![]() |
| Chauke Stephan |
Dia
desses, perguntei: por onde andará Carlos Hasenbalg? Com esse nome como
expressão de busca, fui atrás da resposta a essa pergunta na rede-múndi.
O
sociólogo Hasenbalg dedicara-se ao desagradável e perigoso estudo das relações
raciais. O perigo mora mais perto de uns que de outros, a depender da posição
política do estudioso. No caso de Carlos, ele não corria nenhum perigo. Era uma
espécie de judeu e dizia-se amigo de figuras destacadas da militância negra.
Pelo menos era isso que se podia inferir dos textos dele e sobre ele. Carlos
vestia o figurino do intelectual progressista. Mostrava-se amigo dos oprimidos
do mundo pelas "qualidades adscritivas" (cor, raça, origem religião
…) das populações subordinadas.
Sobre
o assunto, deparei interessante artigo intitulado "O legado de Carlos
Hasenbalg". Escreveu esse texto destacado pesquisador e autor de meia
dúzia de livros sobre o problema do negro. Gostei bastante do texto, mas não
vou citá-lo. O cara não merece ter o nome na minha boca. Como outros
esquerdistas, esse é mais um teórico da censura, alguém que poderia preparar as
provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que são de dar medo. A leitura
elucidou em certa medida os textos e contextos do sociólogo argentino Carlos
Hasenbalg, intelectual politicamente judaizado pelos circuncisos de Berkeley de
quem foi aluno. Fiquei sabendo que Carlos não existia mais, que morrera em
outubro de 2014, aos 72 anos, em Buenos Aires. Ceifou-lhe a vida a doença de
Parkinson.
Dizia
o inominado que o buenairense se largara de seu campo de pesquisa no fim dos
anos noventas. Fiquei intrigado com as incertas razões que o teriam levado a
deixar os estudos raciais. Também fiquei querendo saber se ele, afinal,
escreveu um certo documento de apoio às cotas raciais que lhe demandava a turma
do cartório vermelho, de forma que me pareceu algo inquisitorial. Terá
relutado? Por quê?
Na
verdade, pelo que li, Hasenbalg encerrou suas pesquisas sobre o racismo só no
Brasil, porque na Argentina ele quis estudar a herança africana e a explosiva
questão dos índios mapuches. Intelectuais de cabecinha feita pela judiaria como
Hasenbalg sempre favorecem as minorias em suas teorias. Parece que o só grupo
oprimido que não desperta o interesse deles é aquele dos martirizados
palestinos. Coisa curiosa, mas não surpreendente: os mais
"prestigiados" centros de formação intelectual nos Estados Unidos
podem ser comparados a sinagogas universitárias. Um gói neles matriculados
torna-se converso do judaísmo político e pode nem se dar conta disso. O viés
judaico dessa influência é ainda mais sensível na área das relações raciais,
campo em que Hasenbalg atuou.
Recém-formado
em Sociologia e Política na PUC/Rio, tive com ele breve contato no Instituto
Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), talvez em 1992. Então,
ele apresentou para mim o catálogo de publicações sobre relações raciais no
Brasil. Era bibliografia recém-editada, um dos produtos do trabalho dele e de
sua equipe. Comprei na hora. Isso foi há quase 35 anos, mas eu ainda me lembro
da primeira coisa em que reparei, depois do próprio Hasenbalg, quando entrei na
sala dele. Vi um livro sobre a mesa, volumoso, importado, porque o título
estava em inglês e era este: Karl Marx’s theory of history. Havia não muito tempo
saído da adolescência, eu fiquei impressionado. Também o biotipo dele causava
boa impressão: um homem alto, magro, claro, cabelo escorrido, cor de mel: um
belo janízaro judeu.
Na
ocasião, passei-lhe um exemplar da minha monografia. Ele leu e dias depois
comunicou que havia nela "alguns lampejos". Propus que ele me
orientasse num curso de mestrado. Não quis. Talvez tenha sido melhor assim.
Naquele tempo, apesar de vocacionado e interessado em relação à sociologia do
racismo, eu era muito imaturo, ingênuo, ainda mais do que hoje. Na realidade,
eu também era mais um janízaro formado na academia aparelhada conforme a
conhecida estratégia gramsciana do marxismo cultural.
Mais
de 15 anos depois, já em Cuiabá, de onde sou, escrevi como estudante de Letras
(português e literatura) na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) outro
trabalho de final de curso sobre a mesma temática. O orientador elogiou muito
essa minha nova monografia, dizendo que eu havia escrito "tese de
mestrado". A "tese", segundo ele, havia-lhe prendido a atenção
do primeiro ao último parágrafo. A nota máxima recebida serviu de desagravo.
