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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

{Multiculturalismo artificial e falta de soberania nacional} Por que a França está queimando? Por David Skrbina

 

David Skrbina 


Dificilmente é novidade observar que muitas nações europeias enfrentam dificuldades no momento. Inflação, desemprego, crises orçamentárias e custos elevados de energia estão cobrando seu preço. Muitos governos estão também sofrendo uma crise de credibilidade, ao adotarem medidas extremas e antidemocráticas para tomar ações para protegerem-se contra a “extrema-direita” — e, ao fazê-lo, acabam paralisados, tanto por divisões internas quanto por uma liderança fraca. Além disso, as nações europeias tomaram, coletivamente, decisões desastrosas em sua política externa: apostaram tudo no apoio e na defesa da Ucrânia, não fizeram nada para se opor aos crimes contra a humanidade cometidos por Israel na Palestina, e nada fizeram para contestar a guerra ilegal e antiética travada pelos EUA e por Israel contra o Irã; elas estão perdendo em todas essas três frentes, de uma vez.

Dentre todas as nações que atravessam uma crise no momento, nenhuma está em situação pior do que a França. Distúrbios por todo a nação são notícia diariamente, e o governo, até agora, tem se mostrado totalmente incapaz de oferecer uma resposta adequada. A cobertura jornalística e as análises são abomináveis; ninguém apresentou nada além de avaliações superficiais sobre a situação (“salas de aula superlotadas”, “programas sociais com financiamento insuficiente”, “alto custo de vida”, etc.).

Uma abordagem óbvia para entender por que a França se encontra, de forma singular, em uma situação única tão ruim é examinar os dados demográficos sociais subjacentes. Mesmo a mais breve inquirição nessa linha é esclarecedora.

Eu proponho a hipótese de que a estabilidade ou a instabilidade social de uma nação ocidental está relacionada à presença de fatores demográficos não ocidentais — ou, em termos simples, ao número de pessoas de origem étnica não ocidental. As nações com o menor número de indivíduos não ocidentais desfrutarão de maior estabilidade e harmonia, enquanto aquelas com um contingente maior sofrerão com mais descontentamento e instabilidade. É o que assim defendo.

Ao longo de, pelo menos, o último século, três grupos demográficos não ocidentais estiveram, historicamente, no centro da desordem social na Europa: judeus, negros e muçulmanos. Portanto, como uma avaliação inicial e rápida da situação, pode-se simplesmente analisar o número de representantes de cada um desses três grupos étnicos nas nações europeias e, em seguida, buscar correlações com a instabilidade social.

Se nós fizermos uma análise, mesmo que superficial, dessas três etnias, constatamos que três nações possuem as maiores populações: Alemanha, Reino Unido e França. (Excluo desta análise os microestados europeus, como Mônaco e Andorra, bem como a Rússia, a Ucrânia e a Turquia — países que, segundo alguns critérios, são considerados “europeus”.) Por um lado, isso não surpreende, visto que essas são as três nações mais populosas; portanto, seria de nós esperarmos que eles abrigassem um número elevado de integrantes de todos os grupos minoritários. Ainda, um grande número gera um “efeito de massa”, especialmente quando concentrado dentro de uma mesma nação. Esse é um conceito bem estabelecido, conhecido por diversas denominações — como “teoria da massa crítica” ou “teoria da aglomeração” — e presente em vários campos da filosofia social. Como exemplo, a Hungria possui uma proporção maior de judeus do que a Alemanha; no entanto, os judeus húngaros não dispõem do capital social ou da energia coletiva que o grupo, numericamente maior, de judeus alemães possui. Da mesma forma, a Suécia apresenta uma porcentagem de muçulmanos (8%) superior à da Alemanha ou do Reino Unido, mas, devido ao seu número reduzido efeito é menor em geral.

Minhas estimativas para cada grupo étnico são as seguintes; nos casos em que encontrei uma faixa de valores, utilizei os números mais altos, partindo do pressuposto de que os dados “oficiais” são, quase certamente, subestimados:

Judeus:

Alemanha          170.000

Reino Unido       310.000

França              600.000

Negros:

Alemanha          1.000.000

Reino Unido       3.000.000

França              5.500.000

Muçulmanos:

Reino Unido       4.100.000

Alemanha          5.600.000

França              6.600.000

 

 


 

  

Um fato que salta aos olhos é que a França, de longe, possui a maior quantidade de cada um desses três grupos étnicos que geram tensões — De fato, tem o maior número entre todas as nações europeias. Vale ressaltar que isso não é algo evidente, especialmente se considerarmos que a França possui a menor população dentre as três nações aqui mencionadas.

Esses dados estão apresentados nos gráficos abaixo: primeiro, para negros e muçulmanos; em seguida, para judeus.

De acordo com a minha tese de que estes grupos étnicos específicos têm sido, tradicionalmente, os mais problemáticos na Europa, seria de esperar — dados estes números — que a França sofresse com o maior nível de discórdia e agitação social; e, de fato, parece ser esse o caso atualmente. Não se trata de um fenômeno recente; os problemas vêm se preparando por lá há bem mais de um século. A colonização intensiva, tanto do norte da África quanto da África subsaariana, teve início para a França na década de 1830 e estendeu-se por boa parte do século XX; historicamente, sabe-se que as colônias constituem o fator impulsionador inicial da imigração não ocidental. Quanto aos judeus, eles começaram a chegar ao país em grande número por volta de 1700, com o contingente atingindo quase 100 mil pessoas no final do século XIX. Foi nessa época que críticos como Eduard Drumont escreveram sua obra de referência, La France juive, (1886), argumentando que, já naquela data, a sociedade francesa sofria de uma corrupção em larga escala. Drumont alegou, inclusive, que os judeus detinham pouco mais da metade de toda a riqueza da França, apesar de representarem uma minoria de apenas 0,2% — uma situação surpreendente.

