quinta-feira, 21 de maio de 2026

O Problema das Horas de Funcionamento do Crematório e do Tempo de Incineração - Parte II.7-8 e parte III final - por Reinhard K. Buchner

 Continuação de O Problema das Horas de Funcionamento do Crematório e do Tempo de Incineração - Parte II.6 - por Reinhard K. Buchner

Reinhard K. Buchner

7. Alguns Outros Pontos Técnicos

Um ciclo de trabalho de 50% foi considerado o mais provável para fins de cálculo. Para o tempo de trabalho real das equipes, seria necessário adicionar mais 3 a 4 horas de pré-aquecimento e provavelmente mais uma hora para limpeza (remoção de escória). Isso totalizaria de 16 a 17 horas de trabalho por dia. Todos os cálculos baseados em um ciclo de trabalho de 100% são, pelo menos por razões tecnológicas, irrealistas.

O descarte de cadáveres por cremação em campos da Segunda Guerra Mundial, por si só, não representa prova de atrocidade, mas sim uma necessidade, especialmente durante epidemias. A cremação é uma maneira efetiva de decompor material orgânico infeccioso. Contudo, isso não exige cremação completa. Se considerarmos um grau menor de cremação em campos da Segunda Guerra Mundial (para diminuir o tempo de incineração), grandes quantidades de ossos devem ter se acumulado e seu descarte teria criado um problema por si só. Contudo, pessoalmente, eu não acredito que hoje seja possível obter resultados numéricos a partir do conteúdo ósseo do solo nos campos de concentração – se é que ainda haveria algo derivado para falar.

Isto traz a questão do combustível e das cinzas. É, no melhor dos casos, difícil estimar o consumo de carvão ou coque para os crematórios, cujo projeto técnico não é conhecido, pelo menos em detalhes. Mas, se assumirmos 100 kg de carvão por cadáver (o que pode ser insuficiente), mesmo 250.000 cremações teriam requerido 25.000 toneladas. Não se conhecem instalações de armazenamento ou processamento para quantidades maiores de combustível. Seria de esperar que, pelo menos, trilhos ferroviários tivessem sido estendidos diretamente até aos crematórios. Não havia nenhum.25 Nem mesmo instalações mecânicas simples de descarregamento (rampas ou calhas, por exemplo) são conhecidas. Distribuídas ao longo de 20 meses em Auschwitz II, 25.000 toneladas teriam exigido mais de 41 toneladas de manuseio manual de carvão por dia. Considerando o número de “um milhão” de mortos em Auschwitz mencionado por R. Hilberg5 (página 572), teriam de ser removidas 167 toneladas por dia. E o anúncio do Papa Paulo II de 4 milhões de vítimas em Auschwitz26 teria exigido o manuseio manual de nada menos que 667 toneladas por dia.

O descarte das cinzas apresenta outro problema. Devem existir locais de despejo de cinzas perto dos crematórios. Contudo, também neste caso, uma avaliação numérica provavelmente já tem se tornado impossível agora.

 

8. Crítica e Limitações do Método

Em trabalhos científicos — e a teoria do Holocausto não é um — os resultados usualmente são apresentados dentro de margens de erro. Uma velocidade, por exemplo, pode ser dada como 50 mph ± 5 mph. Isso significa que a velocidade real pode ser 55 ou 45 mph, ou qualquer valor entre esses limites. Às vezes, porém, há razões para concluir que um determinado número é o “mais provável”. No exemplo acima, esse número poderia ser, por exemplo, 47 mph — se houver justificativa para esse número, ele seria considerado a velocidade “mais provável”.

Na interpretação dos resultados desta investigação, os números mais prováveis têm sido derivados, com justificativas. Por exemplo, a Tabela II (Parte I) apresenta um “máximo teoricamente possível de cremações” e um “mínimo teoricamente possível de cremações” (861.120 e 215.280). Como explicado anteriormente, o número real pode ser qualquer um desses valores ou qualquer número dentro desse intervalo. No texto, contudo, o menor número (215.280) é apresentado como o número “mais provável”. Isso se baseou no fato de que um ciclo de trabalho de 50% é “muito mais” provável do que um ciclo de trabalho de 100% e um tempo de incineração de 2 horas é “muito mais” provável do que um tempo de incineração de 1 hora, ambos por razões técnicas. Embora o intervalo de valores seja absoluto dentro das condições no qual o cálculo é baseado, o número mais provável não o é. Se, por exemplo, fosse comprovado que um ciclo de trabalho de 75% e um tempo de incineração de 1,5 horas são “mais prováveis”, então o número “mais provável” de cremações teoricamente possíveis teria que ser calculado com base nisso.

Essa diferença, no entanto, não alteraria o fato de que mais de 5.5 milhões de cadáveres devem ter “desaparecido” sem serem cremação nos crematórios – de acordo com a teoria do Holocausto.

Embora a abordagem tecnológica demonstrada nesta investigação não possa produzir um número “exato”, ela não sofre de outras incertezas tanto quanto, por exemplo, as estatísticas. Contudo, as estatísticas também podem ser precisas, se baseadas em dados seguros e confiáveis.

