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sexta-feira, 8 de agosto de 2025

Nota sobre o Revisionismo de Ontem e de Hoje - por Harry Elmer Barnes

 

Harry Elmer Barnes


Um dos contrastes mais notáveis na atmosfera intelectual de hoje, quando comparada com a que se seguiu à Primeira Guerra Mundial, é a oposição muito maior à disseminação da verdade a respeito das causas da Segunda Guerra Mundial. Embora a mitologia da guerra tenha perdurado por anos após 1918, editores renomados logo passaram a ansiar por contribuições que apresentassem os fatos sobre a responsabilidade pela eclosão da guerra em 1914. O Professor Sidney B. Fay começou a publicar seus artigos revolucionários sobre as causas da Primeira Guerra Mundial na American Historical Review em julho de 1920. Hoje, é quase impossível conseguir que qualquer editora de renome ou qualquer jornal ou periódico sério publique algo que contrarie as ficções convencionais sobre a responsabilidade pela chegada da guerra em setembro de 1939 e por nossa entrada em dezembro de 1941.

Minhas duas breves contribuições ao Neorrevisionismo, oferecidas posteriormente, são sintomáticas da situação contrastante mencionada acima. Em 1924, os editores da New Republic e da The New York Times Current History Magazine me importunaram para escrever os artigos que lançaram o revisionismo em escala geral ou popular nos Estados Unidos. Em 1948, preparei a resenha de This Is Pearl, de Walter Millis, a pedido de uma de nossas principais revistas acadêmicas. Posteriormente, a submeti a um de nossos melhores periódicos liberais. Foi rejeitada por ambas, embora tivesse sido lida e altamente elogiada pela principal autoridade histórica americana em Pearl Harbor e seus antecedentes. Meu comentário sobre a renúncia de Lewis Mumford do Instituto Nacional de Artes e Letras foi submetido ao New York Herald-Tribune, ao New York Times e ao Chicago Tribune. O Herald-Tribune nem sequer acusou o recebimento. O Times se recusou a publicá-lo alegando falta de espaço. O Chicago Tribune o publicou quase sem alterações. Este último jornal é praticamente o único a abrir suas colunas para contribuições neorrevisionistas atualmente.

Mesmo neste momento, pode-se afirmar com segurança que a necessidade de pesquisar estudos revisionistas é esmagadoramente maior do que após 1918 e que os resultados, se tais estudos surgirem, serão muito mais chocantes para o público americano do que o material publicado na década de 1920. De fato, o pouco que já foi publicado sobre a Segunda Guerra Mundial é provavelmente mais desanimador do que a totalidade do revisionismo em relação a 1914 e 1917.

Mas as dificuldades em publicar qualquer verdade sobre a responsabilidade pela Segunda Guerra Mundial são praticamente insuperáveis. Embora uma importante editora nova-iorquina tenha publicado uma verdadeira biblioteca de livros revisionistas entre 1925 e 1930, praticamente nenhuma editora comercial de ponta se interessará por um livro hoje que prometa contar a verdade neste campo, não importa quão grande seja a perspectiva de vendas. Nenhuma das editoras comerciais anteriores do Dr. {Charles} Beard teria considerado seu livro sobre os antecedentes de Pearl Harbor, mas ele pôde recorrer ao corajoso e amigável chefe de uma editora universitária. O Sr. Morgenstern foi obrigado a publicar seu livro por meio de uma editora pequena e destemida. Nem todas as editoras se opõem pessoalmente ao propagar da luz, mas mesmo aquelas que são favoráveis ao Neorrevisionismo estão no mercado para lucrar. Poderosos grupos de pressão garantem que as editoras que desafiam a proibição de livros neorrevisionistas encontrem dificuldades para comercializar seus livros pelos meios de comunicação habituais. Os principais Clubes do Livro populares são controlados pelos mesmos grupos de pressão que operam o apagão e jamais considerariam, remotamente, distribuir ou recomendar um livro que se afastasse da tradição aceita sobre assuntos mundiais e responsabilidade na guerra.

Mesmo quando um livro como esse consegue escapar da proibição de publicação, os editores imediatamente colocam os críticos do Smearbund em ação para assassiná-lo. Além das resenhas de Edwin M. Borchard, Harry Paxton Howard e do Almirante H. E. Yarnell, o brilhante livro de Morgenstern não recebeu uma única resenha justa e honesta quando foi publicado, e o Professor George A. Lundberg achou impossível encontrar um editor que publicasse sua resenha até maio de 1948, adiando assim sua publicação para dezoito meses após a publicação do livro. Apesar de sua eminência na profissão histórica como decano dos historiadores americanos, o mesmo tratamento foi dispensado ao Dr. Beard pelos críticos do Smearbund. Mesmo homens que construíram sua reputação histórica, em parte, usando materiais históricos pessoais do Dr. Beard, não hesitaram em tentar difamar seu livro e sua reputação histórica.

De fato, os “meninos do apagão” não se contentaram em difamar aqueles que buscaram dizer a verdade sobre as causas da Segunda Guerra Mundial. Eles agora avançaram ao ponto de buscarem difamar aqueles que disseram a verdade sobre as causas da Primeira Guerra Mundial. Na reunião da Associação Histórica Americana em Boston, em dezembro de 1949, foram lidos dois artigos que buscavam minar os escritos revisionistas consagrados a respeito do prelúdio daquele conflito. Arthur M. Schlesinger Jr. chegou ao ponto de atacar aqueles que escreveram em tom revisionista sobre as causas da Guerra Civil. O próximo passo será atacar a revisão da opinião histórica em relação às causas da Revolução Americana e descobrir que, afinal, “Bog Bill” Thompson estava certo em suas opiniões sobre aquele conflito e em sua ameaça de jogar George V no Canal de Chicago. Em outras palavras, o revisionismo, que significa apenas harmonizar a história com os fatos, agora parece ser rejeitado pelos “blackout boys” como um pecado mortal contra Clio — a Musa de seu assunto.

A extensão da determinação em silenciar a verdade neste campo é revelada pelo Relatório Anual da Fundação Rockefeller de 1946 (p. 188), onde se afirma francamente que uma grande soma de dinheiro foi concedida para frustrar e conter a ascensão do revisionismo após a Segunda Guerra Mundial. Haverá uma história “oficial” ricamente subsidiada, dirigida por homens que desempenharam um papel importante na propaganda e no trabalho de inteligência dos governos britânico e americano durante a guerra. Isso é suposto estabelecer o assunto para todo tempo.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 

Fonte: THE STRUGGLE AGAINST THE HISTORICAL BLACKOUT, por Harry Elmer Barnes, 5ª edição, revisada e ampliada. Autopublicado, por volta de meados de 1950 (1ª edição 1947), capítulo I, Note on Revisionism Then and Now.

Sobre o autor:  Harry Elmer Barnes (1889-1968) foi um dos estudiosos americanos mais influentes do século XX. Publicitário, historiador cultural e sociólogo, nasceu em Auburn, Nova York, em 1889. Ele recebeu seu Bacharel of Arts em 1913 e seu diploma de Master of Arts em 1914, ambos pela Syracuse University, e seu Ph.d. em 1918 de Columbia. No ano letivo de 1916/1917, ele estudou em Harvard com uma bolsa. Barnes tornou-se professor de história na Clark University antes de se mudar para o Smith College como professor de sociologia histórica em 1923. Em 1929 ele deixou o ensino para trabalhar como jornalista, escritor freelance e professor adjunto ocasional em escolas menores. A historiografia e os aspectos políticos, econômicos e culturais do pensamento e da civilização ocidentais são suas principais reivindicações de distinção. Chegou em sua carreira inclusive a se encontrar com ex-Imperador alemão Guilherme II.

O melhor volume sobre sua vida e obra é Harry Elmer Barnes: Learned Crusader (Ralph Myles, 1968). Barnes publicou mais de 30 livros, 100 ensaios e 600 artigos e resenhas de livros, muitos deles para a revista Foreign Affairs do Conselho de Relações Exteriores, onde atuou como Editor Bibliográfico. Entre seus livros constam:

The Social History of the Western World, an Outline Syllabus, New York: D. Appleton, 1921.

Sociology and Political Theory: A Consideration of the Sociological Basis of Politics, New York: A. A. Knopf, 1924.

The History and Prospects of the Social Sciences, New York: A. A. Knopf, 1925. Co-escrito com Karl Worth Bigelow e Jean Brunhes.

Psychology and History, The Century Company, 1925.

Living in the Twentieth Century: A Consideration of How We Go This Way, Indianapolis: Bobbs-Merrill, 1928

The Genesis of the World War: An Introduction to the Problem of War Guilt, New York: A. A. Knopf, 1926.

World Politics in Modern Civilization: The Contributions of Nationalism, Capitalism, Imperialism and Militarism to Human Culture and International Anarchy, New York: A. A. Knopf, 1930

The History of Western Civilization, New York: Harcourt, Brace and Company, 1935.

An Economic History of the Western World, New York: Harcourt Brace, 1937.

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 Relacionado, leia também:

Revisionismo e Promoção da Paz - parte 1 - por Harry Elmer Barnes

A vigilante marcação pública no revisionismo - parte 1 - por Harry Elmer Barnes

A controvérsia internacional do “holocausto” - Arthur Robert Butz

Para quem há história? - por Mykel Alexander

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100 anos depois que os EUA se envolveram na Primeira Guerra Mundial. É hora de saber porque - Por Robert E. Hannigan

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quinta-feira, 22 de outubro de 2020

A vigilante marcação pública no revisionismo - parte 2 - por Harry Elmer Barnes

 Continuação de A vigilante marcação pública no revisionismo - parte 1 - por Harry Elmer Barnes

Harry Elmer Barnes


O apagão histórico é substituído pelo abafamento histórico

            Para o revisionismo aliciar e instruir a geração recém-amadurecida, conforme sugerida pelo Sr. Whalen, é, de fato, um empreendimento excitante e pode se provar muito uma possibilidade muito frutífera para explorar, se não fosse por uma recente mudança abrupta duma posição à outra na estratégia do anti-Revisionismo a qual parece ser mais algo não reconhecido mesmo por alguns proponentes veteranos do revisionismo, embora eles estão virtualmente enterrados sob a evidência da mudança pelo material constantemente apresentado por todas agências de comunicações no país.  

