Continuação de Continuação de {Alegadas câmaras de gás homicidas da Alemanha Nacional-Socialista} Zyklon B, Auschwitz e Bruno Tesch - parte 1 - por William B. Lindsey
| William B. Lindsey |
Testemunhos
Das
testemunhas convocadas pela acusação britânica, Emil Sehm apresentou o
depoimento mais prejudicial ao Dr. Tesch e ao Sr. Weinbacher. Sehm tinha sido
contador na Tesch und Stabenow. Pode realmente ter sido ele que tenha
inicialmente contatado os britânicos e denunciou o Dr. Tesch. Tais ações eram
abertamente incentivadas pelas Nações Unidas. Sehm testemunhou que, no outono
de 1942, enquanto procurava algo completamente diferente nos arquivos da
empresa, encontrou uma cópia rosa ou vermelha de um relatório de viagem que
implicava o Dr. Tesch e o Sr. Weinbacher, como representante de Tesch, em
assassinatos em massa. Ao depor sobre o suposto relatório datilografado, Sehm
jurou:
O Dr. Tesch fala sobre uma entrevista que ele tinha tido com figuras importantes da Wehrmacht alemã. Eu lembro-me de uma frase que dizia que “Herr…” — não me recordo do nome — “me disse que o fuzilamento de judeus está se tornando cada vez mais frequente e que o enterro do grande número deles está se mostrando cada vez mais não-higiênico. Para mudar isso, propõe-se que o extermínio dos judeus seja feito agora através do uso de ácido prússico.” O Dr. Tesch, ao ser solicitado a apresentar algumas propostas sobre essa ideia, respondeu: “Eu, Dr. Tesch, propus usar o ácido prússico da mesma forma que é usado para a eliminação de vermes, para o propósito mencionado acima.”
Então, é explicado que aqueles a serem exterminados deveriam ser colocados em casernas previamente preparadas, da mesma forma que para o extermínio de vermes. Durante a noite, algum especialista nesse método de gás ácido prússico prepara as casernas, que são então fechadas para impedir a intrusão de ar. Na manhã seguinte, aqueles que foram exterminados por meio desse gás podem ser descartados. Eu devo adicionar que, no início do relatório, foi mencionado que os judeus não precisavam ser enterrados, mas eles seriam queimados. O Dr. Tesch recebeu ordens para treinar o pessoal da SS nesses assuntos relacionados ao gás ácido prússico.
Muito
do testemunho de Sehm pode ser questionado quanto à precisão e consistência.
Ele descreve apenas vagamente o procedimento básico de extermínio aceito e
pregado pelo sumo sacerdócio do “Holocausto,” e alguns deles mesmo contradizem
ou refutam as versões aceitas por eles. Todavia, ele contém as sementes férteis
necessárias para a gestação das narrativas do “Holocausto.” Entre elas:
- A identificação do Dr. Tesch como a pessoa que recomendou, já em 1942, o uso de Zyklon B em câmaras de gás como um meio mais eficaz de matar em comparação com o fuzilamento (ou em comparação com o uso de monóxido de carbono, a la testemunho do comandante de Auschwitz, Rudolf Höss).
- A equiparação de judeus com vermes, com a implicação de que ambos deveriam ser exterminados como pragas por meio de procedimentos de controle de pragas.
- A identificação da SS como a agência responsável pelo assassinato de judeus (embora ele também pareça tentar implicar a Wehrmacht!).
- O descarte de cadáveres judeus por cremação (“mais higiênico”).
Os
critérios para avaliar a aceitabilidade do testemunho de Sehm devem ser o de
julgar sua confiabilidade e honestidade pessoal, verificar a confirmação
inquestionável por testemunhas confiáveis e, finalmente, julgar sua
credibilidade e coerência.
A
cópia rosa do suposto relatório de viagem, supostamente escrito no outono de
1942 e alegadamente visto por Sehm, foi, segundo ele, queimada propositalmente
junto com um original branco e uma segunda cópia rosa — ambas nunca vistas por
ninguém — quando os arquivos da empresa foram destruídos em um bombardeio em 20
de março de 1945. Antes do bombardeio, esses arquivos eram acessíveis a todos no
escritório e eram trancados apenas à noite. Se quisesse, Sehm poderia ter
removido uma cópia inteira com ainda mais facilidade do que alega ter feito
anotações a partir da cópia que ele jurou ter visto. Ninguém teria sido mais
sábio.
Todas
as estenotipistas da Tesch und Stabenow foram questionadas. Se tal relatório de
viagem tivesse existido, um deles teria que tê-lo transcrito em ditado e
digitado em triplicado. Todas, contudo, testemunharam que nunca viram nem
digitaram tal relatório. Uma datilógrafa, a Sra. Anna Uenzelmann, testemunhou
que certa vez entendeu que o Dr. Tesch havia dito, após uma sessão de ditado,
que ouvira em Berlim que pessoas foram mortas pelo Zyklon B, mas não houve
qualquer explicação da parte dele sobre se isso fora acidental ou não. O Dr.
