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domingo, 28 de setembro de 2025

{Questão Judaica - Alemanha - Globalismo} - Guerra e Objetivos de Guerra - por Horst Mahler

 

Horst Mahler


Ponto de partida para uma avaliação correta das medidas aplicadas pelos vencedores sobre o Reich alemão, são os objetivos de guerra posteriores à derrocada militar do Reich.

O verdadeiro entendimento dos objetivos de guerra dos inimigos do Reich alemão pressupõe o conhecimento do principal inimigo, o qual está na condição e tem os meios de criar aqueles que irão atuar em seu lugar para se atingir determinados objetivos.

O sionista Bernard Lazare, que atuava em Paris ao final do século XIX, escreveu palavras libertárias:

Se a hostilidade e aversão contra o judeu tivesse acontecido num único país e só numa determinada época, seria fácil determinar as razões desta aversão. Mas ao contrário, essa raça é, desde há muito tempo, alvo do ódio de todos os povos no seio dos quais ela viveu. Como os inimigos dos judeus pertenceram às mais diversas raças, as quais habitavam regiões distantes entre si, tinham diferentes leis, dominadas por valores antagônicos, nem tinham os mesmos costumes, nem os mesmos hábitos e possuídos de espíritos distintos, então a origem comum do Antisemitismo deve recair mesmo sobre Israel, e não naqueles que o combateram.[1]

{Bernard Lazare (1865-1903), foi um publicista judeu
 que ganhou notoriedade por abordar a milenar questão judaica.}

Todas as grandes personagens do Ocidente perceberam isso – mas não reconheceram realmente. O filósofo alemão Gottlieb Fichte, já no ano de 1793, tocou no ponto central:

Quase em todos os países da Europa alastra-se um poderoso e mal-intencionado Estado, o qual permanece com todo os despojos nas contínuas guerras, e que pressiona terrivelmente os cidadãos: é o Judaísmo. Direitos Humanos eles devem ter, embora eles não os aplique a nós; pois eles são humanos e sua injustiça não nos autoriza sermos iguais a eles…

Mas lhes conceder a cidadania, aqui não vejo outro meio do que esse: em uma noite lhes cortar todas as cabeças e colocar outras, as quais não contenham uma idéia judaica. Para nos proteger deles não vejo outro meio do que conquistar para eles a sua Terra Prometida e mandá-los todos para lá.[2]

Fichte não vê o perigo no fato dos judeus formarem um Estado dentro do Estado. É o fato deste Estado se fundamentar no ódio contra todos os povos que o torna perigoso.

Fichte critica a conversa mole sobre tolerância, denomina-a conversa de “palavras açucaradas de tolerância e direitos humanos e direitos do cidadão”. Muitos podem ficar com o braço arrepiado ao ler esse texto. Mas não poderia ser que o autor dos “Discursos à Nação Alemã” não compreendeu claramente os fundamentos do século XX, que também é chamado o século judaico?

{Johann Gottlieb Fichte (1762-1814), foi um dos maiores
 filósofos alemães da Idade Contemporânea,
 e influente cidadão na identidade alemã.}

Finalmente, nós teremos que incorporar o que o líder do judaísmo mundial revelou ao mundo. No manifesto de inauguração da primeira aliança judaica mundial, a qual é voltada para conquistar o domínio político mundial, os participantes ainda ousavam falar às claras.

O manifesto editado pelo judeu Isaac Adolphe Crémieux, da fundada Alliance Israélite Universelle, para a união dos judeus de todos os países, no ano de 1860, em Paris, tinha o seguinte conteúdo:

A Aliança que queremos formar não é nem francesa nem inglesa, nem suíça nem alemã, ela é judaica, ela é universal. Os outros povos estão divididos em Nações; nós não temos qualquer cidadão, mas sim companheiros de religião. O judeu não se tornará amigo do cristão ou do muçulmano antes que a Luz da religião judaica, a única religião razoável, ilumine todos os lugares. Espalhados no meio dos povos, os quais são inimigos de nossos direitos e interesses, nós permaneceremos, sobretudo, judeus. Nossa nacionalidade é a religião de nossos pais, nós não reconhecemos qualquer outra. Nós moramos em países estrangeiros e nós não podemos nos interessar pelos diferentes interesses desses países, enquanto nossos interesses morais e materiais estarem em perigo.

O ensinamento judaico deve preencher, um dia, todo o mundo. Israelitas! Não obstante espalhados por todos os pontos da Terra, considerem-se sempre como parte do Povo Eleito. Se vocês acreditam que o credo de seus antepassados seja o único patriotismo; se acreditam que apesar de suas nacionalidades exteriores vocês sejam um único povo; se vocês acreditam que somente o judaísmo representa a verdade religiosa e política, se vocês acreditam em tudo isso, Israelitas de todo o mundo, ouçam nosso apelo, comprovem seu apoio.

A obra é grande e sagrada. O catolicismo, nosso inimigo secular, definha, golpeado no crânio. Cada dia cresce a rede que irá colocar Israel sobre o chão e as sagradas profecias de nossos livros sagrados irão se realizar. O dia chegará, quando Jerusalém torna a casa das orações para os povos unidos, onde a bandeira do monoteísmo judaico tremulará nas costas mais distantes.

Utilizemos todos os percalços. Nosso poder é grande, que aprendamos a utilizá-lo. O que nós temos a temer? O dia não está longe, onde as riquezas da Terra pertencerão exclusivamente aos judeus.

{Isaac-Jacob Adolphe Crémieux (1796-1880), foi um político
 e ativista judeu na França, liderança do judaísmo internacional,
 sendo precursor das organizações judaicas supranacionais
 ao liderar a Alliance Israélite Universelle.
 Sob a proteção do Estado laico francês corrompeu
 e traiu a visão de mundo naturalista europeia
 ao empenhar-se na visão de mundo judaica
 de messianismo para o resto do mundo.}

Na ocasião da escolha de Adolphe Crémiuex para presidente da Alliance no ano de 1861, apareceu nos Archives Israélites 1861, nr. 25, pág. 514 até 520, um artigo com a seguinte programática passagem:

Um messianismo do novo tempo deve eclodir e se desenvolver, uma Jerusalém da nova Ordem, fundada no sagrado entre o Oriente e o Ocidente, deve tomar o lugar do duplo império do Imperador e do Papa. A Alliance Israélite mal começou sua atuação e já deixa sentir sua influência a distância. Ela não se limita somente aos nossos cultos, ela se volta para todos, ela quer penetrar nas religiões, como ela entrou em todos os países.

As nacionalidades devem desaparecer! As religiões devem perecer! Israel, porém, não parará, pois este pequeno povo é o escolhido por Deus.

Antes até da tomada de poder por Hitler, o Presidente da Liga Mundial judaica, Bernard Lacache, escreveu contra o antisemitismo:

A Alemanha é nosso inimigo número 1. É nossa intenção declarar sem misericórdia guerra contra este país.

A execução desta intenção não tardou muito. Em 24.03.1933, o mundo judaico declara guerra ao Reich alemão e clama pelo boicote contra as empresas alemãs. Ele organiza em escala mundial um eficiente boicote econômico e financeiro contra o Reich. [O sempre lembrado boicote aos produtos judaicos dentro da Alemanha foi a resposta a essa iniciativa. Elas datam do início de abril de 1933 e foram combatidas poucos dias depois pelo governo do Reich.]

{Poucas pessoas conhecem os fatos sobre o evento singular que ajudou a desencadear o que ficou conhecido como Segunda Guerra Mundial – a declaração internacional de guerra judaica à Alemanha logo após Adolf Hitler chegar ao poder e bem antes de quaisquer sanções ou represálias oficiais do governo alemão contra os judeus fossem realizadas. A edição de 24 de março de 1933 do The Daily Express de Londres (mostrado acima) descreveu como os líderes judeus, em combinação com poderosos interesses financeiros internacionais judaicos, tinham lançado um boicote à Alemanha com o propósito expresso de paralisar sua economia já precária na esperança de trazer abaixo o novo regime de Hitler. Foi só então que a Alemanha revidou em resposta. Assim, verdade seja dita, foi a liderança judaica mundial – não o Terceiro Reich – que efetivamente deu o primeiro tiro na Segunda Guerra Mundial. O proeminente advogado de Nova York Samuel Untermyer foi um dos principais agitadores na guerra contra a Alemanha, descrevendo a campanha judaica como nada menos que uma “guerra santa.” {Para baixar esta edição do The Daily Express clicar aqui}

Em seu retorno da Conferência Internacional pelo Boicote, em Den Haag, em agosto de 1933, seu Presidente, Samuel Untermeyer, declarou nos EUA, na rádio WABC, a “guerra santa” contra a Alemanha, caracterizando-a como a “guerra santa para a humanidade”, guerra esta que o mundo judaico aderiu.

