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quarta-feira, 28 de outubro de 2026

{URSS e o terrorismo judaico-bolchevique} Três comunistas judeus selvagens - parte 2 - Revekka Plastinina-Maizel, por Karl Nemmersdorf

 Continuação de {URSS e o terrorismo judaico-bolchevique} Três comunistas judeus selvagens - parte 1 - introdução e Mikhail Vikhman, por Karl Nemmersdorf

 Karl Nemmersdorf

Revekka Plastinina-Maizel

Nosso segundo assunto é Revekka Plastinina-Maizel. Plastinina era seu sobrenome de casada; Maizel, seu sobrenome de solteira. Ela nasceu em 1886 em Grodno, uma cidade típica da Zona de Assentamento, situada perto da confluência da Bielorrússia, Lituânia e Polônia, e que contava com uma população heterogênea — da qual proximamente a metade era composta por judeus. Seus pais eram Kivel e Olga; seus irmãos, Moisey e Yakov, emigraram para a América, e sua irmã Anna, mais tarde, passou a viver com os filhos perto de Revekka, em Moscou. Em 1904, Revekka ingressou no clandestino Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR) e, alguns anos mais tarde, ela ajudou sua prima Eva — que estava presa por atividades revolucionárias — a escapar da prisão de Grodno.18 Por volta de 1909, ela já estava casada com Nikandr Plastinin, um revolucionário russo, e ambos viviam na Suíça, onde Nikandr ajudava Lênin a imprimir o jornal Iskra. O casal teve um filho, Vladimir.19 Eles pertenciam àquela categoria de revolucionários profissionais que dedicavam seu tempo à leitura, à redação de artigos, à “organização” dos trabalhadores e a sonhar com o futuro. O pai de Revekka, que era advogado, provavelmente sustentava esse estilo de vida da filha.

Nikandr Plastinina, Vladimir e Revekka em Genebra, 1916

Quando o czar caiu do o poder, eles retornaram apressadamente à Rússia, juntamente com milhares de outros exilados. A cidade natal de Nikandr era Shenkursk, no noroeste da Rússia, e esta tornou-se a base deles. Em janeiro de 1918, Revekka tornou-se secretária do Soviete Municipal de Shenkursk e, em junho, membro do Comitê Executivo Provincial de Arkhangelsk. Arkhangelsk {Arcangel em português}, situada no Mar Branco, era uma cidade muito maior e o centro da província de Arkhangelsk. Revekka e Nikandr trabalharam juntos para consolidar o poder bolchevique, mas, pouco tempo depois, uma intervenção das Forças Aliadas expulsou os bolcheviques da área. No início de agosto, Arkhangelsk foi tomada por tropas britânicas e americanas, que avançaram para o sul até Shenkursk. Levantes russos contra os comunistas auxiliaram os Aliados em ambas as cidades; Revekka e outros membros do Comitê Executivo chegaram a ser capturados pelos rebeldes, mas Revekka conseguiu escapar.20 Revekka e Nikandr então trabalharam como comissários políticos no Sexto Exército (Vermelho), o qual estava lutando naquela área. No início de 1920, as forças bolcheviques retomaram a área e deram início a um expurgo marcado por vingança e assassinatos, no qual Revekka desempenhou um papel central. Tratou-se de uma onda de terror muito semelhante à que ocorreu na Crimeia, mais tarde naquele ano.

Moscou enviou um alto funcionário da Cheka, Mikhail Kedrov, a Arkhangelsk para “pacificar” a região. Revekka deixou Nikandr, passou a viver com Kedrov e, eventualmente, casou-se com ele. Algum tipo de querela surgiu entre a família de Nikandr e Revekka, o que a levou a ordenar a morte de toda a família dele — pessoas que ela “crucificou em um ato de vingança selvagem”.21 Ao que parece, a família estava insatisfeita com o fato de Nikandr e Revekka terem executado o cunhado de Nikandr, além de demonstrarem um ardor revolucionário insuficiente para o gosto de Revekka. Sergei Melgunov relata que ela “vingou pequenas ofensas que lhe haviam sido dirigidas pela família de seu primeiro marido, mandando crucificar todos os membros dessa família em massa...”.22 Pequenos insultos e falta de ardor revolucionário punidos com uma crucificação em massa? Ela era, claramente, uma maníaca homicida — e isso era somente o começo. Como resultado desse holocausto familiar, Nikandr fugiu e foi trabalhar em outro lugar.23 Contudo, ele não escapou de Stalin: ele morreu em um campo de prisioneiros após ser detido em 1938.

