domingo, 12 de setembro de 2021

Sionismo - por Richard James Horatio Gottheil (Jewish Encyclopedia) - parte 12 - final

 Continuação de Sionismo - por Richard James Horatio Gottheil (Jewish Encyclopedia) - parte 11

Richard James Horatio Gottheil


A vasta difusão do sionismo

            A extensão a qual a ideia sionista tem se espalhado entre o povo judeu pode ser vista não somente no número de judeus afiliados à organização sionista e ao congresso, mas também no fato de que dificilmente existe um recanto ou canto do mundo judaico no qual as sociedades sionistas não possam ser encontradas. Mesmo onde não existam tais organizações, expressões de aprovação e adesão têm vindo dos corpos de judeus que têm vivido praticamente isolados de toda conexão com o curso da vida judaica. Foi noticiado comunicações, junto com subscrições para o fundo, de um grupo de descendentes de judeus portugueses em Manecoré no Amazonas, Brasil (12 de março de 1901), de judeus instalados no Chile, e do Jadid AL-Islam {judeus da comunidade muçulmana} em Corasão {província do Irã} (1901); enquanto sociedades existiam em Tshita (Sibéria, na fronteira da Manchúria), Tashkent {Uzbequistão}, Bucara {Uzbequistão}, Ramgum {Birmânia}, Nagasaki, Tóquio, Hongkong, Singapura, e entre os soldados americanos em Filipinas. A Associação Sionista Shangai foi fundada em 1903; A Associação Sionista Dr. Herzl da África Oriental (Protetorado da África Oriental) em 1904. Na Austrália existem quatro federações sionistas: New South Wales, Victoria, South Australia, e West Australia. Queensland tem sua própria federação com seu centro em Brisbane, e Nova Zelândia tem várias sociedades. Mesmo entre os judeus russos estabelecidos pela Associação de Colonização Judaica na Argentina, existe uma federação compreendendo quatro sociedades. Um congresso sionista foi realizado lá em 16 de maio de 1904, compreendendo delegados de 1.150 membros contribuintes de Shekel {dinheiro judeu}. Em todos países da Europa, nos Estados Unidos, ao longo da costa norte-africana, e na Palestina similares sociedades são também encontradas. Na Exposição St. Louis {uma feira cultural mundial celebrada junto a III Olimpíada Moderna realizada na mesma cidade}, 1904, a bandeira sionista (listras azuis e brancas, com uma “Estrela de David” no centro) flutuou em um dos edifícios junto com aquelas de outras nacionalidades.

 

Partidos no Sionismo

            Esta diversidade topográfica corre paralela com a variedade de judeus para quem o movimento sionista tem apelado; e é, portanto, natural que uma grande divergência de opinião é manifesta dentro de suas próprias fileiras. Isto não poderia ser de outra forma, considerando que o movimento é nacional. Vários partidos e facções têm, conformemente, crescido dentro do corpo, e se têm feito eles mesmos percebidos durante alguns dos congressos. De fato, as discussões, muito violentas as vezes por causa que elas são baseadas em diferenças radicais de princípio, ambas no congresso e fora, são os concomitantes naturais disto como de todos os movimentos mundiais. Dos partidos ou grupos dentro do corpo sionista os seguintes podem ser especificamente enumerados:

            O grupo composto dos seguidores imediatos de Theodor Herzl e daqueles que ficaram ao lado dele durante seus sete anos de trabalho podem ser chamados de Partido do Governo. O programa deles é aquele enunciado pelo presidente do congresso em suas várias sessões. Eles desejam um lar assegurado legalmente para o povo judeu na Palestina e países vizinhos, e assumem a posição deles sobre a Plataforma da Basiléia pura e simples. Eles são políticos-diplomáticos sionistas, embora não se opõem ao fortalecimento da posição dos judeus na Palestina ao melhorar as condições deles e ao conduzir experimentos em empreendimentos agrícolas e industriais. 

            O segundo grupo é o do Mizrahi, uma aliança dos judeus ortodoxos dentro do corpo sionista. O Mizrahi foi formado na época do Quinto Congresso como uma dissidência à Fração Radical. Seu chefe é o rabino Isaac Jacob Reines de Lida, Rússia, onde sua primeira reunião anual foi realizada em 23 de fevereiro de 1903. Ele reivindicou então uma filiação de 11.000, mas tem largamente aumentando desde aquela época. Em 1903 ele tinha fundado 125 sociedades não somente na Rússia, mas na Alemanha, Inglaterra, Galícia e Palestina. Uma conferência mundial de mizrahistas foi realizada em Bratislava, durante 21 e 24 de agosto de 1904, e uma conferência especial das sociedades inglesas em Londres em 19 de julho de 1904. O grupo tem espalhado também para os EUA, onde ele tem realizado duas reuniões, durante 5 e 7 de janeiro de 1905, em Nova Iorque, e em 17 de junho de 1905 na Filadélfia. A ramificação americana mantém um órgão, “The Sabbath Journal.” O mizrahistas, formando o Partido Central Judaico, eram aderentes restritos de Theodor Herzl, e desde sua morte têm permanecido fieis aos seus princípios. A estes eles têm adicionado, como uma característica especial, a conservação das práticas judaicas ortodoxas. No congresso eles geralmente votam com o Partido do Governo. De acordo com o programa deles, eles são “uma organização de ortodoxos sionistas que, na base do Programa da Basiléia, acreditam numa fiel aderência à Torá e à tradição em todos os assuntos pertencendo a vida judaica, e uma saudade pela terra dos pais, para constituir a tarefa do povo judaico e as condições favoráveis para sua preservação.”

            O Po’ale Zion, ou “Fração” Democrática, representa a esquerda judaica. Seus membros afirmam falar para o proletariado na Europa oriental, e têm um número de pronunciados socialistas nas fileiras deles. Embora comparativamente um pequeno corpo, eles fizeram-se perceber no Segundo Congresso, quando a moção do Professo Mandelstamm para excluir eles foi perdida. Eles estão organizados na Áustria e Suíça; e uma facção chama-se ela própria abertamente “Partido dos Trabalhadores Socialistas Sionistas, Londres – Paris.” Eles se organizaram na América em 1903, e realizaram a primeira convenção deles em 29 de abril de 1904, doze sociedades sendo representadas e mantendo um órgão, “Die Neue Stimme.Nos Estados Unidos eles são afiliados com a Federação de Sionistas Americanos. O Po’ale Zion sustenta que o proletariado judaico irá ser dirigido para as suas fileiras, conforme a compressão, a necessidade prática por emigração da Europa oriental tornar-se maior. Os membros são, portanto, amplamente territorialistas, e alegam ser forçados em uma medida a serem opostos à colonização da Palestina em qualquer escala, por causa de sua aparente impossibilidade.  Por outro lado, são eles acreditados em alguns círculos ter a propaganda socialista deles mais força que o trabalho sionista deles, e ameaçam comprometer o movimento com certos governos europeus. A Bund na Rússia foi o primeiro a se opor ao Sionismo, acusando este último de recusar-se a auxiliar os judeus romenos em 1897. Desde então ela tem feito sensíveis aproximações ao sionismo, e seus membros tornando-se judeus nacionalistas e trabalhando para a autonomia nacional judaica.

