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domingo, 28 de junho de 2020

Igualdade: uma justificativa de privilégio, opressão e desumanidade - por Alex Kurtagić


Alex Kurtagić

É um clichê em nossa sociedade liberal de esquerda que todos devemos permanecer vigilantes contra qualquer ideologia que rejeite a igualdade como um objetivo moralmente desejável, porque, se essa ideologia atingir poder político, logo nos encontraremos de volta à ladeira escorregadia que começa com uma justificativa de racismo e termina com as câmaras de gás em Auschwitz-Birkenau.[1]

Tanto os liberais quanto seus críticos marxistas se apresentam como forças de libertação e emancipação, e sua historiografia retrata o tempo antes de seu advento como o de privilégio, opressão e desumanidade.

No entanto, a história dos últimos cem anos tem mostrado que, contrariamente à presunção dos liberais e da esquerda e contrária à boa retórica que emana de seu campo, a lógica moral do igualitarismo também justifica privilégio, opressão e desumanidade, exatamente os mesmos males que ela reivindica ter se oposto.


Privilégio

Uma suposição-chave entre os igualitários é que a igualdade de oportunidades deve produzir igualdade de resultados e que, quando os resultados são desiguais, é porque um indivíduo ou grupo de indivíduos desfruta de uma vantagem injusta. Os igualitaristas têm uma visão de mundo materialista, de modo que a vantagem injusta é sempre redutível às condições materiais, que, na sua opinião e no sentido mais amplo possível, são o principal determinante dos resultados. Essa vantagem injusta é chamada de “privilégio”. Para combater os privilégios, a principal estratégia do igualitarismo é a redistribuição: aqueles pensados ter desfrutado de vantagens injustas são submetidos à extração e o “excesso” extraído é transferido para aqueles pensados ter sofrido desvantagens injustas.

Certamente, é verdade que indivíduos ou grupos de indivíduos às vezes desfrutam de vantagens injustas, mas resultados desiguais nem sempre são o resultado de oportunidades desiguais resultantes do “privilégio”. A igualdade de oportunidades pode resultar, e o tempo todo, em resultados desiguais. Os igualitaristas resistem à causa (desigualdade humana inerente) porque acreditam que uma sociedade desigual é imoral. A desigualdade é para eles sempre e necessariamente uma injustiça.

O problema é que eles efetivamente “corrigem” uma injustiça percebida com uma real. Onde não tem havido vantagem injusta, mas resultado desigual, a redistribuição tira do merecido a fim de dar aos que não merecem. Com efeito, isso cria uma classe privilegiada de indivíduos que desfrutam de vantagens não merecidas e, portanto, injustas, às custas daqueles que obtiveram pelo trabalho, justo e honesto, aquilo que lhes foi tirado. O igualitarismo, portanto, simplesmente transfere privilégios de uma classe para outra - não o elimina.


Opressão

Alguns críticos da direita disseram que devemos distinguir “boa igualdade” de “má igualdade”, citando a igualdade perante a lei como um exemplo de “boa igualdade”.

A igualdade pode fazer sentido em certos contextos, na condição prevista que seja tratada como uma questão prática. Quando é tratada como um imperativo moral, contudo, torna-se impossível justificar a oposição às sociedades multirraciais que agora temos no Ocidente, onde os indígenas {neste contexto os residentes locais} não devem ser considerados especiais e onde os níveis de imigrantes geneticamente distantes são determinados puramente por considerações econômicas.