Por exemplo, o “Sonderstandesamt Arolson” (Escritório Especial de Registro de Arolson, Alemanha Ocidental) declara em uma carta27 271.304 mortes DOCUMENTADAS em 13 campos de concentração da Segunda Guerra Mundial. Outras 93.069 são listadas na carta como documentadas por outros Escritórios de Registro. O número fornecido para Auschwitz é de 52.389 mortes. Essas 364.373 mortes representam, portanto, um número “mínimo absoluto”. O número real não pode ser menor, mas poderia ser maior. Mas mesmo que se dobre o número acima, o resultado permanece abaixo de um milhão.

Isso demonstra, mais uma vez, que para mais de 5.5 milhões dos 6 milhões de alegações não existe documentação — exceto por inferência na “Teoria do Holocausto”.

Trinta e seis anos após a Segunda Guerra Mundial, essa discrepância não é mais aceitável. Nem a difamação contra o povo alemão. A falha dos historiadores em assegurar dados em tempo hábil só pode ser superada hoje por métodos baseados em dados imutáveis. As propriedades técnicas do Zyklon B são exemplos desses dados. Horas de cremação e tempos de incineração são outros.

 

Parte III - Conclusão

Uma tentativa tem sido apresentada de aplicar aspectos tecnológicos da cremação às alegações numéricas da teoria do Holocausto. Tem sido demonstrado que, mesmo aceitando os dados mais crus da teoria do Holocausto, o descarte de milhões de cadáveres nos crematórios disponíveis era impossível. É inconcebível que mais de 90% dos lendários 6 milhões de corpos pudessem ter sido descartados em fossas comuns, etc., sem deixar traços extensos; nenhum dos quais tem sido demonstrado existir e avaliado numericamente nas proximidades dos campos da Segunda Guerra Mundial. Os depoimentos de funcionários dos campos – com exceção dos prisioneiros – são efetivamente suprimidos pela contínua perseguição a ex-funcionários.

Portanto, critérios racionais e tecnológicos devem ser aplicados aos problemas históricos os quais a teoria do Holocausto tem criado. Os dados máximos aceitos da teoria do Holocausto para esta investigação concernem ao número de crematórios e seus tempos de operação. Outros parâmetros, especialmente o tempo de incineração e a utilização de múltiplas cargas, foram investigados com resultados que tornam as alegações da teoria do Holocausto relacionadas inaceitáveis. Portanto, elas têm sido descartadas.

Quando, no futuro, esses parâmetros aceitos aqui, a partir da teoria do Holocausto, forem ajustados às informações já disponíveis e às que ainda estão por vir, eu prevejo que o número total de mortes, “mais provável” a partir de todas as causas em Auschwitz (por exemplo), cairá para 100.000 ou menos.

Quanto aos resultados das futuras investigações das fossas comuns, eu não espero surpresas. Embora valas menores possam ter sido utilizadas, qualquer vala onde milhões ou mesmo cem mil corpos tenham sido cremados já teria sido encontrada há muito tempo atrás e sua avaliação numérica divulgada ao mundo em detalhes.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

Notas:

25 Nota de Reinhard K. Buchner: O plano de Birkenau (Auschwitz II) é reproduzido em Arthur R. Butz, The Hoax of the Twentieth Century, Historical Review Press, 1976, página 229. Não havia trilhos ferroviários nos crematórios IV e V. Há apenas o final do pátio de manobras entre os crematórios II e III. Fotografias aéreas na revista Life (Vol. 2, nº 4, abril de 1979, página 12) mostram, no entanto, claramente que os trilhos não foram estendidos até os crematórios e não existiam instalações especiais de descarregamento.

5 Nota de Reinhard K. Buchner: Raul Hilberg, The Destruction of the European Jews, Harper Colophon Books, 1979.

26 Nota de Reinhard K. Buchner: Deutsche Presse-Agentur (German Press-Agency), reproduzido em Frankfurter Allgemeine Zeitung, sábado, 9 de junho de 1979, nº 132, página 5.

27 Nota de Reinhard K. Buchner: Uma cópia da carta datada de 11 de maio de 1979 está em posse do autor.

The Problem of Cremator Hours and Incineration Time, por Reinhard K. Buchner, The Journal for Historical Review, volume 2, nº 3, outono de 1981, pp.

https://ihr.org/journal/v02p219_buchner

Sobre o autor: Reinhard K. Buchner (1925-) nasceu em Darmstadt, Alemanha Ocidental. Descende de uma longa linhagem de acadêmicos ilustres, incluindo Eduward Buchner, ganhador do Prêmio Nobel por sua pesquisa de 1907 sobre enzimas de levedura; Fritz Buchner, cujo livro, Força e Matéria, influenciou Einstein; e Karl Buchner, um famoso músico de câmara. Após a guerra, retomou seus estudos, obtendo o bacharelado em física pela Universidade de Mainz em 1953 e o mestrado (em física) e o doutorado (em engenharia) pela Universidade de Aachen alguns anos depois. Desde 1963, o Dr. Buchner é professor do departamento de física e astronomia da Universidade Estadual da Califórnia em Long Beach, onde se tornou professor titular em 1972.

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