 

Sionistas Ziyyone

            Um partido muito grande dentro do corpo dentro do corpo geral consiste dos chamados sionistas Ziyyone, um produto das discussões levantadas dentro do Sexto Congresso. Eles são praticamente liderados por Usishkin de Ekaterinoslav. Na época do Sexto Congresso ele estava presidindo um congresso na Palestina, e declarou-se ele mesmo não somente contra o projeto do leste africano, mas também contra a o caráter vinculativo do voto tomado no congresso. Em um panfleto, “Unser Programm” (Viena, 1905), ele tem delineado os princípios do novo grupo. Sustentando que as ações diplomáticas de Herzl tinham se provado uma falha, ele exigiu imediato trabalho na Palestina, sem esperar pela concessão de uma carta. Terras devem ser compradas de uma só vez com uma certa porção do National Fund; e quaisquer ações diplomáticas que acompanhem o trabalho sionista devem ser realizadas por um colégio. Para propósitos de colonização uma sociedade especial, Geullah, tem sido formada; e a assistência da ICA e outras sociedades de colonização é para serem buscadas. Uma Associação Sionista Palestina foi fundada em Londres em maio de 1905, com Haham M. Gaster como seu presidente, para trabalhar em linhas similares. Desde o Sexto Congresso, Usishkin tem estado incessantemente ativo em reunir suas forças. Antes do Sétimo Congresso uma conferência preliminar foi realizada em Freiburg, e no próprio congresso os sionistas Ziyyone reuniram 360 votos, praticamente controlando o poder de voto. Não pode haver dúvidas que os sionistas Ziyyone compõem a maior parte dos velhos grupos Chovenei Zion; e embora eles tenham protestados fortemente contra a imputação, os sionistas Políticos veem na ascensão deles um perigo do movimento cair de volta na rotina da velha colonização beneficiente.

 

Territorialistas – Israel Zangwill

            Diametralmente oposto aos sionistas Zyyone são os territorialistas. A nova organização foi formada em grande parte daqueles que desejavam que o congresso aceitasse a oferta do governo inglês; mas num imediatismo enquanto ela se desenvolvia num corpo procurando um território sobre uma base autônoma em qualquer parte do mundo onde tal território pudesse estar disponível. O Zionistische Territoriale Verbindung {Associação Territorial Sionista} em Berna emitiu um chamado no “Die Welt” (nº 12, 1905), mas o novo grupo foi realmente formado como a Organização Territorial Judaica durante o Sétimo Congresso. Israel Zangwill tinha sido seu líder e seu presidente. Apesar de seu protesto que a minoria no congresso devesse sempre se curvar à maioria (discurso em Londres, 1900), ele sentiu que a necessidade da massa errante de judeus, e a consequente emigração exigiam uma solução mais rápida do que o sionismo político era capaz de permitir. De acordo com Zangwill, a maioria do Sexto Congresso era pelo Territorialismo; mas esta é uma afirmação equivocada, na medida que uma grande maioria daqueles que votaram na afirmativa naquela ocasião votaram meramente pelo envio da comissão, e não sobre os méritos da proposição como um todo. Ignorando completamente a votação no Sétimo Congresso, ele se colocou ele próprio na chefia da Organização Territorial Judaica, e juntado pelo elemento radical o qual isolou-se ele próprio do corpo sionista, e por um número que, como ele mesmo, permaneceu sionista embora eles acreditavam ser importuno recusar a oferta do governo britânico, ele moldou a nova organização na Basileia. No “Jewish Crohonicle,” 25 de agosto de 1905, Londres, ele publicou um manifesto no qual ele declarou que a Organização Territorial Judaica

“Faz como um corpo nenhuma oposição frente ao Sionismo, seus membros sendo deixados livres para determinar as relações individuais deles para com o movimento. Naturalmente nenhuma terra qualquer que seja é excluída de nossas operações, dado ela ser razoavelmente boa e obtível”

            O objetivo da organização foi dito ser:

“1. Proporcionar um território sobre uma base autônoma para aqueles judeus que não podem ou não irão permanecer nas terras nas quais eles vivem no presente. 2 Para alcançar este fim a organização propõe: unir todos os judeus que estão em acordo com este objetivo; entrar em relações com instituições privadas e públicas e governamentais; e criar instituições financeiras, escritórios de trabalho, e outros instrumentos que se julguem necessários.”

            A grande massa de sionistas viu nesta nova organização uma ruptura com o corpo maior, e, praticamente, um sionismo sem Sião.

            Israel Zangwill (setembro de 1905) deu as mãos a Lucien Wolf, que agora parece mais disposto a aceitar a ideia de uma colônia britânica com direitos autônomos judeus – a própria proposta feita a Theodor Herzl pelo governo britânico – embora ele ainda se proclame tão longe da posição sionista como sempre esteve. Na promoção desses planos, Zangwill, em nome da Organização Territorial Judaica, homenageou o Exmo. Alfred Littleton (8 de setembro de 1905), pediu que a concessão original na África Oriental Britânica permanecesse aberta por um tempo mais longo. Contudo, em 16 de setembro, Littleton respondeu em negativa, afirmando que o território em questão tinha já sido aberto à colonização, mas renovou a garantia contida na carta de Clement Hill que seu governo segue com o mesmo interesse em qualquer tentativa de melhorar a condição do povo judaico.