As sociedades multiculturais resultantes são inerentemente instáveis, porque não podem mais ser governadas sob um conjunto compartilhado de suposições, valores e costumes, e porque a identificação racial e étnica entre vários grupos os coloca na competição mútua por poder e recursos. Escusado será dizer que a competição entre diferentes grupos também ocorre em sociedades racialmente homogêneas, mas o multiracialismo adiciona camadas de complexidade totalmente desnecessárias, exigindo níveis totalmente novos de envolvimento do Estado. Como o experimento multicultural mostrou no Ocidente, o crescimento do multiculturalismo em um cenário de moralidade igualitária fomenta o crescimento de políticas de igualdade, regulamentação, legislação, policiamento, fiscalização, burocracias e programas sociais, projetados para impedir que os indígenas {neste contexto os residentes locais} desenvolvam estratégias de exclusão contra os grupos exógenos sempre crescentes. A garantia liberal da liberdade de expressão é progressivamente encurtada a fim evitar ofender algum grupo ou outro. A liberdade de associação é progressivamente encurtada a fim de garantir que nenhum grupo seja excluído com base na diferença. A liberdade de representação é progressivamente reduzida a fim de impedir os indígenas {neste contexto os residentes locais} de organizarem uma oposição política. A liberdade econômica é progressivamente encurtada – por exemplo, através do sistema tributário - a fim de equalizar os resultados e financiar o aparato do estado da igualdade. O último, é claro, cresce continuamente, tornando-se cada vez mais intrusivo, invasivo, caro e opressivo. No Ocidente, chegamos ao estágio em que expressar uma opinião no Twitter, com menos de 140 caracteres, pode resultar em uma condenação com uma sentença de custódia.

Existem outros efeitos também, que também contribuem para uma atmosfera opressora. Provou-se que as sociedades multirraciais sofrem níveis mais altos de criminalidade e níveis mais baixos de confiança[2], os quais destroem o espírito da comunidade, menor qualidade de vida e incentivam os cidadãos a recuar para lares com alarmes, com janelas gradeadas, às vezes atrás de comunidades fechadas com patrulhas de segurança armadas. Mesmo estes não oferecem garantia, então os cidadãos vivem com medo constante; medo de ofender alguém; medo de expressar certas opiniões; medo de espaços públicos; medo de certos concidadãos; medo de estar associado a certos partidos políticos; e, no caso dos indígenas {neste contexto os residentes locais}, também temem se opor à sua própria desapropriação e retirada de privilégios, mesmo que no final não haja mais lugar para fugir. Mais uma vez, todos os itens acima, exceto o último, existem em sociedades homogêneas, mas sob o multiculturalismo igualitário as fontes de medo se multiplicam, porque as variáveis se multiplicaram.


Desumanidade

Como demonstrei em um artigo anterior[3], a crença na bondade moral da igualdade despe a vida do significado, porque o significado vem da diferença ou da desigualdade. No processo, tira tudo o que torna a vida boa e digna de ser vivida, pois esta é dependente do significado e de várias formas de diferença.

Associada à moral igualitária está a noção de direitos humanos. Na ideologia liberal, os seres humanos são considerados de igual valor em dignidade e direitos. No entanto, esse não é realmente o caso, pois se aplica apenas àqueles que acreditam na bondade moral da igualdade.

Humanos são comiserados ter direitos simplesmente pela virtude de serem humanos. Ao mesmo tempo, é considerado uma indicação da humanidade de uma pessoa reconhecer os direitos humanos. O tratamento de outros seres humanos que desrespeita os direitos humanos é descrito como “desumano”, bestial, demoníaco. Uma descrição mais branda é “bárbara”, a qual conota uma humanidade menor.

Mas não é preciso tortura ou assassinato horrível ou assassinato em massa para se tornar, pelo menos do ponto de vista liberal, um animal ou um demônio, porque simplesmente rejeitar a noção de que a igualdade é um bem moral absoluto tem o mesmo efeito. O racismo, por exemplo, implica essa rejeição. Portanto, somente se tome alguém sendo considerado “racista” para que alguém seja tratado como dotado de uma humanidade menor. A animalização e demonização do recém-identificado “racista” marca sua mudança de status.

A razão é simples: se o igualitarismo é moral e se uma capacidade de moralidade é o que nos torna humanos, o desigualitário é automaticamente desumano e, portanto, uma besta ou um demônio.

