sábado, 17 de março de 2018

As origens da Segunda Guerra Mundial - Por Georg Franz-Willing


Institute for Historical Review

Georg Franz-Willing

I – Desenvolvimento Histórico do Século Dezenove até a Primeira Guerra Mundial

            Em 1955, o historiador e diplomata indiano K. M. Panikkar, um amigo e colaborador de longa data do Pandita Nehru, o primeiro-ministro indiano, publicou um livro intitulado Asia and Western Dominance 1498 – 1945. Ele mostra o domínio ocidental da Ásia como começando com o descobrimento da rota marítima da Índia por Vasco da Gama, e terminando com a Segunda Guerra Mundial. As duas guerras mundiais da primeira metade do século 20 ele descreve-as justamente como uma guerra civil europeia. Por esta automutilação, a Europa perde sua posição no mundo, sua hegemonia e provocou a ela mesma estar dividida em duas esferas de influência: uma americana, e outra russa[1].

            Pode-se somente compreender as origens, progresso, e resultados da Segunda Guerra Mundial se, como Panikkar, se considerar ambas guerras como constituindo uma homogênea e internamente coerente era.

            As raízes imediatas da Segunda Guerra Mundial residem na terminação da Primeira Guerra Mundial pelos então chamados “tratados suburbanos” de Paris em 1919.

            A profunda causa de ambas guerras mundiais tem de ser procurada na industrialização de nosso modo de vida, e no imperialismo capitalista da segunda metade do século 19. A reviravolta na economia e sociedade causada pela nova tecnologia, meios modernos de comunicação e transporte, e o rápido crescimento da população europeia levou a desenvolvimento da economia capitalista moderna.

            A Grã-Bretanha foi o local de nascimento e ponto inicial do processo de industrialização. Ela tornou-se a loja de departamentos do mundo. Os britânicos importaram matéria prima das colônias deles e enviaram os produtos finalizados para todo o mundo.

            A Índia, a principal competidora da indústria têxtil da Grã-Bretanha, foi forçosamente reduzida a uma colônia produtora de matérias primas. A França, a mais perigosa inimiga do colonialismo britânico, tinha sido enfraquecida durante as coalizões de guerra contra Napoleão, até finalmente a hegemonia naval britânica ser assegurada pela vitória de Nelson sobre as combinadas frotas francesas e espanholas em Trafalgar em 1805.

            O Império Britânico foi indubitavelmente a potência principal do mundo através do século 19. Até a eclosão da Primeira Guerra Mundial, foi a principal nação industrial, assim como o mais importante poder marítimo, naval e financeiro[2]. O equilíbrio europeu do poder, a fundação da liderança britânica ao redor do mundo, tinha sido reestabelecido no Congresso de Viena em 1814. Este sistema da paz seguindo as Guerras Napoleônicas ruiu com a Guerra da Criméia (1853 – 1856)[3]. Na época a Grã-Bretanha e a França declararam guerra a Rússia czarista por causa de seu ataque sobre o decrépito Império Turco e derrotaram sonoramente os russos. Então, com a unificação nacional da Itália e a fundação de um Segundo Império Alemão depois da vitoriosa guerra contra a França em 1870 – 1871, um novo sistema de estados subitamente desenvolveu-se na Europa. Ao unificar os estados centrais e do sul com a Prússia, Bismarck deu forma ao Segundo Império Alemão.

            Entre 1850 e 1870, o continente europeu, bem como a América do Norte completaram a transição para um modo de vida industrial. Os Estados Unidos realizaram o processo de industrialização na mesma velocidade das principais nações da Europa, as quais eram na época a Grã-Bretanha e a França. A Guerra Civil de 1861 – 1865, com a derrota dos Estados Confederados, foi salva a grande União Americana e assegurado desta maneira seu caminho para tornar-se uma potência mundial industrial – um portentoso evento para o desenvolvimento da Europa e mundo[4]. Foi nesta mesma época que a Ásia Oriental foi forçosamente aberta pelos dois poderes anglo-saxão e a França. Depois da sangrenta supressão da revolta de Sepoy de 1857 a 1859, os ingleses fizeram da Índia uma colônia da coroa, e fizeram dela o coração do Império Britânico[5]. Na expedição do Almirante Perry em 1853, os americanos forçaram os japoneses a abandonar sua política de isolamento[6], e com o início do período Meiji em 1868, a adoção do Japão de uma nova economia industrial adquiriu uma velocidade cada vez mais crescente. No mesmo jeito, a China, o país com a maior população do mundo, foi forçosamente juntada ao sistema econômico anglo-saxão pelo tratado da paz de Pequim, em 1860, o qual tinha sido precedido pelas britânicas Guerras do Ópio (1840 – 1860). A França tinha estado envolvida nestas guerras também. O Império Chinês foi assim degradado a uma semicolônia[7].

            Nos anos setenta, o imperialismo se estabeleceu, começando da Inglaterra, como uma competição de poderes agora carregada nas asas da tecnologia. A economia mundial, como foi desenvolvida radiando a partir da Grã-Bretanha, envolveu, e ainda envolve, o impulso para a hegemonia do mundo através da luta para dominar os recursos e mercados. Nesta competição pelo domínio global, o Império Britânico estava em uma grande medida na liderança. De sua maior comunidade das nações da história da humanidade {commonwealth}, estendendo sobre cinco continentes, o imperialismo capitalista ampliou como nunca sua órbita de poder.

            Os vice-campeões eram os Estados Unidos e (especialmente no continente europeu) o Império Alemão. A indústria na Alemanha assumiu uma velocidade de tirar o fôlego. Entre 1870 e 1890, o gênio inventivo alemão, a organização alemã, a diligência, e competência formaram o novo Império Alemão unificado como a potência industrial líder no continente europeu, e aos olhos ingleses, fez dela uma competidora incômoda. Em 1887, o governo britânico implementou Trade MarksAct, requerendo que qualquer produto alemão chegando ao mercado mundial britânico tivesse a marca “Made in Germany”. Esta medida, contudo, teve um efeito boomerang. Para o consumidor, “Made in Germany” tornou-se o sinal de um produto melhor e ao mesmo tempo menos custoso.

O inglês Lord Balfour
Inglaterra acima do certo
e do errado.
            A competição alemã cresceu irresistivelmente. Nos campos da produção de ferro e aço e nas indústrias químicas, a Alemanha deixou para trás a competidora Grã-Bretanha pela virada do século. A isto foi adicionado o crescimento da frota mercante, e posteriormente da marinha. Nos anos oitenta, o Império Alemão adquiriu protetorados ou colônias na África. Nos anos noventa, um número de ilhas no Pacífico foi adicionado. Na costa da China, a Alemanha adquiriu Kiaochow com sua capital Tsingtao por um tratado de locação em 1897.

            Conforme o poder financeiro e industrial da Alemanha assim como seu comércio cresceu, um crescente antagonismo entre Alemanha e Império Britânico surgiu. Em todos os lugares a ambiciosa indústria alemã confrontou um competidor britânico avidamente observando o crescente perigo para suas relações comerciais monopolistas, zelosamente guardada até então. Uma conversação entre Lorde Balfour, líder do Partido Britânico Conservador, e Henry White, então embaixador do Estados Unidos em Londres, mostra o contraste entre os dois poderes industriais europeus, e a atitude da liderança britânica[8]:
Balfour: Nós somos provavelmente tolos em não encontrar uma razão para declarar guerra à Alemanha antes que ela construa tantos navios e tire nosso comércio. 
White: Você é um homem de mente muito elevada na vida privada. Como pode você  contemplar possivelmente  alguma coisa politicamente imoral como provocar uma guerra contra uma nação inofensiva a qual tem como bem um direito à uma marinha como vocês têm? Se você acha difícil competir com o comércio alemão, trabalhe mais duro. 
Balfour: Isto significaria baixar nosso padrão de vida. Talvez seria mais simples para nós ter uma guerra. 
White: Eu estou chocado que você de todos os homens deva enunciar tais princípios. 
Balfour: É uma questão de certo ou errado? Talvez seja apenas uma questão de manter nossa supremacia.
            Em conexão com esta conversa, o general Wedemeyer chama a atenção para uma declaração do historiador militar britânico, o general J. F. C. Fuller[9]:
Fuller comenta com referência a esta conversa registrada que seu interesse não reside simplesmente na evidência que proporciona o cinismo sem princípios de Balfour. Sua significância reside no fato que “a Revolução industrial tem levado ao estabelecimento de uma luta econômica pela existência na qual a autopreservação ditou um retorno as maneiras da selva. A luta primeva entre nação e nação na qual todos competidores eram bestas.”
            Naturalmente, o rápido crescimento da população da Alemanha, da economia, e de seu potencial militar foi um espinho nos lados de seus vizinhos no continente. França nunca tinha superado a derrota de 1870 e estava sedenta por revanche. A Rússia, o maior poder terrestre e principal inimigo do Império Britânico através do século XIX (especialmente na Ásia), tinha perdido a Guerra da Criméia em 1856, e teve de retirar-se em face do poder britânico depois de uma segunda guerra vitoriosa contra o Império Turco, por medo de outra confrontação militar com a Inglaterra.

            O Congresso de Berlim de 1878, o qual foi dominado por Bismarck, rearranjou os casos dos Balcãs. Pela sua suprema capacidade de estadista, o chanceler conseguiu evitar outra guerra entre Rússia, o maior poder terrestre, e Inglaterra, o maior poder marítimo. A partir de então, contudo, o relacionamento entre Rússia e Alemanha deteriorou. Inspirado pelas tendências pan-eslavistas então prevalecentes no império do czar, uma sinistra divisa veio à tona: “Vá para Viena através de Berlim! Na mesma forma como ele tentou dividir o Império Turco, a política imperialista russa procurou desmembrar a monarquia dos Habsburgos, que incluía vários povos diferentes. A Rússia queria colocar eles todos sob o domínio do czar como protetor dos cristãos ortodoxos nos Balcãs. Diplomaticamente falando, isto significava nada menos que a integração da Bulgária e da Sérvia na monarquia russa, bem como daqueles povos eslavos do oeste e do sul. Depois que o Japão derrotou a Rússia na Ásia durante a guerra russo-japonesa de 1904-05, a qual terminou com uma paz trazida pelo presidente americano Theodore Roosevelt, a política expansionista russa então mudou seu alvo e voltou-se novamente para os Balcãs.

            Em 1914, a Sérvia desencadeou a fúria da guerra, conforme o aparente herdeiro austríaco, o arquiduque Franz Ferdinand e sua esposa foram ambos assassinados pelos terroristas sérvios. Os assassinatos tinham sido organizados pelo coronel Dragutin Dimitrevic, chefe do departamento de inteligência do Estado Maior da Sérvia, enquanto o adido militar russo em Belgrado, Coronel Artamanov, financiou eles[10]. Em adição, o governo sérvio tinha recebido uma garantia de apoio do governo russo no caso de um ataque da Áustria à Sérvia. Assim a Rússia czarista traz a principal responsabilidade da eclosão da Primeira Guerra Mundial. A Rússia encorajou a Sérvia à guerra, e em 25 de julho o Conselho Privado Russo decidiu uma mobilização parcial das províncias ocidentais adjacentes à Áustria-Hungria e Alemanha[11].

