terça-feira, 31 de março de 2026

{18 verdades diretas sobre Israel} - Quiz Rápido sobre o Oriente Médio Por Charley Reese

 

Charley Reese (1937-2013)


É hora de mais um quiz rápido sobre a região do mundo favorita dos americanos – o Oriente Médio. Vamos começar com o tema das armas nucleares.

* Qual país do Oriente Médio possui armas nucleares?

Israel.

 

* Qual país do Oriente Médio se recusa a assinar o Tratado de Não Proliferação Nuclear?

Israel.

 

* Qual país do Oriente Médio se recusa a permitir inspeções internacionais em suas instalações nucleares?

Israel.

 

* Quais países do Oriente Médio defendem que a região seja uma zona livre de armas nucleares?

Os países árabes e o Irã.

 

* Qual país do Oriente Médio ocupa terras pertencentes a outros povos?

Israel, que ocupa uma parte do Líbano, uma parte maior da Síria, Jerusalém Oriental, a Cisjordânia e Gaza.

 

* Qual país do Oriente Médio, há 60 anos, se recusa a permitir que refugiados retornem às suas casas e se recusa a considerar indenizações por seus bens perdidos?

Israel.

 

* Qual país possui estradas onde cidadãos árabes não podem dirigir e condomínios onde árabes não podem morar?

Israel.

 

* Qual país da região violou mais resoluções das Nações Unidas do que qualquer outro?

Israel. Os Estados Unidos, em mais de uma ocasião, entraram em guerra ostensivamente para fazer cumprir as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, mas quando se trata de resoluções dirigidas contra Israel, os EUA são como o macaco amoral que não vê, não ouve e não diz nada. Isso levanta a questão de quem é o cachorro e quem é o rabo?

 

* Qual país da região já foi liderado por homens que, em algum momento, foram terroristas com recompensa por suas cabeças?

Israel. O ex-primeiro-ministro Yitzhak Shamir liderou o grupo terrorista Stern e ordenou, entre outras coisas, o assassinato do Conde Folke Bernadotte, um diplomata sueco que trabalhava para as Nações Unidas. O ex-primeiro-ministro Menachem Begin liderou o Irgun, um grupo terrorista que, entre outras coisas, explodiu uma ala do Hotel King David, matando quase 100 pessoas.

 

{O ex-primeiro-ministro Yitzhak Shamir (1915-2012) liderou o grupo terrorista Stern e ordenou, entre outras coisas, o assassinato do Conde Folke Bernadotte, um diplomata sueco que trabalhava para as Nações Unidas.}

{O ex-primeiro-ministro Menachem Begin (1913-1992) liderou o Irgun, um grupo terrorista que, entre outras coisas, explodiu uma ala do Hotel King David, matando quase 100 pessoas.}


* Qual país do Oriente Médio usa abertamente o assassinato de seus inimigos políticos?

Israel. Houve assassinatos cometidos por alguns governos árabes, mas eles geralmente não os assumem. Israel tem criado um eufemismo que a imprensa americana subserviente prontamente adotou: “assassinatos seletivos”. Um jornalista britânico me disse certa vez: “Os palestinos têm talento para escolher líderes ruins, e os israelenses têm talento para assassinar os bons”.

 

* Quais são os cinco principais países dos quais importamos petróleo?

Aqui estão eles, em ordem de volume: Canadá, Arábia Saudita, México, Nigéria e Venezuela. Da próxima vez que você ouvir algum político fanfarrão reclamando que os árabes controlam nossas importações de petróleo, lembre-o dos fatos. De longe, a maioria das importações de petróleo vem de países não árabes.

 

* Qual país da região recebe uma doação anual de US$ 3 bilhões ou mais do Congresso?

Israel.

 

* Qual país beneficiário de ajuda externa é o único autorizado a receber sua ajuda em parcela única e que rotineiramente investe parte dela em títulos do Tesouro dos EUA, de modo que os contribuintes lhe paguem juros sobre a doação?

Israel.

 

* Qual país do Oriente Médio tem o lobby mais poderoso nos EUA?

Israel.

 

* Qual país do Oriente Médio é o que a maioria dos políticos, jornalistas e acadêmicos americanos temem criticar?

Israel.

 

* Em nome de qual país os EUA vetaram o maior número de resoluções do Conselho de Segurança da ONU?

Israel.

 

* Qual país os povos da região consideram o maior hipócrita do mundo?

Os Estados Unidos.

 

* Quais países do Oriente Médio atacaram navios americanos em águas internacionais?

