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domingo, 28 de setembro de 2025

{Questão Judaica - Alemanha - Globalismo} - Guerra e Objetivos de Guerra - por Horst Mahler

 

Horst Mahler


Ponto de partida para uma avaliação correta das medidas aplicadas pelos vencedores sobre o Reich alemão, são os objetivos de guerra posteriores à derrocada militar do Reich.

O verdadeiro entendimento dos objetivos de guerra dos inimigos do Reich alemão pressupõe o conhecimento do principal inimigo, o qual está na condição e tem os meios de criar aqueles que irão atuar em seu lugar para se atingir determinados objetivos.

O sionista Bernard Lazare, que atuava em Paris ao final do século XIX, escreveu palavras libertárias:

Se a hostilidade e aversão contra o judeu tivesse acontecido num único país e só numa determinada época, seria fácil determinar as razões desta aversão. Mas ao contrário, essa raça é, desde há muito tempo, alvo do ódio de todos os povos no seio dos quais ela viveu. Como os inimigos dos judeus pertenceram às mais diversas raças, as quais habitavam regiões distantes entre si, tinham diferentes leis, dominadas por valores antagônicos, nem tinham os mesmos costumes, nem os mesmos hábitos e possuídos de espíritos distintos, então a origem comum do Antisemitismo deve recair mesmo sobre Israel, e não naqueles que o combateram.[1]

{Bernard Lazare (1865-1903), foi um publicista judeu
 que ganhou notoriedade por abordar a milenar questão judaica.}

Todas as grandes personagens do Ocidente perceberam isso – mas não reconheceram realmente. O filósofo alemão Gottlieb Fichte, já no ano de 1793, tocou no ponto central:

Quase em todos os países da Europa alastra-se um poderoso e mal-intencionado Estado, o qual permanece com todo os despojos nas contínuas guerras, e que pressiona terrivelmente os cidadãos: é o Judaísmo. Direitos Humanos eles devem ter, embora eles não os aplique a nós; pois eles são humanos e sua injustiça não nos autoriza sermos iguais a eles…

Mas lhes conceder a cidadania, aqui não vejo outro meio do que esse: em uma noite lhes cortar todas as cabeças e colocar outras, as quais não contenham uma idéia judaica. Para nos proteger deles não vejo outro meio do que conquistar para eles a sua Terra Prometida e mandá-los todos para lá.[2]

Fichte não vê o perigo no fato dos judeus formarem um Estado dentro do Estado. É o fato deste Estado se fundamentar no ódio contra todos os povos que o torna perigoso.

Fichte critica a conversa mole sobre tolerância, denomina-a conversa de “palavras açucaradas de tolerância e direitos humanos e direitos do cidadão”. Muitos podem ficar com o braço arrepiado ao ler esse texto. Mas não poderia ser que o autor dos “Discursos à Nação Alemã” não compreendeu claramente os fundamentos do século XX, que também é chamado o século judaico?

{Johann Gottlieb Fichte (1762-1814), foi um dos maiores
 filósofos alemães da Idade Contemporânea,
 e influente cidadão na identidade alemã.}

Finalmente, nós teremos que incorporar o que o líder do judaísmo mundial revelou ao mundo. No manifesto de inauguração da primeira aliança judaica mundial, a qual é voltada para conquistar o domínio político mundial, os participantes ainda ousavam falar às claras.

O manifesto editado pelo judeu Isaac Adolphe Crémieux, da fundada Alliance Israélite Universelle, para a união dos judeus de todos os países, no ano de 1860, em Paris, tinha o seguinte conteúdo:

A Aliança que queremos formar não é nem francesa nem inglesa, nem suíça nem alemã, ela é judaica, ela é universal. Os outros povos estão divididos em Nações; nós não temos qualquer cidadão, mas sim companheiros de religião. O judeu não se tornará amigo do cristão ou do muçulmano antes que a Luz da religião judaica, a única religião razoável, ilumine todos os lugares. Espalhados no meio dos povos, os quais são inimigos de nossos direitos e interesses, nós permaneceremos, sobretudo, judeus. Nossa nacionalidade é a religião de nossos pais, nós não reconhecemos qualquer outra. Nós moramos em países estrangeiros e nós não podemos nos interessar pelos diferentes interesses desses países, enquanto nossos interesses morais e materiais estarem em perigo.

O ensinamento judaico deve preencher, um dia, todo o mundo. Israelitas! Não obstante espalhados por todos os pontos da Terra, considerem-se sempre como parte do Povo Eleito. Se vocês acreditam que o credo de seus antepassados seja o único patriotismo; se acreditam que apesar de suas nacionalidades exteriores vocês sejam um único povo; se vocês acreditam que somente o judaísmo representa a verdade religiosa e política, se vocês acreditam em tudo isso, Israelitas de todo o mundo, ouçam nosso apelo, comprovem seu apoio.

A obra é grande e sagrada. O catolicismo, nosso inimigo secular, definha, golpeado no crânio. Cada dia cresce a rede que irá colocar Israel sobre o chão e as sagradas profecias de nossos livros sagrados irão se realizar. O dia chegará, quando Jerusalém torna a casa das orações para os povos unidos, onde a bandeira do monoteísmo judaico tremulará nas costas mais distantes.

Utilizemos todos os percalços. Nosso poder é grande, que aprendamos a utilizá-lo. O que nós temos a temer? O dia não está longe, onde as riquezas da Terra pertencerão exclusivamente aos judeus.

{Isaac-Jacob Adolphe Crémieux (1796-1880), foi um político
 e ativista judeu na França, liderança do judaísmo internacional,
 sendo precursor das organizações judaicas supranacionais
 ao liderar a Alliance Israélite Universelle.
 Sob a proteção do Estado laico francês corrompeu
 e traiu a visão de mundo naturalista europeia
 ao empenhar-se na visão de mundo judaica
 de messianismo para o resto do mundo.}

Na ocasião da escolha de Adolphe Crémiuex para presidente da Alliance no ano de 1861, apareceu nos Archives Israélites 1861, nr. 25, pág. 514 até 520, um artigo com a seguinte programática passagem:

Um messianismo do novo tempo deve eclodir e se desenvolver, uma Jerusalém da nova Ordem, fundada no sagrado entre o Oriente e o Ocidente, deve tomar o lugar do duplo império do Imperador e do Papa. A Alliance Israélite mal começou sua atuação e já deixa sentir sua influência a distância. Ela não se limita somente aos nossos cultos, ela se volta para todos, ela quer penetrar nas religiões, como ela entrou em todos os países.

As nacionalidades devem desaparecer! As religiões devem perecer! Israel, porém, não parará, pois este pequeno povo é o escolhido por Deus.

