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quarta-feira, 20 de maio de 2026

O Problema das Horas de Funcionamento do Crematório e do Tempo de Incineração - Parte II.6 - por Reinhard K. Buchner

 Continuação de O Problema das Horas de Funcionamento do Crematório e do Tempo de Incineração - Parte II.5 - por Reinhard K. Buchner

Reinhard K. Buchner

6. Cremação em fossas

Há várias alegações na teoria do Holocausto de que uma desproporcionalmente enorme quantidade de cadáveres foi cremada sem fornos crematórios, em piras e valas comuns. Esclarecer esse problema criado pela teoria do Holocausto seria uma tarefa completamente diferente.

Contudo, alguns comentários gerais são possíveis. G. Reitlinger relata que: “Aparentemente, as fornalhas foram completamente substituídas após agosto de 1944 porque, em comparação com as valas comuns, eram consideradas antieconômicas” (página 160). R. Höss19 declara que: “Durante o verão de 1942, os corpos ainda eram colocados nas valas comuns. No final do verão, porém, começamos a queimá-los; primeiro em piras de madeira com cerca de 2.000 cadáveres e, posteriormente, em valas comuns junto com corpos previamente enterrados” (página 177). Em outras palavras, a suposta eficiência da cremação em valas comuns era supostamente bem conhecida antes da construção dos novos crematórios em Auschwitz II. Apesar disso, foram construídos — e com grandes dificuldades devido às condições de guerra — apenas para descobrir que a queima em fossas abertas era mais eficiente, o que alegadamente tinha sido antes sabido.

Em fogueiras em espaço aberto, quantidades maiores de cadáveres, especialmente os parcialmente decompostos de sepulturas anteriores, podem ser cremadas. As autoridades das cidades alemãs tiveram que recorrer a esse processo durante a Segunda Guerra Mundial, após os bombardeios incendiários dos Aliados. Existem fotografias, por exemplo, de cremações em piras funerárias em Dresden.23 Infelizmente, os relatos são muito escassos e não suficientemente detalhados para que se possam tirar conclusões técnicas. De qualquer forma, nesse tipo de operação, a cremação é incompleta e grandes quantidades de ossos e materiais orgânicos não totalmente cremados teriam permanecido. Não tenho conhecimento de nenhuma investigação completa, incluindo uma análise numérica, realizada em ou perto de campos de extermínio da Segunda Guerra Mundial. E, pessoalmente, eu não acredito — desde que haja evidências fatuais de resíduos de cremações em larga escala em fossas — que, atualmente, seja possível obter resultados numéricos. Qualquer avaliação, no mínimo, teria que envolver a movimentação e peneiramento de milhares de toneladas (ou até mais) de solo, sob pena de o resultado de tal investigação ser questionado antes mesmo de ser obtido. A imparcialidade daqueles que conduzem a escavação representaria hoje um problema quase insolúvel. Quanto aos relatórios existentes, o ônus da prova recai sobre aqueles que os relatam. Uma breve análise de um desses relatórios demonstrará a natureza das alegações. F. Müller,9 por exemplo, refere-se frequentemente à queima em fossas. Mesmo descartando alegações absurdas como a de que “gordura humana” era acumulada no fundo das fossas, o restante do relatório também não deve ser dado crédito.

Na página 130, o autor relata que: “As fossas tinham de 40 a 50 metros de comprimento, cerca de 8 metros de largura e 2 metros de profundidade.” Na página 137, o procedimento para realizar uma cremação nessas valas é descrito: “Então, os carregadores colocaram cerca de 100 cadáveres de bruços em quatro longas fileiras sobre o combustível.” Se concede-se 0,5 metros (19,7 polegadas) de largura para cada cadáver, o procedimento descrito (100 cadáveres em uma fileira) preencheria completamente a vala longitudinalmente, sem deixar espaço nas extremidades. Considerando 70 polegadas (1,78 m) como a altura média de um ser humano, obtém-se uma largura de 7,1 metros para as quatro fileiras, o que deixaria menos de 0,5 metros de cada lado da vala. Levando em conta ainda que madeira era colocada entre as três camadas, cada uma com 400 cadáveres, essas valas estariam completamente cheias, tornando a cremação inconcebível. F. Müller tenta explicar que essa dificuldade foi superada derramando óleo e álcool metílico (além de “gordura humana” novamente) sobre os cadáveres (página 136). No entanto, esses combustíveis líquidos teriam evaporado imediatamente na cova quente e queimado na superfície, ou seja, sobre os cadáveres, já que em nenhum outro lugar o oxigênio tinha acesso aos vapores de combustível. Mas F. Müller segue a relatar: “O processo de incineração levava de cinco a seis horas” (página 138). A cremação em fossas — e não em piras funerárias — só poderia ter um propósito: facilitar o sepultamento dos restos mortais, preenchendo a cova com terra após a cremação. F. Müller,9 contudo, insiste que os restos mortais eram removidos a cada vez e as covas reutilizadas (página 139). Tudo o que se pode dizer sobre esse tipo de relato é que isso não pode ter acontecido dessa maneira.