            A Rússia tinha estado aliada da França desde 1892; a França tinha conectado-se ela mesma com a Inglaterra em 1904 pela “Entente Cordiale,” e a Rússia tinha feito um acordo com a Inglaterra em 1907. O cerco nas duas potências centrais – Alemanha e Áustria – foi completo. A Itália era um aliado pouco confiável dos Poderes Centrais; mas foi somente a declaração britânica de guerra contra a Alemanha, em 4 de agosto de 1914, que ampliou o conflito europeu em uma guerra mundial; Após 27 de julho, a Marinha Britânica foi a primeira força a mobilizar-se plenamente[12].

            Dois anos antes do eclodir desta guerra, convencido da inevitabilidade da guerra entre Inglaterra e Alemanha, o autor americano Homer Lea (1876 – 1912) escreveu em seu livro The Day of the Saxon [13].
O Império Alemão é menos área que o único estado do Texas, enquanto a raça saxônica reivindica o domínio político sobre a metade da superfície da Terra e sobre todas suas vastidões no oceano. Ainda o Império Alemão possui uma renda maior que a república americana, é a mais rica nação em produtividade e possui uma população 50 por cento maior que a do Reino Unido. Seu poder militar real é multiplamente maior que o da inteira raça saxônica. A Alemanha é tão fortemente cercada pela raça saxônica que ela não pode mesmo fazer uma tentativa de extensão de seu território ou soberania política sobre os estados não saxões sem colocar em perigo a integridade do mundo saxão. A Alemanha não pode mover-se contra a França sem envolver ou incluir em sua queda a do Império Britânico. Ela não pode mover-se contra a Dinamarca ao norte, Bélgica e Países Baixos no oeste ou Áustria-Hungria ao sul sem envolver a nação britânica em uma luta final pela existência política saxônica. Qualquer extensão da soberania alemã sobre estes estados não britânicos predeterminam a dissolução política do Império Britânico. Em maneira parecida qualquer extensão da soberania teutônica no hemisfério ocidental, embora contra uma raça não saxã e remota da integridade territorial da República Americana, pode somente ser sucedida na destruição do poder americano no hemisfério ocidental.
            O fundador da União Soviética, Vladimir Ilych Lenin, disse sobre as causas da Primeira Guerra Mundial: “Nós sabemos que três ladrões (a burguesia e governos da Inglaterra, Rússia czarista e França) preparam-se para saquear a Alemanha.”[14]

            A Alemanha enfrentou a Tríplice Entente do Império Britânico, França, e Rússia, enquanto seus próprios aliados – Áustria-Hungria, o Império Turco, e desde 1915, a Bulgária, eram todos fracos e necessitavam de apoio. A Itália, a qual tinha originalmente estado aliada com as duas potências centrais, permaneceram a princípio neutra e então entrou na guerra ao lado da Entente.

            Apesar da distribuição desigual de forças, a habilidade militar e competência econômica da Alemanha, bem como o espírito de sacrifício e resistência mostrado por seu povo, provou-se tão forte que o inimigo oriental da Alemanha, a Rússia, colapsou na primavera de 1917. Em março de 1918, depois da Revolução Bolchevique, o Império Russo teve de assinar o Tratado de Brest-Litovsk ditado pelas vitoriosas potências centrais. O destino parecia ter decidido a favor dos Poderes Centrais. Os aliados ocidentais estavam enfrentando a necessidade de um acordo de paz. Afim de evitar isso, a Inglaterra então enredou os Estados Unidos na guerra.

            Depois do eclodir da guerra em 1914, o EUA forneceu para a Entente munição, armas, e outros materiais de guerra, assim cometendo uma aberta violação de sua neutralidade. A maior parte deste tráfico foi conduzida pela companhia bancária Morgan. Para assegurar seus lucros dos fabricantes de armas, os EUA teve de entrar na guerra como um ativo participante, perdendo assim sua posição como um mediador neutro.

Relato da entrega da Palestina aos judeus, Times de Londres, 09/11/1917.
Uma manobra decisiva para os sionistas americanos articularem a entrada
dos EUA na Primeira Guerra Mundial contra o Império Alemão.

            A decisiva influência em conquistar a administração Wilson para a guerra foi a dos sionistas. A Inglaterra tinha conquistado a ajuda deles ao prometer estabelecer um lar nacional para os judeus na Palestina se os judeus exercessem a influência deles em Washington em favor de uma intervenção militar americana ativa na guerra europeia. A decisão foi facilitada pelo fato de que seus parentes foram capazes de tomar o poder na Rússia em 1917 através da revolução bolchevique depois da queda do regime czarista antissemita. Os Estados Unidos declararam guerra às potências centrais em 6 de abril de 1917; em 2 de novembro de 1917 o Ministério do Exterior britânico entregou ao Barão Rothschild uma declaração do governo em relação ao estabelecimento de um lar nacional para os judeus na Palestina[15].


II – ‘Os tratados Suburbanos’ de Paris

           Foi a intervenção dos Estados Unidos a que decidiu a guerra em favor da Entente, por causa do imenso potencial militar da América e suas tropas novas. Em outubro de 1918 o último governo imperial do Reich alemão pediu a Wilson, o presidente americano, para mediar as conversas em relação a um armistício e eventualmente um tratado da paz, baseado nos “Quatorze Pontos” que ele tinha proclamado anteriormente. Os Aliados Ocidentais, contudo, não aderiram a estes “Quatorze Pontos”. Assim, eles quebraram o contrato preliminar, cuja validade foi enfatizada pelos políticos americanos e conselheiros presidenciais como Bernard Baruch e John Foster Dulles. De acordo com Baruch, o Presidente tinha recusado “aceitar medidas as quais claramente não respondiam às moções como que nós tínhamos persuadido o inimigo a concordar e as quais nós não podemos mudar nada apenas porquê nós somos poderosos suficiente para fazer isso.”[16]Em Versalhes, Baruch foi o conselheiro de Wilson nos assuntos financeiros. Similarmente, o primeiro-ministro sul-africano, o general Smuts, em sua carta para o presidente americano datada de 30 de maio de 1919, apontou as obrigações dos Aliados ocidentais aceitas no tratado preliminar, a qual eles não honraram. O Presidente Wilson, todavia, não foi capaz de defender seu ponto de vista contra as potências ocidentais, desde que ele estava severamente doente.[17]

            Wilson tinha induzido o povo alemão a capitular e derrubar a monarquia com a promessa, brevemente a ser quebrada, de uma paz sem anexações e indenizações. A capitulação e revolução entregaram o Império Alemão à piedade de vingativos vitoriosos. A Alemanha não foi permitida tomar parte nas negociações de paz; os vitoriosos somente decidiram as condições da paz, em um processo sem precedentes na história europeia. Em 7 de maio de 1919, as condições de paz foram entregues para a delegação alemão da paz. O conde Brockdorff-Rantzau, secretário de Relações Exteriores e líder da delegação, assinalou em seu discurso perante os delegados dos Aliados ocidentais e os associados deles[18]:
... Nós sabemos o impacto do ódio que nós estamos encontrando aqui, e nós temos ouvido a apaixonada demanda dos vitoriosos, que nos exigem, os derrotados, pagar a conta e planejar punir-nos como a parte culpada. Fomos solicitados a confessarmo-nos nós mesmos os únicos culpados; em minha visão, tal confissão seria uma mentira...
            Com estas palavras o Ministro de Relações Exteriores recusou-se a aceitar o artigo 231do tratado da paz, o então chamado artigo da culpa de guerra, a mentira a qual alegou que a Alemanha unicamente foi responsável pela guerra e poderia, portanto, ser feita responsável por todos os estragos causados pela guerra. Os vitoriosos ameaçaram que se o governo alemão não assinasse o tratado, eles iriam invadir a Alemanha propriamente. A indignação na Assembléia Nacional de Weimar foi geral, e o clima da opinião favoreceu a rejeição. O social democrata Philipp Scheidmann, que tinha proclamado a República Alemã em 9 de novembro de 1918, e foi o primeiro ministro do primeiro governo republicano eleito pela Assembléia Nacional, declarou: “Eu lhe pergunto, quem como um homem honesto – nem mesmo como um alemão, simplesmente como um homem honesto sentindo-se ele mesmo preso por contratos, é capaz de aceitar tais condições? Que mão não iria murchar, devendo ela estar presa em tais correntes? Na visão do governo, este trabalho é inaceitável.”[19] Schneidemann, bem como o Conde Brockdorff-Rantzau, resignou sobre protesto. Importantes líderes econômicos judaico-alemães, nominalmente Walther Rathenau e o banqueiro de Hamburgo Max Warburg, assumiram a firma posição contra aceitar o ditado dos vitoriosos e pediram por uma recusa, mesmo contra todas as probabilidades de uma invasão inimiga da Alemanha[20]. A Assembléia Nacional, contudo, não teve a coragem de manter tal posição, e sob protesto, votou a aceitação do ditado de Versalhes. Isso foi em 28 de junho de 1919, a data fixada pelas potências vitoriosas, que os plenipotenciários da Assembléia Nacional tiveram de assinar este tratado. A data tem sido escolhida como uma lembrança do assassinato de Sarajevo em 28 de junho de 1914.

            Conectadas com o “artigo da culpa de guerra” estavam as regulações punitivas das seções 227 – 231, referindo-se a rendição dos “criminosos de guerra” aos vitoriosos, o mais proeminente “criminoso” da lista sendo o imperador alemão, que tinha fugido para os Países Baixos. Desde que o governo holandês declinou extraditar o imperador, o julgamento planejado não ocorreu. O governo alemão recusou a entregar outros proeminentes líderes alemães aos vitoriosos, e aprovou um ato relativo a acusação de crimes de guerras.

            Uma das condições inumanas de capitulação foi o bloqueio de fome contra a Alemanha, a qual foi continuado por demanda francesa até o Tratado de Versalhes entrar em vigor em 1920.

            Devido a seus efeitos a longo prazo, o bloqueio de fome imposto pelos britânicos foi mais decisivo em derrotar as potências centrais que a pressão militar em tempos de guerra. O número de mortes devido à fome e desnutrição é estimado em 800,000 em 1919 somente. Um comitê de mulheres americanas viajando através da Alemanha por ordem de Herbert Hoover, chefe de alívio de guerra e mais tarde presidente, relatou em julho de 1919, “Se as condições continuarem como nós temos visto na Alemanha, uma geração irá crescer na Europa Central a qual irá ser fisicamente e psicologicamente incapacitada, de modo que irá se tornar um perigo para o mundo inteiro.”[21]

            Hitler experimentou a Revolução de Novembro de 1918 caindo ferido em um hospital militar. Ele tornou-se um inimigo apaixonado da Revolução de Novembro e da “República Soviética” na capital bávara, Munique, em abril de 1919, um golpe político desempenhado principalmente por judeus e dirigido por Lenin através de comandos por rádio de Moscou. Hitler tornou-se um membro do então totalmente sem importância “Deutsche Arbeitpartei” (Partido dos Trabalhadores Alemão) fundado em janeiro daquele mesmo ano, e ele logo provou ser um brilhante orador. Seu principal tópico foi o ditado de Versalhes, o qual ele viu tão intimamente conectado com a revolução de Novembro e as perniciosas atividades revolucionárias dos judeus. Como um alemão do fim da monarquia Habsburgo, ele era um fanático apoiador da união de austríacos com alemães em um Reich Alemão. O principal foco de sua atividade política foi a luta contra o ditado da paz, a ameaça marxista-comunista com o papel de liderança dos judeus na revolta, e a luta por autodeterminação e igualdade dos direitos do povo alemão.[22]

            A derrubada da monarquia, a mudança de um império para uma república, bem como a capitulação, tinha sido iniciada pela terceira nota de Presidente Wilson, datada de 23 de outubro de 1918. A Assembléia Nacional, a qual começou a sentar-se em janeiro de 1919, foi determinada a formar o novo estado de acordo com o exemplo ocidental, conforme os vitoriosos tinham desejado. Pelo ditado da paz, contudo, os Aliados tinham sentenciado a República de Weimar à morte mesmo antes que a nova constituição tivesse sido ratificada pela Assembléia Nacional. Em 28 de junho de 1919, o governo alemão assinou o ditado de Versalhes; a nova constituição entrou em vigor em 11 de agosto, sobrecarregada com a maldição do tratado de Versalhes e suas demandas irrealizáveis. O miserável fim da República de Weimar, “A mais livre democracia do mundo”, e seu resultado, a ditadura de Hitler, foi consequência do ditado de Versalhes. Os vitoriosos tinham vencido a guerra, mas perdido a paz pelo tratado deles.