{Samuel Untermyer (1858-1940) advogado e um dos
 articuladores judeus da política interna e principalmente
externa dos EUA, e proeminente agitador contra a Alemanha}.

É uma guerra que deve ser levada a cabo incansavelmente… Quando nosso navio entrou hoje na baía junto à nossa estátua da liberdade, eu orei em agradecimento que este país da liberdade tenha se livrado da maldição que aflige a Alemanha dos cavaleiros, que transformou uma nação cultural em um verdadeiro inferno de terríveis bestas selvagens…

Eu encontrei vários destes refugiados aterrorizados…e eu gostaria de lhes dizer que o que passou pela forte censura e propaganda de mentiras, … é apenas uma fração da história de torturas infernais, crueldade e perseguição, ou do terror vivido dia após dia por esses homens, mulheres e crianças, e que era pior que a morte…

Eles ignoraram a opinião mundial e permanecem ignorando-a e desafiando-a. Nós judeus somos os aristocratas do mundo… Nós sugerimos e organizamos a opinião mundial para se expressar da única maneira que a Alemanha entende… Da mesma maneira Judeu ou não-judeu, que já não participam desta guerra santa, e ainda não se decidiram, devem fazê-lo aqui e agora.

O ponto culminante fica por conta de Chaim Weizmann, Presidente da Agência Judaica (Jewish Agency), o governo das sombras de Israel e, posteriormente, o primeiro Presidente de Israel, em seu discurso na Conferência Sionista Extraordinária, Baltimore Hotel, Nova Iorque, em 09.05.1942. “Nós não desmentimos” – assim ele explicava “e não tenham medo em reconhecer a verdade, que esta guerra seja nossa guerra e levará à libertação do judaísmo… Mais forte do que todos as frentes juntas é a nossa frente, a frente do judaísmo. Nós não damos apenas nosso apoio financeiro a esta guerra, na qual gira toda a produção bélica, nós não colocamos à disposição desta guerra somente nosso poder propagandístico que é o combustível moral para a continuação dela. A certeza da vitória se constrói principalmente na fraqueza das forças contrárias, na destruição da resistência em seus próprios países e no interior de suas próprias fortalezas. Milhares de judeus que vivem na Europa são o fator principal na extinção de nosso inimigo. Lá, nossa frente é uma realidade e a mais valorosa ajuda para a vitória.”


{O judeu, nascido na Beilorrúsia, Chaim Weizzman (1874-1952) assumiu o protagonismo mor
do sionismo na Inglaterra e esteve na primeira linha protagonista do judaísmo internacional.
Posteriormente foi o primeiro presidente de Israel. Foto de domínio público - Wikipedia.}

Chaim Weizmann confirma com isso a citação mencionada acima do filósofo alemão Johann Gottlieb Fichte, do ano de 1973.

Fichte tinha alertado seus contemporâneos “que os judeus, sem vocês, são cidadãos de um Estado, o qual é mais sólido e grandioso do que todos os seus, se vocês ainda lhes conferem a cidadania em seus Estados, seus cidadãos serão totalmente pisoteados.”

O ensino do Direito Internacional ainda não reconheceu até os dias de hoje o fenômeno do Judeu Internacional (Henry Ford) e a tática de guerra da Panjudéia contra os povos. Para a infelicidade de todos os envolvidos!

A linha-mestre para a conquista do domínio mundial pelos judeus está descrita nos Protocolos dos Sábios de Sião – alegadamente uma falsificação. De peculiar interesse é o capítulo 7 dos Protocolos. Lá temos:

Em toda a Europa, bem como nos outros continentes, devemos suscitar agitações, discórdias e ódios… A qualquer oposição, deveremos estar em condições de fazer declarar guerra pelos vizinhos da nação que ousar criar-nos embaraços; e, se esses próprios vizinhos se lembrarem de se aliar contra nós, devemos repeli-los por meio duma guerra geral… se todos se revoltarem contra nós, responderemos com os canhões americanos, chineses e japoneses.

Qual jurista a serviço da “República Federal Alemã” já sabe qual era o objetivo de guerra nº 1 que tinha sido combinado pelos EUA e a União Soviética como fundamento de sua aliança contra o Reich alemão? E quem eram os autores da determinação deste objetivo de guerra?

Wendell Willkie, mandatário especial do presidente Franklin D. Roosevelt, escreveu sobre esta negociação especial com Josef Stalin, que o Objetivo de Guerra nº. 1 era a “Abolição da exclusividade racial” (“Abolition of racial exclusivness“).

Nos relatos sobre a conversação entre o Presidente F. D. Roosevelt e o Marechal Stalin na ocasião da conferência de Teerã, em 28 de novembro a primeiro de dezembro de 1943, encontra-se a seguinte anotação:

[A conversação mudou para a questão do tratamento para a Alemanha nazista.] O Presidente disse que para ele é muito importante que a concepção do Reich não permanecesse no consciente dos alemães e esta palavra fosse eliminada do idioma.

Marechal Stalin retrucou que não seria suficiente eliminar a palavra, muito mais o Reich deveria ser colocado numa posição que nunca mais leve o mundo a uma guerra. Ele disse que os aliados iriam fracassar no cumprimento de seu dever, se eles não conservassem em suas mãos aquelas posições estratégicas que sejam necessárias para evitar qualquer levante do militarismo alemão.

Em um memorando para o Ministério do Exterior, em 6 de abril de 1945, F. D. Roosevelt confirmou mais uma vez sua intenção de eliminar do idioma alemão a palavra “Reich”.

Muito bem citado! A questão aqui são as medidas contra o Reich alemão com objetivo de exterminá-lo completamente, as quais somente após a derrocada militar poderiam ser levadas a cabo contra um povo agora indefeso. Trata-se aqui de uma forma totalmente diferente de condução da guerra, a qual tem como pré-condição a dominação uniforme da nação em questão através do poder internacional combinado do dinheiro e da mídia, um Meta-Poder, supranacional. Fichte compreendeu este Meta-Poder como “um Estado, o qual é mais sólido e grandioso do que todas as nações juntas.” O rei dos automóveis, Henry Ford, denominou-o em um estudo minucioso, intitulado O judeu internacional. Nele temos:

{Henri Ford (1863-1947), foi um engenheiro e empreendedor
 americano de primeira grandeza no mundo.
 Familiarizado com o ambiente empresarial e financeiro dos EUA,
 trouxe a milenar questão judaica para o contexto dos EUA.}

… e este Estado, existente dentro dos demais Estados, chama-se, na Alemanha, Panjudéia. Os meios de dominação deste Estado panjudaico são capitalismo e imprensa, isto é, dinheiro e difusão ou propaganda. Entre todos os Estados do mundo, o único que exerce realmente um domínio universal é a Panjudéia; todos os demais podem e querem exercer somente um domínio nacional.

O principal propulsor do panjudaísmo é seu domínio da imprensa. As produções técnicas, científicas e literárias do judaísmo moderno são exclusivamente de índole jornalística, e têm por base a admirável faculdade do judeu de assimilar as idéias alheias. Capital e jornalismo reúnem-se no produto imprensa, que constitui o verdadeiro instrumento dominador do judeu.

A administração do Estado Panjudaico está admiravelmente organizada. Sua sede primitiva foi Paris, mas hoje ocupa essa cidade o terceiro lugar. Antes da guerra, Londres foi a primeira, e Nova Iorque a segunda capital da Panjudéia. Temos de esperar para verificar se Nova Iorque chegará a vencer Londres, mas a tendência geral marca o rumo para a América.