 

Outros grupos

            Vários grupos definidos com menos claridade têm brotado a partir dos últimos anos. Os chamados Sionistas Políticos realizaram a própria conferência em Varsóvia em junho de 1905, com o professor M. Mandelstamm presidindo. Estes são em alguns pontos opostos aos Territorialistas, que são em um sentido anti-{proposta de colonização da} Palestina; mas eles estão dispostos a fazer certas concessões no desejo deles para conservar a grande massa de judeus emigrando para fora da Europa Oriental a partir da completa assimilação e desmoralização. Eles são dispostos a cooperar com outros organismos em concentrar esta emigração em um território nacional autônomo que não seja a Palestina. Eles desejam, contudo, que o trabalho na e pela Palestina deva continuar; e eles concordam que nenhum dinheiro sionista seja empregado para outros propósitos que não o da Palestina. Eles alegam ter tido quarenta e cinco delegados no Quinto Congresso, e no Sétimo eles formaram um grupo especial, sendo o porta-voz deles o Prof. N. Slouschz de Paris. Eles são oponentes dos sionistas Ziyyone e gravitam naturalmente em direção aos Territorialistas.

            Um segundo grupo menor é o do Partido Político Prático (“Real Politische Partei”), liderada por Nossig e Trietsch, com algumas daquelas visões do Professor Warburg, Dr. Franz Oppenheimer, e outros da Comissão Palestina. Eles são opostos a ambos Sionistas Ziyyone e Territorialistas. Eles sustentam que a importância da autonomia em uma reunião judaica é exagerada; e eles demandam que os sionistas promovam uma colonização legal na Palestina e nos países vizinhos, um avanço econômico sistemático no Oriente Médio, a compra de terra na e ao redor da Palestina, a investigação de ambas suas possibilidades comerciais e agrícolas, a fundação de cultivos experimentais e outras estações, e medidas diplomáticas somente tanto quanto os fins delas são atingíveis. Eles também colocam grande ênfase sobre a organização dos judeus e sobre a cultura judaica (ver Nossig em “Die Stimme der Wahrheit,” páginas 11 e sequência). Os líderes deste pequeno grupo têm estado em severas críticas em relação a atividade diplomática de Theodor Herzl. Eles favorecem a colonização no Chipre e têm feito um trabalho bem sucedido em promover o lado intelectual da Renascença Judaica.

 

Sionismo moral de Ahad há-‘Am (Asher Ginsberg)

Muito diferente daqueles acima mencionados são os seguidores de Ahad ha-‘Am (Asher Ginsberg). Este líder do que é chamado “Sionismo Moral,” embora agora oposto a ambos os Sionismo Chovenei e Sionismo Político, foi uma das forças impulsionadoras nos primeiros dias do primeiro. Em 1889 ele formou em Odessa o Bene Mosheh, uma organização secreta, lojas das quais eram encontradas em muitas cidades russas, e das quais têm ramificações na Palestina, Grã-Bretanha, Paris, e Berlim. Por três ou quatro anos esta sociedade forneceu o material e o entusiasmo que estabeleceu a colônia Rehobot, a Carmel Wine Company, e Ahiasaf Publication Society, a publicação mensal “Ha-Shiloah,” e a Bet ha-Sefer em Jaffa. De acordo a Ahad ha-‘Am, o judaísmo está em uma maior necessidade do que estão os judeus, e um centro espiritual nacional é necessário na Palestina para atuar como uma força centrífuga contra as tendências desintegradoras dentro das fileiras dos judeus. Um “renascimento do coração” deve vir, e gradualmente, através de um processo de desenvolvimento. Somente quando o espírito do povo tiver sido centralizado, pode o trabalho de centralização do próprio povo começar. Ahad ha-‘Am é o filósofo do Renascimento Judaico; e conforme ele tem atacado severamente os Sionistas Políticos, ele tem sido tão severamente atacado por eles em troca. Muitos líderes sionistas e trabalhadores subscrevem o princípio de Ahad ha-‘Am como uma teoria, enquanto promovem os trabalhos práticos da organização; e muitos sionistas teóricos olham para ele como o líder deles, conforme tal adesão deixa eles descompromissados na afiliação deles. Nem deve ser esquecido que muito de seu programa é o de todos os sionistas. Na abertura do Segundo Congresso, Herzl proclamou que o sionismo significava “um retorno para o judaísmo como preparatório para um retorno para uma terra judaica” (ver Henrietta Szold em “Jewish Comment,” 12 de maio de 1905; Matthias Acher, “Ahad ha-Am,” Berlim, 1903).

Não se pode negar que estas várias correntes têm tido um efeito na tendência geral do sionismo como oficialmente expressado nas discussões e resoluções dos sucessivos congressos. Enquanto qualquer violação dos princípios fundamentais da Plataforma da Basiléia é severamente rejeitada, tem sido manifesta uma grande prontidão para empreender o trabalho na Palestina sobre uma base prática sem primeiro esperar pelos resultados de ação política ou diplomática, enquanto cuidadosamente prosseguem estas ações e impedem uma recorrência do mais antigo e sem valor Sionismo Chovenei.

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Bibliografia

A bibliografia do sionismo, a qual é extremamente grande, tem sido coletada em uma publicação russa, Ukazatel Literatury o Sionizmě, São Petesburgo, 1903. Somente uns poucos trabalhos podem ser mencionados aqui. Uma história do sionismo tem sido tentada por Sapir, Der Zionismus, Brünner Jüdischer Verlag, 1903. Os arquivos de Die Welt e Protokoll estenográfico dos sete congressos fornecem o material mais confiável; u m índice para eles tem sido elaborado por Hugo Schachtel. Register zu den Protokollen der Zionistenkongresse, i.-vi., Berlin, 1905.

Ver também R. Gottheil, The Aims of Zionism, em Publ. Am. Fed. of Zionists, New York, 1899;

C. Levias, The Justification of Zionism, em Hebrew Union College Journal, Cincinnati, abril de 1899;

R. Gottheil, The Zionist Movement, in North American Review, 1902;

J. de Haas, Zionism, London, 1901;

Max Nordau, em  International Quarterly, 1902, No. 1;

Israel Zangwill, em Lippincott's Magazine, outubro, 1899;

Theodor Herzl's Zionistische Schriften, editado por Leon Kellner, Berlim, 1905;

Heinrich Sachse (Löwe), Zionistenkongress und Zionismus, Eine Gefahr? Berlin, 1897;

Ephraim Deinard, Dibre ha-Yamim le-Ẓiyyon be-Russia, Kearny, N. J., 1904;

F. Heman, Das Erwachen der Jüdischen Nation, Basel, 1897;

Max Jaffé, Die Nationale Wiedergeburt der Juden, Berlin, 1897;

D. Farbstein, Der Zionismus und die Judenfrage, Bern, 1898;

Ben Eliezer, Die Judenfrage und der Socialer Judenstaat, Bern, 1898;

Aron Sandler, Anthropologie und Zionismus, Brünn, 1904;

Was Will der Zionismus? Berlin (Zion. Verein. f. Deutschland), 1903.