Tesch sequer se lembrava do incidente. Outra datilógrafa, a Sra. Eliza Biagini,
testemunhou que ela tinha uma vez lido em um relatório de viagem sobre seres
humanos que haviam sido mortos pelo Zyklon B em Sachsenhausen-Oranienburg. Ela
se lembrava vagamente desse evento e pode ter sido, na verdade, uma pergunta
feita ao Dr. Tesch durante uma de suas aulas nesse campo. Esse testemunho
também pode ter sido resultado de uma tentativa de Sehm de intimidar a
testemunha durante seu interrogatório pré-julgamento pelos britânicos. Nesse
interrogatório, Sehm, obviamente desempenhando um papel de liderança, alegou
falsamente que ele tinha o documento de viagem incriminador desaparecido do Dr.
Tesch em seu bolso.
A
importância do testemunho dessas duas datilógrafas, contudo, reside no fato de
que nenhum deles corrobora o
depoimento de Sehm. Aliás, eles sequer se apoiam mutuamente. Os três
depoimentos envolvem claramente locais e eventos completamente distintos e
diferentes, sem qualquer corroboração por outros testemunhos!
A
“substanciação” do testemunho de Sehm baseou-se inteiramente no depoimento de
três de seus amigos próximos e antigos: Wilhelm e Kate Pook e Bernhard Frahm.
Sehm alegou que ele mostrou aos Pooks as anotações que fez a partir da cópia
vermelha ou rosa do arquivo em Tesch und Stabenow. Ele visitava ambos
regularmente para discutir religião, política, nacional-socialismo e outros
assuntos, e eles testemunharam que se lembravam de “ter visto” as anotações.
Sob juramento, a Sra. Pook testemunhou inicialmente que vira o próprio
relatório de viagem. Mas, quando questionada mais a fundo, ela só pôde afirmar
com certeza que vira um “documento,” desculpando-se de seu erro com a passagem
de quatro anos, o que causou sua incerteza. Alegadamente, por conselho de
Wilhelm Pook, Sehm queimou suas anotações em um cinzeiro sobre a mesa de Pook.
Wilhelm
Pook testemunhou que Sehm lhe havia dito que o Dr. Tesch estava lucrando entre
RM20.000 e RM25.000 por trimestre apenas com as vendas de Zyklon B.22
Mesmo
mais notável e pertinente à confiabilidade do testemunho de Sehm foi o fato de
que ambos os Pooks, quando interrogados pela primeira vez pelos britânicos, tinham
se esquecido completamente de mencionar as importantíssimas “notas” ou
“relatório de viagem” incriminatórios. Posteriormente, após o primeiro
comparecimento de Sehm perante o tribunal militar, os Pooks tinham discutido
com ele seu depoimento antes de comparecerem perante o Tribunal. Quando
questionada detalhadamente, a Sra. Pook admitiu que não se lembrava de quem tinha
lembrado quem (ela a Sehm, ou Sehm a ela) de que o “documento” tinha sido
queimado em um cinzeiro sobre sua mesa. Após um conjunto tão desacreditador de
confissões por parte de testemunhas convocadas pelo promotor militar britânico
para dar credibilidade ao testemunho de Sehm, tudo o que o Major Draper pôde
fazer foi perguntar a Wilhelm Pook se ele tinha dito a verdade, ao que ele
respondeu “Sim”. Ambos os Pooks foram então retirados às pressas do Tribunal.
Draper
procurou posteriormente estabelecer a credibilidade do depoimento de Sehm
convocando outro amigo próximo deste, Bernhard Frahm.23
Sehm alegou que, vários meses depois de queimar suas anotações na casa dos
Pook, contou a Frahm o que havia encontrado nos arquivos de Tesch und Stabenow.
O Sr. Frahm afirmou se lembrar da ocasião, mas admitiu que ele próprio não
tinha visto as anotações incriminatórias escritas por Sehm. Ele adicionou,
porém — certamente para a satisfação do Tribunal — que os nazistas consideravam
qualquer um que se opusesse a eles como “vermes”24
ou “Schaedlinger”. Ele disse que Sehm lhe havia contado que Tesch und Stabenow
estava fornecendo gás e “fogões”25 para
matar humanos.
Essa
foi a frágil essência do testemunho de Emil Sehm contra o Dr. Tesch e o Sr. Weinbacher.