Se é certo que a Panjudéia não está em condições de sustentar constantemente uma força de mar e terra, outros Estados cuidam de tal serviço. Sua esquadra hoje é a britânica, cuja tarefa consiste em rechaçar todo o ataque que possa ser dirigido contra os interesses marítimo-econômicos panjudaicos, seja de que origem for. Em troca, a Panjudéia garante à Grã-Bretanha um desenvolvimento tranqüilo de seu poderio e territorial; a Panjudéia sujeitou a Palestina ao cetro britânico. Onde quer que existisse um núcleo militar panjudaico, fosse qual fosse o uniforme ou bandeira sob os quais combatessem, colaborava sempre intimamente com o poderio naval britânico.

A Panjudéia entrega a administração das diversas zonas de influência a governos indígenas, exigindo para si a inspeção geral sobre esses governos. O judaísmo não se opõe a uma distribuição nacional permanente do resto do mundo não-israelita. Os judeus não se unificarão nunca com outra nação, pois per si representam a nação que sempre foi e continuará a ser impossível de encontrar.

A Panjudéia pode fazer a guerra e pode fazer a paz, recorrendo em casos de resistência a soltar as rédeas da anarquia, após a qual também pode, se quiser, tornar a implantar a ordem. Em todo o caso, a Panjudéia faz vibrar a musculatura e o sistema nervoso de outros povos como melhor convém aos interesses financeiros panjudaicos. Como a Panjudéia dispõe a seu talante das fontes de informação do mundo inteiro, está sempre em condições de ir preparando a opinião pública mundial para seus fins mais imediatos. O maior perigo consiste na maneira em como se fabricam as notícias e como se vai moldando o pensamento de povos inteiros no sentido panjudaico. Mas quando alguém dá tento dessas manipulações e desperta a atenção pública, revelando a mão hebréia nessas cartadas, levanta-se imediatamente um grande clamor da imprensa mundial contra o iníquo anti-semitismo . A verdadeira causa de qualquer perseguição, sempre derivada de uma prévia escravidão dos povos pelo domínio financeiro do judeu, jamais chega se saber em público.

A Panjudéia possui seus vice-governos em Londres e Nova Iorque. Apagada a sede de vingança contra a Alemanha, esforça-se para subjugar outras nações. A Grã-Bretanha já está nas suas garras. Na Rússia, ela ainda está lutando pelo poder, e os auspícios não são desanimadores. Os Estados Unidos, por sua excessiva tolerância com todas as raças, oferecem-lhe um campo de experiência favorável. O cenário da ação varia, mas o judeu permanece sempre o mesmo através de terras e séculos.

Idêntico permanece também a relação especial desta comunidade religiosa perante seu Deus, o qual nos deixa saber:

Isaías 34, 2-3

Porque a indignação do Senhor está sobre todas as nações, e o seu furor sobre todo o exército delas; ele determinou a sua destruição, entregou-as à matança.

E os seus mortos serão arrojados, e dos seus cadáveres subirá o mau cheiro; e com o seu sangue os montes se derreterão.

Devemos refletir sobre as dimensões deste cenário de guerra, o qual encobre todo o século XX com milhões de soldados tombados e milhões de civis assassinados. Especial atenção ganha a situação onde os alemães, que em primeira linha são as vítimas deste genocídio, foram considerados culpados e por isso, abre-se livremente para os reais assassinos o caminho para sua câmara de tesouro e permitem, sem resistência, o assassinato do espírito do povo.

Fica notório que ainda temos um problema com os judeus. Quem poderia duvidar depois de tudo isso? A questão é que nos é proibido falar a esse respeito. Problemas que não podem ser discutidos, não podem ser resolvidos – pelo menos não de forma satisfatória.

{Promessas da entidade maligna conhecida na Bíblia como Jeová (numa representação artística bem didática acima) para que os judeus o adorem, conforme o livro de Isaías:
 “As riquezas do mar afluirão a ti, a ti virão os tesouros das nações” (60:5); “Com efeito, a nação e o reino que não te servirem perecerão, sim, essas nações serão reduzidas à ruína” (60:12); “Sugarás o leite das nações, amamentar-te-ás das riquezas dos reis” (60:16); “alimentar-vos-eis das riquezas das nações; e as sucedereis em sua glória” (61:5-6).}

Graves problemas que não podem ser resolvidos, são como tumores cancerígenos que matam o organismo debilitado. Nosso problema é que o fundamentalismo religioso pode levar à conclusão de que seus adeptos querem se tornar nossos senhores. Nós experienciamos isso através de uma personagem famosa. Para seu povo, Jeová falou em Isaías 60 – e graças a Martinho Lutero nós podemos ouvi-lo.*1

Isaías 60,10-17

E estrangeiros edificarão os teus muros, e os seus reis te servirão; porque na minha ira te feri, mas na minha benignidade tive misericórdia de ti.

As tuas portas estarão abertas de contínuo; nem de dia nem de noite se fecharão; para que te sejam trazidas as riquezas das nações, e conduzidos com elas os seus reis.

Porque a nação e o reino que não te servirem perecerão; sim, essas nações serão de todo assoladas.

A glória do Líbano virá a ti; a faia, o olmeiro, e o buxo conjuntamente, para ornarem o lugar do meu santuário; e farei glorioso o lugar em que assentam os meus pés.

Também virão a ti, inclinando-se, os filhos dos que te oprimiram; e prostrar-se-ão junto às plantas dos teus pés todos os que te desprezaram; e chamar-te-ão a cidade do Senhor, a Sião do Santo de Israel.

Ao invés de seres abandonada e odiada como eras, de sorte que ninguém por ti passava, far-te-ei uma excelência perpétua, uma alegria de geração em geração.

E mamarás o leite das nações, e te alimentarás ao peito dos reis; assim saberás que eu sou o Senhor, o teu Salvador, e o teu Redentor, o Poderoso de Jacó.

Por bronze trarei ouro, por ferro trarei prata, por madeira bronze, e por pedras ferro; farei pacíficos os teus oficiais e justos os teus exatores.

Nós sabemos agora qual a intenção de Jeová para conosco.

Leis que proíbem tratar de um problema tão grave e vital não podem ser de direito. Pois Direito é a vontade de viver de uma comunidade. Através do Direito, vive-se livre. O Direito faz nascer suas forças criadoras para que elas se desenvolvam livremente.

Tradução e palavras entre colchetes por Marcelo Franchi

Palavras entre chaves por Mykel Alexander

Notas

[1] Nota de Horst Mahler: Bernard Lazare, Antisémitisme, son histoire et ses causes, Paris, 1934, Tomo I, pág.32

[2] Nota de Horst Mahler: J. G. Fichte, Obras Completas, Volume VI, Berlin, 1845, pág. 149.

*1 Nota de Mykel Alexander: Embora em idioma português possuímos a versão traduzida da Bíblia que é vertida diretamente do hebraico, do aramaico e do grego para o português, publicada como Bíblia de Jerusalém (1ª edição, 2002, 12ª reimpressão, 2017, Paulus, São Paulo), da École biblique de Jérusalem (Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém), as opções dos tradutores ao português mitigaram muito o teor de violência das passagens, sendo assim a versão traduzida no artigo foi mantida vindo direto das passagens em alemão, para não minimizar o teor de hostilidade contido no Antigo Testamento contra os não-judeus bem como a ambição de domínio universal das lideranças da tradição judaica. Ainda, a divindade judaica que é traduzida como Yahweh, por fins didáticos, foi colocada na forma simplificada de Jeová.



Fonte: Guerra e Objetivos de Guerra, por Horst Mahler, 14 de agosto de 2025, Inacreditável.

https://inacreditavel.com.br/wp/guerra-e-objetivos-de-guerra/

Traduzido a partir de:

http://hercolano2.blogspot.com/2011/08/horst-mahler-splitterbomben.html

Sobre o autor: Horst Mahler (1936-2025) foi um advogado, revisionista e ativista político alemão. Ele estudou direito na Universidade Livre de Berlim com o apoio da Fundação Nacional Alemã de Mérito. Com atuação militante tanto na denominada esquerda quanto na denominada direita, Horst Mahler teve seus maiores condenações por delito de opinião.