            As mais importantes estipulações do ditado de Versalhes foram as seguintes: O Reich Alemão tinha de ceder 73,485 quilômetros quadrados, habitado por 7,325,000 pessoas, para os estados vizinhos. Antes da guerra ele possuía 540,787 quilômetros quadrados e 67,897,000 habitantes; depois da guerra, 467,301 quilômetros quadrados e 59,036,000 habitantes restantes. A Alemanha perdeu 75% de sua produção anual de minério de zinco, 74.8% de minério de ferro, 7.7% de minério de chumbo, 28,7% de carvão, 4% de potássio. De sua produção agrícola anual, a Alemanha perdeu 19,7% em batatas, 18.2% em centeio, 17.2% em cevada, 12.6% em trigo, e 9.6% em aveia.

            O território do Saar e outras regiões a oeste do Reno foram ocupados por tropas estrangeiras e eram para permanecerem assim por quinze anos, com Colônia, Mainz, e Coblença como cabeças de ponte. Os custos da ocupação, 3,640,000,000 marcos de ouro, tinha de ser pago pelo Reich alemão. A Alemanha não foi permitida estacionar tropas ou construir fortificações a oeste do Reno e a uma zona de cinquenta quilômetros do leste.

             A Alemanha foi forçada a desarmar-se quase completamente, as condições chamavam por: abolição do projeto geral, proibição de todas armas pesadas (artilharia e tanques), um exército voluntário de somente 100,000 tropas e oficiais restritos a alistamento de longo prazo; redução da marinha à seis navios capitais, seis cruzadores leves, doze destróieres, doze torpedeiros, 15,000 homens e 500 oficias. Uma força aérea foi absolutamente proibida. O processo de desarmamento foi supervisionado por um comitê internacional militar até 1927. Adicionalmente, todos os rios alemães tinham de ser internacionalizados e cabos ultramarinos cedidos para os vitoriosos.

            As condições econômicas do tratado de Versalhes foram como segue: Depois da entrega da marinha, os navios mercantes tinham de ser entregues também, com somente umas poucas exceções. A Alemanha foi privada de todas suas contas externas – privadas também – e perdeu suas colônias. Por um período de dez anos, a Alemanha tinha de fornecer a França, Bélgica, Luxemburgo, e Itália com 40 milhões de toneladas de carvão por ano, e tinha de entregar máquinas, mobiliário de fábrica, ferramentas e outros materiais para restauração das áreas devastadas na Bélgica e norte da França. Em relação ao bloqueio de fome, o qual continuou até janeiro de 1920, uma especial dificuldade sobre o povo alemão foi a entrega forçada do gado alemão para os vitoriosos para propósitos de criação e abate.

            O Tratado de Versalhes não continha qualquer limitação nas exigências financeiras dos vitoriosos, a fim de facilitar demandas adicionais. Em 1920, os aliados ocidentais fixaram a quantidade de reparações primeiro na soma de 269 bilhões de marcos de ouro; então, em 1921, em 132 bilhões – ambas demandas irrealistas. A França fez uso desta oportunidade ao ocupar adicionais cidades alemãs. Esta política de chantagem culminou na invasão do território do Ruhr por unidades militares francesas e belgas em janeiro de 1923. Desta maneira, a França esperou realizar a desintegração do Reich alemão. E estabelecer o Reno como fronteira oriental da França. Posteriormente, as forças de ocupação francesa aceleraram a inflação nas zonas ocupadas ao confiscar as impressoras para imprimir notas de banco, e produziram dinheiro em quantidades sem precedentes. Foi assim que a França promoveu alta inflação até a pane da moeda alemã.[23]

            O governo francês, contudo, não alcançou este objetivo. Mesmo seus aliados britânicos e italianos condenaram o ataque francês no Ruhr como uma brecha aberta do tratado de Versalhes. A paralisia da economia da Alemanha resultando da inflação, combinada com resistências passivas forçaram os Estados Unidos a abandonar sua política de isolamento e a concentrar-se na regulação das dívidas de guerra.

            O Império Habsburgo, o segundo mais forte das potências centrais, foi destruído e dividido pelos vitoriosos. Sérvia e Romênia foram amplamente recompensados com amplificações substanciais de território, desde que elas tinham ficado ao lado dos Aliados ocidentais. A Sérvia engoliu seus vizinhos croatas, eslovenos, e montenegrinos para tornar-se o Reino da Iugoslávia, e a Romênia recebeu sua parte oriental da ex-monarquia Húngara. Os vitoriosos estabeleceram outro novo estado, especialmente favorecido pelo Presidente Wilson, e o qual até então tinha sido desconhecido na história europeia, nominalmente a Tchecoslováquia. Esta nova Tchecoslováquia tornou-se a herdeira da monarquia da Bohemia-Morávia, anteriormente pertencente a metade ocidental da monarquia Habsburgo, e da velha Eslováquia, então parte da Hungria. Por causa que os líderes checos Thomas Masaryk e Eduard Benes tinham dado falsos dados aos vitoriosos, os tchecos formando somente 44% da população do novo estado, foram permitidos governar sobre os outros 56% da população, consistindo de 23% de alemães. 18% de eslovacos, 5% de magiares, 3,8% de ucranianos, 1,3% de judeus e 0,6% de poloneses. Os Sudetos alemães eram a maior das minorias, totalizando 3,5 milhões de pessoas seguida pelos eslovacos, totalizando 2,5 milhões, que tinham somente concordado ao estabelecimento do novo estado da Tchecoslováquia depois de a eles terem sido prometida a plena autonomia. Esta promessa foi quebrada. Também, à Itália foi cedido o Tirol do Sul alemão.[24]

            Em sua assembléia nacional em Viena em novembro de 1918, os alemães da parte austríaca do Império Habsburgo tinham decidido eles mesmos juntarem-se ao Reich alemão. A Assembléia Nacional de Weimar tinha concordado anexar os 10 milhões de alemães da metade ocidental do Império do Danúbio. Os vitoriosos, contudo, negaram ao povo alemão o direito deles de autodeterminação, forçando 3,5 milhões de alemães dos Sudetos sob o governo checo, e compelindo os alemães austríacos a estabelecerem uma república “independente” com Viena como capital. O truncado estado austríaco estava sobrecarregado com o ditado de Saint Germain[25], um tratado duro e humilhante como aquele de Versalhes. Hungria, a parte oriental da Monarquia Habsburgo, reduzida a um terço de seu anterior território devido as perdas em favor da Romênia, Sérvia e Tchecoslováquia, foi forçada assinar um igualmente áspero tratado em Trianon.

            A Polônia, recém-fundada como uma monarquia em 1916 depois de sua liberação da Rússia pelas tropas alemãs, tornou-se uma república e foi grandemente aumentada as expensas da Alemanha e da Áustria-Hungria. Do Império Habsburgo, a Polônia recebeu Galícia e Cracóvia; a Polônia teve de renunciar seus direitos à Prússia Ocidental, Posen, e a parte oriental da Alta Silésia. A cidade alemã de Danzig foi separada do Reich e colocada sob a administração da Liga das Nações como uma então chamada “cidade livre”. O “Corredor Polonês” separado da Prússia Oriental do resto do Reich de modo que esta província prussiana era inacessível aos oficiais, exceto pelo mar.

            Esta fixação sádica de fronteiras foi devido a influência francesa. O comandante em cargo francês, o marechal Ferdinand Foch, declarou que em vinte anos uma nova guerra era inevitável. Para manter a Alemanha abatida permanentemente, a França desenvolveu um sistema de tratados com a Polônia, Tchecoslováquia, Romênia, e Iugoslávia. O Primeiro Ministro Britânico David Lloyd George desaprovou a imposição das novas fronteiras alemãs-polonesas[26], mas o governo britânico nada fez para impedir isso. O General Henry Allen, comandante-em-chefe das forças de ocupação americana do Rino, também falaram fortemente contra tal “política errada.”[27]

            Quando visto de um ponto de vista global, o mais iminente resultado da Primeira Guerra Mundial foi a vitória dos Estados Unidos da América. O primeiro estágio da guerra civil europeia tinha resultado na diminuição do poder europeu e trazido a ascensão da América à primeira potência mundial, bem como o determinante fator no destino da Europa. Certamente as duas potências coloniais ocidentais Grã-Bretanha e França tinham alcançado sua maior extensão territorial com a derrota da Alemanha, a destruição da Monarquia Habsburgo, e a divisão do Império Turco; mas eles tinham sido capazes de vencer somente com ajuda e uma potência extra europeia, e eles tinham assim se tornando devedores da América. O Império Britânico, o qual até então tinha sido o principal representante do poder europeu através dos mares, bem como a principal potência financeira e naval, tinha ao fim da guerra se tornado dependente de seu “parceiro júnior” norte americano. Pelo acordo alcançado na Conferência Naval de Washington de 1921-1922, Londres tinha de compartilhar seu papel naval com o EUA e conceder à América igualdade de direitos nos mares.

            Como ele estava afligido com paralisia, o Presidente Wilson não foi capaz em 1918 e 1919 de realizar os ideais baseados sobre seus “Quatorze Pontos.” Os tratados da paz foram assim distorcidos pelos ódios e vinganças inglês e francês, pondo em perigo a paz depois que eles tinham vencido a guerra com ajuda americana[28]

            O presidente americano foi capaz de efetuar a criação da Liga das Nações, vislumbrada como um pacífico governo mundial regulando disputas entre os povos, mas uma maioria isolacionista no Congresso impediu a filiação americana na Liga, bem como rejeitando a ratificação do Tratado de Versalhes. Em 1921, o EUA e a Alemanha assinaram um acordo de paz separado garantindo todas as vantagens do tratado de Versalhes para os EUA. Contudo, a tentativa de se retirar em isolamento foi um grave erro bem como uma evasão de responsabilidade, pois a Europa tinha nem sido apta a terminar a guerra por si mesma ou alcançar um compromisso de paz. Assim a principal responsabilidade pelo subsequente desenvolvimento da história europeia recai sobre os Estados Unidos.