Uma coleção de ensaios será encontrada em Die Stimme der Wahrheit, ed. E. Nossig, Berlin, 1905, e nas Publications of the Federation of American Zionists.

Tradução e palavras entre chaves e grifos por Mykel Alexander


Fonte: Richard Gottheil, Jewish Encyclopedia, volume 12, FUNK AND WAGNALLS COMPANY, Nova Iorque, 1905. Entrada ZIONISM.

Consulta de apoio na versão on-line: https://www.jewishencyclopedia.com/articles/15268-zionism#anchor4

Sobre o autor: Richard James Horatio Gottheil (1862 -1936) foi um judeu inglês, acadêmico (graduação na Columbia College em 1881, doutorado em Leipzig em 1886). Também foi rabino nos EUA. De 1898 a 1904, foi presidente da American Federation of Zionists e trabalhou com Stephen S. Wise e Jacob De Haas. Depois de 1904, ele foi vice-presidente da Sociedade Histórica Judaica Americana. Gottheil escreveu muitos artigos sobre questões orientais e judaicas para jornais e resenhas. Ele editou a Columbia University Oriental Series e Semitic Study Series. Depois de 1901, ele foi um dos editores da Jewish Encyclopedia. Ele escreveu o capítulo sobre sionismo que foi traduzido para o árabe e publicado por Najīb Al-Khūrī Naṣṣār em seu jornal Al-Karmil e também na forma de um livro em 1911.

            Entre suas obras estão The Syriac grammar of Mar Elia Zobha (1887) e Zionism (1914).

Fonte as informações sobre o autor: Wikipedia em inglês, consulta em 24 de julho de 2020:

 https://en.wikipedia.org/wiki/Richard_James_Horatio_Gottheil

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quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Sionismo - por Richard James Horatio Gottheil (Jewish Encyclopedia) - parte 11

  Continuação de Sionismo - por Richard James Horatio Gottheil (Jewish Encyclopedia) - parte 10

Richard James Horatio Gottheil


Trabalho educacional

            Em sua influência espiritual e intelectual sobre o povo judeu o sionismo tem especificamente e em muitas formas influenciado a vida judaica. A educação tem sido um dos principais objetos em vista. Assim, no distrito ao redor de Yelisavetgrad {atualmente Kropyvnytsky, uma cidade pertencente ao óblast de Kherson na Ucrânia} fundou-se cerca de quarenta e oito hadarim {escola primária para fins de ensinamento da tradição judaica} modelos; e estabeleceu-se salas de leitura, cursos noturnos, e coisas do gênero. Em 1903 os sionistas fundaram uma escola em Temir Khan Shusa no Daguestão, e a escola nacional para garotas (Bet ha-Sefer) em Jaffa recebe uma subvenção anual da sociedade. O mesmo é verdade da Livraria Central Judaica (Abarbanel Library, ver Jewish Encyclopedia, volume 1, página 27) fundada por um sionista ardente, Joseph Chazanowicz, de Byelostok. Um completo programa para uma universidade judaica foi elaborada por Buber e Weizman e publicada pela Jüdischer Verlag (Berlim, 1901). Em Paris a Université Populaire Juive deve sua existência à sociedade sionista de lá, liderada por Alexander Marmorek; e a as salas Jewish Toynbee em Viena (aberta em 2 de dezembro de 1900), Brünn, Hamburgo, Lemberg, Amsterdam, e Tarnopol têm similar origem.

            Em tentativa para estimar o efeito da sublevação {upheaval no original em inglês} não deve ser esquecido que, embora ele tendeu a consolidar esforços anteriores em várias direções, e para criar novos esforços em linhas muito similares, o movimento próprio foi meramente o ponto culminante de um desenvolvimento anterior. Ele trouxe à tona o Renascimento Judaico e forneceu um canal no qual as várias atividades deste renascimento pode fluir e encontrar uma expressão concertada. Isto é visto, por exemplo, nas organizações estudantis na Áustria e parcialmente na Alemanha.

 

Sociedades estudantis judaicas

            Mesmo ante o surgir do antissemitismo no antigo país, tão cedo como em 1882, estudantes judeus em Viena, da Rússia, Galícia, e Romênia, tinham se abandonados juntos para o propósito de conservar o sentimento judaico e a estimada literatura judaica. Perez Smolenskin deu a esta sociedade seu nome, “Kadimah,” a qual, significa ambos “para frente” e “para o leste”, indicando a direção de sua atividade. A “autoemancipação” de Pinsker tornou-se sua Bíblia, e seu interesse prático foi alistado na colonização da Palestina. Seu primeiro anúncio em hebraico e alemão no quadro negro da universidade criou consternação; Ele foi fortemente oposto pela grande massa dos judeus de Viena, mas a despeito disto continuou a promover o avanço físico e mental de seus membros. Os ordinários “Burschenschaften,” {Fraternidades} “Corps,” {Corpos} e “Landsmanschaften” {Compatriotas} gradualmente se tornaram “Judenrein,” {Judeu puro} sob forte pressão de fora, mesmo indo tão longe como para declarar os estudantes judeus indignos de satisfação pelo duelo. A resposta por parte dos estudantes judeus foi a formação de novas sociedades: em 1892 a “Unitas” para estudantes vindos da Morávia, e a “Ivria” para estudantes do norte da Morávia e Silésia (reorganizada em 1894); em 1895, a “Libanônia,” primeiro para os alunos de veterinária e, mais tarde, para os alunos em geral; em 1897, o “Bar Kochba” para os procedentes da Galiza, onde foram instituídos cursos de hebraico; e em 1898 o “Maccabaea” para estudantes técnicos e o “Bar Giora” para estudantes dos países eslavos do sul. A “Rede-und Lesehalle Jüdischer Hochschüler” {Sala de leitura e discurso para estudantes judeus} e a “Vereinigung der Zionistischen Finkenschaft an der Wiener Universität” {Associação de corpo discente livre Sionista da Universidade de Viena} estão abertas a todos os visitantes. Em outras universidades e escolas secundárias, sociedades semelhantes foram fundadas, por exemplo, o “Ferialverbindungen” {Conexões de férias}: o “Emunah” em Bielitz, o “Astra” em Kanitz, o “Massada” em Viena, os “Severitas” em Loschitz. A estas também deve ser adicionado o “Veritas” em Brünn, o “Charitas” em Graz, o “Kolko Akademickie” em Kolomea, o “Hasmonea” e “Zephirah” em Czernowitz, o “Bar Kochba” em Praga, o “Przedsnt” (“Ha-Shaḥar”) em Cracóvia, a “Associação Acadêmica” em Yaroslaw, a “Makkabaea” em Breslau, a “Hasmonae” em Berlim, a “Herzl” em Königsberg, a “Sociedade Sionista” na Universidade de Columbia, Nova Iorque, e a “Associação de Estudantes Judeus de Zionah” em Giessen. Em várias ocasiões, as reuniões gerais dos delegados dessas sociedades têm sido mantidas, por exemplo, o “Zionistische Studententag” {Dia do Estudante Sionista} em Lemberg em 25 de julho de 1899, e o “Studententag” {Dia do estudante} em Viena, 30 de junho de 1903 e em junho de 1905. Em geral, consulte “Ost und West,” 1901, página 415; Albert M. Friedenberg, “Zionist Studies,” página 23, Nova Iorque, 1904.