Não mais substancial — aliás, ainda menos — foi o depoimento daqueles
convocados para corroborá-lo. Dos quatro contabilistas da Tesch und Stabenow,
Sehm era o menos importante. Era um funcionário temporário e estava bastante
insatisfeito com o cargo. Por isso, pediu para ser dispensado para poder voltar
a Königsberg, na Prússia Oriental, sua cidade natal, onde esperava abrir uma
empresa de consultoria tributária. O Dr. Tesch, que estava com dificuldades
para encontrar funcionários em tempos de guerra, recusou-se a dispensá-lo, incorrendo
como resultado seu ódio e ira. Além de ser anti-NSDAP, assim como seus amigos,
os Pooks e Frahm, Sehm já tinha motivos para detestar, senão odiar, o Dr.
Tesch, que era membro do Partido. Embora ele não tenha professado qualquer ressentimento
em relação ao Dr. Tesch por este ter recusado sua dispensa, ele descreveu seu
antigo empregador como um “sádico intelectual”.
Das
testemunhas que conheciam o Dr. Tesch, contudo, somente Sehm e o Dr. Drosihn —
este último somente após alguma insistência do Major Draper — falaram mal dele.
É difícil escapar da sensação de que este foi apenas mais um exemplo de como o
fim da guerra, com sua confusão e seus sangrentos tribunais, foi aproveitado,
como certamente foi por muitos, como uma oportunidade para acertar contas
antigas e há muito duradouras naquelas partes da Europa invadidas pelas forças
das Nações Unidas.
Parece
bastante óbvio que as partes incriminatórias do depoimento de Sehm são
invenções monstruosas. Percebendo o caráter totalmente irresponsável desse depoimento,
o Dr. Zippel, que defendeu o Dr. Tesch, não perdeu tempo em denunciar Sehm como
mentiroso e, após apresentar exemplos ao Tribunal em que ele certamente havia
mentido sob juramento, passou a tratar dos outros depoimentos, acreditando que
o de Sehm havia sido completamente desacreditado. No final, porém, foram as
acusações incríveis de Sehm, nas mãos do promotor britânico Draper, que
forneceram toda a substância que o Tribunal Militar precisava para ligar o Dr.
Tesch e o Sr. Weinbacher à máquina gigante do “Holocausto.”
Tradução
e palavras entre chaves por Mykel Alexander
Continua...
22 Nota de William B. Lindsey: O
depoimento posterior de Alfred Zaun, o principal contador da Tesch und
Stabenow, demonstrou que essa afirmação era completamente falsa. (Ver pp.
282-83 {na própria edição onde este artigo foi publicado em Zyklon B,
Auschwitz, and Bruno Tesch, por William B. Lindsey, The Journal of Historical Review, Fall 1983 (Vol. 4, nº 3), páginas
261-303}).
23 Nota de William B. Lindsey: Nome
completo: Bernhard Detlev Friedrich Carl Frahm.
24 Nota de William B. Lindsey: Vermin
é devidamente traduzido para o alemão como das
Ungeziefer (preferido), die Brut,
das Gesindel ou das Geschmeiss.
25 Nota de William B. Lindsey: A
Tesch und Stabenow forneceu elementos de aquecimento para vaporizar o gás
Zyklon B e tubos para o sistema de circulação, ambos para uso em câmaras de
fumigação padrão. (Ver nota 30.)
Zyklon B, Auschwitz, and Bruno Tesch, por William B. Lindsey, The Journal of Historical Review, Fall 1983 (Vol. 4, nº 3), páginas 261-303.
https://ihr.org/journal/v04p261_Lindsey.html
Sobre o autor: William B. Lindsey (19??-1993) obteve seu diploma de bacharel em ciências pela Universidade do Texas e seu doutorado em Química pela Universidade de Indiana. Trabalhou como químico pesquisador profissional em uma grande corporação por 31 anos. Como químico profissional tinha grande interesse na história da Segunda Guerra Mundial, ele tinha particular curiosidade pelas alegações de assassinatos em massa de judeus em “câmaras de gás” em Auschwitz-Birkenau, utilizando gás cianeto de hidrogênio do Zyklon B, um inseticida e pesticida comercial. Consequentemente, realizou diversas visitas de inspeção aos locais na Polônia onde supostamente ocorreram os “campos de extermínio” da guerra, incluindo Auschwitz, Auschwitz-Birkenau e Majdanek. Foi membro da comissão editorial do The Journal of Historical Review desde 1983. Em fevereiro de 1985, ele testemunhou no julgamento do Holocausto em Toronto, conduzido pelo editor germano-canadense Ernst Zündel. Lindsey foi reconhecido pelo tribunal como perito em cianeto de hidrogênio. Sua atuação baseou-se em um exame minucioso das câmaras de gás em Auschwitz, Birkenau e Majdanek, e em seus anos de experiência.
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