Continuação de O Problema das Horas de Funcionamento do Crematório e do Tempo de Incineração - Parte II.6 - por Reinhard K. Buchner
| Reinhard K. Buchner |
7. Alguns Outros Pontos
Técnicos
Um
ciclo de trabalho de 50% foi considerado o mais provável para fins de cálculo.
Para o tempo de trabalho real das equipes, seria necessário adicionar mais 3 a
4 horas de pré-aquecimento e provavelmente mais uma hora para limpeza (remoção
de escória). Isso totalizaria de 16 a 17 horas de trabalho por dia. Todos os
cálculos baseados em um ciclo de trabalho de 100% são, pelo menos por razões
tecnológicas, irrealistas.
O
descarte de cadáveres por cremação em campos da Segunda Guerra Mundial, por si
só, não representa prova de atrocidade, mas sim uma necessidade, especialmente
durante epidemias. A cremação é uma maneira efetiva de decompor material
orgânico infeccioso. Contudo, isso não exige cremação completa. Se
considerarmos um grau menor de cremação em campos da Segunda Guerra Mundial
(para diminuir o tempo de incineração), grandes quantidades de ossos devem ter
se acumulado e seu descarte teria criado um problema por si só. Contudo,
pessoalmente, eu não acredito que hoje seja possível obter resultados numéricos
a partir do conteúdo ósseo do solo nos campos de concentração – se é que ainda haveria
algo derivado para falar.
Isto
traz a questão do combustível e das cinzas. É, no melhor dos casos, difícil
estimar o consumo de carvão ou coque para os crematórios, cujo projeto técnico
não é conhecido, pelo menos em detalhes. Mas, se assumirmos 100 kg de carvão
por cadáver (o que pode ser insuficiente), mesmo 250.000 cremações teriam requerido
25.000 toneladas. Não se conhecem instalações de armazenamento ou processamento
para quantidades maiores de combustível. Seria de esperar que, pelo menos,
trilhos ferroviários tivessem sido estendidos diretamente até aos crematórios.
Não havia nenhum.25 Nem mesmo instalações mecânicas simples de
descarregamento (rampas ou calhas, por exemplo) são conhecidas. Distribuídas ao
longo de 20 meses em Auschwitz II, 25.000 toneladas teriam exigido mais de 41
toneladas de manuseio manual de carvão por dia. Considerando o número de “um
milhão” de mortos em Auschwitz mencionado por R. Hilberg5
(página 572), teriam de ser removidas 167 toneladas por dia. E o anúncio do
Papa Paulo II de 4 milhões de vítimas em Auschwitz26
teria exigido o manuseio manual de nada menos que 667 toneladas por dia.
O
descarte das cinzas apresenta outro problema. Devem existir locais de despejo
de cinzas perto dos crematórios. Contudo, também neste caso, uma avaliação
numérica provavelmente já tem se tornado impossível agora.
8. Crítica e Limitações
do Método
Em
trabalhos científicos — e a teoria do Holocausto não é um — os resultados usualmente
são apresentados dentro de margens de erro. Uma velocidade, por exemplo, pode
ser dada como 50 mph ± 5 mph. Isso significa que a velocidade real pode ser 55
ou 45 mph, ou qualquer valor entre esses limites. Às vezes, porém, há razões
para concluir que um determinado número é o “mais provável”. No exemplo acima,
esse número poderia ser, por exemplo, 47 mph — se houver justificativa para
esse número, ele seria considerado a velocidade “mais provável”.
Na
interpretação dos resultados desta investigação, os números mais prováveis têm
sido derivados, com justificativas. Por exemplo, a Tabela II (Parte I)
apresenta um “máximo teoricamente possível de cremações” e um “mínimo
teoricamente possível de cremações” (861.120 e 215.280). Como explicado
anteriormente, o número real pode ser qualquer um desses valores ou qualquer
número dentro desse intervalo. No texto, contudo, o menor número (215.280) é
apresentado como o número “mais provável”. Isso se baseou no fato de que um
ciclo de trabalho de 50% é “muito mais” provável do que um ciclo de trabalho de
100% e um tempo de incineração de 2 horas é “muito mais” provável do que um
tempo de incineração de 1 hora, ambos por razões técnicas. Embora o intervalo
de valores seja absoluto dentro das condições no qual o cálculo é baseado, o
número mais provável não o é. Se, por exemplo, fosse comprovado que um ciclo de
trabalho de 75% e um tempo de incineração de 1,5 horas são “mais prováveis”,
então o número “mais provável” de cremações teoricamente possíveis teria que
ser calculado com base nisso.
Essa
diferença, no entanto, não alteraria o fato de que mais de 5.5 milhões de
cadáveres devem ter “desaparecido” sem serem cremação nos crematórios – de acordo
com a teoria do Holocausto.
Embora
a abordagem tecnológica demonstrada nesta investigação não possa produzir um
número “exato”, ela não sofre de outras incertezas tanto quanto, por exemplo,
as estatísticas. Contudo, as estatísticas também podem ser precisas, se
baseadas em dados seguros e confiáveis.