            Por cerca de quinze anos depois do Dia da Vitória sobre o Japão, os oponentes do Revisionismo da Segunda Guerra Mundial estavam contentes em se oporem aos estudos e publicações Revisionistas ao darem aos livros o tratamento silencioso, ou fazer manchas besuntadas sobre autores e livros e desprezando o valor dos Estudos revisionistas. A despeito de tais procedimentos injustos e das desvantagens incididas sobre o Revisionismo da Segunda Guerra Mundial, os Revisionistas em tempo venceram a batalha das demonstrações fatuais passadas à frente. Além disso, foi reconhecido que o procedimento tradicional de atirar à longa distância, fazer manchas besuntadas, apresentações falsas e distorções em atacar os trabalhos tradicionais revisionistas estava se tornando tedioso, repetitivo, frenético, e muitas vezes autodestrutivo em seu fervor e apresentações falsas, conforme foi tão bem demonstrado pela resenha do livro de Martin no New York Times de 25 de abril de 1965, por Arthur M. Schlesinger, Jr. {judeu}. Consequentemente, foi gradualmente, mas efetivamente, decidido intrujar as técnicas de apagão histórico ao redor de um padrão tal que todos, a não ser os mais corajosos e desafiadores Revisionistas, pudessem ser “calados” inteira e rapidamente e seus produtos pudessem ser feitos parecerem essencialmente irrelevante.

             Foi o julgamento de Eichmann de 1960 o qual forneceu um momento inesperado, mas notavelmente oportuno, e um trampolim efetivo para parar o Revisionismo da Segunda Guerra Mundial, morto em suas trilhas. Conforme o corajoso publicitário judeu, Alfred Lilienthal, mostrou em seu livro lúcido, The Other Side of the Coin (páginas 104-111), este julgamento revelou e demonstrou uma ingênua tendência a acreditar e excitabilidade quase adolescente por parte dos americanos em relação aos crimes de guerra alemães, real ou alegada, e a igualmente aparente determinação apaixonada de todo tipo de agência de comunicação americana de explorar a oportunidade de lucro financeiro, colocando cada esfrangalho de fato e entulho conectado a eles diante dos leitores americanos, de hora em hora e diariamente, durante meses, senão anos, ao fim. Nem mesmo o sofisticado Esquire ou New Yorker permaneceram imunes.

            Este gaspeado apagão histórico, agora se tornando o “abafamento” histórico, é baseado principalmente sobre a fundamental, mas não provada, suposição que o que Hitler e os nacional-socialista fizeram anos depois de Grã-Bretanha e Estados Unidos entrarem na guerra revelou que eles eram gângsteres de tal vileza, degradados, brutais e sedentos de sangue, que a Grã-Bretanha tinha estado sob uma obrigação esmagadoramente moral para planejar uma guerra para exterminá-los. Seguindo essa contenda foi asseverado que os Estados Unidos foram compelidos a entrar nesse conflito para auxiliar e instigar transgressoramente a cruzada britânica como um imperativo moral que não poderia ser evadido, mas era um inevitável exercício de saneamento político, social e cultural.

            O erro fundamental nesta historiografia ex post facto foi apontada por A. J. P. Taylor em sua entrevista com o professor {judeu} Eric Goldman no outono de 1965.5 Mas é duvidoso se um americano em um milhão tem alguma vez ouvido ou lido esta troca. Mesmo embora ele nunca tentou negar o fato que ele é um persistente germanófobo, o abafamento provou-se demais para Taylor engolir, embora ele admitiu em sua germanofobia nessa entrevista. Conforme Taylor explicou para Goldman:

Você deve lembrar que estas câmaras de gás vieram muito tarde. As pessoas frequentemente falavam como se elas fossem implícitas na política de Hitler desde o início. Elas foram, de fato, uma represália contra nossa política britânica de bombardeamento indiscriminado. Hitler disse, de novo e de novo, “se você está apenas indo a sair e esfregar as mulheres e crianças alemãs, eu cuidarei para que todas – não somente judeus – pessoas de muitas raças inferiores sejam submetidas a eliminação.” E quando eu considero que as grandes potências e os governos... o governo americano, o governo soviético estão agora em plena alegria contemplando a obliteração de dez, vinte milhões de pessoas no primeiro dia da guerra – você vê que as câmaras de gás são nada em comparação.

            Todos os Revisionistas alertas e conscientes devem e sempre têm expressado seu profundo pesar e repugnância sobre quaisquer brutalidades que foram realmente cometidas por Hitler e seu governo, ou antes ou depois de 1939, mas eles também têm chamado a atenção para o demonstrável fato que o número de civis exterminados pelos Aliados, antes, durante, e depois da Segunda Guerra Mundial, equivale, se não excede de longe, aqueles liquidados pelos alemães, e o programa de liquidação Aliado foi tocado a frente por métodos que foram de longe mais brutais e dolorosos que qualquer extermínio que realmente ocorreu em fornos a gás alemães.6

            Esses fatos embaraçantes são quase sempre suprimidos nas mesmas agências de comunicação que estão agora incessantemente retratando as alegadamente únicas abominações dos alemães. Quando pressionada num canto, o que é uma oportunidade muito rara, de fato, a nova safra de sufocantes antirrevisionistas contende, ou no mínimo implica, que é de longe pior exterminar judeus, mesmo em uma proporção de dois gentis para um judeu, do que liquidar gentis. Para os Revisionistas, controverter esta asserção em nome de um humanitarismo não-partidário e não-racial os expõem à acusação de antissemitismo*a, a qual, no presente estado de opinião pública agudamente condicionada e persistentemente inflamada, é considerada ser ainda pior que parricídio ou necrofilia.

            Nenhum Revisionista substancial ou de credibilidade acredita que dois erros podem fazer um certo ou que a revelação do real genocídio Aliado solverá o problema de evitar futuras guerras. Mas o reconhecimento que o barbarismo do tempo de guerra foi compartilhado colocará a responsabilidade onde ela pertence, nominalmente, no sistema de guerra o qual, conforme F. J. P. Veale demonstrou tão forçosamente em seu Advance to Barbarism, está se tornado mesmo mais bárbaro e letal. Em uma era nuclear, a guerra irá, conforme Taylor pontuou, fornecer no curso de suas operações normais mais destruição hedionda da vida humana do que tem jamais sido alegado nos mais selvagens voos da imaginação dos viciados em sufocamento. Uma bomba gigante de hidrogênio lançada sobre um grande centro urbano iria provavelmente obliterar no mínimo seis milhões de vidas, e em nossas cidades litorâneas orientais centenas de milhares de vidas seriam judeus.

            Isto é onde o Revisionismo da Segunda Guerra Mundial se posiciona hoje. Era suficientemente difícil quando os Revisionistas eram meramente acusados de viés, insensatez, incompetência, ou todos os três. Ser acusado de antissemitismo hoje é de longe mais precário do que ser acusado, ou mesmo provado, ser culpado de pró-comunismo.

            Interessantemente o suficiente, uma tentativa, está agora parecendo, ser feita para empurrar a germanofobia de volta às causas da Primeira Guerra Mundial, se nós podemos julgar por um longo artigo sobre “How We Entered World War I {Como Nós Entramos na Primeira Guerra Mundial}” na New York Times Magazine de 5 de março de 1967, pela brilhante estilista e popularizadora histórica, Barbara W. Tuchman {judia}, neta de Henry Morgenthau (judeu), cuja não realista “história” desempenhou uma parte tão desafortunada em encorajar a cláusula de culpa de guerra no Tratado de Versalhes e, assim, ajudou a trazer a Segunda Guerra Mundial. Ela tem seguido os passos de seu avô ao produzir outra não realista historia em seu livro, The Zimmermann Telegram (1958), o qual ela tem sido não sábia e audaciosa o suficiente para relançar recentemente.

            Foi a New York Times Current History Magazine que solicitou-me cerca de quarenta e três ano atrás para sumarizar os fatos históricos os quais dissiparam os mitos da propaganda do tempo de guerra sobre a Primeira Guerra Mundial, dos quais a Ambassador Morgenthau’s Story foi um item principal e tinha sido devastadoramente exposta como fraude pelo professor Sidney B. Fay no American Historical Review em 1920. Meu artigo foi publicado no Current History em maio de 1924, e primeiro colocou o Revisionismo da Primeira Guerra Mundial perante o público letrado americano em uma maneira efetiva. Qualquer que possa ter sido o propósito do New York Times em publicar este artigo pela Srª Tuchman {judia}, ele levanta a questão da realidade do “progresso” até onde a perspectiva do Times é concernida.

            Este artigo tinha levantado muito indignação em parte mesmo dos Revisionistas moderados ou adormecidos, mas ele falhou em excitar-me. Em minha opinião, a Srª Tuchman {judia} é o tipo de escritora quem dada a suficiente corda, irá ela mesma se enforcar, e ela tem certamente estado pegando muita corda recentemente em escrever sobre Wilson e Freud no Atlantic (fevereiro de 1967) com nenhuma evidência de conhecimento técnico sobre ambos, e mesmo posando como um especialista em historiografia no Saturday Review (25 de fevereiro de 1967), embora historiadores especialistas como Klaus M. Epsteim {judeu}, A. J. P. Taylor, e David Marquand, ao resenhar sua amplamente divulgada The Proud Tower, tenham questionado sua capacidade para escrever história. Em minha longa resenha sobre seu livro nos The Annals, novembro de 1966, eu ao menos reconheci sua rara habilidade como uma popularizadora da história social.

