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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Mais perigosa que o navio de guerra americano é a arma capaz de afundá-lo no fundo do mar - por aiatolá Seyyed Ali Khamenei

 

Ali Khamenei


O Líder da Revolução Islâmica reuniu-se hoje, 17 de fevereiro de 2026, com milhares de pessoas da província do Azerbaijão Oriental.

Neste encontro, que ocorreu na véspera do aniversário do levante histórico do povo de Tabriz, em 18 de fevereiro de 1978, o Líder descreveu as declarações ameaçadoras do presidente dos EUA como uma manifestação do seu desejo de dominar a nação iraniana.

Ele enfatizou que, a despeito das ameaças de guerra, os americanos sabem que, devido aos problemas políticos e econômicos e ao risco para a sua reputação internacional, eles não podem suportar tais declarações. Ele acrescentou: “Eles sabem o futuro que os aguarda se cometerem um erro.”

O Imam Khamenei, referindo-se às repetidas ameaças do presidente dos EUA sobre possuir as forças armadas mais poderosas do mundo, enfatizou: “Mesmo a força militar mais poderosa do mundo pode, por vezes, ser atingida com tanta força que não consiga se levantar novamente.”

Considerando a outra ameaça e ação dos EUA, o envio de um navio de guerra em direção ao Irã, o Líder declarou: “É claro que um navio de guerra é um equipamento militar perigoso. No entanto, mais perigosa do que esse navio de guerra é a arma que pode afundá-lo.”

Referindo-se à admissão do presidente dos EUA sobre a incapacidade de eliminar a República Islâmica mesmo após 47 anos da Revolução, o Imã Khamenei enfatizou: “Essa é uma boa admissão. Eu diria também que vocês também não serão capazes de fazê-lo, porque a República Islâmica não é um governo separado de seu povo — ela é construída sobre uma nação viva, firme e resiliente.”

O Imã Khamenei observou que os inúmeros problemas econômicos, políticos e sociais dos EUA são sinais do declínio e do iminente fim do império americano, dizendo: “O problema que os EUA têm conosco é que eles querem devorar o Irã, mas a nação iraniana e a República Islâmica levantam-se posicionados no caminho do objetivo deles.”

O Líder da Revolução Islâmica apontou a irracionalidade do corrupto e opressor império americano como mais um sinal de seu declínio, declarando: “Um exemplo de sua irracionalidade é a interferência nos assuntos do Irã, incluindo uma de suas questões críticas a nosso respeito, a saber, a questão do armamento.”

Continuando, o Líder referiu-se à declaração histórica do Imam Hussein (que a paz esteja com ele), de que alguém como ele jamais juraria lealdade a alguém como Yazid, e observou: “A nação iraniana declara, da mesma forma, que uma nação como a nossa, com tal cultura, história e conhecimento elevado, jamais jurará lealdade a governantes corruptos como os Estados Unidos.”

O Líder da Revolução Islâmica descreveu a revelação de uma corrupção inacreditável na “Ilha Infame” como um reflexo da realidade da civilização ocidental e da democracia liberal, acrescentando: “Tudo o que tínhamos ouvido sobre a corrupção dos líderes ocidentais é uma coisa, mas este caso da ilha é outra. Claro, este é apenas um exemplo de sua vasta corrupção, e assim como este caso foi ocultado, mas acabou sendo exposto, há muitos outros casos que serão revelados no futuro.”

O Líder da Revolução Islâmica afirmou ser essencial e obrigatório para a nação possuir armas de dissuasão, acrescentando: “Qualquer país sem armas de dissuasão será esmagado por seus inimigos. Ainda, os americanos, ao interferirem na questão dos armamentos, dizem que vocês não devem ter um certo tipo ou alcance de mísseis. Isso, contudo, concerne à nação iraniana e não é da conta deles.”

