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terça-feira, 5 de maio de 2026

A Falácia Mecanicista {e fanatismo bíblico-sionista} — Por que o Ocidente falha tantas vezes na geopolítica - por Alastair Crooke

 

Alastair Crooke


Washington não conseguirá pensar com clareza sobre o Irã e optará por táticas equivocadas.

Há cerca de quinze anos atrás, eu escrevi[1] que a dependência ocidental em sua lente de racionalidade secular já não era adequada para compreender o conflito israelo-palestino. Estava se tornando óbvio — mesmo naquela época — que o futuro da região seria marcado por guerras cada vez mais definidas por símbolos religiosos: por exemplo, Al-Aqsa versus o Terceiro Templo.

Desde então, as coisas mudaram: em Israel, as eleições nacionais de novembro de 2022 trouxeram uma nova liderança comprometida com a fundação de Israel na “Terra de (Grande) Israel,” com o deslocamento da população não judaica e a implementação da lei haláchica.

A plataforma do novo governo era uma expressão de um propósito escatológico e messiânico,[2] com uma teleologia de buscar um caminho rumo à Redenção messiânica. Não era secular, nem se apoiava em tons iluministas.

Meu ponto argumentado, então — e ainda é —, é que as formas de pensar seculares e mecanicistas do Ocidente não compreenderão essas mudanças fundamentais. O Ocidente insiste em aplicar seus preceitos conceituais ocidentalizados a algo — o messianismo e a busca pela Redenção — que está fora do escopo da consciência ocidental pós-moderna contemporânea. Nós entendemos bem a política de poder, mas a escatologia é, em grande parte, um livro fechado para a maioria dos seculares ocidentais.

O fundo desta linha é que não há propósito algum em tentar convencer aqueles absorvidos por uma visão messiânica de que sua solução consiste em uma estrutura política de dois Estados na Palestina histórica. Os primeiros, na verdade, acolhem o Armagedom e a derrota que ele prenunciaria para os não judeus.

Isso também não pode ser visto como uma fase passageira ou um capricho. O messianismo tem sido um impulso proeminente, embora oscilante, no judaísmo desde Sabbatai Zevi (década de 1660) e Jacob Franks (século XVIII). (Parte de seu pensamento também influenciou as noções europeias durante o período do Iluminismo).

O historiador e acadêmico judeu Gershom Scholem previu corretamente[3] que o sionismo religioso — que nas últimas décadas se alinhou ao Likud e ao movimento de colonização — opera como um movimento messiânico “militante”, “apocalíptico” e “radical” que tenta “forçar o fim” exigindo que o Estado se envolva, por exemplo, em um controle territorial massivo — ou seja, exigem a conquista territorial por razões do fim dos tempos.

{Bezalel Yoel Smotrich (1980-), Itamar Ben-Gvir (1976) e Benjamin Netanyahu (1949) são três políticos israelenses que externam o movimento extremista messiânico sionista, cujas origens são imemoráveis dentro da tradição judaica, conforme a sucessão de lideranças judaico-messiânicas através da história. A questão dessa vertente que lidera o judaísmo internacional foi tratada amplamente por Douglas Reed (1895-1976),   jornalista e correspondente de guerra britânico na Segunda Guerra Mundial, em sua obra The Controversy of Zion, que embora tenha sido completada em 1956, foi publicada apenas após sua morte em 1978 por pedido do próprio Douglas Reed por receio de retaliação, uma vez tendo em conta a suspeita morte do também jornalista britânico Robert Archibald Wilton (1868-1925) que cobria a subversão bolchevique na Rússia e documentou a participação proeminentemente judaica nos quadros bolcheviques mais importantes. Crédito da imagem: The Australian, Sanctions on far-right ministers are deserved for a stronger Israel, 11 de junho de 2025}

Talvez não seja surpreendente, contudo, que a racionalidade mecanicista ocidental tenha se mostrado tão perdida em sua compreensão das motivações do Irã quanto em sua compreensão do Israel contemporâneo. A abordagem literal simplesmente amputa qualquer percepção da resistência mais profunda e do ânimo revolucionária do Irã.