            Mais ominoso é o anúncio de um livro de Alton Frye (Nazi Germany in the American Hemisphere, 1933-1941, Yale University Press), patrocinada pela Rand Corporatiom a qual lançou o muito amplamente divulgado publicamente esforço de Roberta Wohlstetter para borrar os fatos essenciais sobre Pearl Harbor. Este livro contende que, afinal, Hitler tinha desígnios sobre os Estados Unidos e contemplava como uma desejável possibilidade planos para invadir e ocupar este país - uma reminiscência do infundado rumor de Roosevelt sobre o cronograma de Hitler para a penetração em Iowa, o qual figurou de forma proeminentemente na propaganda intervencionista antes da entrada americana na guerra.

            Em minha opinião nós estamos em mais perigo do prospecto de que à germanofobia pode agora ser adicionado um renascimento da niponofobia. Esta tendência era latente nos escritos anti-Revisionistas sobre Pearl Harbor por Walter Millis, Hebert Feies, Langer e Gleason, Robert J. C. Butow, Samuel E. Morison, e Robert H. Ferrell na defesa deles de Roosevelt. Mas isso tem apenas agora assumido uma forma mais definida em The Broken Seal: The Stort of “Operation Magic” and the Pearl Harbor Disaster (1967) de Ladislas Farago {judeu}, no qual os esforços japoneses para preservar a paz pela negociação são apresentados como uma logo hipócrita para cobrir suas reais determinações na guerra e ganhar tempo para se preparar para ela. Um empreendimento mais extenso neste mesmo veio tem sido prefigurado por Gordon W. Prange. Nós podemos estar em nosso caminho para retornar à visão do almirante Halsey sobre os japoneses como antropoides sub-humanos.

            É muito verdadeiro que se seles pudesse expor os fatos sobre as causas da Segunda Guerra Mundial e nossa entrada sobre seus méritos, livre de toda enredeada e incessante barragem de germanofobia, notavelmente contra a Alemanha Nacional Socialista, esta geração de sua própria idade a qual o Sr. Whalen se refere é realmente altamente vulnerável e receptiva. Isto eu tenho demonstrado para minha própria satisfação através da resposta aos meus leitores perante os grupos de estudantes em universidade e faculdades americanas de primeira linha, e em tais artigos como aqueles que eu escrevi no Liberation nos verões de 1958 e 1959, no New Individualist Review na primavera de 1962, e no Rampart Jornal, primavera de 1966, cobrindo assim ambas esquerda e direita desta nova geração.

            Nós podemos, contudo, dificilmente esperar que aquelas pessoas que possam estar voluntárias a aprender, se eles tivessem uma chance justa, de se manter posicionada de pé frente ao incessante bombardeamento pelas nossas agências de comunicação para demonstrar que nós tínhamos um moral vital e dever de autoprotetor de favorecer e entrar em uma guerra para livrar o mundo de uma gangue de bárbaros mais dissolutos e sanguinários que qualquer coisa mais desde, ou mesmo entes, de Gengis Khan e Tamerlão.  

            Esta geração mais jovem e com lavagem cerebral entra em contato somente com pequenos e espalhados pedaços até mesmo de material Revisionista tradicional, e isto em consideráveis intervalos. Mas nem um dia segue sem um ou mais artigos sensacionais nos jornais diários sobre a exagerada selvageria nacional-socialista a qual requereu nossa entrada na guerra; os principais jornais semanários e mensais, especialmente Look e Saturday Evening Post,7 nunca deixaram de colocar sua cota de prosa lúrica; as rádios tinham sua própria transmissão diária; filmes dispendiosos são devotados a isso; nem uma semana segue sem vários programas de televisão incitantes revolvendo esta propaganda, e livros sensacionais derramam a frente em intervalos frequentes. Enquanto lendo alguns dos mais repulsivos exemplos de tais sufocamentos vindos da germanofobia, eu observei nos noticiários e jornais retratos do presidente Johnson aparentemente posando sem estremecer como anfitrião de tirano etíope e virtuoso genocida, Haile Selassie, que tinha previamente sido convidado, ou no mínimo permitido, aparecer no cortejo fúnebre do Presidente Kennedy.

            Para que o público não fique “farto” e aborrecido pela repetição, o material entregue a eles tem sido feito mais incessante, exagerado e inflamatório. Deveria haver algum limite para isto, mas ele certamente não está à vista, ainda que, mesmo embora exceda de longe em frequência, volume, e ferocidade qualquer coisa entregue no tempo de guerra, quando a imaginação pública estava ocupada em larga parte seguindo as operações militares.

            Não pareceria haver nenhuma memória restritiva do refluxo que seguiu quando a mendacidade e exageros do Relatório Bryce sobre as alegadas atrocidades alemães na Primeira Guerra Mundial foram reveladas por Arthur Ponsonby, J. M. Read, e outros. A mais proeminente autoridade sobre o assunto tem estimado que o número de judeus exterminados pelos nacional-socialistas, já reportado pelas “autoridades” citadas pelo sufocamento para todos os campos de concentração alemães nos tempos de guerra, somaria bem mais que vinte e cinco milhões.  Isto não inclui os mais de um milhão de alegados mortos pelo Einsatzgruppe alemão quando batalhando a guerra de guerrilha atrás das linhas. Nos está sendo dito agora (New York Times, 3 de novembro de 1966, e Saturday Evening Post, 25 de fevereiro de 1967) que os austríacos executaram cerca de muitos judeus como os alemães. Com não mais que quinze a dezoito milhões de judeus no mundo no começo de 1939, isto, na verdade, uma realização genocida notável, especialmente se alguém considera os problemas logísticos envolvidos em sua execução. A verdade sobre as operações germânicas, se apresentadas junto com as brutalidades dos Aliados, fornece uma acusação suficiente sem qualquer necessidade para exageros fantásticos os quais abrem o caminho para uma indesejável repercussão devastadora, se e quando a verdade é apresentada nesta ou em alguma geração futura.

            Se um trabalho Revisionista sobre a Segunda Guerra Mundial fosse escrito com uma combinação da qualidade acadêmica de Sidney Fay e o persuasivo gênio estilístico de Millis e Chamberlin, a resposta procedente do abafamento seria que os impressionantes fatos da história diplomática desde 1930 os quais têm sido aduzidos e apresentados pelos Revisionistas com convicção, força e vigor são agora somente trivialidades antiquadas e irrelevantes. O que é considerado importante não é se Hitler começou a guerra em 1939, ou se Roosevelt foi o responsável por Pearl Harbor, mas o número de prisioneiros que foram alegadamente levados à morte nos campos de concentração operados pelos alemães durante a guerra. Estes campos foram primeiro apresentados como aqueles na Alemanha, tais como Dachau, Belsen, Buchenwald, Sachenhause, e Dora, mas foi demonstrado que não tinha havido extermínio sistemático nesses campos. A atenção foi então movida para Auschwitz, Treblinka, Belzec, Chelmno, Jonowska, Tarnow, Ravensbrück, Mauthausen, Brezeznia, e Birkenau, o qual não exauri a lista que parece ter sido estendida conforme necessário.

{Ex-detento de um campo
de concentração alemão,
o francês Paul Rassinier 
(1906-1967) foi a principal
voz inicial a contestar a 
versão pós-guerra dos
campos de extermínio
alemães.Crédito da foto
Wikipedia em inglês.}
            Uma tentativa para fazer uma competente, objetiva, e verdadeira investigação da questão do extermínio é agora considerada como de longe mais objetivável e deplorável do que a visão do professor Bemis acusando Roosevelt com a responsabilidade de guerra. É certamente a mais precária aventura que um historiador ou demógrafo poderia empreende hoje; na verdade, tão “quente” e perigoso que somente um solitário estudioso francês, Paul Rassinier, tem feito qualquer esforço sistemático sério para entrar no campo, embora Taylor obviamente reconheça a necessidade para tal trabalho e indique aonde ele levaria. Mas esta vital matéria teria de ser tratada resolutamente e meticulosamente em qualquer futuro livro Revisionista sobre a Segunda Guerra Mundial que pudesse esperar refutar a nova abordagem e estratégia de contingentes de apagão e abafamento.

            Mesmo ex-escritores Revisionistas ardentes agora se esquivam desta responsabilidade, alguns mesmo abraçando e embelezando o abafamento. O mais conspícuo exemplo é o de Eugene Davidson, que uma vez teve a coragem de colocar em risco sua posição como chefe da Yale University Press ao publicar os dois volumes diretamente franco de Charles Austin Beard. Em sua Death and Life of Germany (1959), Davidson abertamente recusou-se a obedecer a advertência de Burke contra indiciar uma nação e passou a acusar a Alemanha desde 1932 sobre a base do Diário de Anne Frank sem mesmo remotamente sugerir qualquer questão sobe sua completa autenticidade. Seu recente The Trial of the Germans: Nuremberg (1966) está fornecendo nenhum fim ao auxílio e conforto para o contingente de abafamento, conforme imediatamente evidente pela extática resenha do livro no Newsweek, 9 de janeiro de 1967.

            O livro de Davidson é devastadoramente resenhado por A. J. P. Taylor no New York Review em 23 de fevereiro de 1967. Conforme Taylor coloca: “A hipocrisia de Nuremberg foi revoltante o suficiente em 1945. Ela excede todos limites quando é mantida em 1967, mais de vinte anos depois. O Sr. Eugene Davidson tem compilado em enorme extensão uma biografia dos acusados em Nuremberg. Aqui eles estão, do deslumbrante Göring ao insignificante Fritzsche, o comentarista de rádio. As biografias são superficialmente atraentes, material descuidado, odiáveis em um estilo espalhafatosamente cintilante e evidentemente assumindo que qualquer tipo de entulho é bom o suficiente para tais canalhas. É realmente mais que difícil que a coisa deva ser feita tão ruim. Depois de todos esses anos, há algumas coisas talvez que valham discutir.” O comentário restante de Taylor sobre Nuremberg é talvez a melhor avaliação breve que jamais sido escrita sobre a sua combinação de viés, hipocrisia, e imbecilidade legalizada. Taylor tinha previamente escrito no London Observer: “É estranho que um juiz inglês deva ter sido encontrado a presidir sobre a macabra farsa do Tribunal de Nuremberg; e estranho que advogados ingleses, incluindo o presente Lord Chancellor, tenham pleiteado perante ele.”