Kedrov, ao que parece, sofria de uma loucura hereditária (seu pai morreu em um manicômio), embora ele fosse um homem de grande cultura, pertencente à pequena nobreza russa, além de músico e médico. Ele costumava tocar Beethoven para Lênin durante o exílio, antes da Revolução,24 Ele teve três filhos com sua primeira esposa; um deles, Igor, tornou-se um interrogador implacável da NKVD na década de 1930. Em março de 1920, Mikhail foi enviado ao norte “como membro de uma comissão encarregada de investigar crimes cometidos pela Guarda Branca e por tropas aliadas... Na prática, tratava-se de uma expedição punitiva... que conferiu a Kedrov a reputação de uma crueldade extrema”.25 Revekka participou ativamente dessa campanha, igualando a crueldade e a loucura de Kedrov — que, segundo relatos, acabou sendo internado em um hospital psiquiátrico posteriormente.

Revekka, Mikhail Kedrov e seu filho Igor

Líderes do Partido em Moscou designaram Revekka para o Comitê Revolucionário provincial de Arkhangelsk.26 Ela e Kedrov detinham poder irrestrito sobre a região, e as matanças começaram. Oficiais do Exército Branco que conseguiram fugir relataram, mais tarde, que em Arkhangelsk eram fuziladas de 60 a 70 pessoas por dia. Os antigos mosteiros de Solovetsky, Kholmogory e Pertominsky foram transformados em campos de concentração — que viriam a se tornar notórios como os terríveis campos do Mar Branco, parte do sistema Gulag. Kholmogory foi estabelecido como um verdadeiro centro de extermínio. Somente em 1920, milhares de pessoas foram fuziladas nesses campos.27 Kedrov “mandou metralhar 1.200 oficiais do Exército Branco a bordo de uma barcaça em Kholmogory, matando metade deles... enquanto sua segunda esposa, Rebeka Plastinina-Maisel, afogou 500 refugiados e soldados [brancos] a bordo de uma barcaça que foi deliberadamente afundada...”28 O casal viajava pela região em seu trem, “interrogando prisioneiros a partir de seu vagão particular nas estações ferroviárias; ali mesmo, eles executavam os infelizes — logo após Rebeka terminar de espancá-los, gritar com eles e agredi-los com os próprios punhos, enquanto... gritava histericamente: ‘Fuzilem-nos! Ponham-nos contra a parede!’”29 Outro refugiado russo branco testemunhou que Revekka “matou, com as próprias mãos, oitenta e sete oficiais e trinta e três cidadãos”.30

Não demorou muito para que os dois alarmassem até mesmo seus superiores com seus excessos loucamente selvagens. Naquele verão, eclodiu uma revolta antibolchevique, a qual eles reprimiram com tamanha ferocidade assassina que acabaram sendo removidos de seus postos. Consta que Kedrov estava preparando a execução de todos os alunos de uma escola. Camaradas do Partido registraram oficialmente que Revekka era uma “mulher doente” (o mesmo diagnóstico aplicado a Roza Zemliachka depois que esta, alguns meses mais tarde, na Crimeia, mergulhou em uma psicose sangrenta).31 Eles não foram punidos, é claro; apenas transferidos para outras funções. Kedrov “passou um tempo sob cuidados psiquiátricos antes de retornar ao trabalho — com a mesma crueldade — na Cheka, na região do Mar Cáspio. Ele retirou-se da Cheka após a Guerra Civil...”32 Revekka, ao que tudo indica, acompanhou-o em seus vários postos. Com o tempo, estabeleceram-se em Moscou, perto de sua irmã Anna e da família dela.