Antes até da tomada de poder por Hitler, o Presidente da Liga Mundial judaica, Bernard Lacache, escreveu contra o antisemitismo:

A Alemanha é nosso inimigo número 1. É nossa intenção declarar sem misericórdia guerra contra este país.

A execução desta intenção não tardou muito. Em 24.03.1933, o mundo judaico declara guerra ao Reich alemão e clama pelo boicote contra as empresas alemãs. Ele organiza em escala mundial um eficiente boicote econômico e financeiro contra o Reich. [O sempre lembrado boicote aos produtos judaicos dentro da Alemanha foi a resposta a essa iniciativa. Elas datam do início de abril de 1933 e foram combatidas poucos dias depois pelo governo do Reich.]

{Poucas pessoas conhecem os fatos sobre o evento singular que ajudou a desencadear o que ficou conhecido como Segunda Guerra Mundial – a declaração internacional de guerra judaica à Alemanha logo após Adolf Hitler chegar ao poder e bem antes de quaisquer sanções ou represálias oficiais do governo alemão contra os judeus fossem realizadas. A edição de 24 de março de 1933 do The Daily Express de Londres (mostrado acima) descreveu como os líderes judeus, em combinação com poderosos interesses financeiros internacionais judaicos, tinham lançado um boicote à Alemanha com o propósito expresso de paralisar sua economia já precária na esperança de trazer abaixo o novo regime de Hitler. Foi só então que a Alemanha revidou em resposta. Assim, verdade seja dita, foi a liderança judaica mundial – não o Terceiro Reich – que efetivamente deu o primeiro tiro na Segunda Guerra Mundial. O proeminente advogado de Nova York Samuel Untermyer foi um dos principais agitadores na guerra contra a Alemanha, descrevendo a campanha judaica como nada menos que uma “guerra santa.” {Para baixar esta edição do The Daily Express clicar aqui}

Em seu retorno da Conferência Internacional pelo Boicote, em Den Haag, em agosto de 1933, seu Presidente, Samuel Untermeyer, declarou nos EUA, na rádio WABC, a “guerra santa” contra a Alemanha, caracterizando-a como a “guerra santa para a humanidade”, guerra esta que o mundo judaico aderiu.

{Samuel Untermyer (1858-1940) advogado e um dos
 articuladores judeus da política interna e principalmente
externa dos EUA, e proeminente agitador contra a Alemanha}.

É uma guerra que deve ser levada a cabo incansavelmente… Quando nosso navio entrou hoje na baía junto à nossa estátua da liberdade, eu orei em agradecimento que este país da liberdade tenha se livrado da maldição que aflige a Alemanha dos cavaleiros, que transformou uma nação cultural em um verdadeiro inferno de terríveis bestas selvagens…

Eu encontrei vários destes refugiados aterrorizados…e eu gostaria de lhes dizer que o que passou pela forte censura e propaganda de mentiras, … é apenas uma fração da história de torturas infernais, crueldade e perseguição, ou do terror vivido dia após dia por esses homens, mulheres e crianças, e que era pior que a morte…

Eles ignoraram a opinião mundial e permanecem ignorando-a e desafiando-a. Nós judeus somos os aristocratas do mundo… Nós sugerimos e organizamos a opinião mundial para se expressar da única maneira que a Alemanha entende… Da mesma maneira Judeu ou não-judeu, que já não participam desta guerra santa, e ainda não se decidiram, devem fazê-lo aqui e agora.

O ponto culminante fica por conta de Chaim Weizmann, Presidente da Agência Judaica (Jewish Agency), o governo das sombras de Israel e, posteriormente, o primeiro Presidente de Israel, em seu discurso na Conferência Sionista Extraordinária, Baltimore Hotel, Nova Iorque, em 09.05.1942. “Nós não desmentimos” – assim ele explicava “e não tenham medo em reconhecer a verdade, que esta guerra seja nossa guerra e levará à libertação do judaísmo… Mais forte do que todos as frentes juntas é a nossa frente, a frente do judaísmo. Nós não damos apenas nosso apoio financeiro a esta guerra, na qual gira toda a produção bélica, nós não colocamos à disposição desta guerra somente nosso poder propagandístico que é o combustível moral para a continuação dela. A certeza da vitória se constrói principalmente na fraqueza das forças contrárias, na destruição da resistência em seus próprios países e no interior de suas próprias fortalezas. Milhares de judeus que vivem na Europa são o fator principal na extinção de nosso inimigo. Lá, nossa frente é uma realidade e a mais valorosa ajuda para a vitória.”


{O judeu, nascido na Beilorrúsia, Chaim Weizzman (1874-1952) assumiu o protagonismo mor
do sionismo na Inglaterra e esteve na primeira linha protagonista do judaísmo internacional.
Posteriormente foi o primeiro presidente de Israel. Foto de domínio público - Wikipedia.}

Chaim Weizmann confirma com isso a citação mencionada acima do filósofo alemão Johann Gottlieb Fichte, do ano de 1973.

Fichte tinha alertado seus contemporâneos “que os judeus, sem vocês, são cidadãos de um Estado, o qual é mais sólido e grandioso do que todos os seus, se vocês ainda lhes conferem a cidadania em seus Estados, seus cidadãos serão totalmente pisoteados.”

O ensino do Direito Internacional ainda não reconheceu até os dias de hoje o fenômeno do Judeu Internacional (Henry Ford) e a tática de guerra da Panjudéia contra os povos. Para a infelicidade de todos os envolvidos!

A linha-mestre para a conquista do domínio mundial pelos judeus está descrita nos Protocolos dos Sábios de Sião – alegadamente uma falsificação. De peculiar interesse é o capítulo 7 dos Protocolos. Lá temos:

Em toda a Europa, bem como nos outros continentes, devemos suscitar agitações, discórdias e ódios… A qualquer oposição, deveremos estar em condições de fazer declarar guerra pelos vizinhos da nação que ousar criar-nos embaraços; e, se esses próprios vizinhos se lembrarem de se aliar contra nós, devemos repeli-los por meio duma guerra geral… se todos se revoltarem contra nós, responderemos com os canhões americanos, chineses e japoneses.

Qual jurista a serviço da “República Federal Alemã” já sabe qual era o objetivo de guerra nº 1 que tinha sido combinado pelos EUA e a União Soviética como fundamento de sua aliança contra o Reich alemão? E quem eram os autores da determinação deste objetivo de guerra?

Wendell Willkie, mandatário especial do presidente Franklin D. Roosevelt, escreveu sobre esta negociação especial com Josef Stalin, que o Objetivo de Guerra nº. 1 era a “Abolição da exclusividade racial” (“Abolition of racial exclusivness“).

Nos relatos sobre a conversação entre o Presidente F. D. Roosevelt e o Marechal Stalin na ocasião da conferência de Teerã, em 28 de novembro a primeiro de dezembro de 1943, encontra-se a seguinte anotação:

[A conversação mudou para a questão do tratamento para a Alemanha nazista.] O Presidente disse que para ele é muito importante que a concepção do Reich não permanecesse no consciente dos alemães e esta palavra fosse eliminada do idioma.

