Deus, criador, sustentador e redentor do mundo. Uma vez que muitas das comunidades cristãs em que Paulo trabalhou existiam antes de ele chegar lá, e uma vez que as cartas de Paulo não apoiam o quadro que Atos pinta de intensa atividade missionária por parte do grupo de Jerusalém ao redor de Pedro e Tiago, a história não registra quem executou essa impressionantemente espantosa façanha.24

A maneira mais simples de superar essa dificuldade é assumir que a transformação do Jesus humano no Cristo cósmico (ou numa volta contrária, como sugere Doherty) não aconteceu espontaneamente, mas foi engendrada pela conexão de vários elementos, com o direcionamento de uma religião sincrética judaico-helenística fabricada.

As cartas de Paulo foram coletadas pela primeira vez na primeira metade do segundo século por Marcião de Sinope, que também incluiu em seu cânone uma breve evangelização (ele foi o primeiro a usar o termo), mas rejeitou o Tanakh judaico.#9 Por volta de 208, Tertuliano, um cartaginês de provável origem judaica, reclamou que “a tradição herética de Marcião encheu o universo” (Contra Marcião, v, 19). Ele também nos conta que, durante a época de Marcião, outro professor gnóstico chamado Valentino quase se tornou bispo de Roma. No século III d.C. apareceu o persa Mani, que se autodenominava “apóstolo de Jesus Cristo”, mas rejeitava qualquer influência judaica.  Os maniqueístas tornaram-se o rótulo que a Igreja Católica atribuiu a todos os movimentos gnósticos vindos do Oriente, como os paulicianos da Anatólia no século VIII, ou os bogomilos da Bulgária no século IX, ancestrais dos cátaros que foram erradicados do sul da França no início do século XIII. Todos esses movimentos, que podem ser vistos como ondas sucessivas do mesmo movimento, veneravam Paulo e rejeitavam a Torá, cujo deus eles consideravam um demiurgo maligno, um demônio enganador ou uma ficção maliciosa.

No quarto século, o cristianismo gnóstico ainda estava vivo e florescente. A biblioteca monástica da Irmandade Egípcia de São Pacômio, o primeiro mosteiro cristão conhecido, continha uma grande riqueza de literatura gnóstica (incluindo o Evangelho de Tomé), em meio a livros platônicos, herméticos e zoroastrianos. Conforme o estudioso do Novo Testamento, Robert Price, conta em seu fascinante livro Deconstructing Jesus (2000)*8:

Aparentemente, quando os monges receberam a Carta de Páscoa de Atanásio em 367 d.C., que contém a primeira lista conhecida dos vinte e sete livros canônicos do Novo Testamento, advertindo os fiéis a não lerem outros, os irmãos devem ter decidido esconder seus queridos evangelhos “heréticos”, para que eles não caíssem nas mãos dos queimadores de livros eclesiásticos.25

            Todos esses códices foram escondidos em um cemitério em Nag Hammadi, onde foram descobertos em 1945, revolucionando nossa imagem do cristianismo primitivo. Os estudiosos têm desde então começado a questionar a visão tradicional dos gnósticos como dissidentes que romperam com a Igreja Ortodoxa; em vez disso, os gnósticos que nunca cessaram de afirmar que os católicos romanos estavam corrompendo o Evangelho sob a influência judaica, podem ter estado certos o tempo todo.

Quando eu comecei a investigar essas questões, descobri que uma nova escola de exegese do Novo Testamento, iniciada pelo Jesus Puzzle de Earl Doherty, afirma que o cristianismo nasceu no mito, não na história. Eu tinha sempre assumido que a biografia de Jesus era historicamente plausível demais para ser uma ficção. Na casa dos trinta, eu tinha me tornado fascinado pela busca pelo Jesus histórico e escrevi um livro sobre o relacionamento “lendário” entre Jesus e João Batista#10, o qual argumentava que os escritores do Evangelho falsificaram as profecias genuínas de João e forjaram elogios espúrios de Jesus por João, e que muitos dos ditos atribuídos a Jesus (do hipotético documento Q) foram originalmente atribuídos a João.26 No entanto, eu não duvidava da historicidade de Jesus. Mas minha recente jornada na teoria do “mito de Cristo” me convenceu de que o Jesus histórico é mais elusivo do que eu pensava. Os Evangelhos, por um lado, não são tão antigos como geralmente se admite (entre os anos 70 e 90), pois, conforme Doherty aponta:

Somente em Justino Mártir, escrito nos anos 150, nós encontramos as primeiras citações identificáveis de alguns dos Evangelhos, embora ele os chame simplesmente de “memórias dos Apóstolos”, sem nomes. E essas citações geralmente não concordam com os textos das versões canônicas que temos agora, mostrando que tais documentos ainda estavam em evolução e revisão.27

            Uma data do final do século II para a primeira narrativa sobre Jesus é consistente com a hipótese – que vai contrária a teoria de Barbiero – de que as Antiguidades dos Judeus de Josefo continham originalmente uma referência a João Batista e uma a Tiago, o Justo, mas nenhuma referência a Jesus, que foi mais tarde inserido entre os dois para que João fosse apresentado como precursor de Jesus e Tiago como seu irmão e herdeiro. Há muitas evidências de que Tiago, como João Batista antes dele, era uma figura famosa por si só. De acordo com o estudioso bíblico Robert Eisenman, autor de James, the Brother of Jesus: The Key to Unlocking the Secrets of Early Christianity and the Dead Sea Scrolls, Tiago é idêntico ao “Mestre da Justiça” mencionado em alguns dos Manuscritos do Mar Morto, os quais têm sido datados muito cedo. Estranhamente,  

a pessoa de Tiago é quase diametralmente oposta ao Jesus das Escrituras e à nossa compreensão comum dele. Considerando que o Jesus da Escritura é antinacionalista, cosmopolita, antinomiano – isto é, contra a aplicação direta da Lei Judaica – e aceitando estrangeiros e outras pessoas de impurezas percebidas, o Tiago Histórico se tornará zeloso pela Lei, e rejeitando estrangeiros e pessoas poluídas em geral.

Sua morte por apedrejamento em 62 “estava conectada na imaginação popular com a queda de Jerusalém em 70 d.C. de uma maneira que a de Jesus, cerca de quatro décadas antes, não poderia ter estado”.

Manuscritos variantes das obras de Josefo, relatados por pais da Igreja como Orígenes, Eusébio e Jerônimo, todos os quais em um momento ou outro passaram algum tempo na Palestina, contêm materiais associando a queda de Jerusalém com a morte de Tiago – não com a morte de Jesus. Seus protestos estridentes, particularmente os de Orígenes e Eusébio, provavelmente não têm nada a ver com o desaparecimento desta passagem de todos os manuscritos da Guerra Judaica que têm chegado até nós.  28

            Os estudiosos de Jesus da escola “mítica” – por oposição à “historicista” – se abstêm de expressar sua conclusão em termos conspiratórios. Em seu livro On the Historicity of Jesus, Why We Might Have Reason For Doubt, Richard Carrier escreve: “o Jesus que conhecemos originou-se como um personagem mítico” e somente “mais tarde, esse mito foi confundido com história (ou deliberadamente reembalado dessa maneira).” Mas eu acho “confundido” muito improvável e “reembalado deliberadamente” muito mais provável. Carrier realmente sugere que a estrutura fundamental da narrativa foi emprestada de um padrão mítico romano bem estabelecido:

Na biografia de Plutarco sobre Rômulo, o fundador de Roma, somos informados de que ele era filho de deus, nascido de um humilde pastor; então, como homem, ele se torna amado pelo povo, aclamado como rei e morto pela elite conivente; então ele ressuscita dos mortos, aparece a um amigo para contar as boas novas ao seu povo e ascende ao céu para governar do alto. Assim como Jesus. Plutarco também nos fala sobre cerimônias públicas anuais que ainda estavam sendo realizadas, que celebravam o dia em que Rômulo ascendeu ao céu. A história sagrada contada neste evento foi basicamente a seguinte: no final de sua vida, em meio a rumores, ele foi assassinado por uma conspiração do Senado (assim como Jesus foi “assassinado” por uma conspiração dos judeus – na verdade pelo Sinédrio, o equivalente judaico do Senado), o sol escureceu (assim como aconteceu quando Jesus morreu) e o corpo de Rômulo desapareceu (assim como o de Jesus). As pessoas queriam procurá-lo, mas o Senado disse que não, “pois ele tinha subido para se juntar aos deuses” (como um jovem misterioso conta às mulheres no Evangelho de Marcos). A maioria partiu feliz, esperando coisas boas de seu novo deus, mas “alguns duvidaram” (assim como todos os Evangelhos posteriores dizem de Jesus: Mateus 28,17; Lucas 24,11; João 20,24-25; até mesmo Marcos 16,8 implica isso). Logo depois, Proculo, um amigo próximo de Rômulo, relatou que conheceu Rômulo “na estrada” entre Roma e uma cidade próxima e perguntou-lhe: “Por que você tem nos abandonado?”, ao que Rômulo respondeu que ele tinha sido um deus. o tempo todo, mas desceu à terra e se tornou encarnado para estabelecer um grande reino, e agora teve que retornar para seu lar no céu (mais ou menos como acontece com Cleofas em Lucas 24,13-32). Então Rômulo disse a seu amigo para dizer aos romanos que, se fossem virtuosos, eles teriam todo o poder mundano.