Ele considerou a interferência dos EUA no direito do Irã de se beneficiar da indústria nuclear pacífica para o funcionamento do país e para fins médicos, agrícolas e energéticos como mais um exemplo de sua irracionalidade, dirigindo-se aos americanos: “Esta questão diz respeito à nação iraniana. O que isso tem a ver com vocês?”

O Imam Khamenei lembrou que o direito de possuir instalações nucleares e de enriquecimento de urânio é reconhecido por todos os países nos tratados e regulamentos da Agência Internacional de Energia Atômica, e ele enfatizou que a interferência americana nos direitos nacionais reflete a abordagem desordenada de seus representantes ao longo do tempo.

O Líder da Revolução Islâmica descreveu um exemplo ainda mais surpreendente da irracionalidade americana: a maneira como eles convidam para negociações, observando: “Eles dizem: ‘Venham, vamos negociar sobre energia nuclear’, mas o resultado da negociação deve ser que vocês não terão energia nuclear!”

O imã Khamenei enfatizou que, se alguma negociação ocorrer, predeterminar seu resultado é um ato errado e tolo, o qual é praticado pela administração americana, pelo presidente e por alguns senadores, que não percebem que esse caminho os levará a um beco sem saída.

Tradução por Mykel Alexander

 

Fonte: More dangerous than the American warship is the weapon that can send it to the bottom of the sea, 17 de fevereiro de 2026, por aiatolá Seyyed Ali Khamenei, Khamenei.

https://english.khamenei.ir/news/12094/More-dangerous-than-the-American-warship-is-the-weapon-that-can

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sábado, 29 de novembro de 2025

A interferência global dos EUA está tornando o país cada vez mais detestado entre as nações - por aiatolá Seyyed Ali Khamenei

 

Ali Khamenei


O imã Khamenei, líder da Revolução Islâmica, fez um discurso televisionado à nação, abordando questões atuais no Irã, na região e no mundo, em 27 de novembro de 2025.

Neste discurso, proferido durante a Semana Basij {organização voluntária iraniana de apoio à soberania e tradição iraniana}, o Líder da Revolução Islâmica descreveu um movimento como o Basij como uma fonte de orientação e força para qualquer nação. Acrescentou que um país como o Irã, que se opõe aberta e firmemente aos valentões globais e aos bandidos internacionais, necessita de um movimento como esse mais do que qualquer outro.

O Imam Khamenei destacou a necessidade de as nações resistirem à ganância e à interferência das potências hegemônicas e afirmou: “O grande elemento da Resistência, que nasceu e floresceu no Irã, pode agora ser visto nos slogans em apoio à Palestina e a Gaza em diferentes partes do mundo, inclusive em países ocidentais e até mesmo nos Estados Unidos”.

Ao abordar os acontecimentos regionais, ele disse: “Na Guerra dos Doze Dias, a nação iraniana derrotou inegavelmente tanto os Estados Unidos quanto o regime sionista. Eles vieram, perpetraram atos maliciosos, sofreram uma derrota e saíram de mãos vazias. Esta foi uma derrota no mais verdadeiro sentido da palavra”.

Referindo-se a relatos que afirmavam que o regime sionista planejava há vinte anos lançar uma guerra contra o Irã, o Líder disse: “Eles planejavam e se preparavam para esta guerra há 20 anos. É o que alguns dizem. Foram 20 anos de planejamento para iniciar uma guerra no Irã e incitar o povo a se juntar a eles e lutar contra o sistema. Era isso que eles planejavam. Mas saíram de mãos vazias, a situação se voltou contra eles e fracassaram. Mesmo aqueles que tinham opiniões divergentes do sistema permaneceram ao seu lado.”

O Imam Khamenei prosseguiu dizendo: “É claro que também sofremos perdas. Como é da natureza da guerra, nós perdemos vidas preciosas. Mas a República Islâmica demonstrou ser um centro de determinação e poder, capaz de tomar decisões e se manter firme, sem temer interferências externas. Além disso, as perdas materiais infligidas ao inimigo invasor foram muito maiores que as nossas.”