            O tratamento de Davidson e Nuremberg por Taylor é parte de sua análise de três livros os quais representam o alto nível da literatura de abafamento, e o que ele tem escrito sobre eles provavelmente requereu mais coragem e integridade do que foi necessário para produzir seu Origins of Second World War {no Brasil publicado como A Segunda Guerra Mundial, Editora Zahar}. Ele é o primeiro ataque aberto feito por qualquer historiador, atualmente altamente estimado, sobre as atitudes e métodos do abafamento, e pode ser esperado que ele tem estabelecido um precedente saudável. Ele é uma inestimável e igualmente indispensável sequência de seu Origins {of Second World War}. Tanto quanto o abafamento prevaleça, as conclusões de Taylor neste libro sobre a responsabilidade pela eclosão da Segunda Guerra Mundial serão passadas para trás como irrelevante antiquarianismo, não importa quão precisas.

{O historiador inglês Alan John Percivale Taylor (1906-1990), com produção de teor revisionista, foi relevante professor em Oxford,
e curiosamente é o autor do termo 'The establishment'. Crédito da foto PA Archive, via Ham & High, Heritage:
 AJP Taylor the iconic TV history man who supplied a new version of our past, 07 de maio de 2013.}

            Enquanto o abafamento nos inundar severamente com exagerados exemplos de selvageria nacional-socialista, não há comparável interesse nele, ou mesmo no conhecimento das reais barbaridades Aliadas, tais como o programa Churchill-Lindemann de bombardeamento de saturação sobre os civis, especialmente nos lares da classe trabalhadora, o qual foi tão brutal, implacavelmente sem compaixão, e letal como qualquer coisa alegada contra os germânicos. Conforme Liddell Hart e outros têm feito claro, Hitler tinha honestamente procurado um banimento de todo bombardeamento de civis, exceto das regras aceitas de guerra de sítio. O bombardeio alemão de Coventry e Londres ocorreu muito depois de Hitler falhar em conseguir de a Grã-Bretanha consentir com o banimento de bombardeio de civis. O bombardeio incendiário de Hamburgo e Tóquio e a desnecessária destruição de Dresden nunca são e franca e convincentemente colocados contra os feitos, reais ou alegados, em Auschwitz. A atomização de Hiroshima e Nagasaki, completamente desnecessária para assegurar a rendição japonesa, são quase esquecidas, salvo quando ocasionalmente defendida pelo ex-presidente Truman ou feita como base de um filme romântico.

            Pouca ou nenhuma menção é agora feita dos quinze milhões de germânicos que foram expelidos de suas províncias orientais, a área dos Sudetos, e outras regiões, pelo menos quatro milhões deles pereceram no processo por chacina, forme e doença. Esta foi a “solução final” para os alemães derrotados que caíram nas mãos dos vitoriosos e, bastante interessante, conforme Ragsinlet tem feito claro, foi idêntica à “solução final” planejada por Hitler e os nacional-socialistas para os judeus, no evento que a Alemanha vencesse a Segunda Guerra Mundial. A lenda do abafamento representa o plano alemão como o extermínio de todos judeus que os alemães pudessem colocar as mãos. Nenhum documento autêntico tem sido produzido para apoiar qualquer tal contenção. A “solução final” nacional-socialista foi um plano para a deportação de todos os judeus em seu controle no fim da guerra, sendo Madagascar um lugar considerado. Mesmo se eles tivessem sido vitoriosos, os Alemães não teriam colocado a mão em mais que metade de tantos judeus como o número de alemães que foram deportados de suas terras natais.

            O massacre indiscriminado de oficiais e líderes poloneses na floresta de Katyn e em outros lugares pelos russos, os extermínios e expulsões nos países bálticos, e a prisão de alguns milhões de soldados russos e outros refugiados anticomunistas na Alemanha depois da guerra, para serem devolvidos para Stalin com o consentimento de Eisenhower, para a execução ou a ainda pior escravização nos campos russos de trabalhos sob forme, são convenientemente desviados do olhar para longe. Nem é nada dito sobre o fato de um estudioso iugoslavo, Mihajlo Mihajlov, teve recentemente, sob a base de documentos russos, tornado conhecido que pelo menos doze milhões de russos passaram através dos campos de concentração de Stalin, com não mais da metade sobrevivendo. O intolerável Plano Morgenthau, aprovado pelo presidente Roosevelt, o qual concebia como desejável em futuro evento a fome de vinte a trinta milhões de alemães num processo de transformar a Alemanha de volta numa nação agrícola e pastoral, tem agora se tornado não mais que um assunto para monografias econômicas esotéricas. Somente um adequado e acurado livro até mesmo desse tipo, o de Nicholas Balabkins, Germany Under Direct Controls (1962), tem até então aparecido em inglês, e este tem sido indevidamente negligenciado ou ignorado.

            Também desviado para longe do olhar hoje está o fato que virtualmente a inteira população japonesa da costa do Pacífico foi arrastada para fora de seus lares sem provocação ou a mais leve necessidade do ponto de vista de nossa segurança nacional. O recente capaz e revelador livro de Allan R. Bosworth, American Concentration Camps (1967), pode redirecionar a atenção americana e do mundo sobre este escandaloso episódio, o qual foi principalmente o resultado da súbita reviravolta reflexiva do Secretário de Guerra Henry L. Stimson.

            Acima estão uns poucos fatos e considerações que teriam de ser apresentados com uma meticulosidade adequada em qualquer livro Revisionista de Segunda Guerra Mundial o qual esperasse se opor ao atual padrão de abafamento anti-Revisionismo.

            Outro obstáculo reside no fato que, como resultado de lavagem cerebral e doutrinação por um quarto de século, o público americano não é somente ignorante dos fatos envolvendo abordagem de abafamento, mas tem perdido muito do tradicional auto-respeito nacional e orgulho público que controlou suas reações depois da Primeira Guerra Mundial. Permanece minha convicção bem-arrazoada, baseado na inigualável e insuperável experiência, que a aceitação geral do Revisionismo no final dos anos da década de 1920 e início dos anos da década de 1930 foi devido mais ao ressentimento público com as propensas insultuosas insinuações ao “Tio Shylock” {quando os EUA conhecido como Tio Sam, passou a ser comparado com o judeu emprestador de dinheiro da literatura shakespeariana} a partir do exterior e a renúncia de nossos ex-Aliados com respeito ao pagamento do débito de guerra deles do que por todos os escritos revisionistas da era.

            Este uma vez poderoso impulso, decorrente do orgulho nacional, aparentemente não mais opera neste país: o público americano tem por agora se tornado completamente imune ao “Yanks Go Home” e aos comparáveis aos epítetos ingratos de nossos ex-Aliados, e à hostilidade e ingratidão daqueles que têm tomado de nós mais que cem bilhões de dólares em ajuda externa e outras benesses públicas desde 1945, para não dizer nada da prévia dispendiosamente pródiga ajuda no tempo de guerra.

            Quando os Revisionistas, depois da Primeira Guerra Mundial, revelaram como tinham a nós mentido os cavalheiros da inteligência e propaganda britânica, tais como Sir Gilbert Parker, houve um considerável retrocesso e muita indignação pública. Quando H. Montgomery Hyde publicou seu livro, Room 3605, não somente revelando, mas alardeando como nós tínhamos sido chutados por Sir William Stephenson) (o “Canadense Quieto”) e seus capangas da inteligência britânica, mesmo ao ponto de tentarem quebrarem os encontros anto-intervencionistas neste país em 1940-1941, dificilmente houve uma irradiação. O livro atraiu pouca atenção, foi usualmente elogiado oficialmente quando notado, e recebeu nenhuma condenação chocante.

            Quando o conflito estava terminado, o público americano calorosamente apoiou a exposição da propaganda anti-germânica da Primeira Guerra Mundial, tal como o Relatório Bryce, por Mock e Larson e outros, mas não tem havido nenhuma demanda pública ou histórica para uma igualmente honesta e buscadora investigação das mais abrangentes e discutíveis propagandas relativas ao alegado barbarismo germânico durante a Segunda Guerra Mundial. Mesmo sugerir a desejabilidade de qualquer tal projeto colocaria o patrocinador em risco profissional, se não pessoal.

            Nem nós recebemos qualquer assistência ou encorajamento dos alemães ocidentais masoquistas que, se alguma coisa, em suas próprias distorções do apagão e abafamento excedem a acusação formal dos seus ex-inimigos do tempo de guerra. Este é o resultado da autoflagelação e autoimolação alemã, em agudo contraste com as regulares inclinações ardentemente revisionistas da República de Weimar. No entanto, mas talvez de adequadamente, os alemães ocidentais conseguem pouco crédito até por essa atitude acovardada. Há certamente abundantes razões do porquê todos de nós que vivemos através das barbaridades da Segunda Guerra Mundial e suas consequências devemos estar envergonhados de sermos membros da raça humana, mas certamente não há base sonora para qualquer vergonha única germânica ou autoflagelação.

            A história relativa à Segunda Guerra Mundial tem agora se tornado um empreendimento de propaganda pública mais do que um problema histórico. Ela tem passado da investigação de documentos e outras evidências históricas para um debate público frenético sobre arqueologia do extermínio, biologia comparativa, patologia clínica, ética genocida, o qual somente um lado tem qualquer oportunidade descente de apresentar seus argumentos e evidência. Esta conglomeração confusa e diversificada de extravagante imaginário, mito, mendacidade, de cerne vingativo, e vingança fraudulentamente unilateral certamente não fornece salvaguarda contra o desenvolvimento, iminente crescimento, e destrutivo potencial de um holocausto nuclear.