Em vez disso, nós escolhemos por projetar no Irã nossa imagem do Estado-nação do século XIX — o conceito de um Estado governado por um governo centralizado e autoritário como o veículo dominante, por vezes autocrático, de poder sobre o qual as entidades políticas mais amplas eram governadas por outros princípios de legitimidade.

Em uma entrevista concedida a Richard Falk em 1979, o Aiatolá Khomeini afirmou[4] categoricamente que a Revolução foi um triunfo civilizacional, e não nacional. Ele enfatizou que, em sua opinião, a comunidade fundamental para todos os povos do mundo islâmico era civilizacional e religiosa – e não nacional e territorial. Khomeini explicou que os estados soberanos territoriais, construídos em torno da identidade nacional, não formavam uma comunidade natural no Oriente Médio da mesma forma que eles eram na Europa.

Seu tema insistente era expressar a visão de que um governo consistente com os valores islâmicos não poderia ser estabelecido de forma confiável com base em princípios democráticos sem estar sujeito à guia religiosa não eleita de clérigos islâmicos de topo, que seriam a fonte da mais alta autoridade política.

A repressão do Islã (secularização forçada) e a destruição do Califado, promovidas por Mustafa Kamal no início do século XX, levaram Seyyed Qutub a pregar o vanguardismo revolucionário até sua execução em 1966. Os escritos de Qutub, mas particularmente sua obra Justiça Social no Islã — que coincidiu com os protestos em massa em todo o mundo muçulmano contra a partição da Palestina em 1947 — lançaram as bases principais para o pensamento revolucionário que emergiria no Irã.

Para os iranianos, isso representou um chamado ao retorno a um modo de ser anterior, com uma linhagem histórica que remonta a tempos antigos — um modo que reflete uma transformação mais espiritual e interior do ser humano: um mundo de modos hierárquicos de consciência e uma disposição para lutar contra a opressão e cuidar dos despossuídos.

Consequentemente, ver o Irã pela ótica do Estado-nação é interpretá-lo erroneamente. As limitações do pensamento mecanicista tornam impossível para os estrangeiros compreenderem ou preverem o futuro do Irã. Hoje, os jovens iranianos estão retornando entusiasticamente[5] ao espírito da Revolução de 1979. Há uma nova energia evidente no Irã — e ela é radical. E suas reverberações estão se espalhando bem e além das fronteiras do Irã.

Se nós, no Ocidente, quisermos ouvir e compreender, seria sensato primeiro nos olharmos no espelho. Será que nós somos realmente tão seculares e racionalmente estratégicos quanto nós acreditamos?

O historiador militar americano Michael Vlahos, em um longo ensaio intitulado “A América é uma Religião,” destaca que os próprios Estados Unidos estão longe de serem imunes às correntes do idealismo messiânico, do milenarismo e do maniqueísmo: “Este é um tema duradouro cuja profunda atualidade permeia o cristianismo”:

“Desde a sua fundação, os Estados Unidos têm buscado, com fervor religioso ardente, uma vocação superior: redimir a humanidade, punir os ímpios e inaugurar um milênio de ouro na Terra. A América tem se mantido firme em sua visão singular de missão divina como o ‘Novo Israel de Deus’.”[6]

É claro que a ‘religião civil’ americana está inextricavelmente ligada à Reforma Protestante, ao cristianismo calvinista e ao protestantismo. “Embora sua leitura das escrituras tenha se secularizado na Era Progressista, a religião americana permaneceu atrelada às suas raízes formativas,” argumenta Vlahos.

“Daí, a América não é apenas ‘messiânica’ em seu caráter — no sentido de ‘possuída por paixão e zelo’ — mas manifesta uma visão implicitamente bíblica, proclamando sua fé na natureza predestinada de sua passagem. Uma ‘nação escolhida’ divinamente eleita para agir em nome da Providência como Redentora do mundo”.

Contudo, como Vlahos relata — assim como aconteceu com os sionistas em Israel, na última eleição — os EUA tiveram seu momento de metamorfose: desencadeado por 60 anos (1963-2023) de repetidos e inconclusivos desastres em campos de batalha:

“Cada episódio [que foi] travado para cumprir a profecia de um milênio democrático global — e a cada vez, esse sonho deslizava afora”.