{Afirma-se na narrativa do denominado holocausto que: “Em 1944, quando os quatro crematórios de Birkenau já não conseguiam acompanhar o ritmo da destruição, cerca de 20.000 corpos por dia eram queimados nesta e em outras valas comuns.” (Fonte do texto e foto: https://remember.org/jacobs/longpit). Por outro lado, Reinhard K. Buchner, comenta o exemplo da narrativa do denominado holocausto, procedendo do judeu Philip Müller (1922-2013) no contexto de uma vala que conteria aproximadamente 1200 cadáveres, empilhados em três camadas de aproximadamente 400 cadáveres, conclui que “essas valas estariam completamente cheias, tornando a cremação inconcebível. F. Müller tenta explicar que essa dificuldade foi superada derramando óleo e álcool metílico (além de “gordura humana” novamente) sobre os cadáveres. No entanto, esses combustíveis líquidos teriam evaporado imediatamente na cova quente e queimado na superfície, ou seja, sobre os cadáveres, já que em nenhum outro lugar o oxigênio tinha acesso aos vapores de combustível.”}

Em Katyn, durante 1943, os corpos de cerca de 4143 oficiais poloneses foram exumados.24 As valas comuns que R. Höss19 supostamente relatou continham 107.000 cadáveres (página 177). Isso equivale a quase 26 Katyns — sem nenhuma prova, exceto pelo questionável documento de Höss, escrito, pelo menos em parte, a lápis enquanto estava preso pelos comunistas. E o original (como no “caso Anne Frank”) é praticamente inacessível mesmo hoje, presumindo-se que um “original” de fato tenha existido e desde que o que é mantido em segredo no museu de Auschwitz hoje não seja uma falsificação22 (página 27).

{Nível do lençol freático em Birkenau, perto do local onde as supostas trincheiras profundas foram cavadas para incinerar cadáveres. Foto tirada em 1997, com o sistema de drenagem de Birkenau ainda funcionando. (Fonte: Germar Rudolf, Lectures on the Holocaust - Controversial Issues Cross-Examined, 4th, revised edition, January 2023, Castle Hill Publishers, PO Box 141, Bargoed CF82 9DE, UK, 4th edition. Castle Hill Publishers. Capítulo 3.4.4, Crematories e capítulo 3.4.5. Incinerations in Open Trenches.}

Na Parte I deste estudo, tem sido demonstrado que — dos alegados 6 milhões — pelo menos cerca de 5,5 milhões teriam que ter sido cremados em valas comuns. Mesmo descartando qualquer tempo realista de incineração em valas comuns, é preciso ressaltar novamente que grandes quantidades de ossos devem ter resultado de tal empreendimento. Considerando os 5.5 milhões distribuídos uniformemente pelos seis “Centros de Matança” de R. Hilberg, teria de alguém encontrar restos mortais de mais de 916.000 cadáveres em cada campo (o equivalente numérico a 221 Katyns para cada campo). Mesmo R. Hilberg5 alega tal número apenas para Auschwitz (página 572). Mas, embora existam alegações, a comprovação tácita na forma de escavações e avaliações numéricas está ausente, mesmo para 10% das alegações — 36 anos após a Segunda Guerra Mundial. Hoje, essa parte mais fantasiosa da teoria do Holocausto deve ser totalmente rejeitada por falta de provas ou deve ser fanaticamente aceita, o que não requer provas.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander


Notas:

19 Nota de Reinhard K. Buchner: Rudolf Höss (?), Commandant of Auschwitz, Popular Library, 1960.

23 Nota de Reinhard K. Buchner: David Irving, The Destruction of Dresden, Ballantine Books, 1968. Ver seção de fotos entre as páginas 160 e 161.