            O Cardeal Pietro Gaspari, secretário do Estado Papal, declarou que a forçada paz de Versalhes foi inaceitável. O nome de Deus tinha sido excluído dele, e dele não somente uma, mas dez guerras iriam originar-se[29]. Lenin, o fundador ateu da União Soviética, disse sobre o ditado de Versalhes[30]:
Uma paz atroz, fazendo escravos milhões do mais civilizado povo. Isto não é paz; aquelas são condições ditadas a uma indefesa vítima por ladrões com facas nas mãos deles.
            George Kennan, o bem conhecido diplomata e historiador americano, julgou[31]:
Desta forma, o padrão dos eventos que levou o mundo ocidental para novo desastre em 1939 foi estabelecido em sua totalidade pelos governos Aliados em 1918-19. O que nós teremos de observar daqui em diante, nas relações entre Rússia, Alemanha e Ocidente, segue uma lógica tão inexorável como aquela de qualquer tragédia grega.

III – O Período entre as guerras

            Desde que as potências aliadas dependiam das reparações da Alemanha para pagar as dívidas delas ao EUA, o governo americano em 1924 regulou o problema de reparações com um plano de pagamento nomeado pelo financista americano Charles Dawes. O Plano Dawes foi baseado no princípio de transformar a culpa política em dívida comercial. Conformemente, os empréstimos americanos, principalmente os de curto prazo, investiram a economia alemã. A Alemanha poderia somente satisfazer as reivindicações de reparação dos vencedores através de um superávit resultando de exportações aumentadas. Uma vez que muitos estados buscaram uma política de implementar tarifas protecionistas para restringir a competição alemã, um novo plano de pagamento teve de ser arranjado em 1928, o então chamado Plano Young, nomeado em homenagem ao banqueiro americano Owen Young.

            De acordo com o Plano Young, o Reich Alemão pagaria reparações até 1988, enquanto ao mesmo tempo tendo de pagar juros e amortizar os principais empréstimos privados de curto prazo. Contudo, a destruidora quebra de Wall Street de 1929 e a seguinte crise da economia mundial tornaram o Plano Young absurdo antes dele entrar em vigor. Em 1931 o desemprego em massa e uma diminuição do produto nacional bruto resultante da quebra de Wall Street levaram à insolvência alemã e mobilizou Hindenburg, então presidente do Reich Alemão, a escrever para o Presidente Hoover pedindo por uma moratória. Em julho de 1932 a Conferência de Lausanne encerrou os pagamentos de reparação alemão ao fixar um pagamento final de três bilhões de marcos-ouro. O Reich alemão tinha já pago no total 53,155 bilhões de marcos-ouro em reparação, incluindo contribuições em espécie.

            A economia alemã tinha ainda de cumprir obrigações de juros derivadas da enorme dívida alemão estrangeira. Na primavera de 1933, depois que a liderança política tinha mudado simultaneamente no EUA e na Alemanha, a influência judaica e socialista de emigrantes da Alemanha levou à relação entre os dois países a deteriorar. No início, ambos presidentes Roosevelt e os governo de Hitler contiveram problemas domésticos idênticos de depressão econômica e desemprego em massa através de programas de trabalho estatais: O New Deal no EUA; o Plano de Quatro Anos na Alemanha. Pouco depois de sua inauguração em 1933, Roosevelt estabeleceu relações diplomáticas com a União Soviética na esperança de favorecimento das relações comerciais as quais iriam impulsionar a indústria americana[32]. Um ano depois, a União Soviética foi aceita como um membro da Liga das Nações, outro augúrio da coalizão anti-alemã da Segunda Guerra Mundial.

            Depois da tomada do poder pelos partidos nacionalistas na Alemanha, resultando depois de um ano e meio do governo autocrático de Hitler, baseado em um movimento de massas, todos estados vitoriosos da Primeira Guerra Mundial falaram de uma guerra futura. Não foi Hitler que queria a guerra, mas sim seus inimigos internos e externos. Pouco depois da ascensão de Hitler ao poder, o governo polonês sugeriu uma guerra preventiva contra a Alemanha ao seu aliado francês[33]. Em março de 1933, a liderança judaica internacional decretou uma guerra econômica e de propaganda à Alemanha, ligada a um boicote dos produtos alemães. Durante sua jornada para a América em maio de 1933, Hjalmar Schacht, o presidente do Reichsbank, achou a atmosfera hostil. Quando suas conversas com o Presidente Roosevelt em relação a regulação das dívidas alemãs tomaram uma virada amigável, Schacht explicou à Roosevelt que a Alemanha poderia cumprir suas obrigações aos credores privados americanos somente se fosse dado a Alemanha a oportunidade de aumentar suas exportações. Isto, contudo, não mudou o movimento de boicote internacional organizado pelos judeus, o qual procurou acelerar a derrubada do governo de Hitler. Durante sua estadia na América, à Schacht também foi dito que Paris nutria sentimentos extremamente anti-alemães e que o povo estava dizendo que a Alemanha deveria ser dividida a fim de realizar o que havia sido negligenciado em Versalhes[34].

            Schacht conseguiu tornar o boicote inútil, todavia, e ele fez a Alemanha economicamente independente ao assinar acordos de compensação. O Plano de Quatro Anos provou ser um sucesso, e o governo de Hitler conseguiu colocar aproximadamente todos os desempregados em algum tipo de emprego ao fim de 1937. Ao mesmo tempo, o New Deal americano falhou. Após isto, Roosevelt mudou sua política para uma favorecendo intervenção. Ele introduziu ela em seu discurso “quarentena” datado de outubro de 1937, dirigido contra o Japão, mas também contra a Alemanha e Itália[35].

            Para o ambicioso Roosevelt, uma guerra de larga escala poderia ajudar a resolver seus problemas domésticos ao absorver desempregados através do impulso armamentista, bem como subsequentemente trazendo o prosseguimento do “século americano” através de sua liderança de um governo mundial. Ele favoreceu a turbulência na Europa, e através de seu embaixador, Anthony Biddle, ele influenciou o governo polonês a não entrar em negociações com a Alemanha[36]. Quando, em 1938, o povo alemão percebeu o direito de autodeterminação ao se fundir à Áustria e aos Sudetos no Reich de acordo com as decisões da conferência de Munique de setembro de 1938, Roosevelt protestou contra a aceitação das potências ocidentais das reivindicações de plenos direitos da Alemanha. O acordo de Munique, envolvendo Alemanha, Grã-Bretanha, França, e Itália, foi a última decisão independente na Europa, não influenciada nem pela América ou Rússia. Por isso, o Presidente Roosevelt declarou isso uma capitulação à Hitler, e trouxe pressão sobre as potências ocidentais e Polônia para oferecer dura resistência à Alemanha[37]. Roosevelt e Stalin tinham iguais interesses no estalido de uma guerra na Europa, cada um deles nutrindo seu próprio sonho de dominação mundial; Roosevelt como presidente de um governo mundial na forma das Nações Unidas, Stalin como ditador de um Império Comunista mundial[38].


IV – A eclosão da Segunda Guerra Mundial

           O problema de induzir o inimigo a disparar o primeiro tiro a fim de estar apto a denunciá-lo como agressor era mais fácil no confronto alemão-polonês do que foi dois anos depois no conflito entre Japão e EUA. A Polônia, influenciada pela administração americana e confiando em sua aliança com a Grã-Bretanha e França, reagiu à última proposta de paz alemã com uma mobilização geral. Assim eles forçaram a mão do governo alemão. De acordo com Frederico o Grande, da Prússia, “O atacante é aquele que força seu adversário a atacar.” Graças a traição de Herwarth von Bittenfeld, então secretário da embaixada alemã em Moscou, o Presidente Roosevelt soube do tratado secreto germano-russo de 23 de agosto de 1939 mesmo antes que Hitler pudesse informar seu aliado. Roosevelt, contudo, não informou o governo polonês deste conhecimento, desde que ele, como Stalin, queria a guerra[39].

            O ditador soviético assinou o tratado com Hitler a fim de causar guerra entre os estados capitalistas. Foi seu objetivo intervir depois que as potências capitalistas estivessem exaustas. Desta maneira ele pretendeu emergir como vitorioso de guerra. A fim de efetuar a revolução mundial bolchevique, com o objetivo último de estabelecer o governo de Moscou sobre o mundo, a conquista da Alemanha era essencial[40]. As tentativas bolcheviques de confiscar o poder na Alemanha entre 1918 e 1923 tinha falhado por causa dos Freikorps (Corpos Voluntários) e da Reichswehr[41]. Por meio da Segunda Guerra Mundial e com a ajuda do Presidente Roosevelt, Stalin conquistaria metade da Europa, incluindo metade da Alemanha, e integrou ela no bloco comunista. No entanto, o sonho de Roosevelt de tornar-se presidente do mundo não era para acontecer; ele morreu em 12 de abril de 1945, dezoito dias antes do suicídio de Hitler.

            Em 3 de setembro de 1939, o governo britânico declarou guerra à Alemanha e assim forçou a França a tomar o mesmo passo desastroso, hipocritamente alegando que eles estavam fazendo isso para proteger a independência polonesa. Exatamente 25 anos antes, em 4 de agosto de 1914, o governo britânico tinha declarado guerra ao Reich Alemão, proclamando seu apoio pela neutralidade belga. Dentro de um quarto de século, o Império Britânico assim começou duas guerras não provocadas, afim de destruir a Alemanha[42]. Para ser exato, em 1939 o governo britânico não atuou independentemente, mas foi pressionado intensamente pelo Presidente Americano. Joseph Kennedy, de 1938 a 1940 o Embaixador dos Estados Unidos em Londres, posteriormente respondeu à questão de James Forrestal, o Secretário de Defesa do EUA, sobre como esta guerra tinha explodido:
Hitler iria ter lutado contra a Rússia sem qualquer conflito posterior com a Inglaterra se não fosse por Bullitt [William Bullitt, então Embaixador na França] instando Roosevelt no verão de 1939 de que os alemães devem ser os intimidadores em relação à Polônia; nem a França nem a Grã-Bretanha teriam feito a Polônia uma causa de guerra se não tivesse sido pelas constantes agulhadas de Washington. Bullitt, ele disse, manteve dizendo a Roosevelt que os alemães não iriam lutar, Kennedy disse que eles iriam e que iriam invadir a Europa. Chamberlain, ele disse, declarou que os judeus da América e do Mundo tinham forçado a Inglaterra para dentro da guerra. Em sua conversação por telefone com Roosevelt no verão de 1939, o Presidente continuava dizendo para ele colocar um pouco de ferro nas costas de Chamberlain...[43]
O ataque alemão de 1941 sobre a União Soviética foi uma guerra preventiva para evitar o ataque russo soviético então sendo preparado. Naquela época a União Soviética provou-se o mais pesadamente armado estado, subestimado não somente pelo alemão, mas também pelo Estado Maior Aliado[44].

Fábrica de tanques de guerra em Chelyabinsk, 1942, URSS. A URSS era já em 1941 o Estado mais armado do mundo.
(fonte da foto: https://ww2db.com/image.php?image_id=21635 )

            A diplomacia de Roosevelt contribuiu para a falha dos planos de ataque alemão para a primavera de 1941. Desde que ele tinha engendrado o golpe de estado iugoslavo de 27 de março de 1941[45], o comando alemão viu a necessidade de uma campanha balcânica, assim atrasando o ataque à União Soviética em cinco semanas. Para o presidente Roosevelt, a entrada da América na guerra europeia era complicada por causa da Lei de Neutralidade, e pelo silêncio do governo alemão sobre as crescentes violações de neutralidade cometidos pelo EUA em nome dos Aliados ocidentais através dos anos de 1939 – 1941[46]. Finalmente, Roosevelt encontrou a “porta dos fundos para a guerra” ao provocar a guerra com o Japão[47]. Suas sanções econômicas e demandas políticas tinham sido planejadas com o propósito de conduzir o Japão à guerra, forçando ele a disparar o primeiro tiro e assim aparecer para o mundo como o agressor. Ele obteve este objetivo através de seu ultimato de 26 de novembro de 1941, o qual ele tinha emitido sem informar o Congresso Americano. O ataque japonês sobre Pearl Harbor de 7 de dezembro de 1941 foi desse modo artificialmente provocado[48].