Em qualquer caso, essas condições claramente cobraram seu preço. Pela minha análise, a França encontra-se hoje em um estado quase terminal. Já é bastante grave ter, entre essas três minorias, a maior representatividade de qualquer uma delas; mas, para uma única nação, abrigar a maior parcela das três é algo catastrófico a longo prazo. Pela minha tese, a França não tem esperança de estabilidade social; um declínio contínuo é inevitável, a menos que o país reduza drasticamente o número de integrantes desses três grupos.

Sob as condições atuais, com uma eleição presidencial prevista para daqui a seis meses, parece provável que Marine Le Pen se torne presidente. Se eu fosse seu conselheiro, sugeriria uma linha de ação radical: elaborar um plano para reduzir esses três grupos em 90% no prazo de quatro anos. Tal medida certamente levaria a um ressurgimento milagroso da França, e a própria Le Pen seria aclamada como uma verdadeira heroína nacional — uma espécie de Charles Martel e Joana d'Arc em uma só pessoa. Veremos como ela se sairá nessa frente.

Finalmente, eu observo, sem fazer comentários — que os Estados Unidos possuem grandes contingentes de cada uma dessas três minorias: 6 milhões de muçulmanos, 7 milhões de judeus e 53 milhões de negros. Deixo ao leitor a tarefa de comparar esses números com os da França e avaliar as perspectivas futuras da América.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 

Fonte: Why France is Burning, por David Skrbina, 20 de outubro de 2026, The Occidental Observer.

https://www.theoccidentalobserver.net/2026/10/20/why-france-is-burning/

Sobre o autor: David Skrbina, pseudônimo Thomas Dalton, (1960-) é professor sênior de filosofia na Universidade de Michigan em Dearborn. Suas áreas de pesquisa incluem filosofia da mente, filosofia da tecnologia e ética ambiental. Ele é autor de Panpsychism in the West (MIT Press—2ª edição, 2017) e editor de Mind That Abides: Panpsychism in the New Millennium (2009; John Benjamins). Também é autor do livro recente The Metaphysics of Technology (2015; Routledge) e editou uma série de quatro livros didáticos para cursos de graduação em filosofia. O Dr. Skrbina foi professor visitante de filosofia na Michigan State University, na Eastern Michigan University e na Universidade de Gent, na Bélgica. Também tem escrito ou editado vários livros e artigos sobre política, história e religião, com foco especial no nacional-socialismo na Alemanha. Seus trabalhos incluem uma nova série de traduções de Mein Kampf e os livros Eternal Strangers (2020), The Jewish Hand in the World Wars (2019) e Debating the Holocaust (4ª edição 2020). Mais recentemente, ele editou uma nova edição da obra clássica de Rosenberg, Mito do Século XX, um novo livro de charges políticas, Pan-Judah!, e a crítica definitiva Unmasking Anne Frank. Todas essas obras estão disponíveis em www.clemensandblair.com. Visite Holocaust Handbooks & Documentaries https://holocausthandbooks.com/ 

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

George Soros e seu plano para o extermínio dos povos - Por Marc Dassen


Marc Dassen


Temos mais uma vez notícias de George Soros. O temido investidor e administrador de fundos de investimentos, que se ocupa entrementes do financiamento das revoluções coloridas e derrubada de governos no Oriente Médio e na Ucrânia, redigiu agora um artigo para o jornal Die Welt, apresentando ali sua agenda para a substituição dos povos.

Na introdução do panfleto propagandístico de Soros, repete-se novamente o mito da catástrofe demográfica: “Mesmo se os populistas afirmam outra coisa: diante do envelhecimento da população na Europa, as vantagens associadas à imigração superam em muito os custos da integração”. Como o mega-especulador e presidente da Open Society Foundation sabe disso? Por que ele se prende a essa crença, apesar das muitas vozes contrárias? A resposta é simples: Soros apoia aquilo que lhe traz vantagem. Como representante da nova e liberal Ordem Mundial, lhe traz vantagem a introdução de mão de obra barata e a geração de conflitos sociais nas nações homogêneas. A ordem global surge a partir do caos da política de asilo.

Soros também critica os países da UE que “levantaram as cercas”, a exemplo do que fez a Hungria recentemente. Com tais atitudes, as nações provam que elas perseguem “uma política de imigração em proveito próprio, com desvantagens para seus vizinhos”, diz o texto. Uma clara inverdade, pois o acordo Schengen obriga os países de fronteira da União Europeia a proteger suas fronteiras externas e, em segundo lugar: se os países da UE, antes de terem entrado na União Europeia, tivessem sido informados que no futuro eles não teriam mais a soberania sobre sua política de imigração, muitos chefes de Estado teriam refletido mais sobre o tema. Mesmo a Grã-Bretanha pós-Brexit está propensa a direcionar e comandar de forma inteligente a questão da imigração. A Hungria tenta fazer o mesmo.