Com observações tão positivas, tive a consolação de saber que a luz de meus
"lampejos" não era tão fraca. Outra consolação me deu certa pessoa
cujo nome nem às paredes confesso. Mostrei-lhe a carta em que Hasenbalg
"declinava" de me orientar. O parecer dele: "Esse cara é um
babaca!". Só 20 anos depois, mais experiente, percebi que o meu consolador
também era um babaca. Por quê? Porque é ideólogo da toga totalitária de maranha
com a esquerda, que acaba de mandar Flávio Bolsonaro para o exílio, mantendo
tantos outros na cadeia ou no exílio. Como bom socialista, esse outro babaca
tem muita gana de gozar os prazeres mundanos e goza: viagens internacionais, casa
de veraneio em condomínio fechado, restaurantes finos, escola caríssima em Nova
Iorque para os filhos, carros de luxo … Isso tudo, porém, não bastaria para um
velho broxa. Faltando-lhe o tesão natural, ele o busca artificialmente. Então,
o sátiro toma injeções de testosterona para continuar fornicando adoidado. O
cara defende a imigração, segundo a linha justa do etnomasoquismo, claro, mas
não passa férias no Haiti. Eis aí um petista ligado ao esquema judicial
dominante no Brasil muito bem caracterizado.
O
problema do negro segue como justificado motivo das maiores preocupações. Hoje,
muito mais do que nos primeiros tempos de Hasenbalg, o conflito étnico ganha
evidência, já que se expõe aos olhos do mundo sem os filtros ideológicos antes
associados à polarização geopolítica e ideológica da Guerra Fria. Naquele
momento histórico de predomínio do classismo, a "raça" era só coisa
de "nazista". Entretanto, emergia o identitarismo minoritário do
marxismo pós-moderno, filtro de porosidade finíssima. Por ironia da história, o
conceito de raça seria reabilitado como categoria analítica pelos epígonos
daqueles para quem "as raças não existem, mas são todas iguais". Hoje
temos os tribunais raciais de cujo julgamento depende o direito às cotas de
acesso a universidades e cargos públicos. Daí a “reabilitação” de tão feio
conceito, só aceitável em se tratando de cachorros, gatos e outros animais.
Pelo menos assim rezam as cartilhas de Ciências Sociais das academias por aqui.
Os censores têm alguma razão: por que tratar desse tão triste problema de ainda
mais triste solução? Contornando a questão para não colocar em risco a
reputação de homem bem-pensante da esquerda, o inominado diz, em suma, que as
raças não existem, mas têm efeitos reais. A raça seria "conceito nativo"
(doxológico), contraposto a outro tipo de conceito de raça, o "conceito
analítico", ou seja, teórico (epistemológico). Acredite quem quiser. O bom
é que o crente não se desespera. "A ignorância é uma das fontes da
felicidade", escreveu Amir Klink, e com muita razão.
Brancos
assumidamente brancos como sou, embora "não precisamente branco",
como diria o mexicano José Vasconcelos, não reúnem os predicados ideais
exigidos para a integração nos aparatos estatais de cultura sequestrados pela
esquerda. A negativa de Hasenbalg quanto a me aceitar como orientando talvez
tenha decorrido do fato de me faltar o que seria anos depois chamado de
"lugar de fala", uma bobagem do vigilismo (wokismo). O mesmo é dizer
que, não sendo nem preto nem judeu, nem transexual, nem índio, nem leproso, eu
não podia falar. Decerto no proceder da recusa Hasenbalg apenas aplicasse as
lições assimiladas na Universidade da Califórnia. Sua consciência antibranca
pode ter sido muito provavelmente o resultado da inculcação sofrida em Berkeley.
O argentino, descendente de alemães, sentia-se culpado por ser branco,
"culpa" que a própria Alemanha carrega ainda hoje. Assim se
manifesta, individual e coletivamente, o efeito da dominação judaica sobre os
meios de influência psicossocial. Ele dizia ser um privilegiado, certamente
considerando os desprivilegiados negros. "Privilégios", aliás, é
título de texto em que fala de sua formação. Hasenbalg nunca admitiria que
certos "privilégios" podem ter mais raízes na natureza do que na
sociedade. Terá sido essa a postura dele por ingenuidade ou falsidade? Alienação ou interesse? Um pouco de tudo,
talvez? Idiossincrasia? "Cada cabeça, uma sentença", diz o ditado. A
questão é que algumas sentenças na cabeça de alguns podem custar a cabeça de
outros.