9 Nota de Reinhard K. Buchner: Filip Müller, Eyewitness Auschwitz, Stein and Day, 1979.

9 Nota de Reinhard K. Buchner: Filip Müller, Eyewitness Auschwitz, Stein and Day, 1979.

24 Nota de Reinhard K. Buchner: Louis Fitz Gibbon, Katyn, (ver aoêndice 6) The Noontide Press, 1979.

19 Nota de Reinhard K. Buchner: Rudolf Höss (?), Commandant of Auschwitz, Popular Library, 1960.

22 Nota de Reinhard K. Buchner: Paul Rassinier, Debunking the Genocide Myth, Institute for Historical Review, 1978.

5 Nota de Reinhard K. Buchner: Raul Hilberg, The Destruction of the European Jews, Harper Colophon Books, 1979.

The Problem of Cremator Hours and Incineration Time, por Reinhard K. Buchner, The Journal for Historical Review, volume 2, nº 3, outono de 1981, pp.

https://ihr.org/journal/v02p219_buchner

Sobre o autor: Reinhard K. Buchner (1925-) nasceu em Darmstadt, Alemanha Ocidental. Descende de uma longa linhagem de acadêmicos ilustres, incluindo Eduward Buchner, ganhador do Prêmio Nobel por sua pesquisa de 1907 sobre enzimas de levedura; Fritz Buchner, cujo livro, Força e Matéria, influenciou Einstein; e Karl Buchner, um famoso músico de câmara. Após a guerra, retomou seus estudos, obtendo o bacharelado em física pela Universidade de Mainz em 1953 e o mestrado (em física) e o doutorado (em engenharia) pela Universidade de Aachen alguns anos depois. Desde 1963, o Dr. Buchner é professor do departamento de física e astronomia da Universidade Estadual da Califórnia em Long Beach, onde se tornou professor titular em 1972.

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terça-feira, 12 de maio de 2026

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Continuação de O Problema das Horas de Funcionamento do Crematório e do Tempo de Incineração - Parte II.2-3 - por Reinhard K. Buchner

Reinhard K. Buchner

4. Tempo de Incineração

Em 1946, o tempo de incineração em crematórios a carvão era de cerca de 4 a 6 horas.6 A variação é causada pelos diferentes tamanhos físicos dos cadáveres, mas também pela condição dos tecidos. Tecidos mais resistentes ou firmes exigem um tempo de incineração maior. Por esse motivo, o coração e os pulmões, por exemplo, decompõem-se mais lentamente durante a cremação. Os crematórios a carvão em 1946 eram tecnologicamente comparáveis ​​aos de Dachau. Portanto, deve-se concluir que os crematórios nos campos da Segunda Guerra Mundial não poderiam ter produzido um tempo de incineração menor, exceto por uma grande diferença: nos campos, os cadáveres eram cremados sem caixões (portanto, as muflas eram muito menores). Os agentes funerários afirmam que um caixão retarda a cremação do cadáver, embora a madeira queime intensamente no início e eleve consideravelmente a temperatura da mufla. Mas o caixão (e posteriormente suas cinzas) também protege o cadáver, durante esse período, da radiação das paredes. Levando isso em consideração, pode-se esperar um tempo de incineração mais curto nos campos da Segunda Guerra Mundial. Agentes funerários sugeriram-me que fatores de até 1/2 poderiam resultar. Isso poderia reduzir os tempos de incineração de 1946 para cerca de 2 a 3 horas para os crematórios dos campos, que foram especialmente projetados para cremações sem caixões.

Poderíamos escrever um livro inteiro com afirmações diretas ou indiretas sobre os tempos de incineração a partir de apresentações da teoria do Holocausto. Uns poucos exemplos, contudo, bastarão aqui. F. Müller9 afirma que em Auschwitz I os crematórios eram carregados com 3 cadáveres simultaneamente e que o tempo total de incineração era de 20 minutos (página 17). Em 1979, em Dachau, exatamente o mesmo conjunto de números foi relatado a mim por um dos atuais funcionários do campo que, no entanto, não havia estado no campo durante a Segunda Guerra Mundial.15 De fato, a combinação de “20 minutos e três cadáveres” é bastante comum na teoria do Holocausto. Em comparação, W. Stäglich11 cita o relatório do WRB (War Refugee Board) sobre cerca de 1,5 horas (página 234). Isso parece estranhamente próximo de tempos de incineração mais realistas. O Los Angeles Times17, ao relatar uma visita a Auschwitz II por “Membros da Comissão Presidencial dos EUA sobre o Holocausto”, declara: “Eles também visitaram os crematórios, que podiam incinerar e incineravam até 60.000 corpos por dia”. Como o relatório do Los Angeles Times menciona especificamente “crematórios”, pode-se calcular o tempo de incineração por cadáver. A equação (1), resolvida para o tempo de incineração, torna-se:

                                                       I = C x T                                      [3]

                                                             N

Como cada dia tem 24 horas, obtém-se:

                                                       I = 46 x 24

                                                           60.000

ou

                                          I = 0,0184 horas = 1,1 minutos (!)

Este seria o tempo de incineração para uma única carga. Com carga tripla – de acordo com a teoria do Holocausto – haveria 3,3 minutos disponíveis para a cremação de três cadáveres.

