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domingo, 5 de julho de 2026

{Alegadas câmaras de gás homicidas da Alemanha Nacional-Socialista} Zyklon B, Auschwitz e Bruno Tesch - parte 7 - a defesa do Dr. Bruno Tesch - por William B. Lindsey

 Continuação de {Alegadas câmaras de gás homicidas da Alemanha Nacional-Socialista} Zyklon B, Auschwitz e Bruno Tesch - parte 6 - testemunho da Dra. Ada Bimko - por William B. Lindsey

William B. Lindsey

A defesa

Ao apresentar seu caso, a defesa alemã pouco pôde fazer mais que colocar os réus no banco das testemunhas, convocando também pessoas que conheciam a eles e ao seu trabalho para depor, sob juramento, sobre o caráter do Dr. Tesch e Herr Weinbacher. Em uma situação bastante característica dos Tribunais Militares das Nações Unidas do pós-Segunda Guerra Mundial, ficou óbvio desde o início dos procedimentos que o peso da prova recaía do modo mais pesado sobre a Defesa; este peso foi o de provar o contrário as acusações feitas de forma leviana e desenfreada pela Promotoria sem deixar margem para dúvidas,  — tudo isso em total contradição com as declarações piedosas do Major Draper (sobre a presunção de inocência dos réus até que se provasse a culpa além de qualquer dúvida razoável). Stirling, o Juiz-Advogado britânico em Lüneburg, já havia decidido que 4 milhões e meio de judeus haviam sido mortos com Zyklon B. Seria provável que ele revertesse seu julgamento com base em qualquer evidência apresentada no caso do Dr. Tesch? Naquele momento, a sorte já estava lançada! Logicamente, alguém tinha de ter recomendado o uso do veneno e também o fornecido para tal propósito.

O Dr. Tesch admitiu sua conexão com o Zyklon B e com o desenvolvimento comercial do produto — como um resultado de seus esforços — transformando-o em um fumigante útil e eficaz. Ele discorreu sobre o uso do produto em câmaras de fumigação para roupas e sobre a necessidade de banhos simultâneos para eliminar piolhos corporais — caso as pessoas estivessem passando por um processo de desinfestação56 para prevenir epidemias de tifo. A esse respeito, ressaltou que tanto gentios quanto judeus das regiões orientais estavam igualmente afligidos por piolhos transmissores de tifo. Contudo, sempre que questionado a respeito, ele negava veementemente ter recomendado ou tido conhecimento do uso de Zyklon B para matar seres humanos propositalmente. Pelo contrário, enfatizava ele, seus esforços sempre visaram proteger as pessoas e salvar suas vidas! Apesar de todas as precauções de segurança, ocorreram acidentes lamentáveis ​​durante o uso do material letal, mas, que ele soubesse, jamais houve mortes intencionais. Se ele tivesse tomado conhecimento de que o Zyklon B estava sendo usado indevidamente para matar pessoas, ele teria interrompido imediatamente o fornecimento do material ao usuário infrator.

Sua firma tinha sido contratado para realizar a fumigação de casernas em diversos campos. Os campos de Auschwitz estavam incluídos entre eles, mas a SS, por conta própria, também realizava a fumigação de casernas. Por causa do conhecido tamanho são do complexo de Auschwitz, com seus numerosos subcampos (Tabela IV), e o conhecido alto nível de infestação por piolhos na região, a quantidade de Zyklon B encomendada para Auschwitz por intermédio de sua empresa antes de 1944 não foi considerada excessiva. Ao invés, Auschwitz provavelmente poderia ter utilizado muito mais Zyklon B em suas operações de fumigação, caso o produto estivesse disponível, reduzindo assim ainda mais o elevado número de mortes causadas pelo tifo.57

Durante o interrogatório, o promotor militar britânico, Major Draper, estava obviamente muito mais interessado nas implicações políticas do julgamento do que em determinar se o Dr. Tesch era, realmente, culpado da acusação como declarada na denúncia. A maneira de Draper era abusiva, e suas perguntas eram, usualmente, tendenciosas.

O Dr. Tesch tentou responder plenamente a todas as perguntas de Draper. Ele havia se juntado no NSDAP em 1º de maio de 1933, mas ele não era um membro ativo. Sua esposa também era membro do Partido. Sim, por 2,00 Reichsmarks mensais,58 ele também era um “membro apoiador” da SS, condição que não lhe conferia favores nem o direito de vestir uniforme. Ele não concordava com a afirmação de que a SS fosse o grupo mais ferozmente antissemita do Partido. Não, ele não acreditava que os judeus devessem ser perseguidos; mas ele acreditava, sim, que eles deveriam afastar-se da vida pública e levar suas próprias vidas. Não, jamais houve na Alemanha uma perseguição aos judeus comparável àquela ocorrida na Rússia (czarista). Ele tinha lido artigos inflamados contra os judeus e ouvira falar de incêndios em sinagogas, mas tais atos eram abertamente criticados pela maioria dos alemães. Goebbels havia liberado o gatilho desses excessos, mas Hitler os havia interrompido. Ele não tinha conhecimento da destruição de propriedades judaicas. Draper perguntou-lhe: “Está claro agora? Você concorda comigo que o seu gás ajudou a exterminar quatro milhões de pessoas em um único campo de concentração?” A essa pergunta complexa e tendenciosa, o Dr. Tesch respondeu, segundo o intérprete: “Eu não sabia disso; se foi o meu gás, eu não sabia.”

Os tradutores não citam o Dr. Tesch dizendo que Bendel mentiu, embora haja inúmeros exemplos, durante o julgamento, em que Bendel obviamente fez exatamente isso. Em vez disso, o Dr. Tesch é colocado na posição muito mais frágil de afirmar que Bendel “passou a verdade” e “exagerou.” Por causa que os registros estão em inglês, jamais nós saberemos se o Dr. Tesch não conseguia acreditar que um homem instruído — como ele considerava Bendel — mentiria de forma descarada e dissimulada, sabendo que ele estava enviando homens inocentes para a morte, ou se houve um acaso na escolha das palavras pelos intérpretes. Será que a intenção dos tradutores era deixar a impressão de que, como resultado de culpa, o Dr. Tesch não teve coragem de acusar seu antagonista de mentir?