Marechal Stalin retrucou que não seria suficiente eliminar a palavra, muito mais o Reich deveria ser colocado numa posição que nunca mais leve o mundo a uma guerra. Ele disse que os aliados iriam fracassar no cumprimento de seu dever, se eles não conservassem em suas mãos aquelas posições estratégicas que sejam necessárias para evitar qualquer levante do militarismo alemão.

Em um memorando para o Ministério do Exterior, em 6 de abril de 1945, F. D. Roosevelt confirmou mais uma vez sua intenção de eliminar do idioma alemão a palavra “Reich”.

Muito bem citado! A questão aqui são as medidas contra o Reich alemão com objetivo de exterminá-lo completamente, as quais somente após a derrocada militar poderiam ser levadas a cabo contra um povo agora indefeso. Trata-se aqui de uma forma totalmente diferente de condução da guerra, a qual tem como pré-condição a dominação uniforme da nação em questão através do poder internacional combinado do dinheiro e da mídia, um Meta-Poder, supranacional. Fichte compreendeu este Meta-Poder como “um Estado, o qual é mais sólido e grandioso do que todas as nações juntas.” O rei dos automóveis, Henry Ford, denominou-o em um estudo minucioso, intitulado O judeu internacional. Nele temos:

{Henri Ford (1863-1947), foi um engenheiro e empreendedor
 americano de primeira grandeza no mundo.
 Familiarizado com o ambiente empresarial e financeiro dos EUA,
 trouxe a milenar questão judaica para o contexto dos EUA.}

… e este Estado, existente dentro dos demais Estados, chama-se, na Alemanha, Panjudéia. Os meios de dominação deste Estado panjudaico são capitalismo e imprensa, isto é, dinheiro e difusão ou propaganda. Entre todos os Estados do mundo, o único que exerce realmente um domínio universal é a Panjudéia; todos os demais podem e querem exercer somente um domínio nacional.

O principal propulsor do panjudaísmo é seu domínio da imprensa. As produções técnicas, científicas e literárias do judaísmo moderno são exclusivamente de índole jornalística, e têm por base a admirável faculdade do judeu de assimilar as idéias alheias. Capital e jornalismo reúnem-se no produto imprensa, que constitui o verdadeiro instrumento dominador do judeu.

A administração do Estado Panjudaico está admiravelmente organizada. Sua sede primitiva foi Paris, mas hoje ocupa essa cidade o terceiro lugar. Antes da guerra, Londres foi a primeira, e Nova Iorque a segunda capital da Panjudéia. Temos de esperar para verificar se Nova Iorque chegará a vencer Londres, mas a tendência geral marca o rumo para a América.

Se é certo que a Panjudéia não está em condições de sustentar constantemente uma força de mar e terra, outros Estados cuidam de tal serviço. Sua esquadra hoje é a britânica, cuja tarefa consiste em rechaçar todo o ataque que possa ser dirigido contra os interesses marítimo-econômicos panjudaicos, seja de que origem for. Em troca, a Panjudéia garante à Grã-Bretanha um desenvolvimento tranqüilo de seu poderio e territorial; a Panjudéia sujeitou a Palestina ao cetro britânico. Onde quer que existisse um núcleo militar panjudaico, fosse qual fosse o uniforme ou bandeira sob os quais combatessem, colaborava sempre intimamente com o poderio naval britânico.

A Panjudéia entrega a administração das diversas zonas de influência a governos indígenas, exigindo para si a inspeção geral sobre esses governos. O judaísmo não se opõe a uma distribuição nacional permanente do resto do mundo não-israelita. Os judeus não se unificarão nunca com outra nação, pois per si representam a nação que sempre foi e continuará a ser impossível de encontrar.

A Panjudéia pode fazer a guerra e pode fazer a paz, recorrendo em casos de resistência a soltar as rédeas da anarquia, após a qual também pode, se quiser, tornar a implantar a ordem. Em todo o caso, a Panjudéia faz vibrar a musculatura e o sistema nervoso de outros povos como melhor convém aos interesses financeiros panjudaicos. Como a Panjudéia dispõe a seu talante das fontes de informação do mundo inteiro, está sempre em condições de ir preparando a opinião pública mundial para seus fins mais imediatos. O maior perigo consiste na maneira em como se fabricam as notícias e como se vai moldando o pensamento de povos inteiros no sentido panjudaico. Mas quando alguém dá tento dessas manipulações e desperta a atenção pública, revelando a mão hebréia nessas cartadas, levanta-se imediatamente um grande clamor da imprensa mundial contra o iníquo anti-semitismo . A verdadeira causa de qualquer perseguição, sempre derivada de uma prévia escravidão dos povos pelo domínio financeiro do judeu, jamais chega se saber em público.

A Panjudéia possui seus vice-governos em Londres e Nova Iorque. Apagada a sede de vingança contra a Alemanha, esforça-se para subjugar outras nações. A Grã-Bretanha já está nas suas garras. Na Rússia, ela ainda está lutando pelo poder, e os auspícios não são desanimadores. Os Estados Unidos, por sua excessiva tolerância com todas as raças, oferecem-lhe um campo de experiência favorável. O cenário da ação varia, mas o judeu permanece sempre o mesmo através de terras e séculos.

Idêntico permanece também a relação especial desta comunidade religiosa perante seu Deus, o qual nos deixa saber:

Isaías 34, 2-3

Porque a indignação do Senhor está sobre todas as nações, e o seu furor sobre todo o exército delas; ele determinou a sua destruição, entregou-as à matança.

E os seus mortos serão arrojados, e dos seus cadáveres subirá o mau cheiro; e com o seu sangue os montes se derreterão.

Devemos refletir sobre as dimensões deste cenário de guerra, o qual encobre todo o século XX com milhões de soldados tombados e milhões de civis assassinados. Especial atenção ganha a situação onde os alemães, que em primeira linha são as vítimas deste genocídio, foram considerados culpados e por isso, abre-se livremente para os reais assassinos o caminho para sua câmara de tesouro e permitem, sem resistência, o assassinato do espírito do povo.

Fica notório que ainda temos um problema com os judeus. Quem poderia duvidar depois de tudo isso? A questão é que nos é proibido falar a esse respeito. Problemas que não podem ser discutidos, não podem ser resolvidos – pelo menos não de forma satisfatória.