 {De acordo com a narrativa do denominado holocausto, um cadáver seria cremado completamente em 1,1 minuto, embora os crematórios nos anos após 1946 até o início da década de 1980 precisassem em média de 2 horas para cremar completamente um cadáver. Absurdos similares da narrativa do denominado holocausto sobre tempos de cremação impossíveis foram afirmados em grandes mídias como Los Angeles Times sem que houvesse questionamentos, o que evidencia a predominância da narrativa no imaginário ocidental ao invés de critério minimamente racional e crítico. (Foto dos fornos crematórios retiradas de Auschwitz Birkenau Memorial).}


Nada reflete melhor o estado das questões relativas ao Holocausto do que o fato de um importante jornal poder divulgar tais números ao público sem ser contradito.

Uma olhada nos tempos de incineração atuais revela um conjunto de dados surpreendentemente diferente. Em 1974, em Dortmund, uma cremação levava 2,5 horas em um forno crematório a gás (H. Roth18 página 106). Uma funerária em Los Angeles me informou por telefone, em 1978, que levava “duas horas ou um pouco menos”. O forno crematório deles funcionava a gás. Por meio de uma carta pessoal, eu aprendi que, em 1951, em Indianápolis, uma cremação levava 2,5 horas. O forno crematório também era a gás. W. Stäglich11, citando três fontes (incluindo H. Roth acima), conclui que tempos de incineração realistas hoje em dia variam de 1,5 a 2 horas. Em janeiro de 1981, a CBS apresentou uma discussão durante o programa “60 Minutes” sobre a cremação nos dias atuais. Nesses casos, foi indicado um tempo de incineração de 2,5 horas para os crematórios modernos. A partir daí, constatou-se uma média de aproximadamente 2 horas para o tempo de incineração em crematórios a gás.

Em 1979, me foi permitido observar duas cremações em Darmstadt, Alemanha Ocidental. O crematório era a gás e utilizava vários compressores elétricos para alimentação de ar forçado (como praticamente todos os crematórios a gás atuais operam). Era o mesmo crematório que eu havia visitado em 1946. Naquela época, ninguém sabia ao certo quanto tempo durava uma cremação, mas as 4 a 6 horas para crematórios a carvão pareciam aceitáveis ​​para as equipes atuais. O moderno crematório era plenamente automatizado (temperatura, tempo, acionamento dos queimadores direcionais, etc.) e pré-programado para uma hora na primeira etapa de incineração. Após esse período, a equipe ajustava um temporizador para adicionar tempo de incineração, se necessário. Quando os restos mortais tinham caído no fundo da mufla, eles eram transferidos mecanicamente para uma segunda mufla — abaixo da principal — para serem expostos ao calor por mais duas horas, enquanto as duas cremações seguintes, uma após a outra, ocorriam na mufla principal. Após três horas, os últimos resíduos da primeira cremação — cinzas e fragmentos ósseos — eram removidos da parte inferior do forno crematório e processados ​​em um moinho de ossos para que ficassem adequados para a urna. Quando um elevador hidráulico (semelhante a uma empilhadeira) posicionava o caixão no forno crematório em Darmstadt, todos os queimadores eram desligados, e mesmo assim, bastavam apenas cerca de 10 segundos para que o caixão fosse envolvido por uma fúria de chamas. Uma cobertura de aço com um exaustor elétrico acima da porta de aço era necessária para proteger o operador do elevador de ferimentos causados ​​pelas chamas que saíam do forno crematório. Foi uma demonstração vívida do papel que a radiação desempenha durante a cremação. Quando o elevador foi retirado sobre os trilhos e as grandes portas de aço foram fechadas, a temperatura subiu por cerca de 10 minutos devido à queima do caixão, atingindo cerca de uma vez e meia a temperatura operacional. Após esse período, a câmara de combustão principal esfriou e o controle automático de temperatura assumiu o controle.

Foram usadas duas horas nos cálculos porque todas as conversas com agentes funerários estabeleceram que esse valor, considerando as condições dos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial, deve ter sido um tempo médio de incineração. Uma hora, com base em informações tecnológicas, é certamente um período muito curto, e parece até impossível que os crematórios de Dachau pudessem de fato reduzir um cadáver ao grau necessário em duas horas. Seu gerador simples, do tipo câmara de combustão, não seria capaz de transferir a quantidade de calor necessária durante esse período.

Os tempos de incineração alegados na teoria do Holocausto são, portanto, contraditos pelos tempos reais de incineração em crematórios modernos, em uma extensão considerável. Isso tem sido relatado. Em adição, praticamente todas as informações atuais se referem a crematórios a gás, que, por razões técnicas, atingem tempos de incineração mais curtos do que as unidades a carvão.