 

Sociedades de Ginástica

            Ao longo do tempo linhas similares foram fundadas em um grande número de “Turnvereine” (sociedades de ginástica), as quais tinham como objetivo o desenvolvimento dos músculos judaicos e o fortalecimento da consciência judaica na geração em ascensão. O movimento nesta direção começou mesmo antes do Primeiro Congresso Sionista, tendo sido tal sociedade fundada em Constantinopla no ano de 1894. Ele recebeu um grande apoio moral do espírito nacional engendrado pela propaganda sionista, e o impulso exterior para a formação de tais sociedades separadas foi dado pela exclusão dos estudantes judeus da “Bundesgenossenschaft” de ginastas na Áustria e da acadêmica “Turnvereine” na Alemanha. Foi neste último país que estas sociedades judaicas foram mais agudamente atacadas, notavelmente por um judeu, Rathenau, e pelo “Kölnische Zeitung.” O corpo governamental do “Jüdische Turnerschaft” na Alemanha respondeu o ataque (2 de setembro de 1903) a fim de assegurar ao público que não existia nada antigermânico na ação deles. Em seguida o “Kölnische Zeitung” e o “Frankfurter Zeitung” mudaram em certa medida a atitude deles; mas o “Allgemeine Zeitung des Judenthums” esperou que tais “extravagâncias” não poderiam ser colocadas na porta dos judeus alemães; enquanto o “Mittheillungen zur Abwehr des Anti-Semitismus” {Notificações sobre  defesa ao antissemitismo} enfrentou o movimento com unhas e dentes, olhando sobre ele somente como um meio de propaganda sionista. Por outro lado, semanários judeus tais como o “General Anzeiger” de Berlim, o “Israelitisches Familienblatt” de Hamburgo, e o “Israelitisches Gemeindeblatt” refletiram os sentimentos de uma parte da comunidade judaica ao acolher de coração o novo movimento. Conforme mostra o quadro a seguir, o trabalho da “Turnvereine” tem crescido rapidamente, e no Terceiro Congresso da Basileia, em 1899, uma exibição pública foi dada pelas sociedades de Berlim, Colônia, Freiburg, Mannheim, Mährisch-Ostrau, Prossnitz, Ungarisch-Hradisch, e Viena, e uma segunda “Turnertag” judaica foi realizada em Berlim em 23 e 24 de abril de 1905. O “Bar Kochba” de Berlim tem imprimido uma coleção de canções (“Vereins Liederbuch”), e desde 1902 tem publicado mensalmente o “Jüdische Turnzeitung.”


            Em adição, há sociedades (cujas datas de fundação não são conhecidas) em Hanover, Frankfurt sobre-o-Main (“Jung-Juda”), Brünn, Bern, Samokoff, Bazardjik, Dunitza, Cracóvia, e Lemberg.

            Em acordo com as bases democráticas da organização sionista, as mulheres têm desde o início sido admitidas a terem voz e voto no congresso. Isto tem ocasionado a formação de um grande número de sociedades de mulheres, as quais trazem nomes como “Benoth Zion” (Iași, Sofia, Nova Iorque), “Hadassa” (Viena, Brăila, Nova Iorque), “Jehudith” (Brünn), “Moria” (Viena), “Zion” (Lviv), “Jüdisch Nationale Frauen Vereninigung” (Frankfurt sobre-o-Mein). O trabalho destas sociedades é de um caráter social, educacional e literário.

 

Influência na literatura

            A inspiração que o Sionismo tem dado para o avanço do renascimento judaico moderno é vista em várias direções. De suas fileiras têm vindo a maioria daqueles estudantes de corpos vigorosos, escritores, poetas, pintores, e escultores que têm feito tanto para fazer o desenvolvimento artístico moderno disponível para a vida judaica (ver Buber no “Protocolo fhe Fifth Congress,” páginas 151 e seguintes). Não somente tem o cultivo da linguagem hebraica estado em maior proeminência no programa deles, mas especialmente o avanço da arte com uma distinta inclinação judaica. Ephraim Moses Lilien, Lesser Ury, Judah Epstein, e Herman Struck têm trabalhado a linha e cor; Frederic Beer, Henryk Glitzenstein, Alfred Nossig, e Boris Schatz em mármore e bronze. Em 1901 Alfred Nossig, Davis Tritsch, Buber, Feiwel, e Lilien inauguraram a Jüdische Verlag em Berlim, a qual tem tentado substituir os não elegantes trabalhos de impressão de tempos anteriores pelos os fabricantes de livros de estilo artístico. Além de estar publicado um “Jüdischer Almanach” e o “Jüdische Statistik,” ela tem impresso um número de volumes altamente artísticos lidando com a moderna arte e literatura judaica. A Jüdischer Künstler Verlag Phoenix (1902) em Berlim possui sua origem no mesmo círculo, assim como também o Jüdischer Künsler Aestehetik em Varsóvia.

 

Imprensa Sionista

            Um dos mais potentes fatores da propaganda sionista tem sido sua imprensa. Somente uns poucos dos velhos jornais judaicos estavam inclinados frente ao novo movimento, por exemplo, “Ha-Meliz” e “Ha-Zefirah” na Rússia, o “Jewish World” na Inglaterra, o “Corriere Israelitico” na Itália, o “Jewish Exponent” na Filadélfia, e o “Jewish Comment” em Baltimore. O “Jewish Chronicle” de Londres, embora editorialmente desfavorável, tem sempre dado a mais vasta publicidade para as notícias sionistas e a correspondência relacionada ao movimento.