Ele então apontou para as grandes perdas sofridas pelos EUA durante a Guerra dos Doze Dias, dizendo: “O segundo ponto é que, nesta Guerra dos Doze Dias, os EUA sofreram pesadas perdas, perdas verdadeiramente pesadas. Eles mobilizaram suas armas de ataque e defesa mais modernas e avançadas. Usaram seus submarinos, seus caças e seus sistemas de defesa aérea mais sofisticados. Mas não conseguiram alcançar o que queriam. Queriam enganar a nação iraniana e forçá-la a segui-los, mas aconteceu o contrário. Como eu disse, o povo iraniano se uniu ainda mais diante dos EUA e foi capaz de frustrar completamente os objetivos americanos.”

O Imam Khamenei se referiu à grave desgraça e infâmia do regime sionista na catástrofe de Gaza, uma das maiores tragédias da história da região. Ele observou: “Neste caso, os EUA ficaram ao lado do regime usurpador e ficaram profundamente desonrados, porque os povos do mundo sabem que o regime sionista não poderia ter cometido tais atrocidades sem o apoio dos EUA.” Ele descreveu o primeiro-ministro do regime sionista como “a pessoa mais desprezada do mundo hoje é o chefe do governo sionista” e o aparato governante sionista como “a organização e quadrilha criminosa mais detestada do planeta.” Ele acrescentou: “Como os EUA estão ao lado deles, o ódio ao regime sionista também se espalhou para os EUA.”

O Líder enfatizou que a interferência dos EUA em várias partes do mundo é outro fator importante por trás de seu crescente isolamento. Ele disse: “Onde quer que os EUA intervenham, o resultado é belicismo, genocídio, destruição e deslocamento.”

Apontando para a traição até mesmo dos aliados dos EUA na busca por apoio à rede criminosa sionista, e seus esforços para instigar conflitos em todo o mundo em busca de petróleo e riquezas subterrâneas — que agora se estendem até mesmo à América Latina —, ele acrescentou: “Certamente, a República Islâmica não buscaria cooperação ou relações com um governo assim.”

Ele citou a guerra devastadora e infrutífera na Ucrânia como mais um exemplo da interferência dos EUA, dizendo: “O atual presidente dos EUA afirmou que resolveria a guerra em três dias. No entanto, agora, quase um ano depois, ele está tentando impor à força um plano de 28 pontos ao mesmo país que os EUA empurraram para a guerra.”

O Imã Khamenei também se referiu aos ataques do regime sionista ao Líbano, à sua agressão contra a Síria, aos seus crimes na Cisjordânia e à situação desastrosa em Gaza como mais exemplos do apoio aberto dos EUA à guerra e aos crimes da entidade sionista corrupta.

O Líder prosseguiu abordando certos rumores sobre supostas mensagens do Irã para os EUA, dizendo: “Criaram um boato dizendo que o Irã enviou uma mensagem aos EUA por meio de um terceiro país. Isso é uma mentira completa, e tal coisa afinal não aconteceu.”

Em outra parte de seu discurso, o imã Khamenei discorreu sobre a natureza da Basij, dizendo: “Em sua forma organizacional, como um ramo da Guarda Revolucionária Islâmica, a Basij apresenta uma postura firme e inabalável diante dos inimigos, ao mesmo tempo que demonstra um espírito de serviço ao povo.”

Ele continuou: “Mais importante ainda é a vasta base de apoio da Basij, presente em todo o país e personificada em cada indivíduo ou grupo corajoso, motivado, esperançoso e pronto para servir, seja na área econômica, industrial, científica, acadêmica, em seminários, na produção, nos negócios ou em outros campos.”

O Líder afirmou que a vitalidade e o dinamismo da Basij fortalecem a resistência das nações contra os opressores globais, acrescentando: “Com a ascensão da Resistência, os povos oprimidos do mundo se sentem apoiados e fortalecidos.”