Iraque e Israel. Um avião iraquiano solitário disparou um míssil contra um navio americano por engano. O governo iraquiano rapidamente indenizou os EUA. Em 1967, aviões e lanchas torpedeiras israelenses atacaram o USS Liberty, matando 34 americanos. O governo americano declarou o ataque um acidente mesmo antes de o navio chegar ao porto, e até hoje o Congresso nunca realizou uma audiência pública para permitir que os sobreviventes contassem sua história. A versão deles, aliás, é que o ataque foi deliberado. Israel indenizou as famílias dos mortos, mas resistiu por anos a pagar a indenização pelo navio.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 

Este artigo, publicado em 7 de junho de 2008, apareceu pela primeira vez no Orlando Sentinel (Flórida), em formato ligeiramente diferente, em 8 de fevereiro de 1998.

Middle East Pop Quis, por Charley Reese

https://ihr.org/other/middleeastpopquizreese

Sobre o autor: Charley Reese (1937-2013) foi jornalista e colunista por mais de 40 anos. Serviu dois anos no Exército dos EUA como artilheiro de tanque. Trabalhou em campanhas para governador, senador e deputado federal em diversos estados, de 1969 a 1971. Foi editor, assistente do editor e colunista do Orlando Sentinel de 1971 a 2001. Posteriormente, escreveu uma coluna distribuída por agências de notícias três vezes por semana para a King Features.

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sábado, 28 de março de 2026

A América já tem perdido a guerra com o Irã - por Greg Johnson

 

Greg Johnson


A América perdeu a Guerra do Irã no primeiro dia.

Pirro do Epiro foi um dos maiores generais do mundo antigo. Em 279 a.C., Pirro derrotou os romanos na Batalha de Ásculo, no sul da Itália. Mas a batalha foi tão custosa para Pirro que ele comentou que mais uma “vitória” como aquela o arruinaria. Essa é a origem do termo “vitória de Pirro”, que significa uma vitória que, na verdade, é uma derrota.

A lição aqui é que o verdadeiro vencedor não é aquele que prevalece no campo de batalha, mas sim aquele que ganha poder com a luta. Por esse critério, algumas batalhas não têm vencedores. Por esse padrão, os Estados Unidos perderam a Guerra do Irã no primeiro dia.

A maior parte do poder militar é blefe, ou seja, o poder de intimidar os outros para obter obediência sem desembainhar a espada.

Por mais de meio século, os Estados Unidos construíram um arquipélago de bases militares no Oriente Médio, oferecendo proteção às monarquias do Golfo. Em troca de quê? Os EUA não importam petróleo ou gás do Golfo, embora, como todos estamos aprendendo, as exportações do Golfo ainda afetem os preços nos Estados Unidos. O quid pro quo {contrapartida} para a proteção americana é o “petrodólar.”

Mesmo que os EUA não comprem petróleo no Golfo, as compras ainda são pagas em dólares americanos. Assim, importadores como o Japão precisam primeiro comprar dólares americanos, que os estados do Golfo usam para comprar títulos do Tesouro americano e outros ativos denominados em dólares, financiando efetivamente os empréstimos dos EUA a taxas de juros mais baixas.

O sistema do petrodólar permite que os EUA mantenham déficits orçamentários e comerciais enormes e criem crédito, garantindo uma demanda global constante por dólares. Sem o fluxo constante de petrodólares retornando aos EUA, o Tesouro teria que pagar taxas de juros mais altas para honrar a imensa dívida nacional americana. Basicamente, o sistema do petrodólar mantém o governo americano solvente.

Mas a proteção que os Estados Unidos ofereceram aos países do Golfo era pura farsa. E o Irã a tem chamado agora.

Nós tivemos amplos avisos de que uma guerra contra o Irã poderia ser desastrosa para o império americano e, em particular, para o petrodólar:

O Irã alertou os Estados Unidos de que um ataque israelense-americano desencadearia retaliação contra os países do Golfo.

O Irã também nos avisou que fecharia o Estreito de Ormuz, interrompendo as exportações de petróleo, gás e outros produtos do Golfo.

Nós sabíamos que o Irã estava comprometido com estratégias de guerra assimétrica para contrabalançar o poderio militar americano, muito maior e mais caro. Nós tivemos quatro anos para aprender sobre a guerra com drones na Ucrânia. No ano passado, vimos o Irã e seus aliados exaurirem as defesas israelenses com barragens de mísseis.

Aqueles avisos foram ignorados.

O Irã agora tem destruído bases militares e instalações de radar americanas nos países do Golfo. Os Estados Unidos também enviaram armamentos para interceptar mísseis e drones dos países do Golfo em direção a Israel, por causa que Israel Primeiro.