Consequentemente, escreve Vlahos, o messianismo americano deslizou para “uma caricatura maniqueísta de si mesmo — na qual as ‘boas novas’ americanas foram substituídas pelo espectro sempre presente do Mal e pela ameaça da força. As palavras sagradas, Liberdade e Democracia, embora ainda entoadas, tornaram-se um mantra oco”.

“O ‘evangelho’ americano não prega mais sobre redenção e expiação: agora se preocupa com imposição e punição.

“A reviravolta aconteceu num instante, no 11 de setembro — e com Guantánamo.”

“Quase da noite para o dia, os Estados Unidos abandonaram as ‘regras internacionais’ e as ‘normas civilizadas’ — e, em vez disso, construíram um arquipélago de tortura e encarceramento arbitrário, sem supervisão ou apelação”.

Hoje, os EUA está experimentando uma profunda polarização em casa, enquanto ainda continuam a travar conflitos no exterior cujos objetivos os líderes americanos tentam conectar às narrativas redentoras cunhadas para servir à luta interna (ou seja, validando o meme da ‘Paz pela Força’) via guerra contra o Irã. O poder estabelecido americano, portanto, associa a ‘vitória’ em uma guerra estrangeira como meio de restaurar sua posição política interna e internacionalmente. Michael Vlahos chama essa dualidade de “uma dinâmica mutuamente destrutiva.”

Isso virtualmente assegura que Washington não conseguirá pensar com clareza sobre o Irã e optará por táticas erradas.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Notas:


[1] Fonte utilizada por Alastair Crooke: The flawed premises: two decades of failed state-making, por Alastair Crooke, 28 de abril de 2011, Foreign Policy.

https://foreignpolicy.com/2011/04/28/the-flawed-premises-two-decades-of-failed-state-making/

[2] Fonte utilizada por Alastair Crooke: The Kingdom of Judea vs. The State of Israel

A geo-political reading of Israel’s incipient civil war, por Alastair Crooke, 13 de março de 2025, Alastair Crooke Substack.

https://conflictsforum.substack.com/p/the-kingdom-of-judea-vs-the-state

[3] Fonte utilizada por Alastair Crooke: “O fato de o antinomianismo ter emergido no movimento sabateano, rompendo com a tradição normativa por meio da combinação de messianismo e misticismo, não deve ser visto como uma aberração, mas sim como uma inevitabilidade trágica. Essa heresia sabateana, argumentou Scholem, não terminou com o fracasso do movimento, mas influenciou e até mesmo estabeleceu as condições para a modernidade judaica. Suas especulações sobre possíveis influências entre o judaísmo sabateano e o judaísmo reformista na Hungria foram devidamente criticadas por Jacob Katz pela falta de evidências históricas.” Em Stanford Encyclopedia of Philosophy Archive, Fall 2022 Edition, entrada Gershom Scholem, 10 de abril de 2008, revisado 30 de outubro de 2013.

https://plato.stanford.edu/archives/fall2022/entries/scholem/

[4] Fonte utilizada por Alastair Crooke: Meeting Ayatollah Khomeini 41 Years Ago, por Richard Falk, 15 de fevereiro de 2020, Just World EDUCATIONAL.

https://justworldeducational.org/2020/02/meeting-grand-ayatollah-41-years-ago/

[5] Fonte utilizada por Alastair Crooke:

https://twitter.com/SinaToossi/status/2041331634524319930

[6] Fonte utilizada por Alastair Crooke:

God's New Israel: Religious Interpretations of American Destiny. Edited by Conrad Cherry. Rev. and updated ed. Chapel Hill:University of North Carolina Press, 1998.

Fonte: The Mechanistic Fallacy — Why the West So Often Fails at Geo-politics, por Alastair Warren Crooke, 27 de abril de 2026, The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/acrooke/the-mechanistic-fallacy-why-the-west-so-often-fails-at-geo-politics/

Sobre o autor: Alastair Warren Crooke CMG (1949-) é um ex-diplomata irlandês, com mais de trinta anos de carreira (com cargos diplomáticos na Irlanda do Norte, África do Sul, Camboja, Colômbia, Paquistão e Oriente Médio, incluindo contextos da questão palestina-israelense) e fundador e diretor do Conflicts Forum, com sede em Beirute, uma organização que defende o diálogo entre o Islã político e o Ocidente. Anteriormente, ele ocupou um cargo de destaque tanto na inteligência britânica (MI6) quanto na diplomacia da União Europeia. Ele estudou no Aiglon College na Suíça e na Universidade de St. Andrews (1968–1972) na Escócia, onde obteve um mestrado em filosofia moral e economia política. Ele é autor de Resistance: The Essence of the Islamist Revolution, de 2009.