O Dr. Tesch considerou o depoimento de Broad muito mais acreditável, mas ressaltou que Broad não havia identificado o Zyklon B que ele vira em Auschwitz como tendo sido encomendado por intermédio da Tesch und Stabenow, e que ele tinha revelado a existência de um fabricante de Zyklon B nas proximidades de Auschwitz. Como um homem de ciência, habituado a raciocinar com lógica e clareza, o Dr. Tesch observou que, se seres humanos fossem amontoados em qualquer espaço com a densidade descrita no depoimento do Dr. Bendel, eles sufocariam prontamente, tornando o uso de gás venenoso totalmente supérfluo. Ele tinha ouvido que, em Riga, na Letônia, um grupo contendo uns poucos judeus havia sido fuzilado por crimes cometidos em tempo de guerra. Ele não conseguia compreender como o Dr. Diels pôde afirmar o que afirmou em sua declaração juramentada sem qualquer prova que embasasse suas acusações. Ele desconhecia o fato de que a SS agia à margem da lei e não estava sujeita aos tribunais comuns, conforme alegado por Draper. Nem tinha ele conhecimento que a Gestapo empregava métodos diferentes dos de uma força policial ordinária; ele não tinha motivos para duvidar da integridade daquela organização. Ele jamais ouvira falar que quatro milhões de pessoas haviam “subido pela chaminé” (transformadas em fumaça) em Auschwitz.

Sim, ele ainda acreditava que o Zyklon B era usado somente para fumigação. Em resposta a isso, Draper perguntou: “Você considerava a SS mais confiável do que as autoridades Aliadas [das Nações Unidas] no que diz respeito a informações?” O Dr. Tesch respondeu com honestidade e grande perspicácia (novamente, segundo o intérprete): “Eu não posso dizer, pois durante a guerra não ouvi falar de outra coisa. Hoje, eu penso que pode haver algo de verdade, mas provavelmente existem exageros ou equívocos.” Draper retrucou: “Você estava ciente de que o assassinato dos quatro milhões foi parcialmente organizado pelo Reichsarzt da SS?” O Dr. Tesch respondeu: “Isso é uma novidade para mim. Eu nunca tenho pensado nisso.”

O Dr. Tesch então prosseguiu dizendo que, durante sua visita ao campo de concentração de Sachsenhausen-Oranienburg, os prisioneiros em uniformes listrados pareciam bem alimentados, saudáveis ​​e “bastante felizes”. Ele ouvira Hitler dizer em um discurso que uma Zona Judaica estava sendo criada nas províncias orientais, e acreditara nele. Além disso, ele não tinha motivos para acreditar que Hitler tivesse mentido aos alemães. Ele acreditava que Hitler e a SS haviam agido de forma perfeitamente correta. Acreditava que Sehm e Bendel estavam incorretos em seus depoimentos. Sehm provavelmente havia interpretado mal um comentário irrelevante e inventado o restante; seu depoimento era “totalmente impossível”. A ideia de matar judeus com Zyklon B jamais ocorrera ao Dr. Tesch, que também acreditava que as outras testemunhas haviam entendido mal algo que viram ou ouviram. Ele não acreditava que os campos de concentração fossem uma consequência natural do NSDAP, mas sim que haviam sido criados para conter pessoas consideradas perigosas para o Estado. O Dr. Tesch encerrou seu depoimento dizendo: “Eu não era um membro militante do Partido Nazi [sic], mas eu sempre fui leal ao Estado alemão.”

Com essas declarações honestas e diretas, o Dr. Tesch praticamente selou seu próprio destino e arrastou consigo para o turbilhão o seu infeliz sócio, Herr Weinbacher. O Major Draper não conseguiu provar que o Dr. Tesch ou o Sr. Weinbacher estivessem envolvidos em qualquer alegado enredo para matar judeus (ou russos, ou alguém mais) com Zyklon B, nem mesmo que o Zyklon B alegadamente visto em Auschwitz por Broad tivesse sido, inquestionavelmente, encomendado por meio da Tesch und Stabenow. O que Draper fez foi apresentar pessoas de carne e osso para desempenhar papéis que haviam sido concebidos dedutiva e racionalistamente, a fim de se conformarem e darem suporte às alegações de guerra sobre o “Holocausto” dos acusadores da Alemanha. Um desses indivíduos era um membro da SS aparentemente arrependido que, quaisquer que fossem os seus motivos, testemunhou sob juramento59 que aquilo que as máquinas de propaganda das Nações Unidas vinham alardeando há anos era verdadeiro. Isso, somado aos testemunhos inflamados no Tribunal de Lüneburg sobre Bergen-Belsen, forneceu um conto o qual — se não fosse examinado com muito rigor quanto à precisão e à coerência — poderia servir para acalmar e tranquilizar os cidadãos das Nações Unidas. Eles aguardavam ansiosamente, ao final da guerra, por revelações que justificassem as muitas alegações interesseiras disseminadas pelos propagandistas durante o conflito. Muitos, sem dúvida, temiam uma nova investigação pós-guerra sobre tais acusações — semelhante à que se seguiu à Primeira Guerra Mundial — e o que poderia acontecer caso os povos das Nações Unidas descobrissem que haviam sido monstruosamente enganados, pela segunda vez, por propagandistas antialemães.

Ao drama criado pelo testemunho de Broad, Draper acrescentou o Dr. Bruno Tesch, escalado para o papel de um “nazista” descarado, diabólico, impenitente e irrecuperável: um “membro” da “infame” SS, o desenvolvedor do nefasto Zyklon B, um típico herege e fanático alemão que, mesmo após ver nos jornais patrocinados pelas Nações Unidas os inúmeros cadáveres inchados de Bergen-Belsen, Dachau, etc., ainda tinha a audácia — a desfaçatez absoluta —, mesmo na condição de prisioneiro diante do tribunal das Nações Unidas, de duvidar e questionar os “fatos” estabelecidos; sustentar que, pelo que ele sabia, a política racial nazista não conduzia inevitavelmente a campos de concentração e câmaras de gás, que a SS não matou deliberadamente pelo menos quatro milhões de judeus em Auschwitz com o Zyklon B — desenvolvido, recomendado e fornecido por ele aos campos de concentração para esse fim —, e assim por diante.

Mais certamente, o Dr. Tesch jamais poderia tornar-se um “alemão renascido” por meio de quaisquer daqueles ritos de purificação intelectual — quase religiosos e assemelhados a batismos — denominados “desnazificação” ou “reeducação,” que os conquistadores da Alemanha ainda haveriam de decretar para os alemães que professavam conceitos e valores contrários aos deles próprios.