{Promessas da entidade maligna conhecida na Bíblia como Jeová (numa representação artística bem didática acima) para que os judeus o adorem, conforme o livro de Isaías:
 “As riquezas do mar afluirão a ti, a ti virão os tesouros das nações” (60:5); “Com efeito, a nação e o reino que não te servirem perecerão, sim, essas nações serão reduzidas à ruína” (60:12); “Sugarás o leite das nações, amamentar-te-ás das riquezas dos reis” (60:16); “alimentar-vos-eis das riquezas das nações; e as sucedereis em sua glória” (61:5-6).}

Graves problemas que não podem ser resolvidos, são como tumores cancerígenos que matam o organismo debilitado. Nosso problema é que o fundamentalismo religioso pode levar à conclusão de que seus adeptos querem se tornar nossos senhores. Nós experienciamos isso através de uma personagem famosa. Para seu povo, Jeová falou em Isaías 60 – e graças a Martinho Lutero nós podemos ouvi-lo.*1

Isaías 60,10-17

E estrangeiros edificarão os teus muros, e os seus reis te servirão; porque na minha ira te feri, mas na minha benignidade tive misericórdia de ti.

As tuas portas estarão abertas de contínuo; nem de dia nem de noite se fecharão; para que te sejam trazidas as riquezas das nações, e conduzidos com elas os seus reis.

Porque a nação e o reino que não te servirem perecerão; sim, essas nações serão de todo assoladas.

A glória do Líbano virá a ti; a faia, o olmeiro, e o buxo conjuntamente, para ornarem o lugar do meu santuário; e farei glorioso o lugar em que assentam os meus pés.

Também virão a ti, inclinando-se, os filhos dos que te oprimiram; e prostrar-se-ão junto às plantas dos teus pés todos os que te desprezaram; e chamar-te-ão a cidade do Senhor, a Sião do Santo de Israel.

Ao invés de seres abandonada e odiada como eras, de sorte que ninguém por ti passava, far-te-ei uma excelência perpétua, uma alegria de geração em geração.

E mamarás o leite das nações, e te alimentarás ao peito dos reis; assim saberás que eu sou o Senhor, o teu Salvador, e o teu Redentor, o Poderoso de Jacó.

Por bronze trarei ouro, por ferro trarei prata, por madeira bronze, e por pedras ferro; farei pacíficos os teus oficiais e justos os teus exatores.

Nós sabemos agora qual a intenção de Jeová para conosco.

Leis que proíbem tratar de um problema tão grave e vital não podem ser de direito. Pois Direito é a vontade de viver de uma comunidade. Através do Direito, vive-se livre. O Direito faz nascer suas forças criadoras para que elas se desenvolvam livremente.

Tradução e palavras entre colchetes por Marcelo Franchi

Palavras entre chaves por Mykel Alexander

Notas

[1] Nota de Horst Mahler: Bernard Lazare, Antisémitisme, son histoire et ses causes, Paris, 1934, Tomo I, pág.32

[2] Nota de Horst Mahler: J. G. Fichte, Obras Completas, Volume VI, Berlin, 1845, pág. 149.

*1 Nota de Mykel Alexander: Embora em idioma português possuímos a versão traduzida da Bíblia que é vertida diretamente do hebraico, do aramaico e do grego para o português, publicada como Bíblia de Jerusalém (1ª edição, 2002, 12ª reimpressão, 2017, Paulus, São Paulo), da École biblique de Jérusalem (Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém), as opções dos tradutores ao português mitigaram muito o teor de violência das passagens, sendo assim a versão traduzida no artigo foi mantida vindo direto das passagens em alemão, para não minimizar o teor de hostilidade contido no Antigo Testamento contra os não-judeus bem como a ambição de domínio universal das lideranças da tradição judaica. Ainda, a divindade judaica que é traduzida como Yahweh, por fins didáticos, foi colocada na forma simplificada de Jeová.



Fonte: Guerra e Objetivos de Guerra, por Horst Mahler, 14 de agosto de 2025, Inacreditável.

https://inacreditavel.com.br/wp/guerra-e-objetivos-de-guerra/

Traduzido a partir de:

http://hercolano2.blogspot.com/2011/08/horst-mahler-splitterbomben.html

Sobre o autor: Horst Mahler (1936-2025) foi um advogado, revisionista e ativista político alemão. Ele estudou direito na Universidade Livre de Berlim com o apoio da Fundação Nacional Alemã de Mérito. Com atuação militante tanto na denominada esquerda quanto na denominada direita, Horst Mahler teve seus maiores condenações por delito de opinião.

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Relacionado, leia também referente ao sionismo, questão judaica e Alemanha de Adolf Hitler ver:

A declaração judaica de guerra contra a Alemanha nazista - O boicote econômico de 1933 - por Matthew Raphael Johnson

Desnacionalização da Economia {Por que a economia no Nacional-Socialismo Alemão (nazismo) foi odiada pelos Aliados?} - Por Salvador Borrego

Por que os EUA preferiram se aliar com a URSS contra a Alemanha e não com a Alemanha contra a URSS? – por Salvador Borrego

Sionismo e o Terceiro Reich - por Mark Weber

O Mito do extermínio dos judeus – Parte 1.1 {nenhum documento sequer visando o alegado extermínio dos judeus foi jamais encontrado} - por Carlo Mattogno

O que é ‘Negação do Holocausto’? - Por Barbara Kulaszka


        Sobre a questão judaica, sionismo e seus interesses globais ver:

Deus, os judeus e nós – Um Contrato Civilizacional Enganoso - por Laurent Guyénot

O Evangelho de Gaza - O que devemos aprender com as lições bíblicas de Netanyahu - por Laurent Guyénot

A Psicopatia Bíblica de Israel - por Laurent Guyénot

Israel como Um Homem: Uma Teoria do Poder Judaico - parte 1 - por Laurent Guyénot (Demais partes na sequência do próprio artigo)

O peso da tradição: por que o judaísmo não é como outras religiões - por Mark Weber

Sionismo, Cripto-Judaísmo e a farsa bíblica - parte 1 - por Laurent Guyénot (as demais partes na sequência do próprio artigo)

O truque do diabo: desmascarando o Deus de Israel - Por Laurent Guyénot - parte 1 (Parte 2 na sequência do próprio artigo)

Congresso Mundial Judaico: Bilionários, Oligarcas, e influenciadores - Por Alison Weir

Historiadores israelenses expõem o mito do nascimento de Israel - por Rachelle Marshall

Resenha de: A Legacy of Hate: Anti-Semitism in America {Um legado de ódio: antissemitismo na América}, de Ernest Volkman - por Louis Andrew Rollins

Resenha de The Fateful Triangle: The United States, Israel & The Palestinians {O Triângulo Fatídico: Os Estados Unidos, Israel e os Palestinos} de Noam Chomsky por Louis Andrew Rollins

Resenha de THE DECADENCE OF JUDAISM IN OUR TIME {A DECADÊNCIA DO JUDAÍSMO EM NOSSO TEMPO}, de Moshe Menuhin, por David McCalden (escrito sob o pseudônimo Lewis Brandon)