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Relacionado, leia também referente ao sionismo, questão judaica e Alemanha de Adolf Hitler ver:

A declaração judaica de guerra contra a Alemanha nazista - O boicote econômico de 1933 - por Matthew Raphael Johnson

Desnacionalização da Economia {Por que a economia no Nacional-Socialismo Alemão (nazismo) foi odiada pelos Aliados?} - Por Salvador Borrego

Por que os EUA preferiram se aliar com a URSS contra a Alemanha e não com a Alemanha contra a URSS? – por Salvador Borrego

Sionismo e o Terceiro Reich - por Mark Weber

O Mito do extermínio dos judeus – Parte 1.1 {nenhum documento sequer visando o alegado extermínio dos judeus foi jamais encontrado} - por Carlo Mattogno

O que é ‘Negação do Holocausto’? - Por Barbara Kulaszka


        Sobre a questão judaica, sionismo e seus interesses globais ver:

Deus, os judeus e nós – Um Contrato Civilizacional Enganoso - por Laurent Guyénot

O Evangelho de Gaza - O que devemos aprender com as lições bíblicas de Netanyahu - por Laurent Guyénot

A Psicopatia Bíblica de Israel - por Laurent Guyénot

Israel como Um Homem: Uma Teoria do Poder Judaico - parte 1 - por Laurent Guyénot (Demais partes na sequência do próprio artigo)

O peso da tradição: por que o judaísmo não é como outras religiões - por Mark Weber

Sionismo, Cripto-Judaísmo e a farsa bíblica - parte 1 - por Laurent Guyénot (as demais partes na sequência do próprio artigo)

O truque do diabo: desmascarando o Deus de Israel - Por Laurent Guyénot - parte 1 (Parte 2 na sequência do próprio artigo)

Congresso Mundial Judaico: Bilionários, Oligarcas, e influenciadores - Por Alison Weir

Historiadores israelenses expõem o mito do nascimento de Israel - por Rachelle Marshall

Resenha de: A Legacy of Hate: Anti-Semitism in America {Um legado de ódio: antissemitismo na América}, de Ernest Volkman - por Louis Andrew Rollins

Resenha de The Fateful Triangle: The United States, Israel & The Palestinians {O Triângulo Fatídico: Os Estados Unidos, Israel e os Palestinos} de Noam Chomsky por Louis Andrew Rollins

Resenha de THE DECADENCE OF JUDAISM IN OUR TIME {A DECADÊNCIA DO JUDAÍSMO EM NOSSO TEMPO}, de Moshe Menuhin, por David McCalden (escrito sob o pseudônimo Lewis Brandon)

       

      Referente a questão judaica, sionismo e os não judeus ver:

Conversa direta sobre o sionismo - o que o nacionalismo judaico significa - Por Mark Weber

Judeus: Uma comunidade religiosa, um povo ou uma raça? por Mark Weber

Controvérsia de Sião - por Knud Bjeld Eriksen

Sionismo e judeus americanos - por Alfred M. Lilienthal

Por trás da Declaração de Balfour A penhora britânica da Grande Guerra ao Lord Rothschild - parte 1 - Por Robert John {as demais 5 partes seguem na sequência}

Um olhar direto sobre o lobby judaico - por Mark Weber

Antissemitismo: Por que ele existe? E por que ele persiste? - Por Mark Weber

Estranhezas da Religião Judaica - Os elementos surpreendentes do judaísmo talmúdico - parte 1 - Por Ron Keeva Unz

Ex-rabino-chefe de Israel diz que todos nós, não judeus, somos burros, criados para servir judeus - como a aprovação dele prova o supremacismo judaico - por David Duke

Grande rabino diz que não-judeus são burros {de carga}, criados para servir judeus - por Khalid Amayreh

  

            Relacionado ao contexto de Israel e Oriente Médio ver:

Pare Netanyahu antes que ele nos mate a todos - por Jeffrey David Sachs e Sybil Fares

AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) condena ataques israelenses a instalações nucleares do Irã - Recortes do jornal iraniano Kayhan – internacional de 15-17 de junho

A {Samson Option} opção Sansão de Israel e potenciais cenários de guerra nuclear - por Marc Roland

A origem terrorista de Israel: o que a mídia esconde | Dr. Alfred de Zayas

O ódio ao Irã inventado pelo Ocidente serve ao sonho sionista de uma Grande Israel dominando o Oriente Médio - por Stuart Littlewood

Petróleo ou 'o Lobby' {judaico-sionista} um debate sobre a Guerra do Iraque

Iraque: Uma guerra para Israel - Por Mark Weber

Por que querem destruir a Síria? - por Dr. Ghassan Nseir

O Grande Israel e o Messias Conquistador - por Alexander Dugin

Quem são os Palestinos? - por Sami Hadawi

Palestina: Liberdade e Justiça - por Samuel Edward Konkin III

Memorando para o presidente {Ronald Reagan, tratando da questão Palestina-Israel} - quem são os palestinos? - por Issah Nakheleh

Libertando a América de Israel - por Paul Findley

Resenha de GENOCIDE IN THE HOLY LAND {GENOCÍDIO NA TERRA SANTA}, Rabbi Moshe Schonfeld, Neturei Karta dos EUA - por Bezalel Chaim

Genocídio em Gaza - por John J. Mearsheimer

{Retrospectiva 2023 - Genocídio em Gaza} - Morte e destruição em Gaza - por John J. Mearsheimer

O Legado violento do sionismo - por Donald Neff

{Retrospectiva 1946 – terrorismo judaico-sionista} - O Ataque ao Hotel Rei David em Jerusalém - por W. R. Silberstein

Crimes de Guerra e Atrocidades-embustes no Conflito Israel/Gaza - por Ron Keeva Unz

A cultura do engano de Israel - por Christopher Hedges

Será que Israel acabou de experimentar uma “falha de inteligência” ao estilo do 11 de Setembro? Provavelmente não. Aqui está o porquê - por Kevin Barrett

Residentes da faixa de Gaza fogem do maior campo de concentração do mundo - A não-violência não funcionou, então eles tiveram que atirar para escapar - por Kevin Barrett

Por Favor, Alguma Conversa Direta do Movimento pela Paz - Grupos sionistas condenam “extremistas” a menos que sejam judeus - por Philip Giraldi

A Supressão do Cristianismo em Seu Berço - Israel não é amigo de Jesus - por Philip Giraldi

“Grande Israel”: O Plano Sionista para o Oriente Médio O infame "Plano Oded Yinon". - Por Israel Shahak - parte 1 - apresentação por Michel Chossudovsky (demais partes na sequência do próprio artigo)

Raízes do Conflito Mundial Atual – Estratégias sionistas e a duplicidade Ocidental durante a Primeira Guerra Mundial – por Kerry Bolton

{Massacres sobre os alauítas após a queda da Síria de Bashar Hafez al-Assad} - por Raphael Machado

Mudança de Regime na Síria: mais um passo em direção ao “Grande Israel” - por Alan Ned Sabrosky

Guerra de agressão não declarada dos EUA-OTAN-Israel contra a Síria: “Terrorismo da al-Qaeda” para dar um golpe de Estado contra um governo secular eleito - por Michael Chossudovsky

 

terça-feira, 29 de julho de 2025

{Materialismo, brutalidade dos EUA e Velho Testamento} - O Direito e a “Grande Besta Metálica” - por Horst Mahler

 

Horst Mahler


{Edição em tributo à Horst Mahler (1936-2025)}

O cunho do princípio que determina o comportamento dos povos e Nações entre si – principalmente na guerra – alterou-se da Europa impregnada pelo Novo Testamento para os EUA impregnados e liderando segundo o Velho Testamento.

 

Os EUA como a encarnação da imoralidade

Nós podemos pensar na vontade em saciar a própria fome com o peixe que o irmão pescou para satisfazer a sua própria, como expressão de boa vontade?

Nós não saberíamos que todos nós teríamos morrido de fome há muito tempo se coletivamente fosse assim pensado e realizado?