Kedrov não viveu até o fim de seu tempo de vida natural, diferente de Revekka. Ele havia acusado o novo chefe do NKVD (em novembro de 1938), Lavrenti Beria, de ser um agente duplo; em resposta, Beria mandou prendê-lo em novembro de 1939. Surpreendentemente, Kedrov obteve uma absolvição na Suprema Corte, mas Beria simplesmente ordenou que ele fosse fuzilado em outubro de 1941.33 Revekka teve um destino bem diferente: na mesma década, ela ascendeu a um cargo na Suprema Corte Soviética.34 (Fora isso, eu não encontrei outros detalhes sobre sua vida posterior.) Ela faleceu aos sessenta anos, em outubro de 1946, e foi sepultada no Cemitério Donskoye, em Moscou — local que, durante o Grande Terror, serviu para enterros coletivos secretos.35 Naquele inverno, a terra russa pôde respirar um pouco mais aliviada.

Tradução e palavras entre chaves por Mykel Alexander

 Continua...

 Notas:


18 Nota de Karl Nemmersdorf: As fontes a que fui capaz ter acesso sobre Plastinina-Maizel eram ainda mais escassas do que as referentes a Vikhman.

19 Nota de Karl Nemmersdorf: Posteriormente, Vladimir trabalhou para o NKVD, serviu na Segunda Guerra Mundial e tornou-se acadêmico na Universidade Estadual de Voronezh. Faleceu em 1973. Informações de Andrei Zhukov, da organização Memorial:

https://nkvd.memo.ru/index.php/Пластинин,_Владимир_Никандрович

20 Nota de Karl Nemmersdorf: Natalia Golysheva, “Red Terror in the North “Did the civil war never end?” dezembro de 2017.

https://www.bbc.com/russian/resources/idt-sh/red_terror_russian

21 Nota de Karl Nemmersdorf: Orlando Figes, A People’s Tragedy: The Russian Revolution 1891-1924 (New York: Penguin Books, 1998), p. 647.

22 Nota de Karl Nemmersdorf: S. Melgunov, Red Terror in Russia, p. 200.

23 Nota de Karl Nemmersdorf: Rokiskis Rabinovičius, “Revekka Kedrova-Plastinina-Maizel” em seu blog: http://rokiskis.popo.lt/2011/06/06/revekka-kedrova-plastinina-maizel/

24 Nota de Karl Nemmersdorf: George Leggett, The Cheka: Lenin’s Political Police, p. 270.

25 Nota de Karl Nemmersdorf: George Leggett, The Cheka: Lenin’s Political Police, p. 270.

26 Nota de Karl Nemmersdorf: Alexander Solzhenitsyn, Zwei Hundert Jahren zusammen: Der Juden in der Sowjetunion, (München, 2003), p. 141.

27 Nota de Karl Nemmersdorf: Natalia Golysheva, “Red Terror in the North “Did the civil war never end?” dezembro de 2017.

https://www.bbc.com/russian/resources/idt-sh/red_terror_russian

28 Nota de Karl Nemmersdorf: George Leggett, The Cheka: Lenin’s Political Police, p. 431, n. 13.

29 Nota de Karl Nemmersdorf: S. Melgunov, Red Terror in Russia, p. 199.

30 Nota de Karl Nemmersdorf: S. Melgunov, Red Terror in Russia, p. 200.

31 Nota de Karl Nemmersdorf: D. Sokolov, Михаил Кедров e Ревекка Пластинина (“Mikhail Kedrov e Rebeka Plastinina”) 8 de setembro de 2009 https://dv-sokolov.livejournal.com/9061.html

32 Nota de Karl Nemmersdorf: Donald Rayfield, Stalin and His Hangmen: The Tyrant and Those Who Killed for Him (New York: Random House, 2004), p. 84.

33 Nota de Karl Nemmersdorf: Donald Rayfield, Stalin and His Hangmen: The Tyrant and Those Who Killed for Him (New York: Random House, 2004), p. 358.

34 Nota de Karl Nemmersdorf: Alexander Solzhenitsyn, Zwei Hundert Jahren zusammen: Der Juden in der Sowjetunion, p. 141.

35 Nota de Karl Nemmersdorf: É também o local do túmulo de Soljenítsin.

Fonte: Three Savage Jewish Communists, por Karl Nemmersdorf, 30 de dezembro de 2025, The Occidental Observer.

https://www.theoccidentalobserver.net/2025/12/30/three-savage-jewish-communists/

Sobre o autor: Karl Nemmersdorf é um escritor que contribui com artigos no The Occidental Observer, sob pseudônimo em decorrência dos riscos de coerção por exposição de temas de alta polêmica.

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