O judeu Theodor Nathan
Kaufman elaborou um pla-
no de extermínio para ser
aplicado sobre o povo ale-
mão.
            Por sua exigência por rendição incondicional Roosevelt fez impossível qualquer tentativa em uma solução política dos problemas de guerra. Para ele e seu amigo britânico Winston Churchill a completa destruição do Reich alemão e o extermínio do povo alemão eram o principal objetivo de guerra. A força militar, somente um meio para atingir um fim na visão de Clausewitz, tornou-se um fim em si mesmo. A propaganda anti-germânica, dirigida pela própria administração americana, cresceu para uma extensão infernal.

            Na primavera de 1941, quando o EUA era ainda oficialmente neutro, o autor judeu, Theodore Kaufman, publicou o livro Germany Must Perish. Nele, ele delineou um plano para erradicação biológica do povo alemão através da forçada esterilização da inteira população adulta alemã.[49]

            Charles Lindberg, o famoso piloto americano, registrou estes planos de extermínio em diário[50]. Os planos de esterilização não puderam ser colocados em prática devido ao desenvolvimento de discórdia dentro da coalizão anti-Hitler. Em 1943, Roosevelt revelou que ele pretendida deixar a Europa para os russos como uma esfera de influência[51]. Um ano depois, quando o Exército Vermelho conquistou a Polônia, desacordos surgiram entre a Grã-Bretanha e o EUA de um lado, e Stalin em outro, terminando como a completa integração da Polônia à esfera comunista de influência. Esse foi apenas um dos resultados de uma guerra mundial desencadeada pela Grã-Bretanha afim de defender a Polônia.

Roosevelt, que tinha origens judaicas 
segundo o jornalista judeu Emil Ludwig,
preferiu apoiar a URSS, muito mais estra-
nha ao povo americano que apoiar o nacio-
nal socialismo alemão que era o único real
 combatente ao comunismo. "Roosevelt 
revelou que ele pretendida deixar a Europa
para os russos como uma esfera de
influência."
            Depois de ser eleito quatro vezes, contrariamente à tradição americana, o presidente Roosevelt estava em tal forma física ruim depois de sua quarta posse que ele estava inapto a cumprir seus deveres. Similar ao presidente Wilson em Versalhes em 1919, Roosevelt em Yalta em 1945 mostrou alarmantes sinais de exaustão e demência. Às vezes ele não era capaz de seguir a linha de pensamento de Stalin durante as conversas com o ditador soviético. Assim o autocrata russo tinha um jogo fácil para avançar seus planos em relação a Europa e Ásia. Na Europa a União Soviética alcançou a linha Elba-Saale, dividindo a Alemanha, bem como o Ocidente, em duas partes. Quanto a Ásia Oriental, Stalin tinha o Tratado de Portsmouth entre Rússia e Japão revisado como uma recompensa pela ajuda russa na derrota do Japão. Quatro anos depois, em 1949, a China tornou-se comunista, o maior triunfo do comunismo depois de seus sucessos na Europa.

            Minha palestra está agora chegando ao fim e irei resumir. No decurso do século XIX, um mundo de economia capitalista tinha levado a crescente importância e intensificação dos laços econômicos e interesses no cenário internacional; por um lado trazendo as nações juntas e estabelecendo uma interconexão de todas as pessoas por meios modernos de transporte e comunicação; por outro lado, agravando velhos conflitos e criando novos. A possibilidade de envolvimento mútuo e internacional nos assuntos de outras pessoas, e de conflitos intermináveis, foi particularmente aumentada. Era característico da época pré-industrial que o homem só poderia alcançar objetivos limitados, por meios limitados; o sinal da Era da Máquina e seu modo de vida foi a habilitação do homem para lutar por ilimitados objetivos através de meios aparentemente ilimitados.

            Os conflitos resultantes de uma economia capitalista mundial culminaram na virada do século numa rivalidade internacional entre Alemanha e Império Britânico. Esta tensão, a qual tinha nunca existido entre essas duas nações, era enraizada em competição comercial, e ofuscou todos os velhos conflitos entre as potências continentais. Um conflito local estalido pelo pequeno estado da Sérvia em 1914, e expandiu para uma guerra em escala europeia pela intromissão da Rússia pelo lado da Sérvia, desenvolvendo-se numa guerra mundial com a declaração de guerra britânica à Alemanha. Werner Sombart, o bem conhecido historiador alemão do capitalismo, descreve a natureza deste desenvolvimento:[52]
... [a] característica comum de todos os desenvolvimentos da era capitalista é uma pressão rumo ao infinito, uma infinitude de objetivos, uma força empenhando-se além de todas as medidas orgânicas. Aqui nós temos um das maiores contradições internas permeando a cultura moderna: que a vida, em sua ação mais alta e mais forte, se excede e... destrói ela mesmo.
            A intervenção americana na guerra civil europeia em 1917, trazida pela política britânica e assegurando a vitória Aliada, inaugurou o clímax do domínio mundial anglo-saxão. Naquela época, após derrubar duas das mais poderosas potências continentais, a Rússia e a Alemanha, as duas potências anglo-saxãs eram as governantes do globo. Elas venceram a guerra, mas elas perderam a paz por causa da própria incapacidade delas em formar uma justa ordem de paz. Grã-Bretanha e a América têm a principal responsabilidade para o curso consequente da história internacional no século americano.

            A Segunda Guerra Mundial foi uma consequência necessária da terminação da Primeira Guerra Mundial nos ditados Versalhes e Saint Germain. As origens imediatas da Segunda Guerra Mundial foi a quebra do preliminar acordo baseada nos Quatorze Pontos de Wilson; a recusa do direito de alto determinação e igualdade de direito para o povo alemão; a criação de uma fronteira oriental e o “Corredor Polonês”; os parágrafos de culpa de guerra e crimes de guerra nos tratados, e as reivindicações econômicas e financeiras impossíveis.

            O estalido da guerra de 1939 foi causada diretamente pelo conflito entre Polônia e Alemanha sobre o “Corredor” e problemas em Danzig. A Grã-Bretanha e EUA não concederam o cumprimento dos direitos de auto determinação: unificação da Áustria e da região do Sudeto com o Reich alemão em 1938 tinha mudado as relações entre as potências do continente em favor da Alemanha – um evento inaceitável para a tradicional política inglesa de “Equilíbrio de Poderes.” Igualmente inaceitável para a América foi a decisão independente dos europeus na conferência em Munique, excluindo o Estados Unidos e União Soviética.

            Por meio da guerra europeia, ambos Roosevelt e Stalin pretendiam realizar o sonho deles de domínio global em acordo a visões totalmente diferentes e objetivos totalmente diferentes. Assim Washington e Moscou organizaram uma nova guerra europeia, possibilitando ambos colossos destruírem e deslocando uma Europa engajada em automutilação. A ordem europeia do mundo foi substituída por duas “super potências,” levando para um equilíbrio de terror. Assim, a América perdeu a posição dela como arbitermundi [“arbitro do mundo”] a qual ela tinha tentado exercer em 1919, e foi forçada à defensiva contra um máximo esforço agressivo e expansionista comunista para exclusiva dominação mundial.

Tradução por Mykel Alexander


Notas


[1] Nota do autor: Ver também Erwin Hölzle, Die Selbstentmachtung Europas (Göttingen, 1975).

[2] Nota do autor: Karl Alexander von Müller, “Das ZeitalterdesImperialismus” em Knaur's Weltgeschichte (Berlin, 1935). Alexander Randa, Handbuch der Weltgeschichte, Volume III (Olten, 1954).

[3] Nota do autor: Georg Franz-Willing, “Der Krimkrieg, einWendepunkt des europäischen Schicksals,” em Geschichte in Wissenschaft und Unterricht 7, edição 8, Agosto de 1956, páginas 448 e seguintes.

[4] Nota do autor: Georg Franz-Willing, Der weltgeschichtliche Aufstieg der VereinigtenStaatendurch die Entscheidung des Bürgerkrieges 1861-1865 (Osnabruck, 1979).

[5] Nota do autor: Georg Franz-Willing, “Der Indische Aufstand 1857-1859,” em Die Welt als Geschichte, XXI, 1961, páginas 29 e seguintes, 109 e seguintes.

[6] Nota do autor: Georg Franz-Willing, “Europa oder Asien. Admiral Perry's Expedition nach Japan,” em Die Österreichische Furche, 1953, Número. 31, volume 1.8.1953.

[7] Nota do autor: Georg Franz-Willing, Neueste Geschichte Chinas 1840-1973 (Paderborn, 1975) passim.

[8] Nota do autor: Allan Nevins, Henry White. Thirty Years of American Diplomacy (New York, 1930) página 257 e sequência. Albert Wedemeyer, Reports (New York, 1958), página 13e sequência.

[9] Nota do autor: Wedemeyer, ibid.

[10] Nota do autor: Georg Franz-Willing, Erzherzog Franz Ferdinand und die Plänezur Reform der Habsburger Monarchie (Munich, 1943), passim.

[11] Nota do autor: Hans Übersberger, Russland and Serbien, (Munich, 1958), passim. Erwin Hölzle, Amerika and Russland (Göttingen, 1980), página 103 e seguintes.

[12] Nota do autor: Hölzle, Die Selbstentmachtung Europas, página 234. Dietrich Aigner, Das Ringen um England (Munich, 1969), página 13 e seguintes.

[13] Nota do autor: Homer Lea, The Day of the Saxon (New York, 1912), página 137.

[14] Nota do autor:V. I. Lenin, Über Krieg, Armee and Militärwissenschaft. Eine Auswahlaus Lenins Schriften in zwei Bänden (East Berlin, 1958), Volume I, página 455.

[15] Nota do autor: Hölzle, Amerika and Russland, página 192 e seguintes. Felix Frankfurter, Reminiscences (New York, 1960), página 154 e seguintes., 178 e seguintes. Bernard Baruch, The Public Years (New York, 1960), p. Off., página 49 e seguintes.

[16] Nota do autor: Baruch, Bernard, The Public Years, p. 97 e seguintes. Baruch, The Making of Reparations and Economic Sections of the Treaty (New York, 1920), passim.

[17] Nota do autor: Fritz Berber, Das Versailler Diktat, 2 vols. (Essen, 1939), Volume I, página 8 e seguintes., página 35 e seguintes., página 94 e seguintes. Ulrich Graf Brockdorff-Rantzau, Dokumente und Gedanken um Versailles (Berlin, 1925), página 175 e seguintes. Ray S. T. Baker, Woodrow Wilson and World Settlement (London, 1923), Volume 3, página 458 e seguintes.

[18] Nota do autor: Berber, loc. cit., Volume I, página 52 e seguintes.

[19] Nota do autor: Philipp Scheidemann, Memoiren eines Sozialdemokraten, 2 volumes. (Dresden, 1928), Volume I, página 346.