Não é razoável querer que cada um providencie seu próprio sustento sem roubar o próximo?

Se todos nós concordamos que não é o roubo generalizado, mas sim a constante aquisição por meios próprios é que pode garantir nossa existência, então não iríamos tomar precauções para conduzir a este caminho aqueles que dentre nós querem outra via e, saqueando, assolam seus vizinhos?

Como deveriam ser estas precauções? Nós não pensamos logo na polícia, a qual teria que agarrar os ladrões? E mais: nós não iríamos querer um juiz imparcial que proteja suspeitos inocentes contra acusações improcedentes?

Seguramente nós iríamos concordar mutuamente e aqui confirmar, que a vontade a favor do próprio ganha-pão e da proteção contra ladrões e punições injustas seja nosso melhor Bem – e neste sentido, crua razoabilidade?

Essa vontade eu chamo de Direito, se ele se apresenta como lugar comum de fato.

Ele é de fato quando um policial está a postos, agarra o ladrão em flagrante e o coloca atrás das grades. Ele é lugar comum de fato, quando sem considerar a posição social das pessoas, a todo ladrão e a todo bandido possa ser garantido, que ele irá ser agarrado, apresentado diante do tribunal e julgado.

Este lugar comum de fato é a vontade razoável de uma sociedade, que através da polícia, justiça e Forças Armadas – como instâncias supremas, como poder da coletividade, se coloca contra a arbitrariedade de um indivíduo ou contra inimigos externos e então, é, como Estado, um ente duradouro. O fundamento deste poder está na vontade de todos nós. O Estado passa a ser, portanto, a Existência de toda nossa liberdade.

[A forma e o meio como este lugar comum de fato de uma Sociedade desenvolvida é determinado, diz respeito à forma externa. Em nossos dias, admite-se que os muitos indivíduos, que formam a sociedade, poderiam determiná-la através da contagem de votos (democracia). As críticas deste sistema e sua essência destrutiva serão tratadas em outra oportunidade.]

Somente quando estivermos certos que a patrulha policial ao final da rua é formada por nosso pessoal, que a todo o momento estão a postos para aparecer armados no local do crime, nós iremos – se estivermos cansados – baixar nossas armas e dormir tranqüilo.

Mas nós não iríamos nos assustar em nossos sonhos e nos lançar às armas, se formos assolados com a constatação de que a patrulha policial não seja formada por nossos cidadãos que deveriam nos proteger, mas sim por marionetes de um inimigo saqueador, prestes a abrir os portões e entregar a cidade à pilhagem?

Direito é, portanto, o poder organizado da vontade coletiva de uma concreta Sociedade. A vontade razoável de cada cidadão tem seu reconhecimento por parte deste poder, o qual é livre, pois ele depende somente de si mesmo. O indivíduo se espelha desta forma na Sociedade e sua própria vontade como Direito. Este é seu poder e liberdade. Se ele é prejudicado em seu Direito, o poder público o serve como Justiça para restabelecer através de sanções seu reconhecimento como cidadão.

Pode-se imaginar o ordenamento jurídico como uma fonte de energia sob alta-tensão, a qual entrelaça a Sociedade com “energia da vontade”. A quebra do Direito seria como o contato com um cabo energizado. O choque produzido pela descarga elétrica seria como as sanções que recaem sobre os infratores.

São sempre e somente os povos e nações de fato que produzem por si próprio um ordenamento jurídico e na forma descrita, garantam o Direito subjetivo mantenedor do poder.

Este poder não existe isolado, não está separado do corpo vivo da comunidade, mas ele é sua própria força vital e sua existência. Um ordenamento jurídico não pode ser então transferido para uma outra comunidade ou até mesmo imposto. Ele pode quando muito ser aceito de dentro para fora – através da assimilação da vontade popular dos pensamentos provenientes de uma ordenamento jurídico externo.

O poder desta livre vontade coletiva – o Direito – termina ali onde a comunidade se extingue e uma outra comunidade com vontade própria inicia.

Se a segunda comunidade usurpasse da primeira comunidade com seu braço armado – seja até bem intencionada, este braço não seria um organismo da própria livre vontade da segunda comunidade? Esta {a primeira comunidade} seria em todo caso submetida ilegalmente ao domínio estrangeiro e tornar-se-ia indignada já com o abuso.

Povos auto-determinados não se encontram em relações jurídicas entre si como as aqui descritas. Suas relações são de outra natureza. Elas são para si mesma não parte de um todo, que como comunidade com vontade própria que contém os povos como momentos dependentes de si. A abstrata comunidade dos povos não é um poder que se ocupa das partes integrantes de si. A comunidade dos povos ou até mesmo a humanidade –assim como a fruta – é uma abstração. Como sabemos não existe fruta, mas sim somente as frutas concretas – maças, peras, morangos etc.

Esta diferença é importante e deve ser lembrada quando o tema do “Direito Internacional”. Direito internacional não é direito no sentido aqui mostrado.

Como foi exposto, a vontade no Direito não é determinada arbitrariamente, mas sim dentro da razoabilidade. O mundo como razão existencial (como espírito mundial) é também o parâmetro para a determinação do comportamento ou dos comportamentos dos povos entre si ou não. Mas se agora, nas relações entre si, a razão determina aquela especial vontade dos povos, a razão é como um dever ser – mas não como um poder da vontade coletiva – efetivo. Para ser de Direito, falta à vontade a concreta coletividade.

“O direito internacional resulta das relações entre Estado independentes. O seu conteúdo em si e para si tem a forma do dever ser porque a sua realização depende de vontades soberanas diferentes.” [Hegel, Princípios da Filosofia do Direito, Editora Martins Fontes, pág. 301]

Logo, o direito internacional não é concreta vontade coletiva, mas sim aquela especial vontade dos diferentes povos soberanos, Estados e Nações. É real somente como dever ser, a realidade vence só em especiais vontades dos povos soberanos que se comportam segundo o dever ser.

“Enquanto Estado, o povo é Espírito em sua racionalidade substancial e em sua realidade imediata. É pois o poder absoluto sobre a terra. Em relação aos outros Estados, o Estado é, por conseguinte, soberanamente autônomo. Existir como tal para um outro Estado, isto é, ser reconhecido por ele, é sua primeira e absoluta legitimação.” [Hegel, Princípios da Filosofia do Direito, Editora Martins Fontes, pág. 301]

“A realidade imediata dos Estados uns em face dos outros divide-se em situações diversas que se regulam pela autônoma boa vontade de ambas as partes e, em geral, tem pois esse regulamento a natureza formal do contrato. A natureza de tais contratos é, porém, de uma diversidade muito menor do que na sociedade civil, em que os indivíduos reciprocamente dependem uns dos outros em numerosos aspectos. Os Estados independentes são, pelo contrário, totalidades que a si mesmas se satisfazem.” [Hegel, Princípios da Filosofia do Direito, Editora Martins Fontes, pág. 302-303]

“O fundamento do direito dos povos (direito internacional, red.) como direito universal que entre Estados é válido em si e para si e que é diferente o conteúdo particular dos contratos reside no dever de se respeitar os contratos, pois neles se fundam as obrigações dos Estados uns para com os outros. Como, porém, a relação entre eles tem por princípio a sua soberania, daí resulta que se encontram uns perante os outros num estado de natureza e os seus direitos não consistem numa vontade universal constituída num poder que lhes é superior mas obtêm a realidade das suas recíprocas relações na sua vontade particular. Esta condição geral mantém-se no estado de dever ser e o que realmente se passa é uma sucessão de situações conformes a tais tratados e de abolições desses tratados. Nota – Não há pretores mas, quando muito, árbitros ou mediadores entre os Estados e da sua vontade dependem as contingentes arbitragens e mediações. A concepção kantiana de uma paz eterna assegurada por uma liga internacional que afastaria todos os conflitos e regularia todas as dificuldades como poder reconhecido por cada Estado, assim impossibilitando a solução que a guerra traz, supõe a adesão dos Estados; teria esta de assentar em motivos morais subjetivos ou religiosos que dependeriam sempre da vontade soberana particular, e estaria, portanto, sujeita à contingência.” [Hegel, Princípios da Filosofia do Direito, Editora Martins Fontes, pág. 303-304]

Kant e Hegel se debruçaram sobre a questão do direito internacional tendo como pano de fundo a dominante opinião dos Estados envolvidos durante a guerra européia dos 30 anos sobre solo alemão (1618-1648), como descrita principalmente por Hugo Grotius.