       

      Referente a questão judaica, sionismo e os não judeus ver:

Conversa direta sobre o sionismo - o que o nacionalismo judaico significa - Por Mark Weber

Judeus: Uma comunidade religiosa, um povo ou uma raça? por Mark Weber

Controvérsia de Sião - por Knud Bjeld Eriksen

Sionismo e judeus americanos - por Alfred M. Lilienthal

Por trás da Declaração de Balfour A penhora britânica da Grande Guerra ao Lord Rothschild - parte 1 - Por Robert John {as demais 5 partes seguem na sequência}

Um olhar direto sobre o lobby judaico - por Mark Weber

Antissemitismo: Por que ele existe? E por que ele persiste? - Por Mark Weber

Estranhezas da Religião Judaica - Os elementos surpreendentes do judaísmo talmúdico - parte 1 - Por Ron Keeva Unz

Ex-rabino-chefe de Israel diz que todos nós, não judeus, somos burros, criados para servir judeus - como a aprovação dele prova o supremacismo judaico - por David Duke

Grande rabino diz que não-judeus são burros {de carga}, criados para servir judeus - por Khalid Amayreh

  

            Relacionado ao contexto de Israel e Oriente Médio ver:

Pare Netanyahu antes que ele nos mate a todos - por Jeffrey David Sachs e Sybil Fares

AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) condena ataques israelenses a instalações nucleares do Irã - Recortes do jornal iraniano Kayhan – internacional de 15-17 de junho

A {Samson Option} opção Sansão de Israel e potenciais cenários de guerra nuclear - por Marc Roland

A origem terrorista de Israel: o que a mídia esconde | Dr. Alfred de Zayas

O ódio ao Irã inventado pelo Ocidente serve ao sonho sionista de uma Grande Israel dominando o Oriente Médio - por Stuart Littlewood

Petróleo ou 'o Lobby' {judaico-sionista} um debate sobre a Guerra do Iraque

Iraque: Uma guerra para Israel - Por Mark Weber

Por que querem destruir a Síria? - por Dr. Ghassan Nseir

O Grande Israel e o Messias Conquistador - por Alexander Dugin

Quem são os Palestinos? - por Sami Hadawi

Palestina: Liberdade e Justiça - por Samuel Edward Konkin III

Memorando para o presidente {Ronald Reagan, tratando da questão Palestina-Israel} - quem são os palestinos? - por Issah Nakheleh

Libertando a América de Israel - por Paul Findley

Resenha de GENOCIDE IN THE HOLY LAND {GENOCÍDIO NA TERRA SANTA}, Rabbi Moshe Schonfeld, Neturei Karta dos EUA - por Bezalel Chaim

Genocídio em Gaza - por John J. Mearsheimer

{Retrospectiva 2023 - Genocídio em Gaza} - Morte e destruição em Gaza - por John J. Mearsheimer

O Legado violento do sionismo - por Donald Neff

{Retrospectiva 1946 – terrorismo judaico-sionista} - O Ataque ao Hotel Rei David em Jerusalém - por W. R. Silberstein

Crimes de Guerra e Atrocidades-embustes no Conflito Israel/Gaza - por Ron Keeva Unz

A cultura do engano de Israel - por Christopher Hedges

Será que Israel acabou de experimentar uma “falha de inteligência” ao estilo do 11 de Setembro? Provavelmente não. Aqui está o porquê - por Kevin Barrett

Residentes da faixa de Gaza fogem do maior campo de concentração do mundo - A não-violência não funcionou, então eles tiveram que atirar para escapar - por Kevin Barrett

Por Favor, Alguma Conversa Direta do Movimento pela Paz - Grupos sionistas condenam “extremistas” a menos que sejam judeus - por Philip Giraldi

A Supressão do Cristianismo em Seu Berço - Israel não é amigo de Jesus - por Philip Giraldi

“Grande Israel”: O Plano Sionista para o Oriente Médio O infame "Plano Oded Yinon". - Por Israel Shahak - parte 1 - apresentação por Michel Chossudovsky (demais partes na sequência do próprio artigo)

Raízes do Conflito Mundial Atual – Estratégias sionistas e a duplicidade Ocidental durante a Primeira Guerra Mundial – por Kerry Bolton

{Massacres sobre os alauítas após a queda da Síria de Bashar Hafez al-Assad} - por Raphael Machado

Mudança de Regime na Síria: mais um passo em direção ao “Grande Israel” - por Alan Ned Sabrosky

Guerra de agressão não declarada dos EUA-OTAN-Israel contra a Síria: “Terrorismo da al-Qaeda” para dar um golpe de Estado contra um governo secular eleito - por Michael Chossudovsky

 

sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

Israel como Um Homem: Uma Teoria do Poder Judaico - parte 2 - por Laurent Guyénot

 Continuação de Israel como Um Homem: Uma Teoria do Poder Judaico - parte 1 - por Laurent Guyénot 

Laurent Guyénot


Rede conspiratória

Não nos deixemos levar pelas nossas metáforas orgânicas. O sucesso das elites judaicas na promoção dos seus objetivos nacionais não deve ser explicado meramente por algum instinto nacional espontâneo ou alma de grupo que inconscientemente os une profundamente, a despeito das suas divisões superficiais. É verdadeiro que a força do sionismo moderno reside numa ligação orgânica e não hierárquica entre os judeus, como sublinha Gilad Atzmon: “Enquanto o organismo funciona como um todo, o órgão particular cumpre uma função elementar sem estar consciente do seu papel específico dentro do sistema inteiro.”[18] No entanto, como também sublinha Atzmon, esta unidade orgânica é criada, cultivada e utilizada pelas elites cognitivas que estão muito conscientes do poder que dela podem extrair.#6

Em outras palavras, Israel não se trata apenas de sangue, trata-se também de aliança. Os judeus religiosos acreditam que o judaísmo remonta a uma aliança mosaica entre Deus e as únicas pessoas com quem Ele realmente se importa. Mas a maior parte da elite intelectual, cultural, financeira, política ou criminosa judaica – membros dos B'nai B'rith (“Filhos da Aliança”) ou da Aliança Israelita Universal, por exemplo – assume que se trata de uma aliança de judeus entre eles mesmos.