{A chanceler alemão Angela Merkel, nome mais relevante da política formal europeia, promove a perda da identidade alemã e europeia, indo na total contramão dos líderes europeus de outros tempos e de praticamente todos líderes austríacos e alemães de Adolf Hitler para trás, tais como Otto von Bismarck, Klemens Metternich e Frederico o Grande entre outros. Suas políticas só podem resultar na extinção do povo europeu e em especial o povo alemão. Foto de Hannibal Hanschk (Reuters) no jornal El País.}

A argumentação de Soros reside na suposição de que uma política imigratória nacional pesaria “contra seus vizinhos”. Mesmo isso é pura inverdade, pois não são os supostos egoístas parlamentos nacionais que prejudicam outros países através de sua possível rejeição na questão dos imigrantes. Os governos nacionais têm sim o dever de tomar a melhor decisão em prol de seus respectivos países – agrade ou não ao sr. Soros. Na verdade, todavia, é a comissão europeia que exige uma justa distribuição dos imigrantes no continente europeu – parece ser indiferente se os países membros concordem ou não. Depois que Merkel decidiu de forma ditatorial que os alemães querem de qualquer forma uma enchente de imigrantes pobres, ela passou a pressionar outras nações europeias para que adotem esta política suicida. Verifica-se isso quando a cada cinco minutos volta-se a falar de uma solução europeia para a crise dos refugiados. Isso significa nada mais do que eliminar a autodeterminação das nações sobre a política de imigração e transferir este poder para os comissários e funcionários da UE. (O que eles almejam parece estar claro após a afirmação do vice-presidente da comissão europeia, Frans Timmerman[1]. )

De volta aos planos de sete pontos de Soros. Eles falam por si só e iremos comentá-los com a devida atenção:
1. “Primeiramente a União Europeia deve receber um grande número de refugiados diretamente dos países em conflito bélico, de forma segura e ordeira”. (Atentemos ao termo “deve”) 
2. “Segundo, a UE deve reconquistar o controle sobre suas fronteiras. Não existe nada que assuste mais e cause pânico na opinião pública do que cenas de caos”. (Com controle sobre as fronteiras, Soros não se refere naturalmente a rejeitar imigrantes. Deve-se apenas evitar cenas caóticas e assegurar uma imigração ordenada) 
3. “Terceiro, a UE deve disponibilizar os meios financeiros suficientes para promover uma ampla política de imigração. Segundo estimativas, são necessários 30 bilhões de Euros anuais”. (Novamente aqui a palavra “deve”. Pergunta: será que o endividamento adicional das nações europeias por causa desta crise de refugiados ajuda o especulador Soros e seus amigos das Altas Finanças?) 
4. “Quarto, a UE deve desenvolver mecanismos comuns para proteção das fronteiras, para avaliar os pedidos de asilo e realocação dos refugiados”. (Favor atentar com cuidado ao termo “realocação”. Soros não prevê que os refugiados ou asilados, após o término dos conflitos em suas respectivas pátrias, devam retornar a elas. Ele quer fixá-los no continente europeu, – para sempre) 
5. “Quinto, necessita-se um mecanismo espontâneo de votação para a realocação dos refugiados. A UE não pode forçar os países membros a aceitar refugiados, ir a lugares onde eles não são bem-vindos”. (Mencionar espontaneidade é uma piada de mau gosto, pois a realocação é fato consumado para Soros. Através do mecanismo de votação, o imperativo para aceitar refugiados deve ser vestido por um manto de democracia) 
6. Sexto, os países da UE devem apoiar maciçamente os países que receberem refugiados, e deve ser mais grandiosa em seus princípios de ajuda à África. Ao invés de aplicar a ajuda financeira em proveito próprio, a UE deveria oferecer uma “ampla solução” que se concentre nas necessidades dos países destinatários”. (O que Soros quer dizer aqui: devem ser oferecidas uma motivação financeira para recebimento de refugiados, tornando assim a substituição dos povos algo lucrativo. Fica em aberto o que ele quer dizer com “ampla solução”) 
7. O último pilar é a criação duradoura de um cenário favorável para os imigrantes econômicos. A vista do envelhecimento da população na Europa, as vantagens aliadas à imigração superam em muito os custos da integração dos imigrantes”.
Sim, vocês ouviram bem. Os imigrantes econômicos também devem ser convidados para a Europa e mesmo que estes venham até nós apenas para aproveitar da segurança do sistema social, nenhum país da UE deve protestar, pois sem estes inúmeros imigrantes nós iríamos logo logo estar extintos. Esta honestidade é revigorante, e da mesma forma criticável. O que há pouco tempo atrás era visto como teoria da conspiração – ou seja, a alegação de que os ultra ricos globalistas, como este apoiador de Clinton, estão apoiando e desejando a imigração em massa – não pode ser mais contestada após esta declaração.

{Um dos grandes nomes da globalização, o judeu-húngaro George Soros (1930 - ) promove a destruição das identidades nacionais. Envolvido no mais alto nível da especulação financeira que afeta as economias das nações, contudo, ainda conseguiu alçar uma imagem de bondoso à custa do adjetivo filantropo (em grego amigo da humanidade/homem). Na realidade fomenta uma agitação planetária com petulante intromissão em questões das diversas nações, do Brasil à Rússia, passando por inúmeras nações. Foto O Globo.}

Compact irá oferecer dura resistência contra esta agenda destrutiva. Não apenas porque os planos do sr. Soros ameaçam a existência de nossa Alemanha e de outras nações europeias, mas também porque sua desejada transformação da população é o motor central para o perigoso fluxo migratório em direção à Europa. Pessoas morrem na tentativa de chegar ao continente, traficantes inescrupulosos ganham uma fortuna com o desespero das pessoas e ao final da história, os países de origem sofreram muito com o desaparecimento de seus habitantes mais jovens e competentes. Isso não pode ser a solução! Em prol de um mundo das pátrias – contra a loucura dos ideólogos multiculturalistas!