            No entanto, a observação confirma que a regra não é aplicada uniformemente: a acusação de “racismo” é muito mais desumanizante para os brancos do que para outros. Um homem negro no Ocidente pode se envolver em um comportamento claramente racista sem ter sua humanidade questionada. Por outro lado, um homem branco no Ocidente é sustentado por um padrão muito mais rigoroso: leva muito menos para ele ser rotulado de “racista” e os efeitos do rótulo são para ele muito mais severos. Isso poderia potencialmente indicar uma suposição tácita entre os liberais de que os negros são de uma humanidade menor e que os brancos são de uma humanidade superior, pois isso explicaria a indulgência em relação ao primeiro e a severidade em relação ao segundo, mas isso está além do escopo deste ensaio. O fato é que, uma vez considerada “racista”, a besta ou demônio branco não goza mais dos mesmos direitos e privilégios que os “não-racistas”. Sua liberdade de expressão e associação pode ser pervertida, restringida ou negada; sua propriedade e produção criativa podem ser vandalizadas, apreendidas ou destruídas; e sua liberdade e meios de sobrevivência podem ser tirados dele, às vezes sem explicação – tudo com completa impunidade e aprovação universal. Pior ainda, aos olhos de amigos e parentes, aquele que é rotulado de “racista” deixa de ser uma pessoa, e qualquer tipo de abuso direcionado a ele é um jogo justo. É, de fato, visto como certeiro e plenamente justificado.

Essa pode ser uma das várias razões pelas quais as sociedades comunistas, que viviam sob um sistema de igualitarismo radical, viram o pior tratamento e os piores assassinatos em massa de seres humanos na história. Isto pode também ser o porquê que tantos perderam suas cabeças sob a bandeira de “liberté, egalité, fraternité”. Como eu argumentei em outro lugar[4], a busca pela igualdade implica a destruição de valor e torna toda a vida humana equivalente e substituível[5]. Se, no alto da situação, adicionamos uma lógica moral que desumaniza aqueles que rejeitam essa lógica, terminamos em uma situação que se começa chamando alguém de “racista”, “reacionário” ou “burguês” e termina na guilhotina ou no gulag siberiano.

{Contra os "privilégios", a "opressão" e a "desumanidade", a chamada "Revolução"
Francesa, que alegou"liberdade", "igualdade" e "fraternidade" só obteve mudanças
através de seu instrumento "equalizador": a guilhotina!}

Conclusão

Talvez nós devêssemos permanecer vigilantes contra qualquer ideologia que apresente a igualdade como um objetivo moralmente desejável, em vez de uma solução prática que possa ser um expediente em alguns contextos, porque vimos o que acontece quando uma ideologia moralmente igualitária alcança o poder político.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander


Notas


[1] Nota do tradutor: Sobre a distorção histórica que falsificou os campos de concentração da Alemanha de Hitler em campos de extermínio ver os seguintes artigos fundamentais:
- O Primeiro Holocausto - por Germar Rudolf, 26 de janeiro de 2020, World Traditional Front.
- A Mecânica do gaseamento - Por Robert Faurisson, 22 de outubro de 2018, , World Traditional Front.
- O “problema das câmaras de gás” - Por Robert Faurisson, 19 de janeiro de 2020, World Traditional Front.
- As câmaras de gás de Auschwitz parecem ser fisicamente inconcebíveis - Por Robert Faurisson, 23 de janeiro de 2020, World Traditional Front.
- O Relatório Leuchter: O Como e o Porquê - por Fred A. Leuchter, 25 de janeiro de 2020, World Traditional Front.

[2] Nota do tradutor: Raça e Crime na América - Por Ron Keeva Unz, 03 de junho de 2020, World Traditional Front.

[3] Nota do tradutor: Igualdade: o caminho para uma vida sem sentido - por Alex Kurtagić, 21 de junho de 2020, World Traditional Front.

[4]  Nota do tradutor: Igualdade: o caminho para uma vida sem sentido - por Alex Kurtagić, 21 de junho de 2020, World Traditional Front.

[5] Nota do tradutor: Migrantes: intervenções “humanitárias” geralmente fazem as coisas piores – Entrevista com Alain de Benoist, 31 de dezembro de 2017, World Traditional Front.