Dentro da estrutura do contexto de uma investigação tecnológica, os tempos de incineração dos crematórios da Segunda Guerra Mundial, inferiores aos que podem ser alcançados hoje, devem ser absolutamente rejeitados.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Continua em O Problema das Horas de Funcionamento do Crematório e do Tempo de Incineração - Parte II.5 - por Reinhard K. Buchner

Notas

6 Nota de Reinhard K. Buchner: Durante o primeiro semestre de 1946, o autor visitou pessoalmente o crematório de Darmstadt e manteve diversas conversas prolongadas com membros da equipe que operavam os crematórios em Darmstadt e Mainz (ambas cidades na Alemanha Ocidental).

9 Nota de Reinhard K. Buchner: Filip Müller, Eyewitness Auschwitz, Stein and Day, 1979.

15 Nota de Reinhard K. Buchner: Durante o verão de 1979, o autor visitou Dachau com especial interesse nos crematórios. (Como resultado secundário, constatou-se que não parece haver dutos ligando os quatro crematórios do novo crematório à chaminé.) Também, não foram instalados compressores em Dachau durante a Segunda Guerra Mundial. O combustível era coque.

11 Nota de Reinhard K. Buchner: Wilhelm Stäglich, Der Auschwitz Mythos, Grabert-Verlag, Tübingen (West Germany) 1979.

17 Nota de Reinhard K. Buchner: Los Angeles Times, Thursday 2 August 1979, Part I, página 11.

18 Nota de Reinhard K. Buchner: Heinz Roth, Öder makaberste Betrug aller Zeiten, Druck + Verlag 581, Witten (West Germany) 1974.

11 Nota de Reinhard K. Buchner: Wilhelm Stäglich, Der Auschwitz Mythos, Grabert-Verlag, Tübingen (West Germany) 1979.

The Problem of Cremator Hours and Incineration Time, por Reinhard K. Buchner, The Journal for Historical Review, volume 2, nº 3, outono de 1981, pp.

https://ihr.org/journal/v02p219_buchner

Sobre o autor: Reinhard K. Buchner (1925-) nasceu em Darmstadt, Alemanha Ocidental. Descende de uma longa linhagem de acadêmicos ilustres, incluindo Eduward Buchner, ganhador do Prêmio Nobel por sua pesquisa de 1907 sobre enzimas de levedura; Fritz Buchner, cujo livro, Força e Matéria, influenciou Einstein; e Karl Buchner, um famoso músico de câmara. Após a guerra, retomou seus estudos, obtendo o bacharelado em física pela Universidade de Mainz em 1953 e o mestrado (em física) e o doutorado (em engenharia) pela Universidade de Aachen alguns anos depois. Desde 1963, o Dr. Buchner é professor do departamento de física e astronomia da Universidade Estadual da Califórnia em Long Beach, onde se tornou professor titular em 1972.

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2. A Tecnologia da Cremação

Reduzir um cadáver por cremação significa decompor tecidos e ossos pelo calor. Ao contrário da crença popular, um cadáver não “queima” porque não há matéria combustível suficiente envolvido. Embora o tecido irá carbonizar e queimar, produzindo algum calor, a maior parte do calor — para a decomposição térmica (e química) dos cadáveres — deve ser fornecida por fontes externas de energia. Os crematórios são geralmente projetados e construídos para processar um único cadáver. Não há evidências de que os crematórios usados ​​nos campos da Segunda Guerra Mundial tenham sido projetados de forma diferente. O combustível durante a Segunda Guerra Mundial era principalmente carvão ou coque, mas ocasionalmente madeira pode ter sido usada. Como a combustão do combustível requer ar (oxigênio), alguma provisão para tiragem natural (convecção) ou alimentação de ar forçado (compressores) deve ser incluída no projeto do crematório. Todas as 6 unidades em Dachau15, por exemplo, possuem provisões para tiragem convectiva. Os quatro crematórios vistos hoje em Auschwitz I são aparentemente de um projeto muito semelhante. Contudo, eles foram construídos após a Segunda Guerra Mundial (D. Felderer11, W. Stäglich16, página 137). Em Auschwitz II, é dito que foram instalados compressores. Por exemplo, F. Müller9 diz “ventiladores” (página 94 e outros locais). Independentemente do método de fornecimento de ar, todos os crematórios têm certas similaridades básicas.