Passados
alguns anos, eu toparia com o mesmo tipo de "comissário" da correção
política na minha passagem pelo mestrado na UFMT. Fiz todos os créditos, mas a
orientadora esquerdista não me deu nota, por julgar que este seu
(des)orientando representava uma "ameaça às liberdades democráticas".
Eu ainda apelei a ela, roguei que não deixasse de me dar as notas, disse que,
do contrário, estaria perdido o meu mestrado. Nada consegui. Diante de mim
estava a frieza e a antipatia encarnadas. A progressista gelada, doutora em
psicologia social (!), formada na Bélgica, discípula de Moscovici e estudiosa
das "representações sociais", parecia o boi sem coração que matou o
menino da porteira na canção caipira. De sua pétrea alma socialista escutei
então a frase que encerrou a questão. Com a voz cavernosa, fumando e baforando
na minha cara, ela pronunciou esta pérola: "O meu compromisso não é com a
sua sobrevivência". Pois é … O gramscismo serve para selecionar os eleitos
destinados a ocupar os "lugares de fala" e também, pelo visto, os
lugares de sobrevivência.
Naquela
ocasião, nenhuma autoridade, nenhum professor da UFMT disse nada, ninguém
levantou um dedo nem deu um pio contra a discriminação "do bem"
dirigida à dissidência do pensamento único. O leitor deve pensar que exagero, e
é verdade. Isso não chegou a ser um drama, porque a tal doutora não tentou me
matar, mesmo que não estivesse preocupada com a minha sobrevivência. Decerto,
porém, a minha morte pudesse deixá-la feliz: a democracia da censura, da
tornozeleira, do exílio, da tortura e da prisão teria um inimigo a menos. O
"Estado democrático de direito" autoriza a cassação e a caça aos
"fascistas", "racistas", "transfóbicos"… a todos
que manifestem opinião política "errada", fazendo-o em nome dos
"direitos humanos" — seria um paradoxo, se não fosse só hipocrisia.
Entrementes, os "operadores do direito" aninhados nos níveis mais
altos do aparato judiciário, aqueles porcos que dão cobertura institucional e
ideológica à repressão, chafurdam na lama de grossa corrupção. Ao contrário de
qualquer sacerdote católico, esses pecadores não se têm em conta de pecadores e
não perdoam os pecados de ninguém. Sua religião jus-humanista é muito rigorosa.
Só os muito ricos e poderosos podem comprar as suas indulgências no Supremo
Tribunal Federal (STF). Outros pontos de venda abundam no Judiciário, vendendo
sentenças a preço mais em conta.
A
propósito, cito ainda outro episódio revelador da falta de empatia deles, de
sua sanha e gozo na aplicação de castigos injustos, como também de sua ignorância
e desfaçatez. Dessa vez foi engraçado, o leitor vai gostar. Aconteceu assim:
quando recomeçou a tráfico negreiro com a emigração do Haiti para o Brasil,
mandei mensagem de correio eletrônico a um famoso geneticista, dando saber da
minha reação ante essa operação de engenharia social de George Soros. Falei da
minha inquietação com esse massivo movimento imigratório que traria 5 mil
haitianos para Cuiabá. A súbita mudança demográfica da minha cidade no sentido
da africanização havia perturbado a minha paz. Parecera muito inesperado que
pudéssemos sofrer ataque tão insidioso contra o nosso território e a nossa
identidade. Eu disse: "Professor, considere isto que lhe escrevo como um
pedido de socorro!". A resposta não correspondeu ao meu estado de espírito.
Talvez já não tão lúcido, o consagrado, o antigo docente e pesquisador escreveu
isto para mim: "O racismo é crime 'imprescindível' [sic]". O mestre
queria dizer "imprescritível".
Dia
desses — seja sempre lembrado, coisa mais grave aconteceu no Instituto de
Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da UFRJ. Lá, uma molecada de partidos de
esquerda e militantes de catervas negras tentaram linchar um colega no dia
25AGO2026. A vítima, Diego Costa da Silva Araújo, recebeu "voz de
prisão" de um negrilho insolente, Deivid (sic) Lima. Diego acabou sendo
espancado por Deivid (sic) porque a sua vítima usava uma camisa que não agradou
ao agressor. O traje trazia a estampa de símbolo que revelava o interesse de
Diego pela história da Alemanha nacional-socialista. O jovem torturador
"antirracista" contou com o apoio de professores e técnicos da UFRJ.