Tradução por Marcelo Franchi
Palavras entre chaves por Mykel Alexander






Fonte: George Soros und sein 7 punkte plan fuer den volksaustausch, por Marc Dassen, 07 de outubro de 2016, Compact Online.



Sobre o autor: Marc Dassen nasceu em 1989 e terminou seus estudos em história e filosofia na universidade de Aachen. Desde então trabalha como redator para a revista COMPACT.

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domingo, 5 de junho de 2022

Educação moderna e a destruição da cultura - Por Tomislav Sunić


Tomislav Sunić
26/10/2014           

            Devido a incessantes mudanças semânticas ao longo dos últimos cem anos a palavra ‘cultura’ tem tornado-se sem significado. Ela denota tudo, e, portanto, ela significa nada. Ela pode expressar uma crença política ou teológica; ela pode também servir como rótulo para o estilo sexual de alguém, ou a escolha de drogas de alguém, como cultura de speed {mistura de cocaína com opióides}, cultura de maconha, cultura de metanfetamina. A palavra cultura tem tornado-se tão líquida hoje, assim como os tempos líquidos que nós todos vivemos hoje.
 
            O significado moderno da palavra ‘cultura’ tem nada em comum com o significado original da palavra, a qual até recentemente denotou o cultivo da alma ou do caráter do homem. As mesmas aberrações semânticas podem ser observadas com a palavra “educação”, a qual usada para ser a base da cultura, mas que tem hoje adquirido um significado puramente mecânico e utilitário. Na língua inglesa-americana é comum ouvir a frase: “meu filho e minha filha necessitam obter educação” – como se educação fosse uma mercadoria perecível.

            O uso incessante da palavra “educação” não deve vir como uma grande surpresa. Afinal, em nosso sistema liberal pós-moderno tudo tem seu preço – e, consequentemente, nada tem valor. Na língua alemã as palavras para cultura, ou seja, “Kultur,” e “Kulturkampf” (guerra cultural) tinham significados metapolíticos muito específicos, particularmente durante o período do Romantismo. Portadores de cultura, ou Kulturträger na Alemanha do início do século XIX, fossem eles poetas itinerantes ou filósofos ligados a bibliotecas, desempenharam um papel crucial no processo de construção da identidade do povo alemão e outros povos na Europa central.

            Outra dor de cabeça léxica e conceitual, com todos os devidos pesadelos legais e políticos para os pensadores não-conformistas, começou 40 anos atrás com a introdução na linguagem americana do substantivo composto ‘multiculturalismo’. Esta palavra tem nenhuma base etimológica. De fato, a palavra ‘multiculturalismo’ é um insidioso eufemismo para multirracialismo. Contudo, dado que o uso da palavra ‘raça’ é evitado pela mídia e políticos – exceto quando usado para difamar “racistas brancos,” ela teve que ser empacotada em um termo mais suave consistente com a ideologia reinante de que raças não existem.


Educação infantil, cristianização violenta

            Cultura, educação, e propaganda são campos intimamente entrelaçados no processo político e nenhum deles pode ser concebido separadamente. Eles andam de mãos dadas. Educação vem do verbo latino “educare”, o qual denota a ação de procriar animais ou cuidar de plantas no campo. O segundo significado, contudo, vem do verbo latino “educere” cuja raiz verbal é “duco/ducere” que significa conduzir ou guiar. Foi uma visão comum entre nossos ancestrais que conhecimento, dispensado por um sábio, ajuda jovens a conseguirem um treinamento necessário em humanizar-se e civilizar-se. Nós podemos já fazer nossa primeira observação crítica, a saber, que hereditariedade, ou raça, ou falando metaforicamente, natureza, tão crucial quanto é em nosso processo de construção de identidade em nosso comportamento político, é de escasso valor a menos que seja acompanhado de apropriada criação educacional. Um estudante branco preguiçoso e indisciplinado, mesmo se possuindo um corpo bom e saudável e demonstrando alto QI, é de pouco benefício para si mesmo ou seu povo. Por outro lado, um estudante branco de baixo QI, com habilidade conceitual modesta, se disciplinado e comprometido em seus estudos, pode ser de significativo benefício para sua comunidade.

            Na Grécia antiga, estudar Homero foi considerado de crucial importância para uma boa vida de um bom cidadão. Os valores educacionais mantidos em alta estima na Grécia antiga eram o cultivo do corpo e da mente e a inquestionável prontidão para o sacrifício pela sua comunidade. A sobrevivência da comunidade, a qual foi bem registrada na Esparta antiga, pressupunha a subordinação de cada cidadão para a vontade coletiva. O ideal grego de um bom cidadão e um bom governante foi adotado mais tarde pela Roma antiga. Cada boa casa patrícia na Roma antiga orgulhava-se ela própria de ter um escravo estudioso da Grécia que instruía os filhos dos patrícios em língua grega e antigos mitos gregos. A noção de individualismo, tal como nós conhecemos ela hoje, era considerada uma aberração mental. A pior punição que um antigo grego poderia incorrer por cometer um crime não era a morte, mas o exílio forçado em uma terra estrangeira ou a subsistência forçada em uma ilha desolada.