[20] Nota do autor: Walther Rathenau, Kritik der dreifachen Revolution (Berlin, 1919), página 123 e seguintes. Walther Rathenau, Tagebuch 1907-1922 (Düsseldorf, 1967), página 226 e seguintes. Friedrich Boetticher, Soldatam Rande der Politik (UnpublishedMemoirs). Max Warburg, Ausmeinen Aufzeicheungen, editado por Eric Warburg (New York, 1952), página 57 e seguintes, página 80 e seguintes.

[21] Nota do autor: Münchner Post (jornal social-democrata), Nr. 263 datado de 11/19/19, Artigo: “Die Hungerblockade und ihre Folgen.”

[22] Nota do autor: Georg Franz-Willing, Ursprung der Hitlerbewegung (Preussisch-Oldendorf, 1947) página 97 e sequência.

[23] Nota do autor: Georg Franz-Willing, Krisenjahr Hitlerbewegung (Preussisch-Oldendorf, 1975), página 274.

[24] Nota do autor: Taras Borodajkewycz, Wegmarken der Geschichte Österreichs (Wien, 1972), (Eckartschriften, publicação n° 42), página 43 e seguintes. Heinrich Ritter von Srbik, “Österreich in der deutschen Geschichte,” in Zwei Reden für Österreich (Eckartschriften, publicação n° 67), (Wien, 1978), página 13 e seguintes.

[25] Nota do autor:Taras Borodajkewycz, Saint Germain. Diktat gegen Selbstbestimmung (Eckartschriften, publicação 31), (Wien, 1969), passim.

[26] Nota do autor: Memorandum of the Premier Lloyd George datado 3/25/19, Berber, loc. cit., Volume I, páginas 35 e sequência.

[27] Nota do autor: General Henry Allen, My Rhineland Journal (Boston, 1923), notícia de 1/15/20.

[28] Nota do autor: Ver Baruch (Nota. 16).

[29] Nota do autor:Ludwig Freiherr von Pastor, Tagebücher (Heidelberg, 1950), notícia de 3/12/20.

[30] Nota do autor: Lenin, loc. cit., Volume I, página 569, página 600.

[31] Nota do autor: George Kennan, Russia and the West under Lenin and Stalin (London, 1961), página 164.

[32] Nota do autor: Dirk Kunert, Ein Weltkrieg wird programmiert (Kiel, 1984), página 97e seguintes.

[33] Nota do autor: Georg Franz-Willing, 1933. Die nationale Erhebung (Leoni, 1982), página 242 e seguintes. Waclawa Jedrzejewicz, “The Polish Plan for a 'Preventive War' against Germany in 1933,” em The Polish Review (New York, 1966), página 62 e seguintes.

[34]Nota do autor: Akten der deutschen auswärtigen Politik (ADAP), Series C,I,I, Número 214, “President Schacht an das Auswartige Arnt.”Franz-Willing, loc. cit., página 281 e seguintes.

[35] Nota do autor: Kunert, loc. cit., página 192 e sequência.

[36] Nota do autor: Carl J. Burckhardt, Meine Danziger Mission 1937-1939 (Munich, 1960), páginas 225 e sequência. Dirk Bavendamm, Roosevelts Weg zum Krieg (Munich, 1983), página 72, páginas 407 e seguintes. Kunert, loc. cit., página 226, página 261.

[37] Nota do autor: Bavendamm, loc. cit., páginas 415 e seguintes, páginas 511 e seguintes, página 600 e seguintes.

[38] Nota do autor: Kunert, loc. cit., página 13 e seguintes., página 271 e seguintes, página 280 e seguintes.

[39] Nota do autor: Hans Herwarth, Against Two Evils (New York, 1981), página 159 e sequência. Charles Bohlen, Witness To History (New York, 1973), Capítulo: “A Source in the Nazi Embassy.”

[40] Nota do autor: Ernst Topitsch, Stalins Krieg. Die sowjetische Langzeitstrategie gegen den Westenals rationale Machtpolitik (Murrich, 1985), passim.

[41] Nota do autor: Georg Franz-Willing, Krisenjahr der Hitlerbewegung, página 282 e seguintes.

[42] Nota do autor: Dietrich Aigner, Das Ringen um England, páginas 29 e seguintes, páginas 105 e seguintes., páginas 269 e seguintes.

[43] Nota do autor: The Forrestal Diaries, editado por Walter Millis (New York, 1951), página 285, conversa datada em 12/27/45.

[44] Nota do autor: Joachim Hoffmann, “Die Sowjetunion bis zum Vorabend des deutschen Angriffs” in Das Deutsche Reich und der Zweite Weltkrieg, Volume 4 (Stuttgart, 1983), páginas 83-97, páginas 713-809.

[45] Nota do autor: Konstantin Fotitsch, The War We Lost. Yugoslavia's Tragedy and the Failure of the West (New York, 1948). K. O. Braun, “Das kriegsauslösende Serbien 1914 und 1941,” em Deutsche Annalen (Leoni, 1984), páginas 228 e seguintes.

[46] Nota do autor: Fritz Berber, Die amerikanische Neutralität im Kriege 1939-1941 (Essen, 1943), passim.

[47] Nota do autor: Charles Tansill, Backdoor To War (Chicago, 1952). Bavendarnm, loc. cit., páginas 563 e seguintes.

[48] Nota do autor: Hamilton Fish, FDR, The Other Side of The Coin. How We Were Tricked Into World War II (New York, 1976). Peter Herde, Pearl Harbor 7/12/41 (Dannstadt, 1980).

[49] Nota do autor:Newark, New Jersey, Argyle Press, 1941.

[50] Nota do autor: The Wartime Journals, informação datada de 5 de fevereiro1942. Ver também David Irving, The Last Campaign. Edição alemã: Der Nürnberger Prozess (Munich, 1979), página 19.

[51] Nota do autor: The Cardinal Spellman Story (New York, 1962). (Edição alemã, Neuenbürg, 1963, página 189 e seguintes).

[52] Nota do autor: Der moderne Kapitalismus, Volume 3, 1928, páginas 12, 25.


_________________________________________________________________________________



Informação Bibliográfica

Autor
Georg Franz-Willing
Título
The Origins of the Second World War
Fonte
The Journal for Historical Review (http://www.ihr.org)
Data
Primavera de 1986
Fascículo
Volume 7 número 1
Localização
Páginas 95 - 114
Endereço


Sobre o autor: Georg Franz-Willing (1915 – 2008) foi um historiador alemão. Graduou-se no Ginásio Humanístico de Rosenheim, Baviera, 1935. Ele estudou história, geografia, antropologia, filosofia, e direito na Universidade de Munique, obtendo seu doutorado sob orientação do renomado historiador Karl Alexander von Müller. De 1939 a 1945 ele serviu no Exército Alemão. Após a guerra ele ensinou história na academia naval da Bundeswehr em Flensburg, e foi associado a uma série de institutos acadêmicos. Dr. Franz-Willing foi o autor de numerosos livros e artigos sobre história moderna, incluindo Die Reichskanzlei1933-1945 e Der Zweite Weltkrieg: Ursachen und Anlass, bem como trabalhos sobre a Áustria dos Habsburgos, China Moderna, e Guerra Civil Americana. Seu livro acadêmico sobre o Movimento Nacional Socialista, Die Hitlerbewegung, foi elogiado pelo semanário alemão Der Spiegel como bem fundamentado nos fatos, e de escopo enciclopédico. Por anos ele foi associado e apoiador do Institute for Historical Review.

Segue abaixo a relação de suas principais obras:

Die Hitlerbewegung. Der Ursprung 1919 – 1922 – (1962).

Krisenjahr der Hitlerbewegung 1923 – (1975).

Der Zweite Weltkrieg Ursachen und Anlass – (1979).

1933. Die nationale Erhebung OVP – (1982).

F. D. Roosevelt /Winston Churchill: Verwandler der Welt – (1991).

Die Kriegsschuldfrage der beiden Weltkriege – (1992).

Deutsche Geschichte im 20. Jahrhundert - Weltherrschaft durch Umerziehung ? – (1994).

Die Finanzierung der Novemberrevolution – (2000).

Die Hitlerbewegung 1925-1934 – (2001).

_________________________________________________________________________________

Relacionado, leia também:

Hitler queria Guerra? - Por Patrick Joseph Buchanan

As mentiras sobre a Segunda Guerra Mundial - Paul Craig Roberts

Controvérsia de Sião - por Knud Bjeld Eriksen

100 anos depois que os EUA se envolveram na Primeira Guerra Mundial. É hora de saber porque - Por Robert E. Hannigan

Raízes do Conflito Mundial Atual – Estratégias sionistas e a duplicidade Ocidental durante a Primeira Guerra Mundial – por Kerry Bolton

Wall Street & a Revolução Russa de março de 1917 – por Kerry Bolton

Wall Street e a Revolução Bolchevique de Novembro de 1917 – por Kerry Bolton

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Judeus, comunistas e o ódio genocida nos "Estudos sobre a branquitude” - Por Andrew Joyce, Ph.D., {academic auctor pseudonym}


Andrew Joyce, Ph.D.
 {academic auctor pseudonym}


            Como uma regra geral, você pode estar toleravelmente certo que qualquer disciplina que contenha a palavra ‘estudos’ em seu título pode ser imediatamente descartada no nível intelectual como envolvendo muito pouco estudo e grande quantidade de doutrinação esquerdista. A relativamente nova disciplina de ‘Whiteness Studies’ {Estudos da branquitude}, contudo, é vastamente mais tóxica que a média das efusões contemporâneas do envaidecido corpo acadêmico. Na verdade, suas produções devem ser vistas como nada menos que incitamento ao genocídio de nosso povo. Enquanto muitos grandes pensadores em nossas fileiras exploraram e expuseram as mais subversivas tentativas de moldar as ‘formas de ver’ que continuam a levar nosso povo à extinção, eu entendo que alguma luz deve também ser derramada sobre o ódio desavergonhado, explícito e aberto que fervilha dentro desta disciplina acadêmica. O credo odioso que motiva os ideólogos líderes desta nova disciplina é chocante e, ainda em igual medida, previsível. Atrás de seus fundamentos ideológicos nós encontramos frases, características, padrões e estratégias que são tristemente todas muito familiares para nós. Nós somos forçados a reconhecer uma vez mais impiedosa guerra étnica que está sendo travada sobre nós, e o alistamento de nosso próprio povo em uma cruzada suicida.