Desde que a incineração não é um processo de produção de energia, mas principalmente de absorção, a energia térmica é produzida em um “gerador”. Este pode ser — como em Dachau — uma simples “fornalha” com portas para carregamento de carvão e aberturas com válvulas simples para controlar a tiragem de ar por convecção. Em instalações mais sofisticadas com compressores, podem ser utilizados geradores para gaseificação do combustível primário. A. R. Butz4 destacou isso em relação à terminologia do Holocausto (“Gasoven” etc., ver páginas 120 e 121). Do gerador, o gás de exaustão quente é então conduzido ao longo do cadáver em uma mufla oblonga com paredes e fundo planos, mas com teto semicilíndrico. O cadáver repousa sobre pontes transversais na mufla, espaçadas de 30 a 45 centímetros. Cinzas e resíduos caem na parte inferior da mufla e são removidos periodicamente. Usualmente, o gerador de queima de carvão e a câmara de incineração propriamente dita — a mufla — são separados. Apenas os gases quentes resultantes da combustão do combustível aquecem a mufla e o cadáver. O cadáver, contudo, não é consumido (pelo menos em sua maior parte) pelas chamas ou pelos gases quentes diretamente, mas pela radiação proveniente das paredes da mufla.

Este é um fator tecnológico importante o qual precisa ser compreendido. O mecanismo físico é como segue: o gás quente do gerador passa através da mufla e transfere seu calor para todas as superfícies absorventes. Essa transferência de calor não é estritamente um processo termodinâmico. Ou seja, a quantidade de calor transferida não depende apenas da diferença de temperatura entre o gás e a parede, mas também da turbulência gasodinâmica na camada limite entre o gás e a parede. Resumindo: em crematórios, a rugosidade do revestimento de tijolos refratários aumenta a transferência de calor para as paredes, desde que a velocidade do gás não se torne muito baixa. Como a área da superfície da parede da mufla é muito maior que a área da superfície do cadáver, grande parte do calor é transferida para as paredes, e não para o cadáver. Além disso, o tempo desempenha um papel importante no processo de transferência. Pode parecer convincente, à primeira vista, mesmo para um especialista em tecnologia, que se possa aumentar a temperatura de entrada do gás proveniente do gerador para transportar mais calor por unidade de tempo para dentro da mufla e, assim, obter tempos de incineração mais curtos. Contudo, a temperatura de saída do gás ao sair da mufla deve ser suficientemente baixa para não danificar os dutos e a chaminé. Em resumo: a velocidade de passagem do gás quente dentro da mufla deve ser lenta para permitir tempo suficiente para que a transferência de calor se complete a tal ponto que a temperatura de saída do gás caia para um valor suficientemente baixo. O parâmetro prático disponível para o projetista é a seção transversal da mufla. Quanto maior for essa seção transversal, menor será a velocidade do gás e mais tempo haverá disponível para a transferência de calor. Mas se a seção transversal da mufla for muito grande, surge outro problema. Para transferir o máximo de calor, todo o gás deve permanecer em contato com as paredes por tempo suficiente. Isso só pode ser alcançado pela mistura contínua do gás dentro da mufla. Mas isso, novamente, exige uma velocidade de passagem mínima. O projetista, portanto, deve estabelecer uma série de condições simultaneamente: para uma dada temperatura de entrada do gás, ele precisa de uma mufla de determinado tamanho, com área de parede suficiente para absorver o calor, e um volume de mufla que produza uma velocidade de fluxo suficientemente baixa, mas que ainda gere turbulência suficiente para facilitar a transferência de calor e a mistura do gás. Essas últimas condições limitam o volume da mufla, que deve levar em conta o espaço ocupado pelo cadáver — ou pelos vários cadáveres (!). E, finalmente, o projetista ainda deve alcançar uma temperatura de saída suficientemente baixa. Esses parâmetros ditam — para uma dada temperatura — a velocidade de entrada do gás e, portanto, a transferência total de calor por unidade de tempo do gerador até a mufla. Isso determina o tempo de incineração. O pequeno tamanho da mufla, observado nos crematórios instalados em campos da Segunda Guerra Mundial, indica que as muflas foram otimizadas para cremação de carga única, sem caixão.

Até agora, trem sido demonstrado como o calor é transportado do gerador para a mufla e transferido principalmente para as paredes da mufla. Se esse processo continuasse, as paredes da mufla ficariam cada vez mais quentes e o crematório se extinguiria. No entanto, o resfriamento ocorre automaticamente por radiação. A energia térmica absorvida pelas paredes é irradiada de volta em uma ampla gama de comprimentos de onda, incluindo a luz visível. Contudo, os principais comprimentos de onda se encontram na faixa espectral do infravermelho e do calor radiativo. Exatamente da mesma forma que a luz visível se propaga em linha reta, o calor e a radiação infravermelha também o fazem. Tanto a luz quanto o calor são radiações eletromagnéticas. A radiação da parede da mufla pode atingir o cadáver e ser absorvida. Também pode atingir outra seção da parede e ser absorvida ou refletida. Esse “rebote” da radiação continua até que ela seja finalmente absorvida pelo cadáver. Nesse processo, a diferença de temperatura entre a parede e o cadáver desempenha um papel importante. Embora materiais densos e opacos — como a parede e o cadáver, no presente caso — absorvam a radiação facilmente, o gás, em comparação, não o faz (ou apenas em menor grau). O gás quente transfere e irradia mais calor para as paredes do que ele consegue reabsorver. Esta é uma das razões pelas quais o gás pode entrar na mufla a uma temperatura elevada e sair a uma temperatura mais baixa. O teto curvo da mufla, mencionado anteriormente, funciona como um espelho cilíndrico, concentrando a radiação no cadáver.