{Busto terminal de mármore de Homero. Cópia romana de um original helenístico perdido do séc. II a.C. De Baiae, Itália. A amostra mo Museu Britânico em Londres. Foto Wikipedia em português.}

            Durante a Idade Média e até o final do Renascimento no século XV, e mesmo depois disso, a Igreja desempenhou um papel crucial na educação. Frequentemente um clérigo era um estadista e vice-versa. A disputa sobre o reino da educação e da política entre Igreja e imperador era severa, conforme mostrada nas disputas de longos séculos entre duas facções aristocráticas na Itália, os guelfos e os gibelinos, os gibelinos demandando um governo imperial mais secular, enquanto os guelfos advogavam um forte papel papal no reino da política.

            O principal nome cristão associado com a boa educação foi São Tomás de Aquino cujo trabalho era visto como uma ferramenta indispensável para a boa educação nos séculos seguintes, Nós devemos também destacar as primeiras ordens religiosas, tais como os primeiros beneditinos católicos da Inglaterra que tinham sido ativos no proselitismo aos pagãos na Europa continental. Escolas católicas e conventos durante a Idade Média na Europa lançaram as fundações para a educação de qualidade moderna, uma noção que ainda prevalece entre muitos pensadores conservadores.

            Aqui está outra observação crítica. Nós devemos não esquecer que a educação cristã inicial na Europa foi propagada por missionários católicos do início da Inglaterra, como São Bonifácio, que foi auxiliado e assistido por governantes cristãos francos, primeiro pelo imperador Carlos Martel e mais tarde pelo seu neto Carlos Magno. A difusão da educação cristã foi levada a frente por meios de limpeza étnica em larga escala e através de assassinatos em massa de dúzias de milhares de povos de origem germânica, tais como os frísios e os saxões no norte e posteriormente sobre outras tribos pagãs eslavas e germânicas no leste. É concedido que Carlos Magno salvou a Europa da invasão de muçulmanos, mas ele também decapitou a flor da juventude européia.
Um sucesso tão rápido não poderia ser psicologicamente explicado pelo proselitismo de Bonifácio, nem através da assistência do Espírito Santos. Ele foi somente possível com resultado da terrível pressão do estado sobre os pagãos subjugados.   (Robert Luft, Die Verchristung der Deutschen (Munchen: Ludendorffs Verlag 1937, página 55).  
            No código legal Capitulatio de partibus Saxoniae[1], ou seja, “Ordenação concernente a Saxônia,” do final do século VIII, Carlos Magno fez muito claro que qualquer pagão da Saxônia deveria ser condenado à morte se ele recusar ser batizado. Em retrospectiva soa como um ucasse bolchevique inicial contra os rebeldes anticomunistas.

            Aqueles primeiros europeus na Europa continental não puderam se identificar com uma nova mentalidade de proveniência judaica e levantina e suas técnicas para salvação instantânea da alma. Exatamente o mesmo processo de reeducação, embora de forma mais secular, ocorreu mil e duzentos anos depois, após a Segunda Guerra Mundial, durante a então chamada reeducação Aliada do povo alemão.


Iluminismo: o início da patrulha do pensamento

            O período da então chamada modernidade, um período aproximadamente estendido desde a Era do Iluminismo do final do século XVIII até 1945, deu o nascimento político à América, Europa moderna, e mais tarde a União Soviética comunista. A Era do Iluminismo é frequentemente descrita nos livros escolares europeus como o “século pedagógico”, ou o século educacional. Ainda, antes de começarmos elogiar o período do Iluminismo o qual destronou antigas mentiras religiosas e políticas, nós devemos também manter em mente que ele carrega seus próprios mitos. Assim como o período do Iluminismo foi uma grandiosa época em deslocar dogmas anteriores, ele conduziu em novas e bizarras crenças as quais ainda estão vivas: a) o mito do progresso eterno; b) o mito da igualdade; c) o mito do perpétuo crescimento econômico, seguido pela perda do antigo sentido greco-romano do trágico.

            A Revolução Francesa foi o próximo produto político da Era do Iluminismo. Thomas Jefferson, durante sua embaixada na França real, tinha feito alguns amigos entre os franceses que estavam para tornar-se figuras importantes durante a Revolução Francesa. Surpreendentemente, os revolucionários franceses estavam também inspirados pela Grécia Antiga, nos costumes espartanos, no vestuário grego e na disciplina educacional dos antigos gregos. O famoso gorro vermelho revolucionário francês (gorro frígio) era a réplica do antigo gorro frígio vestido por muitos cidadãos na Grécia antiga milhares de anos atrás.

            Um jovem e importante revolucionário francês e autoproclamado educador, Saint Juste (1767 – 1794) escreveu em seus Fragments sur les institutions républicaines:
Crianças pertencem as mães delas até os 5 anos de idade – se ela puder alimentá-las, e à República até a morte delas. A criança e o cidadão, eles ambos pertencem à pátria. Educação comum é necessária. A disciplina das crianças deve ser rigorosa.
           