Esses intelectuais e demais servidores consideraram o espancamento um ato de
"autodefesa". Disseram que a culpa foi da vítima, por causa da violência
simbólica expressa na camisa indecorosa que vestia. O torturador negro teria
reagido a um atentado contra a sua segurança emocional. Então, diante da
violência simbólica do racista, correspondeu a justa punição pela violência
propriamente dita (física). Como no velho caso da UFMT, fica patente que a
esquerda não tem compromisso com a sobrevivência de opositores. Por que lhes
importaria a vida de "racistas brancos"? Declarar ódio a brancos
indica acerto político da linha justa progressivo-identitária. Só é preciso
tomar o cuidado de não manifestar sentimento tão extremo em período eleitoral —
que o diga a deputada federal, a jovem de ébano pernóstica que por 24 horas foi
coordenadora de comunicação da campanha de Lula em outubro de 2026. Obviamente,
para os "racistas brancos" a vida deles importa, mas a sua defesa
constitui crime, é proibido, seria "racismo". Só pode haver
indivíduos, não pode haver tribos, com exceção da tribo do poder, que faz as
próprias leis para dissolver todas as outras tribos sem direito a existir. No tempo
de Hasenbalg, os racistas negros expunham-se como vítimas em postura
aparentemente defensiva.
Mesmo
na falta de "lugares de fala", não se pode aceitar o silenciamento. O
único lugar sem fala, na verdade, deveria ser o lugar sem mídia. Os
"lugares de fala", felizmente, estão disseminados no ciberespaço.
Nele, quebrou-se o estanco discursivo e informacional que detinham a academia e
os editores dos velhos jornalões e revistas. Graças ao advento das redes
telemáticas, a opinião pública ganhou o espaço antes exclusivo da opinião
publicada. A nova tecnologia de comunicação convida à publicação de traduções
de textos que jamais seriam publicados no Brasil por serem politicamente
incorretos. A rede-múndi cria articulistas, escritores, poetas … Aceitando o convite,
como tantos outros, publiquei artigos próprios aqui e ali, de vez em quando.
Criticava a política judaica no Oriente Médio e a política imigratória adotada
no Brasil. Já se pode dispor, tecnicamente, de lugares de fala. Esses lugares,
porém, seriam interditados. Os censores costumam ser silenciosos e, quando
falam, não dizem nada, mas eles ouvem tudo. Como a camisa de Diego Araújo, a
minha fala não agradou.
A
consequência não tardou, mais uma vez eu teria problema com a censura do bem,
com o regime da esquerda ortopolítica, com a lei liberticida, com o tribunal
disposto contra a tribuna, com veredictos que atentam contra verdades.
Denunciado, investigado, interrogado, indiciado e processado, fui condenado a
dez anos de prisão, à perda de cargo público no ano da minha aposentadoria e,
como a cereja do bolo, deliciosa para os procuradores e censores do Ministério
Público, ao pagamento de multa! Com quantos outros não terá o mesmo se passado?
O estagiário do Psol a serviço do juiz deve ter ficado muito feliz. Que
sentimento de empoderecimento não terá sentido o tiranete togado! As acusações
são as de sempre que "justificam" a cassação da liberdade de
expressão no Brasil e alhures pelo aparato judiciário da "governança
global": racismo, apologia do nazismo, ameaça às instituições
democráticas, discurso de ódio … No interrogatório por que passei nas
dependências da Polícia Federal, a primeira pergunta que me dirigiu o delegado
foi esta: "O senhor sente desapreço pelo povo judeu?". Tinha chegado
ao paroxismo a dominação judaica sobre os góis: o Estado judeu podia perpetrar
os maiores crimes na Palestina ocupada, impunemente, mas o “povo” que o
sustenta não podia sofrer "desapreço". Isto seria um crime.
A
nova censura apresenta-se como medida de proteção ao "Estado democrático
de direito", segundo o discurso da Junta Judiciária no poder e outros
"operadores do direito" a ela obedientes. Sucedeu que o Estado, para
recuperar o controle da informação social que a sua mídia amiga tinha e
perdera, transformou os magistrados de sua mais alta corte em "editores
sociais". Os servidores togados do Estado passaram a se servir do Estado
por seus interesses escusos. Para os bandidos da toga, a defesa de democracia
significa, na realidade, a defesa dos próprios privilégios, do próprio poder,
da própria impunidade que os fazem milionários em tenebrosas transações.
Na
democracia dos juízes, o povo é réu. Os réus são réus porque nessa
"democracia" está abolida a
liberdade de expressão. A censura "justifica-se" por roupagem que a faz
parecer bonita aos olhos dos ingênuos e das minorias: o combate ao racismo.
Ocorre que o racismo significava uma coisa no tempo de Hasenbalg e hoje
significa outra bem diferente. A significação atual do racismo é dada por seu
suposto contrário: o antirracismo. Na verdade, o antirracismo é hoje um racismo
antibranco. Por isso, a visão "oficial" de Hasenbalg não é
verdadeira, já perdeu atualidade. Antes de Hasenbalg morrer, enquanto ainda
moribundo, a sua sociologia da raça já estava morta, embora ainda entronizada
na academia, como a rainha póstuma de D. Pedro, Inês de Castro. Aqui, a visão
alternativa de Hasenbalg mostra a pequenez e leveza de seu falso ideário
étnico, que o vento da história levou.
Antigamente,
o âmbito intelectual (de fato, anti-intelectual) limitava-se ao que se podia
deparar nas bancas, livrarias, academias e na televisão. A "cultura"
aí era só a que se tornou permitida desde 1945. Desde então, a visão do mundo
estreitava-se pelos antolhos impostos conforme a vontade do judaísmo internacional
saído vitorioso da Segunda Guerra. O judeu, o negro e o comunista ocuparam os
lugares de fala e os lugares de censura. Todos esses tipos sociais
revestiram-se da aura de uma santidade laica. E os "santos" combatiam
os demônios racistas para que ninguém fosse julgado pela cor de sua pele,
conforme o sonho (lindo!) do pastor negro que adorava uma suruba nos hotéis em
que se hospedava — mas só se as putas fossem loiras. O exorcismo tinha o
conhecimento de seus princípios e práticas distribuído nas bancas, livrarias,
academias e pela televisão. O racista era levado ao pecado pela doença da
"personalidade autoritária" ou da simples maldade. Eu mesmo, aliás,
cheguei a buscar a "cura" para a minha personalidade no consultório
de um psicanalista. Na realidade, o “mal” tinha origem na dissolução étnica do
branco, isolado pelo atomismo social numa falsa e imposta indiferença ante a
diferença étnica. O racista falava do que não existia (a raça). O culto ao
"Holocausto Judeu" deveio como que religião também dos góis, e sua
negação, blasfêmia. Como se sabe, Deus pode ser negado, mas não o
"Holocausto". O jus-humanismo tinha o seu "santo ofício",
que tal qual o seu precedente, pareceu provido de sacralidade. Só os sacrílegos
mais corajosos arriscavam-se à contestação da cultura e política institucionais
do sistema erigido sobre os escombros da Alemanha derrotada. Lacaia devotada a
servir os senhores sionistas que a dominaram, a Alemanha desserviu o que
restava de seu próprio povo. No Japão a coisa parece ser ainda pior. Lá são
prestadas cerimônias de homenagem ao piloto ianque do avião de que foi lançada
a bomba atômica. Será esse um efeito da radiação sobre os cérebros dos
japoneses?
Em
tal contexto histórico de criminalização do racialismo, fazer uma
"revolução" era fácil: bastava falar de raça. Nesse sentido,
Hasenbalg foi um "revolucionário". Os amigos dele disseram que o
argentino foi responsável pela criação do que chamaram "paradigma de
Hasenbalg". Um exagero! Coisa da panelinha em volta de Hasenbalg. Esse
tipo de exageração parece que só serve para enaltecer as pessoas de dentro da
panela e a causa “antirracista” supostamente defendida. Perguntei a um grande
intelectual argentino, um dos maiores filósofos do mundo, se ele conhecia
Hasenbalg. O sábio respondeu que nunca tinha ouvido falar dele antes da minha
pergunta. O teórico argentino tão tietado da militância negra do Rio de Janeiro
foi ilustre desconhecido na sua Buenos Aires.
Se
Hasenbalg teve alguma importância, foi num sentido negativo. Isto se depreende
do artigo "Antirracismo contra leis raciais", publicado na revista
Interesse Nacional em 2008. Escreveu-o Yvonne Maggie, quando ainda abalada pela
introdução das cotas raciais que, na sua ingenuidade e presunção, não esperava.
Essa autora atribui a Hasenbalg parte da culpa pela polarização racial no
Brasil. Ela diz que o sociólogo dos judeus no Iuperj, ao reunir os não brancos
(à exceção dos indígenas) na categoria censitária "Negros", deu a sua
"contribuição" para a racialização da sociedade. Para o próprio
Hasenbalg, entretanto, o seu proceder deveu-se a razões puramente
"técnicas". Na manipulação dos números da composição racial fica
patente que por razões "técnicas" o pesquisador estava disposto a
nigriciar o Brasil. Como a guerra não pode ser deixada aos generais, a
sociologia não pode ser deixada aos sociólogos, principalmente sociólogos a
serviço da judiaria supremacista.
Hasenbalg
falou de racismo sem desconsiderar a raça. Nisso consistiu a sua
"revolução". Ele disse que o racismo tem a ver com raça. Nada mais
óbvio, nada mais lógico e, no entanto, nada mais escandaloso em 1985, quando o
esquerdismo corporativo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Confederação
Nacional do Bispos do Brasil (CNBB), da Associação Brasileira de Imprensa (ABI)
tangia a raia do messianismo. Segundo o sociólogo portenho, o racismo não se
reduzia a epifenômeno do classismo, tampouco à herança maldita da escravidão.
Fica claro que isso não pode ser chamado de "quebra de paradigma".
Foi, porém, uma quebra do monopólio discursivo que negava a raça como variável
independente. A negação da existência do racismo como fato social para os
adultos equivalia à afirmação da existência do Papai Noel para as crianças.
Quanto ao conflito étnico, com efeito, para a imprensa acadêmica e
jornalística, bem assim para a mídia televisiva, todos eram crianças. Nesse
meio infantilizado, o sociólogo portenho simplesmente pareceu mais adulto, pois
que se dotara da maliciosa consciência racial judaica de seus tutores em
Berkeley: Leo Lowenthal, Erving Goffman, Nathan Glazer, Robert Blauner …
Atualmente,
tudo está diferente, outra é a situação e, outra, a consciência dela. A
ascensão de Trump representou duro golpe contra o oba-oba globalista e a
estratégia kalergiana da pan-mixia no mundo. Os liberal-progressistas,
primeiramente, pensaram que Trump fosse apenas uma onda. Depois, com a
reeleição dele, foram levados a perceber que se tratava de uma maré na qual
seriam afogados. O poder mostrou-se sem tanto formalismo, sem tanta hipocrisia.
O novo sentido das coisas permitiu a reação branca, até armada, desencadeada
por mais uma das cíclicas explosões da violência negra. No surto de 2020, tendo
por agente o Black Lives Matter (BLM), a como que santificação de um
delinquente negro (George Floyd) morto durante a operação policial de sua
prisão expôs a vitimização negra como farsa e pretexto para o que não passa de
descarga de ódio e ressentimento antibrancos do negro pelo fato de ser negro
numa condição de negro em sociedade de brancos. A culpa é da polícia? Culpar a
polícia pelo conflito racial faz parecer simplificado o problema e a solução,
mas não o resolve, O objetivo aí não é resolver um problema sem solução, mas
apenas o de o fazer parecer resolvido, acalmar os ânimos, pacificar ilusoriamente
… até a explosão seguinte. O sonho fugaz do pastor negro, porém, é agora
permanente pesadelo. No sonho mau, o branco não é a só cor do mal. O mal é
alvinegro. Ele não está na atitude do branco para com o negro, tampouco na
"estrutura" da sociedade branca, o mal está na correlação, na
interação não só política e econômica, senão que humana e pessoal entre gentes
de ambas as raças.
Outro
dos pilares da (des)ordem estabelecida em 1945, o judaísmo internacional também
viria a ser abalado. Os judeus tiveram a sua aura de quase santidade alterada
em sua cor: seu níveo halo passou a ter a cor vermelha do sangue infantil
palestino e se desfez na infâmia da mentira e da brutalidade satânicas. Deu-se
que a livre comunicação redial fez prosperar o revisionismo do "Holocausto".
Com isso, rompeu-se a barreira da censura e a narrativa das tais "câmaras
de gás" foi revelada como o que de fato era: a maior fraude
historiográfica já criada para enganar a humanidade. Escrevia em papel no
século passado o grande brasiliano Dr. Siegfried Castan que "o gás
acabou". Saibam os mais jovens que o STF fechou a editora dele. Hoje temos
consciência da grande autoridade moral que tem o "excelso pretório",
como todo o Judiciário, para se bater por causas "nobres" como a do
"combate ao racismo". O infame e sádico juiz Alexandre de Moraes aí
está para esclarecer quaisquer dúvidas quanto à idoneidade dos togados na luta
pela democracia, pela liberdade, pelos direitos humanos, que os
"fascistas" tanto ameaçam.
Finalmente,
a estratégia da desterritorialização dos brancos por meio da imigração, da
abolição das fronteiras nacionais, da soberania transnacional-corporativa e da
"cidadania residencial" entrou em crise. Os problemas e conflitos
interétnicos causados sob essas condições levaram à denúncia e ao rechaço do
multiculturalismo até na África do Sul, onde imigrantes foram caçados e
queimados vivos nas ruas. Em certo momento, a imigração sem restrição
quantitativa e qualitativa parecera virtuosa, uma manifestação de almas
bondosas, providência humanitária que só os maus poderiam contestar. A torrente
humana alógena, além disso, deveria resolver o "problema de mão de
obra", como se a mão valesse por todo o corpo e o espírito dos homens.
Sabemos hoje que a imigração é arma da guerra híbrida, colonização e subversão
contraculturais. Em virtude desses desenvolvimentos, a política demográfica no
mundo vai deixando de ser questão exclusivamente afeta aos senhores George e
Alex Soros. Os governos, as instituições, as organizações, as máfias e indivíduos
promotores da imigração indesejável passaram a ser vistos como o que são de
fato: ferramentas sujas na mão e no bolso daquela dupla de bandidos judeus e
seus sequazes. A invasão de Ceuta nos últimos dias de julho de 2026 lançou luz
sobre os escuros desígnios das migrações como manobra de dominação geopolítica.
O refolho de sua legitimação como parte da luta "antirracista" já não
engana tanto e tantos. Nessa altura, já se via a catástrofe da imigração com
meridiana clareza. Ainda assim, em outubro desse mesmo ano, quis a história,
mais uma vez, expor o absurdo do processo geopolítico de africanização da
Europa. A França pegou fogou: esquerdistas de maranha com islamitas tocaram o
terror nas cidades: o pandemônio envolveu desordem, saque, violência, depredação
em massa. Um neologismo foi criado para exprimir o significado das
"manifestações" islamoesquerdistas do 17 de Outubro de 2026 na
França: "Antifada", uma mistura de "Antifa" com
"Intifada".
Outrossim,
as próprias relações internacionais, nesta altura marcadas pelo que alguns já
chamam de III Guerra Mundial, leva ao descrédito e ao ridículo o piegas bonismo
antirracista. Com efeito, a repressão politicamente correta sofre
desmoralização. Assim, por meio do Ministério Público, o Estado brasilino cassa
a liberdade de expressão de seus próprios cidadãos a título de coibir o
"discurso de ódio". Ora, o discurso e a prática do ódio não são
estranhos à guerra. Estranho — e ridículo, é que os censores dos
"discursos de ódio" sejam os mesmos que praticam o ódio e permaneçam
por tanto tempo como os ditadores da virtude. Os sacripantas abundam na mídia,
são pessoas respeitadas internacionalmente, falam de harmonia, de diversidade,
assim como Mark Levin, Ben Shapiro e tantos outros judeus — os israelistas (Vito
Mancuso dixit), os Israel firsters (Megyn Kelly dixit). Entrementes, os
desapiedados ocupantes da Palestina bombardeiam Gaza, despejando sobre a
população civil enorme quantidade de ódio. E não são punidos! Os seus críticos,
estes sim, recebem punição pelo crime de "antissemitismo" (racismo),
de "desapreço" pelos eleitos do deus genocida. Para a vergonhosa
função de silenciamento da crítica serve o Ministério Público. Outra função que
esse órgão de fariseus desempenha com muita competência é a de proteger os
corruptos de toga, bandidos comuns movidos pelo afã de riqueza, mas
empoderecidos pelos atributos de seus cargos.
Como
tudo passa … e passa rápido. No tempo de Hasenbalg, falava-se do "negro
revoltado". O tempo agora é do branco revoltado. Isso, sim, foi uma quebra
de paradigma. Terá o sociólogo platino notado as mudanças que traziam as águas
do rio heraclíteo? Passado o momento do "protesto negro", teria ele
lobrigado que no horizonte da história assomava o protesto branco? Por tal
razão, quiçá, não se tenha mostrado tão entusiasmado com as cotas negras das
"ações afirmativas"? Na possível nova orientação dele, a que nos
referimos, hipoteticamente, terá pesado seu rompimento com aqueles militantes
negros de quem mais se aproximara? E qual pode ter sido, nesse sentido, a
influência do covarde assassinato de Maria Beatriz Nascimento? Os mitificadores
negros atribuíram o feminicídio a "racismo", versão negada pela
própria família da militante negra. Mais prosaicamente, Maria Beatriz pode ter
sido morta por se envolver com uma mulher casada. Na realidade, toda a questão
racial vem se tornando mais prosaica. Narrativas de heroísmo, vitimização,
demonização, revolução … vão sendo reduzidas a uma trama muito mais humana em
que os papéis de heróis e bandidos não são tão diferentes.
Apesar
de os perseguidores antibrancos seguirem atuantes, fazem-no por inércia, má
influência e … burrice mesmo. Eles se atrevem a silenciar vozes de que
discordam porque nisso contam com o respaldo dos aparelhos ideológicos e
repressivos do Estado, colocados sob controle dos tiranetes togados e agentes
da ditadura diversitária que sequestraram a justiça. Eu suma, o próprio
Hasenbalg haverá renunciado à condição de herói da revolução pelas supostas
vítimas da raça branca demonizada. Deu-se assim o que se passou com ele? Só
aqueles que privaram com Hasenbalg poderiam responder. A julgar, porém, por tantas
máscaras e mascarados, fantasias e fantasistas envolvidos na questão, será
improvável que venhamos a saber.
A
conclusão de todas essas indicações, tendências, inferências, sentimentos,
pensamentos percepções e até fatos está escrita na mensagem que se depreende de
tudo isso pelo que talvez possamos chamar de semiótica. Trata-se de
interpretação geral do quadro histórico etnopolítico, mas podemos dar exemplo
particular disso, uma ilustração didática, o fecho deste já longo texto. Assim,
vejamos como pode ser lido a essa nova luz o episódio suso referido do
linchamento na Universidade Federal do Rio de Janeiro de que foi vítima Diego
Araújo. Esse estudante foi esmurrado e chutado como um vilão. Não só não tinha
defesa, como era também indefensável aos olhos dos agressores e de seus
cúmplices, os professores daquela instituição de "ensino". Ora, a
mudança de sentido na visão da violência consiste em dotar a vítima de meios de
defesa e, se preciso for, de meios de ataque.
Conforme
o parecer a que nos conduzem as considerações tecidas até aqui, o vitimismo
negro não deve fazer mais vítimas brancas. Aquele estudante foi isso: uma
vítima da militância negra e seus janízaros brancos, dirigidos pelo estabilismo
politicamente correto. O que vitimou Diego foi o racismo antibranco, a praga
cultural que grassa no mundo, principalmente nas academias e na mídia, desde o
triste fim da II Guerra Mundial. Quando os brancos (beges ou morenos) tiverem a
sua própria militância, a sua própria organização, quando tiverem os mesmos
direitos dos negros e judeus à livre manifestação, ganharão consciência do que
são e das ameaças à sua identidade. Aí, então, Diego Araújo não será linchado
por vestir camisa com estampa inapropriada ao gosto de antifas. Diego Araújo
estará livre para vestir, falar ou escrever o que bem quiser, mesmo na sala do
Iuperj onde Carlos Hasenbalg dava aulas, onde ensinava as "lições"
dos seus mentores da carral.
________________________
Sobre o autor: Chauke Stephan Filho, formado em Sociologia, Letras e Educação, é servidor da Prefeitura Municipal de Cuiabá, onde trabalha como sociólogo e revisor.
___________________________________________________________________________________
Relacionado, leia também:
Imigração: o racismo antibranco - por François Bousquet
{Tributo a James Watson (1928-2025)} - Doze Livros Desconhecidos e Suas Verdades Raciais Suprimidas - parte 1 {Lothrop Stoddard e Edward A. Ross}- por Ron Keeva Unz (Demais partes na sequência do próprio artigo)
A cultura ocidental tem morrido uma morte politicamente correta - Paul Craig Roberts
Raça e Crime na América - Por Ron Keeva Unz
Harvard odeia a raça branca? – Por Paul Craig Roberts
Monoteísmo x Politeísmo – por Tomislav Sunić
Politeísmo e Monoteísmo - Por Mykel Alexander
Oswald Spengler: crítica e homenagem - por Revilo Oliver
Noções de cultura e civilização em Oswald Spengler - Por Mario Góngora
Oswald Spengler: Uma introdução para sua Vida e Idéias - por Keith Stimely
Para quem há história? - por Mykel Alexander
O peso da tradição: por que o judaísmo não é como outras religiões, por Mark Weber
Deus, os judeus e nós – Um Contrato Civilizacional Enganoso - por Laurent Guyénot
Sionismo, Cripto-Judaísmo e a farsa bíblica - parte 1 - por Laurent Guyénot
O truque do diabo: desmascarando o Deus de Israel - Por Laurent Guyénot - parte 1


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Os comentários serão publicados apenas quando se referirem ESPECIFICAMENTE AO CONTEÚDO do artigo.
Comentários anônimos podem não ser publicados ou não serem respondidos.