O Tribunal Militar Britânico foi confrontado com um problema elementar de lógica. Se, com base no depoimento obviamente maculado e impuro apresentado contra o Dr. Tesch, o tribunal o absolvesse — bem como ao Herr Weinbacher —, não haveria aparentemente mais ninguém disponível para responder à acusação de fornecer o Zyklon B ou de ter recomendado inicialmente o seu uso para matar judeus. Se, de fato, houve um “Holocausto,” ALGUÉM teve de ter desempenhado essas funções.

Com nenhum “Holocausto” para ocupar seu lugar nas colunas dos jornais do mundo, as muitas atividades, planos e responsabilidades — furtivos e secretos — de Franklin D. Roosevelt e de seus co-conspiradores proto-Nações Unidas antes, durante e depois da guerra – ainda hoje muito pouco divulgados – teriam sido alvo de um escrutínio imediato, implacável e duradouro. Isso teria resultado no despedaçamento das acusações de guerra das Nações Unidas e da “integridade” (ainda vulnerável) dessa organização, de uma maneira que faria as revelações sobre as mentiras dos Aliados — contidas no Relatório do Comitê Bryce da Primeira Guerra Mundial sobre acusações de propaganda — parecerem, em comparação, relatos de um banquete de confraternização. Se os muitos planos já formulados diplomática e formal ou informalmente nas conferências de guerra fossem implementados de forma plena e irreversível, conforme desejavam seus idealizadores, a “Nova” organização das Nações Unidas precisaria do apoio total daqueles que, de outra forma, poderiam opor-se fortemente a ela. As acusações de “propaganda de atrocidades” feitas pelos vencedores durante a guerra para inflamar seus soldados e a população civil, bem como para justificar e legitimar o uso de medidas progressivamente mais violentas e impiedosas contra a Alemanha e o Japão, simplesmente tinham de ser sustentadas após a guerra. Havia enfaticamente de ser desta veze nenhuma “Paz sem Vitória”, nem um “Perdoar e Esquecer”. E — nada de “vir claro” sobre as acusações de propaganda de guerra.60

{Dr. Bruno Tesch (1890-1946) químico alemão, funcionário contratado do governo de Adolf Hitler para implementar controle de desparasitação nos campos de concentração alemães. Sem obter uma confissão que estivesse de acordo com a narrativa do alegado holocausto, Bruno Tesch foi condenado, pois além de não haver uma relevante pessoa para encaixar na narrativa no que concerne ao gás Zyklon B, fundamental para lançar a narrativa das alegadas câmaras de gás homicidas, uma absolvição teria sido extremamente embaraçosa, dadas as decisões já tomadas dado o que já tinha sido “decidido” sobre Auschwitz – e as execuções de alemães baseadas na narrativa, tal como em Daschau quando alemães foram condenados por serem supostamente gestores de um campo de extermínio, e posteriormente reconheceu-se que Daschau não foi um campo de extermínio. Além de tudo, é relevante a observação de William B. Lindsey: “Venenos muito mais letais estavam — e estão — disponíveis, alguns muito mais baratos, e nenhum deles exigia câmaras de gás e outros equipamentos bastante complexos para a administração às vítimas pretendidas.” (Fonte da foto: wikipedia).}

C. L. Stirling, que já tinha atuado como Juiz-Advogado no Tribunal Militar Britânico de Lüneburg no julgamento da equipe da SS de Birkenau, certamente ponderou sobre sua situação pessoal caso o Dr. Tesch fosse absolvido. Um grande número de alemães — alguns deles mulheres — já havia sido morto pelos britânicos por causa que eles tinham alegadamente matado todas aquelas pessoas em Auschwitz. Qualquer decisão no julgamento de Tesch e Weinbacher tinha, obrigatoriamente, de estar em conformidade com esse fato. Uma absolvição teria sido extremamente embaraçosa, dadas as decisões já tomadas dado o que já tinha sido “decidido” sobre Auschwitz – e já feito (execuções) sobre isso. Stirling foi, sem dúvida, escolhido para ambos os cargos — assim como os outros — com base em sua dedicação e adaptabilidade aos objetivos e ao grande “Novo” mundo do pós-guerra idealizado pelos pais fundadores das Nações Unidas: os Illuminati do iminente Milênio Utópico! Quaisquer dúvidas ou escrúpulos de consciência não poderiam, portanto, ter representado um problema insuperável para Stirling. A perda do Dr. Tesch e do Sr. Weinbacher, ainda que fossem inocentes, não representaria perda alguma para a “Nova Alemanha” na “Nova Ordem Mundial” idealizada pelas Nações Unidas.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander


Notas

56 Nota de William B. Lindsey: Puntigam and Pichler, “Raumloesung von Entlausungsanlagen,” Gesundheits-Ingenieur, Jahrgang 67, Heft 6 (Juni 1944), p. 139.

57 Nota de William B. Lindsey: Veja a nota 16. É tentador acreditar que, se os alemães tivessem a intenção de matar um grande grupo de pessoas por envenenamento, não teriam escolhido utilizar um intermediário químico tão valioso quanto o cianeto de hidrogênio. Venenos muito mais letais estavam — e estão — disponíveis, alguns muito mais baratos, e nenhum deles exigia câmaras de gás e outros equipamentos bastante complexos para a administração às vítimas pretendidas.

58 Nota de William B. Lindsey: O Dr. Tesch explicou que essa quantia relativamente pequena (cerca de 50 centavos em equivalente em dólares americanos na época) era, essencialmente, uma doação de assistência social.

59 Nota de William B. Lindsey: Mas, mais tarde, no “Julgamento de Auschwitz” em Frankfurt, ele denunciou e renegou grande parte desse depoimento. Veja a p. 279 {neste próprio artigo em sua publicação original}.

60 Nota de William B. Lindsey: Ver Friedrich Grimm, Polftische Justize: Die Kraniheit unserer Zeit (Bonn: Bonner Universitaets-Buchdruckerei, gebr. Scheur Gmbh, 1953), pp. 146-48. O entrevistador mencionado nesta passagem não era outro senão o propagandista britânico de “propaganda negra” Sefton Delmer, disfarçado de “professor universitário.”