Além disso, o Irã tem provado aos países do Golfo que pode destruir completamente suas economias e — ao atacar suas usinas de dessalinização — torná-las inabitáveis. Em resumo, o Irã pode fazer os xeiques voltarem à era dos camelos — e os Estados Unidos não os protegerão.

Desde que a guerra começou, contudo, o Irã tem aumentado suas exportações de petróleo em mais de 25%, e o preço do petróleo mais que dobrou. Petroleiros carregados com petróleo iraniano transitam com segurança pelo Estreito de Ormuz. Em suma, os Estados Unidos deram bilhões ao Irã ao iniciarem esta guerra. Além disso, os EUA não podem se dar ao luxo de interromper as exportações iranianas, porque isso elevaria ainda mais os preços globais. De fato, os EUA suspenderam as sanções ao petróleo iraniano para reduzir os preços. Os EUA podem até estar comprando petróleo iraniano, ou seja, financiando mais drones e mísseis que têm matado soldados americanos.

Tem mais, o Irã está permitindo que outros petroleiros deixem o Golfo, desde que paguem um pedágio ao Irã e que suas cargas não sejam compradas em dólares. Assim que esta guerra terminar e suas próprias indústrias de exportação voltarem a funcionar, os estados do Golfo se perguntarão por que estão aceitando petrodólares novamente se não estão recebendo nada em troca. Mas sem o petrodólar, os Estados Unidos darão passos gigantescos rumo à insolvência total.

Então, vamos fazer um balanço. Mesmo que os Estados Unidos destruam completamente o Irã no campo de batalha e Trump declare vitória, os Estados Unidos estarão mais fortes e mais seguros?

A economia global está quebrada e afundada.

Haverá fome no Terceiro Mundo.

Mais migrantes e refugiados se dirigirão para a Europa.

A Pax Americana pode estar em ruínas. Eu detesto o império americano e, a longo prazo, ele precisa ser desmantelado. Mas, a curto prazo, nós começaremos a sentir sua falta quando conflitos começarem a surgir em lugares dos quais você nunca ouviu falar. Além disso, há outras coisas que eu quero fazer primeiro, e prefiro me desvincular do império de forma cuidadosa e deliberada, em vez de vê-lo simplesmente colapsar.

O petrodólar pode estar em ruínas. É um sistema fundamentalmente injusto que precisa ser substituído, mas, enquanto isso, haverá muito sofrimento. Novamente, os Estados Unidos têm problemas mais urgentes, e eu prefiro desmantelar o petrodólar de forma deliberada, em vez de vê-lo simplesmente colapsar.

O pior de tudo é que a esquerda quase certamente retornará ao poder nos Estados Unidos, o que significa que o que restou das conquistas positivas de Trump — fechamento de fronteiras, deportações, revogação de iniciativas anti-brancos — será revertido.

Então não, a América não ficará mais forte e segura por causa desta guerra. Nós perdemos. Nós perdemos no primeiro dia. Porque a única maneira de vencer esta guerra era não tê-la começado. Além disso, este resultado era totalmente previsível. Havia pessoas no Pentágono, até mesmo na Casa Branca, que sabiam disso. Então, por que a guerra aconteceu?

A resposta simples é que esta guerra nunca teve como objetivo beneficiar os Estados Unidos. Ela nunca teria acontecido se tivéssemos priorizado os interesses dos Estados Unidos. Tudo se resumia a beneficiar Israel, às custas dos Estados Unidos e do resto do mundo. Isso é tão óbvio que até o New York Times está noticiando.

De acordo com pesquisas da Liga Antidifamação, os judeus sabem que seu poder nos Estados Unidos está diminuindo. Seus apoiadores são, em sua maioria, da geração Baby Boomer, que está chegando aos 80 anos e começando a falecer. Assim, Netanyahu e sua equipe estavam com pressa de espremer uma última guerra dos Estados Unidos, antes de descartarem o que restava da casca seca.

Então, quem são os vencedores da Guerra do Irã?

Israel está sendo devastado pela retaliação iraniana, mas conta com a reconstrução de tudo às custas dos EUA, e também tem um limiar bastante baixo para vencer esta guerra. Para que os EUA se sentissem bem com esta guerra, precisariam ver o Irã transformado em uma democracia liberal. Israel simplesmente quer ver o Irã destruído, como aconteceu com o Iraque e a Síria. Isso é fácil de alcançar. Se Israel estiver apenas menos devastado que o Irã, será relativamente mais poderoso e seguro.