Em sua conclusão sobre a Basij, o Líder da Revolução Islâmica fez um apelo a todos os funcionários das instituições estatais, dizendo: “Como um membro da Basij, cumpram seus deveres com fé, motivação e senso de honra.”

Na parte final de seu discurso, o Imam Khamenei ofereceu diversas recomendações à nação iraniana, sendo a primeira delas a preservação e o fortalecimento da unidade nacional.

O imã Khamenei enfatizou a necessidade de salvaguardar e reforçar a coesão nacional e disse: “Existem diferenças entre os vários grupos sociais e facções políticas, mas o que importa é que, assim como durante a Guerra dos Doze Dias, permaneçamos unidos diante do inimigo. Essa solidariedade é um fator fundamental para a força nacional.”

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 

Fonte: The US’s global interference is making it increasingly detested among nations, 27 de novembro de 2025, Khamenei.

https://english.khamenei.ir/news/12000/The-US-s-global-interference-is-making-it-increasingly-detested

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quinta-feira, 13 de novembro de 2025

O afrouxamento do controle – Uma oportunidade histórica para resolver a questão palestina após o colapso do sionismo na batalha de narrativas - conclusões autorizadas pela publicidade da liderança iraniana Ali Khamenei.

 

Ali Khamenei

{Conclusões autorizadas pela publicidade da liderança iraniana Ali Khamenei.}

•          As imagens de Gaza, elas fizeram Israel tão odiado, e tão corretamente.

•          Nós sentimos odiados em todos os lugares.

•          O mundo inteiro está se juntando contra nós!

As palavras acima foram ditas, respectivamente, por um jornalista,[1] um guia turístico[2] e o primeiro-ministro do regime sionista.[3] Embora muitos acreditem que tais declarações sejam elaboradas com o objetivo de desempenhar o papel de vítimas e atrair apoio estrangeiro, elas também são sinais; sinais que indicam um fracasso em uma área onde Israel há muito tempo detinha domínio.

 

Quando controlar a opinião pública não é mais possível

Na tarde de 7 de outubro de 2023, dia em que combatentes palestinos romperam a barreira de Gaza e ultrapassaram seus limites, o regime sionista se viu em um campo de batalha complexo e sem precedentes. Por um lado, buscava restaurar seu prestígio militar abalado. Por outro, percebeu uma oportunidade de perseguir sua ambição de longa data: a expulsão total dos palestinos da Palestina. Assim, a guerra foi travada em duas frentes. A primeira frente era narrativa; colonial e desumanizante. A segunda era a execução do genocídio, racionalizada por meio dessa narrativa.

Desde as primeiras horas, uma guerra midiática global massiva eclodiu: de um lado estavam as gigantes da mídia corporativa apoiadas pelos sionistas e, do outro, uma aliança popular de jornalistas, artistas e acadêmicos pró-resistência e pró-Palestina. Cada lado se reuniu sob um slogan distinto:

1.         A mídia alinhada com o sionismo lançou uma campanha de desinformação sob o lema “Você condena o Hamas?”. Eles inventaram histórias de bebês queimados, estupros em massa e um “ataque não provocado” pelo Hamas. Mesmo antes do início das operações terrestres, o então ministro da Guerra de Israel se referiu publicamente à população de Gaza como “animais humanos”, e o primeiro-ministro do regime enquadrou o conflito como “uma guerra entre a luz e as trevas”. A estratégia era clara: desumanizar os habitantes de Gaza, justificar a limpeza étnica e angariar apoio público para crimes de guerra e genocídio.

2.         Em resposta, o movimento midiático pró-Palestina, disperso mas resoluto, se uniu sob um contra-slogan: “Isso não começou em 7 de outubro”. Isso se tornou um grito de guerra para reintroduzir a longa história da colonização e opressão sionistas a um público global. As atrocidades cometidas ao longo de mais de 70 anos, antes enterradas em livros não lidos e documentários raramente assistidos, foram agora desenterradas e colocadas diante do mundo. O objetivo era restaurar a clareza histórica, legitimar o direito palestino à resistência armada e reafirmar seu direito de retornar à sua terra natal.