Zyklon B, Auschwitz, and Bruno Tesch, por William B. Lindsey, The Journal of Historical Review, Fall 1983 (Vol. 4, nº 3), páginas 261-303.

https://ihr.org/journal/v04p261_Lindsey.html

Sobre o autor: William B. Lindsey (19??-1993) obteve seu diploma de bacharel em ciências pela Universidade do Texas e seu doutorado em Química pela Universidade de Indiana. Trabalhou como químico pesquisador profissional em uma grande corporação por 31 anos. Como químico profissional tinha grande interesse na história da Segunda Guerra Mundial, ele tinha particular curiosidade pelas alegações de assassinatos em massa de judeus em “câmaras de gás” em Auschwitz-Birkenau, utilizando gás cianeto de hidrogênio do Zyklon B, um inseticida e pesticida comercial. Consequentemente, realizou diversas visitas de inspeção aos locais na Polônia onde supostamente ocorreram os “campos de extermínio” da guerra, incluindo Auschwitz, Auschwitz-Birkenau e Majdanek. Foi membro da comissão editorial do The Journal of Historical Review desde 1983. Em fevereiro de 1985, ele testemunhou no julgamento do Holocausto em Toronto, conduzido pelo editor germano-canadense Ernst Zündel. Lindsey foi reconhecido pelo tribunal como perito em cianeto de hidrogênio. Sua atuação baseou-se em um exame minucioso das câmaras de gás em Auschwitz, Birkenau e Majdanek, e em seus anos de experiência.

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quarta-feira, 24 de junho de 2026

{Alegadas câmaras de gás homicidas da Alemanha Nacional-Socialista} Zyklon B, Auschwitz e Bruno Tesch - parte 6 - testemunho da Dra. Ada Bimko - por William B. Lindsey

Continuação de {Alegadas câmaras de gás homicidas da Alemanha Nacional-Socialista} Zyklon B, Auschwitz e Bruno Tesch - parte 5 - testemunho do Dr. Charles Sigismund Bendel - por William B. Lindsey

William B. Lindsey

A prática bastante eficaz das Nações Unidas de apresentar declarações juramentadas em vez de testemunhas que pudessem ser interrogadas foi novamente utilizada no caso da segunda “testemunha” do Tribunal Militar Britânico em Lüneburg, a Dra. Ada Bimko. Sendo indisposta devido a uma “angina aguda”, ela não pôde comparecer perante o Tribunal Curiohaus como fizera em Lüneburg, mas seu testemunho foi apresentado na forma das duas declarações juramentadas que ela já havia apresentado em Lüneburg. Uma dessas declarações juramentadas afirmava que o gás Zyklon B, proveniente de um cilindro, era conduzido por canos para dentro e para fora dos chuveiros para matar as vítimas desavisadas, que estavam esperando tomar um banho.50 A Dra. Bimko estava bastante convicta de sua afirmação, desde que ela não observara ralos no chão dos chuveiros, o que os caracterizava, sem dúvida, como “câmaras de gás”. Ela jurou que os registros do campo, mantidos secretamente pelos próprios prisioneiros e que ela havia examinado, mostravam que cerca de 4.000.000 de pessoas haviam sido cremadas. Ela também jurou que um Unterscharführer da SS, cujo nome ela havia esquecido, mas que era membro da equipe médica do campo, havia lhe mostrado a “câmara de gás crematória”. Ela também referiu cinco crematórios em Birkenau.

{Hadassa Bimko Rosensaft (1912-1997), também conhecida como Ada Bimko, que trabalhava em Auschwitz como prisioneira judia, conforme explicou William B. Lindsey, jurou que os registros do campo de concentração de Auschwitz, mantidos secretamente pelos próprios prisioneiros, e que ela própria havia examinado, mostravam que cerca de 4.000.000 de pessoas haviam sido cremadas. Seus depoimentos, embora sem corroborar os posteriores exames técnicos e históricos, contribuíram enormemente para a narrativa do denominado holocausto.}

A Dra. Ada Bimko era uma médica judia de Sosnowitz, Polônia, que tinha estado em Auschwitz. Seus depoimentos são povilhados de expressões como “foi dito” e “eles disseram”. No sexto dia do Tribunal de Lüneburg, ela admitiu que, antes de ser transferida para o campo de trânsito de Bergen-Belsen, ela tinha estado como responsável no comando pelo hospital para detentos de Birkenau, na Seção B-3 (“Mexiko”), um cargo de considerável responsabilidade. Muito provavelmente, ela se encontrava na mesma posição precária que o Dr. Bendel — tentando cumprir penitência suficiente com os serviços prestados para aplacar a ira de seus correligionários — e ela prosseguiu, obedientemente, acrescentando adendos em seus depoimentos. Há quatro adendos em um único depoimento! Essa manobra penitencial funcionou em muitos, talvez até na maioria dos casos. Assim, foi ainda mais notável quando, ocasionalmente, falhou, como no caso do Dr. Rezsoe (Rudolf) Kastner, do Comitê de Auxílio Sionista de Budapeste.

Na pressa e no desejo de satisfazer seus interrogadores, a Dra. Bimko, impensadamente, prestou um serviço aos revisionistas históricos posteriores. Ela descreveu, na verdade, não os crematórios I e II de Birkenau, que sem dúvida eram crematórios, mas os edifícios que os alemães descreviam como “Badeanstalt für Sonderaktion”, comumente referidos pelos historiadores do Holocausto como crematórios III e IV de Birkenau. A descrição dada pela Dra. Bimko soa, para quem a viu, muito semelhante à descrição da instalação de chuveiros em Dachau51 — um teto de concreto com fileiras de jatos de água, ou seja, uma banheiro com chuveiro!

O depoimento de Alfred Zaun, o chefe de contabilidade da Tesch und Stabenow, estabeleceu as quantidades de Zyklon B encomendadas por eles para diversos usuários (Tabelas I-III). Os dados disponíveis referem-se a 1942 e 1943, desde que, como tem sido notado, após 1943 todos os usuários do governo alemão passaram a receber o Zyklon B do Hauptsanitaetspark {Parque Sanitário Principal} da Wehrmacht em Berlim. Esse novo acordo de fornecimento, portanto, teve início cerca de dois meses antes da chegada do Dr. Bendel a Birkenau!

Em 1942, a Tesch und Stabenow encomendou um total de 79.069,9 kg de Zyklon B; em 1943, 119.458,4 kg. Esse montante incluiu um total de 9.131,6 kg destinados a todos os campos em 1942 e 18.302,9 kg em 1943. O complexo de Auschwitz recebeu 7.500 kg em 1942 e 12.000 kg em 1943. Simultaneamente, o Wehrmacht Hauptsanitaetspark {Parque Sanitário Principal} em Berlim52 — que, a partir de 1943, passou a abastecer todos os órgãos governamentais usuários — recebeu 11.232,0 kg em 1942 e 19.982,0 kg em 1943; quantidades que, em ambos os anos, superaram o total combinado destinado aos campos de concentração. Essas encomendas do governo alemão tiveram prioridade sobre outros pedidos: 5.794 kg em 1942 e 12.004 kg em 1943 provenientes da Noruega, bem como 7.052,5 kg em 1942 e 10.000,5 kg solicitados pelo Exército finlandês em 1943.