[…] O relato de Lívio [História 1.16], assim como o de Marcos, enfatiza que “o medo e o luto” mantiveram o povo “silencioso por muito tempo”, e só mais tarde eles proclamaram Rômulo “Deus, Filho de Deus, Rei e Pai ”, combinando assim com o “eles não disseram nada a ninguém” de Marcos, mas obviamente assumindo que de alguma maneira a notícia vazou.

Certamente parece que Marcos está moldando Jesus no novo Rômulo, com uma mensagem nova e superior, estabelecendo um reino novo e superior. Esse conto romulano se parece muito com um modelo esquelético para a narrativa da paixão: um grande homem, fundador de um grande reino, apesar de ser de origem humilde e de parentesco suspeito, é na verdade um filho de deus encarnado, mas morre em resultado de uma conspiração do conselho governante, então uma escuridão cobre a terra em sua morte e seu corpo desaparece completamente, ao que aqueles que o seguiram fogem com medo (assim como as mulheres do Evangelho, Marcos 16,8; e os homens, Marcos 14,50-52), e como eles nós também procuramos por seu corpo, mas dizem que ele não está aqui, ele ressuscitou; e alguns duvidam, mas então o deus ressurreto ‘aparece’ para selecionar seguidores para entregar seu evangelho.

Há muitas diferenças nas duas histórias, com certeza. Mas as semelhanças são numerosas demais para serem uma coincidência – e as diferenças são provavelmente deliberadas. Por exemplo, o reino material de Rômulo que favorece os poderosos é transformado em um reino espiritual que favorece os humildes. Certamente parece que a narrativa da paixão cristã é uma transvaloração intencional da cerimônia do Império Romano da encarnação, morte e ressurreição de seu próprio salvador fundador. Outros elementos têm sido adicionados aos Evangelhos – a história pesadamente judaizada, e muitos outros símbolos e motivos puxados para transformá-la – e a narrativa tem sido modificada, em estrutura e conteúdo, para se adequar à própria agenda moral e espiritual dos cristãos. Mas a estrutura básica não é original.29

Outros estudiosos há muito identificam fortes paralelos entre a vida de Jesus e as vidas lendárias de homens santos tais como Pitágoras ou Apolônio de Tiana. No último, por exemplo, descobrimos que Apolônio, depois de uma vida fazendo milagres, curando enfermos, expulsando demônios e ressuscitando mortos, foi entregue por seus inimigos às autoridades romanas. “Ainda assim”, de acordo com o resumo de Bart D. Ehrman, “depois de deixar este mundo, ele voltou para encontrar seus seguidores a fim de convencê-los de que não estava realmente morto, mas vivia no reino celestial”.30

{O primeiro rei de Roma, Rômulo, transporta rico espólio para o templo de Júpiter. Pintura de Jean-Auguste Dominique Ingres, 1812. Fonte Wikipedia.}


Robert Price tem apontado outra fonte provável para as narrativas do Evangelho: romances gregos como Quéreas & Calírroe, de Cáriton, Conto Efésio de Xenofonte, Leucipa e Clitofonte de Aquiles Tácio, História Etíope de Heliodoro, Dáfnis e Cloé de Longo, A História de Apolônio, Rei de Tiro, História Babilônica de Jâmblico e Satíricon de Petrônio.

Três grandes dispositivos de enredo se repetem como um relógio nos romances antigos, que geralmente eram sobre as aventuras de amantes infelizes, um pouco como as novelas modernas. Primeiro, a heroína, uma princesa, entra em coma e é tomada como morta. Enterrada prematuramente, ela desperta mais tarde na escuridão da tumba. Ironicamente, ela é descoberta em cima da hora por ladrões de túmulos que arrombaram o opulento mausoléu em busca de ricas fichas funerárias [...]. Os bandidos salvam sua vida, mas também a sequestram, já que não podem deixar uma testemunha para trás. Quando seu noivo ou marido chega ao túmulo para lamentar, ele fica surpreso ao encontrar o túmulo vazio e primeiro adivinha que sua amada foi levada para o céu porque os deuses invejaram sua beleza. Em uma história, o homem vê a mortalha deixada para trás, assim como em João 20:6-7.