Fonte: Equality: A Justification of Privilege, Oppression, & Inhumanity, por Alex Kurtagić, 26 de fevereiro de 2013, Counter-Currents Publishing - Books Against Time

Sobre o autor: Alex Kurtagić (1970 – ) nasceu na Croácia filho de pais eslovenos. Devido a profissão do pai, viajou e viveu em vários países. Tem fluência em inglês e espanhol, e pratica o francês e alemão. Após completar os estudos nos EUA graduou-se na Universidade de Londres (M.A. entre 2004 – 2005) em Estudos Culturais. Também é músico, desenhista, pintor, escritor e editor (Wermod and Wermod Publishing Group). Seus artigos são publicados nas revistas virtuais The Occidental Quarterly, Vdare, Counter Currents, Taki Mag, e American Renaissance.
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sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Os povos brancos e suas realizações estão encaminhados para a lixeira da história - por Paul Craig Roberts


Paul Craig Roberts

            O mundo ocidental está colapsando tão rapidamente que eu estou com medo de sobreviver a ele.

            As prostitutas da imprensa e políticos ocidentais têm demonizado Putin, Maduro, Irã, e Trump à mesma extensão como a corte de historiadores propagandísticos patrióticos têm demonizado Adolf Hitler. Mas ninguém é tão demonizado como o povo branco, e a coisa curiosa é que ela é uma alto-demonização – brancos demonizando brancos.

            Pode-se entender porque as ex-colônias britânicas e francesas da África, passando pelo Oriente Médio até a Índia, e a ex-colônia de Washington nas Filipinas e seus estados marionetes na América Latina, olhariam com desfavor sobre as faces brancas e usariam uma linguagem áspera. Mas por que o New York Times, CNN, NPR, e professores brancos através do sistema universitário, conselhos escolares, políticos brancos tais como Macron da França e a Comunidade Europeia de Jean Claude Juncker e a Alemanha de Merkel e uma ampla variedade de políticos britânicos e escandinavos demonizam o povo branco? Na Escandinávia, uma mulher loira que denuncia seu estupro pela mais recente onda de “migrantes” do terceiro mundo[1], convidados para dentro do país por políticos escandinavos enlouquecidos é desconsiderada como se fosse uma racista[2]. Pessoas escandinavas disseram-me que está se tornando difícil reportar qualquer crime por migrantes conforme o relatório se aproxima de ser um crime de ódio.

            Por que a história falsa é criada afim de apoiar este ódio dos povos brancos? Não muito tempo atrás eu escrevi sobre um homem branco que escreveu no CouterPunch que Robert E. Lee possuía 200 escravos e gostava de abusar deles. Eu indiquei que Lee gastou sua vida, até a secessão da Virgínia, como um oficial do Exército dos EUA lutando pelo império dos EUA contra o México e contra os “índios” nativos. Ele nunca teve 200 escravos ou uma plantação. Ele era um oficial dos EUA que era tão altamente considerado por Washington que a ele foi oferecida um comando da União quando o Norte decidiu invadir o Sul afim de preservar o Império[3].

            A história falsa sobre Lee é apenas um exemplo. Eu a usei porque ela demonstra quão ultrajantes são as mentiras que agora consistem em “história” americana. Apesar de não serem ligadas a quaisquer fatos, elas ainda assim entram nos livros de história.

            Estudos negros evitam o fato de que os capitães britânicos nos mares que trouxeram escravos africanos para as colônias que mais tarde se tornaram os Estados Unidos compraram os escravos negros do rei negro de Dahomey, que capturou seus companheiros negros em guerras de escravos contra outras tribos negras. Os Estados Unidos têm criado gerações inteiras de histórias falsas que os povos brancos odiavam os negros e decidiram capturar eles na África e fazer escravos deles afim de vencê-los e abusá-los.

            Então, como a diversidade e multiculturalismo trabalham para produzir uma sociedade habitável quando a educação e entretenimento ensinam que os povos brancos são racistas?[4]

            Qualquer resposta de brancos às acusações é considerada ser prova que eles são racistas que não reconhecem seus pecados e não se arrependem deles com reparações de alto custo e automutilação.