Por
exemplo, o “Sonderstandesamt Arolson” (Escritório Especial de Registro de
Arolson, Alemanha Ocidental) declara em uma carta27
271.304 mortes DOCUMENTADAS em 13 campos de concentração da Segunda Guerra
Mundial. Outras 93.069 são listadas na carta como documentadas por outros
Escritórios de Registro. O número fornecido para Auschwitz é de 52.389 mortes.
Essas 364.373 mortes representam, portanto, um número “mínimo absoluto”. O
número real não pode ser menor, mas poderia ser maior. Mas mesmo que se dobre o
número acima, o resultado permanece abaixo de um milhão.
Isso
demonstra, mais uma vez, que para mais de 5.5 milhões dos 6 milhões de
alegações não existe documentação — exceto por inferência na “Teoria do
Holocausto”.
Trinta
e seis anos após a Segunda Guerra Mundial, essa discrepância não é mais aceitável.
Nem a difamação contra o povo alemão. A falha dos historiadores em assegurar
dados em tempo hábil só pode ser superada hoje por métodos baseados em dados
imutáveis. As propriedades técnicas do Zyklon B são exemplos desses dados.
Horas de cremação e tempos de incineração são outros.
Parte III - Conclusão
Uma
tentativa tem sido apresentada de aplicar aspectos tecnológicos da cremação às
alegações numéricas da teoria do Holocausto. Tem sido demonstrado que, mesmo
aceitando os dados mais crus da teoria do Holocausto, o descarte de milhões de
cadáveres nos crematórios disponíveis era impossível. É inconcebível que mais
de 90% dos lendários 6 milhões de corpos pudessem ter sido descartados em fossas
comuns, etc., sem deixar traços extensos; nenhum dos quais tem sido demonstrado
existir e avaliado numericamente nas proximidades dos campos da Segunda Guerra
Mundial. Os depoimentos de funcionários dos campos – com exceção dos
prisioneiros – são efetivamente suprimidos pela contínua perseguição a
ex-funcionários.
Portanto,
critérios racionais e tecnológicos devem ser aplicados aos problemas históricos
os quais a teoria do Holocausto tem criado. Os dados máximos aceitos da teoria
do Holocausto para esta investigação concernem ao número de crematórios e seus
tempos de operação. Outros parâmetros, especialmente o tempo de incineração e a
utilização de múltiplas cargas, foram investigados com resultados que tornam as
alegações da teoria do Holocausto relacionadas inaceitáveis. Portanto, elas têm
sido descartadas.
Quando,
no futuro, esses parâmetros aceitos aqui, a partir da teoria do Holocausto,
forem ajustados às informações já disponíveis e às que ainda estão por vir, eu prevejo
que o número total de mortes, “mais provável” a partir de todas as causas em
Auschwitz (por exemplo), cairá para 100.000 ou menos.
Quanto
aos resultados das futuras investigações das fossas comuns, eu não espero
surpresas. Embora valas menores possam ter sido utilizadas, qualquer vala onde
milhões ou mesmo cem mil corpos tenham sido cremados já teria sido encontrada
há muito tempo atrás e sua avaliação numérica divulgada ao mundo em detalhes.
Tradução
e palavras entre chaves por Mykel Alexander
25 Nota de Reinhard K. Buchner: O
plano de Birkenau (Auschwitz II) é reproduzido em Arthur R. Butz, The Hoax of the Twentieth Century,
Historical Review Press, 1976, página 229. Não havia trilhos ferroviários nos
crematórios IV e V. Há apenas o final do pátio de manobras entre os crematórios
II e III. Fotografias aéreas na revista Life
(Vol. 2, nº 4, abril de 1979, página 12) mostram, no entanto, claramente que os
trilhos não foram estendidos até os crematórios e não existiam instalações
especiais de descarregamento.
5 Nota de Reinhard K. Buchner: Raul
Hilberg, The Destruction of the European
Jews, Harper Colophon Books, 1979.
26 Nota de Reinhard K. Buchner: Deutsche
Presse-Agentur (German Press-Agency), reproduzido em Frankfurter Allgemeine Zeitung, sábado, 9 de junho de 1979, nº 132,
página 5.
27 Nota de Reinhard K. Buchner: Uma
cópia da carta datada de 11 de maio de 1979 está em posse do autor.
The Problem of Cremator Hours and Incineration Time, por Reinhard K. Buchner, The Journal for Historical Review, volume 2, nº 3, outono de 1981, pp.
https://ihr.org/journal/v02p219_buchner
Sobre o autor: Reinhard K. Buchner (1925-) nasceu em Darmstadt, Alemanha Ocidental. Descende de uma longa linhagem de acadêmicos ilustres, incluindo Eduward Buchner, ganhador do Prêmio Nobel por sua pesquisa de 1907 sobre enzimas de levedura; Fritz Buchner, cujo livro, Força e Matéria, influenciou Einstein; e Karl Buchner, um famoso músico de câmara. Após a guerra, retomou seus estudos, obtendo o bacharelado em física pela Universidade de Mainz em 1953 e o mestrado (em física) e o doutorado (em engenharia) pela Universidade de Aachen alguns anos depois. Desde 1963, o Dr. Buchner é professor do departamento de física e astronomia da Universidade Estadual da Califórnia em Long Beach, onde se tornou professor titular em 1972.
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