{James J. Martin e Harry Elmer Barnes nos anos da década de 1950.
"A história relativa à Segunda Guerra Mundial tem agora se tornado um empreendimento de propaganda pública mais do que um problema histórico. Ela tem passado da investigação de documentos e outras evidências históricas para um debate público frenético sobre arqueologia do extermínio, biologia comparativa, patologia clínica, ética genocida, o qual somente um lado tem qualquer oportunidade descente de apresentar seus argumentos e evidência." (Harry Elmer Barnes)}

Praticamente os únicos raios de luz e esperança no horizonte no momento são subprodutos da Guerra do Vietnã. Pela primeira vez em toda a história americana, exceto pela posse de terras da Guerra do México, os liberais não são as tropas de choque dos fomentadores de guerra, e muitos são preponderantemente “pombos”, notadamente os mais jovens liberais ou a “nova esquerda”. Isso tem encorajado muitos deles que, como grupo, foram menos sujeitos à lavagem cerebral da Segunda Guerra Mundial, para olhar por cima do ombro para a belicosidade liberal do passado e examinar sua validade de forma mais racional. Isso tem já feito muitos deles céticos sobre a impecável sonoridade da propaganda intervencionista e apagão histórico em relação às duas guerras mundiais deste século. Eu tenho tido pesquisas mais razoavelmente amigáveis ​​e aparentemente honestas sobre o Revisionismo nos últimos dois anos do que nos vinte anteriores. Essa atitude cética e questionadora pode crescer; se assim fosse, teria pouca paciência com as suposições, métodos e literatura do abafamento.

Mesmo mais promissor e potencialmente tem sido o crescimento da “lacuna de credibilidade” com referência à Guerra do Vietnã, principalmente a lacuna entre o que Charles Austin Beard uma vez designou como “as aparências e as realidades” das asserções da administração e garantias sobre nossas políticas oficiais em entrar, continuar e escalar a guerra. Isso impressionou especialmente os pombos liberais sobre os quais devemos colocar nossa principal esperança de expor e repelir o abafamento. Nada dissolveria o abafamento tão rapidamente quanto aplicar a suas atitudes e contendas as implicações céticas da lacuna de credibilidade. O abafamento seria irremediavelmente vulnerável até mesmo a uma aplicação moderada da abordagem de lacuna de credibilidade; ele pode desmoronar rapidamente e sem esperança. Portanto, podemos apropriadamente, se sem garantia prematura, saudar o crescimento da lacuna de credibilidade que agora está sendo cuidada e nutrida pela Guerra do Vietnã.

Que cresça, prospere e faça desaparecer o abafamento, mas suas lições não devem ser derivadas das declarações e ações do governo Johnson. Ela deve levar aqueles que estão receptivos ao fato e à razão a voltar à lacuna de credibilidade nos protestos pré-guerra de Wilson e Roosevelt, sendo este último o mais volumoso e impressionante de todos, e à lacuna de credibilidade nas asserções de Truman sobre a necessidade de bombardear as cidades japonesas e entrar na Guerra da Coréia, que até o General Bradley designou como “a guerra errada, no lugar errado e na hora errada”. A lacuna de credibilidade na posição e nos protestos dos “falcões” agonistas da guerra fria, conforme apontado por D. F. Fleming, John Lukacs, F. L. Schuman, David Horowitz, Murray N. Rothbard, James J. Martin e outros, é mesmo mais grotesco e fictício do que o da administração Johnson em relação ao Vietnã, mas, afortunadamente, ainda não possui status e autoridade oficiais plenos.   

Portanto, deixe-nos saudar a lacuna de credibilidade, seja derivada dos pombos, dos falcões, dos agonistas da guerra fria ou da administração Johnson e seus predecessores. Sua aplicação ao abafamento fornece a única esperança no horizonte hoje de tornar o Revisionismo eficaz para obter acesso à opinião pública e às políticas e, assim, trabalhar pela paz permanente.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander


Notas

5 Nota de Harry Elmer Barnes: Transmitida então no programa Goldman “Open Mind”, WNBC-TV, e retransmitida no programa “World Topic” em 2 de janeiro de 1967

6 {Nota editorial do The Journal for Historical Review (Lewis Brandon e Thomas J. Marcellus)}: (Naturalmente, Barnes está aqui confuso pela diferença entre uma “câmara de gás” e um “forno à gás.” Brevemente após escrever este artigo, ele veio a rejeitar o inteiro mito do Holocausto, não apenas parte dele.)

*a Nota de Mykel Alexander: Sobre o expediente de acusação de alegado “antissemitismo” ver especialmente:

- A Crítica de Acusação de Antissemitismo: A legitimidade moral e política de criticar a Judiaria, por Paul Grubach, 01 de setembro de 2020, tradução de Mykel Alexander, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2020/08/a-critica-de-acusacao-de-antissemitismo.html

Originalmente como A Critique of the Charge of Anti-Semitism: The Moral and Political Legitimacy of Criticizing Jewry, em The Journal of Historical Review, verão de 1988 (Vol. 8, nº 2), páginas 185-203.

https://www.ihr.org/jhr/v08/v08p185_Grubach.html

 7 Nota de Harry Elmer Barnes: Especialmente muitas entradas no Look, o último sendo 21 de março de 1967, e no Saturday Evening Post, veja 22 de outubro de 1965

 


Fonte: The Journal of Historical Review, inverno de 1980 (Vol. 1, n° 3), páginas 205-230. Este artigo apareceu a primeira vez em Rampart Journal, verão de 1967.

http://www.ihr.org/jhr/v01/v01p205_Barnes.html

Sobre o autor: Harry Elmer Barnes (1889-1968) foi um dos estudiosos americanos mais influentes do século XX. Publicitário, historiador cultural e sociólogo, nasceu em Auburn, Nova York, em 1889. Ele recebeu seu Bacharel of Arts em 1913 e seu diploma de Master of Arts em 1914, ambos pela Syracuse University, e seu Ph.d. em 1918 de Columbia. No ano letivo de 1916/1917, ele estudou em Harvard com uma bolsa. Barnes tornou-se professor de história na Clark University antes de se mudar para o Smith College como professor de sociologia histórica em 1923. Em 1929 ele deixou o ensino para trabalhar como jornalista, escritor freelance e professor adjunto ocasional em escolas menores. A historiografia e os aspectos políticos, econômicos e culturais do pensamento e da civilização ocidentais são suas principais reivindicações de distinção. Chegou em sua carreira inclusive a se encontrar com ex-Imperador alemão Guilherme II.

O melhor volume sobre sua vida e obra é Harry Elmer Barnes: Learned Crusader (Ralph Myles, 1968). Barnes publicou mais de 30 livros, 100 ensaios e 600 artigos e resenhas de livros, muitos deles para a revista Foreign Affairs do Conselho de Relações Exteriores, onde atuou como Editor Bibliográfico. Entre seus livros constam:

The Social History of the Western World, an Outline Syllabus, New York: D. Appleton, 1921.

Sociology and Political Theory: A Consideration of the Sociological Basis of Politics, New York: A. A. Knopf, 1924.

The History and Prospects of the Social Sciences, New York: A. A. Knopf, 1925. Co-escrito com Karl Worth Bigelow e Jean Brunhes.

Psychology and History, The Century Company, 1925.

Living in the Twentieth Century: A Consideration of How We Go This Way, Indianapolis: Bobbs-Merrill, 1928

The Genesis of the World War: An Introduction to the Problem of War Guilt, New York: A. A. Knopf, 1926.

World Politics in Modern Civilization: The Contributions of Nationalism, Capitalism, Imperialism and Militarism to Human Culture and International Anarchy, New York: A. A. Knopf, 1930

The History of Western Civilization, New York: Harcourt, Brace and Company, 1935.

An Economic History of the Western World, New York: Harcourt Brace, 1937.

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Relacionado, leia também:

Revisionismo e Promoção da Paz - parte 1 - por Harry Elmer Barnes

Revisionismo e Promoção da Paz - parte 2 - por Harry Elmer Barnes

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Para quem há história? - por Mykel Alexander

As mentiras que formam nossa consciência e a falsa consciência histórica - por Paul Craig Roberts

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100 anos depois que os EUA se envolveram na Primeira Guerra Mundial. É hora de saber porque - Por Robert E. Hannigan

A Guerra de Hitler - por David Irving

Hitler por Winston Churchill


domingo, 18 de outubro de 2020

A vigilante marcação pública no revisionismo - parte 1 - por Harry Elmer Barnes

 

Harry Elmer Barnes


           Todo cidadão americano tem muito mais perigo ao compreender como e porque os EUA foram atraídos para a Segunda Guerra Mundial do que em ler cuidadosamente o Relatório Warren {procedente da Comissão Warren, encarregada da investigação do assassinato do presidente J. F. Kennedy}, seus volumes suplementares, e artigos controversos e livros do período subsequente, ou os anais de qualquer crime público, não obstante quão dramático.

            Por mais trágico e lastimável, o assassinato do presidente Kennedy foi um crime relativamente simples se comparado talvez ao mais letal e complicado crime público dos tempos modernos, nossa entrada na Segunda Guerra Mundial. Isto resultou na perda imediata de mais de trinta milhões de vidas, um custo em última instância de mais de quinze trilhões de dólares, incrível sofrimento, e um rescaldo industrial-tecnológico-científico-militar o qual pode varrer fora a raça humana; e o resultado concomitante: uma visão condicionada onde milhões favorecem a guerra – exercida externamente sobre um “inimigo” estrangeiro e internamente sobre os contribuintes – como meios de assegurar a paz.

 

Nós necessitamos mais livros para justificar o revisionismo?

            Embora um conjunto formidável de evidência tenha sido volumosamente acumulada e oferecida pelos estudiosos revisionistas quanto ao nosso envolvimento na Segunda Guerra Mundial, esta evidência não tem sido plenamente reconhecida ou geralmente compreendida. Escrevendo em 1965, Richard J. Whalen, autor do brilhante The Founding Father, afirmou:1

No vigésimo ano depois do fim da Segunda Guerra Mundial, nós ainda não temos um relato solidamente autorizado, generosamente cheio de verdade de como e porque os Estados Unidos foram arrastados para a Segunda Guerra Mundial. E está se tornando duvidoso que algum dia nós iremos alguma vez tê-lo.