            A diversidade tem se tornado um valor tão grande que as grandes universidades têm decidido destruir elas mesmas a fim de promover diversidade. A Universidade de Oxford, a universidade mais famosa do mundo, tem decidido abaixar seus padrões afim de promover a diversidade. Sobre o curso dos próximos quatro anos a Oxford está para rejeitar 25% dos candidatos qualificados afim de abrir espaço para candidatos que são “privados” por causa de padrões que causam “desigualdade.”[5]

            Adeus ao valor de uma educação em Oxford. O uma vez prestigiado diploma está se tornando igualado com aquele de uma faculdade comunitária, o Céu proíbe que exista alguma coisa mais senão igualdade. Os pais que sacrificaram para enviar seus filhos para escolas privadas para preparar eles para o sucesso em Oxford, têm desperdiçado seu sacrifício e seu dinheiro, porque as qualificações dos 25% de suas crianças para admissão são irrelevantes para a admissão de diversidade. Quanto menor sua pontuação, mais diversificado e mais favorecido você é.

            Por toda Inglaterra, ou como agora é chamada Reino Unido, as universidades estão sendo destruídas, como nos EUA. Não somente existe exemplo de Oxford, mas o mesmo está acontecendo em toda a Inglaterra e nos EUA. A Universidade de Nottingham tem destruído ela própria. Por exemplo, o departamento de Filosofia da Universidade foi classificado, o que significava que um diploma avançado significava alguma coisa sobre a perícia de seus graduados no assunto.

            Mas a “diversidade” interveio, e a bolsa de estudos levou o golpe. Os professores com um sólido histórico de pesquisa foram descartados e a diversidade não qualificada foi empregada nos lugares deles. Consequentemente, a universidade perdeu sua posição para seu Ph.D. em filosofia.

            Isso afetou adversamente os graduados que pagaram o dinheiro de seus pais e os anos de suas vidas pelos seus diplomas, um valor o qual a administração corrupta da universidade jogou fora afim de agradar a “diversidade.”

            Longe de gozar da supremacia, aos homens brancos é negada a igualdade. Eles são discriminados nas admissões e empregos na universidade. A liberdade de expressão é negada a eles. Segundo as esposas de militares, aos homens brancos estão sendo negadas as promoções enquanto os militares alcançam o equilíbrio da diversidade. O Google demitiu homens brancos por declararem fatos básicos. Enquanto os garotos da escola estão sendo ameaçados e feminizados. A acusação de supremacia branco está sendo usada para arrebanhar pessoas brancas para a parte de trás do ônibus. Enquanto eles sentam lá e chupam seus polegares, as pessoas brancas estão sendo propagandeadas para fora da existência.

            Agora que até mesmo Martin Luther King é um ‘criminoso sexual’, talvez os EUA possam parar de derrubar estátuas e ‘cancelar’ pessoas[6].

            Os meios de comunicação estão nos envenenando com Ódio![7]

Tradução por Mykel Alexander


Notas


[1] Nota do tradutor: Sobre a situação calamitosa e perigosa da Suécia ver os artigos de Ingrid Carlqvist no Gatestone Institute, um ‘think tank’ de acentuadíssima posição sionista, e que não mais conta com as publicações da jornalista sueca em questão, possivelmente pelas posições de tendências nacionalistas de Carlqvist.

[2] Nota do tradutor: Em alemão a palavra Volk (povo; nação, gente) é um substantivo raiz que origina outras palavras, tais como Völkerschaft (tribo; povo), Volkeheit (individualidade racial), völkisch (étnico), Volkssitte (costume popular), Volkstamm (tribo; raça), Volkstum (peculiaridade étnica), volkstümlich (popular).
Todas estas palavras derivadas de Volk conjugam um grupo sinérgico de outros significados que se entrelaçam. Assim, perfundem na palavra Volk o significado mais biológico que seriam das palavras raça (rasse) e sangue/linhagem (Blut), mais territorial solo (Boden), e mais transcendental e psicológico, gênio (Geist) e Kultur (cultura). Volk é uma palavra que conjuga todos significados, e em última análise significa a combinação física e metafísica, ou material/biológica e psicológica/transcendental/espiritual, de modo que todos estes pares se retroalimentam (tradução das palavras alemãs ao português a partir do Dicionário Alemão Português Leonardo Tochtrop, Editora Globo, 6ª Edição, Rio de Janeiro, 1984).
Durante os séculos XIX e XX tais palavras eram vinculadas aos vários estudos interdisciplinares respectivamente, biológicos, socioambientais, psicológicos e filosóficos/metafísicos/transcendentais, ou em outras palavras, tendendo como regra ao rigor investigativo.
 Foi por disputas geopolíticas e de concepções de mundo que ocorreram as distorções de tais estudos, que foram popularizados, de modo simplificado, como estudos raciais. As palavras racismo e racista procedem de traduções francesas do início do século XX de palavras alemãs muito tradicionais, especialmente völkisch, e elas foram a partir da década de 1920 acumulando vários significados que cada vez mais se afastavam dos significados originários em alemão. Destacadamente a palavra völkisch foi finalmente traduzida e fixada como racisme (racismo) e raciste (racista) no dicionário Larousse du XX siècle publicado em 1932 (ver Pierre-André Taguieff, The Force of Prejudice: On Racism and Its Doubles, University of Minnesota Press, Minneapolis, 2001, páginas 80-83 – consulta no google books).
As disputas entre os nacionalismos dos povos europeus, americanos, enfim, os povos brancos contra a esquerda, direita, em suma, contra a globalização difundida pelo judaísmo internacional, resultou numa intensificação deste, que vinha através dos judeus Marx, Trotsky e Freud em especial, sobre as distorções em todos os estudos disciplinares, e se alastrou com os movimentos do judaísmo internacional no meio acadêmico, especialmente com as escolas boasiana e de Frankfurt, ambas sendo vanguarda do judaísmo internacional na subversão acadêmica (nesta temática ver particularmente Kevin MacDonald, The Culture of Critique: An Evolutionary Analysis of Jewish Involvement in Twentieth-Century Intellectual and Political Movements, Praeger 1998, 1ª edição, 2002 2ª edição.).  
Portanto, a palavra racismo em suas origens antes de ser traduzida ao francês, vem de uma fonte, a alemã, de estudos interdisciplinares e não de afirmações que carecem de estudos ou fundamentos, deste modo, ser racista, ferindo profundamente a mentalidade globalista e “politicamente correta”, originalmente era estar baseado em estudos e fundamentos, e não em suposições ou afirmações sem base, em outras palavras, não é originalmente o chamado preconceito, e isto é o fundamental. Os contextos que mais envolveram a exploração de um povo sobre outro, baseados em premissas raciais, na realidade não tiveram suas verdadeiras causas nessas mesmas premissas raciais, mas sim no materialismo capitalista da direita que se valia da questão racial para justificar a exploração, enquanto que, por outro lado, mais distorções vieram pelo lado da esquerda, também materialista, que, como regra, atacou sem fundamentos investigativos legítimos os conceitos raciais, ao invés de detectar no materialismo acumulativo a causa primária da exploração (nesta temática ver particularmente Kevin MacDonald, The Culture of Critique: An Evolutionary Analysis of Jewish Involvement in Twentieth-Century Intellectual and Political Movements, Praeger 1998, 1ª edição, 2002 2ª edição.) O judaísmo internacional teve proeminência, por exemplo, no tráfico negreiro (ver especialmente Gonçalves Salvador, em Os Magnatas do Tráfico Negreiro, Edusp, São Paulo, 1973, e Os Cristãos-Novos e o comércio no Atlântico Meridional, Edusp, São Paulo, 1978), mas suas frentes que abordam a questão racial não procuram divulgar este fato devidamente.
 Ao final de tudo, a exploração baseada na distorção das premissas raciais não invalida as realidades raciais (sobre as realidades raciais ver especialmente o trabalho mais recente de Nicholas Wade, Uma herança incômoda, Editora Três Estrelas, São Paulo, 2016. Tradução do original em inglês por Pedro Sette-Câmara).

[3] Fonte usada pelo autor: “Identity Politics Smears Robert E. Lee”, por Paul Craig Roberts, Institute for Political Economy, 08/04/2019.

[4] Nota do tradutor: Ver nota 2.

[5] Fonte usada pelo autor: “How Oxford University’s ‘sea change’ in admissions will work”, The Week, 21/05/2019.

[6] Fonte usada pelo autor: “Now that even MLK is a ‘sex criminal’, maybe US can stop toppling statues and ‘canceling’ people?”, RT, 28/05/2019.

[7] Fonte usada pelo autor: “The Mass Media Is Poisoning Us With Hate”, por Chris Hedges, Information Clearing House, 27/05/2019.



Fonte: Paul Craig Roberts, White Peoples and Their Achievements Are Headed for the Trash Bin of History, Institute for Political Economy, 28/05/2019.

Sobre o autor: Paul Craig Roberts (1939 – ) licenciou-se em Economia no Instituto Tecnológico da Geórgia e doutorou-se na Universidade da Virgínia. Como pós-graduado frequentou a Universidade da Califórnia, a Universidade de Berkeley e a Faculdade Merton, da Universidade de Oxford. De 1981 a janeiro de 1982 é nomeado Secretário de Estado do Tesouro para a política econômica da gestão de Ronald Reagan. Foi Distinto Investigador do Instituto Cato entre 1993 e 1996. Foi também Investigador Sênior do Instituto Hoover.

Entre seus livros estão: The New Color Line: How Quotas and Privilege Destroy Democracy (1995);The Tyranny of Good Intentions: How Prosecutors and Bureaucrats Are Trampling the Constitution in the Name of Justice (2000, e segunda edição 2008); How America was Lost. From 9/11 to the Police/Warfare State (2014).
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segunda-feira, 15 de abril de 2019

Amazon bane Culture of Critique e Separation and Its Discontents - Por Kevin MacDonald


Kevin MacDonald
12/03/2019
            
          Vinte e um anos depois que uma respeitável editora acadêmica, Praeger, publicou Cuture of Critique e Separation and Its Discontents, eles têm sido banidos na Amazon. A People that Shall Dwell Alone está ainda disponível. Isto ocorre somente cerca de duas semanas depois de terem banidos os livros de Jared Taylor e Greg Johnson. Isto é uma extensão da pressão em impedir o uso de plataformas virtuais por parte dos sites financeiros e PayPal, Patreon, Coinbase, e companhias de cartão de crédito que tem atingido praticamente todos sites da direita dissidente, incluindo o TOO {The Occidental Observer} e TOQ {The Occidental Quarterly}. Claramente o sistema está aterrorizado que estas ideias estão ganhando força, e isso ilustra uma vez mais, que a esquerda culturalmente dominante não se importa em nada com a liberdade de expressão como um pilar da civilização americana. Eu estou agora profundamente preocupado se a esquerda obtiver o poder na próxima eleição, o que aconteceu até agora será pálido ao que reside à frente. Companhias privadas como a Amazon não podem impor penalidades criminais, mas se a esquerda conseguir redefinir a Primeira Emenda, como certamente eles amariam fazer, haverá um real prospecto de prisões e pesadas multas – mesmo para pessoas com bons argumentos, bem fundamentados e declarações e escritos. Isto já aconteceu em várias partes da União Europeia, e a esquerda tem já desenvolvido teorias jurídicas sofisticadas[1] direcionadas a contornar a Primeira Emenda. Liberais da Suprema Corte, como Elena Kagan[2] (que já tem mostrado suas inclinações nessa área), seguramente pensarão nessa linha.

            Como quase todo mundo associado com a direita dissidente, eu celebrei a eleição de Donald Trump. Contudo, é claro que os populistas temas de anti-imigração da retórica de Trump têm energizado a esquerda ao ponto de febre. Trump tem tido insucesso ou indisposição em cumprir suas promessas sobre imigração, e tem havido uma série de investigações e falatório sobre impeachment começando tão logo que ele assumiu o cargo. A base da esquerda cultura/liberal poderia ter deixado as coisas continuarem como tinham estado ocorrendo por várias décadas se Jeb {Bush} ou Hillary tivessem sido eleitos. Da perspectiva da esquerda, tudo estava em curso. Haveria desacordos políticos entre democratas e republicanos, enquanto o último cederia cada vez mais terreno às guerras culturais; num futuro não muito distante, a viabilidade republicana nas eleições nacionais seria destruída por novos eleitores democratas que os primeiros colaboraram em importar. Mas iria tudo ser gradual.

            No entanto, Trump venceu, e para piorar as coisas, houve agitações populistas na Europa, com o sucesso do Brexit e com vários governos abertamente desafiando seus mestres da União Europeia sobre imigração e ideais de multiculturalismo. A resposta da esquerda, a qual deveria ter sido completamente previsível, tinha sido fazer tudo que eles podiam para aumentar a imigração e mesmo até diminuir a idade para votar de modo que eles assegurem vencer as futuras eleições. E eles têm como alvo a supressão das ideias da direita dissidente/ populista. Novamente, nós estamos apenas vendo o começo do que promete ser uma guerra muita feia.

            Como outros da direita dissidente / populista, não iremos parar de fazer o que nós estamos fazendo, mesmo se isso significa menos visibilidade para nossas ideias e menos apoio financeiro. É inevitável que os brancos despertem diante de sua desapropriação e contra o crescente ódio dirigido contra eles a partir de nossas elites culturais. Com exceção de um governo do tipo da URSS, não tenho certeza que nossas ideias podem ser impedidas de triunfar. E isto tem feito nossas elites hostis muito preocupadas.

Esses livros estão ainda disponíveis no editor:             

           Culture of Critique[3]
           Separation and Its Discontents[4]
            
           Da Barnes & Nobel (quando se clica no link, recebo a notificação de 15% de desconto)

           Culture of Critique[5]
           Separation and Its Discontents[6]

            No Canadá:

           Culture of Critique[7]
           Separation and Its Discontents[8]

            Isto é o que eu recebi da Amazon. Nos e-mails subsequente, eles continuam repetindo que estes livros violavam as “diretrizes de conteúdos,” mesmo embora eu tenha dito que eles foram publicados 21 anos atrás por uma respeitável editora acadêmica. Não há detalhes. Nenhum processo de apelação.

From: Kindle Direct Publishing kindlecontent-review@amazon.comSent: Monday, March 11, 2019 4:37 PMTo: Kevin MacDonaldSubject: Alert from Amazon KDP {Kindle Direct Publishing - Publicação independente de livro} for 2 Title(s) Olá! 
Estamos contatando você em relação ao seguinte livro: 
Separation and Its Discontents: Toward an Evolutionary Theory of Anti-Semitism by MacDonald, Kevin (AUTHOR) (ID: 4392904) 
The Culture of Critique: Toward an Evolutionary Theory of Jewish Involvement in Twentieth-Century Intellectual and Political Movements by MacDonald, Kevin (AUTHOR) (ID: 3285482) 
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Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander



Notas


[1] Fonte utilizada pelo autor: Ver Jeremy Waldron,  The Harm in Hate Speech (Oliver Wendell Holmes Lectures), Harvard University Press, 2012.

[2] Fonte utilizada pelo autor: “Elena Kagan and the new (unprincipled) elite”, por Kevin MacDonald, 29/06/2010, The Occidental Observer.
                 




Fonte: “Amazon Bans Culture of Critique and Separation and Its Discontents”, por Kevin MacDonald, 12/03/2019, The Occidental Observer:

Sobre o autor: Kevin B. MacDonald (1944 – ) é um professor americano de psicologia na Universidade Estadual da Califórina. Graduou-se em Filosofia (University of Wisconsin-Madison), fez o mestrado em Biologia (University of Connecticut), Doutorado em Ciências Biocomportamentais (University of Connecticut). É um estudioso das relações da população judaica com os povos ocidentais. É editor do periódico The Occidental Quarterly e do site The Occidental Observer.

            Entre seus principais livros estão:

            Social and Personality Development: An Evolutionary Synthesis (Plenum 1988).

            The Culture of Critique: A People That Shall Dwell Alone: Judaism As a Group Evolutionary Strategy, With Diaspora Peoples, (Praeger 1994).

            The Culture of Critique: Separation and Its Discontents Toward an Evolutionary Theory of Anti-Semitism, (Praeger 1998).

            Understanding Jewish Influence: A Study in Ethnic Activism ( Praeger 2004).

           The Culture of Critique: An Evolutionary Analysis of Jewish Involvement in Twentieth-Century Intellectual and Political Movements, (Praeger 1998).

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