Através de todo o mundo, as pessoas começaram a ler, assistir e comparar. Começaram a questionar a versão oficial do conflito na Ásia Ocidental. Tornou-se evidente: uma mudança estava em andamento.

 

Mudança de paradigma

Com cada dia passando, uma narrativa se fortalecia enquanto a outra desmoronava. O mundo ocidental, há muito autoproclamado guardião dos direitos humanos e da civilização, permaneceu firme ao lado de Israel, fornecendo armas, inteligência e apoio total. Do outro lado estavam os movimentos de resistência, rotulados por décadas como “terroristas”, muitas vezes equiparados a grupos como o Daesh {isto é, o tenebroso e brutal ISIS}. Mas agora, a realidade veio à tona:

•          O regime sionista bombardeou hospitais e recebeu cobertura política do Ocidente. Enquanto isso, o Hamas divulgou imagens mostrando seus combatentes tratando crianças e idosos com compaixão em 7 de outubro.

•          O regime sionista cortou água, eletricidade e alimentos de Gaza. Reféns israelenses libertados descreveram ter sido tratados com humanidade e alimentados da melhor maneira possível por seus captores palestinos.

•          O regime sionista tentou provocar reações civis contra a Resistência, criando fome, falta de moradia e deslocamento forçado. Em vez disso, o povo de Gaza louvou a Deus, recitou o Alcorão ao lado dos corpos de seus filhos martirizados e entoou slogans pró-Resistência.

•          O regime sionista atacou campos de refugiados, escolas e centros de distribuição de alimentos. No entanto, os combatentes do Hamas imobilizaram a maquinaria militar de Israel durante meses em uma região quase despovoada no norte de Gaza.

•          O regime sionista acusou os líderes da resistência de corrupção e uso indevido da ajuda externa. Mas foram seus filhos que foram martirizados ao lado de cidadãos comuns nas áreas mais perigosas de Gaza.

Todas as armas e ferramentas desses crimes foram fornecidas pelos EUA e outras potências ocidentais. A contradição flagrante entre as narrativas da mídia e as atrocidades do mundo real criou um fenômeno sem precedentes: o regime sionista perdeu seu controle sobre a opinião pública global, e a Palestina emergiu não apenas como uma preocupação muçulmana, mas como a principal questão moral do mundo.

O mais importante, no topo das preocupações

“Nós devemos dedicar nossa energia[4] a algo que realmente importa. Talvez a vida dos palestinos em Gaza...”

Não passa um dia ou uma semana sem que uma figura pública, um artista, um ativista político ou um influenciador no Ocidente expresse esse sentimento. Dos parlamentos europeus ao Congresso dos Estados Unidos, das arenas esportivas às exposições de tecnologia[5] e cerimônias de formatura,[6] Gaza e a Palestina são o centro das conversas. Esses exemplos que aparecem na mídia, no entanto, são apenas a ponta do iceberg.

            A mídia ocidental relata mais de 13.000 protestos antissionistas nos Estados Unidos, mais de 5.000 na Europa e quase 2.000 na América Latina e na África. O mais impressionante entre eles foram os acampamentos em universidades americanas, onde os estudantes exigiram o fim da cumplicidade institucional com Israel, mas foram recebidos com repressão brutal por parte do Estado. Enquanto isso, movimentos globais de boicote contra empresas israelenses e afiliadas levaram a perdas financeiras impressionantes para empresas como McDonald's e Starbucks.

Pesquisas recentes nos EUA e na Europa indicam um apoio recorde baixo a Israel e níveis históricos de solidariedade com a Palestina e a Resistência. Vários países europeus emitiram embargo de armas ao regime sionista. Autoridades criminosas do regime agora enfrentam acusações de genocídio no Tribunal Internacional de Justiça.