As razões são muitas: A Segunda Guerra Mundial foi uma guerra dos liberais e eles estão compreensivelmente determinados a não deixar cair a versão deles das origens dela com todos os formidáveis recursos políticos e intelectuais ao seu comando. Há também nossa necessária preocupação com a sucessora batalha agora centrada no Sudeste da Ásia; com tanto a compreender aqui e agora, um olhar buscador retroativo em nossa linha trágica de marcha parece quase uma luxúria que podemos debilmente nos permitir. Mas o mais importante de tudo, nós estamos perdendo nossa esperança da verdade sobre a experiência central de nosso tempo simplesmente porque o tempo está passando.

A pesquisa é uma ocupação de um homem jovem, particularmente o tipo de pesquisa implacavelmente insistente requerida para descobrir e reunir junto informação que poderosos interesses investidos desejam ocultar. Infelizmente, aqueles sob menos de quarenta nos que estão pesquisando e escrevendo história pela próxima geração, com raras exceções têm aceitado a “explicação” da Segunda Guerra Mundial fornecida pelo folclore e estudos ortodoxos. Os dissidentes – os historiadores revisionistas – não têm sido capazes de alcançar a geração desde a guerra que tem atingido a maturidade; os últimos estão escassamente cientes que outro lado da história existe.

Vinte anos após Versalhes, a situação era inteiramente diferente. A onda da maré de desilusão que atravessou varrendo o Ocidente trouxe um dilúvio de livros populares e acadêmicos desmascarando a história oficial da guerra. O revisionismo tornou-se uma parte integral do liberalismo dominante do período. Mas os mais jovens jornalistas e historiadores que se revoltaram contra seus anciões seguindo a Primeira Guerra Mundial têm, nos anos desde a última guerra, brilhantemente sucedido em antecipadamente impedir uma igual revolta contra eles próprios. E assim nós temos perdido a geração expositora das falsidades estabelecidas, e a questão é se nós podemos de alguma forma estimular uma curiosidade feroz na próxima. As probabilidades considerando as partes são pesadamente contra...

Os Revisionistas... devem exercer uma força eles mesmos para produzir estudos provocativos e verdadeiramente cativantes dentro de uma estrutura de fundo engrenada para uma nova era e nova audiência, trabalhos que irão penetrar profundamente dentro da consciência pública e finalmente numa súbita torcida abrir um assunto prematuramente fechado de importância maior que qualquer outra coisa mais.       

            Enquanto concordando, em geral, com a avaliação informada e judiciosa de Sr. Whalen da situação Revisionista, eu questionaria, direta e abruptamente, embora amavelmente, sua asserção que em duas décadas depois do Dia da Vitória sobre o Japão “nós ainda não temos um relato solidamente autorizado, generosamente cheio de verdade de como e porque os Estados Unidos foram arrastados para a Segunda Guerra Mundial,” a menos que ele demande absoluta perfeição, a qual não foi obtida por qualquer livro revisionista escrito após a Primeira Guerra Mundial. Desde que eu sou provavelmente mais familiar que qualquer outra pessoa, vivendo ou morta, com a literatura revisionista sobre as causas de ambas guerras mundiais ou nossa entrada neles, eu diria que nós temos na verdade sido especialmente afortunados em número e qualidade em livros Revisionistas os quais têm aparecido neste assunto desde o Dia da Vitória sobre o Japão – mais e melhores livros que foram publicados em nossa entrada na Primeira Guerra Mundial no mesmo período de tempo. Embora nós devemos sempre saudar novos e possivelmente melhores livros sobre o assunto, nós não temos mais necessidade urgente de outro livro abrangente e de leitura viável sobre as causas da entrada americana na Segunda Guerra Mundial do que nós temos de outra boa biografia de Joseph P. Kennedy, agora que o Sr. Whalen tem nos fornecido com um tratamento absorvedor e magistral desse assunto.

            Em 1948, nós tínhamos dois magistrais volumes de Charles Austin Beard sobre as causas de nossa entrada na guerra, levando a história direto até Pearl Harbor e o abrangente livro de George Morgenstern sobre Pearl Harbor, os quais certamente são nossa parada obrigatório na literatura Revisionista ou de ambas guerras mundiais e não têm sido desacreditados sobre quaisquer questões essenciais, a despeito de esforços extensivamente subsidiados, amplamente divulgados, e dos ricos e elaboradamente elogios do almirante Samuel Eliot Morison e Roberta Wohlstetter.

            Em 1950, nós tínhamos America Seconf Crusade, de William H. Chamberlin, o qual se equivalia em informação confiável e brilhantismo de estilo do amplamente lido Road to War de Walter Millis que disse a mesma história relativa à nossa primeira cruzada. Em 1951, o muito hábil e erudito livro de Frederic R. Sanborn, Design for War, foi publicado, mas ele foi destinado a se tornar o livro revisionista infelizmente mais ignorado de nossa entrada na Segunda Guerra Mundial, a despeito de sua impressionante abordagem acadêmica, seu estilo lúcido, e distinção do autor, Ele não conseguiu nem mesmo uma nota no American Historical Review.

            Em 1953, nós tivemos dois livros adicionais os quais se qualificaram de forma ainda mais impressionantes por suprir a lacuna lamentada pelo Sr. Whalen, Back Door to War (1952) de Charles Callan Tansil, e o livro que eu editei sobre Perpetual War for Perpetual Peace (1953).

            America Goes to War (1938) de Tansill foi o primeiro livro exaustivamente de sério estudo acadêmico sobre como nós fomos arrastados para a Primeira Guerra Mundial, e isto não apareceu até duas décadas após o Armistício de 1918. Ele foi elogiado na Yale Review de junho de 1938, da seguinte maneira lírica por não menos que o professor Henry Steele Commager, um participante do apagão histórico sobre o revisionismo da Segunda Guerra Mundial: É crítico, investigador, e judicioso... um estilo que é sempre vigoroso e algumas vezes brilhante. É a mais valiosa contribuição para a história dos anos pré-guerra em nossa literatura, e uma das mais notáveis realizações dos estudos acadêmicos históricos de nossa geração.”

            Em minha opinião, Back Door to War é igualmente brilhante e confiável, e é um livro ainda mais útil no que ele também fornece um relato das causas da eclosão da guerra na Europa em 1939 quase tão abrangente como Origins of the Second World War de A. J. P. Taylor, e baseado em documentação mais completa em detalhes. Que o último livro trouxe tanta consternação aos leitores americanos aproximadamente uma década mais tarde, somente sublinha a maneira pela qual os inestimáveis trabalhos de Tansill têm sido deixados faltar aos público letrado americano e escovado para fora pelas bases de historiadores profissionais.

            A diferença na recepção dos dois livros de Tansill foi quase totalmente devido à mudança no clima da opinião pública e histórica, um impressionante exemplo de “relativismo.” America Goes to War apareceu no momento do máximo triunfo da literatura Revisionista na Primeira Guerra Mundial; Back Door veio à tona quando o apagão contra o Revisionismo da Segunda Guerra Mundial estava já ficando organizado e solidificado. O fato que Back Door teve uma relativamente grande venda para um livro de sua natureza devido em parte a uma intensiva e dispendiosa campanha promocional, mas talvez ainda mais pelo fato de que historiadores e publicistas não tinham plenamente percebido a natureza real, força, e implicações do Revisionismo da Segunda Guerra Mundial até eles terem lido o volume de Tansill. Em consequência disso eles se recobraram e se aliaram às cores que tinham sido içadas e agitadas pelo marechal Morison e luzes menores na profissão histórica, o apagão histórico foi intensificado e congelado, e desde então nunca foi permitido um alívio. O uso acadêmico posterior de Back Door foi desencorajado, e uma porção considerável de uma edição posterior foi vendida pelos preços de restos.

{ (1890–1964) um dos mais importantes revisionistas 
americanos do século XX. Crédito da foto Find Grave.}

            Um livro que provavelmente se qualificou ainda mais perfeitamente para preencher a lacuna mencionada pelo Sr. Whalen foi Perpetual War for Perpetual Peace. É duvidoso se haverá algum dia um trabalho melhor escrito para este propósito. A pesquisa subsequente neste campo não dá indicação que quaisquer mudanças fundamentais serão necessárias nas fases essenciais da narrativa, e as menores requeridas serão mais do que compensadas pela reduzida familiaridade dos futuros autores com os tempos, dos quais os autores de Perpetual War eram favorecidas testemunhas, inteligentes e informadas. Ainda mais, ele combinou e explorou o conhecimento e habilidade dos principais Revisionistas americanos daquela época, salvo por Beard, que tinha já falecido. O livro foi extremamente bem e minuciosamente escrito e bastante mais legível que a maioria dos livros de sua natureza e intenção. Ainda, a despeito dos vigorosos esforços promocionais, o livro foi um completo fracasso editorial. Não mais que metade da modesta primeira impressão foi vendida, e o restante foi comprado por um dos mais ricos americanos por cinquenta centavos a cópia para distribuir aos fundamentalistas dos movimentos de raiz.       

            Instrutivo de uma crescentemente popular tendência em resenhar por antirrevisionistas, nominalmente a tendência para se evadir dos fatos bem estabelecidos pelos escritores Revisionistas, foi a resenha do livro por Bernard C. Cohen da Princeton University na American Political Science Review, dezembro de 1954; Cohen iniciou sua resenha com a declaração: “Este é um livro desagradável de se ler.” Isto estabeleceu o tom da resenha inteira, a qual falhou em vir agarrar firmemente os fatos apresentados no livro.