As nações européias formam uma família segundo o princípio geral de seu ordenamento jurídico, seus costumes, sua formação, e assim se modifica através disso o relacionamento entre os povos europeus de tal forma, onde normalmente dominaria a maldade.

É o modo de pensar do ocidente cristão que aqui aflora. No mandamento do batismo (“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações…”, Mateus 28,19), os povos são reconhecidos como jovem Jesus. Isto corresponde à terminologia {isso é, cessação} européia da guerra.

“Até na guerra como situação de violência e contingência, como situação não-jurídica, subsiste uma que é a de os Estados mutuamente se reconhecerem como tais. Nesta ligação valem eles um para o outro como existentes em si e para si, de tal modo que a guerra se determina como algo de transitório. Implica ela, portanto, o seguinte caráter concordante com o direito: até na guerra, a possibilidade da paz é preservada; os parlamentares são, por exemplo, respeitados e, em geral, nada é feito contra as instituições internas de cada Estado, contra a vida familiar do tempo de paz nem contra as pessoas privadas. Aliás, este comportamento recíproco durante a guerra (como quando, por exemplo, se fazem prisioneiros) depende dos costumes das nações, que constituem um interno caráter geral de comportamentos e se mantêm em todas as situações.” [Hegel, Princípios da Filosofia do Direito, Editora Martins Fontes, pág. 303-304]

Isto mudou radicalmente desde então. O cunho do princípio que determina o comportamento dos povos e Nações entre si – principalmente na guerra – alterou-se da Europa impregnada pelo Novo Testamento para os EUA impregnados e liderando segundo o Velho Testamento. Ponto central deste é o pensamento elitista, que não deixa lugar para o reconhecimento dos outros povos e nações. A guerra é desde o início levada mentalmente para fora das fronteiras e sobre a guerra propriamente dita, ela objetiva o extermínio do inimigo, ou seja, a niilização de sua soberania, nacionalidade e forma de pensar do povo (guerra total). A América sucumbida diante do Velho Testamento é a Existência da imoralidade pura e somente.[1] Sua linguagem é a linguagem da dissimulação, da hipocrisia (“Fale manso e tenha sempre consigo um grande porrete!”, Theodor Roosevelt). Suas guerras são – como as guerras das linhagens segundo o Velho Testamento de Judá e Israel – campanhas de extermínio.[2]

A forma embrionária desta barbárie contemporânea se formou na guerra contra os índios e principalmente na Guerra Civil norte-americana (1861-1865).

Queira comprovar este contexto um extrato da obra do militar inglês Fuller [J.F.C. Fuller, A conduta da Guerra, Biblioteca do Exército Editora, Rio de Janeiro 2002, Pág. 106 et. seq.]:

Decadência Moral

À proporção que a defensiva ganhava força, a luta se tornava mais encarniçada e indecisa, mais distante se situava o fim da guerra e mais intenso era o ódio, até que a frustração despertou um espírito de vingança no coração dos Federais contra toda a população do Sul. Antes de Grant e Sherman terem iniciado sua campanha simultânea, em 1864, a violência, com poucas exceções, tinha sido limitada à frente exterior, isto é, às forças armadas da Confederação. Agora, porém, devia também ser dirigida contra a frente interna, a população civil do Sul, isto é, contra os fundamentos morais e econômicos tanto do Governo confederado como de seu Exército. Esta modificação na direção da violência foi estimulada, como devia acontecer cada vez mais nas futuras guerras, pela crescente civilização materialista do Norte. A respeito de Lee, diz Rhodes, que, por suas características essenciais, parecia-se com Washington. Pertencia ele, portanto, ao século XVIII, à fase agrícola da História. Sherman e, em menor escala, Sheridan e outros generais federais pertenciam À fase da Revolução Industrial e seu princípio diretor era o da máquina, isto é, da eficiência. Como esta é governada por uma única lei, a de que o fim justifica os meios, não podia ser tolerada qualquer concepção moral ou espiritual ou de comportamento tradicional que a isso constituísse obstáculo.

Sherman era o expoente máximo desta volta ao barbarismo. Rompeu com as convenções da guerra do século XIX, travou-a com o aço tão impiedosamente como o fazia Calvin com a palavra. Após uma luta árdua, conquistou, em 1° de setembro de 1864, Atlanta, “a porta de entrada do Sul”, e, decidido a não deixar o inimigo à sua retaguarda, evacuou toda a população. Explicou, em carta dirigida ao General Halleck, Chefe do Estado-Maior, em Washington, que: “Se os habitantes bradarem contra minha barbaridade e crueldade, direi que guerra é guerra… Se querem a paz, devem eles e suas famílias parar de fazer a guerra.”

Para o século XIX, esta era uma concepção nova, porque significava que o fator decisivo na guerra – o de solicitara paz – passava do governo para o povo e que a pacificação era uma conseqüência da revolução. Isto significava levar o princípio da Democracia a seu último estágio e, ao mesmo tempo, a introdução da teoria do ataque psicológico – em essência a guerra marxista. De Sherman, conta-nos o Major George W. Nichols, um de seus ajudantes-de-ordens: “É um democrata na melhor acepção da palavra. Nele nada existe de europeu. É um tipo impressionante de nossas instituições.”

Mais tarde, quando Sherman empreendeu sua famosa marcha através da Virgínia, tomou este novo conceito de guerra seu princípio guia e levou a guerra tanto à população do Sul como às suas forças armadas.

Nada parecido com esta marcha fora visto no Ocidente, desde os saques de Tilly e Wallestein, na Guerra dos Trinta Anos. As guerrilhas sulistas, observa Sherman, tinham mostrado e continuavam a mostrar grande brutalidade. As atrocidades que perpetravam, porém, eram ações individuais e não atos de política. Com certa razão, Jefferson Davis chama Sherman de “o Átila do Continente Americano”.

O terror era o fator básico na política de Sherman. Eis três citações selecionadas entre um número considerável delas. “É inútil ocupar a Geórgia, antes de poder povoá-la de novo, mas a destruição completa das estradas, das casas e da população anulará seus recursos militares (…) sentir-me-ei justificado em recorrer às medidas mais duras e farei pouco esforço para conter meu exército.”

“Não estamos combatendo apenas exércitos inimigos, mas um povo inimigo e devemos fazer velhos e jovens, ricos e pobres sentirem a mão de ferro da guerra (…). A verdade é que todo o exército arde no insaciável desejo de vingar-se da Carolina do Sul. Eu quase tremo por sua sorte.”

Sherman, como Nichols, acreditava que seu exército era o “instrumento da justiça de Deus”. Hitchcock, outro ajudante-de-ordens de Sherman, afirma quase a mesma coisa: “É agora a guerra que não pode durar sempre. Que Deus nos mande a paz – não há porém paz a não ser com a completa submissão ao governo, e isto parece impossível, salvo através dos horrores de guerra.” E continua: “Sherman está perfeitamente certo – a única maneira possível de terminar este triste e atroz conflito (…) é torná-lo tão terrível, que ultrapasse qualquer resistência.”

Embora os soldados fossem proibidos de entrar nos lares civis ou de “cometer qualquer delito”, como fossem instruídos a “forragear liberalmente”, nenhuma atenção era prestada a tais proibições, e “forragear liberalmente” conduzia imediatamente ao saque e à pilhagem. Escreve Hitchcock: “Os soldados ‘forrageavam liberalmente’ – levavam todo o amendoim que secava nos telhados dos depósitos e, após havermos deixado a casa e cavalgado certa distância, víamos o celeiro, velho e frágil, em chamas…” Ontem atravessamos as plantações do sr. Stubbs. A casa, a máquina de descaroçar algodão, a prensa, as pilhas de trigo, as baias, tudo que podia queimar estava em chamas… E onde quer que nosso exército tenha passado, tudo que tinha a forma de um cachorro foi morto.”