Por mais enormes que essas quantidades sejam na luz de sua capacidade inquestionável de matar seres humanos53, elas eram insuficientemente pequenas quando consideradas à luz da imensa tarefa de fumigação54 e desinfestação necessária apenas para manter epidemias contidas. Como o Zyklon B podia ser sempre muito bem aproveitado, encomendava-se habitualmente uma quantidade do produto muito superior à que poderia ser possível entregar. Era simplesmente impossível obter mais do produto na Alemanha em tempo de guerra, assolada pela escassez, independentemente da necessidade. Pode-se ter uma ideia da dimensão dessa escassez a partir de uma encomenda feita pelo Exército finlandês em 1942: eles solicitaram 15.000 kg e receberam apenas 7.052,5 kg. À medida que a guerra avançava, a escassez se tornava cada vez mais aguda.

O lucro obtido pela Tesch und Stabenow com a venda de Zyklon B para o complexo de Auschwitz foi de 4.500 RM em 1942 e 5.000 RM em 1943 (Tabela III). Esse valor correspondia a cerca de um-dezoito-avos da quantia que, segundo o testemunho de Wilhelm Pook, Sehm lhe dissera que o Dr. Tesch e o Sr. Weinbacher estavam auferindo com tais vendas. Em 1942, a Tesch und Stabenow obteve um lucro líquido total de 113.000 RM e, no ano seguinte, de 143.000 RM. Os lucros brutos provenientes das vendas de Zyklon B adquiridas para os campos de Auschwitz representavam menos de 4% dos lucros líquidos anuais da empresa. Em dólares americanos da época, esses lucros brutos equivaliam a cerca de 1.000 dólares em 1942 e 1.250 dólares em 1943. As vendas de Zyklon B para Auschwitz, portanto, não foram um fator relevante no enriquecimento do Dr. Tesch e do Sr. Weinbacher. A acusação, agindo como verdadeiros combatentes da “luta de classes,”55 alegou que o Dr. Tesch e o Sr. Weinbacher eram tão gananciosos que fariam qualquer coisa por mais alguns Reichsmarks.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander


Notas:

50 Nota de William B. Lindsey: A partir de 30 de agosto de 1944, quando W. H. Lawrence descreveu no New York Times (págs. 1 e 9) a instalação de matança de “River Rouge” no campo de Majdanek, em Lublin (Polônia) — descrita como “quase idêntica àquelas retratadas em filmes americanos” —, a linha de propaganda preferida dos Aliados quanto ao método de assassinato era a de que o gás cianeto de hidrogênio era introduzido a partir de cilindros, através de tubulações, em câmaras disfarçadas de chuveiros. A Dra. Bimko tentou corroborar essa alegação e obteve êxito no Tribunal Britânico de Lüneburg. No julgamento do Dr. Tesch, tornou-se evidente que tal alegação precisava ser abandonada, uma vez que o Zyklon B era um sólido e não fluiria por tubulações! Além disso, ele era armazenado em latas relativamente pequenas, e não em cilindros de gás. O cianeto de hidrogênio é um líquido à temperatura ambiente e vaporiza-se lentamente, a menos que seja aquecido. (Veja a nota 30.)

O professor Karl Schwartz testemunhou que, até onde ele sabia, o cianeto de hidrogênio líquido em cilindros estava disponível apenas nos Estados Unidos. Naquela época, os alemães ainda produziam todo o seu cianeto de hidrogênio — um intermediário químico essencial — reagindo cianeto de sódio com ácido sulfúrico. (Veja a nota 16.) Esse processo era realizado no local e no momento em que o produto era necessário. É inevitável questionar a nacionalidade dos interrogadores da Dra. Bimko, bem como a história contada por Kurt Gerstein sobre os cilindros de cianeto de hidrogênio que ele teria enterrado na Polônia, em vez de entregá-los em Majdanek para alegados experimentos de extermínio.

Após o julgamento do Dr. Tesch e do Sr. Weinbacher, a história de que o gás Zyklon B (cianeto de hidrogênio) era administrado a partir de um cilindro de gás comprimido, passando por tubulações até um chuveiro para matar pessoas, foi deixada de lado e morreu de negligência!

51 Nota de William B. Lindsey: Na época do testemunho do Dr. Bimko, era firmemente mantido pelos acusadores da Alemanha que o chuveiro em Dachau era uma "câmara de gás" usada para matar milhares de judeus. Investigações posteriores dessa instalação — visível até hoje — comprovaram, sem a menor sombra de dúvida, que ela era exatamente o que os alemães haviam afirmado desde o início: um chuveiro! (Hoje em dia, nem mesmo os historiadores do "Holocausto" alegam que pessoas tenham sido gaseadas em Dachau.) O projeto desse chuveiro é semelhante ao dos tipos de instalações recomendados por Puntigam e outros para operações de desinfestação. Com tais achados, a reputação de Dachau — tanto durante a guerra quanto no período imediatamente posterior — como o pior de todos os campos era não mais viável para a propaganda das Nações Unidas; e seus olhares voltaram-se, por necessidade, para o Leste.

52 Nota de William B. Lindsey: A Wehrmacht manteve um verdadeiro “cordon sanitaire” na Polônia para proteger suas tropas contra o tifo. O pessoal que cruzava essa linha de leste para oeste era obrigado a tomar banho e passar por exames, enquanto suas roupas eram fumigadas com gás Zyklon B, caso estivesse disponível. Esse procedimento de descontaminação era essencialmente o mesmo utilizado com os prisioneiros dos campos.