O estilo fascista

            Escolas públicas e universidades, tanto na Alemanha Nacionalsocialista e na Itália fascista, eram em grande parte seculares. O papel educacional do clero cristão na Alemanha Nacionalsocialista era muito menos proeminente que em outros países pró-fascistas afiliados na Europa durante este período. Clérigos e padres desempenharam um papel muito menos significante no Terceiro Reich do que o clero católico tinha feito em outros países da Europa. Afiliação religiosa de estudantes na Alemanha Nacionalsocialista não teve qualquer papel na construção na consciência nacional deles a qual era em grande parte determinada, diferente da Itália e de outros lugares na Europa pró-fascismo, pela ancestralidade e raça. Havia estudantes no Terceiro Reich que vieram de lares pagãos, protestantes, agnósticos e católicos. Por outro lado, seitas, tais como as Testemunhas de Jeová, ou os Cientistas Cristãos e muitos outros cultos foram banidos. No processo educacional de outros países amigáveis do Eixo, tais como Espanha, Hungria, Croácia, Bélgica ou Eslováquia, papel educacional das escolas católicas era da maior importância. O clero católico naqueles países pró-fascistas moldou em um não pequeno grau as políticas educacionais das autoridades fascistas locais. Tanto a Alemanha Nacionalsocialista como a Itália fascista, independente do fato que eles eram signatários da Concordata[2], tinham frequentes tensões diplomáticas com o Vaticano, especialmente em relação aos ensinamentos deles sobre raça, um currículo considerado contrário aos ensinamentos ecumênicos e multirraciais da Igreja.

            Hostilidade à raça não foi de grande ajuda para o clero Católico na Europa oriental depois da tomada do comunismo em 1945. O principal alvo da repressão comunista depois da guerra foi a então chamada luta contra o fascismo clerical ou “clero-fascismo”. A única exceção foi a Polônia comunista. Mesmo sobre o comunismo e durante a Guerra Fria, escolas católicas na Polônia desfrutavam de significante margem de manobras educacionais, as quais os estudantes católicos em outros países comunistas na Europa oriental poderiam somente sonhar.

            O ano de 1945 foi não apenas uma catástrofe para os brancos vencidos, mas também para os brancos vencedores. O julgamento de Nuremberg estabeleceu as fundações legais para a nova ordem mundial as quais têm permanecido intactas pelos últimos 70 anos. O então chamado período do pós-guerra de desnazificação tem desde sempre andado de mãos dadas com os processos de reeducação. Cada cidadão alemão ainda conhece bem o agourento significado da palavra alemã ‘Umerziehung’, a qual significa literalmente “reeducação” em inglês, mas que tem uma ressonância psicológica muito mais forte na língua alemã e nos ouvidos alemães.

            Imediatamente depois da Segunda Guerra Mundial todos os servidores públicos, professores e acadêmicos alemães, nascidos antes de 1928 tinham de preencher o Questionário Aliado[3] consistindo de 130 questões, estimulando eles sobre suas ligações com a anterior Alemanha Nacionalsocialista, afiliações religiosas deles, estado civil deles, e vida sexual deles. Em conformidade, as autoridades dos EUA e inglesas ocupantes na Alemanha classificaram todos os suspeitos intelectuais em 3 categorias; a) Membros do Partido Nacionalsocialista, b) simpatizantes Nacionalsocialistas, c) companheiros de ocasião Nacionalsocialistas. Na maioria dos casos professores ou servidores públicos, que foram interrogados pelos investigadores aliados, foram banidos de sustentar empregos no setor público ou como professores. Em adição, milhares de livros acadêmicos, especialmente aqueles do campo da genética, hereditariedade ou lidando com a questão judaica foram removidos das prateleiras das bibliotecas, destruídos, ou enviados para o exterior.


Educação multicultural; uma trilha para a guerra civil   

            O que primeiro vem em mente é o papel reeducacional da Escola de Frankfurt e dos acadêmicos judeus que retornaram dos EUA para a Alemanha depois da guerra. Indubitavelmente, muitos judeus estudiosos, na missão deles de educação na Alemanha do pós-guerra tinham pontos pessoais para resolver com seus anteriores colegas que tinham servido na Alemanha Nacionalsocialista. Mas deve-se também olhar para a imagem mais ampla. O estudioso americano John Dewey foi também um dos grandes reeducadores do tempo na Europa pós-guerra que institucionalizou um novo método de “educação progressiva” em ensinar cânones democráticos, não apenas na política, mas na vida diária dos estudantes. Nós devemos também notar que havia carregamentos de aviões de pregadores de bíblias levados pelo presidente dos EUA Truman para a Alemanha, Áustria, Itália e Japão, cuja tarefa era espalhar o evangelho da democracia americana para os bárbaros japoneses e europeus derrotados. Isso não parece ser novo. Um processo educacional similar, embora em uma escala muito menor, está sendo testada novamente no Iraque e Afeganistão de hoje. Mais pacífico, ainda mais efetivo são também hoje os palestrantes ou professores particulares do governo americano em sua missão na Europa Oriental pós-comunista.

            Embora o objetivo principal dos reeducadores do pós-Segunda Guerra Mundial fosse reformar a mente do povo alemão, ironicamente o mesmo processo transbordou com toda força nas escolas das crianças dos vitoriosos. Os estudantes americanos e britânicos do segundo grau e da faculdade têm sido não menos expostos à propaganda Aliada tardia que suas contrapartes na Europa continental. O conteúdo do currículo deles tem sido virtualmente o mesmo. Pode-se notar um nítido declínio no estudo dos clássicos e o declínio na disciplina entre os estudantes.

            Em termos de conteúdo, é preciso destacar uma introdução relativamente nova e poderosa de cursos obrigatórios, tais como o estudo do Holocausto e estudos de gênero. O ensino destes cursos não deve vir como uma surpresa, conforme eles refletem o clima educacional seguindo a Segunda Guerra Mundial. Tanto quanto relativo aos modernos estudos de gênero, a dinâmica do dogma igualitário, o qual tem se tornado o mito fundador do Ocidente moderno, tem tido seus resultados lógicos. A crença vastamente difundida que todos humanos, todos povos, todas raças, todos grupos, todos gêneros são intercambiáveis significa também que são expansíveis. Jovens estudantes na América e Europa, sob a cobertura de alguma fictícia liberdade de escolha, são encorajados a mexer, temperar ou mesmo considerar a mudança da raça ou sexo deles. O clichê marxista “trabalhadores do mundo unidos[4],” tem se tornado agora engraçada e obsoleta, tem sido substituído no ensino superior por um slogan mais moderno; “gays e lésbicas de todo o mundo unidos.”