Noel Ignatiev
            Minha própria odisséia neste odioso miasma começou recentemente quando um amigo me enviou um link para a versão online do ‘Whiteness Studies’ {Estudos da branquitude} do Journal Race Traitor. O jornal, que anteriormente se jactava do slogan “Traição à branquitude é lealdade à Humanidade’, foi fundada em forma impressa em 1992 pelo acadêmico judeu Noel Ignatiev. Ambos Ignatiev e Race Traitor tinham sido mencionados anteriormente em The Occidental Observer por Kevin MacDonald. Conforme MacDonald observou em 2008, Ignatiev somente disfarçou muito pouco o ódio irrestrito que sua ‘disciplina’ incita contra os brancos e a cultura destes:
Ignatiev et. al. têm desenvolvido um história que é da seguinte forma: Um bando de pessoas muito ruins se reuniram e criaram uma categoria chamada “branca” para a qual eles pertencem mas pessoas com pele diferente não pertencem. Então eles fizeram leis que favoreceram pessoas na categoria branca, eles fizeram conluio com outros brancos para dominar o processo econômico e político, e eles inventaram teorias sem base científica na qual os brancos tinham suas raízes em diferenças biológicas reais. Todo o material escrito de Ignatiev que nós temos visto carrega a mesma estranha mensagem com o mesmo texto extremo... Ignatiev escreve sombriamente e dramaticamente sobre a “abolição da raça branca,” “genocídio dos brancos,” etc. Quando pressionado, ele enfatiza que ele não quer dizer realmente em matar as pessoas que chamam a elas mesmas de branca. Ele somente quer destruir o conceito de branquitude. Então ele está fora do contexto, certo?
            Não muito. Ignatiev está realmente apenas jogando um jogo de isca e dissimulação. Enquanto plenamente sintonizado a sua própria identidade judaica, ele ostensivamente segue a linha do politicamente correto que “raças” são somente “construções sociais”. Quando pressionado, ele alega ser pouco mais que um igualitário extremo, contra todas hierarquias sociais mas especialmente aquela na qual na qual ele imagina os brancos estarem no topo. Com a verdadeira natureza da cruzada anti-branco assim escondida, Ignatiev e seus protegidos têm sido capazes de aumentarem seus discípulos, e incitar ódio contra os brancos sem ser acusado de fazer isso. O ódio deles assume uma legitimidade superficial porque o os odiados “brancos” são apenas uma “construção social.” Então eles estão buscando ‘matar’ uma construção, não um povo. A linha partidária, portanto, é que ela é em tudo o fazer os brancos pararem de pensarem que eles são brancos – para o próprio bem deles naturalmente. Assim enquanto os estudos sobre os negros, estudos sobre as mulheres, estudos sobre os mexicanos etc. direcionam todos a desenvolver e nutrir suas respectivas identidades e agendas sociais, os ‘estudos sobre a branquitude’ direcionam a extinguir completamente qualquer sentido de identidade e consciência dos interesses de grupo.

            Visto no contexto de competição étnica, de educação e de cultura como armas neste batalha, é claro que existe nada remotamente benigno em despojar os brancos de sua consciência étnica e de identidade. Conforme Kevin MacDonald comentou:
Note que se Ignatiev fosse sinceramente oposto à competição étnica, ele teria criticado todos os tipos de povos e indivíduos ao redor do mundo que pensam deles mesmos como pertencendo a uma categoria racial/étnica. Afinal, o que resta quando não existe mais a categoria da branquitude? Existirão ainda povos com pele branca que podem traçar a ancestralidade genética deles à Europa, mas que têm perdido todo o sentido de pertencer a uma categoria racial. E existirá ainda povos que classificam-se eles mesmos como judeus e negros e asiáticos e várias subdivisões de asiáticos. Estes povos continuarão atuar na base desta identidade. Somente brancos serão deixados sem uma identidade e, portanto, sem armas na luta racial/étnica... Quando somente brancos estão deixados sem uma identidade e, portanto, sem armas na luta racial/étnica, não é preciso muita imaginação para supor que o real genocídio dos brancos é o próximo passo.
      Enquanto Ignatiev e Race Traitor são importantes e visíveis pedras angulares dos contemporâneos esforços para destruir a identidade branca, e com isso nossa viabilidade genética, neste artigo eu quero ainda contextualizar estes esforços bem como explorar algumas das mais amplas implicações e ramificações dos indivíduos chave e os trabalhos deles.

            Um dos textos seminais da turminha dos ‘estudos da branquitude’ é The Invention of the White Race, em dois volumes (1994 & 1997) de Ted Allen. Allen (1919 – 2005) impactou-me como um profundamente estranho personagem que circulou em um ambiente pesadamente judeu ao longo de sua vida. Allen nasceu em uma família de classe média em Indianápolis, Indiana. Em 1929 a família moveu-se para Huntington, Virgínia Ocidental, onde ele posteriormente alegou ter sido “proletarizado pela Grande Depressão.” Ele tinha se juntado ao densamente judeu Partido Comunista nos anos da década de 1930 e, depois mudando para Nova Iorque em 1948, ele deu aulas em economia na Jefferson School, do Partido, na Union Square in Manhattan (1949 – 56). No fim dos anos da década de 1950 o Partido Comunista caiu sob o escrutínio do governo e desembocou em luta interna, levando Allen a deixar o Partido a fim de ajudar a estabelecer uma nova organização, a Provisional Organizing Committee to Reconstitute the Communist Party (POC). Após estadias na Inglaterra e Irlanda depois da morte de sua esposa, Allen retornou para o Brooklyn nos anos da década de 1960.

Theodore William "Ted" Allen
            Baseando-se nas teorias de W. E. B. Du Bois em Black Reconstruction (1935) sobre a alegada ‘perseguição racial,’ na América e pesadamente influenciado por amigos íntimos judeus como Noel Ignatin (mais tarde Ignatiev), Allen começou a trabalhar em um estudo histórico de três crises na história dos Estados Unidos na qual ele percebeu haver confrontação geral entre as forças do capital e aquelas de baixo – a crise da Guerra Civil e Reconstrução, a Revolta Populista dos anos da década de 1890, e a Grande Depressão dos anos da década de 1930. Seu trabalho focou no papel da teoria e prática do que ele percebeu como “supremacia branca” em formar aqueles resultados. Juntos, Ignatiev e Allen forneceram a cópia para um influente panfleto dos anos 70 contendo ambos “White Blindspot,” sob o nome de Ignatiev, e “Can White Radicals Be Radicalized”, artigo de Allen.

            Eu penso que isso fala claramente sobre o próprio sentido confuso de Allen de identidade racial que ele publicou, sua própria contribuição, no panfleto sob o decididamente característico pseudônimo judaico J. H. Kagin. O pseudônimo judaico foi apropriado para um indivíduo que através de sua vida aparentemente esforçou-se pela judeidade, e tanto na aniquilação como no ódio a sua própria identidade branca, e em sua perpétua associação com judeus e os interesses destes. Quando ele finalmente publicou The Invention of White Race no início dos anos da década de 1990. Allen contribuiu significantemente à causa de Ignatiev ao desafiar as definições fenotípicas de raça, desafiando argumentos que racismo é uma característica inata da natureza humana, e em negar a ideia que a classe trabalhadora branca beneficia-se de um sentido de consciência e identidade racial. Allen morreu na pobreza em Crown Heights, Brooklyn, onde ele viveu por mais de quarenta anos. Seu último trabalho, pode ser adicionado, era bastante adequado. Ele ensinou matemática na ultra-ortodoxa Yeshiva {uma escola judaica} Crown Heights.

Alexander Saxton
            Outra figura importante no desenvolvimento dos estudos da natureza dos brancos foi Alexander Saxton (1919 – 2012). Saxton, como Allen, veio de uma família de classe média, mas acarinhou os sonhos de uma vida como um guerreio de classe. Seu pai foi o editor-chefe da Harper & Brothers, a companhia que publicou primeiro Edna St. Vincent Millay, Aldous e Julian Huxley, J. B. Priestley, e Thornton Wilder. Sua mãe ensinou literatura numa escola privada para garotas em Manhattan. Também como Allen, ele posteriormente alegou ter sido “radicalizado pela Grande Depressão.” Saxton entrou em Harvard em 1936, mas abandonou seu primeiro ano para se tornar um operário em Chicago. Um trabalho seis dias por semana ao pagamento de 25 centavos por hora levou o reitor de Harvard a sugerir que seus pais dessem a ele ajuda psiquiátrica. Saxton logo juntou-se ao Partido Comunista, finalmente conseguindo seu grau de bacharel na Universidade de Chicago. Sua filiação no Partido Comunista, bem como sua produção de uma número de novelas duvidosas começando no fim dos anos da década de 1940, levou a uma audiência perante a House Un-American Activities Committee no meio dos anos da década de 1950. Depois de décadas escrevendo artigos sobre ‘supremacia branca’ um decrépito Saxton publicou The Rise and Fall of He White Republic em 2003, onde ele argumentou que o ‘racismo branco’ era central na política e cultura americana. Mais tarde tornou-se um texto-chave sobre os ‘estudos da branquitude’. Saxton atirou em si mesmo em seu lar em 2012.

Ruth Frankenberg
Terry Berman
            Uma figura mais jovem no desenvolvimento dos ‘estudos da branquitude’ foi Ruth Frankenberg (1958 – 2007). Frankenberg nasceu na Inglaterra de um pai judeu e uma mãe inglesa, ambos ardentes esquerdistas. Depois que seus pais se divorciaram, Frankenberg foi criada principalmente pelo pai dela antes de mudar-se para a Califórnia no fim dos anos da década de 1970, com a idade de 21. Através dos anos da década de 1970 ela própria tinha devotado-se como uma ‘feminista socialista’ (nunca como judia!) para se opor ao National Front, um movimento anti-imigração que estava ganhando força na Inglaterra desde o meio dos anos da década de 1960. Depois de chegar na Califórnia, e declarando-se ela mesma uma lésbica, Frankenberg começou trabalhar intimamente com Erica ‘Ricky’ Sherover-Marcuse e Terry Berman. Em A Promise and a Way of Life: White Antiracist Activism, o autor Becky Thompson escreve que “De Ricky Marcuse e Terry Berman, ambos consultores e professores anti-racistas, Ruth aprendeu que o trabalho anti-racista para os povos brancos requerem ‘fazer o trabalho a partir de um lugar de amor próprio’”.[1] Existe um número de problemas com a ingênua afirmação de Thompson. Primeiramente, ambos Marcuse e Berman não são brancas, mas eram, ao invés, judias fortemente identificadas. De fato, Marcuse era a viúva de Herbert Marcuse da notória Escola da Frankfurt. Segundamente, como o trabalho contra os brancos feito de modo pioneiro pelo marido dela, o trabalho de Ricky pode bem ter sido motivado pelo amor próprio para a extensão do que ela amava, e identificava-se, seu judaísmo, mas não havia amor pelos brancos.

Ricky Marcuse
            Marcuse estava suficientemente em sintonia com sua própria identidade judaica para trabalhar em um kibbutz de 1959 – 1960/61, onde ela apreendeu hebraico. Ela trabalhou com Herbert Marcuse na Universidade da Califórnia de San Diego na década de 1970, e após a segunda esposa de Herbet, Inge Neumann, morrer em 1972, Ricky e Herbert se casaram em 21 de junho de 1976. Depois que Herbert morreu, Marcuse continuou produzindo um grande número de escritos os quais simultaneamente atuavam contra a identidade branca enquanto impulsionavam os interesses judaicos. Estes escritos passariam a formar o leito de sementes para o desenvolvimento dos ‘estudo sobre a branquitude.’ Por exemplo, em seu artigo ‘Working Assumptions For White Activists On Eliminating Racism: Guidelines For Recruting Other Whites As Allies,’ {Pressupostos de trabalho para ativistas brancos para eliminar o racismo: diretrizes para recrutar outros brancos como aliados} Marcuse escreveu que os ativistas deveriam:
Assumir que todos os brancos tenham sofrido alguma variedade de sistemático condicionamento ou ‘treinamento’ para assumir o ‘papel opressor’ em relação aos povos de cor. Algumas vezes este treinamento tem sido participar em atos de violência, ou juntar-se em insultos raciais ou piadas; algumas vezes este treinamento tem sido manter silêncio em face da injustiça. Algumas vezes este treinamento tem sido para ser ‘extra-agradável’ frente às pessoas de cor.
            Enquanto todos os brancos devem parecer como opressores ‘treinados’, os judeus eram sempre representados por Marcuse como a vítima em quintessência. Os judeus eram para ter todos os direitos em identificarem-se como judeus que ‘os opressores brancos’ eram para serem negados como brancos. Em ‘A Working Perspective on Jewish Liberation,’ Marcuse escreveu:
A opressão judaica é real; ela afeta a vida de todo judeu. Como um povo e como indivíduos os judeus têm sido os alvos de maus tratos sistemáticos e a atitudes anti-judaicas... Todo judeu tem e é intitulado a ter um único (alto-definido) relacionamento para com as tradições judaicas, cultura judaica, práticas religiosas judaicas, história judaica, e para com o estado de Israel.
            Antes de morrer em 1988, Marcuse devotou muito de tempo dela a propulsionar a ideologia dela através de suas oficinas de ‘desaprender o racismo’, e doutrinando jovens brancos em apoiar o multiculturalismo através de seu grupo ‘New Bridges’ baseado em Oakland. Ela também investiu muito tempo em pupilas dos ‘estudos sobre a branquitude’ como Ruth Frankenberg, antes de morrer de câncer na idade de 50 anos em 1988.

