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sábado, 14 de fevereiro de 2026

Os banksters financiaram a Revolução de Outubro {do judaico-bolchevismo-comunismo} - por Freeman

 

Freeman

Artigo do London Times de 1917 relata o financiamento dos comunistas na Rússia por banqueiros europeus e norte-americanos. Assim fica mais uma vez comprovado que as Altas Finanças criaram apenas uma única moeda, cujas faces são capitalismo e comunismo.

Como que por destino, chegou às minhas mãos um antiguíssimo artigo de jornal que comprova a ligação entre as oligarquias financeiras globais e o bolchevismo. Em outras palavras, a Revolução de Outubro, ou a violenta tomada de poder através dos bolcheviques comunistas russos, em 1917, foi financiada por banqueiros alemães. Existem estimativas que foram transferidos naquela época até cerca de 50 milhões de Marcos, o que corresponde hoje algo em torno de meio bilhão de euro.

Aqui segue a tradução do artigo do London Times de 27 de dezembro de 1917:

 


Bando sub-reptício alemão em Petrogrado (São Petersburgo)

Warburg como patrocinador do bolchevismo

(de nosso correspondente)

Nova York, 27 de dezembro. A negação que agentes alemães estejam financiando em Petrogrado o movimento dos bolchevistas provocou aqui um espanto considerável, à vista do fato reportado por inúmeras testemunhas norte-americanas de grande reputação e julgamento crítico, que o Dr. Fritz Warburg, o Attaché financeiro da delegação alemã em Estocolmo, há muito tempo tem sido diretor supremo do fundo de corrupção alemã na Rússia.

Seu encontro com Protopopoff (Alexander Dmitrijewitsch Protopopov, último ministro do interior do Tzar) foi assinalado com inúmeras evidências, e os visitantes norte-americanos que retornaram relatam que após o velho regime ter sido derrubado, ele continuou seu trabalho com a característica imparcialidade alemã entre os extremos grupos anarquistas em interesse do governo alemão.

Em Petrogrado, durante o verão, Lucius (Hellmuth Lucius Von Stoedten, embaixador em São Petersburgo, de 1915 até 1920 enviado alemão em Estocolmo, principal responsável pelo contato com os opositores russos e revolucionários, enviou Lênin da Suíça para a Rússia, passando pela Alemanha e Suécia), o ministro alemão em Estocolmo, e Boy-Ed (Karl Boy-Ed, oficial da marinha alemã, diplomata e espião), antigo Attaché da marinha em Washington. Boy-Ed e Warburg moraram sob o hospitaleiro teto de uma certa delegação neutra (Suécia?) em Petrogrado.

O banqueiro judeu Paul Warburg (1868-1932) na 1ª Conferência Financeira Pan-Americana, Washington D.C., maio de 1915. Crédito da foto, por Harris & Ewing [Domínio público], via Wikimedia Commons.
 

Fritz Warburg (1879-1962) é irmão de Paul Warburg, naturalizado norte-americano, e membro declarado do Federal Reserve Board um pouco antes da guerra começar (Primeira Guerra Mundial). Seus irmãos são Felix Warburg, que vive em Nova York, e Max, conhecido como diretor do Deutsche Bank e da Linha Hamburg-EUA, que trabalha em Hamburgo e Bremen.

Assim o artigo do London Times.

Interessante, não? A palavra “bando sub-reptício” no título já foi utilizada naquela época. Eu tenho que guardar isso. E aqui vemos a ligação do Banco Central dos EUA (FED), fundado em 1913 antes do início da guerra, com o bolchevismo na Rússia através de banqueiros alemães. Isso significa se quiser, o comunismo só pôde aparecer porque a elite financeira global assim o quis e com maciço apoio financeiro, o que nós já sempre supomos, exatamente como eles apoiaram os nazis posteriormente (Banqueiro Prescott Sheldon Bush e suas ligações comerciais com o Terceiro Reich, pai do presidente George H. Bush e avô do presidente George W. Bush).

Por isso é compreensível, porque não ouvimos quase qualquer crítica dos adeptos da esquerda contra os atuais criminosos financeiros, os quais nos impuseram toda a crise financeira e econômica. Estes são seus amigos e apoiadores. Quem critica os banksters, é golpeado imediatamente com os conhecidos “porretes”.

A elite financeira financia sempre ambos os lados e incita um contra o outro. Pois a guerra junto às dívidas e aos juros gerados dela são o melhor negócio. Eles são responsáveis diretamente pelos muitos milhões de mortos. Sem o financiamento não haveria guerra, os governos não teriam dinheiro algum para conduzir a guerra. A Primeira Guerra Mundial teria acabado após um ano de conflito, caso ela não tivesse sido paga através da insuflação de dinheiro pelos bancos centrais como o FED.

E aqui segue ainda a agenda da elite global:

James Paul Warburg (1896-1969), filho de Paul Warburg, banqueiro, conselheiro do Bank of Manhattan, conselheiro financeiro do presidente Roosevelt, membro do CFR, declarou diante da comissão do senado para política externa, a 17 de fevereiro de 1950:

Nós teremos um governo mundial, quer isso nos agrade, quer não. Resta somente saber se chegaremos a isso por consentimento ou imposição.

Tradução por Marcelo Franchi

 

Fonte em português: Os banksters financiaram a Revolução de Outubro, 8 de outubro de 2025, por Freeman, Inacreditável.

https://inacreditavel.com.br/wp/os-banksters-financiaram-a-revolucao-de-outubro/

Original em alemão: Die Bankster finanzierten die Oktoberrevolution, 19 de maio de 2010, por Freeman, Alles Schall und Rauch.

https://alles-schallundrauch.blogspot.com/2010/05/die-bankster-finanzierten-die.html

Sobre o autor: Freeman é o pseudônimo do editor de Alles Schall und Rauch.

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Relacionado, leia também:

Sobre a influência do judaico bolchevismo (comunismo-marxista) na Rússia ver:

Revisitando os Pogroms {alegados massacres de judeus} Russos do Século XIX, Parte 1: A Questão Judaica da Rússia - Por Andrew Joyce {academic auctor pseudonym}.  Parte 1 de 3, as demais na sequência do próprio artigo.


Mentindo sobre o judaico-bolchevismo {comunismo-marxista} - Por Andrew Joyce, Ph.D. {academic auctor pseudonym}

Os destruidores - Comunismo {judaico-bolchevismo} e seus frutos - por Winston Churchill

A liderança judaica na Revolução Bolchevique e o início do Regime soviético - Avaliando o gravemente lúgubre legado do comunismo soviético - por Mark Weber

Líderes do bolchevismo {comunismo marxista} - Por Rolf Kosiek

Wall Street & a Revolução Russa de março de 1917 – por Kerry Bolton

Wall Street e a Revolução Bolchevique de Novembro de 1917 – por Kerry Bolton

Esquecendo Trotsky (7 de novembro de 1879 - 21 de agosto de 1940) - Por Alex Kurtagić

{Retrospectiva Ucrânia - 2014} Nacionalistas, Judeus e a Crise Ucraniana: Algumas Perspectivas Históricas - Por Andrew Joyce, PhD {academic auctor pseudonym}

Nacionalismo e genocídio – A origem da fome artificial de 1932 – 1933 na Ucrânia - Por Valentyn Moroz


quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Intolerância: consequência lógica do liberalismo - por Patrick J. Deneen

 

Patrick J. Deneen


Nesta altura em que o mundo passa por completa reconfiguração, marcada pelo empoderecimento de novas nações, por tensões culturais internas e por crescente ceticismo quanto ao modelo mundialista, Deneen defende as lealdades locais, as raízes religiosas e as tradições nacionais como essenciais à saúde política das nações. Ele considera que a chamada “intolerância liberal” não consiste numa anomalia, mas sim numa consequência lógica de um sistema que, se não domestica as convicções profundas, recorre à coerção direta contra elas.

Sua leitura da política americana e europeia rompe com as categorias clássicas de esquerda e direita. Segundo ele, o novo plano de clivagem política aparta uma elite transnacional ― educada, cosmopolita e corporativista ― de uma classe trabalhadora que, paradoxalmente, deveio a principal força conservadora. A entrevista, realizada quando foi da MCC Feszt, resume suas ideias sobre a mudança de paradigma, os limites da tolerância progressista e o conceito de bem comum nas sociedades fragmentadas.

Nosso colega Javier Villamor entrevistou-o para The European Conservative. A tradução [do inglês para o francês] é nossa [da Breizh-info].

* * *

 

O paradigma direita-esquerda mudou?

Patrick J. Deneen: sim, fundamentalmente. Depois da Segunda Guerra Mundial, a esquerda defendia a classe trabalhadora, inspirada nas tradições socialistas e mesmo marxistas, enquanto a direita representava as elites financeiras. Atualmente, ocorre o inverso: o Partido Democrata americano é o partido das grandes empresas, da gente de alta renda e daqueles com escolaridade superior; seus principais doadores são as universidades, as corporações transnacionais e as grandes instituições. O Partido Republicano tornou-se o partido da classe trabalhadora. Isso desmantela a ideia de que os trabalhadores sejam sempre favoráveis às soluções de esquerda. O próprio Marx acreditava que a classe trabalhadora, sendo mais conservadora do que a elite, valorava a estabilidade, a ordem e as tradições.

 

Há um pensamento mundial monolítico que nos confronta em nome da diversidade?

Patrick J. Deneen: a diversidade foi sempre um desafio; não se trata de invenção moderna. O liberalismo contemporâneo sugere que não busquemos o bem comum, mas antes aquilo que nos der na veneta, observado um pacto de não agressão. Porém, isso pressupõe que todos sejamos sobretudo liberais; depois, se quisermos, poderemos escolher ser católicos ou judeus ou muçulmanos ou … Destarte, a diversidade pressuposta acaba por se dissolver numa homogeneidade formada de consumidores materialistas. A escolha forçada empobrece a vida humana, privando-nos de elementos essenciais, como a amizade, a família, a busca da verdade, sem o que nos perdemos num vazio de sentido.

 

Como o liberalismo reage àqueles que resistem à imposição de seu projeto?

Patrick J. Deneen: a princípio, por meios indiretos, econômicos, principalmente: para não ser marginalizado, é preciso deixar de lado as próprias crenças ou valores tradicionais, em nome da eficácia. Entretanto, quando a resistência passa a envolver aspectos fundamentais ― como a visão do homem e da mulher, o casamento ou Deus ― o liberalismo lança mão de meios diretos. Daí emerge o que eu chamo de “intolerância liberal” ou “liberalismo iliberal”. Não se trata de um desvio, mas sim da consequência lógica do próprio desenvolvimento liberal.

 

A avançada liberal tem limites?

Patrick J. Deneen: sim, a negação da realidade biológica chegou a um ponto de ruptura. Pretender que os homens e as mulheres não existam ou chamar as mulheres de “pessoas dotadas de útero” desencadeou uma reação popular. Todos aqueles que apoiaram Trump não o fizeram por afinidade pessoal, antes buscaram responder ao radicalismo progressista.

 

O liberalismo está, inevitavelmente, destinado a chegar ainda mais longe?

Patrick J. Deneen: seu movimento explica-se por sua lógica ínsita. O liberalismo busca subverter novas realidades, sempre no intento de plenificar a liberdade individual, razão pela qual ele toma o fato de alguém ser homem ou mulher, pai ou criança, como algo arbitrário, uma simples convenção social que se pode e deve mudar, conforme a livre vontade de cada pessoa. A realidade não se deixa substituir pelo desejo, mas a dinâmica revolucionária não arrefece. Nós estamos sofrendo as consequências terminais da lógica liberal, sendo o mesmo dizer que estamos submetidos à opressão liberal.

 

A verdade tem proteção?

Patrick J. Deneen: a realidade tende a se manifestar, porque ela faz parte da nossa natureza humana. Isso inclui o reconhecimento dos papéis distintos do homem e da mulher, mas também o fato de fazermos parte da natureza. Nessa questão, a direita retoma suas posições: não se trata só de alarmismo climático, mas de saber como viver sem transgredir os limites do planeta. Há uma tensão entre o otimismo tecnológico, que busca ultrapassar esses mesmos limites, chegando até Marte, e um conservadorismo mais terra-a-terra, valorador da agricultura, da comunidade local e da moderação no consumo.

 

Como a sua pessoa definiria o bem comum?

Patrick J. Deneen: a palavra “Comum”, em inglês, significa, simultaneamente, “Compartido” e “Ordinário”. Uma maneira de perceber o bem comum consiste em observar como se comportam as pessoas medianas, o homem da rua. Essa gente ascende ou declina? JD Vance, o atual vice-presidente dos Estados Unidos, tem origem nesse meio social e sabe o quanto dói vê-lo devastado por políticas socioeconômicas desacertadas. Uma sociedade bem-ordenada deve permitir às crianças das famílias comuns que disponham de oportunidades reais, mesmo sem as regalias da elite.

Tradução por Chauke Stephan Filho

 

 


Fonte em português: Patrick J. Deneen: intolerância: consequência lógica do liberalismo, 06 de setembro de 2025, The Occidental Observer.

https://www.theoccidentalobserver.net/2025/09/06/patrick-j-deneen-intolerancia-consequencia-logica-do-liberalismo/

L’intolérance du libéralisme n’est pas une déviation, mais la conséquence logique de son développement, por Patrick J. Deneen, 16 de agosto de 2025, Breizh-info.

https://www.breizh-info.com/2025/08/16/250089/patrick-j-deneen-lintolerance-du-liberalisme-nest-pas-une-deviation-mais-la-consequence-logique-de-son-developpement/

Sobre o autor: Patrick J. Deneen (1964-) é um teórico político e autor americano, conhecido por sua análise crítica do liberalismo e seus efeitos na sociedade contemporânea. Ele é professor de ciência política na Universidade de Notre Dame, onde seu trabalho enfatiza as inter-relações entre filosofia política, cultura e religião. Deneen foi gradupu-se na Universidade Rutgers com um BA em literatura inglesa em 1986. Ele obteve um doutorado em ciência política começando na Universidade de Chicago, estudando lá por um ano antes de retornar à Rutgers em 1995. Ele lecionou na Universidade de Princeton de 1997 a 2005 como professor assistente. Deneen ingressou no corpo docente da Universidade de Georgetown em 2005 e foi Professor Associado de Governo da Cátedra Tsakopoulos-Kounalakis até 2012. Dentre os livros que escreveu estão:

The Odyssey of Political Theory, Rowman & Littlefield, 2000.

Democratic Faith, Princeton University Press, 2005.

Conserving America? Essays on Present Discontents, St Augustine's Press, 2016.

Why Liberalism Failed, Yale University Press, 2018.

Regime Change: Toward a Postliberal Future, Sentinel, 2023.

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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Dresden: Morte vinda de cima - por Tomislav Sunić

 

Tomislav Sunić


O que se segue abaixo é a tradução em inglês do meu discurso em alemão, que eu deveria fazer em 13 de fevereiro de 2013, por volta das 19h, no centro de Dresden. A comemoração das vítimas de Dresden em 13 de fevereiro de 1945 foi organizada pelo “Aktionsbündnis gegen das Vergessen[1] (comitê de ação contra o esquecimento), deputados do NPD e autoridades da assembleia estadual[2] local em Dresden. Havia 3.000 manifestantes antifa de esquerda. A cidade estava sitiada, isolada em seções por 4.000 policiais de choque. A maior parte dos participantes nacionalistas, aproximadamente 1.000, que haviam chegado anteriormente à estação central, foram separados e impedidos de se juntar ao nosso grupo no local original da reunião. Por volta das 23h, quando o evento estava praticamente encerrado, a polícia de choque permitiu que nosso pequeno grupo de organizadores e palestrantes marchasse pelas barricadas até a estação central. Éramos aproximadamente 40 — a maioria oficiais locais do NPD. Em 14 de fevereiro, enquanto ainda estava em Dresden, eu forneci mais informações como convidado no programa de rádio RBN de Deanna Spingola: Hour 1, Hour 2.[3]

 

Melhoria Humana pelo Bombardeio Terrorista

Dresden é somente um único símbolo do crime Aliado, um símbolo discutido involuntariamente pelos políticos estabelecidos. A destruição de Dresden e suas vítimas são banalizadas na historiografia convencional e retratadas como “danos colaterais na luta contra o mal absoluto — o fascismo.” O problema, contudo, está no fato de que não houve apenas um bombardeio de uma Dresden, mas também muitos bombardeios de inúmeras outras Dresdens em todos os cantos da Alemanha e em todas as partes da Europa. A topografia da morte, marcada pelos antifascistas, é uma questão muito problemática para seus descendentes, de fato.

Na “luta pela memória histórica” de hoje, nem todas as vítimas têm direito aos mesmos direitos. Algumas vitimizações devem ser as primeiras da lista, enquanto outras estão destinadas ao oblívio. Nossos políticos estabelecidos estão em pé de guerra quando se trata de erguer monumentos para povos e tribos, especialmente aqueles que já foram vítimas dos europeus. Um número crescente de dias de comemoração, um número crescente de dias de compensação financeira aparecem em nossos calendários de parede. Uns sobre os outros, os políticos estabelecidos europeu e americano prestam homenagem às vítimas não europeias. Raramente, quase nunca, eles comemoram as vítimas de seus próprios povos que sofreram sob os melhoradores comunistas e liberais do mundo. Os europeus e especialmente os alemães são vistos como perpetradores malignos, que são, portanto, obrigados a rituais perpétuos de expiação.

Dresden não é apenas uma cidade alemã, ou o símbolo de um destino alemão. Dresden também é o símbolo universal de inúmeras cidades alemãs e europeias, croatas, húngaras, italianas, belgas e francesas que foram bombardeadas pelos Aliados Ocidentais, ou para o que importa, que foram plenamente bombardeadas. O que me conecta a Dresden me conecta também a Lisieux, um lugar de peregrinação na França, bombardeado pelos Aliados em junho de 1944; também a Monte Cassino, um lugar de peregrinação italiano, bombardeado pelos Aliados em fevereiro de 1944. Em 10 de junho de 1944, em Lisieux, uma pequena cidade que havia sido dedicada a Santa Teresa, 1.200 pessoas foram mortas, o mosteiro beneditino foi completamente queimado, com 20 freiras nele. Enumerar uma lista das cidades culturais europeias bombardeadas exigiria uma biblioteca inteira — desde que esta biblioteca não fosse novamente bombardeada pelos melhoradores do mundo. Desde que os livros e os documentos dentro dela não estejam confiscados.

Na França, durante a Segunda Guerra Mundial, cerca de 70.000 civis encontraram a morte[4] sob as bombas democráticas anglo-americanas, o número relutantemente mencionado pelos historiadores estabelecidos. De 1941 a 1944, 600.000 toneladas de bombas foram lançadas na França; 90.000 prédios e casas foram destruídos.

Os políticos estabelecidos frequentemente usam a palavra “cultura” e “multicultura”. Mas seus antecessores militares se destacaram na destruição de diferentes locais culturais europeus. Igrejas e museus europeus tiveram que ser destruídos, tendo em vista que esses lugares não podiam ser atribuídos à categoria de cultura humana. Mais ao sul, em Viena, em março de 1945, o Burgtheater foi atingido pelos bombardeiros americanos; mais a oeste, no norte da Itália, a ópera La Scala em Milão foi bombardeada, assim como centenas de bibliotecas por toda a Europa Central. Mais ao sul, na Croácia, as antigas cidades de Zadar e Split foram bombardeadas em 1944 pelos melhoristas do mundo ocidental e esse panorama de horror não teve fim. A cidade cultural croata Zadar, na costa do Adriático, foi bombardeada pelos Aliados em 1943 e 1944. Políticos e turistas alemães frequentemente passam férias na costa croata; no entanto, ao longo da costa, há muitas valas comuns de soldados alemães. Na ilha croata de Rab, onde os nudistas alemães gostam de se divertir, há uma desproporcionalmente enorme vala comum[5] contendo os ossos de centenas de alemães que foram assassinados pelos iugo-comunistas. Diplomatas alemães na Croácia não demonstraram nenhum esforço para construir monumentos para aqueles soldados martirizados.

Recentemente, a chamada comunidade democrática demonstrou grande preocupação com a limpeza étnica e a destruição na antiga Iugoslávia. Também estava bastante ocupada em levar os perpetradores iugoslavos e sérvios à justiça no tribunal de Haia. Mas esses perpetradores sérvios e iugoslavos já tinham um modelo perfeito em predecessores comunistas e em seus aliados anglo-americanos. No final de 1944 e início de 1945, houve limpezas étnicas massivas de alemães nas áreas comunistas iugoslavas. Em maio de 1945, centenas de milhares de croatas em fuga, a maioria civis, renderam-se às autoridades aliadas inglesas perto de Klagenfurt, no sul da Caríntia, apenas para serem entregues[6] nos dias seguintes aos bandidos perversos comunistas iugoslavos.

Eu poderia falar por horas sobre os milhões de alemães[7] deslocados da Silésia, Pomerânia, Sudetos e região do Danúbio. Em vista do fato de que essas vítimas não se enquadram na categoria de perpetradores comunistas, por enquanto não vou atribuí-las aos melhoradores do mundo ocidental. Em retrospectiva, porém, podemos observar que os melhoradores do mundo ocidental nunca teriam sido capazes de completar seu trabalho de melhoria do mundo sem a ajuda dos bandidos perversos comunistas, os chamados antifascistas. Claramente, a maior migração em massa na história europeia, da Europa Central e Oriental, foi obra dos comunistas e do Exército Vermelho[8], mas nunca teriam seus crimes gigantescos contra os civis alemães e outras nações da Europa Central ocorridos sem a ajuda deliberada dos melhoradores do mundo ocidental. Bem, ainda estamos lidando com padrões duplos ao comemorar os mortos da Segunda Guerra Mundial.

O que estava passando pela mente daqueles que melhoravam o mundo durante os bombardeios de cidades europeias? Aqueles pilotos democráticos tinham boa consciência porque sentiam sinceramente que tinham que executar uma missão democrática ordenada por Deus. Suas missões de destruição eram conduzidas em nome dos direitos humanos, da tolerância e da paz mundial. De acordo com suas atitudes messiânicas, lá embaixo e abaixo na Europa Central — sem mencionar aqui em Dresden — não viviam seres humanos, mas uma variedade peculiar de monstros sem cultura. Consequentemente, para permanecerem fiéis ao seu dogma democrático, aqueles samaritanos aerotransportados sempre tiveram boa consciência para bombardear os monstros abaixo.


{A cidade alemã de Dresden após o bombardeio dos Aliados em 1945}

Como o grande estudioso alemão de direito internacional, Carl Schmitt, nos ensinou, há um problema perigoso com o direito internacional moderno e a ideologia dos direitos humanos. Assim que alguém declara seu oponente militar um “monstro” ou “um inseto”, os direitos humanos deixam de se aplicar a ele. Este é o principal componente do Sistema moderno. Da mesma forma, assim que algum intelectual europeu, ou um acadêmico, ou um jornalista expressa criticamente dúvidas sobre os mitos do Sistema, ele corre o risco de ser rotulado como um “radical de direita”, “um fascista” ou “um monstro”. Como um monstro, ele não é mais humano e, portanto, não pode ter direito legal à proteção da ideologia dos direitos humanos. Ele é condenado ao ostracismo e profissionalmente calado. O Sistema se gaba hoje de sua tolerância para com todas as pessoas e todas as nações da Terra, mas não para com aqueles que são inicialmente rotulados como monstros ou extremistas de direita, ou fundamentalistas. Aos olhos dos melhoradores do mundo, os civis alemães que estavam neste local em fevereiro de 1945 não eram humanos, mas um tipo bizarro de inseto que precisava ser aniquilado junto com sua cultura material. Tal mentalidade encontramos hoje entre os benfeitores do mundo, especialmente em seu engajamento militar no Iraque ou Afeganistão.

Nós somos frequentemente criticados por exagerar as vítimas de Dresden para banalizar os crimes fascistas. Isso é um absurdo. Essa tese pode ser facilmente revertida. Os historiadores e formadores de opinião do estabelecidos, 70 anos após a guerra, precisam renovar para sempre o perigo fascista para encobrir seus próprios fracassos econômicos catastróficos e seus próprios crimes de guerra.

Além disso, os historiadores estabelecidos não desejam nos dizer que cada vitimização no Sistema multicultural é propensa a conflitos; cada vitimização insiste em sua própria singularidade e prospera às custas de outras vitimizações. Isso apenas aponta para a fraqueza do Sistema multicultural, levando, em última análise, à balcanização, à guerra civil e ao colapso do Sistema. Um exemplo: a atual atmosfera vitimológica no Sistema multicultural de hoje leva cada tribo, cada comunidade e cada imigrante não europeu a acreditar que apenas sua vitimização é importante e única. Este é um fenômeno perigoso porque cada vitimização está em competição com a vitimização do Outro. Essa mentalidade de vitimização não conduz à paz. Ela leva à violência multiétnica e torna o conflito futuro inevitável.

Com a atual banalização e negação dos crimes liberais-comunistas contra o povo alemão, infligidos antes, durante e depois da Segunda Guerra Mundial, não pode haver clima de compreensão mútua e reconciliação, mas apenas uma atmosfera de falsos mitos e vitimizações conflitantes, por meio das quais cada pessoa e cada tribo se concebe como uma vítima de seu respectivo vizinho.

O exemplo clássico é novamente o colapso do antigo estado da Iugoslávia, um estado artificial no qual, por cinquenta anos, diferentes povos foram vítimas de historiadores e propaganda comunistas, com o povo croata sendo demonizado como uma “nação nazista”. Em 1991, após o fim do comunismo, o resultado não foi um entendimento interétnico mútuo, mas ódio mútuo e uma guerra terrível na qual cada lado chamou o outro de “fascista”. O que nos espera em breve aqui na U.E. {União Europeia} não é uma utopia exótica e multicultural, mas um ciclo balcânico de violência e guerras civis.

Caros senhores e senhoras, caros amigos. Não caiamos como presas de ilusões. Dresden deve servir como um sinal de alerta contra todas as guerras, bem como um lugar para comemorar as vítimas inocentes. Mas Dresden pode se tornar amanhã um símbolo de catástrofes titânicas. O que nos espera nos próximos anos, já podemos imaginar. Alguns de vocês, alguns de nós, com uma memória histórica mais longa, sabem bem que um mundo chegou ao fim. A era do liberalismo está morta há muito tempo. Os tempos que se aproximam serão ruins. Mas esses tempos chegando e que se aproximam oferecem a todos nós uma chance.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Notas:


[2] Fonte utilizada por Tomislav Sunić:

https://www.npd-dresden.de/

[7] Fonte utilizada por Tomislav Sunić: Alfred-Maurice de Zayas, A Terrible Revenge: The Ethnic Cleansing of the East European Germans.

https://www.librarything.com/author/zayasalfredmauricede

[8] Fonte utilizada por Tomislav Sunić: James Bacque, Crimes and Mercies: The Fate of German Civilians Under Allied Occupation, 1944-50.

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AUSCHWITZ E O SILÊNCIO DE HEIDEGGER - OU “PEQUENOS DETALHES” - parte 1 - por Roger Dommergue Polacco de Menasce (Demais partes na sequência do próprio artigo)










Migrantes: intervenções “humanitárias” geralmente fazem as coisas piores – Entrevista com Alain de Benoist

Campos de Concentração Nacional-Socialistas {nazistas}: lenda e realidade - parte 1 - precedentes e funções dos campos - por Jürgen Graf (demais partes na sequência do próprio artigo).

A noção de diversidade racial na academia alemã e na legislação nacionalsocialista - parte 1 - Por Tomislav Sunić

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Judeus, comunistas e o ódio genocida nos "Estudos sobre a branquitude” - Por Andrew Joyce, Ph.D., {academic auctor pseudonym}

sábado, 12 de dezembro de 2020

Ciência politizada vs. política científica - por Alex Kurtagić

 

Alex Kurtagić


Pode parecer irônico para aqueles que são ditos ter “visões de extrema direita,” mas talvez um dos maiores obstáculos na luta pelo Ocidente seja a obsessão da extrema direita com a compreensão científica das raças humanas. Não é tanto que o conhecimento científico sobre raça seja irrelevante para nosso propósito político (o qual é a luta pelo Ocidente), mas, ao contrário, que essa ciência é pensada possuir uma utilidade política que não possui e nunca terá.

Conforme eu tenho afirmado antes, a menos que ele já esteja temperamentalmente predisposto ao elitismo, o homem da rua no século 21 nunca será induzido a alterar suas visões sobre raça apenas à força de dados científicos, porque esses dados serão interpretados sempre em relação às considerações sociais extrafatuais que, no Ocidente, dependem do domínio da moralidade liberal igualitária.

Isso não quer dizer, entretanto, que a ciência da raça não tenha lugar na luta pelo Ocidente, porque tem. Isso quer dizer que os conceitos científicos daqueles que estão envolvidos nessa luta precisam de uma reavaliação ou reposicionamento. Neste ensaio, examinarei a relação da extrema direita com a ciência racial e seu uso como uma ferramenta de campanha.

 

A Penumbra Liberal

O liberalismo foi a primeira das ideologias igualitárias da modernidade. Ganhou ascendência política no século 18, de forma mais memorável na França, mas, antes disso, nos Estados Unidos, que se tornou o principal expoente global do liberalismo político. (A França, no entanto, definiu a terminologia política moderna, com base nos arranjos dos assentos da Assembleia Nacional, onde os que se sentavam à direita representavam o ancien régime, e os da esquerda, os partidários da Revolução.) Marxismo, a segunda ideologia igualitária, que surgiu durante a revolução industrial, criticou o liberalismo por não cumprir sua promessa de igualdade.

Em termos políticos, essas duas ideologias foram criticadas durante o século 20 pelo fascismo (com um “f” não capitalizado), o qual encontrou suas expressões mais conhecidas na Itália de Mussolini e no nacional-socialismo alemão. Metapoliticamente, no entanto, o liberalismo e, em seguida, o marxismo, estavam sob ataque da direita desde o século 19, o qual viu a cristalização de uma tradição intelectual anti-igualitária moderna.

A extrema direita de hoje é a herdeira política dessa tradição – embora, é preciso dizer, com todas as suas pretensões elitistas, sua abordagem tenha sido amplamente populista. Apesar de uma visão de mundo hierárquica unificadora (que essencialmente valoriza a qualidade em vez da igualdade), as concepções de raça da extrema direita estão divididas, notadamente ao longo das linhas anglófonas e do Atlântico Norte. Na Europa, principalmente no continente, a raça está envolvida com a cultura e às vezes com um certo misticismo. Na América, a raça é concebida de forma muito mais concreta, em termos quase puramente biológicos.

De fato, há uma tendência ao reducionismo biológico dentro da extrema direita americana que é incomum na Europa, embora a ciência da raça também seja estudada lá. Para o dissidente americano da extrema direita, raça é um problema empírico: trata-se de fatos e evidências, é um problema que deve ser compreendido numericamente e que requer uma solução quantitativa. Reflete uma perspectiva extrema e pragmática, cujas origens podem estar geralmente no temperamento inglês e, intelectualmente, nos empiristas britânicos, que se desenvolveram a partir da revolução científica que começou durante o Renascimento. Há exceções, é claro, e uma é Francis Parker Yockey, cujas opiniões sobre raça foram influenciadas pela filosofia da Europa continental.

Existem razões históricas para a divisão do Atlântico Norte. As mais óbvias têm a ver com como a América do Norte foi colonizada e por quem. O que mais tarde se tornou os Estados Unidos foi inicialmente uma série de colônias britânicas povoadas por ingleses, alguns dos quais decidiram importar para os novos territórios escravos da África Ocidental não destinados à cidadania ou assimilação. Ondas subsequentes de imigrantes da Europa diluíram então progressivamente a identidade especificamente inglesa em favor de uma branquitude genérica, que, uma vez que era determinada pela ancestralidade, era necessariamente biológica.

Uma razão menos óbvia, mas não menos importante, tem a ver com o período da história intelectual europeia quando os Estados Unidos vieram à existência. Os Pais Fundadores foram liberais clássicos. Thomas Jefferson foi influenciado por John Locke, Isaac Newton e Francis Bacon, as duas últimas figuras-chave na revolução científica; Benjamin Franklin, cujo trabalho no então incipiente campo dos estudos populacionais influenciou posteriormente Adam Smith e o utilitarista Thomas Malthus, que por sua vez influenciou Charles Darwin e Alfred Wallace; George Washington e Samuel Adams estavam entusiasmados com Thomas Paine, que viveu na França durante a década de 1790, esteve ativamente envolvido na Revolução Francesa, e escreveu uma a apologia a ela – os Direitos do Homem. Junto com James Madison e Alexander Hamilton, esses homens eram todos crentes firmes no republicanismo.

Em acordo, os documentos fundadores carregam a influência de John Locke, estendendo a teoria do contrato de Thomas Hobbes – na verdade, a Declaração de Independência dos Estados Unidos segue intimamente a fraseologia de John Locke; Montesquieu, outra figura iluminista, que defendeu a separação de poderes, embora ele seja controverso; Sir William Blackstone, jurista do Iluminismo britânico, autor dos Commentaries of the Laws of England; e Edward Coke, outro jurista, que estendeu as proteções da Magna Carta a todos os súditos, e não apenas à aristocracia.

Em suma, enquanto nós podemos argumentar que há na cultura americana uma vertente alternativa profundamente enterrada, que é arcaica, profundamente religiosa e quase bárbara; que remonta ao período colonial e foi estendida pelos pioneiros, aventureiros e fronteiriços do Velho Oeste; que existiam antes ou além do alcance da filosofia liberal estabelecida; e que foi posteriormente recuperado para acabar na ficção de Robert E. Howard e H.P. Lovecraft, entre outros – enquanto nós podemos dizer tudo o que foi dito acima, também podemos dizer sem dúvida que os Estados Unidos são um projeto liberal ou iluminista, e a interação da moralidade liberal igualitária com a branquitude multiétnica e uma sociedade multirracial muito desigual criou uma profunda preocupação com a raça.

Em adição, parte do projeto norte-americano envolvia a recriação de uma sociedade inglesa, e mais tarde norte-europeia, sem os fardos da história europeia. O continente norte-americano foi, como é frequentemente o caso do colonialismo de colonos, visto como uma paisagem vazia (as várias nações indígenas que nele residiam mentalmente e depois fisicamente “desapareceram”), a ser inscrita pelos colonos de acordo com as suas visões e / ou ambições. A América do Norte era, em essência, um canteiro de obras, física e metafisicamente, e isso atraiu um tipo particular de imigrante – um homem de ação, com devaneios de caráter muito material – que, por sua vez, enfrentou problemas práticos imediatos. O temperamento pragmático e avesso à teoria dos britânicos foi destilado, desta maneira, em um concentrado purificado, que definiu um tipo de extremismo no caráter americano.

            É interessante notar que muitos dos nomes proeminentes associados ao estudo científico da raça e seu aprimoramento têm sido ingleses, começando com Charles Darwin e seu primo Sir Francis Galton, passando por Mary Scharlieb, Elizabeth Sloan Chesser, Stella Brown e Alice Ravenhill, até os proponentes atuais Richard Lynn e o falecido J. Philippe Rushton. Também é interessante notar que este campo encontrou seu solo mais fértil nos Estados Unidos: Charles Davenport, Henry H. Goddard, Madison Grant, David Starr Jordan, Harry H. Laughlin, Henry Fairfield Osborn, Seth Humphrey, Paul Popenoe, Samuel George Morton, William Z. Ripley, Margaret Sanger e Lothrop Stoddard vêm à mente – uma tradição que atingiu os dois extremos do espectro político e que continuou até nossos dias em uma forma atenuada com E.O. Wilson e o falecido Arthur Jensen.

            De fato, o movimento eugênico americano recebeu apoio institucional e financiamento (a Instituição Carnegie e a Fundação Rockefeller, que mais tarde financiou Theodor Adorno), influenciou a política governamental (por exemplo, a Lei de Imigração de 1924, assinada pelo então presidente dos Estados Unidos Calvin Coolidge), e desfrutou apoio de nomes conhecidos como John Harvey Kellogg, inventor do Corn Flakes. Ainda mais, os principais dissiminadores desse corpo de trabalho nos últimos tempos têm sido quase todos americanos. Este tipo de material é, entretanto, profundamente do subterrâneo na Grã-Bretanha, onde goza de um nível de receptividade muito menor. É claro que as garantias legais de liberdade de expressão são maiores na América do que na Grã-Bretanha, e maiores na Grã-Bretanha do que na Europa continental, refletindo como as tendências pré-existentes têm sido exacerbadas pela legislação.

 

A morte do liberalismo clássico

Em ensaios anteriores eu discuti a natureza do liberalismo moderno, então eu não o examinarei novamente aqui. É suficiente dizer que, enquanto o liberalismo eventualmente derrotou seus críticos marxistas, ele também os absorveu. É por isso que, de certa forma, a derrota do marxismo não importou no final, porque em 1989 o processo de absorção já havia sido amplamente realizado, e o liberalismo ocidental havia então divergido significativamente de sua formulação clássica.

 

A politização da ciência

Os críticos marxistas do liberalismo clássico têm por décadas tentando demonstrar as várias maneiras nas quais, em sua opinião, a ciência ocidental é ideologicamente tendenciosa. Todos os cientistas mencionados acima abrangem o que os marxistas chamam de “racismo científico”, termo que tem sido adotado pelos liberais modernos. Ao fazer isso, eles têm politizado a ciência que reclamaram de ter sido politizada pela “supremacia branca”. Para ser justo, sua reclamação não era sem fundamento, porque o estudo científico das raças do homem pretendia não apenas satisfazer a curiosidade intelectual, mas também era usado para manter relações de poder interraciais e influenciar a política governamental. Jordan armou-se de argumentos eugênicos para fazer campanha contra a guerra; Grant e Stoddard para campanha contra a imigração; Sanger para a campanha pelo controle da natalidade.

Desde a década de 1930 uma politização reversa tem tomado lugar: a ciência permanece politizada, mas agora é a visão da crítica marxista que domina. A visão da “supremacia branca” não foi embora, entretanto. Ele sobrevive nas franjas externas da oposição, tão longe do mainstream é quase impossível vê-la a menos que seja arrastado para os holofotes para fins de demonização (a qual é uma forma de autoconfirmação esquerdista).

Por razões delineadas nas seções anteriores, a extrema direita nos Estados Unidos tem tendido a confundir ciência politizada com política científica. Em outras palavras, eles acreditam que derrotar a visão marxista é uma questão de refutá-la cientificamente. Consequentemente, nós vemos um arroio interminável de estatísticas relacionadas à raça e estudos de QI entrelaçando ataques ao liberalismo moderno e ao marxismo, suas interpretações tendenciosas da evidência científica e sua pseudociência igualitária.

A causa do problema é a adoção de uma mentalidade liberal moderna pela direita, onde essa mentalidade tem criado raízes via interseção com o libertarianismo. Tendo “libertado” o homem da religião e do misticismo, o mundo é para o liberalismo inteiramente material. Por sua vez, o marxismo, que radicalizou essa visão e compartilha as raízes do liberalismo na revolução científica, no racionalismo continental e no empirismo britânico, lançou ele próprio desde o início como “científico”. (O Capital é escrito em uma prosa que tem óbvias afetações científicas, um estilo que na época tinha o benefício adicional de contar com a ajuda dos censores.)

O esforço para refutar a má ciência dos igualitários com a boa ciência assume uma concepção de homem como um ator racional, capaz de chegar a conclusões corretas a partir de dados empíricos por meios racionais. Ele também assume que a vitória política é uma questão de competir efetivamente no mercado de ideias e persuadir pessoas suficientes – com “fatos concretos” – de que a ciência da raça está correta, pois então os liberais igualitários seriam desacreditados, dando lugar a seus oponentes. A moralidade liberal igualitária é descartada como meramente “ideologia”, a qual, é assumido, pode ser refutada com fatos, quando a verdade é que uma moralidade nunca pode ser refutada, somente desacreditada. Em suma, esses ativistas de extrema direita adotam uma metodologia liberal e uma concepção liberal do homem e do mundo, operando assim em território inimigo, onde jogam um jogo inventado pelo inimigo. Não se pasma que eles não são mais bem-sucedidos!

 

Política Científica

Nenhuma das opções acima significa que a ciência da raça é irrelevante, ou que não há lugar para a ciência na política. Pelo contrário, ambos são importantes. Seu lugar e aplicação, contudo, são diferentes daqueles assinalados a eles por muitos apoiadores e ativistas da extrema direita. Uma confusão fundamental entre muitos deles é a entre política e campanha: acreditando que uma política eficaz é feita de conhecimento objetivo, eles também acreditam que o conhecimento objetivo constitui uma campanha eficaz. Nisso eles estão errados.

O conhecimento é sempre aferido contra a moralidade prevalecente e, portanto, aceito ou rejeitado sobre a base das conclusões que derivam desse conhecimento se são “certas” ou “erradas” moralmente. Isso é visto claramente nas atitudes em relação à eugenia. A eugenia pressupõe que os humanos têm valores desiguais, então a moralidade liberal / de esquerda a classifica como “errada”, o que alimenta os esforços para negar seu status científico; na verdade, a eugenia é frequentemente referida pelos liberais e marxistas como uma “pseudociência”. Se a ciência alguma vez for olhada seriamente, é apenas com o propósito de desmascará-la. Na verdade, desmascará-la é de tal importância moral, que a verdade dos fatos não importa em absoluto.

Uma campanha eficaz – essencialmente mercadologia {em inglês marketing} – fia-se principalmente sobre considerações e processos extrafatuais envolvidos na motivação humana. Qualquer informação factual usada em campanhas tende a ser simples, curta e frequentemente trivial.

Isso não quer dizer que a fazer campanha é não-científico. Em áreas onde o sucesso ou o fracasso dependem da campanha, tais como o comércio e a política democrática, uma compreensão científica completa da psicologia humana, da motivação e das normas sociais é essencial. Talvez porque eles vejam o homem em termos puramente materiais, ou seja, em termos puramente biológicos, as vantagens de estudar o animal humano como animal foram bem compreendidas pelos liberais e seus críticos de esquerda. Mesmo os freudianos-marxistas no negócio de produzir pseudociências fraudulentas, tais como The Authoritarian Personality, focaram não em convencer as pessoas de que seus fatos estavam certos (para eles isso era um dado), mas na psicologia humana.

No caso da Escola de Frankfurt, foi para causar um curto-circuito no que eles viam como os instintos “fascistas” da mente ocidental. Formas posteriores de esquerdismo, crescendo do (e rejeitando parcialmente) o marxismo, como o primeiro Jean Baudrillard em The System of Objects, The Consumer Culture, and The Political Economy of the Sign, onde a psicologia social interage com a cultura e ideologia, a fim de compreender a base psicológica do capitalismo e encontrar uma maneira de curto-circuitar o sistema capitalista (e, um tanto implicitamente, as desigualdades que surgem nele). Se eles politizaram a ciência, isso foi um subproduto – embora intencional – de seu envolvimento em uma forma de política científica, pela qual quero dizer abordando o jogo de poder e autoridade nas relações sociais com uma metodologia científica.

O papel político da ciência da raça não é, portanto, a persuasão do neófito, mas a confirmação do inveterado e a reafirmação do simpatizante. Além disso, oferece a base para um futuro desenvolvimento na ciência do homem, sua futura interpretação e sua futura tradução em política, todas as quais são contingentes a uma mudança de paradigma na filosofia moral e, portanto, são os elementos de somente um cenário possível na luta pelo Ocidente. Se esse cenário se tornará realidade, dependerá do período de tempo e da direção da mudança, a qual está apoiada inteiramente no que os movimentos desestabilizadores são capazes de realizar dentro de sua janela de oportunidade.

 

Conclusão

A luta pelo Ocidente compreende múltiplos teatros de guerra, que alcançam desde a demografia crua até a teoria abstrata. A ciência é um deles. Que a estratégia da extrema direita neste teatro se fie em assunções liberais sobre o homem é irônico, mas talvez compreensível, dado que a concepção biológica e o estudo da raça surgiram em um contexto totalmente liberal. O resultado foi uma confusão entre ciência politizada e política científica.

A extrema direita na parte mais ocidental de nosso hemisfério tem focado em atacar os vícios científicos do liberalismo igualitário moderno (ou seja, a politização da ciência), enquanto falha em emular práticas bem-sucedidas (ou seja, política científica). Como usual, o foco tem sido atacar os efeitos, ao invés das causas. Qualquer movimento procurando derrotar o liberalismo no Ocidente precisaria desfazer o pensamento de todas as assunções liberais primeiro, entendendo completamente como e por que isto deve ser feito, e ser capaz de articular por que fazendo isso é então moralmente correto de uma maneira que faça aqueles que ouvem se sentirem bem e justo em prestar atenção.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 

Fonte: Politicized Science vs. Scientific Politics, por Alex Kurtagić, 17 de dezembro de 2012, Counter Currents.

https://www.counter-currents.com/2012/12/politicized-science-vs-scientific-politics/

Sobre o autor: Alex Kurtagić (1970 – ) nasceu na Croácia filho de pais eslovenos. Devido a profissão do pai, viajou e viveu em vários países. Tem fluência em inglês e espanhol, e pratica o francês e alemão. Após completar os estudos nos EUA graduou-se na Universidade de Londres (M.A. entre 2004 – 2005) em Estudos Culturais. Também é músico, desenhista, pintor, escritor e editor (Wermod and Wermod Publishing Group). Seus artigos são publicados nas revistas virtuais The Occidental Quarterly, Vdare, Counter Currents, Taki Mag, e American Renaissance.

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