Na prática, a misteriosa capacidade dos movimentos judaicos de conduzir a história baseia-se numa prática de rede de trabalho aperfeiçoada ao longo de 2.500 anos. A ligação em rede de trabalho étnica significa que, sem o conhecimento do público gentio, as elites judaicas coordenam os seus esforços numa questão específica, de modo a aplicar uma pressão irresistível até que o efeito desejado é obtido. Ele é realizado em todas as áreas e para os mais diversos fins, inclusive na esfera acadêmica, para criar consenso artificial. Brenton Sanderson*1 e Andrew Joyce,[19] ambos escrevendo no Occidental Observer de Kevin MacDonald, demonstraram brilhantemente como esforços concertados por parte de estudiosos judeus ao longo de algumas décadas podem transformar qualquer figura menor, como Gustav Mahler ou Baruch Spinoza, em personificações do “gênio judeu”:

“Em primeiro lugar, inflar a importância da realização intelectual ou artística de uma figura judaica até ao ponto em que esta seja considerada de magnitude de ‘mudança mundial’. Em segundo lugar, acentuar as origens judaicas e as afiliações da figura, para que a sua conquista de ‘mudança mundial’ seja considerada a expressão natural das suas origens e identidade judaicas.”[20]

O processo ilustra perfeitamente a ligação entre o aspecto da “alma nacional” do judaísmo e a sua aplicação prática em redes: para judeus comprometidos, a realização de cada judeu é uma realização judaica e uma manifestação particular da alma judaica.

Nas esferas obscuras do poder político profundo, a elite judaica#7 unem-se em círculos conspiratórios para conduzir a história na direção desejada. Uma delas foi a Ordem dos Parushim, descrita por Sarah Schmidt*2, professora de história judaica na Universidade Hebraica de Jerusalém, como “uma força secreta de guerrilha subterrânea determinada a influenciar o curso dos acontecimentos de uma forma silenciosa e anónima”. Na cerimônia de iniciação, cada novo membro recebeu como instruções:

“Até que nosso propósito seja cumprido, você será membro de uma irmandade cujo vínculo você considerará maior do que qualquer outro em sua vida – mais querido do que o da família, da escola, da nação. Ao entrar nesta irmandade, você se torna um soldado dedicado no exército de Sião.”

O iniciado respondeu jurando:

“Antes deste conselho, em nome de tudo o que considero querido e sagrado, prometo a mim mesmo, minha vida, minha fortuna e minha honra, a restauração da nação judaica. […] Comprometo-me totalmente a guardar, obedecer e manter em segredo as leis e o labor do séquito, a sua existência e os seus objetivos. Amém.”[21]

Louis Brandeis (1856-1941), nomeado na Suprema Corte por Woodrow Wilson, e seu protegido e sucessor Felix Frankfurter (1882-1965), eram membros deste círculo secreto.   “Trabalhando juntos durante um período de 25 anos, eles colocaram uma rede de discípulos em posições de influência e trabalharam diligentemente para a implementação dos programas desejados”, escreve Bruce Allen Murphy em The Brandeis/Frankfurter Connection.[22] O mentor de Brandeis, Samuel Untermeyer (1858-1940), que, segundo dizem, chantageou Wilson para nomear Brandeis, e que exerceu uma influência sem paralelo na Casa Branca até à sua morte, foi muito provavelmente um membro fundador dos Parushim.

{Samuel Untermyer (1858-1940) advogado e um dos  articuladores judeus da política interna e principalmente  externa dos EUA, e proeminente agitador contra a Alemanha}.

O grupo de discípulos íntimos de Leo Strauss, destinatários do ensinamento “esotérico” do mestre, forma outro desses círculos conspiratórios. Nada é mais revelador da sua filosofia do que a compreensão de Strauss sobre Maquiavel. Em seus Pensamentos sobre Maquiavel. Strauss define Maquiavel como o patriota do mais alto grau porque entendeu que apenas as nações podem ser imortais e que os melhores líderes são aqueles que não têm medo de condenar a sua alma individual, desde que eles não têm uma. O verdadeiro patriota não impõe limites morais ao que pode fazer pelo seu país.[23] Num artigo na Jewish World Review de 7 de junho de 1999, o discípulo de Strauss, Michael Ledeen, membro fundador do Jewish Institute for National Security Affairs {Instituto Judaico para Assuntos de Segurança Nacional} (JINSA), assume que Maquiavel deve ter sido um “judeu secreto”*3, já que “se você ouve sua filosofia política, você ouvirá música judaica.”[24]

Os Straussianos formaram o núcleo original dos neoconservadores. Em duas gerações, esta rede de menos de cem pessoas penetrou nos centros nervosos do Estado americano com o objetivo de aproveitar as alavancas das suas políticas externa e militar. A sustentabilidade transgeracional dos neoconservadores ilustra o contexto orgânico da rede judaica: Irving Kristol foi sucedido por seu filho William, Donald Kagan por seu filho Robert, Richard Pipes por seu filho Daniel e Norman Podhoretz por seu filho John e seu genro Elliott Abrams.

Tais redes de judeus inteligentes, tribais, maquiavélicos e conspiratórios são a chave para a extraordinária unidade do judaísmo mundial. Podemos comparar a estrutura da comunidade judaica com esferas orbitais concêntricas num campo gravitacional, com a ideologia e as profecias de Jeová no cerne: nas esferas internas está a minoria de elite para quem o judaísmo e Israel são preocupações permanentes; nas esferas exteriores estão os judeus “moles”, que só são mantidos em órbita pela baixa gravidade e prováveis de romperem e saírem fora. Como judeus plenamente assimilados, eles desempenham um papel importante nas relações públicas, e a maioria deles ainda pode ser mobilizada quando necessário sob a bandeira da luta contra o antissemitismo.[25]

Portanto, o judaísmo é também um sistema de controle mental das massas judaicas pelas elites judaicas.#8 Enquanto nas sociedades europeias os extremos tendem a ser marginalizados, Kevin MacDonald salienta que na comunidade judaica o oposto é verdadeiro:

“Em todos os momentos de virada, foram os elementos mais etnocêntricos – poderíamos chamá-los de radicais – que têm determinado a direção da comunidade judaica e eventualmente ganharam o dia. […] O movimento radical começa entre os segmentos mais comprometidos da comunidade judaica, depois se espalha e eventualmente se torna dominante dentro da comunidade judaica. […] Os judeus que não concordam com o que é agora uma posição dominante são expulsos da comunidade, rotulados como “judeus que se odeiam” ou pior, e relegados à impotência.”[26]

Isto tem acontecido desde o exílio babilónico, quando a obsessão de Ezequiel com a pureza do sangue e do culto prevaleceu sobre a tentativa de reforma de Jeremias, do sacerdotalismo para uma religião mais interna, moral e universal. Conforme escreveu o estudioso bíblico Karl Budde: “a tendência para o completo isolamento de Israel dos pagãos e para evitar toda poluição passou das visões de Ezequiel para os livros de leis práticas”, fazendo Ezequiel o verdadeiro “pai do Judaísmo”.[27] A mesma obsessão é o tema central do Livro de Esdras. Ao saber que os judaico-babilônicos já retornados à Palestina recorreram a casamentos mistos e que “a raça santa foi contaminada pelo povo do país”, Esdras os fez jurar que “mandariam embora todas as esposas estrangeiras e seus filhos”. (Esdras 9:2; 10:3). Três séculos mais tarde, no mesmo espírito, os Macabeus lideraram uma sangrenta guerra civil contra os judeus assimilacionistas para estabelecer a sua dinastia hasmoniana. O Livro dos Jubileus, deste período, proclama:

“E se houver alguém em Israel que quiser dar sua filha ou sua irmã a algum homem da semente dos gentios, certamente morrerá, e eles o apedrejarão; porque ele causou vergonha em Israel; e queimarão a mulher no fogo, porque desonrou o nome da casa de seu pai, e será desarraigada de Israel” (30:7).