53 Nota de William B. Lindsey: 70 mg (0,07 g) de gás Zyklon B por ser humano de porte médio. (Ver nota 9)

54 Nota de William B. Lindsey: O desenvolvimento da câmara de fumigação com Zyklon B estendeu-se pelas duas Guerras Mundiais e dependeu quase inteiramente do perigo de epidemias de tifo maculoso, transmitido por piolhos. Essas câmaras eram, portanto, conhecidas e denominadas “câmaras de desinfestação com cianeto de hidrogênio” (“Blausaeure-Entlausungs-kammer”). Diante da absoluta necessidade de tais câmaras e de um agente fumigante letal (sempre escasso) em tempos de guerra, foi projetada a câmara de desinfestação DEGESCH. Ela permitia a introdução segura da lata selada de Zyklon B, no tamanho necessário para o volume da câmara de fumigação. A porta de entrada era selada hermeticamente e a lata aberta por um parafuso operado externamente, que perfurava a lata soldada dentro da câmara selada, permitindo que os grânulos de Zyklon B caíssem sobre uma superfície aquecida (o “Vergasergeraet” [“Gasificador”] ou “fogão”, no jargão dos discípulos do “Holocausto”), garantindo a evaporação do cianeto de hidrogênio líquido dos grânulos. Um ventilador de circulação fazia circular a mistura de ar/Zyklon B dentro da câmara para misturar os gases. Isso impedia a estratificação do gás, já que o gás Zyklon B é mais leve que o ar (e não mais pesado, como tantas vezes erroneamente afirmado ou implicado pelos propagandistas do “Holocausto”), e fazia certo que a mistura necessária de 20 g de Zyklon B por metro cúbico de ar penetrasse através da inteira câmara de fumigação, incluindo as peças de roupa a serem desinfetadas. Com o ventilador de circulação, a fumigação podia ser concluída em uma hora. Sem um sistema como esse, todo o procedimento exigia pelo menos 16 horas — de preferência 24 horas. Após a fumigação, o sistema de circulação expelida a mistura tóxica por uma chaminé e arejava as roupas fumigadas antes que as portas herméticas da câmara fossem abertas e as roupas desinfestadas e fumigadas fossem removidas para serem recuperadas por seus proprietários.

As vantagens de tais câmaras eram óbvias e substanciais. No verão de 1943, 552 câmaras de fumigação ou desinfestação com Zyklon B e sistemas de circulação haviam sido construídas em 226 locais diferentes. Outras cem mais tinham sido construídas sem sistemas de circulação e estavam sendo usadas, a despeito do tempo de fumigação mais longo. Quase metade dessas câmaras de desinfestação foram construídas entre janeiro de 1942 e abril de 1943. A indústria de munições tinha 249 dessas câmaras em operação regular ou em construção, já que no verão de 1943 tornou-se obrigatório inspecionar regularmente os trabalhadores estrangeiros durante a guerra para garantir que eles estivessem e permanecessem livres de vermes. (Emil Wuestinger, “Vermehrter Einsatz von Blausaeure-Entlausungskammern,” [“Aumento do uso de câmaras de despiolhamento de cianeto de hidrogênio”], Gesundheits-Ingenieur, Jahrgang 67, Heft 7, pp. 179-80.)

55 Nota de William B. Lindsey: Neste tribunal, assim como em Nuremberg, houve frequentes referências à voracidade dos capitalistas alemães e ao mal decorrente de sua devoção à busca pelo lucro. (A implicação parecia ser a de que até mesmo os capitalistas americanos eram igualmente devotados a isso!) Fica-se com a impressão de que aqueles senhores da acusação estavam tão convictos — em suas próprias mentes — de que o incentivo ao lucro no capitalismo conduz inevitavelmente à exploração humana e a atos como a venda de Zyklon B para matar judeus, quanto estavam de que o Nacional-Socialismo conduzia inevitavelmente a campos de concentração e câmaras de gás!

Zyklon B, Auschwitz, and Bruno Tesch, por William B. Lindsey, The Journal of Historical Review, Fall 1983 (Vol. 4, nº 3), páginas 261-303.

https://ihr.org/journal/v04p261_Lindsey.html

Sobre o autor: William B. Lindsey (19??-1993) obteve seu diploma de bacharel em ciências pela Universidade do Texas e seu doutorado em Química pela Universidade de Indiana. Trabalhou como químico pesquisador profissional em uma grande corporação por 31 anos. Como químico profissional tinha grande interesse na história da Segunda Guerra Mundial, ele tinha particular curiosidade pelas alegações de assassinatos em massa de judeus em “câmaras de gás” em Auschwitz-Birkenau, utilizando gás cianeto de hidrogênio do Zyklon B, um inseticida e pesticida comercial. Consequentemente, realizou diversas visitas de inspeção aos locais na Polônia onde supostamente ocorreram os “campos de extermínio” da guerra, incluindo Auschwitz, Auschwitz-Birkenau e Majdanek. Foi membro da comissão editorial do The Journal of Historical Review desde 1983. Em fevereiro de 1985, ele testemunhou no julgamento do Holocausto em Toronto, conduzido pelo editor germano-canadense Ernst Zündel. Lindsey foi reconhecido pelo tribunal como perito em cianeto de hidrogênio. Sua atuação baseou-se em um exame minucioso das câmaras de gás em Auschwitz, Birkenau e Majdanek, e em seus anos de experiência.

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quarta-feira, 17 de junho de 2026

{Alegadas câmaras de gás homicidas da Alemanha Nacional-Socialista} Zyklon B, Auschwitz e Bruno Tesch - parte 5 - testemunho do Dr. Charles Sigismund Bendel - por William B. Lindsey

 Continuação de {Alegadas câmaras de gás homicidas da Alemanha Nacional-Socialista} Zyklon B, Auschwitz e Bruno Tesch - parte 4 - testemunho de Perry Broad - por William B. Lindsey 

William B. Lindsey

Da cacofonia acusatória ouvida no Tribunal Britânico de Lüneburg, somente duas testemunhas, após reflexão da acusação, foram escolhidas para depor no julgamento do Dr. Tesch e de Herr Weinbarcher. A primeira delas foi o Dr. Charles Sigismund Bendel. Em geral, ele corroborou as graves alegações feitas por Broad, embora tendesse a divergir em pontos específicos. Declarando-se uma autoridade em Birkenau, ele pareceu insinuar que, como médico, obteve suas informações por ter feito parte do “Sonderkommando,” um grupo de 900 homens que alegadamente operava os crematórios, ou por ter estado no comando desse grupo. A partir de seu testemunho, parece que o termo alemão para essa unidade de comando pode ter sido “Hilflinger,” ou “ajudantes.” Ele afirmou que, durante os quase doze meses em que esteve em Birkenau, os alemães mataram um milhão de pessoas com Zyklon B e que ele realizou autópsias em algumas dessas vítimas. Maio, junho e julho de 1944, asseverou ele, foram os meses de maior atividade assassina. No pico, em junho, 25.000 pessoas foram mortas a cada dia. Entre maio e junho de 1944, declarou ele, 400.000 foram mortas, e outras 80.000 entre 15 de julho e 1º de setembro de 1944. O Dr. Bendel alegou ter testemunhado o próprio processo de extermínio, que, segundo ele, foi realizado por voluntários da SS. Transportes com 300 pessoas ou menos eram fuzilados; grupos maiores eram “gaseados” nos crematórios ou no “Bunker”. Em contraste com Broad, o Dr. Bendel estimou a capacidade das câmaras de gás dos crematórios I e II de Birkenau em 2.000 cada. Os crematórios III e IV de Birkenau42 supostamente mantinham 1.000 cada, enquanto um “Bunker” — não o “crematório V” de Broad — mantinha 1.000.