Finalmente, há uma última etapa no fluxo total de energia térmica para o cadáver a qual ainda deve ser compreendida. A radiação absorvida pelo cadáver é, em sua maior parte, utilizada em reações químicas e em processos de evaporação durante a decomposição. Em resumo, o cadáver representa um dissipador de calor, e não uma fonte de calor. Essa é a principal razão pela qual o gás inicialmente quente pode sair da mufla a uma temperatura mais baixa. Se o cadáver “queimasse”, produziria calor adicional e elevaria a temperatura do gás acima da temperatura de entrada. Afirmações como: “Os cadáveres queimavam tão intensamente que foram consumidos pelo próprio calor” (F. Müller9 página 138) originam-se de equívocos técnicos.

Com isso — mas suficiente para o presente propósito — tem sido apresentado um modelo rudimentar do processo de incineração em crematórios a carvão ou coque. (A radiação do gás foi negligenciada. Mas, sem informações técnicas detalhadas, a transferência de calor e a radiação não podem ser comparadas.) Em contraste, a combustão do combustível em crematórios modernos a gás ocorre dentro da própria mufla. Como são projetados para acomodar um caixão, a área de suas paredes é bastante grande e o ar forçado dos compressores mistura o gás dentro da mufla de forma muito eficaz. Em adição, os queimadores geralmente são direcionados para o cadáver. Ademais, as cinzas do caixão são rapidamente afastadas do cadáver pelo fluxo de ar forçado. Os tempos de incineração assim obtidos são, portanto, muito mais curtos do que aquelas unidades a carvão comparáveis.

 

3. Carga Múltipla

Com o exposto acima em mente, também se pode compreender imediatamente por que a carga múltipla — 2 ou 3 cadáveres empilhados juntos, como alegado na teoria do Holocausto (ver, por exemplo, F. Müller9, página 17) — não produzirá tempos de incineração mais curtos. Primeiro, vários cadáveres compactados juntos oferecerão uma superfície consideravelmente menor por cadáver para a transferência de calor do gás ou absorção de radiação das paredes do que 3 cadáveres expostos separadamente à mesma área da parede da mufla. Isso resulta em menor absorção de calor por cadáver e por unidade de tempo. Além disso, o volume da mufla pelo qual o gás deve passar se tornará menor. Há menos tempo para o gás transferir calor para as paredes e os cadáveres. Se o crematório for operado com a mesma velocidade de fluxo, o gás simplesmente passará pela mufla mais rapidamente e sairá a uma temperatura mais alta, o que significa que haverá menos calor disponível por unidade de tempo para a incineração. Para proteger os dutos de fumaça e a chaminé, o fluxo total de gás quente teria que ser reduzido — diminuindo o transporte primário de calor por unidade de tempo para a mufla.

{Embora a análise técnica de Reinhard K. Buchner conclua que “o cadáver representa um dissipador de calor, e não uma fonte de calor. Essa é a principal razão pela qual o gás inicialmente quente pode sair da mufla a uma temperatura mais baixa. Se o cadáver ‘queimasse’, produziria calor adicional e elevaria a temperatura do gás acima da temperatura de entrada.” Observa Reinhard K. Buchner que afirmações como “Os cadáveres queimavam tão intensamente que foram consumidos pelo próprio calor” (F. Müller, Eyewitness Auschwitz, Stein and Day, 1979 página 138) difundiram de equívocos técnicos. Ainda mais, deve-se destacar, tais equívocos foram em usualmente aceitos nos livros de história, os quais geralmente se esquivavam de alertas sobre absurdos relatados como fatos nas narrativas das testemunhas do alegado holocausto. As produções de Hollywood difundiram tais narrativas através das representações cinematográficas ou de pretensos documentários. Assim, o judeu Filip Müller (1922-2013), foto abaixo, que ainda alegou a existência de um sistema de queima de cadáveres ao ar livre, foi uma das fontes de impactantes absurdos assimilados pelo imaginário coletivo ocidental, e que violam as leis naturais (Foto dos fornos crematórios retiradas de Auschwitz Birkenau Memorial; Foto de Filip Müller retirada da Wikipedia)}.  