A Rússia está vencendo porque os preços do petróleo e do gás estão subindo, as sanções à exportação estão sendo suspensas e o material que poderia estar ajudando a Ucrânia está sendo desviado para a Guerra do Irã.

A China é a maior vencedora. Como a China é a principal rival global dos EUA, ela se torna mais forte e mais segura simplesmente por não fazer nada, enquanto os EUA desperdiçam sua riqueza e poder no Golfo. Quando tudo isso terminar, a China parecerá uma aliada e parceira comercial muito mais confiável.

Francamente, Trump parece ter enlouquecido. Ainda assim, ele tem bom senso suficiente para perceber a enrascada em que se meteu. Mas não vê nenhuma saída. Israel continuará a intensificar a guerra até que alguém em Washington tenha a coragem de dizer “não”, o que provavelmente exigirá a remoção de Netanyahu do poder.

Na ausência disso, Trump deve simplesmente esperar e rezar, daí suas mentiras frenéticas e improvisações.

{O presidente dos D. Trump se perde cada dia mais em mentiras e improvisações}

Com o que ele está contando? Ele não pode ir à bancarrota para sair desse problema.

Trump tem 79 anos. Como qualquer outro gastador de sua geração, ele provavelmente se consola com a ideia de que estará morto antes que os Estados Unidos enfrentem as consequências totais de sua insensatez.

Enquanto isso, ele está postando sobre negociações imaginárias para manipular os mercados de ações e commodities, enquanto seus amigos judeus lucram bilhões com a volatilidade.

Basicamente, ele se juntou à pilhagem.

Eu desisti de ter esperança de que nós sejamos governados por pessoas que se importam com o futuro da América. Mas se existe alguém na Casa Branca que ao menos se importa com o próprio futuro, Trump precisa ser destituído do poder.

E é melhor que isso aconteça logo. De preferência antes que Trump transforme as tropas terrestres americanas em bucha de canhão para drones iranianos. Como manter uma autoimagem positiva é o objetivo primordial de todo narcisista, Trump começará a culpar as pessoas ao seu redor conforme a situação piorar. Em um certo ponto, as coisas virão abaixo num “Trump ou nós.”

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 


Fonte: America Has Already Lost the Iran War, por Greg Johnson, 27 de março de 2027, Counter Currents.

https://counter-currents.com/2026/03/america-has-already-lost-the-iran-war/

Sobre o autor: Greg Johnson é americano, tem Ph.D. em Filosofia da Catholic University of America, e é editor do site Counter Currents Publishing.

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segunda-feira, 23 de março de 2026

As Forças de Defesa de Israel ameaçam com a ‘eliminação’ líderes russos que ‘desejam mal a Israel’ - por Wyatt Reed (editorial Grayzone)

 

Wyatt Reed
 

A ameaça velada de Israel a Moscou surgiu logo após a mídia russa alertar que as câmeras de trânsito em Moscou eram vulneráveis ​​às mesmas técnicas que Israel supostamente usou para monitorar a residência do aiatolá Khamenei antes de assassiná-lo.

A porta-voz militar israelense, Anna Ukolova, provocou indignação em Moscou depois de ameaçar que autoridades russas que “desejam mal a Israel” poderiam estar sujeitas a “eliminação”, enquanto sugeria ainda que Israel poderia invadir câmeras de circuito fechado de televisão russas para identificar e rastrear alvos.

Questionada por um jornalista da emissora de rádio russa RBC sobre se Israel tinha acesso às câmeras de trânsito russas, Ukolova declinou-se a responder[1] diretamente, mas advertiu que “a eliminação de Khamenei demonstra que nossas capacidades são sérias” e que “ninguém que nos deseje mal ficará deixado de lado”.

Ela adicionou, ominosamente: “Eu espero que Moscou não deseje mal a Israel neste momento – eu gostaria de acreditar nisso”.

Em resposta a uma postagem[2] do filósofo russo Alexander Dugin, que escreveu que a porta-voz das Forças de Defesa de Israel ameaçou que “autoridades russas [serão] mortas se assumirem uma posição anti-Israel”, Ukolova afirmou[3] que Dugin estava espalhando “notícias falsas”. Mas recusou-se a esclarecer como suas declarações foram interpretadas incorretamente. 

A porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), Anna Ukolova, ameaçou, em entrevista à rádio russa RBC, que autoridades russas seriam mortas caso adotassem uma posição anti-Israel na guerra. Ela afirmou que Israel controla todas as câmeras de segurança na Rússia e poderia facilmente atingir quem quisesse, inclusive Putin.