Uma das conseqüências deste forrageamento sem restrição – na realidade rapina – foi o relaxamento da disciplina. O exército transformou-se numa turba. Hitchcock anota: “Não houve muito fogo nos flancos hoje, mas os soldados estiveram sempre ‘forrageando’ e vagueando. Para um noviço, parece que tais fatos ultrapassam as normas da disciplina.”

O próprio Sherman era impotente para interromper a injustificada pilhagem que havia desencadeado. Eis dois exemplos disso: “Há homens que fazem isso”. Dizia Sherman. “Montem-se tantas guardas que se quiser, eles entrarão furtivamente e botarão fogo. Aquele Tribunal de Justiça teve o fogo apagado – de nada serve: provavelmente toda a cidade será incendiada… Eu não ordenei isso, mas nada pode ser feito. Digo que Jefferson Davis os queimou.” “O General recomendou, muito amavelmente (em tom), para que levasse tudo que pudesse de milho, trigo etc., para dentro de sua casa, a fim de os colocar ao abrigo dos soldados.” Que confissão de fraqueza! Em 21 de dezembro, Savannah caiu nas mãos das hordas de pilhagem de Sherman, agora seguidas por milhares de negros saqueadores. No dia seguinte, ofereceu-se como um presente de Natal ao Presidente Lincoln. Seguiu-se então a devastação das Carolinas. Sherman estima os danos causados na Geórgia em cem milhões de dólares, vinte dos quais apenas “em nosso benefício”: o restante representava “simples desperdício e destruição”.

Tal selvageria desagradava a numerosos oficiais de Sherman, principalmente aos generais J. C. Davis, H. W. Slocum, J. R. Hawley e J. Kilpatrick. O próprio Hitchcock considerava-a, sob o ponto de vista moral, errada. O historiador Ropes observa, corretamente, que as “operações militares não são executadas com a finalidade de punir faltas políticas” e, portanto, “se Sherman, intencionalmente destruía ou era conivente com a destruição de bens não necessários ao suprimento de seu exército ou do exército inimigo, violava um dos cânones fundamentais da guerra moderna e conduzia a guerra dentro de princípios obsoletos e bárbaros”. E assinala, com razão, que as depredações do exército de Sherman tiveram pouca influência nas operações de Grant na Virgínia.

 

As conseqüências da Guerra

Uma das coisas mais estranhas a respeito de Sherman é que no pedestal de sua estátua, em Washington, estão inscritas as nobres palavras certa vez pronunciadas por ele: “O legítimo objetivo da guerra é uma paz mais perfeita.” Não obstante, não podia, manifestamente, admitir que a pilhagem e o incêndio intencional não são meios próprios para obtê-la. Infelizmente, a crueldade na qual se apoiou continuou durante a paz que se seguiu à guerra.

Em 14 de abril de 1865, cinco dias depois da rendição de Lee, o Presidente Lincoln foi assassinado e o julgamento dos pretensos conspiradores devia permanecer durante oitenta anos como a maior paródia da justiça, quando o tema monotonamente repetido pelo assistente do promotor da justiça militar foi novamente explorado. O tema era o seguinte: “A rebelião, em proveito da qual foi montada esta conspiração e cometido este grande crime contra um homem público, foi (…) em si (…) uma conspiração criminal e um assassinato gigantesco.” Conseqüentemente, toda a população do Sul estava condenada.

Embora a guerra civil causasse a ruína do Sul e seus males fossem agravados pela vingança no decorrer dos anos da reconstrução, trouxe para o Norte a vitória e uma prosperidade sem precedentes.

“Jamais antes”, escreveram Morison e Commager, “tinha o povo americano mostrado maior vitalidade; jamais, desde então, foi sua vitalidade conseguida por mais imprudente irresponsabilidade. Para a geração que salvara a União, tudo parecia possível: não havia outro mundo, a não ser o do espírito, que não pudesse ser conquistado. Os homens lançavam-se pelo continente com desenvoltura brutal como se fossem arrebatar sua riqueza.”

Os recursos do novo império eram quase inesgotáveis: abundavam o ferro, o carvão, o petróleo, o trabalho e a energia pessoal. As invenções fluíam das pranchetas de desenho, as mercadorias, das fábricas, e o trigo, dos campos, enquanto centenas de milhares de emigrantes acorriam para as cidades e as planícies.

Dentro de duas gerações depois de terminada a guerra, os Estados Unidos tornaram-se a maior potência capitalista e industrial do globo. Stephen Vincent Benét denomina-os de “a grande besta metálica” e descreve seu aparecimento na luta titânica da guerra civil nestas terríveis linhas:

Dos músculos poderosos de John Brown surgiram os arranha-céus,

De seu coração se elevam as monótonas construções,

Rebites e vigas, motores e dínamos,

Colunas de fumaça durante o dia e de fogo à noite,

As cidades com a fisionomia de aço que alcançam os céus,

Toda a enorme ossatura animada

Ornada com austeras jóias da luz elétrica,

Enfumaçada com a tristeza, enegrecida com o esplendor,

De tom mais pálido do que a seda de Damasco para uma noiva de cristal

Com sóis de metal, a era dominada pela máquina

O gênio que criamos para governar a terra.

Com o aparecimento de um exército norte-americano em solo europeu (1917), o direito dos povos europeus sucumbiu. Em seu lugar apareceu a barbárie travestida de Direitos Humanos.

Woodrow Wilson enganou a liderança do Reich alemão ainda com a promessa do direito à auto-determinação dos povos. Ele referenciava, porém, somente à vivissecção de ambos últimos impérios em solo europeu. A ilusão do elitismo judaico no Novo Mundo, presente agora também como potência mundial, não admite os povos e nações como comunidades auto-determinadas.[3] Eles devem sucumbir: “Submissão através da escravidão pelos juros ou a morte!”.[4] Esta foi e é a fórmula da política externa norte-americana desde 1898. A fraude de Wilson foi somente um estágio a caminho do império nefasto dos Direitos Humanos, instituído por Franklin Delano Roosevelt. Nele, a idéia da soberania das nações foi crucificada.[5] Em um mundo globalizado, existe por um lado somente os EUA e seus aliados e por outro, os Estados Terroristas. Estes últimos pertencem ao “Eixo do Mal” e devem ser eliminados (Bush Filho).

{Para o leigo, a política externa dos EUA é dirigida e efetuada, em seu modo decisivo, por americanos, vale dizer a grosso modo, por descendentes sanguíneos de europeus. No entanto, os postos decisivos estavam ocupados quase exclusivamente por judeus: Duas dezenas de neoconservadores judeus haviam sido introduzidos por Dick Cheney (vice-presidente dos EUA de 2001 a 2009) em posições-chave, incluindo (na foto acima da esquerda para direita) Richard Perle, Paul Wolfowitz e Douglas Feith no Pentágono, David Wurmser no Departamento de Estado, e Philip Zelikow e Elliott Abrams no Conselho de Segurança Nacional. Todos judeus.} 

{Comenta Laurent Guyénot: “Do ponto de vista bíblico, as nações devem reconhecer a soberania de Israel e seus reis ‘prostar-se-ão diante de ti [Israel] com o rosto em terra’ (Isaías 49:23), ou serem destruídos. Jeová disse a Israel que identificou ‘sete nações mais poderosas e numerosas do que tu’, que ‘tu as derrotarás e as sacrificarás como anátema {equivalente a autorização para aniquilação total}’ e não ‘e não as trataras com piedade’. Quanto aos seus reis, ‘apagarás o seu nome de sob o céu’ (Deuteronômio 7:1-2, 24). E nós lembramos que, de acordo com o falso delator Wesley Clark {ver nota 7: https://www.youtube.com/watch?v=iY96Z5Mqn40} filho de Benjamin Jacob Kanne, os neoconservadores tinham planos para destruir precisamente sete nações – outra prova de que eles estão possuídos por Jeová.”}

Eles matam do homem até à mulher, desde os meninos até aos de peito, desde os bois até às ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos (1. Samuel 15,3), e se vêem – manchados de sangue que estão – como executores voluntários de seu Senhor dos Exércitos, que está indignado sobre todos não-judeus. Estes são entregues aos judeus para a matança. E seus mortos serão arremessados e dos seus cadáveres subirá o seu mau cheiro; e os montes se derreterão com o seu sangue (Isaías 34,2-3).