O segundo enredo padrão é que o herói, finalmente percebendo o que aconteceu, sai em busca da heroína e acaba entrando em conflito com um governador ou rei que a deseja e, para tirá-lo do caminho, manda o herói ser crucificado. Claro, o herói sempre consegue um perdão de última hora, mesmo uma vez afixado na cruz, ou sobrevive à crucificação por algum golpe de sorte. Algumas vezes, a heroína também parece ter sido morta, mas acaba viva, afinal.

Em terceiro lugar, finalmente temos um alegre reencontro dos dois amantes, cada um dos quais se desesperou por nunca mais ver o outro. A princípio, eles não conseguem acreditar que não estão vendo um fantasma vindo para confortá-los. Finalmente, incrédulos de alegria, eles estão convencidos de que seu ente querido sobreviveu na carne.

Conforme eu tenho observado em meu artigo “The Crucifixion of the Goddess {A Crucificação da Deusa}*9”, o padrão de romance de amor ainda é aparente no Evangelho, onde o Jesus ressurreto aparece primeiro para sua seguidora de longa data, Maria Madalena, que, talvez por esse motivo, era considerada como alma gêmea de Jesus por muitos gnósticos.31

            Price cita a seguinte passagem de Quéreas & Calírroe de Cáriton, onde Quéreas descobre a tumba vazia de sua amada:

Quando ele alcançou a tumba, ele descobriu que as pedras tinham sido removidas e a entrada estava aberta. [Conferir João 20:1] Ele ficou enormemente surpreso com a visão e dominado por uma terrível perplexidade com o que havia acontecido. [Conferir Marcos 16:5] O boato – um mensageiro rápido – deu aos siracusanos essa notícia incrível. Todos eles rapidamente se aglomeraram ao redor da tumba, mas ninguém ousou entrar até que Hermócrates deu uma ordem para fazê-lo. [Conferir João 20:4-6] O homem que entrou relatou toda a situação com acuradamente. [Conferir João 19:35; 21:24] Parecia incrível que nem mesmo o cadáver estivesse ali. Então o próprio Quéreas decidiu entrar, em seu desejo de ver Calírroe novamente, mesmo morta; mas embora ele perseguisse pela tumba, ele não pode encontrar nada. Muitas pessoas não acreditaram e foram atrás dele. Todos eles foram tomados pelo desamparo. Um dos que estavam ali disse: “As ofertas fúnebres foram levadas [a tradução de Cartlidge diz: “A mortalha foi retirada” – conferir João 20:6-7] – são ladrões de tumbas que fizeram isso; mas e o cadáver – onde está ele? Muitas sugestões diferentes circularam na multidão. Quéreas olhou para o céu, estendeu os braços e gritou chorando: “Qual dos deuses é, então, que se tornou meu rival no amor e levou Calírroe e agora a mantém com ele…?

Mais tarde, Calírroe, refletindo sobre suas vicissitudes, diz: “Eu tenho morrido e voltei à vida”. Mais tarde ainda, ela lamenta: “Eu tenho morrido e sido enterrada; eu fui roubada de minha tumba”. Nesse ínterim, o pobre Quéreas é condenado à cruz, que ele mesmo deve carregar. Mas no último minuto, pouco antes de ser pregado, sua sentença é comutada e ele é retirado da cruz. “Aqui, então”, comenta Price, “está um herói que foi à cruz por sua amada e retornou vivo. Na mesma história, um vilão é igualmente crucificado, embora, como está ganhando seus justos méritos, não seja perdoado. Este é Teron, o pirata que levou o pobre Calírroe à escravidão. ‘Ele foi crucificado em frente ao túmulo de Calírroe.’”

Alguns judeus, por alguma Hasbará {uma denominação em hebraico para “propaganda”11} concertada e persistente, fizeram lavagem cerebral nos romanos com um inacreditável conto judaico plagiado de romances gregos, mitos romanos e culto mitraico? Certamente existem outras maneiras de olhar para o cristianismo do que como um truque judaico. Mas eu acho que vale a pena considerar a hipótese. Eu ouço neste site {The Unz Review – An alternative media selection} muitas reclamações contra a colonização cultural judaica. Eu estou apenas sugerindo que isso não começou ontem.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander


Notas

22 Nota de Laurent Guyénot:  Kyle Harper, The Fate of Rome: Climate, Disease, and the End of an Empire, Princeton UP, 2017. 