 

Considerando o tamanho físico das muflas em Dachau, deve-se concluir que três cadáveres não poderiam ser colocados nelas, mesmo quando frias. W. Stäglich11 cita Kautsky (um ex-prisioneiro) afirmando que a abertura dos fornos (em Auschwitz I) permitia apenas um, ou no máximo dois, cadáveres (página 158). Em operação real, seria extremamente difícil carregar mesmo dois cadáveres nessas muflas. De qualquer forma, dois cadáveres cobririam uma parte considerável da parede, restringindo a transferência de calor do gás para essas partes e forçando uma redução na velocidade de fluxo. Isso equivale a um tempo de incineração mais longo.

Uma comparação cuidadosa do tamanho dos tijolos nas fotos revela que as câmaras de combustão nos crematórios II e III de Auschwitz II certamente não eram maiores do que as do novo crematório de Dachau (fotos podem ser encontradas, por exemplo, em A.R. Butz4, páginas 157 e 213).

Eu tenho observado apenas a incineração de cadáveres em caixões com carga única. Mas pouparei o leitor da minha bem fundamentada especulação (e descrição da mesma) sobre como vários cadáveres numa mesma câmara de combustão se “fundiriam,” prolongando ainda mais o tempo de incineração por essa razão.

Eu concluo esta parte afirmando: Tecnologicamente, é uma ilusão que carregar crematórios como os encontrados em campos da Segunda Guerra Mundial com mais do que a carga para a qual foram projetados (um cadáver) reduziria o tempo de incineração por cadáver. Tal modo de operação, pelo contrário, prolongaria o tempo total de incineração. Mesmo considerando cadáveres muito emaciados (por exemplo, durante epidemias de tifo), minha estimativa pessoal é que não haveria ganho no tempo de incineração. Mas outros fatores complexos, concernindo o estado dos tecidos (desidratação etc.), influenciam a estimativa. Por essas razões, os cálculos foram baseados na cremação com carga única.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Continua O Problema das Horas de Funcionamento do Crematório e do Tempo de Incineração - Parte II.4 - por Reinhard K. Buchner

Notas

15 Nota de Reinhard K. Buchner: Durante o verão de 1979, o autor visitou Dachau com especial interesse nos crematórios. (Como resultado secundário, constatou-se que não parece haver dutos ligando os quatro crematórios do novo crematório à chaminé.) Também, não foram instalados compressores em Dachau durante a Segunda Guerra Mundial. O combustível era coque.

11 Nota de Reinhard K. Buchner: Wilhelm Stäglich, Der Auschwitz Mythos, Grabert-Verlag, Tübingen (West Germany) 1979.

16 Nota de Reinhard K. Buchner: Ditlieb Felderer relata em RH. 167 que Czech e Piper - ambos funcionários do campo de Auschwitz na época – afirmaram que os 4 fornos do crematório I (Auschwitz I) foram construídos em 1946 ou 1947.

9 Nota de Reinhard K. Buchner: Filip Müller, Eyewitness Auschwitz, Stein and Day, 1979.

4 Nota de Reinhard K. Buchner: Arthur R. Butz, The Hoax of the Twentieth Century, Historical Review Press, 1976.

9 Nota de Reinhard K. Buchner: Filip Müller, Eyewitness Auschwitz, Stein and Day, 1979.

9 Nota de Reinhard K. Buchner: Filip Müller, Eyewitness Auschwitz, Stein and Day, 1979.

11 Nota de Reinhard K. Buchner: Wilhelm Stäglich, Der Auschwitz Mythos, Grabert-Verlag, Tübingen (West Germany) 1979.

4 Nota de Reinhard K. Buchner: Arthur R. Butz, The Hoax of the Twentieth Century, Historical Review Press, 1976.

The Problem of Cremator Hours and Incineration Time, por Reinhard K. Buchner, The Journal for Historical Review, volume 2, nº 3, outono de 1981, pp.

https://ihr.org/journal/v02p219_buchner

Sobre o autor: Reinhard K. Buchner (1925-) nasceu em Darmstadt, Alemanha Ocidental. Descende de uma longa linhagem de acadêmicos ilustres, incluindo Eduward Buchner, ganhador do Prêmio Nobel por sua pesquisa de 1907 sobre enzimas de levedura; Fritz Buchner, cujo livro, Força e Matéria, influenciou Einstein; e Karl Buchner, um famoso músico de câmara. Após a guerra, retomou seus estudos, obtendo o bacharelado em física pela Universidade de Mainz em 1953 e o mestrado (em física) e o doutorado (em engenharia) pela Universidade de Aachen alguns anos depois. Desde 1963, o Dr. Buchner é professor do departamento de física e astronomia da Universidade Estadual da Califórnia em Long Beach, onde se tornou professor titular em 1972.

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