 

{Postagem de Alexander Dugin no X: "A porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), Anna Ukolova, ameaçou, em entrevista à rádio russa RBC, que autoridades russas seriam mortas caso adotassem uma posição anti-Israel na guerra. Ela afirmou que Israel controla todas as câmeras de segurança na Rússia e poderia facilmente atingir quem quisesse, inclusive Putin."}

As declarações de Ukolova vieram poucos dias depois da revelação de que um grande número de câmeras de segurança russas possivelmente utilizava o BriefCam – um software israelense de análise de vídeo que corresponde à descrição de um programa que o regime de Netanyahu teria usado[4] para rastrear os movimentos de iranianos nos arredores da residência do Líder Supremo do Irã antes de assassiná-lo durante o ataque surpresa de 28 de fevereiro.

Em 12 de março, o veículo de comunicação russo Mash[5] revelou que o software israelense BriefCam “tem sido usado na Rússia por provedores privados desde a década de 2010”. Fundado na Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel, em 2007, o BriefCam usa inteligência artificial para permitir que os usuários “revisem horas de vídeo em minutos” e “tornem seus vídeos pesquisáveis, acionáveis ​​e quantificáveis”. Em 2024, o BriefCam foi absorvido por uma subsidiária holandesa do Grupo Canon, chamada Milestone Systems, que se compromete publicamente[6] a “ampliar o que organizações de qualquer porte podem ver, fazer e alcançar com vídeo”.

“Nossa tecnologia patenteada VIDEO SYNOPSIS® condensa horas de vigilância em um breve resumo, sobrepondo múltiplos eventos — cada um marcado com seu carimbo de data/hora original — em um único quadro, permitindo filtrá-los por tipo de objeto e atributos”, anuncia a página da BriefCam.[7] Uma análise[8] da Al Jazeera revelou que esses atributos incluem “gênero, faixa etária, vestimenta, padrões de movimento e tempo gasto em dado local”.

Originalmente implantado[9] pelo Ministério da Habitação e Construção de Israel para proteger assentamentos ilegais em Jerusalém Oriental ocupada, o BriefCam tem sido usado por governos em todo o mundo, incluindo[10] os do Reino Unido, Nova Zelândia, Paquistão, Israel, México, Emirados Árabes Unidos, Canadá, Indonésia, Singapura, Tailândia, Brasil, Alemanha, África do Sul, Holanda, Austrália, Japão, Índia, Espanha e Taiwan. Também foi implantado nos EUA, com a polícia de Hartford, Connecticut, adotando[11] o software em 2022. Em 2025, um tribunal francês considerou ilegal o uso do BriefCam pelo governo, citando múltiplas violações[12] das leis de privacidade francesas e europeias.

Até o momento desta publicação, o BriefCam parece estar incorporado em dezenas de sistemas de monitoramento por vídeo, incluindo o próprio sistema de vigilância VMS XProtect da Milestone.

Um vídeo promocional mostra os inúmeros sistemas de vigilância nos quais a BriefCam opera.

Segundo o portal russo Mash, diversas empresas, instituições e edifícios importantes de Moscou utilizam o sistema de vigilância VMS XProtect, incluindo o Instituto de Biofísica Teórica e Experimental da Academia Russa de Ciências, um arranha-céu de 72 andares chamado "Eurásia" e um enorme centro de exposições conhecido como Centro Zotov. Embora a Milestone tenha encerrado oficialmente suas operações na Rússia em 2022, em meio à guerra na Ucrânia, o Mash relata que alguns distribuidores de software na Rússia “ainda oferecem a instalação do software hackeado e ocultam isso na documentação.”

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Notas


[4] Fonte utilizada por Wyatt Reed:

https://archive.is/yobMx

[5] Fonte utilizada por Wyatt Reed:

https://t.me/mash/72597

[8] Fonte utilizada por Wyatt Reed: Blood tech: UK’s use of Israeli spyware that helps underpin a genocide

Despite its public objections to Israel’s actions, the UK is buying spyware developed and tested on Palestinians, por Simon Speakman Cordall, 26 de fevereiro de 2026, Aljazeera.

https://www.aljazeera.com/news/2026/2/26/blood-tech-the-uk-and-the-israeli-spyware-that-helps-underpin-genocide

IDF Threatens 'Elimination' for Russian Leaders Who 'Wish Israel Ill', por Wyatt Reed,19 de março de 2026, The Unz Review – An Alternative Media Selection.

https://www.unz.com/article/idf-threatens-elimination-for-russian-leaders-who-wish-israel-ill/

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