            Por outro lado, a maioria dos semanários judaicos têm se mostrado eles mesmos mais ou menos violentamente hostis, especialmente o “Voskhod” em São Petesburgo, o “Allgemeine Zeitung des Judenthums” em Berlim, “Bloch’s Wochenschrift” em Viena, e o “The American Israelite” em Cincinnati. Tornou-se, portanto, necessário para a sociedade criar uma própria imprensa sua. Em 1898 Theodor Herzl fundou o “Die Welt,” o qual ele conduziu a seu próprio custo até o Quinto Congresso da Basiléia oficialmente aceito como o órgão do partido. Simultaneamente cresceu um grande número de periódicos sionistas em hebraico, yiddish, espanhol-judaizado, alemão, francês, inglês, italiano, russo, romeno, búlgaro, árabe, etc. Muitas destas são publicações oficiais dos territorialistas sionistas e outras organizações, por exemplo, o “Maccabaean,” da Federação de Sionistas Americanos; “L’Echo Sioniste,” da Federação Francesa; “Israelitische Rundschau” (Berlim), da União Sionista Alemã; “Israel’s Messenger,” dos Sionistas de Shangai. Dos outros somente uns poucos podem ser mencionados: “Der Jüdische Arbeiter” (Viena); “Jüdische Zukunft” (Londres); “Zionisthsche Monatshefte” (Genebra); “Jüdische Post” (Pittsburg); “Ha-Mizpah” (Cracóvia); “Ha-Shahar” (Sofia); “Ha-Shiloah” (Berlim); “Degel Mahaneh Yehudah” (Iași); “Buduschnost” (São Petesburgo); “El Dia” (Plovdiv), “Idea Sionista” (Ferrara); “El-Misrayim” (Cairo). “Ost und West” (Jüdischer Verlag, Berlim) é a primeira tentativa de um jornal judaico artístico; e no “Schlemiel” o judeu – talvez pela primeira vez – recusa-se a levar ele mesmo seriamente. “Unsere Hoffnung” (Viena) é uma publicação juvenil sionista.

Tradução e palavras entre chaves e grifos por Mykel Alexander


Continua em Sionismo - por Richard James Horatio Gottheil (Jewish Encyclopedia) - parte 12


Fonte: Richard Gottheil, Jewish Encyclopedia, volume 12, FUNK AND WAGNALLS COMPANY, Nova Iorque, 1905. Entrada ZIONISM.

Consulta de apoio na versão on-line: https://www.jewishencyclopedia.com/articles/15268-zionism#anchor4

Sobre o autor: Richard James Horatio Gottheil (1862 -1936) foi um judeu inglês, acadêmico (graduação na Columbia College em 1881, doutorado em Leipzig em 1886). Também foi rabino nos EUA. De 1898 a 1904, foi presidente da American Federation of Zionists e trabalhou com Stephen S. Wise e Jacob De Haas. Depois de 1904, ele foi vice-presidente da Sociedade Histórica Judaica Americana. Gottheil escreveu muitos artigos sobre questões orientais e judaicas para jornais e resenhas. Ele editou a Columbia University Oriental Series e Semitic Study Series. Depois de 1901, ele foi um dos editores da Jewish Encyclopedia. Ele escreveu o capítulo sobre sionismo que foi traduzido para o árabe e publicado por Najīb Al-Khūrī Naṣṣār em seu jornal Al-Karmil e também na forma de um livro em 1911.

            Entre suas obras estão The Syriac grammar of Mar Elia Zobha (1887) e Zionism (1914).

Fonte as informações sobre o autor: Wikipedia em inglês, consulta em 24 de julho de 2020:

 https://en.wikipedia.org/wiki/Richard_James_Horatio_Gottheil

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sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Sionismo - por Richard James Horatio Gottheil (Jewish Encyclopedia) - parte 10

 Continuação de Sionismo - por Richard James Horatio Gottheil (Jewish Encyclopedia) - parte 9

Richard James Horatio Gotthei


O Sétimo Congresso

            O Sétimo congresso ocorreu na Basiléia em 27 de julho de 1905, o primeiro aniversário do funeral de Theodor Herzl. Mais de 800 delegados foram eleitos, dos quais mais que 600 compareceram. Conforme tinha sido antecipado, as sessões foram particularmente excitantes, na verdade, as vezes elas tornaram-se turbulentas. Os vários partidos tinham anteriormente feito preparações, os sionistas Ziyyone tendo realizado uma conferência preliminar em Freiburg. Dr. Max Nordeau foi eleito presidente. Talvez o mais interessante relato apresentado no congresso foi o da Comissão Palestina. Ela contou sobre a publicação de seu órgão “Altneuland,” de uma expedição geológica, de estações de observação meteorológica estabelecidas, da missão do Dr. S. Soskin à Palestina e Síria no interesse da cultura de algodão lá, e das aulas do curso sobre colonização realizado em Köthen {cidade alemã} (27 de março - 8 de abril, 1905) em conexão com o instituto técnico local. O interesse real do congresso se coloca, contudo, no voto que era para ser tomado sobre o relato da East African Commission. Vários dias foram gastos em sua discussão, e em 30 de julho o congresso especial foi realizado como previsto na resolução do Sexto Congresso. A conclusão foi precipitada. O Actions Committee tinha, após o recebimento do relato da comissão, dado sua opinião que a terra ofertada não era suficiente em extensão e recursos para colonização em uma larga escala; e o Partido do Governo, junto com os sionistas Ziyyone e a facção Mizrahi, era sabido estar largamente na maioria. Várias resoluções lidando com o assunto foram oferecidas; e o seguinte compromisso foi finalmente proposto por Alexander Marmorek em nome do Actions Committe:

“O Sétimo Congresso Sionista declara: a organização sionista posta-se firmemente pelo princípio fundamental do Programa da Basiléia, nominalmente, ‘O estabelecimento de um lar legalmente assegurado e publicamente reconhecido para o povo judaico na Palestina,e ele rejeita, ou como fim ou como um meio de colonização, atividade fora da Palestina e suas áreas adjacentes. O Congresso resolve agradecer ao governo britânico por sua oferta de um território na África oriental britânica, para o propósito de lá um assentamento judaico com direitos autônomos. Uma comissão tendo sido enviada para examinar o território, e tendo reportado no mesmo, o Congresso resolve que a organização sionista não irá mais se engajar ela própria com o propósito. O Congresso reporta com satisfação o reconhecimento acordado pelo governo britânico à organização sionista em seu desejo de trazer uma solução sobre o problema judaico, e expressa uma sincera esperança que possa ser acordado ele à continuação de bom apoio do governo britânico quando disponível em qualquer questão que possa ser assumida em acordo com o Programa da Basiléia. O Sétimo Congresso Sionista recorda e enfatiza o fato de que, de acordo com o artigo I dos estatutos da organização sionista, a organização sionista inclui aqueles judeus que se declaram eles próprios em acordo com o Programa da Basiléia.”