            Em conclusão, nós devemos concordar que a fundação do moderno sistema multicultural, sem Estado, sem raiz e sem raça no Ocidente é o resultado lógico do fim da Segunda Guerra Mundial. O sistema que nós vivemos hoje não foi um resultado casual de uma pessoa perversa ou algum teórico da conspiração, mas um resultado lógico e bem planejado da crença no progresso e igualdade.

            O maior problema na moderna educação multicultural é que ela é propensa ao conflito. Eventualmente, aulas multiculturais acabam prejudicando os países anfitriões, bem como estudantes migrantes não-brancos. Um estudante afro-americano da vizinhança de Glendale, ou um franco-argelino vivendo em Marselha, etc., é frequentemente exposto ao currículo de vitimizações estrangeiras, notadamente o Holocausto judaico, enquanto raramente ouvem uma palavra de seus professores sobre a vitimização de seu próprio povo, muito menos qualquer palavra de como os brancos estão sendo vitimizados pelo atual regime. Isto inevitavelmente leva a tensões inter-raciais. Existe suficiente evidências empíricas mostrando que as escolas multirraciais criam um ambiente frágil e explosivo no qual cada grupo étnico e racial anseia em ser o primeiro em notoriedade – cada um nutrindo ciúmes e ódio um contra o outro. Toda sociedade multicultural é um profundo sistema inumano. Ao longo do tempo torna-se autodestrutivo e fragmenta-se em guerra civil.

Tradução e palavra entre chaves por Mykel Alexander

Notas

[1] Fonte utilizada pelo autor: Charlemagne’s Jihad, por Yitzhak Hen, Viator, Volume  37 (2006).

[2] Nota do tradutor: concordata, no dado contexto, é um “acordo ou tratado diplomático público e solene que o Vaticano celebra com outro Estado, (...) através do qual se regulam suas relações mútuas, nas matérias de interesse comum.” (Dicionário Houaiss da língua portuguesa, Editora Objetiva, Rio de Janeiro, 2001, primeira edição, vocábulo concordata.)

[3] Fonte utilizada pelo autor: “Goronwy Rees and his preface to 'Der Fragebogen' by Ernst von Salomon”, por Dr Christopher Knowles, 12/04/2008.

[4] Nota do tradutor: Na realidade, no lema marxista o apelo era especificamente aos proletários e não aos trabalhadores, uma vez que a proposta era de gerar luta de classes dos proletários contra todos demais trabalhadores, especialmente aos empreendedores, empresários, determinadas classes de servidores públicos e autoridades, conforme as próprias discussões presentes no Manifesto Comunista de Marx e Engels, precisamente com a convocação aos proletários do mundo na frase final do livro: “Proletarier aller Länder, vereinigt euch!” (edição alemã de 1890), em português: “Proletários de todos os países, uni-vos!” (tradução da Editora Edipro, São Paulo, 1998, primeira edição).




Fonte: The Occidental Observer, 26 de outubrl de 2014.

Sobre o autor: Tomislav Sunić (1953 – ), nascido na Croácia, é um autor, diplomata, tradutor, professor de Ciência Política, historiador. Estudou francês, inglês e literatura na Universidade de Zagreb. Tem mestrado na Califórnia State University e recebeu seu doutorado em Ciência Política na Universidade da Califórnia, Santa Bárbara. De 1993 até 2001 ele trabalhou como funcionário do governo croata em diversas posições diplomáticas em Zagreb, Londres, Compenhagen e Bruxelas. Entre seus livros estão:

 Against Democracy and Equality: The European New Right – 1ª edição (New York: P. Lang, 1990), 2ª edição (Newport Beach, CA: Noontide Press, 2004), e 3ª edição (London: Arktos Media, 2011). Em espanhol foi publicado como Contra la Democracia y la Igualdad: La Nueva Derecha Europea (Tarragona: Ediciones Fides, 2014)

Homo americanus: Child of the Postmodern Age (USA: Book Surge Publishing, 2007).Tradução espanhola: Homo Americanus: Hijo de la Era Postmoderna (Barcelona: Ediciones Nueva República, 2008).Tradução francesa: Homo Americanus: Rejeton de l’ère postmoderne (Saint-Genis-Laval: Akribeia, 2010).

Postmortem Report: Cultural Examinations from Postmodernity (Shamley Green, UK: The Paligenesis Project, 2010).

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domingo, 24 de junho de 2018

Harvard odeia a raça branca? – Por Paul Craig Roberts



Paul Craig Roberts
08 de setembro de 2008

            É a campanha multicultural realmente algo sobre diversidade? Ou é sobre a erradicação pela força da civilização ocidental e da própria “raça branca”?

            Os estudantes universitários irão dizer a você que uma educação universitária de hoje é uma viagem rumo à culpa para brancos. O propósito é impedir os brancos de apreciar e absorver sua própria cultura e fazer difícil aos brancos resistir a demandas irrazoáveis (cotas, reparações, etc.) das “pessoas de cor.”