23 Nota de Laurent Guyénot:  Ver, por exemplo, James Charlesworth, Jesus within Judaism, SPCK, 1989. 

24 Nota de Laurent Guyénot:  Earl Doherty, The Jesus Puzzle: Was There no Historical Jesus? Neste pdf de 600 páginas, pp. 33 e 16. 

#9 Nota de Mykel Alexander: A coleção de Escrituras canônicas do judaísmo é nomeada Tanak, acrônimo formado pelas primeiras letras das três partes da Bíblia judaica:

- Tōrāh ou Torá (Lei, instrução) – são os cinco primeiros livros (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio) da bíblia judaica e do Antigo Testamento da bíblia cristã;

- Năḇīʾīm ou Nevi'im (Profetas);

- Kăṯūḇīm ou ketuvim (Escritos).

                Nestas três partes estão distribuídos vinte e quatro livros de origens manuscritas.

                O cânon da Bíblia judaica o qual foi fixado pelos judeus da Palestina no início da era cristã só admite os livros hebraicos, e foi acolhido também pelas vertentes cristãs evangélicas, excluindo complementos gregos adicionados em Ester e Daniel (algumas partes em grego; Susana; Bel e o Dragão), bem como demais livros não oriundos do hebraico (Judite; Tobias; Macabeus I e II mais III e IV apócrifos; Eclesiástico; Livro da Sabedoria ou Sabedoria de Salomão; Baruc; Carta de Jeremias.) originalmente incorporados no cânon católico. 

                Ver:

- Bíblia de Jerusalém, 1ª edição, 2002, 12ª reimpressão, 2017, Paulus, São Paulo. Ver na parte introdutória a listas dos livro da Bíblia Hebraica e lista de livros da Bíblia Grega.

- Brian Kibuuka, A Torá comentada, Fonte Editorial, São Paulo, 2020. Ver prefácio do Dr. Waldecir Gonzaga e apresentação de Brian Kibuuka (páginas 21-24). 

*8 Fonte utilizada por Laurent Guyénot:  https://archive.org/details/DeconstructingJesus 

25 Nota de Laurent Guyénot:  Robert Price, Deconstructing Jesus, Prometheus Book, 2000, archive.org, páginas 44-45.

https://archive.org/details/DeconstructingJesus 

#10 Nota de Mykel Alexander: Jésus et Jean Baptiste: Enquête historique sur une rencontre légendaire, Imago Exergue, 1998. 

26 Nota de Laurent Guyénot:  Estudiosos recentes argumentando ao longo dessas linhas incluem: Karl H. Kraeling, John the Baptist, Charles Scribner’s Sons, 1951; Charles H. H. Scobie, John the Baptist, Fortress Press, 1964; W. Barnes Tatum, John the Baptist and Jesus: A Report of the Jesus Seminar, Polebridge Press, 1994; Joan Taylor, The Immerser: John the Baptist within Second Temple Judaism, Wm B. Eerdmans, 1996; Robert L. Webb, John the Baptizer and Prophet: A Socio-Historical Study, Sheffield Academic Press, 1991; Walter Wink, John the Baptist in the Gospel Tradition, Cambridge UP, 1968. 

27 Nota de Laurent Guyénot:  Earl Doherty, The Jesus Puzzle: Was There no Historical Jesus?, obra citada, página 52 . 

28 Nota de Laurent Guyénot:  Robert Eisenman, James the Brother of Jesus: The Key to Unlocking the Secrets of Early Christianity and the Dead Sea Scrolls, Viking Penguin, 1996.

29 Nota de Laurent Guyénot:  Richard Carrier, On the Historicity of Jesus, Why We Might Have Reason For Doubt, Sheffield Phoenix Press, 2014, página 56. 