            O conteúdo e o desafio do livro de Tansill tinha puxado o contingente do apagão junto para uma rápida ação na época que Perpetual War alcançou o mercado, e ao redor de 1954 era óbvio que um livro ou mesmo mais livros não eram a principal resposta ao esclarecimento público sobre as causas e resultados de nossa entrada na Segunda Guerra Mundial. Um número de outros bons livros tem aparecido desde aquele tempo, mas este não é o lugar para fornecer uma bibliografia do Revisionismo da Segunda Guerra Mundial.2

            A essência da questão é que a profissão histórica tem se convergido e aliado, e explorado plenamente a sugestão de Samuel Flagg Bemis em 1947 de que livros como o de Morgenstern, o qual coloca a culpa no presidente Roosevelt, são “sérios, desafortunados, deploráveis.”3 Escrevendo na mais alta séria colaborativa da American History, “the New American Nation,” editado por Commager e Richard B. Morris, o professor Foster Rhea Dulles poderia afirmar que “não há evidência qualquer que seja para apoiar tais acusações,” como aquelas avançadas por Beard, Morgenster, Tansill, almirante Theobald, et al, relativas à responsabilidade de Roosevelt para a surpresa de Pearl Harbor, e o professor A. Russell Buchanan poderia escrever uma história dos Estados Unidos e a Segunda Guerra Mundial em dois volumes na mesma série como se não tivesse havido Revisionismo da Segunda Guerra Mundial.

            Não há espaço aqui para recontar a natureza e operação deste apagão histórico relativo ao revisionismo da Segunda Guerra Mundial. Eu lidei com esta operação abrangente e efetiva e o desenvolvimento inevitável da maioria dos mais importantes livros Revisionistas até 1953 no primeiro capítulo de Perpetual War, e tenho desde então trazido a história até hoje em muitos artigos, brochura e resenhas.4

 

O público está insulado até mesmo de livros revisionistas de fácil leitura

            Os livros Revisionistas de Beard e Morgenstern eram “solitários” os quais eu tinha nada a fazer exceto dar as boas-vindas e comentá-los, e eu primeiro vi o livro de Sanborn em provas e não pude mais que aprovar sua publicação e fazer o que eu poderia para assistir em sua promoção, a qual foi lamentavelmente não bem-sucedida, a despeito da sonoridade estudiosa e grande mérito do livro.

O primeiro livro que arranjei foi o do Sr. Chamberlin e ele foi designado para desempenhar precisamente a função que o Sr. Whalen tão eloquentemente alega em sua sentença final. O autor correspondeu muito satisfatoriamente às nossas expectativas. Seria difícil contemplar vindo à frente um livro mais bem elaborado para atingir o público letrado e induzi-lo a reconsiderar a propaganda que nos levou e nos conduziu durante a Segunda Guerra Mundial. Se qualquer livro pudesse “penetrar profundamente na consciência pública e abrir subitamente e de modo lacerado um assunto prematuramente fechado da mais proeminente importância”, America's Second Crusade deveria ter feito isso, mas mesmo nessa data inicial (1950) o apagão, brotado a partir da propaganda de guerra, também foi rígido e bem organizado para permitir este serviço tão necessário.

O volume sólido, confiável e muito legível de Chamberlin vendeu menos de dez mil cópias, a despeito da promoção vigorosa, e seis meses depois que apareceu, a editora descobriu que não havia uma cópia no New York Public.

            Library ou em qualquer de suas quarenta e cinco ramificações. Foi ignorado pela maioria dos periódicos importantes, foi besuntadamente manchado pela maioria dos jornais que o resenharam, e historiadores, estudantes e faculdades igualmente, estavam protegidos dele pelo fato de que nem mesmo não se avaliou uma nota do livro, sem falar de uma resenha, no American Historical Review. Foi bastante aparente que os tempos não estavam prontos para um livro como o best-seller Road to War para nossa entrada na Primeira Guerra Mundial, e o público americano é muito menos atento a um desses do que o era há quinze anos atrás; O Sr. Regnery tem reimpresso o livro de Chamberlin em uma atrativa e econômica versão brochurada, mas não há evidência após vários anos que isso tem incomodado {títulos de romance ou mistério como} Candy, Fanny Hill, ou a The Boston Strangler na demanda dos leitores.

{William Henry Chamberlin (1897-1969) foi outro historiador americano de grande
 integridade ao avaliar as convulsões históricas do século XX. Crédito da foto Sentinela.}

            A experiência com vários outros livros breves e de muito acessível legibilidade confirmou posteriormente a dificuldade de ganhar qualquer resposta pública marcante à literatura Revisionista, mesmo com o auxílio de publicidade não usual. Um livro Revisionista básico, Popular Diplomacy and War, de Sisley Huddleston, um publicista e mundialmente famoso jornalista, um dos melhores escritores desta era, e muito popular com os jornais liberais americanos, teve o benefício de dois dos mais aduladores líderes editoriais em edições do Saturday Evening Post, 18 de dezembro de 1964, e 8 de janeiro de 1965, potencialmente chamando o livro para a atenção de mais de dez milhões de leitores, contando assinantes, compradores de banca de jornal, e suas famílias e amigos. O publicador do livro de Huddleston disse-me que ele não poderia atribuir uma venda de mais cem cópias especificamente a estes editoriais supostamente muitíssimo impressionantes.  

 

Escrevendo livros revisionistas para registro

            A questão, portanto, inevitavelmente surgiu conforme ao procedimento sensato em planejamento de livros revisionistas posteriores. Era evidente que pouco excitamento geral poderia ser remexido por eles, mesmo quando clara e brilhantemente escritos, embora houvesse maior necessidade para tais preocupações públicas com material Revisionista do que de volta àqueles dias de meu Genesis of World War (1926) e Why We Fought (1930) de Hartley Grattans. Se nós não podemos nos interessar, nada há dizer de evocação do despertar e excitação. O público, nós podemos no mínimo escrever para o registro histórico, na esperança que Clio posse, em última análise, dos abraços do que o capitão Russell Grenfell tem tão coloridamente chamado de “gadarenos históricos.” Pode ser admitido que escrever para o registro histórico é um tiro sem horizonte, e que há muito a ser dito para a asserção do Sr. Whalen de que o tempo pode não estar ao lado do Revisionismo. Ainda, é certo que se o tempo não servir ao Revisionismo da Segunda Guerra Mundial, nada está a seu lado. Há pouco prospecto para qualquer triunfo imediato.

            O produto proeminente até então da escrita Revisionista produzida primariamente para o registro é American Liberalism and World Politics, 1931-1941 (1964) de James J. Martin. Embora o livro não seja um Paul Revere literário, propenso a evocar e despertar o país inteiro para a ameaça do apagão histórico, ele é um monumento de cuidadosa pesquisa e reúne organizadamente massiva e relevante documentação que poderia certamente fornecer uma vasta quantidade de combustível para futuras atiçadas no fogo, no caso de alguém surgir para montar ou escrever. Ainda mais, conforme Felix Morley colocou, o livro “é escrito com um raciocínio e fraseado agradável o qual também raramente temperam aqueles pudins de extensa pesquisa.”

            A reação ao livro de Martin amplamente demonstrou que o letrado público anti-Revisionista e não-Revisionista não estava ainda pronto mesmo para história escrita para o registro, e ao mesmo tempo sublinhou a necessidade para tal material se é para haver alguma esperança para esperança do triunfo final do Revisionismo.

            Entre os jornais, o New York Times seguiu seu padrão de muitos anos, a despeito de meu apelo pessoal ao editor da seção de resenhas para dar ao livro a adequada atenção crítica. Eles o deram a Arthur M. Schlesinger, Jr. {judeu}, e ele fez seu usual trabalho artístico sobre ele, cuidadosamente se evadindo dos fatos. Ele questionou somente um fato específico, nominalmente, se a palavra “thusly {assim}” tinha autenticidade lexicográfica, e mesmo nessa matéria Martin estava certo.

            Conforme era para ser esperado, os únicos comentários favoráveis nos jornais importantes que vieram à minha atenção eram naqueles que tinham favorecido nossa não-intervenção antes de Pearl Harbor e tinham esposados o Revisionismo depois da guerra. O New York Daily News elogiou-o em 23 de fevereiro de 1965 no que era para eles um longo editorial, com o fundamento que ele era necessário como uma efetiva reprovação aguda aos liberais que tinham dominado a opinião pública americana por muitos anos. O livro foi compacta e efetivamente resenhado por William Henry Chamberlin no Chicago Tribune em 4 de abril. Ele elogiou formalmente o peso-chave do livro, nominalmente, que os liberais tinham enfatizado, se não exagerado, a ameaça do nacional-socialismo {isto é, o chamado nazismo} e fascismo às instituições democráticas enquanto negligenciava a igual ameaça da ideologia comunista e seus métodos. Walter Trohan elogiou o livro em sua coluna do Tribune por sua efetiva revelação dos ideais e métodos dos comentadores liberais. Infelizmente, essa aprovação conservadora e Revisionista não encorajou muitos dos três milhões de leitores do Daily News e Tribune a comprar o livro e documentar seus sentimentos.

            Entre os jornais, teria sido esperado que o Nation e o New Republic dariam ao livro de Martin uma extensa atenção, mesmo se somente para condená-lo, desde que Martin tinha baseado muito de seu registro da virada liberal da paz para guerra sobre as contribuições destas duas revistas. Ele tinha dado suas razões para este procedimento no momento inaugural de maneira completa e convincente. Até onde eu pude detectar, nem a revista deu ao livro de Martin qualquer notícia, assim validando a conclusão de Chamberlin de que Martin “provavelmente conhece mais sobre a New Republic e Nation durante a década pré-guerra do que os presentes editores.”

            Mas Carey McWilliams, o presente editor do Nation, moveu-se para o vivamente liberal jornal de Los Angeles, Frontier, para administrar uma longa besuntada mancha sob o fantástico título, “Mumbo Jumbo: the Fantasy World of the Far Right,” embora ele sabia, ou deveria ter sabido, que Martin era tão crítico das fantasias da extrema direita como o próprio McWilliams. Ele devotou o cerne de seu criticismo à evasão da essência do argumento {técnica denominada no original em inglês como pooh-poohing} da ênfase de Martin sobre a importância do Nation e New Republic, embora as razões para a realização de Martin estavam então indicadas extensamente na parte de abertura de seu livro. Esta foi somente uma distinção a qual estes jornais eram tão orgulhosos para reivindicar através da década de 1930. Ele feriu com uma besuntada mancha ao efeito de que o livro tinha sido produzido como um resultado de uma doação de uma fundação conhecida por sua assistência na escrita de livros Revisionistas. Ele poderia dificilmente ter esperado ser auxiliado pela Rockefeller Foundation, a qual financiou a colossal passada de pano de Langer e Gleanson sobre a política estrangeira de Roosevelt durante o período, ou a Rand Corporation, a qual apoiou o livro {do judeu Albert James} Wohlstetter.  