            No julgamento final de força sobre este movimento os territorialistas abstiveram-se de votar, enquanto o Dr. Syrkin, em nome de vinte e oito delegados pertencentes à Poale Zion, apresentou um protesto contra a decisão e junto com seu partido deixou o salão, recusando-se a prosseguir no congresso.

            O futuro trabalho do corpo sionista na Palestina foi também o assunto de uma longa discussão entre o Partido do Governo e os sionistas Ziyyone. Uma resolução de compromisso foi também efetuada a este respeito, a saber:

O Sétimo Congresso Sionista resolve que, concorrentemente com a atividade política e diplomática, e com o objetivo de fortalecer ela, a promoção sistemática dos objetivos do movimento na Palestina irá ser realizada pelos seguintes métodos: 1° Exploração. 2° Promoção da agricultura, indústria, etc., sob os mais democráticos princípios possíveis. 3° Melhoramento cultural e econômico e organização dos judeus da Palestina através da aquisição de novas forças intelectuais. 4° Aquisição de concessões. O Sétimo Congresso Sionista rejeita toda colonização sem direcionamento, antipática e filantrópica e em pequena escala a qual não se conforme ao primeiro ponto do Programa da Basileia.”

            Foi ainda votado que nenhuma terra na Palestina era para ser comprada com dinheiro do Fundo Nacional até que isto pudesse ser feito numa maneira judicial.

 

A presente condição do movimento.

            É difícil estimar o número de sociedades sionistas no presente (1905) em existência. Elas ascendem em muitos milhares, e o trabalho que elas fazem é de complexidade variada de acordo com as necessidades dos judeus vivendo sob diferentes condições. Algumas são puramente reuniões judaicas nacionais, outras são literárias, enquanto outras novamente são devotadas ao desenvolvimento do intercurso social entre os membros delas. Muitas têm bibliotecas anexadas em seus locais de encontro, e fazem uma certa quantidade do trabalho de colonização.

            Todas têm um objetivo em vista: encorajar e nutrir o sentimento nacional judaico, e reunir seus membros juntos num desenvolvimento posterior de caráter judaico. O pagamento do shekel {moeda judaica} (25 cents) confere o direito de votar nos delegados para o congresso. Anualmente ou semestralmente os encontros são realizados por todas as sociedades dentro de um certo distrito, e federações estão gradualmente sendo formadas em vários países. A primeira de tais organizações foi a Federação dos Sionistas Americanos, fundada em 1898 para o propósito de reunir em um corpo as sociedades em e ao redor de Nova Iorque, mas gradualmente incluindo em seu escopo todas as sociedades nos Estados Unidos e nas Ilhas Filipinas. Em 1905 esta federação compreendia 238 sociedades, com oitenta sociedades em uma segunda organização, a Knight of Zion (Chicago), apenas vagamente conectada com a federação. A English Zionist Federation, na qual a maioria das mais velhas sociedades Chovenei Zion foram fundidas depois de uma conferência mantida em Clerkewell Town Hall, 6 de março de 1898, foi fundada em fevereiro de 1899, e nela foram logo adicionadas as federações canadense e sul africana, a Societati Sion Istilor diu Rominia, a Zionistiche Vereinigung für Deutschland, a Niederkabdsch Zionistebund, e a Dansk Zionistisk Forening. A Rússia é dividida em treze “rayons,” cada um dos quais é presidido por um membro do Larger Actions Committe.

 

Constituição

                        A constituição da organização sionista inteira é democrática em seus próprios fundamentos. A plena autoridade reside somente nos congressos, em cujas mãos repousam a direção de todas as questões sionistas e a eleição de todos os escritórios. Enquanto Theodor Herzl era vivo o presidente do Smaller Actions Committee era ao mesmo tempo o presidente do congresso. No Sétimo Congresso os dois escritórios foram separados, e foi feito impossível para um membro dos Actions Committee ser um executivo de um escritório de um congresso. O congresso tinha seu próprio manual de procedimento, o qual tinha sido modificado de tempo em tempo. A representação no congresso era sobre a base de um delegado para cada 200 sionistas contribuintes de shekel {moeda judaica}. Até o Sétimo Congresso o presidente conduziu as questões de organização com outros seis membros vivendo na mesma cidade, os quais com ele formavam o Smaller Actions Committee. Ao lado deste existia um Larger Actions Committee, composto de líderes das várias organizações em diferentes países, proposto por suas próprias organizações territoriais e eleito pelo congresso. O número de membros neste committee maior tem continuamente crescido; em 1898 era 37, em 1900 era 42, e em 1905 ele alcançou 53. Neste último ano o Larger Actions Committee foi feito o corpo executivo do congresso, enquanto o Smaller Actions Committe, consistindo de David Wolfssohn, Professor Warburg, Jacobus Kann, Kohen-Bernstein, M. Usishkin, L. J. Greenberg, e Alexander Marmorek, era simplesmente um committee do corpo maior. Wolfssohn é no presente (1905) o presidente do Smaller Actions Committee, o qual tem sua sede em Colônia. Os orçamentos anuais de seu committee de 1898 até o presente momento são dados na seguinte tabela:

Ano

Valor em francos

1898-1899

158.212

1899-1900

173.018

 

1900-1901

146.631

 

1902-1903

158.637

 

1903-1904

114.911

 

1904-1905

170.119

           

.