            Tomando a deixa de Ignatiev, Marcuse, Berman, e os White Communists, Frankenberg publicou White Woman, Race Matters: The Social Construction of Whiteness em 1993. Frankenberg baseou o ‘estudo’ dela no dogma da disciplina, o qual orbita ao redor da crença de que raça é nada mais que uma construção histórica e política, e um fluido social. Ela argumenta que enquanto os brancos podem negar que eles são ‘racistas’, eles não podem negar que eles são brancos. Frankenberg prosseguiu a argumentar que os brancos são implicitamente racistas em virtude da posição ‘dominante’ deles na sociedade ocidental, e afirmou que nós devemos ‘refletir criticamente’ sobre esta posição social de dominância que o povo branco ocupa em nossa sociedade. ‘Estudos sobre a branquitude’ para Frankenberg, como para os predecessores dela, nada mais eram que um exercício em convencer os brancos que eles são opressores, querendo eles ou não, e se eles tinham realmente participado pessoalmente em alguma opressão ou não.

            Foi esta coleção de doentes e ativistas que produziram e disseminaram o meme cultural do ‘privilégio branco’.

            Frankernberg, como Allen, Saxton, e Marcuse, encontrou um fim menos que agradável quando ela morreu de câncer de pulmão em 2007 na idade de 49. Mas até aquele momento o movimento intelectual tinha sido gerado de modo a sobreviver sem seus arquitetos chefes. Os ‘estudos sobre a branquitude’ começou a crescer ao redor de 2002 quando muitos acadêmicos de esquerda, que se auto-odiavam, e judeus previamente envolvidos em atacar vicariamente os brancos via histórias difamatórias e escandalosas de escravidão começaram a notar novas oportunidades e fluíram para o novo campo. Um foi o ‘especialista’ judeu em escravidão Peter Kolchin, que escreveu em 2002 um artigo no Journal of American History que:
Subitamente os estudos da branquitude estão em todo lugar. A rápida proliferação de um gênero que parece ter surgido de nenhum lugar é pouco surpreendente: uma pesquisa recente sobre palavra-chave feita no catálogo eletrônico da biblioteca de minha universidade resultou em cinqüenta e um livros contendo a palavra ‘whiteness’ {branquitude}em seus títulos, quase todos publicados na década passada, e a maioria publicado nos últimos cinco anos... Embora o termo ‘whiteness studies’ {estudo da branquitude} possa a primeira vista sugerir trabalhos que promovam a identidade branca ou constituam parte de uma forte reação contra o multiculturalismo e o ‘politicamente correto’, virtualmente em todos os estudos sobre a branquitude os autores buscam confrontar o privilégio branco – isto é, racismo, e virtualmente todos se identificam em algum nível com a esquerda política. A maioria deles vê uma íntima ligação entre seus esforços acadêmicos e o objetivo de criar uma ordem social mais humana.
Peter Kolchin
            Naturalmente, o novo gênero não tinha “saído do nada,” como Kolchin sugeriu. Ambos o próprio gênero, e vários de seus maiores arquitetos e autores, tinham verificáveis ligações para tanto com o comunismo e a Escola de Frankfurt – Marcuse sendo a própria personificação de tal linhagem. E como a Escola de Frankfurt, a ideologia do grupo é construída mais ou menos explicitamente sobre a ideia que uma ‘ordem social humana’ pode ser somente alcançada através da total aniquilação da natureza dos brancos.

            A perseguição aberta dos ‘estudos da branquitude’ deve ser percebida como nada menos que um ato de extrema, e ainda violenta, agressão contra a raça branca. Eu estou lembrando de uma particularmente pertinente seção de The Lighting and the Sun de Savitri Devi. Devi escreveu que a visão de mundo materialista de violência permitiu que tremendos atos de agressão deslizassem sem contestação. Ela observou:
Perseguição não clara, lenta, e ainda implacável, tanto econômica como cultural: a sistemática supressão de todas as possibilidades para vencidos, sem ‘mostrar’ o impiedoso ‘condicionamento’ das crianças, tanto mais horrível é quanto mais impessoal, mais indireto, mais exteriormente ‘gentil’, é a astuta difusão de mentiras que matam a alma; violência sob o disfarce de não-violência.
            Os programas ‘educacionais’ da ADL[2], a obliteração de nossas fronteiras nacionais, o assassinato de nossa identidade racial, e o lento genocídio de nosso povo sendo realizado sem balas, bombas ou lâminas. Mas isto é, e será, tremendamente violento em suas implicações. Os estudos sobre a branquitude não são parte de uma disciplina acadêmica em qualquer sentido deste termo. Este gênero é um ato de agressão inter-étnica.

Conclusão

George Lipsitz
            Hoje, uma rápida busca na amazon.com revela mais de seiscentos resultados para livros com “whiteness” {branquitude} em seu título. Judeus estão fortemente representado em ambos termos numéricos e no sentido que as contribuições deles parecem ainda mais venenosas que a média. Tomemos, por exemplo, The Possessive Investiment in Whiteness: How White People Profit from Identity Politics (2006) de George Lipsitz, no qual o autor oferece “um olhar não hesitante sobre a supremacia branca... {a branquitude é uma vantagem estruturada que produz ganhos injustos e recompensas não merecidas para os brancos enquanto impõe impedimentos para a acumulação de ativos, emprego, moradia, e cuidados da saúde para membros de grupos raciais prejudicados.” Embora os judeus continuem a ser proeminentes, continua a ser uma dolorosa realidade que jovens acadêmicos brancos continuem a reunirem-se em um movimento voltado à destruição de seu próprio povo.

            Um fator maior que facilita este comportamento etnicamente suicida é a dominação judaica contínua da academia e a constante mutação do que pode ser denominado vagamente como ideologias da ‘Escola de Frankfurt’ em movimentos intelectuais superficialmente novos. Existe realmente nada de novo nisto tudo sobre ‘estudos da branquitude’. Ele é simplesmente o último disfarce da crítica radical da cultura branca, toda lógica talmudista sobre ‘raça como um construto’ à parte, a ativa promoção do genocídio branco. A hipocrisia dos arquitetos judeus do ‘estudo sobre a branquitude’ é auto-evidente – deixa claro na total falta de identificação deles com os brancos, e a muito forte identificação deles com grupos de interesse e cultura judaica. É trágico, criminoso, de fato, que esta corrupta cabala de ativistas étnicos e disfuncionais comunistas que querem ser judeus tenha seqüestrado posições na faculdade, tenha obtido acesso a elite das editoras, e com isso, significante poder e influência sobre a cultura.

            O segundo fator em jogo no sucesso dos ‘estudos sobre a branquitude’ é o problema atual da patologia branca. Um lado da patologia branca é o altruísmo frente a outras raças. O lado ainda mais insidioso é a tendência frente ao auto-ódio. Em meu último artigo[3] sobre este assunto eu escrevi que:
Este auto-ódio pode ser relativamente dormente, na medida que ele é freqüentemente subconsciente, mas irá ao pico quando a mídia ou outra influência cultural descobrir uma questão adequada e construir uma falsa narrativa ao redor dela. Quando a falsa narrativa chega à popularidade máxima, repleta de gatilhos morais emotivos, o auto-ódio se traduz em ativismo o qual então assume uma vida e momento ele próprio. A cruzada moral rapidamente torna-se moda, espalhando em facilitadores de tendências como a mídia social, ganhando mais e mais seguidores cegos. Os verdadeiros fatos atrás da questão original estão neste ponto enterrados sob camadas de debates socialmente construídos, habilidade publicitária, e protestos sobre ‘vítimas naufragas em sacos pretos na praia’ {como a dos migrantes que naufragam na tentativa de chegar à Europa}. Contra-argumentos são nesta fase designados como subversivo, e como uma extensão do passado do diabólico povo ‘racista’ da Europa. Mesmo ‘indiferença’ e qualquer menção dos custos da imigração são tratados com desprezo. Aqueles indivíduos que estão alertas para o estratagema e se organizam atrás de um contra-argumento, tal como o PEGIDA ou os partidos políticos nacionalistas, são designados como diabos populares encarnados. Confrontado com estes povos diabos, o moralismo branco {ou seja, o politicamente correto}atinge seu zênite.
            Os esquerdistas brancos atualmente conspirando com seus gurus acadêmicos judeus para a queda da branquitude são perigosos e fanáticos iludidos moralmente, e desta maneira, traidores da raça da mais alta ordem. Eles acreditam plenamente que “traição à branquitude é lealdade à humanidade.” Eles voluntariamente optaram em renunciar a luta pela vida.

            Examinando as produções turgentes desta ralé, fui movido para as minhas próprias reflexões sobre a branquitude. Escusado de dizer, como um escritor do The Occidental Observer, que eu realmente rejeito totalmente qualquer sugestão que raça é meramente um construto. Raça, para mim, é uma concreta realidade natural como o nascer do Sol e o soprar do vento. Eu poderia fazer extensas líricas por páginas sobre as realizações da raça branca e seu lugar no pináculo do progresso humano, mas eu iria rejeitar qualquer redução da branquitude para o meramente material. Mais importante que invenções, descobertas, viagens, e batalhas que distinguem nossa raça são a energia e o espírito subjacente a todas elas. Eu prefiro refletir branquitude como sendo destilada do espírito faustiano, e eu creio que não seria, portanto, mais possível capturar a ‘branquitude’ em um papel, ou em uma disciplina acadêmica para esse assunto, do que capturar um relâmpago em uma garrafa.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander


Notas


[1] Nota do autor: B. Thompson, A Promise and a Way of Life: White Antiracist Activism (University of Minnesota Press, 2001), página 165.

[2] Fonte utilizada pelo autor: “Making’America as user-friendly to jews as possible.’ The Anti-Difamation League and the Indoutrination o four Yourth.” Por Andrew Joyce, 07/01/2014, The Occidental Observer.

[3] Fonte utilizada pelo autor: “Drowning in Altruism: Thoughts on White Pathology and the Invasion of Europe”, por Por Andrew Joyce, 28/04/2015, The Occidental Observer.


_________________________________________________________________________________





Sobre o autor:Sobre o autor: Andrew Joyce é o pseudônimo de um acadêmico PhD em História, especializado em filosofia, conflitos étnicos e religiosos, imigração, e questão judaica. Ele compõe o editorial do The Ocidental Quarterly e é contribuinte regular do The Occidental Observer, e assessor do British Renaissance Policy Institute.

________________________________________________________________________________

Relacionado, ver: