segunda-feira, 18 de maio de 2026

O Problema das Horas de Funcionamento do Crematório e do Tempo de Incineração - Parte II.5 - por Reinhard K. Buchner

 Continuação de O Problema das Horas de Funcionamento do Crematório e do Tempo de Incineração - Parte II.4 - por Reinhard K. Buchner

Reinhard K. Buchner

5. Alguns comentários necessários.

No livro Commandant of Auschwitz19, são discutidas as capacidades de cremação de Auschwitz II, as quais podem ser usadas para calcular os tempos de incineração (página 181). Os dois crematórios menores (nº IV e V) tinham — de acordo ao livro — 16 fornos crematórios e podiam dispor 3.000 cadáveres diariamente.

A equação [3] fornece o tempo de incineração:

 

                                             I = 16 x 24                          [3]

                                                     3.000

                                                        ou

                                             I = 0,13 horas = 7,68 minutos

Os crematórios maiores (nº II e III) tinham — de acordo com o livro novamente — 30 fornos crematórios e podiam cremar 4.000 cadáveres em “menos de 24 horas.” Como não se sabe exatamente quanto tempo corresponde a “menos de 24 horas,” serão utilizadas 24 horas para o cálculo.

Obtém-se:

                                                           I = 30 x 24                                [3]

                                                                4000

ou

                                                 I = 0,18 horas = 10,8 minutos

Embora seja imediatamente evidente que as alegadas declarações de Höss caiam bem com as reivindicações pertinentes da teoria do Holocausto, elas, todavia, não contribuem em nada para dissipar a discrepância entre essas afirmações e os tempos de hoje de incineração.

Em forte e agudo contraste com o que R. Höss supostamente tinha escrito, está o depoimento de Richard Baer — o último comandante de Auschwitz (1944-1945). E. Aretz20 relata nas páginas 58 e 59 algumas das informações disponíveis. Eis alguns pontos essenciais: Baer foi preso em outubro de 1960. Naquela época, ele declarou que não existiam câmaras de gás em Auschwitz. Ele acreditava — com base nisso — que deveria ser considerado inocente. Contudo, ele morreu de forma misteriosa aos 51 anos, em perfeito estado de saúde, em 17 de junho de 1963, na prisão. A autópsia revelou que o envenenamento não podia ser descartado como causa da morte. No entanto, um homem que acredita em sua própria inocência não tem motivos para cometer suicídio. E um ex-comandante de Auschwitz dificilmente (pelo menos em 1960) teria sequer cogitado convencer um tribunal da Alemanha Ocidental (com o sionista Bauer como Procurador-Geral de Hesse) de que não havia câmaras de gás em operação em Auschwitz, a menos que esse fosse um conhecimento inabalável. A morte súbita do ex-comandante deve ter servido como uma mensagem impactante para os demais réus. Somente restava relatar que o primeiro julgamento de Auschwitz pôde finalmente começar imediatamente após a morte de Baer, ​​e seu nome e depoimento jamais foram mencionados nos autos do processo — ou na teoria do Holocausto. W. Stäglich11, que, como ex-juiz, possui ampla qualificação para avaliar questões judiciais, teve seu acesso aos procedimentos do tribunal negado em 1976 (acesso que havia solicitado enquanto escrevia seu livro sobre Auschwitz), sob a alegação de que os interesses de proteção dos envolvidos no processo judicial tinham prioridade sobre os interesses privados do Dr. Stäglich em uma avaliação científica dos procedimentos (página 374). Essa é uma declaração bastante interessante (do Ministro da Justiça de Hesse), visto que, durante o julgamento de Auschwitz, os envolvidos nos procedimentos aparentemente foram muito menos protegidos. Para mais detalhes, o leitor pode consultar H. Laternser21, advogado de defesa de Richard Baer e outros. Ele nunca chegou a defender seu cliente, mas se manifestou sobre a situação geral das testemunhas no primeiro julgamento de Auschwitz.

{Richard Baer (1911-1963) — foi o último comandante de Auschwitz (1944-1945). Na época, Richard Baer declarou que não existiam câmaras de gás em Auschwitz. “Ele acreditava — com base nisso — que deveria ser considerado inocente. Contudo, ele morreu de forma misteriosa aos 51 anos, em perfeito estado de saúde, em 17 de junho de 1963, na prisão. A autópsia revelou que o envenenamento não podia ser descartado como causa da morte. No entanto, um homem que acredita em sua própria inocência não tem motivos para cometer suicídio. E um ex-comandante de Auschwitz dificilmente (pelo menos em 1960) teria sequer cogitado convencer um tribunal da Alemanha Ocidental (com o sionista Bauer como Procurador-Geral de Hesse) de que não havia câmaras de gás em operação em Auschwitz, a menos que esse fosse um conhecimento inabalável. A morte súbita do ex-comandante deve ter servido como uma mensagem impactante para os demais réus. Somente restava relatar que o primeiro julgamento de Auschwitz pôde finalmente começar imediatamente após a morte de Baer, e seu nome e depoimento jamais foram mencionados nos autos do processo — ou na teoria do Holocausto.” (Reinhard K. Buchner).  Crédito da foto:  http://collections.yadvashem.org/photosarchive/en-us/10635.html )}


P. Rassinier22 discute em mais detalhes as declarações que R. Höss supostamente fez (páginas 235 a 243), mas P. Rassinier também cita o “Relatório Kasztner”, de acordo com o qual as câmaras de gás em Auschwitz II estiveram fora de serviço durante 8 a 9 meses (do outono de 1943 a maio de 1944). P. Rassinier chega à seguinte conclusão: “Resta estabelecer quantas pessoas – mais de 107.000 – poderiam ter sido incineradas de fevereiro de 1943 a outubro de 1944…” (página 241). O número de 107.000 refere-se à declaração de Höss19 (página 177) sobre cremações em valas comuns.

{O alemão Rudolf Höss (1901-1947), um dos diretores do campo de concentração de Auschwitz, cujo testemunho foi obtido pelos aliados através de ameaças e torturas, somando um contexto extremamente contraditório e levado para procedimentos judiciais, ambiente literário e cinematográfico sem critérios críticos nem legítimos, e difundidos como fatos históricos verídicos.}

Hoje, a pressão mundial para processar os chamados “criminosos de guerra nazistas” impede, de forma muito eficaz, que se manifestem aqueles que têm conhecimento sobre os campos e sabem a resposta para uma das questões mais importantes da história. É preciso questionar se essa não seria a verdadeira motivação por trás dessa pressão para “processar.” A teoria do Holocausto tem muitas faces.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Continua...

Notas:

19 Nota de Reinhard K. Buchner: Rudolf Höss (?), Commandant of Auschwitz, Popular Library, 1960.

20 Nota de Reinhard K. Buchner: Emil Aretz, Hexen Einmal Eins Einer Lüge, Franz von Bebenburg (West Germany) 1979.

11 Nota de Reinhard K. Buchner: Wilhelm Stäglich, Der Auschwitz Mythos, Grabert-Verlag, Tübingen (West Germany) 1979.

21 Nota de Reinhard K. Buchner: Hans Laternser, Die andere Seite im Auschwitz Prozess, Seewald Verlag, Stuttgart (West Germany) 1966.

22 Nota de Reinhard K. Buchner: Paul Rassinier, Debunking the Genocide Myth, Institute for Historical Review, 1978.

19 Nota de Reinhard K. Buchner: Rudolf Höss (?), Commandant of Auschwitz, Popular Library, 1960.

The Problem of Cremator Hours and Incineration Time, por Reinhard K. Buchner, The Journal for Historical Review, volume 2, nº 3, outono de 1981, pp.

https://ihr.org/journal/v02p219_buchner

Sobre o autor: Reinhard K. Buchner (1925-) nasceu em Darmstadt, Alemanha Ocidental. Descende de uma longa linhagem de acadêmicos ilustres, incluindo Eduward Buchner, ganhador do Prêmio Nobel por sua pesquisa de 1907 sobre enzimas de levedura; Fritz Buchner, cujo livro, Força e Matéria, influenciou Einstein; e Karl Buchner, um famoso músico de câmara. Após a guerra, retomou seus estudos, obtendo o bacharelado em física pela Universidade de Mainz em 1953 e o mestrado (em física) e o doutorado (em engenharia) pela Universidade de Aachen alguns anos depois. Desde 1963, o Dr. Buchner é professor do departamento de física e astronomia da Universidade Estadual da Califórnia em Long Beach, onde se tornou professor titular em 1972.

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