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sábado, 28 de março de 2026

A América já tem perdido a guerra com o Irã - por Greg Johnson

 

Greg Johnson


A América perdeu a Guerra do Irã no primeiro dia.

Pirro do Epiro foi um dos maiores generais do mundo antigo. Em 279 a.C., Pirro derrotou os romanos na Batalha de Ásculo, no sul da Itália. Mas a batalha foi tão custosa para Pirro que ele comentou que mais uma “vitória” como aquela o arruinaria. Essa é a origem do termo “vitória de Pirro”, que significa uma vitória que, na verdade, é uma derrota.

A lição aqui é que o verdadeiro vencedor não é aquele que prevalece no campo de batalha, mas sim aquele que ganha poder com a luta. Por esse critério, algumas batalhas não têm vencedores. Por esse padrão, os Estados Unidos perderam a Guerra do Irã no primeiro dia.

A maior parte do poder militar é blefe, ou seja, o poder de intimidar os outros para obter obediência sem desembainhar a espada.

Por mais de meio século, os Estados Unidos construíram um arquipélago de bases militares no Oriente Médio, oferecendo proteção às monarquias do Golfo. Em troca de quê? Os EUA não importam petróleo ou gás do Golfo, embora, como todos estamos aprendendo, as exportações do Golfo ainda afetem os preços nos Estados Unidos. O quid pro quo {contrapartida} para a proteção americana é o “petrodólar.”

Mesmo que os EUA não comprem petróleo no Golfo, as compras ainda são pagas em dólares americanos. Assim, importadores como o Japão precisam primeiro comprar dólares americanos, que os estados do Golfo usam para comprar títulos do Tesouro americano e outros ativos denominados em dólares, financiando efetivamente os empréstimos dos EUA a taxas de juros mais baixas.

O sistema do petrodólar permite que os EUA mantenham déficits orçamentários e comerciais enormes e criem crédito, garantindo uma demanda global constante por dólares. Sem o fluxo constante de petrodólares retornando aos EUA, o Tesouro teria que pagar taxas de juros mais altas para honrar a imensa dívida nacional americana. Basicamente, o sistema do petrodólar mantém o governo americano solvente.

Mas a proteção que os Estados Unidos ofereceram aos países do Golfo era pura farsa. E o Irã a tem chamado agora.

Nós tivemos amplos avisos de que uma guerra contra o Irã poderia ser desastrosa para o império americano e, em particular, para o petrodólar:

O Irã alertou os Estados Unidos de que um ataque israelense-americano desencadearia retaliação contra os países do Golfo.

O Irã também nos avisou que fecharia o Estreito de Ormuz, interrompendo as exportações de petróleo, gás e outros produtos do Golfo.

Nós sabíamos que o Irã estava comprometido com estratégias de guerra assimétrica para contrabalançar o poderio militar americano, muito maior e mais caro. Nós tivemos quatro anos para aprender sobre a guerra com drones na Ucrânia. No ano passado, vimos o Irã e seus aliados exaurirem as defesas israelenses com barragens de mísseis.

Aqueles avisos foram ignorados.

O Irã agora tem destruído bases militares e instalações de radar americanas nos países do Golfo. Os Estados Unidos também enviaram armamentos para interceptar mísseis e drones dos países do Golfo em direção a Israel, por causa que Israel Primeiro.

Além disso, o Irã tem provado aos países do Golfo que pode destruir completamente suas economias e — ao atacar suas usinas de dessalinização — torná-las inabitáveis. Em resumo, o Irã pode fazer os xeiques voltarem à era dos camelos — e os Estados Unidos não os protegerão.