Bendel testemunhou que ambas as câmaras subterrâneas dos crematórios I e II eram usadas para gaseamento e afirmou que o gás era adicionado “pelo teto e descia em linha reta até tocar o chão”. As 2.000 vítimas foram amontoadas nuas nessas duas câmaras de 10 metros por 4 metros por 1,72 metros, tendo suas roupas sido previamente retiradas para fumigação em Auschwitz-Zasole, em uma instalação conhecida por ele. Após o assassinato, Bendel alegou que o cabelo das vítimas era cortado e o ouro era retirado de suas próteses dentárias. Ele testemunhou que a produção de ouro durante a existência do campo foi de 17 toneladas (17.000 kg) provenientes de quatro milhões de vítimas.

Posteriormente, o Dr. Bendel afirmou que, durante os dois anos inteiros de seu aprisionamento pelos alemães, ele observou somente uma43 fumigação de uma caserna com Zyklon B. “Lisoform” (aparentemente um derivado de cresol semelhante ao “Lysol”) era o material usado pelos alemães para desinfecção, disse ele. O Zyklon B era usado exclusivamente para matar pessoas, e duas latas de 1 quilograma eram usadas em cada uma das câmaras subterrâneas. Ele afirmou que uma lata de 1 quilograma de Zyklon B era capaz de matar 500 pessoas,44 portanto, a uma taxa de 25.000 mortes por dia, cinquenta latas de 1 quilograma do material eram requeridas por dia. Os corpos das vítimas eram jogados em fossas de cremação onde, após uma hora, se transformavam em cinzas e desapareciam.45 Por fim, o Dr. Bendel testemunhou que o Zyklon B foi trazido para o campo em uma van da Cruz Vermelha, mas não foi entregue pela própria Cruz Vermelha.

O Dr. Bendel era um médico judeu-romeno que tinha sido preso em Paris em 4 de novembro de 1943 e enviado para Drancy. Em 10 de dezembro de 1943, por não possuir cidadania francesa e por suas atividades antigermânicas, foi deportado para Auschwitz, no leste, por ser considerado um perigo para o esforço de guerra alemão. Ele foi prisioneiro em Auschwitz-Zasole, Auschwitz-Buna (Monowitz) e Auschwitz-Birkenau antes de ser evacuado para Mauthausen. Permaneceu em Birkenau de 27 de fevereiro de 1943 a janeiro de 1944. Como médico em Birkenau e membro — talvez até mesmo líder — do “Sonderkommando” ou “Hilflinger” do crematório, ele mantinha uma posição invejada pelos outros prisioneiros, pois tinha privilégios especiais (alojamento especial, alimentação especial, etc.) e era sempre suspeito de colaborar com os alemães. Essa colaboração parece de fato provável, pois ele admitiu em Lüneburg que ele tinha obtido sua posição em Birkenau graças aos esforços do Dr. Mengele. É bem possível que, com todas as doenças no campo e a eterna escassez de médicos — e considerando que ele alegava ter realizado autópsias —, ele tenha sido um dos ajudantes ou “Hilflinger” do Dr. Mengele.

O fantástico depoimento de Bendel pode ser desafiado por muitas transgressões factuais. Ele professava saber muito sobre a operação de matança, mas limita seus detalhes ao funcionamento dos crematórios I e II de Birkenau e omite completamente qualquer detalhe das operações nos crematórios III e IV46 e do sempre elusivo “Bunker”. Ele nem mesmo permitiu a localização do “Bunker”. Suas alegações de que ambas as salas subterrâneas em cada um dos crematórios I e II eram câmaras de gás contradizem totalmente o processo descrito pelas autoridades do Museu de Auschwitz, que afirmam que apenas uma sala, com uma pequena porta de entrada, servia a esse propósito.47 É a versão do Museu de Auschwitz que é corroborada pelas fotos da OSS/CIA divulgadas em 1979, que mostram “câmaras de gás” individuais, cada uma com quatro “dutos de gás”, anexas aos crematórios I e II.

Inconsistências e impossibilidades, contudo, aparentemente não incomodaram o Dr. Bendel. Suas declarações adicionais, sob interrogatório, de que 1.000 corpos nus poderiam ser amontoados em cerca de 64 metros cúbicos “pela técnica alemã” e que “quatro milhões de pessoas que foram gaseadas em Auschwitz são as testemunhas”, intimidaram e amedrontaram completamente a defesa alemã. A defesa, precisamente nesses pontos e em muitos outros, deveria ter desmantelado seu testemunho imediatamente. Ao invés, em um ponto quando parecia que Bendel poderia ser recuado para o canto pela defesa alemã anti-NSDAP e forçado a dar uma resposta detalhada a uma pergunta sobre uma questão anterior, ele foi autorizado a fazer outra acusação horrenda e, portanto, evitou dar uma explicação detalhada de qualquer acusação. Conforme foi, suas declarações foram uma série de bônus gratificantes para o Tribunal Militar Britânico, com seu objetivo predeterminado, e a “chutzpah” triunfou novamente!48

{Sigismund Bendel (1914-?) foi um judeu nascido na Romênia e ainda jovem mudou-se para a França onde exerceu a medicina. Durante a Segunda Guerra Mundial foi capturado pelas forças alemãs e internado em campos de concentração, incluindo Auschwitz. Mesmo sendo um médico, seus testemunhos, mesmo contradizendo absurdamente as leis da natureza e as bases científicas, foram aceitos nos Julgamentos de Londres e contribuíram para a narrativa do denominado holocausto na mentalidade ocidental. Fonte da imagem: Le convoi 64: déportés et histoire.}

O Dr. Sigismund Bendel, que deu seu depoimento em francês, talvez na esperança de obter a cidadania francesa, apresentou um depoimento geralmente muito menos crível do que o de Broad. O uso de três línguas obviamente aumentou as dificuldades de tradução, mas tais dificuldades não poderiam resultar no erro grosseiro e nas fantásticas impossibilidades físicas descaradamente declaradas em seu testemunho.49

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander


Notas:

42 Nota de William B. Lindsey: O sistema de numeração dos crematórios no complexo de Auschwitz pode causar confusão. Na nomenclatura alemã, o crematório I ficava em Auschwitz-Zasole. Os crematórios II e III ficavam em Auschwitz-Birkenau, assim como os edifícios mencionados na literatura sobre o Holocausto como crematórios IV e V, mas pelos alemães como “Badeanstalt(en) für Sonderaktion”. Este artigo se refere aos crematórios II e III (na nomenclatura alemã de Birkenau) como nº I e nº II, respectivamente.