Assim, a coesão da comunidade judaica é sempre mantida pelos judeus mais empenhados entre as elites, através de um terror paranoico de extermínio combinado com um complexo de superioridade. Podem nem todos eles concordarem sobre “o que é bom para os Judeus” num determinado momento, mas estão todos absolutamente comprometidos com o grandioso destino de Israel. E em momentos críticos da história, eles são capazes de forçar os judeus do mundo a agir “como um homem” (Juízes 20:1). Um bom exemplo é a campanha lançada contra a Alemanha em março de 1933, depois de Hitler se ter tornado Chanceler do Reich, através de um artigo de primeira página*4 no Daily Express britânico intitulado “Judea Declars War on Germany.#9 Judeus de todo o mundo, uni-vos” e proclamando: “O povo israelita em todo o mundo declara guerra económica e financeira contra a Alemanha. Catorze milhões de judeus dispersos por todo o mundo uniram-se como um homem para declarar guerra aos perseguidores alemães dos seus correligionários.” Samuel Untermeyer, que liderou o ataque, chamou de “traidores da sua raça”*5 todos os judeus que se recusaram a aderir ao boicote alemão.[28]

Estes levitas eternos que controlam o resto dos judeus são os que têm uma mentalidade mais bíblica: como David Ben-Gurion em 1936, eles dizem: “A Bíblia é o nosso mandato”.*6 Eles também são os mais endogâmicos. Ainda hoje, dentro da comunidade judaica, a endogamia é ainda mais intensa à medida que se sobe na hierarquia social. Dos 58 casamentos contraídos pelos descendentes de Mayer Rothschild, metade foi entre primos. No espaço de pouco mais de cem anos, eles se casaram 16 vezes entre primos de primeiro grau, enquanto que admitiram na linhagem alguns aristocratas goy {não judeus} extraídos a dedo.[29] O padrão, mais uma vez, é bíblico: a endogamia é tão altamente valorizada na Bíblia que ela supera a proibição do incesto tal como é entendida pela maioria das culturas. Abraão se casa com sua meia-irmã Sara.#10 Seu filho Isaque se casa com Rebeca, filha de seu primo Betuel (cuja mãe, Milca, havia se casado com seu tio Naor). E o filho de Isaque, Jacó, casou-se com as duas filhas de seu tio materno, Labão.   Sem falar de Judá, fundador dos judaítas (mais tarde judeus), que concebe com sua nora Tamar.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Continua em Israel como Um Homem: Uma Teoria do Poder Judaico - parte 3 - por Laurent Guyénot

Notas

[18] Nota de Laurent Guyénot: Gilad Atzmon, The Wandering Who? A Study of Jewish Identity Politics, Zero Books, 2011, página 21. 

#6 Nota de Mykel Alexander: Sobre a questão da atuação das lideranças judaicas sobre a sociedade judaica através da história, ver como introdução:

- Controvérsia de Sião, por Knud Bjeld Eriksen, 02 de novembro de 2018, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2018/11/controversia-de-siao-por-knud-bjeld.html  

- Judeus: Uma comunidade religiosa, um povo ou uma raça?, por Mark Weber, 02 de junho de 2019, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2019/06/judeus-uma-comunidade-religiosa-um-povo.html 

- O peso da tradição: por que o judaísmo não é como outras religiões, por Mark Weber, 05 de novembro de 2023, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2023/11/o-peso-da-tradicao-por-que-o-judaismo.html    

[19] Nota de Laurent Guyénot: Andrew Joyce, “Pariah to Messiah: The Engineered Apotheosis of Baruch Spinoza,” partes 1 a 3, The Occidental Observer, 05 de maio de 2019.

https://www.theoccidentalobserver.net/2019/05/05/pariah-to-messiah-the-engineered-apotheosis-of-baruch-spinoza-part-1-of-3/  

[20] Nota de Laurent Guyénot: Brendon Sanderson, “Why Mahler? Norman Lebrecht and the Construction of Jewish Genius,” The Occidental Oberver, 13 de abril de 2011.  

#7 Nota de Mykel Alexander:  Sobre a questão da atuação das lideranças judaicas sobre a sociedade judaica através da história, ver como introdução:

- Controvérsia de Sião, por Knud Bjeld Eriksen, 02 de novembro de 2018, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2018/11/controversia-de-siao-por-knud-bjeld.html  

- Judeus: Uma comunidade religiosa, um povo ou uma raça?, por Mark Weber, 02 de junho de 2019, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2019/06/judeus-uma-comunidade-religiosa-um-povo.html 

- O peso da tradição: por que o judaísmo não é como outras religiões, por Mark Weber, 05 de novembro de 2023, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2023/11/o-peso-da-tradicao-por-que-o-judaismo.html    

*2 Fonte utilizada por Laurent Guyénot:

https://ifamericaknew.org/history/parushim.html  

[21] Nota de Laurent Guyénot: Sarah Schmidt, “The ‘Parushim’: A Secret Episode in American Zionist History,” American Jewish Historical Quarterly 65, nº 2, dezembro de 1975, páginas 121–139, em https://ifamericansknew.org/history/parushim.html  

[22] Nota de Laurent Guyénot: Bruce Allen Murphy, The Brandeis/Frankfurter Connection: The Secret Political Activities of Two Supreme Court Justices, Oxford University Press, 1982, página 10.  

[23] Nota de Laurent Guyénot: Leo Strauss, Thoughts on Machiavelli, University of Chicago Press, 1978, página 42.  

*3 Fonte utilizada por Laurent Guyénot:

https://www.jewishworldreview.com/0699/machiavelli1.asp  

[24] Nota de Laurent Guyénot: Michael Ledeen, “What Machiavelli (A Secret Jew?) Learned from Moses,” Jewish World Review, 7 de junho de 1999, em:

 www.jewishworldreview.com/0699/machiavelli1.asp  

[25] Nota de Laurent Guyénot: Daniel Elazar, Community and Polity: Organizational Dynamics of American Jewry, 1976, citado em Kevin MacDonald, Separation and Its Discontents: Toward an Evolutionary Theory of Anti-Semitism, Praeger, 1998, kindle 2013, k. 6668–91.  