            Para as questões “quem eu sou, o que eu sou”, o aluno branco universitário responde: “um opressor racista, sexista, homofóbico”

            Nem os pais, administradores, alunos, nem o público está consciente da propaganda anti-brancos mascarada como educação. Quando alguém que está consciente diz a eles, eles pensam que a pessoa está exagerando a fim de conseguir ser convincente.

            Agora vem o graduado em Harvard Noel Ignatiev, um acadêmico no W.E.B. DuBois Institute for African-American Research. O Dr. Ignatiev é o fundador de um jornal, Race Traitor, o qual tem como lema, “traição aos brancos é lealdade para com a humanidade.”

            O propósito do jornal é ‘abolir a raça branca’.

            No mínimo, o Dr. Ignatiev pretende o genocídio cultural e psicológico para os brancos. Não está claro se o extermínio físico faz parte do programa. Uma afirmação dos editores do website diz que os novos abolicionistas:
“não limitam-se eles próprios aos meios socialmente aceitáveis de protestos, mas meio algum eles rejeitam ao avanço de obter os objetivos deles.”
            O Dr. Ignatiev nem acredita que sua agenda é controversa. Ele escreve:
“O objetivo de abolir a raça branca é descaradamente tão desejável que alguns podem achar difícil acreditar que isso poderia incorrer em alguma oposição que não seja as cometidas pelos supremacistas brancos.” Assim, ele coloca a raça branca em notícia. Se eles se opõem a abolição deles mesmos, eles são “supremacistas brancos.”
            De acordo com o Dr. Ignatiev,
“a chave para resolver os problemas sociais de nossa época é abolir a raça branca.”
“Não se enganem sobre isso,” ele diz,
“nós pretendemos manter surrando os homens brancos mortos, e os vivos, e as fêmeas também, até a construção social conhecida como ‘a raça branca’ estar destruída, não ‘desconstruída’, mas destruída.”
            Qual “construção social” irá ser poupada? Os negros? Os hispânicos? Muçulmanos? Asiáticos? E quanto a judiaria?

Noel Ignatiev
            O Washington Times relata que o Dr. Ignatiev é ele mesmo judeu. Se os intelectuais judeus e líderes políticos israelenses podem ser acreditados, os judeus têm uma consciência racial e cultural. Israel é a pátria dos judeus, e os israelenses parecem determinados a manter isso deste jeito. Pode alguém imaginar um gentil em uma universidade israelense fundando uma revista devotada para abolir a raça judaica?

            Sim, o Dr. Ignatiev acredita que é auto-evidente que os brancos em seus países de origem devem ser abolidos.

            De onde ele conseguiu esta visão? Sua única graduação foi em Harvard onde ele recebeu duas graduações.

            Está Harvard embaraçada? Não. Dr. Ignatiev [ igantiev@fas.harvard.edu ] é apresentado na edição atual da Harvard Magazine. Livrar-se dos brancos não é controverso em Harvard, porque esse é o negócio das universidades americanas.

Um pele branca, é a marca do privilégio. Não é o privilégio de ser admitido em Harvard mesmo embora você não encontre os requerimentos de entrada. Não é o privilégio de ser contratado independentemente da habilidade por causa das cotas raciais impostas pelo governo. Não é o privilégio de ser apto para processar brancos e “empresas brancas” se negros não são proporcionalmente representados na força de trabalho. Não é o privilégio de ser apto  a chamar os nomes de cada branco no livro e processar se um branco responde na mesma moeda.

            O privilégio de ser branco é o que os brancos podem secretamente acreditar que eles são superiores e, contanto que eles não mencionem isso, ser leal para com a raça branca.
            “A raça branca é como um clube privado,” diz o Dr. Ignatiev.
            Eu estou certo que o Dr. Ignatiev é bem informado, mas nenhum sinal eu vejo desta lealdade branca. A maioria dos multiculturalistas e feministas radicais são brancos. Brancos colocando em desvantagem os brancos por cotas raciais impostas. A despeito da generalizada oposição para as cotas, nem um partido político “branco” irá atuar para parar as inconstitucionais cotas, as quais tem feito escárnio da igualdade sobre a lei. Os brancos são inundados por massiva imigração não-branca, e nem um partido político “branco’ irá atuar para conter esta imigração. Ao contrário, ambos partidos cedem aos imigrantes.

Mas o Dr. Ignatiev tem uma ideia como a de Hitler. A raça é culpada e deve prosseguir. Os comunistas disseram que a culpa de classe que tinha de prosseguir.

            Se você pensou que o genocídio foi deixado para trás no século XX, esteja informado que o genocídio de hoje tem um lar no sistema de educação.

Tradução por Mykel Alexander





Sobre o autor: Paul Craig Roberts (1939 – ) licenciou-se em Economia no Instituto Tecnológico da Geórgia e doutorou-se na Universidade da Virgínia. Como pós-graduado frequentou a Universidade da Califórnia, a Universidade de Berkeley e a Faculdade Merton, da Universidade de Oxford. De 1981 a Janeiro de 1982 é nomeado Secretário de Estado do Tesouro para a política econômica da gestão de Ronald Reagan. Foi Distinto Investigador do Instituto Cato entre 1993 e 1996. Foi também Investigador Sênior do Instituto Hoover.

Entre seus livros estão: The New Color Line: How Quotas and Privilege Destroy Democracy (1995); The Tyranny of Good Intentions: How Prosecutors and Bureaucrats Are Trampling the Constitution in the Name of Justice (2000, e segunda edição 2008); How America was Lost. From 9/11 to the Police/Warfare State (2014).

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