43 Nota de William B. Lindsey: O depoimento de Perry Broad (pp. 277-78) indica uma frequência muito maior de fumigação das casernas com Zyklon B.

44 Nota de William B. Lindsey: O valor da dose letal de 1.000 g para 500 pessoas (2 g por pessoa) estimado pelo Dr. Bendel diverge drasticamente do valor encontrado na literatura: 70 mg por pessoa, o que corresponde a 0,07 g por pessoa (ver nota 9). Qualquer procedimento razoável para matar poderia ter incluído uma “fator de segurança” de talvez cinco vezes a dose letal estimada — mas dificilmente uma fator 28 vezes maior do que o necessário!

45 Nota de William B. Lindsey: Embora a carne possa ser rapidamente convertida pelo fogo em cinzas irreconhecíveis, o mesmo não se pode dizer dos ossos. Mesmo a alegada trituração desses ossos deixaria resíduos microscópicos reconhecíveis como ossos, senão ossos humanos. O pequeno moinho de bolas encomendado pelo SS Standartenführer Blobel à Schriever & Co. em 1942 (nº 4467) dificilmente teria dado conta da multidão de cadáveres que salegadamente foram incinerados nos crematórios, muito menos daqueles alegadamente cremados em valas comuns (que supostamente “desapareceriam” nas chamas). Se o lago em Birkenau tivesse sido usado como alegado (o local de descarte de cinzas humanas), seria hoje um monte contendo milhões de fragmentos de ossos calcinados ainda reconhecíveis como ossos humanos! Se o Vístula tivesse sido usado dessa forma, seu leito estaria repleto de fragmentos acusatórios de ossos queimados até Varsóvia, se não até Danzig!

46 Nota de William B. Lindsey: Todas as referências oficiais alemãs a esses edifícios os identificavam como “Badeanstalt(en) fuer Sonderaktion” — casa(s) de banho para ação especial (ou propósito especial).

47 Nota de William B. Lindsey: Os planos originais alemães descreviam essas salas, uma para cada crematório (I e II), como “Leichenkeller” — necrotérios para cadáveres aguardando cremação. O trabalho do Dr. Robert Faurisson apoia essa descrição completamente.

48 Nota de William B. Lindsey: Tanto Bendel quanto Broad alegaram que, no procedimento de extermínio, duas latas de um quilograma de Zyklon B eram usadas em cada canal. É interessante notar que os pedidos de compra de Zyklon B feitos pela DEGESCH para os campos de Oranienburg (Sachsenhausen) e Auschwitz, datados de fevereiro a abril de 1944 e supostamente entregues por Kurt Gerstein após sua captura pelas tropas das Nações Unidas, lidavam exclusivamente com latas de 500 g. Em caso de escassez, é claro, duas latas de 500 g substituiriam uma lata de 1 kg, mas parece que somente as latas de 500 g foram enviadas, indicando que a necessidade era da lata menor. A questão obviamente surge: qual era a utilidade de uma lata de 500 g de Zyklon B nas estações de desinfecção e descontaminação (“Entwesung und Entseuchung Station”) de Auschwitz e Sachsenhausen-Oranienburg? A câmara de fumigação padrão tinha um volume de 10 metros cúbicos e exigia apenas uma lata de 200 g de Zyklon B para obter a concentração requerida de 20 g de gás Zyklon B por metro cúbico de ar. Consequentemente, presume-se que ambos os locais e/ou seus subcampos possuíam câmaras de fumigação com cerca de 25 metros cúbicos de volume. Onde estavam localizadas? Uma boa hipótese seria a “Sauna” (atualmente fechada ao público) em Birkenau, destinada aos recém-chegados, e os edifícios designados pelos alemães como “Badeanstalt(en) für Sonderaktion” (agora completamente destruídos), também em Birkenau, que provavelmente funcionavam como estações de desinfestação recorrentes para o pessoal ali internado permanentemente.

49 Nota de William B. Lindsey: Ao examinar o depoimento inteiro prestado pelo Dr. Bendel, eu não pude deixar de notar a extrema semelhança de algumas partes com as alegadas experiências do lendário Dr. Miklós Nyszli. (Para uma discussão interessante sobre Nyszli, veja Paul Rassinier, Debunking the Genocide Myth [Torrance, Calif.: Noontide Press, 1978], pp. 244-50.)

Zyklon B, Auschwitz, and Bruno Tesch, por William B. Lindsey, The Journal of Historical Review, Fall 1983 (Vol. 4, nº 3), páginas 261-303.

https://ihr.org/journal/v04p261_Lindsey.html

Sobre o autor: William B. Lindsey (19??-1993) obteve seu diploma de bacharel em ciências pela Universidade do Texas e seu doutorado em Química pela Universidade de Indiana. Trabalhou como químico pesquisador profissional em uma grande corporação por 31 anos. Como químico profissional tinha grande interesse na história da Segunda Guerra Mundial, ele tinha particular curiosidade pelas alegações de assassinatos em massa de judeus em “câmaras de gás” em Auschwitz-Birkenau, utilizando gás cianeto de hidrogênio do Zyklon B, um inseticida e pesticida comercial. Consequentemente, realizou diversas visitas de inspeção aos locais na Polônia onde supostamente ocorreram os “campos de extermínio” da guerra, incluindo Auschwitz, Auschwitz-Birkenau e Majdanek. Foi membro da comissão editorial do The Journal of Historical Review desde 1983. Em fevereiro de 1985, ele testemunhou no julgamento do Holocausto em Toronto, conduzido pelo editor germano-canadense Ernst Zündel. Lindsey foi reconhecido pelo tribunal como perito em cianeto de hidrogênio. Sua atuação baseou-se em um exame minucioso das câmaras de gás em Auschwitz, Birkenau e Majdanek, e em seus anos de experiência.

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