#8 Nota de Mykel Alexander:  Sobre a questão da atuação das lideranças judaicas sobre a sociedade judaica através da história, ver como introdução:

- Controvérsia de Sião, por Knud Bjeld Eriksen, 02 de novembro de 2018, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2018/11/controversia-de-siao-por-knud-bjeld.html  

- Judeus: Uma comunidade religiosa, um povo ou uma raça?, por Mark Weber, 02 de junho de 2019, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2019/06/judeus-uma-comunidade-religiosa-um-povo.html 

- O peso da tradição: por que o judaísmo não é como outras religiões, por Mark Weber, 05 de novembro de 2023, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2023/11/o-peso-da-tradicao-por-que-o-judaismo.html   

[26] Nota de Laurent Guyénot: Kevin MacDonald, Cultural Insurrections: Essays on Western Civilizations, Jewish Influence, and Anti-Semitism, The Occidental Press, 2007, páginas 90-91.  

[27] Nota de Laurent Guyénot: Karl Budde, Religion of Israel to the Exile, Putnam’s Sons, 1899 (archive.org), páginas 206-207.  

#9 Nota de Mykel Alexander:  Ver especialmente:

- A declaração judaica de guerra contra a Alemanha nazista - O boicote econômico de 1933, por Matthew Raphael Johnson, 111 de julho de 2023, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2023/06/a-declaracao-judaica-de-guerra-contra.html  

*5 Fonte utilizada por Laurent Guyénot:

http://www.sweetliberty.org/issues/israel/untermeyer.htm  

[28] Nota de Laurent Guyénot: Detalhe em meu livro, From Yahweh to Zion, 2018, pp. 260-261.  

*6 Fonte utilizada por Laurent Guyénot: Ben-Gurion Recognized Biblical Claim to Israel, 08 de janeiro de 1997, The New York Times.

https://www.nytimes.com/1997/01/08/opinion/l-ben-gurion-recognized-biblical-claim-to-israel-078662.html  

[29] Nota de Laurent Guyénot: Nota de Laurent Guyénot: Kevin MacDonald, A People That Shall Dwell Alone, op. cit., k. 5044–53. Kevin MacDonald, Separation and Its Discontents: Toward an Evolutionary Theory of Anti-Semitism, Praeger, 1998, kindle 2013 , k. 3975–4004.  

#10 Nota de Mykel Alexander:  É preciso registrar que nas tradições ocorrem relações entre deuses, expostas muitas vezes por representações antropomóficas, em que pais e mães e filhos e filhas, primos e primas são narrados como tendo relações em que geram prole, contudo, em muitos casos tratam-se nitidamente de imperativos universais, como o deus da luz “fecundou” a deusa terra ou deusa mãe, ou os “testículos” de tal deus caiu sobre a deusa mar e nasceu daí uma espuma representando determinada deusa. Para uma apreciação da simbologia universal ver como introdução Mircea Eliade, História das Crenças e das Ideias Religiosas, 3 volumes. No entanto, quanto a tradição judaica, é preciso considerar que determinados personagens bíblicos, especialmente os de Gênesis e Êxodo, remontam em certas partes tanto a tradição universal, especialmente suméria, hurita, cananeia, assíria e babilônica, as quais penetraram na tradição do reino de Israel, e que foi utilizada em certa medida pelos judeus, do vizinho reino da Judeia levando aos escritores do Antigo Testamento ao redor dos séculos VI a.C. – III a.C. a historicizarem representações divinas como personagens históricos. Consideradas tais premissas, isto não impede que a endogamia da tradição judaica tenha ocorrido desde tempos muito antigos, independentemente de narrativas endogâmicas bíblicas se valerem também da utilização de símbolos de divindades como se fossem indivíduos da sociedade judaica, tal como no núcleo familiar de Abraão, como no exemplo utilizado por Laurent Guyénot, que possui mais teor mítico do que terreno. No entanto, o efeito psicológico de considerar endogamias não como ocorrendo entre forças divinas, mas sim entre famílias humanas, aprovadas pelos líderes judaicos através do tempo, faz tal prática se inserida e aceita como parte da tradição, o que é justamente o ponto realçado por Laurent Guyénot.

 

Fonte: Israel as One Man: A Theory of Jewish Power, por Laurent Guyénot, 10 de junho de 2019,  The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/article/israel-as-one-man/

Sobre o autor: Laurent Guyénot (1960-) possuí mestrado em Estudos Bíblicos e trabalho em antropologia e história das religiões, tendo ainda o título de medievalista (PhD em Estudos Medievais em Paris IV-Sorbonne, 2009) e de engenheiro (Escola Nacional de Tecnologia Avançada, 1982).

Entre seus livros estão:

LE ROI SANS PROPHETE. L'enquête historique sur la relation entre Jésus et Jean-Baptiste, Exergue, 1996.

Jésus et Jean Baptiste: Enquête historique sur une rencontre légendaire, Imago Exergue, 1998.

Le livre noir de l'industrie rose – de la pornographie à la criminalité sexuelle, IMAGO, 2000.

Les avatars de la réincarnation: une histoire de la transmigration, des croyances primitives au paradigme moderne, Exergue, 2000.

Lumieres nouvelles sur la reincarnation, Exergue, 2003.

La Lance qui saigne: Métatextes et hypertextes du Conte du Graal de Chrétien de Troyes, Honoré Champion, 2010.

La mort féerique: Anthropologie du merveilleux (XIIᵉ-XVᵉ siècle), Gallimard, 2011.

JFK 11 Septembre: 50 ans de manipulations, Blanche, 2014.

Du Yahvisme au sionisme. Dieu jaloux, peuple élu, terre promise: 2500 ans de manipulations, Kontre Kulture, Kontre Kulture, 2016. Tem edição em inglês: From Yahweh to Zion: Jealous God, Chosen People, Promised Land...Clash of Civilizations, Sifting and Winnowing Books, 2018.

Petit livre de - 150 idées pour se débarrasser des cons, Le petit livre, 2019.

“Our God is Your God Too, But He Has Chosen Us”: Essays on Jewish Power, AFNIL, 2020.

Anno Domini: A Short History of the First Millennium AD, 2023.

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Relacionado, leia também sobre a questão judaica, sionismo e seus interesses globais ver:

 “Pós-escrito para ‘O Enigma de Três Mil Anos’” - por Igor Shafarevich

 Lev Gumilev e a Quimera Cazar {judaica} Por Laurent Guyénot

 O peso da tradição: por que o judaísmo não é como outras religiões - por Mark Weber

Sionismo, Cripto-Judaísmo e a farsa bíblica - parte 1 - por Laurent Guyénot (as demais partes na sequência do próprio artigo)

O truque do diabo: desmascarando o Deus de Israel - Por Laurent Guyénot - parte 1 (Parte 2 na sequência do próprio artigo)