No mundo islâmico, Gaza continua sendo o eixo de todos os desenvolvimentos regionais. Ela influencia as relações entre o Irã e o Golfo, a diplomacia árabe-ocidental e levou milhões de pessoas em Bangladesh, Indonésia, Malásia e Paquistão às ruas para manifestações. Mais significativamente, Gaza é o foco central da guerra de 20 meses entre a Frente de Resistência e o regime sionista.

 

O regime sionista perdeu uma frente, e o mundo está esperando

Desde o seu início, o movimento sionista tentou se retratar como vítima de genocídio, “um povo oprimido sem terra” que entrou em uma “terra sem povo” com o direito à “autodefesa”. “Os civis israelenses”, nos diziam, eram vítimas de “terroristas muçulmanos” e “selvagens árabes”, e o regime que criaram foi apresentado como a “única democracia no Oriente Médio”. Essa foi a base para tudo o que se desenrolou na Palestina nos últimos 70 anos e esperava-se que culminasse no domínio sionista total nas primeiras décadas do século XXI.

Mas essa narrativa agora tem colapsado.

A resistência do povo de Gaza levou o mundo a um ponto de inflexão. As vozes mais altas que antes exigiam: “Você condena o Hamas?” agora estão interrogando as autoridades israelenses[7] em seus próprios meios de comunicação. Perguntas antes consideradas tabu agora são feitas abertamente, e os limites para dizer a verdade foram removidos:

Israel não é um país.

Os sionistas não têm direito à autodefesa ou à ocupação das terras palestinas.

O regime sionista deve ser desmantelado.

O povo palestino deve ser livre para determinar seu próprio governo futuro.

Assim como dizer essas verdades não é mais proibido, agir de acordo com elas também não deveria ser. Em sua mensagem do Hajj de 2025, o imã Khamenei enfatizou esse ponto, escrevendo:

“A resistência milagrosa do povo de Gaza colocou a questão palestina no topo das preocupações do mundo islâmico e de todas as pessoas amantes da liberdade ao redor do mundo. Esta oportunidade deve ser aproveitada e esforços devem ser feitos para correr em auxílio desta nação oprimida.”

Esta é uma oportunidade histórica para uma justiça histórica. E todos nós somos os executores da justiça neste tribunal.

Tradução por Davi Ciampa Heras

Revisão e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Notas


[1] Nota da edição de publicidade da liderança iraniana Ali Khamenei:

https://www.facebook.com/watch/?v=964136588500528

[2] Nota da edição de publicidade da liderança iraniana Ali Khamenei:

https://www.youtube.com/watch?v=TDoDC4RJaQs

[3] Nota da edição de publicidade da liderança iraniana Ali Khamenei: Netanyahu: Whole world is ganging up on us. It’s a combination of ignorance and antisemitism, 31 de março de 2024, The Times of Israel.

https://www.timesofisrael.com/liveblog_entry/netanyahu-whole-world-is-ganging-up-on-us-its-a-combination-of-ignorance-and-antisemitism/

[4] Nota da edição de publicidade da liderança iraniana Ali Khamenei:

https://www.instagram.com/reel/DBAAEOPR0yu/?hl=fa

[5] Nota da edição de publicidade da liderança iraniana Ali Khamenei:

https://www.youtube.com/watch?v=EXNk9lhA2d0

[6] Nota da edição de publicidade da liderança iraniana Ali Khamenei:

https://www.youtube.com/shorts/XXRVqOnxVNM

[7] Nota da edição de publicidade da liderança iraniana Ali Khamenei:

https://www.youtube.com/watch?v=bZLoMy4Ohto


Fonte: The loosen grip - A historic opportunity to resolve the Palestinian issue after Zionism’s collapse in the battle of narratives, 5 de junho de 2025, Khamenei.

https://english.khamenei.ir/news/11715/The-loosen-grip

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Relacionado, leia também:

Desde há dois anos {da incursão do Hamas sobre Israel em 07 de outubro} - por Israel Shamir

{Israel, lobby sionista, fanatismo cristão e censura no meio acadêmico} - O fim da liberdade acadêmica - por Christopher Hedges e Maura Finkelstein

{Israel, lobby sionista e fanatismo} Abolição da Primeira Emenda - por Christopher Hedges

A cultura do engano de Israel - por Christopher Hedges

A Crítica de Acusação de Antissemitismo: A legitimidade moral e política de criticar a Judiaria - por Paul Grubach

Táticas do Lobby Judaico na Supressão da Liberdade de Expressão - por Tony Martin

Argumentos contra O PROJETO DE LEI nº 192 de 2022 (PL 192/2022) que propõe criminalizar o questionamento do alegado HOLOCAUSTO, o que, por consequência, inclui criminalizar também quaisquer exames críticos científicos refutando a existência do alegado HOLOCAUSTO – por Mykel Alexander

Liberdade para a narrativa da História - por Antonio Caleari

A mentira a serviço de “um bem maior” - Por Antônio Caleari

Relacionado, leia também sobre a questão judaica, sionismo e seus interesses globais ver, incluindo a Palestina:

Quem são os Palestinos? - por Sami Hadawi

Palestina: Liberdade e Justiça - por Samuel Edward Konkin III

Memorando para o presidente {Ronald Reagan, tratando da questão Palestina-Israel} - quem são os palestinos? - por Issah Nakheleh

Libertando a América de Israel - por Paul Findley

Deus, os judeus e nós – Um Contrato Civilizacional Enganoso - por Laurent Guyénot

O Evangelho de Gaza - O que devemos aprender com as lições bíblicas de Netanyahu - por Laurent Guyénot

A Psicopatia Bíblica de Israel - por Laurent Guyénot

Israel como Um Homem: Uma Teoria do Poder Judaico - parte 1 - por Laurent Guyénot (Demais partes na sequência do próprio artigo)

O peso da tradição: por que o judaísmo não é como outras religiões - por Mark Weber

Sionismo, Cripto-Judaísmo e a farsa bíblica - parte 1 - por Laurent Guyénot (as demais partes na sequência do próprio artigo)

O truque do diabo: desmascarando o Deus de Israel - Por Laurent Guyénot - parte 1 (Parte 2 na sequência do próprio artigo)

Congresso Mundial Judaico: Bilionários, Oligarcas, e influenciadores - Por Alison Weir

Historiadores israelenses expõem o mito do nascimento de Israel - por Rachelle Marshall

Resenha de: A Legacy of Hate: Anti-Semitism in America {Um legado de ódio: antissemitismo na América}, de Ernest Volkman - por Louis Andrew Rollins

Resenha de The Fateful Triangle: The United States, Israel & The Palestinians {O Triângulo Fatídico: Os Estados Unidos, Israel e os Palestinos} de Noam Chomsky por Louis Andrew Rollins

Resenha de THE DECADENCE OF JUDAISM IN OUR TIME {A DECADÊNCIA DO JUDAÍSMO EM NOSSO TEMPO}, de Moshe Menuhin, por David McCalden (escrito sob o pseudônimo Lewis Brandon)

Resenha de GENOCIDE IN THE HOLY LAND {GENOCÍDIO NA TERRA SANTA}, Rabbi Moshe Schonfeld, Neturei Karta dos EUA - por Bezalel Chaim

Genocídio em Gaza - por John J. Mearsheimer

{Retrospectiva 2023 - Genocídio em Gaza} - Morte e destruição em Gaza - por John J. Mearsheimer

O Legado violento do sionismo - por Donald Neff

{Retrospectiva 1946 – terrorismo judaico-sionista} - O Ataque ao Hotel Rei David em Jerusalém - por W. R. Silberstein

Crimes de Guerra e Atrocidades-embustes no Conflito Israel/Gaza - por Ron Keeva Unz

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