30 Nota de Laurent Guyénot:  Bart D. Ehrman Did Jesus Exist?: The Historical Argument for Jesus of Nazareth, HarperCollins, USA. 2012, página 208, citado da Wikipédia.

https://en.wikipedia.org/wiki/Apollonius_of_Tyana 

*9 Fonte utilizada por Laurent Guyénot: The Crucifixion of the Goddess - The rise and fall of Western Romanticism, por Laurent Guyénot, 02 de setembro de 2019, The Unz Review – An alternative media selection.

https://www.unz.com/article/the-crucifixion-of-the-goddess/ 

31 Nota de Laurent Guyénot: Elaine Pagels, The Gnostic Gospels, Weidenfeld & Nicolson, 1979. 

11 Nota de Mykel Alexander: Hasbará como propaganda judaica e seu uso no século XX é abordado por Gideon Kouts, From Sokolow to "Explaining Israel": The Zionist "Hasbara" First "Campaign Strategy Paper" and Its Applications, em Revue Européenne des Études Hébraïques, nº 18 (2016), páginas 103-146.

https://www.jstor.org/stable/26624281

 


How Yahweh Conquered Rome - Christianity and the Big Lie, por Laurent Guyénot, 25 de dezembro de 2020, The Unz Review – An alternative media selection.

https://www.unz.com/article/how-yahweh-conquered-rome/

Sobre o autor: Laurent Guyénot (1960-) possuí mestrado em Estudos Bíblicos e trabalho em antropologia e história das religiões, tendo ainda o título de medievalista (PhD em Estudos Medievais em Paris IV-Sorbonne, 2009) e de engenheiro (Escola Nacional de Tecnologia Avançada, 1982).

Entre seus livros estão:

LE ROI SANS PROPHETE. L'enquête historique sur la relation entre Jésus et Jean-Baptiste, Exergue, 1996.

Jésus et Jean Baptiste : Enquête historique sur une rencontre légendaire, Imago Exergue, 1998.

Le livre noir de l'industrie rose – de la pornographie à la criminalité sexuelle, IMAGO, 2000.

Les avatars de la réincarnation: une histoire de la transmigration, des croyances primitives au paradigme moderne, Exergue, 2000.

Lumieres nouvelles sur la reincarnation, Exergue, 2003.

La Lance qui saigne: Métatextes et hypertextes du Conte du Graal de Chrétien de Troyes, Honoré Champion, 2010.

La mort féerique: Anthropologie du merveilleux (XIIᵉ-XVᵉ siècle), Gallimard, 2011.

JFK 11 Septembre: 50 ans de manipulations, Blanche, 2014.

Du Yahvisme au sionisme. Dieu jaloux, peuple élu, terre promise: 2500 ans de manipulations, Kontre Kulture, Kontre Kulture, 2016. Tem edição em inglês: From Yahweh to Zion: Jealous God, Chosen People, Promised Land...Clash of Civilizations, Sifting and Winnowing Books, 2018.

Petit livre de - 150 idées pour se débarrasser des cons, Le petit livre, 2019.

“Our God is Your God Too, But He Has Chosen Us”: Essays on Jewish Power, AFNIL, 2020.

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Relacionado: sobre a questão judaica, sionismo e seus interesses globais ver:

O Gancho Sagrado - O Cavalo de Tróia de Jeová na Cidade dos Gentios {os não-judeus} - por Laurent Guyénot - parte 1 (demais duas partes na sequência do próprio artigo)

O truque do diabo: desmascarando o Deus de Israel - Por Laurent Guyénot - parte 1

Êxodo recorrente: Identidade judaica e Formação da História - Por Andrew Joyce, Ph.D., {academic auctor pseudonym}

Sionismo, Cripto-Judaísmo e a farsa bíblica - parte 1 - por Laurent Guyénot (parte 2 na sequência do próprio artigo)

Conversa direta sobre o sionismo - o que o nacionalismo judaico significa - Por Mark Weber

Judeus: Uma comunidade religiosa, um povo ou uma raça? por Mark Weber

Controvérsia de Sião - por Knud Bjeld Eriksen

Sionismo e judeus americanos - por Alfred M. Lilienthal

Por trás da Declaração de Balfour A penhora britânica da Grande Guerra ao Lord Rothschild - parte 1 - Por Robert John {as demais 5 partes seguem na sequência}

Raízes do Conflito Mundial Atual – Estratégias sionistas e a duplicidade Ocidental durante a Primeira Guerra Mundial – por Kerry Bolton

Ex-rabino-chefe de Israel diz que todos nós, não judeus, somos burros, criados para servir judeus - como a aprovação dele prova o supremacismo judaico - por David Duke

Grande rabino diz que não-judeus são burros {de carga}, criados para servir judeus - por Khalid Amayreh

Por que querem destruir a Síria? - por Dr. Ghassan Nseir

Congresso Mundial Judaico: Bilionários, Oligarcas, e influenciadores - Por Alison Weir

Um olhar direto sobre o lobby judaico - por Mark Weber