{Para fim de rigor literário seguem abaixo as duas passagens bíblicas acima procedendo da tradução contida na Bíblia de Jerusalém, da École biblique de Jérusalem (Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém). É preciso registrar que, ao menos a edição em português, a tradução da Bíblia de Jerusalém atenua muito através da escrita o impacto da violência, crueldade e agressividade o teor das passagens bíblicas, especialmente as do Antigo Testamento: 

1. Samuel 15,3 – Guerra contra os amalecitas: “Vai, pois agora, e investe contra Amalec, condena-o ao anátema com tudo o que lhe pertence, não tenhas piedade dele, homens e mulheres, crianças e recém-nascidos, bois e ovelhas, camelos e jumentos.”

Isaías 34,2-3: “... porque a cólera de Jeová atinge todas as nações, seu furor, todo o seu exército. Anatematizou-as, entregou-as a matança. Seus mortos são lançados fora, o mau cheiro dos seus cadáveres se espalha, os montes se inundam com seu sangue”.} [6]

Deste culto não cresce mais qualquer moral que poderia cuidar da guerra. O grande morticínio através da máquina de extermínio em massa judaico-norte-americana prevalecerá até o momento em que os povos reconhecerem o Diabo no Senhor dos Exércitos, Jeová, e o cassem até o Inferno.[7]

Eles nos condicionaram como o cachorro de Pavlov, para que, quando a palavra “Direitos Humanos” for pronunciada, nós lambamos sua saliva e, a nós mesmo, nosso povo, esqueçamos.[8]

Mais do que nunca, o estado primitivo domina as relações com esta potência. O maior dos mandamentos é a preservação de todos os povos contra o poder do Diabo. Razoável – e neste sentido legal – é tudo que enfraqueça o Diabo e fortaleça os povos.

A guerra lançou a tecnologia de extermínio a um patamar, que o centro da força militar que serve para o extermínio não é mais formado pelas tropas da potência estabelecida. A sociedade capitalista como um todo é o centro de gravidade. A diferenciação entre combatentes e civis – se isso nos agrada ou não – se tornou sem sentido. Os soldados, que cumprem seu dever com boa fé, são tão inocentes ou culpados, como o cientista que desenvolve armas climáticas; como a universidade que forma cientistas; e como o padeiro que alimenta os professores, os técnicos da artilharia e os soldados.

{Horst Mahler (1936-2025) foi um advogado, revisionista e ativista político alemão. Ele estudou direito na Universidade Livre de Berlim com o apoio da Fundação Nacional Alemã de Mérito. Com atuação militante tanto na denominada esquerda quanto na denominada direita, Horst Mahler teve seus maiores condenações, incluindo prisão na condição de octogenário, por delito de opinião.}

As populações na sala de criadagem de Moloch levam a vida ainda de mimados escravos domésticos. Eles têm à mão a possibilidade de libertar a si mesmo e os povos através da rebelião. Se eles não cumprem este dever e canalizam sua força vital na máquina de extermínio em massa, eles se encontram na área de revide militar dos povos. Eles não devem apelar para a compaixão e solidariedade dos esfolados e daqueles privados de seus direitos. A partir de agora eles não serão mais ouvidos.

Tradução e edição por Marcelo Franchi

Palavras entre chaves e edição por Mykel Alexander

Notas:

[1] Nota de Mykel Alexander: Sionismo, Cripto-Judaísmo e a farsa bíblica - parte 1, por Laurent Guyénot,26 de março de 2023, World Traditional Front. (parte 2 na sequência do próprio artigo).

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2023/03/sionismo-cripto-judaismo-e-farsa.html

[2] Nota de Mykel Alexander: Ver especialmente:

- Israel vs. Direito Internacional: Quem vencerá?, por Laurent Guyénot, 7 de julho de 2024, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2024/07/israel-vs-direito-internacional-quem.html

- Deus, os judeus e nós – Um Contrato Civilizacional Enganoso, por Laurent Guyénot, 14 de julho de 2024, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2024/07/deus-os-judeus-e-nos-um-contrato.html

- O truque do diabo: desmascarando o Deus de Israel – parte 1, por Laurent Guyénot, 9 de abril de 2023, World Traditional Front. (As demais partes na própria sequência do artigo).

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2023/04/o-truque-do-diabo-desmascarando-o-deus.html

- A Psicopatia Bíblica de Israel, por Laurent Guyénot, 03 de março de 2024, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2024/03/a-psicopatia-biblica-de-israel-por.html

- O Evangelho de Gaza - O que devemos aprender com as lições bíblicas de Netanyahu, por Laurent Guyénot, 08 de março de 2024, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2024/03/o-evangelho-de-gaza-o-que-devemos.html

[3] Nota de Mykel Alexander: Ver especialmente:

- Grande rabino diz que não-judeus são burros {de carga}, criados para servir judeus, por Khalid Amayreh, 26 de abril de 2020, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2020/04/grande-rabino-diz-que-nao-judeus-sao.html

- Ex-rabino-chefe de Israel diz que todos nós, não judeus, somos burros, criados para servir judeus - como a aprovação dele prova o supremacismo judaico, por David Duke, 3 de maio de 2020, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2020/05/ex-rabino-chefe-de-israel-diz-que-todos.html

- “O vice-Presidente Biden reconhece o ‘imenso’ papel judaico nos meios de comunicação de massa e vida cultural americana”, por Mark Weber, 05 de março de 2020, World Traditional Front. https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2020/03/o-vice-presidente-biden-reconhece-o.html

[4] Nota de Mykel Alexander: Desnacionalização da Economia {Por que a economia no Nacional-Socialismo Alemão (nazismo) foi odiada pelos Aliados?}, por Salvador Borrego, 28 de outubro de 2018, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2018/10/desnacionalizacao-da-economia-por.html

[5] Nota de Mykel Alexander: Por que os EUA preferiram se aliar com a URSS contra a Alemanha e não com a Alemanha contra a URSS?, por Salvador Borrego, 4 de maio de 2025, World Traditional Front.https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2025/05/por-que-os-eua-preferiram-se-aliar-com.html 

[6] Nota de Mykel Alexander: As passagens bíblicas deste artigo procedem da versão traduzida publicada como Bíblia de Jerusalém (1ª edição, 2002, 12ª reimpressão, 2017, Paulus, São Paulo), da École biblique de Jérusalem (Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém), a qual é vertida diretamente do hebraico, do aramaico e do grego para o português, de modo que nos textos do Antigo Testamento a divindade judaica é traduzida como Yahweh, mas, por fins didáticos, usarei a forma simplificada de Jeová.

[7] Nota de Mykel Alexander: Ver especialmente:

- O truque do diabo: desmascarando o Deus de Israel – parte 1, por Laurent Guyénot, 9 de abril de 2023, World Traditional Front. (As demais partes na própria sequência do artigo).

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2023/04/o-truque-do-diabo-desmascarando-o-deus.html

[8] Nota de Mykel Alexander: Ver:

- Nota do tradutor: Igualdade: o caminho para uma vida sem sentido - por Alex Kurtagić, 21 de junho de 2020, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2020/06/igualdade-o-caminho-para-uma-vida-sem.html

- Igualdade: uma justificativa de privilégio, opressão e desumanidade, por Alex Kurtagić, 28 de junho de 2020, World Traditional Front.

https://worldtraditionalfront.blogspot.com/2020/06/igualdade-uma-justificativa-de.html


Fonte: O Direito e a “Grande Besta Metálica”, por Horst Mahler, Inacreditável.

https://inacreditavel.com.br/wp/o-direito-e-a-grande-besta-metalica/

Sobre o autor: Horst Mahler (1936-2025) foi um advogado, revisionista e ativista político alemão. Ele estudou direito na Universidade Livre de Berlim com o apoio da Fundação Nacional Alemã de Mérito. Com atuação militante tanto na denominada esquerda quanto na denominada direita, Horst Mahler teve seus maiores condenações por delito de opinião.