            Richard Whalen resenhou o livro de forma justa na National Review, embora ele era cético de escrever principalmente para registro e sublinhou, conforme foi notado no início de seu artigo, a necessidade para um relato breve e claro de como os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial. Ele reconheceu plenamente a pesquisa e estudo acadêmico na produção do livro.

A melhor resenha tipicamente expressando a reação dos intervencionistas liberais foi aquela do Professor Paul F. Boller no Southwest Quarterly, verão de 1965. Ele buscou ler no livro de Martin a suposição que o autor sustentou que o fascismo é para ser preferido ao comunismo, embora Martin não expressou tal opinião. Ele meramente relatou as atitudes ou opiniões dos liberais que realizaram a reviravolta, a qual indicou a aparente preferência deles pelo comunismo, ou no mínimo a falha deles em estarem conscientes de sua ameaça à paz e à maneira democrática de vida. Mas Boller não riscou a importância do Revisionismo como um meio de promoção da paz, e ele deu ao livro uma extensa consideração que sua pesquisa e estudo acadêmico mereciam. A resenha foi próxima do melhor que poderia ser esperado de um ideólogo liberal ferido.

De longe a melhor resenha foi aquela do distinto publicista e educador Felix Morley, em Modern Age, verão de 1965. Morley descreveu o que Martin realmente escreveu, indicou sua importância para compreender o passado e lidar com o futuo das questões mundiais, analisou a surpreendentemente assombrosa virada liberal e sua importância em produzir o elevar do espírito de guerra, e inteligentemente avaliou o significado do livro. Reconhecendo a importância histórica de um pleno tratamento para o registro, ele também concordou com Whalen quanto à necessidade de uma versão condensada e instou a preparação de uma edição brochurada a qual forneceria isto e assim faria possível uma arregalada circulação do livro. Morley apropriadamente chamou a atenção para o perigo que os atuantes da guerra fria de hoje podem fornecer uma reviravolta comparável àquela dos liberais dos anos da década de 1930 através de uma súbita mudança de não intervenção para uma crescente obsessão com os perigos do comunismo, um ponto de vista também salientado por Herbert C. Roseman em sua excelente resenha do livro de Martin no Rampart Journal, verão de 1965.

{James J. Martin (1916-2004), um dos principais
historiadores revisionista dos EUA no século XX.
Crédito da foto The Journal for Historical Review.} 

            Do ponto de vista da escolaridade histórica, o episódio de colocar para fora o coração, conectado com a publicação do livro de Martin foi a maneira na qual o livro foi tratado pelo mais proeminente jornal histórico do país, o American Historical Review, janeiro de 1996. Tomado por admitida a incessante e perseverante política anti-Revisionista da Review por virtualmente um quarto de século, teria de ser esperado uma resenha não favorável e poderia mesmo ter respeitado tal consistência. Mas aqui era um livro o qual realmente constituiu uma das contribuições mais bem instruídas, informativas e impressionantes da histórica das medidas políticas, métodos jornalísticos, e questões internacionais feitas durante o presente século. Ele certamente merecia no mínimo uma resenha de duas páginas, não obstante amargamente atacada, dada que explanações substanciais foram dadas para o criticismo, conforme o Professor Boiler deu. Ao invés, o livro foi entregue para o Professor Robert H. Ferrell da Indiana University, bem conhecido como um inveterado anti-Revisionista. Ao livro foi dado um tratamento resumido, a qualidade da qual é aparente de sua avaliação do livro como “um goulash impossível” e um “desastre da escolaridade acadêmica.” Tudo isto estava em fiel acordo com o tradicional apagão histórico. Mas a “resenha” de meia página também indicou a crescente aceitação da germanofobia do sufocamento histórico ao descrever o regime Nacional Socialista {nazismo} como “o mais amoral governo desde a época estatisticamente nublada de Genghis Khan.” Ao menos, o tratamento do livro de Martin por Ferrell apresentou uma síntese instrutiva dos principais itens do atual equipamento e técnicas de opinião histórica anti-Revisionista hoje; o apagão histórico, o sufocamento, e a realização do teste da aceitável prosa histórica se ela constitui uma agradável leitura para historiadores aprovados e seu público submetido a lavagem cerebral.

            A resenha também carregou com ela um resultado consequente irônico. O professor Martin escreveu ao editor uma carta jovialmente animada, mas cortês, de protesto sobre a resenha de Ferrell, mas recebeu uma réplica a qual fingia choque, indicando que a carta era de mal gosto, e implicou que ela poderia não ser remotamente considerada para publicação. Ela não era.

            A alergia da maioria dos historiadores profissionais ao livro de Martin é fácil de entender. Na época em que o livro apareceu, o teste mais geralmente aceito do valor e aceitabilidade de um livro histórico de natureza controversa tinha se tornado a questão de se ele seria ou não uma leitura agradável para a guilda histórica. Uma vez que esta última era composta principalmente de liberais com mentalidade guerreira no final dos anos 1930, ou que sofreram lavagem cerebral posteriormente, há poucas dúvidas de que o livro de Martin forneceu a leitura mais desagradável contida em qualquer livro publicado nesta geração.

{Charles Austin Beard (1874-1948), um dos vanguardistas do revisionismo
 e historiador de primeira grandeza nos EUA. Crédito da foto Wikipedia em inglês.}

Alguns de nós que passaram por essa luta contra os grupos de guerra na década de 1930, tais como Charles Austin Beard, Norman Thomas, Stuart Chase, General Charles Lindbergh, Edwin M. Borchard, John Chamberlain, John Flynn, Edmund Wilson, Sidney Hertzberg, Frank Hanighen, Jerome Frank, Quincy Howe, Hartley Grattan, Frank Chodorov, Oswald G. Viilard, Marquês W. Childs, Selden Rodman, Burton Roscoe, Fred Rodell, Maurice Hallgren, Hubert Herring, George R. Leighton, Ernest L. Mayer, Dorothy D. Bromley, e outros, têm conhecido os fatos por experiência pessoal. Mas nem mesmo os participantes podem saber a história inteira a menos que eles tenham lido o livro de Martin, e todo americano tem muito em jogo ao lê-lo e digeri-lo. Revertendo ao título do trabalho pioneiro de John Kenneth Turner sobre a Primeira Guerra Mundial, Shall It Be Again?, a questão de saber se o crime público sem paralelo da segunda metade da década de 1930 será repetido, pode muito bem sustentar em si próprio o destino da raça humana.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 

Continua em A vigilante marcação pública no revisionismo - parte 2 - por Harry Elmer Barnes

Notas


1 Nota de Harry Elmer Barnes: National Review, 20 de abril de 1965, páginas 335-336.

2 Nota de Harry Elmer Barnes: Ver Select Bibliography of Revisionist Books. 

3 Nota de Harry Elmer Barnes: Journal of Modern History, março de 1948, páginas 55-59. 

4 Nota de Harry Elmer Barnes: Especialmente no the Rampart Journal, primavera de 1966.

 


Fonte: The Journal of Historical Review, inverno de 1980 (Vol. 1, n° 3), páginas 205-230. Este artigo apareceu a primeira vez em Rampart Journal, verão de 1967.

http://www.ihr.org/jhr/v01/v01p205_Barnes.html

Sobre o autor: Harry Elmer Barnes (1889-1968) foi um dos estudiosos americanos mais influentes do século XX. Publicitário, historiador cultural e sociólogo, nasceu em Auburn, Nova York, em 1889. Ele recebeu seu Bacharel of Arts em 1913 e seu diploma de Master of Arts em 1914, ambos pela Syracuse University, e seu Ph.d. em 1918 de Columbia. No ano letivo de 1916/1917, ele estudou em Harvard com uma bolsa. Barnes tornou-se professor de história na Clark University antes de se mudar para o Smith College como professor de sociologia histórica em 1923. Em 1929 ele deixou o ensino para trabalhar como jornalista, escritor freelance e professor adjunto ocasional em escolas menores. A historiografia e os aspectos políticos, econômicos e culturais do pensamento e da civilização ocidentais são suas principais reivindicações de distinção. Chegou em sua carreira inclusive a se encontrar com ex-Imperador alemão Guilherme II.

O melhor volume sobre sua vida e obra é Harry Elmer Barnes: Learned Crusader (Ralph Myles, 1968). Barnes publicou mais de 30 livros, 100 ensaios e 600 artigos e resenhas de livros, muitos deles para a revista Foreign Affairs do Conselho de Relações Exteriores, onde atuou como Editor Bibliográfico. Entre seus livros constam:

The Social History of the Western World, an Outline Syllabus, New York: D. Appleton, 1921.

Sociology and Political Theory: A Consideration of the Sociological Basis of Politics, New York: A. A. Knopf, 1924.

The History and Prospects of the Social Sciences, New York: A. A. Knopf, 1925. Co-escrito com Karl Worth Bigelow e Jean Brunhes.

Psychology and History, The Century Company, 1925.

Living in the Twentieth Century: A Consideration of How We Go This Way, Indianapolis: Bobbs-Merrill, 1928

The Genesis of the World War: An Introduction to the Problem of War Guilt, New York: A. A. Knopf, 1926.

World Politics in Modern Civilization: The Contributions of Nationalism, Capitalism, Imperialism and Militarism to Human Culture and International Anarchy, New York: A. A. Knopf, 1930

The History of Western Civilization, New York: Harcourt, Brace and Company, 1935.

An Economic History of the Western World, New York: Harcourt Brace, 1937.

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