 

 










Jewish Colonial Trust

            A fundação do Jewish Colonial Trust tem sido descrita em outro lugar (Jewish Encyclopedia, volume 7, página 176). Seu propósito não é financeiro, mas político. Como um corpo com direitos coletivos, ele é o instrumento prático da organização sionista. O memorando original declarou seu propósito ser trabalhar na Palestina, na Síria, ou, quando na opinião do conselho consultivo os interesses do povo judaico devam exigi-lo, em qualquer outra maneira (que a especificada) e em qualquer outra parte do mundo. O temor foi logo sentido que esta latitude era muito grande e abriu a porta para um possível uso indevido dos fundos. A atividade do banco foi, portanto, circunscrita. No Terceiro Congresso (17 de agosto de 1899) a cláusula foi mudada de modo a ler-se “para promover, desenvolver, trabalhar, e prosseguir nos esquemas de colonização no Oriente, pela preferência na Palestina e Síria; além disso, promover, desenvolver, e prosseguir na indústria e empreendimentos na Palestina, na Síria, ou em qualquer outra parte do mundo.” No Sétimo Congresso (1 de agosto de 1905), sob a influência da maioria antiterritorial presente, a ação do Trust foi ainda mais circunscrita, e a cláusula alterada de modo a ler-se “na Palestina, Síria, qualquer outra parte da Turquia asiática, Península do Sinai, e a Ilha do Chipre”; mas no secundo encontro especial convocado em Londres, 31 de agosto de 1905, o adequado poder de voto não estava presente e a necessária resolução não pode ser aprovada. As ações do Trust são em grande parte mantidas em números muito pequenos, os acionistas são estimados em cerca de 300.000. Vários meios têm sido empregados para fazer a compra delas possível nesta maneira: por exemplo, a Joint Share Clubs a qual foi fundada em Londres em 1901. Os fundos no Trust ascendiam em dezembro de 1903 em £296.887, e em dezembro de 1904, em £321.345. Dividendos em 2 por cento em 1903 e 2 ½ por cento em 1903 têm sido pagos. A fim de processar o trabalho do Trust na Palestina, e dar estabilidade aos interesses judeus lá, foi proposta no Quinto Congresso abrir uma filial em Jaffa. Isto foi feito em 1903, uma nova corporação, a Anglo-Palestine Company, sendo estabelecida, todas as ações das quais são detidas pelo Jewish Colonial Trust. Em agosto de 1904, uma filial da Anglo-Palestine Company foi fundada em Jerusalém, a qual era para ser seguida por uma em Haifa. A Anglo-Palestine Company pagou em 1904 um dividendo de 4 por cento. O Jewish Colonial Trust tem também se juntado na fundação da Palästina Handels Gesellschaft (1903, 22.500 marcos) e da Deutsch Levant Baumwoll Gesellschaft (1903, 25.000 marcos). Em uma vez uma tentativa foi feita para arruinar o Trust, o “Israelite” de Mayence (20 de março de 1902) e um correspondente no “Jewish Chronicle” de Londres (21 de março de 1902) acusaram-no de colocar falsas entradas de valores. A acusação foi reproduzida pelo Dr. Bloch em seu “Wochenschrift” (Viena). O “Jewish Chronicle,” após o recebimento de uma melhor informação, de sua própria vontade retirou as acusações; os outros dois jornais foram forçados a fazê-lo por processos da lei (“Wochenschrift,” 10 de fevereiro de 1903). Em 1905 a sociedade Bezalel foi formada na Alemanha para o propósito de introduzir um desenvolvimento mais artístico nas industrias palestinas. Junto com a Anglo-Palestine Company e a Palästina Handels Gesellschaft, muitos judeus não afiliados com o sionismo têm juntado as mãos com eles nesta tentativa de elevar a mão de obra judaica na Palestina. Boris Schatz e E. M. Lilien têm indo lá afim de introduzir um “Kunstgewerbeschule” {Escola de Artes Aplicadas}.

 

Jewish National Fund

            No Primeiro Congresso, em 1897, a ideia de um Jewish National Fund (Territorial Fund) foi debatida pelo Prof. Herman Shapira. No Quarto (1900) ela foi aceita em princípio. O propósito do Fundo é produzir um capital permanente o qual irá ser propriedade do povo judaico para o exclusivo propósito de comprar a terra na Palestina. Ele não é para ser tocado até alcançar $1.000.000, metade da soma a qual é sempre para permanecer em mão. Os estatutos como colocados pelo National Fund Commission foram aceitos no Quinto Congresso (1901); e em 1904 o Fund (“Keren Kayyemet”) foi legalmente domiciliado em Londres, seu dinheiro sendo colocado em posse da Jewish Colonial Trust. O Fund é derivado do uso de selos colocado em cartas sionistas, convites, e semelhantes, de ofertas voluntárias, e do pagamento feito para inscrever pessoas e sociedades no “Livro de Ouro” (“Sefer ha-Zahab”). Desde 1 de junho de 1902, estas coleções têm produzido uma pouco mais que $250.000. A resolução para refrear de usar o Fund até ele ter alcançado um certo ponto foi violentamente oposicionada pelos sionistas Ziyyone, e uma resolução contra o estatuto foi adotada na Convenção de Minsk; mas os próprios judeus na Palestina pleitearam (1903) pela forma original.

Tradução e palavras entre chaves e grifos por Mykel Alexander


Continua em Sionismo - por Richard James Horatio Gottheil (Jewish Encyclopedia) - parte 11


Fonte: Richard Gottheil, Jewish Encyclopedia, volume 12, FUNK AND WAGNALLS COMPANY, Nova Iorque, 1905. Entrada ZIONISM.

Consulta de apoio na versão on-line: https://www.jewishencyclopedia.com/articles/15268-zionism#anchor4

Sobre o autor: Richard James Horatio Gottheil (1862 -1936) foi um judeu inglês, acadêmico (graduação na Columbia College em 1881, doutorado em Leipzig em 1886). Também foi rabino nos EUA. De 1898 a 1904, foi presidente da American Federation of Zionists e trabalhou com Stephen S. Wise e Jacob De Haas. Depois de 1904, ele foi vice-presidente da Sociedade Histórica Judaica Americana. Gottheil escreveu muitos artigos sobre questões orientais e judaicas para jornais e resenhas. Ele editou a Columbia University Oriental Series e Semitic Study Series. Depois de 1901, ele foi um dos editores da Jewish Encyclopedia. Ele escreveu o capítulo sobre sionismo que foi traduzido para o árabe e publicado por Najīb Al-Khūrī Naṣṣār em seu jornal Al-Karmil e também na forma de um livro em 1911.

            Entre suas obras estão The Syriac grammar of Mar Elia Zobha (1887) e Zionism (1914).

Fonte as informações sobre o autor: Wikipedia em inglês, consulta em 24 de julho de 2020:

 https://en.wikipedia.org/wiki/Richard_James_Horatio_Gottheil

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Ex-rabino-chefe de Israel diz que todos nós, não judeus, somos burros, criados para servir judeus - como a aprovação dele prova o supremacismo judaico - por David Duke

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