Desde que a guerra começou, contudo, o Irã tem aumentado suas exportações de petróleo em mais de 25%, e o preço do petróleo mais que dobrou. Petroleiros carregados com petróleo iraniano transitam com segurança pelo Estreito de Ormuz. Em suma, os Estados Unidos deram bilhões ao Irã ao iniciarem esta guerra. Além disso, os EUA não podem se dar ao luxo de interromper as exportações iranianas, porque isso elevaria ainda mais os preços globais. De fato, os EUA suspenderam as sanções ao petróleo iraniano para reduzir os preços. Os EUA podem até estar comprando petróleo iraniano, ou seja, financiando mais drones e mísseis que têm matado soldados americanos.

Tem mais, o Irã está permitindo que outros petroleiros deixem o Golfo, desde que paguem um pedágio ao Irã e que suas cargas não sejam compradas em dólares. Assim que esta guerra terminar e suas próprias indústrias de exportação voltarem a funcionar, os estados do Golfo se perguntarão por que estão aceitando petrodólares novamente se não estão recebendo nada em troca. Mas sem o petrodólar, os Estados Unidos darão passos gigantescos rumo à insolvência total.

Então, vamos fazer um balanço. Mesmo que os Estados Unidos destruam completamente o Irã no campo de batalha e Trump declare vitória, os Estados Unidos estarão mais fortes e mais seguros?

A economia global está quebrada e afundada.

Haverá fome no Terceiro Mundo.

Mais migrantes e refugiados se dirigirão para a Europa.

A Pax Americana pode estar em ruínas. Eu detesto o império americano e, a longo prazo, ele precisa ser desmantelado. Mas, a curto prazo, nós começaremos a sentir sua falta quando conflitos começarem a surgir em lugares dos quais você nunca ouviu falar. Além disso, há outras coisas que eu quero fazer primeiro, e prefiro me desvincular do império de forma cuidadosa e deliberada, em vez de vê-lo simplesmente colapsar.

O petrodólar pode estar em ruínas. É um sistema fundamentalmente injusto que precisa ser substituído, mas, enquanto isso, haverá muito sofrimento. Novamente, os Estados Unidos têm problemas mais urgentes, e eu prefiro desmantelar o petrodólar de forma deliberada, em vez de vê-lo simplesmente colapsar.

O pior de tudo é que a esquerda quase certamente retornará ao poder nos Estados Unidos, o que significa que o que restou das conquistas positivas de Trump — fechamento de fronteiras, deportações, revogação de iniciativas anti-brancos — será revertido.

Então não, a América não ficará mais forte e segura por causa desta guerra. Nós perdemos. Nós perdemos no primeiro dia. Porque a única maneira de vencer esta guerra era não tê-la começado. Além disso, este resultado era totalmente previsível. Havia pessoas no Pentágono, até mesmo na Casa Branca, que sabiam disso. Então, por que a guerra aconteceu?

A resposta simples é que esta guerra nunca teve como objetivo beneficiar os Estados Unidos. Ela nunca teria acontecido se tivéssemos priorizado os interesses dos Estados Unidos. Tudo se resumia a beneficiar Israel, às custas dos Estados Unidos e do resto do mundo. Isso é tão óbvio que até o New York Times está noticiando.

De acordo com pesquisas da Liga Antidifamação, os judeus sabem que seu poder nos Estados Unidos está diminuindo. Seus apoiadores são, em sua maioria, da geração Baby Boomer, que está chegando aos 80 anos e começando a falecer. Assim, Netanyahu e sua equipe estavam com pressa de espremer uma última guerra dos Estados Unidos, antes de descartarem o que restava da casca seca.

Então, quem são os vencedores da Guerra do Irã?

Israel está sendo devastado pela retaliação iraniana, mas conta com a reconstrução de tudo às custas dos EUA, e também tem um limiar bastante baixo para vencer esta guerra. Para que os EUA se sentissem bem com esta guerra, precisariam ver o Irã transformado em uma democracia liberal. Israel simplesmente quer ver o Irã destruído, como aconteceu com o Iraque e a Síria. Isso é fácil de alcançar. Se Israel estiver apenas menos devastado que o Irã, será relativamente mais poderoso e seguro.

A Rússia está vencendo porque os preços do petróleo e do gás estão subindo, as sanções à exportação estão sendo suspensas e o material que poderia estar ajudando a Ucrânia está sendo desviado para a Guerra do Irã.

A China é a maior vencedora. Como a China é a principal rival global dos EUA, ela se torna mais forte e mais segura simplesmente por não fazer nada, enquanto os EUA desperdiçam sua riqueza e poder no Golfo. Quando tudo isso terminar, a China parecerá uma aliada e parceira comercial muito mais confiável.

Francamente, Trump parece ter enlouquecido. Ainda assim, ele tem bom senso suficiente para perceber a enrascada em que se meteu. Mas não vê nenhuma saída. Israel continuará a intensificar a guerra até que alguém em Washington tenha a coragem de dizer “não”, o que provavelmente exigirá a remoção de Netanyahu do poder.

Na ausência disso, Trump deve simplesmente esperar e rezar, daí suas mentiras frenéticas e improvisações.

{O presidente dos D. Trump se perde cada dia mais em mentiras e improvisações}

Com o que ele está contando? Ele não pode ir à bancarrota para sair desse problema.

Trump tem 79 anos. Como qualquer outro gastador de sua geração, ele provavelmente se consola com a ideia de que estará morto antes que os Estados Unidos enfrentem as consequências totais de sua insensatez.

Enquanto isso, ele está postando sobre negociações imaginárias para manipular os mercados de ações e commodities, enquanto seus amigos judeus lucram bilhões com a volatilidade.

Basicamente, ele se juntou à pilhagem.

Eu desisti de ter esperança de que nós sejamos governados por pessoas que se importam com o futuro da América. Mas se existe alguém na Casa Branca que ao menos se importa com o próprio futuro, Trump precisa ser destituído do poder.

E é melhor que isso aconteça logo. De preferência antes que Trump transforme as tropas terrestres americanas em bucha de canhão para drones iranianos. Como manter uma autoimagem positiva é o objetivo primordial de todo narcisista, Trump começará a culpar as pessoas ao seu redor conforme a situação piorar. Em um certo ponto, as coisas virão abaixo num “Trump ou nós.”

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 


Fonte: America Has Already Lost the Iran War, por Greg Johnson, 27 de março de 2027, Counter Currents.

https://counter-currents.com/2026/03/america-has-already-lost-the-iran-war/

Sobre o autor: Greg Johnson é americano, tem Ph.D. em Filosofia da Catholic University of America, e é editor do site Counter Currents Publishing.

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O Evangelho de Gaza - O que devemos aprender com as lições bíblicas de Netanyahu - por Laurent Guyénot

A Psicopatia Bíblica de Israel - por Laurent Guyénot

Retrospectiva 2024 – Palestina x Israel/EUA/OTAN} - Gaza: o hiperetnocentrismo e a frialdade dos genocidas judeus - por Kevin MacDonald

Desde há dois anos {da incursão do Hamas sobre Israel em 07 de outubro} - por Israel Shamir

Israel como Um Homem: Uma Teoria do Poder Judaico - parte 1 - por Laurent Guyénot (Demais partes na sequência do próprio artigo)

O peso da tradição: por que o judaísmo não é como outras religiões - por Mark Weber

Sionismo, Cripto-Judaísmo e a farsa bíblica - parte 1 - por Laurent Guyénot (as demais partes na sequência do próprio artigo)

O truque do diabo: desmascarando o Deus de Israel - Por Laurent Guyénot - parte 1 (Parte 2 na sequência do próprio artigo)

Congresso Mundial Judaico: Bilionários, Oligarcas, e influenciadores - Por Alison Weir

Historiadores israelenses expõem o mito do nascimento de Israel - por Rachelle Marshall

Resenha de: A Legacy of Hate: Anti-Semitism in America {Um legado de ódio: antissemitismo na América}, de Ernest Volkman - por Louis Andrew Rollins

Resenha de The Fateful Triangle: The United States, Israel & The Palestinians {O Triângulo Fatídico: Os Estados Unidos, Israel e os Palestinos} de Noam Chomsky por Louis Andrew Rollins

Resenha de THE DECADENCE OF JUDAISM IN OUR TIME {A DECADÊNCIA DO JUDAÍSMO EM NOSSO TEMPO}, de Moshe Menuhin, por David McCalden (escrito sob o pseudônimo Lewis Brandon)

Resenha de GENOCIDE IN THE HOLY LAND {GENOCÍDIO NA TERRA SANTA}, Rabbi Moshe Schonfeld, Neturei Karta dos EUA - por Bezalel Chaim

Genocídio em Gaza - por John J. Mearsheimer

{Retrospectiva 2023 - Genocídio em Gaza} - Morte e destruição em Gaza - por John J. Mearsheimer

O Legado violento do sionismo - por Donald Neff

{Retrospectiva 1946 – terrorismo judaico-sionista} - O Ataque ao Hotel Rei David em Jerusalém - por W. R. Silberstein

Crimes de Guerra e Atrocidades-embustes no Conflito Israel/Gaza - por Ron Keeva Unz

A cultura do engano de Israel - por Christopher Hedges

Será que Israel acabou de experimentar uma “falha de inteligência” ao estilo do 11 de Setembro? Provavelmente não. Aqui está o porquê - por Kevin Barrett

Residentes da faixa de Gaza fogem do maior campo de concentração do mundo - A não-violência não funcionou, então eles tiveram que atirar para escapar - por Kevin Barrett

Por Favor, Alguma Conversa Direta do Movimento pela Paz - Grupos sionistas condenam “extremistas” a menos que sejam judeus - por Philip Giraldi

A Supressão do Cristianismo em Seu Berço - Israel não é amigo de Jesus - por Philip Giraldi

“Grande Israel”: O Plano Sionista para o Oriente Médio O infame "Plano Oded Yinon". - Por Israel Shahak - parte 1 - apresentação por Michel Chossudovsky (demais partes na sequência do próprio artigo)

Raízes do Conflito Mundial Atual – Estratégias sionistas e a duplicidade Ocidental durante a Primeira Guerra Mundial – por Kerry Bolton

Conversa direta sobre o sionismo - o que o nacionalismo judaico significa - Por Mark Weber

Judeus: Uma comunidade religiosa, um povo ou uma raça? por Mark Weber

Controvérsia de Sião - por Knud Bjeld Eriksen

Sionismo e judeus americanos - por Alfred M. Lilienthal

Por trás da Declaração de Balfour A penhora britânica da Grande Guerra ao Lord Rothschild - parte 1 - Por Robert John {as demais 5 partes seguem na sequência}

Um olhar direto sobre o lobby judaico - por Mark Weber

Antissemitismo: Por que ele existe? E por que ele persiste? - Por Mark Weber

Estranhezas da Religião Judaica - Os elementos surpreendentes do judaísmo talmúdico - parte 1 - Por Ron Keeva Unz

Ex-rabino-chefe de Israel diz que todos nós, não judeus, somos burros, criados para servir judeus - como a aprovação dele prova o supremacismo judaico - por David Duke

Grande rabino diz que não-judeus são burros {de carga}, criados para servir judeus - por Khalid Amayreh

{Massacres sobre os alauítas após a queda da Síria de Bashar Hafez al-Assad} - por Raphael Machado

Mudança de Regime na Síria: mais um passo em direção ao “Grande Israel” - por Alan Ned Sabrosky

Guerra de agressão não declarada dos EUA-OTAN-Israel contra a Síria: “Terrorismo da al-Qaeda” para dar um golpe de Estado contra um governo secular eleito - por Michael Chossudovsky

Por que querem destruir a Síria? - por Dr. Ghassan Nseir

O Grande Israel e o Messias Conquistador - por Alexander Dugin

O ódio ao Irã inventado pelo Ocidente serve ao sonho sionista de uma Grande Israel dominando o Oriente Médio - por Stuart Littlewood

Petróleo ou 'o Lobby' {judaico-sionista} um debate sobre a Guerra do Iraque

Iraque: Uma guerra para Israel - Por Mark Weber

Sionismo e o Terceiro Reich - por Mark Weber

O Mito do extermínio dos judeus – Parte 1.1 {nenhum documento sequer visando o alegado extermínio dos judeus foi jamais encontrado} - por Carlo Mattogno

O que é ‘Negação do Holocausto’? - Por Barbara Kulaszka